Davar Live – 24/10
25/10/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
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Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos aí a mais uma live. Como que vocês estão? Se vocês puderem, por favor, me mandar um feedback aí sobre o som e sobre o e sobre o o vídeo, se tá tudo certo, se o som acho que hoje tá OK, né? Ó, o Oziel já apareceu aí. Boa noite, imagem som OK. Valeu, gente. E eu vi que a gente já começou com o João, já trouxe aqui algumas questões, a gente já fala sobre elas já, João. Legal, bacana. Boa noite então pro João, pro Caio, pro Oziel, pessoal que tá entrando aí. Eh, bom sábado aí para vocês, boa sexta-feira à noite e e é isso, gente. Eu vou eh nessa live eu pensei em alguma coisa pra gente comentar, uma coisa fixa. Eh, mas assim, eu pensei, mas ficou um pouco em aberto na minha cabeça, então eu não sei direito como vai funcionar. Vamos ver como vai rolar essa live aqui, tá bom? Então, eu acho que a gente já podia já começar com essas questões do João aí, né? O João traz uma questão interessante. Deixa eu ler aqui. Ele vai falar o seguinte: "Boa noite, em Deuteronômio, 72 era para destruir totalmente, não ter piedade. 73 não era para casarem com as filhas da terra. Deuteronômio 2016 não era para deixar com vida tudo que tem fôlego. 17 destruir totalmente. Em Números 3118, não sei se antes ou depois dessas instruções de Deuteronômio, eles deixam as meninas medianitas que não tiveram relações com homens viverem e serem dadas para eles, né, como esposas. Em Josué 6:18 era para se guardar das coisas condenadas de Jericó. No 21 destruíram tudo, até bois, jumentos, etc. e tal, né? Em Josué 8:2, Deus permite saquear os espojos e o gado. Não sei se é assim, mas parece que Deus dá ordens em um momento para fazer algo, em outro momento parece que dá outra ordem. Então, João, é meio que isso daí mesmo. Eh, a gente não tem um padrão de como eh dado por Deus, de como os israelitas deviam agir em relação a todos os povos. O que faz a gente pensar em algumas coisas, né? Por quê? Por que que tem essas mudanças? E elas têm mesmo. De fato, uma explicação que para mim faz sentido é porque esses povos eles, digamos assim, eles estavam em momentos diferentes. Eles eh vamos voltar um pouco no tempo, né? Quando Deus faz a promessa lá para Abraão, lá em Gênesis, eu não lembro agora se é no capítulo 12, 15 ou 17, mas ele fala que aquela terra ia ser dada pros descendentes de Abraão, mas isso ia demorar um tempo, porque aí tem uma expressãozinha que diz o seguinte: "A medida da iniquidade deles ainda não foi completada desses povos, né? Então isso dá a ideia do seguinte. Você tem aqueles povos que viviam em Canaã e eram povos perversos, mas que eles eh essa ideia da medida ainda não tá cheia, quer dizer que eles estavam perversos, eles eram perversos, mas ainda não tinham passado dos limites, entendeu? Eles eram perversos, mas eles ainda estavam dentro de uma certa tolerância que Deus podia ter com eles. E parece que em algum momento esse nível de de maldade, de perversidade desses povos, tipo, passou da conta. E é meio que Deus usa Israel para trazer juízo para esses povos. Então assim, a gente tem povos diferentes que estão em situações diferentes. De certa forma Deus teria condenado todo a a a região de Canaã, mas parece que a condenação não é a mesma para todos. Então, alguns povos era para eles matarem todo mundo mesmo. É isso que diz o texto. Em outros não, né? Em outros eram para deixar pessoas vivas. Eh, alguns podiam pegar os animais, outros não, os despojos de guerra, né? Então, existe essas diferenças de ordens de Deus e elas, o texto bíblico não fala o porquê dessas diferenças, mas parecem estar relacionadas com, se a gente fazer o link, né, fizer o link com essa e texto de Abraão, parece que elas podiam estar relacionadas com qual era essa tal medida de iniquidade de cada um desses povos, né, que Israel tava entrando em conflito. Então, de forma geral, eu penso assim, eu penso que pode ser essa explicação, João. E aí tem mais um detalhezinho que eu acho interessante. Eu não sei se vocês eh lembram da história lá do livro de Estter, né? Lá no livro de Estter você tem eh Estter acontece ali no pós-esílio, no período persa, né? Eh, são os israelitas que ainda não voltaram do do exílio, que ainda estavam ainda lá na Pérsia. E ele vai, o livro vai contar a história de uma, eh, de uma conspiração para matar o os israelitas, né? No caso aqui, nesse período a gente já vai chamar de judeus. Então, era uma conspiração para matar os judeus, né? E o grande arquiteto dessa conspiração é um sujeito chamado Amã. E vai dizer lá no capítulo 3 de Ester, a partir do verso 1, diz assim, né? Depois disso, o rei Açuero engrandeceu Amã, filho de Amedata, Agita, e o exaltou. Ele deu um cargo mais elevado do que todos os oficiais que estavam com ele. Então, algumas coisas pra gente prestar atenção aqui nesse verso, né? Primeira curiosidade que eu acho, que me chama a atenção aqui é que o nome açueiro ele também conhecido na persa como sheres. Então, açoeiro, esse açoeiro aqui da história de Sters lá da história dos 300 de Esparta, lembra? Então, o açoeiro aqui é o Rodrigo Santoro careca. É, esse é o mesmo rei, é o rei persa, eh, aero e é um é o mesmo, a mesma figura, né? Eh, mas o que o que a gente tá querendo chamar atenção aqui hoje é essa, esse título que é dado para Amã, né? Amã, filho de Hamedata, ou Agajita. E o que que é o Agajita? Agajita é o descendente de Agag. E quem foi Agag, né? A Gag aparece lá em Primeiro Samuel, capítulo 15, vai dizer o seguinte, daqui a gente tá falando de séculos antes, né? A gente tá falando aqui do período ainda da monarquia do reino unificado, que a gente tá falando da história de Saul. Eh, Samuel disse a Saul: "Foi a mim que o Senhor enviou para ungir você como rei sobre Israel, o povo dele. Agora ouça as minhas palavras." Assim diz eh, o Senhor dos Exércitos: "Carstigarei Amalque pelo que fez a Israel, colocando-se no caminho de Israel quando este saía do Egito." E ele vai falar: "Ó, destrui destrói todo mundo. Esse povo é não é para sobreviver ninguém, né? Vocês vão entrar em guerra com eles, mas todos devem morrer." E o que acontece? Saul desobedece Samuel, a ordem de que Deus tinha dado através de Samuel. E o nome do rei que foi poupado desse dessa ordem divina diz lá no verso 8it, "E tomou vivo Gague, o rei dos amalequitas, porém destruiu o povo a fio da espada. Então, parece que sobreviveu uma pessoa que é esse rei Agag, que eh Saulos obedece, mantém ele vivo. E depois Samuel acaba matando a Gag, né? Eh, Samuel não fica, o o Agag não fica vivo para sempre, não vai, não é solto e é vivo. Eh, Samuel mata eh Samuel acaba matando a Gag aqui no final do capítulo 15, né? O que acontece? A a tradição judaica vai dizer que o fato de Samuel ter de Saul ter desobedecido Samuel e ter poupado a Gague naquele dia fez com que a Gague tivesse um filho enquanto ele tava cativo dos israelitas, mas não morto, né? E esse filho vai gerar toda uma descendência que vai chegar até Amã. Isso considerando que o texto diz que eles mataram todos, mas a Gag, o rei, sobreviveu, né? É, pode ser também que o texto não tá falando abertamente, mas quando ele diz Agag, talvez seja a casa de Agag, o a família de Agage. De qualquer forma, a desobediência de Saul aqui levou séculos depois a um quase extermínio do povo que Deus tinha separado para levar essa mensagem de Deus pro mundo, né? Então, olha como as coisas são, João. A gente sempre vai ver esses essas ordens de Deus para exterminar um povo, esses genocídios que de fato são genocídios da maneira pior possível, porque a gente compara com genocídios feito hoje por seres humanos por causa de petróleo, por causa de terra, por causa desses todos esses motivos, né? Eh, mas quando a gente pega esse link, a gente percebe que a intenção de Deus era outra e a percepção de Deus da história é outra. Então, nesse caso, a gente já tem uma eh a gente percebe Deus montando um plano que, se não fosse pela desobediência de Saul, talvez séculos depois a gente nem tivesse a história de Esterno. A gente não ia ter lá o Amã quase exterminando o povo de Israel inteiro, né? Então, por que que Deus pede para exterminar uns e não perde para exterminar outros? E aí a gente, o que a gente pode dizer é que não dá para saber o que a gente sabe, o que do ponto de vista bíblico, né? Deus sabe de coisas que a gente não sabe. E ele interfere na história de maneiras que a gente não consegue entender a intenção e o objetivo e como isso vai resultar no final, entende? Então, para mim essa é a explicação. Alguns povos tinham que ser exterminados porque Deus sabia o que ia acontecer depois se esses povos tivessem vivos. Outros não, outros recebiam misericórdia divina, né? E e a coisa vai funcionando desse jeito, né? Não sei se eu respondi bem, se era isso que você tava querendo entender. É bom que eu entrei um pouco, você colocou já antes, né, João? Eu entrei um pouquinho antes aqui para arrumar a live e já vi a sua mensagem, já dei uma pesquisadinha nos textos aqui, já deixei tudo tudo preparado já. Mas é isso. Eh, é isso daí. Aí eu queria lendo aqui as mensagens, né? Entra aqui depois do João entra o José Lima. Dar uma boa noite aqui também. O Davi Silva diz: "Finalmente consegui participar de uma live". O Caio Machado, boa noite. O o hoje o áudio está muito bom. Que bom, que bom, né? O Joserlei dá boa noite aqui. Fatista. Se Deus já havia prometido que o trono seria da descendência de Judá, como Saul reinou e poderia ter seu reino confirmado para sempre? Lá em Primeiro Samuel 13:13, olha, essa é uma boa pergunta, viu? Eu não sei se eu sei responder essa pergunta não, até porque Saul, ele era benjamita, se eu não me engano, ele não era da tribo de Judá, né? Eu não sei, não lembro qual tribo era, mas essa daí eu não vou saber responder não. Talvez se tivesse parado para para se parar para dar uma estudada nisso, talvez a gente consiga achar alguma possível resposta. Mas olhando assim, não faço ideia. É um bom ponto aí, né? Porque a promessa do reino de Judá já acontece desde lá de de Gênesis capítulo 49. que é o quando eh Jacó faz as bênçãos paraos seus filhos, né? E ele abençoa Judá e já fala do trono eh de Judá, já fala que os filhos seriam eh o os seus filhos, quer dizer, os irmãos de Judá iriam se curvar perante Judá. Então já tem uma uma previsão aí do do reino de Judá. Eh, o Ozeal colocou aqui: "O cetro não se arredará de Judá". Exato. Essa que é a frase que que ele dá, né? Que é uma frase profética. Essas bênçãos dos patriarcas, elas têm um sentido profético, né? Então, realmente difícil dizer, difícil dizer. O FH Batista até complementa aqui Benjamim, que era é a tribo de Saul. Então, é isso, né? É. Então, não sei. Talvez Deus já tivesse escolhido eh Saul. Uma ideia que eu já ouvi antes, eu não sei se o texto é explícito em relação a isso, acho que não. Deus já escolheu Saul para ser o rei que o povo queria, que era o cara grande, forte, olhava da multidão, dos ombros para cima, tava ali Saul e tal, mas eh dando para ele assim uma uma oportunidade, mas já sabendo que não ia ser esse cara que ia reinar para sempre, né? Eh, é difícil. Essa é uma das questões mais difíceis da Bíblia, né? O conhecimento de Deus acerca do futuro. Existem textos da Bíblia que parecem indicar que Deus conhece muito bem o futuro, né? Aqueles textos que falam: "Antes que eu nascesse, tu já me conhecias", né? Então isso dá uma sensação daquela daquele que o pessoal fala às vezes: "Ah, Deus está fora do tempo, a dimensão do tempo não se aplica a Deus, né? Eh, e tem toda uma percepção de tempo diferente e tal, mas por outro lado tem outros textos que é difícil dizer o o quanto é porque assim, Deus sabe de tudo. Deus sabe de todas as coisas. Beleza? Agora, o futuro é uma coisa. Deus sabe de todas as coisas que existem. O futuro é uma coisa que não existe, entende? Aí a gente já começa a entrar numa filosofia louca aqui, né? Então, Deus não saber exatamente o futuro, isso é uma limitação pro conhecimento de Deus, já que o futuro não é uma coisa que existe. É uma questão pra gente ficar mastigando aí, não sei dizer, mas de qualquer forma o texto bíblico parece ser um um pouco dúbio em relação a essa perspectiva em específico, sabe? Alguns textos parecem dizer que sim, que Deus já conhece tudo o que vai acontecer em todas as eras. Outros textos parecem mais da indicação de que Deus para se relacionar com o homem, ele entra dentro da dimensão do tempo. E aí ele, por entrar nessa dimensão do tempo, ele o tempo ou ele entra na dimensão do tempo ou o próprio tempo é uma é uma ideia que a gente criou, que não é exatamente do jeito que a gente pensa, de um outro jeito. Bom, aí é