A Vida do Plantador de Igrejas (PodCast com Felipe Pessoa e Antonio Neto)
28/10/2025
A Vida do Plantador de Igrejas (PodCast com Felipe Pessoa e Antonio Neto)
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Beleza, estou aqui com o Felipe. Felipe >> Pessoa, >> Felipe Pessoa. Felipe, muito obrigado, Felipe, por estar aqui no podcast da Escola Teológica Charles Espugion, no Expion Podcast. E a gente tá começando a nossa jornada, né, de gravações, de podcast para servir o povo de Deus aqui no nosso país. E é uma honra poder contar contigo aqui no nosso, no início da nossa jornada. Obrigado por ter aceitado meu convite de tá aqui. E eu queria pedir que você começasse falando um pouco de você. Fala aí a igreja que você pastoreia, onde é que você mora, teu endereço, quem te quem quiser te sequestrar, para onde é que vai. Talvez essa não seja uma boa ideia que eu tô de mudança, né? Mas vamos lá. Bom, acho que a primeira curiosidade, né, que tem é o meu nome. Meu nome é Paulo Felipe Henrique Romanos Pereira Pessoa. >> Eita. Tu é o que do Dom Pedro, >> rapaz. É mente fest do meu pai e da minha mãe mesmo, né? >> Certo. >> Mas desde o ensino médio, Felipe Pessoa ficou por conta de colégio, de nome ali de aluno. E bom, enfim. Eh, tô no Ministério Pastoral desde 2011, então já se vão aí mais de uma década, né? não sei, 14 anos aí no ministério pastoral. Eh, comecei a minha trajetória numa numa na convenção batista, igreja batista. Meus pais são batistas, tem um tem um avô que é um pastor batista jubilado. E desde 2016 eu estou na Igreja Cristã Evangélica do Brasil, uma denominação que este ano completa 125 anos. Então, ah, muitos anos, muito tempo e com a graça de Deus a gente tá aqui no Paraná, em Curitiba, especificamente, com o desafio de plantar uma igreja. Em novembro do ano passado de 2024, nós completamos 4 anos de plantação >> e estamos aqui servindo a Deus, buscando ao Senhor, eh, glorificar a ele sempre. >> E como é o nome da da Igreja? Igreja Cristã Evangélica de Curitiba. Certo. Aí normalmente, não é sempre, mas normalmente a a Igreja Cristã Evangélica, ela leva o nome ali da sua cidade. Enfim, agora você já tem mais de uma, aí começam aqueles nomes criativos, né? Acho que é bem típico nosso aí. >> Certo. Aham. Entendi. Entendi. Então você tá lá 4 anos já. >> 4 anos começamos assim, né? Não sei como é que tá no script aí, mas olha só, a gente começou, né? A nossa chegada minha, da minha esposa. Eu sou casado com a Fernanda, sou pai do Daniel e da Mariana. E chegamos em Curitiba em julho de 2019. Então vamos completar aí 6 anos que nós estamos no Paraná. Então nós começaríamos depois de se meses que eu pedi, né, aquela aquele combinado, né, com a denominação, olha, não me cobre nada durante os próximos seis meses, deixa eu chegar, deixa eu tomar pé da situação. E e aí veio 2020, a gente começa o ano então de 2020 depois desses cinco primeiros meses aqui na cidade. E agora a gente vai eh começar, vamos eh começar assim, vamos testar, vamos buscar por um por um espaço, por um local. Antes disso, nós nos reuníamos, eu e minha família, mais um casal eh de amigos, eh o pastor Estevão, que inclusive já saudoso, já em memória, pastor Estevão, a Glória e mais a Nicole, uma moça do Tocantins. Então, assim, era sete pessoas orando na sala da do apartamento onde eu moro hoje. E e agora, ah, depois daquele tempo, daqueles meses, 5 meses aproximadamente, eh, fomos para agora vamos buscar um espaço. E aí depois que a gente já tinha locado um um espaço, sabe aqueles um café e aí tem ali um espaço meio social ali e a gente locou aquele espaço, >> aí pandemia no lockdown. Isso duas semanas antes de nós começarmos, lançarmos, né, o primeiro culto público. Daí a gente fica entre abril até novembro de 2020, é apenas nos reunindo, não é nem reunindo, assim, é uma online com estudando marcas de uma igreja saudável, ah, orando uns pelos outros. E no domingo pela manhã a gente fazia uma transmissão de um, digamos assim, um simulacro do que seria um um culto, né? Sem obviamente o aspecto eclesiológico do que significa culto, né? Então isso aí, cara. Interessante isso. Você falou porque você disse que vocês começaram em um café. >> Íamos começar em um café, essa era a ideia. Mas aí a gente foi jogado para esse ambiente aqui, né? esse ambiente de da internet, do, enfim, do áudio, do vídeo. E >> é claro, >> nós, a nossa pretensão, né, nunca foi de culto online. >> Sim, >> porque eu eh eu eu escutei isso, o pastor Acácio, pastor plantador de igreja também, e tenho o privilégio de chamá-lo de tio. E ele uma vez me falou assim: "Olha, o plantador de igreja, ele se torna uma máquina de tomar decisões." E é claro que você estuda, tem a literatura, você ouve, eh, lê outras pessoas, fal assim, realmente, você tem que tomar muitas decisões. É um projeto, é um projeto como outro qualquer, um projeto. Então, você tem que tomar decisões, mas quando você tá vivendo aquilo ou nem tinha começado, digamos assim, eu já tinha que tomar uma decisão e agora vamos colocar alguma coisa online, né? alguém tá ali com uma TV e participando ou a gente espera eh pra gente poder realmente se reunir presencialmente para para começarmos. Então a gente toma essa decisão, vamos >> vamos fazer algo online, >> mas com muito receio, com muito com muito cuidado para não sermos mal interpretados. aquela ideia de como que você vai começar esse projeto daqui, sei lá, bodas de ouro da Igreja Cristã Evangélica de Curitiba. E eu espero, nem sei onde é que eu vou estar, mas enfim, >> espero que com o Senhor. >> Mas que que a gente vai fazer? Que história que a gente vai contar? Não, essa igreja começou durante 7, 8 meses de forma online. Tá, mas o que que isso significa, né? Então, >> sim, mas o que eu tinha pensado, que eu fiquei curioso, foi mais na questão da >> da escolha de um café, né? Porque geralmente um das decisões que o plantador de igreja tem que tomar é onde ele vai se reunir. E aí eu eu sei que tem muita gente que encontra nisso um certo entrave, porque eles pensam que para se reunir talvez tenha que ser num em um algum tipo de salão, numa sala comercial. Então, muita gente faz isso, né, de procurar uma sala comercial que tenha um salão. Eh, o aqui algo que seja o mais próximo possível daquilo que a gente imagina ser um prédio de uma igreja, >> certo? >> Só que aí no no teu caso, vocês decidiram no início se reunir numa cafeteria e eu sei hoje que vocês se reúnem num hotel, não é? >> Exato. >> Então, então me fala sobre isso, cara. Assim, por uma cafeteria, porque um hotel, quais as vantagens? vantagens. >> Uhum. Bom, como eu falei, ah, tudo é um projeto. A gente vai ter aqui o o Spugion Podcast, é um projeto. Você vai casar, você tem um projeto. Eu eu gosto muito dessa da linguagem de projeto, porque ela te facilita você visualizar algumas fases daquilo que você está fazendo, de forma que você consiga mensurar algo. E é claro que isso dentro do nosso, sei lá, me deu, nosso evangelicalismo, da nossa tendência enquanto cristãos de hiperespiritualizar as coisas, sobretudo nessa leitura pós-moderna da do assunto, né? Tudo é o tudo é o é o diabo ou tudo é Deus ou enfim, eu gosto de eu gosto de pensar que nós precisamos ser organizados, uma cultura de excelência. >> Então, por que que eu disse isso para responder tua pergunta? Porque quando a gente vem para cá ou quando qualquer plantador que se disponha a ir plantar uma igreja, ele precisa ter muita clareza sobre vários assuntos. E ainda que isso pareça ser quase que um eh um oxímoro, né? Aquelas coisas que se anulam um não, pera aí. Como ser um plantador e ter muita clareza sobre alguma coisa, parece uma coisa que se anula, mas não. >> Eu posso eu posso definir. Bom, eu vou para uma determinada cidade. Eu eu sou de Brasília. >> Uhum. Morei 2 anos e meio no sul do Pará, numa cidade chamada Xinguara, cidade que à época tinha menos de 40.000 habitantes. Quando eu decido eh vir para Curitiba, foi uma decisão assim, nossa, Deus falou contigo? Aí eu falei assim: "Bom, de certa forma sim". Por quê? Porque eu percebi que a denominação da qual eu sou parte queria plantar igrejas em cidades, polos e capitais eventualmente. Eu entendi e percebi que eu tinha junto com a minha esposa uma tendência. Nós fomos criados dentro de uma cultura cosmopolita, de um grande centro, de um grande público. >> Entendi que Deus me levou para um tempo de maturação ministerial numa cidade onde eu entenderia o que que era o pastoreio. Ao mesmo tempo, vim para Curitiba, vim para um Paraná cinco vezes antes de me mudar para cá. Ou seja, eu tinha um projeto, tinha e algumas coisas foram respondendo, né? foram sendo ali essa voz de Deus para nós, para confirmando aquilo que nós estávamos fazendo. Então, por que um local como um café? Primeiro, a gente sempre quis e entendeu que a Bíblia eh é a Bíblia é um livro que nos mostra