Davar Live -17/10
18/10/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos aí a mais uma live. Como que vocês estão? Já começo aí perguntando o de sempre, né? Como que tá o som, como que tá a imagem? Tá tudo certo aí para vocês? Vocês conseguem ver bem? Eu vou eu vou só entrar aqui para eu conseguir ver os comentários. Pronto. É isso, gente. Boa noite para vocês. Boa noite aí pro Henrique, pro Oziel. O Zziel já deu o OK aqui pro som, pra imagem, né? Eh, bem-vindos a mais uma live aí. A gente não teve semana passada, eh, eu não consegui entrar na semana passada, aí eu deixei, eu não sei se vocês chegam a ver, eu coloquei lá um anúncio na no meu canal de que não ia ter, né? É. É, essa nossa live aqui eu coloquei, já programei desde ontem, né? Mas é isso, gente. Eh, boa noite para vocês. E, eh, nessa live eu cheguei a pensar algumas coisas pra gente comentar e aí vamos ver, vamos ver como que vai ser e dependendo da atuada, eu vejo que eu falo aqui para vocês. Eh, pronto, acho que assim fica melhor, né? Então é isso, boa noite para vocês. Eh, e começando aí mais uma live. Vamos lá pros comentários aqui. Eu já vi que o pessoal já começou a colocar aqui algumas coisas, né? O Henrique Menezes até comenta aqui: "Alguma ideia de como animar esse pessoal? Mesmo a igreja organizando programações diferentes, vejo uma baixa participação por parte deles. Diz aqui o Henrique. Olha, Henrique, eu acho que a gente tá vivendo num período complicado em relação à igreja, um período difícil. Eu não sei exatamente o que se pode fazer. A gente vive um período que não é um período que começou ontem, assim, né? a gente tá vindo de uma de um período mais longo, é porque agora a gente tá vendo os efeitos acontecerem mais aqui. Então, o que que eu percebo, né, vocês já devem ter ouvido falar aí de como o cristianismo tá na Europa, né? Eh, existem igrejas que estão sendo dessacralizadas, se transformando em prédios comuns e estão sendo vendidas para se tornarem salões de cabeleireiro, pista de skate, balada, estúdio de tatuação, de de tatuagem. Eh, então assim, você às vezes você chega em algum lugar na Europa, tem lá uma igreja super bonita, super tradicional, é quando você entra não é mais uma igreja, é uma loja de alguma coisa, porque a população na Europa foi eh foi se tornando cada vez mais secularizado. E por secularizado eu digo gente que não tem religião. Não ter religião não é nem necessariamente ser ateu nesse caso específico, mas é gente que simplesmente nem parou para pensar sobre o assunto, sabe? Eh, eu moro em São Paulo e a gente vê esses esse fenômeno acontecendo nas grandes cidades também aqui no Brasil. Então, é um fenômeno que normalmente acontece em grandes centros urbanos em primeiro lugar e depois ele vai se espalhando pro interior, né? Então isso acontece também do ponto de vista de países, né? começa nos países mais ricos e tal, eh, os países mais badalados e vai se espalhando. Eh, eu sei que tem um vídeo que eu falo de algumas pesquisas em relação a isso. Eu não sei se eu conseguir achar, me lembrar quando eu for editar isso daqui, eu coloco em algum lugar, coloco ou num card, eu coloco na descrição do vídeo. Eh, mas eu sei que existe um movimento que as pessoas pensavam: "Ah, a religião vai deixar de existir". Porque a gente percebe que conforme o tempo vai passando, os países se tornam mais secularizados, eh, principalmente os países mais ricos, né? E normalmente os países mais ricos eles lançam as modas que vão pros países mais pobres depois, né? Então assim, de forma geral assim, eh, esse movimento acontece e as pessoas estavam vendo isso. É, gente, isso daí é final do século XIX, começo do X, já se começa a perceber esse movimento. Eh, a frase de Niet famosa, né, Deus está morto, é de certa forma um uma percepção desse movimento, né? A gente n, por exemplo, vivia num contexto que olhava para as pessoas mais intelectualizadas, todas elas já não eram mais religiosas e tal. Então você tem esse movimento das pessoas se tornando mais secularizadas. E isso não acontece de uma hora para outra também. Acontece mais ou menos, Henrique, como você tá vendo, as igrejas começam a ficar mais frias, as pessoas começam a ir menos na igreja, aí os filhos dessas pessoas já não vão mais na igreja. Aí os filhos, dos filhos dessas pessoas já nem param para pensar sobre religiosidade, né? E às vezes nem é uma questão, como eu falei, de se definir como ateu. É simplesmente você não pensar, religião é um assunto que não faz parte da sua vida, sabe? E o que que acontecia? Eh, os países mais ricos tendem a ser mais secularizados. Eh, algumas distorções acontecem, por exemplo, nos países soviéticos. Eu sei que teve-se uma uma tentativa de se secularizar a sociedade intencionalmente. Então, países que eram socialistas, mesmo mais pobres, eles tendiam a ser mais eh, alguns deles, né, tendiam a ser mais secularizados. eh os que não tiveram um certo efeito rebote também, né? Porque depois que a União Soviética caiu, você teve assim muita gente que vivia num contexto muito secular, que existiam políticas públicas, por exemplo, se ensinava na escola eh a religião como um fenômeno social só e tal, foi inventada e tal. Então, quando esse regime cai, muita gente eh por uma questão de daquele movimento pendular, né? A sociedade, olha, a gente saiu dessa fase, a gente não gosta disso, vamos inovar. E a inovação, no caso de alguns, foi retornar à religião, né? Isso aconteceu em alguns casos, em alguns países que eram socialistas, né? Mas de forma geral, os países mais ricos tendem a ser mais secularizados e os mais pobres a serem mais religiosos. E se tinha uma uma grande exceção que era os Estados Unidos. Então você tinha os Estados Unidos como ponto fora da curva. Ele era um país muito rico e um país muito religioso. Eh, o que começou a acontecer nos Estados Unidos é que eh o número de não religiosos começou a aumentar muito, ou seja, os Estados Unidos começou a ser empurrado pra tendência dos países mais secos, eh, de ser mais secular. Só que agora tá tendo um movimento que tá bagunçando um pouco as coisas, porque você tem um movimento político que tem um caráter religioso nos Estados Unidos e contaminando alguns outros países também, né? É o que o pessoal tá falando dessa outright, essa nova direita, essa extrema direita que tá surgindo, que é mais religiosa, eh, né, o pessoal chama de vários nomes, né? Eu eu acho que a gente só vai entender melhor esse movimento depois que o tempo passar, né? Como sempre, a gente não faz história enquanto a gente tá vivendo ela, né? A história é escrita depois. E eu não sei exatamente agora como que tá essa tendência, mas os Estados Unidos estava com uma tendência de se secularizar cada vez mais, né? Esse esse governo agora dos Estados Unidos está dando uma bagunçada nesse cenário, nessa tendência. Eh, eu sei que novas eh você tem as novas gerações tendendo a quebrar essa aceleração da secularização. Eles estão indo um pouco mais pra religião, se tornando um pouco mais tradicionais em algumas coisas. Só que eu não sei até quando esse movimento vai. E inclusive quando você mistura a política no meio, quem não faz parte desse movimento político por oposição tende a negar todas as características dele. Então, quem não é eh republicano nos Estados Unidos tende a ver com maus olhos todas as características dos republicanos, inclusive a característica agora de religiosidade, né? Eh, isso aconteceu um pouco, eu vi isso aconteceu um pouco aqui no Brasil também com a mistura que se fez entre religião e política. Muita gente que tendia a gostar da religião passou a não gostar mais por causa desse movimento evangélico, bolsonarista, etc. e tal. Então, teve essa esse distanciamento e tal por algumas pessoas. Então, assim, Henrique, para de forma geral, o que que eu penso sobre o assunto, né? Eu acho que a gente tem uma tendência de secularização. Sim. A morte da religião já foi decretada muitas vezes e não aconteceu. Então eu não acho que vai ser uma tendência assim que a curva vai chegar e vai se acentuar e vai pro zero. Não. Eu acho que a curva tende a dar uma amenizada no final, sabe? Aquelas aquela curva de parábola. Então eu acho que a sociedade tende a se secularizar mais, mas ainda sempre vai ter um grupo religioso ali, sabe? persistente e a gente não sabe os movimentos que vão acontecer depois, né? Então, por exemplo, o pessoal na Europa