Davar Live – 05/12
06/12/2025
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal. Boa noite. Bem-vindos aí mais uma live. Eh, deixa eu só abrir uma coisinha aqui, porque às vezes às vezes o o YouTube dá uma faz uma pegadinha aqui, eu não consigo acompanhar os comentários na minha página de transmissão. Aí eu tenho que abrir abrir uma uma transmissão ao mesmo tempo, abrir no meu canal ver a transmissão acontecendo, sabe? Então, só um segundinho que eu já vou interagir com vocês aqui, porque eu tenho que achar no meu canal a transmissão aqui. Pronto, agora sim. Fala, gente, como é que vocês estão? Tudo bom? Eh, o João tá aí, né? Já tá falando boa noite. Qual o tema hoje? Então, João, eh, eu tenho uma outra coisa que eu vou que eu queria comentar, mas eu não tenho ass um tema um tema fechado. Ó, o Oziel já tá falando, o áudio tá picotando. Então, vamos para aquela aquele segundinho eh de Me dá um segundinho aí para eu consertar o áudio. Pera aí. Bom, vamos ver. Pessoal já tá falando aqui que não não tava picotando, mas de qualquer forma, bom, se tiver bom agora, tá bom. Voltou a transmissão. Deixa eu ver aqui, só um segundinho. Acho que voltou, né? Agora meu mouse aqui perdeu. Pronto, voltamos. Estamos, estamos funcionando. Estamos funcionando. É, gente, eh, mexer com computador, essas coisas é assim, né? trabalho com computador o dia todo e sempre tem esse tipo de coisa, né? Bom, boa noite para vocês. Boa noite aí pro pro João que já tava ali no comecinho, pro Oziel, pro Caio, Caio Machado, pra Lucilene, o Carlos Muniz, eh, Elia, Elia Barbosa e o José Lima. Boa noite, gente. Obrigado aí por acompanharem mais essa live, né? Vamos lá então. Som OK. Aqui o o José Lima diz. Então tá bom. Vê aí o Zel se não é você que tá tá dando algum problema aí. Gente, eu eu pensei em algumas coisinhas aqui pra gente comentar hoje. Não é muita coisa não, mas a gente pode ir conversando, né? E eu pensei que a gente podia começar até com uma questão que o que o próprio Oziel deixou no canal essa semana. Eh, deixa eu só encontrar aqui. Eu tava separadinho aqui, mas sumiu. Eh, se qualquer coisa que vocês colocarem, gente, de comentários, eu vejo. Eu não respondo sempre, eh, mas eu vejo os comentários, né? Então, se vocês querem eh sugerir alguma coisa, tem alguma ideia que vocês querem querem que comente, às vezes é só uma pergunta, às vezes é só sugestão de um tema, joga lá no comentário de qualquer vídeo. Eh, o comentário não aqui no no chat do ao vivo, sabe? O chat do ao vivo, eu nem sei como acessa ele depois e ele não aparece para mim na minha página normal, né? Então, se você comentar um vídeo, mesmo que seja essa própria live, mas depois comentar como comentário mesmo, eu dou uma olhada e aí a gente pode conversar no no próxima live, tá bom? Aí o o Oziel colocou o seguinte: "Roney, se puder falar da origem da fórmula eterna, nosso pai e nosso rei, eh o início de uma oração, por favor." Oel deve ter comentado isso porque é uma fórmula de oração que eh algum tempo atrás tinha um pessoal que falava bastante, né, começava oração desse jeito, né, o Edson Nunes, eu também e tal. E é interessante essa ideia da das fórmulas de orações, né? Essa fórmula específica, ela de uma oração chamada avino malqueno, que significa literalmente nosso pai, nosso rei. É uma oração de Yonkipur e é uma uma oração muito bonita, né? Eh, Avino Marqueno, nosso pai, nosso rei, responde-nos e age conosco com graça, ainda que não haja boas obras em nós. Eh, faça conosco justiça, misericórdia e salva-nos. É uma oração que sempre é recitada, faz parte da liturgia de Yonquipur, do dia da expiação pros judeus. Eh, e esse início é muito bonito. Avino Malqueno, nosso pai, nosso rei, que é se referia a Deus em duas dimensões, né? Na dimensão da realeza. Ele é o teu pai e eh é o teu rei, né? Ele é muito maior que você, né? Mas ao mesmo tempo ele é o teu pai. Essa ideia dessa duplicidade ao se referir a Deus, eu gosto de chamado transcendente e imanente, ela também aparece numa outra fórmula de oração que todo mundo conhece, que é o Pai Nosso que estás nos céus, né? Eh, que ele é nosso pai, também a mesma ideia, ou seja, ele é próximo, mas ao mesmo tempo ele tá nos céus. Curiosamente, o Pai Nosso, ele também tem esse início de oração que também é baseado em uma fórmula de oração da tradição judaica, que é o avino e pai nosso que estás nos céus. Existem outras orações da tradição judaica que também usam essa fórmula: "Pai nosso que estás nos céus", né? Provavelmente Jesus quando ensinou a gente a orar, ele fez isso provavelmente não, com certeza, ele fez isso dentro de um contexto de uma eh do judaísmo do primeiro século. E nesse contexto existia essa fórmula de oração, né? A vino Shaba. Nosso eh Pai nosso que estás nos céus. Essas fórmulas judaicas elas são bacanas. Eh, são maneiras de você iniciar a oração, maneiras de você se referir a Deus, né? Eh, a tem um uma uma coisa que é muito comum da tradição judaica, que é você fazer bênçãos paraas coisas. Então, tem uma fórmula de bênção, tem a fórmula de bênção para você comer, para você comer pão, para você beber o vinho, para iniciar o o o Shabat, para terminar o Shabat. Tem uma tem sempre tem uma fórmula de uma bênção, né? E dentro do pensamento judaico, dentro da tradição judaica, você tem essas bênçãos todas começando da mesma forma, né, que é baradonaio melulan. E aí a forma, a oração varia para qualquer pra coisa que vai seguir depois, né? Então, Baru Rat Adonai Elohela é: "Bendito sejas tu, Senhor, nosso Deus, Rei do universo." Então, bendito sejas tu, Senhor, nosso Deus, rei do universo, que eh que fazes brotar o pão da terra, que é criador do fruto da vid, né? que que nos conservasse em vida, nos mantiveste, nos fizesse chegar esse tempo, que é uma é uma essa é uma bção que eu gosto muito, que é a bênção que os judeus fazem para datas comemorativas, né? Baru ratadonai, lorena, raulão, sherreiano, vequemano, verrigiano, lasmano, raze, né? nos conservaste em vida, nos mantiveste, nos fizeste chegar a esse tempo. Então, no judaísmo tem várias fórmulas de orações que são formas de você se referir a Deus para você iniciar uma oração, né? E eu queria terminar esse tema com a que eu acho mais bonita, na verdade, né? Tem outras, como exemplo, como por exemplo Adom Ol, que é o senhor do mundo, o senhor do universo, né? ou mestre do universo, que também é uma fórmula comum de uma oração que é é mais famosa, tem músicas sobre o Adom Lolan, mas a que eu mais gosto é a Yedidnefes, que é uma forma muito bonita de se referir a Deus, que significa o amado das almas, aquele aquele o qual as almas amam, né? Iedid, o querido das almas, né? Muito bonita essa fórmula de oração. E aí a gente tem essas várias fórmulas, né? E nós cristãos, como sendo uma uma religião que se derivou do