Servir de Verdade É Adorar com Vontade – 2 Crônicas 34 e 35 | Jônatas Hübner | IBNU
02/06/2025
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Você acha que tem muita diferença entre a adoração e o serviço? Será que são esferas completamente desconectadas ou será que há uma conexão muito importante aí que nós podemos aprender? Por isso, eu quero falar com você hoje sobre servir de verdade é adorar com vontade. Baseado no livro das crônicas, no segundo livro das crônicas, capítulos 34 e um pedacinho do capítulo 35. Convido você agora a servir adorando, compartilhando esse conteúdo com seus amigos. E talvez se você ainda não fez a inscrição no nosso canal, se inscreva, ative o sininho, dê um joinha nesse vídeo e seja um canal de bção na vida das pessoas que estão ao seu redor. [Música] Seja muito bem-vindo a mais um momento de reflexão aqui na IBNU. E nesse mês que nós estamos pensando como nós devemos nos colocar a serviço, à disposição dessa missão que nós aprendemos do texto bíblico para desenvolver o reino, para expandir o reino, para trazer mais pessoas para esse reino. Eu queria pensar com você um tema que às vezes a gente pensa que está desconectado. A gente às vezes pensa que a quando nós nos dispomos a servir, nós temos que labutar, nós temos que trabalhar, nós temos que sair do nosso lugar, nós temos que nos lançar para fazer alguma coisa. Em outros momentos, a gente tem um outro tipo de comportamento, uma outra atitude que parece estar completamente separada desse movimento inicial do serviço. Por isso eu quero falar com vocês hoje a respeito do tema servir de verdade é adorar com vontade. E a gente vai ver a história que está narrada no livro das crônicas. Vocês conhecem o livro do Antigo Testamento das Crônicas? A gente vai falar um pouquinho sobre esse livro e vamos falar sobre a história de um dos reis que é mencionado ali, sem claro, deixar de cobrir todo o ambiente que ele recebe no seu reinado. E é interessante a gente falar do livro de Crônicas, porque Crônicas ele tem um um viés, ele tem uma, vamos dizer assim, uma intenção um pouco diferente daquele livro dos Reis. Muitas pessoas quando começam a ler o texto bíblico e aí eles pegam como qualquer outro livro, ah, vamos começar a ler do início. E aí começam a ler o livro bíblico, a Bíblia através do Gênesis. Aí vem o Gênesis, Gênesis do capítulo 1 ao capítulo 11, que é aquela história da cosmogonia, né? Ou seja, a cosmogonia de Israel, a forma como eh Moisés entendeu que deveria escrever o início de todas as coisas, o início do universo. E aí ele vai e coloca todos aqueles elementos. Vocês sabem, Gênesis 1 e Gênesis 2 falam muito lá da criação. E essa criação que Moisés apresenta, ela não é muito diferente das outras criações presentes na sua época. por exemplo, dos sumérios, dos acadianos, dos paleobabilnios, dos egípcios. Só tem um um viézinho assim um pouco diferente. Em todas essas outras culturas, a criação do mundo, ela tem várias etapas e ela normalmente ela é demandada por um deus superior e um deus inferior vem aqui e executa. A gente chama isso de demiurgo em alguns casos. é aquele que vai entrar ali na história para realizar algumas obras, algumas questões muito específicas. E por que isso? Porque no pensamento antigo, e também isso vai perdurar durante a história antiga, esse Deus criador, esse Deus demandador, vamos dizer assim, ele não poderia ser acessado. Ele estava numa posição celestial, num reino celestial que não poderia ter acesso. Ninguém poderia ter acesso. Só que o que nós vamos ver é da história que Moisés vai apresentar, então esse rei que não poderia ter acesso, ele precisa de um emissário para executar as coisas no mundo material. Então é esse Demiurgo que muitas, em algumas culturas era o filho desse deus com a deusa. E aí você tem o o o nascimento de um semideus ou de um deus de categoria inferior que vem aqui para lidar com a matéria. No caso do que Moisés apresenta, não há nenhuma divisão, divisão em divindades. Não existem outras divindades. é apenas o Deus criador que está assim num alto e sublime trono, mas que ele olha para essa massa sem forma e vazia, o seu espírito paira ali sobre a face das águas, ele começa a produzir todas as coisas. Você vai na sequência, aí você começa a conhecer a história de Abraão. Abraão, aquela história fantástica de ouvir a voz do seu Senhor, que o chamou para sair da casa do seu pai e ir para uma terra que ele não conhecia. E isso já é em si, por si só, um ato de fé. Abraão sai da sua terra, vai para a região de Canaã, Deus mostra a terra e fala: "Vou entregar tudo isso aqui para você e para os seus descendentes". E naquele momento da história, prestem bastante atenção, inclusive no capítulo 17 de Gênesis vai haver, perdão, capítulo 15 de Gênesis vai haver uma história das mais fantásticas possíveis, que é o momento da aliança de Deus com Abraão. E Deus vai fazer uma promessa para Abraão. Ele até faz lá uma cerimônia que era muito comum na sua época de abrir, cortar animais ao meio e colocar as metades dos dois lados, fazendo um corredor para se passar no meio dos animais. E esse era um modelo de contrato da época, ou seja, para você assinar um contrato de parceria, de fidelidade com outro grupo, você fazia essa cerimônia, abria esses animais. E o que que você estava querendo dizer? Quando você passa no meio dessa desse corredor de sangue, os dois lados vão se cruzar, ou seja, um que quer fazer o contrato tá de um lado, o outro está