eh já tá se tornando muito resistente a a à migração islâmica de lá. A religião cristã vai se tornar uma forma até de protesto de se opor a essa tendência? Não sei, talvez pode ser que aconteça. Então, nesse caso, aconteceria um um retorno à religião, uma um retorno da religiosidade, né? Eh, então acontece, esses movimentos acontecem e eu acho que agora a gente tá nessa tendência no Brasil. Aliás, é uma tendência registrada. Eh, isso já no no último no último eh no último senso que você fez de 2022. Os dados estão saindo agora mais sobre a religião e a gente tem um aumento do do muito muito maior dessa população não religiosa. Você tem uma desaceleração do crescimento dos dos evangélicos. Eh, no Brasil tá acontecendo um outro movimento interessante também, que é muita gente retornando ao ao catolicismo em oposição, é esse evangelicalismo, eh, esse evangelicalismo mais eh mais politizado, vamos chamar assim. Então, tem todo, você vê que é toda uma bagunça, Henrique, que acontece. São vários movimentos acontecendo ao mesmo tempo na sociedade. Então, a gente percebe que na igreja isso acontece e isso acontece principalmente entre as gerações mais novas, né? Um uma coisa que eu percebia muito na minha igreja, eu sempre comentei com as pessoas e sempre me preocupava, é os adolescentes eles vão pra igreja até eles terem a idade de irem pra igreja sozinho e aí eles não vão mais. Então, enquanto eles ainda estão numa idade ali que eles têm que ir com os pais, eles vão na igreja e tal, beleza, eles estão indo. Quando chega a idade de, olha, você já é grande, você vai se você quiser e tal, eles já não vão mais. E é interessante que não são eh jovens adolescentes que deixam deixam de se tornar religiosos. Eles ainda se identificam como religiosos, mas eles perdem a prática de ir pra igreja. Então, de forma geral, eu acho que além desse movimento das crenças das pessoas, as pessoas estão se tornando menos religiosas, eu acho que existe também um movimento de as pessoas religiosas estão se identificando menos com a igreja, entende? Então, a igreja tá tá se tornando, não tá conseguindo fazer muito sentido para as pessoas mais novas. Então, complicado isso, né? O pessoal tá perguntando aí sobre qual é o tema, né? O Henrique tá comentando aqui desse grande número de adolescentes, um desânimo que tem um desânimo com a igreja, né, e tal. Eh, falta de conhecimento, né, eh, até de conceitos do cristianismo e tal. Então, eh, eu tava aqui fazendo toda uma digressão sobre o que eu que eu sei, né, sobre pesquisa, sobre os movimentos que acontecem. E uma coisa que acontece, que é meio chato, mas é fato, o Brasil ele segue muito uma tendência americana. Então assim, se a gente teve nos Estados Unidos uma queda muito grande e abrupta nos últimos anos na religiosidade, eu apostaria que isso também vai acontecer no Brasil. Sempre tende a acontecer no Brasil esses movimentos que acontecem nos Estados Unidos, normalmente com uns anos de atraso. Então, como eu tava comentando, acho que nesse último senso já começou a se captar isso. Como a gente lida com isso? Essa é a parte mais difícil. Eu acho que uma das formas de lidar com isso é tentar fazer pensar igreja de maneiras diferentes, entendeu? Eh, pensar que a gente não precisa fazer o culto do jeito que sempre foi e principalmente pensar no culto com essa preocupação, eh, com a preocupação de como que eu faço um culto que faz sentido para as pessoas gerações mais novas. E normalmente o pessoal aborda isso de um jeito muito superficial, no sentido de, ah, a gente vai colocar música mais agitada, a gente vai falar sobre temas polêmicos e tal, não é isso. Se o culto, se o jeito da igreja se se organizar, se a hierarquia dentro da igreja não tiver uma mudança, isso não vai acontecer. Não adianta mudar a perfumaria ali, que e eu acho que é uma tendência que vai ser muito difícil. A gente vai ver muitos jovens saindo da igreja nos próximos tempos. Isso vai se acentuar. Eu eu acho que vai se acentuar porque eu acho que é uma tendência. Eh, e alguma hora, quando tiver muito, quando essa geração mais velha morrer, a igreja tiver se esvaziado bastante, talvez esse movimento de esvaziamento ele desacelere. Mas eu acho que a gente tá indo para uma tendência de um Brasil menos religioso ou pelo menos igrejeiro do que era. Eh, o Brasil não tá se tornando menos religioso necessariamente, mas ele tá se tornando menos de religião institucionalizada, né? Então é os famosos desigrejados. A gente quer religiosa, mas não frequenta igreja. E normalmente a tendência é quando você não frequenta a igreja que a sua religiosidade ela também se desacentue, sabe? Você os hábitos religiosos que você tinha, você vai perdendo, você não consegue passar essa religiosidade pra próxima geração que vem. Muitas coisas, né? É um tema complicado. Eu não sou otimista eh em relação a isso. Eh, otimista do nosso ponto de vista de quem é religioso, né? Eu acho que gostaria, eu não sei se eu tenho esse e alguma coisa que eu possa fazer, mas eu gostaria de falar mais com outra gera com a geração mais nova, a geração mais nova que é mais secularizada, sabe? Eu acho que a gente tem muitos conceitos errados para serem consertados sobre religião pra gente tentar passar de novo para essa geração, né? E aí aquela coisa, né? A gente também pensa muito em eh em evangelismo de uma forma muito distorcida, né? A gente tá vive numa sociedade que já é cristã e a gente tá caminhando para uma sociedade pós-cristã que é muito de mais difícil você falar sobre evangelho para uma pessoa que a família dela sempre foi evangélica e tal, só que ele deixou de ver sentido nisso e saiu. Muito mais difícil falar de de cristianismo para essa pessoa do que para uma pessoa que nunca teve contato com a religião, né? Então, a reversão dessa dessa secularização é uma coisa muito difícil de acontecer. Não sei como fazer isso. Eh, deixa eu ver aqui os comentários de vocês, né? Ah, a Lilian já entrou falando, né? Nossa, que tema espinhoso hoje, né? Eh, aí ela comenta aqui também, isso aconteceu comigo enquanto eu era criança, ia na missa todo domingo com a minha mãe. Depois que cresci, parei, né? Essa ideia dos adolescentes são levados pelos pais, quando eles se tornam donos de si mesmos, eles deixam de ir pra igreja, né? Eh, voltei a me ligar mais com o Papa Francisco, eu tenho uma admiração muito grande por ele, né? A Lilian falando, é, a Lilian é católica, né, Lilian? Eh, às vezes a igreja local é superficial no ensino e o adolescente não tem consistência no motivo de estar na igreja. É verdade, Caio, eu concordo. Mas, por outro lado, eu não sei se a solução é a gente pegar mais pesado no ensino da igreja, sabe? Eh, eu também vejo o seguinte, às vezes os adolescentes e eu eu trabalhei bastante com adolescente na na nas igrejas que eu frequentei, né? Hoje não. Hoje a igreja que eu frequento uma igreja pequenininha não tem muito adolescente. Mas eh é difícil isso porque assim os adolescentes normalmente eles já passam a semana dentro de uma escola estudando e o fim de semana é um é um período em que eles querem dar uma relaxada, encontrar os amigos e tal. Então, pegar muito pesado no estudo da Bíblia no fim de semana acaba também sendo tendo um efeito contrário, acaba até afastando um pouco. Então, eh, mas eu concordo com a sua preocupação. A gente deveria aprender a ensinar alimento mais sólido, né, como que diz a própria Bíblia, né? um alimento mais sólido para eles, mas sem ser pesado, sem ser aquele esquema de sentar todo mundo numa sala de aula e vamos trazer teologia aqui e tal. Então, eu ainda não sei exatamente uma fórmula certa de fazer isso, mas fazer a o ensino da Bíblia se tornar atrativo novamente é uma coisa muito difícil. É um é uma coisa muito difícil, né? Eh, aí o a a Lina comentou: "Eh, pelo amor, hoje tem culto igreja que parece balada". Eu acho um horror. É, então, Lilan, mas é que tá, né? Tem gente que gosta. Inclusive esses cultos enchem bastante. Agora, eu não sei dizer se esses cultos mais moderninhos, se realmente tá se ensinando princípios cristãos lá dentro. Não vou nem dizer assim teologia bíblica, mas princípios cristãos, as pessoas estão indo lá e estão realmente eh entendendo o evangelho, sabe? Básico assim, né? Ou se é mais por moda mesmo, se as pessoas que vão lá, elas passam a frequentar e construir raízes naquele lugar, ou elas são só pessoas que vão lá, ficam