As Duas Árvores do Jardim – Davar Live – 20/02
21/02/2026
As Duas Árvores do Jardim – Davar Live – 20/02
– Canal Davar
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Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos aí à live. Como que vocês estão? Tudo certo? Eh, eu vou começar já pedindo para vocês me falarem como que tá aí o áudio e o vídeo, né? Deve est tudo certo. Eu imagino que sim. Nos vemos mais uma vez. Agora já passou carnaval, já passou tudo, né? Então, em tese, estamos de volta aí de vez. Eh, eu separei algumas coisas para conversar, até coloquei um título na live hoje, vocês viram. Eu vou tentar fazer isso, talvez até com as lives antigas também, colocar algum título de algum assunto principal, só para não ficar muito perdido, que a gente deixa só o nome da live e aí fica meio eh não dá para não dá para ter ideia do que que foi comentado nessa live, tendo só o nome lá, né? Então, eh, eu vou colocar uns títulos nas lives falando sobre mais ou menos o assunto que tá sendo falado. Então, vocês viram aí que eu coloquei as duas árvores do jardim. A gente vai comentar um pouco sobre isso, um pouco sobre leitura simbólica da Bíblia, um assunto que eu gosto, tenho falado algumas vezes, né, ultimamente. E aí eu vou falar sobre esse assunto e e fico aí aberto paraa interação de vocês, tá bom, gente? Então, vamos lá. Eu já vou começar porque aí a gente vai começando falando sobre um tema, aí a gente vai conversando e aí se alguém tiver mais alguma ideia, mais alguma coisa aí vai jogando aí nos comentários e e aí a gente vai interagindo, tá bom? Eu acho que eu tô vendo os comentários aqui, qualquer coisa eu tento ver em outro lugar. Então tá. Qual que é a questão que eu queria trazer para vocês hoje que eu tava pensando essa semana? Uma coisa que a gente comenta aqui de vez em quando, que é a ideia que às vezes a gente pergunta sobre um texto bíblico, né? Esse texto é literal ou ele é simbólico? E a gente fica com essa dicotomia, né? Como se fossem eh duas opções. Se você escolhe uma, você tem que rejeitar a outra. Se você escolhe a outra, você tem que rejeitar a uma, né? Então, a gente pensa no literal e simbólico como duas coisas antagônicas, duas coisas que são autoexcludentes. Mas o que é interessante, que eu gosto de trazer para vocês e gosto de pensar desse jeito, é que não necessariamente um texto que é literal, ele não é simbólico. E não necessariamente um texto que é simbólico, ele não é literal. Então, pra gente separar algumas coisas aqui, por exemplo, né? Às vezes Jesus contava histórias que não necessariamente aconteceram literalmente, que são as tais das parábolas, certo? Então, então, eh, as parábolas são histórias que não necessariamente aconteceram, mas elas têm um significado. Jesus quer dizer algo com aquelas histórias. Por outro lado, a própria história de Jesus, que aconteceu literalmente, é um fato histórico, ela tem um sentido simbólico, ela significa alguma coisa. A ideia de Jesus ter andado 3 anos e meio sobre a terra, pregado e morrido, crucificado e tal, isso se torna simbólico também. Então, é importante, é isso que eu queria que eu queria trazer para vocês, que o história literal que aconteceu de verdade, ela não necessariamente não vai ser simbólica. E uma história simbólica, não necessariamente ela não vai ser literal. Essas coisas elas são independentes, certo? Aliás, uma coisa simbólica é qualquer coisa que você atribua qualquer significado a ela, entendeu? Então, o simbólico é muito mais subjetivo. O simbólico depende do do da ideia que você atribui à história. Então, de repente você eh sei lá, você se tornou pai e quando você pegou aquela criança no colo pela primeira vez, aquele momento se tornou um momento simbólico para você na sua vida. De vez em quando você lembra daquele momento quando você pensa que você tem uma responsabilidade agora porque você ama alguém e tal, eu tô inventando agora da minha cabeça, mas entende que uma coisa que aconteceu de verdade na sua vida pode se tornar um símbolo para coisas que acontecem na sua vida depois. Na verdade, em tese, o nosso cérebro é simbólico. Então, tudo que acontece na nossa vida, a gente atribui um significado para aquelas coisas. Eh, se a gente não atribui, a gente acaba esquecendo, ela se torna relevante. Tudo que é relevante tem um significado associado, certo? Então, eh, uma história literal, ela pode ser ao mesmo tempo simbólica. Isso significa que a gente pode pegar várias histórias da Bíblia e entender o significado que tem nessas histórias sem entrar na questão da literalidade dela, entendeu? E é o que eu vou fazer hoje sobre esses dois elementos que aparecem no Jardim do Éden, essas duas árvores que elas representam coisas, certo? O as árvores do jardim do Éden, que são a árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. São duas árvores especiais na história lá de Gênesis eh 2 e 3. Essas duas árvores, elas têm ideias associadas a ela. Então, vamos lá. Tem um autor chamado Naum Sarna, né? E ele tem um livro chamado Understanding Genesis, né? Compreendendo Gênesis. E ele vai falar sobre essa ideia da história de Gênesis que tem a ver com essas duas árvores. E ele vai falar o seguinte, e eu acho muito interessante isso que ele fala, que ele diz que a árvore da vida ela representa a imortalidade. A gente já vai entrar um pouco mais nisso para vocês entenderem. E a árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal, ela representa a moralidade, né? O próprio nome da árvore já diz: "O conhecimento do bem e do mal, a oposição entre bem e mal é a ideia de moralidade em si. É a ideia de certo e errado, bom e ruim, bem e mal. É a moralidade, certo? É o é o que ético, é o que se deve fazer e o que não se deve fazer. Essas duas árvores, elas são temas que aparecem na história do de Gênesis. E o que na Sarna vai comentar é que a árvore da vida, sendo a árvore da que representa a imortalidade, ela acaba se tornando um tema menos importante e ela dá lugar à árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal, que é o tema da moralidade. Então, essas duas árvores representam uma mudança temática em Gênesis. Enquanto em Gênesis você começa falando da imortalidade, você começa introduzindo a ideia da árvore da vida, tá no centro do jardim, a árvore do fruto do conhecimento, do bem e do mal, ela toma o lugar na narrativa e a narrativa passa a ser não tanto mais agora sobre imortalidade, mas agora muito mais sobre moralidade, sobre o que que é certo e o que que é errado. Entendem? Eh, vamos lá. Árvore da vida. A árvore da vida é um tema recorrente na literatura do antigo Oriente Médio. Ela não aparece só na Bíblia, eh, talvez não necessariamente com esse nome, mas a ideia de uma árvore que tem um fruto. E esse fruto associado a uma serpente, ele dá a vida para as pessoas. é uma uma história, é uma ideia narrativa que aparece desde, por exemplo, eh a a Gilgamesh, né, a popé de Gilgamesch. Então, o que que é a história lá em Gilgame? Ele tá buscando a imortalidade. Quando ele percebe que ele vai morrer, ele parte em busca da imortalidade e ele descobre que existe um fruto que pode dar a imortalidade, um fruto, é esse fruto da vida e tal. E ele quando ele encontra esse fruto, o fruto é roubado por uma serpente. E aí ele tem que encarar a sua própria mortalidade, né? Um resumo bem grande, né? Eu nem entrei em temas principais, mas sobre a ideia da árvore da vida lá na epopeia de jogam, né? Eh, aí vai ter o comentário, gente que comenta que a ideia da serpente roubando o fruto da vida é porque você associa a serpente com a ideia de renovação, porque ela troca de pele, né? Então, seria por isso que na epopeia de Jgamche tem uma serpente roubando o fruto da vida e tal. Alguns dizem que, como a epopa de Game anterior ao texto bíblico, alguns vão dizer que essa história eh o autor de Gênesis meio que se baseou nessa história e tal, mas eu nem vou entrar muito nesse ponto, porque o ponto é que em Gênesis todos esses elementos aparecem de um jeito muito diferente, com significados diferentes, né? A árvore da vida, a primeira vez que ela aparece tá lá em Gênesis, capítulo 2, verso 9. Eh, em Gênesis, capítulo 2, verso 9, a gente já teve a criação do mundo. Eh, e ele vai falar aqui do jardim que Deus planta pro homem. E ele vai falar o seguinte: "Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista, boas para alimento e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal." Você vê que essas duas árvores já aparecem no mesmo verso, como se elas tivessem de alguma forma relacionadas, talvez antagônicas, né? É o que na Sarna de certa forma vai colocar, que uma dá lugar à outra. Existe um certo antagonismo que a gente vai comentar no final entre essas duas árvores. Vocês notaram aqui onde essa árvore aparece? Em que lugar ela aparece no jardim? árvore da vida no meio do jardim. Isso no capítulo 2, no verso 9. Quando a gente vai pro capítulo três, que ele vai falar do do da queda da humanidade, vai contar a história de Eva e da Serpente, eh vai acontecer uma coisa interessante. Eva fala uma coisa interessante. Então, Gênesis capítulo 3. Ah, deixa eu só mudar a minha versão aqui. Vou na Nova Almeida atualizada, que eu gosto mais. Eh, vou ler do desde o verso um, vai dizer o seguinte: "Mas a serpente mais astuta que todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: "É verdade que Deus disse: "Não comam do fruto de nenhuma árvore do jardim?" A mulher respondeu à serpente: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: "Vocês não devem comer dele, nem tocar nele para que não venham a morrer". O que o fruto que Deus proíbe e que e associa essa ideia de estar no meio do jardim é a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas quando Eva vai falar sobre a árvore, eh, aliás, a árvore que tá no meio do jardim, que Deus fala, como a gente acabou de ver, é a árvore da vida. Mas quando Eva fala da árvore do fruto, do conhecimento do bem e do mal, essa é a árvore que tá no meio do jardim. Ela toma o centro da perspectiva agora de Eva. Você vocês vem que interessante isso. Tem detalhes no texto bíblico que quando a gente lê assim por cima, eles passam despercebidos e eles podem ter ideias interessantes, como é o caso aqui, né? O, ou seja, a ênfase que Deus dá quando ele cria o jardim é na vida, é na imortalidade, na árvore da vida. A ênfase que a humanidade dá quando ela se refere a à árvore que tá no centro do jardim, é a árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal. Inclusive, existe até uma adição aqui na ordem de Deus que Deus fala: "Vocês não devem comer dele para que vocês não morram, porque do dia que vocês comerem, certamente morrerás", né? Eh, Eva vai falar o seguinte: "Vocês não devem comer dele, nem tocar nele para que não venham a comer, a morrer, né?" Então tem uma um uma história de ênfases que Deus coloca e que a humanidade coloca que Deus enfatiza. De todas as árvores vocês comem livremente, comam à vontade. Existe uma redundância aqui no no hebraico que seria mais ou menos comendo comereis. Que é o mesmo tipo de redundância que ele vai falar. Não comam da árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal, porque quando vocês comerem desse fruto, morrendo morrereis. vocês certamente morrerão. Eva muda as ênfases, né? Eh, ela não dá as ênfases que Deus deu de comer livremente e nem das consequências de comer do fruto que é proibido. E ela ainda aumenta, diz que você não pode comer no fruto e nem encostar nele. Então, as ênfases vão sendo mudadas. Mas é interessante aqui essas duas árvores com esses dois significados é que quando o fruto é comido, a morte é introduzida na realidade humana ali no na narrativa de Gênesis 3. E então a árvore da vida passa a tá fora do alcance da humanidade. Esse é um dos textos que eu acho mais significativos, que tá lá em Gênesis capítulo 3, os versos 22 e os versos 24, que ele vai dizer o seguinte: "Então o Senhor Deus diz: "Eis que o homem se tornou como um de nós conhecedor do bem e do mal. É preciso impedir que ele estenda a mão e tome também da árvore da vida, coma e viva eternamente. Por isso, o Senhor Deus lançou fora do jardim do Éden para cultivar a terra do qual havia sido tomado. E depois de lançar fora o homem, colocou deus querubins a leste do jardim do Éden e uma espada flamejante que se movia em todas as direções para guardar o caminho da árvore da vida. Existe um um elemento sobrenatural que é um querubim e uma espada de fogo. É interessante que o texto não fala que é um querubim segurando uma espada de fogo. É um querubim e uma espada de fogo. É como se fossem dois elementos separados e ambos guardam esse caminho da árvore da vida, né? Eh, o homem não tem mais acesso à imortalidade. Quando o homem se torna um ser moral, ele perde o acesso à imortalidade. Essas árvores, quando você tem acesso ao fruto de uma dessas árvores, você deixa de ter acesso ao fruto da outra árvore. Isso é extremamente interessante. A condição humana de um ser moral também é ao mesmo tempo, a condição humana de um ser que tem consciência da sua mortalidade. E existe de certa forma uma relação entre as coisas. O fato de sermos seres morais, da gente entender bem e mal nos faz também sermos seres que têm consciência da própria morte, da mortalidade e a consciência de como ela é inevitável. a consciência de que o fruto da árvore da vida está fora do nosso alcance e existe um querubim e uma espada flamejante impedindo a gente de comer novamente esse fruto. A nossa, a nossa natureza agora é uma natureza moral. E quando eu digo moral aqui é é no sentido de deliberação entre bem e mal. E isso nos torna distantes da árvore da vida. Um dia a gente vai retomar a árvore da vida. O que que é interessante é que eh eu gosto de fazer os elos entre Gênesis 1 a 3 e o finalzinho lá do livro de Apocalipse, no capítulo 21. O começo e o final da Bíblia tem vários elementos em comum, né? E um desses elementos, um dos mais importantes é a árvore da vida. A árvore da vida, ela não aparece mais na Bíblia inteira. você não tem ninguém falando nenhum acesso da árvore da vida. Tem lá um ou outro provérbio que tem uma expressão ali sobre árvore da vida e tal, mas não tá falando da árvore em si. É mais como uma metáfora. Ela só vai aparecer de novo na narrativa bíblica lá em Apocalipse que vai dizer o seguinte. Lá em Apocalipse, no capítulo 22, o verso 2, ele tá descrevendo a cidade santa que desce dos céus e no meio da sua praça e de uma e outra margem do rio está a árvore da vida, que produz 12 frutos, dando o seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvore são cura para todos os povos. Eh, a ideia também, como é descrito aqui, porque é uma árvore que está dos dois lados da margem do rio. Então, tem um rio e a árvore tá dos dois lados. É como na minha imaginação, pelo menos, né, o texto não vai explicar isso, mas é como se fosse uma árvore que tivesse um tronco que se abre e o rio passa no meio, né? Quase como se o rio fluísse também da árvore da vida, que o rio desce do trono de Deus na descrição aqui de Apocalipse. E não é uma vez só que ele vai falar, né? tem três menções eh a árvore da vida aqui no capítulo 22, assim como tem três menções à árvore da vida lá em Gênesis 2 e Gênesis 3. Eh, a segunda menção tá lá no verso 14 de Apocalipse 22 e vai dizer o seguinte: "Bem-aventurados aqueles que lavam as vestiduras no sangue do cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida e entrem na cidade pelas portas. O direito ao à árvore da vida, o acesso à árvore da vida é restabelecido lá em Apocalipse. E ele termina dizendo lá em Apocalipse 22 verso 19: "E se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas nesse livro." Ou seja, quando você altera as profecias que estão relacionadas ao tempo do fim, você também perde o seu direito de acesso futuro à árvore da vida. Ou seja, você não vai entrar nessa cidade, né? Você não vai fazer parte dessa descrição aqui de de Apocalipse 22. A árvore da vida representa, no final das contas, junto da ideia de mortalidade, representa o conceito da busca humana. De certa forma, a gente tá em busca da árvore da vida. A gente perdeu o acesso à árvore da vida. Existe um elemento sobrenatural que nos impede acessar a árvore da vida. E no final dos tempos, lá no final de tudo, esse acesso vai ser restabelecido e a gente vai conviver novamente com o próprio Deus e ter acesso a esse fruto que nos dá a vida eterna. Dessa forma, a árvore do fruto do conhecimento do bem e do mal deixa de ser um tema em Apocalipse. Se torna agora a árvore da vida. Vocês vem, né, esse movimento que na Sarna comenta lá em Gênesis que uma árvore tá no centro do jardim, é mais importante e depois a outra toma o lugar da narrativa. Parece que essa árvore, o fruto do conhecimento do bem e do mal, é o tema da história de toda a humanidade. Até chegar lá no finalzinho de Apocalipse, o tema volta a ser novamente a árvore da vida. E aí a gente volta a ter esse acesso e a gente não tem mais esse querubim, essa espada flamejante e a gente consegue ter de novo o acesso à imortalidade que Deus tinha dado originalmente à humanidade que foi perdido e que é restabelecida no final da história. Bom, gente, é isso. Eh, eu acho legal essa essa ideia dessas duas árvores, porque brinca com esses temas. A gente pode pensar muito sobre o que que representa a imortalidade, como ela aparece no