do outro lado. Eles vão trocar de lado. E eles falam assim: "Olha, que aconteça comigo e com os meus descendentes o que aconteceu com esses animais, caso eu não cumpra o meu acordo com você". Mas na história de Abraão, ela é especial, porque Deus permite que Abraão tenha um sono profundo. Abraão está dormindo e Deus na figura de um fogueiro soltando fumaça, o fogueiro esfumaçante, ele passa no meio sozinho. Porque quem garante a aliança com Abraão é ele. Por que que eu tô chegando lá atrás? Por que que eu estou falando desse ponto? Porque na medida que você continua estudando o a história bíblica que vai ser apresentada, nós chegamos num período muito impactante e muito interessante da história de Israel. um momento que você vai conhecer obviamente a história dele, porque você tem com certeza algum amigo que se chama Davi. E esse nome Davi vem desse grande rei, desse grande líder que foi levantado no meio do povo de Israel para unificar todo o povo, para colocar os israelitas debaixo de uma só liderança e conquistar grande parte daquele território que havia sido prometido por Deus a Abraão. Davi vai ter grandes conquistas. Davi vai conseguir expandir o seu território. Quando o seu filho assume o trono Salomão, ele expande ainda mais o território. Só que antes de Davi tem um nomezinho que muitas vezes a gente pula, o famoso Saul. E Saul ele vai ser o primeiro rei da do período monárquico de Israel. Ele é o primeiro e que ele vai ser ungido inclusive por Samuel. E o que que nós vamos ter? Qual vai ser a grande questão? Saul e Davi, dentro do livro Primeiro e Segundo Samuel, eh, são os contrastes. É o rei que Deus rejeita e o rei que Deus aprova. E essa é a grande informação para esse momento aqui da nossa reflexão. Vai haver na história de Israel reis que Deus vai olhar e vai falar assim: "Não tenho nenhuma felicidade nesse rei. Vou eliminar esse rei daqui. Vou tirar ele da minha frente, porque ele está fazendo coisas abomináveis que aquela lei de Moisés tinha indicado. Ele está fazendo tudo o contrário. E quando nós vamos ver o contraste entre Davi e Saul, em Saul vai haver uma mensagem profética para o povo de Israel. Isso tá lá no livro de Primeiro Samuel. E Deus manda uma mensagem por Samuel falando pro povo: "Vocês não estão rejeitando a Samuel como líder, o juiz da geração de vocês. Vocês estão rejeitando a mim como senhor e governador de vocês. E eu vou lhes dizer o que vai acontecer com os reis, o rei que assumir." E aí ele faz uma lista de coisas muito pesadas. Ele vai aumentar os impostos. Ele vai pegar as suas filhas como servas, vai pegar os seus filhos como soldados de guerra. Muitos vão morrer por causa do rei. Ele vai acumular para si riquezas, vai acumular tesouros. Tudo isso que a lei proibia. Deus vai falar: "Vai acontecer, porque vocês não rejeitaram a Samuel, vocês rejeitaram a mim". E é exatamente o que nós vemos na história dos reis de Israel. Então, nós temos o livro dos reis de Israel, a historiografia, os teólogos que estudam essa parte da historiografia bíblica entendem que o escritor desse livro dos Reis, ele tem duas características. A primeira, que ele deve ter vivido até o final do reino do sul, que é o reino de Judá, que cai no ano 586 antes de Crist. E a segunda característica é que ele tem uma intenção ao escrever o livro dos Reis. Ele quer mostrar por que Israel e no caso ali o reino do norte de Israel e o reino do sul de Judá foram removidos do seu território, o território que Deus havia prometido para Abraão. Porque a promessa que Deus fez para Abraão de que através dele todas as famílias da terra seriam abençoadas e também a promessa de que ele daria aquela terra como herança para os seus descendentes, essa promessa foi cumprida. Moisés não entra na terra, mas Josué entra na terra e eles conquistam a terra. Só que no período de Moisés havia várias ordenanças, vários decretos de Deus falando: "Essa terra será de vocês no período ou por enquanto, pelo período em que vocês estiverem me adorando, seguindo os meus preceitos, seguindo os meus estatutos. Se vocês fizerem isso, vocês vão ter um lugar permanente, perpétuo aqui. Mas se vocês romperem com os meus estatutos e os meus mandamentos, eu vou expulsar vocês daqui. E o livro dos Reis conta essa história, a história de como o reino do norte abandonou os decretos do Senhor e foi expulso. E como o reino do sul numa data posterior fez a mesma coisa. E aí nós temos vários reis ali que são listados. uns aprovados, outros reprovados. Mas aí nós falamos do livro das Crônicas, ou seja, quando a pessoa está lendo o texto bíblico, como eu mencionei no início, e ela lê o livro dos Reis, ela entende: "Nossa, essa história aqui é muito impactante." Aliás, eu não falei disso. É muito provável que o escritor do livro dos Reis tenha sido o profeta Jeremias, porque na história do livro de Jeremias, ele menciona que ele foi meio que raptado, foi levado como os fugitivos para o Egito. Ele não queria, ele queria ficar em Jerusalém, queria ver ali a juízo de Deus sobre aquela cidade. Ele queria quase que se martirizar ali, mas ele é, vamos dizer assim, levado à força para o Egito e se estabelece lá no Egito. Você de repente passa do livro dos Reis e pela ordem da nossa Bíblia, a ordem comum, você tem o livro das Crônicas. Para vocês terem uma ideia, nessa Bíblia hebraica que está aqui, o livro das Crônicas, ele está na última posição. Você sabe que livro hebraico, a gente, a Bíblia hebraica, a gente abre de