Documentário: Como os insetos se comunicam? A linguagem invisível da natureza | Ep. 8 | ORIGENS
09/08/2025
Documentário: Como os insetos se comunicam? A linguagem invisível da natureza | Ep. 8 | ORIGENS
Dança das abelhas, sons, feromônios… os insetos têm muito a dizer. Mas como eles se comunicam?
Neste episódio, ORIGENS explora os sofisticados métodos de comunicação dos insetos e revela como essa linguagem invisível mantém o funcionamento dos ecossistemas e da agricultura global.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida, da natureza e do universo. A cada episódio, cientistas de áreas como biologia, física, genética e paleontologia ajudam a investigar os mistérios por trás da existência humana, sempre com uma linguagem acessível e visual impactante.
🟩 A série Pequenos Gigantes revela como os insetos — apesar de minúsculos — são fundamentais para a vida no planeta. Polinizadores, recicladores, arquitetos e estrategistas, eles sustentam a biodiversidade em cada detalhe invisível da natureza.
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Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Comunicação. O que seria de nós sem a habilidade de falar, de nos expressarmos, de colocar em palavras o que sentimos ou pensamos? O que seria de nós sem a capacidade de observar e sentir o mundo ao nosso redor? Os cinco sentidos do ser humano tão familiar a nós são janelas abertas para o mundo, permitindo-nos perceber a beleza, o perigo, o sabor da vida e a suavidade do toque. Mas comunicar e ser compreendido não é uma arte exclusiva a nós humanos. Na vasta e intrincada natureza, os insetos também se fazem compreendidos de formas tão fascinantes quanto eficientes. Sem a necessidade de palavras, eles criam redes de interação tão complexas quanto as nossas, que os permite compreender e se localizar no mundo. Mas se não usam palavras, gestos ou olhares, como insetos se comunicam? Que tipo de informação precisam transmitir? E por a comunicação é essencial para eles. [Música] [Aplausos] [Música] Se pararmos para pensar, o universo inteiro é um diálogo constante. Ouça o sussurro do vento, o barulho do mar e o som da chuva. Ainda que de forma não intencional, toda a natureza informa algo e mesmo as menores das criaturas também passam informações entre si, ainda que a gente não perceba. Mas que tipo de informação eles precisam passar e quais são as formas que eles usam e por a comunicação é essencial para os insetos. Na verdade, os insetos têm diferentes formas de se comunicar. Alguns insetos se comunicam por meio da visão, enxergando uns aos outros. Se olharmos para as borboletas com suas cores vibrantes, essas cores e padrões estão transmitindo alguma informação para as outras borboletas. Alguns insetos se comunicam através do som. Se você ouvir grilos ou cigarras emitindo sons altos, geralmente são os machos tentando atrair as fêmeas. Eles produzem esses sons para chamar a atenção do sexo oposto. Outros insetos utilizam substâncias químicas, como os feromônios, que são compostos químicos com cheiro. Ao detectar esse cheiro, os insetos recebem algum tipo de informação. Portanto, existem muitas formas diferentes pelas quais os insetos se comunicam entre si. Nós temos respostas químicas. Estas respostas químicas vão estar atrelados com hormônios e feromônios. Os hormônios são as respostas químicas que ocorrem dentro do corpo do inseto, dentro da sua fisiologia, dentro do seu funcionamento. Por exemplo, para um inseto crescer, ele necessita trocar o seu tegumento. E para trocar o seu tegumento, ele vai utilizar-se de um hormônio que é chamado de equidizona. Equidizona está associado com a palavra e que é o processo de abandonar o tegimento velho e restabelecer o novo. Mas esta comunicação é uma comunicação interna. É como o que ocorre dentro do corpo do inseto. Agora, os insetos eles conseguem se comunicar com outros indivíduos externos. O contrário de uma comunicação interna, que é o hormônio, é chamado de feromônio. O feromônio também são substâncias químicas de alarme, de alerta, de predação ou de repulsão, em que o inseto consegue expelir estas substâncias, estas partículas, elas ficam dispersas no ambiente e outros animais conseguem interpretar estas substâncias, quer seja uma substância de repulsão, de predação, de atração, Então os insetos eles comunicam entre si com indivíduos da mesma espécie. No caso dos insetos sociais, eles têm um padrão de trabalho extremamente perfeito, porque eles se comunicam através de feromônio. >> A Maria Fedida, ela solta um cheiro para se defender, a barata para se juntar e os insetos em geral se comunicam através de feromônios, né, que aí são cheirinhos que a gente fala. que eles vão se comunicar através assim, a formiga vai ter feromônios que vão avisar sobre onde tem alimento. Gafanhoto pode fazer isso. Não, não só gafanhoto, outros