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Teologia e Prática das Igreja Batistas (PodCast com Judiclay Santos e Antonio Neto).

Teologia e Prática das Igreja Batistas (PodCast com Judiclay Santos e Antonio Neto).

Teologia e Prática das Igreja Batistas (PodCast com Judiclay Santos e Antonio Neto).

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Legendas automáticas:

[Música]
Pois bem, pastor Judiclei, muito
obrigado, pastor, pelo imenso privilégio
que o senhor nos dá a nós da escola
Charles Espon
aqui, da gente bater esse papo, de
compartilhar um pouco das suas
experiências. O senhor tem sido um dos
pré-eleitores nesses dias da semana
magna da escola Charles Espon.
>> Ah, o senhor tem trabalhado a temática
de teologia e piedade.
E eu então queria conversar com o senhor
um pouco sobre isso,
>> tá? Mas antes o senhor tá aqui em
Curitiba esses dias, eu queria lhe
perguntar ao senhor como um um baiano
carioca.
>> Sim. Como é que o senhor tá aí
enfrentando o frio de 7º? Hoje fez 7º,
né? Como é que estão esses dias?
Passeou? Como é que o senhor tá passando
esses dias aqui?
>> Obrigado, professor Antônio Neto. Para
mim tem sido um prazer. Eu conheço a
escola Charles Espion, já tive a
oportunidade de estar em outros
momentos, tá em Fortaleza e agora pela
primeira vez aqui em Curitiba. É sempre
uma experiência encorajadora ver a
influência positiva da escola no Brasil.
o quanto
viajando pelo país, eu vejo pessoas,
olha, eu estudei na escola de espal, ti
informação, viu o vídeo tal. Aham.
>> Então é sempre muito encorajador. Então
para mim tem sido um prazer. Eu morei em
Curitiba em 1998, século passado.
>> Olha só,
>> recém casado. Fiquei aqui por meses por
conta de um curso que minha esposa nós
viemos fazer a época. E naqueles dias eu
já senti o que todos comentam, né?
Curitiba é a capital mais fria do
Brasil.
>> Aham.
>> E fazia tempos que eu não voltava aqui e
eu estou impressionado com o frio, né?
Nós estamos no mês de agosto e tá frio
abesso. Eu tô assim alhado. Eu tenho
bastante tecido adiposo, isso ajuda.
Mas é fria a cidade, mas ao mesmo tempo
uma cidade muito agradável. Eu passei
hoje um pouco lá pela 15 de novembro ali
no centro histórico da cidade e eu tenho
muito apreço pela cidade de Curitiba. O
estado do Paraná é um estado bonito,
próspero, né? Enfim, para mim é um
prazer. Eu oro para que Deus nos abençoe
nesse tempo aqui. É, quando eu tive lá
em Balneário na conferência da Pronobs,
o senhor repetiu algumas vezes lá que
que o senhor tava no Brasil que deu
certo e eu por dentro ficava, é porque
ele não andou no Paranaí, nem Curitiba.
Eh, eu eu sou cearense, né? E eu sou
simplesmente apaixonado por essa região
por ver que as coisas aqui parece que
deram certo mesmo, assim, a estrutura da
cidade e tudo. Então é realmente muito
bom e é muito bom a escola Charles
Espugon aqui que fica mais pertinho do
Rio onde o senhor tá e aí o senhor pode
>> chegar aqui mais vezes, né?
>> Estaremos por aqui sempre convidados.
Para mim será um prazer poder de alguma
maneira contribuir. Volto a dizer, eu
aprecio demais o trabalho de vocês. Eu
acho que é uma ferramenta poderosa para
instrução, por encorajamento. É uma
escola referencial, mantém a boa
teologia, uma ortodoxia e ao mesmo tempo
prepara paraa vida prática, né, pro
ministério pastoral, pro exercício do
trabalho missionário evangelístico.
Então vocês estão de parabéns, que o
Senhor os abençoe nessa sublime tarefa.
>> Amém. Amém. E pastor, o senhor é pastor
no na Igreja Batista de Jardim Botânico.
>> Qual o bairro do Rio?
>> Lagoa.
Rua chama-se Jardim Botânico. É uma rua
extensa, né, que corta alguns bairros.
Nosso CP Lagoa. O nome é a Igreja
Bartida do Jardim Botânico, por conta do
contexto mais amplo, nome da rua
inclusive. Lá eu estou servindo desde
2017. Acho que foi a igreja que me
acolheu no Rio de Janeiro, quando eu
>> cheguei à cidade do Rio de Janeiro. Como
você ainda há pouco disse, eu sou
baiano, cresci no interior da Bahia,
cidade de Jequier.
>> Uhum.
>> Na Primeira Igreja Batista de Jequier,
onde meus familiares congregam até hoje.
E quando eu cheguei ao Rio, a igreja
Jardim Botânica me acolheu, me viu ao
seminário. Depois eu saí para pastorear
a igreja Batista Betel de Mesquita. Por
lá, fiquei por quase 13 anos e voltei
para o Jardim Botânico, onde eu exerço
pastorado. Então, estamos lá no Rio, que
é uma cidade emblemática, né?
>> Uhum.
>> Cidade com muitos problemas, mas ao
mesmo tempo com muitos predicados e
especialmente a sua beleza, riqueza
cultural. Eu gosto demais do Rio de
Janeiro.
>> Sim. Agora, além de pastor, o senhor
conduz também uma editora, né? Editora
Pronobis.
>> Uhum.
>> Eh, já tem quanto tempo que a editora
Pronobs tem de vida? A Pronobs?
A sua data fundacional
é 18 de março de 2020, o dia que nós
lançamos a primeira obra teologia
sistemática do James Boys.
>> Bem na pandemia,
>> exatamente um pouquinho antes. Nós não
estávamos prevendo acontecer aquilo,
lançamos e quando chegou eu falei:
"Caramba, e agora, né?"
