Documentário: As marcas do Dilúvio na geologia da Terra | Ep. 5 | ORIGENS
19/01/2026
Documentário: As marcas do Dilúvio na geologia da Terra | Ep. 5 | ORIGENS
Quais são os sinais deixados pela água no planeta? Neste episódio, analisamos as formações geológicas que sugerem a ação de grandes fluxos de água, conectando evidências científicas ao relato do dilúvio.
📌 Prepare-se para olhar a história do dilúvio de uma forma completamente diferente!
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟩 A temporada Dilúvio da série ORIGENS explora evidências científicas, geológicas e arqueológicas de um possível evento global catastrófico. A partir do relato bíblico do Dilúvio, a série investiga formações rochosas, fósseis, a Arca de Noé e impactos ambientais que podem estar ligados a esse acontecimento. Com uma abordagem criacionista e interdisciplinar, esta temporada conecta ciência e fé para responder à pergunta: o Dilúvio foi real?
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Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Terra, um pequeno planeta azul moldado por forças que nem sempre podemos ver, mas que estão gravadas em cada rocha. A geologia é a ciência que lê essas páginas de pedra, revelando histórias de fogo, pressão e sobretudo de água. Porque a água, essa força aparentemente [música] suave, tem poder para esculpir vales, transportar montes inteiros [música] em forma de sedimento e registrar sua passagem nas camadas que cobrem o planeta. Mas como água e sedimentos interagem? No episódio de hoje, vamos explorar como rocha e água, tão diferentes um do outro, se unem para escrever [música] a história da Terra. na [música] Antes de nos perguntarmos o que foi o dilúvio, é importante voltarmos o olhar para aquilo [música] que ele supostamente teria deixado para trás. Se foi um evento real, de [música] escala global e catastrófica, as suas marcas não estariam apenas nos relatos antigos ou na memória das [música] culturas, mas gravadas profundamente nas páginas pétrias da Terra. Cada camada de sedimento, cada dobra nas montanhas, [música] cada fóssil preservado no silêncio das rochas, pode ser um testemunho silencioso de [música] águas que cobriram o mundo. Por isso, antes de formularmos teorias ou aceitarmos explicações prontas, precisamos aprender a ouvir o que as [música] rochas dizem. Ignorá-las seria como tentar compreender um livro sem jamais abrir suas [música] páginas. E assim voltamos ao início da nossa busca. Se as rochas guardam segredos do dilúvio, é nelas que [música] devemos mergulhar nosso estudo, nosso tempo e nossa atenção. Mas ao fazê-lo, surge uma pergunta inevitável. O que é a geologia e por estudar as [música] rochas? >> A palavra vem do grego geo é terra e logia. é o raciocínio e a organização dos pensamentos em torno do estudo da Terra. Portanto, a geologia é uma disciplina que tenta entender nosso planeta e os processos que ocorrem em sua superfície, mas também em seu interior. A geologia é fascinante. A geologia é o estudo da Terra, dos materiais de que é feita, dos processos que fazem com que a Terra seja assim. é feito de rochas. As rochas são compostas de minerais. Portanto, é o estudo dessas rochas e minerais, como elas interagem, como se formaram, como se movem e quais são os processos que os formam. Nós temos muitos ramos da geologia, então eu estudei sedimentologia e geomorfologia, mas há também vulcanologia, paleontologia focada em geologia, a geologia das rochas duras, como as tectônicas de placas, é um campo grande. Fácil passar a vida inteira focado somente em uma pequena área. [música] A geologia é importante por razões práticas, para entender eventos catastróficos, como terremotos e vulcões. [música] Esse é um estudo importante em geologia. É importante também para os recursos naturais quando falamos em petróleo e gás. É importante para entender catástrofes como inundações [música] e também é muito útil para a compreensão das águas subterrâneas, como a água subterrânea se move e como pode ser usada com mais eficiência. E também porque vivemos na Terra. Quanto mais entendemos os processos [música] que estão acontecendo ao nosso redor, mas podemos agir para mitigar processos perigosos [música] e arriscados e, por outro lado, aproveitar os recursos que a Terra nos dá. A geologia se expandiu mais recentemente também para a geologia planetária. A geologia planetária é o estudo dos processos, não apenas na [música] Terra, mas também em outros planetas. Assim, o planeta Terra se torna o