O NOVO TESTAMENTO GREGO: EDIÇÃO DE LEITURA – MARCELO BERTI E PAULO WON | PODCAST VIDA NOVA #84
12/01/2026
O NOVO TESTAMENTO GREGO: EDIÇÃO DE LEITURA – MARCELO BERTI E PAULO WON | PODCAST VIDA NOVA #84
🎙️ Está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Marcelo Berti e Paulo Won sobre o livro O Novo Testamento Grego: edição de leitura, originalmente publicado pela Tyndale House e traduzido para o português por Edições Vida Nova.
Ao longo da conversa, abordamos questões fundamentais, como:
– Como ler melhor o grego bíblico?
– Qual a diferença de ler o Novo Testamento em grego com uma versão de leitura?
– Como entender alguns textos inseridos por copistas na Bíblia?
– É possível um cristão comum entender o grego bíblico?
Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/novo-testamento-grego-o-edicao-de-leitura
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Eu sou o Saor Lucena e é uma alegria estar aqui com você. Aqui no podcast da Vida Nova, a gente busca conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no podcast de hoje, nós vamos falar de um livro muito especial, esse lançamento que a Vida Nova tá trazendo aqui dessa edição do Novo Testamento grego, um livro que se chama justamente o Novo Testamento grego, uma edição de leitura. Se você quer aprender a ler mais o grego, ter mais familiaridade, você já tem algum conhecimento, quer desenvolver e você quer entender mais sobre essa versão aqui, o que é que ela traz pra gente, o que é que é uma edição de leitura, por que é mais fácil ler o grego nessa edição do que em outras edições que nós temos por aí, além de outras questões, inclusive sobre porque nós temos alguns textos que nós encontramos nas nossas versões das escrituras, [música] mas que estão entre colchetes Se você quer entender a respeito disso e entender as vantagens de conhecer o grego e fazer a leitura do seu Novo Testamento em grego, então você precisa conhecer esse material por meio da conversa de hoje aqui no podcast. E quem vai conversar com a gente hoje são dois especialistas em grego que nós temos aqui nesse contexto brasileiro, que é o Marcelo Bert e o Paulo Hom. Então vamos à conversa e se você quer realmente continuar acompanhando o podcast, não esqueça aí de se inscrever na sua plataforma preferida e também de nos deixar o seu feedback e o seu comentário. Marcelo, seja muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova. É um prazer ter você aqui com a gente mais uma vez, meu irmão. >> Muito obrigado por me receber mais uma vez. É sempre uma grande alegria poder estar com vocês e compartilhar mais um pouquinho daquilo que a gente tem aprendido com o senhor sobre esses novos lançamentos aqui que temos em mãos. Excelente. E Paulo, primeira vez aqui com a gente no podcast, né, meu irmão? Paulo, seja muito bem-vindo. É muito bom ter você aqui com a gente. >> Pois é, que honra estar aí no podcast da Casa da Vida Nova junto com você, Saur, junto com meu querido amigo Marcelo Bert também, para discutir de coisas que particularmente nós gostamos de lidar, que é o texto original do Novo Testamento. E já parabenizando a Vida Nova pelo lançamento dessa nova edição, né, do Novo Testamento grego aqui da editado aqui e publicado agora em língua portuguesa originalmente pela Tinday House, então vai ter muita coisa boa pra gente falar sobre esse volume hoje. >> Excelente. Excelente. Obrigado. Eu agradeço a vocês pela participação. Vocês são dois nomes que estão muito associados aí na internet, no com no no contexto brasileiro falando sobre o texto original. Então é muito bom ter vocês aqui para somar nesse podcast, nessa conversa. Mas justamente para o pessoal que tá chegando agora, que talvez não esteja tão familiarizado com vocês, vou pedir para que vocês se apresentem. Então, Marcelo, eh, fala um pouco aí de você, meu irmão, como é que você tem servido a igreja? Fala aí do seu ministério. >> Hoje eu sou pastor na Igreja Batista Fonte São Paulo, aqui na cidade de São Paulo. Tenho trabalhado aqui desde 2018. Ah, em termos acadêmicos ten ensinado em diferentes seminários ao redor do Brasil, de maneira digital, presencial. A línguas originais t sido parte a principal do meu do do meu ensino. Fui professor de hebraico, tenho sido professor de grego, ah, especialmente na área de exegese e principalmente crítica textual do Novo Testamento, ah, fazendo aí a esse trabalho com diferentes instituições ao redor do Brasil. Também trabalhei como um dos tradutores da NVI, do time de tradução da NVI. Ah, e tenho servido a Igreja Brasileira através de escrita, através de aulas, através de vídeos, através de podcasts como esse. Tem sido um grande privilégio poder oferecer pra Igreja Brasileira aquilo que o Senhor me permitiu absorver no meu período de treinamento. Estamos servindo aqui no Brasil já há algum tempo com bastante alegria também. >> Muito bom, meu irmão. Que Deus continue te abençoando aí em tudo isso também. E Paulo, você a primeira vez já é conhecida também na internet, mas para quem tá chegando aqui e lhe vendo pela primeira vez, se apresenta também, meu irmão. >> Show de bola. Eu sou pastor na Igreja Presisterana Metropolitana, na cidade de Campinas e professor também em alguns seminários de forma presencial e virtual. Presencialmente eu estou mais concentrado nas minhas atividades no seminário Presbiteriano do Sul na cidade de Campinas e também no seminário Servo de Cristo e começando ano que vem também a vários projetos importantes na faculdade latino-americana que é a FLAN. E temos também desenvolvido vários trabalhos aqui na internet, sempre no sentido de trazer um conteúdo bíblico e teológico robusto e ao mesmo tempo fácil das pessoas entenderem, com um toque aí de preocupação pela edificação das pessoas. E a gente já tem conquistado esse espaço já há alguns anos e pela graça de Deus ah, nós também ah, conseguimos eh publicar alguns livros, né? Eu publiquei, ah, em 2020 e Deus falou na língua dos homens, alguns artigos também. E é sempre bom, né, poder lidar com um conteúdo que é um conteúdo que particularmente fascina tanto a mim quanto o Marcelo, que são as línguas originais. E muito nosso trabalho é diretamente relacionado e baseado tanto no grego do Novo Testamento quanto no hebraico do Antigo Testamento. >> Excelente, cara. Quer dizer que a gente tá realmente todo mundo perto aqui, né? Relativamente. Você, Marcelo, em São Paulo, você Paulo em Campinas e eu aqui no meio em Jundiaí, né? Tá tudo conectado. >> Isso. Jundiaí tá no meio, né? Exato. A gente tem que marcar alguma coisa por aqui, cara. Fazer um encontro. Já imaginou aí, ó, a gente fazer um encontro, falar das línguas originais aqui de Jundiaí também ia ser muito bom ter vocês. Vamos ver se a gente depois marca algo nesse sabe a vida nova não não faz alguma coisa legal aí pra gente. >> Olha, ia ser legal. >> Ex. Se você conseguir um espaço na agenda do Paulo, o resto é fácil. [risadas] >> É isso. >> Tem esse desafio aí com vocês. [risadas] >> É, a gente não poôde se reunida a outra vez porque literalmente São Paulo estava debaixo da água, né? Hoje tá mais tranquilo. >> Nossa, verdade, cara. Tava todo mundo na complicação. A gente ia gravar, né, para o pessoal que tá nos ouvindo, só para saber, ia gravar semana passada, tava tudo certinho, com exceção da internet, da energia que tava tava uma destruição, amigo. >> Mas tá bom, aprove a Deus. Eu tinha, como eu tinha até falado para vocês, né, tinha pregado sobre Romanos 8:28, todas as coisas cooperam de alguma forma. Isso cooperou pra gente também. que estamos aí, vamos gravar agora no dia mundial da folga pastoral, né? Na segunda-feira aqui, vamos aproveitar a nossa folga, que o pessoal acha que na segunda-feira o pastor fica só deitado, né? Mas aqui folga pastoral é para encaixar outras coisas também, né, gente? Mas vamos lá, gente. Eu agradeço vocês terem vindo pra gente conversar sobre esse material muito bom que a Vida Nova tá trazendo aqui pra gente, o Novo Testamento grego, uma edição de leitura. a gente vai falar sobre várias características disso, inclusive quero especificar depois essa questão de ser uma edição de leitura. Mas antes de mais nada, eu vou começar com você, Marcelo, eh, fala um pouco pra gente desse material, da onde é que ele tá vindo, né? Ele eh você falou brevemente aqui ou você ou Paulo sobre, tá ligado a Tinday House. Então, conta um pouco mais pra gente sobre essa origem desse material, por favor. >> É, esse material ele acho que ele se origina da intenção inicial a de dois editores principais, né? o Duck e Onkind a e o Peter Williams de fazer uma revisão do material grego de um homem chamado Samuel Tregeles, que trabalhou na produção de um texto grego anteriormente a ao texto do West Cottenhar Hort, que foi um texto que ficou muito famoso, foi inclusive utilizado por eles. Ah, mas esse era um texto que diferente do texto de West Cortenhar H, que acabou influenciando aí a produção dos textos críticos posteriores, ah, ele vem de uma diferente metodologia que tinha uma preocupação primária com a evidência textual manuscrita. Então, na perspectiva de Treggeles, ele ele queria ter um um novo testamento que fosse atestado primariamente por eh por textos que estão expressos em manuscritos antigos. E essa busca por um texto antigo fez com que ele tomasse diferentes caminhos nesse processo de trabalho crítico. Ah, e o e e o Duck, tanto Duck quanto o Peter, eles ah trabalharam inicialmente com a revisão desse texto e a ideia era atualizá-lo para uma versão contemporânea baseada em tudo que nós aprendemos nos últimos 100 anos aí ou mais. Ah, o que aconteceu foi que a revisão se tornou tão profunda e tão intensa que ela precisou ser desconectada da própria da própria fonte original e e para se tornar um texto completamente novo, ainda que seguem os mesmos processos editoriais. Então, aquilo que nós aprendemos nos últimos anos sobre os manuscritos, sobre os escribas, os hábitos dos escribas, ah, fez com que esse material fosse produzido de uma perspectiva profundamente documental, ah, se distanciando do método da NA, né, Nestle