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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 24/10

Davar Live – 24/10

Davar Live – 24/10

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, boa noite.
Bem-vindos aí a mais uma live.
Como que vocês estão? Se vocês puderem,
por favor, me mandar um
feedback aí sobre o som e sobre o
e sobre o o vídeo, se tá tudo certo, se
o som acho que hoje tá OK, né? Ó, o
Oziel já apareceu aí. Boa noite, imagem
som OK. Valeu, gente.
E eu vi que a gente já começou com o
João, já trouxe aqui algumas questões, a
gente já fala sobre elas já, João.
Legal, bacana.
Boa noite então pro João, pro Caio, pro
Oziel, pessoal que tá entrando aí.
Eh, bom sábado aí para vocês, boa
sexta-feira à noite e
e é isso, gente. Eu vou
eh nessa live eu pensei em alguma coisa
pra gente comentar, uma coisa fixa. Eh,
mas assim, eu pensei, mas ficou um pouco
em aberto na minha cabeça, então eu não
sei direito como vai funcionar. Vamos
ver como vai rolar essa live aqui, tá
bom?
Então, eu acho que a gente já podia já
começar com essas questões do João aí,
né? O João traz uma questão
interessante. Deixa eu ler aqui. Ele vai
falar o seguinte: "Boa noite, em
Deuteronômio, 72 era para destruir
totalmente, não ter piedade. 73 não era
para casarem com as filhas da terra.
Deuteronômio 2016 não era para deixar
com vida tudo que tem fôlego. 17
destruir totalmente. Em Números 3118,
não sei se antes ou depois dessas
instruções de Deuteronômio, eles deixam
as meninas medianitas que não tiveram
relações com homens viverem e serem
dadas para eles, né, como esposas.
Em Josué 6:18 era para se guardar das
coisas condenadas de Jericó. No 21
destruíram tudo, até bois, jumentos,
etc. e tal, né? Em Josué 8:2, Deus
permite saquear os espojos e o gado. Não
sei se é assim, mas parece que Deus dá
ordens em um momento para fazer algo, em
outro momento parece que dá outra ordem.
Então, João, é meio que isso daí mesmo.
Eh, a gente não tem um padrão
de como eh dado por Deus, de como os
israelitas deviam agir em relação a
todos os povos. O que faz a gente pensar
em algumas coisas, né? Por quê? Por que
que tem essas mudanças? E elas têm
mesmo. De fato,
uma explicação que para mim faz sentido
é porque esses povos eles, digamos
assim, eles estavam em momentos
diferentes.
Eles eh vamos voltar um pouco no tempo,
né?
Quando Deus faz a promessa lá para
Abraão, lá em Gênesis, eu não lembro
agora se é no capítulo
12, 15 ou 17,
mas ele fala que aquela terra ia ser
dada pros descendentes de Abraão, mas
isso ia demorar um tempo, porque aí tem
uma expressãozinha que diz o seguinte:
"A medida da iniquidade deles ainda não
foi completada desses povos, né? Então
isso dá a ideia do seguinte. Você tem
aqueles povos que viviam em Canaã
e eram povos perversos,
mas que eles eh essa ideia da medida
ainda não tá cheia, quer dizer que eles
estavam perversos, eles eram perversos,
mas ainda não tinham passado dos
limites, entendeu? Eles eram perversos,
mas eles ainda estavam dentro de uma
certa tolerância que Deus podia ter com
eles. E parece que em algum momento esse
nível de de maldade, de perversidade
desses povos, tipo, passou da conta. E é
meio que Deus usa Israel para trazer
juízo para esses povos. Então assim, a
gente tem povos diferentes que estão em
situações diferentes. De certa forma
Deus teria condenado todo a a a região
de Canaã, mas parece que a condenação
não é a mesma para todos. Então, alguns
povos era para eles matarem todo mundo
mesmo. É isso que diz o texto. Em outros
não, né? Em outros eram para deixar
pessoas vivas. Eh, alguns podiam pegar
os animais, outros não, os despojos de
guerra, né? Então, existe essas
diferenças de ordens de Deus e elas, o
texto bíblico não fala o porquê dessas
diferenças, mas parecem estar
relacionadas com, se a gente fazer o
link, né, fizer o link com essa e texto
de Abraão, parece que elas podiam estar
relacionadas com qual era essa tal
medida de iniquidade de cada um desses
povos, né, que Israel tava entrando em
conflito.
Então, de forma geral, eu penso assim,
eu penso que pode ser essa explicação,
João. E aí tem mais um detalhezinho que
eu acho interessante.
Eu não sei se vocês eh lembram
da história lá do livro de Estter, né?
Lá no livro de Estter você tem eh Estter
acontece ali no pós-esílio, no período
persa, né? Eh, são os israelitas que
ainda não voltaram do do exílio, que
ainda estavam ainda lá na Pérsia.
E ele vai, o livro vai contar a história
de uma, eh, de uma conspiração para
matar o os israelitas, né? No caso aqui,
nesse período a gente já vai chamar de
judeus.
Então, era uma conspiração para matar os
judeus, né? E o grande arquiteto dessa
conspiração é um sujeito chamado Amã. E
vai dizer lá no capítulo 3 de Ester, a
partir do verso 1, diz assim, né? Depois
disso, o rei Açuero engrandeceu Amã,
filho de Amedata, Agita, e o exaltou.
Ele deu um cargo mais elevado do que
todos os oficiais que estavam com ele.
Então, algumas coisas pra gente prestar
atenção aqui nesse verso, né? Primeira
curiosidade que eu acho,
que me chama a atenção aqui é que o nome
açueiro
ele também conhecido na persa como
sheres. Então, açoeiro, esse açoeiro
aqui da história de Sters
lá da história dos 300 de Esparta,
lembra? Então, o açoeiro aqui é o
Rodrigo Santoro careca.
É, esse é o mesmo rei, é o rei persa,
eh, aero e é um é o mesmo, a mesma
figura, né?
Eh, mas o que o que a gente tá querendo
chamar atenção aqui hoje é essa, esse
título que é dado para Amã, né? Amã,
filho de Hamedata, ou Agajita. E o que
que é o Agajita? Agajita é o descendente
de Agag. E quem foi Agag, né? A Gag
aparece lá em Primeiro Samuel, capítulo
15,
vai dizer o seguinte, daqui a gente tá
falando de séculos antes, né? A gente tá
falando aqui do período ainda da
monarquia do reino unificado, que a
gente tá falando da história de Saul.
Eh, Samuel disse a Saul: "Foi a mim que
o Senhor enviou para ungir você como rei
sobre Israel, o povo dele. Agora ouça as
minhas palavras." Assim diz eh, o Senhor
dos Exércitos: "Carstigarei Amalque pelo
que fez a Israel, colocando-se no
caminho de Israel quando este saía do
Egito." E ele vai falar: "Ó, destrui
destrói todo mundo. Esse povo é não é
para sobreviver ninguém, né? Vocês vão
entrar em guerra com eles, mas todos
devem morrer." E o que acontece?
Saul desobedece Samuel, a ordem de que
Deus tinha dado através de Samuel.
E o nome do rei que foi poupado desse
dessa ordem divina diz lá no verso 8it,
"E tomou vivo Gague, o rei dos
amalequitas, porém destruiu o povo a fio
da espada. Então, parece que sobreviveu
uma pessoa que é esse rei Agag,
que eh Saulos obedece, mantém ele vivo.
E depois Samuel acaba matando a Gag, né?
Eh, Samuel não fica, o o Agag não fica
vivo para sempre, não vai, não é solto e
é vivo. Eh, Samuel mata eh Samuel acaba
matando a Gag aqui no final do capítulo
15, né? O que acontece? A a tradição
judaica vai dizer
que o fato de Samuel ter de Saul ter
desobedecido Samuel e ter poupado a
Gague naquele dia fez com que a Gague
tivesse um filho enquanto ele tava
cativo dos israelitas, mas não morto,
né? E esse filho vai gerar toda uma
descendência que vai chegar até Amã.
Isso considerando que o texto diz que
eles mataram todos, mas a Gag, o rei,
sobreviveu, né? É, pode ser também que o
texto não tá falando abertamente, mas
quando ele diz Agag, talvez seja a casa
de Agag, o a família de Agage. De
qualquer forma, a desobediência de Saul
aqui levou séculos depois
a um quase extermínio do povo que Deus
tinha separado para levar essa mensagem
de Deus pro mundo, né? Então, olha como
as coisas são, João. A gente sempre vai
ver esses essas ordens de Deus para
exterminar um povo, esses genocídios que
de fato são genocídios da maneira pior
possível, porque a gente compara com
genocídios feito hoje por seres humanos
por causa de petróleo, por causa de
terra, por causa desses todos esses
motivos, né? Eh, mas quando a gente pega
esse link, a gente percebe que a
intenção de Deus era outra e a percepção
de Deus da história é outra.
Então, nesse caso, a gente já tem uma
eh a gente percebe Deus montando um
plano que, se não fosse pela
desobediência de Saul, talvez séculos
depois a gente nem tivesse a história de
Esterno. A gente não ia ter lá o Amã
quase exterminando o povo de Israel
inteiro, né? Então, por que que Deus
pede para exterminar uns e não perde
para exterminar outros? E aí a gente, o
que a gente pode dizer é que não dá para
saber o que a gente sabe, o que do ponto
de vista bíblico, né? Deus sabe de
coisas que a gente não sabe. E ele
interfere na história de maneiras que a
gente não consegue entender a intenção e
o objetivo e como isso vai resultar no
final, entende? Então, para mim essa é a
explicação. Alguns povos tinham que ser
exterminados porque Deus sabia o que ia
acontecer depois se esses povos tivessem
vivos. Outros não, outros recebiam
misericórdia divina, né? E e a coisa vai
funcionando desse jeito, né? Não sei se
eu respondi bem, se era isso que você
tava querendo entender.
É bom que eu entrei um pouco, você
colocou já antes, né, João? Eu entrei um
pouquinho antes aqui para arrumar a live
e já vi a sua mensagem, já dei uma
pesquisadinha nos textos aqui, já deixei
tudo tudo preparado já. Mas é isso. Eh,
é isso daí.
Aí eu queria lendo aqui as mensagens,
né? Entra aqui depois do João entra o
José Lima. Dar uma boa noite aqui
também. O Davi Silva diz: "Finalmente
consegui participar de uma live". O Caio
Machado, boa noite. O o hoje o áudio
está muito bom. Que bom, que bom, né? O
Joserlei dá boa noite aqui. Fatista. Se
Deus já havia prometido que o trono
seria da descendência de Judá, como Saul
reinou e poderia ter seu reino
confirmado para sempre? Lá em Primeiro
Samuel 13:13,
olha, essa é uma boa pergunta, viu? Eu
não sei se eu sei responder essa
pergunta não, até porque Saul, ele era
benjamita, se eu não me engano, ele não
era da tribo de Judá, né? Eu não sei,
não lembro qual tribo era, mas
essa daí eu não vou saber responder não.
Talvez se tivesse parado para
para se parar para dar uma estudada
nisso, talvez a gente consiga achar
alguma possível resposta. Mas olhando
assim, não faço ideia. É um bom ponto
aí, né? Porque a promessa do reino de
Judá já acontece desde lá de de Gênesis
capítulo 49. que é o quando
eh Jacó
faz as bênçãos paraos seus filhos, né? E
ele abençoa Judá e já fala do trono eh
de Judá, já fala que os filhos seriam
eh o os seus filhos, quer dizer, os
irmãos de Judá iriam se curvar perante
Judá. Então já tem uma uma previsão aí
do do reino de Judá. Eh, o Ozeal colocou
aqui: "O cetro não se arredará de Judá".
Exato. Essa que é a frase que que ele
dá, né? Que é uma frase profética. Essas
bênçãos dos patriarcas, elas têm um
sentido profético, né? Então, realmente
difícil dizer, difícil dizer. O FH
Batista até complementa aqui Benjamim,
que era é a tribo de Saul. Então, é
isso, né? É. Então, não sei. Talvez Deus
já tivesse escolhido
eh Saul. Uma ideia que eu já ouvi antes,
eu não sei se o texto é explícito em
relação a isso, acho que não. Deus já
escolheu Saul para ser o rei que o povo
queria, que era o cara grande, forte,
olhava da multidão, dos ombros para
cima, tava ali Saul e tal, mas eh
dando para ele assim uma uma
oportunidade, mas já sabendo que não ia
ser esse cara que ia reinar para sempre,
né? Eh, é difícil. Essa é uma das
questões mais difíceis da Bíblia, né?
O conhecimento de Deus acerca do futuro.
Existem textos da Bíblia que parecem
indicar que Deus conhece muito bem o
futuro, né? Aqueles textos que falam:
"Antes que eu nascesse, tu já me
conhecias", né? Então isso dá uma
sensação daquela daquele que o pessoal
fala às vezes: "Ah, Deus está fora do
tempo, a dimensão do tempo não se aplica
a Deus, né? Eh, e tem toda uma percepção
de tempo diferente e tal, mas por outro
lado tem outros textos que é difícil
dizer o o quanto é porque assim, Deus
sabe de tudo. Deus sabe de todas as
coisas. Beleza? Agora, o futuro é uma
coisa.
Deus sabe de todas as coisas que
existem. O futuro é uma coisa que não
existe,
entende? Aí a gente já começa a entrar
numa filosofia louca aqui, né?
Então, Deus não saber exatamente o
futuro, isso é uma limitação pro
conhecimento de Deus, já que o futuro
não é uma coisa que existe.
É uma questão pra gente ficar mastigando
aí, não sei dizer, mas de qualquer forma
o texto bíblico parece ser um um pouco
dúbio em relação a essa perspectiva em
específico, sabe? Alguns textos parecem
dizer que sim, que Deus já conhece tudo
o que vai acontecer em todas as eras.
Outros textos parecem mais da indicação
de que Deus para se relacionar com o
homem, ele entra dentro da dimensão do
tempo.
