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Documentário: Qual a dimensão da arca que Noé construiu? | Ep. 3 | ORIGENS

Documentário: Qual a dimensão da arca que Noé construiu? | Ep. 3 | ORIGENS

Documentário: Qual a dimensão da arca que Noé construiu? | Ep. 3 | ORIGENS

As dimensões da arca de Noé são possíveis?

Neste episódio, analisamos as dimensões descritas na Bíblia, com comparações científicas e arquitetônicas para entender se esse projeto poderia realmente ter funcionado.

📌 Prepare-se para olhar a história do dilúvio de uma forma completamente diferente!

Que aprender mais sobre esses e outros assuntos?
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.

🟩 A temporada Dilúvio da série ORIGENS explora evidências científicas, geológicas e arqueológicas de um possível evento global catastrófico. A partir do relato bíblico do Dilúvio, a série investiga formações rochosas, fósseis, a Arca de Noé e impactos ambientais que podem estar ligados a esse acontecimento. Com uma abordagem criacionista e interdisciplinar, esta temporada conecta ciência e fé para responder à pergunta: o Dilúvio foi real?

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Legendas automáticas:

Qual a sua maior curiosidade quando o
assunto é arca de Noé? Seria em relação
ao tamanho, à estrutura, ao formato?
Será que era parecida com os desenhos
infantis, com animais sorridentes
espiando pelas janelas? ou teria sido
uma embarcação robusta, imponente,
projetada para resistir à fúria de um
mundo em colapso. A arca de Noé é uma
dessas histórias que atravessam gerações
carregando um misto de maravilha, dúvida
e curiosidade. Afinal, quem nunca se
perguntou como ela foi construída com a
tecnologia da época e como tantos
animais couberam dentro dela? Por vezes
tendemos a ver aqueles que viveram na
antiguidade como primitivos,
rudimentares e incapazes de grandes
feitos da engenharia. Então, como
explicar a construção de uma estrutura
gigantesca capaz não apenas de abrigar
uma diversidade impressionante de
animais, mas também de sobreviver a uma
catástrofe global? Neste episódio, vamos
em busca de respostas para essas
questões. Exploraremos as dimensões, a
viabilidade, os materiais e os detalhes
que envolveram a construção da arca de
Noé.
na
Quem nunca se perguntou como era de
verdade a arca de Noé? Confesso que essa
pergunta já rodeou minha mente muitas
vezes, desde os desenhos da infância até
as leituras mais sérias da narrativa
bíblica. Será que ela era mesmo tão
grande assim? Foi com base na
curiosidade e na busca por respostas que
decidi visitar o Ark Encounter nos
Estados Unidos, a única réplica em
tamanho real da arca descrita em
Gênesis.
Estamos em Williamstown, no estado do
Kentucky, diante de uma das maiores
construções de madeira do mundo. Uma
réplica em tamanho real da arca de Noé.
Este é o Ark Encounter. Um parque
temático que recriou essa impressionante
embarcação com as mesmas dimensões
descritas no relato bíblico. Mas este
lugar vai além de ser uma simples
atração turística. Aqui os visitantes
podem explorar como Noé e sua família
poderiam ter vivido no interior da arca,
como os animais foram acomodados e até
como uma arca seria capaz de resistir a
um dilúvio global.
O Ark Counter é um dos projetos mais
impressionantes do mundo quando o
assunto é a narrativa bíblica do
dilúvio. A estrutura tem cerca de 155 m
de comprimento, 26 m de largura e 16 m
de altura, o equivalente a um prédio de
cinco andares e o comprimento de um
campo e meio de futebol. E vê-la de
perto é impressionante.
Andando por seus corredores de madeira,
percebi que o ark encounter não é só uma
atração turística. Ali dentro tive uma
experiência imersiva de uma tentativa de
mostrar a viabilidade da narrativa do
dilúvio e da arca de Noé do ponto de
vista bíblico, histórico, científico e
cultural. Mas apesar de todas as suas
exposições e quadros explicativos, ainda
fiquei me perguntando por construir uma
réplica da arca de Noé? Qual a sua
relevância?
>> Acho que ter construído a arca é
