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A fé vem pelo ouvir

O resgate de Línguas Estranhas – Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 208

O resgate de Línguas Estranhas – Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 208

O resgate de Línguas Estranhas – Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 208

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
[música]
se domine
>> falar sobre algo que não tenho falado
muito recentemente, né? H, que
geralmente é é considerado um assunto só
para pentecostais, mas não é bem assim.
Deixa eu falar sobre hã
línguas estranhas. Na minha juventude, a
minha tradição colocava um peso enorme
sobre esse dom de falar em o que nós
cham chamamos línguas estranhas. Embora
esse termo não existe nas escrituras
línguas estranhas. O termo é glossolia,
ou seja, línguas
muitas línguas. é um dos dons
mencionados por Paulo na sua carta aos
Coríntios, especialmente capítulos 12 e
14. Ali, aliás, não foi apenas
mencionado, foi objeto de uma instrução
e uma correção importante no que diz
respeito ao culto da igreja na sua
infância. Como já aconteceu no movimento
pentecostal carismático do século XX, os
cultos tinham se tornado meio confusos.
pessoas falavam em línguas e
profetizavam sem que houvesse disciplina
e discernimento.
Eh, tempos modernos chegam a e muitos já
foram já já até interromperam a pregação
da palavra causando uma grande confusão.
Mas vamos lembrar que a primeira vez que
esse dom apareceu na igreja foi no dia
de Pentecoste registrado em Atos
capítulo 2. Os 120 reunidos no SAO
experimentaram uma manifestação
extraordinária do espírito que começou
com um vento impetuoso, seguido por uma
visão de chamas de fogo pairando sobre a
cabeça de todos e uma explosão verbal.
Todos falaram em línguas que não haviam
aprendido. Saíram até pra rua e sua fala
foi reconhecida como louvor por pessoas
vindas de todos os países da diáspora
judaica. Eles reconheceram que esses
discípulos falavam nas suas línguas sem
que houvesse como eles poderiam ter
aprendido estas línguas. Eram pessoas
simples, obviamente simples,
aparentemente, né?
Houve outros casos, né? Mas nem sempre
quando pessoas ficaram cheias do
Espírito Santo e falaram em línguas ou
profetizaram, digo: "Nem todos, porque
algumas eh pessoas só profetizavam
enquanto outras falavam em línguas." O
dia de Pentecoste nunca se repetiu, até
porque esse dia foi emblemático,
marcando o início do que nós conhecemos
biblicamente como os últimos dias. Pedro
deixou isso claro na sua pregação,
dizendo que a manifestação do espírito
era o cumprimento da profecia de Joel.
Inaugurou-se então a era do Espírito
Santo. Ele havia havia sido derramado
sobre todos, não apenas sobre um
indivíduo, como foi com os profetas ou
os reis do Antigo Testamento.
Ao longo do livro de Atos, vemos vários
casos de manifestações do Espírito
Santo, além de aparições angelicais
extraordinárias.
Tanto na sua carta aos Romanos quanto
nas suas cartas aos Coríntios e Efésios,
Paulo menciona dons como parte do
ministério do Espírito, tendo em vista a
edificação da igreja. Mas em Coríntios,
línguas foi algo complicado e Paulo teve
que definir o dom assim como disciplinar
o seu uso.
O dom, segundo Paulo, servia para
edificação de quem orava
assim. Diferente dos outros dons que
eram para a edificação mútua, ou seja,
para ministrar para outras pessoas,
línguas, é um dom, segundo Paulo, que
tem uma função clara, a uma linguagem de
oração.
Isso não difere muito do que aconteceu
no dia de Pentecoste, pois os 120 foram
ouvidos e reconhecidos como estando
louvando a Deus, proclamando as
grandezas de Deus. Mas Paulo deixou
claro que a continuidade desse dom não
tinha uma função pública. É uma
linguagem de oração. Além do mais, Paulo
deixou claro que nem todos têm esse dom.
E aqui é que mora uma das tragédias do
movimento pentecostal moderno. A
tradição pentecostal abraçou esse
domismo
no Espírito Santo. Paulo disse que todos
foram batizados no mesmo Espírito, mas
nem todos falam em línguas.
Essa definição de línguas como a
evidência inicial do batismo no Espírito
Santo, portanto, criou um equívoco sobre
o que é tanto o batismo como também
sobre o que é e para que servem os dons
e o dom especialmente de línguas. O
batismo no Espírito Santo é um termo que
se refere à regeneração.
Todos que são de Cristo foram batizados
no espírito. Línguas é um dom que o
espírito concede a alguns. Como foi
falado em Atos 2, as pessoas falavam na
medida que o espírito concedia, embora
todos ficassem cheios, eles só falaram
na medida que o espírito concedeu essa
capacidade.
O que aconteceu ao longo desses 120 anos
desde o início do movimento pentecostal
moderno?
Tragédia é muito triste por atribuir ao
domar
pressão sobre todos para terem essa
habilidade em oração, sem que isso seja
prometido pelas escrituras, o dom caiu
em desuso e virou objeto de chacota, o
famoso halabashi.
Ah,
muitos até na ânsia de serem incluídos
nos quadros pentecostais parodiaram o
dom. balbuciando bobagens, né? Outros
que não receberam dom se sentiram
rejeitados pelo Espírito Santo e
acabaram saindo do movimento por
