Davar Live – 28/11
29/11/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos a mais uma transmissão aí. Como é que vocês estão? Vamos entrando aí, vamos conversando. E é isso. Tô vendo aqui que o Flávio já tá aí. Boa noite, Flávio. Vamos dar um minutinho aí pro pessoal ir entrando, né? Não sei se tem mais alguém aí para entrar. Bom, eh, e aí, gente, como que vocês estão, hein? Tudo certo? Só um segundinho, só vendo uma coisinha aqui. Tá. Então vamos lá. Boa noite. Boa noite pro Flávio. Boa noite pro José Lima. Como é que vocês estão? Tudo bem? Então, gente, eh hoje na live eu não tinha nada muito específico para falar com vocês. Eu separei aqui alguns temas que a gente pode conversar. Boa noite aí pro Caio Machado. Eh, mas eu gostaria de saber também o que que se de repente vocês têm alguma coisa que vocês queriam falar. A gente também não teve nada muito específico aí durante a semana para alguma pergunta, alguma questão pra gente comentar. Então, a gente tá tranquilo, né? Na última live que a gente tinha uma coisa para falar, eu lembro que a gente foi conversando até que chegou uma hora que falou: "É, gente, deixa eu só ir pro tema da live". Porque porque senão a gente vai ficar aqui só conversando. Então eu pensei que hoje a gente podia deixar um pouco mais livre, sabe? Eh, eu tenho aqui um tema ou outro que eu posso trazer, mas senão eh a gente vai conversando. Vamos nós mesmos aqui, tá bom? Tô vendo aqui o José já dizendo aqui, graças a Deus, né? Bem, holy, eh, fico feliz aí, José, você tá bem? Bom sábado. Bom sábado pro Kelvin, o Daniel, Rio Grande do Sul. Boa noite aí pro João também. Então é isso, gente. Só tô confirmando aqui porque meu computador tava travando logo antes de eu entrar na live. Então eu só tô dando uma geral aqui, vendo se tá tudo bem. Aliás, vocês já puderem dar um retorno aí, se o som já tiver OK, né? Se não tiver estourando, não tiver baixo, eu acho que está tudo certo, pelo que eu tô conferindo aqui. Mas vamos ver, né? A gente fica sabe, computador é aquele negócio, né? Era para ser uma coisa mais objetiva, mas parece um organismo às vezes, né? Engraçado, né, gente? Eu vou começar comentando uns temas aqui que me pegam às vezes durante sem às vezes nem é nada muito assim o tema do canal, uma coisa mais religiosa, mas eu não sei se vocês estão acompanhando aí como que anda esse negócio de inteligência artificial, sabe? Eu vejo essas coisas e já tá chegando num nível assim tão absurdo que eu acho que a gente vai chegar numa era em que imagens vão deixar de ser eh de ser confiáveis. Imagens vão deixar de ser confiáveis, né? Porque hoje em dia a gente, qualquer pessoa consegue criar qualquer imagem, até vídeos, né, que são assim, você olha o vídeo, você não consegue diferenciar se é IA ou não. Eu tava até vendo um vídeo outro dia que tava circulando muito na internet e tal. É coisa de política normalmente, que é o que engaja mais, né? E aí quando eu comecei a prestar atenção, os carros que estavam passando na rua não tinham placa, né? E eu já tava desconfiando que era porque o conteúdo era muito com cara de bait, né, que o pessoal fala, era tá muito com cara de que alguém fez para ganhar visualização, né? Eh, então eu acho que a gente tá chegando nessa era em que imagens já não vou mais querer dizer mais nada. Você pode ter imagem de qualquer coisa, de qualquer pessoa fazendo qualquer coisa que a gente vai ter que não acreditar mais. E aí vai chegar uma hora que imagem não prova nada, né? A gente já tá chegando, na verdade nessa era. Imagem não prova mais nada, né? Antigamente uma imagem serviria como prova de alguma coisa. Não vai mais ser. Eu acredito que não vai mais ser. Olha aí a Rute aí. Tudo bom, Rut? Nossas letras e algo mais. Eh, o Oziel aí no teu trabalho mexe com Iá ou é tudo na mão mesmo? Então, Oziel, eu não sei se vocês sabem, eu trabalho com animação, animação 3D e a gente chama de motion design, né, que é aquela, sabe quando você vê numa propaganda que tem letras animadas, uns elementinhos animados, é como se fosse um design animado, é isso que o pessoal chama de motion, eh, que faço bastante também. E até um tempo atrás, Oziel, era só isso que eu fazia e só pensava que talvez ia chegar uma chegar uma hora que eu ia mexer mais com IA. E essa hora já chegou, já estou usando o IA no meu trabalho também. Então, eu também não sei o que que vai ser a minha área de trabalho daqui a um tempo. Aliás, eh, falo pouco sobre mim, né, nesse canal, mas esse é um dos motivos também, porque eu decidi fazer uma coisa mais, né, na minha profissão agora. Eu, na verdade, eu tô abrindo para outra área, né? Eu tô fazendo faculdade de psicologia, que não tem nada a ver com que eu trabalho, né? Já tô no meio já da da faculdade, então acabou sendo assim uma alternativa. Por um tempo vou trabalhar fazendo as duas coisas, mas possível que chega uma hora que eu decida qual das duas coisas eu quero fazer na minha vida e abandone uma delas, né? Vamos ver se vai ser o design ou psicologia. Normalmente as novidades que aparecem na vida a gente abraça mais, né? Vamos ver se vai ser esse o caso. Eu não sei, gente, vocês já viram alguma coisa de IA que vocês viram? Vocês não sabiam que era IA. Vocês acreditaram, talvez até engajaram ali, compartilharam e depois ficaram sabendo que era IA, que era inteligência artificial. Eu não sei se vocês já tiveram essa essa experiência aí na navegação de internet de vocês, mas se não tiveram, vai ter, né? Vai ser cada vez mais comum isso daí. É, vai chegar uma hora que a gente não vai poder mais confiar em mais nada mesmo. Mais nada. Gente, eu tava eh pensando aqui umas coisas. Eh, sabe uma coisa que eu gosto? Eu gosto de falar um pouco mais sobre arte também, arte que tem alguma relação com religião. Então, às vezes tem alguma música, algum quadro, alguma coisa assim que eu acho que tem alguns insightes interessantes pra religião. E talvez esse seja um tema bacana da gente começar conversando já, inclusive, é arte e religião, né? E o José Lima aqui falando: "Só não abandone o canal, pois é muito bom. Eu aprendo muito contigo. Que legal, José. Não pretendo não, não pretendo abandonar não. Eh, aí o pessoal tava aqui falando, né, no eh, sim, com deep deep fake, né, o Carlos Muniz. Pois é. Deep fake já é um negócio que já existe faz um tempo já, né? Para quem gosta aí de séries, coisas assim, né? Tem aquela série do mandaloriano que eu não sei se vocês sabem essa história, né? E não tem, eu sei que não tem muito a ver com o tema do canal, mas só para quebrar o gelo um pouco. O tinha naquela série do série do mandaloriano, tem lá uma temporada que aparece um personagem da dos filmes antigos que eles fizeram com computação gráfica. E aquele negócio, né? Tem uma coisa que a gente chama de o vale da estranheza, que o Steven Spielberg fez dinossauros de computação gráfica lá no final dos anos 90 e foram totalmente assim e todo mundo acredita, né? Você olha e você consegue emergir no filme, você não fica notando defeito naquilo, né? principalmente na época, talvez hoje a gente olhe e já consiga perceber que não é muito real, mas assim, chegou muito perto do real. Mas o rosto humano é uma coisa que até hoje ninguém conseguiu fazer com computação gráfica, pelo