modelo para compreender que tipo de processos estão acontecendo em outros mundos. >> A primeira vista, rochas e águas parecem inimigas naturais. [música] A rocha é firme, sólida e mutável. A água é fluída, móvel, inquieta. No entanto, quando mergulhamos no estudo da geologia, percebemos [música] que essa oposição é apenas aparente. A história das rochas não pode ser contada sem a presença da [música] água. Ela esculpe vales, transporta sedimentos, desgasta montanhas, preenche cavernas, cimenta minerais. Assim, o [música] estudo das rochas é inevitavelmente o estudo da água. Elas se entrelaçam na história [música] do planeta como dois protagonistas inseparáveis. A água está presente em praticamente todos os processos geológicos. As pessoas costumam pensar nela em relação às rochas sedimentares, [música] às inundações. De fato, a água pode erudir material em algum lugar. transportar e depois [música] depositar em outro, formando rochas sedimentares. Mas esse não é o único papel importante da água. Ela também é fundamental em processos ígneos, na formação do magma, nos processos [música] vulcânicos, porque o magma também contém água e isso afeta muito mais do que erosão, transporte e deposição. A quantidade de água influencia [música] a forma como o magma flui. Se ele tem mais água, ele escoa com mais facilidade. água também altera as taxas de difusão [música] e muitas vezes acelera os processos geológicos, [música] ou seja, quanto mais água você tem, mais rápido várias coisas podem acontecer na geologia. E às vezes isso pode ser catastrófico. [música] Hoje vemos enchentes, sejam causadas por tornados, furacões, [música] grandes movimentos de água no oceano, tsunamis. Tudo isso mostra como a água pode ter efeitos devastadores. Em resumo, a água realmente [música] muda a velocidade e a intensidade de muitos processos geológicos. Acho que eu estava provavelmente na terceira ou quarta série. A gente morava numa rua, numa esquina, e uma das ruas tinha alguns quarteirões e era um [música] pouco ínge. Nós morávamos numa região desértica e numa noite caiu uma chuva muito forte. Nós saímos para brincar na chuva e a água estava mais ou menos assim de altura. descendo pela rua. A gente ficava em pé dentro da água tentando não cair, porque ela corria bem rápido. No dia [música] seguinte, quando acordamos, vimos que aquela rua simplesmente tinha se esvaziado no deserto e lá estava um canyon com uns 3 m de profundidade e uns 5 m de largura. [música] Um canon novo aberto no deserto em poucas horas depois de apenas uma chuva. O mundo é moldado por rochas. Elas sustentam [música] vales e pavimentam o solo por onde caminhamos todos os dias. Mas essas pedras [música] não são apenas matéria inerte, elas são testemunhas silenciosas de uma história [música] muito maior. A geologia classifica as rochas da Terra [música] em três grandes grupos. As ígnias nascem do fogo, formadas [música] pelo resfriamento do magma ou da lava. As metamórficas são rochas transformadas, moldadas pela pressão e calor [música] em profundezas onde a terra pulsa. E por fim, as sedimentares [música] formadas pela deposição e compactação de sedimentos como areia, argila e matéria [música] orgânica, acumuladas em leitos de rios, lagos e oceanos. E é justamente nessas camadas sedimentares que muitas vezes [música] repousam pistas de um mundo moldado pela água. Fósseis marinhos longe do mar, depósitos vastos [música] cobrindo continentes inteiros. Se as rochas são páginas [música] de um livro antigo, que história afinal elas estão tentando nos [música] contar? Essa é uma boa questão. Acho difícil [música] olhar para uma única coisa, uma rocha, um afloramento e tentar criar uma história sobre o mundo inteiro só a partir dela. Mas quando você olha para todas as rochas sedimentares, para todos os fósseis, para toda a erosão que aconteceu em tantos lugares diferentes pelo mundo, e junto tudo isso, eu diria que definitivamente parece que houve uma grande catástrofe global. Bem, uma das perguntas que todos nós temos sobre o mundo é: o que aconteceu no passado? Se você pensar sobre isso, você quer saber que tipos de processos estavam atuando na Terra no passado. É, e essa é realmente uma pergunta difícil de responder, porque você não estava lá, então só pode fazer suposições. Mas se você tem evidências concretas, isso é algo positivo. Alguns anos atrás, percebemos que nas rochas existem evidências que mostram em que direção a água estava se movendo no momento em que elas foram depositadas. Essas