difícil a especulação é é difícil, né? Mas é isso daí. Eh, aí o José Márcio até coloco aqui, não foi para trazer juízo. Juízo. Eh, é, a gente vai e volta nos temas aqui, né? Então, talvez eu tenha me perdido aqui. Juízo e seria em relação ao povo de Israel entrando lá no na terra prometida. É isso? matar o o os povos que estavam lá nessa medida da maldade, né? Eh, o João falava: "É sem essa essa dúvida". Obrigado, me ajudou a pensar. Eh, aí o José Marcios coloca aqui, Roney, como você vê ou entende por plenitude dos gentios? A plenitude dos gentios é o texto lá de Romanos, capítulo 11, né? Do 9 ao 11. Eu teria que pensar um pouco mais também, José, porque eu sei que esse texto tem algumas complicações, tem algumas tem alguns eh não é umas pegadinhas, mas é tem alguns detalhes que ele faz referência a ideias que se você vê em outros lugares da Bíblia, esse esse isso fica mais redondo, né? o esse raciocínio. Então, eh vamos lá, só para entender o que que aonde tá o contexto, mas eu não sei se eu vou conseguir responder especificamente o que que eu entendo por essa plenitude dos gentios. Quando a gente vai lá para Romanos, qual a estrutura do livro de Romanos? Eh, Romanos vai ter um grande argumento que vai do capítulo 1 até o capítulo oito, que é o argumento da justificação pela fé. Então eu vou eu vou fazer uma estrutura breve aqui do livro de Romanos. Uma coisa que é interessante, né? Sempre quando você for tentar entender um livro da Bíblia, começa tentando entender a estrutura. Se você colocar, sei lá, eu quero entender Romanos. Se você colocar Romanos estrutura no Google, ele vai te dar uma uma sugestão de estrutura do livro. Por quê? Porque eh a os livros da Bíblia eles vão desenvolvendo temas e às vezes ele termina de desenvolver um tema e começa a desenvolver outro. Então quando você olha a estrutura do livro você sabe, olha, desse capítulo até esse, ele tá falando sobre tal coisa, daqui até aqui, ele já vai falar de outra coisa. Aí depois dessa parte ele vai voltar ao que ele tava lá no começo e vai explicar melhor. Então quando você olha pra estrutura do texto você consegue entender como eu como esse esse raciocínio vai se conduzir dentro do texto ou para chegar onde ele quer. Então fica mais fácil de você não se perder no texto. Então estrutura é uma coisa bem legal. Sempre quando você for ver um texto pega a estrutura, né? Então, uma estrutura sugerida de que de romanos e estrutura também não é um negócio assim, tá aqui a estrutura sacralizada de romanos e ninguém pode questionar, não. Tem várias estruturas possíveis que as pessoas vão lendo e vai vão falando aqui eu acho que ele terminou esse tema e começou outro e outra pessoa vai olhar, não, esse tema não é outro tema, é um desdobramento do primeiro. Então vai ter discussões aí sobre as estruturas dos livros, né? O Agora sim, vamos lá pra estrutura do livro de Romanos, capítulo 1 até capítulo 8. é o grande argumento da justificação pela fé. E aí dentro desse grande argumento, ele vai ter eh ele vai ter raciocínios específicos, vai falar eh da mulher que se torna viúva, vai falar dos do do escravo que se torna livre e tal. Então ele vai usar vários exemplos para fazer esse grande argumento da justificação pela fé, né? O que que ele quer dizer aí do capítulo 1 até o capítulo 8? Ele quer dizer que não é o cumprimento da lei as obras que você faz que te salvam. O que te salva é a sua fé, né? E ele vai argumentar nesse sentido. Do capítulo 9 até o capítulo 11, ele vai falar de um caso específico, que é o caso dos judeus. E depois o capítulo 12 até o capítulo 16 ele vai falar de alguns temas aleatórios para concluir essa carta aos romanos, né? Então, alguns outros temas que estavam provavelmente temas pendentes que ele queria conversar com os romanos, mas não necessariamente seguindo uma estrutura igual antes, eh, que vai se estruturando, que vai se desenvolvendo e tal. São temas mais curtos e mais aleatórios, assim, parece. Então, vamos lá. O que que é esse capítulo 9 ao 11 de Romanos? Que que é esse caso dos judeus? A expectativa que eles tinham, que os discípulos tinham? Eh, bom, Jesus é o Messias, ele apareceu, eh, ele nos deixou a missão de levar essa mensagem da a mensagem do evangelho, a mensagem de que, eh, Jesus é o Messias e o sacrifício dele nos livra do pecado, assim, bem resumidamente. Eh, e essa mensagem deveria ser levada primeiro pros judeus ali em volta e depois pros gentios até os confins da terra, né? E dessa forma o eh esse seria o plano de Deus. Todo mundo ia ser salvo dessa forma. Só que o que acontece que subverte a expectativa deles, os judeus, os judeus eles não aceitam o evangelho na sua grande maioria, né? Quando se fala os judeus não aceitaram o evangelho, é bom fazer um disclaimer aqui também. Eh, lembra aqui que a gente tá falando dos eh dos apóstolos? Eles eram todos judeus. Paulo era judeu, Jesus era judeu. A história de Jesus é uma história judaica. Eh, os mocinhos e os vilões são todos judeus, né? Tanto os que queriam matar Jesus dentro daquele contexto eram judeus, quanto os seguidores de Jesus eram judeus. O Novo Testamento só vai falar de judeu até o capítulo 10, né? Fora um ou outro que aparece na história, né? E alguns desses que ainda aparecem não são judeus, ainda são prosélitos, ou seja, são estrangeiros que se converteram. tem poucos casos ali de judeus que que são de nações pagãs, que que é comentado no no Novo Testamento até Atos 10, né? A gente já comentou um pouco desse Atos 10. Eh, então é uma história judaica, acontece dentro de um contexto judaico a história de Jesus, eh, e a história da morte de Jesus e a história do do começo ali do do cristianismo. Eh, e dentro desse contexto, eh, a gente para pra gente entender essa frase de que, eh, os judeus não aceitaram a Jesus. Grande parte dos judeus aceitaram o livro de Atos vai falando de milhares e milhares de judeus ali em Jerusalém, até sacerdotes. Eu não tenho aqui o verso na mão, mas se você procurar no livro de Atos as referências à palavra sacerdotes, ele vai falar que tinha até sacerdotes que aceitaram a mensagem do evangelho, né? Então, grande parte do judaísmo se tornou sim eh seguidores de Jesus como o Messias. Só que não todo. Isso espantou os os apóstolos, né? Porque a a expectativa é que pronto, Jesus veio, se cumpriu, eles estavam esperando o Messias e agora todo mundo vai aceitar o Messias e não aceitaram. Então Paulo vai argumentar aqui do capítulo 9 até o capítulo 11 de Romanos. É qual o que que a gente faz então? Qual é o caso? E agora que que que isso significa? o fato dos judeus não terem aceitado o evangelho na sua totalidade. A totalidade dos judeus não aceitou o evangelho. Eh, então aqui o capítulo 9 ao 11 de Romanos é sobre a salvação dos judeus. E ele começa falando: "Olha, será que eles foram rejeitados? Será que o o os judeus, como eles se rejeitaram a Cristo, eles foram rejeitados?" E Paulo fala: "Não, não, não foram rejeitados, né? Porque a eleição deles são coisas que que não vão desaparecer, né? Então eles, Paulo vai argumentar no sentido de que existe uma função para esse povo ainda, pros judeus. E o que que o o argumento grande aqui do capítulo 9 ao 11 é que é o seguinte, eh é quase como se Deus tivesse pregado uma peça na gente. Deus fez uma coisa que ninguém esperava. Ele fez uma pegadinha, né? Porque o que que ele fez? Os judeus na sua totalidade não aceitam o evangelho. E aí acontece uma coisa que a gente já comentou sobre isso aqui, mas eh que era meio extraordinária, meio totalmente imprevisível para eles, que é os não judeus vão aceitar o evangelho, quer dizer, os gentios, os pagãos vão aceitar o evangelho. E depois que esses gentios tivessem se tornado cristãos, aí sim os judeus iam ficar com ciúmes. Ele usa essa expressão. fal, poxa, os caras que que nem são judeus estão aceitando o Deus do judaísmo, as escrituras judáicas e Jesus, esse Jesus aí como Messias. E isso faria com que todo Israel fosse salvo. É o que ele conclui ali no capítulo 11. E assim todo Israel será salvo. E aí dentro desse contexto que aparece essa plenitude dos gentios, né, que o os judeus eles não iam se converter até que fosse alc alcançada a plenitude dos gentios. E aí sim, todo Israel será salvo. Aí os judeus iam se converter e todo Israel será salvo, né? Eh, esse argumento de Paulo faz com que alguns cristãos tenham um uma atenção especial em conversão dos judeus, porque eh aqui no livro de Romanos e algumas outras passagens dão a entender de que isso, a conversão dos judeus é um sinal pra vinda de Cristo, assim, é um grande evento para acontecer antes da vinda de Cristo. Então isso que torna aí e alguns cristãos especialmente atentos para essa questão do evangelismo com judeus, né? Eh, outros vão entender de outras formas, alguns vão entender que eh toda aquela história de isso daqui é o estado de Israel que vai se cumprir e tal. Aí tem toda a discussão do pós-milenismo lá no no livro de Apocalipse, que é uma outra história, a gente comenta um outro dia, mas de qualquer forma fica isso no ar. Essa plenitude dos gentios, a primeira vista para mim me parece é os gentios vão se converter a um ponto em que isso chamará a atenção dos próprios judeus, né? se eh eles vão se converter assim em massa, isso já aconteceu, né? O o evangelho, o cristianismo é uma é uma religião de gentios hoje em dia, tal, é a maior religião dos gentios, a maior religião do mundo, se eu não me engano, eu sei que ela fica ali, emparei com o o Islã. Eu não sei qual cresce mais, eu não sei se o Islam já passou ou não, mas de qualquer forma, se fosse pensar nesse sentido, sim, essa plenitude dos gentios já aconteceu, ou seja, a o evangelho alcançou plenamente os gentios, né? E aí, que que isso significa? Eh, o que que vai acontecer agora? Não sei. Vamos ver. Aí a gente teria que parar aqui. Talvez um dia a gente pare e estude aqui Romanos capítulo 9 até o 11 e leia o texto e a gente vê aqui os detalhes. Sei que é muito bonito. Olha o o jeito que ele termina aqui no capítulo 11, eh, quando ele termina esse argumento dos judeus que ele vai falar que então no final o que que Deus vai fazer é o seguinte. ele vai encerrar todo mundo debaixo da desobediência, eh, que aí ele vai voltar pro argumento a justificação pela fé, né, para com todos os ar de misericórdia. Ou seja, ninguém ficou sem estar no erro em algum período. Então, tanto os gentios que não aceitavam o Deus de Israel, agora passam a aceitar, contra os judeus que não aceitavam o Messias, no final vão aceitar também. Então, todo mundo teve um período de incredulidade aí, eh, que é o argumento de Paulo aqui, né? E ele vai falar: "Porque Deus encerrou todos debaixo da desobediência para com todos usar de misericórdia". E aí ele termina com uma oração falando: "Olha, esse plano de Deus é muito difícil de entender, é um grande mistério, mas de qualquer forma demonstra o amor de Deus. O objetivo aqui é a salvação de toda a humanidade. E ele vai terminar dizendo: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria quanto do conhecimento de Deus, quão insondáveis são os teus juízos, quão inescrutáveis são os teus caminhos. Porque quem compreendeu a mente do Senhor ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele e para ele são todas as coisas a glória, pois a ele eternamente. Amém. É muito bonito isso daqui. É muito bonito essa essa oração quando ele tá falando dos planos de Deus, né? Eles são insondáveis, eles estão acima de qualquer coisa que a gente consiga imaginar. Então, a gente fica confuso quando vê os planos de Deus sendo colocados em ação, porque não parece fazer sentido, mas ele vai se cumprindo da forma como era para ser cumprido de alguma forma, né? Eh, mas é isso. É aqui o contexto que fala da plenitude dos gentios. Agora, exatamente o que significa difícil, difícil dizer. Então, vamos lá. Aí o Osel comenta aqui: "O raciocínio de Deus dentro do tempo e Deus fora do tempo é bíblico? Tipo, na Bíblia dá para ir nessas duas direções. Então, então, Zé, esse que é o ponto. Não, não é bíblico. Você precisa de um amparo e de uma compreensão de tempo que não é bíblica para você entender essa ideia de que Deus está fora do tempo, né? Eh, o tempo é uma dimensão divina dentro do contexto bíblico. Eh, é uma dimensão do divino, né? Não, não é uma dimensão de Deus, mas é uma dimensão que pertence a Deus. Eh, a ideia de que o tempo pode, você pode sair do tempo, é uma ideia que vai para um outro lugar, vai paraa filosofia, vai para um pensamento grego, vai para um pensamento de de cosmologia moderna para você ter essa concepção, mas o o texto bíblico não argumenta nesse sentido, entende? não argumenta. Por isso que eu também tenho um pouco de receio a esse esse tipo de raciocínio. Eh, vamos lá. Acho que pulei uma aqui, né? O o