judaísmo, também tem aí a sua própria fórmula, o Pai Nosso que estás nos céus, né? Aí o o Ozeão o o Oziel coloca aqui, né? Eh, o nome de Deus é eterno. O Carlos até vai comentar já aqui na tradução judaica usa eterno. A a cristã usa senhora e basicamente tem o mesmo sentido. É isso mesmo, né? Eh, eterno é uma tradução para Adonai que também pode ser traduzido como senhor. Exato, né? O o Aí, Ozel, presta a sua pergunta aqui, né? O nome de Deus é eterno? É, o que acontece é que o nome de Deus mesmo eh, é o é o a palavra Yahvé ou Yahué, né? Os judeus eles não costumam tentar pronunciar essa palavra porque eles consideram que é sagrada demais para ser pronunciada. Eu não sigo essa tradição, né? Não, não sou judeu, não sigo a tradição judaica e ao mesmo tempo também porque eu vejo que dentro do contexto bíblico não se tinha essa parece que não se tinha essa essa ideia de que por ser sagrado demais, então é melhor não pronunciar, porque a gente vê as pessoas pronunciando o tempo todo isso no no jeito que a Bíblia registra as pessoas falando, falando sobre Deus, falando com Deus. Então, parece que é uma palavra que era bem comum. Então, esse seria o nome de Deus. Essa palavra é o que normalmente nas versões Ferreira de Almeida, que são as mais comuns aí, é o que se traduz como senhor. Como eh essa palavra não tem assim uma pronúncia muito certa, por se considerar uma palavra sagrada demais, os judeus pararam de pronunciar e se perdeu a pronúncia dessa palavra, né? Eu não sei se eu tô chovendo ou no molhado, porque muita gente fala sobre isso na internet, né? Mas só para contextualizar aqui, né? Então, a palavra Yahé foi substituída. O, esse seria o tetragrama, né? Então, o tetragrama não tem exatamente como saber como pronunciar, né? tem muitas possibilidades de de pronúncia, mas ela foi substituída porque dentro do hebraico, ó, já vai começando a ficar complexo o assunto, né? Dentro do hebraico, a língua escrita, né, a a forma escrita do hebraico, ela não registra as vogais, ela só registra consoantes. Tenta imaginar que é meio parecido com essas linguagens de WhatsApp que o pessoal coloca, né? Eh, TD. Bem, eh, como está VC, né? Então, a gente resume algumas palavras nessa linguagem rápida de WhatsApp, mas é mais ou menos a ideia do hebraico. Ele só coloca as consoantes, ele não coloca as vogais. Então, imagina que essa palavra você, que é VC em português, eh, alguém encontre essa esse VC escrito daqui a 2000 anos e fale: "Nossa, como se pronunciava isso? O que que é esse VC? é vc, é você, é vaca, é vco, é vu, que que quer dizer esse VC, né? Como se pronuncia essa palavra? Então, é mais ou menos essa a ideia. Se perdeu a pronúncia desse nome de Deus. E aí o que aconteceu? Como se perdeu essa pronúncia e os judeus já t essa tradição de não tentar se pronunciar, essa palavra foi substituída por algumas palavras, pela palavra senhor, né, ou pela palavra hashem. Hashem significa o nome. E aí o que que se fez? onde se tinha a as quatro letras do do nome divino, né, Yod, hei, Vav, hei, se colocou as vogais de Hashem e aí acabou virando Yahvé, né? E alguns colocaram a a as vogais de Adonai e aí acaba vindo daí essa palavra que a gente conhece como Jeová. são as vogais de outras palavras para se referir a Deus, colocados nessas letras que é o nome de Deus e vocalizadas pro latim, até porque o esse fonema, J não tem no no hebraico. Então, eh, a gente adaptou para pro latino e acabou virando Jeová. Então, Jeová seria o nome de Deus, né, de uma forma que uma um formato latinizado, modificado do nome de Deus. Mas é mais ou menos isso. Entenderam? Então, eu vi que o pessoal já tá comentando aqui, né? O o eterno é uma tradução para Adonai que também pode ser traduzido como senhor. Isso. Adonai literalmente seria senhor. Inclusive essa palavra aparece na Bíblia não como substituição do nome de Deus, mas em outros contextos. Por exemplo, tem o o Salmo é o 110 que começa assim: "Disse o Senhor ao meu Senhor". E essa esse início do Salmo 110 é confuso, porque é disse e Yahé, que é o nome de Deus, ao meu Adonai, Adon, né, no caso, né? Então, no português fica confuso porque a gente substitui o nome de Deus por Senhor e a gente manteve a palavra Senhor. Disse o Senhor ao meu Senhor? É, disse Jeová ao meu Senhor. Seria alguma coisa assim, entende? Então, é um pouco confuso essas coisas de língua, porque a gente tem que entender ao que tá se referindo algumas palavras que foram substituídas, né? Mas basicamente é isso daí, né? O Carlos coloca até aqui: "Adom é senhor, Adonai é o meu senhor." Isso mesmo, né? Eh, obrigado aí, Carlos. E aí Lucilene coloca, a verdade é que os judeus não aceitavam a ideia de Deus ser pai porque não pode ter filho. Eh, é uma pergunta, né? É verdade que os judeus não aceitavam a ideia de Deus ser pai porque não pode ter filho? Não, Lucilene, a ideia de Deus como um pai, ainda que seja uma metáfora para Deus como pai, ainda que Deus não seja literalmente o seu pai carnal, a ideia de Deus da do pai sendo uma metáfora, né, para Deus, ela já aparece no próprio texto bíblico, mas também é uma é uma ideia bem comum no judaísmo. Por isso essas essas várias orações que chamam eh Deus de pai, né? AV, avino, nosso pai, né? Então essa ideia já tinha já no judaísmo há muito tempo a ideia de Deus ser pai, né? Talvez você tenha visto em algum lugar que alguém tenha comentado que é uma metáfora, né? Não que é literalmente, mas eu acho que isso daí é já tá pressuposto, né? [risadas] Aí o José Lima coloca aqui: "Jesus criticou as vãs repetições. Sendo assim, o Pai Nosso não seria apenas um sentido de oração e não necessariamente que venhamos a repetir a a essas palavras do Pai Nosso". Olha, boa questão, José. Boa questão. Eh, a ideia das van repetições, eu já ouvi mais de uma explicação. Eu não tenho certeza, eu teria que dar uma pesquisada, mas pelo que eh eu entendi, é porque existia, quando você fala de repetição, você pode estar se referindo a mais de uma coisa, né? Repetição pode ser um a um uma oração específica que você repete ela de vez em quando, como por exemplo Pai Nosso. Às vezes a gente ora juntos o Pai Nosso na igreja, em casa, você pode orar o Pai Nosso de vez em quando. Então é uma repetição. E outra ideia de repetição pode ser você ficar sentado e repetir 30 vezes o Pai Nosso. Você ficar orando, repetindo a mesma coisa 30 vezes seguidas, né? que também era uma forma das pessoas, principalmente nos cultos pagãos, que Jesus fala: "Ah, os gentios fazem assim e tal", que é quase como um fórmula mágica, um ritual, um amuleto em forma de de um de um de uma performance falada, né? Eh, e aí Jesus me parece que tá condenando isso. Não tem uma oração que você possa dizer de vez em quando, até porque eh uma oração que é tradicional e que você ora a mesma oração de vez em quando, é uma coisa que