texto bíblico, como essa árvore representa, é o que o Naun Sarna tava falando, como a dentro da narrativa da história, ela vai desaparecendo, ela vai deixando de ser mencionada e tal. Eh, e eu gosto muito da ideia do querubim com a espada flamejante, que representa a ideia de como é impossível você acessar a imortalidade. Você tem um anjo guardador e uma espada de fogo sobrenatural guardando o caminho da árvore da da vida. Você não tem mais acesso a esse esse lugar. Eu vou começar lendo dos últimos comentários, gente, só porque a gente tinha falado na outra live, né? Às vezes eu eu leio os comentários antigos e aí quando eu lendo o o os outros, os últimos tá falando de um tema que eu tava falando antes, então a gente acaba se perdendo. Vou começar com esses últimos comentários aqui da Lucilene e da Roselie. A árvore da vida como acesso à eternidade dá a entender que o conhecimento do bem e do mal é o domínio do tempo sobre a humanidade. O conhecimento do bem e do mal é o domínio do tempo. Olha, Lucilene, eu não fiz essa associação. Eu não achei o Eu não achei essa essa ideia da ideia do tempo. O tempo não é mencionado, ele não é um tema aqui no no livro de Gênesis, né, aqui no no capítulo 2 e 3. Eh, é, eu acho que não, talvez com alguma outra conexão aí. A Rosalie vai falar: "Sendo o homem imortal antes de comer o fruto, qual o sentido de ter uma árvore da vida no meio do jardim?" É, então, Rosalie, não é exatamente que eh a árvore tem uma energia que traz a a imortalidade, mas a árvore representa essa imortalidade. Tanto que quando Deus vê não quer mais que o homem seja imortal, porque agora ele é um ser moral, ele é um ser que comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal, eh Deus restringe o acesso do homem árvore da vida. Então, acaba sendo mais uma questão narrativa, simbólica, do que necessariamente, pelo menos do da da forma como que eu entendo o texto aqui, do que necessariamente uma ideia de um de um fruto, um fruto mágico, alguma coisa assim, entendeu? Aí a Lilian comenta, né? Eu achei o tema da live bem difícil. Tem coisas, é difícil, Lilian, de certa forma, mas quando você entende essas ideias, elas fluem melhor. É porque não são ideias que necessariamente vão se conectar, igual eu tava falando agora com a Roselie, de uma forma tão lógica e direta. Ah, isso daqui é assim, encaixa com essa outra ideia e assim. Não, as ideias elas elas têm ramificações igual igual árvores também. Então você fala de uma ideia que aparece aqui, você percebe como ela aparece de novo lá de um outro jeito, mas também fazendo menção e tal. Essa é isso que eu digo quando eu falo do texto bíblico, tendo um aspecto simbólico, independente da história se literal ou não, porque essa ideia tá lá. Tanto que em Apocalipse ele retoma, ele necessariamente ele fala da árvore da vida. Ele não precisava falar da árvore da vida, ela estaria lá, mas ele tem que trazer à tona esse tema de novo para fazer referência à ideia do começo lá em Gênesis 2 e 3, entende? Aí o João coloca: "Eu achei que Deus foi muito misericordioso em colocar a árvore do conhecimento do bem e do mal. Já pensou se fosse o conhecimento do mal?" É, é o a ideia da árvore do conhecimento do bem e do mal. me parece que é um conhecimento, é o conhecimento de de colocar essas coisas em oposição, né? Eh, ou seja, é um conhecimento de colocar as coisas eh de distinguir, de discernir bem e mal ou de bem e mal fazerem parte da sua vida. A sua vida agora tá dentro de uma dicotomia entre bem e mal, entende? Aí a Lilian coloca aqui, oxe, mas por que Deus nos que nos ama ia colocar a árvore do conhecimento do mal, né? Ou ou ou do não deveria nem ter colocado a do mal, a do bem e do mal no caso, né? Então é que não tem necessariamente a ver com a com a ideia de amor aqui. A ideia é o seguinte. Deus, por algum motivo muito misterioso, ele decidiu criar seres que sejam moralmente autônomos, ou seja, ele toma suas decisões com implicações morais. Então o homem é difícil, é difícil a gente dizer exatamente até que ponto essas coisas funcionam na descrição que a gente tem que bem breve no Jardim do Éden. Mas a humanidade foi criada com a capacidade de escolher coisas, né? Ela tem um ela tem uma autonomia de escolha. Quando Deus coloca essa árvore, ele tá falando: "Você pode escolher qualquer coisa, você pode escolher inclusive coisas que eu não quero para você". Eh, Deus, por algum motivo, e aí não tem resposta para isso, texto bíblico não entra nessas questões, mas Deus quis criar um ser que pudesse ser autônomo, moralmente autônomo, inclusive. Eh, e é isso que nós somos. a gente não consegue fugir da nossa condição de moralmente autônomo. Ou seja, as decisões que a gente toma, as escolhas que a gente toma, elas têm implicações morais, a gente não consegue fugir delas. E a gente tem necessariamente que tomar uma decisão, porque até não tomar decisão nenhuma já é uma decisão também. É uma decisão deliberada, é uma decisão que você conscientemente decidiu não escolher, no caso. Então, você é um ser que pela sua própria condição, pela sua própria existência, é um ser que escolhe. Isso é a humanidade. Dentro do ponto de vista aqui que a gente tem dessa eh dessa ideia que é colocado em Gênesis, o ser humano ele não consegue fugir da condição de um ser que escolhe. Deus criou ele com essa essência. Somos essencialmente seres autônomos que têm escolha. Então a árvore, o fato de colocar a árvore representa isso, né? E você tem a escolha de fazer o que você quiser, de viver a vida que você quiser, inclusive distante de Deus, inclusive separado de Deus, sofrendo as consequências que ele determinou para essas coisas. Mas eh quem escolhe no final das contas é você sobre o que que você faz, né? Então, é o que alguns vão falar de eh de livre arbítrio. Eu a a expressão livre arbítrio pode trazer outras conotações que não é exatamente que o texto bíblico tá falando. Então, eu tenho alguma ressalva em relação a essa essa expressão. Mas de qualquer forma é isso, viu, Lían? A gente não consegue não ter esse poder de escolha. É como que se, é como se a gente tivesse constantemente com a árvore na nossa frente e a gente tá escolhendo comer ou não desse fruto o tempo todo, entende? Aí o Thago vai dizer o seguinte: "Rona, e como Deus vai falar que caso o homem coma do fruto certamente morrerá?" Assim, em Romanos, Paulo diz que a morte veio pelo pecado. Não seria mais justo primeiro falar pecado para depois explicar a morte? É, a a ideia de pecado, ela vai ser mais bem explorada posteriormente no texto bíblico. Não quer dizer que a ideia já não esteja aí, entende? Eh, então o o que o ser humano fez ao comer do fruto é um pecado. Eles desobedeceram a ordem de Deus. Deus disse: "Não coma desse fruto". O ser humano foi lá e comeu então isso dentro do pensamento bíblico é a é a definição de pecado. Só que a palavra pecado não aparece aí, entende? Então, eh é como se o conceito já tá aí, mas a palavra não é usada. É mais ou menos isso. Entende, Thaago? Então o o homem peca e por isso, por consequência disso, ele morre, que é a ideia que que Paulo vai dizer. Eh, só não tem a palavra pecado aí, mas a ação do homem é uma ação de pecado, porque a ideia de pecado vai ser vai começar a ser explorada e e explicada mais paraa frente no texto bíblico. Eh, tenta entender o seguinte, tem tantos conceitos que são introduzidos em Gênesis, eh, que, eh, que se tivesse mais conceitos ainda, o texto ia ficar mais difícil ainda de entender, ia ficar mais complicado. Então assim, o texto tem ali é os conceitos necessários para o homem tomar suas decisões ali naquela, naquele contexto, né, pra humanidade tomar suas decisões, né? Mas nem tudo tá muito bem explicado. Algumas coisas vão ser explicadas melhor depois. Eh, sempre conectei essas duas árvores como símbolo do livre arbítrio, concedido à imagem de Deus no homem. diz aqui a Lucilen. É, é o que a gente tava falando, né? Alguns chamam, vamos chamar de livre arbítrio, essa ideia dessa autonomia de decisão do do ser humano, né? Existe uma relação entre conhecer o mal e se perceber no olha, existe isso é extremamente interessante. Isso vai tocar em uma série de símbolos que eu não vou conseguir esgotar aqui, mas é muito, muito interessante isso, porque esse é um dos efeitos imediatos de quando você come o fruto. O meu fruto do conhecimento do bem e do mal faz na hora você sentir vergonha do que você é. Inclusive fisicamente, você sente vergonha do seu próprio corpo. Você olha para si mesmo e sente vergonha. Você quer se cobrir. O texto bíblico vai fazer essa associação, né? Essa vergonha, essa vontade de se cobrir, cobrir o corpo é consequência direta e imediata da dessa