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A fé vem pelo ouvir

Sermão: A Redenção do Amor

Sermão: A Redenção do Amor

Sermão: A Redenção do Amor

Terceiro sermão da série AHAVAH, feito pelo pastor Marcelo Rezende na igreja Um Lugar Comunidade.

Para ver o culto completo acesse / @umlugarcomunidade

Legendas automáticas:

Bom dia. Feliz sábado para vocês que
estão aqui no Teatro Wall do Shopping
Patienópolis. Para você que está
acompanhando aqui a nossa transmissão
por nossos canais, nossas redes sociais,
que Deus abençoe vocês também. Bom dia,
boa tarde, boa noite. Não sei qual que é
o tempo em que essa palavra tá chegando
até você, mas independente de vocês
estarem aí ou aqui, nós estamos todos
agora reunidos juntos em torno da
palavra do Senhor, da mesa, como eu
disse aqui na oração, para sermos
alimentados com o evangelho de Jesus. E
antes de ler o texto da Bíblia, que vai
ser a base aqui da nossa reflexão da
história de hoje, eu quero ter aqui com
vocês um um momento cultural. Tá? Só
para introduzir aqui uma ideia, uma
proposta pra gente pensar juntos. Eh, o
padre Antônio Vieira, não sei quantos de
vocês aqui já leram textos do padre
Antônio Vieira, a gente conhece o padre
Antônio Vieira como um dos maiores,
senão o maior escritor em língua
portuguesa do período barroco. Mas o
padre Antônio Vieira, ele escreve um
sermão, ele tem vários sermões
fantásticos. Então você lê, são
complexos, mostra uma realidade
diferente da nossa. Hoje quando a gente
pensa em sermão, em pregação, não é? Mas
ele tem um sermão especial que eu me
lembrei dele quando estava preparando a
mensagem aqui para vocês, que é um
sermão que ele pregou em 1645
na Capela Real de Lisboa, o sermão do
mandato em que ele baseia a sua mensagem
no texto de João, capítulo 13, que
mostra Jesus lavando os pés dos
discípulos. E e ele fala do amor, porque
o texto diz assim, que Jesus, sabendo de
onde ele vinha e para onde ele ia, ele
amou os seus até o fim. E aí ele vai
falar sobre o amor divino e o amor
humano. E ele vai traçar uma comparação
entre o amor divino e o amor humano. E
ele vai mostrar que a grande diferença
entre o amor divino e o amor humano é
que nós somos ignorantes a respeito de
quatro pontos que são essenciais para o
amor. Nós somos ignorantes e Deus não é
a respeito disso. Primeiro, nós somos
ignorantes a respeito de nós mesmos. Nós
não nos conhecemos. Segundo, nós somos
ignorantes a respeito daquele que nós
amamos, do objeto do nosso amor. Nós
idealizamos as pessoas. Terceiro, nós
somos ignorantes a respeito da natureza
do que é o amor de verdade. Nós chamamos
de amor muitas vezes aquilo que não é
amor. E a quarta realidade, nós somos
ignorantes a respeito do final do amor,
até onde o amor nos leva ou até onde nós
chegaremos amando. E ele fala que Jesus
era consciente de todas essas
realidades, porque ele sabia quem ele
era. Ele sabia quem ele amava, inclusive
até o traidor. Ele sabia, conhecia a
verdadeira natureza do amor e sabia até
onde o amor iria levar através das suas
ações de redenção. Tinha plena
consciência disso. E quando ele vai
falar sobre o amor de Jesus, que ele
chama de amor fino, amor puro, ele faz a
citação de um santo medieval chamado São
Bernardo de Claraval ou de Clervô o nome
dele. E eu vou ler para vocês aqui a
citação do padre Antônio Vieira que ele
faz desse santo que diz assim: "Padre
Antônio Vieira falando agora. Ora, vede,
definindo São Bernardo, o amor fino, diz
assim:
querity causam nefrutum.
Ó, gastei o latimzinho com vocês aqui
agora, né? Né? O amor fino não busca
causa e nem fruto. Se amo porque me
amam, tenho amor causa. Se amo para que
me amem, tem fruto. O amor fino não há
de ter nem por e nem para quê. Se amo
porque me amam, é obrigação. Faço o que
devo. Se amo para que me amem, é
negociação. Busco o que desejo. Pois
como há de amar o amor para ser fino?
Amo queia, amo como ut amen. Amo porque
amo e amo para amar. Quem ama porque o
amam é agradecido. Quem ama para que o
amem é interesseiro. Quem ama não porque
o amam, nem para que o amem, esse só é
fino. O amor não tem que ter causa e nem
desejo de objetivo para ser alcançado. É
amar por amor. Amor por si mesmo. Esse é
o amor fino. Esse é o amor puro. E por
que que eu tô falando de amor aqui para
vocês? Porque a gente tá numa série
chamada Aravá, que é a palavra hebraica.
