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Documentário: O fim da comida? O que o sumiço dos insetos faria com você | Ep. 9 | ORIGENS

Documentário: O fim da comida? O que o sumiço dos insetos faria com você | Ep. 9 | ORIGENS

Documentário: O fim da comida? O que o sumiço dos insetos faria com você | Ep. 9 | ORIGENS

E se os insetos deixassem de existir? Sem polinização, sem decomposição, sem alimento para outras espécies — o colapso seria global.

Neste episódio final de Pequenos Gigantes, ORIGENS investiga como os insetos sustentam a vida na Terra e por que proteger esses pequenos seres é proteger o planeta inteiro.

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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida, da natureza e do universo. A cada episódio, cientistas de áreas como biologia, física, genética e paleontologia ajudam a investigar os mistérios por trás da existência humana, sempre com uma linguagem acessível e visual impactante.

🟩 A série Pequenos Gigantes revela como os insetos — apesar de minúsculos — são fundamentais para a vida no planeta. Polinizadores, recicladores, arquitetos e estrategistas, eles sustentam a biodiversidade em cada detalhe invisível da natureza.

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Legendas automáticas:

No coração das florestas, nos campos
abertos e até mesmo nos jardins urbanos,
uma relação silenciosa, porém essencial,
se desenrola a cada instante. Insetos e
plantas compartilham uma história
antiga, um vínculo que sustenta a teia
da vida na Terra. As plantas enraizadas
no solo erguem suas flores como um
chamado. Seus perfumes, cores vibrantes
e néctares atoicados não são apenas
adornos da natureza, mas convites para
seus mais fiéis aliados, os insetos.
Abelhas, borboletas, besouros e muitos
outros voam de flor em flor, coletando
pólen néctar, sem saber que carregam
consigo a promessa de uma nova geração
de plantas. Cada visita é um gesto de
perpetuação, garantindo que sementes
brotem, florestas se renovem e a vida
siga seu curso. Apesar de sua
importância, a aversão aos insetos ainda
é grande e é compreensível. Eles parecem
estranhos e a estranheza gera
desconforto. Mas o que aconteceria com o
mundo se de repente nos víssemos sem os
insetos? O que seria das plantas, dos
animais e de nós humanos?
na
Ao longo dessa temporada, já exploramos
os insetos sobre os mais variados
aspectos, sua importância econômica, o
papel dos insetos sociais, como se
comunicam, seus ciclos de vida e até
mesmo suas estratégias de defesa, mas
talvez a importância deles ainda não
tenha te convencido, porque de fato eles
são estranhos e alguns nos causam
prejuízos. Mas há um motivo poderoso
pelo qual muitas pessoas não gostam de
insetos e que ainda não abordamos nessa
temporada, a ideia de que eles são,
acima de tudo, pragas, inimigos a serem
combatidos, eliminados, erradicados. Mas
será que todo inseto é uma ameaça? Há
momentos em que realmente devemos
exterminá-los e mais importante, o que
acontece quando tentamos fazer isso de
maneira indiscriminada?
>> Vamos falar no contexto agrícola.
Obviamente um produtor agrícola, ele não
quer a presença de determinada praga que
está na sua cultura, porque
automaticamente está diminuindo a sua
produção. Então nós vamos ter níveis de
controle.
Na verdade, os insetos, quando ele está
aumentando a sua população, ele vai
prezar a sua sobrevivência. E a
sobrevivência através de um inseto vai
ser pela alimentação. Então ele vai
começar a se alimentar de uma
determinada planta, no caso de insetos
agrícolas que vão ocasionar danos
econômicos.
>> Então
a gente considera praga tudo aquilo que
prejudica a nossa produção.
>> Uhum.
>> Né? Especialmente na parte agrícola.
Então, a borboleta ela, por exemplo, a
