Davar Live – 31/10
01/11/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal. Boa noite. Bem-vindos aí mais uma live. Eh, tenho ideias aí pra gente conversar hoje. Se vocês puderem aquele tradicional feedback aí do do som, do áudio, né? O som tá bom para vocês aí? Bom, gente, começa uma live de 31 de outubro, né? Hoje é o dia da reforma protestante. Eh, é o dia escolhido para representar esse processo histórico que levou diversos anos, né, que é no dia 31 de outubro, o processo da reforma protestante. Eh, eu não ia falar sobre isso hoje, mas eu acho que é vale a pena a gente comentar, né? E e eu queria hoje, deixa eu explicar como que vai ser hoje, o que que vai acontecer. Eu na minha igreja, eu eu fiquei de falar lá pro pessoal, vai ser amanhã, então vão ser dois dias, vai ser amanhã e no outro sábado. Eh, deixa eu só dar um oi pro pessoal aqui, pro João. Oi, boa noite, João. O Levi e o José Lima. O Levi já disse aqui que o som tá OK. Maravilha, né? E o Thiago Cruz também. Bom, então eu tinha para falar na minha igreja amanhã e no outro sábado e eu tinha uma ideia de uma coisa que eu queria falar. Eh, e eu vou fazer isso, só que aí eu vou usar vocês de cobaias. Hoje eu vou falar com vocês, conversar aqui na live o que que eu vou falar amanhã. Tá bom porque eu já revisito todo o assunto que eu vou falar amanhã. Aqui na live eu não tenho limite de tempo necessariamente, é tudo mais livre, vão vir perguntas, vão vir comentários diferentes do que vai vir lá. Então, acho que é bacana dar essa esquentada. E qual que é o tema que eu vou falar em dois sábados, né? Eu já comentei essa história aqui, mas tem a ver com o canal surgiu, esse nosso canal da VAR. Isso foi lá para ir dos, eu não sei exatamente a data. Na minha cabeça era 2011, só que eu acho que é um pouco mais paraa frente. Deve ser de lá para 2014, 16. Era uma época que a o YouTube era dominado por ateus. Era a época que o ateísmo, aquele ateísmo estilo Richard Dawkins, sabe? Tava muito em alta. Tinha, o YouTube tinha muito menos vídeos do que hoje, né? E os vídeos religiosos eram basicamente vídeos de ateus com essa maneira de, na verdade, não é exatamente um ateísmo, é antirreligiosidade. São duas coisas diferentes, né? Então, era um uma antirreligiosidade militante que tinha no YouTube. E eu gostava muito, via todos os debates, via todos os vídeos, todas as conversas que tinham, né? Eh, deixa eu só continuar aqui dando um boa noite aí pro Oiel, pro Edson e pro Neozil. Eh, e aí eu encontrei um vídeo que a pessoa falava assim, né? eh tinha lido alguns livros lá de história da religião e ele falou: "Ó, o seguinte, a religião bíblica é só uma cópia, é só uma continuação, é só um, eh é só mais uma religião ali do antigo Oriente Médio com os mesmos elementos, é meio que a mesma coisa e tem motivos até para você argumentar nesse sentido. Eh, a gente vai comentar aqui. E e aí ele dava esses motivos, ele falava desses elementos e tal. E nessa época eu tava lendo sobre esse assunto. O Oel até perguntou: "Tu lembra quem era? Era um canal chamado Ateu Informa do Pedro. Pedro do Ateu Informa. Nem sei se o canal existe mais. faz séculos que eu não ouço ele eh falar disso. Eh, eu acho que agora ele tá mais numa vibe de fazer vídeos militantes para defender o comunismo, uma coisa assim, ele tá mais para essa vibe mais política agora. Mas eh eu não sei onde tá esse, aliás, eu nem faz muitos anos que eu não vejo esse vídeo, então eu nem lembro exatamente do conteúdo do vídeo. Sei que no geral era essa a ideia. E eu tava lendo sobre esse assunto na época e e eu fiquei com muita vontade de fazer um vídeo para responder ele, muita vontade. E eu acabei não fazendo esse vídeo. Eu criei um canal que é esse canal aqui, o canal da VAR, para falar desse e de outros assuntos. Mas esse vídeo especificamente eu nunca fiz. Isso que é interessante, né? O vídeo que gerou esse canal é um vídeo que nunca foi feito. Tô fazendo agora, né, pra gente ser histórico aqui. Inclusive, eu acho que é interessante a histórico. Isso de, eu acho que de 10 anos do canal, não é? Se eu não me engano, o canal foi criado em 2015. Eu não sei se o primeiro vídeo subiu em 2015. Tava vendo. É uma coisa assim, né? Eh, eu sei que agora em novembro, eh, a gente faz 10 anos de canal. Então vai ser assim um vídeo 10 anos atrasado e esse vídeo então eu decidi falar sobre isso. Eh, quais são as similaridades que existe na Bíblia, que existem na Bíblia em relação a outros eh a a outras religiões? se a Bíblia é só uma cópia dessas outras religiões ou se a Bíblia tem alguma coisa que é essencialmente diferente dessas outras religi dessas outras religiões, né? Se o Deus bíblico, ele é um Deus que tem alguma coisa na sua essência que é diferente do da de todos os outros deuses que existem. Então é disso que a gente vai falar. Eu já vou começar disso, então, né? Eh, eh, deixa eu só dar um um oi aqui pro pessoal. Eu vi que o João já colocou algumas questões aqui, né? Ele começou já dizendo: "Boa noite, queria que comentasse sobre o texto de Primeiro Reis 14 verso 12 e 13 sobre Abias. Eh, porquanto se e nele achou coisa boa para com o Senhor Deus de Israel em casa de Jeroboão. Isso é misericórdia preventiva. Nos casos de matança no Antigo Testamento, Deus pode ter usado. A igreja usou na idade média como justificativa, lembrando que das crianças é o reino de Deus, é o reino dos céus. E Isaia 7:15 mostra que parece mostrar que numa idade a pessoa sabe desprezar o mal, escolher o bem. Então, João, essa é uma é uma pergunta que eu eu não vou conseguir responder agora, porque aí para isso eu teria que dar uma olhadinha. Eu vejo que tem coisas aí um pouco mais complexas. Então eu não estudei. Eu vi que semana passada você fez algumas perguntas que tinham a ver com a lição da escola sabatina. Aí para quem é adventista, eu não sei se isso tem a ver com a lição. Eu não estudei essa semana a lição, mas eh eu vou ficar devendo essa eh aí um pouco mais paraa frente aqui. Eh Samili diz: "Que legal você ter saco para assistir esses debates eu fico logo reativa." Eh, então é, tem que ter a a mente tem que estar no lugar certo para conseguir assistir um debate, principalmente desse tipo de debate na época era assim, era muito, era mais um deboche contra a as religiões, sabe? Quando tem tem essa vibe, né? Era bem assim, né? Hoje no já não já não é tão desse jeito esse tipo de debate. Hoje em dia não se debate tanto isso. Hoje em dia o que se debate mais é política. Tudo virou política, né, na internet. Eh, aí o Oziel fala aqui: "Tô desde a semana passada ainda pensando na questão da ressurreição não ser um tema predominante no Antigo Testamento." Exato, Ozeel. Eh, e eu acho isso interessante. Tem gente que diz que, inclusive, não existe nenhuma ressurreição no Antigo Testamento. A gente assim estudioso do assunto. Eh, então, e eu acho que tem, mas eu entendo que os textos que tem deve ter uma maneira de interpretar, dizendo que não é exatamente sobre isso que ele tá falando. Mas eu acho isso interessante justamente no que a gente argumentou lá semana passada, Ozel, que a religião, a Bíblia não foi escrita para responder a essa questão. Ela foi escrita para responder outras questões e essa questão ela é posterior, ela não é a questão principal. A vida após a morte não é o objetivo da religião da religião bíblica. Aí o Oel coloca aqui, primeiro vídeo aqui é de 2015. É, então é 10 anos a gente tá fazendo esse ano aqui, 17 de novembro, daqui a a duas semanas aí, mais ou menos, um pouquinho mais, né? E aí a gente faz esses 10 anos do canal. E é interessante porque eu vou fazer em dois dias esse esse vídeo, fazer eh hoje e na sexta-feira que vem. Eh, aí o Davi Silva, ele coloca duas coisas aqui. Você tem um livro preferido do Novo Testamento? do Novo Testamento. Davi, eu não sei se tenho um livro predileto. Eu acho que vou ter mais de um. Eu gosto. Eu vou mudando, né? No Antigo Testamento, o Eclesiastes fica ali no coração, mas o Novo Testamento eu vou mudando. Eu eu eu gosto muito do Evangelho de João. Eu gosto da carta aos Coríntios de de Paulo, a primeira carta aos Coríntios. Gosto bastante. Eh, estranho, né? Normalmente as cartas de Paulo não são as a as passagens predjetas, principalmente ali por causa de Primeiro Coríntios 13, né? Eh, ainda que eu falasse língua dos homens, dos anjos, se não tiver amor e tal, eh, várias coisas interessantes aí nessa nessa carta. Eh, e tinha mais uma coisa que tava na minha mente agora de Novo Testamento. Eu tô gostando de Apocalipse. Estudei Apocalipse não muito tempo para fazer um estudo lá pra comunidade. Eh, deixa eu ver aqui. O Ambrosio tá falando que o áudio está muito baixo. Existe uma configuração do Windows que sempre quando eu mexo nela, ela volta atrás. Eu vou mexer nela aqui ao vivo, correndo risco de dar tudo errado. Aí vocês me falam. Eh, é isso daqui, gente. Deixando o áudio assim, ele chega a estourar, ele dá aquelas estouradinhas. Me diguem, me digam aí se o com áudio nesse nível ele chega a estourar. Sabe quando o áudio fica, quando ele fica assim estourando, isso aqui é estourar, mas quando eu tô falando assim, chega a estourar. Eh, e eu tô achando que sim um pouco, hein? Vamos ver aí o o feedback de vocês. Eh, eu disse beleza aqui, vamos ver se segue assim. Eh, e mais uma uma questão do do Davi, do David Silva aqui. Biblicamente, o que seria mais apropriado no ajuntamento da igreja? Um monólogo, pregação, sermão ou um diálogo, um estudo interativo da Bíblia, onde todos podem falar? Isso é bastante interessante, essa pergunta aí, David. Bastante interessante, né? Eh, o áudio tá OK aí, pelo jeito, né? O João disse que estourou um pouquinho. Vou dar uma baixadinha aqui e aí acho que fechou. Deixar ele assim, nesse nível aqui. Eh, aqui pelo meu mostrador não chega a estourar. Aí, eh, qual que é o ponto, né? O que que é o sermão hoje na Bíblia? Eh, aliás, como que como que funciona a nossa liturgia na Bíblia? De onde ela foi tirada da Bíblia essa liturgia, essa maneira de se organizar a igreja hoje em dia? Primeiro, o que que é a igreja? Como a igreja se forma? Eh, eu tenho um vídeo aqui que eu comento sobre isso, porque a gente normalmente faz um paralelo entre a igreja e o entre a igreja e o santuário, né? A gente pensa o santuário como igreja, a gente canta salmos que falam do santuário se referindo à igreja, né? Alegria me disseram: "Vamos à casa do Senhor" e tal. E você fala disso pensando na igreja, a igreja é a casa do Senhor. Mas biblicamente isso tá errado. Isso é um erro. A igreja não é a casa de Deus. A casa de Deus é o santuário e os e a igreja é uma outra instituição que não tem nada a ver uma coisa com a outra. É claro, eu tô, deixa eu só abrir um parênteses aqui. Isso eu tô falando em uma interpretação eh eh que seja exclusivamente bíblica, porque eu sei que, por exemplo, dentro do catolicismo, existe dentro da tradição católica essa relação, né? Eh, e dentro do catolicismo, não necessariamente eh as teologias católicas elas precisam tá 100% fundamentadas no texto bíblico, porque dentro do catolicismo, a própria tradição da igreja é uma revelação divina, né? Então, é uma outra maneira de se pensar aqui, né? Não, eu sei que tem pessoas católicas aqui, a Lilian inclusive tá aqui hoje. Boa noite. Eh, e isso não é necessariamente um um uma crítica ao catolicismo, mas é só uma consideração aí ao a maneiras diferentes de se pensar, né? Então, no catolicismo existe teologicamente estabelecido essa essa essa eh não é nem uma semelhança, é a mesma coisa. A igreja é o santuário. A parte da frente da igreja é o altar. As orações são sacrifícios, né? As orações quando você confessa, você tem as coisas que você tem que fazer, são uma espécie de sacrifício. Você vai na igreja pros pecados serem perdoados. Eh, na Bíblia não existe esse paralelo, porque o que acontece na Bíblia, né? O santuário. Vamos falar bem brevemente aqui que que é a instituição do santuário, qual que era o objetivo dela, para que que ela servia. O que que era o santuário? O santuário era o lugar onde