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A fé vem pelo ouvir

Documentário: Onde está a arca de Noé? | Ep. 13 | ORIGENS

Documentário: Onde está a arca de Noé? | Ep. 13 | ORIGENS

Documentário: Onde está a arca de Noé? | Ep. 13 | ORIGENS

Neste episódio, refletimos sobre o que se diz a respeito do paradeiro da arca de Noé. Será que encontrar a embarcação é realmente essencial para sustentar a fé no relato bíblico?

📌 Prepare-se para olhar a história do dilúvio de uma forma completamente diferente!

Que aprender mais sobre esses e outros assuntos?
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.

🟩 A temporada Dilúvio da série ORIGENS explora evidências científicas, geológicas e arqueológicas de um possível evento global catastrófico. A partir do relato bíblico do Dilúvio, a série investiga formações rochosas, fósseis, a Arca de Noé e impactos ambientais que podem estar ligados a esse acontecimento. Com uma abordagem criacionista e interdisciplinar, esta temporada conecta ciência e fé para responder à pergunta: o Dilúvio foi real?

#ArcaDeNoé #Descoberta #ExploraçõesArqueológicas #Criacionismo #RelíquiaHistórica #ORIGENSNT

Legendas automáticas:

Ao longo desta temporada, seguimos as
marcas deixadas por uma catástrofe
global. Rastros gravados nas rochas, nas
montanhas e nos desertos do mundo. Vimos
como a água e os sedimentos moldaram a
paisagem terrestre, como as camadas do
Grand Canyon revelam uma deposição
rápida e turbulenta. E como até mesmo o
topo dessa imensa formação foi um dia
submerso. Descobrimos que os fósseis não
são testemunhas [música]
de um processo lento, mas de uma
transformação repentina, registros
silenciosos de um evento que varreu a
Terra com poder [música] e precisão.
Vimos também que a mesma força que
separou os continentes desencadeou uma
intensa atividade vulcânica, [música]
mergulhando o planeta em uma era
glacial, uma catástrofe de proporções
inimagináveis da qual o mundo ainda traz
[música] as cicatrizes.
Agora, no último episódio desta
temporada, voltamos nossos olhos mais
uma vez para a teologia. Afinal, crendo
no relato bíblico, é impossível não se
questionar. Como compreender uma
catástrofe tão [música] devastadora
enviada por um Deus que a Bíblia
constantemente descreve como a maior
representação do amor?
na
[música]
De fato, é um pouco chocante a história
do dilúvio. Quando a gente escuta
versões
eh para crianças, essa história acaba
sendo uma versão um pouco mais
simplória, mais romantizada, mas
[música]
vamos chamar aí de uma aniquilação em
massa da humanidade.
E essa aniquilação em massa, ela ela é
justamente para preservar a aquilo que,
digamos, a parte não corrompida da
humanidade. [música] É como se fosse uma
doença degenerativa que vai se
alastrando pelo corpo e [música] os
médicos para salvar aquela pessoa
precisam remover aquela parte que já
está degenerada, que já está corrompida.
[música] E é assim que eu vejo a
história do dilúvio e a ação divina. Eh,
ao mesmo tempo que a Bíblia vai
enfatizar de uma página, da sua primeira
página até a última, esse [música] esse
caráter misericordioso, amoroso de Deus,
você tem esse esse caráter [música] de
Deus eh se
eh Deus agindo na humanidade
para parar ou para evitar que a maldade
se alastre [música] entre todos os os
seres humanos.
E a pessoa que Deus está preservando, a
família que Deus está preservando ali no
relato bíblico, que é a família de Noé.
>> Então assim, a maldade, a o intuito de
maldade no coração do homem era muito,
era infinito. Só havia maldade no
coração das pessoas. E a tal ponto que
só tem um justo para Deus salvar. E Deus
permite a esse justo aqueles 120 anos de
pregação para alcançar essas outras
pessoas e não alcança ninguém. O texto
também indiretamente mostra que há
muita, muita violência, que essa maldade
está produzindo violência e que não tem
como sustentar um o o período necessário
para o plano da redenção se desdobrar
dentro de um mundo com tanta violência.
O texto diz que Deus se arrependeu de
ter feito homem na terra. E esse
arrependimento tem a ver com esse