um Deus extremamente relacional, Neto. >> Deus é um Deus que se relaciona. Ele se relaciona entre si como Pai, Filho e Espírito Santo. Então, eh, ele, o povo dele é um povo que se relaciona e que deve se relacionar com ele. Gênesis mostra que no fim do dia os Adão andava com Deus. E a nossa, talvez, a nossa criatividade, por mais criativos que a gente tente ser, e eu não sou desse, né? Mas talvez você seja. >> Eh, eu não sei o que que significava exatamente isso, sabe? De andar com Deus. Lógico, eu posso desenhar hoje eu andando com os meus filhos de mão dadas ali num numa pracinha, num parque, mas o que que era realmente? Eu sei que era relacionamento. >> Sim. Então a gente quis manter essa conexão com a cidade, inclusive isso tá no nosso tripé, né, do nosso DNA enquanto igreja local, conectada com a cidade de Curitiba. A gente queria estar conectado. Então essa é uma primeira parte da uma primeira resposta, né, para essa pergunta. A segunda é custo benefício. Você não tem eh a gente não tinha um prédio, não tinha pessoas para poder bancar esse prédio. Gente, aluguel existe, comprar um prédio é caro. Então, eh, bom, que que a gente faz? Então, a gente foi pra questão do custo benefício. Lógico, isso é uma prática que eu inventei? Claro que não, né? Tem boas literaturas sobre isso, bons exemplos, né? pessoas. Isso na América é muito comum, em alguns lugares da Europa, da Ásia, muitas igrejas, plantações de igreja na Ásia, que é um ambiente um pouquinho mais complexo, né, de termos de de liberdade pro cristianismo. E onde é que eles se reúnem? Salões de hotel. Então, eu tenho amigos que plantaram igreja que estão dentro de escolas. >> Sim. >> Outros dentro de teatro, outros em Pode ter certeza que em algum momento teve ali um custo de benefício, porque via de regra, esses lugares já têm cadeiras. >> Uhum. tem energia, água, segurança, limpeza e no começo você não tem mão de obra e nem recursos financeiros para poder plantar isso. >> É, >> então começar essa plantação, >> certo? É interessante. Eu quando eu eu trabalhava no Rio Grande do Sul, né, e eu fiz parte de uma plantação que era em um em um café, um café que ficava bem em frente à universidade. >> Uhum. >> A Universidade do Vale dos Sinos. E então assim, a gente sempre ia lá e normalmente vinham estudantes, pessoas ali daquela comunidade, universitários que chegavam nos estudos bíblicos e também nos cultos, né? E e de certa forma esse ambiente mais informal, digamos assim, ajudava o pessoal a chegar, né? É interessante, eu gosto de pensar sempre e que nós estamos comunicando para uma geração totalmente diferente daquela que talvez tenha nos evangelizado. >> Uhum. >> Então, temos que eh considerar que se somos pastores desta geração ou para esta geração, temos que responder perguntas que de fato estão sendo feitas. Antigamente, e aqui já denunciando um pouco da minha idade, né? Eh, eu tenho 38 anos. Uhum. >> Mas antigamente, se você falava de uma da fame gerada famosa EBF, as escolas bíblicas de férias, e você falava para aquela comunidade, para aquele bairro que ia ter um pula-pula, um algodão doce e uma uma e uma história, que que ia acontecer com aquela com aquele ambiente? >> E encher de criança. >> E encher de criança. E eventualmente o que que aconteceria no domingo subsequente? O pai e a mãe dela estaria lá. Hoje já não é mais assim. >> Uhum. >> Não é que eu não veja e não verifique que há sim a possibilidade de Deus e do Espírito de Deus fazer aquilo que ele bem quiser através da EB. E eu citei EBF aqui como exemplo totalmente aleatório, tá? >> Mas eh não é que eu não veja essa possibilidade, mas é porque não comunica mais. E qual é o esforço que você está fazendo para poder comunicar algo que vai ter um retorno que já não era como antes. O alcance que nós temos, por exemplo, através desse ambiente virtual é muito maior. >> Uhum. >> Com e tem um esforço igualmente significativo, né? É, dá trabalho uma boa câmera, um bom áudio, é a o a pós-produção, enfim, tudo isso é complexo. Agora, a gente precisa pensar em um aspecto de que é o próprio aspecto do Deus criador, do Deus criador, que sim está redimindo para ele todas as coisas, inclusive conceitos substanciais como igreja. >> Uhum. >> Quantas vezes a gente não ouve ou até não falou: "Ah, eu vou pra igreja". Poxa, eu entendo o que você quer dizer, mas isso comunica de fato o evangelho para uma geração extremamente questionadora, extremamente politizada, polarizada. Será que realmente comunica isso para eles? Uhum. >> Porque essa geração, geração Z, até um pouquinho de alfa e f é tanta tanta, né? Tem que saber grego, né? Para para poder definir as gerações aí. >> Eh, aí procura o Neto que ele resolve o negócio aí, viu? Ah, tem uma uma um você tem que ter um senso do pertencimento. >> Uhum. Você tá envolvido com o quê? Qual é a causa que você tá defend? Não basta simplesmente você estar ali, você tem que defender aquela aquela coisa e vestir a camisa e até um certo ponto você tem que ser um ativista, porque se você não fizer isso, que vida medíocre é essa que você tá que você tá vivendo. >> Uhum. >> Então, nesse sentido, eu gosto de resgatar alguns conceitos. Então, se você perguntar pra minha filha que tem 6 anos, ela, se ela, você perguntar para ela o que que é a igreja, ela vai responder que são pessoas. >> Sim. >> É o jeito que eu tô tentando ali doutrinar ela, discipular ela para ela entender que igrejas são pessoas. É claro, o Jonath Lima vai dizer que a igreja é uma embaixada do reino de Deus aqui na terra, onde pessoas que professam a mesma fé, reunidas como um grande polo daquilo que um dia será de fato o reino de Deus. Então, só que eu não vou conseguir explicar isso para uma menina de 6 anos de idade, né? A não ser que a gente leva ela na embaixada, mostre que aquele território ali não pertence àquele país onde a embaixada tá, mas é de outro lugar. Mas assim, eu vou usar isso para comunicar uma verdade muito maior, >> sim, >> de que a igreja não é um prédio. >> E talvez, talvez, talvez aqui é bem respeitoso, né? Uhum. >> Aqueles que nos evangelizaram, que nos pastorearam, aqueles que vieram antes de nós, eh, focaram muito nisso. A ideia do pastor ou do plantador de igreja é aquele que tá em cima de uma escada trocando a telha porque tem um vazamento. E aí ele também é o mesmo que pintou para poder economizar, porque o caixa da igreja já não tem tantos recursos para poder, né, cuidar ali da manutenção. Ele é macineiro, pedreiro, ele é que mais? Esse monte de coisa que talvez você já tá pensando. E >> e aí talvez, e aqui talvez agora é só eh respeito. Ah, ato 6 passou bem longe, sabe? >> Sim. a dedicação ali na no estudo e na oração eh passou longe. Não sou obviamente defensor, né, só para já me estendi aqui na resposta, mas assim, não sou defensor do só do do pastor com cheiro de gabinete, né, para usar um um termo antigo aqui de de seminário, mas eu entendo que essa é a primária função do daquele que é tem uma vocação pro ministério pastoral. >> Não, sem dúvidas, sem dúvidas. E logo antes você falou, por exemplo, que na tua plantação, na igreja que você tem trabalhado, vocês têm um tripé. >> Uhum. >> É um, acho que talvez um uma espécie de tripé teológico que sust que que forma >> a filosofia ou teologia, melhor dizendo, da plantação, né? >> Uhum. Eh, fala pra gente esse tripéum >> e também >> eh do por que vocês decidiram, né, estabelecer isso, né, esse esse chamado tripé teológico, digamos assim. É, ah, os nossos irmãos norte-americanos, eles têm muito a nos ensinar sobre essa ideia de ter a clareza da visão, da missão, daquilo que você está empreendendo. E e empreendendo é uma palavra que eu uso mesmo, eh, lógico, eu sei que muitas vezes talvez possa ser mal interpretada porque parece com aquela linguajar meio corporativo, né? >> Mas nós estamos empreendendo um negócio do reino, >> sim. onde o lucro não é dinheiro, mas vidas. E não é para nós, mas é paraa glória de Deus. Então, quando eu a a eu penso e começo a desenhar um projeto de uma de uma igreja que glorifica a Deus, de uma igreja centrada no evangelho e de uma igreja conectada com a cidade, aí tá o >> tá o monstro tripé, >> é porque a gente resgata uma simplicidade que muitas vezes é perdida porque a gente quer inventar a roda, >> porque a gente quer muita coisa e a gente confunde as coisas muito fácil. a gente confunde sucesso com número e a gente deixa de entender que sucesso com Deus é fidelidade a ele. Então, nessa nessa caminhada, a gente vai observando que quanto mais simples e mais clara essa esse esses números, né, por mais, de novo, é tão complicado transitar nesse nesse nesse caminho, né, porque assim, você é muito facilmente confundido com alguém pragmático. >> Uhum. >> Por quê? Porque é o que vende, é vendável. É, é, é, é mercadológico. 