um tempinho, depois que perde a graça sai. Não sei, não sei. Teria que ver, né? O Eduardo até comenta aqui: "Eu sou cristão, mas gosto de rock". Artistas como Jimmy Hendry, que sempre ouvi cristão, não pode ouvir isso. Sei que é um tema controverso, mas como você vê essa questão da música celular e a igreja? Ah, já falo disso, Eduardo, já falo disso. Eh, vamos encerrar essa parte aqui, né? Outro erro dos evangélicos foi os pastores transformaram culto em palanque político. Eu concordo também totalmente. Eu acho que essa mistura de religião com política é ruim tanto pros políticos quanto pros religiosos. E também pros não religiosos é ruim para todo mundo. Eu eu sou um laicista eh convicto. Eu não gosto dessa mistura. Eu não acho que é bom para ninguém e muito menos paraa mensagem bíblica. Eu não não acho que faz muito sentido, né? Eh, boa noite. Se os cristãos se unirem e se respeitarem mandando uns aos outros, superarão essa fase. Eu acho que faz sentido. Isso também é difícil isso, né? Porque os cristãos se unirem e se respeitarem amando uns aos outros, é uma coisa que eu diria que é um reavivamento espiritual, né? Eh, esse é um é uma expressão que tem muita controvérsa em cima dela. Alguns dizem, inclusive, que essa mistura da religião com política é um reavivamento espiritual. Eh, eu não acho que seja exatamente isso. Eh, mas aí que tá. Se os cristãos fossem mais amorosos, se respeitarem, se unirem, se amando uns aos outros, né? Isso já é um um movimento de de reavivamento espiritual. Mas como começa esse reavivamento? Entende? Eh, como que a gente faz pros cristãos fazerem isso? É difícil. Será que eu tô fazendo isso suficientemente? É difícil. Aí o João comenta aqui também, a essência do evangelho é o amor manifestado por Deus em Cristo que deve habitar nossos corações. Perfeito, né? Eh, mas é isso, gente. Eu acho que tem várias coisas complicadas aqui. Eh, será que vai ter um um grande reavivamento para encher igreja de novo? A gente pode falar aqui algum dia sobre escatologia, sobre quais são as o que que a Bíblia fala sobre o final dos tempos. Eh, eu não sei o quão final dos tempos a gente tá, mas eu acredito que a gente tá em um final dos tempos geral, genérico. Eh, a Bíblia fala que o amor de muitos vai se esfriar. A Bíblia fala das pessoas se tornarem mais superficiais. A Bíblia fala de de reavivamentos falsos, de falsos profetas. A Bíblia fala de um grande movimento de engano, de a expressão que a Bíblia vai usar com uma das bestas do apocalipse é uma besta que tem chifres de cordeiro, mas fala como um dragão. Ou ele fala como um cordeiro, tem chifres de Não, é, tem chifre de cordeiro, fala como um dragão. tem uma aparência de cordeiro, mas o o que tá por trás, a motivação dele na do discurso dele é um tá relacionado ao próprio Satanás, que é o dragão no livro de Apocalipse, né? Então existe uma ideia de grande enganação que aparece ali desde os primeiros escritos sobre final dos tempos na Bíblia. Então o final dos tempos é descrito na Bíblia como um um período muito confuso e muito confuso no sentido religioso, inclusive. muita enganação, muita gente sendo levada a achar que uma coisa é uma coisa, mas não é. Eh, e isso é, essas características me fazem pensar que talvez a gente esteja vivendo nessa época aí que a Bíblia tá descrevendo, né? É uma época confusa, é uma época em que as pessoas estão perdendo de vista a essência do da mensagem bíblica, né? como o João colocou ali, a essência do evangelho é o amor manifestado por Deus e tal, e tão se apegando a coisas muito estranhas e se afastando do do que deveria ser a a mensagem bíblica, né? Bom, o que que vai acontecer se esse for o caso mesmo, se a gente tá nessa nesse período, a tendência é tudo ficar mais confuso ainda e piorar ou mas também assim, né? sempre quando quando algumas características de final dos tempos aparecem, você tem vários movimentos aí de eh de sensacionalismo e tal, né? Toda a grande guerra que teve, você teve gente falando que o mundo vai acabar e não acabou ainda, né? A última grande guerra foi lá 80 anos atrás. Eh, mas vamos ver, vamos ver como vai ser isso daí. Vamos ver. Eu, tomara que que a gente aprenda a falar, que a gente aprenda a a se relacionar um pouco melhor com essa nova geração. Aí eu acho que também tem uma questão geracional de forma geral. Eu acho que as coisas, a sociedade tá mudando muito, muito rápido. Então, uma geração já tá totalmente desconexa da outra. Uma geração não consegue conversar, não consegue se conectar com a outra, entende? Então isso se reflete totalmente na igreja também, né? Então isso vai melhorar? Não sei, não me parece. Eu não acho que vai desacelerar esse movimento de mudança da sociedade. As coisas estão sempre mudando. O que que é um um princípio, um conceito, um consenso já mudou daqui a alguns anos, né? Como vai ser isso? Bom, eh, aí o Oziel até pergunta aqui, revivamente é igual eismo sadil. Difícil essa pergunta, hein, Oziel? Bom, eu sou adventista e no adventismo o ecumenismo é visto como uma coisa extremamente negativa. Embora eu particularmente eu acho que o diálogo religioso é uma coisa extremamente positiva, diálogo interreligioso, eh, e um certo ecumenismo não é uma coisa necessariamente ruim na minha percepção pessoal, né? Eu nem todo mundo vai concordar comigo. Um certo ecumenismo onde não se tenta eh desfazer as características das pessoas se tornar tudo uma grande coisa só, né? Mas que se respeite as diferenças, as visões diferentes, um ecumenismo, que se respeite uma diversidade, eu acho excelente. Eu acho uma coisa boa. Gente, eu não sei se voltou já aqui. Desculpa, gente. Eu eh a minha luz acabou. Minha luz acabou e voltou agora. E aí quando volta a luz, você sabe, até o roteador reiniciar. Aí o roteador reinicia, eu ligo o computador, não tá reconhecendo a internet, tem que reiniciar o computador. Não sei, gente. É coisas de São Paulo, né? Eu moro aqui num lugar que não tá chovendo, quer dizer, tá chovendo uma chuva bem bem fraquinha, tá ventando nada demais. Mas o quê? Paciência, né? É assim que é. Estamos aqui então de volta. Obrigado aí pela paciência de quem continuou dos remanescentes. Ai gente, ai que coisa, hein? Eu queria ter um gerador aqui. Não adianta também cair a internet, mas estamos aí. Estamos aí. Bom, eu não vou conseguir retomar aqui exatamente o assunto. É, não perder o link. Eu não sei se é porque eu eu ligo uma transmissão no OBS e conecto com a transmissão do do YouTube. Então, tipo, reiniciou, mas não sei, ele continuou transmitindo, né? Que bom. Beleza. Bom, vamos ver. Eh, vou tentar parar mais ou menos aqui os comentários onde parei e aí a gente continua. Eh, deixa eu subir um pouquinho. Ah, nossa, é, teve bastante comentário, já que eu ainda nem tinha chegado neles ainda e aí tudo se perdeu. Bom, tem um comentário mais antigo aqui da Old G. É ODG, LDG. No cristianismo encontram-se todas as verdades. São de origem humana os erros que nele se enraizaram. O Cristo Consolador, a semente não morrerá, né? Falando do da de como a gente tá perdendo membros, né? Principalmente os mais novos, né? Você não acha que talvez nós como brasileiros não temos uma identidade como o povo judeu para buscar o estudo da palavra depois de crescidos? Olha, Levi, é interessante. Por um lado, eh, eu também já entro nesse assunto. Então, ó, dois assuntos pendentes aqui. O primeiro é sobre música e cultura secular. E o segundo aqui sobre eh se talvez a gente não deveria ser eh a gente não tenha uma identidade como os judeus que buscam o estudo da palavra depois de crescido, né? Eh, já entro nessa daí, Levi. Como delimitar o limite entre a pregação do evangelho a todo mundo e o respeito à liberdade religiosa? Tem vários temas interessantes que eu quero entrar aqui, mas já entro. Só vou ver se tem algum outro comentário que tem a ver ainda com esse assunto. Aí eu já vou na sequência aqui. Boa noite. Estamos falando de religião ou espiritualidade. Religião seria um meio para chegar a espiritualidade. Amor sem espiritualidade superficial, por isso está se esfriando. Então, Lucilene, é meio que as duas coisas. A religiosidade no sentido de as pessoas estarem ligadas a uma igreja, eh, tá diminuindo. E a espiritualidade ela é mais difícil de medir, né? Então, as pessoas não dizem que não são religiosas, mas elas cada vez vão perdendo mais os hábitos da religião que elas dizem seguir, porque elas