Documentário: A ciência explica o dilúvio? | Ep. 2 | ORIGENS
17/01/2026
Documentário: A ciência explica o dilúvio? | Ep. 2 | ORIGENS
Será que a ciência pode ser verdadeiramente neutra ao investigar exemplos antigos como o Dilúvio? Neste episódio, investigamos os pressupostos que influenciam a interpretação de dados científicos e como diferentes paradigmas moldam nossa compreensão da história da Terra.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟩 A temporada Dilúvio da série ORIGENS explora evidências científicas, geológicas e arqueológicas de um possível evento global catastrófico. A partir do relato bíblico do Dilúvio, a série investiga formações rochosas, fósseis, a Arca de Noé e impactos ambientais que podem estar ligados a esse acontecimento. Com uma abordagem criacionista e interdisciplinar, esta temporada conecta ciência e fé para responder à pergunta: o Dilúvio foi real?
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Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Fé e ciência. Duas palavras que por vezes parecem caminhar em direções opostas. Mas talvez isso aconteça não porque sejam de fato [música] rivais e sem porque esquecemos o que cada uma realmente representa. Durante muito tempo nos disseram que era preciso escolher entre uma e outra, que crer em Deus seria abandonar a razão e seguir a razão seria fechar os olhos para o divino. Mas não seria isso uma má [música] escolha? Afinal, fé e ciência não se excluem, mas se completam. A ciência nos ensina a observar o mundo, a fazer perguntas, a buscar respostas [música] com método, humildade e paciência. É um caminho de descobertas. Já a fé é o que nos permite ver além do que os olhos alcançam. É a [música] confiança de que há sentido, mesmo quando não há explicação. É o que move o coração quando os cálculos cessam e as certezas nos escapam. Já dizia Santo Agostinho que a razão humana por si só tem limites [música] e não consegue alcançar a plenitude da verdade. Isso só é possível pela fé. A razão nos leva longe, mas a fé nos leva além. Seria então contradição explorar o universo e crer no Criador? Será possível que mesmo dentro da ciência exista fé? Ne. Ah. [música] >> [música] >> Como você enxerga a ideia de um dilúvio global? Para alguns, isso não passa de um absurdo, um mito antigo, incompatível com o conhecimento científico atual. Para outros, no entanto, se trata de um evento histórico e real. Curiosamente, os dados observados por ambos os grupos, os que creem e os que não creem na narrativa de Gênesis, são os mesmos. [música] Camadas espessas de sedimentos cobrindo continentes inteiros, fósseis, estruturas geológicas que sugerem eventos de imensa magnitude, [música] entre tantos outros. Seria possível, portanto, que a diferença não esteja nos dados? Mas nas lentes daqueles que os observam, [música] toda a ciência nasce de uma curiosidade. [música] Porque o mundo é como é. Essa é a força de ignição de qualquer [música] pesquisa. No entanto, o que leva o pesquisador a se questionar, muitas vezes [música] pode estar ligado a um aspecto sutil e invisível que permeia desde a escolha do objeto de estudo [música] até a interpretação dos dados. Essa influência subjetiva nem sempre é consciente. O pesquisador pode carregar consigo [música] pressupostos, experiências pessoais e crenças que afetam a forma como enxerga o fenômeno investigado, mesmo sem perceber. Reconhecer essa dimensão subjetiva [música] não compromete o rigor científico, mas amplia a compreensão [música] de que toda construção de conhecimento envolve também uma escolha [música] sobre como ver. A a ciência ela não é algo fechado, [música] né? Porque muitas vezes as pessoas têm essa concepção errada de que ah, a ciência diz isso, a ciência diz aquilo, mas não é necessariamente assim. Na realidade, a ciência ela é uma ferramenta. Nós utilizamos métodos científicos, utilizamos o processo científico para tentar chegar algumas conclusões ou encontrar algum tipo de dado. Mas como que você vai interpretar esse dado? O que que ele representa? Ou que tipo de pesquisa você vai fazer com que tipo de análise e tudo mais? Tudo isso é afetado pela interpretação humana, [música] também conhecida como cosmovisão. E cosmovisão todos nós temos. é é innegável e não tem como fugir. Isso é uma uma característica humana. Apesar dos cientistas eh utilizarem métodos e tentarem de várias maneiras ser o mais neutro possível, mais honesto [música] em relação a a evitar as muitas vezes colocar a sua opinião e sua interpretação eh [música] sobre os dados ali, eh de uma maneira ou de outra não tem como fugir. >> Todos nós temos uma cosmovisão. Todos nós temos uma forma de abordar a realidade. A cosmovisão é a forma da gente [música] enxergar o mundo e funciona como como