>> Aham.
>> Mas a providência tem sido generosa
conosco, portanto, em menos de 6 anos, 5
anos e pouco, nós já estamos perto de
chegar a 100 títulos,
o que é realmente algo extraordinário da
parte de Deus. a nosso favor. Então, a
Pronóbise nasceu eh 2020 com objetivo de
somar forças às editoras que nós já
temos no Brasil, boas editoras, digit
passagem, faz um trabalho já há décadas.
>> Sim.
>> Destaco, por exemplo, o trabalho da
Edições Vida Nova, Editora Fiel, entre
outras, mas nós percebíamos que havia
necessidade
de publicar literatura mais voltada para
a tradição batista. Sim, como eu já te
disse, eu sou batista
e tenho muito apreço pelo povo batista.
Não faço disso um ídolo, eu gosto sempre
de enfatizar, mas não estou entre
aqueles que desprezam a tradição
batista, porque ela tem uma rica
história, uma herança belíssima.
>> Uhum. E embora houvesse e há, né, alguns
bons títulos relacionados à herança
teológica batista, há um
há muita coisa para publicar. Então,
começamos com a obra do Boys, que foi um
gigante do século XIX, o homem que
fundou o seminário Batista do Sul dos
Estados Unidos, o seminário que foi a
base de treinamento para muitos
missionários espalhados pelo mundo,
inclusive os pioneiros que aqui vieram.
Zacar Cleiteiro estudou com Boys, com
Benzemel Júnior, com Brods lá no século
XIX. Então, lançamos essa obra não
porque não houvesse teologia
sistemática. Nós temos boas teologias
sistemáticas no Brasil, graças a Deus,
mas essa tem um grande valor simbólico,
foi a primeira lá e, repito, exceu
grande influência. Lançamos essa e
depois começamos a publicar, publicamos
Andrew Fuller, Michael Haken, El Muller,
pastores Batislogos e a Esteira ampliou.
temos bons livros na área de eh
tradição batista, mas ampliamos nosso
serviço para ajudar e abençoar a igreja
como um todo. Então tem obras sobre
biografias diversas, livro de
aconselhamento, vida cristã, h material
infanto juvenil, né, livro sobre
mistério pastoral, pregação. Estamos com
catálogo mais diversificados, embora
sempre com esse DNA Batista, publicando
obras eh tradicionais, né, clássicas.
Tem muita coisa boa chegando aí.
>> É, e o senhor falou agora uma palavra
chave, né, Dia Batista. Isso é um um uma
crítica que eu já vi de forma
recorrente.
>> Uhum.
eh, de pessoas vindo de dentro de uma
própria tradição reformada, que o
Batista é alguém que não tem
confessionalidade,
ele não tem uma tradição específica e e
que por isso isso explica porque que tem
igreja batista de todo jeito, né?
>> Uhum.
>> E na editora Pronobes, por exemplo, tem
um um obra chamado Os Fundamentos Batis.
Até, inclusive, tô com um exemplar aqui,
posso até mostrar para vocês.
>> Sim, sim.
>> Esse texto aqui.
>> Então, fala, fala um pouco para, pra
gente, pastor, sobre essa obra. E
>> esse livro
>> nós lançamos ano passado,
Antônio, eh inclusive com a presença do
Mark Dev aqui no Brasil, inclusive lá no
Rio, ele falou no seminário Batiso Sul,
do Rio de Janeiro.
Ah, e essa obra é uma coletânia editada
pelo Mark David, Jonathan Lima, dois
pastores lá de Capital Rio lá em
Washington DC. E esse livro é uma
coletânia sobre eclesiologia batista
raiz. Então aqui nós temos vários
autores falando sobre governo de igreja,
seia, batismo, pluralidade de
presbítero, diaconato, enfim, a relação
dos batistas com outras tradições.
Então, um livro disciplina eclesiástica.
Então, é, por assim dizer, uma imersão
naquilo que é mais caro para nós no
campo eclesiológico.
>> Uhum. Porque boa parte dessa crítica que
você ainda h pouco mencionou, eu acho
que ela é consistente, né? De fato, a
Igreja Batista hoje no Brasil, ela se
tornou um grande guarda-chuva, né? É um
oceano
muito grande, é a maior igreja, maior
denominação histórica da América Latina.
Nós estamos falando de quase 15.000
pontos de pregação, igrejas e
congregações espalhados norte ao sul do
país. Mas por algumas razões nós
perdemos muito da nossa identidade
denomina nacional, da nossa herança
teológica e confessional.
Se você tiver cinco igrejas batistas num
bairro, muito provavelmente serão cinco
igrejas diferentes.
>> Sim,
>> isso se dá por algumas razões, né? Então
o interesse em publicar esse tipo de
literatura é a fim de oferecer aqueles
que de fato querem ser batistas por
convicção e não por conveniência
circunstancial,
acesso àilo que é distintivo do povo
batista, entende? Então, esse é um bom
livro para aqueles que desejam ter eh
uma visão ampla sobre esse assunto da
eclesiologia batista, né? Essa acusação
de que falta essa essa identidade é um
problema que nós temos aqui. Mas quando
a gente olha pra tradição, pra história
do povo batista, nós sempre fomos muito
zelosos, né? Os batistas, inclusive,
foram até perseguidos por outras
tradições cristãs por suas convicções
inamovíveis. por suas firmes posições,
negociáveis posições, por exemplo, credo
batismo, separação igreja estado,
governo congregacional, etc. e tal.
Então, o ponto é fazer o trabalho de
resgate desse
desses elementos distintivos do povo
batista. O Dever tem uma expressão, eu
até usei recentemente numa introdução
que eu escrevi pro livro Porque Somos
Batis. Um livro que tá saindo agora
nesse mês de agosto, já tá na gráfica.
