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A fé vem pelo ouvir

Davar Live -17/10

Davar Live  -17/10

Davar Live -17/10

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, boa noite.
Bem-vindos aí a mais uma live.
Como que vocês estão?
Já começo aí perguntando o de sempre,
né? Como que tá o som, como que tá a
imagem? Tá tudo certo aí para vocês?
Vocês conseguem ver bem?
Eu vou
eu vou só entrar aqui para eu conseguir
ver os
comentários. Pronto. É isso, gente. Boa
noite para vocês. Boa noite aí pro
Henrique, pro Oziel. O Zziel já deu o OK
aqui pro som, pra imagem, né? Eh,
bem-vindos a mais uma live aí. A gente
não teve semana passada, eh, eu não
consegui
entrar na semana passada, aí eu deixei,
eu não sei se vocês chegam a ver, eu
coloquei lá um anúncio na no meu canal
de que não ia ter, né? É. É,
essa nossa live aqui eu coloquei, já
programei desde ontem, né? Mas é isso,
gente. Eh,
boa noite para vocês.
E, eh,
nessa live eu cheguei a pensar algumas
coisas pra gente comentar e aí vamos
ver, vamos ver como que vai ser e
dependendo da atuada, eu vejo que eu
falo aqui para vocês.
Eh,
pronto, acho que assim fica melhor, né?
Então é isso, boa noite para vocês.
Eh, e começando aí mais uma live. Vamos
lá pros comentários aqui. Eu já vi que o
pessoal já começou a colocar aqui
algumas coisas, né? O Henrique Menezes
até comenta aqui: "Alguma ideia de como
animar esse pessoal? Mesmo a igreja
organizando programações diferentes,
vejo uma baixa participação por parte
deles. Diz aqui o Henrique. Olha,
Henrique, eu acho que a gente tá vivendo
num período complicado
em relação à igreja, um período difícil.
Eu não sei exatamente o que se pode
fazer. A gente vive um período que não é
um período que começou ontem, assim, né?
a gente tá vindo de uma
de um período mais longo, é porque agora
a gente tá vendo os efeitos acontecerem
mais aqui. Então, o que que eu percebo,
né, vocês já devem ter ouvido falar aí
de como o cristianismo tá na Europa, né?
Eh, existem igrejas que estão sendo
dessacralizadas,
se transformando em prédios comuns e
estão sendo
vendidas para se tornarem salões de
cabeleireiro, pista de skate, balada,
estúdio de tatuação, de de tatuagem. Eh,
então assim, você às vezes você chega em
algum lugar na Europa, tem lá uma igreja
super bonita, super tradicional, é
quando você entra não é mais uma igreja,
é uma loja de alguma coisa, porque a
população na Europa foi eh foi se
tornando cada vez mais secularizado. E
por secularizado eu digo gente que não
tem religião.
Não ter religião não é nem
necessariamente ser ateu nesse caso
específico, mas é gente que simplesmente
nem parou para pensar sobre o assunto,
sabe? Eh, eu moro em São Paulo
e a gente vê esses
esse fenômeno acontecendo nas grandes
cidades também aqui no Brasil. Então, é
um fenômeno que normalmente acontece em
grandes centros urbanos em primeiro
lugar e depois ele vai se espalhando pro
interior, né? Então isso acontece também
do ponto de vista de países, né? começa
nos países mais ricos e tal,
eh, os países mais badalados e vai se
espalhando.
Eh, eu sei que tem um vídeo que eu falo
de algumas pesquisas em relação a isso.
Eu não sei se eu conseguir achar, me
lembrar quando eu for editar isso daqui,
eu coloco em algum lugar, coloco ou num
card, eu coloco na descrição do vídeo.
Eh, mas eu sei que existe um movimento
que as pessoas pensavam: "Ah, a religião
vai deixar de existir". Porque a gente
percebe que conforme o tempo vai
passando, os países se tornam mais
secularizados,
eh, principalmente os países mais ricos,
né? E normalmente os países mais ricos
eles lançam as modas que vão pros países
mais pobres depois, né?
Então assim, de forma geral assim, eh,
esse movimento acontece
e as pessoas estavam vendo isso. É,
gente, isso daí é final do século XIX,
começo do X, já se começa a perceber
esse movimento. Eh, a frase de Niet
famosa, né, Deus está morto, é de certa
forma um
uma percepção desse movimento, né? A
gente n, por exemplo, vivia num contexto
que olhava para as pessoas mais
intelectualizadas, todas elas já não
eram mais religiosas e tal. Então você
tem esse movimento das pessoas se
tornando mais secularizadas.
E isso não acontece de uma hora para
outra também. Acontece mais ou menos,
Henrique, como você tá vendo, as igrejas
começam a ficar mais frias, as pessoas
começam a ir menos na igreja, aí os
filhos dessas pessoas já não vão mais na
igreja. Aí os filhos, dos filhos dessas
pessoas já nem param para pensar sobre
religiosidade,
né? E às vezes nem é uma questão, como
eu falei, de se definir como ateu. É
simplesmente você não pensar, religião é
um assunto que não faz parte da sua
vida, sabe?
E o que que acontecia?
Eh, os países mais ricos tendem a ser
mais secularizados.
Eh, algumas
distorções acontecem, por exemplo, nos
países soviéticos. Eu sei que teve-se
uma uma tentativa de se secularizar a
sociedade intencionalmente. Então,
países que eram socialistas, mesmo mais
pobres, eles tendiam a ser mais eh,
alguns deles, né, tendiam a ser mais
secularizados.
eh os que não tiveram um certo efeito
rebote também, né? Porque depois que a
União Soviética caiu, você teve assim
muita gente que vivia num contexto muito
secular, que existiam políticas
públicas, por exemplo, se ensinava na
escola eh a religião como um fenômeno
social só e tal, foi inventada e tal.
Então, quando esse regime cai, muita
gente eh por uma questão de daquele
movimento pendular, né? A sociedade,
olha, a gente saiu dessa fase, a gente
não gosta disso, vamos inovar. E a
inovação, no caso de alguns, foi
retornar à religião, né? Isso aconteceu
em alguns casos, em alguns países que
eram socialistas, né? Mas de forma
geral, os países mais ricos tendem a ser
mais secularizados e os mais pobres a
serem mais religiosos. E se tinha uma
uma grande exceção que era os Estados
Unidos. Então você tinha os Estados
Unidos como ponto fora da curva. Ele era
um país muito rico e um país muito
religioso.
Eh, o que começou a acontecer nos
Estados Unidos é que eh o número de não
religiosos começou a aumentar muito, ou
seja, os Estados Unidos começou a ser
empurrado pra tendência dos países mais
secos, eh, de ser mais secular.
Só que agora
tá tendo um movimento que tá bagunçando
um pouco as coisas, porque você tem um
movimento político que tem um caráter
religioso nos Estados Unidos e
contaminando alguns outros países
também, né? É o que o pessoal tá falando
dessa outright, essa nova direita, essa
extrema direita que tá surgindo, que é
mais religiosa, eh, né, o pessoal chama
de vários nomes, né? Eu eu acho que a
gente só vai entender melhor esse
movimento depois que o tempo passar, né?
Como sempre, a gente não faz história
enquanto a gente tá vivendo ela, né? A
história é escrita depois.
E eu não sei exatamente agora como que
tá essa tendência, mas os Estados Unidos
estava com uma tendência de se
secularizar cada vez mais, né?
Esse esse governo agora dos Estados
Unidos está dando uma bagunçada nesse
cenário, nessa tendência. Eh, eu sei que
novas eh você tem as novas gerações
tendendo a quebrar essa aceleração da
secularização. Eles estão indo um pouco
mais pra religião,
se tornando um pouco mais tradicionais
em algumas coisas. Só que eu não sei até
quando esse movimento vai. E inclusive
quando você mistura a política no meio,
quem não faz parte desse movimento
político por oposição tende a negar
todas as características dele. Então,
quem não é eh republicano nos Estados
Unidos tende a ver com maus olhos todas
as características dos republicanos,
inclusive a característica agora de
religiosidade, né? Eh, isso aconteceu um
pouco, eu vi isso aconteceu um pouco
aqui no Brasil também com a mistura que
se fez entre religião e política. Muita
gente que tendia a gostar da religião
passou a não gostar mais por causa desse
movimento evangélico, bolsonarista, etc.
e tal. Então, teve essa esse
distanciamento e tal por algumas
pessoas. Então, assim, Henrique, para de
forma geral, o que que eu penso sobre o
assunto, né? Eu acho que a gente tem uma
tendência de secularização. Sim.
A morte da religião já foi decretada
muitas vezes e não aconteceu. Então eu
não acho que vai ser uma tendência assim
que a curva vai chegar e vai se acentuar
e vai pro zero. Não. Eu acho que a curva
tende a dar uma amenizada no final,
sabe? Aquelas aquela curva de parábola.
Então eu acho que a sociedade tende a se
secularizar mais, mas ainda sempre vai
ter um grupo religioso ali, sabe?
persistente e a gente não sabe os
movimentos que vão acontecer depois, né?
Então, por exemplo, o pessoal na Europa
eh já tá se tornando muito resistente a
a à migração islâmica de lá.
