Teologia Bíblica Batista Reformada (PodCast com Fernando Angelim, Antonio Neto e David Abreu)
22/10/2025
Teologia Bíblica Batista Reformada (PodCast com Fernando Angelim, Antonio Neto e David Abreu)
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
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[Música] Fala, meu povo. Professor Antônio Neto aqui. Sejam bem-vindos a Esse aqui é o podcast da Escola Teológica Charles Espugon. Nosso propósito aqui é preparar um conteúdo informativo para vocês aqui no nosso canal, eh, no YouTube e também nas nossas redes de podcast. E estamos aqui hoje com o privilégio de receber alguns irmãos queridos. Vou deixar que eles se apresentam. >> Olá, meus irmãos. Graça e paz a todos que nos ouvem, nos assistem. Eu sou pastor David Abril, sou pastor da Igreja Batista Memorial aqui em João Pessoa e é um privilégio e uma honra estar com vocês e participar desse momento aqui com o pastor Antônio Neto e com o pastor Fernando Angelin. >> Olá pessoal, sou o pastor Fernando Gelim, sou pastor da Igreja Batista Reformada de Belém em Belém do Pará. Eh, eu também tive o privilégio de ministrar alguns módulos na escola Charles Espugio, né, escrever alguns livros. Ah, hoje também estou servindo no Seminário Batista Confessional do Brasil e para mim é um privilégio, uma honra estar com vocês aqui para gravar esse podcast. >> Beleza? Então, nós estamos hoje aqui, eu e o pastor David, vamos conversar com o pastor Fernando Angelim. Ele já tem escrito diversos livros, né? Mas ah nós vamos focar em um deles, um livro muito importante, um livro mais teológico, que é a obra Teologia Bíblica Batista Reformada, tá? Que foi publicada pela editora Estandarte de Cristo. Ah, imagino que virão aí novas edições, né, pastor? >> Sim, esse livro ele, essa aqui é é a capa da primeira edição, né? saiu pela editora Estandar de Cristo, mas ele já saiu na segunda edição, né, por lá e também já foi traduzido para o espanhol pela editora alegado Bautista, eh, confessional, mas nós já estamos conversando sobre as próximas edições, inclusive em parceria com outras e editoras daí por diante. >> Que legal, que legal. E de fato eu já eu já assis eu já li essa obra e não apenas li ela, mas também assisti algumas aulas que o o pastor Fernando Angelin deu na escola Charles Espugon. Eu acredito que se você procurar aqui no nosso canal do YouTube, você vai encontrar essas aulas, o material que ele preparou em vídeo falando sobre aquilo que é também o conteúdo do livro. Tá? E hoje então a gente vai conversar um pouco a respeito dessa obra, OK? E vamos ter o privilégio aqui, né, de conversar com o próprio autor, que é especialista neste assunto, para eh ajudar você que nos ouve, nos assiste e a entender melhor a respeito desse assunto. E eu queria começar ô ô Fernando, te perguntando o seguinte: o que foi que te motivou a escrever, né, essa obra, né? Quando foi que você quando e como foi o processo que você entendeu que que tinha a necessidade de você produzir eh esse conteúdo eh em livro? É interessante notar aqui na escola Char Spurion que essa obra surgiu a partir de vídeos da escola Charles Spurion, que o pastor Cleiton me convidou para gravar um módulo sobre teologia batista eh reformada, sobre teologia bíblica batista reformada. E ao começar a a preparar as minhas aulas, eu fui atrás de material, né, como você bem sabe, nando livros ali para preparar. Eu tenho até alguns aqui que na época eu utilizei, ó, o Pascal Denor, o Jeffrey Johnson. Esse aqui ainda não existia na época do Samuel Rainham, mas eu pesquisei material dele que na época tinha em espanhol e fui preparando as aulas. Mas depois que eu terminei de preparar essas aulas que estão disponíveis no canal da escola Char Espúion, ah, eu percebi algo que os livros que nós tínhamos, tanto em inglês, em português, né, alguns tive que observar em espanhol, eles eram muito bons, mas ao mesmo tempo um conteúdo muito pesado, denso. Esse livro do Pascal Deor aqui eu tive que ler três vezes para conseguir, né, reter ali o as informações e tudo. Eu percebi que era necessário um material mais introdutório, pegar esses livros mais densos e apresentar algo mais simples, mas sem perder o conteúdo. Isso aqui são só alguns livros, né? Tem outros, vários outros que a gente também utilizou na pesquisa e você pode observar na bibliografia do livro. Então, depois de preparar essas aulas e observar, né, essa dificuldade de pegar um um um material mais denso e sintetizar e e trazer de uma forma mais eh simples para os alunos, eu percebi que também faltava um livro nessa natureza e alguns colegas, inclusive o pastor Marcos Paixão, ele me incentivou a transformar aquelas aulas, aquelas 10 aulas em livro. Então eu conversei com o pastor William, que é o diretor da editora Estand Cristo, e ele me me encorajou, né, a trabalhar nesse projeto. Então peguei o assunto das aulas e desenvolvi mais, aumentei uma a pesquisa, eh reorganizei todo o material. Então nós publicamos a primeira edição eh do livro eh Teologia Bíblica Batista Reformada. E esse que era o objetivo, trazer o conteúdo de forma organizada, de forma sistemática, simples para o leitor eh iniciante, sem perder ali a essência, a a robustez do conteúdo. >> É, isso é uma característica que é marcante eh não apenas nas tuas aulas, né, mas também nas tuas obras. eu já tive acesso a a outras obras suas como conselhos importantes para novos cristãos, né? >> Uhum. >> Eh, e você sempre procura manter essa pegada de falar algo mais eh que ajude as pessoas, que seja mais compreensivo para todos, né? E de fato essa é uma característica dessa obra. Ela é uma obra eh bastante acessível, bastante introdutória, no sentido de que ela não é uma obra muito densa, né, muito cheia de de referências, digamos assim, com ah mas é uma obra que é direto ao ponto, tá? E aí eh a partir disso, vamos começar então aqui. Deixa eu te deixa eu começar então com aquilo da forma como você começa o próprio livro, né? da gente definir então o passo a passo, o que que seria uma teologia bíblica, ah, o que que seria uma teologia bíblica batista e o que que seria uma teologia bíblica batista reformada, né? Então, tenta dar uma resumida para nós. Pode falar, David, fica à vontade. >> Só, só um, um a a título ainda de introdução desse desse podcast, tá gente? Eh, uma pergunta ao pastor, o senhor foi sempre pactualista ou o senhor era dispensacionalista antes? Como foi que se deu essa posição para chegar a essa essa esse trabalho, >> certo? Quando eu me converti, eu me converti em uma igreja pentecostal, certo? Ah, uma igreja pentecostal geralmente ela segue o dispensacionalismo clássico, mas eu não eh não era algo muito claro ainda na no meu entendimento, porque embora eh fosse convertido ali, esses assuntos ainda não eram muito claros na minha mente. Ah, em 2012, na conferência fiel para pastores e líderes, foi onde eu conheci a escola Charles Espúja, onde eu conheci mais a fundo a teologia reformada. Eu ingressei no seminário na escola TS Espugion e no seminário nós somos eh introduzidos a todos esses debates, né? você vai na na escola chapu você vai aprender as diversas posições, você vai ter a oportunidade ali de estudar eh e conhecer um pouquinho sobre cada visão, mas eu ainda não tinha me definido, né, qual ia ser a visão que eu iria seguir. Então comecei a estudar por conta própria, né, verificar as posições. Algumas eu observava e não fazia muito sentido com aquilo que observava nas escrituras, né? Então, comecei a estudar cada uma delas. E quando eu conheci mais a fundo a teologia bíblica batista reformada, eh, me pareceu a mais coerente à luz daquilo que eu já via nas escrituras. Então, eu abracei essa posição e comecei a me aprofundar eh nos estudos dessa posição depois de estudar todas as as vertentes em algum nível, né? Essa foi a que eu identifiquei eh na minha perspectiva ser mais coerente com as escrituras. Então eu passei a a abraçar essa posição. Então, eh, e outra coisa, eu também me tornei batista. Então, lá em 2000 13, nós nos tornamos membros da na época da Igreja Batista de Parquelândia, né, que o pastor Cleiton era o o o pastor. Então, a partir dessa igreja, nós começamos a Igreja Batista Reformada de Belém, onde eu sou pastor hoje em dia, né? Então, eh, foi esse processo. Eu era pentecostal, mas não era muito claro. Me tornei Batista. depois eh batista pactual, por assim dizer, >> certo? >> Então, uma uma coisa que o que você falou, no seminário, você aprende as diversas linhas, né? Você é exposto a essas diversas linhas. Então, são linhas de de teologia bíblica, né? >> Exato. >> Então, então fala