consciência de bem e mal que o homem tem. Agora, agora que eu me tornei consciente de bem e mal, os dois se passam a ter vergonha um do outro, né? O ser humano que estava em harmonia perfeita, agora ele passa a ter vergonha um do outro, né? Vergonha dos seus próprios corpos em relação um ao outro. Eh, aí alguns vão falar: "É por isso que o nudismo é uma uma filosofia interessante e tal". Mas o que o texto bíblico tá tentando contar aqui é que isso foi quebrado, entendeu? Isso foi quebrado e não pode ser consertado. Não adianta você só viver numa comunidade onde as pessoas não usam roupas. A ideia de você sentir vergonha da sua nudez, ela continua fazendo parte da essência do ser humano até quando o ser humano for restaurado. Nesse texto que a gente viu na descrição lá de Apocalipse, existe a possibilidade da morte da alma como uma opção? Diz aqui o Marcos Portinho. Marcos, olha, a forma como eu entendo o texto bíblico é de compreensão da da expressão alma, né? expressão nefes, eh, ela não tá não se refere a uma, a uma entidade metafísica que, que habita o corpo humano, mas se refere ao ser humano como um todo. Então, da forma como eu leio o texto bíblico, eh, a forma como eu entendo, como eu tento conectar essas ideias a elas fazerem toda sentido, né? Todos os textos todos e ver como ele, como eles fazendo um sentido, eu entendo a palavra alma como se referindo também ao corpo físico, porque existem algumas passagens bíblicas, eu não vou ter agora, mas que comentam da ideia de morte da alma. Quando alguém morre, morreu uma alma. Quando as pessoas contavam as pessoas lá nos sensos que tinham lá na no período de Moisés, fala: "Ah, tantas almas foram contadas". Então, a alma não se refere não se refere só a essa ideia desse espírito que tem dentro do homem, né? Mas a alma se refere ao homem como uma entidade completa. Em Gênesis mesmo, né? diz que Deus soprou no homem o fôlego de vida e o homem se tornou alma vivente. Eh, isso é uma questão semântica que a gente tá falando, tá certo? Eh, então assim, a palavra nefesh no texto hebraico, que foi traduzida como alma, ela vai se referir a essa entidade completa do ser humano. O Carlos coloca aqui: "A alma que pecar, essa morrerá". Exato, Carlos. se eu não me engano, eh, Ezequiel 17 verso 17, eu acho que é isso, mas eh um excelente exemplo aí de uma de uma ideia de alma morrendo, né, no texto bíblico. Deixa eu ver se é isso mesmo. Mas eu lembro que tinha um texto que era o verso e o capítulo era o mesmo, né? Então, acho que Ezequiel 17, verso 17. Deixa eu ver se é isso. Não, não é. Eh, mas se você pôr aí no Google, vocês vão encontrar, né, aonde é esse texto que o o Carlos colocou aí, alma que pecar morrerá. Então, a ideia de alma, da forma como eu entendo no texto bíblico, e essa palavra ela se refere a essa entidade do ser humano como um todo, certo? Eh, porque dessa forma como se compreender melhor esses textos onde essa alma parece associada à morte. Então, dentro nesse sentido, sim, o ser humano, a alma morre. A quando o homem morre, a alma morre, né? Nesse sentido que eu tô falando, com eh entendendo a palavra dentro desse eh tendo esse significado, né? A palavra nefes, quando Adão e Eva perceberam que estavam nus e Deus se eh e Deus se tornou, Deus disse, né? Se tornou como nós, conhecedor do mal. Exato. Penso que não existe outro arbítrio a não ser Deus. Só temos a possibilidade de escolher o que ele arbitrou. Não cre não creio em livre arbítrio. Coloco aqui o Carlos. Então, exato, Carlos. É isso que eu tava me referindo, né? Eh, vai entrar também numa questão semântica, né? A palavra arbítrio aí quer dizer exatamente o quê, entende? Então, dependendo do que você entende sobre o que quer dizer essa palavra, realmente não existe livre arbítrio. Quem arbitra mesmo é Deus. É ele que que tem a decisão final sobre as coisas. Por outro lado, nós temos uma uma liberdade de de tomar decisões, né? Não significa que nós escolhemos as consequências dessas decisões. Elas estão além da nossa escolha. Quem arbitrou sobre essas consequências foi Deus, mas quem decide somos nós. Então, como eu tinha falado, a expressão livre arbítrio, ela pode ser complicada dependendo do que que ela acaba querendo dizer, porque é aquele caso, né, Carlos? Não existe no texto bíblico a expressão livre arbítrio. É uma expressão que a gente criou depois para explicar um conceito bíblico. Mas como ela não existe no texto bíblico, a essa explicação, essa expressão que a gente criou depois, ela pode ter um mudado de significado, ela pode querer dizer uma coisa e às vezes a gente vai se referindo tanto a livre arbítrio, livre arbítrio, livre arbítrio, sem est falando do texto de Gênesis, que a ideia que tá a gente tá associando a a a essa expressão que foi criada originalmente para se referir ao texto bíblico, já não é mais a mesma coisa do texto bíblico, entende? Eh, são esses truques da linguagem. Então eu eu entendo essa eh essa essa postura de não, eu não acho que existe livre arbítrio, porque dependendo do do que que você tá querendo dizer como arbitrar, como arbítrio, realmente não existe. O arbítrio, livre arbítrio é só de Deus, né? Então é mais ou menos essa a ideia. Eh eh o arbítrio no sentido de de eh eh como que você colocou que ele arbitrou, né? que ele arbitra livremente. Então, seria só de Deus. O ser humano, ele toma as decisões baseado no arbítrio de Deus, naquilo que Deus estabeleceu. Então, se a gente for entender o arbítrio como essas coisas que são estabelecidas, o homem não estabelece as coisas. O homem vive de acordo com as coisas que foram estabelecidas ou arbitradas por Deus. Então, nesse sentido, realmente não dá para falar que tem livre arbítrio. Mas por outro lado, a como a gente tava falando, a ideia que continua se fazendo sentido se referir ao homem é que a árvore tá ali e o homem escolhe comer o fruto ou não. As consequências disso o homem não pode escolher, mas o ato em si o homem escolhe. Entendeu? Professor vai ler os boa noite e as saudações no final. Ah, deixa eu ler lá as coisas que estavam no começo. A gente começou a ler os últimos as últimas coisas e acabou [risadas] e acabou não acabei não voltando lá. Eh, cara, ler ler os comentários assim em tempo real é é sempre confuso, né? Até porque tem um delayzinho, né? Eh, boa noite. A árvore da vida não seria Jesus e qual fruto seria esse? Então, Alexandre, quando a gente eh pega ideias do Antigo Testamento e faz uma referência direta a Jesus, a gente tem que entender que esse símbolo não necessariamente deixa de existir, entende? Eh, eu não sei se tem um texto bíblico que fala que Jesus é a árvore da vida. Acho que não, porque os textos bíblicos que tem são esses que a gente falou. A gente pode falar que Jesus é a árvore da vida? Pode. Pode falar no sentido de que quem é que nos deu acesso à imortalidade de novo? O cordeiro e o sacerdote, né? O sacrifício de Cristo. Ele que nos deu acesso à imortalidade. Então, é ele que nos deu acesso à árvore da vida. Então, de certa forma, dá para você falar que dá para você fazer, digamos assim, uma associação, uma explanação, uma homilia, como se diria, né? Eh, de que Jesus é a árvore da vida. Mas quando você faz esse tipo de comparação, ela nunca é tão perfeita para falar: "Ah, então qual é se Jesus é árvore, o fruto é o quê, né? Eh, lembrei daquele meme antigo da internet, né? O jardineiro é Jesus, as árvores somos nós, né? Mas se Jesus é a própria árvore da vida, o fruto seria o quê? Não dá para fazer essa associação tão direta, entende? Porque não é um não é um um símbolo tão direto. Jesus representa toda a ideia da árvore da vida, incluindo o fruto, porque dá imortalidade, entendeu? E aí é a mesma coisa com sacrifício, porque Jesus é o sacrifício. Isso tá assim, é uma coisa bem estabelecida na Bíblia. No Novo Testamento tem recorrente a ideia de que Jesus é o sacrifício, mas o símbolo do sacrifício continua. Ah, Jesus é o sacrifício. O o o Apocalipse vai até falar: "Tá, mas é é o cordeiro." Mas e aí a pata do cordeiro quer dizer o quê? É o que em Jesus? Entende? Não, não dá para Quando você pega uma metáfora ou uma associação de de símbolos, não necessariamente, às vezes você consegue, mas não necessariamente você consegue desmembrar esses símbolos em subpartes e continuar fazendo associação direta, entende? às vezes é uma associação a à ideia geral, a esse campo simbólico e não a um símbolo específico com as suas partes separadas, entende? Quando Paulo fala de pecados que Deus deixou impunes, ele tá se referindo também a esse episódio do jardim. Eh, na sua tolerância deixado impuno dos pecados anteriormente cometidos em Romanos 3. Não me lembro, Oziel, exatamente do contexto desse