David Silva conhece a tese do Tom Vadworth? Ele disse que a igreja primitiva não se reunia para adorar, mas simplesmente para edificar uns aos outros. Queria saber sua opinião sobre isso. Olha, Davi, David, né? Eh, eu não sei, não conheço essa essa tese, não. A igreja primitiva não se reunia para adorar. Eu não sei exatamente o que que ele quer dizer com isso. Consigo imaginar algumas coisas, mas eu precisaria dar uma olhada antes para entender melhor o que que é essa tese dele. Eh, eu sei que muitas vezes a gente, quando a gente pensa no nossa estrutura de culto, nossa ideia de culto hoje, realmente ela muitas vezes ela não bate muito com o culto eh com o culto da igreja primitiva ou do Antigo Testamento. A nossa ideia de adoração às vezes é meio estranha, sabe? Vou aproveitar essa pergunta para falar um pouquinho de adoração, que acho que é um é um tema que eu eu me interesso. Eu acho interessante isso daí. Eh, a palavra adoração na Bíblia é o é o é um é um verbo em hebraico que é um verbo que significa se curvar, estáravê, que é o verbo se prostrar no chão, né? Esse é o verbo eh adorar. Existem outros verbos que também podem ser usados nesse sentido. Por exemplo, o verbo halel, halal, né, que é o haleluia, louvai a Deus. Só que esse esse halal, ele halal, halal, eu não sei exatamente agora qual que é a pronúncia certa. Esse verbo, eh, ele não é um, não é uma atitude que é necessariamente voltada só pro divino, a ideia de louvor. Então, a gente faria uma diferença aí na Bíblia entre louvor e adoração. A atitude de estar é uma atitude que o homem faz em relação ao divino, a Deus exclusivamente. Agora, louvor, não necessariamente. Existem pessoas que são louvadas na Bíblia, que é um e de certa forma elogiar alguém, louvar alguém, louvar os méritos de alguém, né? Então, por exemplo, lá em Provérbios capítulo 31, quando ele fala da a mulher virtuosa, né, que ele vai falar da aetil, né, que é um é uma parte bem interessante também que nem a gente traduz como mulher virtuosa, mas talvez a melhor tradução seria a mulher. Eh, qual tradução para Rail? Rair é um é um adjetivo que é muitas vezes usada para guerreiros. Então eu seria uma mulher meio poderosa, meio guerreira. Essa a mulher virtuosa, mulher com virtudes, né? Mas é que essa expressão virtuosa é meio esquisita, parece que é uma mulher virtual, sei lá. Mas voltando para esse esse capítulo, por que que eu tô citando o Provérbios 31? Porque lá no final ele vai falar e shecker verfel e van é a beleza, enganosa é a formosura e shairat adonai eh hitalala. Eh, desculpa, tô tentando puxar de cabeça no hebraico aqui, porque tem uma música que eu gosto desse desse capítulo e é bom às vezes decorar algumas coisas em hebraico, que você consegue fazer relação entre as palavras, né? Então, ele termina dizendo: "A mulher que eh que teme ao Senhor, essa será louvada. Hit halal. Hitit halal, que é o do verbo halal, que é o verbo louvar, que é o o verbo aleluia, louvai a Deus. Então, existe essa diferença entre louvor e adoração na Bíblia, que seria o louvor. Você louva a Deus, você elogia a Deus, você engrandece a Deus, mas tem uma força um pouco menor, né? O o louvor também é uma coisa que você pode fazer para homens, para pessoas que que merecem ser honradas, reconhecidas, né, elogiadas. E a adoração, ela não acontece necessariamente só em um contexto litúrgico do jeito que a gente entende, por exemplo, na igreja, por exemplo, eh a gente não tem no antigo Israel um uma liturgia estabelecida de adoração, principalmente no santuário. Isso não tem a adoração. Ela acontece, mas ela não acontece com cânticos, ela acontece com sacrifícios. Então você adora a Deus através dos sacrifícios, né? E não só adora, você se relaciona com Deus através dos sacrifícios. Então, é um tipo de adoração diferente. A gente tem outros tipos de adoração que são orações que você faz para Deus, para adorar ele, para engrandecer ele. Você ora a Deus abrindo o seu coração e falando: "Você é muito maior do que eu. Você é o rei do universo. Você é grandioso demais." E a gente tem os salmos e tal, né? Então, tem muitas ideias interessantes nos salmos relacionados com adoração, que vai ser basicamente o reconhecimento de que Deus te antecede. Te antecede num sentido mais existencial. Você existe porque Deus existe antes de você e te fez existir. Então, nesse sentido, a adoração ela nunca é uma iniciativa humana. Ela é sempre uma resposta humana para uma ação divina. A adoração em si é o reconhecimento de que há uma ação divina na sua vida, de que tudo seria uma ação divina, né? É o reconhecimento da origem de todas as coisas que seria Deus. Eh, por que que eu tô falando todas essas coisas? Porque muitas vezes quando a gente fala de adorar na igreja, as coisas perdem um pouco de sentido, sabe? Por exemplo, eh, existem músicas que a gente considera como músicas de adoração, mas elas não são adoração. E elas não nem são erradas, não, não é que elas não cabem dentro do da eh dentro de um contexto religioso, mas fala: "Vamos adorar a Deus." E aí você fala: "Eu amo muito a Deus. Eu adoro muito a Deus porque eh eh o meu amor para ele é muito grande. Então, tem músicas que eh fala sobre Deus, mas na verdade é falam sobre Deus dentro de um contexto religioso, mas na verdade o objeto é o homem. Ou conta a história da transformação. Eh, eu vivia num mundo de pecados e um dia Deus me encontrou e ele me me salvou e me resgatou e tal. Tem músicas que seguem esse padrão. Então assim, essa música não está não é uma música exatamente de adoração a Deus. É, de certa forma um reconhecimento do que Deus fez na sua vida, mas é uma música de eh digamos assim de reflexão religiosa. Não é uma música de de exaltação da soberania divina, né? Igual tem alguns salmos, né? Eh, tu és o Deus grandioso, a ti todas as coisas e tal, né? É curioso que o pessoal critica bastante esse worship que tem hoje, mas por outro lado, esse worship ele tende a ter mais letras que são de adoração mesmo do que muita música que a gente cantava dentro da igreja em momento de adoração. Por exemplo, tudo entregarei. Tudo entregarei. Tudo entregarei. [Música] Beleza. Você tá falando de algo, você tá tentando incentivar as pessoas a se entregar a Deus e tal, mas não é uma música de adoração em si, né? Você tá adorando a Deus, você tá incentivando a entrega para Deus, tá falando de uma atitude sua entrega a Deus e que cabe dentro de uma reflexão religiosa, mas se você for pensar a rigor, não é uma música de adoração em si, entende? Não sei se tô sendo claro aqui no que que eu tô falando, né? Eh, quando você olha paraa letra da música e pensa, o meu objetivo aqui é adorar, exaltar o nome de Deus. E muitas vezes essas letras de muitas músicas que a gente usa num contexto que a gente chama de adoração, não são exatamente adoração, né? Eh, e muita das coisas que acontecem dentro de uma igreja, e a gente chama de adoração, não são adoração. A própria ideia de culto, muitas vezes não é um culto no sentido de cultuar a Deus, né? Eh, então acaba sendo uma programação religiosa. Às vezes não não é nem uma crítica que não deveria ter uma programação religiosa e tal. cabe, às vezes tem programações religiosas que são boas de incentivo de um pros outros. Então, como foi aqui a a pergunta original aqui do David, né? Eh, reuniões para edificar uns aos outros e tal, isso é isso faz parte da vida cristã, né? Eh, mas às vezes a gente tá chamando de culto e de adoração uma coisa que em si, a rigor não é culto e adoração, né? Por isso, assim, a princípio, a a pergunta aqui sobre essa tese do Tom eh Vort, é isso, VORT, eh, de que a reunião da igreja primitiva não era exatamente de para adorar, mas para edificar uns aos outros. Para mim parece plausível à primeira vista, teria que dar uma olhada em como ele tá argumentando aí, né? Mas é o que a gente faz muitas vezes, eh, é isso, são reuniões de edificação e não exatamente de adoração, apesar da gente chamar de adoração. Eh, a Roselie Pereira diz, o salmista diz: "Todos os meus dias estão contados. Tu viste a substância ainda em forme, então penso que Deus já conhece o futuro. É, então, Roseli, é exato. Ó, é esse, é exatamente esse tipo de verso que eu estava me referindo antes, quando eu eu disse que a Bíblia muitas vezes parece indicar que Deus já conhece todo o futuro, mas existem outros versos, infelizmente não tá vindo na minha cabeça agora, que eu não tava pensando nisso, mas eh talvez um dia a gente fala disso, posso falar disso também, mas não tá vendo na minha cabeça agora, mas existem outros versos que parecem dar a entender que não é exatamente assim, que que Deus tá eh acompanhando a existência humana dentro do tempo, né? Então, é uma coisa que eu não eu eu só tô dizendo que eu não tenho uma conclusão, eu particularmente, né? Não tô atacando e nem defendendo nenhuma ideia. Só tô dizendo que quando eu olho, eu vejo algumas complexidades, algumas nuances ali que me faz ficar com o pé atrás de bater o martelo em relação a isso, entende? Eh, aí o FH Batista diz: "De todos os livros da Bíblia, tem algum que mais te fascina? E dos temas de teologia, qual tu acha mais difícil de entender?" Olha, Batista, eu já falei aqui eh mais uma vez, é fascínio. Não sei se exatamente fascínio é é a expressão, mas eu gosto muito do livro de Eclesiastes, que o livro de Eclesiastes ele é ele pega algumas coisas que parecem ser contrainttuitivas quando a gente tá falando de Bíblia, principalmente para quem não é religioso e não conhece muito da Bíblia, eh que acha que a Bíblia vai ser só um monte de livro de regras e de dogmas e tal. E o Eclesiastes questiona um monte de coisa que nem a gente hoje tá acostumado a questionar como religiosos. Então, por exemplo, quando o Eclesiastes fala: "Olha, o mesmo destino acontece para todos, tanto pro religioso, pro quanto pro que não é religioso, aquele que sacrifica o que não sacrifica, aquele que é uma pessoa boa, aquele que é uma pessoa ruim, todo mundo vai pro mesmo destino que é o, a sepultura, o fim de todas as coisas, a morte, que é o capítulo 9, né? Eh, então ele quebra algumas ideias assim e e todos estão encerrados debaixo da ideia principal do livro de Eclesiastes, que é do Revel, da névoa. Tudo é névoa. E não é porque você é religioso que não, a minha vida faz sentido, é só dos ateus que não faz. Não, a sua também não faz. Sua também não faz sentido, porque você sendo religioso, indo pra igreja todo dia e crendo muito em Deus e sendo uma pessoa muito boa e transformada por ele, ainda assim você vai morrer, seu corpo vai se decompor, vai passar algumas gerações e ninguém vai nem lembrar quem você é. E é isso que é horrível. Você não consegue escapar dele. Não é porque você acredita em Deus que isso não vai acontecer com você. Vai, vai acontecer. Eh, e lembrando que o recorte do livro de de Eclesiastes é tudo que acontece debaixo do sol, né? Essa vida aqui que a gente tá vivendo aqui. No final do livro ele vai trazer uma outra perspectiva, vai terminar o livro com a perspectiva de algo além dessa vida debaixo do sol. Mas o objeto do livro é essa vida aqui. Nessa vida aqui, você acreditar em Deus não te traz uma vantagem naquilo que é mais essencial, que torna tudo sem sentido, que é a morte e o esquecimento, né? Eh, então, nesse sentido, estamos todos igualados. Todo, toda a humanidade tá igualada. Esse é só um exemplo, né, que acho que eu já até comentei aqui há um tempo atrás, mas tem várias outras coisas muito interessantes no livro de Eclesiastes, inclusive quando ele fala do tempo, que é uma passagem que é polêmica, eu acho que eu já comentei, não sei se eu tenho um vídeo gravado disso, que ele fala também Deus colocou a eternidade no coração do homem sem que ele possa saber o que acontece do começo até o fim, tal. E aí essa palavra eternidade, que é a palavra olam, que é difícil de traduzir também, exatamente, porque ela pode querer dizer o infinito, a eternidade, eh o eh o mundo. E ela tem um, parece estar relacionada com a palavra mistério também, né? Eh, e ele fala, então, Deus colocou um mistério infinito no coração do homem. que o homem não consegue desvendar do começo até o fim. E aí aí alguns vão falar: "É porque o homem tem um buraco no dentro de si que é infinito e só Deus pode preencher". Mas não parece ser isso que ele tá argumentando, que ele vai falar mesmo quem é religioso continua com esse buraco, continua com esse ol dentro de si. Não é só o homem ateu que tem o olam, o religioso também. Todo mundo tem a eternidade dentro de si e não consegue desvendar as obras de Deus do começo até o fim, né? Eh, todo mundo tá na mesma situação. Eclesiastes faz um pouco a gente pôr o pé no chão e pensar essencialmente a nossa situação como crentes não é diferente da situação dos ateus. Eh, eu tô só