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A fé vem pelo ouvir

Sermão: Você quer ser curado?

Sermão: Você quer ser curado?

Sermão: Você quer ser curado?

Quarto sermão da série Que amor é esse, feito pelo pastor Marcelo Rezende na igreja Um Lugar Comunidade.

Para ver o culto completo acesse / @umlugarcomunidade

Legendas automáticas:

Nós te louvamos, Senhor, porque o Senhor
é fiel.
Tua graça e tua misericórdia são
renovadas cada dia em nosso favor. E é
por isso que nós estamos aqui na tua
presença, com o nosso coração sedento, a
nossa alma aberta, dispostos a sermos
banhados pelo Teu Espírito, pelo Teu
poder, pelo tua bênção, pela luz, pela
iluminação,
pelo sentimento de entender a sua
palavra e de sermos transformados por
ela. Amém. Senor. É isso que nós
buscamos agora. É isso que nós queremos.
Portanto, o Senhor nos ensine. Nós
estamos aqui aos seus pés. para sermos
transformados pelo poder que vem da tua
palavra. A sua palavra hoje que traz a
revelação do teu amor, da tua bondade,
dessa fidelidade que nós cantamos aqui,
que ela produza frutos pro louvor da tua
glória. É o que nós te pedimos em nome
de Jesus. Amém. Amém.
Amém.
Bom dia, bom sábado para você que está
aqui no sábado no Shopping Pátio
Higienópolis no Teatro All. E para você
que acompanha a gente pelo nosso canal
no YouTube e por outros meios de
transmissão, que Deus também te abençoe
com a mesma bção que nós pedimos aqui,
com o mesmo entendimento, com com a
mesma luz do Espírito Santo para que a
palavra também frutifique na sua vida.
Nós estamos hoje, depois de uma série
longa como foi a série Graça, nós
estamos encerrando uma série curtinha, a
série que Amor é esse? Que foi baseada
no livro do profeta Oséias. uma série
curta, mas uma série muito densa, uma
série muito complicada, porque o livro
do profeta Oséias é um livro denso, é um
livro de muitas emoções, é um livro
muito complexo. Eu mesmo, para poder
fazer o sermão de hoje, eu lutei muito
essa semana e eu fui terminar esse
sermão 2 horas da manhã, terminei, nem
tinha estudado, eu fui estudar aqui,
sabe?
Porque realmente é muita coisa. E poder
selecionar, separar e estruturar numa
mensagem tanta riqueza como a gente vê
no livro de Oséias é difícil. Então a
gente tem que deixar muita coisa de lado
com coração apertado, né? Mas trazer
assim um uma síntese do que eu gostaria
que vocês levassem hoje no coração de
vocês, em nome de Jesus. E pra gente
encerrar a série, eu quero convidar você
a ler junto comigo o último capítulo do
livro do profeta Oséias, capítulo 14.
Abra sua Bíblia, se você tem a Bíblia aí
com você, ou o seu celular, o
aplicativo,
o seu tablet, enfim, o recurso que você
tiver e deixa aberto porque nós vamos
ler aqui e daqui a pouquinho nós vamos
voltar aqui pro texto para entender
algumas coisas que nós encontramos nele
aqui. Osas capítulo 14 do verso 1 em
diante diz assim: "Israel, volte para o
Senhor seu Deus porque você caiu por
causa dos seus pecados. Tragam palavras
de arrependimento e convertam-se ao
Senhor, dizendo: "Perdoa toda a nossa
iniquidade, aceita o que é bom e, em vez
de novilhos, os sacrifícios dos nossos
lábios. A Assíria não nos salvará. Não
iremos montados em cavalos. Não mais
diremos as obras das nossas mãos, que
elas são o nosso Deus. Porque só em ti o
órfão encontra misericórdia. Vou curar a
rebeldia deles. Vou amá-los de boa
vontade, porque a minha ira se afastou
deles. Serei para Israel como orvalho, e
ele florescerá como lírio, e lançará
suas raízes como cedre do Líbano. Os
seus ramos se estenderão, o seu
esplendor será como da oliveira e a sua
fragrância como a do cedro do Líbano. Os
que se assentavam à sua sombra voltarão,
serão vivificados como trigo e
florescerão como a videira. A sua fama
será como a do vinho do Líbano. Ó
Efraim, que tenho eu a ver com os
ídolos? Sou eu que ouço as suas orações
e cuido de você. Eu sou como se preste
verde. De mim procede o seu fruto. Quem
é sábio que entenda essas coisas, quem é
inteligente que as compreenda. Porque os
caminhos do Senhor são retos e os justos
andarão neles, mas os transgressores
neles cairão.
Há exatamente um ano
eu estava sendo apresentado como pastor
aqui na comunidade há um ano atrás. Para
ser assim bem preciso, amanhã faz um ano
que eu fui apresentado aqui. E a
primeira vez que eu subi aqui para poder
trazer uma mensagem para vocês foi na
abertura da série Adamá. Vocês lembram
da série Adamá? né? Foi na abertura da
série e eu falei sobre metáforas e falei
sobre como as metáforas elas ilustram o
nosso relacionamento com Deus, com a
natureza. E falei muito sobre a vida
secreta das árvores, né, que era um
livro que eu apresentei aqui para vocês.