as pessoas iam, onde Deus se manifestava fisicamente e o povo se reunia para perdoar pecados, para que tendo os pecados perdoados, Deus possa habitar no meio do povo, que é o que Deus fala lá em Êxodo 25. É isso, né? e me farão um santuário e eu habitarei no meio deles. Ou ainda que é uma tradução possível e é bem interessante, e eu habitarei dentro deles, né? Eles vão me fazer um santuário para eu habitar dentro deles, eh, dentro de cada um dos israelitas, né? O que já tem um paralelo aí com o Novo Testamento, quando Paulo fala que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo e tal. Eh, e aí esse era o objetivo do santuário. Inclusive, existia uma intermediação no santuário, porque você não podia chegar no santuário, entrar lá dentro, oferecer seu sacrifício, entrar lá dentro e oferecer o sangue dentro do do do santuário. Não era assim que funcionava. As pessoas só podiam entrar no pátio do santuário. As pessoas não entravam dentro da do prédio do santuário, quando o santuário era um prédio, né, ou da tenda na época do tabernáculo. Então, as pessoas não entravam dentro do santuário, era só os sacerdotes que entravam. E os sacrifícios que você levava lá para oferecer, eles eram intermediados pelo sacerdote. Então você confessava seu pecado sobre o animal e tal, mas era o sacerdote que oficiava aquele aquele sacrifício. Então vocês vem, é um funcionamento diferente. O que acontecia no santuário? Sacrifício. Quem podia entrar no santuário? Sacerdotes só, né? o povo só poderia entrar no máximo ali no pátio. Eh, e como acontecia e eh qual era o objetivo principal? Perdão dos pecados. Quando a gente vai pro Novo Testamento, a teologia que o Novo Testamento faz de todo o sistema sacrificial não passa pela igreja, principalmente ali no livro de Hebreus. A teologia de Hebreus não passa pela igreja. a igreja não vira um substituto do santuário. Pelo contrário, o não é nem a questão não é nem é contrário, mas que não tem a ver com isso. O perdão dos pecados acontece no Novo Testamento através da confissão particular de cada um. Todo mundo hoje, tá lá em Hebreus, Hebreus diz, né? Vocês podem se achegar confiadamente diante do trono de Deus, né, para pedir perdão pelos pecados e tal, porque agora é só você se ajoelhar no seu quarto sozinho e pedir perdão pelos pecados. E todo aquele sistema acontece em um em uma de uma outra maneira, né? Então, eh, o objetivo do santuário é cumprido na sua confissão particular e sem intermediários, diretamente para Cristo que oferece seu próprio sacrifício e assim mesmo como sacerdote e sacrifício diante de Deus para perdoar os pecados. Então, no Novo Testamento é isso que se diz. Então, qual que qual é a função da igreja de onde ela veio? Na época do exílio, quando o templo tava destruído e quando os israelitas estavam vivendo em outro lugar, eh, no exílio babilônico, eh, e depois na Pérsia, né, os os israelitas construíram casas de estudos da Torá, porque existia uma lei eh uma lei que é uma isso aparece no no livro de Deuteronômio, se eu não me engano, que diz que a lei de Moisés deveria ser lida, se eu não me engano, acho que de cinco em 5 anos. Você pegava aquele rolo do Pentateu que lia ele inteiro, né, na frente da congregação. Devia demorar o dia inteiro ou dois dias, três dias, não sei quanto devia demorar isso, mas você lia o pentateuco na frente de todo mundo. A lei era lida para todos. Eh, e aí o que acontece? para cumprir, para se cumprir essa lei que normalmente era feita na tenda da reunião e que às vezes o santuário cumpria essa função. Eh, isso acontece principalmente lá no no templo já quando Davi constrói, que ele constrói salas de estudo da eh como se fosse e eh lugares pro povo se encontrar. E aí tinham estudos da Torá normalmente, né? eh, provavelmente nesses lugares. Eh, então, para cumprir essa lei de leitura da Torá sem o santuário, sem um lugar de reunião pro povo, as pessoas construíram diversas casas e na verdade não não nem necessariamente construíram nesse período, mas as pessoas se reuniam dentro das casas para estudar a Torá, para se cumprir essa lei. Então, elas estudavam a Torá, elas liam a Torá, o Pentateuco dentro dessas casas de estudo. E depois mesmo quando o santuário é reconstruído, essa essa tradição se mantém. E é isso que depois o povo vai chamar de sinagogas. Que que são as sinagogas? Então, as sinagogas é importante entender, na época de Jesus, as sinagogas elas funcionavam em paralelo com o santuário, porque tinha um santuário construído na época de Jesus, né? O segundo templo, né? Você tinha o o tabernáculo do deserto. Aí Davi constrói o primeiro templo. Davi e Salomão, né? constrói o primeiro templo e depois você tem o segundo templo que é construído no pós-es exílio. Então tinha o santuário e ao mesmo tempo tinha essas casas de estudos da Torá. E depois quando o segundo templo é destruído, o centro da religião israelita se volta pra sinagoga agora que já existia. A igreja não é uma herança do santuário, mas uma herança da sinagoga. É desse hábito de se reunir para estudar. que os judeus faziam, que os judeus que começaram a seguir a Jesus como o Messias, começaram a se reunir e estudar. E a partir daí se faz aquilo que a gente chama de igreja. Então, por que que eu tô fazendo toda essa volta? Porque a a liturgia do da sinagoga não é a mesma liturgia do santuário, apesar de tentar se fazer uma certa relação. Existe, por exemplo, e na sinagoga hoje você tem três cultos e esses três cultos de manhã, tarde e e e no de manhã, meio-dia e por do sol, se eu não me engano, que deveriam ser eh relativos aos sacrifícios que aconteciam no santuário, porque esses casas estudo, essas casas de estudo foram criadas no início para se suprir uma falta de um lugar de reunião que o santuário supria. Então, se tem uma uma ideia de fazer uma uma um paralelo entre as sinagogas e o santuário no início, mas sem a função principal que era o sacrifício, né? Eh, então a partir daí que se começa a construir uma liturgia na sinagoga. E dentro dessa liturgia você tem a parte principal que era o objetivo da sinagoga, que era a leitura do texto. E essa leitura do texto foi sendo acompanhada de toda uma liturgia que se tinha. Então você para ler o texto você tem um lugar onde se guarda o texto. Então você retira o rolo do texto desse lugar que era chamado arca, fazendo referência a arca da aliança, o Aron. E aí você tira o rolo da Torá, você abre, você lê ele na frente de todo mundo. E isso acontece até hoje nas sinagogas. A leitura pública da Torá, em tese, eh, o a parte mais importante da liturgia, que é quando Deus fala diretamente ao ao povo, né, através da leitura do texto. E aos com o tempo foi passando, se incorporou na liturgia da sinagoga a discussão sobre o texto bíblico, sobre o texto que foi lido, né, uma deras, uma uma explanação, uma derachá. A derchar que essa explanação que era uma discussão, passa a se tornar um uma espécie de uma meditação sobre o texto que foi lido. E no final, hoje no cristianismo, você não tem uma leitura pública mais da Bíblia. as pessoas não abrem e leem a Bíblia para todo mundo, porque hoje as pessoas têm a Bíblia em casa e tal, por várias questões. Eh, hum, e a gente ficou só com a explanação sobre o texto. Então, o que era a leitura do texto, que era a parte principal, virou só uma explanação sobre o texto. E essa virou a parte principal, que é o sermão. Então, o que a Bíblia fala sobre sermão? Nada. Não existe uma explicação bíblica de qual é o sermão. A Bíblia fala sobre ensinamento, né? Principalmente as cartas, as epístolas pastorais lá, né? Eh, eh, Timóteo, que vai falar sobre a você deve ensinar as pessoas e tal, né, na nesse evangelho de Cristo e tal. Eh, mas você não tem uma uma algum tipo de explicação no Novo Testamento em que momento isso necessariamente tem que acontecer na liturgia da sinagoga. Não, o que tradicionalmente aconteceria era essa derchar que essa discussão sobre o texto. Então, historicamente, eh, o o que faz sentido é não ter um sermão onde ficar todo mundo quieto ouvindo uma pessoa falar, mas existir um estudo sobre o texto. As pessoas conversam sobre o texto. Eh, historicamente tô falando em relação à sinagoga ao primeiro século. Agora também existe toda uma história do da do cristianismo que construiu essa liturgia que a gente tem, onde tem uma pessoa que fala e as outras ouvem. Então assim, eu não necessariamente eu vou dizer que existe um modelo mais apropriado. Eu gosto mais da ideia de igrejas menores em que o sermão alguém estuda sobre o assunto e traz, mas ao mesmo tempo é aberto para as pessoas conversarem sobre esse assunto. Não é só uma fala, um monólogo, né? Eh, então existe um diálogo, existe uma construção junto, né? Esse é o esse modelo, por exemplo, é na igreja que eu frequento hoje, que é uma igreja menor e dá para fazer isso. Então, eu acho que faz mais sentido para mim eh o o modelo de igrejas menores, onde as pessoas participam mais. Eh, eu acho que faz muito mais sentido um modelo onde você vai e presta um culto. Alguém comentou isso semana passada, que é uma uma ideia que eu gosto também, muito mais sentido um lugar onde você vai e oferece um culto, você faz um culto, eh, você cultua a Deus do que um lugar onde você vai e assiste um culto, entende? Então esse modelo mais passivo de religiosidade para mim não faz muito sentido. E olhando paraa Bíblia, o que eu entendo da Bíblia, não era exatamente essa ideia que se tem na Bíblia. Então, respondendo a pergunta depois de muitas voltas, né? Eh, agora chegando hoje, eu acho que faz sentido a gente voltar um pouco para aquele padrão antigo de ter casas de estudo, lugares menores. Isso tira um pouco a um um peso de eh de que o líder é inquestionável, porque ele não chega e faz um monólogo na hora do culto e que é a parte mais importante é o sermão e é um monólogo do do da pessoa que tá conduzindo. Eu acho que faz mais sentido o modelo que é mais comunitário. são comunidades menores, dá para as pessoas sentarem, conversarem sobre os assuntos e tal. É mais ou menos o que a gente faz aí nas escolas, escolas bíblicas, né? Eh, na igreja adventista é a escola sabatina e tal. Em outras igrejas é a Escola Bíblica Dominical, não é isso? A EBD. Então, eh, eu gosto mais desse modelo. Não quer dizer que eu sou contra sermões, viu? Eh, sermões que são monólogos quando são bem feitos e tal. Existe um motivo aí, toda uma tradição da igreja que se foi levando para esse esse modelo. E acho que esse modelo pode ser proveitoso também, mas eu prefiro o comunitário. Eh, bom, beleza. Aí o o o João fala: "Fiz a pergunta para tentar entender a lição mesmo. O texto de hoje não está na lição, mas estou tentando entender a justiça e a misericórdia de Deus". É, João, é aquela pergunta que você fez no começo, né? Eu precisaria dar uma olhada no texto para entender melhor. Ah, o Edson pergunta: "Somos salvos por crer ou por obras?" Biblicamente, a gente é salvo por pelo que a gente crê. A gente não pode fazer nada para ser salvo. Tem nada que a gente possa fazer. É, o livro de Romanos é um livro inteiro construído com um grande argumento, no sentido que é absolutamente impossível você fazer alguma coisa que possa te levar à salvação, né? Deus encerrou todos embaixo do pecado para ele mostrar que quem salva é só ele mesmo. Eh, então não não se fosse por obras não existia salvação, tava todo mundo perdido. Eh, vamos lá. Eh, gente, se vocês puderem dar mais um feedback aí sobre o som aí, o pessoal falou um pouco aqui que tinha esturado. Depois não tá mais. Se vocês puderem só me falar se tá OK. Aí a Lin fala aqui, tinha uma época que eu tava meio de bode de religião, muitas proibições, tudo era proibido e pecado. Eu fiz a primeira comumão, fiquei tão emocionada a tomar as hostas da primeira vez, me senti iluminada, escolhida, mas depois me afastei. Senti o encanto acabar. É, isso acontece muito, viu, Lilian? Acho que em todas as igrejas o a gente vai a gente perde aquele a expressão que tem no livro de Apocalipse, né? Perdeu o primeiro amor, né? você, a