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A fé vem pelo ouvir

Servir de Verdade É Adorar com Vontade – 2 Crônicas 34 e 35 | Jônatas Hübner | IBNU

Servir de Verdade É Adorar com Vontade – 2 Crônicas 34 e 35 | Jônatas Hübner | IBNU

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Você acha que tem muita diferença entre
a adoração e o
serviço? Será que são esferas
completamente desconectadas ou será que
há uma conexão muito importante aí que
nós podemos aprender? Por isso, eu quero
falar com você hoje sobre servir de
verdade é adorar com vontade. Baseado no
livro das crônicas, no segundo livro das
crônicas, capítulos 34 e um pedacinho do
capítulo 35. Convido você agora a servir
adorando, compartilhando esse conteúdo
com seus amigos. E talvez se você ainda
não fez a inscrição no nosso canal, se
inscreva, ative o sininho, dê um joinha
nesse vídeo e seja um canal de bção na
vida das pessoas que estão ao seu redor.
[Música]
Seja muito bem-vindo a mais um momento
de reflexão aqui na IBNU. E nesse mês
que nós estamos pensando como nós
devemos nos colocar a serviço, à
disposição dessa missão que nós
aprendemos do texto bíblico para
desenvolver o reino, para expandir o
reino, para trazer mais pessoas para
esse reino. Eu queria pensar com você um
tema que às vezes a gente pensa que está
desconectado. A gente às vezes pensa que
a quando nós nos dispomos a servir, nós
temos que labutar, nós temos que
trabalhar, nós temos que sair do nosso
lugar, nós temos que nos lançar para
fazer alguma coisa. Em outros momentos,
a gente tem um outro tipo de
comportamento, uma outra atitude que
parece estar completamente separada
desse movimento inicial do serviço. Por
isso eu quero falar com vocês hoje a
respeito do tema servir de verdade é
adorar com vontade. E a gente vai ver a
história que está narrada no livro das
crônicas. Vocês conhecem o livro do
Antigo Testamento das Crônicas? A gente
vai falar um pouquinho sobre esse livro
e vamos falar sobre a história de um dos
reis que é mencionado ali, sem claro,
deixar de cobrir todo o ambiente que ele
recebe no seu reinado. E é interessante
a gente falar do livro de Crônicas,
porque Crônicas ele tem um um viés, ele
tem uma, vamos dizer assim, uma intenção
um pouco diferente daquele livro dos
Reis. Muitas pessoas quando começam a
ler o texto bíblico e aí eles pegam como
qualquer outro livro, ah, vamos começar
a ler do início. E aí começam a ler o
livro bíblico, a Bíblia através do
Gênesis. Aí vem o Gênesis, Gênesis do
capítulo 1 ao capítulo 11, que é aquela
história da cosmogonia, né? Ou seja, a
cosmogonia de Israel, a forma como eh
Moisés entendeu que deveria escrever o
início de todas as coisas, o início do
universo. E aí ele vai e coloca todos
aqueles elementos. Vocês sabem, Gênesis
1 e Gênesis 2 falam muito lá da criação.
E essa criação que Moisés apresenta, ela
não é muito diferente das outras
criações presentes na sua época. por
exemplo, dos sumérios, dos acadianos,
dos paleobabilnios, dos egípcios. Só tem
um um viézinho assim um pouco diferente.
Em todas essas outras culturas, a
criação do mundo, ela tem várias etapas
e ela normalmente ela é demandada por um
deus superior e um deus inferior vem
aqui e executa. A gente chama isso de
demiurgo em alguns casos. é aquele que
vai entrar ali na história para realizar
algumas obras, algumas questões muito
específicas. E por que isso? Porque no
pensamento antigo, e também isso vai
perdurar durante a história antiga, esse
Deus criador, esse Deus demandador,
vamos dizer assim, ele não poderia ser
acessado. Ele estava numa posição
celestial, num reino celestial que não
poderia ter acesso. Ninguém poderia ter
acesso. Só que o que nós vamos ver é da
história que Moisés vai apresentar,
então esse rei que não poderia ter
acesso, ele precisa de um emissário para
executar as coisas no mundo material.
Então é esse Demiurgo que muitas, em
algumas culturas era o filho desse deus
com a deusa. E aí você tem o o o
nascimento de um semideus ou de um deus
de categoria inferior que vem aqui para
lidar com a matéria. No caso do que
Moisés apresenta, não há nenhuma
divisão, divisão em divindades. Não
existem outras divindades. é apenas o
Deus criador que está assim num alto e
sublime trono, mas que ele olha para
essa massa sem forma e vazia, o seu
espírito paira ali sobre a face das
águas, ele começa a produzir todas as
coisas. Você vai na sequência, aí você
começa a conhecer a história de Abraão.
Abraão, aquela história fantástica de
ouvir a voz do seu Senhor, que o chamou
para sair da casa do seu pai e ir para
uma terra que ele não conhecia. E isso
já é em si, por si só, um ato de fé.
Abraão sai da sua terra, vai para a
região de Canaã, Deus mostra a terra e
fala: "Vou entregar tudo isso aqui para
você e para os seus descendentes". E
naquele momento da história, prestem
bastante atenção, inclusive no capítulo
17 de Gênesis vai haver, perdão,
capítulo 15 de Gênesis vai haver uma
história das mais fantásticas possíveis,
que é o momento da aliança de Deus com
Abraão. E Deus vai fazer uma promessa
para Abraão. Ele até faz lá uma
cerimônia que era muito comum na sua
época de abrir, cortar animais ao meio e
colocar as metades dos dois lados,
fazendo um corredor para se passar no
meio dos animais. E esse era um modelo
de contrato da época, ou seja, para você
assinar um contrato de parceria, de
fidelidade com outro grupo, você fazia
essa cerimônia, abria esses animais. E o
que que você estava querendo dizer?