texto daí. Eu acho que não. Eu acho que ele tá se referindo a outras coisas. Se eu não me, se eu não me engano, ali no começo todo o livro de Romanos, ele tá falando da decadência da humanidade em geral. E ele, acho que ele tá falando da ideia geral de que pessoas, tem gente que comete muitas atrocidades e que vive a vida normalmente, né? Deus não tá ali jogando um raio na cabeça da pessoa, né? Então acho que é mais nesse sentido. Pelo que eu me lembro que era a temática ali do começo do livro de Romanos. Ezequiel 18. O a aquele que pecar, a alma que pecar, essa morrerá. Obrigado. Eh, exato. Ezequiel 18. Cadê? Control F. Não achei aqui. Não achei. Se vocês acharem o verso, me dê um toque aí. Eh, nós praticamente não temos escolhas, diz aqui a a Lilian ainda no tema da Olívia Arbítrio. Então, Lilian, de certa forma não, mas a gente acaba escolhendo ainda assim, entende? É muito complicado esse esse tema porque a a gente sempre vai esgotar o significado da palavra. Nós não temos escolhas, tá? O que que quer dizer com escolha? Exatamente. Porque dependendo do do significado dessa palavra, realmente nós não temos escolha. Mas dependendo do que você quer dizer com a palavra, sim, nós temos escolha. Entende? Que a gente começa a lidar com termos, com ideias que são muito profundas e muito complexas. Então, dependendo de como você tá se referindo a essa ideia, você pode concordar ou não com a frase, dependendo do que tá, eh, eu acho que o céu é verde. Depende. Se pela palavra verde você quer dizer essa cor que eu vejo o céu, então tá bom. o céu é verde. Você está usando uma palavra diferente, né, do senso comum para se referir. Então, eh, eu usei esse exemplo só para dizer, o significado das palavras acaba sendo um um uma barreira para se chegar a alguns conceitos mais complexos. É por isso que quando você tem as discussões filosóficas, normalmente uma boa discussão filosófica começa com a a delimitação dos termos. Então o cara vai falar: "Bom, eu vou falar sobre livre arbítrio, sobre livre, a palavra livre, que que eu quero dizer com a palavra livre?" O cara vai fazer um tratado explicando o que ele quer dizer com livre. Que eu quero dizer com arbítrio? Ele vai fazer um tratado querendo explicando o que ele quer dizer com arbítrio. E aí ele chega às conclusões que ele chega, entendeu? Eh, se você não delimita os termos, eh, as palavras no senso comum, cada pessoa vai entender as palavras de um jeito um pouquinho diferente, vai ter uma conotação um pouquinho diferente para cada ser humano. Então, dependendo se você não faz uma delimitação bem exata dos termos, como aquela pessoa entende aquela palavra de um jeito pouco diferente, falar, ele pode falar, eu discordo, sua frase tá errada, embora ele concorde com a ideia em si, mas você tá debatendo semântica, entende? Você tá debatendo o significado das palavras, mas a ideia em si, talvez até a pessoa concorde. Jesus disse: "Eu sou o caminho e a verdade e a vida". Isso. Exato, João. Exato. Então, de certa forma, sim, é a árvore da vida. Dá para fazer essa essa associação. Sendo Deus um ser triúo e o ser humano um ser tricotômico, podemos calcular o fruto da árvore da vida para alimentar o espírito e o fruto do conhecimento do bem e do mal é o alimento da alma e do corpo. Diz aqui a Lucilene. Eu não sei se a gente consegue fazer essa associação, Lucilen, eh, porque a dicotomia entre o corpo e o espírito, a carne e o espírito, é uma dicotomia que tem uma conotação diferente das ideias que a gente tá falando daqui da árvore da vida e da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eh, porque dentro da narrativa que a gente tem em Gênesis, você não pode comer os dois frutos. Quando você come um, você perde acesso ao outro, entende? Então, não daria para você alimentar o corpo e a alma. Você tem que escolher um. Se a gente fosse seguir essa essa ideia que você tá colocando, eu não eu não sei se a gente consegue caminhar nesse sentido, entende? Eh, a gente pode falar outro dia sobre a a dicotomia entre carne e espírito, que é bem interessante no texto bíblico. A gente vai voltar a falar sobre gnosticismo, sobre eh doutrinas cristãs bem antigas que faziam uma mistura do pensamento platônico. Uma um assunto que volta e meia ele aparece aqui, né, nas nossas lives. Eh, essa o eh esse platonismo de separa o corpo e a alma e tal. Eh, e aí você mistura isso com texto bíblico que não tem essa esse pensamento, é um outro tipo de pensamento. Aí você mistura as duas coisas e acaba virando uma coisa esquisita, né? Eh, a a ideia de de carne e espírito, essa dicotomia entre carne e espírito, ela vai passar por essa confusão, ela vai tocar no tema dessa confusão. Aí a gente fala sobre ela outro dia, porque tem coisas aí interessantes para falar. Aí o Marcos Portinho, né? Então, com a morte da alma, eu deixo de existir. Se a resposta for não, existe essa possibilidade. Então, Marcos, no texto bíblico, da forma como eu entendo, de novo, tem vai ter pessoas que vão entender o texto de uma forma diferente do que eu vou falar agora. Mas eu acho mais difícil você conciliar os diversos textos bíblicos se não for entender dessa maneira. E alguns textos são bem claros em relação a isso. O texto bíblico, ele é que a gente vive num numa ideia, num contexto em que tem um senso comum de você morre e a sua alma sobe pro céu ou desce pro inferno, né? Que digamos é a sua essência fora do corpo. No texto bíblico, quando você morre, você tá morto. Você não tá caminhando sobre a terra, você virou pó. Eh, você eh tem alguns salmos que falam sobre isso, né? Os mortos não sabem de nada, não louvam a Deus. A gente tem aquela passagem famosa lá em Eclesiastes, capítulo 9, que fala: "Porque os mortos não fazem coisa nenhuma, eles não pensam, eles não fazem nada. Eh, a sua a sua memória já no esquecimento. Ele não, os mortos não existem mais. A esperança que a Bíblia traz não é a sua alma sair do corpo e ir para um lugar melhor, mas a esperança que a Bíblia traz é a recreação do mundo e assim a ressurreição do corpo. Ou seja, você vai ser você vai ser criado novamente. É isso que essa ideia que a Bíblia traz sobre a esperança para você vencer a imortalidade, pra gente ter acesso de novo a ao fruto da árvore da vida. Então, quando a gente lê o texto bíblico, a gente vai ver várias passagens falando sobre isso. Eh, as pessoas falam: "Porque eu quero depois que eu morrer, eu quero um dia Deus vai me ressuscitar desse corpo e aí eu vou ver a Deus novamente" e tal. Então, tem várias ideias assim que aparecem em diversos textos do Antigo e do Novo Testamento falando sobre essa ideia de ressurreição. Do Antigo Testamento eh o Antigo Testamento fala pouco sobre vida após a morte. O Novo Testamento vai falar mais, mas mesmo assim no Antigo Testamento, tem lá em Daniel capítulo 12, se eu não me engano, lá no finalzinho, vai falar claramente da ressurreição no final dos tempos e tal. Então essa é a esperança bíblica. Não que você experimente as coisas, o céu e o ou inferno fora do seu corpo, mas que o seu corpo seja reconstruído. Porque o texto bíblico, eh, eu vou tentar sintetizar muito rapidamente essas ideias, mas elas são muito profundas, então talvez fique meio meio meio troncho aqui essa ideia. Mas o dualismo, no dualismo platônico você existe uma separação assim total entre corpo e alma. Você é um corpo, né? E você possui um corpo e você é uma alma. No pensamento bíblico não existe essa separação, né? como a gente falou aqui no quando Deus cria o homem e vai dizer assim: "Es soprou o Senhor Deus o fôlego da vida eh no no corpo que ele tinha criado do homem e o homem se tornou uma alma vivente." Então, a alma tá contemplando o corpo com esse fôlego de vida, um corpo vivo. Então, quando o corpo morre, a alma morreu, a alma não existe mais. Quando o corpo for ressuscitado, essa alma vai voltar a existir, né? Eh, então essa é a diferença do pensamento bíblico na sua essência e do pensamento do dualismo platônico. Eh, na Bíblia as coisas são muito mais físicas, materiais. Quando você peca, você peca com seu corpo. Quando você faz o bem e quando Deus age através de você, ele tá agindo no seu corpo. São as coisas que você fala, são as coisas que você faz, as pessoas que você encosta nelas, as coisas que você come e tal. O Novo Testamento vai falar muito disso, porque o Novo Testamento foi escrito num contexto onde o pensamento platônico era o senso comum na, né, na em diversos povos ali. Então tem esse esse choque entre o pensamento bíblico, que é mais material, corpóreo, e o pensamento eh do dualismo platônico que vai separar totalmente corpo e alma, o mundo físico do mundo eh o mundo sensível, o mundo físico que você percebe