intuito do seu coração que era
continuamente mal. Ou seja, o
arrependimento não é que ele fez o ser
humano, tanto que ele vai salvar o ser
humano e dar continuidade ao ser humano,
mas que ele sente a dor do ser humano
que tá habitando na Terra no momento
antes do dilúvio e que tá encarando e
vivendo dentro de toda essa violência e
dentro de todo esse mal. na minha
interpretação. [música] E aí é como eu
vejo o texto, eu vejo assim: Deus quer
trazer o plano da redenção no seu tempo
certo, permitindo que as coisas se
desdobrem de maneira realmente [música]
revelar pro universo o plano dele e o
caráter dele. Mas a maldade tá de tal
tamanho que o sofrimento vai ser fora de
controle se ele mantiver [música] essa
linha. E ele tem que fazer um movimento
de recomeço para que a gente consiga
tirar um pouco dessa maldade, segurar
essa maldade por mais tempo. É a
misericórdia de Deus [música] que leva
ele a ver que o sofrimento vai ser
demais. Aliás, a a raiz da palavra para
arrependimento que aparece lá, que é na
é uma palavra que tem o sentido de
compaixão também. [música] Ela vem da
raiz pro útero, sabe? Pro para aquela
compaixão final. E quando Deus usa essa
palavra, ele tá falando de um
arrependimento que que é gerado pela
dor, pela dor do sofrimento. Então
assim, Deus não se arrepende porque ele
mudou de ideia. Deus se arrepende porque
ele ele tá vendo a dor e o sofrimento
que ele sabia que ia ter, mas que eram
necessários [música]
dentro do livre arbítrio que as pessoas
tinham direito e que para ele era a
coisa mais [música] importante. Então, é
por causa dessa dor de sofrer junto com
a gente que Deus faz esse recomeço. E o
objetivo dele é redenção, não é
destruição.
Como vimos nesta temporada, inúmeras
civilizações antigas preservam em suas
tradições a lembrança de uma grande
inundação. Esses mitos, embora guardem
ecos mesmo evento histórico, deixam de
fora elementos importantes, [música]
como a misericórdia de Deus. São
histórias fragmentadas que falam deuses
irados ou caprichosos, [música] mas não
de um criador justo e redentor. Na
narrativa bíblica, o dilúvio não é o fim
da história, [música]
é um recomeço, é a continuação de uma
promessa.
O relato bíblico, a história não termina
ali e a [música] gente tem o que Deus
faz após a história do dilúvio, que é
você tem o excidente da Torre de Babel,
você tem o surgimento da do povo de Deus
através de Abraão. [música] E aí você
tem, isso é, isso é o começo do Gênesis,
né? Você tem o resto inteiro da Bíblia
mostrando que essa ação isolada de Deus
na história, o dilúvio, ela não foi um
fim [música] em si mesmo, ela teve uma
continuação.
>> Essa aliança que Deus faz com o ser
humano começa desde o momento de
criação. E durante a criação, a aliança
é Deus é o nosso Deus e rei do universo
e o ser humano passa a ser governante
dessa terra. Então, ao Deus dar ao ser
humano domínio sobre a terra, sobre os
animais da terra, sobre tudo que tem na
Terra, há uma aliança entre Suzerano e
Vassal. Ela não fica realmente assim
explícita em Gênesis. É quando você
acompanha o processo de aliança que você
percebe como que ela acontece, entendeu?
Então, a gente percebe, por exemplo, que
em Deuteronômio você tem uma aliança que
tem uma descrição muito parecida com
esses acordos entre Suzerano e Vassala.
E quando você percebe isso, você percebe
que somos Suzerano e Vassalo, Deus e ser
humano desde o começo da terra.
>> Então, inclusive a forma como Deus fala
com Noé de "Eu vou estabelecer com você
a minha aliança". Eh, no texto [música]
original, eh, o idioma, a o a expressão
idiomática utilizada é de reerguer uma
aliança. [música] Então, é como se fosse
algo que estava tombado, um monumento
tombado, que Deus agora estaria erguendo
novamente.
>> Quando Deus começa a história do
dilúvio, lá em Gênesis capítulo 6, verso
18 em diante, é a primeira vez que
ocorre a palavra aliança na Bíblia,
hein?
>> [música]
>> É a primeira vez que a palavra hebraica
berita que quer dizer aliança, pacto.
Mas o verbo que é usado com essa com
esta palavra, [música] que é o verbo em