falando de ateus aqui, mas pode ser de outras religiões, de outras crenças e tal, o que nos iguala como seres humanos, né? Eh, eu eu gosto muito do livro de Eclesiastes. Eu a gente poderia falar para sobre ele todas as sextas à noite. Eh, eu gosto muito dessa pegada que ele tem sobre qual o sentido da sua vida agora. Ah, é, é Deus. Tá, mas esse é o sentido da vida, porque Deus tá acima de você. Deus tá lá em cima. Você não não precisa nem você não deveria nem falar muitas palavras diante de Deus, porque ele é muito maior do que você. Qual é o sentido da sua vida aqui hoje? Eh, e eu acho que às vezes a gente se engana muito com um discurso dentro da igreja de que eu estou na igreja, então eu estou satisfeito existencialmente. Aquilo que eh eu não tenho as dúvidas que as pessoas têm por aí, eu não tenho as mesmas amarguras, eu não tenho o desespero que as pessoas têm por aí, porque eu sou religioso. E Eclesiast a gente lembrar que não, você tá totalmente errado. Ser religioso, você também tem o mesmo desespero diante da morte e da e do esquecimento do que qualquer outra pessoa. Você tem respostas diferentes para o que vai acontecer, mas essas questões te afetam do mesmo jeito que os outros, né? E aí me faz pensar, me faz pensar bastante. Eh, e um tema de teologia que eu acho difícil de entender, olha, eu não lembro agora porque tem muita coisa que é difícil de entender em teologia, muita coisa que é difícil de entender. É, não sei dizer exatamente agora. Eh, mas se eu lembrar eu falo alguma ideia assim. Aí o Caio vai comentar aqui: "Ouvi um podcast teológico que não existe um consenso se João, o apóstolo escreveu Apocalipse. Eles disseram que se não for ele, tudo bem. Se não foi o apóstolo, o que você acha?" Então, quais são as questões aí, Caio? Eh, por é que grande parte da do cristianismo tradicional acha importante ser o João dos Evangelhos? É importante porque um dos critérios do canon do Novo Testamento, ou seja, vamos decidir que livro é ou não parte da Bíblia do Novo Testamento, qual o critério que a gente vai usar? Então, o critério utilizado é eh faz parte do Novo Testamento, livros que foram escritos pelos por pessoas que conviveram eh diretamente com Jesus ou que foram eh ou que foram orientadas por pessoas que conviveram diretamente com Jesus. Então, por exemplo, né, o caso do Evangelho de Marcos, o João Marcos era uma pessoa que era um um discípulo de Pedro. digamos assim, né? Eh, ele era uma pessoa que ele teria escrito o evangelho dele sob a orientação de Pedro e Pedro conviveu diretamente com Jesus. Então, digamos assim, até uma segunda geração era seria aceito. Então, se o autor de Apocalipse não é João, quem é esse João? Porque ele se identifica como João, né? Quem é esse outro João? E ele teria alguma relação com a primeira geração de apóstolos? porque senão, por que que esse livro estaria na Bíblia, né? Então, esse é o questionamento que se faz normalmente. Eh, eu não eu não tenho uma uma opinião tão fechada assim se realmente esse critério a gente tem que pegar ele a ferro e fogo. Eh, eu acho que a Bíblia foi dada pra gente através de uma tradição, de uma época e a gente meio tem que aceitar isso. Deus orientou a Bíblia a ser conservada e guardada da forma como foi. Se você não não crê nisso, não tem argumento lógico que vai te vai te convencer de que a Bíblia é um livro que traz uma mensagem de Deus pra humanidade, seria inspirado por Deus, né, ou a palavra de Deus, como se costuma dizer. Então, exige uma fé que sem ela não dá para falar que, ah, esse critério aqui sobreviveu nas épocas e ele certinho e tal. Então, é difícil. Então, talvez ele, talvez essas pessoas estejam certas nesse sentido de que se não foi ele, tudo bem, talvez, não sei, né? Aí a gente teria que destrinchar melhor esse argumento. Eh, eu sei que também o grego do livro de João não é tão parecido com o grego dos evangelhos de João, né? tanto o os eh as palavras que são utilizadas mais comumente, quanto o jeito de escrever aquela linha de raciocínio, o evangelho de João vai começa a contar uma oração de Jesus e aí tem tipo o capítulo inteiro é a oração sacerdotal, o capítulo inteiro é um discurso de Jesus. ele tá mais interessado em registrar os discursos de Jesus do que a as histórias propriamente. As histórias estão em molduradas aí nesses discursos, né? Eh, e isso não aparece em nada no livro de de Apocalipse, né? Algumas expressões são típicas juaninas, típicas do Evangelho de João e que não aparecem em Apocalipse. Então, existe uma certa desconfiança mesmo. E quando eu digo existe uma certa desconfiança, quer dizer que quem segue uma linha histórico-crítico já tem certeza absoluta que não tem nada a ver um com o outro, né? Eu sou mais cauteloso a fazer essas afirmações. Então, existe uma desconfiança. E aí ficaria para você entender como você entende a Bíblia, se isso é um problema ou não para você, se o João de Apocalipse não ser o João dos Evangelhos, né? Eh, aí o Ozeal comenta aqui só um parênteses, o pré pós e amilenísimo importam para alguma coisa? Muda alguma coisa na vida do crente? É, o Zé, eles, isso mudaria a forma como você vê a escatologia, o que que você acha que tá acontecendo no mundo, em que período do mundo você acha, você acha que a gente tá? Então, por exemplo, em relação ao ao a ao a esse negócio de considerar que o país hoje moderno de Israel tem um papel a cumprir, né? Então, para alguém aí que tá ouvindo a conversa, para entender que que é esse amilenismo, pré-milenismo, né, pós-milenismo, a gente tem Apocalipse, voltando para Apocalipse, a cronologia de Apocalipse é meio confusa. Às vezes você não sabe o que que ele tá falando, se veio antes ou depois do que foi descrito antes, assim, qual que é exatamente a sequência de coisas. E no meio dessa salada você tem uns 1000 anos. tem esses 1000 anos, eh, em que Deus opera sobre a terra e tal. Então, alguns vão entender que esses 1000 anos eles vão acontecer antes da vinda de Jesus e alguns vão entender que esses 1000 anos acontecem depois da vinda de Jesus, né? Por exemplo, os adventistas entendem assim. Então, o que acontece? Jesus viria, Jesus vem, interrompe a história da humanidade, encerra essa história da humanidade e começa o reino messiânico. Então, nesses primeiros 1000 anos, esse reino messiânico e seria esse milênio e tal. Então, ele aconteceria eh num num outro lugar e depois o reino de Deus viria e se instalaria depois os 1000 anos na terra, né? E aí seria eternamente na terra e tal. Eh, quem é pré-milenista, acredito que esse milênio acontece antes da vinda de Jesus, vai entender que Deus vai interferir na história da humanidade antes da vinda de Jesus, antes desse reino messiânico, onde todas as coisas vão ser restauradas. E aí, como isso acontece? Como Deus tá interferindo na humanidade e e os crentes ainda vão sofrer? Então ele, alguns ajustes são feitos para essa para essa forma de entender. Então para se entender isso, então os crentes vão estar sofrendo aqui? Não. A gente entende que eles vão ser tirados da terra. E aí vem aquela ideia do arrebatamento, né? Que inclusive esses dias teve aí um grande bafafá, porque o pessoal tá falando que já tá acontecendo o arrebatamento, tal. Então o que seria isso? Antes da vinda de Jesus para esse milênio? O povo santo, os 144.000 de apocalipse, ou seja lá como você entende, esse povo que é escolhido por Deus, ele vai ser tirado da terra de uma forma assim, tipo, eh, eh, repentina. Então, até tem a o pessoal que segue mais essa essa teologia, tem uns adesivos de carro que falam: "Em caso de arrebatamento, esse veículo ficará desgovernado". Então, é como se você tivesse dirigindo seu carro e você desaparecesse da terra. você não tá mais aqui. Deus tomou você e levou você pro paraíso, né? Então, seu carro vai ficar vazio e pode acontecer algum acidente, né? Eh, então essa seria a ideia do arrebatamento e ela tá ligado diretamente com a ideia do do milênio, né? Se o milênio acontece antes ou depois da vinda de Jesus. E como a ideia do milênio tá relacionado com a restauração de Israel, e aqui a gente pode entender Israel, eh, tanto da forma a os judeus descendentes e físicos, né, de Abraão, ou você pode entender Israel como que é o jeito que eu prefiro, que a palavra Israel na Bíblia se refere ao povo de Deus, né? Ao povo de Deus em todas as épocas. povo de Deus é Israel, né? Então, quem é Israel hoje, né? E não necessariamente o Israel do passado ou necessariamente os descendentes de sangue desse Israel do passado e tal. Eh, então, dependendo como você entende Israel e tal, você, se esse milênio acontece antes da vinda de Cristo, então a restauração de Israel acontece nesses 1000 anos antes da vinda de Cristo. Então, seria assim, por isso que alguns evangélicos põem muita importância no Estado de Israel. Então, esses 1000 anos, eh, seriam os 1000 anos que seria do povo de Israel nessa terra. Então acontece o arrebatamento. Os cristãos são levados, os os fiéis, os escolhidos de Deus são levados da terra. Então você tem esses 1000 anos em que eh Israel vai vai eu não sei exatamente se eles se a ideia que ele vai que Israel vai reinar. Esse Israel físico, sim mesmo, né? os judeus, descendentes de de Abraão, vão reinar e eles vão se eh nesse processo vai acontecer essa conversão que a gente tava falando aqui em Romanos 9 até o 11, né? Eh, então concluindo, né? Eh, é porque eu não li isso antes, então eu eu tenho medo de me perder demais aqui e falar besteira. Mas concluindo, esse milênio, ele acaba sendo importante do jeito que você entende a escatologia, quer dizer o final dos tempos, para você entender se você, qual a expectativa do que você tem, do que vai acontecer o próximo passo, entendeu? Então, se você eh acredita que a vinda de Jesus acontece antes do milênio, então o grande evento próximo é a vinda de Jesus e depois tem esse milênio e tal e depois o reino vai ser instaurado na terra. Eh, se você acredita que os 1000 anos acontecem antes da vinda de Jesus, então tem outras coisas que vão acontecer agora no futuro, né, que é esse milênio e tal. Então, tem essa questão, viu, Osel? Agora assim, na prática, na prática, no sentido de que o como eu tomo as minhas decisões, as minhas decisões espirituais, religiosas, baseado nisso aí é é um pouco mais complicado. A gente teria que falar mais de escatologia, vai para um outro lado. É um assunto que eu acho até interessante algumas coisas a gente pode conversar depois disso, mas aí já vai para uma outra, um outro lado, né, que é qual a influência da escatologia na fé cristã prática, né? O milênio tem uma influência muito grande na escatologia, igual com a influência da escatologia na fé prática do dia a dia, né? Bom, é isso. Eh, agora deixa eu achar onde eu tava aqui. Eh, tá, achei. Existe algum material que apresente isso? Deus e o tempo como introdução e tal. Não conheço, Oziel, não conheço um livro, algum texto bom que alguém tenha abordado isso de uma forma profunda que eu acho que achei interessante. Não me lembro não, né? Um momento de confissão faria parte de uma adoração, um culto? Então, numa compreensão mais mais tradicional de culto, não. Se a gente for pensar num culto, uma coisa um pouco mais complexa e tal, acho que até sim. Eh, porque às vezes a gente pensa muito no sentido de eh evangelismo, evangelismo e conversão. E nem sempre a Bíblia ela ela tá ela tá argumentando dentro dessa lógica. Nem sempre, né? A gente não tá pensando exatamente em conversão, do jeito que a gente pensa em conversão hoje, quando a gente tá lendo sobre os patriarcas. Então é outra coisa ali, não é essa ideia de me converter para eu ir pro céu. Você falar para um patriar, se você voltasse no tempo, falasse para Moisés, é, a gente tem que fazer as pessoas se converterem para elas irem pro céu, ele vai falar: "Nossa, quem que é esse pagão aqui que tá falando umas doideiras?" Então assim, a gente tá usando uma lógica muito neotestamentária de coisas específicas para as vezes ver a Bíblia inteira e às vezes não encaixa, entendeu? A Bíblia tem vários temas diferentes com suas lógicas próprias. Então, eu não sei, eu acho que faz, é válido a gente pensar numa adoração que não tá necessariamente envolvida em conversão. Não que uma coisa exclui outra, mas que eu acho que pode ter um momento de adoração, só adoração mesmo. Você não tá pensando na sua conversão, em nada, você tá só olhando para Deus e exaltando ele, entendeu? É um tipo de coisa que falta, eu acho. Eu sinto falta um pouco disso quando a gente não tá pensando em outros temas, mas na adoração, na sua essência. Não sei se vocês já fizeram isso algum dia. Eu vou orar, eu não vou pedir nem agradecer nada. Eu vou orar e eu vou falar para Deus na minha mente limitada eh o quão grandioso ele é, o quão extraordinário. E