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A fé vem pelo ouvir

Teologia Bíblica Batista Reformada (PodCast com Fernando Angelim, Antonio Neto e David Abreu)

Teologia Bíblica Batista Reformada (PodCast com Fernando Angelim, Antonio Neto e David Abreu)

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[Música]
Fala, meu povo. Professor Antônio Neto
aqui. Sejam bem-vindos a Esse aqui é o
podcast da Escola Teológica Charles
Espugon. Nosso propósito aqui é preparar
um conteúdo informativo para vocês aqui
no nosso canal, eh, no YouTube e também
nas nossas redes de podcast. E estamos
aqui hoje com o privilégio de receber
alguns irmãos queridos. Vou deixar que
eles se apresentam.
>> Olá, meus irmãos. Graça e paz a todos
que nos ouvem, nos assistem. Eu sou
pastor David Abril, sou pastor da Igreja
Batista Memorial aqui em João Pessoa e é
um privilégio e uma honra estar com
vocês e participar desse momento aqui
com o pastor Antônio Neto e com o pastor
Fernando Angelin.
>> Olá pessoal, sou o pastor Fernando
Gelim, sou pastor da Igreja Batista
Reformada de Belém em Belém do Pará. Eh,
eu também tive o privilégio de ministrar
alguns módulos na escola Charles
Espugio, né, escrever alguns livros. Ah,
hoje também estou servindo no Seminário
Batista Confessional do Brasil e para
mim é um privilégio, uma honra estar com
vocês aqui para gravar esse podcast.
>> Beleza? Então, nós estamos hoje aqui, eu
e o pastor David, vamos conversar com o
pastor Fernando Angelim. Ele já tem
escrito diversos livros, né? Mas ah nós
vamos focar em um deles, um livro muito
importante, um livro mais teológico, que
é a obra Teologia Bíblica Batista
Reformada, tá? Que foi publicada pela
editora Estandarte de Cristo. Ah,
imagino que virão aí novas edições, né,
pastor?
>> Sim, esse livro ele, essa aqui é é a
capa da primeira edição, né? saiu pela
editora Estandar de Cristo, mas ele já
saiu na segunda edição, né, por lá e
também já foi traduzido para o espanhol
pela editora alegado Bautista, eh,
confessional, mas nós já estamos
conversando sobre as próximas edições,
inclusive em parceria com outras e
editoras daí por diante.
>> Que legal, que legal. E de fato eu já eu
já assis eu já li essa obra e não apenas
li ela, mas também assisti algumas aulas
que o o pastor Fernando Angelin deu na
escola Charles Espugon. Eu acredito que
se você procurar aqui no nosso canal do
YouTube, você vai encontrar essas aulas,
o material que ele preparou em vídeo
falando sobre aquilo que é também o
conteúdo do livro. Tá? E hoje então a
gente vai conversar um pouco a respeito
dessa obra, OK? E vamos ter o privilégio
aqui, né, de conversar com o próprio
autor, que é especialista neste assunto,
para eh ajudar você que nos ouve, nos
assiste e a entender melhor a respeito
desse assunto. E eu queria começar ô ô
Fernando, te perguntando o seguinte: o
que foi que te motivou a escrever, né,
essa obra, né? Quando foi que você
quando e como foi o processo que você
entendeu que que tinha a necessidade de
você produzir eh esse conteúdo eh em
livro?
É interessante notar aqui na escola Char
Spurion que essa obra surgiu a partir de
vídeos da escola Charles Spurion, que o
pastor Cleiton me convidou para gravar
um módulo sobre teologia batista eh
reformada, sobre teologia bíblica
batista reformada. E ao começar a a
preparar as minhas aulas, eu fui atrás
de material, né, como você bem sabe,
nando livros ali para preparar. Eu tenho
até alguns aqui que na época eu
utilizei, ó, o Pascal Denor, o Jeffrey
Johnson. Esse aqui ainda não existia na
época do Samuel Rainham, mas eu
pesquisei material dele que na época
tinha em espanhol e fui preparando as
aulas. Mas depois que eu terminei de
preparar essas aulas que estão
disponíveis no canal da escola Char
Espúion, ah, eu percebi algo que os
livros que nós tínhamos, tanto em
inglês, em português, né, alguns tive
que observar em espanhol, eles eram
muito bons, mas ao mesmo tempo um
conteúdo muito pesado, denso. Esse livro
do Pascal Deor aqui eu tive que ler três
vezes para conseguir, né, reter ali o as
informações e tudo. Eu percebi que era
necessário um material mais
introdutório, pegar esses livros mais
densos e apresentar algo mais simples,
mas sem perder o conteúdo. Isso aqui são
só alguns livros, né? Tem outros, vários
outros que a gente também utilizou na
pesquisa e você pode observar na
bibliografia do livro. Então, depois de
preparar essas aulas e observar, né,
essa dificuldade de pegar um um um
material mais denso e sintetizar e e
trazer de uma forma mais eh simples para
os alunos, eu percebi que também faltava
um livro nessa natureza e alguns
colegas, inclusive o pastor Marcos
Paixão, ele me incentivou a transformar
aquelas aulas, aquelas 10 aulas em
livro. Então eu conversei com o pastor
William, que é o diretor da editora
Estand Cristo, e ele me me encorajou,
né, a trabalhar nesse projeto. Então
peguei o assunto das aulas e desenvolvi
mais, aumentei uma a pesquisa, eh
reorganizei todo o material. Então nós
publicamos a primeira edição eh do livro
eh Teologia Bíblica Batista Reformada. E
esse que era o objetivo, trazer o
conteúdo de forma organizada, de forma
sistemática, simples para o leitor eh
iniciante, sem perder ali a essência, a
a robustez do conteúdo.
>> É, isso é uma característica que é
marcante eh não apenas nas tuas aulas,
né, mas também nas tuas obras. eu já
tive acesso a a outras obras suas como
conselhos importantes para novos
cristãos, né?
>> Uhum.
>> Eh, e você sempre procura manter essa
pegada de falar algo mais eh que ajude
as pessoas, que seja mais compreensivo
para todos, né? E de fato essa é uma
característica dessa obra. Ela é uma
obra eh bastante acessível, bastante
introdutória, no sentido de que ela não
é uma obra muito densa, né, muito cheia
de de referências, digamos assim, com ah
mas é uma obra que é direto ao ponto,
tá? E aí eh a partir disso, vamos
começar então aqui. Deixa eu te deixa eu
começar então com aquilo da forma como
você começa o próprio livro, né?
da gente definir então o passo a passo,
o que que seria uma teologia bíblica,
ah, o que que seria uma teologia bíblica
batista e o que que seria uma teologia
bíblica batista
reformada, né? Então,
tenta dar uma resumida para nós. Pode
falar, David, fica à vontade.
>> Só, só um, um a a título ainda de
introdução desse desse podcast, tá
gente?
Eh, uma pergunta ao pastor, o senhor foi
sempre pactualista ou o senhor era
dispensacionalista antes? Como foi que
se deu essa posição para chegar a essa
essa esse trabalho,
>> certo? Quando eu me converti, eu me
converti em uma igreja pentecostal,
certo? Ah, uma igreja pentecostal
geralmente ela segue o
dispensacionalismo clássico, mas eu não
eh não era algo muito claro ainda na no
meu entendimento, porque embora eh fosse
convertido ali, esses assuntos ainda não
eram muito claros na minha mente. Ah, em
2012, na conferência fiel para pastores
e líderes, foi onde eu conheci a escola
Charles Espúja, onde eu conheci mais a
fundo a teologia reformada. Eu ingressei
no seminário na escola TS Espugion e no
seminário nós somos eh introduzidos a
todos esses debates, né? você vai na na
escola chapu você vai aprender as
diversas posições, você vai ter a
oportunidade ali de estudar eh e
conhecer um pouquinho sobre cada visão,
mas eu ainda não tinha me definido, né,
qual ia ser a visão que eu iria seguir.
Então comecei a estudar por conta
própria, né, verificar as posições.
Algumas eu observava e não fazia muito
sentido com aquilo que observava nas
escrituras, né? Então, comecei a estudar
cada uma delas. E quando eu conheci mais
a fundo a teologia bíblica batista
reformada, eh, me pareceu a mais
coerente à luz daquilo que eu já via nas
escrituras. Então, eu abracei essa
posição e comecei a me aprofundar eh nos
estudos dessa posição depois de estudar
todas as as vertentes em algum nível,
né? Essa foi a que eu identifiquei eh na
minha perspectiva ser mais coerente com
as escrituras. Então eu passei a a
abraçar essa posição. Então, eh, e outra
coisa, eu também me tornei batista.
Então, lá em 2000 13, nós nos tornamos
membros da na época da Igreja Batista de
Parquelândia, né, que o pastor Cleiton
era o o o pastor. Então, a partir dessa
igreja, nós começamos a Igreja Batista
Reformada de Belém, onde eu sou pastor
hoje em dia, né? Então, eh, foi esse
processo. Eu era pentecostal, mas não
era muito claro. Me tornei Batista.
depois eh batista pactual, por assim
dizer,
>> certo?
>> Então, uma uma coisa que o que você
falou, no seminário, você aprende
as diversas linhas, né? Você é exposto a
essas diversas linhas. Então, são linhas
de de teologia bíblica, né?
>> Exato.