Alland, distanciando da UBS, que usam, né, a ideia dos manuscritos mais evidências internas e textuais, ah, que são um pouquinho mais hermenêuticas e subjetivas para alguns. A, e eles gostariam de de um tipo de análise external dos manuscritos que favorecesse documentos antes a dessas questões mais subjetivas. E daí nasceu o projeto da Teil House, esse Greek New Testament, né, esse grego do Novo Testamento da Team Dale House, é o resultado desse trabalho, desse esforço aí, ah, de especialmente esses dois ah editores, mas de um time todo por trás, a de revisitar variante por variante todos os livros do Novo Testamento, ah, para identificar quais são as leituras que seriam a melhor atestadas de maneira documental e oferecer para nós uma versão alternativa aos textos. críticos a que nós conhecemos ou que são mais famosos nos nossos dias, né, como Nesle Alland e UBS. >> Muito bom. Então, só resumindo aqui, Paulo, você consegue deixar pra gente um pouco claro aí essa questão de que manuscritos ele segue somar aí com o Marcelo. Marcelo já começou a falar um pouco sobre isso, mas eh que manuscritos então a gente vê esse material seguindo pra sua Constituição? É, antes de nós falarmos propriamente dos manuscritos, nós precisamos deixar muito claro que essa ciência que lida com toda essa questão manuscritológica do Novo Testamento é uma ciência muito complexa, né? Nós temos milhares de manuscritos que compõem todo corpus de evidências, tanto antigas quanto de descobertas mais recentes daquilo que nós temos no Novo Testamento. E geralmente as pessoas agrupam em tipos de manuscritos ou chamados tipos de famílias ou variações que podem seguir diferentes metodologias, mas geralmente quando as pessoas pensam em famílias ou em tipos de textos, eles estão pensando numa tradição alexandrina, ocidental, bizantina, cesareense, etc. Ah, e essas terminologias vieram muito à tona devido ao trabalho aí de West Court Horts, né, e foram se popularizando ao longo do tempo e também devido a muitas discussões de internet que a gente vê acontecer por aí. Quanto a avaliação, né, do tipo de família ou da das inclinações que o texto do Novo Testamento da Tind House ela segue, a gente pode dizer que é baseado num tipo de ecletismo, ou seja, num num arrazoado mais equilibrado que não leva em conta o peso de certos manuscritos ou de o peso de certas tradições consolidadas, né, na história da igreja e em toda a ciência, mas ah, em questõesev em questões relacionadas à sua relevância histórica, obviamente, mas também a sua antiquicidade, né, o uso que esse documento teve e com certeza, né, leva em conta um, pelo menos de maneira mais direta, um apanhado de documentos muito menor do que se pretende, por exemplo, a Ness Allan de 28, que tem um viés muito mais de análise de texto crítico e de uma análise mais científica. Então, nós temos aí avaliações de relações históricas entre as leituras sendo colocadas no centro da discussão, ah, como e por variantes surgiram e como o texto foi consolidado, privilegiando a leitura que explica o texto, a mensagem do texto e as as eventuais variações que esse texto pode ah apresentar baseado aí em textos que são antiquíssimos, desde textos que datam do século do final século século né, a os papiros, ah, passando pelos grandes onciais, que são documentos mais completos escritos por volta do século passando pelo século V, como codice sinaítico vaticano. E a gente tem um todo um esforço de apresentar menos a questão de uma harmonização, mas também uma um certa ênfase em preservar ou de ou deixar mais explícito leituras que for que sejam mais difíceis ou que tenham um texto mais difícil e que foram sendo explicados em outras edições de outras maneiras, revelando estágios anteriores da tradição textual ou é o que pretensamente as pessoas esperam que esse texto a presente. Então, não estaria esse texto relacionado a uma simples tradição, mas a uma análise muito mais ampla que privilegia, né, e esse é o objetivo, acho que mais central, de privilegiar a leitura do texto na sua forma mais fluente, na sua forma mais normal, ah, como nós temos aí retratado nos documentos mais antigos e mais relevantes que nós temos em termos de de evidência manuscritológica do Novo Testamento. Nós temos vários tipos de metodologias, vários tipos de pontos que foram observados, mas em linhas gerais nós temos essa análise inicial que pode ser feita. >> Excelente. E é interessante a gente destacar para os ouvintes porque a gente tem pessoas de diversos níveis de conhecimento nos acompanhando. Vão ter outras que também já são entusiastas da da do grego, assim como vocês ali também estão se debruçando sobre a língua original já há bastante tempo, mas tem aqueles que estão agora tentando aprender um pouco mais. estão naquela coisa do, ah, eu quero chegar mais perto do que é o texto original. E a gente inclusive falou bastante sobre isso, né, Marcelo, no último podcast que a gente gravou, o primeiro que você esteve aqui com a gente, foi muito bom. Então fica aí um um comentário para o pessoal que está nos ouvindo. Ah, quer entender mais sobre essa questão de como é que nós chegamos no que é a o mais próximo possível do que a gente entende ser o texto grego original? como a gente faz essa seleção desses pedaços de papiro, desses textos, desses códices para chegar nesse texto. O outro podcast a gente conseguiu aprofundar um pouco mais nisso, porque era o objetivo dele. Nesse aqui a gente vai seguir mais a partir disso, a estrutura aqui do que a Vida Nova nos traz nessa edição. E é interessante como essas são perguntas que inevitavelmente já começam a responder um pouco de outras que são importantes a gente colocar, mas ainda assim vale a pena também a gente eh repetir, enfatizar algumas questões. E eu creio que uma pergunta que muita gente quer entender de forma muito bem clara é: por que que isso é uma edição de leitura? Qual é a diferença, por exemplo, do que vocês dois já citaram do Na, que talvez seja uma das edições mais conhecidas que nós temos do Novo Testamento grego e de outras que nós temos por aí? O que é que caracteriza essa versão aqui como uma edição de leitura, Marcelo? Esse daqui é é um material que foi feito para o aluno, para o estudante, para aquele o indivíduo, o pastor que tem o interesse de voltar a ler o Novo Testamento em grego depois de muitos anos, especialmente o pastor, né, que há muitos anos ele parou de estudar e ele presume que você já tem algum conhecimento na área. Ah, porque ele apresenta o texto, ah, todo o texto, né, essa parte a maior aqui em cima, dá para perceber que é condensado o texto. Nós temos essa parte aqui com as notas embaixo que são exatamente os termos que nós não temos tanto conhecimento. Por exemplo, um estudante típico do Novo Testamento vai estudar aí as palavras mais conhecidas, os nossos vocabulários, nos livros que a gente estuda, ah, nós estudamos as palavras mais conhecidas e nós não temos a condição, especialmente no período inicial da nossa formação, de de ter um vocabulário que seja grande o suficiente para abarcar todo o Novo Testamento. E nós temos palavras que acontecem pouquíssimas vezes, uma vez só. Então, essas palavras que são menos utilizadas, elas aparecem embaixo ah com em forma de a eh com uma maneira explicada, com a breve tradução, uma breve explicação ah de como essa palavra deve ser utilizada, não necessariamente no contexto, mas de um modo geral. Aí os editores fizeram um exercício muito bacana, porque eles colocam a o temo na sua forma léxica, aquela que você vai encontrar no dicionário na parte de baixo, mas você vai encontrar as os possíveis sentidos dessa palavra e eles vão organizar do sentido mais provável pro sentido menos provável nesse contexto, a a organizando o a as definições apresentadas, o que facilita muito o trabalho de quem tá lendo. Ou seja, é um texto feito para ser lido. Você vai ler o texto que você não souber, você vai consultar embaixo. Então, ao invés de abrir um aplicativo que você faria isso, talvez usando os cliques ou alguma coisa assim, você tem uma página, ah, você não tem, sem nenhuma distração. Com a página aberta, o Instagram não apita, o e-mail não toca, você consegue ficar você e o texto grego com algumas ajudas dos editores que facilitam o processo de leitura, especialmente nas palavras que a gente não vai lembrar. >> Muito bom. E são ajudas muito importantes, porque, por exemplo, nós temos ajudas até de cunho gramatical, né? As conjugações, os verbos estão todos aqui, que costuma ser o a a o grande gargalo do conhecimento gramatical dos alunos, né? por exemplo, recorrem >> automaticamente aos softwares bíblicos para tentar ver qual que é a conjugação, qual que é o tempo, qual que é a pessoa, para tentar entender o que tá acontecendo >> desse fraco, como é que a palavra tá conjugada ali, a morfologia dela, né, que é o que eles estão trazendo aqui. >> E dependendo da forma com que um verbo é conjugado, o radical muda, inverte, é coisa indo para cima, indo para baixo, é uma salada de frutos acontecendo. E essa edição meio que nos ajuda ou ajuda o estudante até a localizar essas formas que nós consideraremos como irregulares, né? Eh, privilegiando aí o acesso em um volume só. Então, eh, como o Bert disse, você teoricamente com um razoável conhecimento, não teria necessidade de outros tipos de ferramenta para uma leitura mais simples e mais direta, que é o objetivo desse tipo de edição. Aqui no Brasil não é muito comum, nós temos a chamada edição de leitura, mais nos Estados Unidos, no mundo de fala inglesa e na Europa. Essas redições são ah bem comuns, tanto do Novo Testamento quanto do Antigo Testamento, trazendo palavras para você, ao ir lendo, você ticando embaixo para ver o que que ela significa. Por quê? Porque o objetivo, diferente do texto da Na28, que é com objetivo mais técnico, que procura trazer todas as informações textuais de forma até que exaustiva, é um texto que privilegia a leitura e até o layout, como o texto é colocado aqui, sem divisão de colunas, né, em um texto mais linear, mais próximo do que nós