E isso me rendeu assim um apelido para
quem não me conhecia na época, né?
Pastor da árvore, não é mole? O pastor
da árvore, né? Aí eu fiquei sabendo
disso. Ah, o pastor, o pastor da árvore,
né? Então, se você ainda insistir com o
apelido pastor da árvore e se você aí
também no YouTube que tá assistindo
colocar aqui embaixo nos comentários:
"Ah, o pastor da árvore", eu vou
abençoar vocês muito, vou abençoar todos
vocês, tá? E não entendam isso de forma
literal, porque isso é uma ironia, tá
bom? E ironia é um recurso literário,
né? Dentro de metáforas também, símiles
e várias coisas que a gente encontra
aqui nesses livros poéticos, né? Por
quê? Porque como nós vimos, o texto do
profeta Oséias é um texto poético.
Oséias tem alguns capítulos em prosa,
mas quase que a totalidade da sua
profecia é feita em poesia e a poesia é
repleta de metáforas. E é muito
complicado a gente entender as
metáforas, principalmente as metáforas
de Oséias. Vocês já viram aqui na série,
pastor Edson explicou como essas
metáforas elas se sobrepõem, como elas
se agrupam, como elas vão eh mostrando
toda uma complexidade de sentimentos, de
realidades. E a gente tem muita
dificuldade de poder entender as
metáforas, porque elas demandam da gente
uma compreensão muito sutil, muito
perspicaz de todo esse universo
simbólico que elas representam. E hoje a
gente vive numa época de tanta
superficialidade na comunicação e é
difícil entender uma linguagem assim. A
gente se comunica por emoji, né? É muito
legal quando você escreve aquele textão
e o cara vai e põe um joia assim ou
então você faz assim uma coisa bonita
nisso, você escolhe as palavras, aí vem
só um uma carinha rindo, sabe? Mas é
assim, a gente se comunica dessa forma,
né? Ou então por figurinhas de WhatsApp,
né? Nada contra. Eu amo as figurinhas.
Pode mandar para mim que a coleciono
todas e vou compartilhar com a galera
também. Mas é assim que a gente como se
assim que a gente expressa muitas vezes
o que a gente pensa, o que a gente
sente. E aí quando a gente se depara com
um texto tão profundo como esse do
profeta Oséias, a gente se vê perdido no
meio de todos esses significados
metafóricos aqui. E a gente precisa de
alguém que explique o que elas
representam pra gente. E é o que a gente
tá tentando fazer aqui nessa série.
Embora como eu disse para vocês, o que a
gente tá colocando aqui é uma visão
superficial, porque o livro é muito
profundo. Por que escrever uma profecia
em poesia e metáfora?
Porque a metáfora e a poesia, elas são
janelas para compreensão do mundo. Eu
tava lendo um artigo que falava sobre
esse poder que a poesia tem de explicar
o mundo. E eu encontrei aqui dois
especialistas em literatura. Um cara
chamado Major Jackson e uma mulher
chamada Emily Warn, que dizem o
seguinte, ele fala assim, o Major
Jackson sobre a poesia. Um dos
principais objetivos da poesia é
iluminar os muros do mistério, o
inescrutável, o indisível. Quase que uma
poesia, né, que ele fala aqui, né? Né?
Esse é o objetivo da poesia. A Emily
Warne fala assim: "A poesia pode saltar
e carregar a sinapse, conexão entre nós
e o mundo, alterando ambos, tanto aquele
que lê, aquele que escreve e a forma de
entender o mundo." E a metáfora tem esse
poder. A metáfora, ela consegue unir
ideias abstratas com realidades
concretas. Ela, a gente pensa em
metáfora, a gente fala muitas vezes em
metáfora, porque ela consegue expressar
a nossa visão do mundo. Ela não é um
enfeite poético, um enfeite literário. É
uma maneira de poder também lidar e
mexer com as emoções e com as ações.