menos a inteligência artificial já consegue fazer, mas com computação gráfica gráfica não, né? E por que isso? E aí tem umas teorias que eu acho interessantes e uma delas é o rosto humano, ele já é entranhado assim profundamente na nossa mente. O rosto humano é uma coisa que assim tá muito dentro da nossa mente. Como é um rosto humano, como ele se move, como ele deveria se mover. Então, por isso que é muito difícil reproduzir um rosto humano com com computação gráfica, né, 3D e tal. Eh, e aí é curioso isso, né? Inclusive tem até uma, devagando um pouco aqui, né? E o pessoal chama de vale da estranheza. Quer dizer, você vai fazendo uma coisa ser realista, então você faz uma coisa assim totalmente cartoonesca assim em computação gráfica, fica legal, todo mundo gosta e tal e vai se aproximando do real, mas chega um ponto que quando você chega perto do real, de repente fica muito esquisito e e até você chegar no real real, né? Então esse essa curva no gráfico que é essa esse decaimento, o pessoal chama do vale da estranheza, ou seja, antes de uma coisa ficar totalmente real, ela fica esquisita porque ela tá quase real, você olha e acha estranho, né? Eh, então tem essas essas coisas, esse é o tal do vale da estranheza. E como eu tava falando, é tão entranhado na nossa mente o o rosto humano que hoje se sabe que existe um uma parte do seu cérebro que é dedicada a ler o rosto humano. Inclusive, se você tem um problema nessa parte do cérebro e você pode ter um um tipo de transtorno chamado prosopagnosia, que é você não conseguir ler o rosto das pessoas, né? Então, existem vários tipos de agnosias que é dificuldade de interpretar as imagens do teu cérebro interpretar as imagens. E quando você tem a prosopagnosia, você não consegue diferenciar um rosto do outro. Eh, eu conheço até uma pessoa que tem esse esse transtorno. Então, eh, você tem que se atentar a outros detalhes e tal. os casos mais severos, inclusive a pessoa não consegue interpretar as expressões faciais das pessoas. Então é muito interessante isso, né? O nosso cérebro tem uma parte dedicada, fica aqui no lobo temporal, dedicada para interpretar o rosto humano, né? Muito louco. Bom, não sei nem como eu cheguei nesse assunto, né? Mas eu acho que hoje a gente vai divagar um pouco mais, né? Daqui a pouquinho a gente fala sobre arte e religião. Tem umas coisas bem legais, tem uns insites interessantes que a gente pode comentar sobre isso, né? Aí o João colocou aqui o canal do árvoro, ele é jornalista e se enganou essa semana. Ah, deve ser com Iá, né? Tá falando, né, João? Vídeo de gato protegendo criança de urso ou tig e animais assim. Esses vídeos sempre fazem a gente se enganar, né? Eh, vou aproveitar tocou no assunto de arte e vou divulgar meu Insta. Aqui, peço licença. Diz aqui o Kelvin Fontes, né? Kelvo. Quem puder dar uma olhada lá compartilhando. Eh, porque crio arte de temas num geral, mais especificamente arte bíblica religiosa. Ah, que legal, Kelvin. Eh, bacana, Kelvin. Eu também com computação gráfica, assim, eu já pensei em algumas coisas de arte bíblica, fazer artes que sejam artes bíblicas, mas fora do que a gente costuma fazer, de pensar, de costuma imaginar em relação a artes bíblicas, né? Eh, e é legal, vejo bastante gente fazendo coisas assim aí. Quem quiser ver aí Kelvo. O Instagram do Kelvin aí. E o José tava falando aqui de eu não abandonar os vídeos, tá falando, inclusive te acompanha muitos anos. Você ficou um tempo sem conteúdo aqui. É verdade. Eh, João, José, é verdade, José. Eu fiquei um tempo sem postar conteúdo aqui. Eu tava com muitas atividades, não tava tendo uma ideia que eu falasse, não, tenho que parar e fazer um vídeo sobre isso e tal. E aí acabou, ficou um ficou um iato no nosso canal aqui, né? E até que eu tive a ideia de voltar fazendo lives, para mim funciona bem, é legal, converso, interajo com vocês também, coisa que nos vídeos eu não fazia. E eu posso cortar e fazer fazer cortes. Aliás, faz já uma umas duas semanas que eu não coloco cortes dos nossas conversas aqui no no canal, né? Aí o Carlos Muniz coloca aqui o Arnoldon já o Arnold, né? O Arnold Schneg, né? O Arnoldão já apareceu como CGI em um dos filmes do Exterminador. E você vê, né, Carlos, quando você olha, você fala: "Hum, é isso daí é animação 3D". por mais perfeito e avançada e e que você nem saiba exatamente identificar o que que é que entregou, que é uma animação 3D e não um ser humano real. Eh, mas a gente bate o olho e fala: "Não, tem alguma coisa estranha, isso daí não é real". Aí o coloca o pessoal do Bible Project faz uns negócios que parece que dá muito trabalho para fazer e dá mesmo, viu, Rosel? Não sei se entra no campo da arte ou da publicidade. É, é arte, né? É arte. É que a arte faz muita coisa. O que se faz em publicidade é arte. Arte voltada pra publicidade. Mas é, o pessoal já falou comigo uma vez, falou: "Ah, vamos fazer um negócio tipo o Bible Project e tal". Mas se você parar para para ver, eh, eu não sei se os créditos aparecem em todos os os filmes deles, as animações, e eu já corri atrás para ver qual que é o orçamento de um, de cada filme daqueles, assim, é um orçamento altíssimo, é muito trabalho, é um diretor de arte experiente, são vários animadores, vários eh concept artist, né, o pessoal que faz os desenhos e tal. Então assim, não é uma coisa simples, é muito complicado, o resultado é muito legal, mas é muito trabalho e custa muito caro, porque juntar uma equipe de gente tão talentosa para fazer um negócio que dá tanto trabalho, você não vai fazer de graça, né? Esse pessoal precisa comer também, né? Então é caro fazer um negócio igual aquele do Bible Project, viu? E é bonito, eu gosto. É o tipo de arte assim de animação que eu acho bonito. Assim, eu gosto do estilo deles. Aí o Kelvin responde aqui: "Total, tenho seguido por essa linha de fazer arte bíblica dentre vári dentre vários outros motivos, especialmente por querer construir ideias e conceitos fora do comum, além para além somente de tirinhas ou coisas assim, por mais que esse tipo de formato também tenha o seu valor." Hum. É verdade. Eh, eu ficava pensando em temas que eu queria, que eu até pensava em eu queria fazer um negócio artístico muito louco, viajado, mas eu não tenho habilidade o suficiente. Hoje com I eu conseguiria fazer o que eu imagino, mesmo sem ter toda a habilidade, né? Então, sei lá, eu ficava pensando a a árvore da vida, fazer uma árvore que, tipo, a tamanho de uma montanha assim, com umas luzes em volta meio místicas assim, um negócio muito louco. Eu tenho uns detalhes visuais na minha mente pensando em fazer isso, retratar isso artisticamente, né? Porque a a nossa imaginação religiosa, eh, a nossa imaginação visual religiosa, às vezes é muito pobre, né? A gente fica com umas referências tão antigas e é difícil a gente desprender daquilo e ter conseguir imaginar mais, né? Pensei em um Adão e Eva assim que fossem bem tribais assim, sabe? um negócio assim, eh, aquela imagem da ideia do do começo do livro do Jó, né? Os filhos de Deus vieram se apresentar diante de Deus e veio, entre eles veio também Satã. Então, imaginar uma imagem de uns seres assim tipo transcendentais, místicos e no meio um ser decaído, assim, é muito louco imaginar como a