já não estão indo mais numa igreja e tal. Então eu acho que em primeira em primeira instância a gente tá falando da da religião, da religião no sentido de denominação. As pessoas já não seguem mais uma igreja específica, mas eu acho que isso acaba com o tempo se eh se refletindo na espiritualidade também, né? Eh, a nova geração é viciada em dopamina. Só uma experiência radical com a espiritualidade consegue supri-los. Ó, Lucilene, tem bastante estudo sobre isso, a religião, a a geração das telas e tal, né? Eh, e é mais difícil, realmente prender a atenção dessa geração é mais difícil. Por exemplo, será que faz sentido a gente continuar fazendo cultos de 3, 4 horas para essa geração? Será que tem como fazer um culto de 4 horas e essa geração acompanhar esse culto? Não sei, sou cético. Talvez a gente deveria fazer cultos mais curtos, mais simples, eh com menos enrolação. Olha isso. Até eu que tenho 40 e tantos anos já não aguento enrolação em culto, sabe? Ora, agora chegou o momento de falar de tal coisa, aí vem tal pessoa. Ah, agora vamos fazer uma homenagem para não sei quem aí, não sei o quê. Hoje é o dia especial de tal coisa. E culto mesmo, né? acontece pouco. Eh, talvez esse seja uma questão, né? Pouco do que acontece dentro do do de um culto é espiritual. De fato, muita coisa tem a ver com a comunidade da igreja, sabe? Muita coisa é uma programação voltada para uma comunidade de pessoas, mas nem sempre é uma coisa espiritual. Difícil isso, né? Eh, bom, eu acho que esse assunto terminou, né? Vamos, vamos voltar aqui nos comentários mais antigos e aí o Oel comenta aqui só para terminar. Falta liturgia. Olha, eu não sei se é uma questão de ter mais ou menos liturgia, Oziel. Eu acho que é uma questão de que tipo de liturgia, entende? Eu acho que tem liturgias e liturgias. Eu acho, eu sou uma pessoa que eu acho que existe um valor do ritual paraa espiritualidade. Existe um valor pro ritual. Ritual é uma coisa importante pro ser humano. Eu já falei disso aqui uma vez ou outra, mas a gente mesmo fora da igreja, a nossa sociedade ela é ela se ampara em rituais para várias coisas, né? Quando você vai terminar uma faculdade, você faz uma formatura, você vai casar, você tem uma cerimônia, você tem um aniversário, você tem um ritualzinho ali de faz um bolo, põe as velas, você encontra uma pessoa, no começo do dia, você já faz um ritual que é estender a mão para ela. Ela pega na sua mão, vocês balançam as mãos e falam: "Olá, tudo bem? Como você está?" É um ritual. Isso é um ritual. Eh, e eu acho que a religião tá carecendo de rituais. Talvez a liturgia, a sequência do culto seja pouco ritualística nesse sentido de ter eh de ter repetição de ações e de palavras que tem um simbolismo forte, tem um significado, né? a Lilian que tá aí, que é que é católica. Eu gosto da da ideia católica do ritual. Eu acho que eles eu acho que eu talvez o o protestantismo, ao tentar se desvencilhar de alguns rituais da Igreja Católica, não soube criar outros rituais tão ricos quanto. Talvez tenha tido uma perda aí, né? Eu vejo um sentido ritual quando um católico passa na frente de uma igreja de fazer o sinal da cruz. E a gente não tem muito um uma coisa parecida com isso, sabe? E a gente fica tentando criar eh manifestações físicas e eh materiais da nossa da nossa religiosidade por causa da falta desse ritual e às vezes acaba descambando por umas coisas que não tem o mesmo peso, sabe? Que não tem a mesma não tem o mesmo a mesma profundidade simbólica na mente humana de, vamos dizer assim, né? Mas é isso. Eu acho que não é que falta a liturgia. Eu acho que eh a liturgia tem que ser repensada para ver se ela está sendo significativa, não se é uma questão de mais ou menos, né? Bom, é isso. Isso tem a ver também com o que eu com que quem era que perguntou aqui sobre música? É o Eduardo perguntou aqui sobre música. Eu nem sei se ele tá aí ainda porque caiu depois, né? Eh, mas que ele fala aqui, o que que você acha dessa questão da música secular na igreja? Eu nem sei como essa discussão se dá em outras igrejas, né? Por exemplo, a Igreja Adventista tem um tem uma questão em relação à música que é diferente das outras, porque Helen White comenta da música. Ela em uma a gente a igreja, o adventismo no quando ele começou teve todo um movimento da carne santa que era uma espécie de um de um proto um protoneo eh ah, como que chama? Eu tô com neoprotestantismo na cabeça, não consigo pensar no ah essas igrejas que tem hoje esse movimento dentro do evangelicalismo, das pessoas falarem línguas, das pessoas têm o Espírito Santo e as pessoas têm aqueles eh tem aqueles êxtases e tal. Como que é, gente? Fugiu totalmente a palavra da minha cabeça. Absolutamente. Pera aí. Sei que tem a ver com a palavra 50 penta pentecostalismo, não, neopentecostalismo. Pronto. É isso. É isso. Eh, tem um motivo de ter a ver com com cinco e com penta. Eu depois eu comento, mas o adventismo ele nos no seu início tava acontecendo lá na região onde o adventismo estava surgindo, que é lá nos Estados Unidos, um protoneopentecostalismo. eh, que era um movimento da carne santa, onde as pessoas entravam em êxtase religioso e caíam no chão, gritavam e tal, com músicas repetitivas e tal. Eh, e o adventismo, logo no seu início, ele foi se distanciando disso. Então, ele criou uma certa aversão a essa a essa manifestação de religiosidade, né? Eh, isso fez com que o adventismo adotasse uma postura específica em relação à música que nem todos os protestantes adotaram. Isso fez inclusive que o adventismo tivesse uma uma cultura musical um pouco diferente dos outros protestantes, o que foi positivo de certa maneira, né? Então, a música adventista, ela tendeu a ser mais tradicional, enquanto outras igrejas já tavam tendo uma uma musicalidade mais popular no sentido do de como a música é fora da igreja, no sentido secular. Eh, e eu não tô falando isso de forma pejorativa, não, mas no sentido de que, por exemplo, né, um exemplo que é que é bem forte para quem é adventista, né, bateria dentro da igreja sempre foi um tabu. Até hoje em algumas igrejas é tipo, nossa, bateria, bateria é coisa de, é coisa do mundo, é coisa do rock, é coisa de de música popular, não combina com igreja, né? Então tinha esse sentimento e ainda tem, de certa forma, dentro do adventismo uma tendência a uma a um tradicionalismo na música que tem uma raiz histórica na no distanciamento que o adventismo tem teve, né, no seu início com esse movimento da carne santa, que usava muito da música, da música repetitiva e dos tambores e tal, eh, para para gerar um êxtase religioso, sabe? Eh, então o adventismo teve essa questão por um motivo histórico, né? Mas isso fez com que o adventismo se desenvolvesse muito em relação a a grupos musicais vocais, né, os quartetos masculinos e tal, muito inspirado em um estilo também um um estilo muito muito secular, né, que é o barber shop, estilo barbers shop. Se você é adventista, tá vendo essa live e acha que os aros do rei é a coisa mais sagrada e pura, sem influência do mundo, entra na internet e procura Barbershop Quartet, você vai ver as ver uma versão do dos Araltos do Rei Mundana aí, que era um estilo de música bem comum nos anos 50 nos Estados Unidos e tal, eh, de quartetos masculinos e você vai ver que é é a mesma coisa que a gente que a gente fez, né? a gente só que se afastou dessa questão da bateria e tal. Então, a gente acabou gerando de qualquer forma, eu tô hoje eh divagando demais, de qualquer forma, a gente foi gerando uma cultura, uma tradição musical um pouco diferente dos outros protestantes, né? Eh, e o adventismo acabou indo para esse lado. Por outro lado, o adventismo criou uma versão maior a ideia de membros ouvirem música mundana, né? Existem várias questões. Eu conheço pessoas que vão discordar de mim, pessoas próximas e queridas, inclusive. Então eu não não é não é para mim isso não é um cavalo de batalha, certo? Mas existem outras questões aí que eh a definição de música mundana já é difícil. Por exemplo, eh Jubilosos, te adoramos. Música tradicional do hindário adventista. Jubilosos, te adoramos. Essa música, será que a gente pode falar que ela é uma música sacra? Essa música, ela veio da quinta da da nona sinfonia de Beethoven. A nona sinfonia de Bethoven usou um poema eh para fazer a parte de coral, que é, se eu não me engano, é um faz referência a Deus e tal, mas não é um um poema religioso. E