hebraico que chama lerquim, eh, requim,
ele é um verbo para confirmar e não para
estabelecer algo novo, mas confirmar
algo que já existia.
Então Deus diz assim: "Olha, eis que
estou trazendo águas do dilúvio que vai
destruir toda a terra, todo ser vivo vai
perecer. Contigo, porém, confirmarei a
minha aliança, seria a tradução mais
literal [música] em português, para
preservar a vida".
Então, se isto é, se [música] esta é o
segundo hebraico o sentido do texto, que
parece que ser pelo uso de palavras,
isso quer dizer que Deus tinha
confirmando uma aliança. E a aliança da
vida é a aliança da criação,
aliança onde Deus criou o mundo para ter
vida. Criou animais, [música]
criou ambientes ecológicos, criou o ser
humano para viver neste mundo, né? Então
você diante disso, diante da destruição
da humanidade,
Deus ainda ia preservar o princípio da
vida, confirmando a sua aliança que ele
fez com os primeiros [música] pais, Adão
e Eva, ainda no Édem.
>> E ao Deus fazer isso com [música]
Noé, ele está dizendo o que aconteceu
aqui no no dilúvio por causa da
corrupção humana, da violência humana.
[música] Eu estou agora fazendo um
acordo com você. de recomeçar tudo com
você na na história da humanidade,
crescer [música] e multiplicar e encher
a terra. E a gente tem aí então um
acordo e eu vou deixar aqui um sinal,
vou deixar aqui um uma forma [música]
aqui de de a gente lembrar desse acordo
e a gente a Bíblia vai falar do
arco-íris.
>> Depois você tem uma outra aliança em
Gênesis 3, quando a gente quebra a
primeira aliança, porque a gente quebra
a nossa fidelidade a Deus. O ser humano
quebra essa fidelidade e coloca a sua
confiança em Satanás e acredita na
serpente e não em Deus. Dentro dessa
quebra, Deus oferece uma nova aliança
que vem na forma de uma promessa. E a
promessa é a seguinte: que haverá um
descendente da mulher que derrotará de
uma vez por todas a serpente.
Então a aliança é Deus vai corrigir o
problema que nós geramos, que nós
começamos.
E aí Deus começa no decorrer da história
continuar essa aliança, continuar essa
promessa.
Ah, o planejamento do dilúvio, incluindo
a salvação do herói, é uma continuação
dessa promessa, porque ainda não veio
esse descendente que vai derrotar a
serpente. Então, a promessa é válida,
[música] a aliança é válida. Quando Noé
sai da arca, Deus faz essa aliança com
ele [música] e ele faz esse acordo. Essa
não destruição até o fim é uma promessa
de que o fim virá e o fim [música] é a
derrota da serpente. Então eles fazem
uma nova aliança que vem com essa bênção
também, a bênção [música] de sede
fecundos e multiplicai.
E a gente acompanha essa aliança no
decorrer da Bíblia. A gente acompanha
essa aliança com
a aliança de Moisés, que a gente chama,
né, que é a entrega dos 10 mandamentos e
uma aliança de um povo específico para
carregar esse conhecimento divino e para
representar em Deus na terra. Essa é a
aliança com os filhos de Israel,
[música] que é muito parecida com a
aliança que nós acreditamos ser para o
povo do fim. O povo remanescente, o povo
que que é designado para o fim, tem uma
aliança especial de representar a Deus.
durante o período do fim, eles têm que
viver essa aliança.
>> A questão do arco-íris, como sinal da
aliança entre Deus e Noé, ela sempre foi
enigmática para acadêmicos bíblicos. E
e acaba sendo interessante [música]
também, porque a palavra utilizada ali
no texto bíblico para traduzida como
arco-íris em português, é a mesma
palavra para arco, que é um [música]
termo militar, é uma arma. palavra
cashet em hebraico.
E então Deus tem um arco e coloca
[música] o seu arco no céu e isso de
alguma forma indica que não vai existir
mais [música] um dilúvio. Tem um rabino
da Idade Média que escreveu sobre
[música] isso uma interpretação que eu
acho que ela é muito e elucidativa.
Narmanides ou Ramban é o nome dele. 12º
século depois de Cristo, evidentemente
na Espanha, ele fala assim como
arqueiros
que não, no momento que não estão mais
usando as suas armas, eles viram a sua,
o seu arco para eles viram o arco para
si e não na direção que eles vão tirar.
E a o a linha, digamos, o fio onde as