Nós aqui já sabemos para amor. E nós
estamos olhando narrativas do Antigo
Testamento onde essa palavra aparece na
história, ou a palavra ravá ou o verbo a
que é o verbo amar. E hoje eu quero
olhar para uma história aqui que ela é
tida por muitos como um dos maiores
exemplos de ódio persecutório, de
obsessão destrutiva, o amor de um, a
história, melhor dizendo, de um ódio
muito grande entre dois personagens. Só
que é uma história que ela não começou
com ódio, ela começou com amor, com
respeito e com admiração. E aqui é que
vem um contracenso e um paradoxo, né?
Porque amor e ódio são sentimentos, são
reações opostas, mas eles trabalham de
maneira muito parecida, porque tanto
quando você ama ou tanto quanto você
odeia, você emprega uma energia muito
grande em relação ao objeto, à pessoa
desse relacionamento, quer seja o amor
ou ódio. Você investe isso e você
investe tempo, você investe energia e a
única coisa que o fluxo desse
investimento é diferente. a maneira como
isso acontece. E muitas vezes o amor
também pode se transformar em ódio. O
ódio pode vir na esteira do amor, quando
o amor ele não é respeitado, quando o
amor ele é frustrado, quando o amor ele
é traído, quando o amor de alguma
maneira ele vai implicar na
desconstrução do outro, na perda da
identidade do outro. Então o ódio
aparece muitas vezes como uma
manifestação de defesa ou de ou de
rejeição, mas ele acontece muitas vezes
como resultado do amor. Quem muito amou
também pode muito odiar. E a história
que eu vou ler com vocês aqui hoje e vou
usar pra gente poder refletir sobre isso
é a história do amor entre Saul e Davi.
O amor que se transforma em ódio. E eu
quero ler com vocês e quero que você
acompanhe a leitura. Vou ler aqui na
minha Bíblia. Primeira Samuel capítulo
16. Ou primeiro, né? Não é primeiro, é
primeiro. Primeiro livro. Primeiro
Samuel, capítulo 16, do verso 14 em
diante. Se você tiver Bíblia aí, pode
ler a sua Bíblia. Ou se você tem o seu
celular, acompanha a leitura. Você que
também tá em casa ou em qualquer outro
lugar que você esteja, se for possível
ler, leia também. Se não, só escute,
porque a Bíblia fala que bem-aventurado
é aquele que lê, bem-aventurado é aquele
que ouve, né? Então, o importante é a
gente tá focado aqui agora no texto, né?
Diz assim: "Depois que o espírito do
Senhor se retirou de Saul, um espírito
mal vindo da parte do Senhor o
atormentava. Então os servos de Saul lhe
disseram: Eis que agora um espírito mal
enviado por Deus está atormentando o
Senhor, ó rei. Por isso, mande que esses
teus servos que estão em sua presença,
busquem um homem que saiba tocar arpa.
Assim, quando o espírito mal enviado por
Deus vier sobre o Senhor, o homem
dedilhará a arpa e o Senhor sentirá
melhor. E Saul disse aos seus servos:
"Então, procure um homem que saiba tocar
bem arpa e tragam-no para cá". Um dos
moços disse: "Conheço um filho de Jessé,
o belemita, que sabe tocar arpa. Ele é
forte, valente, homem de guerra, fala
com sensatez e tem boa aparência. E o
Senhor Deus está com ele. E Saul enviou
mensageiros a Jessé, dizendo: "Mande-me
o seu filho Davi, aquele que está com as
ovelhas". Então, Jessé pegou um jumento
e o carregou de pão, um odre de vinho e
um cabrito e enviou-os a Saul por meio
de Davi, seu filho. Assim, Davi foi a
Saul e esteve diante dele. E aqui a
minha tradução, e eu acredito que a
maioria da tradução de vocês também que
estão acompanhando aqui a leitura, vai
dizer assim: "Saul gostou muito dele,
não é o que fala aí? Saul gostou muito
dele e fez dele o seu escudeiro. Saul
mandou dizer a Jessé: "Deixe que Davi
fique aqui, pois alcançou o favor diante
de mim." E sempre que o espírito mal
enviado por Deus vinha sobre Saul, Davi
pegava a arpa e a dedilhava. Então Saul
sentia alívio e se achava melhor, e o
espírito mal se retirava dele. Eh, essa
é a primeira menção de uma interação
entre Davi e Saul. É o primeiro encontro
deles que a gente vê na Bíblia.
E nós que somos os leitores oniscientes
da história, nós lemos aqui essa
história até com um toque assim de
melancolia, de compaixão por Saul,
porque Saul se vê aqui num estado de
fragilidade e ele recebe e ele
praticamente adota como filho aquele que
vai ser a causa ou a principal causa da
ruína do seu clã, da sua família, que é
Davi. Ele acolhe Davi. E Davi, ele é
levado até a presença de Saul para tocar
e acalmar Saul depois que ele é
atormentado por um espírito mal que a
Bíblia fala de uma maneira estranha, né?