a gente se apropriou dessa melodia que Betoven criou pra sinfonia, pra nona sinfonia dele. é uma música secular, né, a rigor, eh, que não foi uma música para ser criada para dentro de uma liturgia de igreja, nada, nada a ver com isso, mas a gente se apropriou dessa melodia, a gente colocou uma letra sacra e a gente colocou no Inário e a gente acha uma música bem tradicional cristã sacra, né? Esse é um exemplo. Existem outros exemplos ainda mais esquisitos dentro do hinário adventista, do inário tradicional. esse novo inário, eu nem tenho certeza do que que tem e o que não tem. Então, eh, gente, desculpa, eu tô falando de coisas assim muito adventistas hoje, mas eu acho que essa dúvida, essa questão é pertinente para eh pras outras religiosidades também, né? Eh, então, músicas como e músicas que eu gosto, né? Eu não tô não tô entrando na questão de mérito aqui, né? É bela manhã, manhã de alegria. A música do Sibéliios é é um um é uma suí que o Sibérius fez chamada Finlândia, que é uma canção nacionalista, porque o Sibéliius e Yan Sibélius era finlandês. E a gente se apropriou dessa melodia que virou uma música do Inário, né? Eh, e tem uma que é é é clássica, né? Tarã. Vocês já devem ouvir essa música do Inário Adventista. Talvez outras igrejas também tenham essa música. Eh, esqueci até o nome dela, me fugiu a letra do Inário Advento. Como que é? Há um país, >> há um país, há um país nas terras de Alen Rio. Eh, essa música é uma música tradicional, eh, chamada Danny Boy. É uma música irlandesa, se eu não me engano. Eh, e a letra dela é uma letra que não é uma letra sacra, mas é uma letra que foi criada por pessoas que eram religiosas de outra religião. Então, e a letra original tem questões teológicas totalmente estranhas ao adventismo. E a gente pegou essa melodia, criou uma outra letra e a gente canta e põe no Inário. O que que é a música? O que que é música secular? É difícil você traçar uma linha, por mais que existem um existam músicas que você pode falar: "Não, com certeza isso daqui é uma música secular". E outras que você falar: "Não, com certeza essa é uma música sacra porque ela já foi criada dentro de um contexto sacro". Você entende que a linha divisória dela às vezes é meio nebulosa, entendeu? A linha divisória entre secular e sacro é meio nebuloso. Eu particularmente, eu sou das pessoas que eu acho que não existe na uma coisa essencial na música em si que defina o que que ela é sacra e o que que e e o defina nela o que é sacro e o que que é secular. Eu não acho que existe essa, eu acho que essa divisão ela é artificial. Existe música. A música ela faz manifestar sentimentos, emoções, ideias, né, no ser humano. E essas ideias podem ser usadas dentro de um contexto religioso ou não, né? Existem muitas músicas, inclusive, que eu gosto, que são seculares, digamos assim, mas quando você vai ler a letra, ela é profundamente espiritual, né? Eh, tem uma música que eu gosto muito de um de um grupo chamado Devotica, o a letra da música é How It ends, né? Quando você vai ler a letra dela, eu não sei se dá para ler aquela letra num sentido que não seja espiritual, sabe, né? E existem músicas seculares que foram criadas com ideias que são religiosas, apesar da música em si ser secular. Eh, como que eu que exemplo que eu posso dar disso? Eu não vou lembrar agora o nome da música e eu não quero arriscar porque essa música eu não posso, não poderei esquecer, é uma música importante, mas eh na bruma leve das paixões que vem de dentro. [Música] Essa música, por exemplo, ela vem, ela ela faz toda uma referência a uma ideia messiânica. Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais. Não é à toa que quem é religioso, e presta atenção nessa letra, tem um ins religioso dessa música. Então, ela tem uma base que que vem de religião, apesar da da intenção da dessa música não ser religiosa. Ou seja, existem elementos religiosos nessa música e você pode ler ela totalmente de forma religiosa, né? Eh, então assim, essa barreira ela é quebrada o tempo todo, sabe? é quebrado o tempo todo. Embora e aí tem uma questão em relação ao rock, que de fato o rock se identificou em certa época como sendo algo do demônio. O rock fez isso deliberadamente, né? Não, talvez não o rock como um todo, alguns grupos, porque o rock era um foi um movimento de contracultura dentro de um país que era muito cristão e tradicional, Estados Unidos na época. Então, para você se rebelar contra essa cultura tradicional, você se rebela contra a religião dessa cultura. Então, existe existe um um várias letras de rock que são abertamente, digamos assim, eh eu me identifico com um demônio porque eu estou negando essa cultura religiosa hipócrita dos Estados Unidos, né? Meio que era essa a ideia. Só que isso não significa que todo um gênero musical é satânico, porque existiu esse movimento em alguns grupos, entende? Eh, dentro do rock. Mas como contraposição, muitas igrejas, muitos grupos cristãos acabaram entendendo que o rock não é uma coisa que um cristão deve ouvir, né? Eh, mas eu volto à questão, será que existe alguma coisa na distorção da guitarra em si? uma questão no som. O som criou uma combinação que é em si satânica. Eu não, eu não penso desse jeito, né? Será que a combinação específica de de instrumentos da guitarra, da bateria e do baixo e um vocalista, essa formação específica, ela se arranjou de uma forma que se tornou uma coisa demonía, satânica, né? Antireligiosa, anticristã. Eu não acho, né? Eu acho que esse inclusive vai para um pensamento um pouco pagão, no sentido de que existem forças místicas no mundo e que se você se você entrar numa coincidência dessas dessas eh dessas forças místicas, você invoca demônios, sabe? Eh, eu não acho que as coisas funcionam desse jeito. Então, embora existem fatores culturais que eu reconheço, então, sim, em certa época não fazia muito sentido um cristão defender o rock, porque o rock era um movimento de eh não é rebeldia também, mas de protesto, principalmente contra uma cultura tradicional que inclusive era cristã. Então existia uma questão de oposição, entende? Eu não acho que essa questão existe mais hoje, né? E e eu também eu parto de um outro pressuposto, que é o pressuposto de que não é a abstenção que torna o cristão melhor, entende? Não é ao eu não ouvir um estilo de música, eu não assisti um tipo de filme que eu vou melhorar. Eu não acho que as coisas são tão diretas assim. Eu acho que existe um embaralhamento das coisas. Então, mais do que isso, de eu me abster de coisas para me tornar um cristão mais puro, eu acho que eu tenho que ser um cristão mais alerta, mais crítico e não me abster das coisas, entende? Eh, por exemplo, eu já acho que já até dei esse exemplo aqui em alguma outra vez. Eu sou um cristão. Quando eu vou no cinema e assisto um filme dos Vingadores, eu vejo aquele filme do ponto de vista cristão, entende? Não é que eu não vou ver o filme dos Vingadores porque ele não é cristão, não. Eu vejo aquele filme, mas eu vejo do ponto de vista cristão. Eu vejo ele com o meu senso crítico apurado, falando: "Olha o que que eles estão querendo dizer com esse filme? O que que é o que que o o Thanos representa? Qual que é a ideia dele? O que que ele quer fazer? Quem é o quem é o grupo do bem? Que que esse grupo representa? Quais ideias são estão sendo postas na mesa. Então eu posso até me entreter com aquilo, mas eu me entretenho com um senso crítico. Esse senso crítico, eu não tenho que ter ele só quando eu tô vendo coisas do mundo. Eu tenho esse mesmo senso crítico quando eu tô sentado numa igreja ouvindo um sermão. Entende? Essa ideia desse pastor faz sentido? Será que isso é que a mensagem bíblica mesmo que ele tá falando? Então, na minha concepção, isso volta até à questão anterior, né? Eh, é o que eu procuro fazer sempre quando eu trabalho com adolescentes e tal na igreja, que talvez seja uma saída possível para pelo menos amenizar essa evasão dos jovens da igreja, eh, é fazer o seguinte, é ensinar os jovens, não é eles se absterem das coisas do mundo, mas a eles se tornarem críticos às coisas do mundo e de dentro da igreja. Essa expressão do mundo é é uma expressão esquisitíssima, né? É porque é difícil a gente achar outra expressão que que traga toda essa ideia, né? Mas qual eu tô falando do mundo aqui, eu tô falando do que é secular, do que não é religioso, tá bom? Eh, para quem não é religioso e tá