insetos podem soltar esse feromônio, esse esse perfume, esse cheirinho para se avisar, ó, tô na época da reprodução. Então são formas deles se comunicarem. E esses feromônios também serve como uma comunicação externa para determinado animal se aproximar ou se afugentar, porque vai ter alguma resposta direta com este organismo que está emitindo este sinal. Então, basicamente eles se comunicam h para avisar coisas, para avisar perigo, para avisar onde tem comida, para avisar onde tem polem e assim por diante. >> Exatamente. Os insetos eles se comunicam com uma maneira perfeita de feromônios e nós temos outros acessórios. Esses outros acessórios são chamados órgãos sensoriais. Por exemplo, os insetos vão ter os olhos, olhos compostos, vão ter os celos que ficam posicionados no ápice da sua cabeça, que vai fazer uma distinção da presença ou da ausência da luz, vão ter antenas. Então, através dessas estruturas, com as partículas que estão dispersas no ambiente através dos feromônios de outros insetos, eles conseguem compreender qual determinada tarefa eles necessitam realizar. Se os seres humanos confiam nos olhos para interpretar o mundo, as formigas vivem em uma realidade guiada pelo olfato. Para elas, cada cheiro é um mapa, uma mensagem, um alerta ou um convite. Mas esse olfato é percebido nas suas antenas. As formigas possuem um dos sistemas olfativos mais desenvolvidos do reino animal. Elas conseguem detectar e distinguir uma infinidade de odores no ambiente, reconhecendo desde a identidade de suas companheiras até o rastro exato de um caminho já percorrido. Cada trilha de feromônio deixada por uma formiga no solo contém informações específicas. O cheiro pode indicar a localização de alimento, o caminho de volta para o formigueiro ou até mesmo o sinal de perigo. E o mais impressionante, as formigas conseguem perceber a intensidade e o tempo desse cheiro, garantindo que sigam sempre as trilhas mais recentes e eficientes. Além disso, as antenas das formigas não somente detectam odores, mas também analisam sutis variações químicas no ar e na superfície dos objetos. Isso permite que reconheçam suas companheiras de colônia apenas pelo cheiro, identificando instantaneamente uma intrusa que tente se infiltrar. Se para nós o olfato é muitas vezes um sentido secundário, para elas é tudo. É o guia que as conduz no escuro, o idioma que as une, o código secreto que rege suas sociedades organizadas. Elas não enxergam o mundo como nós, elas os sentem no ar, nas trilhas invisíveis que só suas antenas conseguem decifrar. Os indivíduos do mesmo formigueiro, elas vão se comunicar por ferormônios, por partículas de cheiro. E cada formigueiro tem um ferormônio específico. É por isso que eu não posso pegar uma rainha de um outro formigueiro e tentar colocar num formigueiro que a rainha acabou de morrer, por exemplo, porque a as operárias de lá vão reconhecer aquele animal, como intruso, comem um vazão e vão matar essa essa rainha. Por exemplo, as formigas usam muitos feromônios químicos para se comunicar umas com as outras. Se você vê uma formiga andando pelo chão e em seguida a outra formiga seguindo exatamente o mesmo caminho que a primeira, provavelmente o que está acontecendo é que a primeira formiga deixou um rastro químico invisível para nós. No entanto, esse rastro químico pode ser detectado pela outra formiga através de suas antenas, permitindo que ela o siga e saiba que está no caminho certo. Cada espécie de formiga pode ter um feromônio químico, ligeiramente diferente para esse propósito. Dessa forma, as formigas conseguem identificar se estão no caminho certo ao reconhecer se o rastro químico pertence a sua própria espécie. elas vão entendendo, vão interpretando as condições ambientais e através de ferormônios, de de eh passeios estruturados, elas elas comunicam paraas castas responsáveis o que precisa ser mais produzido, se é mais soldado, se vai rolar reprodução, se o ambiente tá ficando favorado paraa reprodução, então elas vão produzir as formigas aladas, que são os reprodutores. E isso interpretando as pistas do ambiente. >> Os vagalumes são verdadeiros mestres da comunicação na natureza. Quem nunca se encantou ao vê-los rompendo a escuridão com seu brilho? Mas sua luz vai além da beleza. Ela é uma linguagem. Cada lampejo é um sussurro luminoso, um chamado em busca de um par. Eles piscam em ritmos específicos, trocando mensagens em um código secreto que só eles compreendem. Seus sinais atravessam o vento e as sombras, transformando a escuridão em um espetáculo de luz e significado. [Música] Sim, os vagalumes, também conhecidos como pirilampos, são outro exemplo de insetos que usam a comunicação visual. Quando eles emitem luz, estão enviando um sinal visual para outros vagalumes na área. Na verdade, são os machos e as fêmeas que se comunicam dessa forma para conseguirem