E aí ele, por entrar nessa dimensão do
tempo, ele o tempo ou ele entra na
dimensão do tempo ou o próprio tempo é
uma é uma ideia que a gente criou, que
não é exatamente do jeito que a gente
pensa, de um outro jeito. Bom, aí é
difícil a especulação é é difícil, né?
Mas é isso daí.
Eh,
aí o José Márcio até coloco aqui, não
foi para trazer juízo. Juízo.
Eh, é, a gente vai e volta nos temas
aqui, né? Então, talvez eu tenha me
perdido aqui. Juízo e seria em relação
ao povo de Israel entrando lá no na
terra prometida. É isso? matar o o os
povos que estavam lá nessa medida da
maldade, né? Eh, o João falava: "É sem
essa essa dúvida". Obrigado, me ajudou a
pensar.
Eh,
aí o José Marcios coloca aqui, Roney,
como você vê ou entende por plenitude
dos gentios?
A plenitude dos gentios é o texto lá de
Romanos, capítulo 11, né? Do 9 ao 11.
Eu teria que pensar um pouco mais
também, José, porque eu sei que esse
texto tem algumas complicações,
tem algumas
tem alguns eh não é umas pegadinhas, mas
é tem alguns detalhes que ele faz
referência a ideias que se você vê em
outros lugares da Bíblia, esse esse isso
fica mais redondo, né? o esse
raciocínio. Então, eh vamos lá, só para
entender o que que aonde tá o contexto,
mas eu não sei se eu vou conseguir
responder especificamente o que que eu
entendo por essa plenitude dos gentios.
Quando a gente vai lá para Romanos,
qual a estrutura do livro de Romanos?
Eh, Romanos vai ter um grande argumento
que vai do capítulo 1 até o capítulo
oito, que é o argumento da justificação
pela fé. Então eu vou eu vou fazer uma
estrutura breve aqui do livro de
Romanos. Uma coisa que é interessante,
né? Sempre quando você for tentar
entender um livro da Bíblia, começa
tentando entender a estrutura. Se você
colocar, sei lá, eu quero entender
Romanos. Se você colocar Romanos
estrutura no Google, ele vai te dar uma
uma sugestão de estrutura do livro. Por
quê?
Porque eh
a os livros da Bíblia eles vão
desenvolvendo temas e às vezes ele
termina de desenvolver um tema e começa
a desenvolver outro. Então quando você
olha a estrutura do livro você sabe,
olha, desse capítulo até esse, ele tá
falando sobre tal coisa, daqui até aqui,
ele já vai falar de outra coisa. Aí
depois dessa parte ele vai voltar ao que
ele tava lá no começo e vai explicar
melhor. Então quando você olha pra
estrutura do texto você consegue
entender
como eu como esse esse raciocínio vai se
conduzir dentro do texto ou para chegar
onde ele quer. Então fica mais fácil de
você não se perder no texto. Então
estrutura é uma coisa bem legal. Sempre
quando você for ver um texto pega a
estrutura, né? Então, uma estrutura
sugerida de que de romanos e estrutura
também não é um negócio assim, tá aqui a
estrutura sacralizada de romanos e
ninguém pode questionar, não. Tem várias
estruturas possíveis que as pessoas vão
lendo e vai vão falando aqui eu acho que
ele terminou esse tema e começou outro e
outra pessoa vai olhar, não, esse tema
não é outro tema, é um desdobramento do
primeiro. Então vai ter discussões aí
sobre as estruturas dos livros, né? O
Agora sim, vamos lá pra estrutura do
livro de Romanos, capítulo 1 até
capítulo 8. é o grande argumento da
justificação pela fé.
E aí dentro desse grande argumento, ele
vai ter eh ele vai ter raciocínios
específicos, vai falar eh da mulher que
se torna viúva, vai falar dos do do
escravo que se torna livre e tal. Então
ele vai usar vários exemplos para fazer
esse grande argumento da justificação
pela fé, né? O que que ele quer dizer aí
do capítulo 1 até o capítulo 8? Ele quer
dizer que não é o cumprimento da lei as
obras que você faz que te salvam. O que
te salva é a sua fé, né? E ele vai
argumentar nesse sentido.
Do capítulo 9 até o capítulo 11, ele vai
falar de um caso específico, que é o
caso dos judeus. E depois o capítulo 12
até o capítulo 16 ele vai falar de
alguns temas aleatórios para concluir
essa carta aos romanos, né? Então,
alguns outros temas que estavam
provavelmente temas pendentes que ele
queria conversar com os romanos, mas não
necessariamente seguindo uma estrutura
igual antes, eh, que vai se
estruturando, que vai se desenvolvendo e
tal. São temas mais curtos e mais
aleatórios, assim, parece. Então, vamos
lá. O que que é esse capítulo 9 ao 11 de
Romanos?
Que que é esse caso dos judeus?
A expectativa que eles tinham, que os
discípulos tinham? Eh, bom, Jesus é o
Messias, ele apareceu,
eh, ele nos deixou a missão de levar
essa mensagem da a mensagem do
evangelho, a mensagem de que, eh, Jesus
é o Messias e o sacrifício dele nos
livra do pecado, assim, bem
resumidamente.
Eh,
e essa mensagem deveria ser levada
primeiro pros judeus
ali em volta e depois pros gentios até
os confins da terra,
né? E dessa forma o eh
esse seria o plano de Deus. Todo mundo
ia ser salvo dessa forma. Só que o que
acontece que subverte a expectativa
deles,
os judeus, os judeus eles não aceitam o
evangelho na sua grande maioria, né?
Quando se fala os judeus não aceitaram o
evangelho, é bom fazer um disclaimer
aqui também. Eh, lembra aqui que a gente
tá falando dos eh dos apóstolos? Eles
eram todos judeus. Paulo era judeu,
Jesus era judeu. A história de Jesus é
uma história judaica.
Eh, os mocinhos e os vilões são todos
judeus, né? Tanto os que queriam matar
Jesus dentro daquele contexto eram
judeus, quanto os seguidores de Jesus
eram judeus. O Novo Testamento só vai
falar de judeu até o capítulo 10, né?
Fora um ou outro que aparece na
história, né? E alguns desses que ainda
aparecem não são judeus, ainda são
prosélitos, ou seja, são estrangeiros
que se converteram. tem poucos casos ali
de judeus que que são de nações pagãs,
que que é comentado no no Novo
Testamento até Atos 10, né? A gente já
comentou um pouco desse Atos 10. Eh,
então é uma história judaica, acontece
dentro de um contexto judaico a história
de Jesus, eh, e a história da morte de
Jesus e a história do do começo ali do
do cristianismo.
Eh, e dentro desse contexto,
eh, a gente
para pra gente entender essa frase de
que, eh, os judeus não aceitaram a
Jesus. Grande parte dos judeus aceitaram
o livro de Atos vai falando de milhares
e milhares de judeus ali em Jerusalém,
até sacerdotes. Eu não tenho aqui o
verso na mão, mas se você procurar no
livro de Atos as referências à palavra
sacerdotes, ele vai falar que tinha até
sacerdotes que aceitaram a mensagem do
evangelho, né? Então, grande parte do
judaísmo se tornou sim eh seguidores de
Jesus como o Messias.
Só que não todo. Isso espantou os os
apóstolos, né? Porque a a expectativa é
que pronto, Jesus veio, se cumpriu, eles
estavam esperando o Messias e agora todo
mundo vai aceitar o Messias e não
aceitaram.
Então Paulo vai argumentar aqui do
capítulo 9 até o capítulo 11 de Romanos.
É qual o que que a gente faz então? Qual
é o caso? E agora que que que isso
significa? o fato dos judeus não terem
aceitado o evangelho na sua totalidade.
A totalidade dos judeus não aceitou o
evangelho.
Eh, então aqui o capítulo 9 ao 11 de
Romanos é sobre a salvação dos judeus. E
ele começa falando: "Olha, será que eles
foram rejeitados? Será que o o os
judeus, como eles se rejeitaram a
Cristo, eles foram rejeitados?"
E Paulo fala: "Não, não, não foram
rejeitados, né? Porque a eleição deles
são coisas que que não vão desaparecer,
né? Então eles, Paulo vai argumentar no
sentido de que existe uma função para
esse povo ainda, pros judeus.
E o que que o o argumento grande aqui do
capítulo 9 ao 11 é que é o seguinte, eh
é quase como se Deus tivesse pregado uma
peça na gente. Deus fez uma coisa que
ninguém esperava. Ele fez uma pegadinha,
né? Porque o que que ele fez?
Os judeus na sua totalidade não aceitam
o evangelho. E aí acontece uma coisa que
a gente já comentou sobre isso aqui, mas
eh que era meio extraordinária, meio
totalmente imprevisível para eles, que é
os não judeus vão aceitar o evangelho,
quer dizer, os gentios, os pagãos vão
aceitar o evangelho.
E depois que esses gentios tivessem se
tornado cristãos, aí sim os judeus iam
ficar com ciúmes. Ele usa essa
expressão. fal, poxa, os caras que que
nem são judeus estão aceitando o Deus do
judaísmo, as escrituras judáicas e
Jesus, esse Jesus aí como Messias. E
isso faria com que todo Israel fosse
salvo. É o que ele conclui ali no
capítulo 11. E assim todo Israel será
salvo. E aí dentro desse contexto que
aparece essa plenitude dos gentios, né,
que o os judeus eles não iam se
converter até que fosse alc alcançada a
plenitude dos gentios. E aí sim, todo
Israel será salvo. Aí os judeus iam se
converter e todo Israel será salvo, né?
Eh, esse argumento de Paulo faz com que
alguns cristãos tenham um
uma atenção especial
em conversão dos judeus, porque eh aqui
no livro de Romanos e algumas outras
passagens dão a entender de que isso, a
conversão dos judeus é um sinal pra
vinda de Cristo, assim, é um grande
evento para acontecer antes da vinda de
Cristo. Então isso que torna aí e alguns
cristãos especialmente
atentos para essa questão do evangelismo
com judeus, né?
Eh,
outros vão entender de outras formas,
alguns vão entender que eh toda aquela
história de isso daqui é o estado de
Israel que vai se cumprir e tal. Aí tem
toda a discussão do pós-milenismo
lá no no livro de Apocalipse, que é uma
outra história, a gente comenta um outro
dia, mas de qualquer forma fica isso no
ar. Essa plenitude dos gentios, a
primeira vista para mim me parece é os
gentios vão se converter a um ponto em
que isso chamará a atenção dos próprios
judeus, né? se eh eles vão se converter
assim em massa, isso já aconteceu, né? O
o evangelho, o cristianismo é uma é uma
religião de gentios hoje em dia, tal, é
a maior religião dos gentios, a maior
religião do mundo, se eu não me engano,
eu sei que ela fica ali,
emparei com o o Islã. Eu não sei qual
cresce mais, eu não sei se o Islam já
passou ou não, mas de qualquer forma, se
fosse pensar nesse sentido, sim, essa
plenitude dos gentios já aconteceu, ou
seja, a o evangelho alcançou plenamente
os gentios, né? E aí, que que isso
significa?
Eh, o que que vai acontecer agora? Não
sei. Vamos ver.
Aí a gente teria que parar aqui. Talvez
um dia a gente pare e estude aqui
Romanos capítulo 9 até o 11 e leia o
texto e a gente vê aqui os detalhes. Sei
que é muito bonito. Olha o o jeito que
ele termina aqui no capítulo 11,
eh,
quando ele termina esse argumento dos
judeus que ele vai falar que então no
final o que que Deus vai fazer é o
seguinte. ele vai encerrar todo mundo
debaixo da desobediência,
eh, que aí ele vai voltar pro argumento
a justificação pela fé, né, para com
todos os ar de misericórdia. Ou seja,
ninguém ficou sem estar no erro em algum
período. Então, tanto os gentios que não
aceitavam o Deus de Israel, agora passam
a aceitar, contra os judeus que não
aceitavam o Messias, no final vão
aceitar também. Então, todo mundo teve
um período de incredulidade aí, eh, que
é o argumento de Paulo aqui, né? E ele
vai falar: "Porque Deus encerrou todos
debaixo da desobediência para com todos
usar de misericórdia". E aí ele termina
com uma oração falando: "Olha, esse
plano de Deus é muito difícil de
entender, é um grande mistério,
mas de qualquer forma demonstra o amor
de Deus. O objetivo aqui é a salvação de
toda a humanidade. E ele vai terminar
dizendo: "Ó profundidade das riquezas,
tanto da sabedoria quanto do
conhecimento de Deus, quão insondáveis
são os teus juízos, quão inescrutáveis
são os teus caminhos. Porque quem
compreendeu a mente do Senhor ou quem
foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu
primeiro a ele para que lhe seja
recompensado? Porque dele e por ele e
para ele são todas as coisas a glória,
pois a ele eternamente. Amém. É muito
bonito isso daqui. É muito bonito essa
essa oração quando ele tá falando dos
planos de Deus, né? Eles são
insondáveis, eles estão acima de
qualquer coisa que a gente consiga
imaginar. Então, a gente fica confuso
quando vê os planos de Deus sendo
colocados em ação, porque não parece
fazer sentido, mas ele vai se cumprindo
da forma como era para ser cumprido de
alguma forma, né?
Eh,
mas é isso. É aqui o contexto que fala
da plenitude dos gentios. Agora,
exatamente o que significa difícil,
difícil dizer.
Então, vamos lá. Aí o Osel comenta aqui:
"O raciocínio de Deus dentro do tempo e
Deus fora do tempo é bíblico? Tipo, na
Bíblia dá para ir nessas duas direções.
Então, então, Zé, esse que é o ponto.
Não, não é bíblico. Você precisa de um
amparo e de uma compreensão de tempo
que não é bíblica para você entender
essa ideia de que Deus está fora do
tempo, né? Eh,
o tempo é uma dimensão divina dentro do
contexto bíblico. Eh, é uma dimensão do
divino, né? Não, não é uma dimensão de
Deus, mas é uma dimensão que pertence a
Deus.
Eh,
a ideia de que o tempo
pode, você pode sair do tempo, é uma
ideia que vai para um outro lugar, vai
paraa filosofia, vai para um pensamento
grego, vai para um pensamento de de
cosmologia moderna para você ter essa
concepção, mas o o texto bíblico não
argumenta nesse sentido, entende?
não argumenta. Por isso que eu também
tenho um pouco de receio a esse esse
tipo de raciocínio.