é muito comum na tradição judaica, né? E não me parece que era em relação a isso que Jesus estava falando. Acho que é mais esse outro sentido de você ficar repetindo diversas vezes seguidas a mesma coisa, sabe? fazia parte de algumas manifestações religiosas na época de Jesus e faz parte de algumas manifestações religiosas cristãs hoje em dia, que é esse êxtase onde você fica repetindo a mesma palavra várias vezes, né? A mesma oração, a mesma palavra, a mesma fórmula. Eu acho que é isso, José. Não tenho certeza. Aí a Lucilene coloca aqui, isso é interessante, né? Por que os fariseus acusavam Jesus de blasfêmia quando se identificava como filho de Deus? É interessante essa pergunta porque ela toca em várias coisas, viu, Lucilene? Como que acontece? Eh, eu vou começar pela ideia de Messias. A ideia de Messias no texto bíblico, ela não tá sistematizada em nenhum lugar do Antigo Testamento, né? O que que eu quero dizer com isso? que a ideia de Messias é uma construção que a gente tem pegando vários textos diferentes do Antigo Testamento. Então, você tem alguns textos em Isaías, você tem alguns textos em outros profetas, tem lá em Daniel também fala e da ideia de Messias. E a gente vai juntando tudo isso e a gente fala: "Então, o Messias é isso, tem essas funções, acontece desse jeito." Eh, e quando eu falo a gente, eu tô falando nós cristãos, que aí fica muito mais fácil. Depois que Jesus já veio, a gente atribuir esses textos a ele já montadinho ali, né? Agora imagina você lê o Antigo Testamento e tentar prever o que seria esse Messias, pegando esse monte de texto que tá aleatório jogado no Antigo Testamento. Então, a ideia de que o Messias viria, mas as pessoas discutiam o que que exatamente era esse Messias, é uma ideia que é bastante assim compreensível olhando pro texto bíblico, né? Porque é confuso mesmo, porque você olha, nem sempre os textos que a gente considera messiânicos t a palavra Messias. Então, por exemplo, o o servo de Isaías 53, que é um texto bem importante, só que não tem a palavra Messias, ali, tem a palavra servo. Esse servo é o Messias ou é outra figura? Eh, o lá em Gênesis 3:15, né, o que Jesus eh que Deus fala, né, para pra serpente, né, porém inimizade entre ti e a mulher, entre o seu descendente e o descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar. Isso é uma profecia messiânica. Onde tá a palavra messias? Aí não tá. Então tá se referindo a qual figura? Então fica confuso quando a gente pega e percebe que vários textos estão apontando para uma figura que viria no futuro, uma figura que viria trazer redenção, uma figura que tá ligada a vários a vários personagens e ideias bíblicas, tá ligado a Davi. Muitas vezes dos salmos eles repetem a ideia de Davi para se referir a ao Messias. Eles ele se refere a Judá, o leão da da tribo de Judá. Ele se refere a várias figuras. São o próprio Jacó lá em lá nos textos de Isaías que falam dos servos. Então você vê o o a ideia de Messias já era uma ideia difícil de se entender. Então existiam discussões sobre qual era exatamente a função do Messias. A ideia de um Messias que é divino ainda fica um pouco mais confuso. Tanto é que dentro do cristianismo mesmo, depois de Jesus e dos evangelhos, houve discussão em relação a isso, né? Eu sou de um cristianismo mais tradicional que entende Jesus como uma figura divina mesmo, mas a gente olhando pra história, houveram discussões, né? Existem textos bíblicos que eu acho difíceis de refutar em relação à divindade de Jesus, mas eu entendo que possa haver uma uma forma diferente de de você interpretar esses textos e tal e sistematizar isso de um jeito diferente, né? Não, não é o que eu que eu acredito. Eu acho que faz muito, é muito mais coerente com o texto pensar num Messias divino, em Jesus sendo divino, mas existe essa discussão. Então, na época de Jesus, a ideia de um homem, ainda que fosse o Messias, se identificar como divino, era uma ideia muito polêmica. Começa por aí, né? Então, quando você fala que você é filho de Deus, eh, não é simplesmente a ideia de todos nós somos filhos de Deus, então eu sou filho de Deus também. É uma ideia que é mais comum hoje em dia. Na época de Jesus, essa expressão filho de Deus não tava muito relacionado assim a qualquer pessoa, entende? eh tinha uma conotação de divindade nessa nessa expressão. Inclusive, tem duas expressões que são curiosas que elas se conectam em relação à figura do Messias, que é a ideia de filho de Deus. O o filho de Deus tá mais ligado ao salmo dois, que é um salmo de coroação e tal. Tu és meu filho e tal, que é o que tá escrito no salmo. E tem uma outra ideia que é o filho do homem. Filho do homem. é uma expressão mais comum para se referir à humanidade no texto bíblico, mas ela também pode ser usada em contextos específicos para se referir a uma figura messiânica. Por exemplo, lá em Daniel capítulo 7, que Daniel diz que tá que no meio da visão dele, ele vê um como o filho do homem vindo nas nuvens dos céus, trazendo um reino eterno, um reino de justiça que nunca mais ia passar. Então, a expressão filho do homem e a expressão filho de Deus são duas expressões que em um contexto específico podem se referir à figura messiânica. Mas o que é curioso é que o filho de Deus, ele pode estar se referindo a uma ideia messiânica humana, não necessariamente divina. E a expressão filho do homem pode estar se referindo a uma ideia divina e não apenas humana. entende? Porque é o filho, é o filho do homem que vem nas nuvens do céu trazer o reino de Deus. Então tudo tem toda uma ideia complexa em relação a essas expressões, né? O fato é que o que fez os fariseus realmente ficarem ofendidos eh quando Jesus usa algumas expressões como egoaimi, né? que a expressão grega que é relativa ao hebraico eh irrié, a xerrié, eu sou o que sou. Então, Jesus usa essa expressão para se referir a si mesmo. E quando ele fala isso, os fariseus abaixam para pegar pedras para apedrejar ele na hora. Eh, outras expressões como antes de que Abraão, antes que Abraão houvesse, eu sou. Antes que Abraão existisse, eu sou. Ou seja, Jesus fala que ele existe antes de Abraão, que é o patriarca e tal, né? Então, além dele ser divino, ele ainda tá se colocando numa numa situação assim superior a Abraão e tal. Então, essas expressões é que faziam os fariseus ficarem ofendidos quando Jesus assumia sua messianidade e ao mesmo tempo assumiam uma ideia de divindade associado à messianidade. Porque a ideia de Messias em si é uma coisa que era comum naquela época. A época de Jesus foi uma das épocas que teve mais pseu do Messias na história de Israel. Então, então acontece eh o a ideia de Messias assim não necessariamente é uma uma ideia eh é alguém atribui uma divindade à outra pessoa, porque no contexto lá as pessoas pensavam muito num Messias humano, o