é isso, é só isso que eu vou fazer, né? Isso é uma coisa que acontece na Bíblia o tempo todo. Muitas orações, grande parte dos salmos e tal, só que isso não faz tanto parte da nossa vida religiosa, entende? E é isso que é uma coisa que às vezes me incomoda. Tem coisas que faz parte do jeito de ser religioso na Bíblia, mas não faz muito parte do jeito de ser religioso da nossa religiosidade hoje, né? E eu tento, me esforço para incorporar essas coisas. Então, talvez essa adoração no sentido mais e mais primordial, talvez é uma coisa que faça falta, né? Talvez a gente precisa se exercitar um pouco mais. Isso sem pensar em conversão, sem pensar em eh em o que Jesus fez na minha vida. Não, pensa só na grandeza de Deus e exalta ele, né? Eh, esse é um é um dos é uma coisa que até eu queria falar hoje, não sei se vai dar tempo ainda, mas vamos lá. Eh, que é esse tema que eu falei no começo, que eu tava um pouco em aberto, não sei exatamente como começar e terminar, mas é uma ideia que é bacana, né? Eh, ah, vamos falar disso já agora. Muitas vezes eu ouço por aí um argumento que parece que se tornou até um senso comum de que a religião bíblica especificamente foi inventada com o objetivo de da gente não ter um desespero diante da morte, né? Então, as pessoas inventaram a religião para elas não para elas terem menos medo de morrer, entende? Vocês já devem ter ouvido isso por aí, né? Eh, então, ah, as pessoas inventaram religião porque elas tinham medo de morrer, mas se você encara a morte, você não precisa da religião e tal. Eh, esse argumento ele não faz sentido se a gente olha para algumas coisas, eh, o que faz a gente vai fazer a gente pensar em outras coisas. Primeiro, eh, pensando numa religião bíblica especificamente, né? A gente olha paraa Bíblia do jeito que ela é formada e tal, o tema da vida após a morte é um tema muito importante. Eh, e é por isso que as pessoas pensam nisso, né? E é muito enfatizado, principalmente no Novo Testamento, por Jesus e tal. Agora acontece que a Bíblia ela ela tem uma certa construção. Os livros da Bíblia não são só colocados assim como um monte de tijolo, um tijolos um do lado do outro num no mesmo piso, entendeu? A Bíblia às vezes um livro depende de outro e tem uma construção que é feita. O fundamento dessa construção, a base a partir de onde todos os outros tijolos são colocados, eh, é o pentateuco. Então, assim, eh, os livros da Bíblia, os outros livros da Bíblia, eles partem do pressupostos, dos pressupostos do Pentateuco, tanto por uma questão cronológica, porque o Pentateuco é a parte mais antiga da Bíblia, eh, e até por uma questão de construção de raciocínio. Então, depois que eu estabeleci a base fundamental do monoteísmo bíblico, que é o Pentateuco, aí eu posso pensar em outros temas. Aí esses outros temas vão se desenvolver partindo desse pressuposto, entende? Tem coisas que você não consegue desenvolver se você não tiver o pressuposto antes. Qual que é o fundamento? Onde começa esse raciocínio? O raciocínio da Bíblia começa no Pentateuco. É ali que vai explicar quem é, quem é esse Deus bíblico, o que é a religião bíblica, o que que ela difere essencialmente da da religião pagã. Esse é um outro tema. Só abrindo um parênteses, existe um vídeo que eu nunca fiz no canal. É, é um tema que eu já li algumas vezes algumas coisas sobre, já fiz rascunhas de vídeo, já comecei a gravar acho que umas duas vezes vídeo sobre isso, mas eu achei que não tava bom, que é esse o vídeo que esse vídeo que não existe, é o vídeo que é origem desse canal, eh, que é um vídeo sobre qual é o fundamento do monoteísmo bíblico e o que, na essência ele é diferente das outras religiões, né? Eh, porque eu comecei fazer esse canal pensando nesse vídeo e eu nunca fiz ele até hoje, que foi assim, eu tinha visto um vídeo de um cara até nem sei se tem ainda esse canal que chama Teu Informa isso lá para 2009, uma coisa assim. Eh, e ele falava que a Bíblia, na verdade, é só o a religião, o Deus bíblico, na verdade, é só uma uma evolução natural de outros deuses e tal. E ele explicava como a Bíblia não tem nada de diferente de de todas as religiões pagãs e tal, que as diferenças que tem são só coisas assim, só formas, mas o fundo essencialmente a mesma coisa e tal. Eh, e aí eu lembro que eu eu vi esse vídeo, eu tava lendo sobre o assunto, falei: "Cara, eu tenho que fazer um vídeo respondendo esse cara aí e eu nunca fiz esse vídeo." Eh, mas um dia eu faço sobre qual é a essência fundamental do pensamento bíblico que difere de todas as outras formas de religião que tem. Qual que é a coisa mais essencial que é diferente e única no pensamento bíblico? Eh, bom, terminei a propaganda de um vídeo que eu nunca fiz e nem sei quando eu vou fazer. Fecho o parênteses, volta pro meu raciocínio. Vamos ver se eu consigo lembrar o meu raciocínio agora, né? Eh, mas então existe essa construção. A Bíblia não, a os livros da Bíblia eles não são eh equivalentes, não não tô falando no sentido de importância, mas você tem os pressupostos e um vai pegando um pressuposto do outro para construir outra coisa. Então, existem raciocínios que são mais que estão mais para fora, mais periféricos, vamos dizer assim. E existem raciocínios que já estão mais ali no no core, na na no centro, na no que que é mais essencial, mais fundamental. E o Pentateuco seria o que estabelece esses raciocínios. Então, o Pentateuco tá aqui na na base do que seria a Bíblia. Eh, e quando a gente olha para essa base e esses primeiros livros, o que que o Pentateuco fala sobre vida após a morte? Basicamente nada. O pentateu quando a quando a fé bíblica surge, ela não fala nada sobre vida após a morte. E vai ficar séculos sem falar nada sobre vida após a morte. Porque a ideia de ressurreição, ela vai aparecer bem depois, bem depois. E no Antigo Testamento ela ainda vai ser tímida, aparece só em um lugar ou outro ali uma ideia que parece ser às vezes não fala muito muito diretamente. Então, por exemplo, o livro de Eclesiastes vai falar no final de uma forma mais direta sobre ressurreição, apesar de não usar o termo e não explicar direito, mas vai falar que Deus vai julgar todas as obras até as que estão escondidas um dia no final aí dos tempos. Eh, que que isso quer dizer, né? Aí o livro de Daniel vai falar aqui, ó, esse é o livro, talvez é uma coisa que a gente normalmente não pensa em relação ao livro de Daniel, mas ele é o livro que tem a a afirmação mais direta e clara e explícita sobre ressurreição no Antigo Testamento inteiro, que ele vai falar: "Ó, você, Daniel, você vai dormir, você vai descansar, você vai se juntar ao seu o seu povo." não lembro exatamente a a expressão que dá. Ou seja, você vai morrer, Daniel, e aí no final dos tempos, daqui a muitos tempos, você vai ver essas coisas que estão acontecendo. Então, existe uma ideia de Daniel ver uma coisa depois que ele ter dele ter morrido, a ideia de que ele vai ser trazido à vida novamente, né, depois de muito tempo dele ter morrido. E aí tem outras coisas. O livro de Jó fala que eh eu sei que meu redentor vive e por fim se levantará pela da terra e meus olhos ou verão e tal, eh fora da minha carne e tal. Então tem umas outros outros lugares que falam dessa ideia de vida após a morte, da ressurreição, mas eh não tem no Antigo Testamento assim um texto talvez fora esse de Daniel, Daniel 12, que fala assim diretamente sobre o que que vai acontecer. você vai morrer. Depois que você morrer, no final vai passar muito tempo e você vai ressuscitar depois no final e você vai ver o reino de Deus, né? Eh, então a vida após a morte praticamente não existe no fundamento da fé. E por séculos ela não fazia parte da fé bíblica. Isso é muito doido de pensar. As pessoas acreditavam em Deus, eram fiéis a Deus e morriam sem exatamente saber o que que ia acontecer, sem esperar que iriam ressuscitar depois, que ia ter uma esperança de vida após a morte. Então isso é muito doido, porque se essa é a motivação da fé bíblica, então como é que a Bíblia surge de um jeito totalmente diferente? Então assim, eh, eu eu não consigo imaginar um contraargumento a isso, entende? Então você olha pra Bíblia, você fala: "É, não dá para dizer que essa religião, essa fé foi inventada porque as pessoas tinham medo de morrer, porque elas continuavam sem saber o que ia acontecer, continuavam achando que elas iam morrer e acabou por muito tempo, eh, depois da eh ali depois que essa fé foi inaugurada ali no Pentateuco, entende? Então isso na verdade faz levantar uma outra questão. E a questão é, tá, se o que motivaria o homem a buscar a fé, a a a escrever um livro como a Bíblia, eh não é o medo de morrer, o que que tá motivando a fé bíblica? O que que tá no fundamento dela? O que que faz o homem parar e pensar? Não, eu eu vou olhar pros céus e e vou entender que existe um Deus aqui, porque eu preciso responder essa questão. E qual seria a questão que o Pentateuco, que é a parte mais fundamental, mais antiga da Bíblia, tá respondendo, né? Eh, eu vejo muitas muitas especulações erradas sobre isso, que também não tem fundamento quando você olha pro Pentateuco, né? Eles têm críticas que são feitas, algumas mais superficiais, mais bobas, outras que você falar: "É, aqui tem um pouco mais de sofisticação nessa crítica que a pessoa tá fazendo a religião bíblica, né?" Aí tem alguns casos mais famosos, né? né? Eu sei que Freud, por exemplo, escreve sobre a religião monoteísta, eh, e ele vai fazer, claro, dentro do de toda aquela teoria do Freud, vai falar: "Ah, Deus, na verdade, é uma é uma projeção humana da neurose humana em relação a um grande pai, no sentido da figura paterna que você tem, que é aquele que vai por ordem na casa e tal." Então, é uma grande neurose, né? Eh, a gente eh neurógeno não é não é necessariamente pejorativo dentro do contexto de Freud. Não vou me vou eh ir longe nisso daqui, né? Eh, mas eh mas seria mais nesse sentido. É uma a religião bíblica seria uma resposta a uma a uma necessidade afetiva, a um desejo afetivo relacionado ao pai. eh a um desejo, na verdade, o dentro da linguagem de Freud, uma um desejo da libido relacionado ao pai, né? Eh, e todas essas coisas. Então, tem essas várias críticas que vão aparecer em relação à religião bíblica, eh, ou tentativas de entender esse fenômeno, mas existe um cara que vai escrever sobre o assunto que se chama Rudolph Otto e ele vai escrever um livro chamado Das Heilig, o sagrado. E ele vai falar uma coisa que eu acho muito interessante, para mim faz muito sentido, dar uma boa explicação de qual é o fundamento da religião bíblica, né? Qual a motivação do homem olhar pros céus e querer se relacionar com um Deus que fez tudo, né? Eh, qual dúvida que Deus responde sobre a humanidade? O que que o homem tava procurando quando ele encontra Deus? E aí ele vai falar que eh que Deus corresponde uma ideia de ele vai usar uma expressão em latim, né? Tremendofasinan. Eh, a Bíblia tá para responder o anseio do homem sobre o tremor e o fascínio. E é muito doida essa ideia. Ela faz muito sentido. Aliás, ele tá falando não sobre a Bíblia em si, mas ele tá falando sobre esse impulso humano da religiosidade de forma geral, né? Eu tô trazendo pro pro contexto bíblico, né? Mas eh a ideia de Deus, ela vem ela vem não é nem exatamente responder, mas ela vem reagir a esse impulso humano de sentir tremor e fascínio diante do universo. Isso é interessante para fazer a gente pensar sobre a nossa religiosidade hoje. Será que a gente tá indo nesse sentido? Porque quando você olha pro pentateuco, você vê Deus como aquele que cria o universo de forma miraculosa e é um universo fascinante, né? E aí tem uma tensão muito boa no texto bíblico, que é uma das frases mais faladas no texto bíblico é: "Não temas". Basicamente, quando você tem uma teofania, quando Deus aparece diante de um ser humano, eh, primeira frase que fala: "Não temas", né? Isso acontece com frequência, não todas as vezes, mas com frequência. Então, calma. Não, não tenha medo. Eu sou Deus, mas não precisa ter medo. Ao mesmo tempo, o a palavra que a Bíblia vai usar para descrever aquele homem que é piedoso, no sentido de que ele tem fé nesse Deus bíblico, ele vai falar que esse homem é temente a Deus. Irat Adonai. Inclusive a mesma expressão usada aqui quando eu tava falando da mulher virtuosa, né? Isirat Adonai Hitit halal. A mulher que teme ao Senhor, ela será louvada, né? Então, o homem que é temente a Deus, né? Eu não lembro agora exatamente os casos, mas se eu não me engano, Noé era um homem que era temente a Deus. Jó era um homem justo que era temente a Deus. Abraão era temente a Deus. Então, a ideia de ser temente a Deus é a ideia que a Bíblia é correspondente a um homem que tem uma fé, que tem uma fé em Deus, que tem um relacionamento com Deus. Só que a palavra