gente tem uma que se alimenta da família
Bracic, é um nome complexo, basicamente
é o quê? A família da couve.
>> Uhum.
>> Aí ela vê aquele campo gigante de couve
e é uma é uma borboleta que ela põe
muitos ovos por vez. Então ela vai
colocar, sei lá, 70, 80 ovos numa folha
de couve. Ela vai consumir aquele pé de
couve todo.
>> Para quem é o produtor, isso é uma
praga, porque ele vai perder a produção
dele,
>> né? Porém, na natureza, nas plantas onde
ela naturalmente faria isso, que foi
substituído por couve,
aquelas plantas são adaptadas a
coexistir com essa
alimentação
>> super voraz das lagartas.
E isso pode inclusive servir de estímulo
para aquela planta, para que ela
entenda: "Nossa, eu tô sendo comida, eu
preciso me reproduzir." Ela vai dar flor
e vai dar fruto. Então a borboleta, ela
a lagarta, ela faz uma poda natural na
planta. Só que tudo em que afeta a
produção e a parte econômica,
agroeconômica pra gente vira praga. Mas
na verdade não é.
Se eu extingo 100% uma determinada
praga, claro que o produtor agrícola não
quer com que esta praga esteja no local.
Só que se eu faço um extermínio, eu
erradico esta população por um produto
químico, um produto fitossanitário,
pode ser que a próxima geração que vier
venha mais resistente.
Por isso que eu não posso fazer o
extermínio completo. E até impossível eu
fazer o extermínio completo de uma
praga. Se o inseto ele adquire
resistência, o próximo produto
fitossanitário que popularmente as
pessoas determinam como agrotóxico, este
próximo que for utilizado não vai
ocasionar mais resultado. Então, por
isso que eu não posso fazer um
extermínio completo. Não existe um
extermínio 100%. Claro que eu preciso de
bases de manejos que são denominadas de
MIP. Manejo integrado de pragas. No ramo
agrícola, eu não extermino 100%, mas eu
vou trabalhar com ações que diminuam a
população. Essa população, ela vai
oscilar ao longo do ano, mas a partir do
momento que eu entendo como que esta
população cresce e diminui em número de
indivíduos, eu sei quais estratégias eu
posso adotar, que não necessariamente
tem que ser um produto fitosanitário.
Pode ser um manejo diferenciado, uma
rotação de cultura, que é fazer um
plantil alternado de outra cultura, não
fornecendo mais alimento para este
inseto que está reduzindo a minha
plantação.
>> Em ambientes domésticos, por outro lado,
a erradicação de certos insetos é
frequentemente desejada, pois aqueles
adaptados ao nosso modo de vida podem
atuar como vetores de doenças. No
entanto, paradoxalmente, sua presença
muitas vezes está associada à limpeza do
ambiente, já que eles indicam um ciclo
natural de reciclagem da matéria
orgânica. Mas mesmo quando precisamos
controlá-los, antes temos que
conhecê-los e estudá-los.
Veja, existem espécies de insetos
parecidas entre si, porém uma espécie
pode ser vetora de um microrganismo
patogênico e a outra espécie não. A
outra espécie pode ser eh pode servir
para um uma outra finalidade na
natureza. Então tem outros tipos de
pernil longos muito parecidos com a
edip, mas que não são transmissores e
eles acabam gerando um benefício para o
ecossistema, porque eles têm outras
funções. E aí quando se fala, vamos
exterminar então os pernilongos, vamos
exterminar os mosquitos, não é bem
assim, né? Porque se exterminar os de
uma maneira
grosseira, de uma maneira genérica os
mosquitos, os pene longos, vai acontecer
impacto ambiental em outras vertentes.
O caso da ilha de Borné é um exemplo
clássico de como a interferência humana
em ecossistemas pode gerar efeitos
colaterais inesperados. Nos anos 1950, a
Organização Mundial da Saúde implementou
uma campanha para erradicar a malária na
ilha, utilizando o inteticida DDT. O
objetivo era eliminar os mosquitos