pra gente então em que sentido, né? em que sentido eh é uma teologia bíblica e batista e pactual reformada? >> Vamos voltar para outra pergunta, né? Voltar uma pergunta do Neto, certo? >> Então, quando a gente fala a respeito de teologia, a teologia é o estudo da revelação de Deus, né? Então, na na teologia existe um existem campos, áreas de estudo. Tem a teologia sistemática, teologia eh exegética, teologia bíblica. A teologia bíblica, eh, é um ramo da teologia exegética que nós vamos procurar entender o grande enredo das escrituras, como se conectam os 66 livros da Bíblia, qual é a grande história que nós lemos eh, que vai de Gênesis Apocalipse, que envolve criação, queda, redenção e consumação, né? Então, como essa essa todos esses livros se conectam, eh, a o campo de estudo que vai tratar disso é a teologia bíblica, né? Então, existem eh alguns sistemas de teologia bíblica, né? Então, alguns são conhecidos, por exemplo, a o aliancismo, o dispensacionalismo, a teologia da nova aliança. Então, são alguns sistemas que vão buscar compreender esse grande enredo. E neste livro eu vou apresentar qual é a visão eh batista encontrada na confissão de fé de Londres de 1689, que é o aliancismo credo batista. Mas também tem outros nomes que também são comuns de de falar a respeito dessa visão, como federalismo de 1689, teologia pactual, aliancismo, né? Então essa é a perspectiva que eu vou trabalhar no livro. Então no primeiro capítulo eu vou apresentar o que é teologia bíblica. Na segunda parte eu vou falar quem são os batistas para você, já que eu tô falando a respeito de um livro de teologia bíblica batista, é importante, né, eh, introduzir quem são os batistas. Então, nós temos um capítulo sobre a história dos batistas, que vai abordar tanto a sua origem ali a partir da reforma inglesa dos separatistas ingleses que saíram da igreja anglicana e depois, né, começaram congregações independentes. E em seguida vou falar um pouquinho sobre as confissões batistas, tanto a de 164 quanto a de 1689, né, para então adentrar no ensino dessas dessas confissões. Então, primeiro capítulo, o que é a teologia bíblica? Depois, quem são os batistas? Depois eu vou apresentar o enredo das escrituras de uma forma resumida e mostrar como os batistas entenderam esse grande, >> certo? Ah, e aí então falando de teologia bíblica, né? Então, no caso, a teologia bíblica batista reformada, ela é então uma aquilo que é chamado de uma chave hermenêutica, né? é uma é uma expressão é uma expressão de como de como a Bíblia de como os escritores bíblicos eles entendiam o plano de Deus, o enredo das Escrituras, não é isso? E então, eh, e isso sendo entendido numa perspectiva numa perspectiva reformada, né? Então, então vamos vamos focar mais nesse aspecto aqui da chamada teologia pactual, a teologia aliancista, tá? Então, como é que como é que você entende, ô pastor Fernando, como é que você entende eh que isso é expresso nas Sagradas Escrituras? dá um resumão pra gente aqui, >> certo, >> de como é que como é que a a que como é que a gente encontra então a teologia pactual aliancista, como é que ela é expressa no texto bíblico, >> certo? Ah, bom, antes, só antes de falar a respeito dessa resposta, é importante entender quando a gente fala de aliancismo, é, é porque nessa perspectiva nós observamos o enredo bíblico se desenvolvendo por meio das alianças que Deus fez, né? na e nós encontramos nas escrituras. Então, na teologia bíblica batista pactual existem também alguns termos teológicos, como eu falei, o terceiro capítulo, ele vai apresentar o resumo das escrituras e depois vai nós vamos utilizar alguns termos teológicos que são encontrados na confissão de fé para resumir o ensino bíblico. O que que é um termo teológico? Seria um termo que ele expressa algo que está na escritura, mas não necessariamente ele aparece de forma literal nas escrituras. por exemplo, termo trindade, né? Não, na escritura você não vai encontrar esse esse termo escrito na trindade, mas nas escrituras nós encontramos claramente que existe um único Deus que subsiste em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, né? Então, eh nós explicamos isso por meio desse termo teológico. Então, na teologia bíblica, nós também utilizamos alguns desses termos que expressam verdades bíblicas. Por exemplo, a o pacto da redenção diz respeito a um acordo que foi feito entre as pessoas da trindade antes da fundação do mundo paraa salvação de um povo eleito. Você pode encontrar em diversas partes das escrituras, por exemplo, na oração ah sacerdotal do nosso Senhor Jesus Cristo em João 17, que ele ora ao Pai eh, porque ele cumpriu a missão que o Pai lhe deu e pede para ser glorificado com a agora que ele tinha antes da fundação do mundo. Então aí nós vemos que houve um acordo entre as pessoas da trindade. O o pai decretou, o filho executou, o espírito santo aplica. Tem vários texto que fala que nós que os crentes santos são eleitos antes da fundação do mundo, que Cristo é o cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Então, quando esses textos falam a respeito de algo que aconteceu antes da fundação do mundo entre as pessoas da trindade para salvação de um povo eleito na teologia bíblica batista, esse eh esse acordo é chamado de pacto da redenção, certo? E esse pacto da redenção, ele se desenvolve na história, né, por meio dessas alianças que nós encontramos nas escrituras. Ah, um outro pacto que você vai observar na teologia bíblica batista reformada é o pacto das obras. O que que é isso? De respeito ao acordo que foi feito eh no Éden, eh que era condicional. Se eh Adão obedecesse a Deus, ele poderia comer da árvore da vida e estar num estado glorioso perante o Senhor, mas se desobedecesse, morte, condenação e todas as consequências do pecado. Então dependia de em algum nível da obediência ou desobediência de Adão. Então esse pacto das obras é um acordo condicional, né? um pacto condicional com Adão, como um cabeça federal, como um indivíduo que representa um grupo, a obediência ou desobediência dele e a trazer consequências para a a sua descendência, a sua posteridade, Adão como representante da humanidade. E nós sabemos também que Adão pecou, obviamente não todos conhecem a história. E Deus, ele faz uma promessa em Gênesis 3:15 e que um descendente da mulher iria esmagar a cabeça da serpente. Então essa promessa na teologia nós chamamos de próevangelho, que é a primeira promessa eh a respeito do evangelho, a respeito eh do Messias, do pacto da graça que nós observamos nas Escrituras. Então, na teologia batista, o pacto da graça é um acordo incondicional, é um pacto incondicional que é cumprido em Cristo e corresponde a nova aliança em Cristo, que é prometida no Antigo Testamento e tem a o seu cumprimento em Cristo na nova aliança. Então, esse pacto da graça é revelado em Gênesis 3:15 e se desenvolve ao longo de todo o Antigo Testamento, por meio das alianças da promessa, por meio dos das sombras, tipos e promessas que observamos no Antigo Testamento que vão eh preparar o caminho para a vinda do Messias. Então, todas as alianças que nós observamos ali no Antigo Testamento, Deus fez aliança com Noé, com Abraão, eh, com a nação de Israel mediada por Moisés, com Davi, até a chegada da nova aliança em Cristo. Essas alianças da promessa, nesse momento, o Pacto da Graça, ele está sendo revelado como uma promessa por meio dessas alianças até e eh o o cumprimento na nova aliança em Cristo. Então, há uma diferença entre a é substancial entre a antiga aliança e a nova aliança como promessa, cumprimento, como tipo antítico, como sombra e substância, né? Então, eu vou desenvolver cada uma dessas alianças ao longo do livro, os aspectos que cada uma delas apresenta também, os tipos que que são eh encontrados nas escrituras que apontavam para Cristo. Mas aí também e eh se fosse começar a falar a esse a esse respeito, ia ter que falar sobre muitas outras coisas, né? Sobre o que que é um tipo, um antído, a diferença entre antiga, nova aliança, etc. Mas é basicamente isso. O pacto da redenção, o acordo que foi feito antes da fundação do mundo, o pacto de obras, o acordo que foi feito condicional com Adão e o Pacto da graça, que é a nova aliança, que foi prometida no Antigo Testamento e tem a sua o seu cumprimento no novo, na vinda de Cristo Jesus. >> Certo? Tem alguma pergunta? Deix na como é que fica, por exemplo, a questão da lei, da lei moral dentro do pacto da graça a partir do Novo Testamento? A lei moral, ela quando no na teologia batista reformada, nós fazemos diferença entre leis que são perenes e leis que são positivas, né? Então, leis, a