POR QUE OS EVANGÉLICOS TEM RECEIO DE ESTUDAR OS PAIS DA IGREJA? – WILLY ROBERT
14/01/2026
POR QUE OS EVANGÉLICOS TEM RECEIO DE ESTUDAR OS PAIS DA IGREJA? – WILLY ROBERT
A Reforma Protestante não foi o evento que deu início à Igreja de Cristo. Embora tenha sido fundamental para a saúde da Igreja, ela não foi o único acontecimento importante na história do povo de Deus. Neste vídeo, Willy Robert explica por que alguns cristãos evangélicos têm receio de estudar os Pais da Igreja, apesar do papel fundamental que eles desempenharam.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Agora eu quero fazer aquele retorno ao subtítulo, como eu tinha falado, que aqui o livro é Conhecendo os pais da igreja, mas o subtítulo faz questão de destacar uma introdução evangélica, né? E aí vem uma pergunta que a gente pode embutir nesse aspecto, que é: por tantos evangélicos têm receio ou desinteresse de se estudar sobre os pais da igreja ou sobre eh esse período da história? Isso é coisa de católico? Como é que nós podemos ter uma introdução evangélica a esses homens? >> Interessante, né? Eh, tem muito tem muito evangelho, tem muito protestante que ele pensa que a igreja eh de Atos dos Apóstolos ali, ela dá um salto para a reforma protestante, né? [risadas] E e não é, né? Eh, obviamente não é, né? >> Uhum. Eh, eu eu acho que existe um um preconceito e aqui bem no sentido literal desse termo, né, dessa palavra preconceito, exatamente porque as pessoas têm isso em mente. No geral, as pessoas têm isso em mente. Isso é coisa de católico, né? Principalmente quando vão estudar alguns alguns pais da igreja ou ou melhor dizendo, quando vão estudar até mesmo os credos iniciais ali da igreja que mencionam Igreja Católica, né? Ô, fazer um parênteses aqui, Will, desculpa te cortar. Aqui na igreja nós temos uma liturgia bem estruturada, né? Uma ordem de culto estruturada. E um desses momentos a gente tem a recitação, a declaração de algum símbolo de fé, algo que tem a ver com a nossa fé. Hoje, por exemplo, a gente tem seguido com o Catecismo Batista de 1693, mas houve uma época que a gente passou um bom tempo, assim, vários domingos seguidos, repetindo o credo apostólico, até por uma ideia do pessoal memorizar, mas eu lembro que muitas pessoas que foram chegando aqui na igreja, que vieram de outros contextos, ao ouvir o credo apostólico ser recitado no meio do culto, tiveram aquela impressão: "Meu Deus, eu tô numa igreja católica aqui, o que é que tá acontecendo?" [risadas] E aquele susto, né? Porque tem a ver com isso que você tá falando aí, desse dessa falta de percepção do que é que significa católico apostólico romano e católico no sentido universal, né? >> Exatamente. Exatamente. Eh, e assim eh é é um termo que eh ele como ele tá muito marcado, né? Ele gera essas reações mesmo, né? Ele gera essas reações estranhas na mente das pessoas. Mas é é um pouco disso que a gente tem. A gente tem esse preconceito, esse desconhecimento histórico, né? Eh, há também, vamos pensar assim, uma falta de formação histórica no sentido de que a a as igrejas não entram muito nessa questão. Então, quando você fala, por exemplo, que a sua igreja, ela tem esse esse costume de recitar esses credos antigos e principalmente preocupado com essa questão de memorização e tal, o que é algo extremamente necessário e saudável pra igreja, pra gente ver que eh eh a nossa origem não é em Martim Lutero, né? A nossa origem ela não é simplesmente na reforma, ela vem lá de trás, né? Então, enfim, é necessário fazer isso. Coisas que geralmente a gente não vê acontecendo nas igrejas, né? Essa essa preocupação, então, com olhar lá para trás e falar: "Irmãos, nós cremos na trindade". Um exemplo de eh eh como foi a sistematização dessa doutrina? Uma vez que nós não temos esse termo na Escritura Sagrada, como que foi esse trabalho de pegar esse tema, enxergar esse tema em toda a Bíblia, estruturar ele, os termos que foram usados e tal, como que isso aconteceu? As pessoas não têm essa preocupação, né? A gente fala de dupla natureza de Cristo. A Jesus é, as pessoas repetem, né? 100% homem, 100% Deus. Mas, mas isso sempre foi consenso. Será que eh eh houve algum ponto, algum momento que algumas pessoas pensaram diferente? Se sim, como que reagiram a isso, né? E isso eh eh nos pais da igreja, ao estudar os pais da igreja, estudar a patrística, a gente a gente aprende que Lutero, Calvino e outros reformadores citam por diversas vezes esses homens porque entenderam, beberam dessa fonte, entenderam que isso está diretamente ligado ao que a gente crê hoje, ao que a gente segue, né? Então, não é uma coisa de católico de forma alguma. Eh, penso eu, pelo pelo pouco que conheço os pais da igreja, mas penso eu que se os pais da igreja eh tivesse a oportunidade de ver hoje algumas coisas que o catolicismo romano faz, eles sabe, eles falam: "Ó, a gente não tem nada a ver com isso, a gente nunca ensinou isso, não foi isso que a gente tava falando, né, com toda certeza. E é algo que a gente precisa. a a o fundamento da nossa da nossa fé é a palavra de Deus, mas eh esse começou-se a se construir, a se edificar sobre esse fundamento e esse começo se deu com a obra desses homens, né? Então assim, é muito importante pra gente piedade, vida piedosa. Os pais da igreja escreveram sobre culto até eh até mesmo o contexto de perseguição em que viveram. Tem muita coisa ali que nos inspira muito. A a no livro aqui o autor cita, né, o caso de de perpétua, né, que foi martirizada e tal, e é uma história, enfim, é é é é chocante, né, e emocionante e tal. Então, assim, tem muita coisa ali que é preciso garimpar, que é necessário então tirar esse preconceito, né? Não é de forma alguma coisa somente de católico, muito pelo contrário, é coisa de cristão, né?