Porque se a metáfora expressa uma visão
de mundo, ela também pode transformar a
nossa percepção e a nossa visão do
mundo. E se ela transforma a sua visão
do mundo, ela também vai transformar a
sua maneira de se relacionar com ele,
entende? Por isso que a poesia metáfora
tem esse poder. E o livro do profeta
Osés vai usar esses recursos para poder
lançar luz a respeito dos sentimentos de
Deus, do caráter de Deus e das ações de
Deus, do relacionamento dele junto com
Israel. E a melhor forma de fazer isso
através da poesia e através da metáfora
que ele vai empregar aqui. Profeta
Oséias, como nós já vimos aqui nos
outros episódios anteriores da série,
ele vive no oitavo século antes de
Cristo. Era um período eh conturbado. A
profecia dele é longa. Ele exerce um
ministério profético longo de mais ou
menos uns 30 anos. E ele começa na época
do rei Jeroboão II, no reino do norte. O
reino dividido, né? Reino do norte,
Israel, reino do sul, Judá. Eram dois
reinos divididos depois da morte de
Salomão e nunca mais os reinos se
uniram. Judá, Judá tinha capital em
Jerusalém, o reino do norte a capital em
Samaria. Primeiro rei foi Jeroboão,
primeiro. Aí há mudanças de dinastias,
há uma série de guerras, conflitos, nós
vimos aqui. E Jeroboão II governa nesse
período e é um período de riqueza, um
período de fartura, um período de
prosperidade. É conhecida como a era de
a era de prata. A era de ouro era com
Davi e Salomão. A era de prata é o
período aqui de Oséias. Mas Oséias, como
a profecia dele é longa, o tempo é
longo, ele vai viver também um período
que começa com essa prosperidade, mas
lentamente ele vai vivendo um declínio
do poder, da política, da influência do
reino do norte. E ele vai profetizar a
destruição do reino do norte, porque a
Assíria é um império que está crescendo
e a Assíria vai destruir Israel no ano
722 a de. Cristo. Então ele vai abranger
esse período de um lado de prosperidade
até a ruína, a destruição total. E o
livro dele é o que encabeça o que a
gente chama de livro dos 12. É assim que
é chamado no no canon hebraico. Não são
cada profeta separados. Eles entendem
como um livro só. E Osés é a abertura. E
os profetas eles são organizados num num
arranjo meio que cronológico, mas muito
mais temático. Eles estão ligados.
Então, o tema do livro dos 12 vai falar
de maneira geral, por todos os profetas,
eh eh a denúncia dos pecados de Israel,
o juízo, a destruição e promessas
futuras de restauração. E o livro de
Osés está estruturado dessa forma. Então
ele é como ele abre o livro dos 12, ele
é um microcosmos de toda a temática dos
12 profetas. É um resumo do que você vai
encontrar neles lá. Então você tem três
momentos do livro dele. O livro dele é
dividido em três partes, em três sessões
de julgamento. E nós vimos aqui o
tribunal da aliança, o julgamento é
chamado na Bíblia, em hebraico, de rif.
é a palavra técnica, o termo técnico que
vai designar o julgamento, a sessão do
julgamento da aliança. Quando Israel era
infiel à aliança, quando Israel quebrava
a aliança por apostasia, idolatria,
injustiça social, os profetas vinham e
eles se manifestavam como procuradores
da aliança. E aí eles executavam a
melhor, anunciavam o julgamento. Então
você vai encontrar três vezes onde o RIF
aparece em Oséias no capítulo dois,
quando ele fala assim: "Ah, eu tenho uma
acusação contra a mãe de vocês, contra
Gommer, a mulher de Oséas". É rivra ali.
No capítulo 4atro, ele também vai dizer
assim: "Eu tenho um riv, um julgamento,
uma acusação, uma controvérsia com
vocês". E no capítulo 12, na última
sessão do livro, ele também vai falar:
"Eu tenho uma controvérsia com Jacó, com
Israel". E a palavra controvérsia,
acusação, processo, é a palavra rif. E o
rif segue uma estrutura, não é uma coisa
aleatória assim. Você tem uma estrutura
do julgamento. Deus primeiro, ele vai
chamar testemunhas. Geralmente ele vai
convocar os céus e a terra como
testemunhas. Você vai ver Deus
relembrando os atos passados, como ele
cuidou de Israel. Ele vai lembrar da
história do Êxodo, vai lembrar da
história dos patriarcas, como ele guiou
Israel até aquele momento. Ele vai
acusar o povo dos seus pecados. Ele vai
trazer provas desses pecados e ele
termina anunciando a sentença ou um
convite ao arrependimento. Essa é a
estrutura do RIF, do tribunal do
julgamento. E Oséas faz isso em três
momentos do livro dele. E dentro dessa
proclamação do Riv, ele vai executar
tudo isso de maneira poética com as
metáforas dele. E é interessante que ele
vai usar muitas metáforas associadas a
Deus. São cerca de 103 metáforas
diferentes que você encontra no livro de
Oséas. associado a Deus. Então, imagina
para eu poder fazer esse sermão, hein?
Tendo que escolher para vocês no meio de
103 metáforas, né? Ele usa várias
metáforas associadas a Deus. E ele faz
também, como ele é poeta, um jogo de
palavras. Ele brinca com o som das
palavras, ele faz eh arranjos de
palavras muito interessantes. E como o
reino do norte é conhecido pela tribo
mais importante que é a Efraim, a tribo
do norte, ele vai fazer um jogo de
palavras com o nome Efraim. Efraim é uma
metonímia. para todo Israel. Israel é
simplificado e é colocado dentro da
compreensão de nação através do nome
Efraim. E Efraim é o nome do filho mais
novo de José. É o filho que era mais
novo, mas foi abençoado como primogênito
por Jacó. E ele recebe esse nome porque
José, ele havia sido abençoado no Egito.
E quando nasce Efraim, ele fala: "Deus
me fez frutífero, rifrani. Frutífero". E
ele vai pegar a palavra fruto em
hebraico, peri. E ele vai fazer um jogo
com a palavra. Ele vai colocar um dual,
um plural plural dual, que é aim no
final. Então fica peri, priraim.