óculos. Eh, [música] e a partir desses óculos, eu vou enxergar toda a realidade ao meu redor. Então, esses óculos, eles são formados de quê? Ora, dos princípios, da forma como eu fui criada, da cultura, do que eu aprendi, do que eu gosto, do que eu desgosto. Então, é a partir desses óculos que eu vou começar a olhar paraa realidade e interpretar essa realidade. Então, nós temos dois óculos, basicamente, os óculos das lentes da palavra de Deus, onde a palavra de Deus é autoridade sobre tudo que fala, porque ele é Deus, ele é o nosso criador. E nós temos também a lente da palavra do homem, onde o homem que é falho, que é temporal, que é finito, tá dando as suas questões. Então, a gente precisa escolher [música] qual óculos nós vamos utilizar. Então, as minhas conclusões sobre aquilo que eu tô olhando vão depender daquilo que eu acredito, daquilo que eu penso. [música] Então, um cientista A pode olhar para um fóssil e chegar a uma conclusão e o cientista B olhar pro mesmo fóssil e chegar a uma conclusão diferente. Por quê? Eles estão partindo de duas visões diferentes. E aí que muitas vezes a gente tem grandes divergências [música] entre cientistas. Por isso é difícil falar a ciência diz isso ou a ciência diz aquilo. Não, é um cientista que interpretou alguns dados e chegou a essa conclusão, mas outros podem chegar a uma conclusão diferente. Mais do que uma opinião ou ideia isolada, [música] a cosmovisão funciona como um mapa interno que orienta o pensamento, [música] dá sentido à realidade e molda a maneira como vemos a natureza, a ciência, a história, o ser humano e o divino. É o que torna o humano de fato inumano. A cosmovisão atua como uma matriz. Ela estabelece os limites do plausível, do legítimo, do que vale a pena investigar e do que pode ser ignorado. E quando essa matriz filosófica se projeta sobre a prática científica, [música] ela molda o paradigma sobre o qual o conhecimento é produzido. Paradigmas são estruturas de pensamento que moldam a ciência. Eles [música] definem o que é problema, o que é método, o que é dado e o que é explicação aceitável. [música] Eles influenciam as perguntas que são feitas e muitas vezes as que sequer são consideradas. Quando um geólogo está fazendo uma pesquisa, ele tem em mente um certo paradigma que aprendeu e usará esse paradigma para interpretar as rochas. Ah, vou dar um exemplo de uma formação rochosa que um colega, Arthur [música] Chedwick e eu estudamos em Utá. É um calcário cambriano que está na parte inferior da coluna geológica. O método padrão de datação diria que esse calcário se acumulou a poucos milímetros por ano, ao longo de milhões de anos. E nós estudamos isso muito cuidadosamente. Encontramos características que simplesmente não podem ser explicadas dessa maneira. Então, por que outras pessoas não vem isso? é porque o paradigma deles diz como interpretar isso. E encontramos em três níveis diferentes neste calcário características que são muito abrangentes, como se pudéssemos rastreá-las por mais de 100 km² ou mais. [música] E há três características diferentes, uma acima da outra, a cerca de 30 a 40 m de distância. Elas são muito incomuns. Uma das camadas tem coisas que parecem com estromatólitos, mas [música] são muito alongadas, com cerca de 8 m de [música] comprimento. E você os encontra em aglomerados, todos orientados da mesma forma, na mesma direção das falhas, na cadeia montanhosa. E nós estudamos essa área porque um grupo de geólogos por cerca de 40 anos ou mais fez um estudo muito detalhado dessa formação rochosa. E eles têm artigos que relatam todos os detalhes que encontraram. São geólogos muito cuidadosos. [música] Isso deu uma base para o nosso trabalho. Sabíamos quais eram as evidências deles, como interpretaram e podemos olhar, ver se chegávamos à mesma conclusão. Bem, não conseguimos. As evidências realmente não se encaixam no que eles descreveram. E essas características estranhas em suas publicações muito cuidadosas, publicações geológicas. Eles nunca [música] mencionaram essas coisas. Na maioria das vezes, quando procuravam a resposta, encontrava ainda mais perguntas. Mas nos casos em que realmente investigamos a fundo e dedicamos anos de pesquisa [música] a um problema em geologia ou em paleontologia, sempre encontramos uma explicação [música] que era consistente com a nossa compreensão da história da Terra. E a razão de termos encontrado essas respostas e outros não, é porque o nosso modelo da história da Terra é diferente do modelo padrão, que é baseado em milhões de anos e evolução. Nosso modelo sugere que essas coisas aconteceram de forma muito rápida e alguns milhares de anos atrás, [música] ter esse modelo em mentos permitiu ver coisas que outras pessoas deixaram passar e conseguimos ter sucesso em praticamente todos os