temente a Deus, literalmente no hebraico, é ele tem medo de Deus. Ter medo de Deus é de certa forma uma virtude no texto hebraico, na Bíblia hebraica, no Antigo Testamento. Então, quando você vai descrever um homem de fé, você fala: "Esse homem tem medo de Deus. Ele é temente a Deus". A gente tenta em português fazer uma diferença entre o que é temer a Deus e o que é ter medo de Deus. Essa diferença a gente faz fora da língua em que o texto foi escrito. No hebraico, eh, a irá, que é o verbo irá, que é o verbo ter medo, se refere a medo mesmo. E essa mesma expressão é usada em outros contextos que estão falando de temor, de terror, de medo mesmo, né? Eh, ao mesmo tempo você, o que ele, a relação que a Bíblia tá descrevendo entre o homem e Deus é que o homem ao mesmo tempo, ele tem medo de Deus. E ao mesmo tempo não é um medo que a gente teria do de um leão, é um outro tipo de medo que é um medo que ele se mistura com fascínio, que é um medo que faz eh que tá muito relacionado com uma teofonia que é muito importante, com uma revelação divina que é muito importante, que é a sarça ardente. Moisés vê a sarça e ele fica fascinado, ele é atraído por ela. Ele quer se aproximar. Aí quando ele se aproxima, Deus fala: "Olha, esse lugar que você tá é um lugar sagrado". E aí ele teme, ele fica com medo. Então existe uma tensão entre o medo e a vontade de se aproximar ao mesmo tempo na relação entre o homem e Deus, conforme é descrito na Bíblia. Então, existe um outro tipo de medo, vamos chamar assim na Bíblia, que é o medo não que você tem do leão porque ele vai te matar, mas é o medo que você tem quando você tá em cima de uma montanha e você vê aquela aquela expansão infinita e você tem medo de cair, mas ao mesmo tempo vem aquele pensamentozinho intrusivo, sabe? Nossa, eu queria pular aqui e sair voando. Então existe um medo e uma atração ao mesmo tempo, que é o que o Rodolfo Oto que Oto que eu tava falando tem descreve quando ele fala que é o mistérium tremendum et fascinance. É um mistério tremendo e fascinante. Ele traz medo e ele fascina ao mesmo tempo. Ele faz você ter um receio, uma cautela e ao mesmo tempo você faz você ter vontade de se aproximar, entende? que é mais ou menos o que descreve da reação humana quando entra em contato com Deus nessas teofanias que aparecem na Bíblia. Essa seria a essência, a a motivação da religião bíblica, muito mais do que ter medo da morte, do que ter o eh querer fazer uma projeção libidinosa sobre seu pai e sobre todas essas outras críticas que se faz. Para mim, isso faz muito mais sentido quando a gente olha pro texto bíblico em si, pela forma como o texto bíblico descreve a relação entre o homem e Deus, a reação do homem em relação a Deus, né? E como e como Deus vai fazer e como Deus corresponde a essa essa expectativa humana na busca por Deus. Então, esse mistério tremendo e fascinante, ele seria a motivação da religião bíblica, né? Eh, acima de todas as outros impulsos humanos. Bom, eh, vamos lá. Vamos ver se eu acho aqui onde tava o os os comentários aqui. Achei. É, Deus se arrepende ou já é outro contexto? Eu não sei, nem lembro aonde a gente tava quando você fez essa pergunta aqui, Oziel, mas não sei se é em relação a a conhecer o futuro e tal, mas esse arrependimento de Deus é mais fácil mesmo do que parece. O jeito que o texto bíblico descreve, a palavra que é usada para descrever, não é uma palavra de arrependimento no sentido de de no sentido humano que a gente tem de arrependimento, né? É um pouco mais complexa. É uma palavra diferente do que seria usado quando uma pessoa faz uma coisa errada, fala: "Putz, me arrependi". Eh, é um outro, uma outra reação que coloca aí para Deus. A Lucilene comenta aqui. Boa noite, Lucilene. Eh, boa noite. Se me lembro, as reuniões eram para celebrar a morte e ressurreição de Cristo através da ceia de casa em casa. É, né? É exato. É, tem coisas que se misturam, né? A celebração da morte e ressurreição de Cristo pode ser uma pode ser ao mesmo tempo uma adoração, né? Talvez, talvez até não tenha como se fazer essa celebração sem ser ao mesmo tempo uma, de certa forma uma adoração, mas é, tem um tema interessante aí para se destrinchar, né? Eh, o João pergunta, primeiro Samuel 15:22, porém Samuel disse: "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifício como em que se obedeça a palavra do Senhor? Eis que obedecer é melhor do que sacrificar e o atender é melhor do que gordura de carneiros. Eh, no contexto de adoração com sacrifícios, parece que obedecer é melhor para Deus. Exato, João. É que aí a gente vai ter um movimento que vai acontecendo na Bíblia em relação ao significado dos sacrifícios, né? O próprio Deus estabelece os sacrifícios e depois o próprio Deus fala: "Gente, não é isso que eu queria?" E aí parece um pouco que é esse arrependimento que o Zé tava falando aí. Acho que Deus pediu uma coisa, depois não sei não quero mais isso não. Mas é mais no sentido de que Deus pediu esses sacrifícios, mas os sacrifícios não eram um fim. Os sacrifícios eram um meio. Os sacrifícios eram eram um símbolo para outra coisa. Então, eh era um jeito de você reconhecer a soberania divina. Mas não adianta você ficar matando um monte de bicho se você não tá reconhecendo a soberania divina. Então, chegava na época que o povo começava a sacrificar para Deus, mas também pros outros ídolos. Ao mesmo tempo, Deus falava: "Qual que é o sentido disso aqui? Para que vocês estão fazendo isso?" Ou ainda quando vai lá para Isaías capítulo 1, que é também um um uma parte muito importante da Bíblia, que Deus tá olhando pro sacrifício do povo e fala: "Gente, olha, eh, eu tenho, eu tenho meio nojo de desses montes de sacrifício. Quando vocês oram, eu fecho os ouvidos, eu fecho os olhos, eu viro as costas. Quando vocês estão oferecendo sacrifícios, as festas e tal, eu vejo aquele monte de sangue e tal, dá um embrulho no estômago. Mas é mais ou menos essa a ideia do texto, né? Ele não vai usar essa expressão. Mas é por quê? Porque vocês estão fazendo tudo isso e a mão de vocês está cheia de sangue de inocentes. Tipo, os órfãos e as viúvas estão aí morrendo e vocês estão oferecendo um monte de sacrifício. Qual que é o sentido disso? A ideia que os sacrifícios levassem vocês a entenderem que que eh que Deus é um Deus bondoso, entenderem que ele é grandioso, está acima de todos e que todos são filhos de Deus. Então, devia, os sacrifícios deveriam motivar vocês a fazerem coisas boas pelas pessoas que estão do lado de vocês morrendo. Então, sem isso, o sacrifício não faz sentido. E esse texto de Samuel vem nesse sentido, é melhor obedecer do que sacrificar. Porque o que que Samuel, o que que Saul tinha feito naquele naquela hora? Eles tinham invadido lá a os eh eu tinha falado agora mais cedo, eram os amalequitas de eh de Agage. Deixa eu ver isso. Os amalequitas eles eles tinham feito guerra com os amalequitas, tinham desobedecido a Deus e pego os despojos todos para eles, tipo os animais, tudo que tinha, eles pegaram e não era, era para destruir isso. E quando ele foi questionado, ele quis dar um migué ainda. Ele falou: "Não, que é isso? A gente só pegou esses animais aqui para para sacrificar para Deus. Não era pra gente, obviamente era para eles que eles estavam pegando esses animais, né?" E aí Samuel fala essa frase: "Não, não é melhor obedecer do que sacrificar? Você vai roubar o um monte de coisa que que de outro povo que não era para você pegar e tal e vai dizer que é sacrifício para Deus e vai desobedecer a ordem divina? Qual que é o sentido disso, né? Essas essas partes da Bíblia também me dão um pouco de medo hoje, porque eu fico pensando, é melhor obedecer do que adorar. É melhor obedecer do que ir pra igreja. Misericórdia eu quero e não sacrifícios. Misericórdia eu quero e não um monte de culto. Entende onde eu quero chegar? Eh, até que ponto a gente não tá reproduzindo também essa hipocrisia dos israelitas de pegar a forma da religião, o meio, a forma, a sua a aparência da religião, se apegar a isso e se distanciar do que é a essência, do da onde a gente deveria, do que isso daqui deveria estar motivando a gente a pensar, a querer ser, aonde a gente que deveria estar chegando, né? E a gente tá pegando esse monte de forma e tá apegado a isso e achando que que Deus tá ficando muito feliz com tudo isso que a gente tá fazendo. E às vezes não é não é isso, né? Às vezes não é um monte de culto de madrugada e de adoração e enquanto tem uma pessoa do teu lado que tá precisando de uma ajuda real e você tá ignorando, né? Eh, essas coisas me fazem, essas passagens bíblicas me fazem ficar um pouco preocupado sobre como que como que a gente que que a gente tá fazendo, né, na nossa religião. Eh, se a Bíblia fosse destruída de alguma forma e você só pudesse salvar três capítulos dela, qual você salvaria? Pode ser do mesmo livro ou de livros diferentes? Pô, David, que pergunta. Não sei. Três capítulos dela, ó. Eu não sei porque eu acho que se se três capítulos fossem suficientes, a Bíblia teria três capítulos, entende? Não teria o tanto de coisa que ela tem. Eu não sei se é possível salvar alguma coisa da Bíblia só com três capítulos. É porque como eu falei, né, é uma, a Bíblia é uma construção. Aí o pessoal fala: "Não, o resumo da Bíblia é João 3:16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que viveu o seu filho unigênito para que todo aquele crê não pereça, mas tenha vida eterna. Tá bom? Que Deus é Zeus? É os é R. De que Deus ele tá falando? Não, esse daqui, esse Deus aqui que ele tá falando, é um Deus que criou o mundo. É um Deus que criou lá no início das coisas. Aí ele criou a humanidade. Aí você vai para Gênesis, explica quem é Deus. explica não explica diretamente, mas conta a história de Deus se relacionando com a humanidade para você entender o que que é esse Deus bíblico e tal, tá? Então, porque Deus amou o mundo de tal maneira. O mundo quer dizer o quê nesse contexto? É, é o planeta Terra, ele quer salvar a Terra, mas não os seres humanos? Não. Aí tem um relacionamento de Deus com o homem, o mundo e tal. Aí você vai contando a história da Bíblia toda. Enviou o seu filho unigênito. Que que que é esse filho unigênito? É um segundo Deus. Que que tá acontecendo? Não, isso daqui é Jesus. Aí você vai explicar as profecias de Isaías, vai explicar as genealogias de Lucas e Mateus e não sei o quê. Vai explicar o os textos de Paulo que explicam quem é Jesus, o filho é unigênito de Deus e tal. Então assim, João 3, João 3:16 não é um resumo da Bíblia. João 3:16 não faz absolutamente nenhum sentido se você não conhece antes todo o resto da Bíblia, entende? Então ele pode ser assim um João 3:16 pode ser um um verso muito significativo, porque ele faz referência a vários conceitos bíblicos. Mas se você nunca leu a Bíblia e ler João 3:16, isso não quer dizer absolutamente nada. Quer dizer nada, entende? Por isso que não sei. Eu vou eu vou pular essa pergunta aí, David. Não tem como. A Bíblia não tem três capítulos. Três capítulos não dá para explicar nada do que que é o relacionamento do que Deus quer ter com o homem. Entendeu? Então pode ser qualquer um aí que não vai explicar, né? Pode ser Gênesis 1, 2 e tr. Pronto, acabou. Talvez até, né? Eh, explica da criação do homem, a queda do homem tem uma perspectiva aí de redenção. Gênesis 3:15. Essa é a minha resposta, mas com essa ressalva aí, vamos dizer assim. Eh, aí o Oziel, tu podia fazer uma série de Eclesiástes, mas capítulo a capítulo. É, Ozel, quando você faz uma uma proposta dessas, eu eu quase coloco um meme aqui do Senhor dos Anéis, que é o Gandalf. Quando o Frodo tenta oferecer o o anel para ele, ele fala: "Não me tente, Frodo, né?" É, e essa é a minha resposta, porque eu faria isso, mas ia dar um trabalho do caramba, porque eu ia querer pegar verso por verso, ler todos os todos os comentários que eu tenho sobre cada verso, sobre cada Eu não sei se eu consigo fazer isso, mas dá vontade de fazer. Eh, aí eu lui. Para mim, Deus deixou de estar fora de mim e passou a estar em mim e comigo, pois sou o templo do Senhor. A eternidade já começou quando eu nasci de novo. Isso é interessante, Lucilene, porque olha, é muito doido como essas ideias meio abertas da Bíblia, elas dão espaço pra gente entender essas coisas que você tá falando. Eu não tô falando no sentido crítico, não. É, é uma ideia bonita, é uma ideia bacana. tem fundamento bíblico. Eh, mas é justamente porque a Bíblia tem ideias que elas se conectam muito facilmente com muitas coisas e ela tem essa intenção, né? Eh, isso é uma coisa que a gente podia falar outro outra hora também sobre arte e Bíblia, que isso tem a ver com arte também. Talvez na na no próxima live a gente fale sobre isso, que tem uma ideia bacana aí sobre isso. Aí o Flávio fala aqui, não seria