através dos sentidos e o mundo real, que é o mundo das ideias, que tá por trás desse mundo físico. Essa ideia platônica, ela bem posterior ao texto bíblico, eh, quer dizer, bem posterior ao Antigo Testamento. No Novo Testamento, essas ideias já tinham circulado mais, mas ela não, o jeito de pensar da Bíblia não parte daí. Esse é o jeito de pensar do platonismo, tá certo? Mais ou menos isso. Resumidamente, Deus escolher dar ao homem a possibilidade de escolher ser semelhante a ele ou semelhante à serpente. Arumaruminho. É o a serpente, o arum é o a serpente era é o mais sagaz, né, dos animais. Eh, a noção de idolatria enquanto desobediência no ver e no dizer. que aparecem reis Saul da idolatria enquanto desobediência que aparecem reis em Saul parece já aparecer parece que já aparece aí em Gênesis bem como a ideia de tornar-se semelhante ao ídolo que você adora. Ah, tá, entendi. Você tem uma ideia de da condenação da idolatria, porque quando você adora um ídolo falso, você se torna igual a ele, você se torna sem vida igual a ele. É, então, aid, olha como é interessante, né? Os textos posteriores da Bíblia, quando eles pegam as ideias, vão explicando mais, se aprofundando, aprofundando nelas e tornando elas mais complexas, eles estão o tempo todo fazendo referência aos fundamentos que foram lançados em Gênesis. Então, a ideia de idolatria, apesar de não aparecer a palavra ídolo em Gênesis, também tá relacionado com todas essas essas questões, né? Como a gente tinha falado lá antes, alguém falou do pecado, apesar da palavra pecado não tá em Gênesis, quando essa ideia vai ser construída melhor na Bíblia, ela vai fazer referência a ideias que que já estão em Gênesis, né? Então é bem interessante isso. Inclusive essa ideia da semelhante, se tu se tornar semelhante o que você adora, você tem eh o quando fala lá em Gênesis, eh de Deus criou o homem sua imagem e semelhança lá Gênesis capítulo 1 verso 26, se eu não me engano, que Deus criou o homem a sua imagem e a sua semelhança, né? Aí você tem lá no hebraico o e e demut. Palavra tsal significa sombra, né? Vem de tselem, que significa a imagem. E a mesma palavra paraa imagem que quando falar eles adoravam imagens de outros deuses, que é uma palavra que depois tá relacionada à idolatria. Então é quase como se o ser humano fosse uma imagem de Deus, da mesma forma como o ídolo é uma imagem de uma ideia morta, vamos dizer assim, né? Então você vê, apesar da palavra ídolo não tá lá em Gênesis, o conceito que a ideia de idolatria da que a Bíblia constrói, eh esse esses conceitos, esse fundamento já estão lançados em Gênesis. Por isso que Gênesis é tão importante, né? O Diogo vai falar que eu sou o pão da vida, eu sou a porta e tal. Todas as ideias que Jesus relaciona a ele mesmo, né? Em relação à vida que a gente falou, né? Pode ser a árvore da vida também, né? Alguém disse que somos um espírito que habita um corpo e possui uma alma. Somos um espírito que habita um corpo e possui uma alma. Então, nascemos com um espírito morto desconectado da vida, que é Jesus. É, então, Lucilene, a forma como eu entendo essas palavras dentro do do texto bíblico seria diferente disso, porque dentro do texto bíblico, nós somos um corpo. Você é um corpo e você também é uma alma. Você é um corpo vivo. Isso torna você uma alma. Você é um corpo com um fôlego de vida que Deus suprou. Então, isso faz com que você seja uma alma. Eh, a ideia de espírito tá mais relacionada com esse sopro. A palavra espírito no no no na no Antigo Testamento é a palavra ru e que é também a mesma palavra para vento, para sopro. Então, literalmente a gente poderia traduzir todas as vezes que aparece a palavra espírito, a gente pode traduzir como sopro. O sopro de Deus é o espírito de Deus, né? O espírito de Deus pairava sobre as águas. A gente pode falar que um vento, vento de Deus pairava sobre as águas. O sopro de Deus agitava a superfície das águas. São todas traduções possíveis. Então, o Espírito Santo é o sopro santo, é o vento santo. Quando a gente entende essa essa relação semântica, a gente entende várias passagens do Novo Testamento que Jesus fala, tem uma passagem que Jesus chega assim: "Agora vocês vão receber o espírito e sopra em cima deles." Porque a palavra sopra e a palavra espírito é a mesma palavra. Inclusive no no grego também, que é uma coincidência interessante, né? No grego, a palavra pneuma, que é da onde vem pneumático, que é pneu, o pneu do do carro, né? Porque ele é cheio de ar dentro, vem dessa dessa também tem essa mesma ideia de sopro, de vento e de espírito também. Eh, então o espírito eh tá mais ligado ao ato de viver da forma como eu entendo. Então, se eu fosse montar de novo essa frase, eh, pensando em como a a Bíblia se relaciona com esses termos, então nós somos um corpo vivo, portanto uma alma, e temos um espírito e temos um um fôlego de vida, um sopro de vida, né? Embora a expressão fôlego de vida não seja exatamente a expressão espírito, mas estão relacionados. Na verdade tem uma é complicado, né, essas coisas, né? A palavra nefes, que é a palavra alma, a palavra nismat, a nichmat ru que é o fôlego de de vida, é o sopro de vida, né? Então, Nefes, Nismat, Ru que é espírito, alma e tal, são todas palavras que estão relacionadas com o ato de respirar. tem a ver com a garganta, com a respiração, com sopro, porque é justamente essa essa coisa de tá vivo. Isso não é só no hebraico. Em várias culturas antigas existe essa relação semântica entre o ato de respirar, a boca, a garganta, o sopro, o vento, né? E a ideia de alma ou de espírito. Então, a palavra alma no texto bíblico, nefes, também tá relacionado com a garganta, com ato de respirar. palavra espírito é a palavra rur, é a palavra sopro. Então, tem sempre essa ideia. Por isso que eu entendo que no texto bíblico ele não fala de coisas que não são físicas. Inclusive o espírito e a alma são coisas físicas, são um ato de respirar em si. Embora você não consiga pegar o ato de respirar, eh, ele não é um um objeto físico, mas ele tá se relacionando com um corpo físico, entende? Eh, então eu diria que é mais por aí. Sobre o ver e dizer, parece que implica em uma ordem de autoridade, pois apenas Deus faz isso. Mas a mulher vê que o fruto era e diz ao seu marido, usurpando certa autoridade. Isso, Wade, é principalmente a ideia de que era bom. Eh, a tá comentando aqui de de, né, para quem tá não tá pegando aqui as referências dela, eh, de expressões que aparecem em Gênesis que que fazem autorreferência ali na história. Então, por exemplo, você tem um refrão que aparece no capítulo um, Deus cria a luz e Deus vê que a luz era boa, né? E aí é o vitar de manhã, o primeiro dia. Aí Deus faz separação entre entre a a parte seca e as águas e tal. Aí Deus cria a a a vegetação e vê que era boa. Então Deus vê e declara que é bom. E Deus vê e declara que é bom. E viu Deus que era bom. E houve tarde de manhã e dia tal. Esse é um esse é um refrão. Toda vez que Deus cria alguma coisa e viu Deus que era bom. Então essa essa esse é um refrão que aparece no capítulo 1 de Gênesis, na criação do mundo. Quando Deus termina de criar o mundo, parece que esse refrão foi abandonado. Agora não tem mais o refrão de e viu Deus que era bom, que ele terminou de criar. Mas aí logo em seguida vem a história da queda. E quando tem a história da queda da humanidade, Eva pega o fruto e o que acontece? Ela vê o fruto e vê que o fruto é bom para se comer e tal. Então, tem uma ideia de você atribuir um valor às coisas que era só feito para Deus. E agora Eva com o fruto na mão, ela vê o fruto e declara que ele é bom, entende que o fruto é bom. Eh, é uma referência a uma ideia que foi repetida em Gênesis logo antes lá na na criação do mundo. Vocês vem que interessante isso? Tem vários desses dessas ligações de expressões em Gênesis forma uma trama assim complexa e interessantíssima. Esse texto, gente, ele não foi escrito assim: "Ah, o cara sentou, tive uma ideia, vou escrever uma coisa". Saiu escrevendo. Não, esse texto foi escrito com cuidado. Esse texto foi escrito. Aí a pessoa deixou descansar o texto, voltou para ele, falou: "Não, deixa eu colocar mais uma coisa, deixa eu relacionar essa ideia com aquela". Porque o texto é complexo. O texto tem várias ideias que se amarram, que se fazem referência. Então assim, por isso que mesmo que você não acredite em Deus, existe um fenômeno muito interessante que a gente lê um livro que tem lá 3.000 e tralalá de tantos anos e a gente toma decisões baseado nele. Então, mesmo que você não acredite em Deus, isso é um fato muito interessante. O que que tem nesse livro que conseguiu capturar a imaginação das pessoas tão profundamente? É porque esse livro