completo. Um dos causas foi meu próprio
sogro, que era da renovação batista em
Brasília.
Mas a tragédia maior foi o abandono do
dom. Paulo disse que ele mesmo falava em
línguas mais do que todos e que queria
que todos falassem em línguas. Ele
priorizou a profecia, sim, mas ele disse
para não proibir o falar em línguas. É
importante entender que quem fala em
línguas fala em mistério. Isso quer
dizer que ele não entende o que fala,
mas ele ora segundo a vontade de Deus,
pois é o espírito que lhe dá as
palavras. Além do mais, ele fala para
sua própria edificação.
Eu recebi esse dom com 11 anos de idade
num acampamento cristão. Eu tenho orado
em línguas desde então, ou seja, eu oro
em línguas estranhas diariamente há 58
anos, sempre sozinho. Eu não faço isso
publicamente. E eu tenho tido muitas
experiências interessantes em torno
desse dom. Sinto que como um intercessor
que eu sou, primeiramente pela minha
família e pelos pastores e membros da
nossa aliança de igrejas, assim como
pela própria nação, línguas têm sido um
recurso fundamental e parte fundamental
da minha vida de oração para poder orar
de acordo com os propósitos de Deus.
Às vezes eu acho que
sei o que devo orar, mas a verdade é que
só Deus sabe o que é melhor para cada
situação.
Tenho orado pela nossa nação, mas
confesso que além de pedir que Deus
salve a nação e nos livre dos nossos
pecados, não sei como Deus vai fazer
isso. Então, considero o dom de línguas
fundamental para orar. Jesus disse que
Deus já sabe o que precisamos e também
sabe o que vamos dizer antes que as
palavras cheguem à nossa boca. As
escrituras declaram vez após vez que
devemos orar, mas a Bíblia não explica
como isso funciona. Quanto mais vivo,
estudo, ministro e oro, mais a oração é
para mim um mistério.
melhor é um mergulho no mistério, pois
Deus é o mistério profundo e qualquer
coisa ligada a ele tem como fundamento
algo que como um ser limitado que sou,
tem o que de mistério.
Nesses tempos tenebrosos, o povo de Deus
precisa orar. Precisa orar muito,
precisa orar profundamente,
precisa orar de coração.
Pois Deus não se impressiona com as
nossas palavras. Ele não mede as nossas
orações. Deus pesa as nossas orações.
Orações que não vem do coração são rasas
e inúteis por definição.
Ao juntar um coração sobrecarregado ao
dom de línguas, o cristão passa a ser um
valoroso intercessor e assiste na
presença de Deus, participando com Deus
nos seus propósitos, na execução dos
seus propósitos. Nós precisamos de mais
intercessores. Brasil precisa de mais
intercessores. A igreja precisa de mais
intercessores. E precisamos de mais
intercessores que podem orar alinhados
com os propósitos do espírito, que quer
dizer que precisamos de mais
intercessores que tenham recebido a
capacidade de orar numa língua que não
conhecem, mas que o espírito fornece.
Paulo disse que devemos buscar os
melhores dons. Ele não disse quais dons
ele considerava melhores,
mas ele priorizou certamente pro culto
público a profecia.
Mas há outros dons que não se expressam
no culto público. A própria
ao priorizar a profecia, portanto, ele
estava fazendo isso num contexto
restrito ao culto,
a outros dons, socorros, enfim, que que
não se se manifestam no culto público.
Mas mas voltando ao falar em línguas,
pessoalmente, eu sinto o anseio de ver
pessoas voltando para Deus e pedindo
esse dom para poderem orar com mais peso
e consequência.
Para quem tem medo de se tornar um
pentecostal, não fique assim. Não
precisa abraçar toda a cultura
pentecostal para orar em línguas.
Eh, conheço pessoas de todas as
denominações para quem Deus concedeu
essa capacidade em oração. De batistas a
católicos carismáticos e até para
pentecostais. É um dom que não
desapareceu, só que mingou por falta de
entendimento sobre a sua enorme
importância. Não precisa de música, nem
de um culto entusiasmado, nem alguém
tremendo e gritando nas impondo a mão
sobre a sua cabeça para receber esse dom
de Deus. Basta fechar sua porta, ler a
sua palavra, se acalmar e pedir isto a
Deus. Senhor, conceda-me esse dom para
poder te servir, te louvar e orar melhor
segundo a tua vontade. Faça isso a cada
dia até que Deus te conceda esta
dimensão no espírito. Eu te peço.
Bom, é isso.
Senhor,
enche-nos do teu espírito, salva a nossa
nação e perdoa os nossos muitos. e
repetidos pecados. Senhor, tem
misericórdia de nós, pecadores que
somos.
Antes de ir para você que fica comigo
até o [música] fim, quero te lembrar que
a cada dia, cada um de nós que cremos em
Jesus Cristo tem Deus para glorificar,
Jesus para imitar, salvação para
desenvolver com temor e tremor, um corpo
para glorificar a Deus, pecados para
confessar, virtudes para adquirir, o
inferno para evitar, o céu para
alcançar, [música] eternidade para não
perder de vista, tempo para grimir,
vizinhos para servir, O mundo para
desfrutar, a criação para cuidar,
ofensas para pacientemente suportar,
bondades para voluntariamente praticar,
justiça para almejar, tentações para
vencer e a morte para possivelmente
sofrer. E em tudo isso o amor de Deus
para nos sustentar.
É isso. Eu volto até a próxima.
A paz.

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