do de trás paraa frente do nosso padrão, né? E aí quando você vem aqui na lista de livros, é o último livro. Olha só, temos aqui Gênesis. Se você vier aqui para o final, nós temos o livro de Segundo Crônicas, que é o último livro da Bíblia hebraica. Porque pela lógica judaica, pelo entendimento do do da da canonicidade do texto e da do fechamento do canon hebraico, o livro das Crônicas é o último livro, vamos dizer assim, a pertencer, a fazer parte desse conjunto de livros da Bíblia hebraica. E por que isso? Porque é muito provável que esse livro tenha sido escrito no exílio. E sendo escrito no exílio, a intenção é diferente. Lembra que eu falei lá, provavelmente Jeremias, quem escreve o livro dos reis, e ele tem a intenção de mostrar como que o povo chegou naquela situação. O livro das Crônicas, ele é um pouco diferente, porque o livro dos Reis, se Jeremias é o autor, e nós não temos muitos motivos para duvidar disso, apesar de o a autoria não está mencionada no texto do livro dos Reis, eh, ele é um profeta, ele é alguém que mora no Reino do Sul no período mais crítico do reino do Sul. E uma das coisas que ele vai apontar no seu livro é que o motivo do reino do sul estar se corrompendo, está se afastando, é por conta da influência das pessoas que fugiram do reino do norte. Então parece que tá criando uma certa rivalidade aqui entre os reis do reino do sul e os reis do reino do norte. E eu queria mostrar para vocês aqui uma coisa muito interessante. Você tá vendo aí agora uma tabela e essa tabela mostra o nome de todos os reis do reino do norte. Começando lá pro Jeroboão e depois você vai ter um Jeroboão 2 lá por volta do ano 782, 700 que vai de 782 a 753, reinando aí por 29 anos. E aí você tá vendo uma tabela ali, uma coluna, perdão, chamada aprovação. Nenhum dos reis do reino do norte foi aprovado. E isso baseado no texto bíblico, tanto de reis como de crônicas. E aí o que que acontece? Você percebe que há realmente uma animosidade com relação aos reis do reino do norte. Eles são os culpados, eles trazem o pecado diante do povo. Você pode ver inclusive aí o motivo da aprovação ou da rejeição. No caso aqui só tem motivo de rejeição, né? Quem introduz a idolatria no reino do norte é Jeroboão I, fazendo ali os dois centros de culto com dois touros, dois bezerros de ouro, da mesma forma como aconteceu lá no Monte Sinai. E aí você tem, por exemplo, o rei Jeú ali, que cumpre a mensagem de Deus para Acabe. Acabe é aquele terrível rei que luta contra Elias, quer matar Elias, amando da sua esposa Jezabel. E aí diz Deus para Acabe que a família dele seria eliminada. É Jeú quem elimina com a casa de Acabe. Ele que elimina toda a genealogia de Acabe. Mas ele também não abandonou os pecados de Jeroboão. São alguns dos reis que nós vamos encontrar. Alguns não, perdão, aqui é a lista completa dos reis que nós vamos encontrar no reino do norte. Mas olha que interessante, no reino do sul, e aí que eu falo para você da intenção do texto, existem alguns reis que foram aprovados. Você tem o rei Asa, você tem o rei Josafá. Lembrando que Roboão também assume. Roboão é o filho direto de Salomão. Ele também assume algumas práticas idólatras, como o reino do norte tinha feito. E aí a Bías segue nos caminhos do seu pai, vem Asa e rompe com isso. Josafá rompe com isso. Jorão volta. Jorão traz novamente os postes ídolos dos deuses pagãos cananeus. E aí você vai ter a Tálha. Joaz tenta voltar ali a a faz uma restauração do templo e segue os conselhos do ministro Joiada. Eh, você tem Azias, que Amacias, que também é um pouco ele eles seguem um pouco os caminhos de Deus, mas ele depois se afasta. E aí você tem dois reis que são muito importantes, Usias e Jotão. Usias é um rei muito, muito impactante, porque ele vai ter do lado dele ali uma pessoa que, na verdade, vai surgir justamente nesse ano 740 antes de Cristo. Inclusive é mencionado no seu livro a respeito dele, do rei Josias, né, o livro do profeta Isaías. Isaías capítulo 6, ele vai falar no ano da morte do rei Usias, ou seja, nesse ano 740, Isaías tem a visão maravilhosa do trono de Deus. Ele vai falar, né? Vi o Senhor assentado num alto e sublime trono, e as abas das suas vestes cobriam todo o espaço. Os serafins estavam diante dele. Cada um tinha seis asas. Com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, com duas voavam. E diziam uns para os outros que é uma frase tão impactante. Cadoch, cadoch, cadochet savaot. Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos. Então, todo esse cenário aparece diante de Isaías e Isaías começa a proferir, a falar os seus oráculos, as suas profecias para Israel daquele tempo e também as profecias que vão se cumprir depois na era messiânica. inclusive com profecias para a era vindoura, para o retorno triunfante do nosso Senhor Jesus. E aí o Zias vai ser aprovado, Jotão vai ser aprovado, Acas entra no circuito reprovado e o último rei que vai ouvir as palavras de Isaías é justamente Ezequias, que tem um papel importantíssimo na história de Israel. É ele quem luta contra a possível invasão de Judá e a conquista de Jerusalém feita por Senaqueribe. E ele vai ter algumas obras espetaculares dentro da cidade de Davi para preservar o povo. É ele inclusive que depois, se vocês olharem ali, ele está no ano 716. Lembra que o último reino de Israel, o último rei de Israel cai em 722. Então, muitos refugiados fogem do reino do norte, vem para o reino do sul e se estabelecem Jerusalém. Ezequias vai ser o