flechas são [música] colocadas, está
virado para outra pessoa, para a pessoa
que está diante deles e o arco apontando
para si. Ramban interpreta isso como
exatamente o que Deus está [música]
fazendo em Gênesis 9. Deus está
apontando o arco [música] para si, para
cima. Eh, isso se torna mais
interessante e muito mais [música] assim
convincente quando a gente olha paraa
forma como no Antigo Oriente, no período
que o texto bíblico foi escrito por
milênios, [música]
essa é exatamente a forma como eh
divindades ou reis, quando eles não
estão para usar os seus [música] arcos,
eles voltam o arco para si.
>> O arco íris parece ser o arco de Deus.
Ele é chamado o [música] arco de Deus. E
em certas descrições bíblicas do trono
de Deus, o arco fica [música] sobre o
trono de Deus. O arco, que é o reflexo
dessa dessa luz, da luz que contém todas
as cores, é esse brilho divino que
brilha sobre ele, que aparece no céu. E
toda vez que ele aparece no céu, ele não
é só um símbolo dessa [música] promessa
de Deus. Ele é uma promessa, ele é um
símbolo da presença de Deus. Porque o
arco que se encontra aonde Deus está,
que reflete sobre o trono dele e a volta
dele, apareceu no céu naquele momento.
Então aquilo [música] nos traz mais
próximos de Deus. Talvez é parecido com
aquela conexão, né, entre eu e a pessoa
do passado. Quando eu acho um objeto,
Deus coloca [música] esse arco até hoje
falando: "Eu salvei vocês, eu continuo
[música] salvando vocês".
É incessante a nossa busca por
compreender as nossas origens, por
encontrar evidências que contem a
história da Terra e, por consequência, a
nossa própria [música] história.
Queremos saber quem somos, de onde
viemos e o que nos trouxe até aqui.
Afinal, [música] só entende o caminho
adiante aquele que conhece o solo que
ficou para trás.
Movidos por essa curiosidade que nos é
intrínseca, voltamos nossos olhos para
[música] os vestígios do passado.
Estudamos as rochas, os fósseis e as
ruínas de civilizações antigas. Buscamos
na geologia, na paleontologia e até na
arqueologia sinais de [música] um evento
que transformou o mundo.
A busca pela arca de Noé tem sido um dos
maiores mistérios arqueológicos da
[música] humanidade. Por séculos,
exploradores afirmaram ter encontrado
vestígios da embarcação, especialmente
no Monte Ararate, na Turquia.
Imagens de satélite, [música] relatos
históricos e até possíveis madeiras
fossilizadas alimentaram essa
investigação. Mas até hoje não existe
uma prova definitiva. Isso significa que
a arca nunca existiu [música]
ou será que sua importância vai além da
necessidade de um achado físico?
Eh, a gente precisa ser muito cauteloso,
eh, porque na ânsia de se provar a
narrativa bíblica, a gente pode eh focar
tanto eh no objeto, no material e
esquecer [música]
da maior contribuição que esse relato
tem, que é justamente a mensagem
[música] que ele traz.
Vamos supor que alguém encontre um barco
com as dimensões da arca, no local onde
a a o texto bíblico fala eh que que a
arca foi deixada.
Eh, isso é o suficiente, vai ser o
suficiente [música] para alguém
acreditar?
A gente poderia aqui navegar por vários
cantos da narrativa bíblica para mostrar
[música] como milagres ou como o
material, como uma prova concreta, não
foi suficiente para para [música] que as
pessoas aceitassem uma certa mensagem.
as histórias de Jesus são o maior
exemplo eh que a gente tem no relato
bíblico.
É, eu diria que o mais importante do que
um os restos de uma de um barco de
milênios e relacionado com a arca de
Noé, é é quão emblemática, quão
paradigmática essa história é [música]
pra humanidade de mostrar esse Deus que
se preocupa com a humanidade a ponto de
não [música] querer que toda ela seja
consumida por destruição, por corrupção,
por violência. [música]
Esse Deus que dá uma segunda chance
paraa humanidade, ele continua, ele é
insistente com a humanidade. [música]
Então isso, sem dúvida nenhuma, para mim
é o legado da história do dilúvio, é o
ponto principal da história do dilúvio.
Ele é um, ele digamos é uma é uma
sentença [música]
num grande parágrafo que Deus tá