>> Então, então fala pra gente então em que
sentido, né? em que sentido
eh é uma teologia bíblica e batista e
pactual reformada?
>> Vamos voltar para outra pergunta, né?
Voltar uma pergunta do Neto, certo?
>> Então, quando a gente fala a respeito de
teologia, a teologia é o estudo da
revelação de Deus, né? Então, na na
teologia existe um existem campos, áreas
de estudo. Tem a teologia sistemática,
teologia eh exegética, teologia bíblica.
A teologia bíblica, eh, é um ramo da
teologia exegética que nós vamos
procurar entender o grande enredo das
escrituras, como se conectam os 66
livros da Bíblia, qual é a grande
história que nós lemos eh, que vai de
Gênesis Apocalipse, que envolve criação,
queda, redenção e consumação, né? Então,
como essa essa todos esses livros se
conectam, eh, a o campo de estudo que
vai tratar disso é a teologia bíblica,
né? Então, existem eh alguns sistemas de
teologia bíblica, né? Então, alguns são
conhecidos, por exemplo, a o aliancismo,
o dispensacionalismo, a teologia da nova
aliança. Então, são alguns sistemas que
vão buscar compreender esse grande
enredo. E neste livro eu vou apresentar
qual é a visão eh batista encontrada na
confissão de fé de Londres de 1689, que
é o aliancismo credo batista. Mas também
tem outros nomes que também são comuns
de de falar a respeito dessa visão, como
federalismo de 1689,
teologia pactual, aliancismo, né? Então
essa é a perspectiva que eu vou
trabalhar no livro. Então no primeiro
capítulo eu vou apresentar o que é
teologia bíblica. Na segunda parte eu
vou falar quem são os batistas para
você, já que eu tô falando a respeito de
um livro de teologia bíblica batista, é
importante, né, eh, introduzir quem são
os batistas. Então, nós temos um
capítulo sobre a história dos batistas,
que vai abordar tanto a sua origem ali a
partir da reforma inglesa dos
separatistas ingleses que saíram da
igreja anglicana e depois, né, começaram
congregações independentes. E em seguida
vou falar um pouquinho sobre as
confissões batistas, tanto a de 164
quanto a de 1689, né, para então
adentrar no ensino dessas dessas
confissões. Então, primeiro capítulo, o
que é a teologia bíblica? Depois, quem
são os batistas? Depois eu vou
apresentar o enredo das escrituras de
uma forma resumida e mostrar como os
batistas entenderam esse grande,
>> certo? Ah, e aí então falando de
teologia bíblica, né? Então, no caso, a
teologia
bíblica batista reformada, ela é então
uma aquilo que é chamado de uma chave
hermenêutica, né? é uma é uma expressão
é uma expressão de como de como a Bíblia
de como os escritores bíblicos eles
entendiam o plano de Deus, o enredo das
Escrituras, não é isso? E
então, eh, e isso sendo entendido numa
perspectiva
numa perspectiva reformada, né? Então,
então vamos vamos focar mais nesse
aspecto aqui da chamada teologia
pactual, a teologia aliancista, tá?
Então, como é que como é que você
entende, ô pastor Fernando, como é que
você entende eh que isso é expresso nas
Sagradas Escrituras? dá um resumão pra
gente aqui,
>> certo,
>> de como é que como é que a a que como é
que a gente encontra então a teologia
pactual aliancista,
como é que ela é expressa no texto
bíblico,
>> certo? Ah, bom, antes, só antes de falar
a respeito dessa resposta, é importante
entender quando a gente fala de
aliancismo, é, é porque nessa
perspectiva nós observamos o enredo
bíblico se desenvolvendo por meio das
alianças que Deus fez, né? na e nós
encontramos nas escrituras. Então, na
teologia bíblica batista pactual existem
também alguns termos teológicos, como eu
falei, o terceiro capítulo, ele vai
apresentar o resumo das escrituras e
depois vai nós vamos utilizar alguns
termos teológicos que são encontrados na
confissão de fé para resumir o ensino
bíblico. O que que é um termo teológico?
Seria um termo que ele expressa algo que
está na escritura, mas não
necessariamente ele aparece de forma
literal nas escrituras. por exemplo,
termo trindade, né? Não, na escritura
você não vai encontrar esse esse termo
escrito na trindade, mas nas escrituras
nós encontramos claramente que existe um
único Deus que subsiste em três pessoas,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo, né?
Então, eh nós explicamos isso por meio
desse termo teológico. Então, na
teologia bíblica, nós também utilizamos
alguns desses termos que expressam
verdades bíblicas. Por exemplo, a o
pacto da redenção diz respeito a um
acordo que foi feito entre as pessoas da
trindade antes da fundação do mundo
paraa salvação de um povo eleito. Você
pode encontrar em diversas partes das
escrituras, por exemplo, na oração ah
sacerdotal do nosso Senhor Jesus Cristo
em João 17, que ele ora ao Pai eh,
porque ele cumpriu a missão que o Pai
lhe deu e pede para ser glorificado com
a agora que ele tinha antes da fundação
do mundo. Então aí nós vemos que houve
um acordo entre as pessoas da trindade.
O o pai decretou, o filho executou, o
espírito santo aplica. Tem vários texto
que fala que nós que os crentes santos
são eleitos antes da fundação do mundo,
que Cristo é o cordeiro que foi morto
desde a fundação do mundo. Então, quando
esses textos falam a respeito de algo
que aconteceu antes da fundação do mundo
entre as pessoas da trindade para
salvação de um povo eleito na teologia
bíblica batista, esse eh esse acordo é
chamado de pacto da redenção, certo? E
esse pacto da redenção, ele se
desenvolve na história, né, por meio
dessas alianças que nós encontramos nas
escrituras. Ah, um outro pacto que você
vai observar na teologia bíblica batista
reformada é o pacto das obras. O que que
é isso? De respeito ao acordo que foi
feito eh no Éden, eh que era
condicional. Se eh Adão obedecesse a
Deus, ele poderia comer da árvore da
vida e estar num estado glorioso perante
o Senhor, mas se desobedecesse, morte,
condenação e todas as consequências do
pecado. Então dependia de em algum nível
da obediência ou desobediência de Adão.
Então esse pacto das obras é um acordo
condicional, né? um pacto condicional
com Adão, como um cabeça federal, como
um indivíduo que representa um grupo, a
obediência ou desobediência dele e a
trazer consequências para a a sua
descendência, a sua posteridade, Adão
como representante da humanidade. E nós
sabemos também que Adão pecou,
obviamente não todos conhecem a
história. E Deus, ele faz uma promessa
em Gênesis 3:15 e que um descendente da
mulher iria esmagar a cabeça da
serpente. Então essa promessa na
teologia nós chamamos de próevangelho,
que é a primeira promessa eh a respeito
do evangelho, a respeito eh do Messias,
do pacto da graça que nós observamos nas
Escrituras. Então, na teologia batista,
o pacto da graça é um acordo
incondicional, é um pacto incondicional
que é cumprido em Cristo e corresponde a
nova aliança em Cristo, que é prometida
no Antigo Testamento e tem a o seu
cumprimento em Cristo na nova aliança.
Então, esse pacto da graça é revelado em
Gênesis 3:15 e se desenvolve ao longo de
todo o Antigo Testamento, por meio das
alianças da promessa, por meio dos das
sombras, tipos e promessas que
observamos no Antigo Testamento que vão
eh preparar o caminho para a vinda do
Messias. Então, todas as alianças que
nós observamos ali no Antigo Testamento,
Deus fez aliança com Noé, com Abraão,
eh, com a nação de Israel mediada por
Moisés, com Davi, até a chegada da nova
aliança em Cristo. Essas alianças da
promessa, nesse momento, o Pacto da
Graça, ele está sendo revelado como uma
promessa por meio dessas alianças até e
eh o o cumprimento na nova aliança em
Cristo. Então, há uma diferença entre a
é substancial entre a antiga aliança e a
nova aliança como promessa, cumprimento,
como tipo antítico, como sombra e
substância, né? Então, eu vou
desenvolver cada uma dessas alianças ao
longo do livro, os aspectos que cada uma
delas apresenta também, os tipos que que
são eh encontrados nas escrituras que
apontavam para Cristo. Mas aí também e
eh se fosse começar a falar a esse a
esse respeito, ia ter que falar sobre
muitas outras coisas, né? Sobre o que
que é um tipo, um antído, a diferença
entre antiga, nova aliança, etc. Mas é
basicamente isso. O pacto da redenção, o
acordo que foi feito antes da fundação
do mundo, o pacto de obras, o acordo que
foi feito condicional com Adão e o Pacto
da graça, que é a nova aliança, que foi
prometida no Antigo Testamento e tem a
sua o seu cumprimento no novo, na vinda
de Cristo Jesus.
>> Certo? Tem alguma pergunta? Deix
na como é que fica, por exemplo, a
questão da lei, da lei moral dentro do
pacto da graça a partir do Novo
Testamento?
A lei moral, ela quando no na teologia
batista reformada, nós fazemos diferença
entre leis que são perenes e leis que
são positivas, né? Então, leis, a lei
moral, ela é uma lei que é perene, que
ela sempre eh existiu e ela vai
continuar existindo. E tem leis também
que são transitórias, que são positivas,
que elas eh regeram sobre determinado
momento, sobre determinada aliança,
sobre determinada circunstância e depois
quando ela alcança o seu objetivo, ela
acessa. Mas a lei moral, nós vamos
entender que ela já existia, né, desde
Adão, por exemplo, a após a a a queda de
Adão, Caimou Abel. Ainda não tinha ali o
a revelação dos 10 mandamentos, não
matarás. Mas a transgressão já
acontecia, porque o pecado é
transgressão à lei. Então, a lei moral
já estava regendo de certa forma ali.