rei que vai ali fechar com muros essa região onde esses refugiados estavam, porque a cidade de Jerusalém não era uma cidade muito grande. Então, muitos desses refugiados estavam do lado de fora dos muros da cidade. Ezequias vai lá e fecha esses muros para poder dar uma proteção para esse povo. E o seu bisneto Josias é o rei que nós vamos falar hoje. Mas antes de falar de Josias, eu queria começar falando do pai dele. Olha que interessante. Amon tinha 22 anos de idade quando começou a reinar e reinou 2 anos em Jerusalém. Apenas 2 anos. Ele fez o que o Senhor reprova. Tá vendo a tabela de aprovação e reprovação? É por conta dessas dessas informações que o texto nos passa. Ele fez o que o Senhor reprova. A semelhança de seu pai Amom. A, perdão, a semelhança de seu pai. Amon prestou o culto e ofereceu sacrifícios a todos os ídolos que Manassés havia feito. Mas ele faz uma ressalva com relação a Manassés. Mas ao contrário do seu pai Manassés, Amon não se humilhou diante do Senhor. Antes aumentou a sua culpa. Os oficiais de Amon conspiraram contra ele e o assassinaram em seu palácio. Mas o povo matou todos os que haviam conspirado contra o rei Amon e proclamou seu filho Josias rei em seu lugar. Se nós formos olhar pra história de Israel nesse momento, a gente, como eu mostrei para vocês, não chega aqui à toa. As questões, as circunstâncias estão muito periclitantes, muito difíceis. Eu não tô nem falando de uma questão econômica, até porque nesse momento da história Israel já começa a perder o seu poderio econômico ali da região e também seu poderio militar. Mas durante muito tempo, Israel, sem ser incomodado por seus vizinhos diretos estrangeiros, teve uma prosperidade eh financeira, econômica e também com o poderio militar, inclusive fazendo ali pequenas incursões em territórios, em reinos próximos a Israel. Isso vai ser narrado tanto no livro dos Reis como no livro das Crônicas. Alguns momentos Israel vence, alguns momentos Israel como país, né? Não reino apenas o reino do norte, mas o reino de Judá, o reino de Israel, eles às vezes vencem, às vezes eles perdem batalhas, mas a gente vai vendo que a moral da sociedade vai caindo cada vez mais, cada vez mais eles se envolvem com práticas cúlticas terríveis. E aí você pergunta: "Mas poxa, o que que era de tão terrível assim? O que que acontecia de tão desastroso assim para que Deus viesse e trouxesse o juízo que ele havia prometido trazer? O que que tinha de acontecimento? Então, vamos lá. Havia um culto que era o principal culto da região da dos cananeuses, o culto na região de Canaã, que era o culto ao deus Baal. Só que Deus, o deus Baal, ele era o Deus considerado o o Senhor dos céus. Ele era inclusive chamado de Deus Trovão. E quando e foram encontrados alguns centros cúlticos desses em ruínas lá em Israel e os arqueólogos desenterraram alguns objetos lá encontrados de 2300, 2500, 2300 não, porque é pouco tempo, 2700, na verdade, 2700, 2800 anos, eles encontraram as famosas estatuetas de Baal. E Baal, ele é ele é descrito, ele é ele é ele é pensado como um guerreiro que segura uma flecha, uma lança, perdão, não uma flecha, ele segura uma lança. Só que essa lança não é qualquer lança, é um raio. É com quase o deus Thor, só que Thor usa o martelo. E esse Baal, ele está sempre em posição de ataque, né? Ele está com as pernas assim. Ele nunca tá com as pernas juntas. Ele tá com as pernas assim, porque ele está sempre em posição de ataque, segurando um raio. Nós estamos falando de uma região onde chove muito pouco. É uma região onde tem muitos desertos. É uma região onde os o clima é árido. Então você servir a divindade que controla a chuva é muito importante. E Israel se envolve nessa prática. Aí você fala: "Beleza, eles estavam ali pulverizando ali, né, o mercado financeiro, o mercado religioso. Eh, vamos apostar em tudo quanto é lugar. Qual é o grande problema disso? Primeiro que isso é idolatria. Isso é completamente contrário a uma dos 10 mandamentos que Deus passou para Moisés. Aliás, é um dos primeiros, né? Você só terá Deus como Senhor e você não fará imagens de nada para cultuar. Isso está logo no início do decálogo. Só que tem um segundo problema, porque o culto a Baal era envolvido com o culto da esposa ou da mulher de Baal. Baal era o Deus dos céus, o Deus das chuvas. E você tinha uma outra deusa que era deusa da terra chamada Azerá. E aí o que que acontecia nesses cultos? Eles entendiam que quando eles ofereciam cultos a Baal, quando eles prestavam um culto digno a Baal, Baal estava feliz. Então, Baal mandava ali a sua virilidade masculina para a terra, que era a chuva. Porque na cabeça deles, quando Baal fertilizava a terra com a sua, o seu semen, que era a chuva, a terra produzia. Então, dentro desse culto, que era um culto de fertilidade, não era apenas a fertilidade do ambiente. Como que era esse culto? Como que era prestado esse culto? através das relações sexuais com as famosas eh sacerdotisas cultuais, né? E você tem duas palavras dentro do hebraico para falar disso, a famosa zoná e que deixá que envolve essa prática cúltica ali. Inclusive a Tamar, ela é chamada de que deixar lá no texto em Gênesis, quando ela vai se envolver com Judá, justamente o pai da tribo de Judá. Eh, e aí o que que nós temos nesses cultos? Nós temos essa prática que era proibida pela lei também. Lá em Levítico, capítulo 18, tem várias práticas sexuais que são proibidas e essa era uma delas, era uma prática acúdica proibida. Até aí tudo