projetos que realizamos. E então o seu paradigma vai determinar o que você verá e se isso parecerá importante para você. Nós vemos coisas que eles não viram porque não faziam sentido para a compreensão deles sobre geologia. A Terra guarda registros impressionantes, camadas espessas de rochas, fósseis soterrados abruptamente, estruturas geológicas que cruzam continentes inteiros. Mas o que esses vestígios realmente nos contam? A ciência moderna, em sua maioria, adota a perspectiva uniformitarista, a ideia de que processos naturais do presente, como erosão e sedimentação, sempre atuaram da mesma forma ao longo de bilhões de anos. Já a abordagem criacionista parte do registro bíblico como base interpretativa. Nessa ótica, muitas formações geológicas e padrões fósseis fazem mais sentido como resultado de uma catástrofe hídrica de grande escala. [música] A diferença entre essas duas visões não são os dados em si, mas os pressupostos usados para interpretá-los. A lente uniformitarista vê milhões de anos. Além de criacionista, vê pouco tempo de destruição e transformação global. Ambas constróem modelo e oferecem explicações. E no fundo, o debate vai além apenas da relevância do tempo e alcança os patamares da curiosidade sobre as nossas origens. Todo mundo está fazendo perguntas, todo mundo está olhando para as evidências no presente. Mas a única diferença entre um evolucionista e um criacionista é que o evolucionista rejeita a Bíblia como o testemunho ocular de Deus e o criacionista acredita na Bíblia. Fora isso, eles estão fazendo exatamente a mesma coisa. O método científico para nós criacionistas é algo que nós nós usamos porque nós vamos observar algo, nós vamos criar uma hipótese, [música] nós vamos eh realizar experimentos e vamos ter testar alguns desses experimentos e vamos criar uma formar uma conclusão diante daquilo. Nós seguimos um processo lógico, nós seguimos um processo que deve [música] ser ah consistente, um processo que não é arbitrário e um processo que dá condições de conhecimento, chamado, por exemplo, dentro da filosofia [música] de pré-condições de inteligidade. Tudo isso tá dentro do nosso do da da lente que nós enxergamos as coisas. Quando eu estive nas 15 viagens pelo rio Colorado através do Grand Canyon, com dois geólogos com doutorado que fizeram pesquisas no Grand Canyon, eles olhavam para as rochas da mesma forma que os evolucionistas, mas eles faziam perguntas diferentes e exploravam coisas que os evolucionistas ignoram. como alguém que se intitula cristão, que acredita que a escritura é inspirada e que a palavra de Deus é verdadeira, mas também como alguém que é cientista, que gosta de sair a campo, investigar, fazer descobertas, encontrar coisas e contar histórias sobre as rochas e tudo mais, eu preciso tentar unir essas duas dimensões da minha vida. No início da minha jornada como cientista, eu lutei com isso. Eu me perguntava como é que a gente concilia a verdade da escritura com a compreensão científica do mundo. Mas com o tempo percebi algo muito importante. Ser cientista é algo divertido e profundamente gratificante. Tenho o privilégio de sair a campo para estudar, olhar para dados, encontrar novas evidências, fazer descobertas e contar histórias sobre aquilo que observei. Só que ao contar essas histórias, eu quero ter certeza de que elas estão em harmonia com a palavra de Deus. Eu não quero inventar uma narrativa que contradiga aquilo que a Bíblia me ensina. Por isso, como cientista cristão, meu esforço constante é esse, tomar a palavra de Deus como verdade e, ao mesmo tempo, observar as rochas à luz dessa verdade. Ainda consideramos todas as outras explicações que outros paleontólogos e geólogos também consideram. Além disso, temos algumas opções que eles não considerariam, baseadas em nossa compreensão da história bíblica. Então, temos a vantagem de mais possibilidades do que os outros. E às vezes essas possibilidades se encaixam onde os outros modelos não conseguem. Por isso, considero uma grande vantagem em nosso trabalho científico. Ainda assim, precisamos fazer uma boa ciência, publicar nossos dados em periódicos respeitados e cumprir todas as etapas do processo científico. Mas nossas respostas têm se mostrado consistentemente compatíveis com o modelo bíblico. A ciência não se constrói apenas com respostas prontas. Ela floresce nas perguntas persistentes. É no terreno da dúvida honesta e da busca incansável pela verdade que o conhecimento [música] se edifica. E mesmo quando se escolhe olhar o mundo por uma lente diferente da [música] dominante, o compromisso com o rigor, a observação cuidadosa e a coerência lógica permanecem. Dentro do paradigma criacionista, as perguntas difíceis não são ignoradas, mas são enfrentadas. Elas não são varridas [música] para