O resgate de Línguas Estranhas – Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 208
27/11/2025
O resgate de Línguas Estranhas – Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 208
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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
Non, domine [música] se domine >> falar sobre algo que não tenho falado muito recentemente, né? H, que geralmente é é considerado um assunto só para pentecostais, mas não é bem assim. Deixa eu falar sobre hã línguas estranhas. Na minha juventude, a minha tradição colocava um peso enorme sobre esse dom de falar em o que nós cham chamamos línguas estranhas. Embora esse termo não existe nas escrituras línguas estranhas. O termo é glossolia, ou seja, línguas muitas línguas. é um dos dons mencionados por Paulo na sua carta aos Coríntios, especialmente capítulos 12 e 14. Ali, aliás, não foi apenas mencionado, foi objeto de uma instrução e uma correção importante no que diz respeito ao culto da igreja na sua infância. Como já aconteceu no movimento pentecostal carismático do século XX, os cultos tinham se tornado meio confusos. pessoas falavam em línguas e profetizavam sem que houvesse disciplina e discernimento. Eh, tempos modernos chegam a e muitos já foram já já até interromperam a pregação da palavra causando uma grande confusão. Mas vamos lembrar que a primeira vez que esse dom apareceu na igreja foi no dia de Pentecoste registrado em Atos capítulo 2. Os 120 reunidos no SAO experimentaram uma manifestação extraordinária do espírito que começou com um vento impetuoso, seguido por uma visão de chamas de fogo pairando sobre a cabeça de todos e uma explosão verbal. Todos falaram em línguas que não haviam aprendido. Saíram até pra rua e sua fala foi reconhecida como louvor por pessoas vindas de todos os países da diáspora judaica. Eles reconheceram que esses discípulos falavam nas suas línguas sem que houvesse como eles poderiam ter aprendido estas línguas. Eram pessoas simples, obviamente simples, aparentemente, né? Houve outros casos, né? Mas nem sempre quando pessoas ficaram cheias do Espírito Santo e falaram em línguas ou profetizaram, digo: "Nem todos, porque algumas eh pessoas só profetizavam enquanto outras falavam em línguas." O dia de Pentecoste nunca se repetiu, até porque esse dia foi emblemático, marcando o início do que nós conhecemos biblicamente como os últimos dias. Pedro deixou isso claro na sua pregação, dizendo que a manifestação do espírito era o cumprimento da profecia de Joel. Inaugurou-se então a era do Espírito Santo. Ele havia havia sido derramado sobre todos, não apenas sobre um indivíduo, como foi com os profetas ou os reis do Antigo Testamento. Ao longo do livro de Atos, vemos vários casos de manifestações do Espírito Santo, além de aparições angelicais extraordinárias. Tanto na sua carta aos Romanos quanto nas suas cartas aos Coríntios e Efésios, Paulo menciona dons como parte do ministério do Espírito, tendo em vista a edificação da igreja. Mas em Coríntios, línguas foi algo complicado e Paulo teve que definir o dom assim como disciplinar o seu uso. O dom, segundo Paulo, servia para edificação de quem orava assim. Diferente dos outros dons que eram para a edificação mútua, ou seja, para ministrar para outras pessoas, línguas, é um dom, segundo Paulo, que tem uma função clara, a uma linguagem de oração. Isso não difere muito do que aconteceu no dia de Pentecoste, pois os 120 foram ouvidos e reconhecidos como estando louvando a Deus, proclamando as grandezas de Deus. Mas Paulo deixou claro que a continuidade desse dom não tinha uma função pública. É uma linguagem de oração. Além do mais, Paulo deixou claro que nem todos têm esse dom. E aqui é que mora uma das tragédias do movimento pentecostal moderno. A tradição pentecostal abraçou esse domismo no Espírito Santo. Paulo disse que todos foram batizados no mesmo Espírito, mas nem todos falam em línguas. Essa definição de línguas como a evidência inicial do batismo no Espírito Santo, portanto, criou um equívoco sobre o que é tanto o batismo como também sobre o que é e para que servem os dons e o dom especialmente de línguas. O batismo no Espírito Santo é um termo que se refere à regeneração. Todos que são de Cristo foram batizados no espírito. Línguas é um dom que o espírito concede a alguns. Como foi falado em Atos 2, as pessoas falavam na medida que o espírito concedia, embora todos ficassem cheios, eles só falaram na medida que o espírito concedeu essa capacidade. O que aconteceu ao longo desses 120 anos desde o início do movimento pentecostal moderno? Tragédia é muito triste por atribuir ao domar pressão sobre todos para terem essa habilidade em oração, sem que isso seja prometido pelas escrituras, o dom caiu em desuso e virou objeto de chacota, o famoso halabashi. Ah, muitos até na ânsia de serem incluídos nos quadros pentecostais parodiaram o dom. balbuciando bobagens, né? Outros que não receberam dom se sentiram rejeitados pelo Espírito Santo