se encontrar e se reproduzir. O modo como eles fazem isso é muito interessante, pois envolve uma reação química que ocorre dentro das células dos vagalumes. Existem duas substâncias envolvidas nesse processo, uma chamada luciferina e outra chamada luciferase. Quando essas duas substâncias se combinam, ocorre uma reação química que se produz luz. Curiosamente, essa reação química gera luz sem produzir calor. Se pensarmos em uma lâmpada, por exemplo, ao ser ligada, ela emite calor junto com a luz. A maioria das reações químicas que produzem luz também gera calor, mas essa especificamente não. Além disso, essa reação química precisa de oxigênio para acontecer. Os vagalumes conseguem controlar esse processo porque possuem as substâncias luciferina e luciferase armazenadas na mesma região do corpo. No entanto, eles regulam a quantidade de oxigênio que chega a essa região. Quando querem acender a luz, permite a entrada de mais oxigênio, fazendo com que a reação química ocorra e produza a bioluminescência. [Música] No entanto, diversos estudos apontam que a iluminação artificial das cidades tem um impacto significativo na redução das populações de vagalumes junto com a perda de habitate e o uso de pesticidas. O excesso de luz artificial interfere diretamente em sua comunicação, dificultando os sinais luminosos que utilizam para encontrar um par e, consequentemente reduzindo suas taxas de reprodução. No vasto reino animal, uma das formas de comunicação mais fascinantes é a das abelhas, que se expressam por meio de uma dança. Sim, uma dança. Mas o que parece apenas um movimento aleatório é, na verdade, um código sofisticado interpretado com perfeição por suas companheiras. Cada passo, cada oscilação do abdômen, cada tempo de execução contam uma história detalhada que guia as outras operárias até o tesouro escondido entre as flores. As abelhas têm muito a comunicar durante sua busca incansável por pó e néta, essenciais para a produção de mel. Ao encontrar uma fonte rica em recursos, elas retornam à colmeia e o espetáculo começa. [Música] As abelhas têm, na verdade, uma das formas mais fascinantes de comunicação, pois utilizam um tipo de dança interpretativa. Se uma abelha sai do ninho em busca de alimento, como uma área cheia de flores ricas em néctar e pollen, ela colecta um pouco e retorna ao ninho. No entanto, ela só consegue carregar uma quantidade limitada. Por isso, elas precisam avisar as outras abelhas que devem ir até aquele local específico para buscar mais néctar e pólen. A maneira como comunicam a direção e a distância é através do que chamamos de dança do requebrado. Então, as danças, principalmente a a mais conhecida, é o que a gente fala, a dança do requebrado ou a dança do oito, é o que as abelhas melíferas usam para comunicar as suas companheiras de ninho onde tá ah localizado uma fonte de alimento que seja importante para elas, né? Então, a dança, a dança é uma das formas delas se comunicarem, mas elas também se comunicam por meio de cheiros, né, por meios de feromônios que tanto operárias, machos e rainhas emitem. E aí isso desencadeia eh diferentes comportamentos nos nos companheiros. A dança do requebrado basicamente informa as outras abelhas em que direção elas devem voar ao sair do ninho. [Música] Além disso, também conseguem comunicar a distância que precisam percorrer nessa direção. Na dança do requebrado, as abelhas basicamente sacodem o abdômen, fazendo um pequeno movimento de dança, onde balança essa parte do corpo. A direção do movimento em relação ao topo, se considerarmos um eixo vertical, determina o ângulo em que a abelha faz a dança. Esse ângulo, em relação a posição do sol, indica para as outras abelhas a direção exata que elas devem seguir. Assim, ao sair do ninho, as abelhas conseguem se orientar, observando a posição do sol e identificando o ângulo indicado pela dança. Esse ângulo define o caminho que devem seguir. Além disso, o tempo que a abelha passa fazendo a dança indica a distância que precisam percorrer. Quanto mais tempo duro requebrado, mais distante está a fonte de alimento. As outras abelhas observam a abelha exploradora, realizando a dança e conseguem interpretar exatamente a direção e a distância para encontrar o alimento. Isso também acontece quando elas decidem construir um novo ninho? [Música] Sim, exatamente. Outra forma de comunicação, de localização acontece quando as abelhas precisam se mudar para um novo local. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando a colônia está crescendo e precisa encontrar um espaço maior para viver. O processo é realmente fascinante, porque as abelhas saem individualmente para procurar potenciais novos locais para se estabelecer. Quando encontram, elas retornam ao ninho e utilizam a dança do requebrado para comunicar não apenas a localização, mas também a qualidade do local. Se uma abelha encontra um lugar que considera perfeito, ela realiza a dança do requebrado com muita energia e entusiasmo. Isso sinaliza para outras abelhas que aquele local tem um grande potencial. Somente quando várias abelhas voltam convencidas e repetem a dança com entusiasmo, é que toda a colônia chega a um consenso coletivo sobre onde devem se mudar. Ou seja, elas realizam um verdadeiro processo democrático de votação, utilizando uma dança interpretativa para comunicar informações. É um sistema extremamente sofisticado. Mas uma coisa que me intrigou na minha conversa com o Dr. Sólomo é que, como falamos no episódio 3, o interior da comeia é escuro. Então, como elas conseguem ver essa dança? Essa é uma ótima pergunta. Na verdade, você está certa. Quando as abelhas fazem essa dança, as outras abelhas não estão observando com os olhos. Em vez disso, ela sentem as vibrações geradas pelo movimento da dança do requebrado. Todas as abelhas mantém suas pernas em contato com o favo de mel dentro do ninho. E é através desse contato que elas conseguem perceber as vibrações e interpretar a informação. Ou seja, quando nós humanos assistimos a uma abelha realizando a dança do requebrado, obtemos essa informação visualmente. Mas para as abelhas, essa comunicação acontece por meio do toque e das vibrações. Mas não se engane. Embora o serônio seja uma das principais formas que os insetos usam para compreender o mundo, não é a única. Muitos insetos também usam os olhos para se guiar, mas seus olhos não funcionam como os nossos. A borboleta, por exemplo, enxerga a vida de um jeito que jamais poderíamos experimentar. Seus olhos compostos são formados por milhares de pequenos sensores chamados omatídeos, cada um captando fragmentos de luz e cores. E enquanto nossos olhos percebem apenas um espectro limitado, as boboletas vêm além, captam tons ultravioleta invisíveis para nós, descobrindo padrões secretos nas pétalas das flores e nas asas de seus pares. Para elas, cada cor tem um significado. Cada brilho é um convite. Cada nuance carrega uma mensagem silenciosa. [Música] >> Pois é, a visão da borboleta, ela é bem diferente da nossa. Primeiro que o olho dela a gente chama de olho composto, né? São são centenas, milhares de miniolhos que se juntam para formar aquela bolinha que a gente chama de um olho, né? Então, na verdade, não é um, são muitos. E ela enxerga uma frequência de luz muito diferente da nossa. A gente não enxerga infravermelho nem ultravioleta e a borboleta já consegue enxergar. Então, pra gente, muitas vezes uma flor que tem uma cor uniforme, ela é toda amarela, um lírio amarelo. Pra borboleta, ele não é todo amarelo, ela consegue enxergar porque ali ela reflete frequências que a gente não enxerga, aonde ela vai ter desenhos nas pétalas dela, direcionando e o miolo onde tá o néctar, numa coloração diferenciada, fazendo tipo como se fosse uma linha assim, indicando a área de pouso. Aí sinalizando, ó, borboletinha, sua comida tá aqui, vem cá. E aí ela vai conseguir enxergar isso. Então é muito diferente a forma delas de enxergar. enxergam cores muito mais até do que a gente. >> Quando olhamos para uma flor, vemos suas cores como azul, roxo ou amarelo. Mas quando um inseto, como uma abelha, olha para essa mesma flor, ela pode parecer bem diferente para ele. Na verdade, as abelhas podem enxergar outras formas ou padrões em luz ultravioleta que não são visíveis aos nossos olhos. No silêncio das florestas, nos campos floridos e até nas cidades, há um mundo pulsando com mensagens invisíveis. Os insetos, tão pequenos e aparentemente simples, possuem um sistema de comunicação sofisticado, onde cada toque, cada vibração, cada brilho e cada perfume carregam significado. Eles falam pelo cheiro, desenham caminhos com feromônios, imitem sons que dançam no ar, traduzem luz em sinais e decifram vibrações com precisão. Formigas organizam sociedades inteiras sem dizer uma única palavra. Abelhas dançam para compartilhar o segredo das flores. Grilos e cigarras cantam para o vento. E boboletas vem um mundo colorido que nossos olhos jamais poderiam captar. Mas essa rede de comunicação não é apenas sobre encontrar alimento ou reproduzir. Muitos insetos usam suas mensagens para alertar sobre perigo, para enganar predadores e até para dominar seu ambiente. Cupins constróem cidades subterrâneas orquestradas por vibrações. Alguns besouros se orientam pelo brilho das estrelas e certas espécies de louva a Deus imitam as flores para atrapalhar suas presas. Diferentes de nós, mas ao mesmo tempo tão semelhantes, os insetos nos lembram que a comunicação não depende apenas de palavras. Ela está no toque, no olhar, no som e até na sutileza do invisível. E enquanto seguimos tentando decifrar todos os seus segredos, eles continuam sua contínua conversa, uma conversa que sustenta a vida no planeta. [Música]