direções são chamadas paleocorrentes. Pá, que significa no passado, correntes, o fluxo da água. Em outras [música] palavras, quando olhamos para as rochas sedimentares, e nós veremos isso mais tarde no laboratório, mas quando analisamos essas rochas, muitas vezes conseguimos identificar a direção da corrente pelas estruturas presentes nelas. Eu tenho um amigo que junto com seus alunos coletou mais de [música] 1 milhão de pontos de dados e depois reuniu tudo em um programa de computador. E o que se percebe é que tanto em rochas muito antigas quanto em rochas modernas você não vê padrões globais. Mas em tudo que vai desde as rochas do cambriano, que ficam próximas da base do Gran Canon, até algumas rochas do senozóico que estão mais perto do topo da coluna geológica, todas essas camadas [música] apresentam direções de paloporrentes organizadas. Ah, a pergunta que fizemos foi: existe alguma direção consistente no fluxo da água sobre a superfície da Terra? E se sim, que isso nos diz? Começamos a estudar isso há muitos anos e ao longo do tempo acumulamos um banco de dados enorme, mais de 1 milhão de pontos de informação coletados em várias partes do mundo e ao longo de toda a coluna geológica, mostrando para onde as correntes estavam fluindo na superfície da Terra. Publicamos esses resultados na Nature, que é a principal revista científica do mundo, na sessão dedicada a dados científicos. Temos examinado isso cuidadosamente por muitos anos e o que vemos é que o fluxo das correntes é consistente em [música] escala global. Eh, por exemplo, na América do Norte, o fluxo é, em geral do Nordeste para o sudoeste. Na América do Sul, ele segue, em geral do Sudeste para o noroeste. Já no paleozóico, quando entramos no mesozóico na América do Norte, ele muda de direção e começa a ir de volta para o leste. Na América do Sul, no mesozóico, também começa a ir em direção ao leste. Bem, isso mostra que estão acontecendo coisas em uma escala maior do que a continental, que podem ser mapeadas e estudadas. Podemos reposicionar os continentes, reconstruindo como eles estariam antes da separação e ver como esses fluxos se encaixam. E o que observamos é que o movimento da água aparece como uma atividade estrutural muito consistente que acontece em uma escala maior que a dos continentes. Ninguém havia previsto isso. Ninguém teria esperado esse resultado dentro do modelo convencional. Mas nós não apenas previmos, como também esperávamos esse padrão, com base na ideia de um dilúvio global. E foi exatamente isso que encontramos. Bem, para começar isso nos mostra que os processos que estavam acontecendo, os processos de deposição, os sedimentos que estavam sendo levados para cima dos continentes, provavelmente eram carregados por correntes direcionais. Então, eventos como tsunamis poderiam ter atingido as áreas de terra e transportado sedimentos por grandes distâncias, milhares de quilômetros, se tudo estivesse debaixo d'água. Nós acreditamos que esse tipo de processo deve ter acontecido durante o dilúvio. E por isso não apenas esperávamos, como também encontramos essas correntes em grande escala na América do Norte, na América do Sul, na África do Sul, na Índia, na Ásia, em qualquer lugar que olhássemos. >> O Dr. Flemen nos abriu as portas [música] do seu laboratório para uma visita especial. Entre bancadas, instrumentos e modelos cuidadosamente preparados, ele nos convida a observar [música] um dos processos mais fascinantes da geologia, a interação entre sedimentos e água. Então, eu construí esse minial artificial aqui no laboratório e eu construí de modo que eu pudesse controlar vários parâmetros. Posso controlar quanto de água entra, quanto sedimento entra, posso controlar o nível de água. E ao variar [música] esses fatores de maneiras diferentes, você obtém diferentes estruturas sedimentares. Isso é uma forma muito prática [música] de ver a geologia em ação, porque normalmente vamos a campo, encontramos as estruturas sedimentares e depois precisamos imaginar quais forças as formaram. Agora, no laboratório, podemos criar algumas [música] dessas mesmas estruturas e ver o processo acontecendo em tempo real. >> O Dr. Fleming me contou que construiu essa estrutura em poucas semanas. Durante a pandemia, seu objetivo era criar um instrumento lúdico e didático para suas aulas sobre rochas sedimentares, algo que ajudasse a visualizar de forma simples [música] e prática processos que acontecem em escala natural. Nos primeiros minutos do experimento, vemos o Dr. Flemen