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Documentário: Como os insetos se comunicam? A linguagem invisível da natureza | Ep. 8 | ORIGENS

Documentário: Como os insetos se comunicam? A linguagem invisível da natureza | Ep. 8 | ORIGENS

Documentário: Como os insetos se comunicam? A linguagem invisível da natureza | Ep. 8 | ORIGENS

Dança das abelhas, sons, feromônios… os insetos têm muito a dizer. Mas como eles se comunicam?

Neste episódio, ORIGENS explora os sofisticados métodos de comunicação dos insetos e revela como essa linguagem invisível mantém o funcionamento dos ecossistemas e da agricultura global.

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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida, da natureza e do universo. A cada episódio, cientistas de áreas como biologia, física, genética e paleontologia ajudam a investigar os mistérios por trás da existência humana, sempre com uma linguagem acessível e visual impactante.

🟩 A série Pequenos Gigantes revela como os insetos — apesar de minúsculos — são fundamentais para a vida no planeta. Polinizadores, recicladores, arquitetos e estrategistas, eles sustentam a biodiversidade em cada detalhe invisível da natureza.

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Legendas automáticas:

Comunicação. O que seria de nós sem a
habilidade de falar, de nos
expressarmos, de colocar em palavras o
que sentimos ou pensamos? O que seria de
nós sem a capacidade de observar e
sentir o mundo ao nosso redor? Os cinco
sentidos do ser humano tão familiar a
nós são janelas abertas para o mundo,
permitindo-nos perceber a beleza, o
perigo, o sabor da vida e a suavidade do
toque. Mas comunicar e ser compreendido
não é uma arte exclusiva a nós humanos.
Na vasta e intrincada natureza, os
insetos também se fazem compreendidos de
formas tão fascinantes quanto
eficientes. Sem a necessidade de
palavras, eles criam redes de interação
tão complexas quanto as nossas, que os
permite compreender e se localizar no
mundo. Mas se não usam palavras, gestos
ou olhares, como insetos se comunicam?
Que tipo de informação precisam
transmitir? E por a comunicação é
essencial para eles.
[Música]
[Aplausos]
[Música]
Se pararmos para pensar, o universo
inteiro é um diálogo constante. Ouça o
sussurro do vento, o barulho do mar e o
som da chuva. Ainda que de forma não
intencional, toda a natureza informa
algo e mesmo as menores das criaturas
também passam informações entre si,
ainda que a gente não perceba. Mas que
tipo de informação eles precisam passar
e quais são as formas que eles usam e
por a comunicação é essencial para os
insetos.
Na verdade, os insetos têm diferentes
formas de se comunicar. Alguns insetos
se comunicam
por meio da visão, enxergando uns aos
outros. Se olharmos para as borboletas
com suas cores vibrantes, essas cores e
padrões estão transmitindo alguma
informação para as outras borboletas.
Alguns insetos se comunicam através do
som. Se você ouvir grilos ou cigarras
emitindo sons altos, geralmente são os
machos tentando atrair as fêmeas. Eles
produzem esses sons para chamar a
atenção do sexo oposto.
Outros insetos utilizam substâncias
químicas,
como os feromônios, que são compostos
químicos com cheiro. Ao detectar esse
cheiro,
os insetos recebem algum tipo de
informação. Portanto, existem muitas
formas diferentes pelas quais os insetos
se comunicam entre si. Nós temos
respostas químicas. Estas respostas
químicas vão estar atrelados com
hormônios e feromônios. Os hormônios são
as respostas químicas que ocorrem dentro
do corpo do inseto, dentro da sua
fisiologia, dentro do seu funcionamento.
Por exemplo, para um inseto crescer, ele
necessita trocar o seu tegumento. E para
trocar o seu tegumento, ele vai
utilizar-se de um hormônio que é chamado
de equidizona.
Equidizona está associado com a palavra
e que é o processo de abandonar o
tegimento velho e restabelecer o novo.
Mas esta comunicação é uma comunicação