bem. Você fala assim: "Poxa, mas é é uma questão de urgência às vezes do corpo, né? Dá para entender. Esse povo não tinha televisão, não tinha rádio, eles tinham que fazer alguma coisa, né? Então, às vezes achou que aquilo ali era algo que eles pudessem até passar o tempo. Mas aí tinha um outro, uma outra prática que inclusive foram encontradas estatuetas em Jerusalém, numa região sul, no Vale dos Filhos de Inon, que depois recebeu um nome famoso chamado Geena, que era a prática do sacrifício de crianças ao deus Moloque. Isso estava espalhado por Israel. Então você tinha uma prática de fertilidade, você tinha uma prática do culto ali da produção da terra e depois você tinha uma prática de sacrifícios humanos, dois cultos proibidos. Isso eu tô falando só desses dois. Havia outros tipos de cultos, postes, ídolos e divindades que estavam espalhadas pelo território de Israel. Então, foi isso que Amon se envolveu. Foi com isso que Amon acabou se envolvendo. E aí, como nós vamos ver, aparece na história aí esse contexto pesado. Judá estava espiritualmente corrompida pelos reinados anteriores, especialmente Manassés e Amon. havia toda essa idolatria, o culto aos deuses estrangeiros, o abandono da lei. Esses essas são as características que marcam esse período. O reino do norte de Israel já havia sido destruído pela Síria em 722 e Judá seguia o mesmo caminho de infidelidade. O templo estava deteriorado e a palavra de Deus havia sido esquecida. E o texto que a gente acha que que faz muita referência a esse período é esse, ó. Ele fez a mão o que o Senhor reprova, assim como seu pai Manassés e adorou e prestou o culto aos ídolos que seu pai havia feito. E aí nós passamos para o capítulo 34 do livro das Crônicas. E é esse o capítulo, vamos dizer assim, mais importante da nossa análise aqui, porque vai falar sobre esse Josias, esse filho de Amom, que tinha tudo para seguir os passos do seu pai. Só que o que que a gente vai perceber quando a gente lê a história de Josias? Olha só, Josias tinha 8 anos de idade, quando começou a reinar e reinou 31 anos em Jerusalém, ou seja, ele morre aos 39 anos. Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a esquerda, nem para a direita, nem para a esquerda. E olha que interessante, tem alguns marcos temporais aqui. No oitavo ano do seu reinado, sendo ainda bem jovem, ele começou a buscar o Deus de Davi, seu predecessor. No 12º ano, começou a purificar Judá e Jerusalém dos altares idólatras, dos postes sagrados, das imagens esculpidas e dos ídolos de metal. Sob as suas ordens foram derrubados os altares dos baalins. Além disso, ele despedaçou os altares de incenso que ficavam acima deles. Também despedaçou e reduziu a pó os postes sagrados e as imagens esculpidas e os ídolos de metal, e os espalhou sobre os túmulos daqueles que lhes haviam oferecido sacrifícios. Ou seja, ele não apenas destruiu, ele fez virar pó e jogou sobre o túmulo, quase que como uma oferta ao Senhor. Falou: "Senhor, olha só, o meu compromisso contigo. Tá aqui o túmulo daqueles que te adoravam, que que rejeitavam a sua adoração, que faziam sacrifícios aos outros ídolos. Tô jogando os ídolos deles sobre eles para mostrar que nós não queremos mais essa prática aqui em Israel. E continua depois, calma que a coisa vai ficar pior. Depois ele queimou os ossos dos sacerdotes sobre esses altares, purificando assim Judá e Jerusalém nas cidades das tribos de Manassés e de Efraim, e de Simeão, e até mesmo de Naftá ali e nas ruínas ao redor delas, derrubou os altares e os portes sagrados, esmagou os ídolos, reduzindo-os a pó, e despedaçou todos os altares de incenso espalhados por Israel. então voltou para Jerusalém. Esse trecho é muito importante, porque ele não apenas está preocupado com Judá, mas ele vai subir ao território que anteriormente era o território do reino de Israel, o reino do norte. Vai entrar nos territórios, como ele menciona aqui, Manassés, Manassés, Efraim, Simeão e Naftali, que são do lado do norte. Lá nesses lugares, ele vai fazer a mesma limpa que ele fez em Jerusalém e em Judá. Ele vai batalhar para não ter mais idolatria na região de Israel, no território de Israel, na tentativa de voltar-se aos caminhos do Senhor. E ele faz mais, olha que interessante, a partir do verso 8, no 18º ano do seu reinado, ou seja, no 18º ano, ele tinha 8 anos quando começou a reinar. Então ele tá aqui com 26 anos a fim de purificar o país e o templo. Olha só a dificuldade para poder fazer uma purificação completa nesse país. Ele enviou Safã, filho de Azalias, e Mazeéias, governador da cidade, junto com Joá, filho do arquivista real Joacas, para restaurarem o templo do Senhor, o seu Deus. Olha que legal isso aqui. Primeiro ele começa a reinar aos 8 anos. Aos 16, ele começa a buscar o Deus do seu pai Davi. Aos 20, ele inicia uma campanha de purificação em Judá e em também na cidades e também nas cidades do antigo Israel. Ele derruba os altares, destrói imagens, elimina as práticas pagãs, demonstra que a verdadeira adoração começa com coração voltado a Deus e ações concretas de arrependimento. Por isso que quando a gente falou no início é que quando a gente quer servir ao Senhor de verdade, né? O que que a gente falou aqui? Para servir de verdade, você precisa adorar com vontade. Então, ele não vai deixar a adoração em segundo plano. Ele não vai deixar o processo cútico de Israel em segundo plano. E aí quando a gente fala dessa história de que às vezes a gente pensa que servir e adorar