estamos acostumados a ler, privilegia não somente a leitura, mas um eventual prazer. Se a pessoa for muito firme aí, tiver uma uma disciplina muito boa e uma força de vontade muito legal de da experiência ser até mais prazerosa. >> Se eu posso pegar assim, eu com certeza sou o que tenho menos conhecimento da língua original aqui dentre vocês. Não sou um especialista na língua, mas já fiz o seminário, estudei grego, já até essa parte inicial do grego, eu já pude ajudar outros amigos a entender um pouco mais. Mas a ideia aqui então é, ah, uma pessoa como eu tem algum conhecimento já introdutório da língua, ela vai pegar, ela vai lendo aqui e ela pode ir consultando. Eu gostei muito dessa comparação que você fez, Marcelo, do comparar com o clique ali, né? Você passa o mouse em alguns softwares, você vê qual é a morfologia da palavra, qual é o significado mais comum. E aqui eles trazem isso. E uma coisa que eu queria eh enfatizar aqui, destacar com você é, no caso, eles estão considerando bem o contexto do texto para o significado das palavras. Não é só um padrão que, tipo, ah, essa palavra eh o significado mais comum em qualquer contexto é esse. >> É, e acho que esse é o principal diferencial e eu acho que é o ponto mais positivo desse tipo de trabalho, >> porque no Brasil nós estivemos, pelo menos os meus professores eram mais ah mais apegados à ideia de interlineares. >> Sim. >> Então você aprendia o grego e você via o interlinear. E o interlinear, ele propõe para você o que eu vou chamar aqui, entre aspas, de tradução literal. Ele vai pegar literal, palavra por palavra, mas mesmo aquela tradução literal é a interpretação do editor sobre qual é o uso comum daquela palavra. E geralmente o uso comum e ele é definido pelo maior uso. Então, se a palavra é usada 10 vezes e nove vezes ela significa coisa, a eles vão usar coisa 10 vezes e assim vai. Esse geralmente é o modo como os interlineares funcionam. E ele vicia o aluno de uma maneira errada a associar aquela palavra grega com uma palavra ah em português como se houvesse equivalência completa entre as palavras. Isso não existe nem no próprio português, né? Sinônimos em português, eles têm suas ah suas nuances. Imaginem diferentes idiomas. Imaginem diferentes num idioma de 2000 anos de idade. É, é, tem bastante nuance. Por isso que esse projeto é é ainda melhor ah do que o interlinear, porque ele vai oferecer para você opções de entendimento dessa palavra baseado nos muitos usos dele no Novo Testamento. Então você vai encontrar dois, três possíveis usos paraa palavra organizados por aquele sentido que os editores entendem ser o mais apropriado pro contexto. Então você já tem o editor te dizendo, mas ele está mostrando para você que existem alternativas. Então, em uma passagem desse texto, você pode aprender muito sobre o texto grego, muito sobre as palavras, o funcionamento da língua e isso ajuda muito o leitor a a desenvolver o seu vocabulário, entendendo as muitas nuances que existem nas palavras gregas em relação ao português, né? >> Legal. Então aqui a gente tanto tem a oportunidade, né, um alguém tem um conhecimento mais básico do grego como eu, tanto tem a oportunidade de ter acesso ao texto Novo Testamento em grego e estudar ali a palavra de Deus, mas ao mesmo tempo que a gente faz isso, a gente tá meio que desenvolvendo o conhecimento da língua, aprendendo a língua de forma, vamos dizer, natural. seria talvez comparável ao aprender o inglês enquanto você fala, né, enquanto você tá ali eh lendo algo que você gosta, assistindo uma série que você gosta, ao invés de necessariamente tá se debruçando sobre uma gramática. Seria mais ou menos isso a ideia aqui também. >> Eu acho que a resposta pode ser, não é tão simples assim, né? Aprender uma língua, ela pode ser fruto de várias metodologias trabalhadas de forma separada ou trabalhadas de forma mais conjunta. Há uma tendência mais moderna de tornar o aprendizado da língua, inclusive a língua grega, hum, muito mais no seu aspecto orgânico, onde todo o trabalho de construção de conhecimento gramatical está intimamente relacionado com o como essa gramática acontece na vida real, no texto do grego do Novo Testamento. Então, não adianta você memorizar paradigmas que não ocorrem no texto bíblico, por exemplo, com palavras que não ocorrem lá. Então, há uma convergência e uma tentativa muito boa de isso acontecer. Ah, na medida em que nós temos um texto que privilegia a leitura, nós temos aí algo muito relevante acontecendo, porque nós somos, ah convidados a fazer aquilo que deveria ser o aspecto primordial da aprendizagem, da aprendizagem de qualquer língua original bíblica, que não é decorar paradigmas ou conceitos gramaticais, ainda que isso seja muito importante, ainda que isso Isso nos facilita a própria leitura do texto, mas o mais principal é a leitura do texto. Então, como essa leitura é pensada? Ah, tem aspectos interessantes, por exemplo, nessa edição, porque ah, a língua é dinâmica, certo? A língua é dinâmica. E nós temos, por exemplo, nas edições críticas, por exemplo, Anessa Alland, já todo um trabalho de uniformização, talvez, de palavras que têm, por exemplo, grafias diferentes ao longo de vários manuscritos e ao longo de tempos, né? Há um trabalho de harmonização de forma, por exemplo, evitarse iotacismo, coisas assim, né? Um e iota faz diferença ou não. O texto que nós temos em mão, publicado pela Tindo House, ela traz características de uma forma talvez mais antiga, né? Ã, mantendo algumas formas de se escrever, né? Algumas letras da a o que nós falaríamos de forma fácil. no como se soletra uma palavra, muito mais próximo do que era a convenção na antiguidade, do que talvez ah depois de passar por um período já de acomodação e de harmonização e de edição mais forte do texto. Então, essas e outras questões nos levam a pensar que esse texto é um texto muito importante, não somente no aspecto de você aprender a língua, de você treinar a língua, mas também no aspecto também mais amplo de você conhecer a própria tradição, a história e de como essa língua foi se desenvolvendo ao tempo, porque existem variações em um manuscrito que não existem em outras e assim por diante. Lógico que essa edição vai privilegiar os manuscritos mais antigos, mas isso aí pode serverificado. >> Sim, sim. Muito interessante. >> Esse esse é um elemento que é a ao mesmo tempo um ponto muito forte e um ponto muito fraco pro leitor novo. Muito forte. >> Olha pro leitor novo. Claro, >> porque pra gente que tá olhando o essa que a gente que já conhece um pouco da da história da língua, as diferentes ah movimentos históricos influenciando a grafia, né? por exemplo, convenção de como palavras eram escritas, elas são regionais. Não existia um um grande acordo da gramática ou da lexicografia no mundo antigo. Eles eram meio que regionais, eles representavam fonemas muitas vezes como eram falados. Então, diferentes regiões do mundo, você vai encontrar diferentes grafias. E é por isso que essas grafias são diferentes nos manuscritos que nós temos, né, que sobreviver. >> Sim. E em alguns desses casos a gente consegue explicar exatamente o que aconteceu. Outros casos a gente tem um pouquinho mais dificuldade, mas faz parte do entendimento da história da língua, da influência a dos da dos outros idiomas a no modo como o grego foi escrito. Ah, e tudo isso pra gente que gosta desses detalhes é impressionante. Então, você encontra o mesmo verbo sendo usado com duas grafias na mesma edição de propósito, você fala: "Uau, que bacana. Eles estão dizendo pra gente que os manuscritos tinham diferentes formas de ler esse verbo. E meu meu olhinho brilha, eu falo: "Nossa, que que incrível". Mas o leitor novo, ele vai falar assim: "Mas por que que isso que aconteceu, professor?" [risadas] >> É, eu não vou achar no dicionário essa forma. >> É exato. Aí eu chegava pro, eu lembro de fazer perguntas desse tipo, né? A pros me pro Daniel Walas em particular e a resposta dele era clássica. ele falava assim: "Eh, é dessa maneira porque assim que as mães gregas ensinavam seus filhos." Ou seja, não sei. [risadas] E aí entra o que seria o desafio pro aluno novo. O primeiro contato do aluno, quando ele olhar essas diferenças e percebê-las, ah, ele vai precisar se perguntar o que que tá acontecendo aqui. Embora esteja explicado na introdução, ah, na introdução você tem um, dois exemplos de alguma coisa que vai se repetir algumas vezes no texto, né? E você vai precisar se informar a respeito disso. E é por isso que eles criaram no fundo uma sessão de lemas que são fáceis de visualizar. Então, quando você chegar numa dessas palavrinhas que mudou, eh, essa edição, eles já colocaram até isso pro aluno, para ele e no final ele vai encontrar um glossário mais expandido, onde o radical ou o lema, ah, que é a linguagem que eles estão usando nessa edição, ah, você vai encontrar o radical e as diferentes possíveis formações dessa palavra a no decorrer do texto. E isso pro aluno vai ser incrível, mas ele vai precisar de um professor que vai dizer: "Olha para ele, olha, não se assuste com isso. Isso é só o comum, não fica preocupado." que tem hora que é e i e tem hora que é i só ou o contrário. Isso acontece, acontece com muita frequência, faz parte do desenvolvimento da língua. Ah, e eu vou dar mostrar para você, tem um manual aqui no fundo, você vai você vai tirar isso aí de letra. >> Legal. Essa é a parte do da sessão de formas observáveis para lemas, né, que nós encontramos ao fim, certo? >> Legal. Legal. Inclusive falando dessas sessões do livro, né, destacando aqui pro pessoal, né, quais são as sessões que nós encontramos no livro. Nós temos aqui logo no início o prefácio, introdução e aí vem o próprio eh texto grego do Novo Testamento. E ao fim a gente tem três apêndices ou ah eles preferem dar o nome apêndice especificamente para um, mas em resumo, temos esse de formas observáveis para lemas que fala justamente do que vocês acabaram de descrever. E depois a sessão de glossário, que vai apontar para esses lemas que mais se repetem, certo, na no Novo Testamento. E