Messias que era um grande general, né? O Messias que era aquele que ia restaurar o reino de Israel, né? Na época de Jesus, Israel não era mais um reino, era uma província romana, né? Desde que voltaram do exílio, não houve mais um reino de Israel e todas essas questões. Então, é basicamente isso, Lucilene, né? O que faziam o os fariseus acusarem Jesus de blasfêmia é não especificamente a expressão filho de Deus, mas é outras expressões que Jesus usava para atribuir divindade a si mesmo, né? como antes que Abraão houvesse e essas coisas, como a gente comentou. E aí o pessoal falando, né? Eh, Caio Messias, boa noite. Boa noite a todos. Por que a Bíblia apresenta duas genealogias distintas para Jesus? Ó, já é difícil essa pergunta aí, viu, Caio? Porque eu sei que existem teorias. Tem perguntas que eu posso falar algumas teorias, mas eu não sei exatamente o que eu penso ainda. Esse é o caso da genealogia de Jesus. A genealogia de Jesus, eu conheço duas teorias. Uma delas é que eh a gente tem a a genealogia de Lucas e a genealogia de Mateus. Deixa eu até abrir aqui para eu saber a qual eu estou me referindo para para eu não confundir aqui na minha explicação. Então, deixa eu abrir aqui Mateus e Lucas. Mateus tá logo lá no no início, no capítulo um. Lucas, eu acho que é um pouquinho mais paraa frente, né? Ele Lucas começa contando a história de Jesus e a genealogia vai aonde tá? Tá no capítulo 1, dois. Tá, a genealogia de Lucas tá lá no capítulo 3, tá? Então vamos lá, né? Eh, a gente tem a genealogia de Mateus. É engraçado que as duas vão ao contrário, né? Eh, a de Mateus, ela começa com Abraão e vai indo mais pra frente. E a de Lucas começa com José, o pai de Jesus, e vai indo para trás. A teoria, uma das teorias é que a diferença é que a de Mateus estaria se referindo a uma genealogia de Maria e não de José. Isso é porque ali no verso 16 diz: "E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo." Essa palavra Maria é essa palavra Maria, essa palavra, essa palavra marido, marido de Maria, de acordo com o que eu ouvi falar, também poderia ser eh interpretada, poderia ser traduzida como o pai de Maria, né? o Senhor de Maria, o pai de Maria ou o marido de Maria. Então, de acordo com essa teoria, esse José aqui de Mateus não é o José marido de Maria, mas é o José pai de Maria, porque o pai de Maria também se chamaria José. Então, seria uma a genealogia de Maria por parte do pai dela. Essa é uma teoria que eu já ouvi. Eu não sei se me convenço muito dessa, né? Eh, eu gosto mais de uma outra teoria que para mim faz mais sentido. E por que isso, né? Porque aqui logo aqui no no no livro de Lucas, capítulo 3, aqui no verso 23, quando ele vai falar de José, ele já chama o pai de José de Eli. já não é Jacó, já é Eli, já é um outro nome. Então, por isso seriam dois Josés diferentes. Eh, a outra teoria é que o que difere essas duas genealogias seria a lei do levirato. Então, o que acontece, né? Na lei do Levirato funciona assim: se você tem um irmão que é casado e esse irmão morre sem deixar filhos, você deve se casar com a mulher do seu irmão, né? E aí quando você casa com a mulher do seu irmão, você faz isso para suscitar uma descendência ao seu irmão que já morreu. Então essa era uma tradição do do povo israelita. O que acontece é que às vezes esse filho era considerado filho de um irmão ou às vezes é filho considerado de outro irmão. Então pode acontecer variações de genealogia baseado nisso. Então já ouvi, já li também que essa é uma possível explicação para variações de genealogias, porque aí você vai para casos diferentes, aí um irmão pode ser inclusive irmão filho de um pai e o outro irmão filho de outro pai, né? se o pai morreu. Então, a as genologias já começam a variar, dependendo de como você entende que deve ser citado a na genealogia alguém que é filho de alguém da baseado na lei do levirato, entende? Então, essas são as duas teorias que eu conheço. Eu não sei se tem mais alguma e eu não sei em qual eu confio mais ou se eu confio em alguma delas, né? Mas olhando, só sei que tem duas genealogias que já são diferentes ali logo na geração, primeira geração, né? O pai de José já tem nomes diferentes nas duas genealogias. Mas é isso. Vamos lá. Ah, antes tinha uma outra pergunta aqui, né? Eh, Jesus pode ter tido o DNA de José, já que a descendência era paterna. Deus estabelece sua aliança com Davi por meio da semente de Davi. Paulo diz em Romanos 13 que Jesus era descendente pela carne. Então, e eu não tenho como responder qual seria o DNA de Jesus. O que eu posso dizer é que um filho adotivo dentro da cultura israelita, ele é um filho considerado na genealogia. Então, independente da da do DNA de Jesus, José reconheceu Jesus como seu filho. Então, Jesus faz parte da genealogia de José e carrega toda a genealogia com ele, inclusive e a descendência de Judá e assim por diante, né? Então isso independe. Quando um pai assume um filho, ele é reconhecido como filho. Mas o DNA de Jesus é difícil dizer, né? Aí o Ozeel pergunta: "Seria incorreto dizer, generalizar que a religião judaica ainda espera o Messias?" Seria correto, Oziel, os judeus ainda esperam o Messias, né? E os judeus, inclusive, o pessoal faz uma confusão, né? Porque o pessoal fala: "Não, para os judeus Jesus é só um profeta e tal, mas não é o filho de Deus. Não. Para o judaísmo, Jesus assim, eh, nem todos os judeus vão falar dessa forma, mas para ser bem direto, seria um falso Messias. Jesus não é o Messias e o Messias ainda vai chegar. Quem considera Jesus um profeta é o Islã e não o judaísmo. No judaísmo, Jesus não é um profeta. Jesus não é eh o Messias. Jesus não é um rabino importante da tradução judaica. Então, Jesus não é reconhecido na tradução judaica como nenhuma figura de autoridade. Pelo contrário, o judaísmo até por oposição ao cristianismo, porque teve muita briga na história e e a culpa não é só dos judeus. Os cristãos perseguiram muito os judeus e também causaram essa eh ajudaram a alimentar essa essa essa essa disputa, essa briga que teve na história. Então, por oposição ao cristianismo, inclusive o judaísmo vai rejeitar completamente a figura de Jesus. Inclusive tem tradições judaicas que vão falar de um tal Yeshua, que era um nome bem comum na época, é verdade, mas eles vão falar de um Yeshua, filho de uma Maria que essa que era um filho bastardo, né? Essa Maria engravidou de um de um oficial romano chamado Pantera e tal. Então tem histórias na tradição judaica falando sobre isso. Tem outras histórias que falam de um Jesus que falou blasfêmias e foi enforcado e tal. Jesus era um nome muito comum. Josef fala de diversos Jesus, Jesuses. Qual é o plural de Jesus? Não sei, mas era um nome muito comum. Essas esses Jesus da tradição judaica estão se referindo ao Jesus da tradição cristã, ao Jesus que a gente