são coisas que não estão conectadas, a palavra para servir, para para ser servo ou para, vamos dizer assim, trabalhar é a mesma palavra que é para adorar. A gente já falou isso aqui atrás, há um tempo atrás, a palavra avodá. Então, quando você vai prestar culto, você vai fazer avodá, você vai fazer um culto, você vai servir e prestar um culto ao Senhor, que também é servir. Então, as duas coisas estão conectadas. E Josias percebe isso, corre atrás de limpar Israel de todas essas práticas pagãs terríveis e corre atrás agora de restaurar o templo do Senhor, de restaurar o centro de culto, ou seja, para que o serviço não ficasse apenas na esfera civil e social, também ficasse na esfera religiosa, ainda que nós tenhamos essa prática de divisão por conta de um resquício aí de um platonismo que faz-se presente na nossa sociedade. Nós ainda temos essa tendência de separar o que é sagrado do que é profano, o que é eh religioso do que é secular. Na cabeça bíblica isso não existe. Você é um inteiro. Você é você tem que viver sagrado o tempo todo, tanto na esfera eclesiástica, ou seja, na reunião na assembleia, como na esfera particular individual. E Josias está aqui buscando, lutando contra essas práticas, tentando remover de Israel tudo aquilo que os afastou dos preceitos e dos caminhos de Deus. Só que tem um detalhe, ele começa a reforma do templo. E o que que o texto vai nos dizer? Enquanto recolhiam a prata que tinha sido trazida para o templo do Senhor, o sacerdote Iuquias encontrou o livro da lei do Senhor. Nós estamos falando aqui do livro de Moisés, a Torá, que havia sido dado por meio de Moisés. E o Kias disse ao secretário Safã: "Encontrei o livro da lei no templo do Senhor". E o entregou a Safã. Então, Safã levou o livro ao rei e lhe informou: "Teus servos estão fazendo tudo que lhes foi pedido, ordenado." Fundiram a prata que estava no templo do Senhor e a confiaram aos supervisores e trabalhadores. Ou seja, eles estão pagando direitinho aqueles que estão trabalhando lá. e acrescentou: "Ah, o sacerdote o Kias entregou-me um livro" e Safã leu trechos do livro para o rei. E aí você pensa, bom, ele já começou um processo de limpeza. Ele só vai ver que tá no caminho certo, que está sendo confirmado aquilo que o livro vai dizer, porque ele está tentando limpar todas essas todas as práticas eh eh cúicas pagãs de Israel. Olhem a reação do pequeno, do do novo, do do jovem rei Josias. Assim que ouviu as palavras da lei, rasgou as suas vestes. Um sinal comum da época de eh de desespero, de contrição, de arrependimento. Quando você estava arrependido, você rasgava as suas vestes, você rasgava tudo e algumas vezes ainda jogava cinza sobre a cabeça, principalmente em velórios, em sepultamentos, quando você, por exemplo, um pai que tinha na esperança da continuidade do seu nome, do seu filho, esse seu filho morre. Muitas vezes essa era a prática comum de rasgar as vestes, vestir-se com pano de saco e jogar cinza sobre a cabeça. E ele rasga suas vestes e deu as ordens, estas ordens, a Iuquias, a Aikã, filho de Safã, e a Abidom, filho de Mica, ao secretário Safã e ao auxiliar real, Asaías. Olha o que que ele fala. vão consultar o Senhor por mim e pelo remanescente de Israel e de Judá acerca do que está escrito nesse livro que foi encontrado. Olha, olha, olha a a a sagacidade, a percepção desse pequeno, desse jovem rei que viu tudo que Israel estava vivendo, viu que Judá estava vivendo, começa a fazer uma limpeza. Depois ele é confrontado com o livro da lei, confrontado com a palavra escrita do Senhor. E aí ele diz: "A ira do Senhor contra nós deve ser grande, pois os nossos antepassados não obedeceram a palavra do Senhor e não agiram de acordo com tudo que estava escrito nesse livro." Durante essa reforma do templo, Euquias encontra o livro da lei do Senhor. Quando o livro é lido ao rei, Josias rasga suas vestes em arrependimento profundo. Consulta a profetiza UDA, é o texto que nós vamos ler na sequência, e confirma o juízo de Deus. Mas também uma coisa muito interessante, ele confirma que Deus é misericordioso. Deus não faz as coisas por vingança plena, por simplesmente querer ver o mal das pessoas. Esse é um Deus de misericórdia. Ele quer que o povo se volte para ele. E essa verdadeira adoração, ela é guiada pela palavra de Deus e ela tem que romper com tradições e aparências. Então, quando nós falamos em servir, nós não temos que buscar servir a Deus apenas para aparecer bem na foto, para estarmos bem naquela imagem geral que a igreja tem. Ah, esse rapaz, ele é um rapaz muito querido. Ele se doa pelas pessoas, ele faz as coisas. se não nasce no nosso coração pelo confronto com essa palavra de Deus, não deixa de ser um teatro, não deixa de ser uma apresentação para as pessoas, porque o nosso coração não tá transformado. Mas quando nós somos confrontados com a palavra de Deus, quando essa palavra vem ao nosso encontro, quando nós olhamos o Antigo Testamento e todas as coisas que Deus fez pelo povo, a punição que Deus traz sobre o povo pelo abandono, depois o resgate desse povo da do cativeiro, a promessa cumprida no envio do seu filho Jesus. Quando nós conhecemos a história do texto, isso precisa transformar o nosso coração. Isso precisa nos transformar em servos. servos que vão adorar e servir porque são as mesmas coisas. É a mesma coisa, é a mesma intenção. Da mesma forma como eu vou à igreja, muitas vezes que é a prática comum do nosso tempo, eu vou à igreja para adorar, eu devo