Vindo da parte de Deus. E pra gente
poder entender bem aqui a o o contexto,
o cenário dessa história, a gente tem
que relembrar um pouquinho a trajetória
de Saul, como Saul se torna rei. E eu
quero rapidamente aqui fazer um um um
panorama geral da história de Saul. Eh,
a Bíblia fala que Samuel, profeta
Samuel, ele era juiz. Não haviam reis,
reis em Israel, ele era juiz sobre
Israel. Ele exercia uma função
espiritual e uma função de liderança
administrativa também sobre o povo. E
quando ele fica velho, ele nomeia dois
dos seus filhos para serem juízes junto
com ele. Por razões que a gente não
sabe, a Bíblia não explica. A Bíblia
fala que mesmo Samuel sendo um homem de
Deus, os filhos dele não eram. E os
filhos dele eram pessoas corruptas.
Assim como os filhos do sacerdote Eli
também eram pessoas do mal, os filhos de
Samuel também eram. E isso vai
desgastando o povo. Até que chega um
momento em que os anciãos de Israel eles
se reúnem, eles vão à presença de Samuel
e eles pedem o rei para eles. E a gente
conhece a história, né? Samuel reluta,
Samuel tenta eh contornar aquela
situação, mas o povo insiste querendo um
rei sobre eles. E aí Deus diz assim para
Samuel: "Samuel, dá o que eles querem.
Não é a você que eles estão rejeitando,
é a mim que eles estão rejeitando como
rei sobre eles." E aí é nesse contexto
que aparece a figura de Saul. Saul ele
surge na história eh como um personagem
assim muito inusitado.
Eh, diz a Bíblia que ele é Saul da tribo
de Benjamim.
filho de um cara chamado Kiss. Então,
guarde bem esses nomes, tá? Saul da
tribo de Benjamim, filho de Quis. É o
que diz a história. E ele aparece numa
busca, as jumentas do pai dele se
perdem. E ele cuidava delas. E ele sai
procurando as jumentas do pai. E ele tá
junto com o servo dele, procurando as
jumentas. E o tempo vai passando, dias
vão passando e eles não encontram as
jumentas. E ele começa a ficar
preocupado com a preocupação do pai dele
em relação a eles. E aí o servo tem uma
ideia, fala assim: "Olha, a gente tá
aqui perto do lugar onde tem o homem de
Deus. Vamos lá conversar com ele. Ele
pode falar onde as jumentas estão." E
ali eles vão até Samuel querendo usar
Samuel meio de São Longuinho. Sabe
aquela coisa, né? Né? Perdeu São
Longuinho, né? Dá três pulinhos, aquele
negócio, né? Então eles vão lá São
Samuel Longuinho, né? Conversar com ele.
Então vai lá os dois jumentos procurando
as jumentas perdidas, né? Eles vão atrás
lá do do profeta. Só que Samuel já havia
sido eh orientado por Deus. Deus diz
assim: "Olha, amanhã vai chegar aí um
cara, um homem. Esse é ele. Você vai
ungir ele como rei de Israel. E é assim
que Saul é ungido o rei de Israel. E a
unção de Saul, ela é acompanhada de
muitas manifestações sobrenaturais.
Porque Deus já de antemão havia avisado
o profeta da visita de Saul. Saul é
ungido e diz a Bíblia que o coração dele
é mudado. Ele recebe o coração de Deus.
Ele recebe o espírito de Deus porque ele
vai profetizar entre os profetas. Então
o coração de Deus e o espírito de Deus
estão sobre Saul. E a narrativa bíblica
vai mostrar três momentos em que Saul é
aclamado como rei. Três momentos. É
aquela afirmação tripla para não deixar
dúvida nenhuma a respeito de uma
realidade. A Bíblia tem muito dessa, né?
Então, a primeira, ele é ungido o rei
dessa maneira, como eu contei para
vocês. As outras duas vão apresentando
de uma maneira muito sutil uma graduação
eh negativa da sobrenaturalidade. Sabe
que eu posso dizer assim? começa com
manifestações divinas e aí a coisa vai
diminuindo, vai se tornando algo muito
humano, uma reação muito natural das
pessoas reconhecerem Saul rei. E isso já
é pra gente uma maneira de preparar o
leitor para um final ruim que a história
vai ter. Ele começa bem, mas a coisa vai
diminuindo, porque ele é ungido dessa
maneira. Depois da segunda vez, o
profeta Samuel tira sortes e a sorte cai
sobre ele. Já é um negócio assim meio de
sorte. E na terceira acontece um um
cerco a uma cidade chamada Jabes Gilead.