Quando você passa no meio dessa desse
corredor de sangue, os dois lados vão se
cruzar, ou seja, um que quer fazer o
contrato tá de um lado, o outro está do
outro lado. Eles vão trocar de lado. E
eles falam assim: "Olha, que aconteça
comigo e com os meus descendentes o que
aconteceu com esses animais, caso eu não
cumpra o meu acordo com você". Mas na
história de Abraão, ela é especial,
porque Deus permite que Abraão tenha um
sono profundo. Abraão está dormindo e
Deus na figura de um
fogueiro soltando fumaça, o fogueiro
esfumaçante, ele passa no meio sozinho.
Porque quem garante a aliança com Abraão
é ele. Por que que eu tô chegando lá
atrás? Por que que eu estou falando
desse ponto? Porque na medida que você
continua estudando o a história bíblica
que vai ser apresentada, nós chegamos
num período muito impactante e muito
interessante da história de Israel. um
momento que você vai conhecer obviamente
a história dele, porque você tem com
certeza algum amigo que se chama Davi. E
esse nome Davi vem desse grande rei,
desse grande líder que foi levantado no
meio do povo de Israel para unificar
todo o povo, para colocar os israelitas
debaixo de uma só liderança e conquistar
grande parte daquele território que
havia sido prometido por Deus a Abraão.
Davi vai ter grandes conquistas. Davi
vai conseguir expandir o seu território.
Quando o seu filho assume o trono
Salomão, ele expande ainda mais o
território. Só que antes de Davi tem um
nomezinho que muitas vezes a gente pula,
o famoso Saul. E Saul ele vai ser o
primeiro rei da do período monárquico de
Israel. Ele é o primeiro e que ele vai
ser ungido inclusive por Samuel. E o que
que nós vamos ter? Qual vai ser a grande
questão? Saul e Davi, dentro do livro
Primeiro e Segundo Samuel, eh, são os
contrastes. É o rei que Deus rejeita e o
rei que Deus aprova. E essa é a grande
informação para esse momento aqui da
nossa reflexão. Vai haver na história de
Israel reis que Deus vai olhar e vai
falar assim: "Não tenho nenhuma
felicidade nesse rei. Vou eliminar esse
rei daqui. Vou tirar ele da minha
frente, porque ele está fazendo coisas
abomináveis que aquela lei de Moisés
tinha indicado. Ele está fazendo tudo o
contrário. E quando nós vamos ver o
contraste entre Davi e Saul, em Saul vai
haver uma mensagem profética para o povo
de Israel. Isso tá lá no livro de
Primeiro Samuel.
E Deus manda uma mensagem por Samuel
falando pro povo: "Vocês não estão
rejeitando a Samuel como líder, o juiz
da geração de vocês. Vocês estão
rejeitando a mim como senhor e
governador de vocês. E eu vou lhes dizer
o que vai acontecer com os reis, o rei
que assumir." E aí ele faz uma lista de
coisas muito pesadas. Ele vai aumentar
os impostos. Ele vai pegar as suas
filhas como servas, vai pegar os seus
filhos como soldados de guerra. Muitos
vão morrer por causa do rei. Ele vai
acumular para si riquezas, vai acumular
tesouros. Tudo isso que a lei
proibia. Deus vai falar: "Vai acontecer,
porque vocês não rejeitaram a Samuel,
vocês rejeitaram a mim". E é exatamente
o que nós vemos na história dos reis de
Israel. Então, nós temos o livro dos
reis de Israel, a historiografia, os
teólogos que estudam essa parte da
historiografia bíblica entendem que o
escritor desse livro dos Reis, ele tem
duas características. A primeira, que
ele deve ter vivido até o final do reino
do sul, que é o reino de Judá, que cai
no ano 586 antes de Crist. E a segunda
característica é que ele tem uma
intenção ao escrever o livro dos Reis.
Ele quer mostrar por que Israel e no
caso ali o reino do norte de Israel e o
reino do sul de Judá foram removidos do
seu território, o território que Deus
havia prometido para Abraão. Porque a
promessa que Deus fez para Abraão de que
através dele todas as famílias da terra
seriam abençoadas e também a promessa de
que ele daria aquela terra como herança
para os seus descendentes, essa promessa
foi cumprida. Moisés não entra na terra,
mas Josué entra na terra e eles
conquistam a terra. Só que no período de
Moisés havia várias ordenanças, vários
decretos de Deus falando: "Essa terra
será de vocês no período ou por
enquanto, pelo período em que vocês
estiverem me adorando, seguindo os meus
preceitos, seguindo os meus estatutos.
Se vocês fizerem isso, vocês vão ter um
lugar permanente, perpétuo aqui. Mas se
vocês romperem com os meus estatutos e
os meus mandamentos, eu vou expulsar
vocês daqui. E o livro dos Reis conta
essa história, a história de como o
reino do norte abandonou os decretos do
Senhor e foi expulso. E como o reino do
sul numa data posterior fez a mesma
coisa. E aí nós temos vários reis ali
que são listados. uns aprovados, outros
reprovados.