vetores de malária, mas o uso do
inteticida desencadeou uma reação em
cadeia desastrosa. Inicialmente, o
intesticida DDT reduziu a população de
mosquitos, diminuindo os casos de
malária. No entanto, o inteticida também
afetou outros organismos do ecossistema.
Ele envenenou baratas que eram
consumidas por lagartixas que, por sua
vez serviam de alimento para gatos. Como
resultado, muitos gatos morreram devido
ao acúmulo de DDT na cadeia alimentar.
Com a drástica redução da população de
gatos, houve uma explosão populacional
de ratos que não tinham mais predadores
naturais em número suficiente. Isso
levou a uma infestação de ratos na ilha,
trazendo novas ameaças à saúde da
população, como surtos de tifo e peste
bubônica, o que precisou de novas
medidas para conter a infestação.
Apesar dessa história por vezes ser
contada com contornos exagerados, até
hoje esse episódio serve como um alerta
sobre os riscos de intervenções
ambientais, sem uma análise aprofundada
dos impactos ecológicos. Ele ilustra a
complexidade dos ecossistemas e a
necessidade de abordagens sustentáveis
no controle de pragas e doenças.
Isso mesmo. A maioria das maneiras que
tentamos controlar ou eliminar insetos é
mais equivalente a uma bomba nuclear do
que a um míssil guiado a laser. Ou seja,
elas basicamente têm um impacto enorme
em todos os insetos de uma determinada
área. E na maioria das vezes, se você
mata todos os insetos de uma região, o
que volta para lá são mais insetos,
geralmente do tipo que você não quer.
Então, com frequência, ao usar esses
pesticidas, esses inticidas que eliminam
insetos de forma indiscriminada,
acabamos causando mais danos do que
benefícios. Por isso, é importante ter
muito cuidado e pensar bem sempre que
formos usar qualquer tipo de inteticida
químico.
Eh, são animais que muitas vezes não são
tão carismáticos, né? não são assim tão
fofinhos, tirando um ou outro, mas que
tem uma importância muito grande. Então,
eh, a gente tem que agir realmente
naqueles que causam um dano, né, pra
gente no sentido, eh, principalmente de
saúde, econômico também. Não podemos,
eh, fingir que nada é nada. a gente tem
que eh sobreviver e a e a economia
também, mas a gente tem que eh saber que
tem que fazer com parcimônia e tem que
estudar. Por isso, por exemplo, quando a
pergunta, né, o nome, por que saber?
Preciso até saber quem eu tenho que
combater. Então, estudar os insetos é
importante, é pra gente entender essas
relações e saber onde agir melhor, qual
o melhor momento, né? Qual é a melhor
situação pra gente tentar controlar uma
possível praga, um possível vetor?
Na natureza, cada ser vivo, independente
de seu impacto sobre os humanos, tem um
papel fundamental nos ecossistemas.
Mosquitos, por exemplo, são vetores de
doenças, mas suas larvas servem como
fonte de alimento para peixes e outros
animais aquáticos. Gafanhotos podem
devastar plantações, mas também fazem
parte da dieta de inúmeros predadores. E
se olharmos mais de perto, veremos que
os benefícios que os insetos trazem vão
muito além.
Diante das doenças que podem transmitir,
dos prejuízos à agricultura e até do
medo que despertam, é fácil enxergar os
insetos apenas como uma ameaça. Mas se
além dos desafios, eles também nos
trazem benefícios, será que podemos
simplesmente classificá-los como bons ou
ruins? Ou sua existência é muito mais
complexa do que isso?
Acho que é difícil simplesmente rotular
insetos como bons ou ruins.
Certamente muitos insetos desempenham
papéis muito positivos. Eles ajudam a
polinizar nosso suprimento de alimentos.
São uma fonte importante de alimento
para muitas pessoas ao redor do mundo
que consomem insetos regularmente em sua
dieta. E tem outras utilidades que nem
sempre percebemos, mas que são
fundamentais para o que fazemos como