Então, eles estavam pecando contra Deus
quando ca em mata bel.
>> Então, a lei moral já existia. A lei
moral, ela é incorporada nos 10
mandamentos, né, na nas
tábuas de pedra. Então, o Senhor
codificou, resumiu, expressou claramente
a lei moral. E na nova aliança, ela é
gravada na mente e no coração do povo de
Deus. Então, o crente na nova aliança,
ele não fica sem lei, né? Nós obedecemos
a lei, mas não para tentar nos
justificar por meio dela, mas obedecemos
por amor ao Senhor que agravou na mente
e no coração do seu povo, habilitando-os
a obedecer por amor.
>> Certo? Enquanto só um detalhe, enquanto
leis cerimoniais e leis civis, elas
faziam parte das leis positivas que eram
transitórias e apontavam para Cristo. E
uma vez que Cristo veio, elas também eh
encontram o seu cumprimento. E a nova
aliança, diferente da antiga, ela não é
uma aliança nacional, ela é uma aliança
com os crentes de todas as a as nações.
Então, na nava aliança, ela não é uma
teocracia, ela não é uma aliança
nacional. Então, embora as leis civis
ela tenham a nos ensinar como
princípios, nós nós não estamos debaixo
dessas leis civis de forma autoritativa,
como estavam no Antigo Testamento.
>> Uhum. Uhum.
Certo? E uma uma dúvida que me surgiu
quando você tava descrevendo a teologia
bíblica batista é a seguinte, é que ah
você descreveu então a teologia bíblica
batista à luz do esquema de alianças,
né, da do pacto das obras, o pacto da da
redenção, o pacto da graça.
E e a gente encontra esse mesmo esquema
na confissão de fé de Westminster,
né, que é uma confissão de fé também
aliancista,
apresenta eh esse mesmo esquema de
pactos e e é a partir daquela confissão
que você tem o chamado aliancismo mais
presbiteriano, certo? Então, então o que
que o que que o que que distingue então
o aliismo presbiteriano de Westminster
para o aliancismo da confissão de fé
batista, tá? Eh, sendo que que os dois
seguem esses mesmo esse mesmo esquema de
alianças. Então, onde é que tá a
diferença? O que é que faz com que o que
você descreveu então seja considerado?
os presbiterianos, né, os pedobatistas,
né,
>> tá? Na visão pedobatista, eles vão
entender que ali em Gênesis 3:15, o
pacto da graça, ele já é estabelecido.
Nós vamos dizer que ele foi revelado
como uma promessa. Eles eles vão dizer:
"Não, o pacto da graça aqui ele já é
estabelecido e as alianças do Antigo
Testamento, a antiga aliança, por
exemplo, é a administração do pacto da
graça. Nós vamos dizer, não, ali no
Antigo Testamento, antiga aliança, o
Pacto da Graça, ele é revelado. Então há
diferença entre promessa e aliança,
entre promessa e cumprimento.
>> Então eles vão eles vão entender, não,
ali já é o Pacto da Graça sendo eh
estabelecido. Então antiga aliança é uma
administração do Pacto da Graça. A Nova
aliança é outra administração do mesmo
pacto. Então eles não veem diferença
substancial entre a antiga e a nova
aliança. Por isso, quando eles vão
observar, por exemplo, a questão do
batismo, eles vão observar segundo o que
acontecia na antiga aliança. Vou dizer:
"Olha, lá e e na antiga aliança, a
circuncisão bebê era circuncidado ao
oitavo dia." Então, na nova aliança,
gente, eu não tô ensinando isso, tô
falando o que que eles pensam, tá? Na
nova aliança,
>> o
eh
na nova aliança, o que acontece? o o a
circuncisão vira o batismo, então o nós
vamos batizar também os bebês, mas nós
nós batistas vamos dizer não, porque
você eh não tá observando a diferença
substancial que existe entre a antiga e
a nova aliança, né? Não são só
administrações do mesmo pacto, são duas
alianças mesmo. Então, quando nós
observamos textos como Hebreus 8 ali,
quando eh eh o Senhor quando quando o
autor de Hebreus vai apresentar, né, a
antiga e a nova aliança, ele fala a
respeito de duas alianças, né, que são
substancialmente distintas. Então, o o
eh o texto de de a exegese de John Moen
ajudou muito os batistas, inclusive na
nessa compreensão. Por exemplo, o um dos
batistas que foi quem formulou, um dos
que formularam a confissão de fé batista
de 1689, ele se chamava Ncox. Vocês já
ouviram falar dele? Nia Cox.
>> Sim.
>> Pois é. Ele tava escrevendo um livro
chamado Um tratado acerca das alianças
que Deus fez com os homens antes da lei.
É um excelente livro. Ele tava
trabalhando ali, é o parto de obras, a
aliança com Noé, com Abraão. E quando
ele ia falar da antiga aliança, John Wen
lançou o comentário dele de Hebreus 8. E
aí Marcal que você escreveu pr os alunos
dele, gente, eu vou parar meus
inscritos, eu não vou continuar, não vou
falar a respeito da antiga aliança,
porque o Dr. O falou tudo que eu queria
dizer. Então eu vou encaminhar vocês
para o capítulo oito das obras de John
Owen e lá vocês vão observar eh o que eu
queria falar a respeito sobre a
diferença substancial entre a antiga e a
nova aliança. Inclusive fizeram um livro
chamado de Adão a Cristo, que eles
compilaram esses dois materiais. A
primeira parte é um discurso acerca das
alianças que Deus fez com os homens
antes da lei, que é o tratado de
Nimacop. e juntaram com a exegese de
Hebreus 8 de John Wen e juntaram esse
esse material mostrando a diferença
substancial entre a antiga e a nova
aliança. Então nós vamos dizer, por
exemplo, que a entrada na nova aliança
não é por nascimento físico como era na
antiga, mas é pelo novo nascimento, né?
Então, é a circuncisão não é meramente
física na nova aliança, a circuncisão no
coração. E quem deve participar dessa do
de sinal dessa nova aliança, quem está
neste pacto, é aquele que nasceu de
novo, que expressa os frutos de
arrependimento e fé e que deve ser
batizado em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. Então, quando há
diferença substancial entre a antiga e a
nova aliança, você não pode observar a
nova simplesmente a luz da antiga, mas
da realidade que ela apresenta. que um
tipo não é a mesma coisa do que o seu
antítipo, né? Você tem que observar a
nova aliança, a luz dela mesmo nesse
contexto que ela é apresentada no Novo
Testamento. Então, há diferença eh
nesses distintivos que eu apresentei e
alguns outros em relação à teologia
bíblica batista, credobatista e a
teologia pedobatista. Mas eh também
importante notar que tudo isso sempre
foi feito com muito respeito. Os
batistas eles não queriam dizer assim:
"Olha, os os pé do Batista são nossos
inimigos de maneira nenhuma". Os
batistas utilizaram a confissão de fé de
Westminster e a declaração de Salvoi
para preparação do seu próprio material.
Ou seja, que que eles queriam dizer?
Gente, a gente concorda com vocês em
quase tudo. São esses aspectos aqui. São
os nossos distintivos, são as nossas
diferenças. Nós somos irmãos. Nós não
somos um grupo herético, nós não somos
sequitários. Nós queremos caminhar junto
com vocês. Mas esses pontos aqui nos
diferenciam, especialmente a questão do
batismo e a eclesiologia.
>> E pastor, aproveitando esse gancho aí do
que o senhor falou, eh, em relação à
construção dos documentos, foi
exatamente para poder não ser ou
continuar sendo acusados de anar
batistas, né?
>> Exato.
>> Porque essa era a grande acusação que se
fazia. Então, 1644 eles foram deram o
pontapé inicial, fora os documentos que
já tinham, mas esse foi o oficial, né,
ali a primeira confissão de fé para
poder fugir dessa pesta, né? E assim
para dizer: "Olha, nós somos irmãos, nós
somos irmãos, cremos nas nas doutrinas
cardiais, nas grandes doutrinas do
cristianismo, somos irmãos. Vamos a além
só um pouquinho neste ponto, né, que foi
justamente a questão do batismo por
imersão. A gente pegou, a gente pegou a
a de Westminta e deu uma melhorada.
Brincadeira,
brincadeira. Mas é interessante porque
nós temos comunhão, por exemplo, na
coalizão pelo evangelho, temos pastores
batistas e presbiterianos pregando o
mesmo evangelho, caminhando juntos. Eu
fiz o meu mestrado no seminário no no
Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper,
que é presbiteriano. Então nós, isso não
são temas que devem fazer a gente a se
distanciar dos nossos irmãos, se
afastar, não querer ter. Pelo contrário,
a gente tem comunhão, entende que são
distintivos, né? Que claro, a gente não
ignora os distintivos, mas eh nós
devemos estar juntos pregando o mesmo
evangelho.
>> Então, pelo que eu entendi, a distinção,
a a distinção parece girar bastante em
torno entre
da questão do pacto, da graça e da nova
aliança, certo? Eh, ou eu entendi ou tô
entendendo errado.