Mas aí nós falamos do livro das
Crônicas, ou seja, quando a pessoa está
lendo o texto bíblico, como eu mencionei
no início, e ela lê o livro dos Reis,
ela entende: "Nossa, essa história aqui
é muito impactante." Aliás, eu não falei
disso. É muito provável que o escritor
do livro dos Reis tenha sido o profeta
Jeremias, porque na história do livro de
Jeremias, ele menciona que ele foi meio
que raptado, foi levado como os
fugitivos para o Egito. Ele não queria,
ele queria ficar em Jerusalém, queria
ver ali a juízo de Deus sobre aquela
cidade. Ele queria quase que se
martirizar ali, mas ele é, vamos dizer
assim, levado à força para o Egito e se
estabelece lá no
Egito. Você de repente passa do livro
dos Reis e pela ordem da nossa Bíblia, a
ordem comum, você tem o livro das
Crônicas. Para vocês terem uma ideia,
nessa Bíblia hebraica que está aqui, o
livro das Crônicas, ele está na última
posição. Você sabe que livro hebraico, a
gente, a Bíblia hebraica, a gente abre
de do de trás paraa frente do nosso
padrão, né? E aí quando você vem aqui na
lista de livros, é o último livro. Olha
só, temos aqui Gênesis. Se você vier
aqui para o final, nós temos o livro de
Segundo Crônicas, que é o último livro
da Bíblia hebraica. Porque pela lógica
judaica, pelo entendimento do do da da
canonicidade do texto e da do fechamento
do canon hebraico, o livro das Crônicas
é o último livro, vamos dizer assim, a
pertencer, a fazer parte desse conjunto
de livros da Bíblia hebraica. E por que
isso? Porque é muito provável que esse
livro tenha sido escrito no exílio. E
sendo escrito no exílio, a intenção é
diferente. Lembra que eu falei lá,
provavelmente Jeremias, quem escreve o
livro dos reis, e ele tem a intenção de
mostrar como que o povo chegou naquela
situação. O livro das Crônicas, ele é um
pouco diferente, porque o livro dos
Reis, se Jeremias é o autor, e nós não
temos muitos motivos para duvidar disso,
apesar de o a autoria não está
mencionada no texto do livro dos Reis,
eh, ele é um profeta, ele é alguém que
mora no Reino do Sul no período mais
crítico do reino do Sul. E uma das
coisas que ele vai apontar no seu livro
é que o motivo do reino do sul estar se
corrompendo, está se afastando, é por
conta da influência das pessoas que
fugiram do reino do norte. Então parece
que tá criando uma certa rivalidade aqui
entre os reis do reino do sul e os reis
do reino do norte. E eu queria mostrar
para vocês aqui uma coisa muito
interessante. Você tá vendo aí agora uma
tabela e essa tabela mostra o nome de
todos os reis do reino do norte.
Começando lá pro Jeroboão e depois você
vai ter um Jeroboão 2 lá por volta do
ano 782, 700 que vai de 782 a 753,
reinando aí por 29 anos. E aí você tá
vendo uma tabela ali, uma coluna,
perdão, chamada
aprovação. Nenhum dos reis do reino do
norte foi aprovado. E isso baseado no
texto bíblico, tanto de reis como de
crônicas. E aí o que que acontece? Você
percebe que há realmente uma animosidade
com relação aos reis do reino do norte.
Eles são os culpados, eles trazem o
pecado diante do povo. Você pode ver
inclusive aí o motivo da aprovação ou da
rejeição. No caso aqui só tem motivo de
rejeição, né? Quem introduz a idolatria
no reino do norte é Jeroboão I, fazendo
ali os dois centros de culto com dois
touros, dois bezerros de ouro, da mesma
forma como aconteceu lá no Monte Sinai.
E aí você tem, por exemplo, o rei Jeú
ali, que cumpre a mensagem de Deus para
Acabe. Acabe é aquele terrível rei que
luta contra Elias, quer matar Elias,
amando da sua esposa Jezabel. E aí diz
Deus para Acabe que a família dele seria
eliminada. É Jeú quem elimina com a casa
de Acabe. Ele que elimina toda a
genealogia de Acabe. Mas ele também não
abandonou os pecados de Jeroboão. São
alguns dos reis que nós vamos encontrar.
Alguns não, perdão, aqui é a lista
completa dos reis que nós vamos
encontrar no reino do norte. Mas olha
que interessante, no reino do sul, e aí
que eu falo para você da intenção do
texto, existem alguns reis que foram
aprovados. Você tem o rei Asa, você tem
o rei Josafá. Lembrando que Roboão
também assume. Roboão é o filho direto
de Salomão. Ele também assume algumas
práticas idólatras, como o reino do
norte tinha feito. E aí a Bías segue nos
caminhos do seu pai, vem Asa e rompe com
isso. Josafá rompe com isso. Jorão
volta. Jorão traz novamente os postes
ídolos dos deuses pagãos cananeus. E aí
você vai ter a Tálha. Joaz tenta voltar
ali a a faz uma restauração do templo e
segue os conselhos do ministro Joiada.
Eh, você tem Azias, que Amacias, que
também é um pouco ele eles seguem um
pouco os caminhos de Deus, mas ele
depois se afasta. E aí você tem dois
reis que são muito importantes, Usias e
Jotão. Usias é um rei muito, muito
impactante, porque ele vai ter do lado
dele ali uma pessoa que, na verdade, vai
surgir justamente nesse ano
740 antes de Cristo. Inclusive é
mencionado no seu livro a respeito dele,
do rei Josias, né, o livro do profeta
Isaías. Isaías capítulo 6, ele vai falar
no ano da morte do rei Usias, ou seja,
nesse ano 740, Isaías tem a visão
maravilhosa do trono de Deus. Ele vai
falar, né? Vi o Senhor assentado num
alto e sublime trono, e as abas das suas
vestes cobriam todo o espaço. Os
serafins estavam diante dele. Cada um
tinha seis asas. Com duas cobriam o
rosto, com duas cobriam os pés, com duas
voavam. E diziam uns para os outros que
é uma frase tão impactante. Cadoch,
cadoch,
cadochet
savaot. Santo, santo, santo é o Senhor
dos exércitos. Então, todo esse cenário
aparece diante de Isaías e Isaías começa
a proferir, a falar os seus oráculos, as
suas profecias para Israel daquele tempo
e também as profecias que vão se cumprir
depois na era messiânica. inclusive com
profecias para a era vindoura, para o
retorno triunfante do nosso Senhor
Jesus. E aí o Zias vai ser aprovado,
Jotão vai ser aprovado, Acas entra no
circuito reprovado e o último rei que
vai ouvir as palavras de Isaías é
justamente Ezequias, que tem um papel
importantíssimo na história de Israel. É
ele quem luta contra a possível invasão
de Judá e a conquista de Jerusalém feita
por Senaqueribe. E ele vai ter algumas
obras espetaculares dentro da cidade de
Davi para preservar o povo. É ele
inclusive que depois, se vocês olharem
ali, ele está no ano
716. Lembra que o último reino de
Israel, o último rei de Israel cai em
722.