gente, aquela conversão do início, ela causa uma reação na gente emocional que depois parece não acontecer mais do mesmo jeito, né? Isso acontece. Pessoal falando que o áudio, o áudio tá OK aí. Valeu, gente. Neusil fala dashivas, né? Ashiivá, eu já não sei a história dashivas. Eu sei que hoje a Ia Shiva é o que seria um seminário, é o é o lugar onde uma pessoa estuda pro rabinato, ele estuda para virar rabino, né? Não é a mesma coisa do que uma sinagoga. Agora, como surgiu historicamente, eu não sei dizer. As Iivanas, né? Eh, bom, vamos lá. Eh, Neusil coloca aqui uma questão. Nossa, eu discordo. Somos salvos pela graça, por fé e por obras. É um tripé e não uma um anula o outro. É bíblico isso. Então, existe uma questão bíblica, eh, existe uma discussão aí entre Paulo e Tiago. Paulo fala que somos salvos, exclus somos justificados exclusivamente pela fé. E a salvação vem pela justificação, né? Então, somos justificados pela fé. E ele faz todo esse argumento de Romanos. Eh, Tiago vai falar que o exato oposto, ele vai falar: "Não somos salvos somente pela fé, mas pelas obras também. Não somos justificados pela fé, mas pelas obras também. Mas do jeito que Thago fala e é o jeito que eu entendo essa essa essa tensão entre essas duas ideias, é que a ideia que que Thiago tá falando é que se você é salvo, se você está salvo, isso necessariamente tem que se manifestar na sua vida em obras. Quer dizer, o sujeito que é um assassino e ele é salvo por Deus, ele vai demonstrar essa salvação em deixar de ser um assassino, entende? Ele não vai ser salvo porque ele não mata, mas ele não mata porque ele foi salvo, entende? Então, na minha cabeça, Neuzi eu inverto as ordens dessas coisas aí. Eh, a salvação vem primeiro e as obras são consequência delas, né? A gente chama de obras, né? Ele coloca aqui, eu não sei, Neusil, se é ele ou ela, você, Neusil, eh, e coloca aqui mesmo, porque em Apocalipse tá claramente escrito das obras condenatórias. Exato. Isso existe na Bíblia toda, né? Eh, na Bíblia toda fala de de coisas que são condenatórias. Aí a questão é para você ser salvo, o que que você tem que fazer? Não cometer nenhuma dessas obras condenatórias. Eh, é, se você não comete nenhuma delas, você está salvo. Mas quem não comete nenhuma, esse é o que o Paulo vai colocar. Tem alguém que é perfeito, que não erra, que não peca, né? E se tem alguém, não precisaria. O Edson até coloca aqui também, a obra de Cristo não estaria consumado. Se tivesse alguém que não pecasse, a gente precisaria de Cristo morrer, porque aí o o critério ia ser da salvação, ia ser as obras. Mas Cristo vem morrer justamente porque a gente não tem como se salvar sozinho e ele oferece pra gente de graça a salvação. Só que essa salvação, uma demonstração da da salvação é justamente as obras, né? Eh, mulher, a Sil, a mulher. Então, Sil, eh, e a Sil coloca aqui: "As obras não te salvam, mas as má obras te condenam. É sutil, mas é cabal". É, o problema é que todo mundo tem mais obras e tá todo mundo condenado. E é o que Paulo fala: "Quem vai me livrar do corpo da dessa condenação?" Porque aquilo, o bem que eu quero, eu não faço e o mal que eu não quero fazer, isso eu acabo fazendo. Então, se as má obras condenam, todo mundo tá condenado. E é de fato, todos estão condenados e as más obras condenam, sim. Eh, graças a Deus que Cristo nos livrou desse dessa dessa perdição, né? Esse é o argumento que que vai ser feito nas cartas de Paulo sobre essa questão. Eh, bom, vamos lá, gente. Vamos então para esse tema que eu tinha preparado hoje. Já são 9 horas. Eh, qual que é a ideia? O que, qual que é esse tema? De onde ele vem? O que que é o que eu quero falar? Então, eu preciso explicar antes o que que é esse tema. Eh, tô vendo o pessoal do comentando ainda coisas dessa ideia da salvação, né? Eh, talvez no outro dia a gente também comenta mais profundamente, pegue um texto específico e fale sobre ele. Talvez, ia ser legal, de repente traz aqui os dois textos de Paulo e de de Paulo e de Thago. E a gente coloca, lê os dois textos e ver aqui. Eu não sei de cabeça quais são os textos para eu abrir aqui e já ir falando, né? Mas eu sei que um tá em Thiago, no livro na na na no livro de Thiago e outro tá num eh na carta de Romanos, carta aos Romanos. Agora, qual exatamente a passagem? Eu não sei. Bom, vamos lá. Então, existe uma um problema que é que quando a gente olha paraa Bíblia, eh, e isso aconteceu lá por volta do século XVI e X, você começa a encontrar muitas similaridades com outros textos religiosos do Antigo Oriente Médio. Então, o que aconteceu nessa época? Eh, se fizeram muitas descobertas arqueológicas, principalmente em relação às religiões do antigo Oriente Médio. E começou a se perceber que coisas que a gente achava que eram exclusivas da Bíblia não são tão exclusivas assim. Então, por exemplo, coisas as coisas mais comuns que a gente vê na Bíblia e em outras religiões, principalmente do antigo Oriente Médio, mas não só também, né? A ideia de um Deus que você cultua e que você vai num santuário que tem um sacerdote e você oferece um sacrifício. A ideia de santuário, sacerdote e sacrifício é uma ideia que é muitíssimo comum no culto pagão, né? Então, quando você olha pra antiga Grécia, as pessoas ofereciam sacrifícios para os deuses e isso aconteceu num santuário e era intermediário intermediado por um sacerdote. Inclusive existia até a ideia no Tigor Médio do templo tripartido, que é um templo que é parecido com o templo que é descrito na Bíblia, que é o templo onde tem um pátio. Existe uma construção principal que tem uma parte mais externa e uma parte mais interna. E essa parte mais interna, ela é mais separada das outras. E no templo pagão é onde você tem o ídolo. O ídolo fica nessa parte. Então, não sei se vocês lembram o episódio em que a a arca da aliança é é levada por um povo, eu não lembro se era os filisteus, e ela é levada e colocada dentro de um templo na frente da estátua de um deus chamado Dagon. Então o no pensamento desse povo tem um paralelo. A arca da aliança é o que ficava dentro do santíssimo. Então ela vai ficar no que é pra gente o santíssimo, que é essa parte interna onde fica o o ídolo, né? E aí tem aquela ideia de quando eles chegaram de manhã o ídolo tava caído, depois levantaram o ídolo, aí depois no outro dia o ídolo tava caído e esquartejado, quebrado no chão e tal. Eh, e aí começou a aparecer as pragas e tal, né? Então, a gente tem similaridades entre o o a religião bíblica e de outros povos. E quanto mais se estudava, mais parecia que que tinham mais similaridades. Eh, e tem dois textos principais que mostram diversos aspectos em comum com várias ideias bíblicas, um que chama Enumaeles e outro que é a epopeia de Gilgames, né? O que vamos falar primeiro do Enumaelis. O que que é o o Enumaelish? E uma série de tabletes que foram encontrados, eh, que eles são mais antigos que o texto bíblico. Eles estão lá em entre o século XI e X antes antes de Cristo, antes da era comum. E eles contam a seguinte história, o enomelish é um é um é um é um texto, é um mito de criação divina babilônico, tá? Então, qual qual que é a história, né? A palavra enumaelish, a expressão enuma significa quando no alto, porque ele começa com essa frase, quando no alto não havia nada e tal, nada tinha sido criado, havia só eh Tiamate e Apso, que eram dois grandes seres aquáticos, dois grandes dragões de de água, vamos chamar assim. Eu já vou fazer a a o paralelo com dragão, porque é muito interessante quando você fala de Tiamat e é um dragão. Para quem tem a minha idade vai saber a referência, né? E a caverna do dragão tirou essa ideia da do mito babilônico do Enumaelis, que Tiamate era um dragão muito importante, né? Então, no início só havia água e caos. E nesse caos, desse caos, emerge Tiamate e apso, representando o feminino e o masculino. E esses seres, eh, eles eles se relacionam e começam a gerar outros seres. E você vai tendo várias gerações de deuses e demônios nascidos de Tiamate e Abso. E quando você chega na sétima geração de de deuses, começa a haver uma rebelião entre os deuses nascidos e esses seres primordiais. Isso daí é o que diz esse mito eh babilônico do Enumaelish. E quando começa essa essa esse conflito, se estoura uma guerra. E nessa guerra, esse deus Apso é morto. E quando Abso é morto, Tia fala: "Eu vou me vingar com toda a minha fúria sobre vocês". E os deuses ficam com medo. E eles se reúnem e fala: "O que que a gente vai fazer? Quem vai conseguir derrotar Tiate? E os deuses que são aliados a ela agora. Depois que Abson morreu, agora Kingu se torna o marido dela e e o general dos exércitos dela. Eh, e nessa reunião de deuses, um Deus fala assim: "Não, vamos fazer o seguinte, eu vou, eu, eu derroto Tamat, só que vocês vão ter que jurar para mim que vocês vão eh vão todos serem, né, uma espécie de vassalos. Vocês vão ser todos submetidos a mim, né? Se eu conseguir fazer isso, se eu conseguir matar Tiate, derrotar Tiate, e eu vou ser o Deus soberano. Então, e as pessoas concordam. E o nome desse Deus é Marduk, que é a principal divindade da Babilônia. E aí eles vão para esse conflito, esse grande conflito aí que Marduk ele sopra um ventro na boca de Tiamate, a boca de Tiamate se abre e ele joga uma seta dentro da boca de Tiamate, acerta o coração dela e ela morre, né? muito interessante. Eu não sei se é uma se é uma referência intencional ou não, mas tem um filme do Godzilla, nesses novos filmes do Godzilla que tem e com aquele ator eh o o cara do e o Brian Cranston, que é o cara do Breaking Bad. Esse filme do do Godzilla, o Godzilla tá lutando contra outros seres primordiais igual ele e ele derrota esse ser justamente soltando aquele aquele jato dentro da boca desse outro bicho e e esse bicho é destruído, né? Igual a ideia, a história aqui de de Marduk e Tiamate, dessa grande guerra entre os deuses, né? Então, assim que Tiamate é morta e o corpo dela é é é é dividido, então ele usa esse corpo para que para criar a terra e os céus com esse corpo dividido de Tiamate. Então o mundo é feito do corpo de Tiamate e do general que eh que não, isso é um pouco mais, isso é um pouco para depois. Bom, o mundo é criado, então. E aí os deuses começam a se empenhar para cuidar desse mundo recém criado agora depois dessa grande batalha. Só que eles vêm reclamar para Marduk e falam: "Olha, é muito trabalhoso cuidar desse mundo. Como que a gente vai fazer?" E aí Marduk fala: "Não, eu vou dar um jeito". Então ele pega Kingu, que era o general aliado a tia Mate, né? do da do sangue desse general morto, ele mistura com um barro e cria então o ser humano. Então a função do ser humano dentro do enuma é servir os deuses. Então o ser humano é que vai fazer a manutenção desse mundo no lugar dos deuses pros deuses poderem descansar, né? E tudo isso acontece então eh sob o domínio de Marduk. E o Enoma termina com a construção da cidade da Babilônia, que seria a morada dos deuses e tal, né? Então essa esse conto do Enumaelish, eh, ele provavelmente é um ele ele era um conto litúrgico, ele ele era lido todo o fim de todo o início de ano babilônico, festival do ano novo babilônico, né? Aquit. E era a ideia que se parece é que havia uma encenação do Enuma Elish quando isso acontecia. Eh, e tinha diversas funções aqui, né? Tem um um outro escritor, o Nauns Sarn que vai falar que eh o Enumel tem uma função eh mitológica. Ele tem uma função de explicar como o mundo surgiu. Ele tem uma função eh política, porque existe uma relação entre a ideia do rei e de Marduk. Então o Marduk é o o deus soberano legítimo, porque ele derrotou Tiamate. Então o rei ele representa Marduk, então ele é o legítimo. Então a gente deve eh obedecer ao rei, assim como os deuses obedeciam a Marduk. E então existe toda essa relação, então várias funções ali, né? E também de colocar a Babilônia como uma cidade central ali daquele império babilônico, né? O que que a gente vê de quando a gente ouve pela primeira vez parece que não tem nada a ver com a Bíblia, mas tem algumas coisas