gente pode ter ideias para retratar temas bíblicos diferentes do que que a gente já viu, né? Eh, parece que é uma coisa não tão que não foi tão explorada ainda, mas tem muita gente tendo ideias bacanas, fazendo coisas legais assim, né? Aí o João coloca aqui: "A Iá pode gerar um ceticismo no pensamento da sociedade no futuro?" Então, João, tem gente que diz que é inevitável, vai chegar uma hora que vai ter tanta IA enganando tanto que a sociedade vai tipo reagir sendo mais cética em relação ao que ela vê. Então vai chegar uma hora que você vai, a internet vai ser só um entretenimento. Você não vai mais acreditar no que você vê na internet, porque você já foi enganado tantas vezes que vai chegar uma hora que, ah, olha aqui o o Lula e o Bolsonaro fazendo não sei o quê. Você vai falar: "Ah, tá, isso daí é Iá". Isso daí não é de verdade, né? Eh, vai chegar uma hora que as pessoas não vão mais acreditar em nenhum vídeo ou imagem da internet. Eu espero, né? Porque e que quando chegar esse momento vai ser porque já houve muita enganação. Então eu espero que a gente chegue nesse ponto em que já não dê mais para acreditar. Eu já estou ajustando a minha mente para tudo que eu vejo na internet. Eu desconfio. Não é nem desconfio. Eu não acredito. Eu só vou acreditar se uma fonte oficial disser que está confirmado aquilo, né? Ou seja, eu depender do da de uma fonte oficial colocar em em em voga a sua confiabilidade e não só pela imagem em si. Imagem já não quer dizer mais nada hoje. Na prática, imagem não significa nada. Imagem de qualquer coisa, em qualquer situação, já não significa nada, né? Aí o Kelvin voltando aqui, né? Tem uma animação que vi recentemente sobre Gênesis que é incrível, projeto independente, mas que é muito autêntico. Pô, Kelvin, compartilha aí com nós aí. Tenho visto algumas tardes, algumas artes a Lucilene, né? Boa noite, Lucilene. Tenho visto algumas artes com IA voltadas à escatologia. Expressar conceitos espirituais nunca vistos é terra fértil. É exato, exato. E concordo super, diz aqui o Kelvin. Acho que ainda tem um campo muito vasto de imaginação na de criação bíblica, que seria incrível ver artistas ocupando. Alguns projetos fazem isso muito bem, como Bible Project, né, que ele falou. É, exato. Bom, vamos conversar um pouco aqui então sobre religião e arte. Eu acho esse tema bem interessante. Eh, eu vou começar com uma história que eu ouvi que eu não sei se essa história é uma história que consta em alguma fonte histórica mesmo e eu não lembro qual é sobre qual o grande filósofo que é essa história. Não lembro se é Platão, se é Aristóteles, mas a história é o seguinte. O oráculo falou pro filósofo e disse: "Eh, você é o homem mais sábio que tem sobre a terra". E o filósofo ficou ficou inconformado com essa frase dita pelo oráculo e falou: "Não, não é possível. Isso não pode estar certo essa frase. Eu não acho que eu sou tão sábio assim". E aí ele passou a peregrinar sobre a terra, buscando aquele que era mais sábio do que ele para provar pro oráculo que ele nem era tão sábio assim. Tem outros mais sábios do que ele. Então ele começa a andar e aí ele encontra os os filósofos retóricos, né, debatendo e tal, né, e olha, vamos ver aqui existe uma verdadeira sabedoria. E depois ele foi vendo que não, na verdade isso daqui é muito mais retórica do que sabedoria de fato. Então talvez os antigos, né, os idosos, eles sejam muito mais sábios do que eu. E ali foi conversar com os idosos e viu que realmente existe muita sabedoria acumulada com a idade, mas também às vezes muita ignorância também acumulada com a idade. É. E aí ele viu que talvez não é porque você é mais velho, que você é mais sábio. E ele foi procurando vários grupos, os políticos, né? Porque a política teoricamente, segundo Aristóteles, deveria ser a mais nobre das das ocupações. E de acordo com Sócrates, né? Eh, e aí ele viu que, na verdade, não, os políticos não eram tão sábios quanto ele achava que eles eram. E a parte que nos interessa, ele falou: "Olha, quem eu sei que é muito mais sábio do que eu são os poetas". Porque quando você lê as poesias, você fala: "Cara, isso é muito absurdamente profundo." É, parece que isso daqui foi produzido por uma mente que nem humana é, que é muito além da humanidade. Então, com certeza os artistas são muito mais sábios do que eu. E aí ele conversou com os poetas e ele descobriu que, na verdade, os artistas são pessoas comuns e o que elas produzem tá muito acima da própria sabedoria delas. E aí no final conclui que ele olha todo aquilo que ele percorreu e fala: "Olha, o oráculo tava certo. Eh, não que eu seja exatamente mais sábio do que todo mundo, mas todo mundo se acha muito sábio e tudo que eu sei é que eu não sei de nada. Então, pelo menos nisso, eu sou mais sábio do que os outros, né? Mas o foco aqui que a gente que eu queria colocar é sobre essa ideia dos artistas. Os artistas criam coisas que estão acima deles mesmos. Às vezes a gente tem a sensação de que todos os insightes, toda, tudo que a gente pensa sobre uma arte foi uma concepção do artista, mas a arte tem um truque nela, porque arte é você fazer algo que tá aberto a interpretações. Quando uma pessoa escreve um artigo científico, ela usa uma linguagem técnica. Ela não pode eh chamar uma coisa de um nome diferente do que aquilo já se já é chamado, já é estabelecido. Ela vai usar termos que já estão muito bem estabelecidos e ela vai seguir rigidamente essas regras. Quanto mais o autor de um artigo científico foge dessas regras, pior é considerado o artigo dele, porque a o objetivo, a intenção do artigo científico é ser preciso. A arte vai seguir o caminho oposto. Muitas vezes no texto bíblico, a gente a gente já chega no texto bíblico, mas o artista muitas vezes ele vai pegar a linguagem e vai usar a linguagem de uma forma distorcida para que o que ele fala não seja uma coisa precisa, mas eu posso entender várias coisas diferentes do que ele fala, entende? para que eu possa ter várias sensações que talvez nunca passaram pela cabeça do artista. A arte tem esse esse poder de ser tão aberto que cada um que se encontra com a arte, ele encontra algo diferente. Cada pessoa encontra algo diferente. Talvez um pouquinho diferente um do uma pessoa da outra consiga ver algo um pouquinho diferente na arte, mas a arte é feita para ser assim, para ser multifacetada. E quando você vê a arte, você vê uma coisa diferente. E quando a arte vê você, né, ela também faz você ficar diferente, né? Então, como se o o seu encontro com aquela obra que parece tão aberta a interpretações fizesse com que você refletisse sobre várias coisas e tivesse sensações sobre as coisas, né? A arte é muito interessante. Uma música pode dar uma sensação em você e outra em mim. Quando eu leio uma poesia, eu posso sair de lá com um uma ideia muito louca na cabeça, absolutamente diferente da ideia que você teria quando você lesse aquela poesia. A arte pode dar sensações que a gente não consegue nem explicar em palavras, né? E isso é uma ideia bem interessante, né? Eh, se aproxima um pouco da ideia que o Teodoro Adorno fala da aura, né? que a arte traz, que a reprodutibilidade técnica destruiu na arte, né, de acordo com o pessoal lá da escola de Frankfurt, que é essa