debaixo do tapete da conveniência teológica, mas lançadas com coragem sobre a mesa da investigação. No modelo criacionista, [música] há espaço para o assombro e para o exame, para a revelação e para a pesquisa. A narrativa bíblica do dilúvio, por exemplo, não é defendida como um dogma cego, mas investigada como uma hipótese que pode e deve ser confrontada com os registros geológicos, paleontológicos e históricos, camadas de sedimentos fósseis abruptamente soterrados, estruturas de escala continental. Tudo isso se torna parte de um mosaico que ainda está [música] sendo montado. E à medida que mais dados são reunidos, que novos modelos são propostos, que dúvidas são expostas, respostas começam a emergir. Afinal, [música] a verdadeira ciência não se resume a um consenso momentâneo. Ela é uma jornada contínua e a honestidade de quem caminha importa tanto quanto o caminho [música] trilhado. Bem, ambos os paradigmas, ambas as visões de mundo, tem muitas coisas que não sabe como explicar. Eu me lembro de quando comecei a dar aulas nos anos 1970, havia muitas perguntas que nós fazíamos. Quando teremos respostas para isso na biologia e na geologia? Bem, o tempo passou, já se passaram o quê? 50, 60 anos desde então e se aprendeu muito, as coisas meio que se inverteram. Agora nos perguntamos como eles vão responder a todos os desafios que existem para o paradigma deles. Nós temos muitas respostas que não tínhamos antes. Ainda há mais que gostaríamos de ter e talvez um dia teremos, mas avançamos tanto na compreensão que há muito mais informação que nos leva a confiar no que Deus nos disse em Gênesis. Essa é a única resposta realmente segura para essas questões. Há algo profundamente humano em perguntar de onde viemos. [música] Essa é talvez uma das questões mais antigas da humanidade. Desde tempos imemoriais, olhamos para o céu estrelado, para os fósseis na terra e para as marcas nas rochas, buscando pistas [música] sobre o começo de tudo. Porque saber de onde viemos não é apenas curiosidade intelectual, é também desejo de pertencimento. [música] É tentar entender quem somos, por estamos aqui e qual é o nosso lugar na história do universo. Por isso, a discussão sobre as origens nunca é [música] fria. Ela aquece, toca em nervos profundos, fala de ciência, sim, [música] mas também da fé, da identidade, da verdade. E quando essas dimensões se cruzam, o diálogo pode se tornar intenso, até acalorado. Não discutimos apenas por dados, mas defendemos visões de mundo. Por trás de cada argumento, muitas vezes há um coração que quer saber se a vida tem sentido. O fascínio pelas origens nos une, mas também nos desafia a dialogar com respeito, [música] humildade e coragem. Afinal, buscar respostas para o começo [música] de tudo é, no fundo, uma forma de buscar a nós mesmos. Na área de estudos sobre as origens, quando tentamos entender a história da Terra, [música] muitas vezes as pessoas têm ideias diferentes sobre o assunto e, infelizmente às vezes, essas divergências acabam se tornando pessoais e podem ser bastante desagradáveis. Eu me [música] sinto muito desconfortável com esse tipo de abordagem. Ao lidar com essas questões, eu interajo com pessoas que vem de muitas perspectivas diferentes. [música] E ao fazer isso, procuro encontrar maneiras de me conectar com diversos tipos de pessoas, construindo pontes, ao invés de deixar que as discussões sobre origens criem muros entre nós. Uma vez que temos toda essa evidência que mostra que a Bíblia está certa, o que fazemos com isso? >> [música] >> Como abordamos alguém que não aceita isso? Devemos bater na cabeça deles e argumentar ou não? Anos atrás, um estudante de geologia me perguntou quais são os melhores argumentos para ganhar uma discussão sobre a criação. Eu disse a ele: "Nenhum. Você está indo pelo caminho errado. Você precisa, em primeiro lugar, se tornar amigo dessa pessoa. E quando ela estiver pronta para fazer perguntas, esteja pronto para dar respostas reflexivas. Entrar em uma discussão pode parecer satisfatório, mas provavelmente perderemos um amigo e a oportunidade de ter uma influência. Eu posso dar muitas experiências como essa, onde quando somos amigos gentis com as pessoas tratamos elas com paciência e compreensão e não as afastamos. Podemos ter a oportunidade de influenciá-las e incentivá-las a pensar mais seriamente sobre a Bíblia. Eu acho que como cristão é muito importante para mim não sentir que preciso provar uma visão de mundo específica. O mais [música] importante é encontrar maneiras de atrair as pessoas, mostrando a imagem de um Deus bom e poderoso, que é capaz de criar o mundo, sustentá-lo e também fazer a diferença na minha própria vida. >> [música] >> É mais importante ganhar as pessoas do que ganhar discussões. >> [música] [música]