E ele vai ser aquele que vai liderar o
povo para libertar a cidade de Jabes de
Ele. Ele vai entrar em guerra e as
pessoas reconhecem nele um líder militar
competente. Então fala: "Esse cara pode
ser rei". Então, é uma decisão
totalmente humana. E assim ele é
aclamado o rei três vezes. E depois
disso, nós vemos também dois episódios
em que Saul é rejeitado como rei. Ele é
aclamado rei três vezes, mas em dois
momentos ele é rejeitado como rei. E
rejeitado por questões que aparentemente
são banais, são bobas pra gente. Porque
a primeira rejeição de Saul acontece
quando ele vai entrar em guerra contra
os filisteus e era costume fazerem
sacrifícios. daquele culto, né? Aquele
cultinho básico ali pedindo proteção de
Deus na batalha e tal. E ele combina com
o profeta Samuel para Samuel fazer o
sacrifício, liderar a cerimônia. Só que
Samuel diz o seguinte: "Olha, eu vou
atrasar 7 dias. Segura aí 7 dias, depois
de sete dias eu faço o sacrifício." Só
que ele demora mais, passa dos s dias e
Saul, ele começa a perceber o povo
inquieto e os soldados não querem
guerrear sem a bênção de Deus. E eles
começam a debandar. E nessa preocupação
de não perder a mão do povo, dos
soldados, ele decide ele mesmo fazer o
sacrifício. E quando ele faz o
sacrifício, quem que aparece assim, ó?
Tchã, o profeta Samuel. E quando Samuel
chega, fala assim: "Olha, por causa
disso, você vai ser rejeitado por Deus.
Deus vai tirar o reino de você e vai dar
a um homem melhor do que você." Essa é a
fala, o homem segundo o coração dele.
Essa é a primeira rejeição de Saul. E a
segunda, que é a mais conhecida, ela
acontece depois de uma guerra que era
uma guerra santa, que Saul tinha que
coordenar e empregar contra os
amalequitas. E a guerra santa, ou a
guerra herem, como ela é chamada na
Bíblia, é uma guerra diferente das
demais. Não é simplesmente o confronto
entre povos, inimigos, nações
adversárias. A guerra santa é uma guerra
de juízo. Israel era utilizado como
instrumento de Deus para execução do
juízo de Deus. eram guerras raras, mas
aconteciam. E quando isso acontecia, a
ordem de Deus era para que todo o povo
adversário fosse exterminado. Animais,
homens, mulheres, crianças, todo mundo.
Era para varrer o povo. Essa era a ordem
de Deus. E Saul recebe essa ordem de
lutar uma guerra santa contra os
amalequitas. Mas ele não cumpre a ordem.
Ele poupa os animais porque os seus
soldados vão pilhar os despojos. E ele
com medo ali dos soldados, ele permite
isso acontecer.
Ele vai poupar a vida de muitas pessoas
e ele vai levar o rei Agage. Guarde esse
nome também, Agag. O rei dos
amalequitas. Ele leva a Gague como
prisioneiro de guerra. E aí entra de
novo Samuel em cena. E quando Samuel
chega, ele fala: "Por causa da sua
desobediência,
Deus vai tirar o reino de você, a mesma
coisa e vai dar para um outro homem
segundo o coração dele." E ele se
desespera. Ele sai atrás de Samuel, ele
rasga um pedaço do manto do Samuel, que
é uma cena emblemática também, né? para
mostrar a perda ali do reino. Ele pede
perdão, ele lamenta. Mas Deus, tanto
Deus quanto Samuel são inflexíveis. A
rejeição é definitiva sobre a casa de
Saul. Só que isso não acontece assim de
maneira mecânica, sem dor. Porque diz a
Bíblia que o profeta Samuel, ele passa a
noite inteira lamentando, chorando e
intercedendo por Saul. E a própria
Bíblia fala que Deus se arrepende de ter
escolhido Saul como rei. E aqui acontece
aquele paradoxo que a gente já abordou
aqui em outras séries com vocês, que
essa complexidade das emoções e dos
sentimentos divinos. Deus não é um ser
eh impassível, distante, porque aqui ele
rejeita Saul, mas ele mesmo sofre com a
rejeição e lamenta a rejeição do
escolhido dele. Ele também sofre esse
sentimento. E aqui a gente vê essa
vulnerabilidade do coração divino,
porque quem ama se submete a amar e
também se submete a não ser amado.
Essa essa é a ambiguidade do amor e a
complexidade do amor. Você pode amar e
você pode se frustrar. Você pode se
decepcionar com o ser amado. E aqui você
vê Deus sofrendo exatamente isso,
sofrendo a decepção, sofrendo a
rejeição. Não é um ato de juízo sobre
Saul, é um ato de profunda dor. Deus se
relaciona e ele se torna vulnerável com
o relacionamento, com a natureza e a
qualidade de relacionamento que ele tem
com as suas criaturas. É assim que a
Bíblia mostra Deus aqui. E aí acontece
uma coisa interessante a partir de
agora, porque nós vamos ver aqui um
triângulo amoroso
estranho, que é entre Deus, Saul e Davi.
E aqui Davi aparece no momento do texto
que eu li para vocês, que nós lemos
juntos. Ele é introduzido na corte por
causa de uma fragilidade do rei. Saul se
torna uma pessoa completamente
atormentada. Ele se afunda em doenças
psíquicas. espirituais. Ele é
atormentado por esse espírito que fala
aqui, que vem da parte de Deus e e é uma
solução que é apresentada para ele, né?
Olha, traz um músico aqui, ele vai tocar
arpa e você vai ficar bem. E aí Davi
aparece. Mas olha que coisa
interessante, né? Quais são as
qualidades para um músico?