impressão única que você tem e que não é exatamente descritível por palavras, porque é uma coisa que tá muito dentro da sua mente, sabe? Então, esses insightes artísticos, essas sensações, esses eh eh tem uma palavra, uma palavra que aí sim é de Aristóteles e não de Platão, que eu não tô conseguindo lembrar, que é uma palavra, é uma palavra muito usada na psicanálise também, quando você tem, não é aura e que é quando você tem um insight site específico. Ai gente, eu não vou lembrar da da palavra. Eu vou chegar nessa palavra só um segundo, porque esse conceito é interessante. Eh, quando você Não é um não é um êxtase. Eh, só um segundo. Não é epifania. Eh, uma revelação abrupta. Eu não tô achando a palavra. Ah, que gente, eu tenho um problema tão sério de que às vezes falta uma palavra que é a palavra assim chave para trazer uma ideia. Vocês já tiveram isso? É, é uma palavra assim que não tem outra palavra, tem que ser aquela. né? H, eu não consigo lembrar o nome da palavra, não é a epifania. É quando você tem Hum, gente, desculpa acabar com o ritmo aqui da minha fala. Eu queria muito achar essa palavra, porque esse conceito é importante, não tô conseguindo encontrar porque é que tá, é uma palavra que ela é mais aberta, então assim, eh, elas elas se referem a um, a um conceito mais profundo. Então, é difícil explicar até pro Google o que, qual é a palavra que eu quero que ele me fale, entende? Eu teria que explicar, muito bem explicado aqui, qual é o é o conceito. Ai, que saco. Não vou lembrar, não vou lembrar. Se eu lembrar até o final da live, eu falo. Bom, de qualquer forma, voltando ao assunto agora que desestabilizou total, né? A catarse. Isso. Obrigado, gente. A Catarse. Momento catártico. Obrigado aí, Oziel, a Jeisa Gomes. Exatamente. A Catarce, o o Aristóteles usa o conceito da catarse e como exatamente esse tipo de insight que a arte te dá. uma espécie de um assombro, né, como o o Carlos coloca aqui, uma epifania, um insight, eh, que é essa catarça, inclusive para Aristóteles, é o que faz com que você tenha um pouco de vazão do dos seus sentimentos. Então, por exemplo, né, existe toda uma discussão sobre a arte retratando a violência. Então, em tese, muita gente diz, acredita e defende que uma pessoa que consome uma arte onde tem violência faz com que essa pessoa pratique a violência, porque aquilo normaliza, né? Ela vê na arte aquela violência, então isso normaliza para ela aquela violência e ela vai agir de forma violenta. O Aristóteles vai defender uma ideia que vai um pouco no sentido. Essa ideia que eu falei é um pouco platônica. Porque o Platão defende mais esse conceito de que o o que você encontra na arte você reproduz, você eh você internaliza. O Aristóteles vai mais para um um outro uma outra ideia que eu também vou resumir bem aqui, né? uma ideia bem mais complexa do que isso, mas de que quando você, voltando, por exemplo, que a gente deu, quando você joga um videogame que tem violência, aquela violência descarrega algo, tira algo do seu ombro e no final das contas, na sua vida real, você vai ter, você vai ser agir, não, você não vai agir com violência, porque o, o, o seu impulso de violência, digamos assim, eu já voltando aqui para para para termos psicanalíticos, né? Esse seu impulso violento, ele teria sido descarregado nessa catarse, né? Então, eu não sei se vocês já viram algum filme, sei lá, um filme que tem assim uma cena muito de vingança, quando você tem um personagem que se odiava muito e tal, e finalmente o o mocinho do filme vai e assim, tipo, bate muito nesse cara ou mata o cara de um jeito muito violento e você sente até um alívio. Nossa, finalmente, né, deram um jeito nesse sujeito tão tão terrível. Então esse esse sentimento seria essa catar-se aristotélica que a arte pode trazer, que é quando você sente um uma espécie de respiro, um um um você sente que foi descarregado algo em você através da arte, né? Então a arte tem esse poder de fazer a nossa mente ir para vários lugares, falando coisas, mostrando coisas que tem diversas facetas. E o que que isso tem com tem a ver com religião? Muita coisa. Muita coisa. Isso tem tanto a ver com religião que o objeto religioso que a gente crê que é o objeto da revelação divina, que é um livro que é onde Deus se revela, esse livro é recheado de de arte o tempo todo. Então, a gente vê a a o texto bíblico muitas vezes ele tá seguindo uma às vezes uma linguagem até técnica jurídica, né? aqueles textos lá do do Pentateuco falando sobre o que que tem que acontecer quando alguma pessoa faz tal coisa e tal, mas quando vai falar sobre Deus, principalmente, você tem um texto mais poético, você tem uma poesia, ela se abre mais, né? Eh, essa sim é carne da minha carne, é osso dos meus ossos, vai ser chamada de ichá porque foi tirada do I. A poesia que Adão fala quando ele vê Eva, a ideia de ser carne da carne, osso dos ossos, traz uma ideia que cada um vai ter um insight um pouquinho diferente, mas é a ideia de que você se reconhece na pessoa que você ama e que você sente que o corpo dela e o seu corpo não tem um um não tem limites muito bem estabelecidos, vira a mesma coisa. Parece que o que machuca ela também machuca você. Parece que o que causa prazer e alegria para ela também traz prazer e alegria para você. essa ideia toda resumida e uma frasezinha curta e uma poesia curta que tem ali em Gênesis capítulo 2, né, falado tão ali brevemente por por Adão. Então, é essa esse poder que a arte tem de explicar coisas que não são muito precisas e que cada um entende de um jeito um pouquinho diferente, usando a linguagem, uma linguagem que usada de uma forma como não conseguiria descrever aquilo, mas quando ela é usada de um jeito inesperado, quando ele usa palavras num contexto diferente do que essas palavras costumam ser usadas e fazem a gente pensar em uma coisa coisa que não deveria ser aquilo. Como assim? Carne da carne, osso dos ossos. No contexto ali de Gênesis até literalmente, mas a gente pode extrapolar isso, né? Como eu tava fazendo aqui agora a pouco, né? Pra nossa vida. Aí já não vira uma coisa tão literal assim, mas ao mesmo tempo real. E isso acontece muito. E uma coisa que é muito interessante é que no texto bíblico, o profeta é também um poeta. Porque para você trazer uma mensagem para as pessoas sobre o que Deus te revelou, isso não cabe na linguagem usada de de um modo convencional. Entendem o que eu quero dizer? Quando você usa a linguagem de um modo convencional, que a gente usa, como eu tô usando agora, só para explicar coisas, essa linguagem eh ela não dá conta de explicar coisas tão profundas. Você tem que fazer, como eu tava falando dos poetas naquele conto que eu tava dizendo, você tem que usar a linguagem para falar coisas que são maiores do que você pode conceber para você trazer conceitos que são maiores do que você, para você conseguir tirar palavras de você que explicam coisas que não estavam todas dentro de você. Entende o que eu quero dizer? Por isso que a Bíblia é tão artística. É por isso que Gênesis, Gênesis capítulo 1, capítulo 2, eh, é recheado de elementos poéticos. É por isso que Moisés, quando eu atravesso o Mar Vermelho, ele faz um cântico, o cântico de Moisés lá em Êxodo 15. É por isso que Deus quando vai