Eh, vamos lá. Acho que pulei uma aqui,
né? O o David Silva conhece a tese do
Tom Vadworth? Ele disse que a igreja
primitiva não se reunia para adorar, mas
simplesmente para edificar uns aos
outros. Queria saber sua opinião sobre
isso.
Olha, Davi, David, né? Eh, eu não sei,
não conheço essa essa tese, não. A
igreja primitiva não se reunia para
adorar. Eu não sei exatamente o que que
ele quer dizer com isso. Consigo
imaginar algumas coisas, mas eu
precisaria dar uma olhada antes para
entender melhor o que que é essa tese
dele. Eh, eu sei que muitas vezes a
gente, quando a gente pensa no nossa
estrutura de culto, nossa ideia de culto
hoje, realmente ela muitas vezes ela não
bate muito com
o culto
eh com o culto da igreja primitiva ou do
Antigo Testamento. A nossa ideia de
adoração às vezes é meio estranha, sabe?
Vou aproveitar essa pergunta para falar
um pouquinho de adoração, que acho que é
um é um tema que eu eu me interesso. Eu
acho interessante isso daí.
Eh,
a palavra adoração na Bíblia
é o é o é um é um verbo em hebraico que
é um verbo que significa se curvar,
estáravê, que é o verbo se prostrar no
chão, né? Esse é o verbo eh adorar.
Existem outros verbos que também podem
ser usados nesse sentido. Por exemplo, o
verbo halel, halal, né, que é o
haleluia,
louvai a Deus. Só que esse esse halal,
ele halal, halal, eu não sei exatamente
agora qual que é a pronúncia certa. Esse
verbo, eh, ele não é um, não é uma
atitude que é necessariamente voltada só
pro divino, a ideia de louvor.
Então, a gente faria uma diferença aí na
Bíblia entre louvor e adoração. A
atitude de estar é uma atitude que o
homem faz em relação ao divino, a Deus
exclusivamente. Agora, louvor, não
necessariamente. Existem pessoas que são
louvadas na Bíblia, que é um e de certa
forma elogiar alguém, louvar alguém,
louvar os méritos de alguém, né? Então,
por exemplo, lá em Provérbios capítulo
31, quando ele fala da a mulher
virtuosa, né, que ele vai falar da
aetil,
né, que é um é uma parte bem
interessante também que nem a gente
traduz como mulher virtuosa, mas talvez
a melhor tradução seria a mulher.
Eh, qual tradução para Rail? Rair é um é
um adjetivo que é muitas vezes usada
para guerreiros. Então eu seria uma
mulher meio poderosa, meio guerreira.
Essa a mulher virtuosa, mulher com
virtudes, né? Mas é que essa expressão
virtuosa é meio esquisita, parece que é
uma mulher virtual, sei lá. Mas voltando
para esse esse capítulo, por que que eu
tô citando o Provérbios 31? Porque lá no
final ele vai falar e
shecker
verfel
e van é a beleza, enganosa é a formosura
e shairat adonai
eh hitalala.
Eh, desculpa, tô tentando puxar de
cabeça no hebraico aqui, porque tem uma
música que eu gosto desse desse capítulo
e é bom às vezes decorar algumas coisas
em hebraico, que você consegue fazer
relação entre as palavras, né? Então,
ele termina dizendo: "A mulher que eh
que teme ao Senhor, essa será louvada.
Hit halal.
Hitit halal, que é o do verbo halal, que
é o verbo louvar, que é o o verbo
aleluia, louvai a Deus. Então, existe
essa diferença entre louvor e adoração
na Bíblia, que seria o louvor. Você
louva a Deus, você elogia a Deus, você
engrandece a Deus, mas tem uma força um
pouco menor, né? O o louvor também é uma
coisa que você pode fazer para homens,
para pessoas que que merecem ser
honradas, reconhecidas, né, elogiadas.
E a adoração,
ela não acontece necessariamente só em
um contexto litúrgico do jeito que a
gente entende, por exemplo, na igreja,
por exemplo, eh
a gente não tem no antigo Israel um uma
liturgia estabelecida de adoração,
principalmente no santuário.
Isso não tem a adoração. Ela acontece,
mas ela não acontece com cânticos, ela
acontece com sacrifícios.
Então você adora a Deus através dos
sacrifícios, né? E não só adora, você se
relaciona com Deus através dos
sacrifícios.
Então, é um tipo de adoração diferente.
A gente tem outros tipos de adoração que
são orações que você faz para Deus, para
adorar ele, para engrandecer ele. Você
ora a Deus abrindo o seu coração e
falando: "Você é muito maior do que eu.
Você é o rei do universo. Você é
grandioso demais." E a gente tem os
salmos e tal, né? Então, tem muitas
ideias interessantes nos salmos
relacionados com adoração,
que vai ser basicamente o reconhecimento
de que Deus te antecede. Te antecede num
sentido mais
existencial. Você existe
porque Deus existe antes de você e te
fez existir. Então, nesse sentido, a
adoração ela nunca é uma iniciativa
humana. Ela é sempre uma resposta humana
para uma ação divina. A adoração em si é
o reconhecimento de que há uma ação
divina na sua vida, de que tudo seria
uma ação divina, né? É o reconhecimento
da origem de todas as coisas que seria
Deus. Eh, por que que eu tô falando
todas essas coisas? Porque muitas vezes
quando a gente fala de adorar na igreja,
as coisas perdem um pouco de sentido,
sabe?
Por exemplo,
eh, existem músicas que a gente
considera como músicas de adoração, mas
elas não são adoração. E elas não nem
são erradas, não, não é que elas não
cabem dentro do da eh dentro de um
contexto religioso, mas fala: "Vamos
adorar a Deus." E aí você fala: "Eu amo
muito a Deus. Eu adoro muito a Deus
porque eh eh
o meu amor para ele é muito grande.
Então, tem músicas que eh fala sobre
Deus, mas na verdade é falam sobre Deus
dentro de um contexto religioso, mas na
verdade o objeto é o homem. Ou conta a
história da transformação. Eh, eu vivia
num mundo de pecados e um dia Deus me
encontrou e ele me me salvou e me
resgatou e tal. Tem músicas que seguem
esse padrão. Então assim, essa música
não está não é uma música exatamente de
adoração a Deus. É, de certa forma um
reconhecimento do que Deus fez na sua
vida, mas é uma música de eh digamos
assim de reflexão religiosa.
Não é uma música de de exaltação da
soberania divina, né? Igual tem alguns
salmos, né? Eh, tu és o Deus grandioso,
a ti todas as coisas e tal, né? É
curioso que o pessoal critica bastante
esse worship que tem hoje, mas por outro
lado, esse worship ele tende a ter mais
letras que são de adoração mesmo do que
muita música que a gente cantava dentro
da igreja em momento de adoração.
Por exemplo, tudo entregarei.
Tudo entregarei. Tudo entregarei.
[Música]
Beleza. Você tá falando de algo, você tá
tentando incentivar as pessoas a se
entregar a Deus e tal, mas não é uma
música de adoração em si, né? Você tá
adorando a Deus, você tá incentivando a
entrega para Deus, tá falando de uma
atitude sua entrega a Deus e que cabe
dentro de uma reflexão religiosa, mas se
você for pensar a rigor, não é uma
música de adoração em si, entende? Não
sei se tô sendo claro aqui no que que eu
tô falando, né? Eh, quando você olha
paraa letra da música e pensa, o meu
objetivo aqui é adorar, exaltar o nome
de Deus. E muitas vezes essas letras de
muitas músicas que a gente usa num
contexto que a gente chama de adoração,
não são exatamente adoração, né?
Eh, e muita das coisas que acontecem
dentro de uma igreja, e a gente chama de
adoração, não são adoração.
A própria ideia de culto, muitas vezes
não é um culto no sentido de cultuar a
Deus, né? Eh,
então acaba sendo uma programação
religiosa. Às vezes não não é nem uma
crítica que não deveria ter uma
programação religiosa e tal. cabe, às
vezes tem programações religiosas que
são boas de incentivo de um pros outros.
Então, como foi aqui a a pergunta
original aqui do David, né? Eh, reuniões
para edificar uns aos outros e tal,
isso é isso faz parte da vida cristã,
né? Eh, mas às vezes a gente tá chamando
de culto e de adoração uma coisa que em
si, a rigor não é culto e adoração, né?
Por isso, assim, a princípio, a a
pergunta aqui sobre essa tese do Tom eh
Vort, é isso, VORT, eh, de que a reunião
da igreja primitiva não era exatamente
de para adorar, mas para edificar uns
aos outros. Para mim parece plausível à
primeira vista, teria que dar uma olhada
em como ele tá argumentando aí, né? Mas
é o que a gente faz muitas vezes,
eh, é isso, são reuniões de edificação e
não exatamente de adoração, apesar da
gente chamar de adoração.
Eh,
a Roselie Pereira diz, o salmista diz:
"Todos os meus dias estão contados. Tu
viste a substância ainda em forme, então
penso que Deus já conhece o futuro. É,
então, Roseli, é exato. Ó, é esse, é
exatamente esse tipo de verso que eu
estava me referindo antes, quando eu eu
disse que
a Bíblia muitas vezes parece indicar que
Deus já conhece todo o futuro,
mas existem outros versos, infelizmente
não tá vindo na minha cabeça agora, que
eu não tava pensando nisso, mas eh
talvez um dia a gente fala disso, posso
falar disso também, mas não tá vendo na
minha cabeça agora, mas existem outros
versos que parecem dar a entender que
não é exatamente assim, que que Deus tá
eh acompanhando a existência humana
dentro do tempo, né?
Então, é uma coisa que eu não eu eu só
tô dizendo que eu não tenho uma
conclusão, eu particularmente, né? Não
tô atacando e nem defendendo nenhuma
ideia. Só tô dizendo que quando eu olho,
eu vejo algumas complexidades, algumas
nuances ali que me faz ficar com o pé
atrás de bater o martelo em relação a
isso, entende?
Eh, aí o FH Batista diz: "De todos os
livros da Bíblia, tem algum que mais te
fascina? E dos temas de teologia, qual
tu acha mais difícil de entender?" Olha,
Batista, eu já falei aqui eh mais uma
vez,
é fascínio. Não sei se exatamente
fascínio é é a expressão, mas eu gosto
muito do livro de Eclesiastes,
que o livro de Eclesiastes ele é
ele pega algumas coisas que parecem ser
contrainttuitivas quando a gente tá
falando de Bíblia, principalmente para
quem não é religioso e não conhece muito
da Bíblia, eh que acha que a Bíblia vai
ser só um monte de livro de regras e de
dogmas e tal. E o Eclesiastes questiona
um monte de coisa que nem a gente hoje
tá acostumado a questionar como
religiosos. Então, por exemplo, quando o
Eclesiastes fala: "Olha, o mesmo destino
acontece para todos,
tanto pro religioso, pro quanto pro que
não é religioso, aquele que sacrifica o
que não sacrifica, aquele que é uma
pessoa boa, aquele que é uma pessoa
ruim, todo mundo vai pro mesmo destino
que é o, a sepultura, o fim de todas as
coisas, a morte, que é o capítulo 9, né?
Eh, então ele quebra algumas ideias
assim e e todos estão encerrados debaixo
da ideia principal do livro de
Eclesiastes, que é do Revel, da névoa.
Tudo é névoa. E não é porque você é
religioso que não, a minha vida faz
sentido, é só dos ateus que não faz.
Não, a sua também não faz. Sua também
não faz sentido, porque você sendo
religioso, indo pra igreja todo dia e
crendo muito em Deus e sendo uma pessoa
muito boa e transformada por ele, ainda
assim você vai morrer, seu corpo vai se
decompor, vai passar algumas gerações e
ninguém vai nem lembrar quem você é. E é
isso que é horrível. Você não consegue
escapar dele. Não é porque você acredita
em Deus que isso não vai acontecer com
você. Vai, vai acontecer. Eh, e
lembrando que o recorte do livro de de
Eclesiastes é tudo que acontece debaixo
do sol, né? Essa vida aqui que a gente
tá vivendo aqui. No final do livro ele
vai trazer uma outra perspectiva, vai
terminar o livro com a perspectiva de
algo além dessa vida debaixo do sol. Mas
o objeto do livro é essa vida aqui.
Nessa vida aqui, você acreditar em Deus
não te traz uma vantagem naquilo que é
mais essencial, que torna tudo sem
sentido, que é a morte e o esquecimento,
né? Eh,
então, nesse sentido, estamos todos
igualados.
Todo, toda a humanidade tá igualada.
Esse é só um exemplo, né, que acho que
eu já até comentei aqui há um tempo
atrás, mas tem várias outras coisas
muito interessantes no livro de
Eclesiastes, inclusive quando ele fala
do tempo,
que é uma passagem que é polêmica, eu
acho que eu já comentei, não sei se eu
tenho um vídeo gravado disso, que ele
fala também Deus colocou a eternidade no
coração do homem sem que ele possa saber
o que acontece do começo até o fim, tal.
E aí essa palavra eternidade,
que é a palavra olam, que é difícil de
traduzir também, exatamente, porque ela
pode querer dizer o infinito, a
eternidade,
eh o
eh o mundo.
E ela tem um, parece estar relacionada
com a palavra mistério também,
né? Eh, e ele fala, então, Deus colocou
um mistério infinito no coração do
homem.
que o homem não consegue desvendar do
começo até o fim. E aí aí alguns vão
falar: "É porque o homem tem um buraco
no dentro de si que é infinito e só Deus
pode preencher". Mas não parece ser isso
que ele tá argumentando, que ele vai
falar mesmo quem é religioso continua
com esse buraco, continua com esse ol
dentro de si. Não é só o homem ateu que
tem o olam, o religioso também. Todo
mundo tem a eternidade dentro de si e
não consegue desvendar as obras de Deus
do começo até o fim, né? Eh, todo mundo
tá na mesma situação. Eclesiastes faz um
pouco a gente pôr o pé no chão e pensar
essencialmente a nossa situação como
crentes não é diferente da situação dos
ateus. Eh, eu tô só falando de ateus
aqui, mas pode ser de outras religiões,
de outras crenças e tal, o que nos
iguala como seres humanos, né? Eh, eu eu
gosto muito do livro de Eclesiastes. Eu
a gente poderia falar para sobre ele
todas as sextas à noite.