escrevendo com a história da humanidade.
E pr algumas pessoas só essa sentença é
importante quando na verdade ela faz
parte de algo muito muito maior que a
gente deveria est olhando ao ao
conversar sobre o dilúvio.
Da minha perspectiva, eu ficaria muito
surpreso se a arca tivesse sobrevivido
4000 anos.
Se parou no topo de uma montanha, ali
podem acontecer deslizamentos de terra,
neve e gelo.
Noé e seus filhos poderiam ter usado a
madeira do barco para fazer suas
primeiras casas. Então, é muito
improvável que a arca tenha sobrevivido.
E nós nós não precisamos de nada para
provar a Bíblia.
Mas há muita evidência na Bíblia,
profecias cumpridas, os milagres que
aconteceram,
a peregrinação de Israel fora do Egito.
E também há muita evidência científica
sendo descoberta que cada vez mais
confirma a Bíblia.
>> Então, particularmente, eu não me
[música] importo que a gente não sabe
onde está a arca. Eh, para mim, a
história da arca, a história de Noé, a
história do Deus de Noé e o Deus que
trabalha nessa história de punindo
pecado, de punindo violência e corrupção
e dando uma segunda chance pra
humanidade, isso para mim é muito mais
importante do que qualquer peça de
madeira de milênios que que foi
utilizada na na construção dessa arca.
Para o arqueólogo, os objetos que a
gente encontra, eles não são prova do
que aconteceu no passado.
Eles são
a descrição do que aconteceu no passado.
Eles são uma conexão com o passado. Eles
contam uma história pra gente do
passado. Eu gosto de pensar nos objetos
arqueológicos como uma conexão, porque
quando eu tô escavando e eu tiro do chão
um caco de cerâmica,
tá completamente inútil para qualquer
outra coisa. Eu tô tocando numa coisa
que a última pessoa que tocou nele tocou
3.000 anos atrás, que é o meu período
histórico, o período da idade do ferro.
Mas eu não tenho que provar a Bíblia
através desses objetos. Eles me ajudam a
compreender a Bíblia. Eles me ajudam a
compreender o passado. Eles me ajudam a
interpretar a Bíblia corretamente. Isso
eu acredito, vai me ajudar a entender do
que que as pessoas estavam falando
quando explicaram isso e isso ou falaram
desse objeto. E eu acho que essa essa
[música] é a função principal da
arqueologia.
A fé vai muito além da razão. Fé não é
fé se carece de evidência. Ao mesmo
tempo, não podemos nos contentar com
respostas simplificadas para questões
complexas. É natural e coerente estudar
a física, química, a biologia,
compreender os mecanismos [música]
que sustentam o planeta e os delicados
processos que mantém a vida. Afinal,
será que quanto mais conhecemos a obra,
mais [música] claramente enxergamos o
criador?
Tem algo que eu aprendi há alguns anos e
que realmente me tocou, não é apenas
sobre o dilúvio, mas sobre ciência em
geral.
Eu diria que alguns dos primeiros
comentários sobre ciência vieram de
teólogos.
O primeiro comentário sobre a criação
veio de um bispo do norte da África,
não de um cientista.
E então a ciência fluiu disso. Ela
realmente veio da teologia.
Eram pessoas como Robert Boyell
estudando as escrituras e dizendo: "Vou
entender como o mundo funciona, porque
Deus o criou e quer que o entendamos".
Outro
exemplo é de um alquimista que trabalhou
duro nos experimentos médicos,
porque ele acreditava em uma pequena
frase dita por Jesus. Jesus diz na
Bíblia que os doentes que precisam de um
médico, não aqueles que estão bem. E
esse alquimista disse: "Quer saber?
Nossos médicos são inúteis. As pessoas
que eles tratam morrem e isso não é
aceitável. Jesus disse que os doentes
precisam de um médico. Isso significa
que um médico deve ser capaz de curar
pacientes.
Se o que estamos fazendo não funciona,
eu vou fazer mais experimentos até
descobrir o que é necessário, porque
Jesus disse que é assim que deve ser.
Era essa a atitude dos cientistas
anteriores. Era de onde veio a ciência.
Era esse desejo de glorificar a Deus e
ser verdadeiro com sua palavra. Eu acho
que a ciência ainda funciona melhor
quando as pessoas a encaram dessa forma.
>> [música]
[música]

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