seres humanos.
Por outro lado, há insetos que podem nos
morder ou picar, causando dor ou reações
alérgicas que podem ameaçar nossa saúde.
Além disso, muitas doenças importantes
são transmitidas por insetos,
o que é um aspecto realmente negativo do
que alguns deles fazem.
Mas ao mesmo tempo, a maioria desses
insetos também desempenham funções
valiosas. Então, não é tão simples dizer
que são ruins e que estaríamos melhor
sem eles. Na verdade, a maioria desses
insetos realiza coisas importantes e
sentiríamos falta deles se
desaparecessem.
Quando conheci o borboletário da Mata
Santa Genebra, me impressionei não
apenas com a beleza do voo delicado das
borboletas, mas principalmente com a
profunda conexão entre o modo de vida
delas e a saúde do ecossistema ao seu
redor.
>> A borboleta pra gente, ela é um
excelente bioindicador, que é esse
termômetro da condição ambiental,
>> porque elas precisam de condições muito
específicas para estarem bem, se
reproduzindo bem. Então, como o ciclo de
vida delas é muito curto, né, falei para
você até um ano,
a resposta delas às mudanças é muito
mais rápida do que em outros
insetos, em outros animais ou em
plantas. Então a gente consegue observar
muito rápido essa mudança. Então esse
ano eu esperaria que uma espécie criasse
abundantemente durante o período ali de
janeiro a março.
Não tô vendo ela. O que que tá
acontecendo? Aí você vai ver.
A gente teve um índice de chuvas muito
menor.
>> Uhum.
>> As temperaturas médias estão mais
baixas.
>> Uhum.
>> Né? Tá. teve uma mudança, por exemplo,
no uso do solo. Uhum.
>> Próximo da área onde ela ocorre. Então,
tudo isso vai afetar o ciclo de vida e
vai responder muito rápido. Então, a
partir dessa mudança na presença e na
quantidade delas, o mesmo ao contrário,
nossa, esse ano tá muito mais do que o
normal. O que que mudou?
A gente consegue buscar conhecendo o
ciclo de vida. Por isso é importante
estudar elas e conhecer bem o ciclo de
vida delas pra gente saber o que que
mudou para poder direcionar para um lado
onde ela diminuiu ou pro lado onde ela
aumentou. E aí a gente sabe, consegue
identificar onde que tá o problema
maior, né? Porque isso em longo prazo
vai afetar o restante todo do sistema
ecológico.
>> Já se perguntou se o valor da natureza
pode ser expresso em termos monetários?
A maioria dos estudos sobre o valor
econômico dos insetos trata do trabalho
da polinização que eles fazem. e
polinização nada mais é do que o
processo de transferir grãos de pólen da
parte macho da planta para a parte fêmea
da planta, possibilitando a fertilização
de frutos, vegetais e sementes. Ela pode
ser feita pelo vento e pela água, mas a
maioria das espécies vegetais depende de
um animal para isso. Vários insetos
fazem isso, mas os mais eficientes são
as abelhas. Na medida que as abelhas
voam de flor em flor, coletando néctar e
pólen, sem querer, elas transferem grãos
de pólen nos pelos do corpo. Aliás, uma
única abelha pode polinizar mais de 1000
flores por dia. Esse simples ato de
coleta presta um papel imprescindível
para incontáveis plantas, incluindo
muitas plantações que dependemos para
ter comida. A importância das abelhas
para nosso sistema de agricultura é
imprescindível. Sem as abelhas, nosso
alimento seria muito menos diverso e
nutritivo.
Estudos estimam que o valor econômico
dos serviços de polinização por insetos
varie entre 235 e 577
bilhões de dólares por ano em todo o
mundo. Então, diante desse quadro, o que
seria do mundo sem os insetos?
Olha,
nós teríamos menos doenças, mas o mundo
não existiria. Então, não teria mundo,
provavelmente, né? A gente não teria,
teria muito menos polinização, eh, fonte
de alimentos para outros animais. Então,
os insetos eles são vitais paraa
manutenção, né, da vida da terra. Se não