A religião cristã vai se tornar uma
forma até de protesto de se opor a essa
tendência? Não sei, talvez pode ser que
aconteça. Então, nesse caso, aconteceria
um
um retorno à religião, uma um retorno da
religiosidade, né? Eh, então acontece,
esses movimentos acontecem e eu acho que
agora a gente tá nessa tendência no
Brasil. Aliás, é uma tendência
registrada.
Eh, isso já no no último no último eh no
último senso que você fez de 2022. Os
dados estão saindo agora mais sobre a
religião e a gente tem um aumento do do
muito muito maior dessa população não
religiosa. Você tem uma desaceleração do
crescimento dos dos evangélicos.
Eh, no Brasil tá acontecendo um outro
movimento interessante também, que é
muita gente retornando ao ao catolicismo
em oposição, é esse evangelicalismo,
eh, esse evangelicalismo mais eh mais
politizado, vamos chamar assim. Então,
tem todo, você vê que é toda uma
bagunça, Henrique, que acontece. São
vários movimentos acontecendo ao mesmo
tempo na sociedade. Então, a gente
percebe que
na igreja isso acontece e isso acontece
principalmente entre as gerações mais
novas, né? Um uma coisa que eu percebia
muito na minha igreja, eu sempre
comentei com as pessoas e sempre me
preocupava, é os adolescentes eles vão
pra igreja até eles terem a idade de
irem pra igreja sozinho e aí eles não
vão mais. Então, enquanto eles ainda
estão numa idade ali que eles têm que ir
com os pais, eles vão na igreja e tal,
beleza, eles estão indo. Quando chega a
idade de, olha, você já é grande, você
vai se você quiser e tal, eles já não
vão mais. E é interessante que não são
eh jovens adolescentes que deixam deixam
de se tornar religiosos. Eles ainda se
identificam como religiosos, mas eles
perdem a prática de ir pra igreja.
Então, de forma geral, eu acho que além
desse movimento das crenças das pessoas,
as pessoas estão se tornando menos
religiosas,
eu acho que existe também um movimento
de as pessoas religiosas estão se
identificando menos com a igreja,
entende? Então, a igreja
tá tá se tornando, não tá conseguindo
fazer muito sentido para as pessoas mais
novas.
Então, complicado isso, né? O pessoal tá
perguntando aí sobre qual é o tema, né?
O Henrique tá comentando aqui desse
grande número de adolescentes, um
desânimo que tem um desânimo com a
igreja, né, e tal. Eh, falta de
conhecimento, né, eh, até de conceitos
do cristianismo e tal. Então, eh,
eu tava aqui fazendo toda uma digressão
sobre o que eu que eu sei, né, sobre
pesquisa, sobre os movimentos que
acontecem. E uma coisa que acontece, que
é meio chato, mas é fato, o Brasil ele
segue muito uma tendência americana.
Então assim, se a gente teve nos Estados
Unidos uma queda muito grande e abrupta
nos últimos anos na religiosidade,
eu apostaria que isso também vai
acontecer no Brasil. Sempre tende a
acontecer no Brasil esses movimentos que
acontecem nos Estados Unidos,
normalmente com uns anos de atraso.
Então, como eu tava comentando, acho que
nesse último senso já começou a se
captar isso.
Como a gente lida com isso?
Essa é a parte mais difícil. Eu acho que
uma das formas de lidar com isso é
tentar fazer
pensar igreja de maneiras diferentes,
entendeu?
Eh, pensar que a gente não precisa fazer
o culto do jeito que sempre foi e
principalmente pensar no culto com essa
preocupação, eh, com a preocupação de
como que eu faço um culto que faz
sentido para as pessoas gerações mais
novas. E normalmente o pessoal
aborda isso de um jeito muito
superficial, no sentido de, ah, a gente
vai colocar música mais agitada, a gente
vai falar sobre temas polêmicos e tal,
não é isso. Se o culto, se o jeito da
igreja se se organizar, se a hierarquia
dentro da igreja não tiver uma mudança,
isso não vai acontecer. Não adianta
mudar a perfumaria ali, que e eu acho
que é uma tendência que vai ser muito
difícil. A gente vai ver muitos jovens
saindo da igreja nos próximos tempos.
Isso vai se acentuar. Eu eu acho que vai
se acentuar porque eu acho que é uma
tendência. Eh, e alguma hora, quando
tiver muito, quando essa geração mais
velha morrer, a igreja tiver se
esvaziado bastante, talvez esse
movimento de esvaziamento ele
desacelere. Mas eu acho que a gente tá
indo para uma tendência de um Brasil
menos religioso ou pelo menos igrejeiro
do que era. Eh, o Brasil não tá se
tornando menos religioso
necessariamente, mas ele tá se tornando
menos de religião institucionalizada,
né? Então é os famosos desigrejados. A
gente quer religiosa, mas não frequenta
igreja. E normalmente a tendência é
quando você não frequenta a igreja que a
sua religiosidade ela também se
desacentue, sabe? Você os hábitos
religiosos que você tinha, você vai
perdendo, você não consegue passar essa
religiosidade pra próxima geração que
vem. Muitas coisas, né? É um tema
complicado. Eu não sou otimista eh em
relação a isso. Eh, otimista do nosso
ponto de vista de quem é religioso, né?
Eu acho que gostaria, eu não sei se eu
tenho esse
e alguma coisa que eu possa fazer, mas
eu gostaria de falar mais com outra gera
com a geração mais nova, a geração mais
nova que é mais secularizada, sabe? Eu
acho que a gente tem muitos conceitos
errados para serem consertados sobre
religião pra gente tentar passar de novo
para essa geração, né? E aí aquela
coisa, né? A gente também pensa muito em
eh em evangelismo
de uma forma muito distorcida, né? A
gente tá vive numa sociedade que já é
cristã e a gente tá caminhando para uma
sociedade pós-cristã
que é muito de mais difícil você falar
sobre evangelho para uma pessoa que a
família dela sempre foi evangélica e
tal, só que ele deixou de ver sentido
nisso e saiu. Muito mais difícil falar
de de cristianismo para essa pessoa do
que para uma pessoa que nunca teve
contato com a religião, né?
Então, a reversão dessa dessa
secularização é uma coisa muito difícil
de acontecer. Não sei como fazer isso.
Eh,
deixa eu ver aqui os comentários de
vocês, né?
Ah,
a Lilian já entrou falando, né? Nossa,
que tema espinhoso hoje, né?
Eh, aí ela comenta aqui também, isso
aconteceu comigo enquanto eu era
criança, ia na missa todo domingo com a
minha mãe. Depois que cresci, parei, né?
Essa ideia dos adolescentes são levados
pelos pais, quando eles se tornam donos
de si mesmos, eles deixam de ir pra
igreja, né? Eh, voltei a me ligar mais
com o Papa Francisco, eu tenho uma
admiração muito grande por ele, né? A
Lilian falando, é, a Lilian é católica,
né, Lilian? Eh, às vezes a igreja local
é superficial no ensino e o adolescente
não tem consistência no motivo de estar
na igreja. É verdade, Caio, eu concordo.
Mas, por outro lado, eu não sei se a
solução é a gente pegar mais pesado no
ensino da igreja, sabe?
Eh, eu também vejo o seguinte, às vezes
os adolescentes e eu eu trabalhei
bastante com adolescente na na nas
igrejas que eu frequentei, né? Hoje não.
Hoje a igreja que eu frequento uma
igreja pequenininha não tem muito
adolescente. Mas eh
é difícil isso porque assim
os adolescentes normalmente eles já
passam a semana dentro de uma escola
estudando e o fim de semana é um é um
período em que eles querem dar uma
relaxada, encontrar os amigos e tal.
Então, pegar muito pesado no estudo da
Bíblia no fim de semana acaba também
sendo tendo um efeito contrário, acaba
até afastando um pouco. Então, eh,
mas eu concordo com a sua preocupação. A
gente deveria aprender a ensinar
alimento mais sólido, né, como que diz a
própria Bíblia, né? um alimento mais
sólido para eles, mas sem ser pesado,
sem ser aquele esquema de sentar todo
mundo numa sala de aula e vamos trazer
teologia aqui e tal. Então, eu ainda não
sei exatamente uma fórmula certa de
fazer isso, mas fazer a o ensino da
Bíblia se tornar atrativo novamente é
uma coisa muito difícil. É um é uma
coisa muito difícil, né? Eh,
aí o a a Lina comentou: "Eh, pelo amor,
hoje tem culto igreja que parece
balada". Eu acho um horror. É, então,
Lilan, mas é que tá, né? Tem gente que
gosta. Inclusive esses cultos enchem
bastante. Agora, eu não sei dizer se
esses cultos mais moderninhos, se
realmente tá se ensinando princípios
cristãos lá dentro. Não vou nem dizer
assim teologia bíblica, mas princípios
cristãos, as pessoas estão indo lá e
estão realmente
eh entendendo o evangelho, sabe? Básico
assim, né?
Ou se é mais por moda mesmo, se as
pessoas que vão lá, elas passam a
frequentar e construir raízes naquele
lugar, ou elas são só pessoas que vão
lá, ficam um tempinho, depois que perde
a graça sai. Não sei, não sei. Teria que
ver, né? O Eduardo até comenta aqui: "Eu
sou cristão, mas gosto de rock".