>> Eh, eu eu creio que a distinção
principal seria um o entendimento de que
existe uma diferença substancial entre a
antiga e a nova aliança, que não são o
mesmo pacto em administrações
diferentes, mas são pactos
substancialmente distintos, que a antiga
aliança é diferente em substância da
nova aliança. os os credobatistas vão a
partir disso, né, eh, diferbiterianos
e os pé do batista.
Então, no caso, ah, então, no caso, na
teologia batista pactual,
eh, o pacto da graça, ele não é a nova
aliança,
>> ele é a nova aliança que foi prometida
no Antigo Testamento,
>> revelada como promessa nas alianças da
promessa, mas ela eh quando que o ponto
que eu tava defendendo é que uma
promessa não é a aliança estabelecida,
certo? Entendeu? Entendi.
>> Mas a nova aliança, ela é estabelecida
em Cristo, né? Então ela é diferente.
Então a promessa é diferente, né? A
sombra diferente da substância, né?
Então a antiga aliança é diferente da
nova aliança. Esse que é o ponto. E a
gente encontra isso claramente em
Hebreus 8, quando você vai fazer um
estudo exegético de Hebreus 8. E aí eu
citei aqui o próprio John e e aspas
parênteses, desculpe, o John O não se
tornou cré do batista, né? Embora ele
tivesse essa visão, os batistas eh eh
defenderam o utilizaram o exeg dele, mas
o Joe nunca se tornou eh querido batista
até morrer. Se tivesse viido um
pouquinho mais, quem sabe, né?
Brincadeira.
>> Mas
>> não, mas hoje hoje depois que ele
morreu, ele é credopato.
>> Já sabe.
Pois é. Então, eh eh essa diferença
substancial entre antiga e a nova
aliança. E não só não só o texto de
Hebreus 8, mas outros textos das
escrituras também ah em Gálatas, entre
outras partes das escrituras também
mostram essa distinção substancial,
diferença substancial.
>> É porque no caso da da teologia da
aliança de Westminster, né,
presbiteriana,
a o pacto da graça não é necessariamente
a nova aliança, né? Exato.
>> Eh, a Nova Aliança é uma administração
distinta do Pacto da Graça. E a e é por
isso que existe
bastante aspecto de continuidade entre a
antiga e a, a nova aliança, porque são
duas administrações de um mesmo pacto,
né? Exato.
>> E então no caso no caso, ao identificar
o pacto da graça com a nova aliança, que
ela foi prometida e e começou a ser
cumprida em Cristo,
isso isso então sustenta a o credobismo,
certo? Certo? E existem outras
diferenças eh na compreensão existem
outras diferenças na compreensão
batista, por exemplo, a respeito de
igreja,
eh, de batismo, membresia, sei lá, que
que são oriundas dessa distinção,
aliás, dessa dessa distinção, não, é,
dessa distinção com o aliancismo, seria,
>> é porque é porque na na as consequências
dessa dessa compreensão, por exemplo,
Se você compreende que os seus filhos,
na São Pedro Batista aqui, se os seus
filhos eles são membros do pacto da
graça, né, então você os batiza. Então
isso traz implicações eclesiológicas,
traz implicações também na igreja. Por
exemplo, na confissão de fé de Westmin,
vai colocar no pacto da graça tanto os
crentes quanto os seus filhos. Então
eles batizam também os seus filhos. Mas
na compreensão batista, né, como a gente
entende que quem está eh no Pacto da
Graça, quem está na nova aliança, são
aqueles que nasceram de novo, nós não
colocamos automaticamente
os nossos filhos, né, por nascimento
físico no pacto da graça. Nós vamos
colocar somente aqueles que expressarem
eh arrependimento e fé em Cristo, que é
uma evidência de que nasceram de novo,
de que foram regenerados e sim agora
devem participar desta ordenança que é o
batismo e se tornarem membros da igreja.
Então o na na visão batista, o crédito
batista, eh quem vai ser batizado vai
ser aquele que tem condições de
expressar arrependimento e fé em Cristo.
Ele é então batizado introduzido à
membresia da igreja. Então tem essa
diferença também na eclesiologia.
Aham. E imagino que que no caso eh
imagina então que deve ter outras
diferenças assim também, como por
exemplo a questão
eh
como que fica o o chamado princípio
regulador do culto,
certo? que tem tem
eh existe uma certa uma certa base para
o princípio regulador no culto no fato
de que na antiga aliança Deus
estabeleceu como que seria o culto, né?
>> Uhum. Então, o princípio regulador do
culto também é o, e aí, só para
explicar, o pessoal que talvez eh
pessoal que tá nos assistindo, ouvindo,
talvez não saiba o que é o princípio
regulador do culto. O princípio
regulador do culto é um princípio típico
de igrejas reformadas,
onde eh aquilo que acontece no culto
deve ser diretamente expresso por Deus,
certo? na nas escrituras, ele é
diferente do chamado princípio
normativo,
>> onde
onde é dito, né, que eh aquilo que Deus
não proibiu
pode ser usado, é permitido. Então, o
princípio princípio regulador é aquilo
que Deus diretamente estabeleceu, né?
Eh, e aí existe uma compreensão, né, de
que isso vem também, de certa forma, vem
também da teologia da aliança. Então,
esse princípio, ele também existe na
teologia bíblica batista?
>> Sim, o princípio regulador do culto, ele
existe sim na teologia batista. É
interessante notar também uma questão
histórica, né? Porque quando os
puritanos eles estavam na igreja
anglicana,
eh, a igreja anglicana ainda preservava
muitos aspectos da liturgia católica,
né? Isso também trouxe vários embates e
alguns separatistas saíram lá da Igreja
Anglicana e depois começariam
congregações presbiterianas,
congregacionais e os batistas em dois
grupos gerais e os particulares também
começariam as suas igrejas. Mas é é
interessante notar que esse desejo de de
no culto de eh
de manter somente aquilo que a escritura
expressa, né, no culto e evitar qualquer
adicional ou ou qualquer criatividade
para acrescentar o culto, foi algo que
os batistas na sua história também eles
eles enfrentaram e lutaram por isso, né,
com o desejo de manter somente os
elementos bíblicos relacion relacionados
a ao culto, né? Então, seria o princípio
regulador do culto. Eu acho que ele não
está totalmente alicerçado numa uma eh
tradição pedobatista. Os batistas
defenderam da mesma forma
esse princípioador.
Certo? E aí, ô ô, Fernando, vamos pensar
agora assim em termos eh voltar um pouco
aqui paraa teologia
e
tô até fugindo um pouquinho do do
roteiro aqui que a gente estabeleceu,
mas eh assim, você não precisa se
estender tanto se não quiser, mas
algumas coisas que alguns algumas alguns
tópicos que eu imagino que sejam dúvidas
mais específicas daqueles que vão nos
assistir, que É, por exemplo, a qual a
perspectiva
da da teologia bíblica batista a
respeito, por exemplo, da relação entre
Israel e Igreja, certo? Da relação entre
tipo e antítipo. Como é que a gente deve
entender isso, certo? Então,
então vamos vamos por partes, né? Então,
começa, começa explicando pra gente
>> eh como que é visto a relação entre tipo
e antítipo.
>> E aí depois disso a gente vai indo para
os próximos tópicos,
>> tá? Um tipo seria um personagem, seria
um elemento ou alguém que aparece ali no
Antigo Testamento,
ah, alguma instituição que aponta para
algo maior do que ele mesmo? Então, nas
escrituras, nós vamos observar diversos
tipos, né, que parecem como sombras aqui
no Antigo Testamento e depois encontra
sua substância no novo. Por exemplo, o
maná, né? Então, o maná foi o pão que
desceu do céu, alimentou o povo ali no
deserto. E aí Jesus Cristo diz assim:
"Eu sou o pão da vida". Então ali em
João 6, né? Então Jesus mesmo vai
relacionar o maná, que nutriu
fisicamente o povo no deserto e ele vai
apresentar ele mesmo como uma um
alimento que que
eh conduz paraa vida eterna. Então, o
maná é o tipo, o Senhor Jesus Cristo, o
pão da vida, é o antído. Por exemplo,
assim como Jonas
esteve três dias e três noites no vem do
do peixe, do grande peixe, o Senhor
Jesus Cristo foi morto, sepultado, ao
terceiro dia ressuscitou. Então, Jonas
aqui o o tipo, o Senhor Jesus Cristo, o
antído. A eh, por exemplo, Moisés eligiu
a serpente eh de bronze. O povo o povo
no deserto foi picado por serpente,
ficou doente. Moisés foi lá, intercedeu,
levantou uma serpente de bronze. Quem
olhava para aquela serpente tinha suas
enfermidades curadas. O Senhor Jesus
Cristo vai, o João texto João 3:16 diz
que assim como Moisés, né, eh eh eregeu
a serpente, o Senhor Jesus Cristo seria
levantado para que todo que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. Então a
serpente de bronze é o tipo, o Senhor
Jesus Cristo é o antído. E a gente vai
observar vários e vários e vários nas
escrituras. Só aqui alguns exemplos.