Que que o músico tem que ter para poder
ser efetivo? Tem que saber música, tem
que ter o domical, tem que ter
habilidade, não é? Isso é suficiente.
Mas quando a gente vê aqui a descrição
do currículo de Davi, vai além disso.
Olha o que que a Bíblia fala sobre o
currículo dele. Diz assim no versículo
18 do capítulo 16 que eu li para vocês.
Conheço o filho de Jessé, o belemita,
que sabe tocar harpa. Até aí beleza, é o
suficiente. Mas aqui fala o texto, ele é
forte e valente.
Qual que é a importância disso pro
músico? Homem de guerra. Não
>> sabe, ele não tinha nem lutado com
Golias ainda e já tem fama de ser homem
de guerra. Homem de guerra fala com
sensatéis,
né? E tem boa aparência e o Senhor Deus
está com ele. Então, olha só, isso aqui
é um currículo de um rei, percebe? Não é
de músico. É como se o próprio Davi
tivesse escrito o currículo dele pra
vaga do trono que tá lá, né? Aqui, ó, o
currículozinho aqui, né? Né? Ele serve
para ser rei. E aí você tem aqui nesse
encontro Saul que tem a consciência da
sua rejeição e Davi, que já havia sido
ungido secretamente por Samuel como rei
de Israel. Essa é a cena. Mas só nós que
estamos lendo sabemos disso. Por isso
que é um encontro muito triste, porque
aqui a gente vê uma inversão das coisas.
Você tem uma figura de realeza de poder,
que é o rei Saul. Mas quem exerce
autoridade e influência sobre o rei é
Davi. Davi não está aqui como alguém que
está servindo apenas. Ele tem um
controle. É um poder quase que mágico
que ele tem de tocar a harpa dele e
aliviar o rei. E é essa fragilidade de
Saul que vai fazer com que Davi se torne
o estagiário da corte. Ele entra na casa
de Saul e ele vai aprender toda a
complexidade da política do reino. Ele
vai entender o que é ser rei
acompanhando saú de perto. E aqui vem um
detalhe interessante no texto que eu li
para vocês. As nossas traduções
modernas, a maioria delas vai dizer
assim que Saul gostou muito de Davi. Foi
o que eu li para vocês aqui, não é? Mas
o texto hebraico não usa a palavra
gostou. O texto hebraico diz: "Saul amou
muito Davi".
Em nenhum lugar da Bíblia é dito que
alguém amou Saul. E também Saul não ama
ninguém, só ama uma pessoa. Ele não ama
os filhos dele, ele não ama Israel, não
fala nem que ele ama Deus. Ele só ama um
que é Davi. Saul amou muito Davi e
escolheu Davi para ser o seu filho
adotivo e o seu homem de maior
confiança. Porque ser escudeiro é o cara
que vai est lá na guerra e você confia a
sua vida na mão dele. É quem vai se
colocar na linha de frente para poder te
proteger. E você não põe qualquer um
para poder exercer essa função. Davi é o
escudeiro de Saul.
Essa é a qualidade aqui de
relacionamento entre eles. Só que o foco
vai mudar porque o coração de Deus que
Saul tinha agora passa para Davi. O
espírito de Deus que Saul tinha agora
cai sobre Davi. E é o espírito de Deus
através de Davi que vai acalmar Saul que
já vivia essa rejeição e por causa das
suas próprias escolhas, já não tinha
mais esse contato com Deus, já não tinha
mais essa comunicação com Deus. E Deus,
por intermédio de Davi, vai abençoar
Saul agora, percebe? Essa que é a
dinâmica da história que a gente tá
vendo. E Davi vai se tornar assim uma
figura de captação do amor e admiração
de todo mundo. É uma coisa assim meio
que magnética, entende? Saul ama Davi.
Jôatas, o filho de Saul, vai amar Davi.
Micael, a filha de Saul, vai amar Davi.
O povo vai amar Davi. Todo mundo ama
Davi. É um negócio hipnótico assim, o
poder que ele tem de ser amado. E o
próprio nome dele também é interessante,
porque David em hebraico é um nome que
ele é fundamentado na palavra DOD, que é
amado. Então ele já é amado no nome
dele. As mesmas letras, né? A, o, o, o,
a letra que é usada pro som o também é
usado para ver em hebraico, né? O valve.
Se tem um pinguinho em cima, ele é o o,
sabe? Se não tem pinguinho, ele é o V.
Então, David, Dod, amado. E também é uma
palavra que pode ser traduzida como tio
ou ironicamente como amigo. O amigo de
Saul é Davi, o amado. Entende? Então,
imagina só, né? Hebraico é uma coisa
interessante, né? Imagina você falar
assim, né? O meu amado tio Davi, né? É a
mesma coisa assim, o meu amado Davi, meu
amado amigo Davi, é tudo a mesma coisa.
Então ele é o amado já por excelência. E
esse, a palavra dod, ela é profundamente
relacionada e paralela com a palavra a,
amor. Então, ele é o objeto amor. E aí a
gente percebe que eh ele vai surgir na
história como um segundo Saul, porque
quando ele vai guerrear contra Golias,
Saul era o homem mais alto do povo. Diz
a história que ele se destaca pela
altura dele, pelo porte que ele tinha.