importante para nós por vários motivos.
Primeiro, queremos compartilhar o
evangelho de Jesus através da arca para
lugares diferentes. Cerca de 1 milhão de
pessoas passam por aqui todos os anos.
Mas outro motivo pelo qual é tão
importante é que queremos mostrar as
pessoas que a palavra de Deus é
verdadeira. O que está descrito em
Gênesis não é somente possível, mas
realmente aconteceu. Nossa arca é como
um estudo de viabilidade da vida real.
Será que eles conseguiram colocar todos
os animais? Será que conseguiram
alimentá-los? Será que fizeram todas as
coisas que Deus mandou Noé fazer? E
quando você passa pela arca, você
percebe, ó, talvez assim que eles
conseguiu o ar fresco, talvez assim que
eles podiam alimentar os animais.
Estamos pensando em todas as coisas que
muitas pessoas nem sequer consideraram.
>> O tamanho do arcounter é o que chama
atenção e impressiona logo de cara. Mas
falar sobre o tamanho da verdadeira arca
de Noé é por si só mergulhar em uma das
partes mais intrigantes dessa história.
No capítulo 6 de Gênesis, Deus dá a Noé
instruções claras. A arca deveria ter
300 côvados de comprimento, 50 côvados
de largura e 30 côvados de altura. Mas
seria possível saber o que exatamente
isso significa em medidas atuais?
Moisés está escrevendo pro seu tempo,
então, provavelmente está usando medidas
de referência pro seu tempo. Então, a
história é bem mais antiga que Moisés,
mas muitas das referências que ele dá é
na sua época. E na época de Moisés havia
a medida côvado e provavelmente está se
referindo à sua medida na sua época, né?
O cômodo na Bíblia ou no antigo Oriente
Médio é normalmente a extensão de
antebraço, desde o cotovelo até a ponta
do dedo. Isso é o cômodo. OK? Agora,
evidentemente que o antebraço ele não é
uma medida precisa, não é uma medida
métrica, né? E, portanto, o côodo no
Oriente Médico, pelo nós temos
descoberto alguns eh algumas algumas
varas de medida baseada no côvado, tanto
no Egito como na na na Mesopotâmia. E
você vê que eles variam um pouco de
extensão de 49 cm até os 52 cm. Apesar
que eles tinham também o côodo real,
etc., que era um pouquinho maior do que
o côvado comum, OK? eh, que era usado
pros reis ou usado para questão de
divindades, construção de religiosas,
né? Então, isso dá as diferenças, porque
você não tem uma medida precisa que não
a nossa medida métrica,
não é um padrão utilizado por todos os
lados. é uma é uma medida relativa que o
ser humano media através do seu braço.
E provavelmente o côvados que se referem
ali no livro de Gênesis se refere ao
côvado da extensão nos dias de Moisés.
>> Como eu sou muito alto, a medida do meu
braço é bem longa, cerca de 55 cm. Se
usássemos meu côvado, a arca seria ainda
maior do que você vê aqui. Mas quando
olhamos para as culturas antigas ao
redor de Israel, elas usavam vários
tamanhos de côvado,
entre 43 e 49 cm.
Nós tivemos que decidir qual usar.
Escolhemos 44 cm, que foi o côado usado
para construir o túnel de Ezequias em
Jerusalém. Não sabemos se Ezequias usou
o mesmo côado que Noé. porque ele viveu
2000 anos depois. Não temos como saber
isso. Mas também notamos que muitas
construções antigas, as principais
estruturas, foram construídas com base
no que chamamos de côvado longo ou
côvado real, que é o côvado normal mais
a largura de quatro dedos, cerca de 7
cm. Então, somamos isso ao côado normal
e chegamos a um covado real ou longo.
Para a nossa arca, pegamos 44 cm,
adicionamos 7 cm e obtivemos um côvado
de 51 cm.
Isso significa que a arca tem 155 m de
comprimento, 26 de largura e 16 de
altura. Então é realmente grande.
>> Olhar para essa arca de perto é
simplesmente impressionante. Ela tem uma
proporção onde o comprimento é seis
vezes a largura e 10 vezes a altura.
Curiosamente, muitos navios modernos
seguem proporções semelhantes, embora no
caso deles, a relação entre comprimento
largura seja pensada para otimizar a
potência e o desempenho na navegação. Já
a arca não precisava cortar as águas com
velocidade. Sua missão era simplesmente
flutuar e resistir. Mas será que ela