Inclusive a Pronobes lançou um um livro
atualmente chamado Tipologia de James
Hamilton. Eu tive a oportunidade de
lê-lo em inglês, mas ainda não adquiri
em português, mas lançaram esse livro
que apresenta várias vários tipos aí,
outros nas escrituras. Então, o tipo ele
é sempre menor do que o seu antídpo. Ele
aponta para algo superior, maior do que
ele mesmo. Por exemplo, eh a gente vai
observar o cordeiro pascal, todo o
sistema levítico, né? Então, Cristo é o
cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo, toda a figura do sumo sacerdote,
né? E Jesus é o sumo sacerdote que
adentrou a destra de Deus, intercede por
nós. Então nas no Antigo Testamento, ele
está recheado de tipos, sombras, sinais
que apontavam para Jesus Cristo. Então é
assim que a gente vê essa relação do
tipo e antído. O tipo é inferior ao seu
antído.
>> Ah, agora sobre Israel, né? Posso pegar?
>> É, então é é porque uma coisa vai
levando a outra, né? Então, eh, como que
isso então implica?
Eh, só, só uma pergunta antes, ô, ô, ô,
Fernando, na, na teologia bíblica
batista, eh, eu sei que existe um outro
debate que é quanto à relação entre os
testamentos, certo? No caso, qual a
prioridade dos testamentos, né?
>> Uhum. Eh, na teologia da aliança
de Westminster,
eh existe uma prioridade do Novo
Testamento sobre o Antigo. Essa essa
perspectiva também existe na teologia
bíblica batista.
É, os batistas vão entender
a aquela máxima que o novo está no
antigo velado
e o antigo está novo revelado.
>> Então, revelado,
>> eh o o Novo Testamento vai ser uma
explicação do Antigo Testamento.
>> Ótimo.
>> Então, como é que isso então implica na
questão da relação entre Israel e
igreja,
>> tá? Na visão batista pactual, a
distinção, como eu falei, substancial
está entre a antiga e a nova aliança.
Então, não é o o a a de certa forma essa
dicotomia entre Israel e Igreja, ela ela
não é apresentada dessa forma, ela é
apresentada assim, a a distinção é a
antiga aliança e a nova aliança. Então,
a antiga aliança, ela era uma aliança
que estava com a nação de Israel. Então,
ali antiga aliança era uma aliança
nacional, envolvia uma teocracia, era
uma aliança condicional que envolvia
bênçãos ou maldições, inclusive
temporais, para aquela para aquela
nação. Se eles obedecessem, eles seriam
abençoados. Se desobedecessem, eles
seriam amaldiçoados. era uma aliança
mista, né, que tinha tanto crentes
quanto descrentes naquela aliança. A
entrada era, né, pelo pelo nascimento
físico, a circuncisão. Era uma aliança
que envolvia leis eh cerimoniais, civis,
morais. Era uma aliança que ela
preservava a linhagem messiânica,
apontava para Cristo por meio de de
sombras e tipos, né? Todo o sistema
levítico envolvia isso, né? Então, eh,
essa era a antiga aliança nacional com a
nação de Israel. A nova aliança, a
distinção que é feita é o seguinte, que
a nova aliança ela não é uma aliança
nacional. Na nova aliança, ela é feita
com todos os crentes de todas as nações.
Então, ah, aliança que foi feita com
Israel agora acrescenta também os
gentios. Então, as promessas que foram
feitas a Israel são expandidas e agora
alcançam também os gentios, né? Então
ela é uma aliança que é feita agora com
todas as nações. Então Deus ele quebra o
muro de separação e faz um novo povo,
que é a igreja de Deus que envolve tanto
judeus quanto gentius convertidos a
Cristo. Então, quando Jesus diz assim:
"Toda autoridade me foi dada nos céus e
na terra, ide, fazei discípulo de todas
as nações, batizando em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, nós
percebemos que eh a nova aliança, ela
não é, né, só para uma nação, mas para
crentes de todas as nações. Então, esse
muro é derrubado, os gentios são
enxertados na oliveira, Deus faz um novo
povo que inclui judeus e gentios
convertidos a Cristo. É, essa é a igreja
do do Deus vivo,
>> pastor Fernando. Eh, então a gente pode
dizer que
a nação de Israel era a igreja do Antigo
Testamento e a igreja, como conhecemos
hoje, é o Novo Israel.
Bom, a
dentro da nação de Israel, porque assim,
aí quando a gente vai falar a respeito
da doutrina da igreja, a gente vai
também entender que existe a igreja
universal, né, que foi que que é
composta de todos os crentes de todas as
épocas. Então, nesse sentido, por
exemplo, Cristo, ele morreu pela igreja,
né, pela sua noiva, quando a gente vai
observar lá em em Efésios. Então, ela é
composta de todos os crentes, de todas
as épocas. Então, dentro da nação de
Israel, né, tinham os verdadeiros
crentes, tinha a a igreja estava ali
porque tinham crentes verdadeiros dentro
da nação de Israel. Então, nesse
sentido, eles faziam parte da igreja da
igreja eh universal de Deus dentro da
nação de Israel. Mas nem todo o a nação
de Israel eh fazia parte eh da
verdadeira igreja de Cristo, né? Então,
é importante também fazer essa essa
distinção e e a gente observa alguns
alguns autores antigos que utilizavam
esse esses termos para falar a respeito
de Israel, né, no sentido e de
assembleia de Deus, de agrupamento de
eclésia nesse sentido, né, no como a
igreja no Antigo Testamento. Mas é
importante a gente ter essa essa
distinção, entender essa noção de Igreja
Universal e e eu e cada etapa na
teologia bíblica da história da igreja
em si.
>> Uhum. é um pouco diferente da visão
presbiteriana também a questão da da
compreensão.
>> Então, explica pra gente então,
faz um comparativo que eu eu ainda não
eu eu ainda não não é eu ainda não
peguei qual que seria
>> a diferença fundamental, né? Porque na
teologia presbiteriana, aliancista
presbiteriana,
eles também vão dizer que a igreja já
existia no Antigo Testamento, né? Eu até
eu até às vezes brinco na nas minhas
aulas
>> que os livros de história da igreja do
da teologia aliancista começa em Gênesis
3:15,
certo? Ali começa a história da igreja,
né?
>> Sim. É,
>> é da Igreja Universal acho que não tem
como fugir, né? Se você falar da da
Igreja Universal são todos os crentes de
toda a época. Então,
>> todos aqueles que creem em Cristo da
Igreja Universal, não tem como você
>> você tirar os crentes do Antigo
Testamento da Igreja nesse sentido, né?
>> É, porque no caso na teologia
dispensacionalista,
eh, a igreja ela se inicia no
derramamento do Espírito Santo, certo? É
ali que existe o início da, inclusive
daquilo que é chamado de Igreja
Universal, né? Porque na no
dispensionalismo existe muito essa
distinção entre eh Israel,
o povo étnico, e a igreja, um povo
espiritual. E esse povo espiritual
começa no Novo Testamento sendo um
parênteses, digamos assim, né?
>> Sim. Fora, Neto, o fato de que ela, de
que a igreja é prometida em Mateus 18,
né?
a existência da igreja,
>> né, prometida e e passa a existência em
Atos 2.
>> Não, no caso, no caso, o que o que eu tô
tentando aqui entender é, portanto, qual
a perspectiva batista
eh se e como ela se distingue, portanto,
da perspectiva presbiteriana
e, naturalmente, da perspectiva
dispensacionalista,
>> tá?
Vamos tentar, vamos tentar destrinchar
isso daí. Certo? Ah,
>> na perspectiva batista, vou apresentar a
perspectiva batista, vocês me ajudam a
destrinchar com a dispensacionalista,
com com as outras que vocês talvez
tenham mais contato do que eu,
>> na perspectiva batista, certo? A
Israel, a nação de Israel, certo? na no
na antiga aliança, na a a nação de
Israel, dentro dessa nação
existiam crentes e descrentes, certo?
>> Aham.
>> Os crentes daquela nação, na no
entendimento batista, como o pastor
Antônio Neto falou, eh existe a igreja
por qu em Cristo morreu, que é composta
de todos os crentes de todas as épocas,
não só depois da da vinda de Cristo. Só
posso pegar um detalhe para desenvolver
um pouco o assunto?
Certo? Fica à vontade.
>> Vale a pena a gente parar pensar como é
que eram salvos os crentes no Antigo
Testamento. Na na perspectiva batista,
que que nós entendemos? Que os crentes
do Antigo Testamento, eles criam na
promessa a respeito do Messias que
viria,
>> que é Jesus Cristo,
>> né? E os crentes do Novo Testamento
creem no Messias que já veio e vai
voltar. Ambos são salvos pelo mesmo
Cristo. Não há salvação por nenhum outro
outro meio. Então, todos os que foram
salvos em todas as épocas foram salvos
em virtude da nova aliança em Cristo. A
nova aliança, ela tem tal poder que ela
alcança até os crentes do Antigo
Testamento de forma retroativa. Eles
criam
>> no Messias que viria e aquilo já lhe era
imputado por justiça, como a gente vai
observar em Romanos, que na sua
tolerância Deus deixou impunes os
pecados anteriormente cometidos, tendo
em vista a justificação que aconteceria
no tempo presente para ele mesmo ser
justificador, justo, justificador
daquele que tem fé em Jesus. Então,
Abraão creu em Deus e isso lhe foi
imputado por justiça, certo? Então
aqueles crentes lá do passado, eles
foram salvos pelo mesmo Cristo. É, é o
mesmo, é o mesmo povo de Deus nesse
sentido, entendeu? Tipo o povo de Deus,
a, a noiva de Cristo, a igreja porque em
Cristo morreu, na nossa perspectiva, é
composta por crentes, tanto do Antigo
quanto do Novo Testamento. Então, lá no
Antigo Testamento, várias pessoas creram
nessa promessa, nesse Messias. dentro da
nação de Israel sempre teve um
remanescente, que nem muitos não eram
verdadeiros crentes, inclusive muitos eh
eh se desviaram, não queiram e sofreram
as punições ali no Antigo Testamento.