se revelar para Moisés, ele faz uma poesia que é o que os judeus chamam do dos 13 atributos divinos. Senhor, Senhor, Deus longânimo, misericordioso, tardi em irar-se e tal. É por isso que às vezes as histórias bíblicas elas acontecem de um jeito esquisito, porque elas não estão só querendo contar uma história, narrando factualmente o que que houve, mas elas estão querendo passar um conceito, elas estão querendo passar uma ideia que não pode ser explicada, ela tem elas, ela é melhor explicada quando ela não é explicada. Ela é melhor explicada quando você percebe essa ideia através de uma história do que foi que foi contada, em vez de alguém vir e te explicar a ideia. Entende o que eu quero dizer? Ah, a ideia, como a gente comentou aqui umas lives passadas sobre Jacózinho no meio do deserto. E é nesse momento que ele começa a lutar com Deus. E é quando ele luta com Deus que ele tem o momento mais íntimo da vida dele com Deus. E essa ideia tão forte e poderosa não poderia ser explicada de um jeito que não fosse, contando a história daquele homem que viveu há 3400 anos atrás, um nômade do deserto, de uma outra cultura, de um lugar tão distante de onde a gente vive, mas que a gente se conecta com essa pessoa porque parece que ele tá contando uma história que podia ter acontecido com a gente também. A gente se imagina no lugar de Jacó, a gente se imagina no lugar dessas pessoas, dessas histórias que são contadas. E a nossa imaginação, ela começa a flutuar quando a gente lê as poesias bíblicas, quando a gente lê os salmos, quando a gente tenta entender o que a pessoa tava querendo dizer com aquelas palavras. Então, arte e religião estão totalmente ligados, porque no final das contas a religião tem a ver com o nosso relacionamento com uma entidade que não tem uma definição. Eu gosto dessa ideia. Definir Deus é algo que não deve ser feito, porque a palavra definir significa colocar um fim, um limite. E Deus é um conceito daquilo que não pode ser conceitualizado. Deus é a definição daquilo que não pode ser definido. Deus é uma ideia que a gente se refere a ela, mas a gente sabe que ela é muito maior do que qualquer coisa que pode caber na nossa cabeça. Então, a gente se refere a Deus como algo que eh não pode ser compreendido, imaginado, conceitualizado ou definido. A gente usa uma linguagem humana para descrever algo que tá muito além do humano. A gente usa palavras para se referir a alguém que jamais poderia ser descrito com palavras, jamais poderia ser referido apenas com palavras. E é isso que torna tudo tão interessante. É por isso que arte e religião são tão relacionados. Por isso que quando Deus se revela pro ser humano, necessariamente aquilo faz com que brote arte, porque o ser humano começa a falar de coisas que nem ele mesmo entende, que são muito maiores do que ele. Ele começa, o ser humano começa a explicar coisas que ele não consegue explicar para si mesmo. E aí isso vira arte, né? Arte é uma coisa muito doida e arte é algo que Deus deu pro homem para se referir a coisas que estão além do próprio ser humano. Deixa eu ver o que que vocês estão falando aqui se eu tô viajando demais, né? O Caio até colocou aqui, acho que um pouco antes de de eu começar a falar, algo interessante na arte é a arquitetura das igrejas. Hoje existe uma reflexão crítica sobre as igrejas evangélicas. terem se inspirado em shoppings e galpões, hoje estão voltando ao design sacro. Exatamente, Caio. Ou seja, a igreja se refere muito mais a um lugar de consumo do que a um lugar de reflexão, né? É uma é uma é uma reflexão boa isso, né? Eu talvez a gente tenha visto até o mesmo real na na internet de um de uma arquiteta falando sobre isso, né? Como as igrejas deixaram de ser monumentos de beleza, se tornaram lugares que fazem referência a locais de consumo, né? A Lucilene coloca tecnicamente é expressar com conceitos de duas dimensões as realidades da terceira dimensão ou de três dimensões para a quarta dimensão, etc. Isso mesmo, Lucilene, é isso mesmo. Você fala de algo que tá além da própria linguagem que você tá usando, né? Jesus fez isso através das parábolas. Ela completa aqui a arte literária. Exatamente. Não adianta você só contar a moral da história das parábolas, porque você não ia entender do mesmo jeito causar tantas reflexões quanto contar a história. E às vezes contar a história sem explicar a moral da história, o que é mais interessante ainda, né? porque faz as pessoas terem que mastigar muito mais aquela história. Então, o contato de Deus com a humanidade é um contato artístico. A linguagem que Deus fala pro ser humano é uma linguagem artística. E às vezes Deus tá se revelando pro ser humano numa arte criada por outro ser humano, porque aquele outro ser humano falou de algo que ele não sabia, falou de algo maior do que ele e tocou em Deus, tocou em algo divino, né? Quem aí já não teve um insight religioso, espiritual e uma obra de arte que não era espiritual, que não tinha essa intenção, né? A gente tava discutindo isso lá na minha igreja uns tempos atrás, né? Às vezes, um sujeito que não acredita em Deus fala algo que para você é extremamente espiritual, extremamente religioso, é Deus falando. E é isso, gente. Eh, o José Lea coloca aqui, o profeta Natã fez isso quando repreendeu o Davi. Acho que há algo de artístico em você contar uma história, ao invés de só explicar o conceito do jeito que Natã fez. Mas aqui eu tô me referindo mais do que o profeta Natã falando para Davi, José, eu tô me referindo mais a, eu vou voltar no mesmo exemplo, a Moisés escrevendo um cântico, o cântico de Moisés lá em Gênesis 15 para falar do que que ele tava sentindo. Não é nem é só o que ele tava sentindo ou que ele não tá descrevendo emoções ali, mas das sensações que estavam passando na mente dele naquele momento que ele foi libertado de uma coisa e que não adianta só ele escrever: "Eu estou meu e eu eu estou tendo uma sensação de liberdade indescritível". Não, não é isso, não é o suficiente. Você precisa ver um cântico, uma poesia para você entender do que que ele tá falando, porque vai muito além do que só falar que ele tá tendo sensações indescritíveis, entende? E isso acontece muito na Bíblia. Muitas falas dos profetas, eh, dos patriarcas, dos apóstolos, do próprio Jesus são enigmáticas. E são enigmáticas porque elas abrem, elas se abrem, elas não estão usando as palavras num sentido restrito, mas o significado da palavra fica aberto. Você falar: "Ah, não, essa palavra não tá significando o que normalmente ela significa". Quer dizer, muito mais do que isso. E os significados se abrem e você pode ter insightes muito loucos sobre os textos bíblicos quando ele faz essas coisas, né? O rei Davi coloca aqui: "Roney, você viu o vídeo da Aline em Israel sobre a tribo de Dan?" Não vi. Não vi esse vídeo. A Lucilene, o poder da simbologia está nisso. Kaung trabalha sobre esse poder da identidade humana. A arte e a psicologia são convergentes nesse sentido. Exatamente. Exatamente. Eh, eu tô, eu li um o livro um tempo atrás, eu comentei aqui numa outra live, um livro do de um autor chamado Mircea Eliad, que é o sagrado e o profano, que basicamente o livro tá tentando explicar a diferença entre o pensamento. não tá querendo explicar a