Artistas como Jimmy Hendry, que sempre
ouvi cristão, não pode ouvir isso. Sei
que é um tema controverso, mas como você
vê essa questão da música celular e a
igreja? Ah, já falo disso, Eduardo, já
falo disso. Eh, vamos encerrar essa
parte aqui, né? Outro erro dos
evangélicos foi os pastores
transformaram culto em palanque
político. Eu concordo também totalmente.
Eu acho que essa mistura de religião com
política é ruim tanto pros políticos
quanto pros religiosos.
E também pros não religiosos é ruim para
todo mundo. Eu eu sou um laicista
eh convicto.
Eu não gosto dessa mistura. Eu não acho
que é bom para ninguém e muito menos
paraa mensagem bíblica. Eu não não acho
que faz muito sentido, né? Eh,
boa noite. Se os cristãos se unirem e se
respeitarem mandando uns aos outros,
superarão essa fase.
Eu acho que faz sentido. Isso também é
difícil isso, né? Porque os cristãos se
unirem e se respeitarem amando uns aos
outros, é uma coisa que eu diria que é
um reavivamento espiritual, né? Eh, esse
é um é uma expressão que tem muita
controvérsa em cima dela. Alguns dizem,
inclusive, que essa mistura da religião
com política é um reavivamento
espiritual.
Eh, eu não acho que seja exatamente
isso.
Eh, mas aí que tá.
Se os cristãos fossem mais amorosos, se
respeitarem, se unirem, se amando uns
aos outros, né? Isso já é um um
movimento de de reavivamento espiritual.
Mas como começa esse reavivamento?
Entende?
Eh, como que a gente faz pros cristãos
fazerem isso?
É difícil. Será que eu tô fazendo isso
suficientemente?
É difícil.
Aí o João comenta aqui também, a
essência do evangelho é o amor
manifestado por Deus em Cristo que deve
habitar nossos corações. Perfeito, né?
Eh,
mas é isso, gente. Eu acho que tem
várias coisas complicadas aqui. Eh, será
que vai ter um um grande reavivamento
para encher igreja de novo? A gente pode
falar aqui algum dia sobre escatologia,
sobre quais são as o que que a Bíblia
fala sobre o final dos tempos.
Eh, eu não sei o quão final dos tempos a
gente tá, mas eu acredito que a gente tá
em um final dos tempos geral, genérico.
Eh, a Bíblia fala que o amor de muitos
vai se esfriar. A Bíblia fala das
pessoas se tornarem mais superficiais.
A Bíblia fala de
de reavivamentos falsos, de falsos
profetas. A Bíblia fala de um grande
movimento de engano, de
a expressão que a Bíblia vai usar com
uma das bestas do apocalipse é uma besta
que tem chifres de cordeiro, mas fala
como um dragão.
Ou ele fala como um cordeiro, tem
chifres de Não, é, tem chifre de
cordeiro, fala como um dragão. tem uma
aparência de cordeiro, mas o o que tá
por trás, a motivação dele na do
discurso dele é um tá relacionado ao
próprio Satanás, que é o dragão no livro
de Apocalipse, né? Então
existe uma ideia de grande enganação que
aparece ali desde os primeiros escritos
sobre final dos tempos na Bíblia. Então
o final dos tempos é descrito na Bíblia
como um um período muito confuso e muito
confuso no sentido religioso, inclusive.
muita enganação, muita gente sendo
levada a achar que uma coisa é uma
coisa, mas não é. Eh,
e isso é, essas características me fazem
pensar que talvez a gente esteja vivendo
nessa época aí que a Bíblia tá
descrevendo, né? É uma época confusa, é
uma época em que as pessoas
estão perdendo de vista a essência do da
mensagem bíblica, né? como o João
colocou ali, a essência do evangelho é o
amor manifestado por Deus e tal, e tão
se apegando a coisas muito estranhas e
se afastando do do que deveria ser a a
mensagem bíblica, né?
Bom, o que que vai acontecer se esse for
o caso mesmo, se a gente tá nessa nesse
período, a tendência é tudo ficar mais
confuso ainda e piorar
ou mas também assim, né? sempre quando
quando algumas características de final
dos tempos aparecem, você tem vários
movimentos aí de eh de sensacionalismo e
tal, né? Toda a grande guerra que teve,
você teve gente falando que o mundo vai
acabar e não acabou ainda, né? A última
grande guerra foi lá 80 anos atrás.
Eh, mas vamos ver, vamos ver como vai
ser isso daí. Vamos ver. Eu, tomara que
que a gente aprenda a falar, que a gente
aprenda a a se relacionar um pouco
melhor com essa nova geração. Aí eu acho
que também tem uma questão
geracional de forma geral. Eu acho que
as coisas, a sociedade tá mudando muito,
muito rápido.
Então, uma geração já tá totalmente
desconexa da outra. Uma geração não
consegue conversar, não consegue se
conectar com a outra, entende?
Então isso se reflete totalmente na
igreja também,
né? Então isso vai melhorar? Não sei,
não me parece. Eu não acho que vai
desacelerar esse movimento de mudança da
sociedade. As coisas estão sempre
mudando. O que que é um um princípio, um
conceito, um consenso
já mudou daqui a alguns anos, né? Como
vai ser isso?
Bom, eh,
aí o Oziel até pergunta aqui,
revivamente é igual eismo sadil.
Difícil essa pergunta, hein, Oziel?
Bom, eu sou adventista e no adventismo o
ecumenismo é visto como uma coisa
extremamente negativa.
Embora eu particularmente
eu acho que o diálogo religioso é uma
coisa extremamente positiva,
diálogo interreligioso,
eh, e um certo ecumenismo não é uma
coisa necessariamente ruim na minha
percepção pessoal, né? Eu nem todo mundo
vai concordar comigo. Um certo
ecumenismo onde não se tenta
eh desfazer as características das
pessoas se tornar tudo uma grande coisa
só, né? Mas que se respeite as
diferenças, as visões diferentes, um
ecumenismo, que se respeite uma
diversidade, eu acho excelente. Eu acho
uma coisa boa.
Gente, eu não sei se voltou já aqui.
Desculpa, gente. Eu
eh
a minha luz acabou.
Minha luz acabou e voltou agora.
E aí quando volta a luz, você sabe, até
o roteador reiniciar. Aí o roteador
reinicia, eu ligo o computador, não tá
reconhecendo a internet, tem que
reiniciar o computador.
Não sei, gente. É coisas de São Paulo,
né? Eu moro aqui num lugar que não tá
chovendo, quer dizer, tá chovendo uma
chuva bem bem fraquinha, tá ventando
nada demais.
Mas o quê? Paciência, né? É assim que é.
Estamos aqui então
de volta. Obrigado aí pela paciência de
quem
continuou dos remanescentes.
Ai gente, ai que coisa, hein? Eu queria
ter um gerador aqui. Não adianta também
cair a internet,
mas estamos aí. Estamos aí. Bom, eu não
vou conseguir retomar aqui exatamente o
assunto. É, não perder o link. Eu não
sei se é porque eu eu ligo uma
transmissão no OBS e conecto com a
transmissão do do YouTube.
Então, tipo, reiniciou, mas não sei, ele
continuou transmitindo, né? Que bom.
Beleza.
Bom, vamos ver. Eh, vou tentar parar
mais ou menos aqui os comentários onde
parei e aí a gente continua. Eh,
deixa eu subir um pouquinho.
Ah, nossa, é, teve bastante comentário,
já que eu ainda nem tinha chegado neles
ainda
e aí tudo se perdeu.
Bom, tem um comentário mais antigo aqui
da Old G. É ODG, LDG. No cristianismo
encontram-se todas as verdades. São de
origem humana os erros que nele se
enraizaram.
O Cristo Consolador, a semente não
morrerá, né? Falando do
da de como a gente tá perdendo membros,
né? Principalmente os mais novos, né?
Você não acha que talvez nós como
brasileiros não temos uma identidade
como o povo judeu para buscar o estudo
da palavra depois de crescidos?
Olha,
Levi, é interessante.
Por um lado,
eh, eu também já entro nesse assunto.
Então, ó, dois assuntos pendentes aqui.
O primeiro é sobre música e cultura
secular. E o segundo aqui sobre eh se
talvez a gente não deveria ser eh a
gente não tenha uma identidade como os
judeus que buscam o estudo da palavra
depois de crescido, né?
Eh, já entro nessa daí, Levi.
Como delimitar o limite entre a pregação
do evangelho a todo mundo e o respeito à
liberdade religiosa? Tem vários temas
interessantes que eu quero entrar aqui,
mas já entro. Só vou ver se tem algum
outro comentário que tem a ver ainda com
esse assunto. Aí eu já vou na sequência
aqui. Boa noite. Estamos falando de
religião ou espiritualidade. Religião
seria um meio para chegar a
espiritualidade. Amor sem
espiritualidade superficial, por isso
está se esfriando. Então, Lucilene, é
meio que as duas coisas. A religiosidade
no sentido de as pessoas estarem ligadas
a uma igreja, eh, tá diminuindo.