por fim, o Apêndice, onde ele vai falar de coisas, de uma coisa que eu vou, a gente vai conversar depois aqui, mas de alguns textos que são removidos, né, do texto em si. Essa palavra exato. Por isso que eu quero eu quero trazer depois. Eu quero trazer depois para não ficar mal explicado, né? Para não assustar ninguém. Não se assustem. a gente vai ter explicação sobre esse comentário, mas basicamente essas são as sessões e as notas de rodapé que nós encontramos ao longo da leitura, né, Marcelo, que você tava mostrando aqui, o Paulo também mencionou, eh, elas vão falar dessas palavras que não necessariamente se repetem tanto quanto as que estão no glossário e vão tentar nos ajudar a entender melhor o texto, certo? Basicamente essa estrutura do que nós temos em mão, certo? Certo? E eu acho que é uma edição que realmente privilegia a leitura, porque comparando com o seu original em inglês, nós temos uma preocupação muito mais acentuada para que o aluno simplesmente leia o texto. em outras versões da mesma edição da mesma edição, né, nós temos até a questões de aparato crítico, né, bem mais resumido, presente, por exemplo, na versão em inglês original, onde em cada página você tem você tem explicações textuais, tá? Mas como a ênfase é a leitura, né, então essa parte mais textual foi realmente substituída pelas glossas, né, pela parte de vocabulário, que é o mais importante para que você tenha uma certa fluência na leitura. >> Muito bom. E vamos falar de algumas outras particularidades que podem chamar a atenção do leitor. Uma que eu acho que é a uma das primeiras assim que se destaque para mim logo quando você pega o sumário é que a ordem dos livros está diferente do que seria a ordem canônica mais comum para as nossas bíblias, né? E por que isso mostrar isso aqui >> como é? É, >> eu não sei se eu consigo nem mostrar isso, mas é realmente muito interessante, né? >> Eu vou tentar colocar na tela. Vamos ver se sai aí na tela na na edição. >> É porque é realmente muito interessante, né? Uma das coisas que a gente esquece é que canon é para nós uma informação definida. Uhum. >> Tá? Nós temos esse conceito de canon muito bem femado. A primeira vez que a gente pega numa Bíblia, a gente tá segurando um canon que tá bem definido e e para >> até traduz pra gente, Marcelo, vai que alguém não tá familiarizado. Desculpa te interromper, mas a palavra canon, o que é que ela significa? Do que é que a gente tá falando em geral aí? E é padrão. É essa a ideia de Canon. E e Canon nós usamos para descrever essa regra ou padrão dos livros que nós usamos. Aí a igreja e ela precisou debater quais eram os livros que seriam incluídos e não seriam incluídos. Ah, mas a gente pensa em Canon ou ou na nossa Bíblia completa com 66 livros, né? nosso Novo Testamento 27, nós pensamos numa era já de impressão em que nós conseguimos reduzir as letras, o papel é fino, fica tudo bonitinho, cabe numa edição de bolso, você pode fazer pequenininho para levar onde você quiser. O mundo antigo não era assim. Os papiros eram grandes, as folhas de papir eram grandes, as letras eram grandes, eles escreviam tudo em letras maiúsculas. Então, um livro do Novo Testamento ocup ocuparia eh espaços muito grandes. Então, era comum que eles guardassem livros do Novo Testamento por coleções. Então, com raríssimas exceções, nós não temos manuscritos com todos os livros do Novo Testamento. Por exemplo, nos primeiros quatro séculos, nós só temos dois. No quinto século, nós teríamos talvez aí mais dois, ou talvez três, dependendo de um deles. OK? quatro ou cinco manuscritos dos primeiros 500 anos da igreja com todo o novo testamento. Nós só vamos repetir esse feito no no ano 1200, que é o manuscrito 1424, que vai ter todo o Novo Testamento de novo, porque mesmo durante todo o período medieval, os textos eles foram armazenados em porções menores, que é o que você consegue costurar à mão. Então, os evangelhos costumavam ser costurados juntos. Então, os quatro evangelhos geralmente faziam parte de um desses textos. eventualmente com apocalipse, mas isso era incomum. Mas então nós temos os evangelhos. O segundo grupo de textos eram chamado de apóstolos. E se você pensar na lógica faz todo sentido. É o livro de Atos e o material de todos os outros dos apóstolos que são apresentados ali, as nossas epístolas católicas. É por isso que tem essa ordem diferente. E aí então vem os manuscritos de Paulo e e paraa igreja durante basicamente toda a história da igreja, Hebreus era de Paulo. Então Hebreus aparece junto com os documentos de Paulo e nós temos Apocalipse. Apocalipse era o livro que flutuava. Às vezes ele ficava com Paulo, às vezes com as epístolas pastorais, às vezes com os evangelhos, mas geralmente na parte final da coleção. Então apocalipse geralmente ficava no final da da da coleção de qualquer forma. Então essa maneira de organizar que nós vamos ver no texto da Tindale representa esse sentimento antigo da igreja de organizar por grandes sessões. Então nós vamos ter os evangelhos, os apóstolos, Paulo e Apocalipse. E essa foi a ordem com que os livros foram lidos basicamente durante toda a era dos manuscritos da igreja. Eles eram organizados assim. Se você abrir hoje qualquer site, qualquer documento que ensina você a ler os manuscritos ou conteúdo dos manuscritos, você vai encontrar as letrinhas, ah, esse aqui é o manuscrito tal, letrinha e a p, que é evangelho, apóstolos, aí Paulo e Revelations, Revelations que vira Apocalipse. É, essas são as letrinhas que descrevem o conteúdo porque os manuscritos gregos eles eram organizados assim. A a e a edição da Tind traz isso pra gente. E eu acho, eu novamente, eu como professor de grego, professor de crítica textual, eu fico encantado com isso, sendo apresentado nessa. >> Você gosta dessas particularidades, né? Você gosta dessas, é fascinante. É fascinante. A gente presume que o mundo sem sempre foi como ele é agora. E ele sempre foi assim, né? Todo mundo sentou todo domingo e leu os mesmos 27 livros todas as vezes, né? E não foi bem assim. a gente tem várias nuances nessa história e é interessante de observar. Aí eu acho que nesse sentido o texto da Tind House é um grande ganho para nosso entendimento aí da tradição ah canônica do Novo Testamento. >> Legal. E Paulo, agora eu queria perguntar para você uma outra particularidade dessa edição que eu achei interessante, que é a maneira que eles estruturam os parágrafos, né? Na verdade, eu queria que você falasse do aspecto geral, né? de como essas divisões de parágrafo são pensadas, mas também com eles dividem eles, porque eh normalmente a gente tá acostumado com aquele padrão em que a primeira frase do parágrafo ela vai mais para dentro do texto, ela vai recuando mais pra direita, mas aqui ele faz o contrário, ele coloca ela mais no início, mais pra esquerda e o restante do parágrafo inteiro, aqui não tá dando para ver, vou ver se eu consigo colocar na edição, mas ah, fica o restante do parágrafo inteiro, ele fica mais paraa direita, é o contrário. Então, por que essas duas questões? Como é que é feita a divisão dos parágrafos pensada? E por que dessa estrutura? >> Primeiro a gente tem que dizer que parágrafação ou a arte de colocar em parágrafos é algo muito posterior ao texto original, >> tá? Então, se você pega os textos mais antigos, nem em codice, mas ainda em formato de papiro, você vê um texto simplesmente corrente, às vezes sem espaçamento, não tinha pontuação quase que nenhuma na época. Então, assim, o leitor tinha que se virar nos 30 para saber o que que Paulo tava querendo escrever e qual que era a ordem e a lógica da conexão entre as ideias. Então, ao longo do tempo, né, dentro do contexto da própria igreja, hum, muitas pessoas trabalharam em prol da nossa, de facilitar a nossa vida em termos de nós entendermos sentenças, blocos e o relacionamento entre eles. Então, a parágrafação, né, se nós podemos dizer assim, não é um aspecto neutro, tá? Ela depende de como as pessoas vão ler. E a própria paragrafação não faz parte daquilo que nós consideraríamos como o texto inspirado na sua forma mais original, >> tá? Nem parágrafação, nem versículo, nem capítulo, isso tudo é posterior. >> Mas você verá, né? Eu acho que até >> ah, o sor pode colocar na tela que a parágrafação tem um recurso meio que inverso do que nós estamos acostumados. Nós estamos acostumados com parágrafos cuja primeira linha ela está mais para dentro, né, para dentro da mais, né, do texto, lado do texto. E aqui nós temos uma paragrafação diferente quando a primeira linha está mais próxima da margem, né, distinguindo do corpo do texto. é uma forma de paragrafação que nós temos novamente expresso em grandes manuscritos que tinham esse padrão. Se não me engano, o próprio, eu não sei se o sinaético, mas o Vaticano tem mais ou menos essa formatação, em que deixava um pouquinho claro quais eram essas diferenciações, por exemplo, de perícope ou de grandes sessões do texto. Reproduzir isso pode nos causar um pouquinho de estranhamento, né? Mas eu acho que funcionalmente nos faz novamente vislumbrar aquilo que o Marcelo ele falou, de nós recobrarmos como que os antigos cristãos liam de fato os textos. Lógico que a gente não tem como fazer isso, né? Porque para fazer isso o texto teria que ser copiado à mão, né? Mas nós temos um texto impresso, mas as paragrafações, esses aspectos de conexão de textos, de sentenças, elas vão muito na direção do que era a convenção nesses primeiros séculos, onde nós temos aí essas práticas editoriais sendo sendo colocadas em uso, né? Eu até pesquisei, eu acho que essa até essa técnica de colocar a primeira linha deslocada mais pra margem, né? É a chamada ectesis, né? que é a que é você colocar a linha do novo parágrafo projetada à margem esquerda e as linhas seguintes voltam ao alinhamento normal, coisa que tá presente, como eu falei, nos principais unciais dos dos primeiros séculos. E assim, por que raios, né, os editores mantiveram o texto assim e não próximo ao que é a nossa realidade? Talvez, né, lendo a introdução e lendo um pouquinho sobre isso, talvez para