semelhantes aí que vocês cidades devem ter percebido. O mundo começa na água, numa água caótica. E aí você tem o número sete relacionado com a criação, né? texto bíblico são sete dias no Enomelist são sete gerações de deuses. Aí você tem a criação do mundo pelo Deus soberano. E aí você tem o ser humano criado a partir do barro. E você tem no texto bíblico a criação do jardim do Éden para finalizar essa obra enquanto na tem a Babilônia. Então várias coisas que você vai juntando os pontos falando: "Olha, tem similaridades, né? tem similaridades. E aí quando a gente olha paraa epopé Gilgames, que é uma outra história, que vai ter aqui uns outros elementos aqui, né? Como que funciona a epopeia de Gilgamesch? A epopeia de Gilgamesch já é uma história um pouco diferente. Gilgamesh era um rei da Suméria, era um rei muito tirano e os deuses criam para ele um uruk, né? é o nome da da cidade que julga mais o rei, os deuses, né? Eh, cria um a alguma coisa para tentar diminuir a tirania desse deus, desse rei, né? Então ela cria em que ela cria a partir do barro, ela cria um ser primitivo. Esse ser primitivo, então, eh, ele se torna amigo de Gilgameh. E tem toda uma ideia também que ele é ele é criado como um ser inocente, mas aí ele tem uma iniciação sexual por sete dias e aí ele se torna sábio como os deuses. O número sete de novo aqui. É só que aí o o eh o Gil Games o W e o Gilgamesch passa então a perceber uma a mortalidade falando: "Olha, eh, eu vou morrer também um dia e eu quero saber como eu faço para evitar a morte". E aí ele vai atrás de um sábio que sabia como evitar a morte, um sábio chamado Utonapistin. E o Utonapistin, ele tinha, ele era muito sábio porque ele tinha criado um barco muito grande que salvou a humanidade de um grande dilúvio que aconteceu, que os deuses jogaram sobre a terra. E ele fala pro Gilgamesh que existe uma forma de você não morrer, que é você comendo do fruto da vida. E Gil Gamash parte então no nessa nessa jornada em busca do fruto da vida para ele não morrer e ele encontra esse fruto. Mas no final da da história, né, esse fruto é roubado por uma serpente. E aí Gilgameh tem que se confrontar com a própria perspectiva de morte. Aqui tem outros paralelos que parecem mais óbvios ainda, né? De novo, a ideia do ser humano ser criado a partir do barro, no caso aqui o Enkidu, eh, você tem a árvore da vida, o fruto da árvore da vida que dá a O pessoal tá falando que o som baixou. O som baixou de repente, gente. Eu não sei o que que acontece aqui. Eh, deixa eu aumentar um pouquinho aqui. Bom, eh, tão vários paralelos aqui. Vocês veem, né? A árvore da vida, o fruto da árvore da vida é o que dá a imortalidade. Existe uma serpente nessa história relacionado com o fruto e essa serpente acaba acaba desviando ali. Tá baixo ainda, gente. Baixou. Deu umas estraladas e baixou. Ai, gente, eu não sei o que eu faço agora. Tá OK. Tá bom. Vou continuar, então. Talvez eu tenha pisado no fio. É possível também. Eh, então quando você começa a estudar e começa a ver esses paralelos, fala: "Pera aí, o texto bíblico não é tão original quanto a gente pensava." E surge então uma teoria que é criada que é a teoria de um modelo de evolução das religiões. Então o texto bíblico, o Deus bíblico, a ideia bíblica de religiosidade, eh ela não é uma ideia que eh que original, mas ela acontece a partir de uma evolução do politeísmo. Então qual que era a teoria? Bom, a gente sabe que existem essas grandes cidades, eh, as cidades muradas da antiguidade e que normalmente nessas cidades, como a gente viu aqui no no Enumaelish, você tem um Deus que é soberano sobre os outros. Então, o que deve ter acontecido é que esse Deus acabou sendo muito cultuado ao invés de outros. os outros deixaram de ser cultuados. E aí a gente tem uma monolatria, que eles vão chamar, não é exatamente um uma monog, um uma mono eh um monoteísmo. Não é exatamente o monoteísmo, mas é uma monoloatria, no sentido de que eu até considero que existem outros deuses, mas aqui a gente só adora esse daqui. E depois desse desse processo de monolatria, isso acaba virando com o tempo um monoteísmo. Essa era a ideia que se tinha. Então, a Bíblia surgiu desse jeito. Eh, essa é a ideia que a pessoa do vídeo tava me falando, né? Um conceito ali do século XIX, eh, aquele vídeo que eu falei do ateu que tava argumentando nesse sentido. Só que aí dentro desse contexto aparece um sujeito chamado Iresz, que é o Kaufman ali no começo do século XX e ele escreve um livro chamado A religião de Israel. Eu até tenho uma cópia aqui que eu consegui de algum jeito, eh, de uma edição em português, não existe mais, é dos anos 70. Eh, e aí ele vai propor uma coisa diferente e ele vai apontar para algumas coisas, né? Eu falar: "Ol isso". Só que quando a gente olha pro texto bíblico, a gente não encontra rastros disso, porque o texto bíblico parece desconsiderar totalmente a existência de outros deuses. Quando você olha pro texto bíblico e ele comenta de outros deuses, ele não fala que um que o Deus o o Baal se levantou, andou, foi até tal lugar e fez tal coisa. Isso não acontece no texto bíblico, né? Ou que Dagon, Dagon ficou enfurecido, falou para não sei quem tal coisa, foi em tal lugar e guerreou e tal. Não, os deuses são sempre compreendidos no texto bíblico como ídolos. E a Bíblia vai falar que esses ídolos são vazios. Então a Bíblia parece ignorar a existência dos deuses. E aí o Herescal Calvman, ele vai propor um modelo diferente desse que é que tinha sido colocado. Ele vai dizer: "A Bíblia não é uma evolução do politeismo, mas ela é uma revolução. Porque o que acontece no texto bíblico não é que a gente vê um um ponto de um modelo de transformação da religião, mas a gente vê na verdade um confronto total com a com todas as outras visões sobre a religião. Eh, e o que vai se dizer, então, que o texto bíblico não é uma evolução do politeísmo, mas é uma polêmica contra o politeísmo. O texto bíblico, ele parece tá se opondo assim conscientemente sobre o politeísmo. E aí vem o o conceito principal do Calfman é a diferença entre o Deus bíblico e os deuses e e o e os deuses pagãos. Não é uma diferença aritmética, não é a questão, não é o número de deuses. E é por isso que ele não usa a palavra monoteísmo e politeísmo. Ele vai falar de paganismo e de religião bíblica. Porque não é só uma questão de número de deuses, mas existe um um esse Deus bíblico, ele é essencialmente diferente desses outros deuses. Então, olha só que interessante. Ele vai aqui, ele começa a explicar sobre o que seria então o politeísmo ou paganismo que torna a religião bíblica tão diferente dessas. Então ele vai falar: "Olha, quando a gente olha pro paganismo, a gente percebe algumas coisas. Primeiro, você tem vários deuses e o fato de existir vários deuses significa que esses vários deuses eles são limitados. Não existe a ideia de um deus ilimitado nas religiões do antigo Oriente Médio, né? Os deuses sempre são limitados, até porque existem domínios de outros deuses. Eh, quem cuida do mar é Poseidom, quem cuida do submundo é Ades, eh quem cuida do sol é Hélios. Então, os deuses eles têm os seus domínios e um não é dominador do domínio do outro. Então, só o fato de existir diversos deuses já impõe essa ideia de que os deuses não são ilimitados. E não só isso, eh, esses deuses eh são limitados e existe, parece que existe um tipo de poder que tá acima desses deuses, que aí vem um conceito que é um pouco complicado do Calfman, que é o reino metadivino. E o que que é o reino metadivino? O Calfman propõe então que dentro do pensamento pagão existe uma esfera de realidade que tá acima dos deuses e paraa qual os deuses estão submetidos a ela. Então, por exemplo, e dentro do Enumaelish existe uma ideia de caos, um caos primordial. De onde surgem os deuses? Eles eh eles não existem, eles não sempre existiram. Essa ideia é uma ideia esquisita. Eles surgiram de algum lugar. É o caos que gerou esses deuses, aquele caos primordial das águas. E os deuses eles lutam e se matam usando um poder que é proveniente desse caos primordial, que seria o reino meta divino aqui dentro do pensamento do Enumaelish. Então, dentro de do pensamento pagão, existe uma esfera de realidade que submete os deuses a a ela. Eu, né? Ele vai chamar de reino metadivino, mas é como se esse reino metadivino fosse uma mecânica universal que afeta os deuses. Então, só pra gente entender melhor, por exemplo, né, o o que a gente poderia chamar de reino metadino dentro do pensamento grego é o destino. Quando algum sacerdote, algum oráculo, ele ele ele dá um um oráculo de um de uma coisa que vai acontecer, o destino tá tá o destino já foi eh traçado e os deuses não conseguem fugir ao destino. É interessante isso, né? Por exemplo, a gente tem o titã Cronos, o pai dos deuses do Olimpo. Existe um oráculo de que um filho de Cronos vai matar ele, ele vai ser derrotado pelo seu filho. E o que Cronos faz? Ele começa a devorar os seus filhos. Falou: "Não, esse eu não vou me submeter a esse destino". Só que é como se fosse inevitável. Ele não tem o que ele fazer, porque de alguma forma ele é enganado quando nasce Zeus. Uma pedra é colocada enrolada num pano do bebê e ele engole essa pedra e Zeus cresce e quando ele se torna adulto, ele vem eh derrota Cronos, libera os seus irmãos da barriga de Cronos e tal, né? Ní algumas versões vão dizer que Cronos vai ficar então eh exilado no tártaro e tal. Eh, então não há o que um deus, nem um titã, nem ninguém possa fazer para evitar essa os decretos do do reino metadivino. Então, existe uma esfera de realidade acima dos deuses. Inclusive, essa esfera de realidade é a que gera os deuses e o universo. E se você consegue manipular essa mecânica, você consegue derrotar os deuses e matar eles. Você porque você tá acessando uma esfera de poder que tá acima. Os deuses foram gerados por essa esfera de poder, por esse reino meta divino. Eh, eu não sei se tá muito claro isso, né? Porque é um conceito complexo, só que quando a gente começa a olhar para o pro que o Calfman tava olhando, vê, a gente vê que faz sentido, né? É claro assim, o Calfum é um pouco pretencioso, porque ele vai falar que todas as religiões pagãs têm esse reino metadivino. E é um pouco pretencioso falar todos, porque existem muitas maneiras de pensar o mundo, né? Eh, talvez isso se aplique ali às principais religiões do antigo Oriente Médio, ali no contexto onde a Bíblia foi escrita. Mas é interessante que a gente vê que existe de fato, parece existir um esse tipo de padrão, que existe essa esfera de realidade, esse reino metadivino, eh, ao qual os deuses estão submetidos e de onde emana o poder deles próprios. Então, eh, Calfon explica o o paganismo através desse dessa dessa ideia, né? Eh, os deuses, então, eles eles são gerados pelo reino metadivino e os deuses têm as suas as suas especialidades, digamos assim. Existem deuses que são sábios, existem deuses que são eh que conhecem os mistérios, existem deuses que são guerreiros, então eles têm as suas habilidades, têm os seus jeitos e tal, mas todos eles se submetem ao reino meta divino. E o que que o Calfman propõe? Quando a gente olha pro texto bíblico, isso parece ser diferente. Quando a gente abre Gênesis 1, verso 1, a gente lê assim: "No princípio, e essa expressão no princípio bereit, né, no hebraico, ela parece ter alguma similaridade com o enumais, né, quando no alto não havia Deus e tal. E uma maneira eh que provavelmente é uma maneira, melhor maneira de se traduzir ali, o Gênesis 1 verso 1, é eh quando Deus começou a criar os céus e a terra, a terra era sem forme, vazia, etc e tal. Então o texto começa falando sobre Deus, sobre a criação do mundo, só que a gente não tem o surgimento de Deus. Quando começa, Deus já tá lá. Então, existe uma ideia de uma teogonia, que é a palavra que é a descrição de da história da criação dos deuses, como os deuses foram criados. Então, qual é a teogonia do Olimpo? Essa história que eu contei de Cronos. É assim que que nasceu Zeus e seus irmãos, né? Os os principais ali, Ades, eh