25 passos pro não sei o quê, 32 chaves bíblicas para não sei das quantas, 48 passos em 1 qu4to para você alcançar sua bênção. >> Poxa, é, é difícil você não ser confundido. Porém, nós usamos uma métrica, um tripé, aí não sei, a pessoa pode chamar do que quiser, né? A gente usa isso para quê? para que a gente possa mostrar para aquela pessoa ou para que ela possa visualizar aquilo todas as vezes que ela estiver ali. Não, nós estamos aqui porque nós temos uma missão e a missão não é nossa, mas a missão é glorificar a Deus. Opa, nós estamos aqui porque nós somos uma igreja centrada no evangelho. E o que que isso quer dizer? quer dizer que não tem culto à personalidade, quer dizer que a foto do pastor, que nem ela, essas coisas, né, não vai estar impressa no outdoor lá fora. De novo, eu sei que muitas pessoas valorizam isso, mas não é o nosso caso. E, aliás, nós fugimos de toda e qualquer aparência de coisa que vai eh assim aparentar que essa igreja é centrada no pastor. Aliás, que é uma só para ilustrar aqui, né, como eu gosto quando eu tô no meu tempo de descanso ali ou, né, sair um recesso ou cumprindo algum compromisso, alguma agenda no domingo que eu olho e vejo as fotos e que tem mais gente no dia que eu não tô do que no dia que eu estou. >> Uhum. >> Isso quer dizer o quê? Que não é por minha causa. Pensa num homem que fica feliz. >> Sim. >> Porque não tem a ver comigo. Só que isso precisa ser o quê? Lembrado. Lembra? E o Antigo Testamento é permeado, né, dessa dessa ideia de lembrar o povo sobre quem é Deus. Tudo bem, o povo é a gente parece muito com eles, né? Mas assim, com muita facilidade a gente esquece quem Deus é. Com uma extrema capacidade pecaminosa, nós deixamos ou tendemos, né, a colocar Deus de lado, né? A gente cria ídolos. E ídolo não é, né, Calvino já explica isso bem, né? Não é necessariamente uma coisa ruim. Uhum. >> Mas é tudo aquilo que tira o lugar de Deus e o nosso coração é uma fábrica deles. Então a gente precisa, a gente precisa tomar cuidado disso e conectada com a cidade, porque essa é a nossa missão, a ideia de de Mateus 28, de Marcos 16, de nós estarmos servindo a cidade. Não, de novo, cuidado com isso, né? Mais um aspecto que você precisa ser redimido numa igreja de implantação, não apenas no apelo social. Sim, >> porque social qualquer um faz, né? Talvez você tenha alguém, um amigo, um colega espírita e é bem possível que ele ganhe de você assim, mas de goleada no quesito boas obras. É claro que o o que ele está buscando, o que ele está querendo, é diferente daquilo porquê, né? A motivação do porquemos. Mas a igreja não é simplesmente assistencialista. Ela não pode ser. O conceito de igreja, a ideia substancial do conceito de igreja nos faz servir a cidade a partir do evangelho. Sim. >> E não a despeito dele ou não, ah, deixa eu fazer isso aqui, mas eu vou agregar isso. Não. O evangelho é o ponto de partida. >> Então, tripé seria primeiro >> glorificar a Deus. >> Glorificar a Deus. Exatamente. Está centrada no evangelho >> e conectada com a cidade. >> Conectada com a cidade. >> É, é um, acho que é um é diferente do do daquele livro Igreja Centrada do Keller, né? Ou não? >> Vamos lá. Eu eu gosto do igreja centrada do Keller. Aliás, se você não gosta, né? Você pode não gostar de, né, de de tudo que tá lá. Mas assim, a ideia central do do texto é perfeita. E talvez o que a gente difira da seja, né, ali, eu não vou dizer contrastante porque não é, mas o o Keller ele planta uma igreja numa cidade extremamente cosmopolita e e o que ele faz lá para mim hoje é inalcançável assim. Eh, ah, o Keller é fenomenal naquilo que ele que ele que ele explica, naquilo que ele faz, a forma como ele consegue contextualizar com a cidade. Mas tem um movimento no final do ministério dele que me chama atenção. E aí, eu talvez seja aí me eu quero que você me até me fale onde esteja diferente exatamente, né? Porque >> ele se torna uma mega church, porém no fim do ministério ele já não já não mais acredita naquela ideia. Não vou nem sei se ele dizer se acredita ou não, né? Difícil falar assim, exatamente, mas ele entende agora eh plantações de várias igrejas em vários lugares que estão conectadas com diferentes grupos daquela cidade. >> Sim. >> Então, nesse sentido, eu gosto de pensar sobre uma igreja que é conectada com com a cidade. Eh, desse ponto de vista de nós pregarmos o evangelho para todas as pessoas, >> Uhum. >> É claro que nós não iremos alcançar todas. É claro que tem aspectos de de igreja e tipos e DNA de igreja que vão vai comunicar mais e melhor com determinado grupo de pessoas. Não sei se é esse sentido que você tava, >> não é isso mesmo. É que a aquele livro lá, o Igreja Centrada, ele é como se >> assim, por um tempo, eu escutava muito isso, de que ela é uma espécie de a Bíblia do plantador, né? Uhum. >> A segunda Bíblia do plantador, porque ela tem aquele tripé do evangelho, da cidade movimento, né? >> Uhum. >> Só que depois de um tempo, a igreja que o Keller plantou lá em na ilha de Manhattan, se eu não me engano, né, em Nova York, >> Uhum. >> Ah, acabou saindo alguns vídeos que geraram muita polêmica, que, por exemplo, no momento de distribuição da ceia, eles fizeram um balé, né? Então, tinha uma apresentação de balé enquanto a CEI era distribuída ou eh eles contratavam bandas de pessoas que não eram crentes mesmo, contratavam bandas para conduzir o culto ou algum conduzir o louvor do culto, né, eh, em algum momento. Então assim, isso acabou gerando, pelo menos aqui no Brasil e certamente nos Estados Unidos, esse conceito de ligado à cidade ou de conectado à cidade, de ter essa ideia assim de nós precisamos fazer uma espécie de pesquisa >> Uhum. >> e saber quais são os elementos culturais, qual é a linguagem que as pessoas falam aqui nessa cidade e adaptar a mensagem do evangelho a a essa linguagem, né? >> Uhum. Então, é daí que surgem as paredes pretas das igrejas, é daí que surgem eh as igrejas com nome inglês, as churches, né, o o festas de juninas, tipo o eh o São Joel, não São Joel não é o enfim, as as adaptações das festas culturais pra igreja, para o evangelho, né? Então, o que eu queria saber de ti é se é se essa é a sua forma assim de quando você quando você fala de uma igreja conectada com a cidade, é conectada em que sentido, né? >> Acho bem interessante tua colocação e e eu gostaria de falar assim: "Bom, no Brasil em relação a ao Kelleren, eh talvez o que mais se aproxime daquilo que ele fez lá em em Nova York seja São Paulo. Acho que isso é um ponto, né, assim, tentar assim uma coisa mais similar. Porém, em grandes centros e capitais, igual Curitiba, a gente tem uma uma amostra, né, bem pequena desses vários grupos, digamos, no mercado aí, né, no digital, são seus nichos, né, vários nichos aí que você poderia alcançar. >> Eh, no nosso presbitério da Igreja Cristã Evangélica de Curitiba, a gente usa um termo que não é nosso, mas a gente se se apropria dele, que são eh conceitos que estão na mão fechada e na mão aberta. Tem algumas coisas que a gente pode negociar, tem algumas coisas que a gente vai conversar sobre elas e vai eventualmente até discordar sobre elas. Por exemplo, a cor da parede. Sim, >> eu não tenho nenhum problema com a cor da parede ser preta. Esteticamente eu gosto não, mas eu não tenho nenhum problema se alguém chegar lá e não, bora pintar de preto. Beleza. Por quê? Porque isso não fere aquilo que eu acredito como sendo o evangelho de Jesus Cristo. É óbvio que eu vou comunicar alguma coisa com aquilo. Por quê? Porque existe também um aspecto ou um apelo estético. >> Uhum. >> Então nossa, de novo, nossa geração, a vida por tantas coisas, sobretudo dessa questão estética, né, da forma, do jeito, ela vai comunicar. Isso vai comunicar. >> Sim. Agora, se eu se eu não orientar essas questões que estão na mão aberta, você falou de church, o nome, isso aí eu acho mesmo, é, acho meio é pobreza mesmo, né, assim de vamos inglês, colocar em inglês, né, nosso departids, né, a igreja vai ser church, que mais o grupo de jovem vai ser, >> o louvor é o worship, que mais? Então assim, os adolescentes é teams e tipo, a gente fica, eu eu não sei se existe essa palavra, né, mas eu inglesizando a coisa assim, cara, há quem gosta de fazer, beleza, você pode fazer de novo. Isso para mim é uma questão de mão aberta. O que que tá na mão fechada? na mão fechada, tá? Aqueles nosso DNA, naquele nos nossos princípios, valores, né, que que nos definem enquanto igreja de estarmos centrados no evangelho. Nós entre os nossos valores, a gente usa eh eh as nove marcas, né, do do >> pra gente poder treinar a nossa liderança, treinar o nosso presbitério, a membresia da nossa igreja, todos obrigatoriamente passam por uma classe eh com nove marcas. Então, a pregação expositiva, a a teologia bíblica, o correto entendimento da conversão, disciplina, >> Uhum. >> assuntos assim, não tem como negociar com isso. Não dá para