concentrado, [música] ajustando válvulas e preparando cada detalhe para dar início à demonstração. O funcionamento é simples na essência, mas fascinante de observar. Em um mini canal artificial, [música] ele coloca sedimentos e água para que possamos ver diante dos nossos olhos como eles interagem. O sedimento utilizado é a areia. Para tornar essa interação mais visível, ele libera a cada minuto uma fina camada preta de [música] sedimento. Essa marcação de tempo permite perceber com clareza as estruturas [música] que a água vai formando à medida que flui, revelando padrões e camadas semelhantes aos encontrados nas rochas sedimentares ao redor do mundo. Só depois que o experimento já está funcionando é que ele para um pouquinho para conversar com a gente. >> Eu estou tentando recriar as estruturas que vemos em campo. [música] Estamos apenas tentando entender, por exemplo, o que acontece quando há muito sedimento disponível. O que acontece quando há muita água e quando há pouca água? O que acontece quando o [música] tamanho dos grãos de sedimento é maior? questões desse tipo. E então depois vamos a campo e perguntamos: "É, que tipo de condição [música] poderia ter formado essa estrutura aqui." Quando essas linhas escuras se formaram, havia muita turbulência e também muito sedimento. Então, é algo bem leve, depositado aqui de forma muito muito rápida. Já esta parte conseguiu se acomodar melhor na superfície e agora estamos vendo ambulações preservadas. E como o nível da água está subindo, isso está fazendo com que o sedimento se acumule na superfície. Chamamos isso de estratificação cruzada, porque aqui está a camada e essas outras estruturas estão cruzando a camada aqui. Então, existe muita estratificação cruzada no registro fóssil e não temos modelos muito bons para explicar a estratificação cruzada. Todos os modelos apresentam problemas e mesmo dentro de um modelo de dilúvio, os nossos modelos ainda têm limitações. E eu gostaria de esclarecer isso melhor, entender o que a estratificação cruzada pode nos dizer sobre o dilúvio. Aqui estamos vendo um bom depósito se formar. Veja como as ondulações estão se movendo um pouquinho nessa direção a cada minuto. Dá para perceber que a ondulação saiu daqui e foi até ali em 1 2 3 4 minutos. Ou seja, as ondulações estão se deslocando bem devagar nessa direção e subindo. >> É muito interessante porque essas camadas são bem maiores do que estas [música] aqui e mesmo assim o intervalo de tempo entre elas é o mesmo. Se você olhasse aqui, por exemplo, se usasse [música] um microscópico ou até mesmo a olho nu, daria para ver que essas camadas ainda estão separadas por um minuto. do mesmo jeito que aquelas alunas. >> Quando o experimento termina, pergunta ao Dr. Flemen que tipo de respostas esse experimento traz para ele. Curiosamente, ele me diz que por [música] vezes um experimento traz mais perguntas do que respostas. Às vezes, quando fazemos experimentos, acontece de encontrarmos o que chamamos de pistas falsas, caminhos [música] que nos levam em várias direções diferentes. [música] Mas uma coisa em que eu realmente tenho tentado manter o foco é na questão da estratificação cruzada. >> [música] >> Isso porque vemos a estratificação cruzada com muita frequência no registro geológico e ela apresenta características muito interessantes quando observamos em campo. [música] Seria muito bom poder mostrar de forma experimental como essas características poderiam ter se formado. [música] Acho que isso nos ajudaria a compreender melhor o ambiente durante o dilúvio. Este experimento não tem a pretensão de responder a todas as perguntas [música] ou comprovar por si só a veracidade do dilúvio. O mundo é vasto demais e as formações rochosas que encontramos [música] em diferentes continentes resultam de processos complexos, variados e muitas vezes grandiosos demais para serem reproduzidos integralmente [música] em um único modelo de laboratório. Ainda assim, essa demonstração tem um valor especial. [música] Ela nos permite ver de forma clara e acelerada como sedimentos e [música] água interagem. Em poucos minutos, é possível observar o que na natureza pode ocorrer em grande [música] escala. A água transportando partículas, depositando camadas, moldando superfícies. É um lembrete de que mesmo [música] sem reproduzir todo o planeta, podemos compreender em miniatura a [música] impressionante força da água e o papel fundamental que ela desempenha na formação e transformação das paisagens [música] terrestres. >> [música]