Ah, o Dver quando chegou no sul dos
Estados Unidos, ele assumiu capital riv,
né? Ele olhando, fazendo uma análise da
Convenção Batista do Sul dos Estados
Unidos, nós estamos só falando aí final
da década de 90, ele usou a seguinte
expressão: "Os Batista do Sul, tá, podem
ser comparados a um homem que sofreu um
acidente frontal de carro,
ficou em coma e quando acordou três
meses depois, só se lembrava de uma
coisa: Missões."
>> Uhum. Toda a teologia, toda a
eclesiologia
foi colapsada, esqueceu.
>> Sim.
>> Então, missões é um elemento bem
distintivo também do povo batista. A
primeira sociedade missionária, né? Hwer
Carry e outros mais, 1792.
Mas missões não pode ser usada como
cortina de fumaça para esconder os
problemas graves que nós temos entre os
batistas no Brasil. Então é importante
resgate nossa eclesiologia,
um diálogo com a nossa tradição, com os
nossos pais na fé, para que nós possamos
continuar sendo uma igreja missionária,
evangelística, mas sem comprometer
a ortodoxia, sem comprometer a
identidade batista.
>> Sim.
>> Que é na nossa leitura bem respaldada
nas escrituras.
>> Sim.
E e pastor, o senhor tem sido uma uma
liderança nesse sentido. Eh, eu eu vejo,
por exemplo, aqui na região sul do
Brasil,
>> eh, no Brasil como um todo existem
algumas algumas lideranças, alguns
líderes batistas, ah, mais, ah, assim,
que tem que tem tentado fazer esse
trabalho de resgate. E o senhor tem
feito isso inclusive pela editora
Pronomes, né?
Então, se o senhor pudesse alistar assim
aquele livro da editora Pronóbis, sei
lá, o seu, não, não necessariamente o
seu xodó, mas aquele que
>> o senhor diria o seguinte: "Olha, eu
acho que todo pastor Batista tinha que
ter esse livro aqui na mesa dele."
Bem, eu tenho muito apreço por uma obra
de dois de três autores,
três gigantes doutores, né? Nós
publicamos História dos Batis
da Inglaterra para o mundo. Essa obra
cobre 400 anos de história, quatro
séculos, século X, X, 19 e X.
escrito pelo Michael Haken, pelo Anton
Shut e pelo Nathan Fin. Por que que se
liv? Ele foi publicado em 2022, salvo
engano, 22 ou 23, se não falha a
memória. E naquela ocasião,
até aquela ocasião, ainda não havia
nenhuma obra de história dos batistas
robusta. Nós tínhamos assim propúsculos,
artigos, livretos, mas uma obra eh
densa, né?
um panorama nós não tínhamos, ou seja,
uma igreja cesc centenária.
>> Os batistas estão aqui já há mais de 150
anos. Então eu diria aos batistas, vocês
precisam eh aprofundar
conhecimento acerca da história do povo
batista, porque nós temos as páginas
feias, nós temos as nóduas, por exemplo,
o segregacionismo,
segregação racial, no Estados Unidos é
uma nódua, né, muito conhecida até fora
dos portões da igreja.
>> Uhum. Mas os capítulos bonitos,
encorajadores, são superiores muito
maiores. Então, estudar a história do
povo batista é encorajador. Então, não é
um exercício de antiquário, não é uma
peg dóra, né? Bater no peito, só os
batistas estão certos, não é aquela
visão landmarquista, secitária e tal. É
um exercício
encorajador. Eu sou professor de
história no seminário Martin Buter,
tenho muito apreço pela história da
igreja como um todo e em particular
sobre histórias batistas. Então diria,
estudem esse livro, leiam esse livro,
que vai ser, por assim dizer, uma
espécie de portal a partir do qual você
vai entrar nesse mundo batista e vai ter
acesso a nomes, datas, eventos bem eh
marcantes e tenho certeza será útil para
promover crescimento. Agora vamos vamos
falar um pouquinho só. O senhor diz que
é professor de história e eu acredito
que
>> que existe uma questão eh muito comum a
respeito da história dos batistas,
certo? que que em outras tradições a
gente não percebe isso com uma uma certa
força, como por exemplo na igreja
presbiteriana, você não vai encontrar,
por exemplo,
aliás, se encontra, mas não na mesma
frequência como nos batistas, onde você
tem eh o Batista reformado, o Batista
regular, o Batista bíblico,
>> o Batista carismático, né, renovado.
Eh, então o que que eh assim
historicamente,
certo? O que que produz essa essa
variedade? Então, você tem você vai
encontrar em determinadas da a convenção
batista brasileira e existem outras
convenções batistas, batista memorial.
Uhum. E aí você encontra uma igreja
batista, uma um uma um segmento batista
que é mais arminiano, outro é mais
calvinista.
>> E você encontra igrejas batistas, por
exemplo, os batistas regulares no
Brasil.
>> Uhum.
>> Eles são todos dispensacionalistas.
>> OK.
Eh, então, ah, o que o que que o que que
se atribui toda essa
essa variedade de e todo mundo se
chamando batista ao mesmo tempo? Então,
o que que faz com que eles todos sejam
batistas?
>> Uhum.
>> Mas o que que faz também deles todos
>> ter esses pontos de divergência?
>> Isso, essas divergências.
>> OK. Então, como você bem disse, isso não
é
exclusivo do povo batista. as outras
tradições também t as suas variantes,
né? Dos presbiterianos nós temos algumas
alguns, digamos assim, tipos de
presbiteriano, né? Presbiterianismo, né?
Aqui no Brasil, por exemplo, pelo menos
três grandes denominações com nome de
presbiteriano ou igreja presbiteriana.
Mas em relação aos batistas, há algumas
curiosidades. Primeiro, porque diferente
do que algumas pessoas pensam, a o
primeiro movimento batista não foi de lá
que surgiu um segundo movimento. Foram
movimentos, por assim dizer, paralelos.