diferença entre o pensamento, mas ele tá falando sobre o pensamento do homem tradicional, de como ele via o mundo como um mundo sagrado, como ele se manifestava num sentido espiritual. E às vezes ele fala como hoje o homem secular, o homem moderno, ele se afastou disso, né? Então ele usa exemplos que eu acho muito interessantes. Por exemplo, ele quando ele vai falar da casa, a casa das pessoas nas sociedades antigas desse homem eh desse homem tradicional que ele usa, a casa tinha um significado. Você fazia um ritual para construir a sua casa. Ela era construída em um lugar que as pessoas viam aquele lugar como um lugar diferente do ponto de vista espiritual. do que o terreno externo, do que as terras distantes, onde você não vê as coisas desconhecidas. Aquele lugar onde está a sua casa tem um significado espiritual sagrado diferente dos outros lugares. Você atribui significado aos lugares. O homem tradicional atribuía significados aos lugares e o homem moderno deixou de fazer isso. A casa onde a pessoa mora é só uma construção fria e despida de significados e de simbologias. Inclusive essa casa eu é só um lugar útil, é tudo utilitário, é um lugar onde eu uso para eu dormir e quando eu eu precisar, eu mudo de casa para ficar mais fácil, para ficar mais útil. Então, essas diferenças é muito doido quando a gente começa a ver isso, e esse autor explora isso muito bem, que ele começa a explicar sobre a espiritualidade nesses sentidos, eh, como a religiosidade, a espiritualidade, a forma de você ver o mundo em relação a Deus faz com que você veja cores e camadas diferentes do que a pessoa que não tem essa percepção espiritual das coisas. Então, só um exemplo aqui, eh, eu sou adventista, né? E por ser adventista, eu faço uma diferenciação entre o significado dos tempos em que eu vivo. Então, durante a semana, aquele tempo tem um significado. Quando eu chego no sábado, aquele tempo tem um significado diferente, porque eu entendo aquele tempo como um tempo sagrado. Eu entrei dentro de um tempo sagrado, né? Eh, não é uma dimensão espacial, uma dimensão temporal que é construída no sagrado. Eh, ou seja, eu adiciono uma camada de simbologia, eu adiciono uma camada de percepção, de sensação na minha realidade, que quem não é religioso não tem as ferramentas para fazer isso, entende? Eh, e isso eu dei um exemplo aqui, talvez muito específico, né? Muita gente não tem essa essa percepção do sábado, mas isso acontece com muitas coisas. Por exemplo, quando você faz uma oração para comer uma comida, quando você faz essa oração, você tá falando literalmente palavras que dão um significado para aquela comida que uma pessoa que é religiosa não dá aquele significado pra alimentação, pro ato de comer como uma bênção, como algo dado por Deus, como sendo o ato de comer em si, um ato espiritual. A ideia de sagrado, que é o que esse autor que eu falei traz o tempo todo, é uma ideia que traz uma dimensão pra vida que foi se perdendo com os tempos e na sociedade secular torna a vida assim empobrecida por não ter essa dimensão a mais. Entendem? Isso é uma vantagem de ser religioso. É você adicionar camadas de simbologia, de compreensão, de cor, de sensação sobre atos comuns da vida. E assim você faz com que esses atos comuns eles tenham uma perspectiva extraordinária, uma perspectiva eterna, uma perspectiva divina nos atos comuns. Isso é uma coisa que, infelizmente, até os religiosos estão perdendo, essa percepção de uma do sagrado, a percepção do sagrado nas coisas comuns, a percepção do do sobrenatural, do divino, no que é natural, do extraordinário, no que é ordinário, do do que é divino naquelas coisas que são simples e frias, né? Existe uma perspectiva a mais sobre as coisas quando você tem esse olhar espiritual. sobre elas. Eh, é, eu tava falando aqui desse comentário da Lucen, né, eh, do Carl Jung, que fala sobre isso e tal, né? Aí o Caio Machado coloca: "Tem missionários em lugares tribais na África que usam o filme A Paixão de Cristo para evangelizar e muitos aceitam Jesus depois do filme." É interessante. Aí já entra uma questão pouco mais complexa, que é a questão eh eh a questão cultural. Eu não sei se a linguagem que eu usei, a linguagem cinematográfica que eu usei para retratar uma coisa dentro da minha cultura, se ela não quer dizer outra coisa dentro de outra cultura, entende? Eu tava vendo um vídeo de um cara, um canal no YouTube tem quadrinhos na sarjeta, é um professor de de estética, que é uma área da filosofia, a área da filosofia que estuda a arte. né? E e ele tava falando sobre como muitas vezes obras que são feitas, isso acontece às vezes no no contexto publicitário, eh artes que são criadas com a intenção de gerar uma reação na pessoa gera uma reação diferente. Então ele tava contando, por exemplo, de uma propaganda que fez de inteticida, mas eles fizeram uns insetos assim para fazer a chamar a atenção das pessoas para propaganda e tal, lembrar da propaganda. Eles fizeram uns insetos muito legais assim, muito bonitinhos. E aí as pessoas sentiam um pouco de dó da ideia que você tá matando esses insetos. Então essa propaganda foi meio que um tiro que saiu pela culatra e depois disso se tornou um padrão. E a gente vê isso claramente em toda a propaganda de inteticida, os insetos serem retratados como seres nojentos, como bandidos, como assassinos cruéis, né? assim, caricatos, né? Então eles se tornam a caricatura de tudo aquilo que a gente quer eliminar, sujos, né? Eles estão trazendo essa sujeira, essa podridão, essa maldade para dentro da casa da família que é inocente e que só quer viver bem com as crianças e tal. Então eles tiveram que dar essa forçada de barra porque aquela propaganda lá atrás deu a sensação bem diferente do que eles queriam. Então, nesse caso que a gente estava falando aqui dos africanos assistir o filme A Paixão de Cristo, eh, eu nem estou inferindo isso, eu só estou abrindo a possibilidade. É, será que eles entendem dentro da cultura deles as coisas da mesma forma que a gente entende? Eu quando assisti o filme Paixão de Cristo, eu fiquei pensando, esse é um filme, na verdade estranho, porque ele não explica muito sobre quem é Jesus. É claro que o filme já conta com isso. Jesus é uma figura já conhecida, então talvez você não precisa explicar quem é Jesus, mas se você for ver o filme em si, é um filme de um sujeito que apanha, apanha, apanha e morre. E no final ele aparece de novo. Aí você fala: "Ué, mas o que aconteceu? Ele morreu ou não morreu?" Imaginando na cabeça de alguém que não conhece a história de Jesus, né? Nossa, por que que ele apanhou tanto? Para que que ele teve morrido? Por que que eu fiquei vendo 3 horas de uma tortura de uma pessoa? Que que isso significa? Mas quando você tá inserido numa sociedade cristã ocidental, você já tem um um pressuposto do significado da morte de Jesus. Ele é uma morte substitutiva. Ele tá te salvando através daquela morte e tal. Isso não fica tão claro no filme, que o filme nem tem esse objetivo de ficar explicando coisas para uma sociedade cristã, né? Mas é isso que eu imagino às vezes. Será que uma pessoa que tá inserida em um outro contexto cultural, ela vai ter a mesma sensação que a gente quando assiste o filme? Aí o João coloca aqui: "Eu fui pra igreja através do filme Paixão de Cristo, vi no cinema aí". Tá vendo? Eh, é interessante, né? Às vezes parecem que existem umas barreiras até chegar na arte do texto, não saber ler literatura, depois a tradução. É isso. Isso é verdade também, Eziel, porque a arte tem as as suas ferramentas também. Às vezes, sem ter as ferramentas, já é o suficiente pra gente entender algumas coisas. Às vezes você vê um quadro e a expressão da pessoa já te causa uma sensação, já mexe com você, apesar de você não entender o contexto daquele quadro, você não entender o que que significa aquele tema clássico que tá retratado no quadro e tal, mas ele já te caudar alguma sensação. Mas de fato, às vezes ao tendo algumas ferramentas, alguns pressupostos que não tão na arte em si, mas você precisaria ter eles teres antes de acessar essa arte, eh se você tivesse esses pressupostos, você ia ver camadas nessa arte que você não vê, né? É o que a gente comenta aqui no canal às vezes, por exemplo, do da língua bíblica, né? Você consegue ler o texto em português e você consegue mudar sua vida lendo aquele texto. Mas quando você entende algumas coisas da linguagem original, do texto original, você percebe umas sacadas que não dá para aparecer na tradução. Não faz o texto virar outra coisa, mas você adiciona camadas ali, camadas de de símbolos de interpretação que tornam a coisa mais interessante, sem dúvida, né? Aí o detetive os e aí detetive, tudo bom? Coloca aqui no ensaio do CS Leology poetry. Ó que interessante. Não sabia que tinha isso não. Ele argumenta que toda linguagem é uma forma de analogia. Mesmo a ciência não explica tudo 100% objetivamente. Religião usa arte porque muitas vezes é a melhor forma de expressar as realidades que fogem da nossa compreensão. Olha que insite interessante. Sem dúvida, toda linguagem é uma forma de analogia. Porque nesse momento, o que que tá acontecendo agora na frente de vocês? É um ser humano fazendo barulhos com a boca. Vocês estão assistindo isso? Então, quando eu falo a palavra casa, eu tô falando umas umas sequências de sons estão saindo da minha boca, mexendo a língua de um jeito específico e tal. E essa sequência de sons, ela em si não quer dizer nada. Não tem, não é uma casa que tá sendo a minha boca, é uma sequência de sons. Só que existe um código, um código que que a humanidade compartilha, que as pessoas do Brasil compartilham, que é a língua portuguesa. Então, você já entende quando eu falo essa sequência de sons que eu tô me referindo a uma ideia, só que a ideia de casa para você vai ser diferente da ideia de casa para mim, porque você viveu em casas diferentes da minha, porque essa palavra, essa ideia foi evocada em momentos da sua vida, muitas vezes que não foi os mesmos momentos que eu. Então, por mais que de forma geral a palavra casa simbolize a mesma coisa para nós dois, quando a gente vai ver no mais específico, nas nas sensações que essa palavra evoca, nas ideias que tão conectadas com essa ideia, a palavra casa, essa sequência de sons que saiu da minha boca, tem um significado diferente para você do que para mim. Então, de certa forma, concordo totalmente, toda linguagem é uma analogia, porque a linguagem não é a coisa em si. A linguagem é uma referência à coisa. A palavra casa é só uma sequência de sons que faz referência a uma ideia de casa. E essa ideia de casa a gente usa o som que a gente já entende, fica uma coisa viciada. A casa em si, o que que é a casa em si? É difícil transmitir essa ideia para você, porque a gente tem experiências diferentes sobre essa ideia. Então, não é a mesma ideia. O que a gente pode fazer é uma convenção social de que esse som casa se refere a essa ideia que vagamente é a mesma coisa para mim e para você, né? Eh, é, é muito doido isso. Quando a gente para para pensar nisso, é de explodir a cabeça, né? E às vezes eu fico pensando, né, olha que interessante, tem um ser humano produzindo sons pela boca. E quando ele faz isso, ele tá transmitindo ideias através desses sons, através de uma codificação que foi que foi acertada socialmente, foi convencionada socialmente. Eh, a própria linguagem é uma coisa muito louca, né? Aí, eh, o Zel continua falando aqui, né? Às vezes parece que existe uma barreira de chegar na arte do texto, não saber ler a literatura depois da tradução, porque muita coisa da simbologia do Oriente a gente não tem contato, conhecimento, etc. Isso. Isso, né? Então, às vezes o texto faz referência a uma coisa que dentro da cultura do texto tem uma ideia e dentro da nossa tem outra, né? O peso que o texto dá, a ideia de um profeta se casando com uma prostituta lá no livro de Oséias é um peso que não é o mesmo peso pra gente hoje, né? A ideia de prostituição e a ideia de profeta não são tão vívidos dentro daquele sentido para aquele profeta, como é pra gente hoje. E é uma outra ideia, né? eh é vagamente a mesma coisa, mas evoca sensações e reações e pensamentos diferentes eh para pessoas dentro daquele contexto do que paraa gente. E a gente tenta fazer também isso. A gente tenta usar essas ferramentas para tentar chegar o mais próximo possível daquele contexto, das ideias que circulavam naquela época para ter a mesma sensação ou lendo o texto hoje do que tinha naquela época. Mas nunca vai ser a mesma coisa. A gente não é pessoas da era do bronze no antigo Oriente Médio. Nós somos brasileiros modernos, né? Então existe uma barreira que separa a gente do do texto bíblico de fato, né? Mas é interessante como mesmo existindo essa barreira, ainda assim o texto afeta a gente tão profundamente, né? Aí o Ricardo Melo coloca aqui, conhece o o canal Observatório 7? Não conheço, Ricardo. Não conheço. Talvez deixa dê uma olhadinha depois, né? Fato de usar se o ouro e metais preciosos nas profecias para se referir ao céu à eternidade, por exemplo, quer dizer que Deus é incorruptível e precioso. O significado do mundo transcende o mundo. É exato. A ideia de teremos ruas de ouro no céu também tem uma ideia de subversão dos valores, porque o ouro que as pessoas se matam, as pessoas dedicam a vida para esse metal. Claro que o ouro aqui já virou até um simbolismo paraa ideia de riqueza em geral. Lá vai ser o que a gente vai pisar. A gente vai pisar no ouro. Ele não significa mais nada dentro daquela sociedade. Então essa subversão da ideia da da das pedras preciosas também é interessante. Você tá andando e as paredes da cidade santa são feitas de ônix e de jaspe, de esmeralda e tal. Ou seja, a a é uma riqueza tão grande que a própria riqueza perde o significado naquele lugar, né? Mas muito interessante, o significado do mundo transcende o mundo, né? E sobre a casa está escrito no livro A cidade antiga de Fust Colanges. Recomendo. Pô, Carlos, não sabia não. Que legal, que legal. Olha que eu eu não li esse livro. E eu falei espontaneamente esse exemplo. Talvez eu tenha visto em algum lugar há muito tempo e eu não lembre mais, mas ficou o exemplo na minha cabeça. Eh, ou talvez a gente chegou ali na mesma conclusão parecida, né, por ter referências parecidas, né, eu e a pessoa que escreveu o livro, mas eu não não conheço esse livro específico. É interessante. Vou dar uma olhada depois. da cidade antiga, Fustel de Colanges. A informação