e acabaram saindo do movimento por completo. Um dos causas foi meu próprio sogro, que era da renovação batista em Brasília. Mas a tragédia maior foi o abandono do dom. Paulo disse que ele mesmo falava em línguas mais do que todos e que queria que todos falassem em línguas. Ele priorizou a profecia, sim, mas ele disse para não proibir o falar em línguas. É importante entender que quem fala em línguas fala em mistério. Isso quer dizer que ele não entende o que fala, mas ele ora segundo a vontade de Deus, pois é o espírito que lhe dá as palavras. Além do mais, ele fala para sua própria edificação. Eu recebi esse dom com 11 anos de idade num acampamento cristão. Eu tenho orado em línguas desde então, ou seja, eu oro em línguas estranhas diariamente há 58 anos, sempre sozinho. Eu não faço isso publicamente. E eu tenho tido muitas experiências interessantes em torno desse dom. Sinto que como um intercessor que eu sou, primeiramente pela minha família e pelos pastores e membros da nossa aliança de igrejas, assim como pela própria nação, línguas têm sido um recurso fundamental e parte fundamental da minha vida de oração para poder orar de acordo com os propósitos de Deus. Às vezes eu acho que sei o que devo orar, mas a verdade é que só Deus sabe o que é melhor para cada situação. Tenho orado pela nossa nação, mas confesso que além de pedir que Deus salve a nação e nos livre dos nossos pecados, não sei como Deus vai fazer isso. Então, considero o dom de línguas fundamental para orar. Jesus disse que Deus já sabe o que precisamos e também sabe o que vamos dizer antes que as palavras cheguem à nossa boca. As escrituras declaram vez após vez que devemos orar, mas a Bíblia não explica como isso funciona. Quanto mais vivo, estudo, ministro e oro, mais a oração é para mim um mistério. melhor é um mergulho no mistério, pois Deus é o mistério profundo e qualquer coisa ligada a ele tem como fundamento algo que como um ser limitado que sou, tem o que de mistério. Nesses tempos tenebrosos, o povo de Deus precisa orar. Precisa orar muito, precisa orar profundamente, precisa orar de coração. Pois Deus não se impressiona com as nossas palavras. Ele não mede as nossas orações. Deus pesa as nossas orações. Orações que não vem do coração são rasas e inúteis por definição. Ao juntar um coração sobrecarregado ao dom de línguas, o cristão passa a ser um valoroso intercessor e assiste na presença de Deus, participando com Deus nos seus propósitos, na execução dos seus propósitos. Nós precisamos de mais intercessores. Brasil precisa de mais intercessores. A igreja precisa de mais intercessores. E precisamos de mais intercessores que podem orar alinhados com os propósitos do espírito, que quer dizer que precisamos de mais intercessores que tenham recebido a capacidade de orar numa língua que não conhecem, mas que o espírito fornece. Paulo disse que devemos buscar os melhores dons. Ele não disse quais dons ele considerava melhores, mas ele priorizou certamente pro culto público a profecia. Mas há outros dons que não se expressam no culto público. A própria ao priorizar a profecia, portanto, ele estava fazendo isso num contexto restrito ao culto, a outros dons, socorros, enfim, que que não se se manifestam no culto público. Mas mas voltando ao falar em línguas, pessoalmente, eu sinto o anseio de ver pessoas voltando para Deus e pedindo esse dom para poderem orar com mais peso e consequência. Para quem tem medo de se tornar um pentecostal, não fique assim. Não precisa abraçar toda a cultura pentecostal para orar em línguas. Eh, conheço pessoas de todas as denominações para quem Deus concedeu essa capacidade em oração. De batistas a católicos carismáticos e até para pentecostais. É um dom que não desapareceu, só que mingou por falta de entendimento sobre a sua enorme importância. Não precisa de música, nem de um culto entusiasmado, nem alguém tremendo e gritando nas impondo a mão sobre a sua cabeça para receber esse dom de Deus. Basta fechar sua porta, ler a sua palavra, se acalmar e pedir isto a Deus. Senhor, conceda-me esse dom para poder te servir, te louvar e orar melhor segundo a tua vontade. Faça isso a cada dia até que Deus te conceda esta dimensão no espírito. Eu te peço. Bom, é isso. Senhor, enche-nos do teu espírito, salva a nossa nação e perdoa os nossos muitos. e repetidos pecados. Senhor, tem misericórdia de nós, pecadores que somos. Antes de ir para você que fica comigo até o [música] fim, quero te lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor, um corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir, o inferno para evitar, o céu para alcançar, [música] eternidade para não perder de vista, tempo para grimir, vizinhos para servir, O mundo para desfrutar, a criação para cuidar, ofensas para pacientemente suportar, bondades para voluntariamente praticar, justiça para almejar, tentações para vencer e a morte para possivelmente sofrer. E em tudo isso o amor de Deus para nos sustentar. É isso. Eu volto até a próxima. A paz.