Então, primeiro movimento batista nasce
lá com aquele grupo que sai da
>> em Jerusalém com Jesus e os apóstolos,
não
>> é? Essa é uma lenda lmarquista, né?
Nenhum historiador sério endossa isso.
Isso não tem nenhum respaldo histórico.
>> Isso começa no século 19 com o pessoal
lá no sul dos Estados Unidos, com James
Graves e outros e outros personagens,
né? Aqui no Brasil popularizado. Eu sei
que é brincadeira, mas é sempre bom
lembrar o pessoal porque de vez em
quando eu recebo as mensagens lá. Ah,
porque eh os batistas não são
protestantes e tal, né? Eu fico achando,
eu acho graça por vezes, porque assim,
não tem nenhum respaldo histórico
>> essa ideia de que houve uma linha
sucessionista,
ininterrupta, usando nomes e datas eh
cenários diferentes. Então, mas é legal
você pensar que em Atos X foi uma
reunião da PIB de Jerusalém, né?
>> Em alguma medida, como diria um bom de
marquista, né? A, o DNA Batista tava
ali, né?
>> É, ali era a PIB de Jerusalém. Sim,
pastor. Mas desculpa,
>> brinc brincadeiras da página, mas faz
parte. Essa brincadeira faz parte. O
ponto, portanto, é o seguinte. O
primeiro movimento surge com John com
John Smith, Thomas Hills lá no tá
falando de 1608, 1609, a primeira igreja
batista 1612 em solo em inglês. lado,
embora não fosse tão eh a as linhas
demarcatórias não estavam tão claras
como hoje é, né, Armeniano, Calvinist e
tal, mas de fato os primeiros eles
tinham uma inclinação mais armeniana até
pela influência dos menonitas, né, e
tal, sanabistas
no século anterior. E mais à frente,
duas décadas depois, é que surge dentro
da igreja congregacional um movimento
batista particular. A gente tá falando
com John Spielber e outros RS que era um
congregacional que depois aceitou o
batismo, né? Lord John disz que ele foi
o primeiro batista, né? Particular.
Enfim. Então eu só tô dizendo isso, eu
só tô a dizer isso para lembrá-los que,
portanto, nós temos dois movimentos
paralelos, os batistas gerais, os
batistas particulares. Lá na frente,
muito lá na frente até vai ter uma fusão
lá na Inglaterra. Eles atravessam o
oceano, né? O Atlântico se organiza na
nos Estados Unidos, né? Nas colônias
britânicas. 1639, já um modelo batista
particular. E essas associações, essas
convenções vão se consolidando
e dentro dessas convenções batistas,
dessas grupos associacionais,
surge uma divergência aqui, uma
divergência colar, por exemplo, os
batistos do sétimo dia anteriores aos
adventistas do sétimo dia, né?
>> Aham. Então você tem aí mais à frente
tem um grupo que vai ter uma experiência
mais carismática, vai organizar lá um
grupo mais, por assim dizer, de linha
mais pentecostal, que no Brasil nós
tivemos essa divisão na década de 60.
Mas para mim é o seguinte, a liberdade
que se a dentro da estrutura de modelo
governacional batista, onde você não tem
gerência de uma igreja sobre a outra, as
convenções, as associações, elas
existem, elas têm o seu valor, mas ela,
as igrejas se associam voluntariamente.
Nenhuma igreja tem gerência sobre a
outra. Então,
>> sim,
>> se cinco, seis igrejas reunirem lá e
quiserem organizar
trabalho distinto daquela, eles fazem.
Então, na história da igreja, a gente
vai ver essas variantes, mas por que
mantém o nome batista? Porque naquilo
que é central,
aquelas marcas distintivos, eles estão
de acordo. Separação igreja estado,
criador batismo, governo congregacional.
Então, esses são os distintivos
batistas, né?
>> Sim.
>> E tal. Agora na sotologia divergência
sempre houve batistas arminianos,
batistas calvinistas e tal. No que tange
as leituras sobre a doutrina do fim, né?
A escatologia. Então, nós tivemos mais à
frente um movimento dispenscionalista,
boa parte das igrejas regulares nessa
direção, mas os batistas históricos lá
nas confissões ingleses e americanas
eram mais amilenistas, depois houve
influências de outras tradições. Então,
existe de fato essa pluralidade, essa
diversidade entre o povo batista. A
minha crítica atual conjuntura é que
boa parte dos que se apresentam como
batistas hoje não conhece sua história.
>> Sim.
>> Não conhece a sua herança teológica e
defendem posições estranhas
ao povo batista. Exemplo,
>> o que tá acontecendo agora e tá muito
forte no Brasil, né? que esse movimento
de igreja multisite,
ou seja, é uma uma rede de igrejas
respondendo a um comitê central.
>> Sim.
>> Um CNPJ, uma logomarca única e uma
denominação dentro da denominação.
>> Sim,
>> isso não é um modelo de igreja batista.
Nós sempre tivemos uma igreja autônoma,
independente, plantando novas igrejas,
dando todo o suporte até que aquela
igreja em formação tivesse um governo
próprio,
se autossustentasse e conseguir sua
independência e ia multiplicando as
igrejas. Então é um é uma é uma
cooperação voluntária, não tem gerência
uma sobre a outra. Então, hoje o
problema na no Brasil é que muitas
igrejas batistas não passariam no teste
>> sim
>> lá no checklist de eh distintivos
batistas. Esse é um ponto.
>> E se o senhor fosse alistar assim
>> hum
>> de cabeça, né?
>> Hã,
>> quais seriam daria um pouco um panorama
desse checklist?
Então vejam,
>> é o credo batismo.
>> Sim, esse esse d esses distintivos, mas
não eh um ponto importante, né? Quando
surgiu
o movimento batista particular,
primeira igreja batista lá 1138, 39,
mais à frente já havia sete igrejas.