simplesmente chegar alguém, né, no teu ambiente ali da tua comunidade de fé. Aí fala assim, tivesse talvez ali uma aquele gato pingado, será que todo mundo entende gato pingado, né? aqueles pouquinho de gente ali assim: "Não, vamos conversar, vamos começar porque onde tiverem dois ou três reunidos ali, o senhor está." Poxa, o texto não tá ensinando sobre isso, não é mão aberta. >> Sim, >> isso tá aqui na mão fechada. É innegociável um correto entendimento das escrituras, de você se aproximar dela com boa ferramenta para você ter uma boa interpretação, se dedicar à exposição do texto, isso não tá, isso não pode ser negociado. Então, esse é o nosso jeito de ser igreja. E é por isso, e aqui é desconfiança minha, né, que o o Kell junto com os outros, quem escreve o o programa deles do de treinamento de de plantação, né, de igreja, o Cirit Siri, do qual eu sou parte também. >> Eh, eles focam nessa centralidade mesmo do evangelho, só que obviamente fazendo uma leitura da tua cidade, você vai alcançar todo mundo da sua cidade. >> É, sem dúvidas que não, né? >> É, é uma pretensão assim, né? meio que fora da realidade, não vou alcançar toda a cidade, não. Então assim, onde você está? Então, qual que é a você faz a leitura do seu bairro? Opa, beleza. Quer dizer que você não, você vai pode te plantar uma igreja numa numa área socialmente alta e só que você não vai aceitar o pobre, não é isso? >> Aham. >> E o inverso também não, né? você tá ali numa área socialmente mais, inclusive tem até um programa, né, da da Atos 29, que é o Plantando Igrejas em lugares Difíceis, o Mes Mccon, né, que ele é o n que escreveu o livro. Eh, não, não vou aceitar rico aqui. Isso fere totalmente um princípio do evangelho. Nós não somos uma sociedade que ninguém pode entrar ou só entra um grupo de pessoas que não tem defeitos ou que só tem uma um prolabor e tal. Não, agora você tem que entender que você está comunicando. Se chegar lá alguém com um mestrado e um doutorado falando cheio do da, sei lá, vernáculo linguístico para alguém que tem ali um ensino fundamental, o que que você não vai fazer? você não vai estabelecer comunicação. Se você não comunicou aquela ideia, né, do receptor, interlocutor e mensagem, se você não conectou isso, se é não tem um ouvinte, não tem mensagem, não tem comunicação. E se não tem comunicação, também não tem fé. Uhum. >> Porque se você está pregando o evangelho, mas não tem quem está entendendo aquilo e a fé vem pelo ouvir, então não tem como agradar a Deus. É, >> você tá entendendo que não é uma não é uma coisa, lógico, só que isso falando aqui é tranquilo, né? Ensinando isso é que é um pouquinho mais. >> Mais >> não. E o o livro do Keller, o Igreja Centrada, ele faz muito bem no fato dele começar falando do evangelho, né? >> Uhum. >> E porque o que é que acontece, cara? Se se a pessoa tem uma igreja centrada no evangelho e o evangelho permeia as atividades da igreja, ela tem um fator que unifica, né, ricos e pobres. Então, >> na mesa do Senhor Jesus Cristo não existe branco, negro, homem, mulher. Nascer do Senhor, não importa a conta, a sua conta bancária, quanto dinheiro tem. A gente come do mesmo pão, toma do mesmo cálice, compartilha do mesmo espírito, do mesmo Deus, do mesmo Senhor Jesus, né? Só que aí o que que acontece, cara? Quando a as igrejas quando igrejas se tornam igrejas que são voltadas para a cidade, digamos assim, né? e elas esquecem o evangelho, geralmente elas acabam elas acabam é alcançando um determinado grupo específico. Por exemplo, o o a família jovem entre 25 e 45 anos de classe média, classe média alta, tá entendendo? Digamos assim. Então, acaba que que é muitas igrejas estão na ânsia de falar a linguagem das pessoas e elas acabam é falando a linguagem do mercado, né? >> Uhum. e oferecendo na igreja não o evangelho na linguagem do povo, mas alguma espécie de produto que atrai, né, >> Neto, eu o que eu vejo eh hoje de novo, isso é tão importante, isso tem tanta estima eh para nós, pro presbitério ali da Igreja Cristã Evangélica de Curitiba e para tantos outros, eh essa fato do centrado no evangelho, assim, essa de entender sua vida mesmo ali no evangelho. Porque Paulo quando escreve para Corinto, ele tá mostrando para aquela igreja nova, 3, 4 anos por aí, ele tá mostrando para ela que ela já deveria ter em alguma medida amadurecido e ela não amadureceu. Ou seja, não é só aquele ímpeto de você estar conectado com a cidade, mas é de você permanecer em Cristo e desenvolver a tua salvação, usando também o texto bíblico, desenvolver ela, a o teu processo de santificação, para que você seja levado à estatura, né, à varonilidade perfeita. >> Isso é maturidade cristã, isso é uma consciência cristã. E o que que uma maturidade cristã provoca >> naquele que é salvo em Cristo Jesus? Bom, eu vou sentar à mesa, mas eu não vou me deixar escarnecer. Aliás, a ideia da ceia e nós a o nosso a as exposições bíblicas da igreja, elas eh versículo por versículo, enfim, a gente tá finalizando Marcos. A gente tá um ano e dois meses expondo Marcos. A gente tá chegando no final e a gente e no último domingo foi o o capítulo, iniciamos o capítulo 14, que é extenso, mais de 70 versos e e ali no momento da ceia é interessante porque aparentemente tá tudo bem. Mesmo que Jesus saiba o que vai acontecer, os discípulos eles não estão perceberam o que que parece que não estão percebendo o que que vai acontecer. Até quando Jesus fala, até quando Jesus fala para eles que naquele momento, enquanto ele tá partindo o pão, que um deles haveria de trair. >> Sim. >> E gera aquele climão, sabe? Aquela festa de família, aquela, aquele climão que tá acontecendo. >> Quem é que tava lá presente? O que ia o trair. Jesus alcançou as pessoas. Ele fazia com que as pessoas estivessem junto dele. Agora, significa que ele era igual a todas as pessoas ou que ele se dobrou aos saduceus, aos escribas, aos elotes, aos fariseus, seja lá quem vou. Não, pelo contrário. Tudo bem, nós não somos Jesus, mas somos discípulos dele e nós precisamos desenvolver essa maturidade cristã para que nós não nos deixemos ser levado por essa coisa mercadológica, por essa coisa pragmática. Então, como é que eu respondo? a esse apelo de uma igreja crescente que talvez de fato eh se tornou aquela aquele modelo franqueável, né, de franquia de igreja. Como é que eu respondo isso? Como evangelho. >> Por quê? Porque se eu tenho ali um grupo de 10 presbíteros, pastores dentro de uma igreja e eu não os coloco de alguma maneira para servir, o que que eu tô gerando para mim? Possivelmente um problema. É verdade, >> porque o cristão que não serve dá trabalho. >> Uhum. >> Essa frase eu escutei lá na conferência 29. Crente que não tá servindo, ele tá dando trabalho. >> Eu gosto de dizer que crente que não serve não serve para ser crente. [risadas] >> Melhor ainda. Essa ficou mais ficou mais, sabe, ilustrativa para nós aqui. Por quê? E aí, ah, agora eu consigo então orientar, lembra da da da ideia de projeto, eu consigo orientar essa igreja para ser uma igreja que planta outras igrejas. >> Sim. Então, eu estou vendo de repente aquele grupo de pessoas, eu tenho dois filhos pequenos, um, um de 11, uma de seis. Naturalmente, quem a gente vai atrair? Porque os meus filhos t os amigos deles. Você vai no parque, vai brincar naturalmente. Isso é isso é natural. Você vai atrair aquele grupo de pessoas. Deus hoje nos deu a graça de ter várias faixas etárias, então assim, de bebês até mais velhos. Bênção. Isso é, né? Foi com uns anos que isso aconteceu, mas no começo era inevitável, pelo menos inevitável no ponto de vista humano. Agora, significa que eu vou ficar só com esse grupo de pessoas? Não, não pode ser. Eu preciso me preocupar com as outras pessoas. Porém, eu observei ou aqui é uma ilustração ou uma um exemplo, né? Exemplificando, eu observei que num determinado local, bairro da cidade, tem um grupo de pessoas que está se deslocando dali para poder por que não plantar uma igreja? Por que que todo mundo tem que se reunir aqui? >> Sim. >> Então essa essa ideia de E não é multite não também, viu? Não não não curto muito o conceito de de multisite, né? de multilugares ali, uma igreja, vários locais, não vai lá um plantador, talvez tirando o o teu melhor obreiro, teu melhor músico, talvez aquela pessoa mais generosa, talvez o mais hospitaleiro, os mais, sabe? E você pega eles e colocam eles ali para plantar uma nova igreja, claro, tudo conversado, organizado, uma nova igreja, uma nova comunidade de fé centrada em Jesus. >> Uhum. >> Né? O o Dver fala que a igreja não é um acessório e aquilo para mim é nossa, aquilo para mim é é incrível, né? Aquele emojizinho lá do a cabecinha lá, né? O o cérebro explodindo. F assim: "Quando eu li aquilo, falei assim: >> "Wow, né? Porque não é uma coisa que você pode ter ou não. Sim, é ali, é o povo de Deus reunido em nome de