conhece ou outras pessoas com o mesmo nome? Não sei dizer, mas eu aceito a ideia de que pode ser sim se referindo ao nosso Jesus, mas por uma oposição, por uma por uma guerra que houve na história, é uma sempre uma menção negativa, né? Então os judeus de fato não reconhecem Jesus como Messias e os judeus de fato ainda esperam o Messias. Inclusive essa é uma das 13 crenças fundamentais do judaísmo. São 13, se eu não me engano, do rabino baimôides, né? Eu espero a vinda do Messias e que ele venha ainda na minha geração. E existem várias tradições que se referem a vinda do Messias, né? Eh, algumas tradições dizem que se todos os judeus realmente guardassem as leis, porque eles já não guardam mais as leis, mas se eles guardassem, todos os judeus guardassem pelo menos um sábado, o Messias ia vir na hora, né? Tem tradições que falam que, bom, que o que o que quando o Messias vier, ele vai reconstruir o templo e tal, tod aquelas ideias. A gente falou um pouco sobre isso quando a gente falou do Messias, filho de Davi, o filho de José. Eu vi que alguém comentou aí dessas dessa ideia, né, logo aqui embaixo, né, o o Carlos Muniz coloca eh então essa o filho de Davi e o filho de de José são parte da tradição judaica dentro dessa perspectiva da espera de um Messias que ainda vai vir. Existem inclusive grupos assim bem eh, por exemplo, a questão sionista, que é uma questão que hoje pega fogo por causa das coisas que acontecem hoje em Israel e Gaza e tal. Existem judeus que não são sionistas, são antissionistas. A gente tem vários desses judeus que são judeus bem ortodoxos. Tem muitos deles inclusive no Irã. E o governo do Irã adora eles, né? Eh, porque eh eles são antissionistas, porque eles acreditam que Jerusalém eh que Israel não pode ser fundada por nenhuma outra figura que não seja o próprio Messias. Então, é o Messias quem vai restabelecer eh a Jerusalém e e Israel e não pode ser nenhum outro líder. Então eles são lá, se não foi o Messias que que estabeleceu esse Israel moderno, a gente não reconhece. A gente não acha que tem que ter um movimento secular, político, né? Tem que ser o Messias, né? Alguns já aguardam a vinda do Messias para reconstrução do terceiro templo e tal. Então, a ideia de Messias, vocês veem, é uma ideia importante e ela mexe com várias perspectivas aí que o judaísmo tem, mexe até com questões políticas hoje que envolvem o judaísmo. Para vocês verem como a essa essa expectativa da vinda do Messias é uma coisa importante no judaísmo. Várias questões ficam levantadas aí em relação a isso, né? Então, o Messias, o Masia Ben David e o Masia Ben Yosef, eu acho que o Carlos tá perguntando aqui em relação ao que a gente tá falando do filho de Deus e filho do homem. Eu acho que não tem exatamente a ver com isso não, viu, Carlos? Eh, são ideias diferentes, né? O o filho de Deus e o filho do homem são títulos messiânicos, mas que se referem à mesma figura. Jesus faz uma referência a esses dois títulos, inclusive quando ele tá falando com Natanael, que Natanael, né, fala, como que é que a fala de Natanael mesmo? Eh, ele vê Jesus e ele fala: "Ah, esse aqui é o filho de Deus". E Jesus fala: "Você acha que eu sou o filho de Deus?" Você vai ver muito mais que isso. Você vai ver o filho do homem e os anjos descendo e subindo sobre ele. Então Jesus faz uma um trocadilho aqui com esses dois dois títulos messiânicos, né? Como se filho de Deus ainda fosse fraco perto da ideia de filho do homem. Porque o filho de Deus que aparece lá no Salmo 2 é um rei coroado. Mas o filho do homem lá de Daniel 7 é um ser divino que desce nas nuvens do céu trazendo o reino de Deus. Então Jesus fala: "Você tá, você acha que é bacana ser o filho de Deus, que é um título atribuído para Davi, para pr pra monarquia israelita? Eu sou mais do que isso ainda. Eu sou filho do homem, ou seja, eu não sou só o o rei descendente de Davi, mas eu vou trazer o reino de Deus e vou estabelecer uma nova ordem na terra". É meio que isso que Jesus tá dizendo, só brincando com esses dois títulos, filho de Deus e filho do homem, né? Bem interessante isso daí, né? Aí o Caio pergunta: "Que coleção de livros negros é aquele lá atrás?" Hony, são esses, são esses 13 volumes aqui do The Expositors Bible Commentary. É um comentário bíblico o Expositors. Se você for para alguém que assim que estuda teologia falar do Expositors, é esse daqui. Esse é o expositors, né? É um comentário bíblico verso a verso da Bíblia inteira. Então, ah, o que que significa aqui essa expressão que aparece, sei lá, em no em Obadias, né, em Ageu, capítulo 2, verso 3, você vai ver lá, ele vai comentar verso por verso e vai trazer o que que as pessoas têm comentado na história em relação a esses versos, as polêmicas que tem e as questões de tradução e tal. É legal ter um comentário bíblico, eh, para, se você quiser se aprofundar aí na Bíblia e tal. Então eu tenho esse, eu gosto desse porque ele transita muito bem entre ir para um para uma abordagem mais crítica, histórica e para uma mais religiosa. Então ele não ignora absolutamente a questão crítica, mas ele é religioso. Então eu gosto dessa mistura que esse comentário faz, eh, que eh que é exige muito bom senso para saber casar essas coisas. Aí o Tony coloca: "Existem judeus que acreditam que o Messias já veio, por exemplo, um grupo de judeus que acreditam que o Reb de Lubavit é o Messias". Mas de modo geral, o judaísmo espera a vinda do Messias. Então, Tony, ex, isso daí é uma polêmica dentro do judaísmo, porque o o movimento Lubavit, eles vão falar que o Reb era o Messias, mas ao mesmo tempo não era, porque eles ainda têm uma expectativa messiânica mesmo o o Rabad, né, o o movimento lá dos seguidores do Lubavic. Eh, até onde eu sei, eu não sei se tem alguém que conhece mais do assunto aqui, que quando o Lubavic morre, esse rabino, eh, ele morre, então, bom, se ele morreu, ele não é o Messias porque não estabeleceu o reino de Deus e a paz. Inclusive, esse é o grande argumento dos judeus em relação a Jesus, né? O Messias tem que trazer o reino de paz. Cadê a paz? Cadê o reino de paz? Então, quando o Reb morre, eles que tinham essa expectativa em relação ao Moab vão falar: "Não, ele era um receptáculo de Messias. Isso significa que ele era o Messias dessa geração, que se essa geração cumprisse a lei de Deus, o Lubavit, ele ia assumir essa função de Messias, mas essa geração não estava pronta." Então ele era um receptáculo que não assumiu a função de Messias. Seria algo mais ou menos assim. dentro do judaísmo, você tem movimentos messiânicos, né? Talvez o mais famoso seria é o do Bark Corba, que acontece lá nas acho que no segundo século, né, nas guerras judaicas, né, e 160 e alguma coisa, eh, foi o quando os judeus estavam se rebelando contra Roma ainda, né? Você vocês vem e é depois da destruição do