Efreno, Efrain, Efraim é o nome, Efraim
é o nome do filho dele, excessivamente
frutífero demais. Esse é o nome do
menino. E o profeta Oséias vai fazer uma
ironia com isso. Frutífero. Você na
apostasia e no pecado, você não dá fruto
não. E ele vai usar várias palavras com
essa sonoridade de fr.
A palavra em hebraico, ou melhor, a
letra em hebraico que a gente eh eh lê
como P ou como F, ela é a mesma letra, P
e F. A única diferença é que você põe um
pinguinho dentro dela. Quando você põe
um pinguinho é P, quando é sem pinguinho
é F. Entende a mesma palavra? Então você
vai ver várias palavras aqui no livro
dele com P, com F, com R, brincando com
o som do nome Efraim. Vocês querem ver
um exemplo? Eu separei alguns aqui para
mostrar para vocês. No texto a gente vê
momentos em que eh
Efraim recusa a cura de Deus. Ele fala:
"Eu queria curar vocês". A palavra cura,
rafá, verbo curar. Eu queria curar
vocês. Ele não quer ser curado por Deus,
porque Efraim é uma vaca teimosa.
Palavra vaca é parar. Uma vaca teimosa.
Ela deixa de produzir os seus frutos.
Peri, o fruto que deveria produzir para
Deus. Ele é adúltero. O povo é uma massa
de adúlteros. E a palavra adúltero,
adúlteros em hebraico é menafim. É a
palavra, o plural menafim. Eles são
semelhantes a um forno aceso do padeiro.
O fé é o o padeiro. E é por isso que
eles vão experimentar a ira af de Deus.
Quando Deus fala minha ira, ele fala a
pi, a minha ira. Vocês vão experimentar.
Então aparece esse jogo com o som do
nome Efraim. o tempo todo no livro e
principalmente aqui no último capítulo
que nós lemos. A gente não percebe isso
em português, mas essa é a sonoridade da
poesia hebraica que ele vai usar aqui. E
ele vai exagerar na complexidade das
metáforas que ele usa para descrever o
sentimento de Deus em relação ao seu
povo. Porque Oséias ele vai apresentar
Deus de uma maneira totalmente
escandalosa e diferente. Eu lembro que
alguns aqui ficaram até assustados
quando a pastora pregando falou que Deus
é corno, né? A falou assim: "Deus é
corno". Como que pode? A gente canta
santo, santo, santo. Aí de repente fala:
"Pô, Deus você taaca uma dessa, né? Como
é que pode Deus assim?" Mas é assim que
ele é apresentado no livro. É uma
metáfora do relacionamento. E Deus é
apresentado no livro de maneiras
absurdas. Deus ele é apresentado como
verme,
como podridão.
Deus é a traça.
Deus ele é apresentado como fenômenos
meteorológicos,
como orvalho, como tempestade. Deus é
apresentado como animais selvagens. Ele
é o leão. Ele é o urso que despedaça,
que destrói. Ele é apresentado como
juiz, uma coisa mais neutra, né? como
professor ele é apresentado. Mas as
metáforas que mais chamam a nossa
atenção e as que se destacam no livro de
Osé são as metáforas relacionais, as
metáforas conjugais, as metáforas
parentais e as metáforas agrícolas. Deus
também é o fazendeiro, é aquele que vai
plantar. E Efraim, o frutífero, não dá
fruto. Ou ele frutificou, mas o fruto
não é bom, ou então deixou de
frutificar. Então você vai encontrar
isso várias vezes nessas sessões de
julgamento do livro. E Deus ele vai
anunciar os pecados, a sentença e
subitamente ele muda, porque ele anuncia
a sentença e ele espera uma resposta de
Israel. Isso acontece na primeira sessão
do julgamento, isso acontece na segunda
sessão do julgamento, mas Israel não
responde. Israel não se volta para Deus.
Israel não se converte. E Deus é
apresentado também de uma maneira
extremamente violenta. Ele é agressivo
no livro, né? Ele diz muitas vezes que
ele vai destruir o povo e ele descreve
todos os horrores da guerra que ele vai
permitir que aconteça com Israel. Ele
fala que o povo vai ser esmagado, que as
crianças vão ser mortas, que as mulheres
grávidas vão ter seus ventres rasgados,
nenezinhos mortos. É uma coisa horrível.
Ele vai descrever tudo isso, mas ao
mesmo tempo que ele tá assim violento e
ele fala: "Eu não amo vocês, eu rejeitei
vocês pelo que vocês fizeram". Aí ele
olha, ele para, ele volta e ele diz
assim: "Mas como eu poderia entregar
você, Efraim? Você é meu filho. Eu
chamei você do Egito. Não posso entregar
você. Quando eu penso em você, o meu
coração dispara, o meu interior queima,
arde, as minhas emoções. Quando eu penso
em Fraim, ele fala assim e ele usa, ele
fala assim: "Como eu poderia tratar
vocês como ademais eim Sodoma e
Gomorra?"