refletir algumas práticas reais de leitura da antiguidade pra pessoa se sentir mais perto daquilo que era. Evitar impor ao texto divisões modernas mais artificiais, né? Nós temos as famosas epígrafes, né, nos nossos textos traduzidos, né, as epígrafes não são inspiradas, né, títulos ali das sessões. Isso >> é com exceção dos salmos, porque os salmos, né, a maioria dos salmos tem as suas epígrafes no próprio corpo do texto e também tornar visíveis unidades discursivas maiores, que na cabeça e no contexto dos copistas, dos primeiros leitores, eram conjuntos que não poderiam ser separados de forma que hoje nós talvez separaríamos, né? Então, a própria, os próprios editores diz o dizem o seguinte: "Esse parágrafo não é uma invenção moderna, dialoga com evidência manuscrita antiga." Então, tá aí para aqueles que gostam, para aqueles que querem entender o texto como ele é, >> né? Eh, é uma é uma forma aí até visual e gráfica de você entender como que as pessoas na antiguidade escreviam e liam um texto. >> Muito legal. Eu acho que essa é mais uma daquelas coisas que fazem seu olho brilhar, Marcelo. Mais uma daquelas particularidades que você faz, a eles fizeram aí. [risadas] >> É, eu ia falar dois duas coisas que me chamam muito atenção. Primeiro lugar é uma edição de leitura. Eles priorizam leitura. Ah, os textos críticos eles são cheios de símbolos no meio do texto >> e paraa leitura comum e até um pouco irritante. Ah, então quando você quer ler confluência, eu às vezes copiava o texto, jogava no Word, imprimia para não ter que ficar meio atrapalhando com todos aqueles >> Agora tá resolvido. Tá resolvido aqui, né, Marcel? Aqui agora você não precisa mais, você tem tudo. Mas pensa da seguinte maneira. a igreja primitiva se reuniria para fazer a a aquilo que eles tinham aprendido com os apóstolos. Eles leriam o texto inspirado publicamente. Essa era uma prática da igreja antiga. Que vai à frente, muito provavelmente vai ler o texto. Ah, e ele é um irmão comum da igreja. Talvez ele não fosse tão alfabetizado como hoje, né? Hoje você tem um pastor doutor na frente da igreja. Não era incomum ter presbítero iletrado dirigindo igrejas no mundo antigo. Então esse indivíduo que vai ler, ele ele é o leitor da igreja. Ele precisa ter na sua frente a melhor ferramenta paraa leitura. E onde que começa e onde que termina o texto? Fácil, ó. Eu vou puxar essa primeira linha pro início e você vai ler daqui até ali. Esse é o essa é a porção de texto que a gente vai ler hoje na nossa liturgia. Então, esse esse essa marcação que você vê ali já é o desejo dos escribas antigos para dizer pros leitores antigos, olha, aqui tem uma porção de texto do começo ao fim que cabe numa leitura pública da igreja, né? Posteriormente eles vão criar lecionários que fazem isso em bloco de uma maneira organizada, mas até a edição desse material exigia muito mais dinheiro com gasto muito mais amplo de material e de diferentes especialidade eh especialistas inclusive. Mas aí o o texto antigo da igreja eram irmãos comuns que precisavam ler a escritura. E o que você o que hoje a gente tá vendo aqui é é a tentativa de mostrar oralha. Essa daqui era uma uma uma porção de texto litúrgica que você vai ler do começo ao fim e que serve paraa edificação da igreja. Com certeza isso faz meu olho brilhar e com certeza eu fico animado de ver porque os se tinha alguém que tinha acesso a um modo de pensar mais próximo dos nossos autores são os escribas antigos. Os editores modernos, eles vão com todas as ferramentas da exegese e ler todos os textos, eh, considerando seus versículos. E versículos são divisões artificiais de capítulos que foram artificialmente divididos. Então, voltar a ler ao texto em grandes parágrafos é um é um para mim um grande ganho da edição. Favorece a leitura e me lembra do caráter litúrgico do texto. Esse era o texto lido pra igreja. Agora pro nerd de plantão, a o Paulo falou: "Olha, isso aqui é baseado nos melhores manuscritos, ah, nos manuscritos mais antigos, né? Mas eles sempre concordam, não? Os manuscritos antigos nem sempre concordam com as divisões de parágrafos. Eles não são unânimes. É por isso que se você pegar uma edição tipo UBS, você vai encontrar além do do da do aparato de variação textual, você vai encontrar embaixo pequenininho o aparato de parágrafos. E é incrível observar o quanto das nossas edições se parecem com outros outras tradições textuais, né? Então, olha, algumas alguns manuscritos colocam um parágrafo aqui. Aí você vai olhar lá embaixo na nota de rodapé, tem uma série de de edições modernas que fazem o mesmo. Você fala: "Puxa vida, que bacana poder observar isso". Porque parágrafos são interpretativos, acentuações são interpretativas, ah, vírgulas, pontos finais são todas interpretativas. Ah, e e faz parte do projeto da leitura do texto, investigar essas coisas e passar por elas. E esse texto de leitura vai favorecer muito isso pra gente, porque nós vamos voltar a alguns anos editoriais para relembrar o texto dos manuscritos e lê-lo de uma maneira mais clara. >> Excelente. Esse aspecto interpretativo do parágrafo a gente percebe até quando nós vamos pregar, né? E aqui eu não falo nem necessariamente daquele que vai recorrer ao grego para fazer a pregação, ainda que seja bom, mas a a pessoa vai ver onde é que vai começar e onde vai terminar a unidade de pensamento textual que eu vou expor pra igreja. E a gente vai olhando, a gente vai lendo o texto, a gente também leva em consideração os parágrafos feitos pelas edições que nós estamos comparando. Mas até isso às vezes a gente pode chegar e dizer: "Olha, eu vou concordar com essa edição hoje porque tá fazendo mais sentido pelo que eu tô conseguindo estudar aqui, ser a unidade de pensamento para expor." E às vezes, inclusive vocês falaram dos capítulos e versículos, né? às vezes, inclusive não tá nem respeitando a divisão dos capítulos que que foi feita ali. Às vezes a gente vários, tem vários, >> tem vários, mas não vamos falar mal disso hoje não. >> Exato. Contínua. Você passa por isso o tempo todo. >> Você fala: "Quero parar no meio desse versículo aqui hoje." [risadas] >> Ex. Exatamente, exatamente. Mas e isso não é um mau trabalho das edições, pelo contrário, eles estão se esforçando para apresentar um bom trabalho interpretativo e a gente vai tentar fazer também junto com eh outros estudos, materiais que vão nos ajudar. E aqui eu quero até fazer um um parêntese de de algo meu, né, eh, de conselho para outras pessoas que têm um nível semelhante ao meu de estudo, que é tomar cuidado com a crítica que a gente oferece para edições e traduções, né, que nós temos, que às vezes a gente tem um nível muito básico da língua original e a gente quer fazer uma crítica a uma edição, uma versão que nós temos, como senão eles erraram muito aqui. É um absurdo eles terem traduzido assim, porque eu aprendi no meu léxico, no meu estudo aqui do da gramática introdutória que deveria ser assim. Então, eh, eu acho que esse é um cuidado que a gente tem que ter. Eu até acho que vocês têm coisas para comentar sobre isso, né? Vocês já devem ter falado isso, eu imagino, para alunos de vocês. Tô enganado. >> A gente já conversou sobre isso entre nós, mas a gente precisa de um outro episódio só, só para falar [risadas] essas coisas. Bom, vai exente lembrete, eu acho que vale dizer, é um excelente lembrete. Às vezes a gente tem, às vezes a gente super estima a nossa capacidade de conhecimento. Às vezes o editor tomou uma decisão que é diferente da que a gente tomaria, simplesmente porque eu não sei quais eram os fatos na mão do editor quando ele tomou aquela decisão. E às vezes a ignorância é minha, eu só não sei. E e a gente tem que lembrar disso. o pessoal que tá fazendo esse trabalho, eles não começaram a fazer ontem, eles não saíram da quarta série. Ah, ele é um time de gente especialista que dedicou a vida para isso. Então, tem gente que estuda a que gastou a vida para identificar onde ficam os parágrafos. A especialidade do car. Ele escreve um manual que tem um guia de como ajudar você identificar os parágrafos, que são livros que você vai ler em alemão, em italiano, em francês, que não saiu aí em português para ser lido ainda. E talvez algumas dessas informações não vão chegar no púlpito de maneira nenhuma. Então, quando você vê uma idiossincracia de uma tradução, considere a possibilidade de que talvez os editores tenham tido acesso a alguma coisa que você não sabe, mesmo que você tenha tido uma excelente formação. >> Ótimo. Eu acho que é um bom adendo aqui pra gente colocar sobre a nossa humildade de respeitar o estudo dos nossos irmãos, aprendermos juntos, né? É duvidar de si mesmo também até nesse existe um aspecto em que isso é é bom, né? em conjunto com uma igreja saudável, onde a gente tá crescendo junto ali. Mas excelente. Agora vamos falar aí entra uma das coisas que sobre o duvidar de si mesmo de olhar para textos diferentes e interpretação e comparação textual é é tanto assunto junto que é é mais complexo. Mas vamos falar do apêndice, do apêndice desse material que apresenta, como eu falei, até usei uma palavra, um termo forte, que seria textos removidos, mas não é o melhor melhor ideia para descrever. Mas o que é que nós temos nesse apise? São textos que não estão ah que muitas vezes a gente encontra nas nossas traduções, as nossas versões em português, mas que aqui eles colocam separado no apice. Eles não removem completamente, mas eles colocam no apende. Então, só para citar alguns exemplos para quem tá nos acompanhando. Então, deixa eu pegar aqui um exemplo aqui. Mateus 17:21, Lucas 23:17 e muito provavelmente aquele que vai assustar mais, quem talvez não esteja tão familiarizado com essa questão, o texto de João 7:53 até o 811, tá? Então, ah, vamos entrar nessa questão. Por que nós temos esses textos no apênice? Eu queria que o Paulo começasse a falar, mas Marcelo também fica à vontade aí para adicionar eh seus comentários. Olha só, a decisão de colocar determinados textos nesse bendito apêndice, né, que nós temos na Team Day House, ah, não equivale, e é