templo, mas ainda existia um movimento de de rebelião contra Roma. E aí tinha esse Barkorba que juntou muitas pessoas em torno dele para se rebelar contra Roma, para fazer mais um movimento insurgente. Dessa vez a gente vai derrotar os romanos e a gente vai estabelecer o reino de Israel. Então, muita gente acreditou que ele era o Messias, inclusive um rabino aquiba, rabino, o rabino aquiba, que é um rabino importante da tradição judaica ali daquele período, ele achou que o Barkoba era o Messias, mas aí quando numa batalha ele morre, o Aquiba fala: "É bom, não era então, né? Erramos, vamos continuar esperando o Messias". Então tem essa essa expectativa messiânica continua embora ou eh tenha acontecido movimentos messiânicos na história do judaísmo, apontando para algumas figuras, né? Então, em alguns casos, tenta se conciliar a ideia dessa pessoa ter morrido como o o Lubavic, né? Ele era um receptáculo, ele era um Messias potencial e tal. Em outros casos, como no caso do Barkorba, o Akiba fala: "É, não, ele não era mesmo, é, a gente errou". Então vamos continuar esperando. Mas esses movimentos vão ter o tempo todo, né? Faz parte da história do judaísmo a expectativa messiânica e esses movimentos messiânicos. Tanto que no judaísmo, na tradição, acaba se tornando, eh, assim, a ideia de apontar para uma figura messiânica ou apontar a data da vinda do Messias acaba se tornando proibido dentro da tradição judaica. Você não pode apontar datas, né? Porque a gente não sabe, né? Tinha uma expectativa muito grande na época de Jesus em relação à vinda do Messias, por causa da interpretação ali, principalmente Daniel capítulo 9. Então você teve vários movimentos messiânicos, talvez seja a época da da história de Israel, como eu comentei antes, que tenha mais movimentos messiânicos, mais pessoas falando que que era um Messias e tal e que depois se frustrando. E na própria Bíblia se registra isso lá no livro de Atos, eu acho que é no capítulo 6, é no capítulo 4, capítulo 6, que vão perguntar para Gamaliel o que fazer com os cristãos que estavam surgindo. Gamale falou: "Olha, gente, é o seguinte, isso daí não é a primeira vez que a gente vê, já tiveram vários aí". Aí ele começa a falar, né? Acho que era Judas Galileu e já não sei mais quem. Então ele começa a falar de movimentos que são registrados na história, de movimentos messiânicos que realmente aconteceram, pessoas que apareceram no povo de Israel, pessoas que eram líderes e que se juntou em torno deles uma expectativa de que eles fossem o Messias, né? E que depois eles morrem e o movimento se dissipa. Então o Gamale falou: "Olha, já tiveram tantos pseudo Messias aí ultimamente, então se se isso daí não é de Deus, vai desaparecer. E se for de Deus, a gente não tem não tem o que fazer, né? Então, eh vocês vem no Novo Testamento se comenta dessa expectativa sobre a vinda do Messias, né? Interessante. Eh, aí muitos se rejeitam Jesus como filho de Davi, porque a linhagem paterna por José era adotiva. Esquecem que judeu tem que ser filho de judia. Tem isso também, Lucile. É, vai, vai ter vai ter vão ter controversas, né? Vão ter controversas mesmo, né? Maria era descendente de Davi pelo filho Natã, se cumprindo a profecia da semente da mulher, diz a Lucilene. Eh, vamos ter controversias porque o que vão falar em relação a isso, Lucilene, é que a linha, você pode falar que o a a judaicidade vem pela mãe na tradução judaica moderna, né? A gente não tem um registro bíblico dessa trado, mas mesmo que a gente extrapole isso pra época bíblica, beleza, a judacidade vem pela mãe. Então Jesus era judeu porque ele era filho de Maria. Maria era judia. Agora, a herança do trono vem pelo pai dentro da tradição judaica, né? Isso é bem estabelecido no texto bíblico. Por isso que eu desconfio dessa ideia da da genealogia se referir a genealogia de Maria lá no livro de Mateus. Eh, que isso não é uma tradição muito comum, né? Seria uma coisa bem incomum, né? Talvez me convençam ainda dessa dessa história, mas eu não sei, não sei. A Tonx fala: "Fiz essa pergunta, porque na tradição judaica o Messias tem que ter o DNA de Davi por parte do pai. Ele tem que ser descendente de Davi. É que a palavra DNA específica é uma é um conceito moderno, né? Ele tem que ser descendente de Davi. Aí vai ter controvérsias, pode ser um filho adotivo, tem que ser filho natural e tal, que que é considerado pai. Isso pode pode ter uma discussão, entende? Aí o Tonx pergunta: "Patrística contradiz o novo testamento?" Não, até onde eu sei não, Tony X. Até porque a Patrística vem depois do Novo Testamento, né? Para quem não não sabe do que a gente tá falando aqui, Patrística, é os registros que a gente tem ali dos primeiros cristãos da igreja ainda se organizando ali num período ainda primitivo e tal. Eh, e depois do Novo Testamento, né? Então são assim as gerações que vieram depois do Novo Testamento. A gente tem um registro disso é interessante, né? Então, aliás, eu deveria estudar mais Patrística, que isso é uma coisa interessante, mas ela acaba não contradizendo justamente porque o Novo Testamento já era considerado um coleção de escritos sagrados, né? A ideia de canon fechado pode ser posterior, mas aqueles escritos já eram respeitados na época. Tanto que a Patrística se refere a esses escritos, refere aos escritos do Novo Testamento, né? Então, até onde isso aí não se contradiz justamente por isso, porque eles já estão se baseando nesses escritos, né, para afirmar as coisas que eles afirmam. A Roselie pergunta: "O que é o reino de Deus e a sua justiça?" Roseli, essa é uma excelente pergunta. Essa é uma pergunta muito mais profunda do que ela parece ser. Vamos ver se eu consigo responder ela bem. O reino de Deus, o reino é um dos principais temas da pregação de Jesus. Jesus quando ele vem, ele vem pregando sobre esse tal desse reino. Tinha essa expectativa, como a gente estava falando agora, de de quando o Messias viesse, ele ia estabelecer o reino. O reino é o reino de Israel dentro do pensamento tradicional da época. Ou seja, Israel deixou de ser um reino, era só uma província romana. Eh, antes era uma província grega, antes era uma província persa, né? Desde ali da do retorno do exílio, eles não voltaram a ser um reino, né? Eles, a, a região foi chamada de Judeia. Por isso que a partir do retorno do exílio, eles são chamados de judeus, porque eles são da Judeia, né? Não são mais israelitas, porque Israel como um reino já não existe mais. Então, existe uma expectativa do estabelecimento do reino junto do Messias. Quando Jesus vem, Jesus vem falar desse reino, mas Jesus fala de um reino um pouco diferente do que se esperava. Por exemplo, quando a gente pega a introdução do sermão do monte, a bem-aventurado, eh, bem-aventurados os mansos, porque verão a Deus, porque deles é o reino dos