do filme usada pelos missionários ou vi no podcast Jesuscope, um missionário brasileiro na Tanzânia disse isso. O Caio Machado falando aí do filme A Paixão de Cristo. Legal, Caio. Interessante. O livro de Jó, por exemplo, diz aqui o Oziel, quando Deus começa a falar e explode um monte de coisas da criação. Ou o próprio Apocalipse que condena muita coisa no conteúdo do texto. O filme até parece coisa de Tarantino e tal. Aí a Lucilene coloca: "As culturas pré-helênicas tinham mais simbologias porque eram inconcebível à realidade sem a existência de deuses. A espiritualidade abstrata era intrínseca ao dia a dia. Olha só que coisa interessante também. O livro Arte da e Fé do Macoto Fugimira traz reflexões muito interessantes em relação a essa questão da experiência artística e religiosa. Pô, Kelvin, muito bom também. Outras, olha, pessoal tá trazendo um monte de referência legal hoje, hein? Então, já fiquem espertos aí nessas referências que olha, vou pedir para vocês trazerem mais referências aí para mim. Eu tô eh pessoal fala: "Não, eu gosto de aprender com você" e tal. Eu tenho que eu que tenho que fazer mais o contrário. Eu tô gostando de aprender com vocês, trazer mais coisas aí. Mas é, gente, 9:40 já aqui. Mas essas coisas eh me chamam atenção, né? O que me chama a atenção em relação a essa ideia de arte e religião, eh, é como eu percebo que a nossa, o nosso conceito de religiosidade hoje é um pouco corrompido. Há um ponto que a religião acaba olhando pra arte com uma certa desconfiança hoje. Então, eh, a ideia de que a arte possa abrir a a percepções, a insites diferentes do que se esperava, hoje é visto como uma ideia perigosa. Infelizmente. comentei isso um tempo atrás, mas o que eu acho uma coisa muito interessante, é uma ideia um pouco difícil de explicar, mas que eu acho que é uma ideia que deveria ser mais de mais divulgada, é a ideia de que o objetivo da religião bíblica não é primeiramente a ideia da salvação, porque a religião bíblica por muito tempo, por muitos séculos, ela ela existiu e foi viva ainda sem essa ideia da salvação, tá bem estabelecida. No Pentateuco, por exemplo, Pentateuco você não ou não não não tem praticamente não há diretamente com certeza não há nenhuma referência à vida após a morte, não tem nenhuma referência à ressurreição, ao céu, né, ao reino de Deus. Eh, e isso não tem. tem uma referência que outra ali que olhando com a construção que a gente tem depois, a gente consegue entender dentro desse contexto, mas o texto em si não faz, não estabelece essa ideia. E esse foi o texto da referência de referências do Deus bíblico por muitos séculos até depois verem os profetas, os salmos e o Novo Testamento que vai falar disso mais diretamente, abertamente. Então, a religião bíblica, ela não surge com a motivação, a literatura bíblica não surge com a motivação de falar sobre salvação, sobre o que vai salvação da morte, mas ela surge com uma motivação diferente, que é a motivação de falar que existe um transcendental, existe algo além desse mundo que a gente vê. Então ela tá muito mais relacionada com um assombro em relação ao esplendor do que explicar que depois que você morrer, você vai pro céu. Percebem? Isso é interessante porque muita gente acusa a religião bíblica de ser inventada só para responder uma angústia do homem em relação à morte. Mas não, a religião bíblica subsistiu por muitos séculos sem nem tocar nessa questão. A questão é outra. A questão não é a vida após a morte, é o que há além da vida. O que é na vida além da vida. O que que há além das coisas que a gente consegue ver e tocar? O que que há de divino, de, como eu falei agora a pouco, de extraordinário no ordinário, de divino, no comum, de sagrado no profano. O que que existe nesse mundo que a gente vê que às vezes parece tedioso, mas que na verdade ele é algo muito acima de qualquer coisa que a gente consegue imaginar. Então eu vejo muito mais a religião bíblica tendo essa a literatura bíblica tendo essa motivação do que fazer as pessoas não terem medo de morrer. É, e tem um bom argumento para isso, que é justamente a ideia de vida após a morte tá ausente no Pentateuco, que é a base da religião bíblica e foi a única Bíblia por muitos séculos, né? Mas é isso, gente. Às vezes é é estranho porque eu falo aqui sozinho e às vezes eu fico pensando, será que eu tô viajando muito? Que que o pessoal tá pensando do que que eu tô falando? Será que eles estão me acompanhando nessa viagem, né? Ou eu estou viajando sozinho e as pessoas estão até fazendo outras coisas, pensando: "Nossa, agora viajou, né?" Mas hoje é isso. Hoje a gente fica por aqui. Que que vocês acharam dessa conversa? Eu gosto. Gostei das referências. Vou atrás até depois aqui para ver essas essas referências. Essas duas principalmente que foram colocadas aqui. A do cadê a do Carlos que tinha falado do livro do CS Lewis. sai do eh steology poetry e desse outro aqui que foi colocado mais paraa frente. Estamos aqui. Muito bom o Zel. Legal. Tá fazendo sentido, sim. Sempre bom ouvir. Diz o Kelvin. Que legal. Muito legal o papo. Estamos junto sim. Tá. Bom, gente, valeu. Então, uma boa noite para vocês. Então, a gente fica com isso essa noite. Eu vou pensar em alguma coisa legal pra gente comentar na próxima live. Eu acho que funciona assim também, né? Falar de uma coisa um pouco mais aberta, porque não fica uma reflexão fechada. A gente a gente eu só trago aqui algumas ideias e a gente vai pensando junto. Eu acho isso bacana. Eu tô gostando do que que a gente tá fazendo aqui nas nossas lives. A detetive coloca aqui, eu acho que saiu em português também o livro do lives. Não tenho certeza. Seu canal é diferente porque pensamos juntos sobre a supervisão sua. Legal, Lucene, no peso da glória, salvo engano. No peso da glória, salvo engano, o detetive tá falando de, ah, talvez seja o nome do livro do Ces Lewis. Interessante também. É, aí que tá. Tem coisas na na literatura bíblica que a própria linguagem ela já é um pouco poética, né? Porque é igual a glória. A glória que a gente fala, né? E o pessoal vira jargão às vezes no meio evangélico, ô glória e tal. A palavra glória cavod, ela tá relacionada à ideia de peso no hebraico. Então, a glória de Deus é o peso de Deus, porque se refere a a a presença tão intensa de Deus que ela pesa, né? Tem tem essa ideia. Deus é um artista, o universo é uma arte, diz aqui o João. Aham. Exato. Ou seja, a realidade é uma arte, é uma arte feita intencionalmente por um artista que tinha qual referência antes do universo? Não sei, a mente dele mesmo. Boa noite, Deus abençoe a todos, diz o detetive. Até a próxima. Aqui o Oziel do livro onde eh o ensaio tem é é poesia a teologia. Legal. Rex vai dizer sobre a glória sendo a própria presença. Isso, Kelvin. A glória de Deus enchendo o tabernáculo, né? Presença intensa de Deus. O a glória de Deus é o sinônimo da presença de a presença de Deus. Boa, gente. Valeu. Então, boa noite para vocês e a gente se vê aí talvez semana que vem. Acho que semana que vem a gente pode se não tenho em mente nenhuma coisa que vai impedir da gente tá aqui de novo. Então um abraço para todos aí, pessoal que tava aqui presente. Foi bacana o papo aqui. Até a próxima live, gente. Até mais. Boa noite,