E a espiritualidade
ela é mais difícil de medir, né? Então,
as pessoas não dizem que não são
religiosas, mas elas cada vez vão
perdendo mais os hábitos da religião que
elas dizem seguir, porque elas já não
estão indo mais numa igreja e tal. Então
eu acho que em primeira em primeira
instância a gente tá falando da da
religião, da religião no sentido de
denominação. As pessoas já não seguem
mais uma igreja específica, mas eu acho
que isso acaba com o tempo se
eh se refletindo na espiritualidade
também, né?
Eh, a nova geração é viciada em
dopamina. Só uma experiência radical com
a espiritualidade consegue supri-los. Ó,
Lucilene, tem bastante estudo sobre
isso, a religião, a a geração das telas
e tal, né? Eh, e é mais difícil,
realmente prender a atenção dessa
geração é mais difícil. Por exemplo,
será que faz sentido a gente continuar
fazendo cultos de 3, 4 horas para essa
geração?
Será que tem como fazer um culto de 4
horas e essa geração acompanhar esse
culto? Não sei, sou cético. Talvez a
gente deveria fazer cultos mais curtos,
mais simples,
eh
com menos enrolação. Olha isso. Até eu
que tenho 40 e tantos anos já não
aguento enrolação em culto, sabe? Ora,
agora chegou o momento de falar de tal
coisa, aí vem tal pessoa. Ah, agora
vamos fazer uma homenagem para não sei
quem aí, não sei o quê. Hoje é o dia
especial de tal coisa. E culto mesmo,
né? acontece pouco. Eh, talvez esse seja
uma questão, né? Pouco do que acontece
dentro do do de um culto é espiritual.
De fato, muita coisa tem a ver com a
comunidade da igreja, sabe? Muita coisa
é uma programação voltada para uma
comunidade de pessoas, mas nem sempre é
uma coisa espiritual. Difícil isso, né?
Eh, bom, eu acho que esse assunto
terminou, né? Vamos, vamos voltar aqui
nos comentários mais antigos
e
aí o Oel comenta aqui só para terminar.
Falta liturgia.
Olha,
eu não sei se é uma questão de ter mais
ou menos liturgia, Oziel. Eu acho que é
uma questão de que tipo de liturgia,
entende?
Eu acho que tem liturgias e liturgias.
Eu acho, eu sou uma pessoa que eu acho
que existe um valor do ritual paraa
espiritualidade.
Existe um valor pro ritual. Ritual é uma
coisa importante pro ser humano. Eu já
falei disso aqui uma vez ou outra, mas a
gente mesmo fora da igreja, a nossa
sociedade ela é ela se ampara em rituais
para várias coisas, né? Quando você vai
terminar uma faculdade, você faz uma
formatura, você vai casar, você tem uma
cerimônia, você tem um aniversário, você
tem um ritualzinho ali de faz um bolo,
põe as velas, você encontra uma pessoa,
no começo do dia, você já faz um ritual
que é estender a mão para ela. Ela pega
na sua mão, vocês balançam as mãos e
falam: "Olá, tudo bem? Como você está?"
É um ritual. Isso é um ritual. Eh, e eu
acho que a religião
tá carecendo de rituais.
Talvez a liturgia, a sequência do culto
seja pouco ritualística nesse sentido de
ter eh de ter repetição de ações e de
palavras que tem um simbolismo forte,
tem um significado, né?
a Lilian que tá aí, que é que é
católica. Eu gosto da da ideia católica
do ritual. Eu acho que eles eu acho que
eu talvez o o protestantismo,
ao tentar se desvencilhar de alguns
rituais da Igreja Católica, não soube
criar outros rituais tão ricos quanto.
Talvez tenha tido uma perda aí, né? Eu
vejo um sentido ritual quando um
católico passa na frente de uma igreja
de fazer o sinal da cruz. E a gente não
tem muito um
uma coisa parecida com isso, sabe? E a
gente fica tentando criar
eh manifestações
físicas e eh materiais da nossa da nossa
religiosidade por causa da falta desse
ritual e às vezes acaba descambando por
umas coisas que não tem o mesmo peso,
sabe? Que não tem a mesma
não tem o mesmo
a mesma profundidade simbólica na mente
humana de, vamos dizer assim, né?
Mas é isso. Eu acho que não é que falta
a liturgia. Eu acho que eh a liturgia
tem que ser repensada para ver se ela
está sendo significativa, não se é uma
questão de mais ou menos, né?
Bom, é isso. Isso tem a ver também com o
que eu com que quem era que perguntou
aqui sobre música?
É o Eduardo perguntou aqui sobre música.
Eu nem sei se ele tá aí ainda porque
caiu depois, né? Eh,
mas que ele fala aqui, o que que você
acha dessa questão da música secular na
igreja? Eu nem sei como essa discussão
se dá em outras igrejas, né? Por
exemplo, a Igreja Adventista tem um tem
uma questão em relação à música que é
diferente das outras, porque Helen White
comenta da música. Ela em uma a gente a
igreja, o adventismo no quando ele
começou teve todo um movimento da carne
santa que era uma espécie de um de um
proto
um protoneo
eh ah, como que chama? Eu tô com
neoprotestantismo na cabeça, não consigo
pensar no
ah essas igrejas que tem hoje esse
movimento dentro do evangelicalismo, das
pessoas falarem línguas, das pessoas têm
o Espírito Santo e as pessoas têm
aqueles eh tem aqueles êxtases e tal.
Como que é, gente? Fugiu totalmente a
palavra da minha cabeça. Absolutamente.
Pera aí.
Sei que tem a ver com a palavra 50 penta
pentecostalismo, não,
neopentecostalismo. Pronto. É isso. É
isso. Eh, tem um motivo de ter a ver com
com cinco e com penta. Eu depois eu
comento, mas
o adventismo ele nos no seu início tava
acontecendo lá na região onde o
adventismo estava surgindo, que é lá nos
Estados Unidos, um
protoneopentecostalismo.
eh, que era um movimento da carne santa,
onde as pessoas entravam em êxtase
religioso e caíam no chão, gritavam e
tal, com músicas repetitivas e tal. Eh,
e o adventismo,
logo no seu início, ele foi se
distanciando disso. Então, ele criou uma
certa aversão a essa
a essa manifestação de religiosidade,
né? Eh, isso fez com que o adventismo
adotasse uma postura específica em
relação à música que nem todos os
protestantes adotaram. Isso fez
inclusive que o adventismo tivesse uma
uma cultura musical um pouco diferente
dos outros protestantes, o que foi
positivo de certa maneira, né? Então, a
música adventista, ela tendeu a ser mais
tradicional,
enquanto outras igrejas já tavam tendo
uma uma musicalidade mais
popular no sentido do de como a música é
fora da igreja, no sentido secular. Eh,
e eu não tô falando isso de forma
pejorativa, não, mas no sentido de que,
por exemplo, né, um exemplo que é que é
bem forte para quem é adventista, né,
bateria dentro da igreja sempre foi um
tabu. Até hoje em algumas igrejas é
tipo, nossa, bateria, bateria é coisa
de, é coisa do mundo, é coisa do rock, é
coisa de de música popular, não combina
com igreja, né? Então tinha esse
sentimento e ainda tem, de certa forma,
dentro do adventismo
uma tendência a uma a um tradicionalismo
na música
que tem uma raiz histórica na no
distanciamento que o adventismo tem
teve, né, no seu início com esse
movimento da carne santa, que usava
muito da música, da música repetitiva e
dos tambores e tal, eh, para para gerar
um êxtase religioso, sabe?
Eh, então o adventismo teve essa questão
por um motivo histórico, né?
Mas isso fez com que o adventismo se
desenvolvesse muito em relação a a
grupos musicais vocais, né, os quartetos
masculinos e tal, muito inspirado em um
estilo também um um estilo muito muito
secular, né, que é o barber shop, estilo
barbers shop. Se você é adventista, tá
vendo essa live e acha que os aros do
rei é a coisa mais sagrada e pura, sem
influência do mundo, entra na internet e
procura Barbershop Quartet, você vai ver
as ver uma versão do dos Araltos do Rei
Mundana aí, que era um estilo de música
bem comum nos anos 50 nos Estados Unidos
e tal, eh, de quartetos masculinos e
você vai ver que é é a mesma coisa que a
gente que a gente fez, né? a gente só
que se afastou dessa questão da bateria
e tal. Então, a gente acabou gerando de
qualquer forma, eu tô hoje eh divagando
demais, de qualquer forma, a gente foi
gerando uma cultura, uma tradição
musical um pouco diferente dos outros
protestantes, né? Eh, e o adventismo
acabou indo para esse lado. Por outro
lado, o adventismo criou uma versão
maior a ideia de membros ouvirem música
mundana, né?
Existem várias questões. Eu conheço
pessoas que vão discordar de mim,
pessoas próximas e queridas, inclusive.
Então eu não não é não é para mim isso
não é um cavalo de batalha, certo? Mas
existem outras questões aí que
eh
a definição de música mundana já é
difícil.
Por exemplo, eh Jubilosos, te adoramos.
Música tradicional do hindário
adventista. Jubilosos, te adoramos.
Essa música,
será que a gente pode falar que ela é
uma música sacra?
Essa música, ela veio da quinta da da
nona sinfonia de Beethoven. A nona
sinfonia de Bethoven usou um poema eh
para fazer a parte de coral, que é, se
eu não me engano, é um faz referência a
Deus e tal, mas não é um um poema
religioso.