lei moral, ela é uma lei que é perene, que ela sempre eh existiu e ela vai continuar existindo. E tem leis também que são transitórias, que são positivas, que elas eh regeram sobre determinado momento, sobre determinada aliança, sobre determinada circunstância e depois quando ela alcança o seu objetivo, ela acessa. Mas a lei moral, nós vamos entender que ela já existia, né, desde Adão, por exemplo, a após a a a queda de Adão, Caimou Abel. Ainda não tinha ali o a revelação dos 10 mandamentos, não matarás. Mas a transgressão já acontecia, porque o pecado é transgressão à lei. Então, a lei moral já estava regendo de certa forma ali. Então, eles estavam pecando contra Deus quando ca em mata bel. >> Então, a lei moral já existia. A lei moral, ela é incorporada nos 10 mandamentos, né, na nas tábuas de pedra. Então, o Senhor codificou, resumiu, expressou claramente a lei moral. E na nova aliança, ela é gravada na mente e no coração do povo de Deus. Então, o crente na nova aliança, ele não fica sem lei, né? Nós obedecemos a lei, mas não para tentar nos justificar por meio dela, mas obedecemos por amor ao Senhor que agravou na mente e no coração do seu povo, habilitando-os a obedecer por amor. >> Certo? Enquanto só um detalhe, enquanto leis cerimoniais e leis civis, elas faziam parte das leis positivas que eram transitórias e apontavam para Cristo. E uma vez que Cristo veio, elas também eh encontram o seu cumprimento. E a nova aliança, diferente da antiga, ela não é uma aliança nacional, ela é uma aliança com os crentes de todas as a as nações. Então, na nava aliança, ela não é uma teocracia, ela não é uma aliança nacional. Então, embora as leis civis ela tenham a nos ensinar como princípios, nós nós não estamos debaixo dessas leis civis de forma autoritativa, como estavam no Antigo Testamento. >> Uhum. Uhum. Certo? E uma uma dúvida que me surgiu quando você tava descrevendo a teologia bíblica batista é a seguinte, é que ah você descreveu então a teologia bíblica batista à luz do esquema de alianças, né, da do pacto das obras, o pacto da da redenção, o pacto da graça. E e a gente encontra esse mesmo esquema na confissão de fé de Westminster, né, que é uma confissão de fé também aliancista, apresenta eh esse mesmo esquema de pactos e e é a partir daquela confissão que você tem o chamado aliancismo mais presbiteriano, certo? Então, então o que que o que que o que que distingue então o aliismo presbiteriano de Westminster para o aliancismo da confissão de fé batista, tá? Eh, sendo que que os dois seguem esses mesmo esse mesmo esquema de alianças. Então, onde é que tá a diferença? O que é que faz com que o que você descreveu então seja considerado? os presbiterianos, né, os pedobatistas, né, >> tá? Na visão pedobatista, eles vão entender que ali em Gênesis 3:15, o pacto da graça, ele já é estabelecido. Nós vamos dizer que ele foi revelado como uma promessa. Eles eles vão dizer: "Não, o pacto da graça aqui ele já é estabelecido e as alianças do Antigo Testamento, a antiga aliança, por exemplo, é a administração do pacto da graça. Nós vamos dizer, não, ali no Antigo Testamento, antiga aliança, o Pacto da Graça, ele é revelado. Então há diferença entre promessa e aliança, entre promessa e cumprimento. >> Então eles vão eles vão entender, não, ali já é o Pacto da Graça sendo eh estabelecido. Então antiga aliança é uma administração do Pacto da Graça. A Nova aliança é outra administração do mesmo pacto. Então eles não veem diferença substancial entre a antiga e a nova aliança. Por isso, quando eles vão observar, por exemplo, a questão do batismo, eles vão observar segundo o que acontecia na antiga aliança. Vou dizer: "Olha, lá e e na antiga aliança, a circuncisão bebê era circuncidado ao oitavo dia." Então, na nova aliança, gente, eu não tô ensinando isso, tô falando o que que eles pensam, tá? Na nova aliança, >> o eh na nova aliança, o que acontece? o o a circuncisão vira o batismo, então o nós vamos batizar também os bebês, mas nós nós batistas vamos dizer não, porque você eh não tá observando a diferença substancial que existe entre a antiga e a nova aliança, né? Não são só administrações do mesmo pacto, são duas alianças mesmo. Então, quando nós observamos textos como Hebreus 8 ali, quando eh eh o Senhor quando quando o autor de Hebreus vai apresentar, né, a antiga e a nova aliança, ele fala a respeito de duas alianças, né, que são substancialmente distintas. Então, o o eh o texto de de a exegese de John Moen ajudou muito os batistas, inclusive na nessa compreensão. Por exemplo, o um dos batistas que foi quem formulou, um dos que formularam a confissão de fé batista de 1689, ele se chamava Ncox. Vocês já ouviram falar dele? Nia Cox. >> Sim. >> Pois é. Ele tava escrevendo um livro chamado Um tratado acerca das alianças que Deus fez com os homens antes da lei. É um excelente livro. Ele tava trabalhando ali, é o parto de obras, a aliança com Noé, com Abraão. E quando ele ia falar da antiga aliança, John Wen lançou o comentário dele de Hebreus 8. E aí Marcal que você escreveu pr os alunos dele, gente, eu vou parar meus inscritos, eu não vou continuar, não vou falar a respeito da antiga aliança, porque o Dr. O falou tudo que eu queria dizer. Então eu vou encaminhar vocês para o capítulo oito das obras de John Owen e lá vocês vão observar eh o que eu queria falar a respeito sobre a diferença substancial entre a antiga e a nova aliança. Inclusive fizeram um livro chamado de Adão a Cristo, que eles compilaram esses dois materiais. A primeira parte é um discurso acerca das alianças que Deus fez com os homens antes da lei, que é o tratado de Nimacop. e juntaram com a exegese de Hebreus 8 de John Wen e juntaram esse esse material mostrando a diferença substancial entre a antiga e a nova aliança. Então nós vamos dizer, por exemplo, que a entrada na nova aliança não é por nascimento físico como era na antiga, mas é pelo novo nascimento, né? Então, é a circuncisão não é meramente física na nova aliança, a circuncisão no coração. E quem deve participar dessa do de sinal dessa nova aliança, quem está neste pacto, é aquele que nasceu de novo, que expressa os frutos de arrependimento e fé e que deve ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Então, quando há diferença substancial entre a antiga e a nova aliança, você não pode observar a nova simplesmente a luz da antiga, mas da realidade que ela apresenta. que um tipo não é a mesma coisa do que o seu antítipo, né? Você tem que observar a nova aliança, a luz dela mesmo nesse contexto que ela é apresentada no Novo Testamento. Então, há diferença eh nesses distintivos que eu apresentei e alguns outros em relação à teologia bíblica batista, credobatista e a teologia pedobatista. Mas eh também importante notar que tudo isso sempre foi feito com muito respeito. Os batistas eles não queriam dizer assim: "Olha, os os pé do Batista são nossos inimigos de maneira nenhuma". Os batistas utilizaram a confissão de fé de Westminster e a declaração de Salvoi para preparação do seu próprio material. Ou seja, que que eles queriam dizer? Gente, a gente concorda com vocês em quase tudo. São esses aspectos aqui. São os nossos distintivos, são as nossas diferenças. Nós somos irmãos. Nós não somos um grupo herético, nós não somos sequitários. Nós queremos caminhar junto com vocês. Mas esses pontos aqui nos diferenciam, especialmente a questão do batismo e a eclesiologia. >> E pastor, aproveitando esse gancho aí do que o senhor falou, eh, em relação à construção dos documentos, foi exatamente para poder não ser ou continuar sendo acusados de anar batistas, né? >> Exato. >> Porque essa era a grande acusação que se fazia. Então, 1644 eles foram deram o pontapé inicial, fora os documentos que já tinham, mas esse foi o oficial, né, ali a primeira confissão de fé para poder fugir dessa pesta, né? E assim para dizer: "Olha, nós somos irmãos, nós somos irmãos, cremos nas nas doutrinas cardiais, nas grandes doutrinas do cristianismo, somos irmãos. Vamos a além só um pouquinho neste ponto, né, que foi justamente a questão do batismo por imersão. A gente pegou, a gente pegou a a de Westminta e deu uma melhorada. Brincadeira, brincadeira. Mas é interessante porque nós temos comunhão, por exemplo, na coalizão pelo evangelho, temos pastores batistas e presbiterianos pregando o mesmo evangelho, caminhando juntos. Eu fiz o meu mestrado no seminário no no Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, que é presbiteriano. Então nós, isso não são temas que devem fazer a gente a se distanciar dos nossos irmãos, se afastar, não querer ter. Pelo contrário, a gente