E aí ele vai usar a palavra quando ele
fala: "Meu coração
dispara". A palavra ali, meu coração
muda. E é uma palavra usada lá em
Gênesis para descrever a destruição de
Sodoma e Gomorra. Elas foram
subvertidas. Fala assim na tradução
antiga nossa, né? Elas foram mudadas as
cidades e Deus fala: "O que aconteceu
com elas eu não quero que aconteça com
vocês. Eu prefiro que seja comigo, com o
meu coração". É assim que ele fala.
Então, essa é a complexidade de Deus, um
Deus passional, um Deus que anuncia a
destruição, mas o amor dele é maior. E
você vê esse conflito interno, porque o
relacionamento de Deus com Israel é
complexo, como Deus também é complexo. E
Oséias tem a permissão divina de revelar
Deus de uma maneira como na Bíblia
inteira você não vai encontrar.
A gente procura se identificar com
Oséias, né, com o drama familiar dele,
da mulher adúltera, de Gommer, mas na
verdade Oséias aqui ele é um símbolo de
Deus. Nós é que somos Gommer. Israel que
é Gommer, nós somos Gommer. Oséias,
Rochéa é o nome salvação, é o nome
ligado a Deus. Yeshua, o nome de Jesus,
é ligado ao nome de Oséias. Então, ele é
a salvação e nós somos Gommer. E aí a
gente chega na última sessão do livro,
no último rive, no último tribunal da
aliança, que começa no capítulo 12. Ali
ele vai relembrar a história de Jacó,
como eu disse para vocês, ele vai
relembrar o passado, mas ele vai
levantar a seguinte acusação. Ele diz
assim: "Israel é mentiroso. O povo
continua mentindo. Dois tribunais já
aconteceram e eles continuam mentindo. E
por causa da mentira, ele vai contar a
história de Israel, mas chamando de
Israel de Jacó.
O nome Jacó não significa enganador,
como muitos falam. Jacó vem de é Yov,
vem de Av, que é o calcanhar. Ele segura
no calcanhar do irmão dele quando ele
nasce, mas o comportamento dele vai
associar o nome dele com a mentira,
porque ele vai enganar o pai dele, né?
Ele é mentirosinho, né? E aí ele vai se
tornar o enganador. E no capítulo 12 ele
vai lembrar essa história. E ele vai
dizer assim: Jacó lutou com Deus.
Porque Israel, Efraim, ainda luta com
Deus. Deus é o adversário do povo. Deus
continua sendo adversário. Vocês
continuam lutando comigo. E ele usa uma
palavra interessante, né? O verbo lutar
aqui, sur, aparece aqui, sará Elohim,
lutou com Deus. E quando eu falei em
casa assim, né? Sará, Elohim, falei:
"Sará, lutar, lutou". Aí e Sara é o nome
da minha filha, né? E sar é princesa.
Palavra sar é príncipe em hebraico. E o
verbo lutar, saráim, a mesma sonoridade.
Aí o Dani tava lá falando: "Ah, agora eu
entendo muita coisa". Falei assim:
"Lutar, né? A princesa que luta, né?" É.
E aqui eu quero, não posso deixar de
mandar um recado especial para uma
pessoa que eu sei que tá me vendo aí
agora. Uma pessoa. O namorado da Sara. É
para você. Aqui vem um recado de Deus.
Princesa, mas luta. Então é por sua
conta, tá? Fica o recadinho, né?
E nesse rive, Deus vai lembrar essa
história dele com Jacó, da luta com
Jacó, como ele tirou Israel do Egito,
como ele mentou Israel no deserto, mas
também vai lembrar a ingratidão do povo,
a infidelidade do povo, a dureza do
coração do povo. E todas essas emoções
elas vão aflorar, porque essas metáforas
vão descrever as emoções de Deus. Deus,
ele se sente
traído,
Deus se sente decepcionado.
Deus se sente abandonado. Deus ele ama e
Deus odeia ao mesmo tempo. Olha quanta
coisa, cinco emoções assim diferentes
que a gente encontra aqui associados
essas metáforas a Deus. Tudo isso vai
aparecer aqui. E aí de repente ele vai
terminar o capítulo 13 com as seguintes
palavras. Ele vai dizer assim do
versículo 14: "Eu os remirei do poder do
inferno e os resgatarei da morte".
Alguns comentaristas dizem que o melhor
não seria eh apresentar esse texto como
uma afirmação, mas como uma
interrogação. "Eu os remirei do poder do
inferno, eu os resgatarei da morte?" Ele
diz: "Do destino que tá esperando por
vocês." Ele diz: "Onde está a morte, as
suas pragas? Onde está o inferno, a sua
destruição? Os meus olhos estarão
fechados para compaixão. Ainda que
Efraim dê frutos entre os irmãos, virá o
vento leste, vento do Senhor, subindo do
deserto. Ele secará sua nascente,
estancará sua fonte, ele saqueará o
tesouro de todas as suas coisas
preciosas. Samaria levará sobre si a sua
culpa, porque se rebelou contra o seu
Deus. Cairá a espada, seus filhos serão
despedaçados e as mulheres grávidas
serão abertas pelo meio. Olha, coisa
linda. Poesia. Poesinha, versinho, né?