Jesus em um determinado local. Pode ser um prédio, mas pode ser não. Pode ser que não. Pode ser um, sei lá, um uma cabana, um uma oca, um sei lá, um sei lá o quê, aonde for, mas é o povo de Deus reunido. E isso não é uma uma coisa acessória. >> Sim, >> isso é isso é incrível. >> É sublime, né? >> É. >> E Felipe, é o seguinte, cara. Eh, tu tá na plantação ali já há 4 anos. >> Isso, >> né? Então, deixa eu eu deixa eu saber de ti o seguinte. Imagina pessoal que tá nos assistindo, imagina que tem alguém que que tá querendo ser um plantador, né? Ah, o que que você diria assim em termos quais são os Quais são assim as os highlights, as os as principais conselhos que você daria para >> para o cara que quer ser um plantador de igreja, né? Uhum. >> Eh, o qual o que é que ele pode esperar de jornada? >> Hum. Neto, obrigado pela pergunta. Excelente essa pergunta. É bem possível, Neto, que essa talvez seja a pergunta que eu mais tenho respondido no nos últimos eh 6 anos, né, desde 2018 para cá, quando eu começo a estudar sobre a plantação e plantações de igreja e revitalização. Primeiro, eu lembrei de um livro eh do Paul Trip chamado Vocação Perigosa. >> Sim, >> imagino que você conheça e talvez quem esteja aí no, né, nos assistindo conheça também. Se você não conhece, comece por isso, >> certo? >> Vocação perigosa. Por quê? Porque a vocação pelo ministério pastoral é uma coisa e eu não sei como é que foi a tua invocação ou a convicção do teu chamado. >> Uhum. >> A minha se deu de madrugada num outro país, lendo um livro que eu não vou falar aqui agora, né? um livro aleatório, teologicamente questionável, mas aquele momento para assim, o ministério é para mim, esse isso é para mim, isso é comigo, não tem como não ser. E aquele momento ou a partir daquele momento eu fui desenvolvendo essa que a gente chama de filosofia ministerial e e eu ouvi e li isso repetidas vezes de que se o ministério for uma coisa que você pode evitar, o ministério não é para você. Então essa convicção ela precisa estar muito muito vívida. Ela precisa estar assim enfervescente na sua mente, no seu coração. Essa é a primeira a convicção do ministério, do chamado ministerial. >> Uhum. >> É claro que antes disso tem a sua convicção de um salvo em Cristo Jesus, né? A ideia dizer assim: "Não, eu eu sou um cristão. Se eu for pastor ou se eu não for pastor, eu estarei comprometido com a igreja local. Estarei sendo eh fiel e constante com as minhas contribuições, a ideia da generosidade. Eu irei servir as pessoas que estão ao meu redor. Eu serei uma pessoa não benquista, não elogiável, não porque eu quero, não, mas porque o evangelho me leva a isso, a servir, né, a as pessoas que estão próximas a mim. Então isso tem que tá tá claro, mas de de assim de modo mais prático, né? A questão da da plantação de igreja. Ah, a mesma convicção que você precisa ter de salvação em Cristo Jesus, de vocação pelo ministério pastoral, é da plantação de igreja. Em que em que sentido? >> Se você não tá abrindo uma igreja, você tá fechando uma. >> Uhum. Eu ouço muito, muito seminaristas dizendo aí o pessoal, né, da escola aí, ó, char explosion aí, ó, veja só, eu muito fim, não, eu não, eu, eu não tenho perfil de plantador. Eu até entendo o que que essa pessoa tá querendo dizer, mas eu tenho quase convicção de que ela não, ela não entende o que que ela quer dizer. >> Uhum. >> Por quê? Porque se eu não estou plantando uma igreja, e aí é a frase não é minha, né, mas é uma é uma citação aqui de que a a plantar uma igreja é a melhor forma de você evangelizar alguém. Plante uma igreja. Quer evangelizar alguém, vai plantar uma igreja. Aliás, eu recomendo, viu? Esse aqui, ó, fica para você. Envolva-se, comprometa-se em algum momento da sua vida. Fala, sabe aquela oração mesmo assim? Fala, olha, eu quero participar da plantação de uma igreja durante lá x tempo aí. Então eu vou para lá porque assim, sabe aquelas murmuração, nossa, o pastor não não me cumprimentou não. Lá ele vai te cumprimentar, só vai ter você. >> Aham. você passa a olhar para o corpo de Cristo e você chegar num dia igual eu já cheguei de tá lá assim, eu, minha esposa, os filhos, mais três pessoas, duas pessoas ali e você ter preparado aquele sermão de horas de preparação durante a semana e você pregar com a mesma ênfase, a mesma ilustração, a mesma garra, a mesma vontade, como se você tivesse pregando para, sei lá, um sem número de pessoas. Uhum. Tá? Então isso é importante. Então se você não tá plantando uma igreja, e aqui obviamente eh entendam a a a fala, né, aqui um pouco figurada, você tá fechando uma. Se você não tá contribuindo paraa edificação do reino de Deus por meio da plantação de uma igreja, você tá você tá contribuindo pro contrário. Então o plantador de igreja, ele precisa sim ter essa convicção, tá? Mas de que maneira? Olha o meu caso, meu é o meu exemplo, tá? É, é, é a minha história. Isso não é doutrinário. >> Uhum. >> Eu sou de Brasília e venho para Curitiba para poder plantar uma igreja. Não conhecia ninguém. É o plantador Kamikazi. Recomendo para alguém? Não. Aliás, eu até brinco, né? Se algum seminarista chegar para mim e falar assim: "Pastor, Deus tá me chamando para poder ir para um lugar assim que eu não conheço ninguém. Acima de 150.000 habitantes já é o meu meu corte ali, meu irmão, foi Deus mesmo que falou contigo? Não foi anjo não, né? Não foi assim, não foi nenhum representante, não foi Deus mesmo. Aí tudo bem aí eu não vou questionar essa pessoa não. Agora, se fosse só um sonho, um dislumbre, uma assim uma ideia, eu eu não recomendo. >> Então quando tu chegou aqui, só tinha tu e tua família. Princialmente a gente conhecia algumas pessoas assim, sabia que as pessoas existiam, porque como nós somos uma denominação nacional, ah, o pastor Felipe tá indo, então fala com ele. Certo? [risadas] Quando nós fomos começar, né? Eh, engraçado, né? Sete pessoas orando na sala de uma casa. Aí chega mais duas, daqui a pouco a gente tem 13 pessoas, aí vem a pandemia. Aí nesse meio tempo a internet, né, ajudou bastante. Quantas vezes a gente chegou, né, pro para o culto público, como é que você chegou aqui? Não é porque eu vi na internet, tinha uma transmissão lá, tinha uma uma rede social ativa, alguma organização ali. Beleza? Então, as pessoas foram foram chegando muitas vezes desse jeito. Se a gente não entende nesses momentos de dificuldade e não volta lá naquele momento da tua convicção, você para. >> Uhum. >> Agora, tão importante quanto isso, né? Ent, eu diria que é você ter um bom projeto. Por quê? Porque tem vezes que você não vai saber o que você vai, você tem que fazer nesses momentos. você tem que voltar lá no teu projeto e você falar assim: "Por que que eu estou fazendo isso que eu disse que eu iria fazer?" Clareza de de entendimento. Então, junte com alguém. Acho que talvez seria um conselho, né? Se eu puder dar um eh esteja com alguém eh experimentado nisso, converse com essas pessoas, dedique-se com essas esteja com em conferências que tratam do assunto, porque isso vai eh criar em você eh esse vai criar para você essa esse teu embasamento, essa tua fundamentação, essa tua convicção. que talvez você possa chegar num lugar, numa conferência, na literatura com exemplos de pessoas próximos, né, que tem mentores, né, de novo, uma palavra que tá meio deturpada aí, mas é bom você ter pessoas para te mentorear, né? E é bom ter pessoas, é obrigatório ter pessoas para te pastorear, né? Não existe, né? Não existe essas, esses lobos solitários, né? Isso não, não combina com o evangelho. >> Uhum. Porque quando você está em contato com essas pessoas, você passa de fato a enxergar coisas que estão no teu ponto cego. Por exemplo, ouvir pessoas, não, eu sou vacacionado, quero ter um ministério pastoral e vou ser plantador de igreja. Quem tá te enviando? Não, eu eu vou por mim mesmo. Pronto, para mim já tá errado. Não existe autoenvio na Bíblia. Só o fato de ser autoenviado já é antibíblico. Então assim, para mim já não já tá fodado ao fracasso. E pode ser um fracasso de 20.000 pessoas, pode ser um fracasso de 50.000 pessoas, não importa de um ministério, sei lá, ministério, né? Não sei quantos anos, quantas igrejas plantadas, mas isso glorificou a Deus? Será que realmente Deus está sendo glorificado? era só uma alguém bem organizado, alguém que tinha ali uma, sei lá, recurso financeiro e conseguiu organizar. Fala bem, né? Porque a gente imagina você colocar alguém que bem disciplinado >> Uhum. >> que tem uma boa linguagem, um bom comunicador com um acesso, né, um financeiro que te proporcione um bom prédio com uma parede preta e um telão de LED com projeção mapeada. e uma boa música, né? E aí você cria todo aquele ambiente. Qual que é a probabilidade esse negócio dar certo? É, os olhos do mercado >> sucesso. Sucesso. Não tem como. Sucesso. Mas assim, diante de Deus. É, essa é essa