céus, os pacificadores e tal, Jesus está falando: "Olha, esse reino que vocês estão esperando é diferente do que esse reino é de fato. O reino não é um reino de guerreiros que vai se estabelecer através da força. É um reino de humildes, é um reino de pacificadores, de gente que tem fome e sede de justiça. Então, a ideia de reino que Jesus vai trazendo é diferente da expectativa que se tem e acaba sendo assim mais poderosa porque permanece até hoje essa ideia. Porque o que Jesus vai falar é que o reino de do do o reino de Deus ele não vem com a aparência externa. O reino de Deus tá dentro de vocês. O reino já tá acontecendo agora. Isso aqui, ó, esse movimento das pessoas se amando, buscando a Deus, se arrependendo, isso é o reino de Deus já. Então, a ideia de reino para Jesus é uma ideia muito profunda, né? Eu não vou conseguir explicar essa ideia em todas as perspectivas aqui nessa resposta facilmente, mas o reino de Deus da do ponto de vista de Jesus é muito mais uma perspectiva sobre a sobre tudo do que um reino mesmo, literalmente de um rei com um monte de guarda e tal. Então, para Jesus, quando você aceita as boas novas do evangelho, você tá entrando, você tá fazendo parte desse reino agora, você se torna o embaixador desse reino, como Paulo vai falar depois. Então, o reino é uma realidade que você escolhe fazer parte dela. Então, por isso que se você buscar o reino de Deus e a sua justiça, a justiça do reino de Deus, essa justiça que eu tô te falando agora, que não é uma justiça de de baseado na na espada, na força, mas é uma justiça baseada no amor, na compreensão, em exaltar os que são humilhados. essa subversão de toda a expectativa humana de de de ideia de reino. Eh, se você busca Deus e a sua justiça, toda essa ideia, essas coisas vão ser acrescentadas a você. Ou seja, eh, você não tem que se preocupar comer ou beber, você tem que se preocupar com o reino de Deus. Ele é mais importante, ele é mais real, ele nutre mais a vida do que comida e bebida. Essa expectativa, essa fome sede por justiça, sabe? Essa vontade de ser mais pacificador do que trazer o que é certo, assim, aqui tem quem tem que pagar quem fez errado e tal. É esse novo jeito de ver as coisas é buscar o reino de Deus. no que eu entendo de tudo que eu que eu compreendo sobre o a mensagem de Jesus. Essa é a minha resposta, Josele. Roseline, eu não sei se tá aí dentro do que você tava esperando, né? Mas é uma resposta mais difícil, mais complexa, mais profunda do que parece, entende? Aí o Carlos Muniz coloca aqui, eu acho que ele tá falando do Rab de Lubavit, inclusive depois dele não nomearam o novo Reb desde a sua morte em 94, né? O Caio Machado vai falar essa questão do terceiro templo tem na Bíblia? Não diretamente, Caio, porque o segundo templo foi destruído depois da Bíblia ter sido escrita. Então, a gente tem profecia sobre a destruição do segundo templo, mas eu acho que para muita gente ela não era muito clara ainda não. As pessoas achavam que o templo lá que foi construído lá no na volta do exílio, o templo de Zorobabel, já acreditavam que esse reino ia ser um reino para sempre. Esse esse reino, esse templo construído por Zorobabel, eles acreditavam que esse templo ia ser um um templo que ia durar para sempre e tal. Eh, muita gente deve ter ficado espantada quando muita gente deve ter ficado assim chocada quando viu os romanos invadindo, destruindo lá o o santuário, né, o segundo templo. A gente chama de segundo, né, porque a gente normalmente se considera o templo do deserto lá de de Moisés como o tabernáculo, né, porque ele não era uma construção. Aí você tem o primeiro templo, o templo de Salomão, e o segundo templo, esse templo do retorno do exílio. Inclusive, esse período dentro do estudo da eh de um de um estudo mais historiográfico, quando você fala da época de Jesus, você tá falando do período do segundo templo. Normalmente se refere desse jeito, que é o período o período onde você tinha desde o retorno do exílio até a destruição ali pelos romanos, né? Então o reino, o retorno do exílio, eh 457, alguma coisa assim, eu não vou lembrar agora. E os romanos antes de Cristo e os romanos vão destruir o o santuário lá no ano 70, né? 457. Acho que é só o o decreto lá do do rei Persa para eles voltarem, mas o santuário vai ser construído depois. Então, eh, o livro de Daniel fala sobre a reconstrução do santuário e sobre a destruição do santuário, do santuário que tá sendo construído, que era uma coisa que as pessoas ficavam meio espantadas, né? Ah, aliás, isso é no Novo Testamento, isso fica claro, né? O o os discípulos de Jesus estão falando: "Olha, olha que construção maravilhosa." Olha isso daqui lá no capítulo 24 de Mateus. Quando eu não sei se essa parte tá no 23 ainda ou se já é no 24, que o 24 é o é o é o sermão profético de Jesus. Jesus falando sobre o que vai acontecer no final dos tempos e no período que o templo ia ser destruído. Porque eles estão falando: "Olhe só que templo bonito, olha só que construção maravilhosa". E Jesus fala: "Ah, vocês estão vendo isso daí? Não vai sobrar nada disso daí. Vai sobrar nem pedra sobre pedra aqui." E aí, nossa, como assim, né? Explica pra gente do que que você tá falando, né? Qual, qual é o sinal dessas coisas e do final do mundo, da sua vinda? Então, os discípulos perguntam dois eventos que são separados, mas na cabeça deles são a mesma coisa. E Jesus responde esses dois eventos conectados, a destruição do templo e o final dos tempos. Eh, porque existe inclusive uma ligação temática, digamos assim, com a destruição do templo e o final dos tempos. quando na ocasião do da volta de Jesus, né, vamos chamar assim. Então tem essa essa questão, essa relação. E então a muitos pensavam que o segundo templo ia durar até o final do mundo. Considerando que o segundo templo não durou até o final do mundo, já foi destruído uns aí quase 2000 anos atrás, o alguns textos bíblicos vão ser lidos então na perspectiva do terceiro templo. Alguns textos de Ezequiel que falam sobre o templo e dentro do templo tem a aquela aquela trono de Deus cheio de rodas e tal, aquela visão de Ezequiel toda malucona lá e tal, diferente e tal. fantástica. Então, hoje ela compreendida no judaísmo como a visão do terceiro templo. Esse vai ser o terceiro templo. Eh, mas o período do segundo templo eles não achavam que ia ser outro templo, né? Então, a ideia de terceiro templo não tem na Bíblia assim falando que é o terceiro, mas alguns textos bíblicos foram reinterpretados como se referindo ao terceiro templo depois que o segundo templo foi destruído, entendeu? Pouco confuso, né? Mas é isso aí. Aí o Osel pergunta: "A justiça no reino de Deus não pode acabar descambando em condescendência? Pode, Oziel, pode. Mas é difícil dizer qual que é o limite de uma coisa e outra. Você poderia dizer