Você cantar isso aqui uma letra dessa. E
aí de repente no capítulo 14 Deus muda
completamente, sem nenhuma explicação. O
capítulo 14 vai apresentar uma quebra
dessa linguagem, porque aqui os verbos
apresentados, eles voltam a ser
apresentados no imperativo. São três
verbos. Ele fala para Israel voltar. Ch.
Ele vai para Israel trazer um novo
sentimento. Lacava lacar. E vai dizer
assim: "Diga amar. eh ordens, verbos
imperativos para que Israel tome uma
atitude diante do amor de Deus, daquilo
que Deus está apresentando. E ele vai
dizer assim: "Israel, volte pro Senhor,
seu Deus". E aqui no capítulo 14, as
metáforas que apareceram no no texto
anterior de Oséas, elas voltam a
aparecer aqui, mas elas são totalmente
subvertidas. O significado delas muda
completamente. Aquilo que era usado de
uma forma aqui vai aparecer com outro
significado, com outro contexto, com
outro sentido. Deus tá mudando a
história. Deus tá mudando o futuro de
Israel. Entende? Os nomes dos filhos de
Oséas vão aparecer aqui de novo. Alusão
aos nomes deles. Lembra dos nomes deles,
não é? Jesrreel. É um nome bonito, né?
Só que era associado com as guerras que
aconteciam nas mudanças das dinastias
dos reis, das tragédias. Era como você
colocar o nome num filho de Gaza, por
exemplo, sabe? Gaza, minha pequena Gaza,
só um local de tragédia, de morte, de
destruição. Jesrael era assim. A outra
filha é Loruamar, sem compaixão, sem
misericórdia. E o outro Lami. Nasceu o
filhinho Louami, não meu povo. Osas
olha, fala: "Hum, esse aqui não é meu,
não. É a cara do vizinho". Igualzinho
ele não é meu povo não. Lo ele fala. E
aqui tudo isso vai aparecer de novo no
capítulo 14, mas tudo vai ser
subvertido, porque Deus vai dizer assim:
"Tragam palavras de arrependimento. Eu
quero o sentimento de vocês." A gente
costuma falar assim, né? Falar que ame é
fácil, difícil é agir, não é assim? Só
que para Deus aqui é o contrário. É
possível vocês agirem, sim.
É possível vocês entregarem o corpo de
vocês para ser queimado e fazer tudo
isso em amor. Agora eu quero o
sentimento de vocês. Eu quero ouvir
vocês dizendo que me amam de verdade.
Quero que vocês renunciem à força de
vocês. E ele diz assim: "Tragam
palavras. Eu quero em vez de novilhos,
parim novilhos. Ele tá usando aqui a
sonoridade do nome Efraim. Em vez de
novilhos, eu quero o sacrifício dos
lábios. O sacrifício dos nossos lábios.
Deus coloca palavras na boca de Israel,
palavras que Israel não está dizendo,
mas ele diz o que ele gostaria de ouvir
deles. A assíria não nos salvará. Não
iremos montados em cavalos. Não diremos
mais as obras das nossas mãos, que elas
são o nosso Deus. Porque só em ti o
órfão encontra misericórdia. E aqui você
tem essas mudanças dos nomes.
Misericórdia. L ruamá. Sem misericórdia.
Aqui vai dizer o seguinte: o órfão
encontra misericórdia.
Ya, Yarum vai aparecer aqui. Raham é a
palavra. E é interessante que eu até
separei aqui algumas dessas frases para
vocês aqui ouvirem o som delas. Ele vai
dizer assim: "Ele vai ter misericórdia
do órfão e atom. Misericórdia do órfão,
Raham". E aqui é um eco do nome de Deus,
porque lá no Monte Sinai, quando Deus
passa diante de Moisés, ele fala assim
que ele é Adonai, Adonai, o Senhor,
Senhor, o Deus misericordioso, El Rahum.
E o Deus da aliança havia sido anulado,
né? Ele fala: "Vocês não são meu povo,
Lou a mim, e eu não vou ser Deus de
vocês". Ele fala assim: "Agora aqui Deus
está restaurando a aliança. Os nomes de
Deus lá do Êxodo aparecem aqui nesse
texto. Então ele diz assim: "Eu vou ter
misericórdia do órfão. Israel era o
filho. Era o filho que abandonou o pai.
O pai amou o filho, mas o filho saiu, se
se manifestou rebelde e se desprendeu
dos vínculos parentais. Aqui ele recebe
o órfão de novo. Então, olha como ele tá
invertendo tudo aquilo que ele falou no
texto anterior. E ele diz assim no
versículo 4ro, eu vou curar a rebeldia
deles. Aqui nesse capítulo, Deus vai
aparecer como aquele que eh ama o órfão,
aquele que cura a apostasia, aquele que
faz Israel florescer. E ele vai aparecer
aqui no final do texto como uma árvore
plantada no meio do jardim. Essa é a
última imagem de Deus que você eu
falando da árvore de novo, né? É o
pastor da árvore mesmo. Tem jeito, né? A
árvore plantada no jardim. Deus aqui,
ele se identifica com a árvore. E olha
que beleza como ele vai construindo aqui
essas imagens. Ele diz assim: "Eu vou
curar a rebeldia de vocês". E a palavra
curar aqui, a frase é erpá mexuvatam.