Então, o o o desafiante lógico para
enfrentar o gigante é o mais alto, é o
mais forte, o mais poderoso, que é Saul.
Mas Saul não vai guerrear contra o
gigante. Quem vai guerrear é Davi. E
Davi vai usar qual arma para lutar
contra Golias? Ele vai usar a funda, o
Stiling lá do passado, da antiguidade,
né? E a funda era a arma característica
da tribo de Benjamim. O povo de
Benjamim, eles eram exíbios atiradores
de funda, que é a arma da tribo do rei
Saul. Então ele vai lutar no lugar de
Saul usando a arma do rei, entende? E é
assim que ele vence Golias dessa
maneira. E aí ele se torna a celebridade
nacional. E aqui a gente percebe como o
a persona de Saul vai ser descrita. Saul
é descrito como alguém que tinha
tremenda dificuldade de honrar sua
palavra. Saul ele é apresentado como uma
pessoa que valorizava demais a opinião
alheia dos outros e por isso ele
relativizava o compromisso dele com
Deus. Saul, ele não tinha coragem de
enfrentar os desafios e ele tem um ciúme
terrível de Davi.
No TikTok da galera daquela época lá,
né? A trend era dancinha com a
musiquinha. Saul matou milhares, Davi
seus 10 milhares. É galera lá dançando,
sabe aquela coisa, né? E Saul ficava
louco vendo um negócio desse, né? Ligava
a televisão para ver o jornal, né? Para
ver notícia, né? Metade das notícias
eram sobre os feitos de Davi e só umas
notinhas ali mencionava Saul e ele
ficava ah ah, sabe, é odioso com isso.
Ele passava em revista as suas tropas, o
pessoal batia continência de cara
fechada para ele, mas quando Davi
passava, ó, general Davi, como vai, ô
Davi, né? E Saul começa a se tornar essa
figura amarga. E aí acontece aquilo que
eu disse para vocês, o amor vai dando
lugar ao ódio de maneira tão intensa
como ele nasceu. Quando se sente traído,
frustrado, quando o foco do investimento
relacional vai mudando a sua direção.
Então ele passa agora a se tornar aquele
que odeia Davi e ele vai se lançar numa
perseguição irrefreada contra Davi. Ele
se torna, por incrível que pareça, o
primeiro anticristo da Bíblia, Saul.
Porque a palavra ungido em hebraico é
maias
e em grego é a palavra cristos. Então
Davi é o Messias de Deus. Ele é o Cristo
de Deus, como ele também era. Saul
também era. E ele é o primeiro que vai
dedicar todos os seus esforços para
eliminar o Messias do Senhor. Porque ele
acredita que o trono é dele. Ele ocupa o
lugar dele. Ele não é simplesmente um
instrumento de Deus sobre o povo. O
trono é dele. O povo pertence a ele. Ele
toma a história nas suas mãos, as rédeas
das suas mãos. E ele vai agir com um
sentimento que muitas vezes a gente tem
também de olhar a vida pelo nosso olhar
e entender que nós sabemos aquilo que é
pertinente para nossa felicidade. E a
gente quer usar Deus como um gênio da
lâmpada para poder alcançar os nossos
desejos, os nossos sonhos de felicidade.
É esse o sentimento de Saul, que a gente
sabe muito bem como é que é na vida. E
ele começa a perseguir Davi. Só que a
Bíblia fala que ele também tinha muita
dificuldade em perdoar e de manter suas
reconciliações,
porque por duas vezes a vida dele é
poupada por Davi. E uma das mais
emblemáticas é quando ele está num lugar
chamado Engede, no deserto lá do sul de
Israel. E Davi está escondido numa
caverna e ele vai atrás de Davi. E diz a
Bíblia, é uma coisa bizarra, que Saul
tem um piriri, sabe? Ele tava meio
ruinzão ali, ah, aquela coisa, né? E aí
ele resolve ir numa caverna ali
tranquilinho para ter aquele momento a
sós de meditação, né? E ele pensa que
ele está só porque lá dentro, no fundo
da caverna, o exército inteiro de Davi
tá ali vendo aquela cena linda, o rei
naquela posição, todo mundo vendo. E aí
aquela cena bizarra, eles vendo o rei
daquela forma, pior que Napoleão, né?
Quando perde a guerra, como o povo fala,
um cara chega para Davi e fala assim:
"Olha, aproveita a chance, o rei tá aí,
né? tá na tua mão, mata ele, o trono é
teu. E aí Davi olha, pensa e ele fala:
"Não, não vou estender a mão contra o
ungido do Senhor. Ele corta só um
pedacinho do manto." Quando ele corta o
pedacinho do manto, Saul sai da caverna,
aí ele mostra, né? Ó, Deus te colocou na
minha mão, eu pouppei tua vida. Aí Saul
se arrepende, Saul chora. Meu filho
Davi, você vai ser um rei melhor que eu
e meu Davi, como eu te amo e aquela
coisa toda. Só que depois ele volta a
perseguir Davi. Depois ele volta da
mesma forma a dedicar aquele ódio
intenso. E a vida dele também é poupada
uma segunda vez. E aí a gente vê o final
da história de Saul, porque Saul também
é um homem que cai nas ciladas
espirituais.