para mim é a é a grande questão. Tem muito mais a ver com isso. Óbvio, se alguém não de novo, não está plantando, talvez essa pessoa esteja fechando. Então, por mais meio que que sei lá, frasezinha de efeito que isso possa aparecer, mas eu tentei aqui trazer um pouquinho dos desdobramentos do que que isso significa. >> É, cara, que o plantador carreira solo é um perigo, né? Geralmente o, >> sem dúvida >> é geralmente o plantador carreira solo, ele ele não tá plantando uma igreja, ele tá colocando, tá abrindo um negócio, alguma coisa do tipo, né? Porque a a Bíblia, cara, é muito clara sobre a importância de você não andar sozinho, né? No caso, Jesus não chamou um apóstolo, ele chamou 12 apóstolos. Eh, a Bíblia sempre se refere à liderança da igreja com presbíteros, né? Então, na tua igreja, na igreja que você tem implantado, eh, como é que é a parte da liderança hoje, cara? Vocês, tu tem uma equipe, ah, sei lá, de presbíteros, de talvez diáconos, eh, e o assim, o que é que você tem feito assim para para como foi como como na verdade assim, como que foi esse processo, né? Porque como você disse, você chegou aqui >> meio que não tinha muita gente, então naturalmente você levou um certo tempo para montar uma equipe. >> Uhum. >> E aí me fala como foi esse processo e como é que tá sendo hoje, né? O que é que vocês têm lá de liderança na igreja? >> Netto uma orientação que a gente tem como igreja, isso é uma filosofia de ministério que foi levada para essa igreja que tá sendo gestada aí ao longo desses 4 anos, né? E enfim, tá sendo plantada. é que nós queremos ser uma igreja que planta outras igrejas. E um dos grandes gargalos que a gente encontra aí nessas transições pastorais de igrejas plantadas para igrejas que chegam até um determinado momento, mas elas por algum motivo ou outro elas não eh não nascem, né, digamos assim, usando usando o termo nascimento para aquele momento de emancipação da igreja. >> Uhum. É porque falta exatamente essa coisa da da do treinamento e da capacitação do que nós Igreja Cristã Evangélica, chamamos de oficiais da igreja. >> Sim. >> Presbíteros e diáconos. >> Sim. Então nós entendemos, nós somos uma denominação eh com modo de governo democrático representativo, >> congregacional, >> basicamente. Aí inclusive, né, a igreja do Evangélico Congregacional junto com a Igreja Cristã Evangélica do Brasil era uma só até até o final até 1979, se eu não me engano, >> né? salvo engano aí, depois a gente coloca aí nos, enfim. E então existe um presbitério, tem um presbitério e ele toma algumas decisões e apresenta porque a assembleia da igreja ela vai tomar aquela decisão. Mas assim, não é não é tudo que é levado para pra assembleia, >> a não ser casos bem específicos, né? Aí a ser é levado para pr pra igreja, mas o presbitério é quem pastoreia, quem lidera essa igreja. Quando eu cheguei aqui, poucos meses antes, chegou também um amigo meu, um Leonardo, hoje é um amigo meu, né? É, mas na época era alguém que eu não conhecia, mas que falaram dele para mim e falaram de mim para ele por conta dessas conexões de uma conferência de plantação de igreja, >> certo? >> Veja aí de novo, né, a importância de você estar eh junto, né, com essas redes globais de de plantação de igreja. E aí o pastor, o J Balman, que hoje inclusive ele é o pastor do campus brasileiro da Primeira Batista de Orlando. >> Sim. >> Ele tava plantando uma igreja no Rio de Janeiro, a Redeemer, a a Redentor. Aliás, tem umas ondas, né, de de nome de igreja no no Brasil, né? Há um tempo atrás, toda igreja era igreja com propósito, agora toda igreja é do redentor, >> né? E aí ele tava plantando essa igreja e esse, né, esse meu amigo Leonardo presbítero que o o J, né, formou, ele mudou para Curitiba e a gente foi se encontrar um tempo depois aqui e começamos a conversar. Então assim, é alguém assim muito bem informado, assim, não só por a ser amigo hoje, mas alguém muito capaz, né? No então isso foi muito importante. Foi a primeira pessoa assim que e cara, Deus falou assim: "Não, deixa eu ter misericórdia daquele menino lá que ele tá meio sozinho, deixa eu, deixa eu mandar alguém para estar junto com ele." Então, quando você fala, Neto, que fundamental isso, viu? Eh, o evangelho não é singular. >> Uhum. >> O evangelho é plural. >> Sim. O evangelho é nós. O evangelho nunca pode ser eu. O evangelho é sempre corpo, é juntos, é unidade. Sim, tem tem rusgas, né? Tem questões ali, mas no poder do espírito, por meio do evangelho, nós vamos nos ajustando. E o Léo é isso, né? eh um grande amigo e nós já tivemos, obviamente, ao longo desses anos, eh, discordâncias e questões que a gente precisou ir acertando e isso é a beleza, né? Isso dá a beleza do evangelho. Eh, há dois anos também chegou o Paulo. O Paulo é um pastor formado no nosso seminário, o CTSB, eh, que fica em Anápolis. >> Uhum. ele é formado lá e ele tá, ele também queria estar num ambiente de plantação de igreja no modelo que nós estávamos fazendo em Curitiba. >> Sim. >> A ideia de ah uma igreja saudável é é outro slogan, né? Que hoje toda igreja é tem que ser saudável, porque se ela não colocar isso em algum lugar nem tá desconfia. >> Mas a ideia da igreja saudável um pouquinho lá, né, do Nove Marcas, do Mark dever, Jonathan Lima e companhia. e ele queria estar dentro de um ambiente como esse e ele veio para cá, né, eh, para poder participar dessa dessa construção. Então, há dois anos ele está aqui também. Além disso, temos um um outro presbítero, eh, que é o Ricardo. Só que o Ricardo, ele ele optou por estar como um conselheiro, >> sim, >> digamos assim, não alguém que está exercendo o presbiterato naquele momento, né? Ou seja, você é igual a ordenação, né? ordenado ao ministério. Vai com isso, meu irmão, até o dia do Senhor, né? >> Mas ele não tá ali na aquela ideia do do eleito, né? ele naquele nesse período de mandato, digamos assim, >> mas ele está sempre conosco também como, né, alguém mais experiente, mais velho mesmo e de de de trazer orientação e dá o equilíbrio, né, o peso também nessa nessa nessa questão de idade, né, de etária, que é tão tão importante também. Então é isso. Então vieram pessoas, né, bem formadas em alguns lugares. O que que a gente fez aí é o nosso processo ou que que a gente faz hoje, né? Primeiro respondi de onde eles vieram, né? Agora, que que a gente fez? a gente criou um modelo ali de reuniões mensais e de para gente poder discutir sobre alguma coisa, de compartilhar sobre algum livro, algum texto, mostrando o que que é importante a gente estar eh lendo, participando e como que a gente vai pastorear. E de novo vem aqueles, né, os nossos princípios, nosso nosso nossos valores em enquanto igreja. Então, eh, basicamente é isso. E agora a gente tá formando, né, mais dois possíveis oficiais da igreja, >> né? Então, esse essa reunião que são esses quatro, a gente agregou mais dois para que eles possam ir sendo treinados. >> Sim. >> Como é que a gente pastoreia a igreja? Eles vão ver isso. Como é que a gente discute sobre um assunto músicas do do louvor? Eles vão verificar como isso acontece. >> Sim, >> né? E é, e é uma igreja pequena, Neto. É uma igreja pequena, é uma igreja com pouco mais de 40 membros, né? A nossa classe de membresia agora tem nove pessoas. Então, assim, a gente tá a gente tá a gente é pequeno e assim e não vemos problema nisso. Uhum. >> Né? A gente veria problema se a gente não estivesse crescendo. >> Sim. >> E óbvio, nem sempre você vai crescer. Tem momentos que vai ser ali de uma certa estagnação. E é preciso saber ter essa leitura, né? Por que isso? E aí, qual que é a resposta? E por que que eu citei isso? Porque não poucas vezes isso tem a ver com a tua capacidade de liderar as pessoas que estão chegando. >> Sim. Por que que Deus enviaria pessoas para um local onde elas não seriam pastoreadas? Então, se os presbíteros são os pastores da igreja, nós precisamos minimamente estar formando e amadurecendo esses homens para que eles possam pastorear essas ovelhas que são do Senhor. >> Certo? Então, no caso aí vocês são uma equipe de quatro. >> Isso. >> E e aí você é o responsável, o o principal, digamos assim, titular. >> Titular. >> Aí você prega sempre. >> Ah, tem uma tem uma escala, né? Por exemplo, a gente sempre tenta colocar ali o semestre. Então, por exemplo, o semestre de 2025 já está pronto, inclusive com as séries, com os textos, com as escalas que vão ser pregadas. Normalmente eu fico responsável ali entre, se tem quatro domingos, eu prego em dois, eventualmente três. >> E sempre o os demais pregam também, >> certo? E e é uma bção, né, cara? É muito melhor quando você tem uma, >> sem dúvida, >> uma equipe e de pessoas também, de certa forma já experimentadas. Porque aí você vai preparando outros, né? >> Você não sabe tudo, né, Neto, para começar, tipo, você não você tem um jeito de pregar que o outro tem um