interna. É como o que ocorre dentro do
corpo do inseto. Agora, os insetos eles
conseguem se comunicar com outros
indivíduos externos. O contrário de uma
comunicação interna, que é o hormônio, é
chamado de feromônio.
O feromônio também são substâncias
químicas de alarme, de alerta, de
predação ou de repulsão, em que o inseto
consegue expelir estas substâncias,
estas partículas, elas ficam dispersas
no ambiente e outros animais conseguem
interpretar estas substâncias, quer seja
uma substância de repulsão, de predação,
de atração,
Então os insetos eles comunicam entre si
com indivíduos da mesma espécie. No caso
dos insetos sociais, eles têm um padrão
de trabalho extremamente perfeito,
porque eles se comunicam através de
feromônio.
>> A Maria Fedida, ela solta um cheiro para
se defender, a barata para se juntar e
os insetos em geral se comunicam através
de feromônios, né, que aí são cheirinhos
que a gente fala.
que eles vão se comunicar através assim,
a formiga vai ter feromônios que vão
avisar sobre onde tem alimento.
Gafanhoto pode fazer isso. Não, não só
gafanhoto, outros insetos podem soltar
esse
feromônio, esse esse perfume, esse
cheirinho para se avisar, ó, tô na época
da reprodução.
Então são formas deles se comunicarem.
E esses feromônios também serve como uma
comunicação externa para determinado
animal se aproximar ou se afugentar,
porque vai ter alguma resposta direta
com este organismo que está emitindo
este sinal. Então, basicamente eles se
comunicam h para avisar coisas, para
avisar perigo, para avisar onde tem
comida, para avisar onde tem polem e
assim por diante.
>> Exatamente. Os insetos eles se comunicam
com uma maneira perfeita de feromônios e
nós temos outros acessórios. Esses
outros acessórios são chamados órgãos
sensoriais. Por exemplo, os insetos vão
ter os olhos, olhos compostos, vão ter
os celos que ficam posicionados no ápice
da sua cabeça, que vai fazer uma
distinção da presença ou da ausência da
luz, vão ter antenas. Então, através
dessas estruturas, com as partículas que
estão dispersas no ambiente através dos
feromônios de outros insetos, eles
conseguem compreender qual determinada
tarefa eles necessitam realizar.
Se os seres humanos confiam nos olhos
para interpretar o mundo, as formigas
vivem em uma realidade guiada pelo
olfato. Para elas, cada cheiro é um
mapa, uma mensagem, um alerta ou um
convite. Mas esse olfato é percebido nas
suas antenas. As formigas possuem um dos
sistemas olfativos mais desenvolvidos do
reino animal. Elas conseguem detectar e
distinguir uma infinidade de odores no
ambiente, reconhecendo desde a
identidade de suas companheiras até o
rastro exato de um caminho já
percorrido. Cada trilha de feromônio
deixada por uma formiga no solo contém
informações específicas. O cheiro pode
indicar a localização de alimento, o
caminho de volta para o formigueiro ou
até mesmo o sinal de perigo. E o mais
impressionante, as formigas conseguem
perceber a intensidade e o tempo desse
cheiro, garantindo que sigam sempre as
trilhas mais recentes e eficientes. Além
disso, as antenas das formigas não
somente detectam odores, mas também
analisam sutis variações químicas no ar
e na superfície dos objetos. Isso
permite que reconheçam suas companheiras
de colônia apenas pelo cheiro,
identificando instantaneamente uma
intrusa que tente se infiltrar. Se para
nós o olfato é muitas vezes um sentido
secundário, para elas é tudo. É o guia
que as conduz no escuro, o idioma que as
une, o código secreto que rege suas
sociedades organizadas. Elas não
enxergam o mundo como nós, elas os
sentem no ar, nas trilhas invisíveis que
só suas antenas conseguem decifrar.
Os indivíduos do mesmo formigueiro, elas
vão se comunicar por ferormônios, por
partículas de cheiro. E cada formigueiro
tem um ferormônio específico. É por isso
que eu não posso pegar uma rainha de um
outro formigueiro e tentar colocar num
formigueiro que a rainha acabou de