E a gente se apropriou dessa melodia que
Betoven criou pra sinfonia, pra nona
sinfonia dele. é uma música secular,
né, a rigor, eh,
que não foi uma música para ser criada
para dentro de uma liturgia de igreja,
nada, nada a ver com isso, mas a gente
se apropriou dessa melodia, a gente
colocou uma letra sacra e a gente
colocou no Inário e a gente acha uma
música bem tradicional cristã sacra, né?
Esse é um exemplo. Existem outros
exemplos ainda mais esquisitos dentro do
hinário adventista, do inário
tradicional. esse novo inário, eu nem
tenho certeza do que que tem e o que não
tem. Então, eh, gente, desculpa, eu tô
falando de coisas assim muito
adventistas hoje, mas eu acho que essa
dúvida, essa questão é pertinente para
eh pras outras religiosidades também,
né? Eh,
então, músicas como e músicas que eu
gosto, né? Eu não tô não tô entrando na
questão de mérito aqui, né? É bela
manhã, manhã de alegria. A música do
Sibéliios é é um um
é uma suí que o Sibérius fez chamada
Finlândia, que é uma canção
nacionalista, porque o Sibéliius e Yan
Sibélius era finlandês. E a gente se
apropriou dessa melodia que virou uma
música do Inário, né? Eh,
e tem uma que é
é é clássica, né? Tarã. Vocês
já devem ouvir essa música do Inário
Adventista. Talvez outras igrejas também
tenham essa música. Eh,
esqueci até o nome dela, me fugiu a
letra do Inário Advento.
Como que é? Há um país,
>> há um país, há um país nas terras de
Alen Rio. Eh, essa música é uma música
tradicional,
eh, chamada Danny Boy. É uma música
irlandesa, se eu não me engano. Eh, e a
letra dela é uma letra que não é uma
letra sacra, mas é uma letra que foi
criada por pessoas que eram religiosas
de outra religião. Então, e a letra
original tem questões teológicas
totalmente estranhas ao adventismo. E a
gente pegou essa melodia, criou uma
outra letra e a gente canta e põe no
Inário.
O que que é a música? O que que é música
secular? É difícil você traçar uma
linha, por mais que existem um existam
músicas que você pode falar: "Não, com
certeza isso daqui é uma música
secular". E outras que você falar: "Não,
com certeza essa é uma música sacra
porque ela já foi criada dentro de um
contexto sacro". Você entende que a
linha divisória dela às vezes é meio
nebulosa, entendeu? A linha divisória
entre secular e sacro é meio nebuloso.
Eu particularmente,
eu sou das pessoas que eu acho que não
existe na uma coisa essencial na música
em si que defina o que que ela é sacra e
o que que e e o defina nela o que é
sacro e o que que é secular. Eu não acho
que existe essa, eu acho que essa
divisão ela é artificial.
Existe música. A música ela faz
manifestar
sentimentos, emoções, ideias, né, no ser
humano. E essas ideias podem ser usadas
dentro de um contexto religioso ou não,
né? Existem muitas músicas, inclusive,
que eu gosto, que são seculares, digamos
assim, mas quando você vai ler a letra,
ela é profundamente
espiritual,
né? Eh, tem uma música que eu gosto
muito de um de um grupo chamado
Devotica, o a letra da música é How It
ends, né? Quando você vai ler a letra
dela,
eu não sei se dá para ler aquela letra
num sentido que não seja espiritual,
sabe, né? E existem músicas seculares
que foram criadas com ideias que são
religiosas, apesar da música em si ser
secular.
Eh, como que eu que exemplo que eu posso
dar disso? Eu
não vou lembrar agora o nome da música e
eu não quero arriscar porque essa música
eu não posso, não poderei esquecer, é
uma música importante, mas eh na bruma
leve das paixões que vem de dentro.
[Música]
Essa música, por exemplo, ela vem, ela
ela faz toda uma referência a uma ideia
messiânica. Tu vens, tu vens, eu já
escuto os teus sinais. Não é à toa que
quem é religioso, e presta atenção nessa
letra, tem um ins religioso dessa
música.
Então, ela tem uma base que que vem de
religião, apesar da da intenção da dessa
música não ser religiosa. Ou seja,
existem elementos religiosos nessa
música
e você pode ler ela totalmente de forma
religiosa, né? Eh, então assim,
essa barreira ela é quebrada o tempo
todo, sabe? é quebrado o tempo todo.
Embora e aí tem uma questão em relação
ao rock, que de fato o rock se
identificou em certa época como sendo
algo do demônio. O rock fez isso
deliberadamente, né? Não, talvez não o
rock como um todo, alguns grupos, porque
o rock era um foi um movimento de
contracultura dentro de um país que era
muito cristão e tradicional, Estados
Unidos na época. Então, para você se
rebelar contra essa cultura tradicional,
você se rebela contra a religião dessa
cultura. Então, existe existe um um
várias letras de rock que são
abertamente, digamos assim, eh eu me
identifico com um demônio porque eu
estou negando essa cultura religiosa
hipócrita dos Estados Unidos, né? Meio
que era essa a ideia.
Só que isso não significa que todo um
gênero musical é satânico, porque
existiu esse movimento em alguns grupos,
entende? Eh, dentro do rock.
Mas como contraposição, muitas igrejas,
muitos grupos cristãos acabaram
entendendo que o rock não é uma coisa
que um cristão deve ouvir, né? Eh, mas
eu volto à questão, será que existe
alguma coisa na distorção da guitarra em
si? uma questão no som. O som criou uma
combinação que é em si satânica. Eu não,
eu não penso desse jeito, né? Será que a
combinação específica de de instrumentos
da guitarra, da bateria e do baixo e um
vocalista, essa formação específica, ela
se arranjou de uma forma que se tornou
uma coisa demonía, satânica, né?
Antireligiosa, anticristã. Eu não acho,
né? Eu acho que esse inclusive vai para
um pensamento um pouco pagão, no sentido
de que existem forças místicas no mundo
e que se você
se você entrar numa coincidência dessas
dessas eh dessas forças místicas, você
invoca demônios, sabe? Eh, eu não acho
que as coisas funcionam desse jeito.
Então,
embora existem fatores culturais que eu
reconheço, então, sim, em certa época
não fazia muito sentido um cristão
defender o rock, porque o rock era um
movimento de eh
não é rebeldia também, mas de protesto,
principalmente contra uma cultura
tradicional que inclusive era cristã.
Então existia uma questão de oposição,
entende? Eu não acho que essa questão
existe mais hoje, né? E e eu também eu
parto de um outro pressuposto, que é o
pressuposto de que não é a abstenção
que torna o cristão melhor, entende?
Não é ao eu não ouvir um estilo de
música, eu não assisti um tipo de filme
que eu vou melhorar. Eu não acho que as
coisas são tão diretas assim. Eu acho
que existe um embaralhamento das coisas.
Então, mais do que isso, de eu me abster
de coisas para me tornar um cristão mais
puro, eu acho que eu tenho que ser um
cristão
mais alerta, mais crítico
e não me abster das coisas, entende? Eh,
por exemplo, eu já acho que já até dei
esse exemplo aqui em alguma outra vez.
Eu sou um cristão.
Quando eu vou no cinema e assisto um
filme dos Vingadores,
eu vejo aquele filme do ponto de vista
cristão, entende? Não é que eu não vou
ver o filme dos Vingadores porque ele
não é cristão, não. Eu vejo aquele
filme, mas eu vejo do ponto de vista
cristão. Eu vejo ele com o meu senso
crítico apurado, falando: "Olha o que
que eles estão querendo dizer com esse
filme? O que que é o que que o o Thanos
representa? Qual que é a ideia dele? O
que que ele quer fazer? Quem é o quem é
o grupo do bem? Que que esse grupo
representa? Quais ideias são estão sendo
postas na mesa. Então eu posso até me
entreter com aquilo, mas eu me
entretenho com um senso crítico.
Esse senso crítico, eu não tenho que ter
ele só quando eu tô vendo coisas do
mundo.
Eu tenho esse mesmo senso crítico quando
eu tô sentado numa igreja ouvindo um
sermão. Entende? Essa ideia desse pastor
faz sentido? Será que isso é que a
mensagem bíblica mesmo que ele tá
falando? Então, na minha concepção, isso
volta até à questão anterior, né?
Eh, é o que eu procuro fazer sempre
quando eu trabalho com adolescentes e
tal na igreja, que talvez seja uma saída
possível para pelo menos amenizar essa
evasão dos jovens da igreja, eh, é fazer
o seguinte,
é ensinar os jovens, não é eles se
absterem das coisas do mundo,
mas a eles se tornarem críticos às
coisas do mundo e de dentro da igreja.
Essa expressão do mundo é é uma
expressão esquisitíssima, né? É porque é
difícil a gente achar outra expressão
que que traga toda essa ideia, né? Mas
qual eu tô falando do mundo aqui, eu tô
falando do que é secular, do que não é
religioso, tá bom? Eh, para quem não é
religioso e tá seguindo a live aqui, né?
Essa expressão horrorosa. Ele é do
mundo, né? Como se não, ele é
alienígena, ele não é do mundo.