muito importante a gente bater nessa tecla, não equivale a rejeitar esses textos como se fossem heréticos, espúrios, irrelevantes ou até falsos. O movimento é outro. Trata-se de uma decisão estritamente textual e histórica, tá? não tem a ver com dogma, tem a ver com ciência de texto, tá? Ah, é um espaço de, vamos dizer assim, de forma simples, de honestidade eh, crítica, porque nós temos vários textos que nós temos nas nossas Bíblias, cujos manuscritos antigos eles não apresentam certas porções, tá? Certos textos. alguns deles que estão aí na no próprio apêndice, eh, ou eles estão ausentes ou eles aparecem com outro ordenamento ou com outras palavras ou segmentados, ah, ou surgem de forma explicada. Várias coisas podem acontecer. Alguns exemplos, vocês citaram alguns, mas nós temos o grande exemplo, talvez o mais famoso, que é o tal do final de Marcos, né? Nós temos algumas possibilidades de final, mas nós vamos falar, vai, o final longo de Marcos, de 9 a 20, que está ausente em pelo menos dois códices mais antigos, o sinaítico e o Vaticano, né? Fora outros, né? Ah, que também refletem essa ausência e estão presentes em manuscritos que nós chamaríamos de manuscritos mais recentes. Nós temos a também a perícope da mulher adúltera, né? João 7:53 a 811 também que está numa parte separada no no apêndice que parece refletir uma tradição antiga sobre algo que aconteceu sobre Jesus que não necessariamente fora escrito pelo evangelista mas que foi preservado pela igreja e inserido a posteriore no evangelho de João. Só porque isso aconteceu, isso quer dizer que esse texto é um texto inventado, é um texto falso? Não, muito provavelmente reflete uma tradição forte, tão forte, ao ponto dela ter sido incluída a no corpo do texto, mais de forma mais ah recente. Então, a questão é por simplesmente a gente não deixou, ou ele a gente não, né, eu não faço parte disso, mas por que que eles não deixaram, né? Ahã. Eu acho que isso tem a ver também com toda a parte de crítica, toda a parte de evidências, mas também toda a parte, vamos dizer assim, de reconhecimento histórico e do valor desses textos, né? Ah, esses textos simplesmente não foram eliminados e foram colocados no apêndice porque eles têm uso litúrgico ao longo da história, eles têm uso pastoral, eles têm uso de ensino, de catequese. Ah, imagina a história da mulher adúltera, o quanto isso não moldou o universo de pensamento dos cristãos ao longo dos séculos e faz parte real da recepção do Novo Testamento. Movê-los seria historicamente desonesto nesse sentido, seria irresponsável no sentido de você simplesmente tirar e sem dar explicação, trazendo danos inclusive pastorais. E seria também de um reducionismo acadêmico muito grande, porque se simplesmente considera um grupo de manuscritos como verdade e outros como totalmente relevantes. Você cai numa discussão meio que sabe, não bem equilibrada. A outra pergunta é: por que que colocar no apêndice não em colchetes como nós temos nas edições críticas aqui, que elas estão no corpo do texto, muitos deles estão no corpo do texto, né? >> Aham. >> Assim, é aquele negócio, o texto da Tinder House, ele tenta trazer uma tradição mais antiga, né, que privilegia a leitura. E os colchetes seriam algum tipo de ruído, vamos dizer assim, dentro do texto que privilegia essa leitura mais histórica, mais eh é mais inicial, criando talvez uma ambiguidade visual, confundindo leitores não especializados. Então, separou-se para efeitos de clareza, ah, por honestidade metodológica daquilo que o projeto desse, dessa edição propôs e de alguma maneira ensina aos leitores essa parte da crítica textual de considerar textos que em manuscritos antigos não estão presentes e que nos outros mais recentes estão presentes, levando aos pensando eles a pensar o porquê de tudo existe, tá? Mas nunca no sentido de desacreditar esse texto ou de considerar esse texto até como não canônico e não digno de ser apreciado pela igreja no seu uso litúrgico, no seu uso educacional, no seu uso catequético. >> Uhum. Marcelo, você quer acreditar? Tem outro, é, eu acho que tem um elemento prático aqui também. Eh, o que Paulo falou reflete um pouco do desafio técnico do entendimento histórico, mas existe um aspecto pragmático que fez um pouquinho tudo da diferença. A nossa versão em português é uma versão de leitura e como o Paulo mencionou, ah, talvez o uso dos colchetes fossem difíceis aqui, porque eles estão querendo diminuir os ruídos, né? Ah, mas na outra versão, que é a versão em inglês, que tem um aparato, ah, eles fizeram uma coisa diferente. Então, todos os textos que na nossa edição foram parar no final, eles estão em forma de nota de rodapé no texto abaixo, que aí não fica tão longe, não dá essa sensação assim de tão distante a do texto, ele continua lá. Mas na nossa versão, como a nota de rodapé é pra leitura, ficaram elas foram preferidas a as leituras a críticas aí que seriam colocadas em outro lugar. Então existe um elemento prático. Você ter que aumentar o número de rodapé, de nota de rodapé, a se aumentaria aí o espaço da diagramação. Isso tudo complica tecnicamente a edição e faz uma diferença bem grande na hora de produzir esse material. Então, na versão de leitura, só favoreceu-se a as questões relacionadas a a à leitura do texto. E os as questões críticas, elas não são discutidas. Então, não existe apresentação de aparato crítico, de manuscritos que dão a suporte para cada uma das leituras escolhidas, exceto aquelas que seriam omitidas ou colocadas em nota de rodapé no texto principal, que é o que acontece na versão que nós temos em inglês. Então, existe um aspecto pragmático também. Ah, então quem quiser um pouquinho mais de informação sobre isso, pode buscar a versão em inglês. A versão em inglês está disponível de maneira digital no logos ou ou física como essa aqui. Ah, e pode também se tiver aí, tem que ser pro nerd de plantão. Eu só tenho a forma digital desse aqui. Eu vou mostrar no meu no meu tablet. >> É isso. Eu tenho também, ó. Eu tenho porque eu comprei, tá? >> [risadas] >> Exato. Exato. Esse aqui é do Logos, que chama Introdução ao Texto grego. E nesse daqui, excelente, excelente, >> é, nós temos a explicação dos editores do o porquer algumas dessas coisas. Então, o metodologia deles eh não é uma metodologia ah crítica nos moldes da UBS e da Nestle Alland, mas é uma metodologia crítica. Eles também fazem avaliações a relacionadas ao texto. Eles precisam tomar decisões. E o capítulo quatro desse livro, ele oferece quatro princípios que norteiam as decisões que eles tomam. Por exemplo, o primeiro ponto para eles é o conhecimento das evidências externas. Por exemplo, onde estão os manuscritos? Onde eles foram escritos, onde eles estão armazenados. Ah, uma coisa que é bastante característica dessa edição é qual que é o perfil do manuscrito ou o hábito do escriba, o que que esse manuscrito ele tem o hábito de fazer, ah, grupos de manuscritos, como eles se relacionam. Ah, e tudo isso vai fazer parte de um de eh desse processo de avaliar, não é somente a data, não é somente o texto. Você precisa aprofundar no conhecimento desse ah desse documento. E aí eles vão considerar questões relacionadas ao processo de cópia, que seria o segundo estágio. Ah, para eles, como que esse texto escrito poderia ter vido a a ser alterado? que tipo de erro ele pode ter cometido ou com a mão, ou com o ouvido, ou com a visão na hora de copiar, que poderia influenciar a isso? Será que a mente do do eh escriba pregou uma peça e ele na hora que copiava o texto de Marcos, colocou um pouquinho do texto de Mateus junto, porque ele tinha memorizado aquele texto e assim por diante, né? Ah, questões de conhecimento de padrão de cópia, como é que como é que se copia textos? Esse é um texto que ele tá copiando um a um. É ele o manuscrito ou ele tá numa sala com um monte de gente eh recebendo uma leitura e e ele tá ouvindo esse texto? São são questões importantes para serem consideradas. E por fim, são as questões da das influências possíveis do texto. A harmonização é talvez a mais forte a a influência que o texto pode ter, que é quando você pega o texto de um outro evangelho e coloca a ele em a numa passagem similar e você harmoniza o texto, porque agora eles ficam super parecidinhos. e liturgia, o uso litúrgico da igreja fez isso muitas vezes. Então, se o estudante que pegar a nossa a nossa edição e olhar no apêndice, ele vai encontrar um pouco disso. Por exemplo, o primeiro exemplo é Mateus, capítulo 6, versículo 13, que nós temos a doxologia ah da oração do Pai Nosso, que muito provavelmente, pelo menos a perspectiva dos editores, elas eh elas ah fazia parte da liturgia da igreja e não do texto original, por isso que ela tá no apenas. Então são influências litúrgicas influenciando o texto. Ah, se você lê Mateus capítulo 18 versículo 11, a o texto apresentado aqui em Mateus é o mesmíssimo texto de Lucas 19:10. Ou seja, aqui nós temos eh muito provável a inclusão de um texto a de um outro evangelista no texto de Mateus, as famosas harmonizações. Então, quando eles decidiram colocar essas essas notas pra gente, eles estão dizendo que decisões textuais precisaram ser tomadas. Existem questões práticas, né, como eu mencionei, mas existem questões técnicas que são essas que a o Paulo apresentou pra gente aqui. E esse conjunto de avaliação deu para eles uma a uma convicção suficiente para dizer que esse texto provavelmente não representa o texto original. Não que eles sejam, como disse bem disse o Paulo, né, eles não são espúrios ou ou corrupções no sentido no sentido básico do tema, mas que eles não seriam o texto originalmente lido ou o mais antigo texto lido, como eles têm aqui. Se e se um o aluno, o curioso de plantão tiver afim de fazer um exercício, ele pode pegar essas mesmas passagens que são apresentadas aqui e comparar com as edições contemporâneas que nós temos. Se você fizer isso, você vai perceber que as nossas edições contemporâneas estão bem parecidas com que a o que nós encontramos aqui, exceto com a perícope adulterá, né, essa períqu a a a exceção, é a