morrer, por exemplo, porque a as
operárias de lá vão reconhecer aquele
animal, como intruso, comem um vazão e
vão matar essa essa rainha.
Por exemplo, as formigas usam muitos
feromônios químicos para se comunicar
umas com as outras. Se você vê uma
formiga andando pelo chão e em seguida a
outra formiga seguindo exatamente o
mesmo caminho que a primeira,
provavelmente o que está acontecendo é
que a primeira formiga deixou um rastro
químico invisível para nós. No entanto,
esse rastro químico pode ser detectado
pela outra formiga através de suas
antenas, permitindo que ela o siga e
saiba que está no caminho certo. Cada
espécie de formiga pode ter um feromônio
químico, ligeiramente diferente para
esse propósito. Dessa forma, as formigas
conseguem identificar se estão no
caminho certo ao reconhecer se o rastro
químico pertence a sua própria espécie.
elas vão entendendo, vão interpretando
as condições ambientais e através de
ferormônios, de de eh passeios
estruturados, elas elas comunicam paraas
castas responsáveis o que precisa ser
mais produzido, se é mais soldado, se
vai rolar reprodução, se o ambiente tá
ficando favorado paraa reprodução, então
elas vão produzir as formigas aladas,
que são os reprodutores. E isso
interpretando as pistas do ambiente.
>> Os vagalumes são verdadeiros mestres da
comunicação na natureza. Quem nunca se
encantou ao vê-los rompendo a escuridão
com seu brilho? Mas sua luz vai além da
beleza. Ela é uma linguagem. Cada
lampejo é um sussurro luminoso, um
chamado em busca de um par. Eles piscam
em ritmos específicos, trocando
mensagens em um código secreto que só
eles compreendem. Seus sinais atravessam
o vento e as sombras, transformando a
escuridão em um espetáculo de luz e
significado.
[Música]
Sim, os vagalumes, também conhecidos
como pirilampos, são outro exemplo de
insetos que usam a comunicação visual.
Quando eles emitem luz, estão enviando
um sinal visual para outros vagalumes na
área.
Na verdade, são os machos e as fêmeas
que se comunicam dessa forma para
conseguirem se encontrar e se
reproduzir.
O modo como eles fazem isso é muito
interessante, pois envolve uma reação
química que ocorre dentro das células
dos vagalumes.
Existem duas substâncias envolvidas
nesse processo, uma chamada luciferina e
outra chamada luciferase.
Quando essas duas substâncias se
combinam, ocorre uma reação química que
se produz luz.
Curiosamente, essa reação química gera
luz sem produzir calor. Se pensarmos em
uma lâmpada, por exemplo, ao ser ligada,
ela emite calor junto com a luz.
A maioria das reações químicas que
produzem luz também gera calor, mas essa
especificamente não. Além disso, essa
reação química precisa de oxigênio para
acontecer. Os vagalumes conseguem
controlar esse processo porque possuem
as substâncias luciferina e luciferase
armazenadas na mesma região do corpo.
No entanto, eles regulam a quantidade de
oxigênio que chega a essa região.
Quando querem acender a luz, permite a
entrada de mais oxigênio, fazendo com
que a reação química ocorra e produza a
bioluminescência.
[Música]
No entanto, diversos estudos apontam que
a iluminação artificial das cidades tem
um impacto significativo na redução das
populações de vagalumes junto com a
perda de habitate e o uso de pesticidas.
O excesso de luz artificial interfere
diretamente em sua comunicação,
dificultando os sinais luminosos que
utilizam para encontrar um par e,
consequentemente reduzindo suas taxas de
reprodução.
No vasto reino animal, uma das formas de
comunicação mais fascinantes é a das
abelhas, que se expressam por meio de
uma dança. Sim, uma dança. Mas o que
parece apenas um movimento aleatório é,
na verdade, um código sofisticado
interpretado com perfeição por suas
companheiras. Cada passo, cada oscilação
do abdômen, cada tempo de execução
contam uma história detalhada que guia
as outras operárias até o tesouro
escondido entre as flores. As abelhas
têm muito a comunicar durante sua busca