conseguiria cumprir esse papel diante de
um dilúvio global? Será que sua
estrutura teria força suficiente? E
mais, essas dimensões realmente seriam
capazes de manter a arca em segurança?
>> Sabe-se que o livro de Gênesis foi
escrito já algum tempo atrás e essa
escritura não foi feita por um
engenheiro moderno. Então, muitas
informações contidas ali a respeito da
arca de Noé, não temos a riqueza de
detalhes, né? Da mesma forma, a gente
sabe que o relato da história não foi
feita com intuito de réplicas e muito
menos de ser feita posteriormente uma
análise estrutural daquela embarcação.
Então, é muito importante a gente
pontuar que as informações contidas ali
na Bíblia, elas são cruciais para
qualquer análise estimativa, possamos
assim dizer, porque ainda existe entre
pesquisadores existem divergências em
pesquisas já realizadas a respeito
dessas características. Então, a
embarcação, a arca de Noé, ela não foi
desenvolvida com preceito de velocidade
pra questão de agilidade, de ataque,
nada disso. Então, quando a gente pega o
escopo da arca de Noé, a gente vê que
foi desenvolvido em três conversas, em
três níveis, né? E três níveis iguais.
Pelas estimativas que se tem de layout
da arca de Noé hoje, nós podemos dizer
que esses três converses, esses três
níveis diferenciados ajudaram com o
sistema de travamento da arca. Então a
gente conseguia ter uma estabilidade
muito maior quando a incidência das
ondas ela não acontecia de forma única,
uniforme, acontecia de forma
desordenada. Então, esses três níveis,
além de contribuir com a estabilidade,
quando a gente trata de um elemento
rígido de um corpo, se a gente tem uma
concentração de carga em um determinado
ponto, a estabilidade vai ser derivado
deste ponto. Então, se eu tivesse uma
concentração de carga em um determinado
ponto da arca, poderia fazer com que as
ações das ondas fizessem com que meu meu
barco fosse instável, inseguro, dobrasse
bastante ou se movimentasse, inclinasse
com ações das ondas. Então, acredito eu
que pelo pela distribuição, pela
disposição dos Converses ajudou muito
além dessa separação por classes de
segurança, também como um sistema de
travamento.
>> Um estudo realizado por um grupo na
Coreia há vários anos mostrou que as
dimensões da arca, a proporção de seis
para um entre comprimento e largura, são
as dimensões perfeitas para uma grande
embarcação marítima. E ainda hoje usamos
dimensões muito semelhantes para muitos
dos maiores navios.
Construir uma estrutura de madeira com
esse porte apresenta certos desafios.
Imagine estar em alto mar com ondas
espaçadas de 45 m entre si e a arca
atravessando três dessas ondas. Em uma
situação como essa, algumas partes da
arca seriam empurradas para cima pela
força da água, enquanto outras estariam
sendo puxadas para baixo. Por isso,
seria necessário construí-la com
resistência suficiente para suportar
todas essas forças agindo ao mesmo
tempo. Mediante as características e
levantamentos históricos e pesquisas
técnicas, alguns pesquisadores apontam
que a capacidade volumétrica da Arca de
Noé era aproximadamente de 43.000 m³. Se
formos considerar as dimensões contidas
na Bíblia com aquela margem de erro em
função de quanto que vale um côado e
além disso, podendo variar de 40 a
50.000 toneladas a capacidade de carga.
Então a gente consegue ver uma
embarcação dentro do que se tinha de
conhecimento com a limitação de
material, uma embarcação extremamente
segura. E quando a gente faz uma análise
estrutural, a gente consegue perceber
que mesmo com um conhecimento limitado
daquela época, digo, de característica
técnica, nós vemos que todo o processo
utilizado foi seguro. Por exemplo, o Noé
teve o cuidado de utilizar o betume.
Então, esse material, o betume, ele tem
a principal característica de
impermeabilização da superfície.
E mais ainda, não é? foi tão cauteloso
que ele utilizou o sistema de betume
dentro e fora da arca. Então, durante
todo o processo de flutuação, a madeira
se manteve seca e protegida. Além dessa
característica natural do betume, que é