outro jeito. Embora obviamente eu não vou me aventurar aqui, né, em falar em sobre pregação expositiva agora, né, não tem como, né? Mas assim, até dentro da pregação expositiva, nós temos um jeito de um de um de um orador comunicar e o outro de uma outra forma, embora você mantenha ali a sua o seu esqueleto, a sua base, mas ah um jeito, uma forma, até a voz, tom, tonalidade, enfim, isso é uma coisa. Ah, o jeito como pastorear, um talvez seja mais próximo, outro menos. Um gosta de mais livros, outro, enfim. E essa diversidade, né, essa diversidade desses presbíteros da igreja é fundamental. É fundamental porque aí você cada quem tá chegando, quem tá se aproximando, aquele que tá almejando talvez, né, ali um um a ser um ou epíscopos, ele deve opa, não, eu achei isso interessante. Talvez ele pegue algo bom, que seja algo bom do Neto com algo bom do Felipe, faça ali um, né, um assim, poxa, olha só, e vem ali um obreiro aprovado, alguém que maneja bem a palavra, dado obviamente a oração. >> E isso é a beleza do do evangelho. >> Legal, cara. E na no caso os quatro presbíteros são sustentados pela igreja ou não? Não, não. Aliás, esse talvez, né, a gente pudesse aí dar um voltar aí um pouquinho lá na questão da do projeto e da da figura do plantador e da plantação de igreja, a parte orçamentária talvez seja uma das mais desafiadoras. >> Sim, >> sem dúvida. Uma das mais desafiadoras. Por quê? Porque a gente não escolhe ir para um hotel, para uma escola, porque assim, nossa, que legal, não é? E a gente também não escolhe assim, nossa, eu vou passar alguma privação aqui. Eu tô falando, não falando de passar fome, né? Tô falando assim: "Ah, não consigo fazer tirar férias, né? eh por por opção, é por uma questão de de orçamento. Então, hoje, por sermos partes da Igreja Cristã Evangélica do Brasil, desculpa, então hoje, por sermos parte da Igreja Cristã Evangélica do Brasil, a gente tem um um mais uma vez, né, um outro tripé aí que é a nossa igreja mãe, embora seja um termo que a gente não vê na Bíblia, mas assim, aquela igreja enviadora que dá suporte espiritual também financeiro. >> Sim. a região que nós somos parte e é a nacional. Então a gente vem aí um um o sustento vem de de todos esses esses lados e compõe ali, né, um né, como se fosse, né, uma >> um consórcio para que isso possa ser eh para que essa plantação possa ser viável também do ponto de vista financeiro. É claro que hoje a igreja local também já participa com com o sustento, né? é uma ajuda de custo ainda, não é uma uma prebenda, uma cóndrua, né? Não sei como é que é o termo aí que você talvez possa entender, o salário ali, o sustento pastoral. >> Sim. >> Então isso vem de de vários lugares. E a ideia que que a gente tem quanto não só denominação, mas também isso faz parte da nosso entendimento de igreja, é que a emancipação da igreja ou essa maturidade da igreja de fato se dará também com essa independência financeira. >> Sim. e eh a plantação de uma nova igreja, que inclui, obviamente, o sustento, pelo menos parcial, do do seu pastor. >> Sim. >> Nisso tudo, Neto, acho que eu queria deixar mais, acho que eu já dei um conselho, acho que eu vou dar o segundo. Eh, sejam organizados, sejam organizados, sabe? Quem tá plantando uma igreja, quem tá ali numa revitalização de igreja, talvez você acho que isso seja legal até para dar uma revitalização. Poxa, quanto quanto de dinheiro precisa? Não, não é pecado falar sobre dinheiro. >> Uhum. Não é errado falar sobre dinheiro. Aliás, nós pecamos por omissão, por não ensinar o povo que é de Deus, o povo de Deus, a entender a bênção que é participar generosamente, financeiramente com a plantação de igreja, seja no sustento pastoral, seja na locação, na compra, em alguma coisa. E a gente por medo de a gente que eu falo eh aqueles de teologia reformada, né? Sei que é aqui é multidenominacional. Então, muitas vezes a por medo, né? Aqueles que da fé reformada, da teologia reformada, por medo de falar de dinheiro, peca pela omissão. >> Uhum. >> E aí nós não redimos um aspecto tão importante da igreja que é que são as finanças. Então, hoje no nosso caso, nós temos os presbíteros, eles são eh são funcionários, inclusive são funcionários públicos, um aposentado já tem o seu trabalho, ou seja, é um tempo parcial de dedicação. Eu tenho a, né, a a questão do digital, empreendo no digital, né, o pastor Paulo também a mesma coisa. Eventualmente vai, sabe, faz o faz os corre, né, né? Vai ali buscando ali alternativas e tal. Eu não sei se a gente tem tempo para isso hoje, nem sabe um dia aí, mas assim, essa é uma tendência hoje. é o ideal, é o é o bom, é o real, como, né, o sustento pastoral de uma igreja hoje, né? Só deixa, desculpa te interromper e já interrompendo aqui, >> ah, inclusive esse vai ser o assunto do nosso podcast que a gente vai gravar, que o, ah, com o o pastor Ari, que é pastor da Igreja Batista Calvário, e ele ah já é pastor há muitos anos e também é diretor de escola, né? Certo? >> Então, ah, uma coisa que a gente tem percebido são as grandes vantagens que existem no pastor, que tem uma renda extra, uma renda além da igreja, >> eh, e o quanto isso é útil paraa plantação de igreja, porque, como você disse, o grande desafio de uma plantação de igreja, um dos grandes desafios é a questão orçamentária, a questão financeira, né? >> Sem dúvida. E a não ser que você tenha uma grande instituição por trás financiando, que você seja um missionário, digamos assim, sustentado por uma missão, por uma agência, por um ou uma igreja já bem-sucedida, estabelecida, eh como é que o plantador vai ter o seu sustento, entende? E tem mais, a gente conversou aqui que não era, não é o quadro ideal que haja só um plantador, que ele faça parte de uma equipe. >> É, >> então se sustentar um já é difícil, >> avalie dois ou três, OK? >> Do ponto de vista é eh apenas numérico é impossível. >> Impossível, né? >> É impossível. Assim, pensando em igreja local é impossível, ainda mais dentro de um grande centro. A conta não, a conta não vai fechar. Você locar um prédio, nós estamos de mudança, né? Não sei quando é que você tá assistindo isso, mas a gente tá aqui no meados de fevereiro de 2025 e nós estamos de mudança. Vou deixar até o registro aí, né, para o o Felipe do Futuro, né, ouvir isso aqui e saber como lembrar de como é que estava. Tem até tem até o meme do momento, né, Neto? Eu, como é que é? Primeiro você começa, depois você melhora. Então, eu hoje já visitei um prédio e assim, o valor de locação tá muito além daquilo que nós podemos podemos arcar, mas não dá para ser menos do que aquilo. >> Uhum. >> Aí o que que você faz? >> Duas opções. >> Você senta e chora ou você ajoelha e ora. >> Uhum. Porque você tem que colocar na na conta do milagre para daqui uns uns anos na hora de lembra do livro da gente escrever o livro assim, olha, quando a gente foi ter a nossa primeira sede, foi assim, tal e Deus milagrosamente abençoou, porque é assim que acontece. >> Uhum. E a e muitas vezes de novo, nós, né, de de confissão reformada, eh, a gente tenta, a gente meio que tende a limitar a ação do espírito, né, de, sei lá, de alguma maneira ter um medo de falar assim: "Meus irmãos, se não for no poder do espírito, nós não vamos fazer nada. Não tem como. Você pode ser o melhor expositor, você pode ter a melhor compreensão eclesiológica, você pode ter os melhores exemplos e mentores de plantação e revitalização de igreja. Se não for no poder do espírito, não podemos fazer nada. >> Uhum. >> E isso precisa ficar também muito claro no aspecto financeiro. Então, hoje é um desafio nosso, é um desafio. Precisamos de um novo prédio. Os pastores precisam e eh condições, né? Você você falou aí, né? Táí bem interessante assim, férias. Sim, 13º, um FGTM, né, que seria o equivalente do FGTS aí pro tempo de serviço, é o tempo de ministério. Coisas que são normais dentro da dentro da da minha denominação. O que que é isso, né? Imagina um um alguém, um funcionário de uma empresa fala: "Não, a gente não vai te não vai te pagar férias". >> Uhum. >> Não vai te dar 10 com tercero? Talvez aí os empresários entendam o que que signifique, né? Porque empresário não tem férias. sem remuneradas, não, ele vai ter férias. Se ele fez um bom planejamento orçamentário, aí sim ele vai conseguir gozar das suas férias, mas de resto não. Bom, é isso, é desafiador. É sempre um grande desafio. >> Uhum. É, cara. Então, ah, então assim, já pensando em todos esses desafios, vamos, deixa eu te fazer uma última pergunta pra gente encerrar aqui nossa conversa. Claro. >> Eh, o que é que você deixaria de recomendação no sentido de quais são as suas influências? >> Uhum. >> Ou se você quiser falar de autores ou se você preferir falar de de obras >> Uhum. ou recomendar instituições, algum um seminário, alguma coisa que você eh entenda que é focado na questão do plantador de