tem comunhão, entende que são distintivos, né? Que claro, a gente não ignora os distintivos, mas eh nós devemos estar juntos pregando o mesmo evangelho. >> Então, pelo que eu entendi, a distinção, a a distinção parece girar bastante em torno entre da questão do pacto, da graça e da nova aliança, certo? Eh, ou eu entendi ou tô entendendo errado. >> Eh, eu eu creio que a distinção principal seria um o entendimento de que existe uma diferença substancial entre a antiga e a nova aliança, que não são o mesmo pacto em administrações diferentes, mas são pactos substancialmente distintos, que a antiga aliança é diferente em substância da nova aliança. os os credobatistas vão a partir disso, né, eh, diferbiterianos e os pé do batista. Então, no caso, ah, então, no caso, na teologia batista pactual, eh, o pacto da graça, ele não é a nova aliança, >> ele é a nova aliança que foi prometida no Antigo Testamento, >> revelada como promessa nas alianças da promessa, mas ela eh quando que o ponto que eu tava defendendo é que uma promessa não é a aliança estabelecida, certo? Entendeu? Entendi. >> Mas a nova aliança, ela é estabelecida em Cristo, né? Então ela é diferente. Então a promessa é diferente, né? A sombra diferente da substância, né? Então a antiga aliança é diferente da nova aliança. Esse que é o ponto. E a gente encontra isso claramente em Hebreus 8, quando você vai fazer um estudo exegético de Hebreus 8. E aí eu citei aqui o próprio John e e aspas parênteses, desculpe, o John O não se tornou cré do batista, né? Embora ele tivesse essa visão, os batistas eh eh defenderam o utilizaram o exeg dele, mas o Joe nunca se tornou eh querido batista até morrer. Se tivesse viido um pouquinho mais, quem sabe, né? Brincadeira. >> Mas >> não, mas hoje hoje depois que ele morreu, ele é credopato. >> Já sabe. Pois é. Então, eh eh essa diferença substancial entre antiga e a nova aliança. E não só não só o texto de Hebreus 8, mas outros textos das escrituras também ah em Gálatas, entre outras partes das escrituras também mostram essa distinção substancial, diferença substancial. >> É porque no caso da da teologia da aliança de Westminster, né, presbiteriana, a o pacto da graça não é necessariamente a nova aliança, né? Exato. >> Eh, a Nova Aliança é uma administração distinta do Pacto da Graça. E a e é por isso que existe bastante aspecto de continuidade entre a antiga e a, a nova aliança, porque são duas administrações de um mesmo pacto, né? Exato. >> E então no caso no caso, ao identificar o pacto da graça com a nova aliança, que ela foi prometida e e começou a ser cumprida em Cristo, isso isso então sustenta a o credobismo, certo? Certo? E existem outras diferenças eh na compreensão existem outras diferenças na compreensão batista, por exemplo, a respeito de igreja, eh, de batismo, membresia, sei lá, que que são oriundas dessa distinção, aliás, dessa dessa distinção, não, é, dessa distinção com o aliancismo, seria, >> é porque é porque na na as consequências dessa dessa compreensão, por exemplo, Se você compreende que os seus filhos, na São Pedro Batista aqui, se os seus filhos eles são membros do pacto da graça, né, então você os batiza. Então isso traz implicações eclesiológicas, traz implicações também na igreja. Por exemplo, na confissão de fé de Westmin, vai colocar no pacto da graça tanto os crentes quanto os seus filhos. Então eles batizam também os seus filhos. Mas na compreensão batista, né, como a gente entende que quem está eh no Pacto da Graça, quem está na nova aliança, são aqueles que nasceram de novo, nós não colocamos automaticamente os nossos filhos, né, por nascimento físico no pacto da graça. Nós vamos colocar somente aqueles que expressarem eh arrependimento e fé em Cristo, que é uma evidência de que nasceram de novo, de que foram regenerados e sim agora devem participar desta ordenança que é o batismo e se tornarem membros da igreja. Então o na na visão batista, o crédito batista, eh quem vai ser batizado vai ser aquele que tem condições de expressar arrependimento e fé em Cristo. Ele é então batizado introduzido à membresia da igreja. Então tem essa diferença também na eclesiologia. Aham. E imagino que que no caso eh imagina então que deve ter outras diferenças assim também, como por exemplo a questão eh como que fica o o chamado princípio regulador do culto, certo? que tem tem eh existe uma certa uma certa base para o princípio regulador no culto no fato de que na antiga aliança Deus estabeleceu como que seria o culto, né? >> Uhum. Então, o princípio regulador do culto também é o, e aí, só para explicar, o pessoal que talvez eh pessoal que tá nos assistindo, ouvindo, talvez não saiba o que é o princípio regulador do culto. O princípio regulador do culto é um princípio típico de igrejas reformadas, onde eh aquilo que acontece no culto deve ser diretamente expresso por Deus, certo? na nas escrituras, ele é diferente do chamado princípio normativo, >> onde onde é dito, né, que eh aquilo que Deus não proibiu pode ser usado, é permitido. Então, o princípio princípio regulador é aquilo que Deus diretamente estabeleceu, né? Eh, e aí existe uma compreensão, né, de que isso vem também, de certa forma, vem também da teologia da aliança. Então, esse princípio, ele também existe na teologia bíblica batista? >> Sim, o princípio regulador do culto, ele existe sim na teologia batista. É interessante notar também uma questão histórica, né? Porque quando os puritanos eles estavam na igreja anglicana, eh, a igreja anglicana ainda preservava muitos aspectos da liturgia católica, né? Isso também trouxe vários embates e alguns separatistas saíram lá da Igreja Anglicana e depois começariam congregações presbiterianas, congregacionais e os batistas em dois grupos gerais e os particulares também começariam as suas igrejas. Mas é é interessante notar que esse desejo de de no culto de eh de manter somente aquilo que a escritura expressa, né, no culto e evitar qualquer adicional ou ou qualquer criatividade para acrescentar o culto, foi algo que os batistas na sua história também eles eles enfrentaram e lutaram por isso, né, com o desejo de manter somente os elementos bíblicos relacion relacionados a ao culto, né? Então, seria o princípio regulador do culto. Eu acho que ele não está totalmente alicerçado numa uma eh tradição pedobatista. Os batistas defenderam da mesma forma esse princípioador. Certo? E aí, ô ô, Fernando, vamos pensar agora assim em termos eh voltar um pouco aqui paraa teologia e tô até fugindo um pouquinho do do roteiro aqui que a gente estabeleceu, mas eh assim, você não precisa se estender tanto se não quiser, mas algumas coisas que alguns algumas alguns tópicos que eu imagino que sejam dúvidas mais específicas daqueles que vão nos assistir, que É, por exemplo, a qual a perspectiva da da teologia bíblica batista a respeito, por exemplo, da relação entre Israel e Igreja, certo? Da relação entre tipo e antítipo. Como é que a gente deve entender isso, certo? Então, então vamos vamos por partes, né? Então, começa, começa explicando pra gente >> eh como que é visto a relação entre tipo e antítipo. >> E aí depois disso a gente vai indo para os próximos tópicos, >> tá? Um tipo seria um personagem, seria um elemento ou alguém que aparece ali no Antigo Testamento, ah, alguma instituição que aponta para algo maior do que ele mesmo? Então, nas escrituras, nós vamos observar diversos tipos, né, que parecem como sombras aqui no Antigo Testamento e depois encontra sua substância no novo. Por exemplo, o maná, né? Então, o maná foi o pão que desceu do céu, alimentou o povo ali no deserto. E aí Jesus Cristo diz assim: "Eu sou o pão da vida". Então ali em João 6, né? Então Jesus mesmo vai relacionar o maná, que nutriu fisicamente o povo no deserto e ele vai apresentar ele mesmo como uma um alimento que que eh conduz paraa vida eterna. Então, o maná é o tipo, o Senhor Jesus Cristo, o pão da vida, é o antído. Por exemplo, assim como Jonas esteve três dias e três noites no vem do do peixe, do grande peixe, o Senhor Jesus Cristo foi morto, sepultado, ao terceiro dia ressuscitou. Então, Jonas aqui o o tipo, o Senhor Jesus Cristo, o antído. A eh, por exemplo, Moisés eligiu a serpente eh de bronze. O povo o povo no deserto foi picado por serpente, ficou doente. Moisés foi lá, intercedeu, levantou uma serpente de bronze. Quem olhava para aquela serpente tinha suas enfermidades curadas. O Senhor Jesus Cristo vai, o João texto João 3:16 diz que assim como Moisés, né, eh eh eregeu a serpente, o Senhor Jesus Cristo seria levantado para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Então