a impermeabilização, o betume, ele tem a
capacidade de eliminar o desenvolvimento
de matérias orgânicas. Então qualquer
fungo ou bactéria não conseguiria se
desenvolver ali. Então a gente tá
tratando de uma embarcação extremamente
estável. Logicamente que não existem
informações tão claras a respeito do
comportamento estrutural, da
estabilidade, riquezas de detalhes
técnicos, mas a gente consegue ver
facilmente pelos escritos bíblicos que
deu certo. E eu sempre falo que a arca
de Noé, ela não foi simplesmente uma
embarcação religiosa, ela foi muito mais
que isso. A gente pode dizer
engenhosamente que ela foi extremamente
grande, funcional,
estável e a gente consegue perceber que
ali houve uma preocupação muito maior
com a estabilidade e guardar a vida de
quem estava ali ocupando. Então eu
consigo dizer com conhecimento na área
técnica, que até hoje as características
daquela condição de construção da arca,
a estabilidade que ela tinha, foi algo
que foi realmente inspirado por Deus.
Até hoje, com certeza, profissionais,
engenheiros navais conseguem se
questionar como que aquilo foi possível.
Era algo muito grandioso, né?
A proposta do Ark Encounter é mostrar
que a arca de Noé não foi uma construção
mítica ou meramente simbólica, mas sim
uma embarcação real projetada para ser
funcional e resistente, conforme o
relato bíblico. E de fato, ao nos
colocarmos diante daquela imensa
estrutura em tamanho real, é fácil, por
um instante imaginarmos que estamos
olhando para a verdadeira arca, como se
estivéssemos diante da própria história.
Mas é importante sermos sinceros. Nós
não sabemos exatamente como era a arca
de Noé. A Bíblia nos dá as dimensões, o
material e a função, mas não oferece
todos os detalhes construtivos. O Ark
Encounter é uma interpretação, uma
possibilidade cuidadosamente estudada e
elaborada, mas ainda assim não é uma
réplica exata, porque essa exatidão
simplesmente nos escapa. Ainda assim,
estar ali foi para mim uma experiência
profundamente impactante e memorável.
Ver de perto a grandiosidade da
estrutura me ajudou a compreender com
mais clareza a magnitude do evento e,
acima de tudo, o cuidado e a
misericórdia de Deus expressos através
da arca.
Esta não é a arca de Noé, esta é a nossa
arca. É o arc encounter. Não é uma
réplica exata da arca de Noé, porque a
Bíblia não nos dá todos os detalhes
necessários para construí-la exatamente
do jeito que Noé fez. A Bíblia nos dá as
dimensões, então podemos construir com
base nisso. Por exemplo, de serem três
níveis, então construímos três níveis.
Fala de uma porta no meio, então
colocamos uma porta no meio. Menciona
uma janela, então colocamos a janela.
Mas o resto dos detalhes não são
especificados. Não diz exatamente qual é
o formato, se é uma caixa retangular ou
se tem um casco curvado, como o que
fizemos aqui. A arca que construímos é
muito mais resistente, mais segura e
mais estável do que uma caixa
retangular. Mas há espaço para
discordância, para licença artística na
forma como foi construída, porque a
Bíblia simplesmente não nos dá todos os
detalhes. Então esse é o Ar cter, não é
a arca de Noé. Esperamos que esteja bem
próximo da realidade. Quem sabe um dia
conversaremos com Noé para ele nos dizer
o quão precisa foi.
Mas olhar para sua réplica ainda nos faz
questionar: Como foi possível que um
barco tão impressionante tenha sido
construído num tempo tão longinco?
É comum em nosso olhar moderno imaginar
os povos antigos como seres primitivos,
rudes e limitados. Pensamos em
ferramentas de pedra, roupas rústicas,
construções frágeis, como se eles
vivessem em um mundo sem lógica, ciência
ou capacidade de realização. Tal visão
acaba influenciando nossa percepção da
história da arca de Noé e da humanidade
como um todo. Não é raro que surjam
dúvidas sinceras sobre a capacidade de
seus construtores.
Como cortaram as árvores sem serrotes
modernos? Como pregaram madeiras sem
pregos de ferro ou martelos como os
nossos?
Como levantaram uma estrutura tão
imensa, sem guindastes, sem parafusos?