seguindo a live aqui, né? Essa expressão horrorosa. Ele é do mundo, né? Como se não, ele é alienígena, ele não é do mundo. Mas entende o que eu quero dizer? A questão é ensinar os jovens a terem um senso crítico para as coisas seculares e as coisas religiosas, para eles entenderem quais são os fundamentos da religião dele, para ele saber reconhecer esses fundamentos nas coisas ou não. Ouvir uma música, falar: "Ó, eu gostei dessa música, mas essa letra aqui não tem nada a ver com o que eu acredito, né? Nossa, essa letra aqui eu discordo dela, mas a música é bonita, me entretenho com ela. Pô, esse filme aqui é interessante. Ele não é um filme religioso, mas olha só como ele trata, ele traz algumas ideias que fazem sentido com a minha visão de mundo religioso, né? Eu tô dentro da igreja, eu tô vendo uma programação, falar: "Ah, é uma programação da igreja". Mas eles sabem o que que eles estão fazendo, porque eles estão chegando a conclusões. Eles estão sugerindo conclusões, ideias com essa programação que não tem nada a ver com a visão de mundo cristã, entende? É isso que eu acho que é o importante, é a gente saber suscitar nos jovens e antes de nos jovens, em nós mesmos, uma visão de mundo crítica em relação ao entretenimento, em relação a sermão, em relação à universidade, eh a tudo, né? a gente morre de medo, a gente, né, no sentido os religiosos, nós religiosos, morremos de medo dos jovens irem paraa universidade porque eles vão se perder, mas ninguém dá fundamento para eles. Eh, e fundamento não para eles irem lá e criticarem a universidade, não. Fundamento para eles, ó, essa daqui é a essência da sua religiosidade. Eh, se um dia você discordar disso, segue sua vida. Você não é mais um cristão, né? Mas você pode questionar algumas coisas e continuar sendo cristão. Essa daqui é a essência. Existem outras coisas que talvez para você seja mais importante, para outro não seja tão importante, mas existe um fundamento, existe algumas essências, algumas coisas que são importantes e é bom a gente saber reconhecer essas ideias nos lugares onde a gente tá, né? Então, de forma geral, é isso. O que eu penso de entretenimento e cristianismo é isso, eh, de isso serve para música cristã, isso serve para filmes, eh, para um monte de coisa, né? Eh, eu entendo que o cristianismo se tornou muito sentimental, exageradamente sentimental. Isso é um movimento histórico do cristianismo, o movimento chamado avivalismo. Eh, o culto se tornou um momento de afloramento emocional, né? Então, a gente vai no culto para se emocionar. Eh, a gente vê isso em praticamente todas as religiões hoje em dia. O, quando eu falo isso, eu não tô falando que a gente não pode se emocionar num culto. Isso pode acontecer e e pode ser uma coisa incrível quando acontece, mas quando esse é o objetivo, o culto perde sentido, entende? Então, assim, a a a sua emoção tem que ser uma reação a coisas importantes que estão acontecendo na sua cabeça, entendeu? Ela não tem que ser a finalidade, ela tem que ser só uma reação a alguma coisa muito maior, né? Porque emoção aquele negócio, né? Eu tô emocionado agora, quando eu saio 5 minutos depois, eu já tô pensando em outra coisa, já tô com outra emoção. As emoções não sustentam uma espiritualidade, né? Eh, embora uma boa espiritualidade manifeste emoções, eh, entendeu quero chegar? Então o a questão é quando a gente tem uma uma religião muito emocional, muito baseada só emoções, a gente tá o tempo todo tentando emocionar, o tempo todo querendo fazer a pessoa chorar, sentir aquele êxtase emocional. Eh, isso não se sustenta quando alguém vem e te traz uma ideia interessante, mas que é uma ideia que se opõe à sua visão de mundo cristã, entende? Eh, bom, é isso. Eu falei paraa música de forma geral. Então, assim, eu particularmente eu ouço muita música eh secular, eu ouço muita música religiosa. Música religiosa, o que eu mais ouço, na verdade, eu nem ouço muito muito música adventista, né? Eh, eu ouço mais é músicas de coral, de coral contemporâneo a capela com tema sacros sacros tradicionais. É até difícil explicar o que que é isso, né, para quem não tá acostumado. Mas se você entrar eh no YouTube e digitar eh sei lá, tênbre choir, né, tênebre c H O i R, coral, né? O coral tênebre. É, é esse tipo de música que eu gosto, né? Ou votes 8, V O C E S8. É, são grupos musicais que fazem esse tipo de música. É o tipo de música que eu gosto. É um tipo de música que ela é muito religiosa, tem cara de música religiosa. É música coral, a capela cantando dentro de uma catedral. É isso. Tipo coisa de tipo de coisa que eu gosto. Mas ao mesmo tempo eu também ouço. Eu ouço rock, eu ouço samba, eu ouço, sei lá, eu ouço praticamente tudo, né? A única música que eu não consigo gostar muito é sertanejo. Talvez um dia eu eu acho um sertanejo que me pegue. Mas o eu tô falando do meu ponto de vista pessoal, né? Do meu ponto de vista pessoal, eu acho que a ideia de música em si já é uma coisa espiritual. a manifestação de ideias, de sentimentos que vão além das palavras e alcançam as outras pessoas sem necessariamente precisar de uma linguagem eh falada em comum. Eu acho que isso já é uma conexão espiritual, entende? Então, a música já é espiritual em si. Existem músicas ruins no sentido espiritual? Eu acho que podem ter sim músicas que são ruins espiritualmente, que você ouve a música e ela ela te rebaixa espiritualmente, ela te distancia de um ideal religioso. Eu acho que isso pode acontecer. Eh, eu acho que é difícil isso acontecer com músicas que te levam a refletir. Eu não acho que a reflexão te afasta do do de um ideal religioso, te afastam de Deus. Eh, por mais que as reflexões sejam causadas com com pressupostos que não são seus pressupostos cristãos, talvez com pressupostos que são seculares ou até anticristãos, mas se a o propósito da música é a reflexão em si, eh, eu acho que se alguém tá vacinado com esse espírito crítico que eu falei anteriormente, eu acho que ele se sai bem nisso daí. se sai bem. Então, ter esse espírito crítico é bom porque te liberta, porque você pode ouvir as coisas, você pode assistir as coisas e você dentro de você vai falar: "Ah, isso aqui eu não gostei, isso aqui não foi legal, isso daqui é contra o que eu acredito, né? Embora a combinação dos instrumentos é bem legal, a harmonia é muito boa, né? Gostei do refrão." Eh, mas a ideia geral é contra o que eu acredito. Então, existe isso. Eu acho que esse é o ponto, né? Esse é o ponto. Eh, deixa eu ver aqui um pouco dos comentários de você. Fiquei um tempão aqui falando, né? Eh, a Lila falando aqui, né? A missa é no que eu tinha falado de culto que chega a durar 4 horas, né? A missa é no máximo 1 hora. Tá ótimo. Dá para rezar, cantar e escutar o padre. Exato, né? A missa tem a hora da comunhão, a hora de de dar a a a padre de Cristo. Aí o padre aborda um assunto e é hora de cantar, né, de dar a paz de Cristo, tá? Eh, o pessoal falando do pentecostalismo, a palavra que me fugiu da cabeça, gente, eu tenho às vezes essas coisas, eu tô falando e tô falando e e o pensamento vai indo bacana. Aí trava numa palavra que não veio de jeito nenhum, uma palavra básica, assim, nãoem é uma palavra tão difícil, né? A Lilian comenta: "O povo evangélico não quer se misturar com o mundo. Aí deles é tudo diferente. É, então Liliam, interessante, né? Existe um verso da Bíblia que eu eu gosto, que tá na oração sacerdotal de Jesus, que é o seguinte: "Não os peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal". Eh, isso tá tá dentro de um contexto que é muito de Jesus, que é o seguinte: ninguém acende uma vela para esconder ela debaixo da mesa. Se o sal perde a capacidade de salgar, ele tem que ser jogado fora, ele não serve para nada. Então, para mim, a ideia que tem aí por trás é o cristão só é cristão misturado. O cristão separado no meio de um monte cristão, ele não tá sendo cristão. Ele não tá ele não tá eh ele não tá praticando o cristianismo. Cristianismo, a prática do cristianismo é necessariamente misturado. É o sal na comida, é a luz em cima da mesa iluminando o lugar todo, né? Eh, a ideia do sábio que sobe e se isola na montanha e e e fica alienado do resto do mundo não é uma ideia cristã. Na minha forma de ver, o cristianismo é necessariamente misturado. O cristão tem que estar junto dos pagãos. O cristão tem que estar junto de quem pensa diferente dele, porque aí a religião dele faz sentido, não