incansável por pó e néta, essenciais
para a produção de mel. Ao encontrar uma
fonte rica em recursos, elas retornam à
colmeia e o espetáculo começa.
[Música]
As abelhas têm, na verdade, uma das
formas mais fascinantes de comunicação,
pois utilizam um tipo de dança
interpretativa.
Se uma abelha sai do ninho em busca de
alimento,
como uma área cheia de flores ricas em
néctar e pollen,
ela colecta um pouco e retorna ao ninho.
No entanto, ela só consegue carregar uma
quantidade limitada. Por isso, elas
precisam avisar as outras abelhas que
devem ir até aquele local específico
para buscar mais néctar e pólen. A
maneira como comunicam a direção e a
distância é através do que chamamos de
dança do requebrado. Então, as danças,
principalmente a a mais conhecida, é o
que a gente fala, a dança do requebrado
ou a dança do oito, é o que as abelhas
melíferas usam para
comunicar as suas companheiras de ninho
onde tá ah localizado uma fonte de
alimento que seja importante para elas,
né? Então, a dança, a dança é uma das
formas delas se comunicarem, mas elas
também se comunicam por meio de cheiros,
né, por meios de feromônios que tanto
operárias, machos e rainhas emitem. E aí
isso desencadeia eh diferentes
comportamentos nos nos companheiros.
A dança do requebrado basicamente
informa as outras abelhas em que direção
elas devem voar ao sair do ninho.
[Música]
Além disso, também conseguem comunicar a
distância que precisam percorrer nessa
direção. Na dança do requebrado, as
abelhas basicamente sacodem o abdômen,
fazendo um pequeno movimento de dança,
onde balança essa parte do corpo. A
direção do movimento em relação ao topo,
se considerarmos um eixo vertical,
determina o ângulo em que a abelha faz a
dança. Esse ângulo, em relação a posição
do sol, indica para as outras abelhas a
direção exata que elas devem seguir.
Assim, ao sair do ninho, as abelhas
conseguem se orientar, observando a
posição do sol e identificando o ângulo
indicado pela dança.
Esse ângulo define o caminho que devem
seguir. Além disso, o tempo que a abelha
passa fazendo a dança indica a distância
que precisam percorrer.
Quanto mais tempo duro requebrado, mais
distante está a fonte de alimento.
As outras abelhas observam a abelha
exploradora, realizando a dança e
conseguem interpretar exatamente a
direção e a distância para encontrar o
alimento.
Isso também acontece quando elas decidem
construir um novo ninho?
[Música]
Sim, exatamente. Outra forma de
comunicação, de localização acontece
quando as abelhas precisam se mudar para
um novo local.
Isso pode ocorrer, por exemplo, quando a
colônia está crescendo e precisa
encontrar um espaço maior para viver. O
processo é realmente fascinante,
porque as abelhas saem individualmente
para procurar potenciais novos locais
para se estabelecer.
Quando encontram, elas retornam ao ninho
e utilizam a dança do requebrado para
comunicar não apenas a localização,
mas também a qualidade do local.
Se uma abelha encontra um lugar que
considera perfeito, ela realiza a dança
do requebrado com muita energia
e entusiasmo.
Isso sinaliza para outras abelhas que
aquele local tem um grande potencial.
Somente quando várias abelhas voltam
convencidas e repetem a dança com
entusiasmo, é que toda a colônia chega a
um consenso coletivo sobre onde devem se
mudar.
Ou seja, elas realizam um verdadeiro
processo democrático de votação,
utilizando uma dança interpretativa para
comunicar informações. É um sistema
extremamente sofisticado.
Mas uma coisa que me intrigou na minha
conversa com o Dr. Sólomo é que, como
falamos no episódio 3, o interior da
comeia é escuro. Então, como elas
conseguem ver essa dança?
Essa é uma ótima pergunta. Na verdade,
você está certa. Quando as abelhas fazem
essa dança, as outras abelhas não estão
observando com os olhos. Em vez disso,
ela sentem as vibrações geradas pelo
movimento da dança do requebrado.
Todas as abelhas mantém suas pernas em