Mas Deus sempre preservou o seu
remanescente. E esse remanescente sim
fazia parte dessa igreja do Deus vivo.
Mas na nova aliança e isso a igreja
nesse sentido, e nesse momento da na
nova aliança e que é unida entre judeus
e gentios convertidos a Cristo, isso
acontece sim depois eh aqui no Novo
Testamento, num outro contexto. Então a
gente faz essa distinção entre uma
antiga aliança, que era uma aliança com
a nação de Israel, e lá no meio quem
cria na promessa a respeito do Messias
que viria era crente, fazia parte da
Igreja Universal, né? E na Nova aliança,
né? A a igreja agora ela é expressa e
composta de judeus gentios convertidos a
Cristo.
>> Deu para entender a nossa?
>> Não, eu acho, eu acho então que agora eu
tô entendendo melhor, certo? da gente
fazer uma a seguinte distinção. Eh, no
caso, a circuncisão,
ela introduzia a o a pessoa no Israel
físico, assim como o batismo nas águas
>> introduz a pessoa na igreja visível.
>> Isso,
>> certo? Então,
>> então a circuncisão não necessariamente
eh incluía a pessoa
no na nova aliança, né? Ou ou no caso na
na Igreja Universal. Seria isso? Porque
aqui aqui eu eu talvez reside a
diferença porque na teologia aliancista,
né, presbiteriana,
a circuncisão ela fazia a pessoa ser
participante do povo de Deus, do pacto
da graça. E isso então justificaria que
na nova aliança o batismo fosse dado
para crianças.
>> Eu eu eu posso também aproveitar esse
gancho aqui para falar sobre mais uma
questão que pode surgir com certeza na
mente das pessoas. Agora alguém pode
pensar agora e falar o seguinte: "Não,
então quer dizer que vocês sabem quem
são os eleitos, né? Porque vocês só
batizam, só batizam os crentes. E se
tiver alguém ali no meio, né, na na no
na nova aliança aí na igreja que como
acontece, né, é batizado, mas depois se
desviou, né, depois se afastou, então
quer dizer que que eh eh eh
vocês sabem que são os eleitos. Eh, a
resposta, né, para essa pergunta seria
não, mas nós podemos ver as evidências e
e as escrituras vão mostrar, né, que no
no Novo Testamento que é o que o
ingresso na igreja e também a a certa
condição para receber o batismo é o
arrependimento e a fé. E nós observamos
os frutos disso, né? O fruto de um
arrependimento e o fruto da fé. Mas e
essas pessoas que entraram e depois
demonstraram que não que não criam, a
própria a própria escritura também
deixou um mecanismo para isso que é a
disciplina, né? Então a disciplina ela
ela também serve para identificar isso,
né? Para eh eh buscar manter uma pureza
na igreja da melhor forma que nós
pudermos. E uma pessoa que tá ali
infiltrada, que entrou, conseguiu
enganar os os presbíteros, conseguiu
enganar a membresia da igreja, essa
pessoa tá como um cidadão ilegal em um
país. Não é porque existem cidadãos
ilegais que a gente vai promover isso,
>> entende? Não, não é porque existe esse
tipo de coisa que a gente tenta lutar
contra, que a gente vai promover, não,
vamos, vamos agora batizar todo mundo,
né, e e buscar intencionalmente criar
uma membresia mista. Não é esse o nosso
objetivo. Então, nós entendemos que quem
está no pacto da graça é quem se
arrepende e crê no evangelho. E quando a
pessoa entra como infiltrado, tem uma
disciplina e algo que a gente busca
evitar, né? Então, quando você promove
o, digamos assim, uma um ingresso sem
você saber se ele eh é crente ou não, se
vai se converter ou não, você tá
promovendo, de certa forma uma membresia
mista. E tanto é que na no caso dos
presbiterianos,
eles vão ter que fazer uma profissão de
fé. Nem eles mesmos vão vão de de
digamos assim deixar isso de de lado.
Eles vão vão vão exigir que quando
cresça a criança faça uma profissão de
fé. Só que na nossa compreensão esse
seria o momento que ele deveria ser
batizado quando ele fez a sua profissão
de fé. Então essa que são diferenças
distinções entre nossos compreensão
desses assuntos.
>> Sim.
Então, voltando à questão da distinção
entre
entre Israel e igreja, certo?
>> Certo.
>> Então, pensando pensando agora no Novo
Testamento, a gente entendeu no Antigo,
agora vamos para o Novo Testamento,
certo?
Eh, como como que então na nova aliança,
na perspectiva da teologia batista, como
que o Israel étnico, a nação de Israel,
ela é vista dentro da teologia bíblica
batista na nova aliança, não na nova
aliança prometida, mas na nova aliança
>> estabelecida novocido, na como eu falei,
na nova aliança. Agora também tem um
detalhe aqui, eu vou também mencionar
que a esse respeito são assuntos que
também vão envolver diferentes
perspectivas entre alguns autores,
certo? Então entre os batistas não há
assim uma unanimidade em relação a todos
os detalhes,
>> certo?
>> N o que que nós podemos dizer? que a
nova aliança é com todos os crentes de
todas as nações. Então, judeus
convertidos a Cristo, gentios
convertidos a Cristo, que estão juntos,
fazem parte do mesmo povo e aquelas
barreiras de distinção foram derrubadas.
É um novo povo que tá recebendo que que
agora eh eh recebe essas promessas, não.
Vocês que estavam distante, agora são
foram aproximados, né? Então, eh como
diz lá em Gálatas, não é mais judeu,
gentil, etc. Deus faz um novo povo. Ah,
todavia, em relação aos aos batistas
pactuais, mesmo entendendo que agora a
aliança, a a nova aliança é com toda com
todos os crentes de todas as nações, que
judeus e gentios eles não estão mais
separados, existe também uma diferença
na interpretação de do texto de Romanos
11 ali,
>> certo?
>> Quando fala a respeito de todo Israel.
>> É que aí aí entra a questão da
restauração de Israel, né? É ali na
realidade em em Romanos 11, alguns
alguns batistas vão ter uma visão e
outros batista vão ter outra visão, só
que todos vão entender que eh
a salvação se dá por meio de Cristo, do
mesmo povo, não de qualquer outra forma
diferente, certo? Então o que que vão
dizer alguns ali quando fala que todo
Israel será salvo? Alguns vão dizer:
"Não, aí tá se falando do verdadeiro
Israel, que é o Israel espiritual, né,
que é o o eh quando Paulo fala que nem
todo Israel é é de fato o Israel de Deus
e tudo o verdadeiro Israel". Então,
alguns vão fazer essa diferença. Não,
aqui tá falando de de todo Israel, como
todos os crentes, um verdadeiro Israel
composto por judeus gentios convertidos
a Cristo. Porque se vocês estão em
Cristo, vocês também são herdeiros de
Abraão, né? e e também são herdeiros
dessas promessas feitas a Abraão, como
você vê lá em Gálatas 3. Essa é uma
perspectiva. Aham.
>> Muitos batistas vão seguir essa
perspectiva. Uma outra eh perspectiva é
alguns batistas também que seguem a
mesma a mesma teologia bíblica até aqui
vão dizer o seguinte: "Olha, aqui nós
encontramos uma promessa sobre a
conversão futura de muitos judeus. Então
aqui existe uma uma promessa de que no
futuro muitos judeus quando chegar a
plenitude dos gentios, o o número de
todos os gentios eleitos eh chegar ao
fim, muitos judeus vão se converter e
vão fazer parte da nova aliança, vão
estar também eh fazendo parte do do povo
de Deus. Então existem essas duas
perspectivas principais, né? Alguns
entendem que se trata do Israel de Deus,
que é composto de judeus e gentios
convertidos a Cristo, e outros entendem
que ainda há uma promessa para conversão
de muitos judeus. Até porque quando a
gente vai chegando nessa parte, pastor,
a gente vai chegando mais numa parte
escatológica. E os batistas,
>> você pode observar na confissão de fé
batista de 1689, eles não entraram na na
confissão em detalhes sobre escatologia.
Então você vai ter batistas que são
amilenistas, que eu sou mais inclinado
ao amilenismo, mas vão ter batistas que
são pré-milenistas, vão ter batistas que
são pós-milenistas. Então quando chega
mais nessa parte escatológica, tem uma
certa diferença. Eles mesmos não
entraram na época em um consenso. Eh,
nesse ponto. Então, a confissão batista
ela vai ela vai focar no estado do homem
após a morte eh o juízo final. Ela não
vai ter um capítulo, por exemplo, sobre
o milênio, ela não vai ter um capítulo
sobre assuntos de de tribulação, etc.
Então, quando vai chegando nessa parte,
quando quando a gente vai lidando masso
com a escatologia, os próprios batistas
eles têm diferenças eh pontuais, mas eh
todos vão concordar nos assuntos
centrais, inclusive em relação à segunda
vinda de Cristo juiz o final, né? Mas os
detalhes, como, quando, que um pontinho
aqui, outro ali, vão ter diferenças
entre nós mesmos.