a serpente de bronze é o tipo, o Senhor Jesus Cristo é o antído. E a gente vai observar vários e vários e vários nas escrituras. Só aqui alguns exemplos. Inclusive a Pronobes lançou um um livro atualmente chamado Tipologia de James Hamilton. Eu tive a oportunidade de lê-lo em inglês, mas ainda não adquiri em português, mas lançaram esse livro que apresenta várias vários tipos aí, outros nas escrituras. Então, o tipo ele é sempre menor do que o seu antídpo. Ele aponta para algo superior, maior do que ele mesmo. Por exemplo, eh a gente vai observar o cordeiro pascal, todo o sistema levítico, né? Então, Cristo é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, toda a figura do sumo sacerdote, né? E Jesus é o sumo sacerdote que adentrou a destra de Deus, intercede por nós. Então nas no Antigo Testamento, ele está recheado de tipos, sombras, sinais que apontavam para Jesus Cristo. Então é assim que a gente vê essa relação do tipo e antído. O tipo é inferior ao seu antído. >> Ah, agora sobre Israel, né? Posso pegar? >> É, então é é porque uma coisa vai levando a outra, né? Então, eh, como que isso então implica? Eh, só, só uma pergunta antes, ô, ô, ô, Fernando, na, na teologia bíblica batista, eh, eu sei que existe um outro debate que é quanto à relação entre os testamentos, certo? No caso, qual a prioridade dos testamentos, né? >> Uhum. Eh, na teologia da aliança de Westminster, eh existe uma prioridade do Novo Testamento sobre o Antigo. Essa essa perspectiva também existe na teologia bíblica batista. É, os batistas vão entender a aquela máxima que o novo está no antigo velado e o antigo está novo revelado. >> Então, revelado, >> eh o o Novo Testamento vai ser uma explicação do Antigo Testamento. >> Ótimo. >> Então, como é que isso então implica na questão da relação entre Israel e igreja, >> tá? Na visão batista pactual, a distinção, como eu falei, substancial está entre a antiga e a nova aliança. Então, não é o o a a de certa forma essa dicotomia entre Israel e Igreja, ela ela não é apresentada dessa forma, ela é apresentada assim, a a distinção é a antiga aliança e a nova aliança. Então, a antiga aliança, ela era uma aliança que estava com a nação de Israel. Então, ali antiga aliança era uma aliança nacional, envolvia uma teocracia, era uma aliança condicional que envolvia bênçãos ou maldições, inclusive temporais, para aquela para aquela nação. Se eles obedecessem, eles seriam abençoados. Se desobedecessem, eles seriam amaldiçoados. era uma aliança mista, né, que tinha tanto crentes quanto descrentes naquela aliança. A entrada era, né, pelo pelo nascimento físico, a circuncisão. Era uma aliança que envolvia leis eh cerimoniais, civis, morais. Era uma aliança que ela preservava a linhagem messiânica, apontava para Cristo por meio de de sombras e tipos, né? Todo o sistema levítico envolvia isso, né? Então, eh, essa era a antiga aliança nacional com a nação de Israel. A nova aliança, a distinção que é feita é o seguinte, que a nova aliança ela não é uma aliança nacional. Na nova aliança, ela é feita com todos os crentes de todas as nações. Então, ah, aliança que foi feita com Israel agora acrescenta também os gentios. Então, as promessas que foram feitas a Israel são expandidas e agora alcançam também os gentios, né? Então ela é uma aliança que é feita agora com todas as nações. Então Deus ele quebra o muro de separação e faz um novo povo, que é a igreja de Deus que envolve tanto judeus quanto gentius convertidos a Cristo. Então, quando Jesus diz assim: "Toda autoridade me foi dada nos céus e na terra, ide, fazei discípulo de todas as nações, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nós percebemos que eh a nova aliança, ela não é, né, só para uma nação, mas para crentes de todas as nações. Então, esse muro é derrubado, os gentios são enxertados na oliveira, Deus faz um novo povo que inclui judeus e gentios convertidos a Cristo. É, essa é a igreja do do Deus vivo, >> pastor Fernando. Eh, então a gente pode dizer que a nação de Israel era a igreja do Antigo Testamento e a igreja, como conhecemos hoje, é o Novo Israel. Bom, a dentro da nação de Israel, porque assim, aí quando a gente vai falar a respeito da doutrina da igreja, a gente vai também entender que existe a igreja universal, né, que foi que que é composta de todos os crentes de todas as épocas. Então, nesse sentido, por exemplo, Cristo, ele morreu pela igreja, né, pela sua noiva, quando a gente vai observar lá em em Efésios. Então, ela é composta de todos os crentes, de todas as épocas. Então, dentro da nação de Israel, né, tinham os verdadeiros crentes, tinha a a igreja estava ali porque tinham crentes verdadeiros dentro da nação de Israel. Então, nesse sentido, eles faziam parte da igreja da igreja eh universal de Deus dentro da nação de Israel. Mas nem todo o a nação de Israel eh fazia parte eh da verdadeira igreja de Cristo, né? Então, é importante também fazer essa essa distinção e e a gente observa alguns alguns autores antigos que utilizavam esse esses termos para falar a respeito de Israel, né, no sentido e de assembleia de Deus, de agrupamento de eclésia nesse sentido, né, no como a igreja no Antigo Testamento. Mas é importante a gente ter essa essa distinção, entender essa noção de Igreja Universal e e eu e cada etapa na teologia bíblica da história da igreja em si. >> Uhum. é um pouco diferente da visão presbiteriana também a questão da da compreensão. >> Então, explica pra gente então, faz um comparativo que eu eu ainda não eu eu ainda não não é eu ainda não peguei qual que seria >> a diferença fundamental, né? Porque na teologia presbiteriana, aliancista presbiteriana, eles também vão dizer que a igreja já existia no Antigo Testamento, né? Eu até eu até às vezes brinco na nas minhas aulas >> que os livros de história da igreja do da teologia aliancista começa em Gênesis 3:15, certo? Ali começa a história da igreja, né? >> Sim. É, >> é da Igreja Universal acho que não tem como fugir, né? Se você falar da da Igreja Universal são todos os crentes de toda a época. Então, >> todos aqueles que creem em Cristo da Igreja Universal, não tem como você >> você tirar os crentes do Antigo Testamento da Igreja nesse sentido, né? >> É, porque no caso na teologia dispensacionalista, eh, a igreja ela se inicia no derramamento do Espírito Santo, certo? É ali que existe o início da, inclusive daquilo que é chamado de Igreja Universal, né? Porque na no dispensionalismo existe muito essa distinção entre eh Israel, o povo étnico, e a igreja, um povo espiritual. E esse povo espiritual começa no Novo Testamento sendo um parênteses, digamos assim, né? >> Sim. Fora, Neto, o fato de que ela, de que a igreja é prometida em Mateus 18, né? a existência da igreja, >> né, prometida e e passa a existência em Atos 2. >> Não, no caso, no caso, o que o que eu tô tentando aqui entender é, portanto, qual a perspectiva batista eh se e como ela se distingue, portanto, da perspectiva presbiteriana e, naturalmente, da perspectiva dispensacionalista, >> tá? Vamos tentar, vamos tentar destrinchar isso daí. Certo? Ah, >> na perspectiva batista, vou apresentar a perspectiva batista, vocês me ajudam a destrinchar com a dispensacionalista, com com as outras que vocês talvez tenham mais contato do que eu, >> na perspectiva batista, certo? A Israel, a nação de Israel, certo? na no na antiga aliança, na a a nação de Israel, dentro dessa nação existiam crentes e descrentes, certo? >> Aham. >> Os crentes daquela nação, na no entendimento batista, como o pastor Antônio Neto falou, eh existe a igreja por qu em Cristo morreu, que é composta de todos os crentes de todas as épocas, não só depois da da vinda de Cristo. Só posso pegar um detalhe para desenvolver um pouco o assunto? Certo? Fica à vontade. >> Vale a pena a gente parar pensar como é que eram salvos os crentes no Antigo Testamento. Na na perspectiva batista, que que nós entendemos? Que os crentes do Antigo Testamento, eles criam na promessa a respeito do Messias que viria, >> que é Jesus Cristo, >> né? E os crentes do Novo Testamento creem no Messias que já veio e vai voltar. Ambos são salvos pelo mesmo Cristo. Não há salvação por nenhum outro outro meio. Então, todos os que foram salvos em todas as épocas foram salvos em virtude da nova aliança em Cristo. A nova aliança, ela tem tal poder que ela alcança até os crentes do Antigo Testamento de forma retroativa. Eles criam >> no Messias que viria e aquilo já lhe era imputado por justiça, como a gente vai observar em Romanos, que na sua tolerância Deus deixou impunes os pecados anteriormente cometidos, tendo em vista a justificação