Ele começa sendo ungido por Deus e ele
termina a vida dele buscando uma média,
uma feiticeira para consultar o espírito
do falecido profeta Samuel para uma
guerra que ele teria contra os
filisteus. E nessa guerra, no monte de
Gilboa, ele se mata e assim termina a
história dele de uma maneira muito
trágica.
Só que a história de Saul não acaba. Aí
a gente pensa que esse é o fim do clã de
Saul e aí você tem Davi como rei do
povo. Mas quando a gente vai 500 anos à
frente andando no futuro, a gente vê uma
outra história onde a maneira como ela é
contada lembrar pra gente o o reinado de
Saul, que é a história da rainha Estter.
Estter é colocada, embora o nome de Deus
não apareça no texto do Ester, mas ela é
colocada pela providência divina como
rainha. para poder libertar o povo e
livrar o povo do primeiro grande
extermínio dos judeus na antiguidade.
Amã, que é o adversário, é aquele que
vai engendrar o extermínio, a chassina
do povo judeu. Diz um capítulo 3 do
livro da Ester, logo no comecinho do
capítulo 3, que Amã, ele era o Agajita.
Quem que é o Agajita? Ele é descendente
de quem?
>> Agag. Do rei Agag, daquele que Saul
havia poupado. Aí você fala: "Tá vendo?
Saul tinha que ter feito mesmo aquilo,
né? Ter exterminado todo mundo. Agora a
situação, né? Ó o erro de Saul. Só que a
gente esquece, muitas vezes a gente não
percebe quando a gente lê o texto quem é
Estter e quem é Mordecai, que era o
parente dela, o primo, o tio, sei lá,
dependendo da tradução, né? Eh, a Bíblia
fala sobre a origem deles. E sabe o que
é a origem deles? Eles são da tribo de
Benjamim e eles são da família de Kiss.
E quem era Kis? Kis é o pai do rei Saul.
E quando a gente lê um midrache, e eu
tenho aqui um midrache da da dos dos
rabinos que vão comentar a história de
de Ester, o Midrache vai dizer aqui o
seguinte, olha só, falando da genealogia
de de Mordecai e de Ester, diz assim:
Mordecai, filho de Jair, filho de Simei,
filho de Xemida, filho de Baaná, filho
de Elá, filho de Mica, filho de
Mefibossete, filho de Jonatas, filho de
Saul, filho de Quis,
Essa é a origem deles. Segundo esse
midrache aqui, foi porque Simei
amaldiçoou Davi, rei de Israel, mas Davi
teve misericórdia dele, não mandou
matar, pois viu por meio da profecia que
desses dois justos, Mordecai e Ester,
por cujas mãos Israel seria salvo,
descenderiam dele. E aí que acontece a
reviravolta na história, porque eles são
do clã de Saul, descendentes de Saul,
segundo aqui o Midrach. E eles são o
instrumento para salvar o povo judeu
como um todo. Eles libertam o povo
judeu. Eles são revestidos de realeza. O
clã de Saul se torna se torna parte da
administração do poder real do império
persa. E eles libertam o povo judeu. A
linhagem do Messias é preservada pela
libertação que eles realizam. E aqui
você tem a redenção do clã de Saul. Deus
reescrevendo a história do clã de Saul.
O povo é liberto por intermédio deles. E
o auge dessa redenção vai aparecer pra
gente agora no Novo Testamento, quando
aparece um outro Saul na história que
também persegue o Messias da mesma
forma. E a história desse Saul vai
aparecer no livro de Atos. E o encontro
definitivo é quando na estrada de
Damasco, Saul encontra Jesus. E é
interessante porque nas nossas Bíblias
ela é chamado de Saulo, mas o nome dele
é Saul e ele é da tribo de Benjamim. é o
nome do rei da tribo de Benjamim. E ele
persegue os cristãos. E quando Jesus
encontra com Saulo, com Saul, ele diz
assim: "Saul, Saul, por que você me
persegue?"
É exatamente a mesma frase que Davi fala
para Saul quando encontra Saul pela
última vez, quando ele está perseguindo
Saul, Saul perseguindo Davi, quando Davi
mostra, né, a lança do rei que estava na
mão dele, o jarro de água que ele pegou
do rei, da mesma forma, poupando a vida
do rei, ele fala: "Por que você me
persegue?" Ele fala para Saul: "Por que
você me persegue?" E esse é o último
encontro de Davi e Saul. E quando Saul
no Novo Testamento agora, um outro Saul
encontra também agora o filho de Davi, a
frase é a mesma: Saul, Saul, por que
você me persegue? E aí esse Saul deixa
de ser o perseguidor e ele passa agora a
ser o mensageiro do Messias. Ele se
torna o anunciador do Messias. E o
primeiro sermão que ele prega em Atos,
capítulo 13, na sinagoga de Antioquia,
da Psídia, é a única menção na Bíblia ao
rei Saul que aparece no Novo Testamento.