que também que Deus perdoar o pecado de todo mundo que aceita o sacrifício de Jesus é uma enorme de uma condescendência. Entende o que eu quero dizer? A ideia de Jesus falando: "Eu não vim julgar o mundo, eu vim salvar o mundo, né? Eh, pode ser compreendido como condescendência também. Então, eh, não que nunca se deva haver punição para ninguém em ocasião nenhuma, que eu acho que na minha cabeça eu faço uma separação entre o estabelecimento de uma ordem política civil e uma perspectiva religiosa das coisas, entende? Na perspectiva religiosa, quando um sujeito matou 70 pessoas, escondeu os corpos, fez um um monte de atrocidade, quando ele fala: "Olha, eu tô arrependido e eu peço perdão com base no sangue de Cristo", para mim, aquela pessoa tá perdoada em relação a Deus, que é o mais importante. Ao mesmo tempo, como a gente não sabe o que vai no coração do homem, a gente não sabe também se essa pessoa só falou do da boca da boca para fora, né? Então, no caso que eu falei, é considerando que a pessoa foi sincera, mas agora pensando numa uma de um jeito mais pragmático, eh, eu não sei se essa pessoa tá falando isso só para escapar de uma punição agora terrena, para não ir pra cadeia, sabe? E talvez ele ainda vai matar mais gente ainda, porque as pessoas são manipuladoras e tal. Então, eh, essa, eu faço essa separação. Quem comete crimes tem que ser preso, independente do que que do de ele ser salvo pra eternidade ou não, independente de Deus ter perdoado ele ou não. Até porque a gente não sabe quem Deus já perdoou, quem pediu perdão para Deus de forma honesta, sincera e vai ser salvo. A gente não sabe isso. Então, esse julgamento fica para Deus. Enquanto Deus não vem julgar, a gente julga aqui paraa gente ter um mínimo de uma ordem social, entendeu? Então a justiça do reino pode escambar em condescendência. Então civilmente a gente pune aquilo que de acordo com a lei, mas espiritualmente eu perdoo, entende? É difícil fazer essa separação, mas eh é o jeito que eu que eu penso, né? Porque para mim parece coerente com texto bíblico pensar desse jeito. Aí o Tonx também pergunta aqui: "Jesus morreu pelo pecado daqueles que não vão ser salvos?" Olha que pergunta, hein? Eu não sei se tem um texto bíblico que fala abertamente claramente sobre isso. Acho que não. Então o que eu vou falar aqui é mais especulação minha. Pelo que eu entendo sobre salvação na Bíblia, Jesus morreu pelo pecado de todos, de todos, inclusive os que não vão ser salvos. A salvação foi oferecida a todos, está disponível a todos. Então, o o a morte de Jesus é a morte que cobre todos os pecados que existiram, todos os pecados possíveis antes e depois da cruz da humanidade inteira desde o início. Mas tem alguns que aceitam esse sacrifício, reconhecem esse sacrifício, tem outros que não. Então, a salvação tá mais relacionada a isso. Mas a forma que eu me entendo, Jesus morreu pelo pecado de todo mundo, até dos que não vão ser salvos. É, é o jeito que entendo. Acho que é isso, né, gente? 20 paraas 10 aqui. Não sei se tem alguma outra pergunta que ficou ficou que eu não respondi. Uma coisa que eu ia fazer hoje, eu tava pensando em falar, eu vamos deixar para uma próxima live. Eu tava pensando em falar um pouco sobre algum algumas algumas outras coisas. Eh, tem algum, eu não sei se vocês vão achar a ideia, a ideia estranha, tem alguns quadros que tem massacros e que eu tinha vontade de abrir aqui o quadro, a gente olhar para ele e fazer umas reflexões sobre ele, sabe? Vamos fazer isso na próxima live, eh, que eu tem tem alguns quadros que assim tem uns insightes maravilhosos, tem coisas maravilhosas que dá para se pensar sobre ele, não só em questão religiosa, até outras questões mais pra vida, como a gente comentou na live passada, muitas vezes o pensamento artístico ele segue uma lógica assim meio transcendental que é o mesmo jeito que vai andar o pensamento religioso, né? Então eu acho que pela arte a gente entende muito da espiritualidade também. Então a gente faz isso na próxima. Pode ser. Eu tinha aqui separado um, mas eu acho até que é legal a gente deixar pra próxima, que eu dou uma revisada em algumas coisas, uma lidinha um pouco mais e a gente vê vê isso daí. Eu abro aqui, divido a tela com vocês, vocês vão ver o quadro, a gente vê uns detalhes sobre ele, vai pensando como o cara pensou em em pintar esse quadro, construir ele e tal, e que ideias vão sendo trazendo construídas ali aquela imagem e o que que tem a ver às vezes com temas bíblicos ou até sobre temas mais paraa nossa vida de forma geral, tá bom? Aí eu queria começar com um quadro aqui do Joseph Desire, a cena do dilúvio, uma cena do dilúvio. A gente fala sobre isso. O Carlos até coloca o quadro O sofrimento de Maria. Não conheço esse. Mas aí, ó, essa é uma boa uma boa questão. Se vocês quiserem depois deixa um comentário aqui na live sobre quadros. né, obras de arte que vocês acham que que a gente poderia trazer aqui pra gente comentar um pouco, pra gente conversar um pouco sobre elas. Pode ser? Então tá, a gente semana que vem então a gente conversa sobre esse, tá bom? A gente volta pro tema arte e religião. Eu acho um tema bom. Eu acho que a gente não esgotou ele no na live passada, não. Eu nem sei se eu depois eu vou dar uma olhada de novo quando eu for editar, ver se eu realmente falei um jeito que ficou claro e se dá para trazer mais coisas e tal. Eh, São Tomé do Caravajago, excelente também, né? Mas põe põe nos comentários da live, não no bate-papo, que eu vou esquecer depois isso que vocês estão falando. Mas põe nos comentários aqui da do vídeo da live. Acho que não sei se os comentários já estão abertos ou se tem que Eu acho que não tá aberto. É só depois que encerrar a live, aí fecha o bate-papo, aí fica os comentários. Vocês podem comentar durante a semana aí ideias que vocês acham legal a gente comentar. Então eu vou tentar lembrar aqui desses o sofrimento de Maria do São Tomé do Caravajo. E esses tem dois que eu queria comentar, esse que eu comentei agora da cena do dilúvio e o o outro é o Nabuco Donozor do William Blake. William Blake, inclusive é um é um pintor de temas religiosos que tem uma um monte de coisa legal. Um monte de coisa legal. E tem também, a gente pode fazer não só de quadro, também ele tem poesias, tem músicas baseadas em poesias dele que a gente pode falar sobre isso. Eh, pode ser, a gente pode introduzir essa na live, de vez em quando a gente fala de alguma arte, uma música, uma poesia, um quadro, alguma coisa que tem insites religiosos legais. Beleza? Então, tá bom, gente. Valeu aí quem tava aí, quem acompanhou. Eh, obrigado aí pela participação de todo mundo. Ah, participação de vocês é que faz ficar legal essa conversa aqui, gente. A gente se fala então aí na próxima live. Obrigado, boa noite e até mais. Ciao. Ciao.