houvesse insetos, iria ocorrer um
desequilíbrio ecológico, porque os
insetos, como eu havia mencionado, eles
estão condizentes em uma importância
ecológica extremamente gigantesca. Eles
são bases de cadeia alimentar. Eu vou
ter insetos que consomem de maneira
direta um vegetal e eu vou ter animais
maiores que vão consumir este inseto e
vão conseguir captar mais energia de que
se ele não consumisse este inseto. Eu
vou ter, por exemplo, muitos
polinizadores.
Todos os insetos eles fossem extintos,
iria ocorrer um declínio na flora,
porque os insetos são os maiores
polinizadores. Claro que eu tenho outros
animais que não são insetos, que também
realizam polinização, mas é muito
nítido, como que a presença de abelhas,
vespas, moscas, borboletas e mariposas,
visouros, dentre outros, eles têm uma
facilidade
e um papel ecológico muito grande para
fazer uma polinização entre plantas,
extinguindo os insetos, um desequilíbrio
ecológico é certeiro que vai acontecer.
>> Sim, se os insetos não existissem, muita
coisa desmoronaria. Sabemos que os
insetos são uma fonte importante de
alimento para muitos outros animais. Um
ótimo exemplo são os pássaros. Muitos
pássaros dependem completamente dos
insetos e simplesmente não existiriam se
esses insetos desaparecessem.
Além disso, há alguns animais que se
especializaram em comer um tipo
específico de inseto. Por exemplo, os
tamandoás. Eles se alimentam de formigas
e cupins. Se essas formigas e cupins não
existissem, não teríamos tamandoás. E há
muitas outras espécies assim que
dependem de um tipo específico de
inseto. Outra função extremamente
importante dos insetos é a polinização.
Não sabemos o número exato, mas algo em
torno de 80% das plantas do mundo são
polinizadas por insetos.
Isso também inclui uma grande quantidade
das culturas agrícolas que cultivamos
para alimentação.
Ou seja, os insetos não são apenas
essenciais para a natureza. mas também
para os humanos, pois dependemos desses
polinizadores para ajudar as plantas a
se reproduzirem.
Tem um grande número de especialistas
estudando, né, um número maior ainda de
espécies. E eles são além de muito
interessantes, né, a gente tem
organismos que são bem menos complexos,
mas que desempenham um grande número de
funções bastante complexas pro seu nível
estrutural. Então, eh, eles são
fundamentais. Se a gente acabar com os
insetos, realmente, acho que a gente não
dura muito aqui na Terra.
Eles estão por toda parte, no ar, na
terra, na água, invisíveis para muitos,
mas indispensáveis para todos. Apesar de
pequenos, são os verdadeiros gigantes da
natureza. Eles polinizam as flores que
dão origem aos frutos, reciclam a
matéria que alimenta os solos, mantém o
equilíbrio dos ecossistemas e servem de
base para incontáveis cadeias
alimentares. Sua força está na
diversidade e sua grandeza nos detalhes.
Ainda assim, eles enfrentam ameaças
crescentes. O desmatamento, os
pesticidas, as mudanças climáticas e a
ação humana colocam em risco não apenas
suas populações, mas toda a teia da vida
que depende deles. Protegê-los é
garantir o futuro das florestas, das
lavouras, da água e do ar. Se os insetos
desaparecessem, o mundo perderia muito
mais do que suas cores e sons. Perderia
seu equilíbrio, sua abundância, sua
capacidade de se renovar. Sem
polinizadores, a produção de alimentos
entraria em colapso. Sem decompositores,
o acúmulo de matéria orgânica
atrapalharia o ciclo de nutrientes. Sem
os inúmeros elos que eles compõem na
cadeia alimentar, uma reação encascata
poderia desequilibrar ecossistemas
inteiros. Podemos então enxergá-los com
outros olhos, vê-los como aliados e
entender que no mundo criado com tanta
perfeição, nada existe por acaso.

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