grande a diferença dessa edição para qualquer outra, né? Nem a Nestle Alland coloca na nota de rodapéis colocar. Ah, mas no resto você vai perceber que as nossas edições contemporâneas elas estão bem próximas disso que já está sendo apresentado aqui. >> Interessante demais. Eh, um parêntese aqui no que vocês falaram é que Marcos, o final de Marcos 16, que o próprio Paulo mencionou, eles deixam, mas eles deixam separado por o que parece ser um comentário ali, né? Um um epígrafe e um título ali dividindo o texto, né? Mas eh a gente consegue fazer um breve comentário sobre isso, sobre a razão de tá, eu imagino aqui, né, pensando até questões práticas que seja porque ainda dá para deixar na leitura conectado enquanto que tirar o texto de João é no meio, né, do evangelho. Mas eu não sei se vocês viram isso. >> É aqui. Ah, tô vendo aqui agora, ó. Tá vendo? Não sei se os leitores, os nossos ouvintes vão conseguir ver, né? Mas antes, no final longo, existe uma pequena nota que é a nota que está presente no manuscrito no minúsculo. É um manuscrito um, que é um manuscrito inclusive usado por Erasmo de Rotan na produção, ah, do texto que nós temos, do texto recebido, né? >> Ah, mas é basicamente uma nota dizendo, olha, esse texto não foi lido, não, não era encontrado nos manuscritos mais antigos, mas era usado na leitura da igreja. >> Sim. Sim. Então, o o essa nota é uma reprodução daquilo que um manuscrito aí, não vou lembrar a data dele, eu vou dizer 12º século, primeiro século, mas alguém pode me corrigir depois. >> Ah, mas que o escriba daquele período já dizia, olha, não tava nos mais antigos, mas ele era lido pela igreja. E ele continua >> a a com o texto querendo dizer, é, para continuar sendo lido pela igreja. >> E seguindo a tradição desse manuscrito, eles fizeram a mesma coisa. Sim. e me e me parece pode falar. É interessantíssimo a gente ter esse tipo de reprodução, inclusive desse comentário de um copista, [risadas] porque eh nos manuscritos, quando nós vamos ver original mesmo dos manuscritos, nós temos vários comentários desses que aparecem por vez ou outra no corpo de alguns textos importantes e que nas nossas versões elas simplesmente não são colocadas por vários motivos, né, até para privilegiar o próprio texto. Mas essa reprodução é muito importante para você ver até como que os copistas lidavam de forma textual, registrando muito dos seus, muito dos seus, né, das suas ideias ou das suas formas de entender o texto, né? Ah, fenômeno igual, né? Fenômeno igual, não, mas fenômeno semelhante, muito mais frequente, acontece nos textos do próprio Antigo Testamento, onde nós temos dentro do da tradição massorética vários tipos de anotações que não são texto canônico, mas que são muito interessantes e que não são traduzidos, porque aí seria outra coisa, né? Então você acaba vendo como que a dinâmica da leitura e da recepção acontece em certos manuscritos por causa de dessas observações. >> Sim. E eu queria fazer um aspecto, um comentário aqui prático de aplicação até até devocional, eh, que é o seguinte, né? Você olha para um texto desse e quem não tá tão familiarizado com uma crítica textual, com uma escritologia e tal, eu lembro a primeira vez que eu tive contato com qualquer comentário que mencionasse que a gente tinha divergência sobre alguns textos quando eu comecei minha caminhada na conversão e aquilo me impactou, né? Nossa, a gente tem textos que a gente não tem certeza, então, se faziam parte do original e tal. Mas, cara, olha isso. Eu acho que essa edição, ela trouxe um aspecto de aplicação que eu achei legal. É uma folha. É uma folha. São duas páginas. Então você pega o Novo Testamento grego inteiro com conteúdo e mais conteúdo, páginas e páginas da palavra de Deus. E a gente tem uma página aqui que a gente uma folha aqui que a gente tem uma dúvida mais séria de um conteúdo maior sobre se ele faz parte ou não do que seria o texto original. As outras coisas são coisas pequenas. Então eu acho que isso tem uma aplicação assim que eu eu gostaria de destacar. Talvez eu até chamasse atenção alguma pessoa da minha igreja que esteja vendo esse podcast. Eu digo: "Olha só, a gente tem um texto confiável. a gente tem uma comparação textual que nos mostra que nós temos um texto eh nas nossas versões que é confiável do que seria o texto original. Não faz sentido isso. >> Posso fazer um adendo aqui? >> Sim, sim. >> Eu vou fazer um adendo curioso aqui. Eu eu concordo 100% com o que você tá falando. São realmente poucas coisas. Ah, são os críticos textuais que gostam de detalhes. Eh, o pessoal gosta de ver pelo novo, mas mesmo assim, mesmo os críticos textuais, mesmo aqueles que não confiam no texto, aí eu vou usar por exemplo aqui agora o Bartema no livro O Jesus disse e o que Jesus não disse. E eu vou ler para vocês o que que ele defende sobre o texto do Novo Testamento. tá no capítulo sete dessa edição que eu tenho em português aqui, página 187, ele diz o seguinte: "Pode, ol, lembre-se, é provavelmente o maior crítico textual anticristão ante Novo Testamento, tá bom? Ele escreveu basicamente para dizer pra gente que o Novo Testamento não pode ser confiável. Pelo menos as pessoas entenderam ele assim. Mas olha o que que ele fala sobre o texto. Pode-se dizer, eh, pode-se com tranquilidade dizer que a cópia de textos cristãos primitivos era de forma geral um processo conservador. Os copistas, fossem eles amadores nos primeiros séculos ou profissionais da Idade Média, tinham a intenção de conservar a tradição textual que estavam transmitindo. Sua preocupação fundamental não era modificar a tradição, mas preservá-las para si mesmo e para aqueles que viessem depois de si. Sem dúvida, a maioria dos copistas buscava fazer um trabalho consciencioso, certificando-se de que o textos que eles reproduziram era o mesmo que eles tinham herdado. Gente, [risadas] os maiores críticos >> só falta falar amém, né? Exato. Maiores críticos que a gente tem, eles sabem que o processo foi profundamente conservador, de que nós podemos confiar no texto. Existem desafios a serem estudados? Existem. Nós temos aqui meia dúzia no final que a gente precisa tratar com atenção. >> Ah, outros críticos vão apontar para um grupo um pouquinho maior de, mas mesmo assim eh eh ainda é um número menor que 1% de todo o texto. >> Sim. são questões que nós temos realmente dificuldade. Então mesmo uma leitura crítica consegue entender que existe um processo conservador de preservação do texto. Então essa edição acho que vem a confirmar isso e reforçar a esse sentimento que a gente tem de puxa vida, a gente de fato tem um texto muito bem preservado e ainda que nós tenhamos perguntas por resolver e temos mesmo, a grande maioria já tá resolvida. >> Amém. Amém. [risadas] Fica aí esse feedback, né? Ah, e aí para terminar, eu acho que teriam outras perguntas muito legais pra gente tratar aqui, mas a gente já conversou bastante. Uma última pergunta que eu queria fazer pro Paulo, mas de novo, Marcelo, fica à vontade para para você comentar, eh, que seria olhando para tudo isso, olhando para esse material, né? Eh, isso aqui é para todo mundo na igreja? Ou seja, eu acho que a pergunta maior, na verdade, é: todo cristão deveria saber o grego? E quais as vantagens de saber, né? Quais as vantagens de saber? >> Com o professor de grego, lógico que eu tenho que puxar a sardinha falar aqui o ideal no mundo tópico, né? >> Ah, sem >> sem nenhuma nenhum tipo de crise ocasionada pela queda do ser humano. [risadas] No mundo ideal, todo mundo deveria saber, inclusive grego e hebraico com toda tranquilidade. >> Aham. Mas nós não vivemos num mundo ideal e nem tão próximo disso. Temos muitas outras demandas. Eu diria que eh saber grego ou não cai naquilo que nós chamamos de obrigação moral, nem uma obrigação universal, >> mas saber te coloca em certa vantagem, né? vantagem de você conhecer melhor as escrituras, de você ter uma ferramenta muito mais precisa na hora de manejar e também na hora de ensinar as pessoas. Porque quando você conhece algo escrito numa língua original, você ganha, em primeiro lugar muito mais sensibilidade às nuances, ao sentido das palavras, à aquilo que quer se comunicar, não somente por meio da gramática, por meio do uso de palavras e símbolos peculiares à aquela língua que não fazem parte do arcabolso léxico cultural. semântico da língua portuguesa, por exemplo. Então, nós conhecermos uma língua significa conhecermos a cultura, conhecermos uma visão de mundo muito específica. Isso nos ajuda a termos profundidade e nitidez na hora de entendermos as escrituras Sagradas. Você não vai perder em nada em conhecer a as Sagradas Escrituras no seu contexto traduzido em questão de salvação. A língua portuguesa, e eu falo isso sem medo de errar, a nós aqui no Brasil somos vanguarda de tradução bíblica no mundo. Poucos povos têm tantas opções e tem tantas coisas aí a oferecer, né? A gente fala do contexto ah anglo, né? Eh, eh, europeu, mas do Brasil não fica muito atrás. Nós temos ótimos pensadores, ótimos acadêmicos e leitores também muito exigentes, né, que faz com que nós tenhamos várias possibilidades de termos textos muito bons em língua portuguesa. E isso não vai ser não vai não vai prejudicar nada a sua salvação e o seu conhecimento de Deus. Mas aprender as línguas originais significa olhar com maior nitidez. você não tá mais assistindo o jogo de televisão numa num tubo, né, numa televisão de tubo. Tem um ouvinte que não vai nem saber o que que é isso hoje, né? você tava vendo numa televisão de 4K, 8K, 16K e assim por diante. Também temos aí a capacidade de avaliar com mais critério certas decisões de tradução. Eh, eu fico com muito pé atrás de pessoas muito críticas às nossas versões, falando a todo tempo, não, essa tradução tá errada, eu faria melhor. Bom, se a pessoa faria melhor, isso isso é muito discutível, né? Mas existe um >> faria melhor, vai e faz, né? >> É, vai e faz, né? faz os teu e apresenta cientificamente o seu trabalho, >> não tem problema nenhum. Mas esse ceticismo colocado nas nossas traduções é um ceticismo que, na verdade, quando