Então, muitos refugiados fogem do reino
do norte, vem para o reino do sul e se
estabelecem Jerusalém. Ezequias vai ser
o rei que vai ali fechar com muros essa
região onde esses refugiados estavam,
porque a cidade de Jerusalém não era uma
cidade muito grande. Então, muitos
desses refugiados estavam do lado de
fora dos muros da cidade. Ezequias vai
lá e fecha esses muros para poder dar
uma proteção para esse povo. E o seu
bisneto Josias é o rei que nós vamos
falar hoje. Mas antes de falar de
Josias, eu queria começar falando do pai
dele. Olha que interessante. Amon tinha
22 anos de idade quando começou a reinar
e reinou 2 anos em Jerusalém. Apenas 2
anos. Ele fez o que o Senhor reprova. Tá
vendo a tabela de aprovação e
reprovação? É por conta dessas dessas
informações que o texto nos passa. Ele
fez o que o Senhor reprova. A semelhança
de seu pai Amom. A, perdão, a semelhança
de seu pai. Amon prestou o culto e
ofereceu sacrifícios a todos os ídolos
que Manassés havia feito. Mas ele faz
uma ressalva com relação a
Manassés. Mas ao contrário do seu pai
Manassés, Amon não se humilhou diante do
Senhor. Antes aumentou a sua culpa. Os
oficiais de Amon conspiraram contra ele
e o assassinaram em seu palácio. Mas o
povo matou todos os que haviam
conspirado contra o rei Amon e proclamou
seu filho Josias rei em seu lugar. Se
nós formos olhar pra história de Israel
nesse momento, a gente, como eu mostrei
para vocês, não chega aqui à toa. As
questões, as circunstâncias estão
muito periclitantes, muito difíceis. Eu
não tô nem falando de uma questão
econômica, até porque nesse momento da
história Israel já começa a perder o seu
poderio econômico ali da região e também
seu poderio militar. Mas durante muito
tempo, Israel, sem ser incomodado por
seus vizinhos diretos estrangeiros, teve
uma prosperidade eh financeira,
econômica e também com o poderio
militar, inclusive fazendo ali pequenas
incursões em territórios, em reinos
próximos a Israel. Isso vai ser narrado
tanto no livro dos Reis como no livro
das Crônicas. Alguns momentos Israel
vence, alguns momentos Israel como país,
né? Não reino apenas o reino do norte,
mas o reino de Judá, o reino de Israel,
eles às vezes vencem, às vezes eles
perdem batalhas, mas a gente vai vendo
que a moral da sociedade vai caindo cada
vez mais, cada vez mais eles se envolvem
com práticas cúlticas terríveis. E aí
você pergunta: "Mas poxa, o que que era
de tão terrível assim? O que que
acontecia de tão desastroso assim para
que Deus viesse e trouxesse o juízo que
ele havia prometido trazer? O que que
tinha de acontecimento? Então, vamos lá.
Havia um culto que era o principal culto
da região da dos cananeuses, o culto na
região de Canaã, que era o culto ao deus
Baal. Só que Deus, o deus Baal, ele era
o Deus considerado o o Senhor dos céus.
Ele era inclusive chamado de Deus
Trovão. E quando e foram encontrados
alguns centros cúlticos desses em ruínas
lá em Israel e os arqueólogos
desenterraram alguns objetos lá
encontrados de 2300, 2500, 2300 não,
porque é pouco tempo, 2700, na verdade,
2700, 2800 anos, eles encontraram as
famosas estatuetas de Baal. E Baal, ele
é ele é descrito, ele é ele é ele é
pensado como um guerreiro que segura uma
flecha, uma lança, perdão, não uma
flecha, ele segura uma lança. Só que
essa lança não é qualquer lança, é um
raio. É com quase o deus Thor, só que
Thor usa o martelo. E esse Baal, ele
está sempre em posição de ataque, né?
Ele está com as pernas assim. Ele nunca
tá com as pernas juntas. Ele tá com as
pernas assim, porque ele está sempre em
posição de ataque, segurando um raio.
Nós estamos falando de uma região onde
chove muito pouco. É uma região onde tem
muitos desertos. É uma região onde os o
clima é árido. Então você servir a
divindade que controla a chuva é muito
importante. E Israel se envolve nessa
prática. Aí você fala: "Beleza, eles
estavam
ali pulverizando ali, né, o mercado
financeiro, o mercado religioso. Eh,
vamos apostar em tudo quanto é lugar.
Qual é o grande problema disso? Primeiro
que isso é idolatria. Isso é
completamente contrário a uma dos 10
mandamentos que Deus passou para Moisés.
Aliás, é um dos primeiros, né? Você só
terá Deus como Senhor e você não fará
imagens de nada para cultuar. Isso está
logo no início do decálogo. Só que tem
um segundo problema, porque o culto a
Baal era envolvido com o culto da esposa
ou da mulher de Baal. Baal era o Deus
dos céus, o Deus das chuvas. E você
tinha uma outra deusa que era deusa da
terra chamada Azerá. E aí o que que
acontecia nesses cultos? Eles entendiam
que quando eles ofereciam cultos a Baal,
quando eles prestavam um culto digno a
Baal, Baal estava feliz. Então, Baal
mandava ali a sua virilidade masculina
para a terra, que era a chuva. Porque na
cabeça deles, quando Baal fertilizava a
terra com a sua, o seu semen, que era a
chuva, a terra produzia. Então, dentro
desse culto, que era um culto de
fertilidade, não era apenas a
fertilidade do ambiente. Como que era
esse culto? Como que era prestado esse
culto? através das relações sexuais com
as famosas eh sacerdotisas cultuais, né?
E você tem duas palavras dentro do
hebraico para falar disso, a famosa zoná
e que deixá que envolve essa prática
cúltica ali. Inclusive a Tamar, ela é
chamada de que deixar lá no texto em
Gênesis, quando ela vai se envolver com
Judá, justamente o pai da tribo de Judá.