que aconteceria no tempo presente para ele mesmo ser justificador, justo, justificador daquele que tem fé em Jesus. Então, Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça, certo? Então aqueles crentes lá do passado, eles foram salvos pelo mesmo Cristo. É, é o mesmo, é o mesmo povo de Deus nesse sentido, entendeu? Tipo o povo de Deus, a, a noiva de Cristo, a igreja porque em Cristo morreu, na nossa perspectiva, é composta por crentes, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. Então, lá no Antigo Testamento, várias pessoas creram nessa promessa, nesse Messias. dentro da nação de Israel sempre teve um remanescente, que nem muitos não eram verdadeiros crentes, inclusive muitos eh eh se desviaram, não queiram e sofreram as punições ali no Antigo Testamento. Mas Deus sempre preservou o seu remanescente. E esse remanescente sim fazia parte dessa igreja do Deus vivo. Mas na nova aliança e isso a igreja nesse sentido, e nesse momento da na nova aliança e que é unida entre judeus e gentios convertidos a Cristo, isso acontece sim depois eh aqui no Novo Testamento, num outro contexto. Então a gente faz essa distinção entre uma antiga aliança, que era uma aliança com a nação de Israel, e lá no meio quem cria na promessa a respeito do Messias que viria era crente, fazia parte da Igreja Universal, né? E na Nova aliança, né? A a igreja agora ela é expressa e composta de judeus gentios convertidos a Cristo. >> Deu para entender a nossa? >> Não, eu acho, eu acho então que agora eu tô entendendo melhor, certo? da gente fazer uma a seguinte distinção. Eh, no caso, a circuncisão, ela introduzia a o a pessoa no Israel físico, assim como o batismo nas águas >> introduz a pessoa na igreja visível. >> Isso, >> certo? Então, >> então a circuncisão não necessariamente eh incluía a pessoa no na nova aliança, né? Ou ou no caso na na Igreja Universal. Seria isso? Porque aqui aqui eu eu talvez reside a diferença porque na teologia aliancista, né, presbiteriana, a circuncisão ela fazia a pessoa ser participante do povo de Deus, do pacto da graça. E isso então justificaria que na nova aliança o batismo fosse dado para crianças. >> Eu eu eu posso também aproveitar esse gancho aqui para falar sobre mais uma questão que pode surgir com certeza na mente das pessoas. Agora alguém pode pensar agora e falar o seguinte: "Não, então quer dizer que vocês sabem quem são os eleitos, né? Porque vocês só batizam, só batizam os crentes. E se tiver alguém ali no meio, né, na na no na nova aliança aí na igreja que como acontece, né, é batizado, mas depois se desviou, né, depois se afastou, então quer dizer que que eh eh eh vocês sabem que são os eleitos. Eh, a resposta, né, para essa pergunta seria não, mas nós podemos ver as evidências e e as escrituras vão mostrar, né, que no no Novo Testamento que é o que o ingresso na igreja e também a a certa condição para receber o batismo é o arrependimento e a fé. E nós observamos os frutos disso, né? O fruto de um arrependimento e o fruto da fé. Mas e essas pessoas que entraram e depois demonstraram que não que não criam, a própria a própria escritura também deixou um mecanismo para isso que é a disciplina, né? Então a disciplina ela ela também serve para identificar isso, né? Para eh eh buscar manter uma pureza na igreja da melhor forma que nós pudermos. E uma pessoa que tá ali infiltrada, que entrou, conseguiu enganar os os presbíteros, conseguiu enganar a membresia da igreja, essa pessoa tá como um cidadão ilegal em um país. Não é porque existem cidadãos ilegais que a gente vai promover isso, >> entende? Não, não é porque existe esse tipo de coisa que a gente tenta lutar contra, que a gente vai promover, não, vamos, vamos agora batizar todo mundo, né, e e buscar intencionalmente criar uma membresia mista. Não é esse o nosso objetivo. Então, nós entendemos que quem está no pacto da graça é quem se arrepende e crê no evangelho. E quando a pessoa entra como infiltrado, tem uma disciplina e algo que a gente busca evitar, né? Então, quando você promove o, digamos assim, uma um ingresso sem você saber se ele eh é crente ou não, se vai se converter ou não, você tá promovendo, de certa forma uma membresia mista. E tanto é que na no caso dos presbiterianos, eles vão ter que fazer uma profissão de fé. Nem eles mesmos vão vão de de digamos assim deixar isso de de lado. Eles vão vão vão exigir que quando cresça a criança faça uma profissão de fé. Só que na nossa compreensão esse seria o momento que ele deveria ser batizado quando ele fez a sua profissão de fé. Então essa que são diferenças distinções entre nossos compreensão desses assuntos. >> Sim. Então, voltando à questão da distinção entre entre Israel e igreja, certo? >> Certo. >> Então, pensando pensando agora no Novo Testamento, a gente entendeu no Antigo, agora vamos para o Novo Testamento, certo? Eh, como como que então na nova aliança, na perspectiva da teologia batista, como que o Israel étnico, a nação de Israel, ela é vista dentro da teologia bíblica batista na nova aliança, não na nova aliança prometida, mas na nova aliança >> estabelecida novocido, na como eu falei, na nova aliança. Agora também tem um detalhe aqui, eu vou também mencionar que a esse respeito são assuntos que também vão envolver diferentes perspectivas entre alguns autores, certo? Então entre os batistas não há assim uma unanimidade em relação a todos os detalhes, >> certo? >> N o que que nós podemos dizer? que a nova aliança é com todos os crentes de todas as nações. Então, judeus convertidos a Cristo, gentios convertidos a Cristo, que estão juntos, fazem parte do mesmo povo e aquelas barreiras de distinção foram derrubadas. É um novo povo que tá recebendo que que agora eh eh recebe essas promessas, não. Vocês que estavam distante, agora são foram aproximados, né? Então, eh como diz lá em Gálatas, não é mais judeu, gentil, etc. Deus faz um novo povo. Ah, todavia, em relação aos aos batistas pactuais, mesmo entendendo que agora a aliança, a a nova aliança é com toda com todos os crentes de todas as nações, que judeus e gentios eles não estão mais separados, existe também uma diferença na interpretação de do texto de Romanos 11 ali, >> certo? >> Quando fala a respeito de todo Israel. >> É que aí aí entra a questão da restauração de Israel, né? É ali na realidade em em Romanos 11, alguns alguns batistas vão ter uma visão e outros batista vão ter outra visão, só que todos vão entender que eh a salvação se dá por meio de Cristo, do mesmo povo, não de qualquer outra forma diferente, certo? Então o que que vão dizer alguns ali quando fala que todo Israel será salvo? Alguns vão dizer: "Não, aí tá se falando do verdadeiro Israel, que é o Israel espiritual, né, que é o o eh quando Paulo fala que nem todo Israel é é de fato o Israel de Deus e tudo o verdadeiro Israel". Então, alguns vão fazer essa diferença. Não, aqui tá falando de de todo Israel, como todos os crentes, um verdadeiro Israel composto por judeus gentios convertidos a Cristo. Porque se vocês estão em Cristo, vocês também são herdeiros de Abraão, né? e e também são herdeiros dessas promessas feitas a Abraão, como você vê lá em Gálatas 3. Essa é uma perspectiva. Aham. >> Muitos batistas vão seguir essa perspectiva. Uma outra eh perspectiva é alguns batistas também que seguem a mesma a mesma teologia bíblica até aqui vão dizer o seguinte: "Olha, aqui nós encontramos uma promessa sobre a conversão futura de muitos judeus. Então aqui existe uma uma promessa de que no futuro muitos judeus quando chegar a plenitude dos gentios, o o número de todos os gentios eleitos eh chegar ao fim, muitos judeus vão se converter e vão fazer parte da nova aliança, vão estar também eh fazendo parte do do povo de Deus. Então existem essas duas perspectivas principais, né? Alguns entendem que se trata do Israel de Deus, que é composto de judeus e gentios convertidos a Cristo, e outros entendem que ainda há uma promessa para conversão de muitos judeus. Até porque quando a gente vai chegando nessa parte, pastor, a gente vai chegando mais numa parte escatológica. E os batistas, >> você pode observar na confissão de fé batista de 1689, eles não entraram na na confissão em detalhes sobre escatologia. Então você vai ter batistas que são amilenistas, que eu sou mais inclinado ao amilenismo, mas vão ter batistas que são pré-milenistas, vão ter batistas que são pós-milenistas. Então quando chega mais nessa parte escatológica, tem uma certa diferença. Eles mesmos não entraram na época em um consenso. Eh, nesse ponto. Então, a confissão batista ela vai ela vai focar no estado do homem após a morte eh