o Poseidon e tal. Eh, é assim que aconteceu, né? Isso é a teogonia. Inclusive, existe um livro, A Teogonia de Esildo, que conta essas histórias, eh, que essa é a teogonia, essa é a origem, a Genes, a de gonia vem de de Gênes, o Gênesis dos TOS, dos deuses, né? Eh, quando você olha para outros relatos, você vê eh outras teogonias, sempre tem uma explicação de onde é que surgiram os deuses e tal. Eh, quando você olha paraa Bíblia, não existe teogonia. O Deus bíblico, ele não tem história. Não existe uma história de Deus. Como que Deus surgiu? Quem fez ele? Como ele se tornou o Deus soberano? Não existe. Eh, a Bíblia é desprovida de teogonia. A Bíblia é desprovida de teogonia e de mitologia. Que a mitologia, nesse sentido, seria a história de como os deuses se tornaram soberanos. Então, a teogonia é a origem dos deuses e a mitologia seria a história dos deuses, dos deuses ou dos heróis e de como eles se tornam aquilo que eles são, né? Eh, a Bíblia desprovida de teogonia e de mitologia. E aí parece que o texto bíblico, a a lógica bíblica aponta para um um jeito de enxergar o mundo muito diferente de de todos esses mitos pagãos. Justamente porque no texto bíblico não é que Deus ele é o reino metadivino, porque o reino meta divino em todos esses essas essas eh essas formas de ver o mundo, é uma mecânica impessoal. Só que o Deus bíblico, ele é pessoal, assim como os outros deuses. Ele ele ele fala, ele pensa, ele decide, ele tem vontades. Eh, mas ele não tá submetido a um reino metadivino. Não existe uma instância de realidade acima de Deus. Ele faz absolutamente tudo o que ele tem vontade de fazer, o que ele quer fazer, o que ele tem a intenção de fazer. E a única coisa que impede a Deus é ele mesmo, é a sua própria vontade de ser mudada. Eh, isso é muito interessante. Ah, a gente chama de deuses, né? A Bíblia usa a mesma palavra, Elohim, para se referir tanto a essas entidades de Deus quanto ao próprio Deus bíblico. Só que quando a Bíblia descreve as ações de Deus e e a natureza de Deus dentro da das suas narrativas, o que acontece é que Deus é essencialmente diferente desses outros deuses. Ele é totalmente limitado, ele não tem início e ele não morre. Não existe uma esfera de realidade que você consiga manipular a Deus, né? Eh, não existe nada que consiga fazer com que você eh derrote bíblico não pode ser derrotado. Inclusive, da perspectiva bíblica, quando Israel perde uma guerra, que era compreendido dentro da da mentalidade religiosa dos outros povos como a derrota dos deuses daquele daquela daquela nação, Israel tem uma ideia muito interessante que é a ideia de exílio, que é a gente foi derrotado. Isso significa que Deus venceu também, só que significa que Deus venceu na nossa derrota. Ou seja, eh, quem na verdade estava se opondo a Deus não era o nosso povo inimigo, eram nós mesmos. Nós é que nos opomos a Deus e por isso fomos derrotados, porque não existe dentro da lógica bíblica uma forma de se derrotar a Deus, né? Inclusive o Deus bíblico, ele é ilimitado e ele é solitário de certa forma, né? A gente comentou aqui num um conceito de um outro escritor, né, do Rudolf Otto, que é o Gansander, que é a ideia de um deus eh que é o totalmente outro, que é o essencialmente outro. Ou seja, o Deus bíblico, ele é solitário porque não existe ninguém na mesma posição que ele, como há nos no caso dos deuses. Então, por exemplo, muitas vezes a gente olha para pra Bíblia como um grande conflito entre Deus e Satanás. Mas quando a gente olhar pro texto mesmo, existe uma oposição entre Satanás e Deus, porque ele, Satanás decidiu se opor a Deus, mas não existe nenhum tipo de contraposição como se existisse um uma um uma uma similaridade entre Deus e Satanás. Pelo contrário, a gente até acha estranho, porque parece que Satanás, mesmo sendo oposto a Deus dentro da visão cristã, né? O, existe uma visão que se tornou predominante hoje no judaísmo, que pensa diferente, mas eh mesmo Satanás sendo oposto a Deus, ele parece estar sempre submetido. Quando a gente olha, por exemplo, lá pro eh pro livro de Jó, o Satanás só pode fazer aquilo que Deus permita que ele faça, né? Não, não existe nenhuma vez no texto bíblico eh Satanás conseguindo medir forças com Deus, mas parece que Satanás ele só se aproveita de uma ideia que é o Deus bíblico permite certa oposição. Inclusive, essa certa oposição não precisa ser um um um ser angelical. Você pode se opor a Deus se você quiser. Você pode se rebelar contra Deus se você quiser, né? Eh, e isso só existe essa condição porque Deus permite que ela aconteça. Então, olha só, né? Esse é é a primeira parte. a gente vai parar nessa ideia e depois a gente vai ver outras implicações. Mas quando a gente olha para esses outros mitos que eu falei, apesar dele ter similaridades, parece que essas similaridades são só na aparência, na forma, mas na essência elas são totalmente diferentes. Então, por exemplo, a gente falou aqui do Enum, o ser humano sendo criado a partir do barro, né? um barro misturado com o sangue do general de Tiamati Kingo. Só que qual é a função do ser humano dentro dessa narrativa? A função dessa desse ser humano é servir aos deuses. Ele é criado como basicamente um servo, um escravo dos deuses para manter o mundo. Quando a gente olha pro texto bíblico, tá? Deus também cria o homem do pó da terra. Mas qual é a função desse homem? Quando Deus olha para homem, Deus fala: "Ah, eu vou criar um ser, a minha imagem de semelhança." Isso é um conceito totalmente estranho ao pensamento pagão. E qual e qual é a relação que Deus tem com esse ser? É Deus que serve o ser humano. É Deus que cria a comida pro ser humano. Fala: "Ó, eu estou aqui, ó, eu estou te dando um jardim. Eu tô te dando comida e você pode ficar à vontade. Aqui eh, quando a gente olha para pra essência, pro pensamento, paraa função dessas similaridades, a gente vê que existe a similaridade só na casca. O resto é totalmente diferente, né? Interessante até é que o texto bíblico parece tá consciente disso e ele é irônico em relação a isso. Então, por exemplo, isso que eu acho muitíssimo interessante, né? Lembra? A gente falou aqui que o enumelish é anterior ao texto bíblico. E quando a gente lê o texto bíblico lá em Gênesis capítulo 1 verso verso 2, você tem uma parte que diz assim, né? Eh, havia trevas sobre a face do abismo. Ah, gente, de novo. Tá pipocando. Só um segundo, eu vou desligar, vou desplugar o microfone e plugar de novo. Funcionou da outra vez. Eu não sei porque isso acontece. Então, pausa de 30 segundos. Pronto, gente, estou Estou de volta. Me digam aí como que tá o áudio, se tá pipocando, se tá estourando, se tá OK. É uma pena, eu queria que esse vídeo ficasse bom, eh, que não tivesse problema. O Zé disse: "Agora vai". Eh, eu queria que esse vídeo ficasse legal. Bom, vamos ver se se essas esses problemas de áudio eu consigo consertar na edição pra gente ter um vídeo OK, né? Mas eh, como eu tava falando, essas diferenças parecem ser só na forma e não no conteúdo. Lá em Gênesis, então, no capítulo 1, no verso 2, ele vai falar, eh, bom, no princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma vazia, havia trevas sobre a face da do abismo e o espírito de Deus pairava sobre as águas. Que que quer dizer essas trevas sobre a face do abismo? E quando você lê o texto, existe um uma coisa muito interessante que essa expressão havia trevas sobre a face do abismo, né? The roser alphom, a palavra terom, se você vê quais são as consoantes de terrom, é thm, que são as mesmas consoantes de tiamat. Tiamat. E a palavra terom parece ter, tá? etimologicamente ligada a tia Mat. Então, é como se o texto bíblico tivesse fazendo um certo deboche de tia Mate, que ela tá também presente aqui no relato bíblico de criação do mundo. Mas o que que é tia Mate? É nada. É só um abismo. E ele não faz nada. Não tem poder nenhum. Em oposição a Deus, todas as coisas são inanimadas. O único que é poderoso, que é vivo, que faz coisas é Deus. As outras coisas todas são desprovidas de alma, inclusive tiamate, o terromo, né? Então, olha só que coisa interessante. Parece que o autor de Gênesis estava consciente de tudo isso que a gente tá falando. E ele escreve um texto que é propositadamente um eh como a gente tinha falado, uma polêmica, né? é propó é é propositado da mente um desafio, é é um um é uma rebelião, como a gente tava falando, contra essa visão de mundo do paganismo do Antigo Oriente Médio. Em oposição a Deus, tudo é inanimado, né? em oposição. Inclusive, quando ele vai falar, por exemplo, do dos luminares lá do quarto dia, esses nomes também são nomes de deuses no Antigo Oriente Médio, né? Shamh, que é o sol no texto hebraico, é o nome de um deus, um Deus do sol também no Antigo Oriente Médio. Só que aqui no texto bíblico até o nome dele é tirado, é só chamado de um luminar maior. Ele não é nada. E ele não faz nada. Ele só obedece o que Deus falou para ele fazer. Ele não fala, ele não pensa, ele não age, ele só tá ali. Então, olha, eh, a como esse eh o texto bíblico parece se diferenciar essencialmente, né? De certa forma, a gente vê que Calfman tava certo, porque o texto bíblico, apesar de falar de um povo que tá sempre caindo de volta em paganismo, apesar de ter expressões que são tiradas dentro de um contexto cultural, né, a própria palavra deus, palavra e Elohim, eh parece ter uma relação com el, que era o nome de uma divindade cananéia, mas no texto bíblico, ele é usado como uma expressão divina, eh, genérica, apesar de ter essas similaridades e esses pontos de contato, a essência do do texto bíblico é diferente da essência do pensamento pagão, né? E aí a gente vai ver no próximo estudo como isso vai se manifestar em diversos outros aspectos. Qual é a relação entre Deus, o homem, a natureza, entre a moralidade, né, e outras coisas mais. Tá bom? Então é isso, deixa eu ver aqui os comentários de vocês. A Lilian até coloca aqui igual a série American Gods, a luta entre os velhos e os novos deuses pelo amor e temor dos humanos. Então, Lilian, olha, eu gosto desse tema porque ele me faz pensar sobre o texto bíblico, sobre a essência do texto bíblico, no que que o texto bíblico é mais essencialmente diferente do resto e me faz perceber como a gente tende a um pensamento pagão normalmente. Porque as histórias que a gente inventa para contar, elas estão sempre dentro da lógica pagã. Eh, essa série eu não assisti essa série com American Gods, mas eh eu não lembro. Eu vi uma série que era sobre deuses também, eu não lembro agora qual que era, mas é sempre dentro dessa lógica. Então, por exemplo, um um uma série de filmes que eu gosto, né? Vocês sabem que eu sou meio nerd, eu gosto do Star Wars. Quando você olha pro Star Wars, você tem uma lógica que parece funcionar desse dentro desse paganismo eh calfminiano eh do Heres que é o Kaufman. Porque existe uma espécie de um reino metadivino, que é a força. Ela é a origem do poder desses grandes guerreiros sobrehumanos, que são os gedais, né? Eh, mas ao mesmo tempo eles estão submetidos a ela, né? Eles não são eh aí tem um elemento a mais também, né? Que os gedais eles já nascem com esse poder e tal. E de certa forma existe sim um um paralelo entre os heróis, os heróis de cultura pop mesmo e os deuses em relação à função narrativa e até social. Eh, são seres sobrehumanos, seres com poderes sobrehumanos e que fazem grandes feitos, mas a gente vê que sempre eles são limitados a uma esfera de realidade, a um reino metadivino, que é a fonte do poder e da origem deles e que eles podem ser manipulados, eles podem ser mortos, eles podem ser derrotados quando você acessa essa fonte que tá acima deles, que é uma fonte de poder. o reino, o seria o reino metadino, que é uma fonte de poder, que é um um uma mecânica impessoal que rege o universo, né? A gente às vezes para criar os nossos contos modernos, a gente pensa nessa esfera de poder como a ciência. Esse seria o reino meta divino, porque é através da ciência que surge eh o Homem-Aranha e o Capitão América com experimentos científicos. é