Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Sem Deus não somos nada | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 212

Sem Deus não somos nada | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 212

Sem Deus não somos nada | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 212

www.icnvcatedral.com.br
www.ibrmec.com.br

Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
Cristo [música]
se nome.
Eu
tenho na minha biblioteca um artefato de
ferro fundido que decora uma das
prateleiras.
é pequeno
e é uma antiguidade romana, eu acho.
Passou para as minhas mãos quando meu
pai morreu.
É impressionante. Não pelo seu tamanho,
nem pela sua beleza, mas a sua forma
bruta é poderosa.
Mas há um problema com ele. Eu não sei o
que ele é.
Não sei quem o fez,
não sei para que serviu. É apenas um
objeto vindo de um passado obscuro.
Ele poderia servir de arma se eu usasse
para me defender.
Mas não é uma arma. Eu poderia usá-lo
para martelar um prego. Meio
desajeitado, mas funcionaria.
Mas ele também não é um martelo.
Em todo caso, é algo que decora e é
isso. Apenas decora. É uma relíquia de
um tempo que eu não conheço.
Por isso ele não significa nada.
Origens dão sentido às coisas.
Sem saber as origens, ou pior, se
supormos origens equivocadas, o objeto
se torna irrelevante e inútil,
pode servir para qualquer coisa.
Isso é ainda mais importante em se
tratando do ser humano.
Ele só tem relevância, propósito,
nobreza,
até direitos se suas origens forem de
algo além.
ou seja, de algo além desse mundo. O
homem só tem relevância, só tem sentido
se ele for algo que remete à origem que
faz sentido transcendente
além de si. Em si mesmo, o homem não faz
sentido.
Se o homem for apenas o produto de uma
série de acidentes evolutivos, ele não
significa nada. Ele não tem importância.
Ele se torna um objeto para ser
manipulado
ou sob o poder de algo tirânico, mesmo
que esse poder seja o seu próprio
coração sujo e rebelde.
Foi por isso que a era moderna de
exploração e descoberta científica, que
surgiu junto com uma crescente descrença
em Deus criador,
desalguou na era mais genocida da
história. Sem Deus,
outros deuses reinaram e o homem perdeu
sentido.
No século XX, esse Deus foi o estado e
depois a alma soberana, mesmo sendo
perdido e sem rumo, o Estado, em suas
muitas formas, lacrou o fim da ingênua,
supostamente ingênua crença em Deus.
Deus estava morto. Niet já o decretou.
E a nova crença secular levou milhões à
morte. Na China, 15 a 20 milhões foram
assassinados com fome em nome da grande
revolução mauísta.
Na Rússia de Stalin, sob a revolução
dele, quase 20 milhões, aliás, quase 27
milhões foram mortos nos gulags
e com fome na Ucrânia.
A Primeira Guerra Mundial se foi quase
10 milhões de soldados e mais 15 milhões
de civis. A Segunda Guerra matou quase
3% da população mundial, estimado em
torno de 85 milhões de pessoas, 6
milhões dos quais morreram em campos de
concentração nazista.
Tudo isso seguiu enormes avanços
tecnológicos que foram celebrados como o
progresso que faria bem à humanidade e
energia nuclear, mas isso desagou em
Hiroshima
e Nagasak.
No início do século passado, havia um
refrão que marcou essa era de revolução
industrial. A cada dia e de todas as
maneiras o mundo está ficando melhor.
Mas todo e qualquer avanço tecnológico
traz consigo grande potencial, não só
para o bem, mas na mesma medida do bem,
também para o mal.
Após a Primeira Guerra Mundial, o
otimismo de poucos anos antes se deu
lugar para uma depressão mundial.
literatura, arte, música marcaram a
época de depressão e niilismo.
Nada fazia mais sentido. O que fez a
diferença reside exatamente
a perda da visão do valor e santidade da
vida humana.
Sem Deus, o homem ficou em segundo
plano. Sem Deus, o Estado tomou o seu
lugar e tudo convergiu para o seu
domínio irrestrito, cruel e genocida.
Hoje estamos novamente numa encruzilhada
e é terrível.
A tecnologia novamente avança, uma nova