o juízo final. Ela não vai ter um capítulo, por exemplo, sobre o milênio, ela não vai ter um capítulo sobre assuntos de de tribulação, etc. Então, quando vai chegando nessa parte, quando quando a gente vai lidando masso com a escatologia, os próprios batistas eles têm diferenças eh pontuais, mas eh todos vão concordar nos assuntos centrais, inclusive em relação à segunda vinda de Cristo juiz o final, né? Mas os detalhes, como, quando, que um pontinho aqui, outro ali, vão ter diferenças entre nós mesmos. >> Certo? >> Tá bom. Tem alguma pergunta? O David Abreu? >> Não, tô satisfeito aí com as explicações do pastor Fernando Angelin e ele tirou a dúvidas minhas que eu arrastava já por um bom tempo. Ele me ajudou. >> Ô, graças a Deus. Bom, >> você já leu o livro? >> Já, já li o livro. Aliás, eu tenho no meu é formato Kindle. Eu tenho >> Kind. Tá certo. >> É, inclusive avisando pro pessoal que dá para ler esse livro de graça. Aliás, não é de graça, né? Porque você tem que pagar o Kindle Unlimited, né? E mas ele tá disponível lá no no Kindle Unlimited. E se você é assinante, né, do Kindle, desse desse dessa função lá do Kindle, você pode ler o Teologia, que foi como eu li, né, Neto, só um adendo aí em relação à questão do batismo, voltando um pouco que o pastor falou muito bem, eh, no que tange ao batismo infantil na na conjunção histórica ali, na dobradiça histórica da dos tratados, né, dos tratados eh de Augsburgo e outros tratados da época, quando na verdade o batismo infantil ele no caso ele passou a ser mais tratado como um uma espécie de de RG do local onde a pessoa nascia, né, do que mesmo uma uma firmeza de fé nessa questão. E os batistas, nesse caso aí foi onde eles foram além, né, com os separatistas, pegando ali o gancho dos separatistas, porque eles não aceitando esse ponto, eles querendo a liberdade, a liberdade de cultuar, a liberdade de adorar a Deus sem aquela obrigação de peso do estado, né, do Estado. Eles eles foram a a este ponto. E aí eu pergunto ao senhor, o o eh qual a diferença, por exemplo, desse batismo daquela época em que era mais para marcar você nasceu nessa região, você é luterano. Você nasceu nessa região, então você é presbiteriano, você nasceu nessa região, você pertence a à turma dos e assim sucessivamente. Eh eh eh o senhor acha que isso se arrasta até hoje? Em que sentido o batismo infantil ele seguiu? Porque já não é mais essa essa questão de de mera cidadania, né? Naquela época era para marcar certo aspecto cidadania. Pastor, sobre a sua pergunta, eu queria indicar a leitura de um capítulo deste livro aqui, ó, A falha fatal na teologia por trás do batismo infantil. Então, nesse livro aqui, eh, se eu não me engano, no capítulo dois, deixa eu ver aqui qual é o capítulo, ele vai, ó, a antiguidade do pedobismo, as divisões do pedobismo, e ele vai seguir várias várias formas ao longo da história que já tiveram no Pedro batismo, que realmente não era a mesma exata o motivo pelo qual os bebês são batizados hoje, por exemplo, nas igrejas presbiterianas, igrejas de Pedro Batista, não eram os mesmos motivos desde o começo. Então, para você ter um apanhado histórico, esse livro aqui, desde a sua parte um, ele vai apresentar o o os motivos, né, pelo qual as pessoas eram batizadas, ó, pedofé, regeneração batismal, regeneração presumível, préquedo batismo, simbolismo sacramental, filhos infant, filhos infusas, filhos aliena, etc. Então, tinham vários motivos pelos quais ao longo da história se batizou bebês que não eram o mesmo motivo atual. Então, para você ter esse apanhado histórico e entender, vale a pena você ler esse capítulo do livro do Jeffrey Johnson, A Falha Fatal. E esse tema, esse título é bem uma alfinetada, né? O título do livro dele, A Falha fatal da teologia por trás do batismo infantil, tá? Eh, então esse livro ele vai ele vai mostrar isso que ao longo da da história batizaram bebês por vários motivos, que não era de fato o mesmo motivo agora. Realmente são outros motivos e atualmente é pela compreensão da teologia pactual deles que eles chegam a esse a esse a essa compreensão que no nosso ver está equivocado. Mas eu eu sugiro a leitura deste deste capítulo que vai a gente vai observar uma apanhada, como eu não conseguiria fazer aqui, né, histórico dos vários motivos pelos quais bebês já foram batizados. E realmente é diferente da compreensão de hoje que é pela teologia pactual presbiteriana eh eh de Westminta. Perfeito. Agora, Fernandó também, né, que eles também são pé do Batista, o os congregacionais daquela época. >> Sim. >> Agora, deixa eu te deixa eu te fazer uma pergunta eh que que pelo menos as pessoas me fazem muito e eu queria muito ouvir a tua perspectiva sobre isso, certo? Que é quanto à batista, tá? >> Certo? Então, eh, hoje em dia é muito comum as pessoas, eh, darem o utilizarem o termo reformada para se referir a uma igreja batista. >> Uhum. >> OK. Eh, então, ah, eu gosto de fazer uma distinção entre a pessoa que é individualmente um reformado, ou seja, a pessoa se identifica com individualmente com a tradição reformada. Outra coisa é você ter a identidade reformada na sua igreja, uma igreja batista reformada, certo? Então, na sua perspectiva, eh, na na sua perspectiva, eh, a pessoa, aliás, uma igreja batista reformada, ela precisa necessariamente ter uma perspectiva aliancista batista ou não? >> Tá? A primeira coisa que a gente tem que definir é o que é um batista reformado, né? O que é uma igreja batista reformada. E aí vai, aí você vai ter que definir isso de alguma forma, né? Então, uma igreja batista reformada, ela é uma igreja que subscreve a confissão de fé de Londres de 1689. Qual é o nível de subscrição? é um nível de subscrição, né, eh, integral, é um nível de subscrição do da doutrina que que permite certas modificações em termos. Qual o nível de subscrição dessa dessa dessa confissão, né? Então, a gente tem que parar para para identificar. Teve um autor que é o Tom Hicks. Ele escreveu o livro O que é um Batista reformado. Então ele apresenta a perspectiva dele. Ele vai incluir a subscrição da confissão de fé de 189, vai incluir a a questão do da compreensão do dia do Senhor, da lei moral, eh se eu não me engano, teologia pactual. Então ele vai fazer ali uma série de de identificações do que que é um Batista reformado. Outros vão ter outra outra perspectiva. Então tem gente que que entende que um Batista calvinista é um Batista reformado, né? Então vai depender muito da definição do termo, né? O que que é um Batista reformado. No nosso caso, por exemplo, a nossa igreja, a Igreja Batista Reformada de Belém, é uma igreja que subscreve a confissão de fé de 189. Então, eh, uma vez que a gente subscreve essa confissão, né, eh, no, no nível de subscrição, o meu nível de subscrição da confissão, s um detalhe que eu acho que também vale a pena a gente falar um pouco sobre isso, que que é o sobre os níveis de subscrição das das confissões, que nenhuma nenhuma confissão ela se equipara as escrituras, né? A as escrituras são a a norma que rege as as confissões, elas têm que estar ali de acordo com o ensino das escrituras e tentando sumarizar esse ensino. >> Confissão é serva, né? É serva. >> Ela é serva. Exato. Então, a aonde a confissão tiver caminhando com as escrituras, o legal, mas aonde ela ela falhar, a gente, opa, então, por exemplo, o meu o meu nível de de subscrição da das confissões envolve todas as doutrinas, tudo que está eh ensinado ali. Contudo, não todas as palavras. Então, por exemplo, quando vai dizer que o Papa é o anticristo, eu não concordo com a forma como tá ali. Poder, se poderia colocar o papa é um anticristo, ficaria melhor, né? Mas a a gente tem uma certa liberdade em em certo em certas palavras que você pode entender, opa, essa palavrinha aqui poderia ter sido melhor colocado, mas assim, a doutrina, os ensinos, eu eu creio tudo que tá ali, né? Então é importante. E agora também tem algumas pessoas que tm uma subscrição tão frouxa que já não crê nem nas doutrinas que estão ali. Aí aí não adianta, né? Como, por exemplo, algumas igrejas presbiterianas dos Estados Unidos, né? que se desviaram da eh da ortodoxia e tudo, né, por uma subscrição muito frouxa. Então, a a nossa igreja, por exemplo, ela tem a subscrição da Confissão de 1689, né? Uma subscrição que envolve todas as as doutrinas, todos os ensinos, mas permite uma compreensão em relação a alguma a alguma sentença, alguma palavra que poderia ser melhor colocada. Mas eh subscrevemos a confissão e a confissão é uma confissão aliancista. Então, consequentemente, para ser uma igreja reformada, se envolver subscrição da confissão, vai ser