Mas entende o que eu quero dizer? A
questão é ensinar os jovens a terem um
senso crítico para as coisas seculares e
as coisas religiosas, para eles
entenderem quais são os fundamentos da
religião dele, para ele saber reconhecer
esses fundamentos nas coisas ou não.
Ouvir uma música, falar: "Ó, eu gostei
dessa música, mas essa letra aqui não
tem nada a ver com o que eu acredito,
né? Nossa, essa letra aqui eu discordo
dela, mas a música é bonita, me
entretenho com ela. Pô, esse filme aqui
é interessante. Ele não é um filme
religioso, mas olha só como ele trata,
ele traz algumas ideias que fazem
sentido com a minha visão de mundo
religioso, né? Eu tô dentro da igreja,
eu tô vendo uma programação, falar: "Ah,
é uma programação da igreja". Mas eles
sabem o que que eles estão fazendo,
porque eles estão chegando a conclusões.
Eles estão sugerindo conclusões, ideias
com essa programação que não tem nada a
ver com a visão de mundo cristã,
entende? É isso que eu acho que é o
importante,
é a gente saber suscitar nos jovens e
antes de nos jovens, em nós mesmos, uma
visão de mundo crítica em relação ao
entretenimento, em relação a sermão, em
relação à universidade, eh a tudo, né? a
gente morre de medo, a gente, né, no
sentido os religiosos, nós religiosos,
morremos de medo dos jovens irem paraa
universidade porque eles vão se perder,
mas ninguém dá fundamento para eles. Eh,
e fundamento não para eles irem lá e
criticarem a universidade, não.
Fundamento para eles, ó, essa daqui é a
essência da sua religiosidade.
Eh, se um dia você discordar disso,
segue sua vida. Você não é mais um
cristão, né? Mas você pode questionar
algumas coisas e continuar sendo
cristão.
Essa daqui é a essência. Existem outras
coisas que talvez para você seja mais
importante, para outro não seja tão
importante, mas existe um fundamento,
existe algumas essências, algumas coisas
que são importantes e é bom a gente
saber reconhecer essas ideias nos
lugares onde a gente tá, né? Então,
de forma geral, é isso. O que eu penso
de entretenimento e cristianismo é isso,
eh, de isso serve para música cristã,
isso serve para filmes, eh, para um
monte de coisa, né? Eh, eu entendo que
o cristianismo se tornou muito
sentimental,
exageradamente sentimental. Isso é um
movimento histórico do cristianismo, o
movimento chamado avivalismo.
Eh, o culto se tornou um momento de
afloramento
emocional, né? Então, a gente vai no
culto para se emocionar.
Eh, a gente vê isso em praticamente
todas as religiões hoje em dia. O,
quando eu falo isso, eu não tô falando
que a gente não pode se emocionar num
culto. Isso pode acontecer e e pode ser
uma coisa incrível quando acontece, mas
quando esse é o objetivo, o culto perde
sentido, entende? Então, assim, a a a
sua emoção tem que ser uma reação
a coisas importantes que estão
acontecendo na sua cabeça, entendeu? Ela
não tem que ser a finalidade, ela tem
que ser só uma reação a alguma coisa
muito maior, né? Porque emoção aquele
negócio, né? Eu tô emocionado agora,
quando eu saio 5 minutos depois, eu já
tô pensando em outra coisa, já tô com
outra emoção. As emoções não sustentam
uma espiritualidade,
né? Eh, embora uma boa espiritualidade
manifeste emoções,
eh, entendeu quero chegar? Então o a
questão é quando a gente tem uma uma
religião muito emocional, muito baseada
só emoções, a gente tá o tempo todo
tentando emocionar, o tempo todo
querendo fazer a pessoa chorar, sentir
aquele êxtase emocional. Eh, isso não se
sustenta quando alguém vem e te traz uma
ideia interessante, mas que é uma ideia
que se opõe à sua visão de mundo cristã,
entende? Eh, bom, é isso. Eu falei paraa
música de forma geral. Então, assim, eu
particularmente eu ouço muita música eh
secular,
eu ouço muita música religiosa. Música
religiosa, o que eu mais ouço, na
verdade, eu nem ouço muito muito música
adventista, né? Eh, eu ouço mais é
músicas de coral, de coral contemporâneo
a capela com tema sacros sacros
tradicionais.
É até difícil explicar o que que é isso,
né, para quem não tá acostumado. Mas se
você entrar eh no YouTube e digitar eh
sei lá, tênbre choir, né, tênebre c H O
i R, coral, né? O coral tênebre. É, é
esse tipo de música que eu gosto, né? Ou
votes 8, V O C E S8.
É, são grupos musicais que fazem esse
tipo de música. É o tipo de música que
eu gosto. É um tipo de música que ela é
muito religiosa, tem cara de música
religiosa. É música coral, a capela
cantando dentro de uma catedral. É isso.
Tipo coisa de tipo de coisa que eu
gosto. Mas ao mesmo tempo eu também
ouço. Eu ouço rock, eu ouço samba, eu
ouço, sei lá, eu ouço praticamente tudo,
né? A única música que eu não consigo
gostar muito é sertanejo. Talvez um dia
eu eu acho um sertanejo que me pegue.
Mas o
eu tô falando do meu ponto de vista
pessoal, né? Do meu ponto de vista
pessoal, eu acho que a ideia de música
em si já é uma coisa espiritual.
a manifestação
de ideias, de sentimentos que vão além
das palavras e alcançam as outras
pessoas sem necessariamente precisar de
uma linguagem eh falada em comum. Eu
acho que isso já é uma conexão
espiritual, entende? Então, a música já
é espiritual em si.
Existem músicas ruins no sentido
espiritual? Eu acho que podem ter sim
músicas que são ruins espiritualmente,
que você ouve a música e ela ela te
rebaixa espiritualmente, ela te
distancia de um ideal religioso. Eu acho
que isso pode acontecer. Eh, eu acho que
é difícil isso acontecer com músicas que
te levam a refletir. Eu não acho que a
reflexão te afasta do do de um ideal
religioso, te afastam de Deus.
Eh, por mais que as reflexões sejam
causadas com
com pressupostos que não são seus
pressupostos cristãos,
talvez com pressupostos que são
seculares ou até anticristãos, mas se a
o propósito da música é a reflexão em
si, eh, eu acho que se alguém
tá vacinado com esse espírito crítico
que eu falei anteriormente, eu acho que
ele se sai bem nisso daí. se sai bem.
Então, ter esse espírito crítico é bom
porque te liberta, porque você pode
ouvir as coisas, você pode assistir as
coisas e você dentro de você vai falar:
"Ah, isso aqui eu não gostei, isso aqui
não foi legal, isso daqui é contra o que
eu acredito, né? Embora
a combinação dos instrumentos é bem
legal, a harmonia é muito boa, né?
Gostei do refrão." Eh, mas a ideia geral
é contra o que eu acredito. Então,
existe isso. Eu acho que esse é o ponto,
né? Esse é o ponto.
Eh,
deixa eu ver aqui um pouco dos
comentários de você. Fiquei um tempão
aqui falando, né?
Eh,
a Lila falando aqui, né? A missa é no
que eu tinha falado de culto que chega a
durar 4 horas, né? A missa é no máximo 1
hora. Tá ótimo. Dá para rezar, cantar e
escutar o padre. Exato, né? A missa tem
a hora da comunhão, a hora de de dar a a
a padre de Cristo. Aí o padre aborda um
assunto e é hora de cantar, né, de dar a
paz de Cristo, tá? Eh, o pessoal falando
do pentecostalismo, a palavra que me
fugiu da cabeça, gente, eu tenho às
vezes essas coisas, eu tô falando e tô
falando e e o pensamento vai indo
bacana. Aí trava numa palavra que não
veio de jeito nenhum, uma palavra
básica, assim, nãoem é uma palavra tão
difícil, né? A Lilian comenta: "O povo
evangélico não quer se misturar com o
mundo. Aí deles é tudo diferente. É,
então Liliam, interessante, né? Existe
um verso da Bíblia que eu eu gosto, que
tá na oração sacerdotal de Jesus, que é
o seguinte: "Não os peço que os tire do
mundo, mas que os livre do mal".
Eh, isso tá tá dentro de um contexto que
é muito de Jesus, que é o seguinte:
ninguém acende uma vela para esconder
ela debaixo da mesa.
Se o sal perde a capacidade de salgar,
ele tem que ser jogado fora, ele não
serve para nada. Então, para mim, a
ideia que tem aí por trás é
o cristão só é cristão misturado.
O cristão separado no meio de um monte
cristão, ele não tá sendo cristão. Ele
não tá ele não tá eh ele não tá
praticando o cristianismo. Cristianismo,
a prática do cristianismo é
necessariamente misturado. É o sal na
comida, é a luz em cima da mesa
iluminando o lugar todo, né? Eh, a ideia
do sábio que sobe e se isola na montanha
e e e fica alienado do resto do mundo
não é uma ideia cristã. Na minha forma
de ver, o cristianismo é necessariamente
misturado. O cristão tem que estar junto
dos pagãos. O cristão tem que estar
junto de quem pensa diferente dele,
porque aí a religião dele faz sentido,
não faz sentido sozinha, né?
Eh, a gente pode algum outro momento
falar um pouco mais sobre isso.