você lê a o contexto original não é às vezes nem aquilo que as pessoas pintam ser de diferença. Caiem em termo, em em coisas relacionadas a nuances, a a determinadas perspectivas. Então, nós não precisamos ter medo. As línguas originais nos ajudam a ter essa percepção mais aguçada e também, né, a termos uma percepção exegética, interpretativa muito melhor, né? Ah, toda a tradução faz com que certas coisas fiquem no meio do caminho. Nenhuma tradução é perfeitamente fiel aos originais, no sentido de transmitir integralmente 100% daquilo que eh temos na língua original, né? Temos o essencial, temos o suficiente, temos. Mas existem muitas coisas que só olhando com atenção o contexto original, nós podemos efetivamente ter uma noção. Indo pro começo, é para todo mundo? Bom, bom fosse se fosse para todos, mas é essencial para pastores, para aqueles que querem manejar com fidelidade a palavra de Deus. Esses não t desculpa, ainda mais hoje em que o ensino das línguas originais eh está ao alcance imediato de qualquer um. Então, esses não tem desculpa. Mas quanto ao leigo, quanto a pessoa normal, tranquila, cara, leia fielmente a sua versão de preferência. Se puder, estude mais um pouco, mas não coloque isso como uma carga moral, mas como algo que seria eventualmente vantagem na sua vida você conhecer. Eu esses dias eu recebi um uma interação muito interessante. Uma mãe me procurou a dizendo que o filho dela de 16 anos, assim que viu o lançamento a desse Novo Testamento, falou: "Mãe, eu quero de Natal". Aí eu achei sensacional, né? Garoto 16 anos. >> Aí a mãe falou assim: "Que que eu faço?" Eu falei: "Ele lê grego?" Ela falou: "Não." Eu falei: "Então não compra, né? Ele não vai conseguir [risadas] ler agora. Que tal começar com curso de grego com o Paulo? Começa com o curso de grego. Compra o curso de grego e aí você lê o texto grego. Mas eu achei muito legal, >> cada coisa no seu tempo, né? >> Exato. Mas eu achei muito legal o ínpeto. Eu preciso aprender isso. Eu gostaria de aprender isso, porque isso que o Paulo falou é muito verdade. Existem muitas nuances no texto grego que a gente ganha a a partir do momento que a gente aprende. E para acessar a essas informações, a gente precisa conhecer a língua. Então, pastores, foi treinado em línguas e tá tá enferrujado, cara, esse é o Novo Testamento para você. Esse é o livro que você vai ler, porque vem com as com as a as traduções embaixo, vem com ajuda no final. Ah, e e tem uma série de recursos na sua página para que você não tenha que fazer isso com um computador ligado, porque a nossa maior distração são os digitais, os eletrônicos e as muitas demandas da vida. Vai sentar você, o senhor e os editores do texto para ler o texto. Vai ser incrível. pastores eh que gostam de que aprenderam esse um excelente livro, estudantes, ah, seminarista que vai fazer, ah, vai precisar comprar. Agora, você é um irmão da igreja comum a e gostaria de comprar, compra, vai, não, não vai te fazer mal, mas você não vai conseguir tirar dele a tudo que ele pode te oferecer, por causa que o primeiro degrau da leitura é o aprendizado da língua. E talvez isso que o Paulo falou seja um bom lembrete. Existem ferramentas para fazer esse aprendizado na internet. Existem seminários digitais que servem você digitalmente. A o Paulo tem vários cursos sobre isso. O seu curso é completo, né, Paulo? De grego. >> Meu curso de grego é. >> Então você vai do começo ao fim com Paulo aprendendo a ler desde o início. E se você vai iniciar esse curso, é excelente que você já tenha esse material em mãos, porque você vai treinar a sua leitura nele, só vai ter ganho ah para você, né? Então, ah, se você não sabe que presente dá pro seu adolescente de 16 anos, aqui, ó, fica a dica. [risadas] Ah, ele tá >> para que PlayStation 5, né? Para que PlayStation 5? Dá isso aí. >> Um Novo Testamento e um curso do Paulo que ele vai ser muito mais abençoado do que um >> Poxa, a vida Chocotone é mais gostoso, hein? >> [risadas] >> Mas, ó, o PlayStation 5 dá para se não comprar ele, dá para comprar os três, o Chocotone, o curso do Paulo e o Novo Testamento. Pronto. O curso inteiro. Dá para dá para comprar a biblioteca inteira do Paulo com preferência. [risadas] >> Que isso? Ó, pensa bem, tem algumas leituras falando sobre nuances, né, que o Paulo falou. Você pega o evangelho de João, que o autor tem a intenção de fazer a apresentação do ensino de Jesus sendo mediado pela má compreensão das pessoas. E se você não entende a má compreensão das pessoas, você não consegue se apropriar do recurso didático do autor do evangelho para te ensinar a profundidade do ensino de Cristo. Você fala: "Ó, Jesus tá conversando com Nicodemos e de repente Jesus fala sobre tem que nascer de novo". Aí de repente ele fala: "Tem que nascer do alto". Aí você fica no meio daquela conversa. Como que isso aconteceu? É que tem um trocadilho na língua grega. Tem uma uma palavra que é ambígua ali. A palavra anoten é a palavra que significa do alto ou de novo. Então Jesus fala: "Você tem que nascer anotem". E aí Nicodemos fala de novo? Jesus fala não do alto e você só vai sacar que tá rolando essa dinâmica ali de de mal entendimento e explicação como um recurso de aproximar o leitor que não tá entendendo o ensino de Cristo Jesus como uma oportunidade de apresentação da e com clareza do seu ensino. Se você não consegue entrar no Novo Testamento você não vai entender essas nuances e não vai perceber essas nuances. Então, todo mundo poderia ganhar com estudo. Ninguém vai sair perdendo se estudar mais grego, se conhecer mais as línguas originais, mas a gente sabe que esse não é para todo mundo. Então, todo aquele que quiser conhecer mais do ensino do Senhor, as suas nuances, a estão convidados a a conhecerem mais o texto grego. Ah, e aqui tá que nós temos uma excelente ferramenta para ajudar nesse processo. >> Meus irmãos, obrigado por essa conversa. Aqui nós temos realmente um ótimo material. A vida nova também tem gramáticas introdutórias que ajudam. Tá aí o curso do Paulo. Marcelo também fala bastante coisa. Inclusive a gente falou, né, Marcelo, no sobre manuscritologia. Tem também aulas tuas sobre manuscritologia também para quem quer aí um nível também a mais. Aí são várias coisas que vão se somando, né? Vão se a a gente pode ir aprofundando e usando a nossa mente paraa glória de Deus. Apesar de que nós continuaremos cristãos se meditarmos na palavra de Deus em português também e podemos ser eh abençoados e edificados por ela. É isso aí, pessoal. Deus abençoe vocês. Eu agradeço por esse tempo junto. Marcelo, últimas palavras então aí por essa participação. >> Queria terminar agradecendo, né, o convite. Foi uma conversa muito bacana, reencontrar o Paulo, a oportunidade de falar sobre o texto do Novo Testamento, os detalhes que chamam atenção. Ah, mas eu gostaria de de deixar bastante claro que o nosso estudo do idioma original, nosso conhecimento da sua leitura, ele tem que nos levar paraa edificação, na proximidade de Cristo Jesus. É um trabalho de operação do Espírito Santo. Não é academicismo por vanglória ou por conhecimento. É um é por realmente a aproximar a nossa vida daquilo que o Senhor espera de nós. E eu acredito piamente que o conhecimento das línguas originais elas favorecem esse processo de maneira muito importante, não só nas pregações, mas também na vida pessoal. Então não despedicem oportunidades de conhecer mais sobre a palavra do Senhor, especialmente nos idioma original. E se você tiver oportunidade, faça o seu curso, estude, compre a esse Novo Testamento, que vai ser de grande valia pro seu desenvolvimento espiritual também. >> Muito bom tá aqui conversando com vocês sobre um assunto tão legal, né? Pelo menos a gente acha legal, né? Espero que os nossos ouvintes tenham achado também muito interessante. E aproveitando que nós estamos aí no espaço da Vida Nova, a Vida Nova deveria fazer, aproveitando esse podcast, um pacote de Natal. Qual que é o pacote? é o Novo Testamento em grego e a gramática no sonhos de grego bíblico, que é publicado pela Vida Nova, que é a gramática que nós temos sendo utilizada na maioria absoluta dos seminários do Brasil para aprender e para ensinar grego. Então, se você quer ler isso daqui, é fundamental você ter noções do grego bíblico, como o seu manual, você vai aprender gramática, você vai aprender as nuances, vocabulário, tudo tá lá. Então junta tudo, quer dar um presente Natal, então pro para esse adolescente aí, né, Bert? Dá junto com a gramática que pelo menos você tem a garantia ou não, né? pelo menos ele tem a ferramenta na mão de que ele vai aprender para depois ler. E toda a finalidade do que nós fazemos não é para ficar remexendo em coisas apenas acadêmicas, é para ler. É para ler a palavra de Deus, é para ler a Bíblia, é para ler o Novo Testamento e ser transformado pelas Sagradas Escrituras na operação do poder do Espírito Santo. E é nessa direção que a gente sempre tem que ir. >> Excelente, gente. Muito obrigado mais uma vez, viu? Você aí de casa que nos ouviu, ficou interessado em adquirir esse material, Novo Testamento Grego, edição de leitura, ou em realmente começar a aprender o grego e então passar para essa fase aqui. Você tem ferramentas que foram recomendadas, a gramática da vida nova, nós temos esse material maravilhoso chegando agora, lançado pela editora e você pode então desenvolver seu conhecimento para glorificar o Senhor. também aprendendo aqui um pouco mais do Novo Testamento em grego. E se você tem gostado dos nossos podcasts, que você deixa aí o seu like, deixa o seu comentário, deixa aí também recomendações de outros livros da Vida Nova que você gostaria que nós conversássemos aqui a respeito. E também dê uma olhada nas dezenas de outros episódios nós já gravamos, inclusive já falei aqui do outro episódio que a gente gravou com o Marcelo. Se Deus quiser, mais para frente a gente vai ter outros episódios com esses dois mestres aqui, esses dois feras. Então fica de olho, se inscreve na sua plataforma preferida para isso e é isso aí. Até a próxima. Deus abençoe. >> [música]