igreja, para que pessoal que tá nos assistindo e que deseja servir a Deus no ministério de plantação de igreja possa terminar aqui e ter um um norte onde ele pode crescer mais, aprender mais, estudar mais e quem sabe até eh uma preparação teológica mais eh extensa, né? Uhum. Não, então vou começar. Obrigado pela por esse privilégio, né, de de compartilhar sobre isso. Eu vou começar por Pedro e Paulo, os da Bíblia. Sim. Pedro era um pescador, alguém ali de pouco estudo. Paulo era tido como alguém que poderia ser o chefe do judaísmo. >> Sim. Muito estudo. Qual que foi a importância dos dois? Eu não sei dizer. A gente pode elencar alguns algumas coisas boas que cada um fez, mas dizer exatamente qual foi a importância de cada um é difícil. Mas uma coisa movia os dois, óbvio, depois de convertidos, né? O próprio espírito de Deus era um corajoso. Mas onde Pedro prega? Onde Pedro desenvolve o ministério dele? Numa cidade específico, num local. Sim, limitado. E Paulo, Paulo é bem mais abrangente. Talvez a terra conhecida daquele momento é onde Paulo pode ir, pode pregar. O que que isso me ensina sobre essa capacitação? Então, primeiro, capacite-se. >> Uhum. >> Poxa, a gente tá aqui, né, no no podcast da da escola Charles Espon. Poxa, tá aqui. É uma opção. Capacite-se. Talvez. Ah, algum por algum motivo, poxa, ah, eu quero, eu não consigo o online, vai pro presencial. >> Sim. >> As pessoas não mudam de cidade por conta de emprego. >> Uhum. >> As pessoas não mudam de cidade por conta de faculdade. Se, né, jovens mudam de cidade, o pai paga, paga pensionato, paga eh que mais? alimentação, a para pro filho poder estudar. Poxa, coloque isso como prioridade. Tenha isso como prioridade. Talvez pai, mãe, né, para o seu filho. Se ele realmente deseja isso, vá lá. É claro, tô colocando aqui de uma maneira, eu sei que tem os outros aspectos, tem os aspectos financeiros, tem os tem, eu sei que tem isso, mas dedique-se para isso, para estudar. Então, eu gostaria de começar com com esses dois exemplos, né, da Bíblia, né, de Pedro. de Paulo e da abrangência ministerial deles. Não estão nem falando de de importância, é de abrangência. O que que eles onde o ministério que Deus deu para ele chegou? Isso é muito importante. >> Uhum. >> Ah, eu tenho pessoas que me influenciaram bastante. Ah, sem dúvida, meu pai, o cara que me ensinou a ler a Bíblia. >> Uhum. >> Ler a Bíblia, me ensinou a ler na Bíblia. E isso foi bem bem legal, muito importante. E obviamente minha mãe que me ensinou a orar. >> Uhum. E sem oração e leitura da palavra não não tem como. Então eu sou muito grato a Deus pela vida deles. Agora, dessas referências um pouquinho mais distantes, né, essas longas, tem um que marcou muito o ministério. Em 2013, eu tava meio perdido, casado há pouco tempo, um filho pequeno. E o Michel Augusto foi um cara que me abraçou, me levou para perto dele, >> me deu porrada. Não literal, tá? Mas assim, até porque se ele me desse para pôr o tamanho que ele tem, o meu tamanho, eu tava não tava aqui para para contar história. Mas ele foi uma bção na minha vida, alguém que me eh pastoreou, que cuidou de mim, que soube eh entender o momento ministerial que eu vivia e que me apontou para uma para uma direção. E do ponto de vista da plantação de igreja, aquilo foi muito importante para mim. Uhum. Claro, ainda muito embrionário naquele momento. Aquilo era 2013, só em 2018 que de fato aquilo, né, tornou assim vivo, né, assim, não é isso mesmo que eu que eu quero, meu o ministério que Deus tem me confiado vai se desenvolver através disso. São pessoas mais pessoas mais ainda perto, mas hoje tá tá tá distante. E tem autores, né, eu já citei alguns aqui, obviamente o Keller é leitura obrigatória, né? Eh, realmente a gente precisa ler não só igreja centrada, né? Tem tem vários outros aí que que são importantíssimos, né? Eu recomendo oração. Oração do Keller é um livro assim impressionante, né? Junto com Baldes, que Baldskreveu bastante sobre oração, mas 90, 2000, era muito famoso, mas agora o Keller vem e traz isso também. Tem o Jonathan Limman também, muito importante para quem gosta, né, de números aí, para quem gosta aí da da matemática, da coisa. Tem o Ed Steter, que também eh escreve sobre o assunto. >> Ah, isso vale a pena também. Por quê? Porque você vai formando realmente um um compêndio mesmo de matérias teológicas, bíblicas que você precisa para você poder estar ali, né? Li bastante também isso. Já nem li literatura eh necessariamente é cristã, né? Evangélica, é cristã católica. Li bastante sobre comunicação social, né? de alguns padres aí que se quer Paulinas tenha muita publicação sobre sobre essa questão da comunicação social, das redes sociais. Isso é muito importante também. Por quê? Porque você, eu, todos nós estamos comunicando para um público que está onde? >> Conectado, tá aqui, o público tá aqui. Então, a gente precisa saber como comunicar com esse público e, claro, fazer com que eles estejam presencialmente, né? fazer essa transição. Agora, se eu não entendo como eles estão lá e por que eles estão lá e como eles estão lá, como é que eu vou fazer com que eles estejam presentes? >> Isso vale vale a pena essas leituras. Mark dever eu acho que é é interessante. Eu gosto da filosofia de ministério dele, a forma como eles plantam igreja, lógico, tem que guardar as devidas proporções, né? Se você quiser fazer o que o Keller e o Dev fizeram nos Estados Unidos, aqui no Brasil, você não vira a esquina e você já tá tá frustrado, né? Ah, tem mais, tem, tem, tem outros, acho que Mas eu a Polrip, né? >> Prip é é uma bção paraa minha vida, né? Aquele irmão é uma bção. Aliás, foi uma conferência que ele esteve no Brasil em 2000 e quando ele e o Keller estiveram aqui, não sei se você lembra disso, estiveram em São Paulo e estiveram no Rio de Janeiro. Foi 2000 19. 2019 lá. Foi impressionante como como eu pude ter, né, a clareza do que eu estava fazendo, ouvindo aqueles dois irmãos expondo o evangelho e com uma um amor, paixão e já assim experientes, né, experimentados e ainda com aquela aquela vontade. Então foi foi são homens importantes aí. >> Que beleza. Que beleza. Legal. Ah, Felipe, muito obrigado, cara. Muito obrigado por esse esse papo. Agradeço mais uma vez você ter aceitado o convite, né? Tirado um tempinho para estar aqui com comigo nessa conversa. >> Obrigado, Net. >> Eh, eu rogo a Deus que que te fortaleça, que te abençoe no teu ministério, ah, na Igreja Cristã Evangélica de Curitiba, não é isso? Vocês se reúnem em que bairro? Qual o endereço lá? >> Nós estamos em Curitiba, o bairro é o Batel. Nós nos reunimos no Hotel Mercury, na Avenida 7 de Setembro 5368. Todos os domingos, a partir das 9 horas, a gente toma um café junto. Todo domingo, todo domingo a gente toma um café junto e o culto público inicia às 10, >> certo? >> Então se você quem puder tá convid, tá feito o convite, né, para para estar com a gente, eh, serão serão muito bem-vindos. >> Beleza. Será que é o hotel que o Corinthians fica hospedar quando >> é? Não, não é não. Graças a Deus não é. Eu sei que você é corintiano, gente. Aqui um corintiano e um palmeirense. Viu só o que que o evangelho faz? O evangelho é uma bção. Tu é tu é palmeirense, >> graças a Deus. Frequentador do Alians Park. Graças a Deus. Ia dizer que [risadas] quando o Corinthians vi jogar aqui, eu vou visitar tua igreja. >> Sabe onde é que ele sabe? Sabe onde é que ele sabe onde? Eu acho que eles ficam no ou é no Borbom ou é no Radson. >> É no Borbom. >> É no Borbom. É, normalmente as delegações ficam lá no Borbom para zoar contigo. [risadas] No Borbom. >> Isso aí. Beleza, Felipe, cara. Deus te abençoe. Certo? Eu espero >> ter uma oportunidade de conhecer lá a tua igreja há algum tempo >> e e ter você aqui outras vezes aqui no nosso podcast, conversando e trocando experiências. Beleza? >> Deus te abençoe, cara. E para vocês aí que nos assistem, >> fiquem ligados, né? Nós estamos apenas começando os nossos trabalhos aqui no podcast da escola Charles Espjon. Compartilha com alguém. Compartilha aí com seus amigos. Eh, também você pode ouvir esse conteúdo pelo Spotify, pelas outras mídias de áudio, né? Pelas outras, como é que a gente chama isso, pastor? Spotify, dieser, a gente chama de quê? >> Eu não sei não. >> De aplicativo de áudio. >> É isso aí. >> Pronto. >> Então você vai poder escutar por lá também. Ah, então nos ajude aí a divulgar o nosso trabalho e caso você deseja estudar conosco aqui na Escola Charles Expujon, aqui tá o site escolachales.com.br. Lá você conhece os nossos cursos, conhece as nossas opções e considere diante de Deus e diante da sua igreja a possibilidade de vir desenvolver as suas habilidades ministeriais conosco, tá bom? Deus abençoe. Valeu, Felipe. >> Prazer, Neto. Obrigado. >> Que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja contigo, meu irmão. >> Amém.