fazer isso em todos os momentos da minha vida, enquanto eu estou servindo as aos meus irmãos. E aí, e oas e aqueles que o rei tinha enviado com ele, foram falar com a profetiza Ha, mulher de Salum, filha de Tocate e neto de Arás. e responsável pelo guarda-roupa do templo. Ela morava no bairro novo de Jerusalém. Esse bairro novo é justamente essa região que foi ocupada pelos refugiados. Do outro lado do vale do vale do Tiropeon, que era o vale que dividia esses dois bairros, e ela estava morando nesse bairro. Uda lhes disse: "Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: "Digam ao homem que os enviou a mim: Assim diz o Senhor: "Eu vou trazer uma desgraça sobre esse lugar e sobre os seus habitantes, todas as maldições escritas no livro que foi lido na presença do rei de Judá. Porque me abandonaram e queimaram o incenso a outros deuses, provocando a minha ira por meio de todos os ídolos que as mãos deles têm feito? Minha ira arderá contra este lugar e não será apagada. Digam ao rei de Judá que os enviou para consultar o Senhor. Assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca das palavras que você ouviu. Já que o seu coração se abriu e você se humilhou diante de Deus quando ouviu que ele falou contra este lugar e contra os seus habitantes, e você se humilhou diante de mim, rasgou as suas vestes e chorou na minha presença, eu o ouvi. declara o Senhor. Os ouvidos do Senhor estão abertos na nossa vida diária. Quando nós estamos caminhando e nós nos deparamos com o livro da lei, nos deparamos com a palavra do Senhor, nos deparamos com as mensagens dos profetas, nos deparamos com a sabedoria nos livros sapienciais do Antigo Testamento, quando nós nos deparamos com os evangelhos, com aquilo que a vida de Jesus nos ensina, com o seu sacrifício máximo, com os ensinamentos do apóstolo Paulo, dos outros apóstolos, com a revelação de Deus do apocalipse. Quando isso chega diante de nós, não podemos ter outra reação que não a do rei Josias. Nós temos que nos rasgar diante de Deus. Nós temos que chorar diante da presença dele. Nós temos que olhar a nossa vida e a vida daqueles que estão ao nosso redor e falar: "Senhor, tem misericórdia de nós". E Deus está pronto para ter misericórdia. Porque ele diz o seguinte: "Portanto, eu o reunirei aos seus antepassados, e você será sepultado em paz. Seus olhos não verão a desgraça que trarei sobre esse lugar e sobre os seus habitantes." Então eles levaram a resposta a Josias. Qual é a resposta de Josias diante disso? O que que Josias vai fazer? Josias podia ter pensado: "Opa, eu ouvi do Senhor agora que eu não vou ver essa desgraça. Então eu vou viver a minha última, meu meu meu trecho final aqui da minha vida no bem e no melhor. Vou vou no bom e no melhor, vou aproveitar tudo, vou reunir várias esposas". Aliás, era uma prática que era permitida na época, né? Uma permissão, não uma não uma ordem de Deus, mas Deus, por conta da situação e das circunstâncias daquele povo, permitia isso. Vocês lembram da história do próprio Salomão, que teve 700 esposas e 300 concubinas? E aí ele fala: "Vou vou aproveitar, vou construir aqui uma jacuzzi real e todo mundo vai ter que botar água quente para eu ficar aqui no bem bom". Não, ele volta-se para o povo e dizem: "Fa disso, o rei convocou todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Depois subiu ao templo do Senhor, acompanhado por todos os homens de Judá, todo o povo de Jerusalém, os sacerdotes e os levitas, todo o povo dos mais simples aos mais importantes, para todos. Não importando hierarquia, não importando status social para todos, o rei leu em alta voz todas as palavras do livro da aliança, esse mesmo livro da lei, que havia sido encontrado no templo do Senhor. Ele tomou o seu lugar e na presença do Senhor fez uma aliança, comprometendo-se a seguir o Senhor e obedecer de todo coração e de toda a alma aos seus mandamentos, aos seus testemunhos e aos seus decretos, cumprindo as palavras escritas naquele livro. Depois fez com que todos em Jerusalém e em Benjamim se comprometessem com a aliança. Os habitantes de Jerusalém passaram a cumprir a aliança de Deus, o Deus dos seus antepassados. Josias retirou todos os ídolos detestáveis de todo o território dos israelitas e obrigou todos os que estavam em Israel a servirem ao Senhor o seu Deus. Enquanto ele viveu, o povo não deixou de seguir o Senhor, o Deus dos seus antepassados. Ou seja, Josias, ele faz essa leitura pública do livro da lei. E aí o texto vai continuar e vai dizer que ele realiza uma Páscoa extraordinária, como não havia sido feita desde o tempo de dos juízes. Ou seja, o último juiz que é Samuel, ele elimina totalmente os ídolos estrangeiros, inclusive o templo dos deuses estrangeiros e esses deuses também. Essa adoração verdadeira, ela exige compromisso com essa obediência e com essa santidade. Quando nós queremos servir, que é adorar, nós temos que ter um compromisso de estarmos buscando essa santidade, buscando essa obediência, buscando entender o que Deus quer de nós, buscando na palavra dele o que ele nos nos quer nos ensinar para que a gente aplique isso na nossa vida. E olha só o que que vai dizer lá no capítulo 35. A Páscoa não havia sido celebrada dessa maneira em Israel, desde os dias do profeta Samuel. E nenhum dos reis de Israel havia celebrado uma Páscoa como esta, como fez Josias com os sacerdotes, os levitas e todo o povo de Judá e Israel que estavam ali com o povo de Jerusalém. Essa Páscoa foi celebrada