também uma igreja aliancista. Mas, por exemplo, existem batistas calvinistas, mas que não são aliancistas, né? Mas a aí vai vai ver o debate, eles são reformados. Eu não acho que vale a pena a gente ficar brigando por termos, sabe, de ficar ai só é gente que é reformado, eles não são. Mas talvez para definir os termos é importante dizer o que que você entende por Batista reformado. Ele é envolve a subscrição da confissão, então é aliancista, >> entendeu? Não envolve a subscrição da confissão, então é é é só calvinismo, então tudo bem, né? Então você vai pode dizer que ele é reformado porque é calvinista, mas vai depender da definição dos termos. Segundo o Tom Hick, no livro dele, né, o que é um Batista reformado envolve a subscrição da Construção. Eh, dessa forma, se a gente seguir a linha do livro do Tom Hick sobre o assunto, a gente diria que o Batista reformado é aquele que subscreve a confissão, portanto, ele é aliancista também, né? Mas como eu falei, tem colegas que que queriam também esse rótulo e ficam chateados se a gente falar isso. Não, eu também quero ser reformada. Eu sou batista, eu sou dispersonista, mas eu eu sou calvinista, então eu sou reformado. Tudo bem, você pode pode se chamar de de como você quiser. Eu acho que é é um uma briga boba, sabe? por por um rótulo, por uma às vezes uma eu quero ser eh eh essa chancela de de reformado. Vai depender muito da definição dos termos no na minha opinião, mas seguindo o Tom Rique seria seria um batista eh pactual eh calvinista que subscreve o 689, segundo seguindo a linha do Hicks. É porque popularmente hoje o termo reformado refere-se muito, tem muito mais apelo no sentido de não é pentecostal, não é? >> É >> muita gente hoje gosta de utilizar o termo reformado para para dizer isso. Olha, se você chegar na nossa igreja, você vai ter uma pregação expositiva, você vai ter um um músicas que são que refletem o texto bíblico, né? são baseados no texto bíblico, >> tem na doutrina da graça. >> É uma igreja calvinista que segue o princípio regulador do culto. Então, não vai ter dança, não vai ter velas, não vai ter teatro, vai ter a pregação, a o louvor, vai ter a coleta de ofertas, que é aquilo que a gente entende pela Bíblia, né? Ah, e aí entra a questão do aliancismo, né? Então, eh, eu já eu já vi isso assim, já vi aquela postura de que, eh, o reformado ele é necessariamente um, um aliancista, porque ele precisa eh assinar uma confissão de fé, por exemplo, a confissão de fé batista de 1689, que é uma confissão de fé aliancista, >> né? Então, ah, então eu eu acho, eu acho muito interessante a postura que que você adota, pastor Fernando, porque é isso mesmo, assim, a não não vale a pena brigar tanto por termos, né? Mas para quem tá nos assistindo, vale a pena a pessoa considerar o porqu vai querer usar o termo reformado, né? Então eu e a gente não pode negar também que existe hoje um certo apelo midiático, entende? Eu já vi, eu eu já vi isso acontecer, né, de uma igreja colocar o termo reformado, porque é um termo que de alguma forma tem um certo apelo e pessoas vão querer chegar ali. Aí chegando lá, eh, >> é outra coisa. >> É outra coisa, né? Não tem >> totalmente >> pregaç. Tome pregação temática, tome diante do trono, no louvor. Inclusive, eu acho que o Neto, o Neto chegou a pregar em uma igreja dessa natureza aqui por João Pessoa, né, que realmente leva o o rótulo lá reformada e tal, mas ele vai lembrar do que eu tô falando, mas eh em essência o conteúdo mesmo deixa desejar nessa questão, né? Apesar de que eu eu vejo que historicamente esse o guarda-chuva se ampliou e todo mundo foi para baixo ali logo nos acho que 2009 2010, quando a internet começou a pipocar e começou a surgir por vários lados, né, a apresentação da fé reformada de um modo mais eh público, de um modo mais amplo. Então o camarada tava dentro da soteologia calvinista ali dos cinco pontos, reformado, reformado, é reformado, né? eh, não sou continuísta, reformado e assim sucessivamente. E então acabou que o guarda-chuva eh eh esse ele ele cobriu todas as as, né, as as tribos aí podemos dizer, e não não delimitou, não delimitou, não trouxe assim as agora que realmente tá se discutindo com mais com mais cautela essa questão, né? Até onde vai, né? até de fato é reformado, que não é reformado, que deixa de ser. Mas isso a princípio foi bom pro movimento reformado. Eu acredito. A princípio foi bom porque você tinha, por exemplo, Franklin Ferreira, você tinha Augusto Nicodemos, um batista, um presbiteriano, você tinha um um Marcos Granconato, por exemplo, dispensacionalista e todo mundo sendo visto como, né, numa perspectiva calvinista, reformada e isso fortaleceu muito, de certo modo, a fé reformada. a a princípio, né, lá na nos anos ali de 2009, 2010, 2011. >> É, então, meus queridos, a gente vai então caminhar para o fim aqui. Eu quero te dar a oportunidade, ô pastor Fernando, para hã falar mais alguma coisa que você queira falar, talvez, talvez alguma, algum aspecto do livro que a gente não tocou, que você acha que valeria a pena a gente tocar? Certo? Ou então eh deixar aí a sua mensagem para os nossos para aqueles que estão nos assistindo ouvindo. Fica à vontade. Esse tempo agora é é é todo seu. >> Tá certo? Pessoal, antes de tudo, queria agradecer pela oportunidade, né? Agradecer aqui pelo o meu amigo Antônio Neto também, que foi o professor na escola Tares Expurion, né? É muito bom também estar com a o pastor. É, muito obrigado por pelo convite. Agora eu vou falar brevemente a mensagem central do livro, né? Que a mensagem central do livro é que toda a Bíblia conta uma única história, a história de redenção em Cristo. O Antigo Testamento promete o Cristo que viria. O Novo Testamento testifica que ele veio e anuncia que ele voltará. Esse é o coração do plano eterno de Deus. revelar a sua glória em Cristo, redimindo um povo para si, mesmo ao longo de toda a história. Então, compreender as alianças é entender como esse plano divino se se desenvolve e se cumpre e como ele se aplica a nós hoje. Então, esse é o objetivo desse livro. Espero que a leitura seja proveitosa para todos vocês. Que Deus os abençoe grandemente. Um abraço. Espero ah tá aqui numa próxima vez, se Deus quiser. >> Pastor, fala o endereço da tua igreja para quem tá nos assistindo. Vai que tem alguém aqui de Belém tá procurando. Você é de Belém, eh, do Pará, a nossa igreja fica na travessa Lomas Valentinas, 18:35, na frente ah da movida, ao lado da Good PS, fica entre Duque e Rômulo Maorana. Os cultos são às 18:30 no domingo e a Escola Bíblica Dominical às 9 horas da manhã. Que legal, que legal, que bênção. Pastor David, fala aí também da tua igreja em João Pessoa. >> Muito bem. Nós nós ficamos situados aqui no bairro de Mangabeira, um dos maiores bairros de João Pessoa, né? Ah, na rua Vereador Antônio Correio de Vasconcelo, número 217. E temos cultos ali às quartas-feiras, culto de oração e estudo bíblico. E no domingo nossa escola bíblica às 17 horas e nosso culto solene ao Senhor às 18:30. Então, quiserem nos encontrar, estamos ali juntos para tomar um café junto e estudar a palavra de Deus. >> Beleza? E se você tá aqui nos assistindo ou nos ouvindo quiser eh se aperfeiçoar teologicamente, eh se aperfeiçoar para servir ao Senhor na obra de Deus, quer seja como um pastor, quer seja como um missionário, ou missionária, quer seja como alguém que apenas quer ser um líder ou servir, ajudar o seu pastor da igreja e você entende que precisa de uma formação teológica que você precisa de um ensino continuado para se preparar. Eu quero convidar você a entrar no site, no site da escola Charles Espugon. Ele tá passando aqui na sua tela, mas caso você esteja só nos ouvindo, www.escolaschalesespespjon.com.br e conhecer ali as nossas opções eh para abençoar a sua vida, tá bom? Então, com isso, a gente encerra aqui. Mais uma vez, obrigado, pastor Fernando, obrigado, pastor David, por estarem aqui. Ah, eu espero que eh essa conversa tenha abençoado eh a vida de vocês. Eu eu particularmente pude tirar algumas dúvidas que eu ainda tinha sobre o assunto e certamente vamos ter aqui o pastor Fernando outras vezes. Caso você tenha ainda tenha dúvidas sobre o assunto, deixa aqui nos comentários. é importante a sua interação, é importante que você compartilhe esse conteúdo e paraa gente saber que você tá gostando e pra gente saber também ah o que perguntar nas próximas vezes que nós estivermos aqui produzindo esse conteúdo para vocês, beleza? Então é isso, valeu meus queridos, meus amigos queridos. Que Deus abençoe vocês, que Deus abençoe vocês aí também que estão nos assistindo. Até mais. Valeu,