Erpá, o som do nome Efraim. Tá vendo?
Erpamexuvatam.
A minha ira chuva, a minha ira api
chuva. Ele fala: "Chuve, volta, Israel,
porque a minha ira chuva, ela foi de
vocês. Não tem mais ira com vocês.
Acabou a minha ira". Ele diz assim: "Eu
vou curar apostasia." E como Deus cura a
apostasia? É com uma regra para você
seguir? É com mais uma lei para você
obedecer? Ele fala: "Eu vou curar vocês
com meu amor. Eu vou amá-los
incondicionalmente.
Eu vou amá-los de boa vontade. Eu vou
amá-los com todo meu coração. É assim
que eu vou curar a apostasia de vocês.
Essa apostasia religiosa que vocês têm,
porque Israel era profundamente
religioso, mas aquilo só ficava na
esfera, na camada do comportamento.
Aquilo não descia pro coração, para um
relacionamento vivo com Deus. Por isso
eles faziam sincretismos com Deus, com
os deuses da fertilidade, com os poderes
políticos, com a força do dinheiro. Deus
era só uma coisa mais no meio daquele
cenário todo caótico de Israel. Ele
falou: "Eu vou curar essa apostasia com
o meu amor." E aqui aparecem várias
imagens de fertilidade. Deus fala: "Eu
serei o orvalho". E a palavra serei aqui
é Herrié. Herrié é o nome de Deus que
Deus fala lá para Moisés do monte Sinai.
Quando Deus, Moisés pergunta qual que é
o seu nome? Ele não fala: "Eu sou o que
sou?" Rié aere rié. Eu sou o que eu
serei ou eu serei o que eu serei. Ele
fala assim. E aqui ele tá fazendo um uma
sobreposição do nome do filho Loami,
porque ele diz assim: "Loami, não meu
povo e eu não serei o seu Deus". Mas
literalmente ele não usa a palavra Deus
lá no texto de Oséias. Ele fala: "Eu eu
l não serei não errié para vocês.
Vocês não são meu povo, eu não serei
para vocês." Só que aqui ele resgata de
novo o nome sagrado. Ele volta a ser o
Deus da aliança com Israel. E Jesreel,
que é o nome da tragédia, aqui o nome
volta a trazer o seu significado
original, que é semeada por Deus. Deus
fala: "Eu vou ser o orvalho que vai
plantar vocês. Vocês vão fortificar
agora os presentes que Gomer recebia dos
seus amantes e que Israel buscava dos
deuses da fertilidade, azeite, vinho,
trigo, as videiras, tudo isso aparece
aqui. Deus é que dá tudo isso. Não é
através de vocês, é eu que dou. A
linguagem do relacionamento conjugal,
ela vai aparecer aqui nesse capítulo que
nós lemos, porque ele vai dizer assim:
"O lírio vai florescer e frá, o nome é
Fraim". florescendo o lírio. O lírio vai
florescer. Vocês vão se assentar na
minha sombra. Vocês vão eh beber o
vinho, o cheiro do perfume do Líbano.
Essas imagens todas elas aparecem lá no
Cântico dos Cânticos. a sentar debaixo
da sombra do amado o vinho, o perfume.
Isso são imagens de cânticos, são
palavras de cânticos conjugais que
Oséias está trazendo aqui no final do
seu livro, restaurando o relacionamento
conjugal com o povo. Olha que coisa
linda, né? E aí no final, a última
advertência que ele traz para Efraim,
ele vai dizer assim,
o versoito, ó Efraim, que tenho eu a ver
com os ídolos? Sou eu quem ouço as suas
orações e cuido de você. Eu sou como se
preste verde. De mim procede o seu
fruto. E aqui aparece a
a
o jogo de palavras mais, na minha
opinião, mais absurdo, mais escandaloso
do livro. Porque essa frase sou eu que
ouço as suas orações e cuido de você? Em
hebraico, essa frase ela vai ser assim,
ele vai dizer assim: "Ani, eu anitireo".
Que é literalmente assim: "Eu respondo e
olho atentamente." Literalmente é isso
que ele tá dizendo. Só que aqui você tem
um trocadilho com o som do nome das
deusas da fertilidade. Porque ele fala
assim: "Ani, aniti, anat era o nome de
uma das deusas.
Aure aerá é o nome da outra deusa que
era uma deusa árvore. Olha só, Deus tá
dizendo assim: "Eu sou sua niti, eu sou
sua axerá e ao mesmo tempo sou eu que
olho você, sou eu que respondo você. Sou
eu que cuido de você". Olha a riqueza da
poesia de Oséias. E aí não é a xeráque a
árvore. Eu sou a árvore.
Eu sou a árvore plantada. Vocês vão se
abrigar debaixo da minha sombra. O seu
fruto, Efraimo, você que é frutuoso, o
seu fruto, peri, seu fruto procede de
mim. O fruto vem de Deus, não é de você.