Eh,
eu gosto muito dessa pegada que ele tem
sobre qual o sentido da sua vida agora.
Ah, é, é Deus. Tá, mas esse é o sentido
da vida, porque Deus tá acima de você.
Deus tá lá em cima. Você não não precisa
nem você não deveria nem falar muitas
palavras diante de Deus, porque ele é
muito maior do que você. Qual é o
sentido da sua vida aqui hoje?
Eh, e eu acho que às vezes a gente se
engana muito com um discurso dentro da
igreja de que eu estou na igreja, então
eu estou satisfeito
existencialmente. Aquilo que eh eu não
tenho as dúvidas que as pessoas têm por
aí, eu não tenho as mesmas amarguras, eu
não tenho o desespero que as pessoas têm
por aí, porque eu sou religioso. E
Eclesiast a gente lembrar que não, você
tá totalmente errado. Ser religioso,
você também tem o mesmo desespero diante
da morte e da e do esquecimento do que
qualquer outra pessoa. Você tem
respostas diferentes para o que vai
acontecer,
mas essas questões te afetam do mesmo
jeito que os outros, né?
E aí me faz pensar, me faz pensar
bastante.
Eh, e um tema de teologia que eu acho
difícil de entender,
olha, eu não lembro agora porque tem
muita coisa que é difícil de entender em
teologia, muita coisa que é difícil de
entender.
É, não sei dizer exatamente agora.
Eh, mas se eu lembrar eu falo alguma
ideia assim.
Aí o Caio vai comentar aqui: "Ouvi um
podcast teológico que não existe um
consenso se João, o apóstolo escreveu
Apocalipse. Eles disseram que se não for
ele, tudo bem. Se não foi o apóstolo, o
que você acha?"
Então, quais são as questões aí, Caio?
Eh,
por é que grande parte da do
cristianismo tradicional acha importante
ser o João dos Evangelhos?
É importante porque um dos critérios do
canon do Novo Testamento, ou seja, vamos
decidir que livro é ou não parte da
Bíblia do Novo Testamento, qual o
critério que a gente vai usar? Então, o
critério utilizado é eh faz parte do
Novo Testamento, livros que foram
escritos
pelos por pessoas que conviveram eh
diretamente com Jesus
ou que foram eh ou que foram orientadas
por pessoas que conviveram diretamente
com Jesus. Então, por exemplo, né, o
caso do Evangelho de Marcos,
o João Marcos era uma pessoa que era um
um discípulo de Pedro. digamos assim,
né? Eh, ele era uma pessoa que ele teria
escrito o evangelho dele sob a
orientação de Pedro e Pedro conviveu
diretamente com Jesus. Então, digamos
assim, até uma segunda geração era seria
aceito. Então, se o autor de Apocalipse
não é João, quem é esse João? Porque ele
se identifica como João, né? Quem é esse
outro João? E ele teria alguma relação
com a primeira geração de apóstolos?
porque senão, por que que esse livro
estaria na Bíblia, né? Então, esse é o
questionamento que se faz normalmente.
Eh,
eu não eu não tenho uma uma opinião tão
fechada assim se realmente esse critério
a gente tem que pegar ele a ferro e
fogo. Eh, eu acho que a Bíblia foi dada
pra gente através de uma tradição, de
uma época e a gente meio tem que aceitar
isso. Deus orientou a Bíblia a ser
conservada e guardada da forma como foi.
Se você não não crê nisso, não tem
argumento lógico que vai te vai te
convencer de que a Bíblia é um livro que
traz uma mensagem de Deus pra
humanidade, seria inspirado por Deus,
né, ou a palavra de Deus, como se
costuma dizer. Então, exige uma fé que
sem ela não dá para falar que, ah, esse
critério aqui sobreviveu nas épocas e
ele certinho e tal. Então, é difícil.
Então, talvez ele, talvez essas pessoas
estejam certas nesse sentido de que se
não foi ele, tudo bem, talvez, não sei,
né? Aí a gente teria que destrinchar
melhor esse argumento. Eh,
eu sei que também o grego do livro de
João
não é tão parecido com o grego dos
evangelhos de João, né? tanto o os eh as
palavras que são utilizadas mais
comumente, quanto o jeito de escrever
aquela linha de raciocínio, o evangelho
de João vai começa a contar uma oração
de Jesus e aí tem tipo o capítulo
inteiro é a oração sacerdotal, o
capítulo inteiro é um discurso de Jesus.
ele tá mais interessado em registrar os
discursos de Jesus do que a as histórias
propriamente. As histórias estão em
molduradas aí nesses discursos, né? Eh,
e isso não aparece em nada no livro de
de Apocalipse, né? Algumas expressões
são típicas juaninas,
típicas do Evangelho de João e que não
aparecem em Apocalipse. Então, existe
uma certa desconfiança mesmo. E quando
eu digo existe uma certa desconfiança,
quer dizer que quem segue uma linha
histórico-crítico já tem certeza
absoluta que não tem nada a ver um com o
outro, né? Eu sou mais cauteloso a fazer
essas afirmações. Então, existe uma
desconfiança.
E aí ficaria para você entender como
você entende a Bíblia, se isso é um
problema ou não para você, se o João de
Apocalipse não ser o João dos
Evangelhos, né?
Eh,
aí o Ozeal comenta aqui só um
parênteses, o pré pós e amilenísimo
importam para alguma coisa? Muda alguma
coisa na vida do crente? É, o Zé, eles,
isso mudaria
a forma como você vê a escatologia,
o que que você acha que tá acontecendo
no mundo, em que período do mundo você
acha, você acha que a gente tá? Então,
por exemplo, em relação ao
ao
a ao a esse negócio de considerar que o
país hoje moderno de Israel tem um papel
a cumprir, né? Então, para alguém aí que
tá ouvindo a conversa, para entender que
que é esse amilenismo, pré-milenismo,
né, pós-milenismo, a gente tem
Apocalipse,
voltando para Apocalipse, a cronologia
de Apocalipse é meio confusa. Às vezes
você não sabe o que que ele tá falando,
se veio antes ou depois do que foi
descrito antes, assim, qual que é
exatamente a sequência de coisas. E no
meio dessa salada você tem uns 1000
anos.
tem esses 1000 anos,
eh, em que Deus opera sobre a terra e
tal. Então, alguns vão entender que
esses 1000 anos eles vão acontecer antes
da vinda de Jesus e alguns vão entender
que esses 1000 anos acontecem depois da
vinda de Jesus, né? Por exemplo, os
adventistas entendem assim. Então, o que
acontece? Jesus viria, Jesus vem,
interrompe a história da humanidade,
encerra essa história da humanidade e
começa o reino messiânico. Então, nesses
primeiros 1000 anos, esse reino
messiânico e seria esse milênio e tal.
Então, ele aconteceria eh num num outro
lugar e depois o reino de Deus viria e
se instalaria depois os 1000 anos na
terra, né? E aí seria eternamente na
terra e tal. Eh,
quem é pré-milenista, acredito que esse
milênio acontece antes da vinda de
Jesus,
vai entender que Deus vai interferir na
história da humanidade antes da vinda de
Jesus, antes desse reino messiânico,
onde todas as coisas vão ser
restauradas. E aí, como isso acontece?
Como Deus tá interferindo na humanidade
e e os crentes ainda vão sofrer?
Então ele, alguns ajustes são feitos
para essa para essa forma de entender.
Então para se entender isso, então os
crentes vão estar sofrendo aqui? Não. A
gente entende que eles vão ser tirados
da terra. E aí vem aquela ideia do
arrebatamento, né? Que inclusive esses
dias teve aí um grande bafafá, porque o
pessoal tá falando que já tá acontecendo
o arrebatamento, tal. Então o que seria
isso? Antes da vinda de Jesus para esse
milênio?
O povo santo, os 144.000 de apocalipse,
ou seja lá como você entende, esse povo
que é escolhido por Deus, ele vai ser
tirado da terra de uma forma assim,
tipo, eh, eh, repentina. Então, até tem
a o pessoal que segue mais essa essa
teologia, tem uns adesivos de carro que
falam: "Em caso de arrebatamento, esse
veículo ficará desgovernado". Então, é
como se você tivesse dirigindo seu carro
e você desaparecesse da terra. você não
tá mais aqui. Deus tomou você e levou
você pro paraíso, né? Então, seu carro
vai ficar vazio e pode acontecer algum
acidente, né? Eh, então essa seria a
ideia do arrebatamento e ela tá ligado
diretamente com a ideia do do milênio,
né? Se o milênio acontece antes ou
depois da vinda de Jesus. E como a ideia
do milênio tá relacionado com a
restauração
de Israel, e aqui a gente pode entender
Israel, eh, tanto da forma a os judeus
descendentes
e físicos, né, de Abraão, ou você pode
entender Israel como que é o jeito que
eu prefiro, que a palavra Israel na
Bíblia se refere ao povo de Deus, né? Ao
povo de Deus em todas as épocas. povo de
Deus é Israel, né? Então, quem é Israel
hoje, né? E não necessariamente o Israel
do passado ou necessariamente os
descendentes de sangue desse Israel do
passado e tal.
Eh, então, dependendo como você entende
Israel e tal, você, se esse milênio
acontece antes da vinda de Cristo, então
a restauração de Israel acontece nesses
1000 anos antes da vinda de Cristo.
Então, seria assim, por isso que alguns
evangélicos põem muita importância no
Estado de Israel. Então, esses 1000
anos, eh, seriam os 1000 anos que seria
do povo de Israel nessa terra. Então
acontece o arrebatamento. Os cristãos
são levados, os os fiéis, os escolhidos
de Deus são levados da terra. Então você
tem esses 1000 anos em que eh Israel vai
vai eu não sei exatamente se eles se a
ideia que ele vai que Israel vai reinar.
Esse Israel físico, sim mesmo, né? os
judeus, descendentes de de Abraão, vão
reinar e eles vão se eh nesse processo
vai acontecer essa conversão que a gente
tava falando aqui em Romanos 9 até o 11,
né? Eh, então
concluindo, né? Eh, é porque eu não li
isso antes, então eu eu tenho medo de me
perder demais aqui e falar besteira. Mas
concluindo,
esse milênio, ele acaba sendo importante
do jeito que você entende a escatologia,
quer dizer o final dos tempos, para você
entender se você, qual a expectativa do
que você tem, do que vai acontecer
o próximo passo, entendeu?
Então, se você eh acredita que a vinda
de Jesus acontece antes do milênio,
então o grande evento próximo é a vinda
de Jesus e depois tem esse milênio e tal
e depois o reino vai ser instaurado na
terra. Eh, se você acredita que os 1000
anos acontecem antes da vinda de Jesus,
então tem outras coisas que vão
acontecer agora no futuro, né, que é
esse milênio e tal. Então, tem essa
questão, viu, Osel? Agora assim, na
prática, na prática, no sentido de que o
como eu tomo as minhas decisões,
as minhas decisões espirituais,
religiosas, baseado nisso aí é é um
pouco mais complicado. A gente teria que
falar mais de escatologia, vai para um
outro lado. É um assunto que eu acho até
interessante algumas coisas a gente pode
conversar depois disso, mas aí já vai
para uma outra, um outro lado, né, que é
qual a influência da escatologia
na fé cristã prática, né? O milênio tem
uma influência muito grande na
escatologia, igual com a influência da
escatologia na fé prática do dia a dia,
né?
Bom, é isso. Eh, agora deixa eu achar
onde eu tava aqui.
Eh, tá, achei. Existe algum material que
apresente isso? Deus e o tempo como
introdução e tal. Não conheço, Oziel,
não conheço um livro, algum texto bom
que alguém tenha abordado isso de uma
forma profunda que eu acho que achei
interessante. Não me lembro não, né?
Um momento de confissão faria parte de
uma adoração, um culto?
Então,
numa compreensão mais mais
tradicional de culto, não. Se a gente
for pensar num culto, uma coisa um pouco
mais complexa e tal, acho que até sim.
Eh, porque às vezes a gente pensa muito
no sentido de
eh evangelismo, evangelismo e conversão.
E nem sempre a Bíblia ela ela tá ela tá
argumentando dentro dessa lógica. Nem
sempre, né? A gente não tá pensando
exatamente em conversão, do jeito que a
gente pensa em conversão hoje, quando a
gente tá lendo sobre os patriarcas.
Então é outra coisa ali, não é essa
ideia de me converter para eu ir pro
céu. Você falar para um patriar, se você
voltasse no tempo, falasse para Moisés,
é, a gente tem que fazer as pessoas se
converterem para elas irem pro céu, ele
vai falar: "Nossa, quem que é esse pagão
aqui que tá falando umas doideiras?"
Então assim, a gente tá usando uma
lógica muito neotestamentária de coisas
específicas para as vezes ver a Bíblia
inteira e às vezes não encaixa,
entendeu? A Bíblia tem vários temas
diferentes com suas lógicas próprias.
Então, eu não sei, eu acho que faz, é
válido a gente pensar numa adoração que
não tá necessariamente envolvida em
conversão.
Não que uma coisa exclui outra, mas que
eu acho que pode ter um momento de
adoração, só adoração mesmo. Você não tá
pensando na sua conversão, em nada, você
tá só olhando para Deus e exaltando ele,
entendeu? É um tipo de coisa que falta,
eu acho. Eu sinto falta um pouco disso
quando a gente não tá pensando em outros
temas, mas na adoração, na sua essência.
Não sei se vocês já fizeram isso algum
dia. Eu vou orar, eu não vou pedir nem
agradecer nada. Eu vou orar e eu vou
falar para Deus na minha mente limitada
eh o quão grandioso ele é, o quão
extraordinário.