e se você já tem um um pensamento antirreligioso, você vai ler a Bíblia e vai achar horrorosa e tal, coisa e tal. Mas se você lê a Bíblia do ponto de vista, não, pera aí, existe alguma questão literária aqui que faz as pessoas se apegarem a isso. Tem alguma coisa interessante aí? você vai ver que esse livro é é interessantíssimo, é um livro belíssimo e é um livro complexo, é um livro que as ideias se amarram de um jeito maravilhoso, né? Não é à toa que a gente tá aqui mais de 3000 anos depois falando sobre o texto de Gênesis. A humanidade se debruçou sobre esse texto por muito tempo. Muita gente em toda a história da civilização ocidental. A gente tem gente estudando sobre esse texto porque é um texto muito bom, né? O texto de Gênesis é um texto muito bom. Não dá para falar que não é, né? Eh, não. Só se você tiver já um pensamento muito contra a religião, você já odeia a religião, aí você já lê o texto contaminado com aquela ideia. Eu vou ler aqui um negócio que faz as pessoas soerem coisas horríveis, né? porque você não gosta de religião e tal, aí você não consegue ver a beleza do texto mesmo. Mas se qualquer julgamento honesto sobre a Gênesis de um ponto de vista literário, não tem como falar que é um texto ruim, é um texto muito bom. Eh, vamos lá, vamos voltar aqui. [risadas] Eh, Saul vê o rebanho e pensa em sacrificar para Deus, mas ainda desobedecendo, melhor é obedecer do que sacrificar, etc. e tal. Eh, falando de usurpar a autoridade que você tinha falado no no verso anterior, né? Ed. Aí a Lucene fala aqui: "Gosto de relacionar o tabernáculo com átrio, lugar santo e o santíssimo com o corpo, a alma e o espírito. Quando eu falo com Deus é com o meu espírito. Minha alma eu uso para falar com outra criatura. Então, Lucilene, é como como a gente estava falando, né? dependendo da forma como você entende essas palavras, do significado que você dá essas palavras, essas relações são perfeitamente cabíveis, entende? Eh, e como a gente tem o texto bíblico fala, faz essa relação mais de uma vez de que o seu corpo é o santuário, né? Eh, é interessante fazer essas essas ligações, né? Aí o Gilson coloca aqui eles. Eclesiastes 12 verso 7 diz que o corpo volta ao pó e o espírito volta a Deus que o deu. Isso. Bom, bom exemplo, Gilson. Quando ele descreve a morte também é outro livro que é bonito para caramba, né? L essa descrição que tem lá no capítulo 11 de Eclesiastes, que ele fala da velice e tal, eh, é uma descrição da velice, da aproximação da morte, assim, belíssima do ponto de vista literário. E aí quando ele fala com chega a morte, quando o final da vida, ele vai falar exatamente isso, que é desfazer o que Gênesis fez. Em Gênesis, Deus pega o do pó da terra, ele cria um corpo e sopra nele o fôlego de vida. esse homem se torna uma alma vivente. Então lá no final, o espírito, o sopro volta para Deus, o corpo volta pro pó da terra, né? Então foi desfeita essa obra que Deus criou, né? E a esperança que a Bíblia dá. Ecclesiastes também fala disso, mas ele não fala tão claramente sobre a ideia de ressurreição, que é que não é que a minha alma vai voltar fora do corpo, mas o meu corpo vai ser recriado. Essa essa é a ideia bíblica, né? Eva achou que o fruto era bom, esqueceu que era mal também. Às vezes o que vejo em mim, o que é bom e é só mal. Bom só Jesus, não sou nada sem Jesus. É a relação que o João fez aqui também, né? Eh, ela viu que o fruto era bom, mas era um fruto do conhecimento do bem e do mal, né? O bom e mal. Inclusive, é a mesma palavra, né? Tová. Ra, né? No no hebraico. E a palavra tov é a palavra para bom, para bem, eh, para bonito, para agradável, para todas essas coisas. É a palavra tove. Eu antes de ler aqui o o comentário da Aid, eu vou dar uma vou voltar e ler os primeiros comentários. Pessoal que tava em live, eu não sei se até teve gente até que já foi embora. Eh, a gente volta para esses comentários finais aqui, né? Eh, Thaago já começa dando boa noite aqui. A Lilian, eh, o Gilson, o Dorival também que tá sempre aí. Boa noite, gente. Eu não sei nem se o pessoal ainda tá aqui. Eu fiz uma confusão na leitura desses desses comentários aqui. Eu não vou mais fazer isso, não. Vou eu vou ler eles na sequência mesmo. É melhor. Eh, é bom que a enquanto a nossa live não tá muito, não é muito cheia, né? Talvez um dia cresça. Ainda dá para ler todos os comentários e comentar cada um deles, né? E Roney, boa noite. Se possível, eu faço um comentário sobre a genética do Senhor Jesus Cristo. Raab, Tamar, Rut, Batseba. Ah, tá. a a genealogia, né, Dorival. Esse é um assunto interessante. Vamos falar sobre ele na próxima. Eu acho que é um um assunto legal para falar na próxima. falar sobre a genealogia de Jesus lá de Mateus, que tem essas quatro mulheres aí, que são quatro mulheres que seriam que não só não seriam colocadas numa genealogia, mas que já seriam excluídas da sociedade como um todo por jeito que as coisas eram, né? E quando a a genealogia de Jesus é construída, ele faz questão de mencionar essas mulheres para justamente para falar: "Jesus vem de um lugar improvável, né? Ele vem da daquelas pessoas que não tinham valor dentro daquele contexto que que elas vieram, né? Meu Deus, faz tempo que eu não assisto as lives. Estô chocada aqui. O som e a imagem estão ótimas. Isso é a Lilian aqui. Que bom. A Lucilene falando do tema, né? Excelente tema. O M Karate 1. Boa noite, Davar. Eh, e aqui acho que a gente já leu os outros. Vou voltar pro final lá. [risadas] Então, Aid comenta aqui: "Você acredita na ideia das tábuas que Moisés teria usado devido à expressão toledot? Ou você acredita em inspiração verbal do pensamento ou outro tipo aí para Gênesis?" Não é só um adentro. Eu sou a AID e não a Aid. Kakak. Alguns confundem, normal. AID ou AID. É aid ou Aid, é isso? Eu não sei. Tá escrito a mesma palavra duas vezes. Você acredita na Bíblia? Existe mais de uma ideia de Deus como relojiro, que as coisas funcionariam sem ele ou de alguém que precisa continuamente manter o movimento de tudo? Nossa, ideias bem profundas aqui. Estou pensando sobre a ideia de leis naturais que nós atualmente como a Bíblia, tá? Vamos lá. A ideia das tábuas que Deus eh que Moisés teria usado devido à expressão toledota. A expressão toledota é a expressão genealogia, né? Eh, ou você acredita em inspiração verbal do pensamento ou ou outro tipo aí para Gênesis. Ah, tá, tá, tá. Eu acho que entendi que que que a tá dizendo aqui, né? Eh, depois você me disse, é isso daí mesmo, Ed? Porque existe uma ideia que principalmente no texto, no dentro do pensamento da da tradição judaica, é que o texto ele é inspirado eh verbalmente, palavra por palavra. Então, meio que a pessoa recebe o texto pronto, né? É quase como a ideia que que o que os espíritas têm. Ai gente, eu vou mencionar coisas que eu não conheço bem, né? Então vou falar besteira aqui, que é a psicografia do espiritismo, não é? Eh, que alguém tá meio que narrando um um texto para você e através do seu corpo aquilo vai sendo escrito, né? Então, o dentro do judaísmo tradicional hoje se acredita que o texto bíblico é inspirado palavra por palavra, ou seja, aquela aquela formação de palavras é sagrada. Inclusive, por isso que o eh que o judaísmo leu o texto em hebraico, porque uma tradução do texto não é sagrado. O que é sagrado é só o texto original com aquelas palavras naquela combinação específica, né? Ah, é o Aid, não, aid. Entendi. Aid. Ah, tá, tá. Ah, eu não vou esquecer mais. É o Aid, certo, Aid? Tá bom, não esqueço mais agora, tá? Eh, voltando aqui, então tem essa ideia de inspiração palavra por palavra. Então, tem aqueles códigos da Bíblia e tal, porque as pessoas tentam achar mensagens secretas ali no texto bíblico. Se você pega uma palavra aqui, outra ali, faz um algoritmo matemático e tal, porque nesse pensamento as palavras, a disposição delas no texto é sagrada. A minha maneira de entender o texto não é assim. Eu entendo mais que Deus inspira o sujeito com a ideia e é muito difícil. E eu sei que é uma discussão infinita, é que forma e conteúdo não são coisas que dão para separar, porque a forma como eu digo uma coisa também é a mensagem, entende? Então, eh, se como que eu vou explicar isso? Eu não vou conseguir achar um bom exemplo agora. Então, dependendo da forma como você fala uma coisa, eh, aquela coisa ganha uma conotação diferente. Ou seja, a forma ela se mistura no significado das coisas. Se eu falar uma coisa de um jeito grosseiro, eh, eu posso ter falado uma coisa que não é grosseira, mas a forma como eu falei, ela contamina o o o conteúdo da mensagem, vira uma coisa só, entende? Então eu sei que existe isso. Então é muito difícil falar: "Não, Deus inspirou só o conteúdo, mas