o 144.000 um número simbólico como tantos outros na Bíblia? Aliás, por que tanta simbologia numérica no texto bíblico? Eu acho que eu vou encerrar com essa ideia aqui. Eu vou ler até os outros comentários e eu termino falando dessa ideia aqui, viu, Flávio? ter medo de Deus ou ter medo de Deus nos deixar. Medo de Deus ou medo de Deus se afastar. Então, Hans é meio que as duas mesmas as duas coisas ao mesmo tempo, entende? Esse medo de Deus não é uma coisa tão fácil de se explicar que dá para falar numa frase. É uma coisa que realmente é é Isaías falando: "Ai de mim, porque eu tô diante de um Deus sagrado e eu sou de um povo pecador. Eu vou ser fulminado, eu vou deixar de existir. É muito maior do que eu." Então tem um pouco de ideia de medo de Deus também, mas não é qualquer medo. É um medo de Deus misturado com o fascínio. É uma ideia complexa, entende? Eh, a ideia de Deus é fruto de uma criatura antropocentrista que precisa reduzir uma realidade maior para controlar sua identidade. O homem original antes da queda não tinha dúvidas. Essa é uma frase que vai me fazer pensar, viu, Luclene? Se o homem não tinha dúvidas antes da queda, será que a dúvida não faz parte de uma essência? humana que precede até a queda. Não sei. É uma coisa que me faz pensar, é uma boa, um bom questionamento. É um bom questionamento, né? Eh, aí o Ozeel fala aqui, fala o autor e o texto novamente, por favor. Acho que você tá falando do Rudolph Otto e das Heilig, é o sagrado. Urias, sou novo, caí aqui de para-quedas e acabei gostando do assunto. Bacana, Urias. Fique à vontade, puxe uma cadeira aí e fique à vontade. Pra gente terminar, então, gente, aquilo que o Flávio tinha falado, agora não lembro mais o que que é. Cadê o comentário do Flávio aqui? Eh, que ele vai falar: "Não seriam 144.000 um número simbólico como tantos outros na Bíblia? Aliás, porque tanta simbologia numérica no texto bíblico?" Então, vamos lá. Eh, os 140, os 144.000 1000 são um número necessariamente simbólico e ponto final. Ah, mas eu acredito que ele é um número literal. Tá bom, mas continua sendo simbólico. Entende o que eu quero dizer? Porque o que que que isso quer dizer? Que que eu quero dizer com isso? As coisas na Bíblia são sempre simbólicas. Mesmo quando são literais, elas também são simbólicas. Eh, pensa no seguinte. Eh, a quando você era, vou inventar uma historinha aqui, vamos ver se funciona o meu exemplo. Ah, a sua mãe fala: "Olha, filho, cuidado, não vai brincar em cima do muro que você vai cair e vai se machucar." E você ia lá e brincava em cima do muro escondido. Aí o que que aconteceu? Um dia você caiu e se machucou. Vamos supor que essa é uma história real que aconteceu com você. E aí quando você é adulto, eh, um dia, eh, alguém muito mais velho e mais sábio e mais experiente que você fala: "Olha, cuidado, não faça, eh, não case com essa pessoa, porque ela vai te causar, esse casamento vai te causar muito sofrimento." E você fala: "Olha, por causa do que a a da lição que eu aprendi a ouvir o que os mais velhos falam, eu vou seguir esse conselho." Eh, só que o homem não falou para você subir em cima do muro e esse ele não é sua mãe. Que que tem a ver uma história com a outra? Porque aquela história que aconteceu com você da sua mãe do muro, ela aconteceu de verdade, ela é literal, mas ela também é simbólica no sentido de que ela não é só a história do muro, mas ela tem um significado. E o significado é as pessoas mais velhas têm mais conhecimento, elas entendem mais do mundo do que você. e elas podem dar boas dicas que vai evitar com que você sofra. Então essa história do muro, ela é literal e ao mesmo tempo ela é simbólica. Ela tem uma uma camada simbólica que faz sentido para você. Então, nesse sentido, todas as histórias bíblicas são simbólicas. Quer dizer, todas as histórias bíblicas, elas não são, não tá só contando uma história que aconteceu lá no passado, não tem nada a ver com você. Ela só vai fazer sentido quando ela for simbólica. Quando você lê a história de Abraão, eh, não, não é o importante não é saber, ah, literalmente aconteceu isso, não. O importante é saber o que que essa história significa para você, como a história de Abraão é a sua história também de algum jeito, entende? Então, eh, como a história de Deus ter chamado Abraão por uma jornada ao desconhecido e ele vai e mergulha nessa jornada, inicia um uma história de relacionamento com um Deus tremendo e fascinante. Para fazer referência ao que a gente estava falando, eh, se isso não tem nada a ver com a sua vida, essa história nem importa se foi literal ou não. Nem nem interessa. tem tanta história aí no mundo. Então, a história sempre é simbólica também, porque ela vai simbolizar a sua história, vai simbolizar o seu relacionamento com Deus. Então, eu gosto sempre de falar disso. Nesse sentido, toda história na Bíblia é simbólica também. A perspectiva simbólica é mais importante do que a perspectiva literal. Tanto que existem parábolas na Bíblia, que são histórias que são intencionalmente não literais, mas elas são sagradas, são ensinamentos de Jesus do mesmo jeito. Então, uma história não literal pode ensinar do mesmo jeito que uma história literal, porque o que importa é a camada simbólica, entende? O que importa essa, quando eu digo a camada simbólica, é o que a gente chamaria de a moral da história, né? Lembra isso o rien no final do episódio falando nesse episódio o que que a gente aprendeu? Tal coisa, tal coisa, tal coisa, tá? O que que você aprendeu com a história que aconteceu na sua vida? O que que você aprendeu com a história de Jacó na Bíblia? Isso que você aprendeu é o que eu tô chamando de simbólico. Quer dizer, ela não quer dizer só aquilo que ela tá falando, ela também tem um outro significado que se aplica a sua vida em situações que não são exatamente iguais àquela, mas que tem alguma alguma relação, que você estabeleceu alguma relação, né? É nesse sentido. Então, o 144.000 1000. Eh, se alguém acreditar que esse número é literal, não é o meu caso da forma como eu leio Apocalipse, mas a pessoa pode acreditar que é um número literal, tá? Mas mesmo sendo literal é simbólico. E principalmente nesse contexto, por que é simbólico? Porque na Bíblia os números muitas vezes têm significados tanto quanto palavras. Algumas pessoas vão dizer eh é numerologia bíblica. O ruim dessa palavra numerologia é que parece que é uma uma coisa mística, que os números, se você usar o número certo, vai acontecer uma magia e sobrenatural. Não é isso. É no sentido de que quando uma pessoa repete uma coisa sete vezes, eh, isso tem um significado. O fato de ter sido repetido sete vezes tem um significado. Então, os números na Bíblia t significados. O número sete tem um significado que é estabelecido lá em Gênesis. O mundo foi criado em sete dias, né? Esse sete significa uma coisa completa. Foi completado. E o mundo que é descrito lá em Gênesis, que foi criado, é um mundo perfeito. Então é uma perfeição completa. Eh, uma coisa que está completa, tem sete, então já tem tudo, tá certo? tá completo. Então, quando alguém faz uma coisa sete vezes, é uma ênfase muito grande numa ideia de completude e de perfeição. Eh, e tem outros números que também t significados e esses números se relacionam na Bíblia. Então, por exemplo, quatro é um número que normalmente tá relacionado com a terra na Bíblia. Por quê? Porque são os quatro cantos do mundo. E quando ele fala quatro cantos, não é porque a Terra é um quadrado, mas é porque canto no sentido da das direções da rosa dos ventos, que a gente chamaria hoje. Tem leste, oeste, norte e sul. São as quatro dimensões eh em que você se movimenta na Terra, né? Então essa ideia de quatro aparece muitas vezes no texto bíblico relacionado com a Terra, né? E o o número três também tá muitas vezes relacionado a Deus, né? E isso é interessante porque a gente pensa normalmente quando fala número três relacionado a Deus, a gente faz direta relação com a trindade e Novo Testamento. Mas isso é um número até cabalístico relacionado a Deus, ou seja, tá ligado a uma interpretação do texto bíblico que não passa necessariamente pelo Novo Testamento. Por quê? Porque existem vários textos bíblicos que dão essa ideia, né? Eh, a tríplice bênção. Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor faça resplandecer seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. Que o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz. É uma bção especial em que o nome de Deus é falado três vezes e tem toda uma progressão eh uma uma progressão eh de de eh ah, esqueci a palavra de quando você conta as sílabas dentro de uma poesia. Isso é métrica. Tem toda uma progressão métrica dentro desse eh o Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer seu rosto sobre ti. Senhor misericórdia de ti. O Senhor sobre ti levante seu rosto e te dê a paz. Então ele começa com três palavras, né? Ehá, Adonai Veere, né? E aer adonai panava ele virune cinco palavras. Eonai palavra shalom com sete palavras. Primeira frase tem três, depois cinco, depois sete. Aí termina em qual número? No sete, que é o perfeito. Quantas vezes o nome de Deus é repetido? Três vezes, que é o número que tá normalmente relacionado com Deus. E quando você soma tr e 4, da que número? Sete. Deus e o mundo. A relação entre Deus e o mundo leva o quê? é uma perfeição. Então, existe até algumas lógicas que a gente consegue fazer nesses números que a Bíblia traz que levam a conclusões, entende? E o que acontece quando a gente fala do relacionamento entre Deus e o mundo, ou seja, esses esse esse três vezes o 4, a gente chega a 12. E o número 12 é importante, ele é simbólico também. Por quê? Porque é um número que representa o povo de Deus. tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Então, no Antigo Testamento, o que que é o que 12 tem a ver com o povo de Deus? São as 12 tribos de Israel. Isso é enfatizado diversas vezes, né? Essa ideia das 12 tribos, o povo de Deus, o peitoral do do sacerdote que tinha 12 pedras e tal. Então, esse número vai ser enfatizado diversas vezes, né? Eh, e no Novo Testamento, quando Deus vai inaugurar o seu povo no Novo Testamento, quantas pessoas ele chama? 12. 12 pessoas, né? 3 x 4, o divino versus e o divino multiplicado pela Terra e tal. Então, tem todas essas essas questões que e alguns podem até discordar: "Ah, não dá para fazer essa relação matemática 3 + 4, 3 x 4". Tudo bem, a gente pode até questionar essas questões, mas o fato é que esses números em si eles têm esses símbolos três, quatro, o número seis, que é um número que normalmente tá relacionado ao ser humano, né? Isso desde lá de Gênesis, é o o dia em que o homem foi criado, eh, e vai passar pelo pela ideia de Babilônia, que o Babilônia eh é um, tem todo uma construção hexadecimal. A estátua de Daniel tinha 6 por 60 e tal. Aí quando você chega em Apocalipse vai falar: "Qual que é o número de homem que é o número da besta?" 