E é isso, é só isso que eu vou fazer,
né? Isso é uma coisa que acontece na
Bíblia o tempo todo. Muitas orações,
grande parte dos salmos e tal, só que
isso não faz tanto parte da nossa vida
religiosa, entende? E é isso que é uma
coisa que às vezes me incomoda. Tem
coisas que faz parte do jeito de ser
religioso na Bíblia, mas não faz muito
parte do jeito de ser religioso da nossa
religiosidade hoje, né? E eu tento, me
esforço para incorporar essas coisas.
Então, talvez essa adoração no sentido
mais
e mais primordial,
talvez é uma coisa que faça falta, né?
Talvez a gente precisa se exercitar um
pouco mais. Isso sem pensar em
conversão, sem pensar em eh em o que
Jesus fez na minha vida. Não, pensa só
na grandeza de Deus e exalta ele, né?
Eh,
esse é um é um dos é uma coisa que até
eu queria falar hoje, não sei se vai dar
tempo ainda, mas vamos lá. Eh, que é
esse tema que eu falei no começo, que eu
tava um pouco em aberto, não sei
exatamente como começar e terminar, mas
é uma ideia que é bacana, né?
Eh,
ah, vamos falar disso já agora.
Muitas vezes
eu ouço por aí um argumento que parece
que se tornou até um senso comum de que
a religião bíblica especificamente foi
inventada
com o objetivo
de da gente não ter um desespero diante
da morte,
né? Então, as pessoas inventaram a
religião para elas não para elas terem
menos medo de morrer, entende? Vocês já
devem ter ouvido isso por aí, né? Eh,
então, ah, as pessoas inventaram
religião porque elas tinham medo de
morrer, mas se você encara a morte, você
não precisa da religião e tal. Eh,
esse argumento ele não faz sentido se a
gente olha para algumas coisas,
eh, o que faz a gente vai fazer a gente
pensar em outras coisas. Primeiro, eh,
pensando numa religião bíblica
especificamente, né? A gente olha paraa
Bíblia do jeito que ela é formada e tal,
o tema da vida após a morte é um tema
muito importante.
Eh, e é por isso que as pessoas pensam
nisso, né? E é muito enfatizado,
principalmente no Novo Testamento, por
Jesus e tal.
Agora acontece que
a Bíblia ela ela tem uma certa
construção.
Os livros da Bíblia não são só colocados
assim como um monte de tijolo, um
tijolos um do lado do outro num no mesmo
piso, entendeu? A Bíblia às vezes um
livro depende de outro e tem uma
construção que é feita.
O fundamento dessa construção, a base a
partir de onde todos os outros tijolos
são colocados,
eh, é o pentateuco.
Então, assim, eh, os livros da Bíblia,
os outros livros da Bíblia, eles partem
do pressupostos, dos pressupostos do
Pentateuco, tanto por uma questão
cronológica, porque o Pentateuco é a
parte mais antiga da Bíblia, eh, e até
por uma questão de construção de
raciocínio. Então, depois que eu
estabeleci a base fundamental do
monoteísmo bíblico, que é o Pentateuco,
aí eu posso pensar em outros temas. Aí
esses outros temas vão se desenvolver
partindo desse pressuposto, entende? Tem
coisas que você não consegue desenvolver
se você não tiver o pressuposto antes.
Qual que é o fundamento? Onde começa
esse raciocínio? O raciocínio da Bíblia
começa no Pentateuco. É ali que vai
explicar quem é, quem é esse Deus
bíblico, o que é a religião bíblica, o
que que ela difere essencialmente da da
religião pagã.
Esse é um outro tema.
Só abrindo um parênteses,
existe um vídeo que eu nunca fiz no
canal.
É, é um tema que eu já li algumas vezes
algumas coisas sobre, já fiz rascunhas
de vídeo, já comecei a gravar acho que
umas duas vezes vídeo sobre isso, mas eu
achei que não tava bom, que é esse o
vídeo que esse vídeo que não existe, é o
vídeo que é origem desse canal, eh, que
é um vídeo sobre qual é o fundamento do
monoteísmo bíblico e o que, na essência
ele é diferente das outras religiões,
né? Eh, porque eu comecei fazer esse
canal pensando nesse vídeo e eu nunca
fiz ele até hoje, que foi assim, eu
tinha visto um vídeo de um cara até nem
sei se tem ainda esse canal que chama
Teu Informa isso lá para 2009,
uma coisa assim. Eh,
e ele falava que a Bíblia, na verdade, é
só o a religião, o Deus bíblico, na
verdade, é só uma uma evolução natural
de outros deuses e tal. E ele explicava
como a Bíblia não tem nada de diferente
de de todas as religiões pagãs e tal,
que as diferenças que tem são só coisas
assim, só formas, mas o fundo
essencialmente a mesma coisa e tal. Eh,
e aí eu lembro que eu eu vi esse vídeo,
eu tava lendo sobre o assunto, falei:
"Cara, eu tenho que fazer um vídeo
respondendo esse cara aí e eu nunca fiz
esse vídeo."
Eh, mas um dia eu faço sobre qual é a
essência fundamental do pensamento
bíblico que difere de todas as outras
formas de religião que tem. Qual que é a
coisa mais essencial que é diferente e
única no pensamento bíblico? Eh, bom,
terminei a propaganda de um vídeo que eu
nunca fiz e nem sei quando eu vou fazer.
Fecho o parênteses, volta pro meu
raciocínio. Vamos ver se eu consigo
lembrar o meu raciocínio agora, né? Eh,
mas então
existe essa construção.
A Bíblia não, a os livros da Bíblia eles
não são eh equivalentes,
não não tô falando no sentido de
importância, mas você tem os
pressupostos e um vai pegando um
pressuposto do outro para construir
outra coisa. Então, existem raciocínios
que são mais
que estão mais para fora, mais
periféricos, vamos dizer assim. E
existem raciocínios que já estão mais
ali no no core, na na no centro, na no
que que é mais essencial, mais
fundamental. E o Pentateuco seria o que
estabelece esses raciocínios. Então, o
Pentateuco tá aqui na na base do que
seria a Bíblia. Eh, e quando a gente
olha para essa base
e esses primeiros livros,
o que que o Pentateuco fala sobre vida
após a morte?
Basicamente nada.
O pentateu quando a quando a fé bíblica
surge, ela não fala nada sobre vida após
a morte. E vai ficar séculos sem falar
nada sobre vida após a morte. Porque a
ideia de ressurreição, ela vai aparecer
bem depois, bem depois. E no Antigo
Testamento ela ainda vai ser tímida,
aparece só em um lugar ou outro ali uma
ideia que parece ser às vezes não fala
muito muito diretamente. Então, por
exemplo, o livro de Eclesiastes vai
falar no final de uma forma mais direta
sobre ressurreição, apesar de não usar o
termo e não explicar direito, mas vai
falar que Deus vai julgar todas as obras
até as que estão escondidas um dia no
final aí dos tempos. Eh, que que isso
quer dizer, né? Aí o livro de Daniel vai
falar aqui, ó, esse é o livro, talvez é
uma coisa que a gente normalmente não
pensa em relação ao livro de Daniel, mas
ele é o livro que tem a a
afirmação mais direta e clara e
explícita sobre ressurreição no Antigo
Testamento inteiro, que ele vai falar:
"Ó, você, Daniel, você vai dormir, você
vai descansar,
você vai se juntar ao seu o seu povo."
não lembro exatamente a a expressão que
dá. Ou seja, você vai morrer, Daniel, e
aí no final dos tempos, daqui a muitos
tempos, você vai ver essas coisas que
estão acontecendo. Então, existe uma
ideia de Daniel ver uma coisa depois que
ele ter dele ter morrido, a ideia de que
ele vai ser trazido à vida novamente,
né, depois de muito tempo dele ter
morrido. E aí tem outras coisas. O livro
de Jó fala que eh eu sei que meu
redentor vive e por fim se levantará
pela da terra e meus olhos ou verão e
tal, eh fora da minha carne e tal. Então
tem umas outros outros lugares que falam
dessa ideia de vida após a morte, da
ressurreição, mas eh não tem no Antigo
Testamento assim um texto talvez fora
esse de Daniel, Daniel 12, que fala
assim diretamente sobre o que que vai
acontecer. você vai morrer. Depois que
você morrer, no final vai passar muito
tempo e você vai ressuscitar depois no
final e você vai ver o reino de Deus,
né? Eh, então a vida após a morte
praticamente não existe
no fundamento da fé. E por séculos ela
não fazia parte da fé bíblica. Isso é
muito doido de pensar. As pessoas
acreditavam em Deus, eram fiéis a Deus
e morriam sem exatamente saber o que que
ia acontecer, sem esperar que iriam
ressuscitar depois, que ia ter uma
esperança de vida após a morte. Então
isso é muito doido, porque se essa é a
motivação da fé bíblica, então como é
que a Bíblia surge de um jeito
totalmente diferente?
Então assim, eh, eu eu não consigo
imaginar um contraargumento a isso,
entende? Então você olha pra Bíblia,
você fala: "É, não dá para dizer que
essa religião, essa fé foi inventada
porque as pessoas tinham medo de morrer,
porque elas continuavam sem saber o que
ia acontecer, continuavam achando que
elas iam morrer e acabou por muito
tempo, eh, depois da eh ali depois que
essa fé foi inaugurada ali no
Pentateuco, entende?
Então isso na verdade faz levantar uma
outra questão.
E a questão é, tá, se o que motivaria o
homem a buscar a fé, a a a escrever um
livro como a Bíblia, eh não é o medo de
morrer, o que que tá motivando a fé
bíblica? O que que tá no fundamento
dela? O que que faz o homem parar e
pensar? Não, eu eu vou olhar pros céus e
e vou entender que existe um Deus aqui,
porque eu preciso responder essa
questão. E qual seria a questão que o
Pentateuco, que é a parte mais
fundamental, mais antiga da Bíblia, tá
respondendo, né? Eh, eu vejo muitas
muitas especulações erradas sobre isso,
que também não tem fundamento quando
você olha pro Pentateuco, né? Eles têm
críticas que são feitas, algumas mais
superficiais, mais bobas, outras que
você falar: "É, aqui tem um pouco mais
de sofisticação nessa crítica que a
pessoa tá fazendo a religião bíblica,
né?" Aí tem alguns casos mais famosos,
né? né? Eu sei que Freud, por exemplo,
escreve sobre a religião monoteísta, eh,
e ele vai fazer, claro, dentro do de
toda aquela teoria do Freud, vai falar:
"Ah, Deus, na verdade, é uma é uma
projeção humana da neurose humana em
relação a um grande pai, no sentido da
figura paterna que você tem, que é
aquele que vai por ordem na casa e tal."
Então, é uma grande neurose, né? Eh, a
gente eh neurógeno não é não é
necessariamente pejorativo dentro do
contexto de Freud. Não vou me vou eh ir
longe nisso daqui, né? Eh, mas
eh mas seria mais nesse sentido. É uma a
religião bíblica seria uma resposta a
uma a uma necessidade afetiva, a um
desejo afetivo relacionado ao pai.
eh a um desejo, na verdade, o dentro da
linguagem de Freud, uma um desejo da
libido relacionado ao pai, né? Eh, e
todas essas coisas. Então, tem essas
várias críticas que vão aparecer em
relação à religião bíblica, eh, ou
tentativas de entender esse fenômeno,
mas existe um cara
que vai escrever sobre o assunto que se
chama Rudolph Otto e ele vai escrever um
livro chamado Das Heilig, o sagrado.
E ele vai falar uma coisa que eu acho
muito interessante, para mim faz muito
sentido, dar uma boa explicação de qual
é o fundamento da religião bíblica, né?
Qual a motivação do homem olhar pros
céus e querer se relacionar com um Deus
que fez tudo, né? Eh, qual dúvida que
Deus responde sobre a humanidade? O que
que o homem tava procurando quando ele
encontra Deus?
E aí ele vai falar que
eh que Deus corresponde uma ideia de ele
vai usar uma expressão em latim, né?
Tremendofasinan.
Eh, a Bíblia tá para responder o anseio
do homem sobre o tremor e o fascínio.
E é muito doida essa ideia. Ela faz
muito sentido. Aliás, ele tá falando não
sobre a Bíblia em si, mas ele tá falando
sobre esse impulso humano da
religiosidade de forma geral, né? Eu tô
trazendo pro pro contexto bíblico, né?
Mas eh a ideia de Deus,
ela vem ela vem
não é nem exatamente responder, mas ela
vem reagir a esse impulso humano de
sentir tremor e fascínio diante do
universo.
Isso é interessante para fazer a gente
pensar sobre a nossa religiosidade hoje.
Será que a gente tá indo nesse sentido?
Porque quando você olha pro pentateuco,
você vê Deus como aquele que cria o
universo
de forma miraculosa e é um universo
fascinante, né? E aí tem uma tensão
muito boa no texto bíblico, que é uma
das frases mais faladas no texto bíblico
é: "Não temas". Basicamente, quando você
tem uma teofania, quando Deus aparece
diante de um ser humano, eh, primeira
frase que fala: "Não temas", né? Isso
acontece com frequência, não todas as
vezes, mas com frequência.
Então, calma. Não, não tenha medo. Eu
sou Deus, mas não precisa ter medo. Ao
mesmo tempo,
o
a palavra que a Bíblia vai usar para
descrever aquele homem que é piedoso, no
sentido de que ele tem fé nesse Deus
bíblico, ele vai falar que esse homem é
temente a Deus. Irat Adonai. Inclusive a
mesma expressão usada aqui quando eu
tava falando da mulher virtuosa, né?
Isirat Adonai Hitit halal. A mulher que
teme ao Senhor, ela será louvada, né?
Então, o homem que é temente a Deus, né?
Eu não lembro agora exatamente os casos,
mas se eu não me engano, Noé era um
homem que era temente a Deus. Jó era um
homem justo que era temente a Deus.
Abraão era temente a Deus. Então, a
ideia de ser temente a Deus é a ideia
que a Bíblia é correspondente a um homem
que tem uma fé, que tem uma fé em Deus,
que tem um relacionamento com Deus. Só
que a palavra temente a Deus,
literalmente no hebraico, é ele tem medo
de Deus.