Eh, e aí o que que nós temos nesses
cultos? Nós temos essa prática que era
proibida pela lei também. Lá em
Levítico, capítulo 18, tem várias
práticas sexuais que são proibidas e
essa era uma delas, era uma prática
acúdica proibida. Até aí tudo bem. Você
fala assim: "Poxa, mas é é uma questão
de urgência às vezes do corpo, né? Dá
para entender. Esse povo não tinha
televisão, não tinha rádio, eles tinham
que fazer alguma coisa, né? Então, às
vezes achou que aquilo ali era algo que
eles pudessem até passar o tempo. Mas aí
tinha um outro, uma outra prática que
inclusive foram encontradas estatuetas
em Jerusalém, numa região sul, no Vale
dos Filhos de Inon, que depois recebeu
um nome famoso chamado Geena, que era a
prática do sacrifício de crianças ao
deus Moloque. Isso estava espalhado por
Israel. Então você tinha uma prática de
fertilidade, você tinha uma prática do
culto ali da produção da terra e depois
você tinha uma prática de sacrifícios
humanos, dois cultos proibidos. Isso eu
tô falando só desses dois. Havia outros
tipos de cultos, postes, ídolos e
divindades que estavam espalhadas pelo
território de Israel. Então, foi isso
que Amon se envolveu. Foi com isso que
Amon acabou se envolvendo. E aí, como
nós vamos
ver, aparece na história aí esse
contexto pesado. Judá estava
espiritualmente corrompida pelos
reinados anteriores, especialmente
Manassés e Amon. havia toda essa
idolatria, o culto aos deuses
estrangeiros, o abandono da lei. Esses
essas são as características que marcam
esse período. O reino do norte de Israel
já havia sido destruído pela Síria em
722 e Judá seguia o mesmo caminho de
infidelidade. O templo estava
deteriorado e a palavra de Deus havia
sido esquecida. E o texto que a gente
acha que que faz muita referência a esse
período é esse, ó. Ele fez a mão o que o
Senhor reprova, assim como seu pai
Manassés e adorou e prestou o culto aos
ídolos que seu pai havia feito. E aí nós
passamos para o capítulo 34 do livro das
Crônicas. E é esse o capítulo, vamos
dizer assim, mais importante da nossa
análise aqui, porque vai falar sobre
esse Josias, esse filho de Amom, que
tinha tudo para seguir os passos do seu
pai.
Só que o que que a gente vai perceber
quando a gente lê a história de Josias?
Olha só, Josias tinha 8 anos de idade,
quando começou a reinar e reinou 31 anos
em Jerusalém, ou seja, ele morre aos 39
anos. Ele fez o que o Senhor aprova e
andou nos caminhos de Davi, seu
predecessor, sem desviar-se nem para a
esquerda, nem para a direita, nem para a
esquerda. E olha que interessante, tem
alguns marcos temporais aqui. No oitavo
ano do seu reinado, sendo ainda bem
jovem, ele começou a buscar o Deus de
Davi, seu predecessor. No 12º ano,
começou a purificar Judá e Jerusalém dos
altares idólatras, dos postes sagrados,
das imagens esculpidas e dos ídolos de
metal. Sob as suas ordens foram
derrubados os altares dos baalins. Além
disso, ele despedaçou os altares de
incenso que ficavam acima deles. Também
despedaçou e reduziu a pó os postes
sagrados e as imagens esculpidas e os
ídolos de metal, e os espalhou sobre os
túmulos daqueles que lhes haviam
oferecido sacrifícios. Ou seja, ele não
apenas destruiu, ele fez virar pó e
jogou sobre o túmulo, quase que como uma
oferta ao Senhor. Falou: "Senhor, olha
só, o meu compromisso contigo. Tá aqui o
túmulo daqueles que te adoravam, que que
rejeitavam a sua adoração, que faziam
sacrifícios aos outros ídolos. Tô
jogando os ídolos deles sobre eles para
mostrar que nós não queremos mais essa
prática aqui em Israel. E continua
depois, calma que a coisa vai ficar
pior. Depois ele queimou os ossos dos
sacerdotes sobre esses altares,
purificando assim Judá e Jerusalém nas
cidades das tribos de Manassés e de
Efraim, e de Simeão, e até mesmo de
Naftá ali e nas ruínas ao redor delas,
derrubou os altares e os portes
sagrados, esmagou os ídolos,
reduzindo-os a pó, e despedaçou todos os
altares de incenso espalhados por
Israel. então voltou para Jerusalém.
Esse trecho é muito importante, porque
ele não apenas está preocupado com Judá,
mas ele vai subir ao território que
anteriormente era o território do reino
de Israel, o reino do norte. Vai entrar
nos territórios, como ele menciona aqui,
Manassés, Manassés, Efraim, Simeão e
Naftali, que são do lado do norte. Lá
nesses lugares, ele vai fazer a mesma
limpa que ele fez em Jerusalém e em
Judá. Ele vai batalhar para não ter mais
idolatria na região de Israel, no
território de Israel, na tentativa de
voltar-se aos caminhos do Senhor. E ele
faz mais, olha que interessante, a
partir do verso 8, no 18º ano do seu
reinado, ou seja, no 18º ano, ele tinha
8 anos quando começou a reinar. Então
ele tá aqui com 26 anos a fim de
purificar o país e o templo. Olha só a
dificuldade para poder fazer uma
purificação completa nesse país. Ele
enviou Safã, filho de Azalias, e
Mazeéias, governador da cidade, junto
com Joá, filho do arquivista real
Joacas, para restaurarem o templo do
Senhor, o seu
Deus. Olha que legal isso aqui. Primeiro
ele começa a reinar aos 8 anos. Aos 16,
ele começa a buscar o Deus do seu pai
Davi. Aos 20, ele inicia uma campanha de
purificação em Judá e em também na
cidades e também nas cidades do antigo
Israel. Ele derruba os altares, destrói
imagens, elimina as práticas pagãs,
demonstra que a verdadeira adoração
começa com coração voltado a Deus e
ações concretas de arrependimento. Por
isso que quando a gente falou no início
é que quando a gente quer servir ao
Senhor de verdade, né? O que que a gente
falou aqui? Para servir de verdade, você
precisa adorar com vontade. Então, ele
não vai deixar a adoração em segundo
plano. Ele não vai deixar o processo
cútico de Israel em segundo plano. E aí
quando a gente fala dessa história de
que às vezes a gente pensa que servir e
adorar são coisas que não estão
conectadas, a palavra para servir, para
para ser servo ou para, vamos dizer
assim, trabalhar é a mesma palavra que é
para adorar. A gente já falou isso aqui
atrás, há um tempo atrás, a palavra
avodá. Então, quando você vai prestar
culto, você vai fazer avodá, você vai
fazer um culto, você vai servir e
prestar um culto ao Senhor, que também é
servir. Então, as duas coisas estão
conectadas. E Josias percebe isso, corre
atrás de limpar Israel de todas essas
práticas pagãs terríveis e corre atrás
agora de restaurar o templo do Senhor,
de restaurar o centro de culto, ou seja,
para que o serviço não ficasse apenas na
esfera civil e social, também ficasse na
esfera religiosa, ainda que nós tenhamos
essa prática de divisão por conta de um
resquício aí de um platonismo que faz-se
presente na nossa sociedade. Nós ainda
temos essa tendência de separar o que é
sagrado do que é profano, o que é eh
religioso do que é secular. Na cabeça
bíblica isso não existe. Você é um
inteiro. Você é você tem que viver
sagrado o tempo todo, tanto na esfera
eclesiástica, ou seja, na reunião na
assembleia, como na esfera particular
individual. E Josias está aqui buscando,
lutando contra essas práticas, tentando
remover de Israel tudo aquilo que os
afastou dos preceitos e dos caminhos de
Deus. Só que tem um detalhe, ele começa
a reforma do templo. E o que que o texto
vai nos dizer?