>> Certo?
>> Tá bom. Tem alguma pergunta?
O David Abreu?
>> Não, tô satisfeito aí com as explicações
do pastor Fernando Angelin e ele tirou a
dúvidas minhas que eu arrastava já por
um bom tempo. Ele me ajudou.
>> Ô, graças a Deus.
Bom,
>> você já leu o livro?
>> Já, já li o livro. Aliás, eu tenho no
meu é formato Kindle. Eu tenho
>> Kind. Tá certo.
>> É, inclusive avisando pro pessoal que dá
para ler esse livro de graça. Aliás, não
é de graça, né? Porque você tem que
pagar o Kindle Unlimited, né?
E mas ele tá disponível lá no no Kindle
Unlimited. E se você é assinante, né, do
Kindle, desse
desse
dessa função lá do Kindle, você pode ler
o Teologia, que foi como eu li, né,
Neto, só um adendo aí em relação à
questão do batismo, voltando um pouco
que o pastor falou muito bem, eh, no que
tange ao batismo infantil na na
conjunção histórica ali, na dobradiça
histórica da dos tratados, né, dos
tratados
eh de Augsburgo e outros tratados da
época, quando na verdade o batismo
infantil ele no caso ele passou a ser
mais tratado como um uma espécie de de
RG do local onde a pessoa nascia, né, do
que mesmo uma uma firmeza de fé nessa
questão. E os batistas, nesse caso aí
foi onde eles foram além, né, com os
separatistas, pegando ali o gancho dos
separatistas, porque eles não aceitando
esse ponto, eles querendo a liberdade, a
liberdade de cultuar, a liberdade de
adorar a Deus sem aquela obrigação de
peso do estado, né, do Estado. Eles eles
foram a a este ponto. E aí eu pergunto
ao senhor,
o o eh qual a diferença, por exemplo,
desse batismo daquela época em que era
mais para marcar você nasceu nessa
região, você é luterano. Você nasceu
nessa região, então você é
presbiteriano, você nasceu nessa região,
você pertence a à turma dos e assim
sucessivamente. Eh eh eh o senhor acha
que isso se arrasta até hoje? Em que
sentido o batismo infantil ele seguiu?
Porque já não é mais essa essa questão
de de mera cidadania, né? Naquela época
era para marcar certo aspecto cidadania.
Pastor, sobre a sua pergunta, eu queria
indicar a leitura de um capítulo deste
livro aqui, ó, A falha fatal na teologia
por trás do batismo infantil. Então,
nesse livro aqui, eh, se eu não me
engano, no capítulo dois, deixa eu ver
aqui qual é o capítulo, ele vai, ó, a
antiguidade do pedobismo, as divisões do
pedobismo, e ele vai seguir várias
várias formas ao longo da história que
já tiveram no Pedro batismo, que
realmente não era a mesma exata o motivo
pelo qual os bebês são batizados hoje,
por exemplo, nas igrejas presbiterianas,
igrejas de Pedro Batista, não eram os
mesmos motivos desde o começo. Então,
para você ter um apanhado histórico,
esse livro aqui, desde a sua parte um,
ele vai apresentar o o os motivos, né,
pelo qual as pessoas eram batizadas, ó,
pedofé, regeneração batismal,
regeneração presumível, préquedo
batismo, simbolismo sacramental, filhos
infant, filhos infusas, filhos aliena,
etc. Então, tinham vários motivos pelos
quais ao longo da história se batizou
bebês que não eram o mesmo motivo atual.
Então, para você ter esse apanhado
histórico e entender, vale a pena você
ler esse capítulo do livro do Jeffrey
Johnson, A Falha Fatal. E esse tema,
esse título é bem uma alfinetada, né? O
título do livro dele, A Falha fatal da
teologia por trás do batismo infantil,
tá? Eh, então esse livro ele vai ele vai
mostrar isso que ao longo da da história
batizaram bebês por vários motivos, que
não era de fato o mesmo motivo agora.
Realmente são outros motivos e
atualmente é pela compreensão da
teologia pactual deles que eles chegam a
esse a esse a essa compreensão que no
nosso ver está equivocado. Mas eu eu
sugiro a leitura deste deste capítulo
que vai a gente vai observar uma
apanhada, como eu não conseguiria fazer
aqui, né, histórico dos vários motivos
pelos quais bebês já foram batizados. E
realmente é diferente da compreensão de
hoje que é pela teologia pactual
presbiteriana eh eh de Westminta.
Perfeito. Agora, Fernandó também, né,
que eles também são pé do Batista, o os
congregacionais daquela época.
>> Sim.
>> Agora, deixa eu te deixa eu te fazer uma
pergunta eh que que pelo menos as
pessoas me fazem muito e eu queria muito
ouvir a tua perspectiva sobre isso,
certo? Que é quanto à batista, tá?
>> Certo? Então, eh, hoje em dia é muito
comum as pessoas, eh, darem o utilizarem
o termo reformada para se referir a uma
igreja batista.
>> Uhum.
>> OK. Eh, então, ah, eu gosto de fazer uma
distinção entre a pessoa que é
individualmente um reformado, ou seja, a
pessoa se identifica com individualmente
com a tradição reformada. Outra coisa é
você ter a identidade
reformada na sua igreja, uma igreja
batista reformada, certo? Então, na sua
perspectiva,
eh, na na sua perspectiva,
eh, a pessoa, aliás, uma igreja batista
reformada,
ela precisa necessariamente
ter uma perspectiva aliancista batista
ou não?
>> Tá?
A primeira coisa que a gente tem que
definir é o que é um batista reformado,
né? O que é uma igreja batista
reformada. E aí vai, aí você vai ter que
definir isso de alguma forma, né? Então,
uma igreja batista reformada, ela é uma
igreja que subscreve a confissão de fé
de Londres de 1689.
Qual é o nível de subscrição? é um nível
de subscrição, né, eh, integral, é um
nível de subscrição do da doutrina que
que permite certas modificações em
termos. Qual o nível de subscrição dessa
dessa dessa confissão, né? Então, a
gente tem que parar para para
identificar. Teve um autor que é o Tom
Hicks. Ele escreveu o livro O que é um
Batista reformado. Então ele apresenta a
perspectiva dele. Ele vai incluir a
subscrição da confissão de fé de 189,
vai incluir a a questão do da
compreensão do dia do Senhor, da lei
moral, eh se eu não me engano, teologia
pactual. Então ele vai fazer ali uma
série de de identificações do que que é
um Batista reformado. Outros vão ter
outra outra perspectiva. Então tem gente
que que entende que um Batista
calvinista é um Batista reformado, né?
Então vai depender muito da definição do
termo, né? O que que é um Batista
reformado. No nosso caso, por exemplo, a
nossa igreja, a Igreja Batista Reformada
de Belém, é uma igreja que subscreve a
confissão de fé de 189. Então, eh, uma
vez que a gente subscreve essa
confissão, né, eh, no, no nível de
subscrição, o meu nível de subscrição da
confissão, s um detalhe que eu acho que
também vale a pena a gente falar um
pouco sobre isso, que que é o sobre os
níveis de subscrição das das confissões,
que nenhuma nenhuma confissão ela se
equipara as escrituras, né? A as
escrituras são a a norma que rege as as
confissões, elas têm que estar ali de
acordo com o ensino das escrituras e
tentando sumarizar esse ensino.
>> Confissão é serva, né? É serva.
>> Ela é serva. Exato. Então, a aonde a
confissão tiver caminhando com as
escrituras, o legal, mas aonde ela ela
falhar, a gente, opa, então, por
exemplo, o meu o meu nível de de
subscrição da das confissões envolve
todas as doutrinas, tudo que está eh
ensinado ali. Contudo, não todas as
palavras. Então, por exemplo, quando vai
dizer que o Papa é o anticristo, eu não
concordo com a forma como tá ali. Poder,
se poderia colocar o papa é um
anticristo, ficaria melhor, né? Mas a a
gente tem uma certa liberdade em em
certo em certas palavras que você pode
entender, opa, essa palavrinha aqui
poderia ter sido melhor colocado, mas
assim, a doutrina, os ensinos, eu eu
creio tudo que tá ali, né? Então é
importante. E agora também tem algumas
pessoas que tm uma subscrição tão frouxa
que já não crê nem nas doutrinas que
estão ali. Aí aí não adianta, né? Como,
por exemplo, algumas igrejas
presbiterianas dos Estados Unidos, né?