Ter medo de Deus é de certa forma uma
virtude no texto hebraico, na Bíblia
hebraica, no Antigo Testamento. Então,
quando você vai descrever um homem de
fé, você fala: "Esse homem tem medo de
Deus. Ele é temente a Deus". A gente
tenta em português fazer uma diferença
entre o que é temer a Deus e o que é ter
medo de Deus. Essa diferença a gente faz
fora da língua em que o texto foi
escrito. No hebraico, eh, a irá, que é o
verbo irá, que é o verbo ter medo, se
refere a medo mesmo. E essa mesma
expressão é usada em outros contextos
que estão falando de temor, de terror,
de medo mesmo, né? Eh, ao mesmo tempo
você, o que ele, a relação que a Bíblia
tá descrevendo entre o homem e Deus é
que o homem ao mesmo tempo, ele tem medo
de Deus.
E ao mesmo tempo não
é um medo que a gente teria do de um
leão,
é um outro tipo de medo que é um medo
que ele se mistura com fascínio,
que é um medo que faz eh que tá muito
relacionado com uma teofonia que é muito
importante, com uma revelação divina que
é muito importante, que é a sarça
ardente.
Moisés vê a sarça e ele fica fascinado,
ele é atraído por ela. Ele quer se
aproximar.
Aí quando ele se aproxima, Deus fala:
"Olha, esse lugar que você tá é um lugar
sagrado". E aí ele teme, ele fica com
medo. Então existe uma tensão
entre o medo e a vontade de se aproximar
ao mesmo tempo na relação entre o homem
e Deus, conforme é descrito na Bíblia.
Então, existe um outro tipo de medo,
vamos chamar assim na Bíblia, que é o
medo não que você tem do leão porque ele
vai te matar,
mas é o medo que você tem quando você tá
em cima de uma montanha e você vê aquela
aquela expansão infinita e você tem medo
de cair, mas ao mesmo tempo vem aquele
pensamentozinho intrusivo, sabe? Nossa,
eu queria pular aqui e sair voando.
Então existe um medo e uma atração ao
mesmo tempo, que é o que o Rodolfo Oto
que Oto que eu tava falando tem descreve
quando ele fala que é o mistérium
tremendum et fascinance. É um mistério
tremendo e fascinante.
Ele traz medo
e ele fascina ao mesmo tempo. Ele faz
você ter um receio, uma cautela e ao
mesmo tempo você faz você ter vontade de
se aproximar,
entende?
que é mais ou menos o que descreve da
reação humana quando entra em contato
com Deus nessas teofanias que aparecem
na Bíblia.
Essa seria a essência,
a a motivação da religião bíblica, muito
mais do que ter medo da morte, do que
ter o eh querer fazer uma projeção
libidinosa sobre seu pai e sobre todas
essas outras críticas que se faz. Para
mim, isso faz muito mais sentido quando
a gente olha pro texto bíblico em si,
pela forma como o texto bíblico descreve
a relação entre o homem e Deus, a reação
do homem em relação a Deus, né? E como
e como Deus vai fazer e como Deus
corresponde a essa essa expectativa
humana na busca por Deus.
Então, esse mistério tremendo e
fascinante, ele seria a motivação da
religião bíblica, né? Eh,
acima de todas as outros impulsos
humanos.
Bom, eh, vamos lá. Vamos ver se eu acho
aqui onde tava o os os comentários
aqui. Achei. É,
Deus se arrepende ou já é outro
contexto? Eu não sei, nem lembro aonde a
gente tava quando você fez essa pergunta
aqui, Oziel,
mas não sei se é em relação a a conhecer
o futuro e tal,
mas esse arrependimento de Deus é mais
fácil mesmo do que parece.
O jeito que o texto bíblico descreve, a
palavra que é usada para descrever, não
é uma palavra de arrependimento no
sentido de de
no sentido humano que a gente tem de
arrependimento, né? É um pouco mais
complexa. É uma palavra diferente do que
seria usado quando uma pessoa faz uma
coisa errada, fala: "Putz, me
arrependi". Eh, é um outro, uma outra
reação que coloca aí para Deus.
A Lucilene comenta aqui. Boa noite,
Lucilene. Eh, boa noite. Se me lembro,
as reuniões eram para celebrar a morte e
ressurreição de Cristo através da ceia
de casa em casa. É, né? É exato. É,
tem coisas que se misturam, né? A
celebração da morte e ressurreição de
Cristo pode ser uma pode ser ao mesmo
tempo uma adoração, né?
Talvez,
talvez até não tenha como se fazer essa
celebração sem ser ao mesmo tempo uma,
de certa forma uma adoração,
mas é, tem um tema interessante aí para
se destrinchar, né?
Eh, o João pergunta, primeiro Samuel
15:22, porém Samuel disse: "Tem
porventura o Senhor tanto prazer em
holocausto e sacrifício como em que se
obedeça a palavra do Senhor? Eis que
obedecer é melhor do que sacrificar e o
atender é melhor do que gordura de
carneiros.
Eh, no contexto de adoração com
sacrifícios, parece que obedecer é
melhor para Deus. Exato, João. É que aí
a gente vai ter um movimento que vai
acontecendo na Bíblia
em relação ao significado dos
sacrifícios, né? O próprio Deus
estabelece os sacrifícios e depois o
próprio Deus fala: "Gente, não é isso
que eu queria?"
E aí parece um pouco que é esse
arrependimento que o Zé tava falando aí.
Acho que Deus pediu uma coisa, depois
não sei não quero mais isso não. Mas é
mais no sentido de que Deus pediu esses
sacrifícios, mas os sacrifícios não eram
um fim. Os sacrifícios eram um meio. Os
sacrifícios eram eram um símbolo para
outra coisa. Então, eh era um jeito de
você reconhecer a soberania divina. Mas
não adianta você ficar matando um monte
de bicho se você não tá reconhecendo a
soberania divina. Então, chegava na
época que o povo começava a sacrificar
para Deus, mas também pros outros
ídolos. Ao mesmo tempo, Deus falava:
"Qual que é o sentido disso aqui? Para
que vocês estão fazendo isso?" Ou ainda
quando vai lá para Isaías capítulo 1,
que é também
um um uma parte muito importante da
Bíblia,
que Deus tá olhando pro sacrifício do
povo e fala: "Gente, olha, eh,
eu tenho, eu tenho meio nojo de desses
montes de sacrifício. Quando vocês oram,
eu fecho os ouvidos, eu fecho os olhos,
eu viro as costas. Quando vocês estão
oferecendo sacrifícios, as festas e tal,
eu vejo aquele monte de sangue e tal, dá
um embrulho no estômago. Mas é mais ou
menos essa a ideia do texto, né? Ele não
vai usar essa expressão. Mas é por quê?
Porque vocês estão fazendo tudo isso e a
mão de vocês está cheia de sangue de
inocentes. Tipo, os órfãos e as viúvas
estão aí morrendo e vocês estão
oferecendo um monte de sacrifício. Qual
que é o sentido disso? A ideia que os
sacrifícios levassem vocês a entenderem
que que eh que Deus é um Deus bondoso,
entenderem que ele é grandioso, está
acima de todos e que todos são filhos de
Deus. Então, devia, os sacrifícios
deveriam motivar vocês a fazerem coisas
boas pelas pessoas que estão do lado de
vocês morrendo. Então, sem isso, o
sacrifício não faz sentido. E esse texto
de Samuel vem nesse sentido, é melhor
obedecer do que sacrificar. Porque o que
que Samuel, o que que Saul tinha feito
naquele naquela hora? Eles tinham
invadido lá a os eh eu tinha falado
agora mais cedo, eram os amalequitas de
eh de Agage.
Deixa eu ver isso. Os amalequitas eles
eles tinham feito guerra com os
amalequitas, tinham desobedecido a Deus
e pego os despojos todos para eles, tipo
os animais, tudo que tinha, eles pegaram
e não era, era para destruir isso. E
quando ele foi questionado, ele quis dar
um migué ainda. Ele falou: "Não, que é
isso? A gente só pegou esses animais
aqui para para sacrificar para Deus. Não
era pra gente, obviamente era para eles
que eles estavam pegando esses animais,
né?" E aí Samuel fala essa frase: "Não,
não é melhor obedecer do que sacrificar?
Você vai roubar o um monte de coisa que
que de outro povo que não era para você
pegar e tal e vai dizer que é sacrifício
para Deus e vai desobedecer a ordem
divina? Qual que é o sentido disso, né?
Essas
essas
partes da Bíblia também me dão um pouco
de medo hoje, porque eu fico pensando,
é melhor obedecer do que adorar.
É melhor obedecer do que ir pra igreja.
Misericórdia eu quero e não sacrifícios.
Misericórdia eu quero e não
um monte de culto. Entende onde eu quero
chegar? Eh, até que ponto a gente não tá
reproduzindo também essa hipocrisia dos
israelitas de pegar a forma da religião,
o meio, a forma, a sua a aparência da
religião, se apegar a isso e se
distanciar do que é a essência, do da
onde a gente deveria, do que isso daqui
deveria estar motivando a gente a
pensar, a querer ser,
aonde a gente que deveria estar
chegando, né? E a gente tá pegando esse
monte de forma e tá apegado a isso e
achando que que Deus tá ficando muito
feliz com tudo isso que a gente tá
fazendo. E às vezes não é não é isso,
né? Às vezes não é um monte de culto de
madrugada e de adoração e enquanto tem
uma pessoa do teu lado que tá precisando
de uma ajuda real e você tá ignorando,
né? Eh, essas coisas me fazem, essas
passagens bíblicas me fazem ficar um
pouco preocupado sobre como que como que
a gente que que a gente tá fazendo, né,
na nossa religião.
Eh, se a Bíblia fosse destruída de
alguma forma e você só pudesse salvar
três capítulos dela, qual você salvaria?
Pode ser do mesmo livro ou de livros
diferentes? Pô, David, que pergunta. Não
sei.
Três capítulos dela, ó. Eu
não sei porque eu acho que se se três
capítulos fossem suficientes,
a Bíblia teria três capítulos, entende?
Não teria o tanto de coisa que ela tem.
Eu não sei se é possível salvar alguma
coisa da Bíblia só com três capítulos.
É porque como eu falei, né, é uma, a
Bíblia é uma construção. Aí o pessoal
fala: "Não, o resumo da Bíblia é João
3:16. Porque Deus amou o mundo de tal
maneira que viveu o seu filho unigênito
para que todo aquele crê não pereça, mas
tenha vida eterna. Tá bom? Que Deus é
Zeus? É os é R. De que Deus ele tá
falando? Não, esse daqui, esse Deus aqui
que ele tá falando, é um Deus que criou
o mundo. É um Deus que criou lá no
início das coisas. Aí ele criou a
humanidade. Aí você vai para Gênesis,
explica quem é Deus. explica não explica
diretamente, mas conta a história de
Deus se relacionando com a humanidade
para você entender o que que é esse Deus
bíblico e tal, tá? Então, porque Deus
amou o mundo de tal maneira. O mundo
quer dizer o quê nesse contexto? É, é o
planeta Terra, ele quer salvar a Terra,
mas não os seres humanos? Não. Aí tem um
relacionamento de Deus com o homem, o
mundo e tal. Aí você vai contando a
história da Bíblia toda.
Enviou o seu filho unigênito. Que que
que é esse filho unigênito? É um segundo
Deus. Que que tá acontecendo? Não, isso
daqui é Jesus. Aí você vai explicar as
profecias de Isaías, vai explicar as
genealogias de Lucas e Mateus e não sei
o quê. Vai explicar o os textos de Paulo
que explicam quem é Jesus, o filho é
unigênito de Deus e tal. Então assim,
João 3, João 3:16 não é um resumo da
Bíblia. João 3:16 não faz absolutamente
nenhum sentido
se você não conhece antes todo o resto
da Bíblia, entende? Então ele pode ser
assim um João 3:16 pode ser um um verso
muito significativo,
porque ele faz referência a vários
conceitos bíblicos. Mas se você nunca
leu a Bíblia e ler João 3:16, isso não
quer dizer absolutamente nada. Quer
dizer nada, entende? Por isso que não
sei. Eu vou eu vou pular essa pergunta
aí, David. Não tem como. A Bíblia não
tem três capítulos. Três capítulos não
dá para explicar nada do que que é o
relacionamento do que Deus quer ter com
o homem. Entendeu? Então pode ser
qualquer um aí que não vai explicar, né?
Pode ser Gênesis 1, 2 e tr. Pronto,
acabou.
Talvez até, né? Eh, explica da criação
do homem, a queda do homem tem uma
perspectiva aí de redenção. Gênesis
3:15.
Essa é a minha resposta, mas com essa
ressalva aí, vamos dizer assim.
Eh, aí o Oziel, tu podia fazer uma série
de Eclesiástes, mas capítulo a capítulo.
É, Ozel, quando você faz uma uma
proposta dessas, eu eu quase coloco um
meme aqui do Senhor dos Anéis, que é o
Gandalf. Quando o Frodo tenta oferecer o
o anel para ele, ele fala: "Não me
tente, Frodo, né?"
É, e essa é a minha resposta, porque eu
faria isso,
mas ia dar um trabalho do caramba,
porque eu ia querer pegar verso por
verso, ler todos os todos os comentários
que eu tenho sobre cada verso, sobre
cada Eu não sei se eu consigo fazer
isso,
mas dá vontade de fazer.
Eh,
aí eu lui. Para mim, Deus deixou de
estar fora de mim e passou a estar em
mim e comigo, pois sou o templo do
Senhor. A eternidade já começou quando
eu nasci de novo.
Isso é interessante, Lucilene, porque
olha, é muito doido como essas ideias
meio abertas da Bíblia, elas dão espaço
pra gente entender essas coisas que você
tá falando. Eu não tô falando no sentido
crítico, não. É, é uma ideia bonita, é
uma ideia bacana. tem fundamento
bíblico. Eh, mas é justamente porque a
Bíblia tem ideias que elas se conectam
muito facilmente com muitas coisas e ela
tem essa intenção, né? Eh, isso é uma
coisa que a gente podia falar outro
outra hora também sobre arte e Bíblia,
que isso tem a ver com arte também.