A dúvida, embora legítima, certamente
nasce de uma visão limitada sobre o
passado. É verdade que não temos como
saber como realmente eram os
antidiluvianos e o tipo de tecnologia
que eles dispunham. A Bíblia não detalha
ferramentas ou métodos, apenas nos
mostra que Noé seguiu fielmente as
instruções de Deus. No entanto, podemos
começar a ter uma nova perspectiva ao
olhar para as grandes construções e
invenções das primeiras civilizações que
temos registro. Seria possível que eles
não fossem atrasados, mas os fundadores
do conhecimento?
Os povos da antiguidade eram muito mais
inteligentes do que a gente pensa. A
gente, na minha opinião, interpreta essa
linha histórica de maneira errada. Por
quê? Eu acho que eu sou o mais
desenvolvido que vivo no século XX, que
tenho computador, laptop, smartphone,
tudo na minha mão, só que eu não tenho
nada na minha cabeça. O conhecimento que
eu preciso está guardado exteriormente
através desse objeto. E aí, não só esse
objeto só existe porque houve um
desenvolvimento tecnológico desde o
começo, no qual o meu conhecimento se
baseia. Então, a fundação do meu
conhecimento que foi construída através
de milhares de anos para chegar até
hoje, o que eu preciso fazer para
desenvolver um aplicativo é nada. Por
quê? Porque há muito tempo atrás alguém
desenvolveu o computador e o telefone e
antes disso a eletricidade e antes disso
o conhecimento de engenharia e de
conexão de de coisas e de construção de
objetos, porque é tudo baseado numa
engenharia de construção física. Então
assim, todo o conhecimento é acumulado.
Eu vivo numa era de tanto conhecimento
porque são milhares de anos de
conhecimento acumulado. Mas a pessoa que
desenvolveu as primeiras ferramentas
desenvolveu do nada. Desenvolveu pegando
uma pedra crua e fazendo uma ferramenta,
fazendo um machado, fazendo uma espada.
>> Todo o conhecimento que nós temos hoje,
especificamente dentro do ramo da
engenharia, vem desses povos primitivos.
A diferença que antigamente era pelo um
processo empírico na tentativa e erro,
dava certo, não dava certo, os impactos,
gastava-se muito tempo para o
desenvolvimento de uma construção ou até
mesmo fazer um aqueduto. Gastava-se
muito tempo. Mas a gente consegue ver
hoje, dependendo do local que nós
estivermos no mundo, construções feitas
por povos antigos com sistemas antigos
que estão em pé em total integridade. Na
engenharia, quase todos os conceitos
partiram de uma necessidade primitiva. A
roda, as pontes, os cálculos que nós
temos hoje.
>> Quando a gente pensa aí, vamos falar aí
do do berço da civilização, antiga
Mesopotâmia, é lá que surge a
civilização.
O primeiro conceito de cidades aparece
ali, a organização de cidades. É ali que
surge o conceito de escrita. é ali que
você vai ter a ideia de de matemática,
de geometria. Todos esses cálculos são
feitos ali nas primeiras cidades. Então
isso é muito diferente de qualquer ideia
de seres humanos sem capacidade de
articular sons ou de produzir sinais e
escritos. Eles são muito, mas muito
desenvolvidos.
E você tem essa, tanto na história de
Atraassis como de Gilgamesch ou do
relato bíblico, você tem aí seres
humanos sendo capazes de fazer um barco.
Às vezes essas instruções são dadas
pelas divindades ou pela divindade, no
caso do relato bíblico. Eh, mas você tem
seres humanos que são hábeis o
suficiente, capazes de executar e fazer
isso bem feito. Se você vive em 950 anos
como Noé viveu, quanto você poderia
aprender em 950 anos? E claro, ele tinha
600 anos quando o dilúvio começou. Então
ele já tinha 600 anos de experiência de
vida. Adão foi criado perfeito e nós
estamos aqui sofrendo com 6000 anos de
nossos genes se degradando e se
deteriorando.
Eh, a maioria das pessoas têm uma
mentalidade revolucionista. Elas pensam:
"Ah, vemos ancestrais parecidos com
macacos, costumávamos ser meio burros,
agora somos mais inteligentes." Mas
olhamos para isso e dizemos: "Não, na
verdade as pessoas sempre foram
inteligentes, porque Deus os criou
assim".

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