Enquanto recolhiam a prata que tinha
sido trazida para o templo do Senhor, o
sacerdote
Iuquias encontrou o livro da lei do
Senhor. Nós estamos falando aqui do
livro de Moisés, a Torá, que havia sido
dado por meio de Moisés. E o Kias disse
ao secretário Safã: "Encontrei o livro
da lei no templo do Senhor". E o
entregou a Safã. Então, Safã levou o
livro ao rei e lhe informou: "Teus
servos estão fazendo tudo que lhes foi
pedido, ordenado." Fundiram a prata que
estava no templo do Senhor e a confiaram
aos supervisores e trabalhadores. Ou
seja, eles estão pagando direitinho
aqueles que estão trabalhando lá. e
acrescentou: "Ah, o sacerdote o Kias
entregou-me um livro" e Safã leu trechos
do livro para o rei. E aí você pensa,
bom, ele já começou um processo de
limpeza. Ele só vai ver que tá no
caminho certo, que está sendo confirmado
aquilo que o livro vai dizer, porque ele
está tentando limpar todas essas todas
as práticas eh eh cúicas pagãs de
Israel. Olhem a reação do pequeno, do do
novo, do do jovem rei Josias. Assim que
ouviu as palavras da lei, rasgou as suas
vestes. Um sinal comum da época de eh de
desespero, de contrição, de
arrependimento. Quando você estava
arrependido, você rasgava as suas
vestes, você rasgava tudo e algumas
vezes ainda jogava cinza sobre a cabeça,
principalmente em velórios, em
sepultamentos, quando você, por exemplo,
um pai que tinha na esperança da
continuidade do seu nome, do seu filho,
esse seu filho morre. Muitas vezes essa
era a prática comum de rasgar as vestes,
vestir-se com pano de saco e jogar cinza
sobre a cabeça. E ele rasga suas vestes
e deu as ordens, estas ordens, a
Iuquias, a Aikã, filho de Safã, e a
Abidom, filho de Mica, ao secretário
Safã e ao auxiliar real, Asaías. Olha o
que que ele fala.
vão consultar o Senhor por mim e pelo
remanescente de Israel e de Judá acerca
do que está escrito nesse livro que foi
encontrado. Olha, olha, olha a a
a sagacidade, a percepção desse pequeno,
desse jovem rei que viu tudo que Israel
estava vivendo, viu que Judá estava
vivendo, começa a fazer uma limpeza.
Depois ele é confrontado com o livro da
lei, confrontado com a palavra escrita
do Senhor. E aí ele diz: "A ira do
Senhor contra nós deve ser grande, pois
os nossos
antepassados não obedeceram a palavra do
Senhor e não agiram de acordo com tudo
que estava escrito nesse livro."
Durante essa reforma do templo, Euquias
encontra o livro da lei do Senhor.
Quando o livro é lido ao rei, Josias
rasga suas vestes em arrependimento
profundo. Consulta a profetiza UDA, é o
texto que nós vamos ler na sequência, e
confirma o juízo de Deus. Mas também uma
coisa muito interessante, ele confirma
que Deus é
misericordioso. Deus não faz as coisas
por vingança plena, por simplesmente
querer ver o mal das pessoas. Esse é um
Deus de misericórdia. Ele quer que o
povo se volte para ele. E essa
verdadeira adoração, ela é guiada pela
palavra de Deus e ela tem que romper com
tradições e aparências. Então, quando
nós falamos em servir, nós não temos que
buscar servir a Deus apenas para
aparecer bem na foto, para estarmos bem
naquela imagem geral que a igreja tem.