a aranha radioativa, é o soro do super sooldado e tal, é a é a experiência com os raios gama e tal. Então a gente sempre tá mudando os nomes dessas desses reinos metas divinas, mas eles sempre estão lá, né? Eh, é interessante ver isso, como isso se manifesta, essa lógica que o Carfumando escreveu, ela se manifesta ainda hoje nas histórias que a gente inventa pra gente se entreter. Parece que a gente não consegue fugir dessa dessa dessa lógica pagã. E não necessariamente isso, isso é uma coisa assim, ah, não pode ver filme porque tem uma lógica pagã. Tem uma lógica pagã, né? Como a gente comentou no último, não sei se foi no último ou no outro estudo, o importante não é você se abster dessas dessas coisas, mas você tá consciente e crítico delas. É você assistir um filme e você perceber a lógica que existe por trás dele, como a história é construída e e como ela como quais são os elementos e como eles funcionam entre si. E você percebe padrões como esses que a gente tá comentando, né? Aí o Caio vai falar assim: "Tem a questão de que o povo hebreu reconhecia os deuses das outras nações. Então alguns colocam a dúvida: Deus é único porque só ele importa ou é único porque só existe ele?" Então, Caio, essa é uma questão. Eh, as pessoas comentam isso, mas até hoje eu não vi um argumento que me convencesse. Eu sei que existem estudiosos até que falam disso, mas eles vão citar assim no máximo um ou dois textos de toda a Bíblia e que são controversos para falar que olha, eles os outros deuses fizeram alguma coisa. Por exemplo, tem salmos que falam que Deus se assenta na na assembleia dos fortes e tal. E esses fortes seria a palavra Elohim, seriam os deuses. Então, a ideia de que existe uma assembleia de deuses aparece na Bíblia, mas curiosamente nunca esses deuses são mencionados. Então, parece que a Bíblia empresta a ideia da Assembleia dos Deus que significa um lugar muito importante onde se toma grandes decisões. Deus está lá, mas não tem outros deuses. A Bíblia nunca descreve outros deuses, como a gente comentou aqui, fazendo coisas. Eles não têm ações. A gente não tem falando, por exemplo, Baal, que é um Deus que aparece o tempo todo na Bíblia, a gente tá sempre falando das pessoas adorando Baal, mas a gente nunca vê Baal fazer nada. Ele nunca se levanta e vai para algum lugar e fala com alguém. Eh, eh, Baal é como se fosse só uma ideia. Ele não é um Deus de verdade. Então, nesse sentido, você olha pro texto bíblico, ele é ateu em relação à existência dos outros deuses mesmo. Ele olha os deuses e fala: "Eles não existem, eles são só ídolos vazios". Esse ceticismo é uma coisa muito estranha dentro do contexto, porque dentro desse contexto as pessoas sempre tinham receio dos outros deuses que eles não conheciam, né? né? A gente vê o próprio Israel, quando ele começa a dominar a região ali eh de Canaã, a história começa a se espalhar e falar: "Nossa, esse Deus dos israelitos é muito forte, hein? Qual é o Deus?" Não sei, eu nunca ouvi falar antes, mas se eles estão ganhando. Então, então sempre há uma aceitação da da existência de outros deuses muito facilmente dentro do contexto pagão, o que não acontece dentro do texto bíblico, né? Aí a Sil fala que é o fado destino que é superior. É isso dentro do contexto ali da religião eh grega. Aí de comenta eh o Enumel eu já li, achei bem interessante, engraçado a ideia dos deuses se incomundarem com o barulho dos humanos. Isso é tem outra coisa também, né? Isso acontece também na na hipopé de Gilgamesch. Existe um dilúvio universal. Olha, igualzinho na Bíblia, né? É só que quando você vai ver, existem coisas que são mostram a essência do pensamento é diferente. Por que os deuses decidem fazer um dilúvio universal que Utanapistin constrói a sua arca? Porque os seres humanos são muito barulhentos, eles não conseguem dormir. E o texto descreve de um jeito que parece que eles mandaram um dilúvio, mas no meio do dilúvio eles meio que perdem o controle, acaba virando uma grande inundação. Então, por mais que tenham coisas, existem outras coisas que são similares, que é interessante. A arca fica presa em cima de uma montanha no final, ele solta um pássaro para ver se já se as águas já estavam baixando. Isso acontece também nos relatos do do do Gil Gamesch. Eh, então parece que existem coincidências narrativas, mas o objetivo de toda a narrativa é totalmente, completamente, essencialmente diferente do texto bíblico. Ah, aí comenta: "Ata crítica com a crítica das fontes tem como pressuposto essa ideia evolutiva por base, a ideia das fontes já vista, elo cerdo, tal". Hoje eles têm uma ideia que eh que é parecida, mas o o Kaufman deu uma abalada nessa nessa nessa forma de de se ver dentro de de uma perspectiva histórico-crítica, né? Então essa era a forma predominante de se ver. o Calfão dá uma balada, então surgem outras discussões. Falou: "Ah, tem que se reconhecer que de fato o texto bíblico o ele tem uma maneira de ver o o a existência ou o universo, o mundo de um jeito diferente do paganismo. Então eles vão tentar conciliar meio que as duas ideias, porque obviamente de um ponto de vista histórico crítico, você não vai falar que é Deus quem revelou esse texto. Então assim, ah, tá. Então é um povo que surgiu com uma ideia diferente e que usou ali a referência dos deuses que eles conheciam e tal, mas veio com uma ideia diferente, né? Aí se eu fala aqui, eu concordo com esse pensamento judaico, o mal é submetido a Deus e e e seu Deus diz que ele cria o mal. Não existe oponente a Deus. Deus não criou essa criatura. Os inimigos de Deus são os homens oponente. A gente pode falar disso um outro dia, Sil, porque aí tem aí tem várias questões, né? Mas só para pincelar por cima, esse é o pensamento judaico predominante hoje. Eh, o judaísmo já considerou em outras épocas, existem discussões que estão registradas no talmode, inclusive sobre, por exemplo, que a serpente do Éden é Satanás e que Satanás não é um anjo a a serviço de Deus, como se tornou predominante no pensamento judaico hoje. Então, dentro do próprio judaísmo antigo, haviam essas discussões, mas essa corrente se tornou predominante hoje, né? E às vezes eu vejo judeus falando como se isso, ah, o judaísmo sempre pensou assim, é o único jeito de pensar. Não, no judaísmo já houve outras maneiras de se pensar isso. E eu acho que o que a gente pode fazer é olhar para esse pensamento judaico e reconhecer coisas. Por exemplo, a gente tende muito a colocar de fato Satanás como um um equivalente a Deus, um equivalente do mal. É o Deus do mal. A gente na prática faz isso muito. Então, só pra gente ter uma ideia, né? Vocês já devem ter visto, eu já faz tempo que eu não vejo esse tipo de postagem, mas principalmente no Facebook tem uma imagem de Jesus e Satanás com a fazendo queda de braço, né? Já viram isso aí? Normalmente tá assim, né? [risadas] Eh, se você gosta de Jesus, compartilha. Se você gosta do diabo, só olha, né? O cara faz uma chantagem emocional para você para você compartilhar o post dele que não tem nenhum sentido. Mas as pessoas têm esse pensamento, morrem de medo do diabo e tal. Então, de fato, na Bíblia, Satanás está submetido a Deus, mas da forma como a gente enxerga. Se você considera o Novo Testamento, então não existe como você concordar com essa visão, porque o Novo Testamento fala claramente Satanás como um ser rebelde a Deus, né? Apesar disso, ele está submetido a Deus, porque tudo tá submetido a Deus, né? Então, é importante a gente admitir essa soberania divina, inclusive sobre Satanás. Mas por outro lado, se você é cristão, se você considera o Novo Testamento, não existe possibilidade de você concordar com a ideia de que Satanás é um ser criado por Deus para cumprir o seu propósito de tentar o homem e assim a humanidade, o o o ser humano se tornar melhor, né? Eh, do ponto de vista cristão, isso é insustentável. Eh, e a gente vê aqui, boa explicação. A mídia gosta de usar esses textos antigos para desqualificar a Bíblia, como se ela fosse uma cópia. Parabéns, professor. Obrigado. Eh, os escritas, os escribas babilônicos modificavam o nome de pessoas e deuses em uma ideia quase mágica. modificando o nome, modificava-se o o poder, o poder de Deus, Gênesis não teria isso ou só é eh é naturalista, como vem hoje? Então, o que a gente percebe é que no texto bíblico, quando ele fala do sol, ele parece, ele parece ser até assim eh irônico, porque o sol é só um luminar, igual a ideia que a gente falou de tiamate, como o abismo. O abismo é só um abismo, ele não faz nada, ele não levanta, ele não vai sair dali, ele não vai fazer mal para você. Pode deixar. Eh, é só um objeto e esse objeto tá submetido à vontade de Deus. Ainda é Deus quem estabelece os luminares e diz o que que eles devem fazer ou não, né? Eh, o João coloca aqui o Salmo 82, verso 6, que é um salmo que Jesus também menciona ali numa numa discussão com com eh estudiosos da lei, né? Eu disse: "Sois deuses, sois sois todos filhos do Altíssimo, né? Eh, então seria uma ideia de que todos são deuses." O que que é como que eu entendo esse tipo de texto? Por exemplo, ele, se você entende da forma como ele parece, tá querendo dizer que todo mundo é um Deus, isso parece desto muito de todo o restante dos milhares de de versos da Bíblia, né? Então, para você entender dessa forma, no sentido de que o ser humano é divino, você tem que mudar todo o restante do texto bíblico. Então, eh, ou você pega esse texto e entende ele da perspectiva de todo o contexto da literatura bíblica, ou você entende toda a literatura bíblica do ponto de vista do contexto desse único verso. Entende o que eu quero dizer? Esse é um princípio de hermenêutica, né, que o texto fácil explica o texto difícil. Esse seria um texto difícil, que inclusive Jesus falou: "Ó, vocês não sabem nem explicar esse texto e vocês estão querendo aí discutir, vocês acham que são mestres da lei." Eh, uma explicação para esse texto é que a palavra Deus aí, o deuses Elohim e tal, eh, isso também aparece no Salmo 29, eh, Ravula Dononibi Bnei Elim, Ravula Adonói Cavodvaos. Louvai o Senhor, filhos dos fortes. Louvai, louvai o Senhor, dá ele glória e força e tal. Mas esse filho dos fortes, Elim, é o plural de L. Então você pode traduzir como Deus, mas a palavra Elohim, que é a a raiz de a palavra Eloh que é a raiz de Elohim, é uma palavra que significa força e poder. Então o que me parece querer dizer é que esse Salmo 82 verso 6 tá querendo dizer que vocês são poderosos porque vocês são filhos de eh aí ele vai dizer altíssimo, né, de do Eliom. Vocês são filhos do Deus todo- poderoso, então vocês também são poderosos, né? Mas não acho que o texto quer dizer que o ser humano é divino no mesmo sentido que Deus é divino, porque existe muitos outros textos que fazem essa diferença entre o humano divino. A gente vai falar isso sobre o no próximo estudo, sobre os limites entre o divino, o humano e a natureza, né? Só para resumir um spoiler aqui, no pensamento pagão não existe muita divisão entre um e outro, né? O o os deuses eles têm alguma coisa de humano e de natureza. E os seres humanos têm uma coisa de natureza e de Deus. E a natureza tem uma coisa de divina e de humana também. Esses limites não são muito bem estabelecidos. Já no texto bíblico, tipo, existe uma diferença essencial entre Deus e todo o restante do cosmos, né? Todo o restante do universo. Aí assim eu falar: "Exato, enxergo como tudo sometido a Deus. Vejo que os cristãos vem Deus muito enfraquecido. É o todo poderoso. Não há rival para ele." É isso. É. É. Eu acho que é isso. Uma coisa que o muitas vezes o cristianismo tem que olhar que é uma mensagem bíblica. Deus é absolutamente soberano. Se Deus quisesse, se fosse da vontade de Deus, falou: "Ah, gente, ó, cansei desse conflito, vai, desaparece Satanás, desaparece mal. Puf! Eh, eu gosto da ideia de que se Deus, se ele só parar de pensar, as coisas deixam de existir, porque elas dependem da elas dependem da da intenção deliberada de Deus de manter a existência delas para elas se continuarem existindo. Então, eh, Deus