E é o momento em que o nome dele é
mudado para Paulo. Ali ele é apresentado
pela primeira vez como Paulo. Não porque
ele se converteu e mudou o nome dele,
como a gente fala, ele não muda o nome
dele Saul. Saul é o nome judaico,
hebraico dele. Paulo é o nome romano que
ele tem. faz parte do sobrenome dele,
esses dois nomes. E ele vai usar o nome
Paulo nos contextos das viagens
internacionais. É o passaporte dele.
Então, por isso ele é Paulo pros
estrangeiros, mas pros judeus ele nunca
deixou de ser Saul. E quando ele vai
pregar pela primeira vez, ele fala do
rei Saul. Olha, Saul foi retirado para
que Davi viesse, para que por intermédio
de Davi, o Messias chegasse. E é esse
que eu anuncio para vocês. E ele se
torna aquele que, como ninguém, consegue
sintetizar o significado da graça, da
personalidade do Messias, do evento da
redenção, da salvação, como nenhum outro
fez.
E é com base naquilo que ele ensina,
naquilo que ele prega e na maneira como
ele expõe a graça de Deus, que a nossa
fé é construída e fundamentada até os
dias de hoje nas cartas que estão aí
escritas por ele no Novo Testamento.
Saul de Benjamim,
apóstolo do Messias.
E eu acho muito bonito isso, né? Porque
você vê o poder de transformação, de
redenção de uma história que existe na
Bíblia. Aí você pode falar assim: "Mas o
que que isso tem a ver comigo?", né?
muita coisa. Eu não sei aqui qual é a
realidade da tua vida. Talvez você já
esteja olhando paraa sua história e
pensando assim: "Ah, eu já amei de forma
tão errada na minha vida, já me
relacionei de maneira tão nociva, tão
tóxica,
já odiei ou odeio com intensidade alguém
ou já fui vítima do ódio de outras
pessoas, de ódio injusto. Para mim já
não tem mais jeito. Eu carrego em mim o
DNA da minha família. Sangue ruim, né?
Família é sangue ruim, não tem como
mudar. É assim que é e assim que ser.
Vão ter que me engolir, como a gente
fala, né? Mas não há história que não
possa ser mudada por esse amor fino,
pelo amor puro, pelo amor de Deus que
pode dar um um novo desfecho pra nossa
realidade,
pode reescrever o nosso futuro.
Você pode melhorar e transformar a sua
família em você.
O DNA da tua família, o DNA da história
da tua ascendência, pode seguir para um
caminho totalmente diferente se você
permitir esse poder do amor puro, do
amor fino de Deus, transformar quem você
é. Honrar pai e mãe é mandamento, como a
gente fala, né? E a gente pensa que esse
mandamento só se cumpre quando na velice
você coloca lá seu pai, sua mãezinha
numa casa de repouso ali decente, quando
você compra medicamento para eles,
quando você cuida deles nas enfermidades
ali da velícia. Mas honrar pai e a mãe é
muito mais do que isso. É você melhorar
o pai e a mãe em você.
Meu pai era totalmente diferente de mim.
Meu pai não concordava com a minha visão
de mundo. Meu pai era outra pessoa em
relação a mim. Mas eu tô aqui hoje para
poder melhorar a história dele na minha
vida.
>> Eu carrego meu pai em mim e eu quero que
ele em mim seja uma nova pessoa e uma
pessoa melhor pelo poder da graça de
Jesus. Vocês entendem isso? E você pode
ser assim também. Você pode redimir a
tua história, assim como eu espero que
os meus filhos sejam uma versão
melhorada de mim, para que a graça de
Deus atue de maneira purificadora,
libertadora na minha história, como pode
ser na sua também. Não tem nenhum karma
que não possa ser mudado pelo poder do
amor transformador de Jesus. Saul se
tornou o salvador do povo. Saul se
tornou o mensageiro do Messias. Você
pode amar de maneira verdadeira
quando o amor fino puro se manifesta em
você.
Você pode amar sabendo quem você é. Você
pode amar sabendo de verdade quem é
aquele que você ama, sem idealizações,
sem construções falsas a respeito de
quem é a pessoa que você ama. Você pode
amar sabendo qual é a natureza do amor
verdadeiro de Deus em você. E você pode
ver o fim redentor que o amor vai ter na
sua vida quando você se tornar um canal
dele através do poder de Jesus. Eu
espero que seja assim para todos nós
hoje em nome de Jesus. Amém. Nosso Deus,
Pai querido, que teu amor libertador
reescreva a nossa história, a nossa
vida.
Se nós odiamos muito, podemos amar
também com a mesma intensidade.
Se nós fomos vítimas do ódio, seu amor
pode curar e reescrever todas as nossas
memórias e direcionar o nosso caminho de
uma forma diferente. Tome cada um de nós
nas suas mãos para que a nossa vida seja
um reflexo do amor fino, do amor puro de
Jesus. É o que nós pedimos em nome de
Jesus. Amém. Amém. M.

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