Ah, esse rapaz, ele é um rapaz muito
querido. Ele se doa pelas pessoas, ele
faz as coisas. se não nasce no nosso
coração pelo confronto com essa palavra
de Deus, não deixa de ser um teatro, não
deixa de ser uma apresentação para as
pessoas, porque o nosso coração não tá
transformado. Mas quando nós somos
confrontados com a palavra de Deus,
quando essa palavra vem ao nosso
encontro, quando nós olhamos o Antigo
Testamento e todas as coisas que Deus
fez pelo povo, a punição que Deus traz
sobre o povo pelo abandono, depois o
resgate desse povo da do cativeiro, a
promessa cumprida no envio do seu filho
Jesus. Quando nós conhecemos a história
do texto, isso precisa transformar o
nosso coração. Isso precisa nos
transformar em servos. servos que vão
adorar e servir porque são as mesmas
coisas. É a mesma coisa, é a mesma
intenção. Da mesma forma como eu vou à
igreja, muitas vezes que é a prática
comum do nosso tempo, eu vou à igreja
para adorar, eu devo fazer isso em todos
os momentos da minha vida, enquanto eu
estou servindo as aos meus irmãos. E aí,
e oas e aqueles que o rei tinha enviado
com ele, foram falar com a profetiza Ha,
mulher de Salum, filha de Tocate e neto
de Arás. e responsável pelo guarda-roupa
do templo. Ela morava no bairro novo de
Jerusalém. Esse bairro novo é justamente
essa região que foi ocupada pelos
refugiados. Do outro lado do vale do
vale do Tiropeon, que era o vale que
dividia esses dois bairros, e ela estava
morando nesse bairro. Uda lhes disse:
"Assim diz o Senhor, o Deus de Israel:
"Digam ao homem que os enviou a mim:
Assim diz o Senhor: "Eu vou trazer uma
desgraça sobre esse lugar e sobre os
seus habitantes, todas as maldições
escritas no livro que foi lido na
presença do rei de
Judá. Porque me abandonaram e queimaram
o incenso a outros deuses, provocando a
minha ira por meio de todos os ídolos
que as mãos deles têm feito? Minha ira
arderá contra este lugar e não será
apagada. Digam ao rei de Judá que os
enviou para consultar o Senhor. Assim
diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca
das palavras que você ouviu. Já que o
seu coração se abriu e você se humilhou
diante de Deus quando ouviu que ele
falou contra este lugar e contra os seus
habitantes, e você se humilhou diante de
mim, rasgou as suas vestes e chorou na
minha
presença, eu o
ouvi. declara o
Senhor. Os ouvidos do Senhor estão
abertos na nossa vida diária. Quando nós
estamos caminhando e nós nos deparamos
com o livro da lei, nos deparamos com a
palavra do Senhor, nos deparamos com as
mensagens dos profetas, nos deparamos
com a sabedoria nos livros sapienciais
do Antigo Testamento, quando nós nos
deparamos com os evangelhos, com aquilo
que a vida de Jesus nos ensina, com o
seu sacrifício máximo, com os
ensinamentos do apóstolo Paulo, dos
outros apóstolos,
com a revelação de Deus do apocalipse.
Quando isso chega diante de nós, não
podemos ter outra reação que não a do
rei
Josias. Nós temos que nos rasgar diante
de Deus. Nós temos que chorar diante da
presença dele. Nós temos que olhar a
nossa vida e a vida daqueles que estão
ao nosso redor e falar: "Senhor, tem
misericórdia de nós". E Deus está pronto
para ter misericórdia. Porque ele diz o
seguinte: "Portanto, eu o reunirei aos
seus antepassados, e você será sepultado
em paz. Seus olhos não verão a desgraça
que trarei sobre esse lugar e sobre os
seus habitantes." Então eles levaram a
resposta a Josias. Qual é a resposta de
Josias diante disso? O que que Josias
vai fazer? Josias podia ter pensado:
"Opa, eu ouvi do Senhor agora que eu não
vou ver essa desgraça. Então eu vou
viver a minha última, meu meu meu trecho
final aqui da minha vida no bem e no
melhor. Vou vou no bom e no melhor, vou
aproveitar tudo, vou reunir várias
esposas". Aliás, era uma prática que era
permitida na época, né? Uma permissão,
não uma não uma ordem de Deus, mas Deus,
por conta da situação e das
circunstâncias daquele povo, permitia
isso. Vocês lembram da história do
próprio Salomão, que teve 700 esposas e
300 concubinas?
E aí ele fala: "Vou vou aproveitar, vou
construir aqui uma jacuzzi real e todo
mundo vai ter que botar água quente para
eu ficar aqui no bem bom". Não, ele
volta-se para o povo e dizem: "Fa disso,
o rei convocou todas as autoridades de
Judá e de Jerusalém. Depois subiu ao
templo do Senhor, acompanhado por todos
os homens de Judá, todo o povo de
Jerusalém, os sacerdotes e os levitas,
todo o povo dos mais simples aos mais
importantes, para todos.
Não importando hierarquia, não
importando status social para todos, o
rei leu em alta voz todas as palavras do
livro da aliança, esse mesmo livro da
lei, que havia sido encontrado no templo
do Senhor. Ele tomou o seu lugar e na
presença do Senhor fez uma aliança,
comprometendo-se a seguir o Senhor e
obedecer de todo coração e de toda a
alma aos seus mandamentos, aos seus
testemunhos e aos seus decretos,
cumprindo as palavras escritas naquele
livro.
Depois fez com que todos em Jerusalém e
em Benjamim se comprometessem com a
aliança. Os habitantes de Jerusalém
passaram a cumprir a aliança de Deus, o
Deus dos seus antepassados. Josias
retirou todos os ídolos detestáveis de
todo o território dos israelitas e
obrigou todos os que estavam em Israel a
servirem ao Senhor o seu Deus. Enquanto
ele viveu, o povo não deixou de seguir o
Senhor, o Deus dos seus antepassados. Ou
seja, Josias, ele faz essa leitura
pública do livro da lei. E aí o texto
vai continuar e vai dizer que ele
realiza uma Páscoa extraordinária, como
não havia sido feita desde o tempo de
dos juízes. Ou seja, o último juiz que é
Samuel, ele elimina totalmente os ídolos
estrangeiros, inclusive o templo dos
deuses estrangeiros e esses deuses
também. Essa adoração verdadeira, ela
exige compromisso com essa obediência e
com essa santidade. Quando nós queremos
servir, que é adorar, nós temos que ter
um compromisso de estarmos buscando essa
santidade, buscando essa obediência,
buscando entender o que Deus quer de
nós, buscando na palavra dele o que ele
nos nos quer nos ensinar para que a
gente aplique isso na nossa
vida. E olha só o que que vai dizer lá
no capítulo 35.
A Páscoa não havia sido celebrada dessa
maneira em Israel, desde os dias do
profeta Samuel. E nenhum dos reis de
Israel havia celebrado uma Páscoa como
esta, como fez Josias com os sacerdotes,
os levitas e todo o povo de Judá e
Israel que estavam ali com o povo de
Jerusalém. Essa Páscoa foi celebrada no
18º ano do reinado de Josias. Ou seja,
exatamente no ano em que ele lê que ele
encontra o livro da lei, quando ele
tinha ali seus 26 anos. Como nós falamos
no início, ele vai reinar até os 39.