é soberano nesse ponto, no texto bíblico, ele é absolutamente soberano. A ideia de soberania absoluta é uma ideia difícil pra gente às vezes, mas a soberania absoluta é o que Deus é. Então, se ele quiser, não, eu quero que agora o universo seja de outro jeito. Pronto, o universo é outro, ele pode fazer isso. Por que ele não faz isso no texto bíblico? Porque ele não parece querer fazer isso. Então, as coisas são do jeito que são porque Deus é do jeito que ele é e ele mantém tudo. Ele criou tudo e ele domina sobre tudo. Ele é soberano sobre tudo. Então, se as coisas são dessa forma, se o universo funciona desse jeito, ele funciona assim porque é de certa forma uma manifestação da vontade de Deus, né? Eu sei que existe essa discussão, por exemplo, nos quando o aqueles eh aquela época do renascimento que existia uma série de quando começa a surgir o pensamento científico moderno, eh só que ele ainda é gerido por pesso gerado por pessoas que eram bem religiosas, né? Eh, o próprio Newton, né, escreveu mais sobre teologia do que sobre ciência e é o cara que revolucionou totalmente a ciência. Então, a ideia, se eu não me engano, Newton fala isso. Eu só não sei, não tenho certeza, porque eu não li o texto dele falando, mas eu já vi gente comentando que para Newton ele estuda a natureza porque a natureza é uma manifestação da vontade de Deus. Ela é assim porque Deus é do jeito que ele é e ele quis criar desse jeito. Então existe uma relação religiosa no estudo que ele faz da natureza como um cientista, né? Ele tem uma motivação religiosa para ser um cientista. Eh, e isso faz sentido, né? Porque eh se Deus é totalmente soberano, então tudo que existe é fruto da vontade de Deus. Então, as coisas só não são de outro jeito, só não deixam de ser do jeito que é, porque Deus tem uma intenção. Ele quer que seja desse jeito. Então, enquanto a vontade dele não mudar, o universo é do jeito que o universo é. E a gente pensa sobre a soberania de Deus, né? a gente pensa pouco. Eh, não existe oponente para o existe oponente para o homem, não para Deus. Isso, exato. É, eu penso assim também. Se porque assim, a palavra Satanás, palavra Satan, eh, é um é um é um substantivo comum no hebraico, significa adversário. Ela não não necessariamente tá se referindo ao que a gente chama de Satanás. Então, quando a gente vem falar que alguém veio aqui se opôs a tal pessoa, foi adversário dela, tá usando a palavra Satana. Inclusive, se eu não me engano, aquele texto de de Balaão, que o anjo de Deus, né, eh, que é uma figura divina, se opõe a a a jumenta de Balaão. Essa expressão se opor é a forma verbal do substantivo Satã. Eh, ou seja, é só um substantivo comum. Então, Satã, eh, R Satan, né, com o artigo, que normalmente é o que se fala de, tá falando de um ser específico, esse adversário, ele é adversário de quem? De Deus. Eu prefiro entender desse jeito também, Se ele não é adversário de Deus, ele é adversário do homem. Ele se opõe ao homem. Ele se opõe a Deus no sentido de que ele se rebela contra Deus. Ele quer fazer algo diferente do que Deus quer. Pelo menos no Novo Testamento, a gente eh a gente tem essa essa ideia mais claramente, mas ele só vai até onde Deus permite, né? Como a gente comentou aqui, só existe um ser rebelde a Deus, porque Deus, o jeito de Deus ser permite que isso aconteça. Eh, então não é que Satanás ele ele tá em nível de igualdade a Deus. Ele é tão rebelde contra Deus quanto qualquer pessoa pode se rebelar contra Deus também. Não quer dizer que nós somos iguais no nível dele. Eh, ó, o Carlos Muniz, então ele faria uma nova versão da Matrix. Exato. É, a própria ideia da Matrix é de certa forma um reino metadivino, né? eh, no sentido de que todo mundo que tá dentro da matrix está submetido a ela. É claro que vai ter um, não é exatamente a mesma coisa, porque existe uma outra instância de realidade depois fora da matrix, né? Mas é um jeito de de didático aqui de explicar, né? todo mundo tá submetido à matrix, a a mecânica que ela impõe. Então você pode até ter o Nel lá que ele consegue ele consegue quebrar as regras da matrix e tal, mas ele ainda tá dentro da matrix e se ele for desligado da matrix morre. Acabou, né? Se se ele tá dentro da matrix, né? Eh, bom, El, Elion é um dos nomes de Deus. O maligno não é nada para ele. É Elon é o Altíssimo que tá al o que tá sobre acima de tudo, né? Aí Ed comenta, como tu interpreta aqueles animais que aparecem no livro de Jó? Eles são símbolos como o William Blake interpretou ou é tipo os criacionistas que tentam provar que eram dinossauros? Olha aí, Dio, totalmente dessa ideia de tentar achar qual bicho que era. Não, porque ele era um espinossauro, porque não sei o quê. O jeito que J descreve são animais fantásticos. São animais fantásticos. O jeito que Jó descreve é animais fantásticos. Por o que que Jó queria dizer? Que ele acreditava em dragões, em não sei o quê, em seres fantásticos? Não, porque o que ele tá argumentando dentro do contexto do livro é que mesmo as grandes maravilhas da natureza se submetem a Deus, que é o argumento que a gente tá falando, inclusive, Deus é soberano, né? Então, é eh qualquer história que a gente contar sobre o universo, a gente tá falando de uma coisa que tá submetida a Deus. Então, Jó fala de uma forma poética, exagera os um animal que tem vários elementos de vários animais super fortes, poderosos mesmo. Esse bicho, o animal mais poderoso, mais forte que existe, ele também é submisso à vontade de Deus, né? É o isso aparece no contexto ali do final do livro de Jó, que é uma grande exaltação à soberania de Deus. Então, eh, é que tá, as pessoas se prendem a um pedaço do texto sem pensar em como esse pedaço de texto tá funcionando no contexto que ele tá. Esse animal, ele tem uma função no livro de Jó. Ele não tá lá sendo jogado porque Jó queria falar que existe um dinossauro. Não, ele tá descrevendo um animal de uma forma poética, porque o argumento final dele não é o animal, não é o Leviatã e o berremot, né? O argumento final dele é a soberania divina. E a gente fica preso aqui nesse no berremot e no e no Leviatã. E a gente não pensa na soberania divina, que é o argumento que ele tá tendo. Ele tá falando desses animais para chegar nesse nessa conclusão e a gente fica preso a eles, né? Eh, eu penso desse jeito, pelo menos. É só uma explanação poética. É possível que até que Jó acreditasse que existisse um ser assim. Sei, pode ser. Mas não é que a Bíblia é uma revelação divina que existe um um leviatã, um ser que solta fogo pela boca, que não sei. Não, não é isso. Eh, a revelação divina aí, o que é revelado divinamente nesse texto é a soberania de Deus e não a existência de um animal fantástico, né? Eh, o Flávio Fernandes, os ateus usam essas epopeias orientais para descredibilizar a Bíblia, afirmando que ela seria uma espécie de colcha de retalhos de diversas histórias também dos povos ao redor do céu. Exato. É isso que é no começo do da live eu tava comentando. Essa foi a minha motivação inicial, inclusive para criar esse canal, né? Eh, segundo Coríntios 4:4 dos eh nos quais o Deus desse século cegou os entendimentos dos incrédulos. É, fala o Deus desse século não quer dizer que exista um Deus, um Deus literalmente, né? Mas é aquilo que as pessoas culptuam, né? Até que ponto essas outras histórias teriam elas sim sido criadas a partir do texto bíblico? Então, Flávio, eh a as histórias precedem o texto bíblico. Elas são mais antigas que o texto bíblico. O que que algumas pessoas vão argumentar, né? o o o Rodrigo Silva vai para esse a linha é que na verdade essas histórias estão baseadas em uma tradição que é anterior que a ideia que o texto bíblico descreve. Então seria como o texto bíblico é mais fiel a essa tradição que essas outras culturas perverteram. É mais ou menos por aí que ele vai argumentar. Eu não entro nessa discussão. Para mim já não é tão interessante isso, né? esse negócio de tentar provar que o texto bíblico é história historicamente preciso e tal, não é muito minha pegada não, mas é o jeito que eles vão tentar argumentar nesse sentido, né? Mas os textos em si são anteriores, né? Se eu não me engano, os dois, a popedia de Gilgamesh e o Enumelish. Eh, como podemos revoltar a teus que usam essas histórias mais antigas que a Bíblia para dizer que as escrituras são apenas uma atualização de outras religiões? Então, Caio, é esse, é isso que eu tava falando aqui. Eh, o, se você lê o texto bíblico, você não consegue falar isso, porque apesar de existir similaridades na forma, a essência do pensamento é absolutamente outro. A Bíblia tá descrevendo uma outra visão do que que é o universo, como funciona o a existência, né? é um outro jeito de pensar o mundo, as divindades, a natureza e o ser humano. Então, não é só mais uma religião no meio das outras, é um jeito diferente de pensar as coisas. Eh, é que o pessoal faz isso, né? Nada na Bíblia nunca é original. Tem gente que sempre faz isso, né? Não, os outros povos têm ideias originais, mas as pessoas que escreveram a Bíblia nunca tem nada de original. Mas quando você vai para estudiosos sérios, que nem precisam ser religiosos, pode ter, tem os estudiosos do texto bíblico que falam sobre isso, são ateus, inclusive alguns deles, eles falam: "Ah, o texto bíblico é uma ideia original, a ideia de um de um deus ilimitado, só isso já mata todo o argumento. A ideia de um deus ilimitado é uma coisa, uma inovação bíblica nesse sentido. Eh, não aparece em outros textos. Então tudo bem. Se você quer, se você é ateu e acredita que a Bíblia foi, é só uma obra literária dentro de um contexto, você precisa pelo menos reconhecer que é uma obra literária que tem uma ideia original, que a ideia de Deus da Bíblia é diferente da ideia de Deus dos deuses do antigo Oriente Médio. É uma outra ideia. Apesar de dessa ideia ser articulada em uma linguagem do antigo semítico, então ele vai usar palavras que também tão relacionadas com a ideias dos outros deuses. O que tá sendo descrito lá é uma um outro tipo de entidade. Nossa, gente, 10:13 já. É, vamos encerrar aqui, né? Eh, exatamente. Deus tem propósito. A gente reflete muito pouco sobre Deus Pai. Jesus fala: "O pai é maior que eu. Eu faço vontade do pai". Jesus manifesta o pai, sua vontade e sua obra. É. Aí a gente entra, né, Sil? A gente vai entrar aí em uma outra questão também hiper complexa, que é a gente, o cristão normalmente vai para uma ideia de trindade e que acaba até se afastando totalmente dessa essência do texto bíblico, porque a ideia da trindade, ela ela ela foi criada originalmente para lidar com uma ideia de que Deus parece ser múltiplo, apesar de ser o mesmo Deus no texto bíblico. Mas tem gente que entra nessa nessa ideia e vai para um lado que já se afasta totalmente do texto bíblico. Tem gente que já se refere à trindade como se fossem três três deuses diferentes que são amiguinhos, né? Não que é o mesmo Deus que se manifesta como pai, como filho e como espírito santo, né? que é o jeito que eu entendo, pelo menos, eh, um argumento de Deus que está em Isaías também, Deus pergunta: "Quem de vocês eu consultei para formar?" É, é o, é o que é falado em Jó, Isaías CET, e fala sobre a soberania do Altíssima. Exatamente. Exatamente. Um livro interessante sobre esse tema é O pensamento do Antigo Oriente próximo e o Antigo Testamento do John Walton. É exato. Eu tô devendo um vídeo, eu não lembro quem foi, não lembro se foi você mesmo, Flávio, que comentou de John Walton em outro em outro momento, que eu tenho um livro dele aqui que eu não terminei de ler, que eu queria falar sobre ele um dia, porque eu sei que tem ideias bem interessantes lá. Um dia eu termino, a gente faz essa, a gente fala sobre essas ideias que é o eh Gênesis como uma cosmogonia antiga. Acho que é isso. E Gênesis a a enchente cosmonia. Tem um vídeo na internet que um dos autores de Matrix diz que o filme teve a Bíblia como inspiração. Ele diz que Morfeu é João Batista, né? É Jesus Cristo, por exemplo. Ele descreve mais os personagens. É, então, Caio, é, mas é