Eles reuniram
e fizeram essa associação. Essa
associação de Igrejas Batis
documento chamada Primeira Confissão de
Fé Londrina, 1644.
>> Uhum.
No prebulo
dessa confissão, eles dizem
textualmente:
"Nós batistas, que falsamente somos
chamados de anabatistas,
defendemos nossa posição na ortodoxia".
É o que estão a dizer. Em outras
palavras, como os anabatistas, essa
expressão já era assim bem pejorativa e
carregada,
os estados, as nações tinham muita,
muito preconceito em relação ao
movimento na Batista, né, pelo seu
aspecto mais revolucionário, não os
pacifistas, mas os revolucionários.
Então, qual o ponto? Eles vão defender
que os batistas eles eram ortodoxos e
criam nas mesmas doutrinas que os outros
grupos afirmavam.
Trindade, união hipostática de Cristo,
plenamente divino, plenamente humano,
né? Duas naturezas em uma única pessoa.
Aquelas doutrinas centrais da fé cristã,
eles vão afirmar, portanto, para dizer o
seguinte: "Nós somos ortodoxos,
tá? Agora nós temos nossos distintivos
por uma questão de consciência. O Thomas
Rios, que era um pastor, se tornou um
pastor, é um advogado que depois tornou
um pastor, ele escreve o mistério da
iniquidade
e se dirige ao rei da Inglaterra. É um
dos tratados sobre a liberdade de
consciência. Ele diz: "Olha, rei, o
senhor autoridade,
nós o respeitamos, mas o senhor não pode
ter governo sobre a nossa consciência."
>> Uhum.
>> O senhor não pode arbitrar sobre a nossa
consciência. Então, nossas convicções
são essas. por conta de ser foi preso e
morreu na cadeia, muito jovem ainda,
tinha 50 anos de idade. Então, quando a
gente fala assim de distintivos
batistas, nós temos aqueles que são
próprios do povo batista. Mas qual é a
crise que nós temos hoje? É que nem na
nem mesmo os elementos distintivos do
cristão ortodoxo, por vezes estão pres
batistas hoje, né? Trindade. Você vê
pastor Batista
ignorante em relação a essa doutrina
magna da fé cristã e outras doutrinas
mais. Então, nós temos um corpo de
doutrinas comuns a todo cristão.
>> Sim.
>> Nós temos a nossa soterologia que pode,
né, a espaço pro dentro do movimento
batista, tanto para uma leitura
armeniana quanto calvinista.
E esses distintivos que são considerados
as marcas eh essenciais do povo batista,
eu reitero aqui quais são elas. o credo
do batismo. Nós reconhecemos o batismo
bíblico como sendo precedido
necessariamente por uma pública
profissão de fé.
>> Sim.
>> A quantidade de água é até um assunto
secundário, embora hoje já tenha sido
consolidado com batistas por inversão.
Os primeiros batistas batizavam por
aspessão.
>> Ah, é?
>> É. Os primeiros batistas a batizarem por
imersão foram os batistas particulares.
Mais à frente, né? Curioso de se notar.
Essa separação igreja estado, né?
até por conta de uma influência, né? Os
historiadores clássicos dizem que houve
uma influência na Batista, porque quem
de fato faz esse movimento no século
anterior são os Anabatis e por conta
disso são duramente perseguidos,
inclusive por reformados.
>> Sim,
>> né? Não, a recusa de batizar os filhos,
a o respeito pela autoridade, mas
dizendo: "Olha, estado é uma coisa,
igreja é outra,
>> né? A igreja não pode ser secretária de
Estado e também a questão do governo
congregacional. Então o modelo era
piramidal de bispos e tal, no caso dos
presbiterianos, aquele governo
presbiteral. E na igreja batista a
última palavra é com a congregação.
Congregação é um governo. Congregação,
ela elege seus pastores, seus
presbíteros, mas a congregação ela se
autogoverna.
>> Sim.
>> Então essas são esses três elementos são
considerados assim as três marcas
distintivas do povo batista. Eu só quero
lembrar que, embora sejam essas três
marcas distintivas, o povo batista tem
um lastro teológico em comum fundamento
ali com outras tradições,
>> né? Aquelas doutrinas que a gente chama
de doutrinas
>> centrais do cristianismo.
>> Então só lembra pra gente os três
>> credo batismo, governo congregacional,
separação igreja estado,
>> certo?
>> O que curiosamente hoje, vejam,
praticamente todas as igrejas
evangélicas defendem, né? Todos defendem
a separação de igreja estado, mas só os
batistas defendiam isso no século X7.
>> Uhum.
>> Né? Isso é um ponto interessante. É
interessante isso que eu eu já vi aqui
no Brasil, por exemplo,
>> eh um um debate sobre se um Batista pode
ser um dispensacionalista. E aí, se ele
for um dispensacionalista, ele está
traindo a tradição batista, né? que os
batistas eles têm raiz pactualista do da
da
teologia do pacto da confissão de fé
Londrina, né?
>> Uhum.
>> Eh, eu acho que tem um tem esse debate
existe, né? Ele tem ele tem o seu lugar.
Ele só não pode dividir as nossas
energias e drená-las. Porque, por
exemplo,
>> Joh Macarto, Joh Macarto era Batista,
ele governa congregacional, ele era
credo batismo até a medula
e
>> separação e igreja estado.
>> E separação de igreja estado. Tanto é
que ele nesses últimos conflitos com o
estado da Califórnia, ele mostrou
realmente, olha aqui não, ou seja, ele
levou isso até as últimas consequências.
Ele não acertava o arbítrio do Estado
dos Assuntos de Igreja.
Então ele era um típico batista e era
dispensacionalista.
Concordo com essa perspectiva? Não. Mas
eu vou dizer não. Macarto não é um
Batista original. Por esse assunto, eu
diria o seguinte, ele não é
sem importância.