Então, de 26 para 39 dão 13 anos.
Durante 13 anos, Israel vive essa nova
realidade. O que nós vimos na nossa
tabelinha lá no fundo, depois que Josias
faz todas essas mudanças, nós vamos ter
três reis que vão voltar às práticas
anteriores. Nós vamos ter, perdão,
quatro reis. Joacas, Joaquim, Jeconias e
Zedequias, sendo Zedequias o último rei
de Judá, que vai ser entregue aí, vai
ser pego pelos babilônios e vai ser
levado cativo para a Babilônia. E aí, o
que que é interessante da gente pensar
aqui? A gente entender
que a vida de Josias, ela começa muito
cedo. O seu reinado começa muito cedo,
aos 8 anos.
Mesmo com uma decadência nacional, ou
seja, que havia antecedido ele, Josias,
ele quando se depara com a realidade e e
conhecendo ali os preceitos da lei, ele
causa uma revolução social.
Ele muda completamente os padrões da sua
civilização, da sua comunidade, do seu
povo, buscando se voltar para Deus de
todo
coração. A nossa dificuldade muitas
vezes é entender que não é
responsabilidade, vamos dizer assim, da
instituição, da igreja, da da do dos
espaços religiosos modificarem a
sociedade. A nossa, o nosso entendimento
tem de estar alinhado com esse
pensamento de Josias. Se você tem alguma
posição ali de autoridade, de poder,
você deve usar isso para servir a sua
comunidade. Ele pega a o trono, em vez
dele se voltar para as práticas cúlticas
antigas, ele utiliza a sua posição do
trono para limpar Israel. E aí você pode
pensar, mas eu não tenho trono, eu não
faço nada, eu não tenho autoridade
nenhuma. Comece com a sua própria vida.
Comece intronizando Deus na sua vida.
Comece colocando Deus como aquele quem
você vai buscar, quem você tem sede,
quem você quer beber quanto mais você
puder. Aquele que você vai tentar gastar
toda a sua existência, buscando os
preceitos, buscando os seus
ensinamentos, buscando aquilo que a sua
palavra tem a nos ensinar. E você vai
ser um agente de transformação. Você vai
impactar a sociedade onde você está.
Você vai servir as pessoas que estão ao
seu redor da forma como a Bíblia nos
ensina. Você vai ser sustento, apoio
para aqueles que estão ao seu redor.
Josias teve um reinado que o final dele
parece até um pouco melancólico. Ele vai
se lançar numa batalha contra um faraó,
faraó
necalha. Na verdade, ele vai morrer
saindo do campo de batalha. E a sua
morte é lamentada de tal forma que até
Jeremias faz um canto. Ele escreve um
canto, um um lamento, né? Isso tá
escrito lá nos versos 24 e 25 do
capítulo 35 do livro de segunda
Crônicas, dizendo que Jeremias compôs um
cântico fúnebre em honra a Josias.
Tamanho foi o impacto da sua ação ali
naquele período? Que impacto você vai
querer deixar? Qual vai ser o legado que
você vai querer deixar quando você sair
dessa vida?
A minha oração por mim e por você é que
seja um legado que aponta para os
preceitos e para os mandamentos de
Deus. Um detalhe muito
importante, quando eles vão celebrar a
Páscoa, não sei se passou na sua cabeça,
por que que eles vão celebrar a Páscoa?
Havia uma data muito importante em
Israel chamada de Yonkipur, que é o
chamado dia da expiação. Se eles estavam
em pecado, se eles estavam afastados de
Deus, por que que eles não vão lá e
fazem um grande yonkipur, uma grande
celebração no dia do perdão, pedindo
esse perdão a Deus por todas as faltas,
todas as transgressões que o povo havia
cometido. É porque a Páscoa ela aponta
para algo muito maior. O yonkipur é um
perdão, vamos dizer assim, corriqueiro.
Fazia parte do calendário, assim como a
Páscoa, a Páscoa também fazia parte do
calendário, mas era como se fosse um
acerto de contas. Olha, eu tentei ser
bom, mas eu falhei. Ah, então eu vou lá
oferecer nesse dia por Israel. Às vezes
Israel nem estava se preocupando em
fazer isso. Era papel do sacerdote
oferecer esse sacrifício anual em prol
do povo. Mas quando a gente fala da
Páscoa, a gente está falando da
construção do povo. está falando da
formação do povo, desse Deus que se
lançou para libertar o povo da
escravidão egípcia e daquele cordeiro
que estava ali sendo sacrificado para
preservar a vida do primogênito daquela
família que pintou as portas da sua casa
com o sangue do cordeiro
sacrificado. É muito interessante se
perceber que essa Páscoa aponta
justamente para Jesus. A coisa mais
importante que Josias entendeu fazer
parte do livro da lei era justamente
esse sacrifício, o sacrifício do
cordeiro, do cordeiro que ao ser pintado
nos umbrais livra da morte. Isso já
aponta para o sacrifício do cordeiro
perfeito, Jesus que nos livra da morte.
Então, que a experiência de Josias que
nós vimos aqui impacte a sua vida,
impacte a minha vida. que a gente não
fique pensando apenas em, não apenas,
mas só em em querer ser melhores, servir
aos outros para parecer estar bem, para
parecer para para que os outros elogiem
a nossa conduta, para que os outros deem
tapinha nas nossas costas, que a gente
sirva de verdade, tentando impactá-los
com a mensagem do livro do Senhor, não
apenas o livro da lei, mas toda a
Bíblia. E que a gente relembre sempre,
celebre sempre o sacrifício do cordeiro
que nos livrou da morte, assim como
Josias fez, que eu e você possamos ser
canais de bênção na vida dos outros. Que
Deus o abençoe e que você possa refletir
nisso e a sua vida ser transformada por
essa palavra.
[Música]

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