faz sentido sozinha, né? Eh, a gente pode algum outro momento falar um pouco mais sobre isso. Eh, então essa cultura evangélica isolada, essa bolha, a bolha é uma coisa que eu sou muito contra, né? A bolha cristã, vamos proteger o cristianismo porque ele é muito frágil. Então, a gente coloca essa coisa frágil aqui, constrói uma muralha de pedra em volta. eh essa bolha cristã, dos cristãos só se relacionarem com o cristão, só viverem, ouvirem música cristã e tal, porque ele tá sendo, o mundo tá atacando, o mundo é uma coisa muito ruim e a gente tá é uma, é uma ideia belicista que até eu entendo de onde vem a referência bíblica disso, mas eu não concordo com a conclusão, né, de que a gente tá em guerra contra o mundo o tempo todo. Então, a gente tem que se cercar dos amigos e a gente tem que atirar nos inimigos, né? É meio que essa lógica por trás dessa ideia de bolha cristã, né? Mas eu sou totalmente contra. Eu não concordo com isso. Não acho que faz muito sentido do ponto de vista dos ensinamentos de Jesus, dos ensinamentos da Bíblia de forma geral. Eu não acho que esse é o propósito da religião bíblica. Aí o João comenta aqui: "Um profeta, uma voz profética, não tem que denunciar as más obras dos líderes do mundo? Quando uma pessoa do mundo protesta contra a maldade, isso não é uma voz profética?" Outro tema bem interessante. Olha, eu já tinha falado de dois temas, a gente falou de um, então faltou falar de uma outra coisa, uma uma um outro assunto que ficou para trás aí que eu não toquei e a gente já falta 10 minutos paraas 10. E esse também é um assunto bem interessante, João. Eu vou falar resumidamente, mas eu acho que sim. Por mais que talvez não há rigor, porque o profeta é é necessariamente aquele que que é a boca de Deus, né? Essa expressão interessante, aquele que fala a mensagem de Deus. Eh, então ele tem que tá falando aquilo que a mensagem que Deus trouxe para ser falado. Eh, mas eu acho que pode haver, eu acho que que existe uma questão de às vezes eh a gente tem pagãos trazendo a mensagem de Deus. Eu acho que isso é possível, por mais que talvez ele não tenha talvez toda a a consciência eh dessa ideia dentro de um contexto cristão, dentro de um contexto religioso, eh bíblico, mas eu acho que é possível sim. Eu eu então acho que sim, um profeta pode ser uma voz profética que que a pessoa de fora do do contexto cristão, religioso. Eu acho que pode ser entendido com uma voz profética. Sim. certa forma, né? Se a gente pensar que Deus usou outros povos, Deus usa os os babilônicos para trazerem juízo para Israel, existe um existe um um viés profético nisso, não? Essas manifestações de mexer muito o corpo, rodopiar esse espiritual parece muito com as religiões de matriz africana rumbanda com Domblé. É, Lilian. Eh, embora o os neopentecostais eh provavelmente ficariam muito ofendidos com essa associação, mas é muito difícil não fazer essa associação quando você vê os dois um do lado do outro, né? Eh, na minha maneira de acreditar, não é uma operação do Espírito Santo, como se entende dentro da do neoprotestantismo. Eu acho que esse é um fenômeno natural do ser humano, que é o êxtase quando você tem um um ritmo repetido eh dentro de um contexto litúrgico simbólico, eh onde você tem vozes, eh, que se repetem e principalmente dentro de um lugar fechado. Então isso acontece dentro da da Umbanda, do candomblé, isso acontece em palestras de coach, isso acontece em vários lugares. O o ser humano age desse jeito nessas condições, nesse êxtase. Então eu acho que essa é uma é uma apropriação desse desse fenômeno humano dentro de um contexto religioso, mas o fenômeno é humano. Entende o que eu quero dizer? esse êxtase, ele não acho que ele é causado, na forma como eu entendo, não é causado pelo Espírito Santo. É um fenômeno humano que acontece fora do contexto religioso, inclusive, né? Eh, ah, tá, eu vou ler a segunda parte aqui do do do que o João tá falando, né? O João tava falando da ideia do profeta. Eu fiquei comentando um monte aqui, mas ele tem um complemento que é interessante. Tem bandas de rock que fazem protesto contra guerras e opressão. Isso não são as pedras clamando a voz profética. Tem uma música do Bedw Releas American Jesus contra o Jesus cultural dos americanos. João, eu concordo totalmente. Eu concordo totalmente. Eh, eu acho que tem músicas que seriam considerados muito do mundo, eh, que são músicas, eh, de uma certa contracultura que se opõe ao cristianismo, inclusive, mas que traz mensagens que são muito mais cristãs que muitas músicas que se faz dentro da igreja. Tem músicas, tem letras de rock que você poderia com uma adaptação simples ali, você poderia colocar do lado de um texto de Jeremias e falar: "Ó, isso aqui, ó, é a mesma coisa". Eh, eh, tem uma uma música War Pigs, né, clássica, né, do aquele cara que comeu o morcego lá. Eu não não manjo muito não não é muito o que eu costumo ouvir, mas essa música em específico, quando você lê a letra dela, você fala: "Cara, isso daqui é isso daqui é literatura profética bíblica, né? Os eh eh pessoas que odeiam a humanidade são feiticeiros da eh clamando seus exércitos contra as pessoas, os corpos queimando e tal". Cara, isso parece lamentações e a a denúncia é a mesma, a denúncia da violência da guerra, né, do homem da denúncia contra o homem violento, contra essa essa eh essa heresia que é a violência contra o inocente, né? esse clamor contra a a a o opressor, que é um tema muito comum em muitas músicas do rock, é um tema bíblico fundamental. Então eu concordo plenamente com você, João. Tem muitas coisas que a gente deveria olhar pro mundo e falar: "É, eles estão certos e nós estamos errados, né? Eles são o samaritano, aqueles caras de de religião esquisita e tal, que estão aqui no meio de Israel, que são inimigos dos judeus e tal. Eles são os samaritanos que tão indo lá ajudar salvar o cara que tá na beira da estrada. E nós, levitas e sacerdotes, escolhidos por Deus, não estamos fazendo a vontade de Deus. eles estão fazendo em nós, não. Então, essa parábola do bom samaritano, eh, eu acho que ela acontece o tempo todo. Muitas vezes, do ponto de vista do do que é a religião bíblica, a mensagem da religião bíblica, a gente tem bons samaritanos por aí, gente que não é cristã, fazendo mais a vontade de Deus do que muita gente que que deveria ser o suprassumo do cristianismo, entende? É, isso é bem sério. Isso é uma coisa séria. Faz a gente ficar preocupado, na verdade, né? Eu concordo. Eh, a Lucilene coloca aqui: "A música é um fenômeno físico com efeitos como ressonância, dissonância, as plantas, animais reagem esses efeitos. Os sentimentos também eh substituir espiritualidade por sentimento traz enganos." É, é, Lucine, eu eu conheço, eu sei que tem pesquisas em relação a isso, mas eu sou cético em relação a a se esses efeitos da música eles se eles são tão preto no branco, no branco assim, sabe? Eh, o filme O Robô selvagem foi um dos filmes mais cristãos que eu assisti e não é um filme cristão, tem uma mensagem qualidade incrível. É, Caio, de vez em quando a gente vê um filme, ouve uma música, alguma coisa assim que a gente fala: "Cara, que insite religioso maravilhoso esse cara. Tipo, foi um anjo trazido dos céus para me trazer essa mensagem, mas ele nem acredita em Deus, né? Deus usou essa pessoa para me trazer um insight religioso, né? Eh, isso acontece com frequência, né? Quando a gente tá aberto a ouvir essas coisas, quando a gente tá aberto a a ver as mensagens bíblicas em lugares onde não se espera e a gente ver coisas contra as mensagens bíblicas em lugar onde se esperaria que fosse a favor, quando a gente tem esse senso crítico, coisas interessantes acontecem. Eh, a Bíblia, a música na igreja é complicado, assim como algumas coisas na igreja. O problema é quando as pessoas querem dar pitacos nas coisas privadas, fora do ambiente da igreja. É, exatamente. É, é que é difícil, né? Existe uma linha que separa o religioso do não religioso, eh, dentro de um contexto de igreja, de culto, mas essa linha ela fica difícil de definir quando você tá no seu dia a dia. A gente pode falar disso uma um outro momento, mas de certa forma a pessoa religiosa ela sacraliza as coisas em volta dela, entendeu? Então, quando você é religioso, eh, você é capaz de pegar aquilo que não é religioso e tornar, eu tô falando religioso aqui num sentido espiritualidade, tá? Quando você é uma pessoa