>> Sim,
>> ele só não deve ser objeto de um
conflito desnecessário, por nós temos
homens bons em nos aspectos diferentes,
tá? Então, em alguma medida, eu sei que
esse debate existe, mas eu não diria que
o o Batista dispensacionalista é um
traidor
da herança batista e tal, embora por
muito tempo a maioria, senão todos os
batistas, não endossassem esse posição
escatológica, entende?
>> Sim.
>> Então assim, minha palavra é mais de
moderação
>> pra gente focar naquilo que é mais
importante nesse momento.
>> Sim. E pastor, assim, eh, vamos falar um
pouquinho agora sobre a sua experiência
como um pastor batista aqui no Brasil,
certo? O senhor já chegou a comentar um
pouco sobre a algumas alguns problemas
que existem no meio batista aqui
brasileiro
de pastor Batista não sabendo questões
da trindade e definir isso corretamente,
mas na sua experiência como um pastor
batista, até mesmo na sua denominação,
>> Uhum.
Eh, o que que o senhor diria que seriam
as grandes
o trabalho que o pastor Batista
mais deveria focar nesse momento? Quais
são os grandes desafios
que o senhor tem percebido que as
igrejas batistas, que o senhor conhece,
obviamente, na sua experiência, elas têm
enfrentado aqui no nosso país?
>> Uhum.
Bem, eu diria primeiro, nós perdemos a
nossa confessionionalidade.
>> Uhum.
Então esse para mim é o primeiro dos
grandes desastres, porque perceba,
um princípio que que se fortalece, né,
na reforma protestante, conhecido como
sola escritura,
somente escritura,
o princípio tem como fundamento a
seguinte
instrução.
A palavra de Deus, ela é o padrão paraas
nossas crenças, para nossas práticas. Fé
e prática, doutrina e a vida,
comportamento e as nossas
eh doutrinas.
Com o passar do tempo, muitas igrejas
batistas trocaram sola escritura pelo
nuda escritura. Sim. Então, não queremos
confissão de fé, não precisamos de
confissão de fé. A Bíblia e somente a
Bíblia. Isso parece bonito, a Bíblia e
somente a Bíblia. Mas qual o ponto?
Os primeiros batistas, desde o seu
nascimento, eles
afirmaram só a escritura, a Bíblia como
padrão para regular a doutrina e a
prática. E as confissões de fé serviram
como balizas para não permitir que se
extraviasse dentro daquelas doutrinas.
magnas das Escrituras. Então, as
confissões são importantes. Hoje, Boa
Paz dos Batis ignora suas confissões de
fé. Razão pela qual muitos pastores
batistas olham para aqueles documentos
com desprezo ou ignoram no sentido nem
conhecem ou quando conhecem desprezam
como que sendo inóculo, sem valor,
pregar Jesus, né? Pregar o amor. Essa
conversa bem eh evasiva, né? E tal.
Então diria, falta confessionalidade. E
eu digo para vocês, a confissão importa.
A igreja tem que saber o que ela crê. E
por falta dessa confissionalidade, nós
tivemos o segundo problema, que é a
bagunça litúrgica,
o culto.
>> Sim.
>> Então o culto é um outro problema, a
questão de liturgia. Viajando Brasil de
Norte sul, eu percebo como os cultos
foram empobrecidos, não é? Então você
não tem mais a o aspecto da solenidade,
da transcendência.
Não é? As pessoas confundem muito eh
alegria com adrenalina, né? Adrenalina
com alegria.
>> Então a influência pentecostal nos
cultos, né? A linguagem mais
antropocêntrica, subjetiva demais, né?
No mesmo culto cai fogo, cai água, pega
no pé do anjo, tem asa do espírito. Uma
linguagem muito subjetiva, não se canta
mais as grandes verdades do evangelho.
Então nós temos problema de
confessionionalidade, um problema de
liturgia, né?
Ah, e nós temos por conta, eh, talvez
como causa, né, um
um enfraquecimento muito grande do
ministério pastoral.
>> Por muito tempo, a figura do pastor era
um homem preparado, pregava com
propriedade, pregava com segurança, com
consistência. Hoje eu posso dizer para
você, sem medo de errar, faltam
pastores. Faltam pastores. Houve uma
época em que você olhava assim o Brasil,
fala assim: "Caramba, nós temos bons
pregadores, bons pastores. Isso acabou.
Quem tem um bom pastor, segure-o,
preserve-o, proteja-o, porque não há
pastores. Então, nós tivemos um
sucateamento de seminários por conta da
influência do libermo teológico, que
muitos diziam que era uma firula, que
não existia e tal, mas os danos estão
aí.
a influência do progressismo, né,
chamado assim de progresso, mas eu acho
que na verdade é uma coisa, é um atraso,
que é a influência da mentalidade eh das
pautas socialistas, né, transformando
igrejas em ONGs,
>> uma pauta diametralmente oposta à fé
cristã, endossando ideologias
pentagônicas a aos princípios cristãos,
enfim. E a linguagem de mercado,
>> sim,
>> né? Você vê agora esse pessoal do
chamado coach, né? a igreja church, né?
Então, descaracterizando os símbolos de
fé, você chega na igreja, você não sabe
se você tá numa igreja, né? A própria
arquitetura foi transformada, né? Você
não tem mais púlpito, você tem ali uma
plataforma, um pastor não não temários
ritos, a liturgia cútica, tudo isso foi
sendo esvaziado.
O símbolo de fé. A a fé cristã ela é
simbólica. Então o púlpito tá ali na
frente. A figura do pastor não é só uma
pessoa, é uma instituição. A maneira
como o pastor abre a Bíblia, a maneira
como ele prega, maneira como ele dirige
as pessoas, como ele trata a pessoa mais
jovem, como trata o mais idoso, o
aconselhamento. Essas coisas todas vão
formando a mentalidade da igreja de uma
geração. E nós perdemos isso. Então
diria, nós perdemos a
confessionionalidade,
empobrecemos a liturgia e parte desses
dois primeiros problemas, falta de
confissão, de fé, a
e a bagunça litúrgica é por conta do
empobrecimento do ministério pastoral.