que se desviaram da eh da ortodoxia e
tudo, né, por uma subscrição muito
frouxa. Então, a a nossa igreja, por
exemplo, ela tem a subscrição da
Confissão de 1689, né? Uma subscrição
que envolve todas as as doutrinas, todos
os ensinos, mas permite uma compreensão
em relação a alguma a alguma sentença,
alguma palavra que poderia ser melhor
colocada. Mas eh subscrevemos a
confissão e a confissão é uma confissão
aliancista. Então, consequentemente,
para ser uma igreja reformada, se
envolver subscrição da confissão, vai
ser também uma igreja aliancista. Mas,
por exemplo, existem batistas
calvinistas, mas que não são
aliancistas, né? Mas a aí vai vai ver o
debate, eles são reformados. Eu não acho
que vale a pena a gente ficar brigando
por termos, sabe, de ficar ai só é gente
que é reformado, eles não são. Mas
talvez para definir os termos é
importante dizer o que que você entende
por Batista reformado. Ele é envolve a
subscrição da confissão, então é
aliancista,
>> entendeu? Não envolve a subscrição da
confissão, então é é é só calvinismo,
então tudo bem, né? Então você vai pode
dizer que ele é reformado porque é
calvinista, mas vai depender da
definição dos termos. Segundo o Tom
Hick, no livro dele, né, o que é um
Batista reformado envolve a subscrição
da Construção. Eh, dessa forma, se a
gente seguir a linha do livro do Tom
Hick sobre o assunto, a gente diria que
o Batista reformado é aquele que
subscreve a confissão, portanto, ele é
aliancista também, né? Mas como eu
falei, tem colegas que que queriam
também esse rótulo e ficam chateados se
a gente falar isso. Não, eu também quero
ser reformada. Eu sou batista, eu sou
dispersonista, mas eu eu sou calvinista,
então eu sou reformado. Tudo bem, você
pode pode se chamar de de como você
quiser. Eu acho que é é um uma briga
boba, sabe? por por um rótulo, por uma
às vezes uma eu quero ser eh eh essa
chancela de de reformado. Vai depender
muito da definição dos termos no na
minha opinião, mas seguindo o Tom Rique
seria seria um batista eh pactual eh
calvinista que subscreve o 689, segundo
seguindo a linha do Hicks.
É porque popularmente hoje o termo
reformado refere-se muito, tem muito
mais apelo no sentido de não é
pentecostal, não é?
>> É
>> muita gente hoje gosta de utilizar o
termo reformado para para dizer isso.
Olha, se você chegar na nossa igreja,
você vai ter uma pregação expositiva,
você vai ter um um músicas
que são que refletem o texto bíblico,
né? são baseados no texto bíblico,
>> tem na doutrina da graça.
>> É uma igreja calvinista que segue o
princípio regulador do culto. Então, não
vai ter dança, não vai ter velas, não
vai ter teatro, vai ter a pregação, a o
louvor, vai ter a coleta de ofertas, que
é aquilo que a gente entende pela
Bíblia, né? Ah,
e aí entra a questão do aliancismo, né?
Então, eh, eu já eu já vi isso assim, já
vi aquela postura de que, eh, o
reformado ele é necessariamente um, um
aliancista, porque ele precisa eh
assinar uma confissão de fé, por
exemplo, a confissão de fé batista de
1689, que é uma confissão de fé
aliancista,
>> né?
Então, ah, então eu eu acho, eu acho
muito interessante
a postura que que você adota, pastor
Fernando, porque
é isso mesmo, assim, a
não não vale a pena brigar tanto por
termos, né? Mas para quem tá nos
assistindo,
vale a pena a pessoa considerar o porqu
vai querer usar o termo reformado, né?
Então eu e a gente não pode negar também
que existe hoje um certo apelo
midiático, entende? Eu já vi, eu eu já
vi isso acontecer, né, de uma igreja
colocar o termo reformado, porque
é um termo que de alguma forma tem um
certo apelo e pessoas vão querer chegar
ali. Aí chegando lá, eh,
>> é outra coisa.
>> É outra coisa, né? Não tem
>> totalmente
>> pregaç. Tome pregação temática, tome
diante do trono, no louvor.
Inclusive, eu acho que o Neto, o Neto
chegou a pregar em uma igreja dessa
natureza aqui por João Pessoa, né, que
realmente leva o o rótulo lá reformada e
tal, mas ele vai lembrar do que eu tô
falando, mas eh em essência o conteúdo
mesmo deixa desejar nessa questão, né?
Apesar de que eu eu vejo que
historicamente esse o guarda-chuva se
ampliou e todo mundo foi para baixo ali
logo nos acho que 2009 2010, quando a
internet começou a pipocar e começou a
surgir por vários lados, né, a
apresentação da fé reformada de um modo
mais eh público, de um modo mais amplo.
Então o camarada tava dentro da
soteologia calvinista ali dos cinco
pontos, reformado, reformado, é
reformado, né? eh, não sou continuísta,
reformado e assim sucessivamente. E
então acabou que o guarda-chuva eh eh
esse ele ele cobriu todas as as, né, as
as tribos aí podemos dizer, e não não
delimitou, não delimitou, não trouxe
assim as agora que realmente tá se
discutindo com mais com mais cautela
essa questão, né? Até onde vai, né? até
de fato é reformado, que não é
reformado, que deixa de ser.
Mas isso a princípio foi bom pro
movimento reformado. Eu acredito. A
princípio foi bom porque você tinha, por
exemplo, Franklin Ferreira, você tinha
Augusto Nicodemos, um batista, um
presbiteriano, você tinha um um Marcos
Granconato, por exemplo,
dispensacionalista e todo mundo sendo
visto como, né, numa perspectiva
calvinista, reformada e isso fortaleceu
muito, de certo modo, a fé reformada. a
a princípio, né, lá na nos anos ali de
2009, 2010, 2011.
>> É, então, meus queridos, a gente vai
então caminhar para o fim aqui. Eu quero
te dar a oportunidade, ô pastor
Fernando, para
hã falar mais alguma coisa que você
queira falar, talvez, talvez alguma,
algum aspecto do livro que a gente não
tocou, que você acha que valeria a pena
a gente tocar? Certo? Ou então
eh deixar aí a sua mensagem
para os nossos para aqueles que estão
nos assistindo ouvindo. Fica à vontade.
Esse tempo agora é é é todo seu.
>> Tá certo? Pessoal, antes de tudo, queria
agradecer pela oportunidade, né?
Agradecer aqui pelo o meu amigo Antônio
Neto também, que foi o professor na
escola Tares Expurion, né? É muito bom
também estar com a o pastor. É, muito
obrigado por pelo convite. Agora eu vou
falar brevemente a mensagem central do
livro, né? Que a mensagem central do
livro é que toda a Bíblia conta uma
única história, a história de redenção
em Cristo. O Antigo Testamento promete o
Cristo que viria. O Novo Testamento
testifica que ele veio e anuncia que ele
voltará. Esse é o coração do plano
eterno de Deus. revelar a sua glória em
Cristo, redimindo um povo para si, mesmo
ao longo de toda a história. Então,
compreender as alianças é entender como
esse plano divino se se desenvolve e se
cumpre e como ele se aplica a nós hoje.
Então, esse é o objetivo desse livro.
Espero que a leitura seja proveitosa
para todos vocês. Que Deus os abençoe
grandemente. Um abraço. Espero ah tá
aqui numa próxima vez, se Deus quiser.
>> Pastor, fala o endereço da tua igreja
para quem tá nos assistindo. Vai que tem
alguém aqui de Belém tá procurando. Você
é de Belém, eh, do Pará, a nossa igreja
fica na travessa Lomas Valentinas,
18:35,
na frente ah da movida, ao lado da Good
PS, fica entre Duque e Rômulo Maorana.
Os cultos são às 18:30 no domingo e a
Escola Bíblica Dominical às 9 horas da
manhã.
Que legal, que legal, que bênção. Pastor
David, fala aí também
da tua igreja em João Pessoa.
>> Muito bem. Nós nós ficamos situados aqui
no bairro de Mangabeira, um dos maiores
bairros de João Pessoa, né? Ah, na rua
Vereador Antônio Correio de Vasconcelo,
número 217.
E temos cultos ali às quartas-feiras,
culto de oração e estudo bíblico. E no
domingo nossa escola bíblica às 17 horas
e nosso culto solene ao Senhor às 18:30.
Então, quiserem nos encontrar, estamos
ali juntos para tomar um café junto e
estudar a palavra de Deus.
>> Beleza? E se você tá aqui nos assistindo
ou nos ouvindo quiser eh se aperfeiçoar
teologicamente,
eh se aperfeiçoar para servir ao Senhor
na obra de Deus, quer seja como um
pastor, quer seja como um missionário,
ou missionária, quer seja como alguém
que apenas quer ser um líder ou servir,
ajudar o seu pastor da igreja e você
entende que precisa de uma formação
teológica que você precisa de um ensino
continuado para se preparar. Eu quero
convidar você a entrar no site, no site
da escola Charles Espugon. Ele tá
passando aqui na sua tela, mas caso você
esteja só nos ouvindo,
www.escolaschalesespespjon.com.br
e conhecer ali as nossas opções eh para
abençoar a sua vida, tá bom?
Então, com isso, a gente encerra aqui.
Mais uma vez, obrigado, pastor Fernando,
obrigado, pastor David, por estarem
aqui. Ah, eu espero que eh essa conversa
tenha abençoado eh a vida de vocês. Eu
eu particularmente pude tirar algumas
dúvidas que eu ainda tinha sobre o
assunto e
certamente vamos ter aqui o pastor
Fernando outras vezes. Caso você tenha
ainda tenha dúvidas sobre o assunto,
deixa aqui nos comentários. é importante
a sua interação, é importante que você
compartilhe esse conteúdo e paraa gente
saber que você tá gostando e pra gente
saber também ah o que perguntar nas
próximas vezes que nós estivermos aqui
produzindo esse conteúdo para vocês,
beleza? Então é isso, valeu meus
queridos, meus amigos queridos. Que Deus
abençoe vocês, que Deus abençoe vocês aí
também que estão nos assistindo. Até
mais. Valeu,

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