E aqui que vem a beleza do texto de
Oséias. A gente procura oferecer para
Deus frutos, não é? Para que Deus, de
alguma forma se torne e propício em
nosso favor. E qual é o fruto que a
gente oferece? Fruto religioso, né?
Frequência, culto, dízimo, é levar a
gente pra igreja, aquela coisa toda. É
assim que a gente quer se tornar
queridinhos de Deus, né? Deus fala para
eu não sou Baal, eu não sou eh anat
aerá, eu sou aquele de quem o fruto de
vocês vem.
É de mim que vem o seu fruto. O fruto é
estar em união, ligado com ele. Esse
Deus que no final do livro se torna um
com a criação. Ele é uma árvore no meio
do jardim que é o povo dele. Ele se une
com a criação para nunca mais deixar de
estar unido com a criação. Se lá vem o
anúncio da morte, aqui é o novo jardim
do Éden. Aqui é a ressurreição. Por isso
Paulo lá em Primeiro Coríntios capítulo
15, ele vai olhar esse texto e o texto
que falava da morte, mas ele entendendo
a promessa da restauração e dessa vida
exuberante, ele vai dizer: "Onde está, ó
morte, a sua vitória? Onde está, ó
morte, o seu aguilhão?" Ele vai citar
Oséas falando da ressurreição e da vida
que nós temos em Jesus. Porque Jesus é
aquele que eh por meio de quem Deus se
uniu de maneira inseparável com a sua
criação. E é só a união com ele que vai
fazer com que você possa produzir fruto.
Fruto do evangelho, fruto de mudança de
mente, mudança de coração, mudança de
comportamento, que eu não faço por mim
mesmo, é o espírito em mim. Por isso
Deus fala: "Eu vou curar vocês desse
religionismo barato que vocês têm,
dessas devoções litúrgicas vazias. Eu
vou curar vocês com o meu amor, com a
minha graça, com a minha bondade. E a
pergunta que fica é: você quer ser
curado?
Porque a gente não quer ser curado. A
gente quer uma melhora de vida. A gente
não quer cura. Porque cura ela pressupõe
uma uma mudança, uma transformação
radical da maneira como eu penso, dos
meus sentimentos, de reconciliação com
quem eu não quero me reconciliar, de
transformação radical, da forma de
viver, de sentir a vida, de me
relacionar com Deus de uma outra
maneira. Mas eu não quero isso. Eu quero
religião. Porque religião, através de
cultos, controles, doutrinas,
comportamento, é muito mais fácil. Eu
tenho um controle disso tudo. Mas Deus
oferece a cura. É por isso que Jesus
pergunta, quando ele vai curar as
pessoas, ele pergunta: "Você quer ser
curado?" Ele chega lá em no tanque de
Betesda e olha a ironia, Betesda é casa
da misericórdia, Bait Hessed. E lá só
tem gente desgraçada ali no meio. Ele
encontra um paralítico há 38 anos e olha
pro cara e fala: "Você quer ser curado?"
Não é uma pergunta idiota. Você
perguntar para quem tá ali esperando
milagre, mas não é idiota porque ele
sabe que no fundo a gente não quer. A
gente se apega a doença e torna isso
como um traço de identidade nossa. É
assim que eu sou, é assim que eu você e
vão ter que me engolir. Mas ele fala:
"Você quer mudar? Quer ser curado? Eu
vou curar você com o meu amor. Eu vou
fazer com que você esqueça dos seus
recursos, dos seus poderes, das suas dos
seus diplomas, das suas alianças, dos
seus conuios. É você e eu só é a minha
graça transformando você. Você quer
isso? E é por isso que o livro termina
com o seguinte convite. Ele diz assim:
"Quem é sábio, entenda estas coisas.
Quem é inteligente que as compreenda,
porque os caminhos do Senhor são retos.
Os justos andarão neles, mas os
transgressores neles cairão. O sábio
entende a graça, o amor de Deus, está
unido com esse que está
intrinsecamente ligado com a sua
criação. Ele é um fluxo dessa graça.
Esse é o sábio, esse é o inteligente.
Mas são dois caminhos, porque os sábios
andam nesses caminhos. Eles se
relacionam assim com Deus. Os outros
caem nesses caminhos porque se enchem de
ideias, de teologia, de conceitos, mas
não vivem o relacionamento transformador
com o Senhor. E a pergunta que fica é:
você quer ser curado? Essa pergunta que
Deus faz para você e só você pode
responder. Senhor Jesus, nós estamos
aqui diante do Senhor como nós somos.
pecadores, falhos, pequenos, mas nós
reconhecemos o poder, a grandeza e a
força da sua graça, do seu amor. Esse
amor indescritível, esse amor
inigualável. E é a ele que nós nos
apegamos hoje para que o Senhor nos
lave, nos limpe e nos transforme. Faça
essa obra, porque nós não conseguimos
fazer por nós mesmos. O nosso fruto vem
de ti e nós queremos ser frutíferos.
Queremos ser Efraim nas suas mãos para
que o seu nome seja glorificado através
de nós. É o que nós pedimos em nome de
Jesus. Amém.

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