Isso passa
pela questão dos seminários e também
porque muitos pastores, conscientes ou
não, de forma deliberada ou não, em
primeiro modelo que é chamado de
episcopado monárquico. Então, a figura
do pastor
como que um coronel da fé,
>> sim,
>> único,
sem aceitar nenhum tipo de cooperação.
E aí não formou modelos, não formou
novos pastores, porque o pastor forma
outro pastor. Então a ideia da
pluralidade de presbíteros,
curiosamente, a primeira controvérsia
entre batistas foi sobre pluralidade de
presbíteros.
>> Uhum.
>> Com John Smith, ele tinha um professor
em Cambridge, que foi um dos puritanos
separatistas, saiu da Inglaterra, foi
pra Holanda. Mais à frente ele foi para
lá com um grupo, ele se associou aquela
igreja para servir e ele e o seu
professor falou: "Aqui não, aqui é um
pastor somente, eu não quero dois nem
três." Tem uma uma confusão entre eles.
Então, mas o modelo batista sempre foi
ter mais de um pastor por igreja. Então,
>> aqui no Brasil por muito tempo se
configurou a figura, se configurou a
ideia de um único pastor.
>> Sim.
>> E aí
>> aqueles pastores bons foram falecendo,
os seminários enfraquecidos e o
resultado tá aí hoje, né? Eh, um cenário
bem difícil. Eu não quero ser pessimista
no sentido de falar assim, ó, nada
presta, tá tudo muito ruim. Nós temos
coisas boas acontecendo.
>> Aham.
>> Boas igrejas, recuperando sua confissão
de fé, eh dialogando com a sua rica
tradição. Nós temos igrejas com cultos
vivos, punjantes, saudáveis,
encorajadores, igrejas missionárias
envolvidas no campo missionário, fazendo
um trabalho lindo, pastores formando
novos pastores. Isso tá acontecendo. Mas
eu acho que há um longo caminho. A curva
ainda é muito longa. pra gente fazer o
caminho de volta para
servir a essa geração e gerações
subsequentes.
>> É, e eu incluo a editora, né? A editora
Pronobs entra também nesse nesse bojo de
coisas boas que têm surgido. Eh, e eu
queria então a gente tá encaminhar aqui
a nossa conversa pro fim. Ah, eu queria
ver com o senhor um pouco então agora do
que o senhor recomenda. O senhor trouxe
aqui alguns livros, né? E eu queria
>> uma coisa que eu que eu já
>> que eu já percebi
>> é que a editora Pronobes, ela não é uma
uma editora que é parte de um, e eu não
falo isso julgando outras, não é parte
de um projeto de lucro e enriquecimento.
Isso a gente percebe
>> pela própria linha editorial, que é uma
não é uma linha
>> comercial
>> comercial, certo? é uma linha de fato
voltada para necessidades
específicas. Então, quem quem que hoje
seria o editor chefe da editora?
>> Vou responder sua pergunta, eu acho ela
muito oportuna. Eu sei que esse vídeo
vai circular. Eu quero dar aqui um
testemunho.
>> Uhum.
>> Eu não preciso, eu digo isso sem nenhuma
altivez, eu não preciso dos recursos da
Pronobis. A Pronób nasceu com objetivo
de
promover lucro.
O primeiro livro publicado pela Pronobs
nasceu do meus próprios recursos. Eu
vendi um carro
para imprimir o primeiro livro, para
fazer o primeiro livro e botei muito
recurso e patrimônio da minha família na
Pronobs. E ao longo desses anos todos eu
não tenho salário na Pronobis, eu não
tiro lucro da Pronobis, pelo contrário,
por muito tempo botei muito recurso,
agora praticamente ela se autosustenta.
>> Uhum. Mas livro no Brasil, eh, publicar
livro no Brasil e no caso, como você
falou, né, a linha de editorial nossa,
eh, é um negócio dispendioso, é custoso,
mas Deus tem nos dado graça. Mas a
Pronób nasceu para eh promover
enriquecimento. Não que essas coisas
sejam ruins, né? E ilegítimas, mas o
nosso foco é eminentemente ministerial,
razão pela qual agora nós estamos
inclusive já dando essa face para
Pronóbis, não apenas uma editora, mas um
ministério,
>> certo?
>> Porque a distribuição de literatura é um
ministério de serviço à igreja. Quanto
melhor,
quanto mais preparado estiver o pastor,
melhor será pra igreja.
>> Sim.
>> As igrejas são formadas à imagem de seus
pastores.
>> Uhum.
>> Então, qual é a ideia? É subsidiar,
treinar, apoiar a igreja investindo em
seus pastores. Então, nós temos feito
isso e a nossa curadoria inicialmente
nós mesmos fizemos, temos ouvido outros
pastores, temos um conselho editorial.
Sim,
>> no primeiro momento eu fiz essa função
de editor chefe. Hoje eu passei. Quem
exerce essa função é o Teser Turaz,
querido lá de São Paulo.
>> Eu exerço a função aí de eh de
presidência e liderando o trabalho como
um todo. Ah, e nós temos publicado obras
que sirvam os batistas, mas também a
igreja de uma maneira mais ampla. Então
nós temos publicado muito material sobre
o Ministério Pastoral, pregação. Isso
aqui, por exemplo, é uma de pregação
expositiva. Tô Meidor Batista.
>> Sim. Nós já temos três ou quatro livros
dele. Inclusive, o livro mais vendido a
Pronóbs hoje é o Ame a sua igreja. É um
livro de Introdução e Clesiologia. Muito
bom livro. Ame a sua Igreja. Oito
verdades sobre a igreja cristã ou sobre
a comunhão da igreja, algo assim
subtítulo. Esse aqui é um livro dele
sobre pregação, já tá na segunda edição.