Talvez na na no próxima live a gente
fale sobre isso, que tem uma ideia
bacana aí sobre isso.
Aí o Flávio fala aqui, não seria o
144.000 um número simbólico como tantos
outros na Bíblia? Aliás, por que tanta
simbologia numérica no texto bíblico?
Eu acho que eu vou encerrar com essa
ideia aqui. Eu vou ler até os outros
comentários e eu termino falando dessa
ideia aqui, viu, Flávio?
ter medo de Deus ou ter medo de Deus nos
deixar. Medo de Deus ou medo de Deus se
afastar. Então, Hans é meio que as duas
mesmas as duas coisas ao mesmo tempo,
entende? Esse medo de Deus não é uma
coisa tão fácil de se explicar que dá
para falar numa frase. É uma coisa que
realmente
é é Isaías falando: "Ai de mim, porque
eu tô diante de um Deus sagrado e eu sou
de um povo pecador. Eu vou ser
fulminado, eu vou deixar de existir. É
muito maior do que eu." Então tem um
pouco de ideia de medo de Deus também,
mas não é qualquer medo. É um medo de
Deus misturado com o fascínio.
É uma ideia complexa, entende?
Eh, a ideia de Deus é fruto de uma
criatura antropocentrista
que precisa reduzir uma realidade maior
para controlar sua identidade. O homem
original antes da queda não tinha
dúvidas.
Essa é uma frase que vai me fazer
pensar, viu, Luclene? Se o homem não
tinha dúvidas antes da queda,
será que a dúvida não faz parte de uma
essência? humana que precede até a
queda. Não sei. É uma coisa que me faz
pensar, é uma boa, um bom
questionamento.
É um bom questionamento,
né? Eh,
aí o Ozeel fala aqui, fala o autor e o
texto novamente, por favor. Acho que
você tá falando do Rudolph Otto e das
Heilig, é o sagrado.
Urias, sou novo, caí aqui de para-quedas
e acabei gostando do assunto. Bacana,
Urias. Fique à vontade, puxe uma cadeira
aí e fique à vontade. Pra gente
terminar, então, gente, aquilo que o
Flávio tinha falado, agora não lembro
mais o que que é. Cadê o comentário do
Flávio aqui? Eh, que ele vai falar: "Não
seriam 144.000 um número simbólico como
tantos outros na Bíblia? Aliás, porque
tanta simbologia numérica no texto
bíblico?"
Então, vamos lá. Eh,
os 140, os 144.000 1000 são um número
necessariamente simbólico
e ponto final. Ah, mas eu acredito que
ele é um número literal. Tá bom, mas
continua sendo simbólico. Entende o que
eu quero dizer? Porque o que que que
isso quer dizer? Que que eu quero dizer
com isso?
As coisas na Bíblia são sempre
simbólicas.
Mesmo quando são literais, elas também
são simbólicas.
Eh,
pensa no seguinte.
Eh,
a quando você era, vou inventar uma
historinha aqui, vamos ver se funciona o
meu exemplo. Ah, a sua mãe fala: "Olha,
filho, cuidado, não vai brincar em cima
do muro que você vai cair e vai se
machucar."
E você
ia lá e brincava em cima do muro
escondido. Aí o que que aconteceu? Um
dia você caiu e se machucou. Vamos supor
que essa é uma história real que
aconteceu com você.
E aí quando você é adulto,
eh, um dia, eh, alguém muito mais velho
e mais sábio e mais experiente que você
fala: "Olha, cuidado, não faça, eh, não
case com essa pessoa, porque ela vai te
causar, esse casamento vai te causar
muito sofrimento."
E você fala: "Olha, por causa do que a a
da lição que eu aprendi a ouvir o que os
mais velhos falam, eu vou seguir esse
conselho."
Eh, só que o homem não falou para você
subir em cima do muro e esse ele não é
sua mãe. Que que tem a ver uma história
com a outra? Porque aquela história que
aconteceu com você da sua mãe do muro,
ela aconteceu de verdade, ela é literal,
mas ela também é simbólica
no sentido de que ela não é só a
história do muro, mas ela tem um
significado. E o significado é as
pessoas mais velhas têm mais
conhecimento, elas entendem mais do
mundo do que você. e elas podem dar boas
dicas que vai evitar com que você sofra.
Então essa história do muro, ela é
literal e ao mesmo tempo ela é
simbólica.
Ela tem uma uma camada simbólica que faz
sentido para você. Então, nesse sentido,
todas as histórias bíblicas são
simbólicas.
Quer dizer, todas as histórias bíblicas,
elas não são, não tá só contando uma
história que aconteceu lá no passado,
não tem nada a ver com você. Ela só vai
fazer sentido quando ela for simbólica.
Quando você lê a história de Abraão, eh,
não, não é o importante não é saber, ah,
literalmente aconteceu isso, não. O
importante é saber o que que essa
história significa para você, como a
história de Abraão é a sua história
também de algum jeito, entende?
Então, eh,
como a história de Deus ter chamado
Abraão por uma jornada ao desconhecido e
ele vai e mergulha nessa jornada, inicia
um uma história de relacionamento com um
Deus tremendo e fascinante. Para fazer
referência ao que a gente estava
falando, eh,
se isso não tem nada a ver com a sua
vida, essa história nem importa se foi
literal ou não. Nem nem interessa. tem
tanta história aí no mundo. Então, a
história sempre é simbólica também,
porque ela vai simbolizar a sua
história, vai simbolizar o seu
relacionamento com Deus. Então, eu gosto
sempre de falar disso. Nesse sentido,
toda história na Bíblia é simbólica
também. A perspectiva simbólica é mais
importante do que a perspectiva literal.
Tanto que existem parábolas na Bíblia,
que são histórias que são
intencionalmente não literais,
mas elas são sagradas, são ensinamentos
de Jesus do mesmo jeito. Então, uma
história não literal pode ensinar do
mesmo jeito que uma história literal,
porque o que importa é a camada
simbólica, entende? O que importa essa,
quando eu digo a camada simbólica, é o
que a gente chamaria de a moral da
história, né? Lembra isso o rien no
final do episódio falando nesse episódio
o que que a gente aprendeu? Tal coisa,
tal coisa, tal coisa, tá?
O que que você aprendeu com a história
que aconteceu na sua vida? O que que
você aprendeu com a história de Jacó na
Bíblia? Isso que você aprendeu é o que
eu tô chamando de simbólico. Quer dizer,
ela não quer dizer só aquilo que ela tá
falando, ela também tem um outro
significado que se aplica a sua vida em
situações que não são exatamente iguais
àquela, mas que tem alguma alguma
relação, que você estabeleceu alguma
relação, né? É nesse sentido. Então, o
144.000 1000. Eh, se alguém acreditar
que esse número é literal, não é o meu
caso da forma como eu leio Apocalipse,
mas a pessoa pode acreditar que é um
número literal, tá? Mas mesmo sendo
literal é simbólico. E principalmente
nesse contexto, por que é simbólico?
Porque na Bíblia
os números muitas vezes têm significados
tanto quanto palavras.
Algumas pessoas vão dizer eh é
numerologia bíblica. O ruim dessa
palavra numerologia é que parece que é
uma uma coisa mística, que os números,
se você usar o número certo, vai
acontecer uma magia e sobrenatural. Não
é isso. É no sentido de que quando uma
pessoa repete uma coisa sete vezes,
eh, isso tem um significado. O fato de
ter sido repetido sete vezes tem um
significado. Então, os números na Bíblia
t significados.
O número sete tem um significado que é
estabelecido lá em Gênesis. O mundo foi
criado em sete dias,
né?
Esse sete significa uma coisa completa.
Foi completado. E o mundo que é descrito
lá em Gênesis, que foi criado, é um
mundo perfeito. Então é uma perfeição
completa.
Eh, uma coisa que está completa, tem
sete, então já tem tudo, tá certo? tá
completo. Então, quando alguém faz uma
coisa sete vezes, é uma ênfase muito
grande numa ideia de completude e de
perfeição. Eh, e tem outros números que
também t significados e esses números se
relacionam na Bíblia. Então, por
exemplo, quatro é um número que
normalmente tá relacionado com a terra
na Bíblia. Por quê? Porque são os quatro
cantos do mundo. E quando ele fala
quatro cantos, não é porque a Terra é um
quadrado, mas é porque canto no sentido
da das direções da rosa dos ventos, que
a gente chamaria hoje. Tem leste, oeste,
norte e sul. São as quatro dimensões
eh em que você se movimenta na Terra,
né? Então essa ideia de quatro aparece
muitas vezes no texto bíblico
relacionado com a Terra, né?
E o o número três também tá muitas vezes
relacionado a Deus, né? E isso é
interessante porque a gente pensa
normalmente quando fala número três
relacionado a Deus, a gente faz direta
relação com a trindade e Novo
Testamento. Mas isso é um número até
cabalístico relacionado a Deus, ou seja,
tá ligado a uma interpretação
do texto bíblico que não passa
necessariamente pelo Novo Testamento.
Por quê? Porque existem vários textos
bíblicos que dão essa ideia, né? Eh, a
tríplice bênção. Que o Senhor te abençoe
e te guarde. Que o Senhor faça
resplandecer seu rosto sobre ti e tenha
misericórdia de ti. Que o Senhor sobre
ti levante o seu rosto e te dê a paz. É
uma bção especial em que o nome de Deus
é falado três vezes e tem toda uma
progressão eh uma uma progressão eh de
de
eh ah, esqueci a palavra de quando você
conta as sílabas dentro de uma poesia.
Isso é métrica. Tem toda uma progressão
métrica dentro desse eh o Senhor te
abençoe e te guarde. O Senhor faça
resplandecer seu rosto sobre ti. Senhor
misericórdia de ti. O Senhor sobre ti
levante seu rosto e te dê a paz. Então
ele começa com três palavras, né? Ehá,
Adonai Veere, né? E aer adonai
panava ele virune cinco palavras. Eonai
palavra
shalom com sete palavras. Primeira frase
tem três, depois cinco, depois sete. Aí
termina em qual número? No sete, que é o
perfeito. Quantas vezes o nome de Deus é
repetido? Três vezes, que é o número que
tá normalmente relacionado com Deus. E
quando você soma tr e 4,
da que número? Sete.
Deus e o mundo. A relação entre Deus e o
mundo leva o quê? é uma perfeição.
Então, existe até algumas lógicas que a
gente consegue fazer nesses números que
a Bíblia traz que levam a conclusões,
entende? E o que acontece quando a gente
fala do relacionamento entre Deus
e o mundo, ou seja, esses esse
esse três vezes o 4, a gente chega a 12.
E o número 12 é importante, ele é
simbólico também. Por quê? Porque é um
número que representa o povo de Deus.
tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento. Então, no Antigo Testamento,
o que que é o que 12 tem a ver com o
povo de Deus? São as 12 tribos de
Israel. Isso é enfatizado diversas
vezes, né? Essa ideia das 12 tribos, o
povo de Deus, o peitoral do do sacerdote
que tinha 12 pedras e tal. Então, esse
número vai ser enfatizado diversas
vezes, né? Eh, e no Novo Testamento,
quando Deus vai inaugurar o seu povo no
Novo Testamento, quantas pessoas ele
chama? 12. 12 pessoas, né? 3 x 4, o
divino versus e o divino multiplicado
pela Terra e tal. Então, tem todas essas
essas questões que e alguns podem até
discordar: "Ah, não dá para fazer essa
relação matemática 3 + 4, 3 x 4". Tudo
bem, a gente pode até questionar essas
questões, mas o fato é que esses números
em si eles têm esses símbolos três,
quatro, o número seis, que é um número
que normalmente tá relacionado ao ser
humano, né? Isso desde lá de Gênesis, é
o o dia em que o homem foi criado, eh, e
vai passar pelo
pela ideia de Babilônia, que o Babilônia
eh é um, tem todo uma construção
hexadecimal. A estátua de Daniel tinha 6
por 60 e tal. Aí quando você chega em
Apocalipse vai falar: "Qual que é o
número de homem que é o número da
besta?" 666.
Então você vê que essas relações de
número elas não são invenções, elas
existem na Bíblia. E a a Bíblia
considera os números como tendo
significados, né?
Tudo isso para quê? O 144.000. O que que
é o 144.000?
Eh, dentro do livro de de Apocalipse, lá
em Apocalipse 14, o 144.000 seria o
suprassumo do povo de Deus. Seria o povo
de Deus levado à potência. E é
exatamente isso que é o número 144.000.
É 12 x 12 e x 1000, que é um número
genérico na Bíblia para pra
multiplicação, né? Então
eles são 144.000 porque são literalmente
144.000 pessoas ou eles são 144.000
Porque eles estão representando a ideia
de povo de Deus, a sua potência, a o
suprassumo, a essência do povo de Deus
em todas as épocas, em todos os lugares,
né? Eh, então, para mim parece óbvio,
essa ideia é extremamente simbólica. O
144.000 lá no livro de Apocalipse,
capítulo 14, ele é inicialmente
simbólico. Aí depois você pode até
pensar: "Ah, não, mas ele é literalmente
144.000 pessoas". Você pode acreditar
nisso, mas antes você tem que reconhecer
que esse número é simbólico, entende?
Onde eu quero chegar com isso? Então,
o simbólico, ele precede o literal
nesses sentidos. Na Bíblia é mais
importante, ele ele ele vem antes.
Então, primeiro entendo o que que isso
significa para depois eu fazer uma
discussão se for do meu interesse, se
isso é literal ou não, né? Então
o 144.000,
como você perguntou aí, né, Flávio, não
seria um número simbólico? Seria, né?
Porque tanta simbologia numérica no
texto bíblico é a forma do texto bíblico
eh
se expressar. É uma linguagem que tá tá
relacionada com uma cultura. dentro
daquela cultura, se você pega outros
textos que tem ali um paralelo, um
paralelo eh eh literário no antigo
Oriente Médio, também vão ter fatores
ali de
usar números que têm significados.