no 18º ano do reinado de Josias. Ou seja, exatamente no ano em que ele lê que ele encontra o livro da lei, quando ele tinha ali seus 26 anos. Como nós falamos no início, ele vai reinar até os 39. Então, de 26 para 39 dão 13 anos. Durante 13 anos, Israel vive essa nova realidade. O que nós vimos na nossa tabelinha lá no fundo, depois que Josias faz todas essas mudanças, nós vamos ter três reis que vão voltar às práticas anteriores. Nós vamos ter, perdão, quatro reis. Joacas, Joaquim, Jeconias e Zedequias, sendo Zedequias o último rei de Judá, que vai ser entregue aí, vai ser pego pelos babilônios e vai ser levado cativo para a Babilônia. E aí, o que que é interessante da gente pensar aqui? A gente entender que a vida de Josias, ela começa muito cedo. O seu reinado começa muito cedo, aos 8 anos. Mesmo com uma decadência nacional, ou seja, que havia antecedido ele, Josias, ele quando se depara com a realidade e e conhecendo ali os preceitos da lei, ele causa uma revolução social. Ele muda completamente os padrões da sua civilização, da sua comunidade, do seu povo, buscando se voltar para Deus de todo coração. A nossa dificuldade muitas vezes é entender que não é responsabilidade, vamos dizer assim, da instituição, da igreja, da da do dos espaços religiosos modificarem a sociedade. A nossa, o nosso entendimento tem de estar alinhado com esse pensamento de Josias. Se você tem alguma posição ali de autoridade, de poder, você deve usar isso para servir a sua comunidade. Ele pega a o trono, em vez dele se voltar para as práticas cúlticas antigas, ele utiliza a sua posição do trono para limpar Israel. E aí você pode pensar, mas eu não tenho trono, eu não faço nada, eu não tenho autoridade nenhuma. Comece com a sua própria vida. Comece intronizando Deus na sua vida. Comece colocando Deus como aquele quem você vai buscar, quem você tem sede, quem você quer beber quanto mais você puder. Aquele que você vai tentar gastar toda a sua existência, buscando os preceitos, buscando os seus ensinamentos, buscando aquilo que a sua palavra tem a nos ensinar. E você vai ser um agente de transformação. Você vai impactar a sociedade onde você está. Você vai servir as pessoas que estão ao seu redor da forma como a Bíblia nos ensina. Você vai ser sustento, apoio para aqueles que estão ao seu redor. Josias teve um reinado que o final dele parece até um pouco melancólico. Ele vai se lançar numa batalha contra um faraó, faraó necalha. Na verdade, ele vai morrer saindo do campo de batalha. E a sua morte é lamentada de tal forma que até Jeremias faz um canto. Ele escreve um canto, um um lamento, né? Isso tá escrito lá nos versos 24 e 25 do capítulo 35 do livro de segunda Crônicas, dizendo que Jeremias compôs um cântico fúnebre em honra a Josias. Tamanho foi o impacto da sua ação ali naquele período? Que impacto você vai querer deixar? Qual vai ser o legado que você vai querer deixar quando você sair dessa vida? A minha oração por mim e por você é que seja um legado que aponta para os preceitos e para os mandamentos de Deus. Um detalhe muito importante, quando eles vão celebrar a Páscoa, não sei se passou na sua cabeça, por que que eles vão celebrar a Páscoa? Havia uma data muito importante em Israel chamada de Yonkipur, que é o chamado dia da expiação. Se eles estavam em pecado, se eles estavam afastados de Deus, por que que eles não vão lá e fazem um grande yonkipur, uma grande celebração no dia do perdão, pedindo esse perdão a Deus por todas as faltas, todas as transgressões que o povo havia cometido. É porque a Páscoa ela aponta para algo muito maior. O yonkipur é um perdão, vamos dizer assim, corriqueiro. Fazia parte do calendário, assim como a Páscoa, a Páscoa também fazia parte do calendário, mas era como se fosse um acerto de contas. Olha, eu tentei ser bom, mas eu falhei. Ah, então eu vou lá oferecer nesse dia por Israel. Às vezes Israel nem estava se preocupando em fazer isso. Era papel do sacerdote oferecer esse sacrifício anual em prol do povo. Mas quando a gente fala da Páscoa, a gente está falando da construção do povo. está falando da formação do povo, desse Deus que se lançou para libertar o povo da escravidão egípcia e daquele cordeiro que estava ali sendo sacrificado para preservar a vida do primogênito daquela família que pintou as portas da sua casa com o sangue do cordeiro sacrificado. É muito interessante se perceber que essa Páscoa aponta justamente para Jesus. A coisa mais importante que Josias entendeu fazer parte do livro da lei era justamente esse sacrifício, o sacrifício do cordeiro, do cordeiro que ao ser pintado nos umbrais livra da morte. Isso já aponta para o sacrifício do cordeiro perfeito, Jesus que nos livra da morte. Então, que a experiência de Josias que nós vimos aqui impacte a sua vida, impacte a minha vida. que a gente não fique pensando apenas em, não apenas, mas só em em querer ser melhores, servir aos outros para parecer estar bem, para parecer para para que os outros elogiem a nossa conduta, para que os outros deem tapinha nas nossas costas, que a gente sirva de verdade, tentando impactá-los com a mensagem do livro do Senhor, não apenas o livro da lei, mas toda a Bíblia. E que a gente relembre sempre, celebre sempre o sacrifício do cordeiro que nos livrou da morte, assim como Josias fez, que eu e você possamos ser canais de bênção na vida dos outros. Que Deus o abençoe e que você possa refletir nisso e a sua vida ser transformada por essa palavra. [Música]