Um bom livro, né? Temos bastante
material sobre pregação. Esses dois são
os últimos lançamentos. Esse aqui é de
um pastor batista italiano com excelente
formação acadêmica, com doutorado. Ele
fala muito sobre o romanismo, né? Igreja
Romana Católica. E esse livro é o
recente recente lançamento, tá? Pronób,
ele vai estar aqui em agosto numa
conferência lá em Brasília.
>> Uhum.
>> Né? e o Leonardo de Xirico. Boa conversa
com amigo católico, como desenvolver ou
apresentar o evangelho em amor. Já é o
terceiro livro sobre o católico que a
gente publica. Publicamos dois James
White, que é um pastor Batista
britânico, controvérsia católica, um
livro sobre Maria. É um bom livro para
porque qual o problema dos evangelhos de
modo geral? Eles, o evangélico médio,
tem muita dificuldade em conversar com
os católicos e nós temos um país de
maioria católica, ainda que seja
nominal, né, muitos,
porque os evangélicos, boa parte do povo
evangelho não conhece o catolicismo.
>> Sim,
>> tem as caricaturas. Então, a gente
precisa conhecer o que o catolicismo
ensina
para apresentar o evangelho com
consistência, em amor, né? Então ele
propõe isso aqui. E os outros livros que
a gente escreveu também é bem
interessante esse de Maria, por exemplo,
né? O que se fala de Maria? O o se o
católico tem mariolatria, o evangelho
tem uma espé de mariofobia.
>> Aham.
>> Praticamente não se ouve nada sobre
Maria das igrejas evangélicas. Então
aquele livro do James White, ele vai
mostrar a Maria de carne ossos. Não é
nem uma divindade, nem também alguém que
deve ser desprezado.
>> Sim.
>> Maria é o vaso através do qual Deus
trouxe a água da vida, né? Maria é
preciosa. E esse livro aqui, ele é muito
interessante também. Prevenção contra
queda.
>> Você desbloquear essa?
>> Não preciso não.
Ah, voltando aqui, esse livro é um livro
interessante porque fala sobre a o
cuidado que o pastor deve ter. E nós
sabemos da quantidade de escândalos, né,
que tem acontecido no país. É uma obra
do século X que foi reeditada pelo Joy
Bick, editora dele nos Estados Unidos. A
gente republicou prefácio do Dr. David
Heik sobre conselhos bíblicos para se
manter de pé no ministério. Então tem
bastante coisa. Eu queria lembrá-los.
Ainda h pouco falei isso desse livro. A
gente tá lançando agora porque somos
batistas, né? uma imersão, é, é uma
série de testemunhos de gigantes como
Mark Dever, Al Mler, eh, e outros mais,
falando como se tornaram batistas, por
continuam batistas e elencando assim
algum distintivo batista, né? Um livro
muito bom, 400 e poucas páginas. Então,
a gente tá publicando bastante material.
Entramos agora na séria da da do
aconselhamento, livro sobre
aconselhamento e vamos entrar agora na
seara de livros acadêmicos. Estão
lançando James Hamilton. tipologia.
Vamos lançar uma gramática grega, a mais
a gramática grega mais usada lá nos
Estados Unidos nesse momento do Dr.
Robert Plummer. Então tem muita coisa
vindo aí. Eu quero que vocês sigam a
Pronobs e vejo lá no Instagram, tem as
conferências, projeto B, tem muita coisa
acontecendo.
>> Beleza? Então a gente percebe que Pronób
tem Pronóbs tem muitos títulos,
diferentemente do Vasco da Gama, né,
pastor?
O senhor é vascaíno? Sim, eu sou
vascaíno como todo bom, como todo bom
cristão. Cruz,
>> comemorar, para comemorar títulos tem
que colocar uma editora que é para
>> só assim para o vascaíno
>> comemorar algum título, né?
>> Eu quero só lembrá-los que ah o Vasco da
Gama foi quem tornou futebol um esporte
popular.
História. É história. Então, qual o
ponto? No Rio de Janeiro, o Fluminense,
Flamengo, não é? eram times da elite e
que excluíam os pobres, os negros. O
Vasco foi o primeiro clube a integrar
os o a massa, inclusive a população
negra. E os times da elite jogaram o
Vasco para fora do campeonato,
porque o Vasco não podia participar. Aí
o Vasco, o que que ele fez? construiu
seu próprio estádio sem um centavo
público, com dinheiro dos torcedores.
Primeiro estádio privado da América
Latina, Vasco da Gama, lá em São
Januário. Então, o Vasco da Gama é um
time com história belíssima, nos últimos
25 anos tá no exílio.
>> Aham.
>> Tá no cativeiro. Mas
dias melhores virão.
>> É, eu como corintiano sei o que é ter um
estádio construído com o dinheiro do
povo, né?
Falo bem, falo bem.
>> Construído a custa de imposto.
>> Pois é.
>> Mas pastor Judiclei, muito obrigado. A
gente tá encerrando.
>> Eh, foi uma honra para mim. O senhor é
muito gente boa. Não sei se já lhe
disseram isso.
>> Eu, se não lhe disseram, eu estou lhe
dizendo. Obrigado,
>> tá? Que Deus abençoe o seu ministério
como pastor, conferencista
>> também na na Pronops, tá?
E galera aí que tá nos assistindo, você
quiser estudar, fazer um curso de
teologia, se preparar para o seu
ministério, eu quero convidá-lo a entrar
no site da Escolach Charles Spugion.
>> Uhum.
>> www.escolchales.com.br,
conhecer as nossas opções e vir estudar
conosco, tá bom? Então, Deus abençoe,
pastor Jlei.
>> Obrigado, Antônio. Deus abençoe a escola
Charles Espon e a nossos amigos aí que
acompanham seu trabalho na internet.
>> Amém.
Valeu, pessoal.

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