Então, a Bíblia usa esse contexto
cultural literário
para usar essa linguagem, né, onde os
números
os números têm significados. Eles querem
dizer coisas.
Bom, e é isso. Eu gosto dessa ideia
também. Eu gosto da ideia. Tem gente que
vai longe nisso aí, né? Tem gente que
vai longe nisso daí. Eh, tem uma
tem um uma uma ferramenta hermenêutica
no judaísmo mais místico que chama
guematria. Não sei se já ouviram falar
que eles pegam uma palavra e eles porque
os números em hebraico são as letras do
alfabeto, né? Eh,
não, você não tinha antigamente, na
época do texto bíbl um algarismo só para
números. Então, por exemplo, a letra A
significaria número um, a letra B
significaria número dois e assim por
diante, né? E aí depois ia
multiplicando, né? Porque aí depois eh
do 10 a a a a 11ª letra representaria o
20 e depois o 30 e assim por diante.
Eh,
então a guatria seria você pegar uma
palavra e somar quais são os números de
cada letra dessa palavra. Então, se você
encontrar uma outra palavra que também
tem o mesmo soma de números, então essas
palavras estão elas estão relacionadas.
Então você fazia uma, você faz uma
interpretação do texto, uma hermenêutica
baseado nisso, né? Eh, não é a linha que
eu sigo, né? Mas só pra gente, só uma
curiosidade, né? Para você ver como essa
tradição de usar os números como uma
como algo que tem significado, eles têm
um peso dentro da tradição judaica
também, até pós-bíblica até hoje, né? Os
cabalistas usam o o o a os números são
fundamentais na Cabala, né? Os números
são fundamentais e, é claro, aí eles vão
levar para um outro lado mais místico e
tal. O universo ele é formado com base
nesses números e tal. É
bom. E é isso, gente. E é isso. Deixa eu
só ver uma última, uma,
uma última coisa que o Neozil colocou. O
medo de Deus é porque Deus tortura
demais. Eu li em Lamentações Deus
falando: "Não se queixem de mim.
Queixe-se cada um dos seus próprios
pecados". Eu vejo Deus assim: "Não faça,
porque se você fizer, sua vida vai
complicar. Eu garanto. É, então,
eh,
eu não posso dizer que não tem passagens
assim na Bíblia. tem, né, principalmente
em contextos como esse de lamentações. A
gente já comentou aqui de lamentações
mais de uma vez,
que ele acontece no seguinte contexto.
Eh, a gente tem um exílio que tá sendo
predito desde o início. Desde o início,
quando o que eu digo é desde Levítico,
capítulo 26, ele já começa a predizer a
ideia de exílio.
E aí, séculos depois, na época de
Jeremias, esse exílio se concretiza. Mas
ele se concretiza porque o povo se
afasta de Deus, quebra o a aliança que
tinha com Deus. Então assim, a ideia é o
seguinte do exílio. Abraão, você não é
ninguém. Eu vou fazer um acordo com
você. Eu vou te dar uma descendência e
eu vou te dar essa terra e através de
você todas as famílias da terra vão ser
abençoadas. Esse é o acordo que eu tô
fazendo, um pacto, uma aliança, né, no
no hebraico, um berit.
Se você quebrar esse pacto,
essas coisas vão ser desfeitas. Então,
você que que é vai virar uma grande
nação,
você não vai mais ser uma grande nação.
Essa terra aqui que eu vou te dar por
herança, ela não vai mais ser mais sua.
Você vai ser levado para um outro lugar.
A sua descendência, no caso, né, vai ser
levado para um outro lugar. Então,
existe essa ideia de pacto com Abraão. E
é curioso, na verdade, e aí que tá, né?
Você pode ler a Bíblia nessa perspectiva
que você tá falando aí, Neusil. Você lê
a Bíblia olhando para cada vez em que dá
para se interpretar o ato de Deus como
sendo uma coisa perversa, falando:
"Nossa, Deus é muito malvado. Nossa,
olha como Deus é ruim. Nossa, eu morro
de medo de Deus. Tem que ter medo mesmo
dele. É um jeito possível de se ler a
Bíblia.
Eh,
existem outras maneiras de se ler a
Bíblia que eu acho que são mais
honestas. é ver que existe um aspecto de
Deus que realmente é temeroso e que toca
em questões morais complicadas,
que é isso que você tá falando e até
questões muito piores, que é o que a
gente tá falando um pouco antes de Deus
falar de genocídio. Olha, essa terra,
esse povo aqui, vocês vão lutar com
eles, vão matar todo mundo, não sobra
ninguém. Então você pode ler a Bíblia e
pegar esses textos como sendo o que
fundamentam toda a sua perspectiva do
que que é Deus.
Mas você pode pegar, ler a Bíblia e
entender outros textos como sendo a sua
perspectiva do que é Deus. Ou mais
ainda, para ser mais honesto ainda, você
pegar a Bíblia e tem eh tentar entender
todos os textos que estão se referindo a
Deus e pensar: Deus é um ente muito
complexo e cheio de nuances na Bíblia.
Eh, então, como é que Deus faz essas
coisas que a gente tá falando agora? e
ao mesmo tempo ele é descrito como a
própria bondade.
Então o que que significa bondade nesse
contexto? Que que significa bondade para
esses povos que escreveram esse texto,
eh, se referindo a esse Deus como a
própria bondade, né? Então, tem outros
textos, por exemplo, eh, quando Moisés
fala: "Olha, eu quero ver a sua face" e
Deus fala: "Tá bom, eu vou fazer a minha
bondade passar diante de você". Então
fica aqui. Agora eu vou passar e você
vai me ver. E quando Moisés vê a Deus,
Deus declara: Deus é bondoso,
misericordioso, tardinho em irar-se, etc
e tal. Eh, então, ver a Deus não é ver
fisicamente a Deus. Ver, enxergar a Deus
é enxergar a bondade de Deus.
Nesse texto, o texto que o judaísmo
chama do texto dos 13 atributos divinos.
Então assim, eh,
nesses textos importantes em que o texto
tá discutindo a essência de Deus, ele
fala em bondade e misericórdia.
Em outros textos, onde você tá tendo uma
descrição de coisas que acontecem num
contexto de guerra de povos do antigo
Oriente Médio, tem uma descrição de
coisas que pra gente hoje no Brasil do
século XX é uma coisa horrorosa e
necessariamente perversa.
Então, como entender isso? Então, é
claro que, eh, a ideia desse canal não é
impor uma uma uma percepção, uma
perspectiva da Bíblia para ninguém, mas
é de expor, não impor, mas expor uma
perspectiva que é a perspectiva de eu
quero entender os textos em que coisas
que parecem ser ruins
da perspectiva das coisas que parecem
ser boas, né? Por quê?
Eh, existe um pensador judeu, eu também
não não vou saber agora falar de cabeça,
que ele fala: "É mais importante o que
você pensa sobre Deus do que o que Deus
pensa sobre você.
Por quê?
O que Deus pensa sobre você é um
mistério, ninguém sabe, tá lá na cabeça
dele. E isso, isso é insondável. Isso é
muito acima da gente. Agora, o que você
pensa sobre Deus é o que vai fundamentar
toda a sua concepção do que que é justo
e bom e do que deveria ser feito.
Então, quando eu olho paraa Bíblia, eu
me esforço para ver um Deus que tá de
acordo com esses textos que falam de
justiça, de bondade e misericórdia.
Porque se eu ver Deus de uma outra
forma, eu posso me tornar um ser humano
perverso, entende?
justificado pela minha religião bíblica,
justificado pela minha religiosidade,
pela minha espiritualidade bíblica.
Então, eh, e eu não sei qual no que que
você acredita, Neuso, mas eu eu vejo
muitas vezes ateus falando: "Nossa,
quando eu leio a Bíblia, eu só vejo um
Deus muito ruim".
Aí eu falo: "Olha, graças a Deus que
você é ateu, porque se você lê a Bíblia
dessa forma e você fosse cristão, você
ser exatamente o tipo de cristão que sai
matando as pessoas por causa da Bíblia,
entende?
Então, é melhor que você continue a ter
o mesmo. O o mundo vai vai ser melhor.
Eu prefiro que as pessoas que acreditam
nesse texto e fundamentam a vida nesse
texto vejam Deus de uma perspectiva
muito melhor, muito mais positiva. E se
tem um texto que fala de uma coisa que
pode ser entendido como ruim, essa
pessoa vai se esforçar para interpretar
de uma maneira positiva esse texto,
porque o que ela considera o Deus que
fundamenta a moralidade dela é um Deus
que é misericordioso e bondoso, né? E é
isso que ela vai tentar fazer na vida
dela, quando ela vai tentar eh um
conceito bíblico que existe, que é o
imitar oi, quando ela vai inspirada na
bondade de Deus, ela vai querer ser
bondosa com os outros, né? Inspirada no
caráter de Deus, ela vai querer imitar
esse caráter. Então, eh, eu me esforço
para ver um Deus bondoso,
porque eu acredito que, eh, eu, como
religioso, é muito melhor eu ver um um
Deus dessa forma, né? Eh, isso é um
esforço que eu faço, mas por outro lado,
eu acho que a Bíblia dá boas dicas de
como
interpretar as ações de Deus. A Bíblia
dá boas dicas de que quando ela fala
sobre a essência de Deus, ela tá falando
sempre da bondade, da misericórdia e não
do genocídio, da maldade, da
perversidade, né? Ela sempre aponta
nesse sentido. Então, eu uso esses
textos para explicar os outros textos
que são mais difíceis. Eh, e e espero e
oro para que todo religioso faça a mesma
coisa, pra gente ter menos ações
perversas feitas com motivações
religiosas, né? É isso que eu penso,
pelo menos. Mas fica à vontade aí para
você colocar a sua opinião no nesse
canal. Eu eu a gente procura aqui ser
receptivo a opiniões diferentes pra
gente poder debater, fazer esse tipo de
de reflexão em cima das opiniões, né?
É, aí o último comentário aqui do Bruno
Ribeiro. Talvez o contexto do Antigo
Oriente próximo nos ajude na
interpretação desses textos, pois parece
que a intenção do autor era que eles não
fossem tomados literalmente.
É, Bruno,
eh,
eu nem sei se a questão é a literalidade
ou não, mas eu concordo com você quando
você fala aqui qual que era a intenção
do autor e o que que isso significava no
antigo oriente próximo.
Porque as mesmas pessoas que estão eh
explicando esse e essas ações divinas
eh são eles também que descrevem Deus
como um Deus bondoso
e misericordioso.
Então essa é na perspectiva deles uma
ação de alguma forma de bondade e
misericórdia. Como entender isso? Então,
chega a ser uma questão que nem é mais
uma questão eh necessariamente
religiosa, mas de interpretação de
texto. Que que esse que que esse texto
quer dizer, independente do se eu
acredito nele ou não, ele tá descrevendo
um Deus que é para ser tomado como
perverso ou não. Na perspectiva dessas
pessoas que escreveram esse texto, não
é? É um Deus bondoso. Então, a gente tem
que entender o que que isso significa,
né? Eh, ou seja, o texto é mais difícil
do que parece, né?
Bom, gente, a gente entrou em várias
questões complexas aqui,
em várias questões complicadas, né? Eh,
a Neel até até agradece aqui no final.
Eu não sabia se era o Neozil ou a
Neusil, mas ela respondeu: "Obrigada",
né? Eh, mas é isso, gente. Eu eu
obrigado aí pelo comentário também, né?
Brasil, eh, que eu acho, eu gosto de, de
tocar em questões que são difíceis e que
a gente não costuma a, a falar num
sermão na igreja, porque a gente tá
tentando no sermão trazer uma reflexão,
uma reflexão assim mais fácil e mais
positiva e tal, mas tem coisas na Bíblia
que são complicadas, a gente não pode
ignorar elas, né? Então, talvez esses
passos sirva para esse tipo de coisa.
Mas é isso, gente. Vários, a cada live
eu faço mais promessas que eu não vou
conseguir cumprir. Que eu toda live eu
faço, falo: "Ah, isso daqui é um tema
que a gente pode falar um dia, ah, isso
daqui a gente vai falar também. Ah, e eu
acabo fazendo outra live sem nem pensar
no que que eh no que eu tinha falado na
na anterior, né?
Só o último comentário aqui do João. Eh,
me ajuda a ler os textos tentando ver
Deus escrevendo sua lei de amor no
coração das pessoas, como Abraão
intercedendo por Sodoma e Moisés
intercedendo pelo povo pecador.
Exatamente. É, é quando a gente vai
falar, quando o texto tá sendo explícito
sobre qual é o caráter de Deus,
o texto sempre vai para nesse sentido. E
aí tem coisas que, como o Bruno tinha
comentado aqui, tem muito a ver com o
contexto literário do Antigo Oriente
Médio, que quando a gente compara as
ações e as descrições do texto bíblico,
que pra gente são terríveis, quando a
gente comparar elas com as descrições de
outros povos do antigo Oriente Médio, da
Mesopotâmia e tal, a gente fala: "Ah,
tá, agora eu tô entendendo porque que
eles estão falando que isso daqui ia ser
bondoso, misericordioso, porque nos
outros é assim é outro tipo de de
loucura, né? Eh, de de incivilidade,
vamos dizer assim. Então, dentro daquele
contexto fazia sentido. Dentro do nosso,
aí fica esquisito, o texto se torna
estranho, né? Então, é sempre difícil
ler o texto bíblico, porque tem uma
questão cultural que assim, se a gente
não passar por ela, o texto não vai
fazer sentido, né?
Bom, gente, valeu aí. Obrigado. Eu já tô
ficando sem caramba, Jesus 10:30. Hoje
foi 2 horas de live, hein? Batemos o
recorde, eu acho. Mas obrigado, valeu e
até a próxima live aí. E qualquer coisa
a gente vai se falando. Eu eu leio os
comentários, nem sempre eu respondo, mas
eu leio os comentários que vocês colocam
nos vídeos do canal.
Eu sei que tinha até alguém tinha
sugerido um tema pra gente falar hoje,
mas eu vou deixar para uma próxima live,
tá bom? Valeu, boa noite para todo mundo
e até mais.

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