isso mesmo. Você começa a prestar atenção em detalhes do filme. É isso mesmo. Ele já tá falando de Matrix agora. várias obras de ficção. Eh, as pessoas que sabem escrever histórias, elas não vão desconsiderar que o texto bíblico é uma história extremamente poderosa. O texto bíblico é uma história, vamos supor, você não é religioso, você é ateu. Quando você olha pra literatura mundial, você fala: "Cara, tem um livro, eu não acredito nele". Mas uma coisa tem que se admitir, esse livro ele cativa as pessoas de um jeito diferente dos outros livros. A história dele é muito forte, porque as pessoas parecem se apegar essa história de um jeito que nada consegue fazer elas desapegarem essa história. Essa história mexe muito com elas. Então, imagina que se você for um escritor de histórias, você tem que olhar para o que que tem nessa história que que tem um apelo tão forte assim. que faz as pessoas se apegarem tanto a ela, né? Então, muitos escritores de filmes, de de de livros e tal, eles vão pegar referências no texto bíblico. Matrix é uma delas. A ideia do né, o Anderson, Mr. Anderson. Anderson é o filho do homem. Eh, Ander, vem de Andor, significa homem no grego, né? Andrus, né? Então, Anderson é o filho do homem. Eh, ele é o o ele é o o escolhido. Ele é aquele que para cumprir a sua missão e assumir o seu papel, ele precisa morrer. Então, desculpa aí, dando spoiler de filme de 25 anos, eh, ele morre e depois que ele morre, aí ele se torna o que ele deveria se tornar. É quando ele morre que a missão dele se cumpre. e ele se torna o salvador de toda a humanidade e tal. Então, tem vai ter várias várias eh várias referências, assim, tem essas referências. Eh, o Morfeu, João Batista, essa isso daí, isso aparece mesmo no no filme. Mesmo que os mesmo que os escritores falassem que não, não é verdade, a gente não se inspirou na Bíblia, a referência tá lá. Mesmo se o próprio autor falar que não é referência, não é a isso, como se é você pode, você criou, você tudo bem, mas o que você criou realmente tem uma referência aqui. Não importa o que o que o criador falou contra, mas a referência tá lá, né? Nesse caso, o próprio criador tá admitindo, né? E a gente vê diversos, eh, tem tem ideias do Star Wars mesmo que eu mencionei, tem ideias do texto bíblico que são utilizadas. Por exemplo, o grande escolhido, o cumpridor da profecia, ele nasce de forma espontânea, sem ter um pai, que é a história do anaquim. É claro que a história não é um paralelo total com Jesus Cristo, porque ele, final das contas, Jesus Cristo não se torna um um decaído do mal, né, como o Anakin Skywalker, mas tem elementos das histórias que você consegue fazer paralelos, né? Inclusive tem uma parte no Star Wars que o pessoal até eh fala, né, que o o Anaquim tem uma fala que é um texto bíblico, que ele fala: "Ah, se você não está comigo, então você está contra mim", né? E aí o o Oban fala: "Olha só, um City que pensa assim em absolutos e tal". Mas é um é uma fala que Jesus fala: "Aquele que não tá comigo, ele tá contra mim". Que é um texto interessante também. a gente podia falar dele outro dia, porque existem dois textos que são opostamente contraditórios que Jesus fala. Jesus fala: "Ah, se ele não tá contra mim, então ele tá comigo". Também tem esse texto na Bíblia. Eh, eu vou dar uma estudada melhor neles, a gente pode falar sobre eles. Então, de qualquer forma, essas obras de cultura, essas histórias que a gente inventa, grandes inventores de histórias, eles praticamente não tm como fugir de pelo menos alguns elementos das histórias bíblicas nos personagens deles. A gente pode ficar aqui falando horas sobre diversos paralelos de ideias bíblicas em histórias, porque não tem como. grande história do mundo ocidental, do mundo ocidental, mais do que só o ocidente, né? Grande história do do mundo é a história bíblica. Até porque se você for considerar que o Islã também é um filho da história bíblica, né? Então a história, a grande história da humanidade, a grande história que influenciou a humanidade é a história bíblica. Então não tem como fugir dela se você quer aprender a contar histórias, né? Eh, na maioria das vezes os ateus estão de boa. A questão é que acaba tendo atrito entre os próeligosos. É, é verdade, Lilian. Eh, o que eu mencionei no começo do vídeo, era uma época que você tinha muito, muita militância antirreligiosa. Então, eh, eu vi uma, um pensador uma vez falando disso, qual que era o nome do cara? Não lembro, mas que existe uma diferença entre ateísmo e antirreligiosidade. Então, não necessariamente você ser até, você é um antirreligioso. Então, inclusive existem ateus que falam: "Ó, eu até queria acreditar em Deus, eu acho bacana a ideia e tal." E eu acho que a religião é uma é uma coisa muito importante, tem um legado importantíssimo, mas eu não acredito que Deus existe, né? Tem tem ateus que pensam desse jeito. Agora quando o cara quer falar não, a religião é o que tá destruindo a humanidade, é a pior coisa que existe. Então isso não é necessariamente ateísmo, isso é antirreligiosidade, é uma um outro pensamento com outras implicações, né? Eh, e são duas coisas diferentes sobre o efeito da religiosidade na humanidade e a existência ou não de Deus. São dois tópicos diferentes. O David fala: "O que você acha da ideia de Teoses?" Pedro disse que seremos participantes da natureza divina. Alguém disse que Deus se fez homem para fazer dos homens deuses. A gente vai falar na semana que vem, David, eh, teoses. Eu até fiquei perdido, mas é o conceito de apoteosis. Eu conheço como apoteosis, mas é essa ideia aí, essa mesma ideia. vai falar na semana que vem disso, que tem a ver com isso que a gente que eu tava comentando de de o limite entre o os deuses, o ser humano e a natureza. É isso, só para encerrar aqui, a ID fala: "Pelo pouco que me informei, parece que a alta crítica deu uma quebrada das pernas com os achados do Mar morto. A ideia de que uma evolução de um primitivismo em direção ao monoteísmo tardio." Se concorda com a crítica do Tono, quem é o paralelismo explícito nas crônicas de Nárnia? Eh, tem a impressão de que ele criticaria Cristo, porque as parábolas são meio que isso. Eh, bom, vamos lá. a primeira parte, né, que a alta crítica deu uma quebrada de pernas. Quando a Ed fala que a alta crítica, para quem não sabe, esse termo até não é tão usado hoje. Eu eu não sei se hoje hoje tem vários tipos de críticas, né? Então, tem a crítica textual, tem a crítica das fontes, tem eh o método histórico crítico. São o que que é isso, né? São maneiras de estudar a Bíblia que não são religiosas. Você estuda a Bíblia como eh como se estudaria qualquer outro livro. Então você estuda a Bíblia desconfiando se foi a pessoa que escreveu mesmo que escreveu, que diz que escreveu, se ela mesma é autora, que se o texto tá correto ou se ele foi mudado depois e tal. Então, seria um jeito mais cético de ler a Bíblia. Eh, o manuscrito do Mar Morto quebrou um pouco a perna das críticas em relação e eu não sei como que é o nome dessa crítica, mas é a crítica, é é a crítica, eu acho que é a crítica textual mesmo, que é a crítica de que se o texto que temos acesso hoje é o mesmo texto original, porque isso estava totalmente desacreditado. As pessoas já tinham perdido totalmente a fé nisso. Na no meio acadêmico era certeza. Não, o texto que a gente tem não tem nada a ver com texto original. E aí apareceu manuscritos do Mar Morto, que eram 1000 anos mais antigos do que os manuscritos mais antigos que se tinham. E quando você compara é o mesmo texto, né? Ah, tem uma uma ou outra palavra, uma outra expressão, um ou outro erro de copista de diferença, mas não dá para falar que era um texto totalmente diferente, né? Eh, e nesse sentido realmente deu uma quebrada na perna do pessoal que pensava isso. Então, hoje o pessoal um pouco mais, não, pera lá, não posso afirmar coisas que eu não tenho tanta certeza assim, mas ainda assim o pessoal afirma muitas coisas sem ter certeza, né? Eh, a Crítica das Fontes faz muito isso. Pessoal fala que o texto bíblico é uma coxa de retalhos de quatro traduções diferentes, né? A hipótese documental e tal. Eh, beleza, mas existe uma uma evidência disso, né? Eu tenho minha meu ceticismo em relação ao método que leva essas conclusões, sabe? Eh, eu eu eh eu o meu jeito de pensar é sempre é se você vai afirmar alguma coisa dentro de um contexto acadêmico, você precisa mostrar uma evidência do que você tá falando. Ah, o texto parece indicar, tá bom? Então, o texto parece indicar, não é uma evidência, eh, é uma teoria, né? É uma hipótese. É uma hipótese. Eh, e aí a outra pergunta: "Concordo com a crítica de token ao paralelismo explícito nas crônicas de Nárnia?" Né? O que a ID tá falando é o seguinte: o token, quando ele escrevu, essa é uma história interessante, né? O token é o autor dos, é o autor do Senhor dos Anéis. O Token era um cara muito cristão, né? católico. Eh, e até onde eu sei a história, o Token era amigo do eh do nossa, me fugi o nome do autor do do Cronic de Narnia. Desculpa, gente. É um cara importante, né? Mas ele era amigo do autor do Crônicas de Narnia e esse cara não era não era cristão, não era religioso, não curtia, não era convencido das ideias. foi conversando com o token que é o cara que escreveu o cristianismo puro e simples, sumiu o nome dele. Se alguém souber aí pode pode colocar aí no chat. Eh, e nessa conversa o token acaba convencendo ele, ó, e o CS Lewis, isso, obrigado, Carlos. o Cesis, eh, e o token fala para ele, então, dá uma olhada na Bíblia, se não for para um aspecto religioso, vê ele como uma obra literária. Você vai ver que é uma obra interessante e é nessa é nessa pegada que o C Lewis acaba se convertendo ao cristianismo. Mas o que acontece, o token, ele é muito contra você fazer uma obra que é, na verdade, uma alegoria a outra coisa, né? Ele tem várias cartas que ele escreve falando: "Olha, gente, vocês estão procurando muita alegoria no meu livro. Meu livro não é uma alegoria a nada. O o senhor Anéis é só uma uma obra literária inspirada nos contos mitológicos, eh, germânicos, eh anglossaxônicos e tal. Então, não tente achar paralelos. Ele não é uma metáfora, ele não é uma alegoria e tal. Então Token tinha muito essa preocupação. Ele achava que uma obra literária não pode ser uma alegoria por outras coisas. O CS Lewis vai pro oposto, né? As crônicas de Nardia é uma alegoria explícita do do do evangelho, né? Então o token faz essa crítica ao ao CS Le token, eu gosto muito do token, então é difícil discordar dele, mas eu entendo o token no sentido de, pô, se você quer falar sobre cristianismo, fala sobre cristianismo, né? Ficar inventando outros nomes para cristianismo e tal. Então eu entendo o que o token quer dizer, mas por outro lado eu acho que não tem regra. Se o cara quer fazer uma obra que é uma alegoria para alguma coisa, ele pode fazer também. não deixa da não se torna uma obra necessariamente menor por causa disso, né? Mas é isso, [risadas] é isso que eu penso aí dessa polêmica do token, do CS Lewis. Eu não li as crônicas de Narne, inclusive eu só li o Senhor dos Anéis e o Hobbit. Bom, gente, é isso. Valeu aí. Semana que vem a gente retoma. Eu ia falar alguma coisinha de reforma protestante hoje, acabou não dando tempo. A gente fala na semana que vem também. Eh, e é isso. Última mensagem aqui. A a Silv também fala: "Eu também acho essa academia com critérios falhos, sinceramente ineficientes. Não provam veracidade de abol absolutamente nada. Parece até piada para mim. É, eu entendo quando você lê os argumentos dos caras, eles têm argumentos que são fortes, mas eu gosto dessa ideia de, beleza, é um argumento forte, mas você não tem uma evidência disso. Então, eu fico mais nas evidências. Mas é isso, gente. Valeu. Então, semana que vem a gente continua essa essa essa esse estudo sobre eh o que torna a visão de mundo da Bíblia única e diferente das outras. E de repente a gente fala um pouco de reforma protestante na próxima semana, tá bom? Valeu, então, até mais. Boa noite para vocês,