Eh,
então essa cultura evangélica isolada,
essa bolha, a bolha é uma coisa que eu
sou muito contra, né? A bolha cristã,
vamos proteger o cristianismo porque ele
é muito frágil. Então, a gente coloca
essa coisa frágil aqui, constrói uma
muralha de pedra em volta.
eh essa bolha cristã, dos cristãos só se
relacionarem com o cristão, só viverem,
ouvirem música cristã e tal, porque ele
tá sendo, o mundo tá atacando, o mundo é
uma coisa muito ruim e a gente tá é uma,
é uma ideia belicista que até eu entendo
de onde vem a referência bíblica disso,
mas eu não concordo com a conclusão, né,
de que a gente tá em guerra contra o
mundo o tempo todo. Então, a gente tem
que se cercar dos amigos e a gente tem
que atirar nos inimigos, né? É meio que
essa lógica por trás dessa ideia de
bolha cristã, né? Mas eu sou totalmente
contra. Eu não concordo com isso.
Não acho que faz muito sentido do ponto
de vista dos ensinamentos de Jesus, dos
ensinamentos da Bíblia de forma geral.
Eu não acho que esse é o propósito da
religião bíblica.
Aí o João comenta aqui: "Um profeta, uma
voz profética, não tem que denunciar as
más obras dos líderes do mundo? Quando
uma pessoa do mundo protesta contra a
maldade, isso não é uma voz profética?"
Outro
tema bem interessante. Olha, eu já tinha
falado de dois temas, a gente falou de
um, então faltou falar de uma outra
coisa, uma uma um outro assunto que
ficou para trás aí que eu não toquei e a
gente já falta 10 minutos paraas 10. E
esse também é um assunto bem
interessante, João. Eu vou falar
resumidamente, mas eu acho que sim.
Por mais que talvez não há rigor, porque
o profeta é é necessariamente aquele que
que é a boca de Deus, né? Essa expressão
interessante, aquele que fala a mensagem
de Deus.
Eh, então ele tem que tá falando aquilo
que a mensagem que Deus trouxe para ser
falado.
Eh,
mas eu acho que pode haver,
eu acho que que existe uma questão
de às vezes eh
a gente tem
pagãos
trazendo a mensagem de Deus. Eu acho que
isso é possível, por mais que talvez ele
não tenha talvez toda a a consciência
eh dessa ideia dentro de um contexto
cristão, dentro de um contexto
religioso, eh bíblico, mas eu acho que é
possível sim. Eu eu então acho que sim,
um profeta pode ser uma voz profética
que que a pessoa de fora do do contexto
cristão, religioso.
Eu acho que pode ser entendido com uma
voz profética. Sim.
certa forma, né? Se a gente pensar que
Deus usou outros povos, Deus usa os os
babilônicos para trazerem juízo para
Israel, existe um existe um um viés
profético nisso, não?
Essas manifestações de mexer muito o
corpo, rodopiar esse espiritual parece
muito com as religiões de matriz
africana rumbanda com Domblé. É, Lilian.
Eh, embora o os neopentecostais
eh provavelmente ficariam muito
ofendidos com essa associação, mas é
muito difícil não fazer essa associação
quando você vê os dois um do lado do
outro, né? Eh, na minha maneira de
acreditar, não é uma operação do
Espírito Santo, como se entende dentro
da do neoprotestantismo. Eu acho que
esse é um fenômeno natural do ser
humano, que é o êxtase quando você tem
um um ritmo repetido eh dentro de um
contexto litúrgico
simbólico, eh onde você tem vozes, eh,
que se repetem e principalmente dentro
de um lugar fechado. Então isso acontece
dentro da da Umbanda, do candomblé, isso
acontece em palestras de coach, isso
acontece em vários lugares. O o ser
humano age desse jeito nessas condições,
nesse êxtase. Então eu acho que essa é
uma
é uma apropriação desse desse fenômeno
humano dentro de um contexto religioso,
mas o fenômeno é humano. Entende o que
eu quero dizer? esse êxtase, ele não
acho que ele é causado, na forma como eu
entendo, não é causado pelo Espírito
Santo. É um fenômeno humano que acontece
fora do contexto religioso, inclusive,
né? Eh,
ah, tá, eu vou ler a segunda parte aqui
do do do que o João tá falando, né? O
João tava falando da ideia do profeta.
Eu fiquei comentando um monte aqui, mas
ele tem um complemento que é
interessante. Tem bandas de rock que
fazem protesto contra guerras e
opressão. Isso não são as pedras
clamando a voz profética. Tem uma música
do Bedw Releas American Jesus contra o
Jesus cultural dos americanos. João, eu
concordo totalmente. Eu concordo
totalmente.
Eh, eu acho que tem músicas que seriam
considerados muito do mundo, eh, que são
músicas, eh, de uma certa contracultura
que se opõe ao cristianismo, inclusive,
mas que traz mensagens que são muito
mais cristãs que muitas músicas que se
faz dentro da igreja.
Tem músicas, tem letras de rock que você
poderia com uma
adaptação simples ali, você poderia
colocar do lado de um texto de Jeremias
e falar: "Ó, isso aqui, ó, é a mesma
coisa". Eh,
eh, tem uma uma música
War Pigs, né, clássica, né, do aquele
cara que comeu o morcego lá. Eu não não
manjo muito não não é muito o que eu
costumo ouvir, mas essa música em
específico, quando você lê a letra dela,
você fala: "Cara, isso daqui é isso
daqui é literatura profética bíblica,
né? Os eh eh pessoas que odeiam a
humanidade são feiticeiros da eh
clamando seus exércitos contra as
pessoas, os corpos queimando e tal".
Cara, isso parece lamentações
e a a denúncia é a mesma, a denúncia da
violência da guerra, né, do homem da
denúncia contra o homem violento,
contra essa
essa
eh
essa heresia que é a violência contra o
inocente, né? esse clamor
contra a a a o opressor,
que é um tema muito comum em muitas
músicas do rock, é um tema bíblico
fundamental. Então eu concordo
plenamente com você, João. Tem muitas
coisas que a gente deveria olhar pro
mundo e falar: "É, eles estão certos e
nós estamos errados, né? Eles são o
samaritano, aqueles caras de de religião
esquisita e tal, que estão aqui no meio
de Israel, que são inimigos dos judeus e
tal. Eles são os samaritanos que tão
indo lá ajudar salvar o cara que tá na
beira da estrada.
E nós, levitas e sacerdotes, escolhidos
por Deus, não estamos fazendo a vontade
de Deus. eles estão fazendo em nós, não.
Então, essa parábola do bom samaritano,
eh,
eu acho que ela acontece o tempo todo.
Muitas vezes, do ponto de vista do do
que é a religião bíblica, a mensagem da
religião bíblica,
a gente tem bons samaritanos por aí,
gente que não é cristã, fazendo mais a
vontade de Deus do que muita gente que
que deveria ser o suprassumo do
cristianismo, entende?
É, isso é bem sério. Isso é uma coisa
séria. Faz a gente ficar preocupado, na
verdade, né? Eu concordo.
Eh, a Lucilene coloca aqui: "A música é
um fenômeno físico com efeitos como
ressonância, dissonância, as plantas,
animais reagem esses efeitos. Os
sentimentos também eh substituir
espiritualidade por sentimento traz
enganos."
É,
é, Lucine, eu eu conheço, eu sei que tem
pesquisas em relação a isso, mas eu sou
cético em relação a a se esses efeitos
da música
eles se eles são tão preto no branco, no
branco assim, sabe?
Eh,
o filme O Robô selvagem foi um dos
filmes mais cristãos que eu assisti e
não é um filme cristão, tem uma mensagem
qualidade incrível. É, Caio, de vez em
quando a gente vê um filme, ouve uma
música, alguma coisa assim que a gente
fala: "Cara, que insite religioso
maravilhoso esse cara. Tipo, foi um anjo
trazido dos céus para me trazer essa
mensagem, mas ele nem acredita em Deus,
né? Deus usou essa pessoa para me trazer
um insight religioso, né? Eh, isso
acontece com frequência, né? Quando a
gente tá aberto a ouvir essas coisas,
quando a gente tá aberto a a ver as
mensagens bíblicas em lugares onde não
se espera
e a gente ver coisas contra as mensagens
bíblicas em lugar onde se esperaria que
fosse a favor, quando a gente tem esse
senso crítico, coisas interessantes
acontecem.
Eh,
a Bíblia, a música na igreja é
complicado, assim como algumas coisas na
igreja. O problema é quando as pessoas
querem dar pitacos nas coisas privadas,
fora do ambiente da igreja. É,
exatamente.
É,
é que é difícil, né? Existe uma linha
que separa o religioso do não religioso,
eh, dentro de um contexto de igreja, de
culto, mas essa linha ela fica
difícil de definir quando você tá no seu
dia a dia.
A gente pode falar disso uma um outro
momento, mas de certa forma a pessoa
religiosa ela sacraliza as coisas em
volta dela, entendeu?
Então, quando você é religioso,
eh, você é capaz de pegar aquilo que não
é religioso e tornar, eu tô falando
religioso aqui num sentido
espiritualidade, tá? Quando você é uma
pessoa que tem espiritualidade, você
consegue sacralizar coisas que não são
espirituais à sua volta, entende? que é
mais ou menos esse caso que a gente tá
falando. Às vezes o cara fez uma música
aqui chapado de maconhas, chapado de
outras drogas, fazendo tudo que é contra
os nossos princípios morais cristãos no
momento que ele tava escrevendo aquela
música. Mas a música em si é um insight
importante,
pode ser um insite importante religioso,
né? Eh, isso tudo é muito complexo.