a forma é humana". Essas coisas se misturam. Então, até que ponto Deus também não inspirou o autor de Gênesis artisticamente para ele compor aquela aquele aquela aquela introdução, aquela criação do mundo, aquele texto que que é um um texto riquíssimo, né? Eh, então Deus, eu acredito, Deus inspirou artisticamente, Deus inspira, Deus, Deus faz as pessoas até inspirar, não sentido só bíblico, mas como, por exemplo, ah, vi uma coisa bonita, eu fiquei inspirado para fazer uma poesia. Então, a ideia de Deus também inspira o ser humano para criar arte. O texto bíblico é uma arte. Então, eu não sei até que ponto dá para separar uma coisa da outra, mas eu não acho que palavra por palavra é narrado por Deus, porque a gente vê, eu acho que mais um jeito que que é muito difícil de entender, eh, de que Deus inspirou palavra por palavra, é só ver como cada pessoa em cada época, cada autor tem seu estilo próprio. Às vezes o autor dá para saber que é ele por causa do vocabulário que ele usa. Eh, o sujeito ali do período do exílio vai usar um hebraico que tem uma influência do aramaico também, porque era a língua do exílio. Então, assim, o texto ele é uma produção da época dele, entendeu? O texto bíblico, eu entendo que é um texto sagrado, mas não por causa de uma combinação mística das palavras em si, mas eu entendo que o texto é sagrado porque a ideia que ele traz me traz vida. traz vida para mim. Então, não é uma não é uma questão assim de de mística de eu combinar as coisas e sair uma energia, alguma coisa assim. É mais no sentido de se eu pego esse texto, aplico ele na minha vida, eu vivo a minha vida melhor, eu me torno uma pessoa melhor, porque eu tô inspirado numa ideia de um Deus bondoso e tal, etc e tal. Então, aid, ô aid, eh, eu entendo dessa forma, eu entendo, eu não entendo uma inspiração palavra por palavra, não. Eu entendo mais uma inspiração, eh, uma inspiração da ideia, uma inspiração artística para compor o texto, mas o texto é uma produção humana. O texto é uma é uma é uma é uma associação entre o humano e o divino, né? Porque é um ser humano escrevendo conceitos divinos, né? assim que eu entendo. E é complexo isso, não é fácil não. Eh, aí o A fala aqui: "Você acredita que existe na Bíblia mais uma ideia de Deus como o relojoeiro, que as coisas funcionariam sem ele ou de alguém que precisa continuamente manter o movimento de tudo?" Essa é uma outra ideia tão complexa, Ed. Eu não sei dizer até que ponto dá para separar uma coisa da outra. Na minha cabeça é tudo meio confuso, porque se por um lado eu não acho que necessariamente uma folha de árvore cair é um ato deliberado divino, Deus falou: "Ah, eu quero que essa folha caia" e ela cai. Então, todas as folhas que estão caindo nesse momento no planeta Terra inteiro é um ato de decisão deliberada de Deus. Mas eu também acho ao mesmo tempo que tudo o que acontece acontece dentro de uma anuência, de um de um consentimento divino. Então, como ele criou todo o mecanismo, eh tudo tudo que esse mecanismo produz faz parte do pensamento daquele que criou o mecanismo, entende? Eu não, não é uma ideia simples também. Eu sei que também assim esse esses são conceitos complicadíssimos e vai ter gente que vai discutir isso profundamente em filosofia. Eu sei que essa ideia inspirou muitos eh muitos da dos daqueles cientistas que eram que eram cristãos, né? Inclusive o próprio Isaac Newton, né? O maior cientista que teve. Eh, ele, toda a produção científica dele é inspirada na ideia de que entender o mundo físico, eh, o funcionamento do mundo, é entender o pensamento de Deus. Então, de certa forma, entender o mundo físico é entender o divino também. Então, tem toda essa complicação aí. Eh, então, eu não sei se se dá para pensar em como a mente de Deus, o que que é uma deliberação na mente de Deus. Então, o desdobramento de uma criação de Deus não é de certa forma uma deliberação de Deus, uma intenção também divina. Então, eu fico viajando nessa. Eu não sei se tem uma solução fácil. Estou pensando sobre a ideia de leis naturais que nós temos atualmente. Como a Bíblia pensaria sobre isso? As leis naturais, você diz as leis da física mesmo, né? Então, a Bíblia, de certa forma, ela vai falar que essas leis são uma manifestação divina, porque ela vai falar lá, o Salmo 19 falar, né? Os céus declaram a glória de Deus, um dia faz declaração ao outro dia e tal. Não existe palavras, eles falam sem palavras. Então, esse funcionamento do mundo eh é uma é uma declaração da glória de Deus. Mais ou menos isso que eu tava falando antes. Então, eh, o mundo tem um funcionamento e que nós somos dotados de uma mente que pode compreender até certo ponto o funcionamento desse mundo. Eh, e quando a gente entende a lógica por trás dos mecanismos do mundo, a gente tá estudando uma lógica que foi criada por Deus. Então, de certa forma, a gente tá estudando também a Deus quando a gente estuda a natureza, entende? Eh, é como quando eu estudo eh o o a obra de Machado de Assis, eu tô estudando o Machado de Assis, eu tô entendendo como ele pensa, eu tô entendendo a pessoa dele quando eu estudo a obra dele. Então, é mais ou menos essa a ideia. Quando você estuda o mundo, você entende, você tá, você não entende completamente, né, porque tá muito acima da nossa compreensão, mas você também tá estudando o pensamento de Deus, o jeito de pensar desse criador, né? Através da obra você eh você você entra em contato com o criador dessa obra. Você falou da ideia do relojoeiro, né? Eu sei que tem o Richard Dawkins fala do relojoeiro cego, né, e tal, que a natureza tem um monte de defeitos, digamos assim. E eu entendo o que ele quer dizer. é uma coisa complexa. também não tem uma uma resposta fácil para isso, porque a gente tem no texto bíblico uma complicação a mais, porque de um se por um lado a natureza é uma criação de Deus e funciona da forma como Deus estabeleceu, por outro lado, a gente vive numa natureza deturpada, que é o que o texto bíblico determina que quando o homem pecou, a natureza se modificou, a natureza se tornou pecaminosa. Então, a natureza também não é exatamente o que Deus gostaria que ela fosse. Existe uma ideia de natureza que é a natureza do ideal divino, que não é exatamente essa natureza, embora a gente possa ver eh a gente possa ver o o retrato dessa natureza ideal divina eh nesse mundo físico, né? Eh, apesar dele ter sido um mundo que se distorceu, né? O, a terra produzirá espinhos e cardos, né? Como Deus fala lá em Gênesis 3, né? A natureza vai se modificando, as coisas se tornaram diferentes do que era o ideal divino. Aí a Luc diz aqui, parece que tudo se resume em como Deus criou um sistema para se relacionar com a criatura. se a criatura escolher se relacionar com ele. Pois é, Lucilene. E é o que nós também somos parte desse sistema, né? Esse que é o doido, que a gente a gente pensa na criação de Deus como uma mediação entre nós e Deus, mas também somos parte dessa criação. Então, quando a gente estuda a natureza, a gente estuda a gente mesmo, que a gente tá estudando o nosso corpo. Os mecanismos da natureza são os mecanismos que acontecem dentro do nosso corpo, né? Eh, a gente estuda o que nós somos também e aí a gente se relaciona com o criador de todas as coisas. Bom, gente, 5 paraas 10. E é isso, rendeu, né? Esse assunto é interessante. A gente ficou aqui viajando, falando de várias coisas. Eu gosto dessas viagens. Eh, é bom conversar com vocês sobre tudo isso. E é isso, gente. Acho que voltamos. Então, semana que vem a gente fala de mais alguma coisa. Como que era o assunto que eu falei aqui que a gente podia falar semana que vem? É um assunto que acho que o Dorival falou lá no começo. Deixa eu ver se eu acho que que era. Eh, sobre a genealogia de Jesus. A gente fala, começa semana que vem, a gente fala sobre genealogia de Jesus. Alguma hora a gente volta a falar sobre as obras de arte lá que a gente tinha começado a falar no final do ano, tá? faz aí algumas análises de umas obras de arte que tenham aí em sites religiosos interessantes também. Tá bom, gente? Então, obrigado aí por acompanharem mais uma live até o final. Eh, o Ozeal falou: "Muito bom, muito produtivo ouvir eh falar, ouvir sobre Gênesis, eh, as mulheres na na de Jesus, né? Zel colocou isso. Então, semana que vem a gente fala, a gente vai falar sobre isso. Quando eu for colocar a a estreia da live, eu já vou colocar isso no título. Vai ser isso que a gente vai começar falando. Boa noite, então, aí pessoal, o Oziel que tá aqui e o pessoal que acompanhou até aqui, a Lucilene, o AID, agora não vou mais esquecer, né? E boa noite aí, bom sábado, bom início de sábado aí para vocês e até até a semana que vem. Então, gente, abraço.