666. Então você vê que essas relações de número elas não são invenções, elas existem na Bíblia. E a a Bíblia considera os números como tendo significados, né? Tudo isso para quê? O 144.000. O que que é o 144.000? Eh, dentro do livro de de Apocalipse, lá em Apocalipse 14, o 144.000 seria o suprassumo do povo de Deus. Seria o povo de Deus levado à potência. E é exatamente isso que é o número 144.000. É 12 x 12 e x 1000, que é um número genérico na Bíblia para pra multiplicação, né? Então eles são 144.000 porque são literalmente 144.000 pessoas ou eles são 144.000 Porque eles estão representando a ideia de povo de Deus, a sua potência, a o suprassumo, a essência do povo de Deus em todas as épocas, em todos os lugares, né? Eh, então, para mim parece óbvio, essa ideia é extremamente simbólica. O 144.000 lá no livro de Apocalipse, capítulo 14, ele é inicialmente simbólico. Aí depois você pode até pensar: "Ah, não, mas ele é literalmente 144.000 pessoas". Você pode acreditar nisso, mas antes você tem que reconhecer que esse número é simbólico, entende? Onde eu quero chegar com isso? Então, o simbólico, ele precede o literal nesses sentidos. Na Bíblia é mais importante, ele ele ele vem antes. Então, primeiro entendo o que que isso significa para depois eu fazer uma discussão se for do meu interesse, se isso é literal ou não, né? Então o 144.000, como você perguntou aí, né, Flávio, não seria um número simbólico? Seria, né? Porque tanta simbologia numérica no texto bíblico é a forma do texto bíblico eh se expressar. É uma linguagem que tá tá relacionada com uma cultura. dentro daquela cultura, se você pega outros textos que tem ali um paralelo, um paralelo eh eh literário no antigo Oriente Médio, também vão ter fatores ali de usar números que têm significados. Então, a Bíblia usa esse contexto cultural literário para usar essa linguagem, né, onde os números os números têm significados. Eles querem dizer coisas. Bom, e é isso. Eu gosto dessa ideia também. Eu gosto da ideia. Tem gente que vai longe nisso aí, né? Tem gente que vai longe nisso daí. Eh, tem uma tem um uma uma ferramenta hermenêutica no judaísmo mais místico que chama guematria. Não sei se já ouviram falar que eles pegam uma palavra e eles porque os números em hebraico são as letras do alfabeto, né? Eh, não, você não tinha antigamente, na época do texto bíbl um algarismo só para números. Então, por exemplo, a letra A significaria número um, a letra B significaria número dois e assim por diante, né? E aí depois ia multiplicando, né? Porque aí depois eh do 10 a a a a 11ª letra representaria o 20 e depois o 30 e assim por diante. Eh, então a guatria seria você pegar uma palavra e somar quais são os números de cada letra dessa palavra. Então, se você encontrar uma outra palavra que também tem o mesmo soma de números, então essas palavras estão elas estão relacionadas. Então você fazia uma, você faz uma interpretação do texto, uma hermenêutica baseado nisso, né? Eh, não é a linha que eu sigo, né? Mas só pra gente, só uma curiosidade, né? Para você ver como essa tradição de usar os números como uma como algo que tem significado, eles têm um peso dentro da tradição judaica também, até pós-bíblica até hoje, né? Os cabalistas usam o o o a os números são fundamentais na Cabala, né? Os números são fundamentais e, é claro, aí eles vão levar para um outro lado mais místico e tal. O universo ele é formado com base nesses números e tal. É bom. E é isso, gente. E é isso. Deixa eu só ver uma última, uma, uma última coisa que o Neozil colocou. O medo de Deus é porque Deus tortura demais. Eu li em Lamentações Deus falando: "Não se queixem de mim. Queixe-se cada um dos seus próprios pecados". Eu vejo Deus assim: "Não faça, porque se você fizer, sua vida vai complicar. Eu garanto. É, então, eh, eu não posso dizer que não tem passagens assim na Bíblia. tem, né, principalmente em contextos como esse de lamentações. A gente já comentou aqui de lamentações mais de uma vez, que ele acontece no seguinte contexto. Eh, a gente tem um exílio que tá sendo predito desde o início. Desde o início, quando o que eu digo é desde Levítico, capítulo 26, ele já começa a predizer a ideia de exílio. E aí, séculos depois, na época de Jeremias, esse exílio se concretiza. Mas ele se concretiza porque o povo se afasta de Deus, quebra o a aliança que tinha com Deus. Então assim, a ideia é o seguinte do exílio. Abraão, você não é ninguém. Eu vou fazer um acordo com você. Eu vou te dar uma descendência e eu vou te dar essa terra e através de você todas as famílias da terra vão ser abençoadas. Esse é o acordo que eu tô fazendo, um pacto, uma aliança, né, no no hebraico, um berit. Se você quebrar esse pacto, essas coisas vão ser desfeitas. Então, você que que é vai virar uma grande nação, você não vai mais ser uma grande nação. Essa terra aqui que eu vou te dar por herança, ela não vai mais ser mais sua. Você vai ser levado para um outro lugar. A sua descendência, no caso, né, vai ser levado para um outro lugar. Então, existe essa ideia de pacto com Abraão. E é curioso, na verdade, e aí que tá, né? Você pode ler a Bíblia nessa perspectiva que você tá falando aí, Neusil. Você lê a Bíblia olhando para cada vez em que dá para se interpretar o ato de Deus como sendo uma coisa perversa, falando: "Nossa, Deus é muito malvado. Nossa, olha como Deus é ruim. Nossa, eu morro de medo de Deus. Tem que ter medo mesmo dele. É um jeito possível de se ler a Bíblia. Eh, existem outras maneiras de se ler a Bíblia que eu acho que são mais honestas. é ver que existe um aspecto de Deus que realmente é temeroso e que toca em questões morais complicadas, que é isso que você tá falando e até questões muito piores, que é o que a gente tá falando um pouco antes de Deus falar de genocídio. Olha, essa terra, esse povo aqui, vocês vão lutar com eles, vão matar todo mundo, não sobra ninguém. Então você pode ler a Bíblia e pegar esses textos como sendo o que fundamentam toda a sua perspectiva do que que é Deus. Mas você pode pegar, ler a Bíblia e entender outros textos como sendo a sua perspectiva do que é Deus. Ou mais ainda, para ser mais honesto ainda, você pegar a Bíblia e tem eh tentar entender todos os textos que estão se referindo a Deus e pensar: Deus é um ente muito complexo e cheio de nuances na Bíblia. Eh, então, como é que Deus faz essas coisas que a gente tá falando agora? e ao mesmo tempo ele é descrito como a própria bondade. Então o que que significa bondade nesse contexto? Que que significa bondade para esses povos que escreveram esse texto, eh, se referindo a esse Deus como a própria bondade, né? Então, tem outros textos, por exemplo, eh, quando Moisés fala: "Olha, eu quero ver a sua face" e Deus fala: "Tá bom, eu vou fazer a minha bondade passar diante de você". Então fica aqui. Agora eu vou passar e você vai me ver. E quando Moisés vê a Deus, Deus declara: Deus é bondoso, misericordioso, tardinho em irar-se, etc e tal. Eh, então, ver a Deus não é ver fisicamente a Deus. Ver, enxergar a Deus é enxergar a bondade de Deus. Nesse texto, o texto que o judaísmo chama do texto dos 13 atributos divinos. Então assim, eh, nesses textos importantes em que o texto tá discutindo a essência de Deus, ele fala em bondade e misericórdia. Em outros textos, onde você tá tendo uma descrição de coisas que acontecem num contexto de guerra de povos do antigo Oriente Médio, tem uma descrição de coisas que pra gente hoje no Brasil do século XX é uma coisa horrorosa e necessariamente perversa. Então, como entender isso? Então, é claro que, eh, a ideia desse canal não é impor uma uma uma percepção, uma perspectiva da Bíblia para ninguém, mas é de expor, não impor, mas expor uma perspectiva que é a perspectiva de eu quero entender os textos em que coisas que parecem ser ruins da perspectiva das coisas que parecem ser boas, né? Por quê? Eh, existe um pensador judeu, eu também não não vou saber agora falar de cabeça, que ele fala: "É mais importante o que você pensa sobre Deus do que o que Deus pensa sobre você. Por quê? O que Deus pensa sobre você é um mistério, ninguém sabe, tá lá na cabeça dele. E isso, isso é insondável. Isso é muito acima da gente. Agora, o que você pensa sobre Deus é o que vai fundamentar toda a sua concepção do que que é justo e bom e do que deveria ser feito. Então, quando eu olho paraa Bíblia, eu me esforço para ver um Deus que tá de acordo com esses textos que falam de justiça, de bondade e misericórdia. Porque se eu ver Deus de uma outra forma, eu posso me tornar um ser humano perverso, entende? justificado pela minha religião bíblica, justificado pela minha religiosidade, pela minha espiritualidade bíblica. Então, eh, e eu não sei qual no que que você acredita, Neuso, mas eu eu vejo muitas vezes ateus falando: "Nossa, quando eu leio a Bíblia, eu só vejo um Deus muito ruim". Aí eu falo: "Olha, graças a Deus que você é ateu, porque se você lê a Bíblia dessa forma e você fosse cristão, você ser exatamente o tipo de cristão que sai matando as pessoas por causa da Bíblia, entende? Então, é melhor que você continue a ter o mesmo. O o mundo vai vai ser melhor. Eu prefiro que as pessoas que acreditam nesse texto e fundamentam a vida nesse texto vejam Deus de uma perspectiva muito melhor, muito mais positiva. E se tem um texto que fala de uma coisa que pode ser entendido como ruim, essa pessoa vai se esforçar para interpretar de uma maneira positiva esse texto, porque o que ela considera o Deus que fundamenta a moralidade dela é um Deus que é misericordioso e bondoso, né? E é isso que ela vai tentar fazer na vida dela, quando ela vai tentar eh um conceito bíblico que existe, que é o imitar oi, quando ela vai inspirada na bondade de Deus, ela vai querer ser bondosa com os outros, né? Inspirada no caráter de Deus, ela vai querer imitar esse caráter. Então, eh, eu me esforço para ver um Deus bondoso, porque eu acredito que, eh, eu, como religioso, é muito melhor eu ver um um Deus dessa forma, né? Eh, isso é um esforço que eu faço, mas por outro lado, eu acho que a Bíblia dá boas dicas de como interpretar as ações de Deus. A Bíblia dá boas dicas de que quando ela fala sobre a essência de Deus, ela tá falando sempre da bondade, da misericórdia e não do genocídio, da maldade, da perversidade, né? Ela sempre aponta nesse sentido. Então, eu uso esses textos para explicar os outros textos que são mais difíceis. Eh, e e espero e oro para que todo religioso faça a mesma coisa, pra gente ter menos ações perversas feitas com motivações religiosas, né? É isso que eu penso, pelo menos. Mas fica à vontade aí para você colocar a sua opinião no nesse canal. Eu eu a gente procura aqui ser receptivo a opiniões diferentes pra gente poder debater, fazer esse tipo de de reflexão em cima das opiniões, né? É, aí o último comentário aqui do Bruno Ribeiro. Talvez o contexto do Antigo Oriente próximo nos ajude na interpretação desses textos, pois parece que a intenção do autor era que eles não fossem tomados literalmente. É, Bruno, eh, eu nem sei se a questão é a literalidade ou não, mas eu concordo com você quando você fala aqui qual que era a intenção do autor e o que que isso significava no antigo oriente próximo. Porque as mesmas pessoas que estão eh explicando esse e essas ações divinas eh são eles também que descrevem Deus como um Deus bondoso e misericordioso. Então essa é na perspectiva deles uma ação de alguma forma de bondade e misericórdia. Como entender isso? Então, chega a ser uma questão que nem é mais uma questão eh necessariamente religiosa, mas de interpretação de texto. Que que esse que que esse texto quer dizer, independente do se eu acredito nele ou não, ele tá descrevendo um Deus que é para ser tomado como perverso ou não. Na perspectiva dessas pessoas que escreveram esse texto, não é? É um Deus bondoso. Então, a gente tem que entender o que que isso significa, né? Eh, ou seja, o texto é mais difícil do que parece, né? Bom, gente, a gente entrou em várias questões complexas aqui, em várias questões complicadas, né? Eh, a Neel até até agradece aqui no final. Eu não sabia se era o Neozil ou a Neusil, mas ela respondeu: "Obrigada", né? Eh, mas é isso, gente. Eu eu obrigado aí pelo comentário também, né? Brasil, eh, que eu acho, eu gosto de, de tocar em questões que são difíceis e que a gente não costuma a, a falar num sermão na igreja, porque a gente tá tentando no sermão trazer uma reflexão, uma reflexão assim mais fácil e mais positiva e tal, mas tem coisas na Bíblia que são complicadas, a gente não pode ignorar elas, né? Então, talvez esses passos sirva para esse tipo de coisa. Mas é isso, gente. Vários, a cada live eu faço mais promessas que eu não vou conseguir cumprir. Que eu toda live eu faço, falo: "Ah, isso daqui é um tema que a gente pode falar um dia, ah, isso daqui a gente vai falar também. Ah, e eu acabo fazendo outra live sem nem pensar no que que eh no que eu tinha falado na na anterior, né? Só o último comentário aqui do João. Eh, me ajuda a ler os textos tentando ver Deus escrevendo sua lei de amor no coração das pessoas, como Abraão intercedendo por Sodoma e Moisés intercedendo pelo povo pecador. Exatamente. É, é quando a gente vai falar, quando o texto tá sendo explícito sobre qual é o caráter de Deus, o texto sempre vai para nesse sentido. E aí tem coisas que, como o Bruno tinha comentado aqui, tem muito a ver com o contexto literário do Antigo Oriente Médio, que quando a gente compara as ações e as descrições do texto bíblico, que pra gente são terríveis, quando a gente comparar elas com as descrições de outros povos do antigo Oriente Médio, da Mesopotâmia e tal, a gente fala: "Ah, tá, agora eu tô entendendo porque que eles estão falando que isso daqui ia ser bondoso, misericordioso, porque nos outros é assim é outro tipo de de loucura, né? Eh, de de incivilidade, vamos dizer assim. Então, dentro daquele contexto fazia sentido. Dentro do nosso, aí fica esquisito, o texto se torna estranho, né? Então, é sempre difícil ler o texto bíblico, porque tem uma questão cultural que assim, se a gente não passar por ela, o texto não vai fazer sentido, né? Bom, gente, valeu aí. Obrigado. Eu já tô ficando sem caramba, Jesus 10:30. Hoje foi 2 horas de live, hein? Batemos o recorde, eu acho. Mas obrigado, valeu e até a próxima live aí. E qualquer coisa a gente vai se falando. Eu eu leio os comentários, nem sempre eu respondo, mas eu leio os comentários que vocês colocam nos vídeos do canal. Eu sei que tinha até alguém tinha sugerido um tema pra gente falar hoje, mas eu vou deixar para uma próxima live, tá bom? Valeu, boa noite para todo mundo e até mais.