Essas coisas têm nuances, né? Isso que é
o difícil, né?
Eh, o livro Verdade Absoluta fala desse
fenômeno, sobretudo do mundo cristão,
que é essa dissociação radical entre a
vida comum e o mundo religioso. E a
visão religiosa não serve para ler a
vida comum. Pô, bem interessante, Aid.
Bem interessante. É, é bem isso mesmo. A
gente,
nossa, eu não vai dar tempo de entrar
nesse tema agora, já é 10 horas da
noite. Mas existe uma coisa, eu vou
falar bem resumidamente e a gente pode
falar isso depois em uma outra live. Eh,
a espiritualidade
ela deveria ser uma sensibilidade.
Aquele que é um sujeito religioso,
espiritual,
ele tem uma sensibilidade para algumas
coisas que as outras pessoas não têm.
Sensibilidade não no sentido de que ele
é delicado e vai se quebrar, mas
sensibilidade no sentido de perceber
coisas que os outros não percebem,
entende? tem uma sensibilidade, ele é
sensível a a a perceber coisas, né? Eu
entendo a religião bíblica nesse
sentido. A religião bíblica é uma camada
em cima da da da vida comum
que faz a gente ver coisas. É um viés
sobre a vida, que faz a gente perceber
coisas.
Eh, mas acontece que às vezes acontece o
contrário. A gente se por a nossa visão
religiosa nos dessensibiliza o mundo,
entende? Então, as coisas que estão todo
mundo percebendo, coisas super, tá todo
mundo naquela vibe e eu que sou
religioso entro no meio e falo: "Ah,
não, não tô entendendo o que tá
acontecendo aqui".
Então você se isola, você se aliena da
da humanidade, do resto da humanidade,
das pessoas. Então uma coisa super
importante, tá todo mundo discutindo
aquilo, que é um tema importante para as
pessoas. A gente vira e fala: "Isso aí é
besteira".
Às vezes a gente tá discutindo uma coisa
que todo mundo olha e fala: "Cara, eu
não tô nem entendendo o que esses caras
estão discutindo". Então esse esse
isolamento, essa bolha, às vezes
acontece sem a gente perceber. a gente
tá se isolando, a gente tá construindo
muros para se isolar das pessoas e a
gente não percebe, né? Eh,
eu acho que a espiritualidade devia
ajudar a gente a ser mais sensível,
perceber mais as coisas e não deixar a
gente anestesiado, sabe? de que tá tudo
caindo em volta e a gente nem tá vendo.
A gente tá a gente tá olhando para para
um negócio que a gente inventou e
colocou aqui na frente enquanto tá todo
mundo morrendo em volta e a gente não
nem viu, nem percebeu, sabe?
Eh,
mas é isso, gente. Vamos então
caminhando pro final aqui. Eh, nunca
tinha parado para pensar sobre essa
questão das pedras clamando. Gostei
demais de do insight. Ah, legal, Mateus.
Eh,
pastor, só um comentário. O seu áudio tá
sempre baixo. Tá nítido, mas baixo.
É, estamos no finalzinho da live. Eu vou
ver. E
e tem um gargalo em algum lugar aí,
porque eu sei que se eu aumentar o
volume, ele fica estourado, às vezes até
baixo. Quando eu tô editando a minha
live, eu percebo isso. Eu vou, essa
semana vou dar uma olhadinha melhor no
meu microfone aqui, entender o que que
tá rolando.
Eh, mesmo o Big Bang, a o LDG, coloque
aqui o LDG. A, o LDG, eu não consigo ver
a fotinha pequenininha mesmo. O Big
Bang, um fenômeno discutido após dados
do James Web, exige uma causa
inteligente, reação inteligente. Provém
de uma ação inteligente, diria Isaac
Newton. Céticos crerão. Eh, é, então é,
o Big Bang é uma questão toda aí.
Claro que assim,
grandes defensores da teoria do Big Bang
hoje não são pessoas que acreditam em
Deus.
Mas o Big Bang pode ser usado como um
argumento paraa existência de Deus
também, justamente porque ele fala que o
universo passou a existir.
E se o universo passou a existir, você
pode inferir que existe uma causa para
pro surgimento do universo que tá fora
dele, que tá além dele, né? É
basicamente esse o centro do argumento,
o argumento cosmológico de Calan, né?
que não não foi desenvolvido por um
muçulmano que não que não usava a teoria
do Big Bang, né? Mas a teoria do Big
Bang veio meio que confirmar a lógica
desse argumento, né? O argumento
cosmológico de Calan.
Eh, tem uma extensão para navegador que
aumenta o volume do vídeo, mesmo já
tendo chegado ao máximo. Sound sound
booster.
É, gente, eu vou vou tentar na próxima
live deixar um sonzinho mais alto. Aí
que tá, eu editando, eu vi que tem hora
que eu subo o volume e ele fica
estourado, o som fica estourado. Então
tem um gargalo que eu não tô entendendo
aí para aumentar o som, mas eu vou dar
uma estudadinha a semana. Semana que vem
vai tá OK.
Eh, lembro que minha mãe não queria
deixar minha irmã ler um livro de
fantasia chamado O Guerreiro Pagão de
Bernard Corwell, só por causa do nome.
Eh, então
a gente sempre tem essas histórias, né?
Eh, as nossas mães, os nossos pais,
na geração deles também tem muito a ver
também com essa essa mudança muito muito
brusca que muito rápida que acontece na
na sociedade e uma geração fica
desconectada da outra e tal. As nossas
mães sempre tentando proteger a gente,
né? Tem essas histórias, né? Eu não sei,
gente. Eu eu gosto de ver as coisas do
ponto de vista cristão. Eu eu assisto
Harry Potter e vejo princípios cristãos
o tempo todo. Não julgar pelas
aparências, né? Eh, não fazer
discriminar as pessoas.
Eh,
várias princípios cristãos que acho tão
importantes, tão bonitos e o pessoal se
pega na ideia de não, eles estão fazendo
bruxaria, tá? Mas isso não é importante.
A bruxaria, a bruxaria é só uma
perfumaria no Harry Potter, né? Eh, uma
perfumaria no sentido, a bruxaria tem um
outro sentido simbólico tão mais
interessante, tal. Hum. Eh, para dar um
exemplo, né, de como a gente se pega a
forma das coisas, a aparência das coisas
e não pega essência. Por isso que existe
gente falando coisas absurdas dentro da
igreja, porque a forma, a aparência é
cristã.
E a gente deixa passar.
E às vezes tem coisas extremamente
bonitas e profundas, mas a forma, a
aparência não é cristã e a gente repele,
né? Então, se a gente aprender a
detectar qual é o fundamento da nossa
fé, quais são as ideias que estão sendo
colocadas no final das contas na mesa,
nessa obra cinematográfica, nessa série,
nessa nesse videogame, nesse nessa
música. Se a gente começa a aprender a
ter um pouco mais de senso crítico para
entender o que as pessoas estão querendo
dizer com as coisas que elas estão
dizendo,
eu acho que a gente se torna cristãos
melhores e até mais resilientes,
como diz lá Jesus. Eh, aliás, é Paulo
que fala que não é não é qualquer vento
de doutrina que faz a gente ser levado
por elas, sabe? Eu acho que tá aí o o a
questão a questão de lidar com o
lidar com o secularismo.
Então tá, gente, eu acho que é isso.
Desculpa aí se eu pulei algum
comentário.
Eh, eu tô assim, eu tô editando as lives
e eu tô muito atrás na edição das lives.
Então, eu tô editando live de dois meses
atrás ainda para colocar no canal,
porque eu eu a visualização que os
vídeos t é são bem maiores do que as
lives. Então, o pessoal que acompanha
aqui o nosso grupinho aqui, eh, a nossa
panelinha aqui das lives, não é
necessariamente o grupo das pessoas que
vai assistir depois esses assuntos
recortados. Só que vocês sabem como é
fazer edição de um vídeo de uma live
dessa que dura 1 hora e meia e tal. É
bem complicado, ainda mais como eu sou
confuso, que às vezes eu vou no assunto,
depois eu eu saio para outra coisa e
volto e tal. Editar isso às vezes é meio
difícil.
E a minha ideia com as lives era assim,
eu não tô com tempo para ficar criando
vídeos específicos, então vou fazer
live. Aí eu me lasquei porque agora para
editar esses vídeos, para fazer esses
cortes, eu é tão demorado ou mais.
Mas beleza, gente. Valeu aí quem esteve
até agora aí com a gente. Eh, valeu
pelos comentários aí, todo mundo. Eh, e
até semana que vem. Se tiver live, eu
acho que vai ter, mas qualquer coisa, dá
uma olhadinha ali no canal, vê se eu
deixei algum recado, se eu deixei uma
live já posta. Se eu tô falando com
vocês e cair igual hoje, insiste um
pouquinho mais que às vezes eu volto.
Às vezes eu volto. Valeu, gente. Até
mais. Então,

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