contato com o favo de mel dentro do
ninho. E é através desse contato que
elas conseguem perceber as vibrações e
interpretar a informação. Ou seja,
quando nós humanos assistimos a uma
abelha realizando a dança do requebrado,
obtemos essa informação visualmente. Mas
para as abelhas, essa comunicação
acontece por meio do toque e das
vibrações.
Mas não se engane. Embora o serônio seja
uma das principais formas que os insetos
usam para compreender o mundo, não é a
única. Muitos insetos também usam os
olhos para se guiar, mas seus olhos não
funcionam como os nossos. A borboleta,
por exemplo, enxerga a vida de um jeito
que jamais poderíamos experimentar. Seus
olhos compostos são formados por
milhares de pequenos sensores chamados
omatídeos, cada um captando fragmentos
de luz e cores. E enquanto nossos olhos
percebem apenas um espectro limitado, as
boboletas vêm além, captam tons
ultravioleta invisíveis para nós,
descobrindo padrões secretos nas pétalas
das flores e nas asas de seus pares.
Para elas, cada cor tem um significado.
Cada brilho é um convite. Cada nuance
carrega uma mensagem silenciosa.
[Música]
>> Pois é, a visão da borboleta, ela é bem
diferente da nossa. Primeiro que o olho
dela a gente chama de olho composto, né?
São são centenas, milhares de miniolhos
que se juntam para formar aquela bolinha
que a gente chama de um olho, né? Então,
na verdade, não é um, são muitos. E ela
enxerga uma frequência de luz muito
diferente da nossa.
A gente não enxerga infravermelho nem
ultravioleta e a borboleta já consegue
enxergar.
Então, pra gente, muitas vezes uma flor
que tem uma cor uniforme, ela é toda
amarela, um lírio amarelo. Pra
borboleta, ele não é todo amarelo, ela
consegue enxergar porque ali ela reflete
frequências que a gente não enxerga,
aonde ela vai ter desenhos
nas pétalas dela, direcionando e o miolo
onde tá o néctar, numa coloração
diferenciada, fazendo tipo como se fosse
uma linha assim, indicando a área de
pouso. Aí sinalizando, ó, borboletinha,
sua comida tá aqui, vem cá. E aí ela vai
conseguir enxergar isso. Então é muito
diferente a forma delas de enxergar.
enxergam cores muito mais até do que a
gente.
>> Quando olhamos para uma flor, vemos suas
cores como azul, roxo ou amarelo. Mas
quando um inseto, como uma abelha, olha
para essa mesma flor, ela pode parecer
bem diferente para ele. Na verdade, as
abelhas podem enxergar outras formas ou
padrões em luz ultravioleta que não são
visíveis aos nossos olhos.
No silêncio das florestas, nos campos
floridos e até nas cidades, há um mundo
pulsando com mensagens invisíveis. Os
insetos, tão pequenos e aparentemente
simples, possuem um sistema de
comunicação sofisticado, onde cada
toque, cada vibração, cada brilho e cada
perfume carregam significado. Eles falam
pelo cheiro, desenham caminhos com
feromônios, imitem sons que dançam no
ar, traduzem luz em sinais e decifram
vibrações com precisão. Formigas
organizam sociedades inteiras sem dizer
uma única palavra. Abelhas dançam para
compartilhar o segredo das flores.
Grilos e cigarras cantam para o vento. E
boboletas vem um mundo colorido que
nossos olhos jamais poderiam captar. Mas
essa rede de comunicação não é apenas
sobre encontrar alimento ou reproduzir.
Muitos insetos usam suas mensagens para
alertar sobre perigo, para enganar
predadores e até para dominar seu
ambiente. Cupins constróem cidades
subterrâneas orquestradas por vibrações.
Alguns besouros se orientam pelo brilho
das estrelas e certas espécies de louva
a Deus imitam as flores para atrapalhar
suas presas. Diferentes de nós, mas ao
mesmo tempo tão semelhantes, os insetos
nos lembram que a comunicação não
depende apenas de palavras. Ela está no
toque, no olhar, no som e até na
sutileza do invisível. E enquanto
seguimos tentando decifrar todos os seus
segredos, eles continuam sua contínua
conversa, uma conversa que sustenta a
vida no planeta.
[Música]

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