que tem espiritualidade, você consegue sacralizar coisas que não são espirituais à sua volta, entende? que é mais ou menos esse caso que a gente tá falando. Às vezes o cara fez uma música aqui chapado de maconhas, chapado de outras drogas, fazendo tudo que é contra os nossos princípios morais cristãos no momento que ele tava escrevendo aquela música. Mas a música em si é um insight importante, pode ser um insite importante religioso, né? Eh, isso tudo é muito complexo. Essas coisas têm nuances, né? Isso que é o difícil, né? Eh, o livro Verdade Absoluta fala desse fenômeno, sobretudo do mundo cristão, que é essa dissociação radical entre a vida comum e o mundo religioso. E a visão religiosa não serve para ler a vida comum. Pô, bem interessante, Aid. Bem interessante. É, é bem isso mesmo. A gente, nossa, eu não vai dar tempo de entrar nesse tema agora, já é 10 horas da noite. Mas existe uma coisa, eu vou falar bem resumidamente e a gente pode falar isso depois em uma outra live. Eh, a espiritualidade ela deveria ser uma sensibilidade. Aquele que é um sujeito religioso, espiritual, ele tem uma sensibilidade para algumas coisas que as outras pessoas não têm. Sensibilidade não no sentido de que ele é delicado e vai se quebrar, mas sensibilidade no sentido de perceber coisas que os outros não percebem, entende? tem uma sensibilidade, ele é sensível a a a perceber coisas, né? Eu entendo a religião bíblica nesse sentido. A religião bíblica é uma camada em cima da da da vida comum que faz a gente ver coisas. É um viés sobre a vida, que faz a gente perceber coisas. Eh, mas acontece que às vezes acontece o contrário. A gente se por a nossa visão religiosa nos dessensibiliza o mundo, entende? Então, as coisas que estão todo mundo percebendo, coisas super, tá todo mundo naquela vibe e eu que sou religioso entro no meio e falo: "Ah, não, não tô entendendo o que tá acontecendo aqui". Então você se isola, você se aliena da da humanidade, do resto da humanidade, das pessoas. Então uma coisa super importante, tá todo mundo discutindo aquilo, que é um tema importante para as pessoas. A gente vira e fala: "Isso aí é besteira". Às vezes a gente tá discutindo uma coisa que todo mundo olha e fala: "Cara, eu não tô nem entendendo o que esses caras estão discutindo". Então esse esse isolamento, essa bolha, às vezes acontece sem a gente perceber. a gente tá se isolando, a gente tá construindo muros para se isolar das pessoas e a gente não percebe, né? Eh, eu acho que a espiritualidade devia ajudar a gente a ser mais sensível, perceber mais as coisas e não deixar a gente anestesiado, sabe? de que tá tudo caindo em volta e a gente nem tá vendo. A gente tá a gente tá olhando para para um negócio que a gente inventou e colocou aqui na frente enquanto tá todo mundo morrendo em volta e a gente não nem viu, nem percebeu, sabe? Eh, mas é isso, gente. Vamos então caminhando pro final aqui. Eh, nunca tinha parado para pensar sobre essa questão das pedras clamando. Gostei demais de do insight. Ah, legal, Mateus. Eh, pastor, só um comentário. O seu áudio tá sempre baixo. Tá nítido, mas baixo. É, estamos no finalzinho da live. Eu vou ver. E e tem um gargalo em algum lugar aí, porque eu sei que se eu aumentar o volume, ele fica estourado, às vezes até baixo. Quando eu tô editando a minha live, eu percebo isso. Eu vou, essa semana vou dar uma olhadinha melhor no meu microfone aqui, entender o que que tá rolando. Eh, mesmo o Big Bang, a o LDG, coloque aqui o LDG. A, o LDG, eu não consigo ver a fotinha pequenininha mesmo. O Big Bang, um fenômeno discutido após dados do James Web, exige uma causa inteligente, reação inteligente. Provém de uma ação inteligente, diria Isaac Newton. Céticos crerão. Eh, é, então é, o Big Bang é uma questão toda aí. Claro que assim, grandes defensores da teoria do Big Bang hoje não são pessoas que acreditam em Deus. Mas o Big Bang pode ser usado como um argumento paraa existência de Deus também, justamente porque ele fala que o universo passou a existir. E se o universo passou a existir, você pode inferir que existe uma causa para pro surgimento do universo que tá fora dele, que tá além dele, né? É basicamente esse o centro do argumento, o argumento cosmológico de Calan, né? que não não foi desenvolvido por um muçulmano que não que não usava a teoria do Big Bang, né? Mas a teoria do Big Bang veio meio que confirmar a lógica desse argumento, né? O argumento cosmológico de Calan. Eh, tem uma extensão para navegador que aumenta o volume do vídeo, mesmo já tendo chegado ao máximo. Sound sound booster. É, gente, eu vou vou tentar na próxima live deixar um sonzinho mais alto. Aí que tá, eu editando, eu vi que tem hora que eu subo o volume e ele fica estourado, o som fica estourado. Então tem um gargalo que eu não tô entendendo aí para aumentar o som, mas eu vou dar uma estudadinha a semana. Semana que vem vai tá OK. Eh, lembro que minha mãe não queria deixar minha irmã ler um livro de fantasia chamado O Guerreiro Pagão de Bernard Corwell, só por causa do nome. Eh, então a gente sempre tem essas histórias, né? Eh, as nossas mães, os nossos pais, na geração deles também tem muito a ver também com essa essa mudança muito muito brusca que muito rápida que acontece na na sociedade e uma geração fica desconectada da outra e tal. As nossas mães sempre tentando proteger a gente, né? Tem essas histórias, né? Eu não sei, gente. Eu eu gosto de ver as coisas do ponto de vista cristão. Eu eu assisto Harry Potter e vejo princípios cristãos o tempo todo. Não julgar pelas aparências, né? Eh, não fazer discriminar as pessoas. Eh, várias princípios cristãos que acho tão importantes, tão bonitos e o pessoal se pega na ideia de não, eles estão fazendo bruxaria, tá? Mas isso não é importante. A bruxaria, a bruxaria é só uma perfumaria no Harry Potter, né? Eh, uma perfumaria no sentido, a bruxaria tem um outro sentido simbólico tão mais interessante, tal. Hum. Eh, para dar um exemplo, né, de como a gente se pega a forma das coisas, a aparência das coisas e não pega essência. Por isso que existe gente falando coisas absurdas dentro da igreja, porque a forma, a aparência é cristã. E a gente deixa passar. E às vezes tem coisas extremamente bonitas e profundas, mas a forma, a aparência não é cristã e a gente repele, né? Então, se a gente aprender a detectar qual é o fundamento da nossa fé, quais são as ideias que estão sendo colocadas no final das contas na mesa, nessa obra cinematográfica, nessa série, nessa nesse videogame, nesse nessa música. Se a gente começa a aprender a ter um pouco mais de senso crítico para entender o que as pessoas estão querendo dizer com as coisas que elas estão dizendo, eu acho que a gente se torna cristãos melhores e até mais resilientes, como diz lá Jesus. Eh, aliás, é Paulo que fala que não é não é qualquer vento de doutrina que faz a gente ser levado por elas, sabe? Eu acho que tá aí o o a questão a questão de lidar com o lidar com o secularismo. Então tá, gente, eu acho que é isso. Desculpa aí se eu pulei algum comentário. Eh, eu tô assim, eu tô editando as lives e eu tô muito atrás na edição das lives. Então, eu tô editando live de dois meses atrás ainda para colocar no canal, porque eu eu a visualização que os vídeos t é são bem maiores do que as lives. Então, o pessoal que acompanha aqui o nosso grupinho aqui, eh, a nossa panelinha aqui das lives, não é necessariamente o grupo das pessoas que vai assistir depois esses assuntos recortados. Só que vocês sabem como é fazer edição de um vídeo de uma live dessa que dura 1 hora e meia e tal. É bem complicado, ainda mais como eu sou confuso, que às vezes eu vou no assunto, depois eu eu saio para outra coisa e volto e tal. Editar isso às vezes é meio difícil. E a minha ideia com as lives era assim, eu não tô com tempo para ficar criando vídeos específicos, então vou fazer live. Aí eu me lasquei porque agora para editar esses vídeos, para fazer esses cortes, eu é tão demorado ou mais. Mas beleza, gente. Valeu aí quem esteve até agora aí com a gente. Eh, valeu pelos comentários aí, todo mundo. Eh, e até semana que vem. Se tiver live, eu acho que vai ter, mas qualquer coisa, dá uma olhadinha ali no canal, vê se eu deixei algum recado, se eu deixei uma live já posta. Se eu tô falando com vocês e cair igual hoje, insiste um pouquinho mais que às vezes eu volto. Às vezes eu volto. Valeu, gente. Até mais. Então,