revolução
e esses avanços são quase inimagináveis.
Não somente por causa da internet, mas o
avanço adentra a tecnologia de
armamentos bélicos, a capacidade de
manipular o tempo com tempestades
terríveis, criando assim devastação e
incêndios que desafiam qualquer
explicação natural. Ah, dizem que é
mudança climática, não é? É manipulação
climática.
Temos agora a vigilância do pensamento,
a capacidade de lavagem cerebral em
massa e a facilidade de criar mecanismos
medicinais de eliminar populações
inteiras.
Sem Deus, sem reverência pela sua
criação,
eu acredito que nós estejamos à beira de
um tempo dos mais cruéis e devastadores
de toda a história humana, superando até
a carnificina do século XX, que vai
parecer apenas
esquentando os tamborins para
um tempo como esse.
Enquanto isso, nossos representantes se
embriagam com o poder e recursos que nos
são arrancadas à força. Decidem o nosso
destino sem dó e sem qualquer piedade
pelos inocentes.
Aposentados e doentes são esfoliados dos
seus míseros pensões.
E em nome da justiça, a terra se
encharque de sangue. Nossas cidades
estão sitiadas.
Nossas ruas são um novo coliseu, onde o
sangue de todos é derramado sem pudores,
enquanto os defensores da justiça
garantem a carnificina.
Temos até uma facção traficante que se
diz evangélica.
É impossível que haja um pinho de temor
a Deus
nesse que se dizem devotos de Deus.
Em muitas igrejas, Deus é um chavão, um
pretexto e um refrão para músicas que
pouco fazem sentido à luz das
escrituras.
Pessoas assistem embecidas.
Esses cultos gostam desta orgia de fé
light.
Não se aquiietam, não se arrependem dos
seus pecados, não dobram seus joelhos,
nem curvam as suas cabeças, apenas
gravam tudo com seu smartphone para
compartilhar com os outros. Querem
sentir, mas se recusam a ver a sua
imundícia e a sua carnalidade
mortal,
com avanço de comunicações, bens e
serviços, budingangas e aplicativos.
A maioria vive cego e embriagado, sem
entender que está sendo conduzido para o
matadouro.
Estão enfileirados para uma nova câmara
de gás e só se darão conta do seu
trágico fim quando fecharem as portas,
desligarem as luzes e soltarem o gás,
que dará cabo definitivo às suas vidas
miseráveis.
Ouça-me, por favor.
Temos que redescobrir
Deus.
Temos que levantar os olhos e clamar a
ele por uma visitação
nova.
Temos que acordar desse marasmo da
internet.
Deus espera um povo que se chama pelo
seu nome e que se arrepende dos seus
pecados e busca a sua face.
Sem isso, escorregamos
inexoravelmente para Sodoma e
cambaleamos em direção à Gomorra. E o
que nos espera
é fogo e enxofre do céu.
Ainda há tempo.
Desligue essa maquininha infernal, essa
chupeta eletrônica.
Procure uma igreja saudável que pregue a
Bíblia e ora.
Sei que vivemos um tempo de insegurança
jurídica, mas o maior problema é que
vivemos numa época de insegurança
eclesiástica.
Mas esse é um assunto para outra hora.
Por hora,
temos que clamar a Deus e pedir
misericórdia. Ainda há tempo.
Ainda há tempo. Ainda há.
Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, que
tira o pecado do mundo, tem misericórdia
de nós,
salva a nossa nação e perdoa os nossos
muitos e repetidos pecados,
em nome de Jesus.
Amém.
Antes de ir, para você que fica comigo
até o fim, quero lembrar que a cada dia,
cada um de nós que cremos em Jesus
Cristo tem Deus para glorificar,
Jesus para imitar, salvação para
desenvolver [música] com temor e tremor,
um corpo para glorificar a Deus, pecados
para confessar, virtudes para adquirir,
o inferno para evitar, o céu para
alcançar
Eternidade para não perder de vista,
tempo para remir, vizinhos para servir.
O mundo para desfrutar, a criação para
cuidar,
ofensas para pacientemente suportar,
bondades para voluntariamente [música]
praticar, justiça para almejar,
tentações para vencer e a morte para
possivelmente sofrer. E em tudo isso, o
amor de Deus para nos sustentar.
É isso,
eu volto.
Até a próxima.
A paz.
[música]

Tags: