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A fé vem pelo ouvir

As Duas Árvores do Jardim – Davar Live – 20/02

As Duas Árvores do Jardim – Davar Live – 20/02

As Duas Árvores do Jardim – Davar Live – 20/02

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, boa noite.
Bem-vindos aí à live.
Como que vocês estão? Tudo certo?
Eh,
eu vou começar já pedindo para vocês me
falarem como que tá aí o áudio
e o vídeo, né? Deve est tudo certo. Eu
imagino que sim.
Nos vemos mais uma vez. Agora já passou
carnaval, já passou tudo, né?
Então, em tese, estamos de volta aí de
vez. Eh,
eu separei algumas coisas para
conversar, até coloquei um título na
live hoje, vocês viram. Eu vou tentar
fazer isso, talvez até com as lives
antigas também, colocar algum título de
algum assunto principal, só para não
ficar muito perdido, que a gente deixa
só o nome da live e aí fica meio eh não
dá para não dá para ter ideia do que que
foi comentado nessa live, tendo só o
nome lá, né? Então, eh,
eu vou colocar uns títulos nas lives
falando sobre mais ou menos o assunto
que tá sendo falado. Então, vocês viram
aí que eu coloquei as duas árvores do
jardim. A gente vai comentar um pouco
sobre isso, um pouco sobre leitura
simbólica da Bíblia,
um assunto que eu gosto, tenho falado
algumas vezes, né, ultimamente. E aí
eu vou falar sobre esse assunto
e
e fico aí aberto paraa interação de
vocês, tá bom, gente? Então, vamos lá.
Eu já vou começar porque aí a gente vai
começando falando sobre um tema, aí a
gente vai conversando e aí se alguém
tiver mais alguma ideia, mais alguma
coisa aí vai jogando aí nos comentários
e
e aí a gente vai interagindo, tá bom? Eu
acho que eu tô vendo os comentários
aqui, qualquer coisa
eu tento ver em outro lugar. Então tá.
Qual que é a questão que eu queria
trazer para vocês hoje que eu tava
pensando essa semana? Uma
coisa que a gente comenta aqui de vez em
quando, que é a ideia que às vezes a
gente pergunta sobre um texto bíblico,
né? Esse texto é literal ou ele é
simbólico?
E a gente fica com essa dicotomia, né?
Como se fossem eh duas opções. Se você
escolhe uma, você tem que rejeitar a
outra. Se você escolhe a outra, você tem
que rejeitar a uma, né? Então, a gente
pensa no literal e simbólico como duas
coisas antagônicas, duas coisas que são
autoexcludentes.
Mas o que é interessante, que eu gosto
de trazer para vocês e gosto de pensar
desse jeito, é que não necessariamente
um texto que é literal, ele não é
simbólico.
E não necessariamente um texto que é
simbólico, ele não é literal.
Então, pra gente separar algumas coisas
aqui, por exemplo, né? Às vezes Jesus
contava histórias
que não necessariamente aconteceram
literalmente, que são as tais das
parábolas, certo? Então,
então, eh, as parábolas são histórias
que não necessariamente aconteceram, mas
elas têm um significado. Jesus quer
dizer algo com aquelas histórias. Por
outro lado, a própria história de Jesus,
que aconteceu literalmente, é um fato
histórico, ela tem um sentido simbólico,
ela significa alguma coisa. A ideia de
Jesus ter andado 3 anos e meio sobre a
terra, pregado e morrido, crucificado e
tal, isso se torna simbólico também.
Então, é importante, é isso que eu
queria que eu queria trazer para vocês,
que
o história literal que aconteceu de
verdade, ela não necessariamente não vai
ser simbólica. E uma história simbólica,
não necessariamente ela não vai ser
literal. Essas coisas elas são
independentes, certo? Aliás, uma coisa
simbólica é qualquer coisa que você
atribua qualquer significado a ela,
entendeu? Então,
o simbólico é muito mais subjetivo. O
simbólico depende do do da ideia que
você atribui à história. Então, de
repente você eh sei lá, você se tornou
pai e quando você pegou aquela criança
no colo pela primeira vez, aquele
momento se tornou um momento simbólico
para você na sua vida. De vez em quando
você lembra daquele momento quando você
pensa que você tem uma responsabilidade
agora porque você ama alguém e tal, eu
tô inventando agora da minha cabeça, mas
entende que uma coisa que aconteceu de
verdade na sua vida pode se tornar um
símbolo para coisas que acontecem na sua
vida depois.
Na verdade, em tese, o nosso cérebro é
simbólico. Então, tudo que acontece na
nossa vida, a gente atribui um
significado para aquelas coisas. Eh, se
a gente não atribui, a gente acaba
esquecendo, ela se torna relevante. Tudo
que é relevante tem um significado
associado, certo? Então,
eh,
uma história literal, ela pode ser ao
mesmo tempo simbólica. Isso significa
que a gente pode pegar várias histórias
da Bíblia e entender o significado que
tem nessas histórias sem entrar na
questão da literalidade dela, entendeu?
E é o que eu vou fazer hoje sobre esses
dois elementos que aparecem no Jardim do
Éden, essas duas árvores que elas
representam coisas, certo? O as árvores
do jardim do Éden,
que são a árvore do fruto do
conhecimento do bem e do mal e a árvore
da vida. São duas árvores especiais na
história lá de Gênesis eh 2 e 3.
Essas duas árvores, elas têm ideias
associadas a ela. Então, vamos lá. Tem
um autor chamado Naum Sarna, né? E ele
tem um livro chamado Understanding
Genesis, né? Compreendendo Gênesis.
E ele vai falar sobre essa ideia da
história de Gênesis que tem a ver com
essas duas árvores. E ele vai falar o
seguinte,
e eu acho muito interessante isso que
ele fala, que ele diz que a árvore da
vida ela representa a imortalidade.
A gente já vai entrar um pouco mais
nisso para vocês entenderem. E a árvore
do fruto do conhecimento do bem e do
mal, ela representa a moralidade,
né? O próprio nome da árvore já diz: "O
conhecimento do bem e do mal, a oposição
entre bem e mal é a ideia de moralidade
em si. É a ideia de certo e errado, bom
e ruim, bem e mal. É a moralidade,
certo? É o é o que ético, é o que se
deve fazer e o que não se deve fazer.
Essas duas árvores, elas são temas que
aparecem na história do de Gênesis. E o
que na Sarna vai comentar é que a árvore
da vida, sendo a árvore da que
representa a imortalidade,
ela acaba se tornando um tema menos
importante e ela dá lugar à árvore do
fruto do conhecimento do bem e do mal,
que é o tema da moralidade.
Então, essas duas árvores representam
uma mudança temática em Gênesis.
Enquanto em Gênesis você começa falando
da imortalidade, você começa
introduzindo a ideia da árvore da vida,
tá no centro do jardim,
a árvore do fruto do conhecimento, do
bem e do mal, ela toma o lugar na
narrativa e a narrativa passa a ser não
tanto mais agora sobre imortalidade, mas
agora muito mais sobre moralidade, sobre
o que que é certo e o que que é errado.
Entendem? Eh, vamos lá.
Árvore da vida. A árvore da vida é um
tema recorrente na literatura do antigo
Oriente Médio. Ela não aparece só na
Bíblia, eh, talvez não necessariamente
com esse nome, mas a ideia de uma árvore
que tem um fruto. E esse fruto associado
a uma serpente, ele dá a vida para as
pessoas. é uma uma história, é uma ideia
narrativa que aparece desde, por
exemplo, eh a a Gilgamesh, né, a popé de
Gilgamesch.
Então, o que que é a história lá em
Gilgame? Ele tá buscando a imortalidade.
Quando ele percebe que ele vai morrer,
ele parte em busca da imortalidade e ele
descobre que existe um fruto que pode
dar a imortalidade, um fruto, é esse
fruto da vida e tal.
E ele quando ele encontra esse fruto,
o fruto é roubado por uma serpente.
E aí ele tem que encarar a sua própria
mortalidade,
né? Um resumo bem grande, né? Eu nem
entrei em temas principais, mas sobre a
ideia da árvore da vida lá na epopeia de
jogam, né? Eh, aí vai ter o comentário,
gente que comenta que a ideia da
serpente roubando o fruto da vida é
porque você associa a serpente com a
ideia de renovação, porque ela troca de
pele, né? Então, seria por isso que na
epopeia de Jgamche tem uma serpente
roubando o fruto da vida e tal. Alguns
dizem que, como a epopa de Game anterior
ao texto bíblico, alguns vão dizer que
essa história eh o autor de Gênesis meio
que se baseou nessa história e tal, mas
eu nem vou entrar muito nesse ponto,
porque o ponto é que em Gênesis todos
esses elementos aparecem de um jeito
muito diferente, com significados
diferentes, né?
A árvore da vida, a primeira vez que ela
aparece tá lá em Gênesis, capítulo 2,
verso 9.
Eh,
em Gênesis, capítulo 2, verso 9, a gente
já teve a criação do mundo. Eh, e ele
vai falar aqui do jardim que Deus planta
pro homem. E ele vai falar o seguinte:
"Do solo fez o Senhor Deus brotar toda
sorte de árvores agradáveis à vista,
boas para alimento e também a árvore da
vida no meio do jardim e a árvore do
conhecimento do bem e do mal." Você vê
que essas duas árvores já aparecem no
mesmo verso, como se elas tivessem de
alguma forma relacionadas, talvez
antagônicas, né? É o que na Sarna de
certa forma vai colocar, que uma dá
lugar à outra.
Existe um certo antagonismo que a gente
vai comentar no final entre essas duas
árvores.
Vocês notaram aqui onde essa árvore
aparece? Em que lugar ela aparece no
jardim? árvore da vida no meio do
jardim. Isso no capítulo 2, no verso 9.
Quando a gente vai pro capítulo três,
que ele vai falar do do da queda da
humanidade, vai contar a história de Eva
e da Serpente,
eh vai acontecer uma coisa interessante.
Eva fala uma coisa interessante. Então,
Gênesis capítulo 3.
Ah, deixa eu só mudar a minha versão
aqui.
Vou na Nova Almeida atualizada, que eu
gosto mais.
Eh, vou ler do desde o verso um, vai
dizer o seguinte: "Mas a serpente mais
astuta que todos os animais selvagens
que o Senhor Deus tinha feito, disse à
mulher: "É verdade que Deus disse: "Não
comam do fruto de nenhuma árvore do
jardim?"
A mulher respondeu à serpente: "Do fruto
das árvores do jardim podemos comer, mas
do fruto da árvore que está no meio do
jardim, Deus disse: "Vocês não devem
comer dele, nem tocar nele para que não
venham a morrer".
O que o fruto que Deus proíbe e que e
associa essa ideia de estar no meio do
jardim é a árvore do conhecimento do bem
e do mal.
Mas quando Eva vai falar sobre a árvore,
eh, aliás, a árvore que tá no meio do
jardim, que Deus fala, como a gente
acabou de ver, é a árvore da vida. Mas
quando Eva fala da árvore do fruto, do
conhecimento do bem e do mal, essa é a
árvore que tá no meio do jardim. Ela
toma o centro da perspectiva agora de
Eva. Você vocês vem que interessante
isso. Tem detalhes no texto bíblico que
quando a gente lê assim por cima, eles
passam despercebidos
e eles podem ter ideias interessantes,
como é o caso aqui, né? O, ou seja, a
ênfase que Deus dá quando ele cria o
jardim é na vida, é na imortalidade, na
árvore da vida. A ênfase que a
humanidade dá quando ela se refere a à
árvore que tá no centro do jardim, é a
árvore do fruto do conhecimento do bem e
do mal. Inclusive, existe até uma adição
aqui na ordem de Deus que Deus fala:
"Vocês não devem comer dele para que
vocês não morram, porque do dia que
vocês comerem, certamente morrerás", né?
Eh, Eva vai falar o seguinte: "Vocês não
devem comer dele, nem tocar nele para
que não venham a comer, a morrer, né?"
Então tem uma um uma história de ênfases
que Deus coloca e que a humanidade
coloca que Deus enfatiza. De todas as
árvores vocês comem livremente, comam à
vontade. Existe uma redundância aqui no
no hebraico que seria mais ou menos
comendo comereis.
Que é o mesmo tipo de redundância que
ele vai falar. Não comam da árvore do
fruto do conhecimento do bem e do mal,
porque quando vocês comerem desse fruto,
morrendo morrereis. vocês certamente
morrerão.
Eva muda as ênfases, né? Eh, ela não dá
as ênfases que Deus deu de comer
livremente e nem das consequências de
comer do fruto que é proibido. E ela
ainda aumenta, diz que você não pode
comer no fruto e nem encostar nele.
Então, as ênfases vão sendo mudadas. Mas
é interessante aqui essas duas árvores
com esses dois significados
é que quando o fruto é comido,
a morte é introduzida na realidade
humana
ali no na narrativa de Gênesis 3.
E então a árvore da vida passa a tá fora
do alcance da humanidade. Esse é um dos
textos que eu acho mais significativos,
que tá lá em Gênesis capítulo 3,
os versos 22 e os versos 24, que ele vai
dizer o seguinte: "Então o Senhor Deus
diz: "Eis que o homem se tornou como um
de nós conhecedor do bem e do mal. É
preciso impedir que ele estenda a mão e
tome também da árvore da vida, coma e
viva eternamente.
Por isso, o Senhor Deus lançou fora do
jardim do Éden para cultivar a terra do
qual havia sido tomado. E depois de
lançar fora o homem, colocou deus
querubins a leste do jardim do Éden e
uma espada flamejante que se movia em
todas as direções para guardar o caminho
da árvore da vida. Existe um um elemento
sobrenatural
que é um querubim e uma espada de fogo.
É interessante que o texto não fala que
é um querubim segurando uma espada de
fogo. É um querubim e uma espada de
fogo. É como se fossem dois elementos
separados e ambos guardam esse caminho
da árvore da vida, né? Eh, o homem não
tem mais acesso à imortalidade.
Quando o homem se torna um ser moral,
ele perde o acesso à imortalidade.
Essas árvores, quando você tem acesso ao
fruto de uma dessas árvores, você deixa
de ter acesso ao fruto da outra árvore.
Isso é extremamente interessante.
A condição humana
de um ser moral também é ao mesmo tempo,
a condição humana de um ser que tem
consciência da sua mortalidade.
E existe de certa forma uma relação
entre as coisas. O fato de sermos seres
morais, da gente entender bem e mal
nos faz também sermos seres que têm
consciência da própria morte, da
mortalidade e a consciência de como ela
é inevitável.
a consciência de que o fruto da árvore
da vida está fora do nosso alcance e
existe um querubim e uma espada
flamejante impedindo a gente de comer
novamente esse fruto.
A nossa,
a nossa natureza agora é uma natureza
moral.
E quando eu digo moral aqui é é no
sentido de
deliberação entre bem e mal.
E isso nos torna distantes da árvore da
vida. Um dia a gente vai retomar a
árvore da vida. O que que é interessante
é que eh eu gosto de fazer os elos entre
Gênesis 1 a 3 e o finalzinho lá do livro
de Apocalipse, no capítulo 21. O começo
e o final da Bíblia tem vários elementos
em comum, né? E um desses elementos, um
dos mais importantes é a árvore da vida.
A árvore da vida, ela não aparece mais
na Bíblia inteira. você não tem ninguém
falando nenhum acesso da árvore da vida.
Tem lá um ou outro provérbio
que tem uma expressão ali sobre árvore
da vida e tal, mas não tá falando da
árvore em si. É mais como uma metáfora.
Ela só vai aparecer de novo na narrativa
bíblica lá em Apocalipse que vai dizer o
seguinte. Lá em Apocalipse, no capítulo
22,
o verso 2, ele tá descrevendo a cidade
santa que desce dos céus e no meio da
sua praça e de uma e outra margem do rio
está a árvore da vida, que produz 12
frutos, dando o seu fruto de mês em mês.
E as folhas da árvore são cura para
todos os povos. Eh, a ideia também, como
é descrito aqui, porque é uma árvore que
está dos dois lados da margem do rio.
Então, tem um rio e a árvore tá dos dois
lados. É como na minha imaginação, pelo
menos, né, o texto não vai explicar
isso, mas é como se fosse uma árvore que
tivesse um tronco que se abre e o rio
passa no meio, né? Quase como se o rio
fluísse também da árvore da vida, que o
rio desce do trono de Deus na descrição
aqui de Apocalipse.
E não é uma vez só que ele vai falar,
né? tem três menções eh a árvore da vida
aqui no capítulo 22, assim como tem três
menções à árvore da vida lá em Gênesis 2
e Gênesis 3. Eh, a segunda menção tá lá
no verso 14 de Apocalipse 22
e vai dizer o seguinte: "Bem-aventurados
aqueles que lavam as vestiduras no
sangue do cordeiro, para que lhes
assista o direito à árvore da vida e
entrem na cidade pelas portas. O direito
ao à árvore da vida, o acesso à árvore
da vida é restabelecido lá em
Apocalipse. E ele termina dizendo lá em
Apocalipse
22 verso 19: "E se alguém tirar qualquer
coisa das palavras do livro desta
profecia, Deus tirará sua parte da
árvore da vida, da cidade santa e das
coisas que se acham escritas nesse
livro." Ou seja, quando você altera as
profecias que estão relacionadas ao
tempo do fim, você também perde o seu
direito de acesso futuro à árvore da
vida. Ou seja, você não vai entrar nessa
cidade, né? Você não vai fazer parte
dessa descrição aqui de de Apocalipse
22.
A árvore da vida representa, no final
das contas, junto da ideia de
mortalidade,
representa
o conceito da busca humana. De certa
forma, a gente tá em busca da árvore da
vida. A gente perdeu o acesso à árvore
da vida. Existe um elemento sobrenatural
que nos impede acessar a árvore da vida.
E no final dos tempos, lá no final de
tudo, esse acesso vai ser restabelecido
e a gente vai conviver novamente com o
próprio Deus e ter acesso a esse fruto
que nos dá a vida eterna.
Dessa forma, a árvore do fruto do
conhecimento do bem e do mal deixa de
ser um tema em Apocalipse. Se torna
agora a árvore da vida. Vocês vem, né,
esse movimento que na Sarna comenta lá
em Gênesis que uma árvore tá no centro
do jardim, é mais importante e depois a
outra toma o lugar da narrativa. Parece
que essa árvore, o fruto do conhecimento
do bem e do mal, é o tema da história de
toda a humanidade. Até chegar lá no
finalzinho de Apocalipse, o tema volta a
ser novamente a árvore da vida. E aí a
gente volta a ter esse acesso e a gente
não tem mais esse querubim, essa espada
flamejante e a gente consegue ter de
novo o acesso à imortalidade que Deus
tinha dado originalmente à humanidade
que foi perdido e que é restabelecida no
final da história.
Bom, gente, é isso. Eh, eu acho legal
essa essa ideia dessas duas árvores,
porque brinca com esses temas. A gente
pode pensar muito sobre o que que
representa a imortalidade, como ela
aparece no texto bíblico, como essa
árvore representa, é o que o Naun Sarna
tava falando, como a dentro da narrativa
da história, ela vai desaparecendo, ela
vai deixando de ser mencionada e tal.
Eh, e eu gosto muito da ideia do
querubim com a espada flamejante, que
representa a ideia de como é impossível
você acessar a imortalidade. Você tem um
anjo guardador e uma espada de fogo
sobrenatural
guardando o caminho da árvore da da
vida. Você não tem mais acesso a esse
esse lugar.
Eu vou começar lendo dos últimos
comentários, gente, só porque a gente
tinha falado na outra live, né? Às vezes
eu eu leio os comentários
antigos e aí quando eu lendo o o os
outros, os últimos tá falando de um tema
que eu tava falando antes, então a gente
acaba se perdendo. Vou começar com esses
últimos comentários aqui
da Lucilene e da Roselie. A árvore da
vida como acesso à eternidade dá a
entender que o conhecimento do bem e do
mal é o domínio do tempo sobre a
humanidade.
O conhecimento do bem e do mal é o
domínio do tempo. Olha, Lucilene, eu não
fiz essa associação.
Eu não achei o
Eu não achei essa essa ideia
da ideia do tempo. O tempo não é
mencionado, ele não é um tema aqui no no
livro de Gênesis, né, aqui no no
capítulo 2 e 3. Eh,
é, eu acho que não,
talvez com alguma outra conexão aí.
A Rosalie vai falar: "Sendo o homem
imortal antes de comer o fruto, qual o
sentido de ter uma árvore da vida no
meio do jardim?"
É, então, Rosalie,
não é exatamente que eh
a árvore tem uma energia que traz a a
imortalidade, mas a árvore representa
essa imortalidade. Tanto que quando Deus
vê não quer mais que o homem seja
imortal, porque agora ele é um ser
moral, ele é um ser que comeu do fruto
do conhecimento do bem e do mal, eh Deus
restringe o acesso do homem árvore da
vida. Então, acaba sendo mais uma
questão narrativa, simbólica,
do que necessariamente, pelo menos do da
da forma como que eu entendo o texto
aqui, do que necessariamente uma ideia
de um de um fruto, um fruto mágico,
alguma coisa assim, entendeu?
Aí a Lilian comenta, né? Eu achei o tema
da live bem difícil. Tem coisas,
é difícil, Lilian, de certa forma,
mas quando você entende essas ideias,
elas fluem melhor. É porque não são
ideias que necessariamente vão se
conectar, igual eu tava falando agora
com a Roselie, de uma forma tão lógica e
direta. Ah, isso daqui é assim, encaixa
com essa outra ideia e assim. Não, as
ideias elas elas têm ramificações igual
igual árvores também. Então você fala de
uma ideia que aparece aqui, você percebe
como ela aparece de novo lá de um outro
jeito, mas também fazendo menção e tal.
Essa é isso que eu digo quando eu falo
do texto bíblico, tendo um aspecto
simbólico, independente da história se
literal ou não, porque essa ideia tá lá.
Tanto que em Apocalipse ele retoma, ele
necessariamente ele fala da árvore da
vida. Ele não precisava falar da árvore
da vida, ela estaria lá, mas ele tem que
trazer à tona esse tema de novo para
fazer referência à ideia do começo lá em
Gênesis 2 e 3, entende?
Aí o João coloca: "Eu achei que Deus foi
muito misericordioso em colocar a árvore
do conhecimento do bem e do mal. Já
pensou se fosse o conhecimento do mal?"
É,
é o a ideia da árvore do conhecimento do
bem e do mal.
me parece que é um conhecimento,
é o conhecimento de de colocar essas
coisas em oposição,
né? Eh,
ou seja, é um conhecimento de colocar as
coisas eh de distinguir, de discernir
bem e mal ou de bem e mal fazerem parte
da sua vida. A sua vida agora tá dentro
de uma dicotomia entre bem e mal,
entende?
Aí a Lilian coloca aqui, oxe, mas por
que Deus nos que nos ama ia colocar a
árvore do conhecimento do mal, né? Ou ou
ou do não deveria nem ter colocado a do
mal, a do bem e do mal no caso, né?
Então é que não tem necessariamente a
ver com a com a ideia de amor aqui. A
ideia é o seguinte.
Deus, por algum motivo muito misterioso,
ele decidiu criar seres que sejam
moralmente autônomos, ou seja, ele toma
suas decisões com implicações morais.
Então o homem é difícil, é difícil a
gente dizer exatamente até que ponto
essas coisas funcionam na descrição que
a gente tem que bem breve no Jardim do
Éden. Mas a humanidade
foi criada com a capacidade de escolher
coisas,
né? Ela tem um ela tem uma autonomia de
escolha.
Quando Deus coloca essa árvore, ele tá
falando: "Você pode escolher qualquer
coisa, você pode escolher inclusive
coisas que eu não quero para você".
Eh, Deus, por algum motivo, e aí não tem
resposta para isso, texto bíblico não
entra nessas questões, mas Deus quis
criar um ser que pudesse ser autônomo,
moralmente autônomo, inclusive. Eh, e é
isso que nós somos. a gente não consegue
fugir da nossa condição de moralmente
autônomo. Ou seja, as decisões que a
gente toma, as escolhas que a gente
toma, elas têm implicações morais, a
gente não consegue fugir delas. E a
gente tem necessariamente que tomar uma
decisão, porque até não tomar decisão
nenhuma já é uma decisão também. É uma
decisão deliberada, é uma decisão que
você
conscientemente decidiu não escolher, no
caso. Então, você é um ser que pela sua
própria condição, pela sua própria
existência, é um ser que escolhe. Isso é
a humanidade. Dentro do ponto de vista
aqui que a gente tem dessa eh dessa
ideia que é colocado em Gênesis, o ser
humano ele não consegue fugir da
condição de um ser que escolhe. Deus
criou ele com essa essência. Somos
essencialmente seres autônomos que têm
escolha. Então a árvore, o fato de
colocar a árvore representa isso, né? E
você tem a escolha de fazer o que você
quiser, de viver a vida que você quiser,
inclusive distante de Deus, inclusive
separado de Deus, sofrendo as
consequências que ele determinou para
essas coisas. Mas eh quem escolhe no
final das contas é você
sobre o que que você faz, né? Então, é o
que alguns vão falar de eh de livre
arbítrio. Eu
a a expressão livre arbítrio pode trazer
outras conotações que não é exatamente
que o texto bíblico tá falando. Então,
eu tenho alguma ressalva em relação a
essa essa expressão.
Mas de qualquer forma é isso, viu, Lían?
A gente não consegue
não ter esse poder de escolha. É como
que se, é como se a gente tivesse
constantemente com a árvore na nossa
frente e a gente tá escolhendo comer ou
não desse fruto o tempo todo, entende?
Aí o Thago vai dizer o seguinte: "Rona,
e como Deus vai falar que caso o homem
coma do fruto certamente morrerá?"
Assim, em Romanos, Paulo diz que a morte
veio pelo pecado. Não seria mais justo
primeiro falar pecado para depois
explicar a morte?
É,
a a ideia de pecado, ela vai ser mais
bem explorada posteriormente no texto
bíblico. Não quer dizer que a ideia já
não esteja aí, entende?
Eh, então o o que
o ser humano fez ao comer do fruto é um
pecado. Eles desobedeceram a ordem de
Deus. Deus disse: "Não coma desse
fruto". O ser humano foi lá e comeu
então isso dentro do pensamento bíblico
é a é a definição de pecado. Só que a
palavra pecado não aparece aí, entende?
Então, eh é como se o conceito já tá aí,
mas a palavra não é usada. É mais ou
menos isso. Entende, Thaago? Então o o
homem peca e por isso, por consequência
disso, ele morre,
que é a ideia que que Paulo vai dizer.
Eh, só não tem a palavra pecado aí, mas
a ação do homem é uma ação de pecado,
porque a ideia de pecado vai ser vai
começar a ser explorada e e explicada
mais paraa frente no texto bíblico.
Eh, tenta entender o seguinte, tem
tantos conceitos que são introduzidos em
Gênesis,
eh, que, eh, que se tivesse mais
conceitos ainda, o texto ia ficar mais
difícil ainda de entender, ia ficar mais
complicado. Então assim, o texto tem ali
é
os conceitos necessários
para o homem tomar suas decisões ali
naquela, naquele contexto, né, pra
humanidade tomar suas decisões, né? Mas
nem tudo tá muito bem explicado. Algumas
coisas vão ser explicadas melhor depois.
Eh,
sempre conectei essas duas árvores como
símbolo do livre arbítrio, concedido à
imagem de Deus no homem. diz aqui a
Lucilen. É, é o que a gente tava
falando, né? Alguns chamam, vamos chamar
de livre arbítrio, essa ideia dessa
autonomia de decisão do do ser humano,
né? Existe uma relação entre conhecer o
mal e se perceber no olha, existe isso é
extremamente interessante. Isso vai
tocar em uma série de símbolos
que eu não vou conseguir esgotar aqui,
mas é muito, muito interessante isso,
porque esse é um dos efeitos imediatos
de quando você come o fruto.
O meu fruto do conhecimento do bem e do
mal faz na hora você sentir vergonha do
que você é.
Inclusive fisicamente, você sente
vergonha do seu próprio corpo. Você olha
para si mesmo e sente vergonha. Você
quer se cobrir.
O texto bíblico vai fazer essa
associação, né? Essa vergonha, essa
vontade de se cobrir, cobrir o corpo é
consequência direta e imediata
da dessa consciência de bem e mal que o
homem tem. Agora, agora que eu me tornei
consciente de bem e mal, os dois se
passam a ter vergonha um do outro, né? O
ser humano que estava em harmonia
perfeita,
agora ele passa a ter vergonha um do
outro, né? Vergonha dos seus próprios
corpos em relação um ao outro. Eh, aí
alguns vão falar: "É por isso que o
nudismo é uma uma filosofia interessante
e tal". Mas o que o texto bíblico tá
tentando contar aqui é que isso foi
quebrado, entendeu? Isso foi quebrado e
não pode ser consertado. Não adianta
você só viver numa comunidade onde as
pessoas não usam roupas. A ideia de você
sentir vergonha da sua nudez, ela
continua fazendo parte da essência do
ser humano até quando o ser humano for
restaurado. Nesse texto que a gente viu
na descrição lá de Apocalipse,
existe a possibilidade da morte da alma
como uma opção? Diz aqui o Marcos
Portinho.
Marcos, olha, a forma como eu entendo o
texto bíblico é de compreensão da da
expressão alma, né? expressão nefes,
eh, ela não tá não se refere a uma,
a uma entidade metafísica que, que
habita o corpo humano, mas se refere ao
ser humano como um todo. Então, da forma
como eu leio o texto bíblico, eh, a
forma como eu entendo, como eu tento
conectar essas ideias a elas fazerem
toda sentido, né? Todos os textos todos
e ver como ele, como eles fazendo um
sentido, eu entendo a palavra alma como
se referindo também ao corpo físico,
porque existem algumas passagens
bíblicas, eu não vou ter agora, mas que
comentam da ideia de morte da alma.
Quando alguém morre, morreu uma alma.
Quando as pessoas contavam as pessoas lá
nos sensos que tinham lá na no período
de Moisés, fala: "Ah, tantas almas foram
contadas". Então, a alma não se refere
não se refere só a essa ideia desse
espírito que tem dentro do homem, né?
Mas a alma se refere ao homem como uma
entidade completa.
Em Gênesis mesmo, né? diz que Deus
soprou no homem o fôlego de vida e o
homem se tornou alma vivente. Eh, isso é
uma questão semântica que a gente tá
falando, tá certo? Eh, então assim, a
palavra nefesh no texto hebraico, que
foi traduzida como alma, ela vai se
referir a essa entidade completa do ser
humano.
O Carlos coloca aqui: "A alma que pecar,
essa morrerá". Exato, Carlos. se eu não
me engano, eh,
Ezequiel 17 verso 17, eu acho que é
isso, mas eh um excelente exemplo aí de
uma de uma ideia de alma morrendo, né,
no texto bíblico. Deixa eu ver se é isso
mesmo. Mas eu lembro que tinha um texto
que era o verso e o capítulo era o
mesmo, né? Então, acho que Ezequiel 17,
verso 17. Deixa eu ver se é isso.
Não, não é.
Eh, mas se você pôr aí no Google, vocês
vão encontrar, né, aonde é esse texto
que o o Carlos colocou aí, alma que
pecar morrerá. Então, a ideia de alma,
da forma como eu entendo no texto
bíblico, e essa palavra ela se refere a
essa entidade do ser humano como um
todo, certo? Eh,
porque dessa forma como se compreender
melhor esses textos onde essa alma
parece associada à morte. Então, dentro
nesse sentido, sim, o ser humano, a alma
morre. A quando o homem morre, a alma
morre,
né? Nesse sentido que eu tô falando, com
eh entendendo a palavra dentro desse eh
tendo esse significado, né? A palavra
nefes,
quando Adão e Eva perceberam que estavam
nus e Deus se eh e Deus se tornou, Deus
disse, né? Se tornou como nós,
conhecedor do mal. Exato. Penso que não
existe outro arbítrio a não ser Deus. Só
temos a possibilidade de escolher o que
ele arbitrou. Não cre não creio em livre
arbítrio. Coloco aqui o Carlos. Então,
exato, Carlos. É isso que eu tava me
referindo, né? Eh, vai entrar também
numa questão semântica, né? A palavra
arbítrio aí quer dizer exatamente o quê,
entende? Então, dependendo do que você
entende sobre o que quer dizer essa
palavra, realmente não existe livre
arbítrio. Quem arbitra mesmo é Deus. É
ele que que tem a decisão final sobre as
coisas. Por outro lado, nós temos uma
uma liberdade de
de tomar decisões,
né? Não significa que nós escolhemos as
consequências dessas decisões. Elas
estão além da nossa escolha.
Quem arbitrou sobre essas consequências
foi Deus, mas quem decide somos nós.
Então, como eu tinha falado, a expressão
livre arbítrio, ela pode ser complicada
dependendo do que que ela acaba querendo
dizer, porque é aquele caso, né, Carlos?
Não existe no texto bíblico a expressão
livre arbítrio. É uma expressão que a
gente criou depois para explicar um
conceito bíblico.
Mas como ela não existe no texto
bíblico, a essa explicação, essa
expressão que a gente criou depois, ela
pode ter um mudado de significado, ela
pode querer dizer uma coisa e às vezes a
gente vai se referindo tanto a livre
arbítrio, livre arbítrio, livre
arbítrio, sem est falando do texto de
Gênesis, que a ideia que tá a gente tá
associando a a a essa expressão que foi
criada originalmente para se referir ao
texto bíblico, já não é mais a mesma
coisa do texto bíblico, entende?
Eh, são esses truques da linguagem.
Então eu eu entendo essa
eh essa essa postura de não, eu não acho
que existe livre arbítrio, porque
dependendo do do que que você tá
querendo dizer como arbitrar, como
arbítrio, realmente não existe. O
arbítrio, livre arbítrio é só de Deus,
né? Então é mais ou menos essa a ideia.
Eh eh o arbítrio
no sentido de de eh eh como que você
colocou que ele arbitrou, né? que ele
arbitra livremente. Então, seria só de
Deus. O ser humano, ele toma as decisões
baseado no arbítrio de Deus, naquilo que
Deus estabeleceu. Então, se a gente for
entender o arbítrio como essas coisas
que são estabelecidas, o homem não
estabelece as coisas.
O homem vive de acordo com as coisas que
foram estabelecidas ou arbitradas por
Deus. Então, nesse sentido, realmente
não dá para falar que tem livre
arbítrio. Mas por outro lado, a como a
gente tava falando, a ideia que continua
se fazendo sentido se referir ao homem é
que a árvore tá ali e o homem escolhe
comer o fruto ou não. As consequências
disso o homem não pode escolher, mas o
ato em si o homem escolhe. Entendeu?
Professor vai ler os boa noite e as
saudações no final. Ah, deixa eu ler lá
as coisas que estavam no começo. A gente
começou a ler os últimos as últimas
coisas e acabou
[risadas] e acabou não acabei não
voltando lá. Eh, cara, ler ler os
comentários assim em tempo real é é
sempre confuso, né? Até porque tem um
delayzinho, né?
Eh, boa noite. A árvore da vida não
seria Jesus e qual fruto seria esse?
Então, Alexandre, quando a gente eh pega
ideias do Antigo Testamento e faz uma
referência direta a Jesus,
a gente tem que entender que esse
símbolo não necessariamente deixa de
existir, entende? Eh, eu não sei se tem
um texto bíblico que fala que Jesus é a
árvore da vida. Acho que não, porque os
textos bíblicos que tem são esses que a
gente falou. A gente pode falar que
Jesus é a árvore da vida? Pode. Pode
falar no sentido de que quem é que nos
deu acesso à imortalidade de novo? O
cordeiro e o sacerdote, né? O sacrifício
de Cristo. Ele que nos deu acesso à
imortalidade. Então, é ele que nos deu
acesso à árvore da vida. Então, de certa
forma, dá para você falar que dá para
você fazer, digamos assim, uma
associação, uma explanação, uma homilia,
como se diria, né? Eh, de que Jesus é a
árvore da vida.
Mas quando você faz esse tipo de
comparação, ela nunca é tão perfeita
para falar: "Ah, então qual é se Jesus é
árvore, o fruto é o quê, né? Eh,
lembrei daquele meme antigo da internet,
né? O jardineiro é Jesus, as árvores
somos nós, né? Mas se Jesus é a própria
árvore da vida, o fruto seria o quê? Não
dá para fazer essa associação tão
direta, entende? Porque não é um não é
um um símbolo tão direto. Jesus
representa toda a ideia da árvore da
vida, incluindo o fruto, porque dá
imortalidade, entendeu? E aí é a mesma
coisa com sacrifício, porque
Jesus é o sacrifício. Isso tá assim, é
uma coisa bem estabelecida na Bíblia. No
Novo Testamento tem recorrente a ideia
de que Jesus é o sacrifício, mas o
símbolo do sacrifício continua. Ah,
Jesus é o sacrifício.
O o o Apocalipse vai até falar: "Tá, mas
é é o cordeiro." Mas e aí a pata do
cordeiro quer dizer o quê? É o que em
Jesus? Entende? Não, não dá para Quando
você pega uma metáfora
ou uma associação de de símbolos, não
necessariamente, às vezes você consegue,
mas não necessariamente você consegue
desmembrar esses símbolos em subpartes e
continuar fazendo associação direta,
entende? às vezes é uma associação a à
ideia geral, a esse campo simbólico e
não a um símbolo específico com as suas
partes separadas, entende?
Quando Paulo fala de pecados que Deus
deixou impunes, ele tá se referindo
também a esse episódio do jardim.
Eh, na sua tolerância deixado impuno dos
pecados anteriormente cometidos em
Romanos 3. Não me lembro, Oziel,
exatamente do contexto desse texto daí.
Eu acho que não.
Eu acho que ele tá se referindo a outras
coisas. Se eu não me, se eu não me
engano, ali no começo todo o livro de
Romanos, ele tá falando da decadência da
humanidade em geral. E ele, acho que ele
tá falando da ideia geral de que
pessoas, tem gente que comete muitas
atrocidades e que vive a vida
normalmente, né? Deus não tá ali jogando
um raio na cabeça da pessoa, né? Então
acho que é mais nesse sentido. Pelo que
eu me lembro que era a temática ali do
começo do livro de Romanos.
Ezequiel 18. O a aquele que pecar, a
alma que pecar, essa morrerá.
Obrigado.
Eh, exato. Ezequiel 18.
Cadê?
Control F.
Não achei aqui. Não achei. Se vocês
acharem o verso, me dê um toque aí.
Eh, nós praticamente não temos escolhas,
diz aqui a a Lilian ainda no tema da
Olívia Arbítrio. Então, Lilian,
de certa forma
não, mas a gente acaba escolhendo ainda
assim, entende? É muito complicado esse
esse tema porque a
a gente sempre vai esgotar o significado
da palavra.
Nós não temos escolhas, tá? O que que
quer dizer com escolha? Exatamente.
Porque dependendo do do significado
dessa palavra, realmente nós não temos
escolha. Mas dependendo do que você quer
dizer com a palavra, sim, nós temos
escolha. Entende? Que a gente começa a
lidar com termos, com ideias que são
muito profundas e muito complexas.
Então, dependendo de como você tá se
referindo a essa ideia, você pode
concordar ou não com a frase, dependendo
do que tá, eh, eu acho que o céu é
verde. Depende. Se pela palavra verde
você quer dizer essa cor que eu vejo o
céu, então tá bom. o céu é verde. Você
está usando uma palavra diferente, né,
do senso comum para se referir. Então,
eh, eu usei esse exemplo só para dizer,
o significado das palavras acaba sendo
um um uma barreira para se chegar a
alguns conceitos mais complexos.
É por isso que quando você tem as
discussões filosóficas, normalmente uma
boa discussão filosófica começa com a a
delimitação dos termos.
Então o cara vai falar: "Bom, eu vou
falar sobre livre arbítrio, sobre livre,
a palavra livre, que que eu quero dizer
com a palavra livre?" O cara vai fazer
um tratado explicando o que ele quer
dizer com livre. Que eu quero dizer com
arbítrio? Ele vai fazer um tratado
querendo explicando o que ele quer dizer
com arbítrio. E aí ele chega às
conclusões que ele chega, entendeu? Eh,
se você não delimita os termos, eh, as
palavras no senso comum, cada pessoa vai
entender as palavras de um jeito um
pouquinho diferente, vai ter uma
conotação um pouquinho diferente para
cada ser humano. Então, dependendo se
você não faz uma delimitação bem exata
dos termos, como aquela pessoa entende
aquela palavra de um jeito pouco
diferente, falar, ele pode falar, eu
discordo, sua frase tá errada, embora
ele concorde com a ideia em si, mas você
tá debatendo semântica, entende? Você tá
debatendo o significado das palavras,
mas a ideia em si, talvez até a pessoa
concorde.
Jesus disse: "Eu sou o caminho e a
verdade e a vida". Isso. Exato, João.
Exato. Então, de certa forma, sim, é a
árvore da vida. Dá para fazer essa essa
associação.
Sendo Deus um ser triúo e o ser humano
um ser tricotômico, podemos calcular o
fruto da árvore da vida para alimentar o
espírito e o fruto do conhecimento do
bem e do mal é o alimento da alma e do
corpo. Diz aqui a Lucilene. Eu não sei
se a gente consegue fazer essa
associação, Lucilen,
eh, porque
a dicotomia
entre o corpo e o espírito, a carne e o
espírito, é uma dicotomia que tem uma
conotação diferente das ideias que a
gente tá falando daqui da árvore da vida
e da árvore do conhecimento do bem e do
mal. Eh, porque dentro da narrativa que
a gente tem em Gênesis, você não pode
comer os dois frutos. Quando você come
um, você perde acesso ao outro,
entende? Então, não daria para você
alimentar o corpo e a alma. Você tem que
escolher um. Se a gente fosse seguir
essa essa ideia que você tá colocando,
eu não eu não sei se a gente consegue
caminhar nesse sentido, entende? Eh, a
gente pode falar outro dia sobre a a
dicotomia entre carne e espírito, que é
bem interessante no texto bíblico. A
gente vai voltar a falar sobre
gnosticismo,
sobre eh doutrinas cristãs bem antigas
que faziam uma mistura do pensamento
platônico. Uma um assunto que volta e
meia ele aparece aqui, né, nas nossas
lives. Eh,
essa o eh
esse platonismo de separa o corpo e a
alma e tal.
Eh, e aí você mistura isso com texto
bíblico que não tem essa esse
pensamento, é um outro tipo de
pensamento. Aí você mistura as duas
coisas e acaba virando uma coisa
esquisita, né?
Eh,
a a ideia de de carne e espírito, essa
dicotomia entre carne e espírito, ela
vai passar por essa confusão, ela vai
tocar no tema dessa confusão. Aí a gente
fala sobre ela outro dia, porque tem
coisas aí interessantes para falar.
Aí o Marcos Portinho, né? Então, com a
morte da alma, eu deixo de existir. Se a
resposta for não, existe essa
possibilidade. Então, Marcos,
no texto bíblico, da forma como eu
entendo, de novo, tem vai ter pessoas
que vão entender o texto de uma forma
diferente do que eu vou falar agora.
Mas eu acho mais difícil
você conciliar
os diversos textos bíblicos se não for
entender dessa maneira. E alguns textos
são bem claros em relação a isso. O
texto bíblico, ele é que a gente vive
num numa ideia, num contexto em que tem
um senso comum de você morre e a sua
alma sobe pro céu ou desce pro inferno,
né? Que digamos é a sua essência fora do
corpo.
No texto bíblico, quando você morre,
você tá morto. Você não tá caminhando
sobre a terra, você virou pó.
Eh, você
eh tem alguns salmos que falam sobre
isso, né? Os mortos não sabem de nada,
não louvam a Deus. A gente tem aquela
passagem famosa lá em Eclesiastes,
capítulo 9, que fala: "Porque os mortos
não fazem coisa nenhuma, eles não
pensam, eles não fazem nada. Eh, a sua a
sua memória já no esquecimento. Ele não,
os mortos não existem mais. A esperança
que a Bíblia traz não é a sua alma sair
do corpo e ir para um lugar melhor, mas
a esperança que a Bíblia traz é a
recreação do mundo e assim a
ressurreição do corpo.
Ou seja, você vai ser você vai ser
criado novamente.
É isso que essa ideia que a Bíblia traz
sobre a esperança para você vencer a
imortalidade, pra gente ter acesso de
novo a ao fruto da árvore da vida.
Então, quando a gente lê o texto
bíblico, a gente vai ver várias
passagens falando sobre isso. Eh, as
pessoas falam: "Porque eu quero depois
que eu morrer, eu quero um dia Deus vai
me ressuscitar desse corpo e aí eu vou
ver a Deus novamente" e tal. Então, tem
várias ideias assim que aparecem em
diversos textos do Antigo e do Novo
Testamento falando sobre essa ideia de
ressurreição. Do Antigo Testamento
eh o Antigo Testamento fala pouco sobre
vida após a morte. O Novo Testamento vai
falar mais, mas mesmo assim no Antigo
Testamento, tem lá em Daniel capítulo
12, se eu não me engano, lá no
finalzinho,
vai falar claramente da ressurreição no
final dos tempos e tal. Então essa é a
esperança bíblica. Não que você
experimente as coisas, o céu e o ou
inferno fora do seu corpo, mas que o seu
corpo seja reconstruído. Porque o texto
bíblico,
eh, eu vou tentar sintetizar muito
rapidamente essas ideias, mas elas são
muito profundas, então talvez fique meio
meio meio troncho aqui essa ideia. Mas o
dualismo, no dualismo platônico você
existe uma separação assim total entre
corpo e alma. Você é um corpo, né? E
você possui um corpo e você é uma alma.
No pensamento bíblico não existe essa
separação, né? como a gente falou aqui
no quando Deus cria o homem e vai dizer
assim: "Es soprou o Senhor Deus o fôlego
da vida eh no no corpo que ele tinha
criado do homem e o homem se tornou uma
alma vivente." Então, a alma tá
contemplando o corpo com esse fôlego de
vida, um corpo vivo. Então, quando o
corpo morre, a alma morreu, a alma não
existe mais. Quando o corpo for
ressuscitado, essa alma vai voltar a
existir, né? Eh, então essa é a
diferença do pensamento bíblico na sua
essência e do pensamento do dualismo
platônico.
Eh, na Bíblia as coisas são muito mais
físicas, materiais.
Quando você peca, você peca com seu
corpo.
Quando você faz o bem e quando Deus age
através de você, ele tá agindo no seu
corpo. São as coisas que você fala, são
as coisas que você faz, as pessoas que
você encosta nelas, as coisas que você
come e tal. O Novo Testamento vai falar
muito disso, porque o Novo Testamento
foi escrito num contexto onde o
pensamento platônico era o senso comum
na, né, na em diversos povos ali.
Então tem esse esse choque entre o
pensamento bíblico, que é mais material,
corpóreo, e o pensamento
eh do dualismo platônico que vai separar
totalmente corpo e alma, o mundo físico
do mundo eh o mundo sensível, o mundo
físico que você percebe através dos
sentidos e o mundo real, que é o mundo
das ideias, que tá por trás desse mundo
físico. Essa ideia platônica, ela bem
posterior ao texto bíblico, eh, quer
dizer, bem posterior ao Antigo
Testamento.
No Novo Testamento, essas ideias já
tinham circulado mais, mas ela não, o
jeito de pensar da Bíblia não parte daí.
Esse é o jeito de pensar do platonismo,
tá certo? Mais ou menos isso.
Resumidamente,
Deus escolher dar ao homem a
possibilidade de escolher ser semelhante
a ele ou semelhante à serpente.
Arumaruminho.
É o a serpente, o arum é o a serpente
era é o mais sagaz, né, dos animais.
Eh, a noção de idolatria enquanto
desobediência
no ver e no dizer. que aparecem reis
Saul
da idolatria enquanto desobediência que
aparecem reis em Saul parece já aparecer
parece que já aparece aí em Gênesis bem
como a ideia de tornar-se semelhante ao
ídolo que você adora. Ah, tá, entendi.
Você tem uma ideia de da condenação da
idolatria, porque quando você adora um
ídolo falso, você se torna igual a ele,
você se torna sem vida igual a ele.
É, então, aid, olha como é interessante,
né?
Os textos posteriores da Bíblia, quando
eles pegam as ideias, vão explicando
mais, se aprofundando, aprofundando
nelas e tornando elas mais complexas,
eles estão o tempo todo fazendo
referência aos fundamentos que foram
lançados em Gênesis.
Então, a ideia de idolatria, apesar de
não aparecer a palavra ídolo em Gênesis,
também tá relacionado com todas essas
essas questões, né? Como a gente tinha
falado lá antes, alguém falou do pecado,
apesar da palavra pecado não tá em
Gênesis, quando essa ideia vai ser
construída melhor na Bíblia, ela vai
fazer referência a ideias que que já
estão em Gênesis, né? Então é bem
interessante isso. Inclusive essa ideia
da semelhante, se tu se tornar
semelhante o que você adora, você tem eh
o quando fala lá em Gênesis,
eh de Deus criou o homem sua imagem e
semelhança lá Gênesis capítulo 1 verso
26, se eu não me engano, que Deus criou
o homem a sua imagem e a sua semelhança,
né? Aí você tem lá no hebraico
o e e demut.
Palavra tsal significa sombra, né? Vem
de tselem, que significa a imagem. E a
mesma palavra paraa imagem que quando
falar eles adoravam imagens de outros
deuses, que é uma palavra que depois tá
relacionada à idolatria. Então é quase
como se o ser humano fosse uma imagem de
Deus, da mesma forma como o ídolo é uma
imagem
de uma ideia morta, vamos dizer assim,
né? Então você vê, apesar da palavra
ídolo não tá lá em Gênesis,
o conceito que a ideia de idolatria da
que a Bíblia constrói, eh esse esses
conceitos, esse fundamento já estão
lançados em Gênesis. Por isso que
Gênesis é tão importante, né?
O Diogo vai falar que eu sou o pão da
vida, eu sou a porta e tal. Todas as
ideias que Jesus relaciona a ele mesmo,
né? Em relação à vida que a gente falou,
né? Pode ser a árvore da vida também,
né? Alguém disse que somos um espírito
que habita um corpo e possui uma alma.
Somos um espírito que habita um corpo e
possui uma alma. Então, nascemos com um
espírito morto desconectado da vida, que
é Jesus. É, então, Lucilene, a forma
como eu entendo essas palavras
dentro do do texto bíblico seria
diferente disso, porque dentro do texto
bíblico, nós somos um corpo. Você é um
corpo e você também é uma alma. Você é
um corpo vivo. Isso torna você uma alma.
Você é um corpo com um fôlego de vida
que Deus suprou. Então, isso faz com que
você seja uma alma.
Eh,
a ideia de espírito tá mais relacionada
com esse sopro. A palavra espírito no no
no na no Antigo Testamento é a palavra
ru
e que é também a mesma palavra para
vento, para sopro.
Então, literalmente a gente poderia
traduzir todas as vezes que aparece a
palavra espírito, a gente pode traduzir
como sopro. O sopro de Deus é o espírito
de Deus, né?
O espírito de Deus pairava sobre as
águas. A gente pode falar que um vento,
vento de Deus pairava sobre as águas. O
sopro de Deus agitava a superfície das
águas. São todas traduções possíveis.
Então, o Espírito Santo é o sopro santo,
é o vento santo. Quando a gente entende
essa essa relação semântica, a gente
entende várias passagens do Novo
Testamento que Jesus fala, tem uma
passagem que Jesus chega assim: "Agora
vocês vão receber o espírito e sopra em
cima deles." Porque a palavra sopra e a
palavra espírito é a mesma palavra.
Inclusive no no grego também, que é uma
coincidência interessante, né? No grego,
a palavra pneuma, que é da onde vem
pneumático, que é pneu, o pneu do do
carro, né? Porque ele é cheio de ar
dentro, vem dessa dessa também tem essa
mesma ideia de sopro, de vento e de
espírito também.
Eh, então o espírito eh
tá mais ligado ao ato de viver da forma
como eu entendo. Então,
se eu fosse
montar de novo essa frase, eh, pensando
em como a a Bíblia se relaciona com
esses termos, então nós somos
um corpo vivo, portanto uma alma, e
temos um espírito e temos um um fôlego
de vida, um sopro de vida, né? Embora a
expressão fôlego de vida não seja
exatamente a expressão espírito, mas
estão relacionados. Na verdade tem uma é
complicado, né, essas coisas, né? A
palavra nefes,
que é a palavra alma, a palavra nismat,
a nichmat ru que é o fôlego de de vida,
é o sopro de vida, né? Então, Nefes,
Nismat, Ru que é espírito, alma e tal,
são todas palavras que estão
relacionadas com o ato de respirar. tem
a ver com a garganta, com a respiração,
com sopro, porque é justamente essa essa
coisa de tá vivo. Isso não é só no
hebraico. Em várias culturas antigas
existe essa relação semântica entre o
ato de respirar,
a boca, a garganta, o sopro, o vento,
né? E a ideia de alma
ou de espírito. Então, a palavra alma no
texto bíblico, nefes, também tá
relacionado com a garganta, com ato de
respirar. palavra espírito é a palavra
rur, é a palavra sopro. Então, tem
sempre essa ideia.
Por isso que eu entendo que no texto
bíblico ele não fala de coisas que não
são físicas. Inclusive o espírito e a
alma são coisas físicas, são um ato de
respirar em si. Embora você não consiga
pegar o ato de respirar, eh, ele não é
um um objeto físico, mas ele tá se
relacionando com um corpo físico,
entende?
Eh, então eu diria que é mais por aí.
Sobre o ver e dizer, parece que implica
em uma ordem de autoridade, pois apenas
Deus faz isso. Mas a mulher vê que o
fruto era e diz ao seu marido, usurpando
certa autoridade.
Isso, Wade, é principalmente a ideia de
que era bom.
Eh, a tá comentando aqui de de, né, para
quem tá
não tá pegando aqui as referências dela,
eh, de expressões que aparecem em
Gênesis que que fazem autorreferência
ali na história. Então, por exemplo,
você tem um refrão que aparece no
capítulo um, Deus cria a luz e Deus vê
que a luz era boa, né? E aí é o vitar de
manhã, o primeiro dia. Aí Deus faz
separação entre entre a a parte seca e
as águas e tal. Aí Deus cria a a a
vegetação e vê que era boa. Então Deus
vê e declara que é bom. E Deus vê e
declara que é bom. E viu Deus que era
bom. E houve tarde de manhã e dia tal.
Esse é um esse é um refrão. Toda vez que
Deus cria alguma coisa e viu Deus que
era bom. Então essa essa esse é um
refrão que aparece no capítulo 1 de
Gênesis, na criação do mundo. Quando
Deus termina de criar o mundo, parece
que esse refrão foi abandonado. Agora
não tem mais o refrão de e viu Deus que
era bom, que ele terminou de criar. Mas
aí logo em seguida vem a história da
queda. E quando tem a história da queda
da humanidade, Eva pega o fruto e o que
acontece? Ela vê o fruto e vê que o
fruto é bom para se comer e tal. Então,
tem uma ideia de você atribuir um valor
às coisas que era só feito para Deus. E
agora Eva com o fruto na mão, ela vê o
fruto e declara que ele é bom, entende
que o fruto é bom.
Eh, é uma referência a uma ideia que foi
repetida em Gênesis logo antes lá na na
criação do mundo. Vocês vem que
interessante isso? Tem vários desses
dessas ligações de expressões em Gênesis
forma uma trama assim complexa e
interessantíssima. Esse texto, gente,
ele não foi escrito assim: "Ah, o cara
sentou, tive uma ideia, vou escrever uma
coisa". Saiu escrevendo. Não, esse texto
foi escrito com cuidado. Esse texto foi
escrito. Aí a pessoa deixou descansar o
texto, voltou para ele, falou: "Não,
deixa eu colocar mais uma coisa, deixa
eu relacionar essa ideia com aquela".
Porque o texto é complexo. O texto tem
várias ideias que se amarram, que se
fazem referência. Então assim, por isso
que
mesmo que você não acredite em Deus,
existe um fenômeno muito interessante
que a gente lê um livro que tem lá 3.000
e tralalá de tantos anos e a gente toma
decisões baseado nele. Então, mesmo que
você não acredite em Deus, isso é um
fato muito interessante. O que que tem
nesse livro que conseguiu capturar a
imaginação das pessoas tão
profundamente? É porque esse livro
e se você já tem um um pensamento
antirreligioso, você vai ler a Bíblia e
vai achar horrorosa e tal, coisa e tal.
Mas se você lê a Bíblia do ponto de
vista, não, pera aí, existe alguma
questão literária aqui que faz as
pessoas se apegarem a isso. Tem alguma
coisa interessante aí? você vai ver que
esse livro é é interessantíssimo, é um
livro belíssimo
e é um livro complexo, é um livro que as
ideias se amarram de um jeito
maravilhoso, né? Não é à toa que a gente
tá aqui mais de 3000 anos depois falando
sobre o texto de Gênesis.
A humanidade se debruçou sobre esse
texto por muito tempo. Muita gente em
toda a história da civilização
ocidental. A gente tem gente estudando
sobre esse texto porque é um texto muito
bom, né? O texto de Gênesis é um texto
muito bom. Não dá para falar que não é,
né? Eh, não. Só se você tiver já um
pensamento muito contra a religião, você
já odeia a religião, aí você já lê o
texto contaminado com aquela ideia. Eu
vou ler aqui um negócio que faz as
pessoas soerem coisas horríveis, né?
porque você não gosta de religião e tal,
aí você não consegue ver a beleza do
texto mesmo.
Mas se qualquer julgamento honesto
sobre a Gênesis de um ponto de vista
literário, não tem como falar que é um
texto ruim, é um texto muito bom.
Eh, vamos lá, vamos voltar aqui.
[risadas]
Eh, Saul vê o rebanho e pensa em
sacrificar para Deus, mas ainda
desobedecendo, melhor é obedecer do que
sacrificar, etc. e tal.
Eh, falando de usurpar a autoridade que
você tinha falado no no verso anterior,
né? Ed. Aí a Lucene fala aqui: "Gosto de
relacionar o tabernáculo com átrio,
lugar santo e o santíssimo com o corpo,
a alma e o espírito. Quando eu falo com
Deus é com o meu espírito. Minha alma eu
uso para falar com outra criatura.
Então, Lucilene, é como como a gente
estava falando, né?
dependendo da forma como você entende
essas palavras, do significado que você
dá essas palavras, essas relações são
perfeitamente cabíveis, entende? Eh, e
como a gente tem o texto bíblico fala,
faz essa relação mais de uma vez de que
o seu corpo é o santuário, né? Eh, é
interessante fazer essas essas ligações,
né?
Aí o Gilson coloca aqui eles.
Eclesiastes 12 verso 7 diz que o corpo
volta ao pó e o espírito volta a Deus
que o deu. Isso. Bom, bom exemplo,
Gilson. Quando ele descreve a morte
também é outro livro que é bonito para
caramba, né? L essa descrição que tem lá
no capítulo 11 de Eclesiastes, que ele
fala da velice e tal, eh, é uma
descrição da velice, da aproximação da
morte, assim, belíssima do ponto de
vista literário. E aí quando ele fala
com chega a morte, quando o final da
vida, ele vai falar exatamente isso, que
é desfazer o que Gênesis fez.
Em Gênesis, Deus pega o do pó da terra,
ele cria um corpo e sopra nele o fôlego
de vida. esse homem se torna uma alma
vivente. Então lá no final, o espírito,
o sopro volta para Deus, o corpo volta
pro pó da terra, né? Então foi desfeita
essa obra que Deus criou, né? E a
esperança que a Bíblia dá. Ecclesiastes
também fala disso, mas ele não fala tão
claramente sobre a ideia de
ressurreição, que é que não é que a
minha alma vai voltar fora do corpo, mas
o meu corpo vai ser recriado. Essa essa
é a ideia bíblica, né?
Eva achou que o fruto era bom, esqueceu
que era mal também. Às vezes o que vejo
em mim, o que é bom e é só mal. Bom só
Jesus, não sou nada sem Jesus. É a
relação que o João fez aqui também, né?
Eh, ela viu que o fruto era bom, mas era
um fruto do conhecimento do bem e do
mal, né? O bom e mal. Inclusive, é a
mesma palavra, né? Tová.
Ra, né? No no hebraico. E a palavra tov
é a palavra para bom, para bem, eh, para
bonito, para agradável, para todas essas
coisas. É a palavra tove.
Eu antes de ler aqui o o comentário da
Aid, eu vou dar uma vou voltar e ler os
primeiros comentários. Pessoal que tava
em live, eu não sei se até teve gente
até que já foi embora. Eh, a gente volta
para esses comentários finais aqui, né?
Eh,
Thaago já começa dando boa noite aqui. A
Lilian, eh, o Gilson,
o Dorival também que tá sempre aí. Boa
noite, gente. Eu não sei nem se o
pessoal ainda tá aqui. Eu fiz uma
confusão na leitura desses desses
comentários aqui. Eu não vou mais fazer
isso, não. Vou eu vou ler eles na
sequência mesmo. É melhor. Eh, é bom que
a enquanto a nossa live não tá muito,
não é muito cheia, né? Talvez um dia
cresça. Ainda dá para ler todos os
comentários e comentar cada um deles,
né? E Roney, boa noite. Se possível, eu
faço um comentário sobre a genética do
Senhor Jesus Cristo. Raab, Tamar, Rut,
Batseba. Ah, tá. a a genealogia, né,
Dorival.
Esse é um assunto interessante. Vamos
falar sobre ele na próxima. Eu acho que
é um um assunto legal para falar na
próxima. falar sobre a genealogia de
Jesus lá de Mateus, que tem essas quatro
mulheres aí, que são quatro mulheres
que seriam que não só não seriam
colocadas numa genealogia, mas que já
seriam excluídas da sociedade como um
todo por jeito que as coisas eram, né? E
quando a a genealogia de Jesus é
construída, ele faz questão de mencionar
essas mulheres para justamente para
falar: "Jesus vem de um lugar
improvável,
né? Ele vem da daquelas pessoas que não
tinham valor dentro daquele contexto que
que elas vieram, né?
Meu Deus, faz tempo que eu não assisto
as lives. Estô chocada aqui. O som e a
imagem estão ótimas. Isso é a Lilian
aqui. Que bom.
A Lucilene falando do tema, né?
Excelente tema.
O M Karate 1. Boa noite, Davar.
Eh,
e aqui acho que a gente já leu os
outros. Vou voltar pro final lá.
[risadas]
Então, Aid comenta aqui: "Você acredita
na ideia das tábuas que Moisés teria
usado devido à expressão toledot? Ou
você acredita em inspiração verbal do
pensamento ou outro tipo aí para
Gênesis?" Não é só um adentro. Eu sou a
AID e não a
Aid. Kakak. Alguns confundem, normal.
AID ou AID. É aid ou Aid, é isso? Eu não
sei. Tá escrito a mesma palavra duas
vezes. Você acredita na Bíblia? Existe
mais de uma ideia de Deus como relojiro,
que as coisas funcionariam sem ele ou de
alguém que precisa continuamente manter
o movimento de tudo? Nossa, ideias bem
profundas aqui. Estou pensando sobre a
ideia de leis naturais que nós
atualmente como a Bíblia, tá? Vamos lá.
A ideia das tábuas que Deus eh que
Moisés teria usado devido à expressão
toledota.
A expressão toledota é a expressão
genealogia, né?
Eh, ou você acredita em inspiração
verbal do pensamento ou ou outro tipo aí
para Gênesis. Ah, tá, tá, tá. Eu acho
que entendi que que que a tá dizendo
aqui, né? Eh,
depois você me disse, é isso daí mesmo,
Ed? Porque existe uma ideia que
principalmente no texto, no dentro do
pensamento da da tradição judaica, é que
o texto ele é inspirado
eh verbalmente,
palavra por palavra. Então, meio que a
pessoa recebe o texto pronto, né? É
quase como a ideia que que o que os
espíritas têm. Ai gente, eu vou
mencionar coisas que eu não conheço bem,
né? Então vou falar besteira aqui, que é
a psicografia do espiritismo, não é? Eh,
que alguém tá meio que narrando
um um texto para você e através do seu
corpo aquilo vai sendo escrito, né?
Então, o
dentro do judaísmo tradicional hoje se
acredita que o texto bíblico é inspirado
palavra por palavra, ou seja, aquela
aquela formação de palavras é sagrada.
Inclusive, por isso que o
eh que o judaísmo leu o texto em
hebraico, porque uma tradução do texto
não é sagrado. O que é sagrado é só o
texto original com aquelas palavras
naquela combinação específica, né?
Ah, é o Aid, não, aid. Entendi. Aid. Ah,
tá, tá. Ah, eu não vou esquecer mais. É
o Aid, certo, Aid? Tá bom, não esqueço
mais agora, tá? Eh, voltando aqui, então
tem essa ideia de inspiração palavra por
palavra. Então, tem aqueles códigos da
Bíblia e tal, porque as pessoas tentam
achar mensagens secretas ali no texto
bíblico. Se você pega uma palavra aqui,
outra ali, faz um algoritmo matemático e
tal, porque nesse pensamento as
palavras, a disposição delas no texto é
sagrada.
A minha maneira de entender o texto não
é assim. Eu entendo mais que Deus
inspira o sujeito com a ideia e é muito
difícil. E eu sei que é uma discussão
infinita, é que forma e conteúdo
não são coisas que dão para separar,
porque a forma como eu digo uma coisa
também é a mensagem, entende?
Então, eh, se como que eu vou explicar
isso? Eu não vou conseguir achar um bom
exemplo agora. Então, dependendo da
forma como você fala uma coisa, eh,
aquela coisa ganha uma conotação
diferente. Ou seja, a forma ela se
mistura no significado das coisas. Se eu
falar uma coisa de um jeito grosseiro,
eh, eu posso ter falado uma coisa que
não é grosseira, mas a forma como eu
falei, ela contamina o o o
conteúdo da mensagem, vira uma coisa só,
entende?
Então eu sei que existe isso. Então é
muito difícil falar: "Não, Deus inspirou
só o conteúdo, mas a forma é humana".
Essas coisas se misturam. Então, até que
ponto Deus também não inspirou o autor
de Gênesis artisticamente para ele
compor aquela aquele aquela
aquela introdução, aquela criação do
mundo, aquele texto que que é um um
texto riquíssimo, né? Eh, então Deus, eu
acredito, Deus inspirou artisticamente,
Deus inspira, Deus, Deus faz as pessoas
até inspirar, não sentido só bíblico,
mas como, por exemplo, ah, vi uma coisa
bonita, eu fiquei inspirado para fazer
uma poesia. Então, a ideia de Deus
também inspira o ser humano para criar
arte. O texto bíblico é uma arte.
Então, eu não sei até que ponto dá para
separar uma coisa da outra, mas eu não
acho que palavra por palavra é narrado
por Deus, porque
a gente vê, eu acho que mais um jeito
que que é muito difícil de entender, eh,
de que Deus inspirou palavra por
palavra, é só ver como cada pessoa em
cada época, cada autor tem seu estilo
próprio. Às vezes o autor dá para saber
que é ele por causa do vocabulário que
ele usa. Eh, o sujeito ali do período do
exílio vai usar um hebraico que tem uma
influência do aramaico também, porque
era a língua do exílio. Então, assim, o
texto ele é uma produção da época dele,
entendeu?
O texto bíblico, eu entendo que é um
texto sagrado, mas não por causa de uma
combinação mística das palavras em si,
mas eu entendo que o texto é sagrado
porque a ideia que ele traz me traz
vida. traz vida para mim. Então, não é
uma não é uma questão assim de de
mística de eu combinar as coisas e sair
uma energia, alguma coisa assim. É mais
no sentido de se eu pego esse texto,
aplico ele na minha vida, eu vivo a
minha vida melhor, eu me torno uma
pessoa melhor, porque eu tô inspirado
numa ideia de um Deus bondoso e tal, etc
e tal. Então, aid, ô aid, eh, eu entendo
dessa forma, eu entendo, eu não entendo
uma inspiração palavra por palavra, não.
Eu entendo mais uma inspiração,
eh,
uma inspiração da ideia,
uma inspiração artística para compor o
texto, mas o texto é uma produção
humana.
O texto é uma é uma
é uma
é uma associação entre o humano e o
divino, né? Porque é um ser humano
escrevendo conceitos divinos, né? assim
que eu entendo. E é complexo isso, não é
fácil não.
Eh, aí o A fala aqui: "Você acredita que
existe na Bíblia mais uma ideia de Deus
como o relojoeiro, que as coisas
funcionariam sem ele ou de alguém que
precisa continuamente manter o movimento
de tudo?" Essa é uma outra ideia tão
complexa, Ed. Eu não sei dizer até que
ponto dá para separar uma coisa da
outra. Na minha cabeça é tudo meio
confuso, porque se por um lado
eu não acho que necessariamente
uma folha de árvore cair é um ato
deliberado divino, Deus falou: "Ah, eu
quero que essa folha caia" e ela cai.
Então, todas as folhas que estão caindo
nesse momento no planeta Terra inteiro é
um ato de decisão deliberada de Deus.
Mas eu também acho ao mesmo tempo que
tudo o que acontece acontece dentro de
uma anuência, de um de um consentimento
divino.
Então, como ele criou todo o mecanismo,
eh
tudo tudo que esse mecanismo produz faz
parte do pensamento daquele que criou o
mecanismo, entende?
Eu não, não é uma ideia simples também.
Eu sei que também assim esse esses são
conceitos complicadíssimos e vai ter
gente que vai discutir isso
profundamente em filosofia. Eu sei que
essa ideia inspirou muitos eh muitos da
dos daqueles cientistas que eram que
eram cristãos, né? Inclusive o próprio
Isaac Newton, né? O maior cientista que
teve. Eh, ele, toda a produção
científica dele é inspirada na ideia de
que entender o mundo físico, eh, o
funcionamento do mundo, é entender o
pensamento de Deus. Então, de certa
forma, entender o mundo físico é
entender o divino também. Então, tem
toda essa complicação aí.
Eh, então,
eu não sei se se dá para pensar em como
a mente de Deus, o que que é uma
deliberação na mente de Deus. Então, o
desdobramento de uma criação de Deus não
é de certa forma uma deliberação de
Deus, uma intenção também divina. Então,
eu fico viajando nessa. Eu não sei se
tem uma solução fácil. Estou pensando
sobre a ideia de leis naturais que nós
temos atualmente. Como a Bíblia pensaria
sobre isso? As leis naturais, você diz
as leis da física mesmo, né?
Então,
a Bíblia, de certa forma, ela vai falar
que essas leis são uma manifestação
divina, porque ela vai falar lá, o Salmo
19 falar, né? Os céus declaram a glória
de Deus, um dia faz declaração ao outro
dia e tal. Não existe palavras, eles
falam sem palavras. Então, esse
funcionamento do mundo
eh é uma é uma declaração da glória de
Deus.
Mais ou menos isso que eu tava falando
antes. Então, eh,
o mundo tem um funcionamento e que nós
somos dotados de uma mente que pode
compreender até certo ponto o
funcionamento desse mundo. Eh, e quando
a gente entende a lógica por trás dos
mecanismos do mundo, a gente tá
estudando uma lógica que foi criada por
Deus. Então, de certa forma, a gente tá
estudando também a Deus quando a gente
estuda a natureza, entende? Eh,
é como quando eu estudo eh o o
a obra de Machado de Assis, eu tô
estudando o Machado de Assis, eu tô
entendendo como ele pensa, eu tô
entendendo a pessoa dele quando eu
estudo a obra dele. Então, é mais ou
menos essa a ideia. Quando você estuda o
mundo, você entende, você tá, você não
entende completamente, né, porque tá
muito acima da nossa compreensão, mas
você também tá estudando o pensamento de
Deus, o jeito de pensar desse criador,
né? Através da obra você eh você
você entra em contato com o criador
dessa obra.
Você falou da ideia do relojoeiro, né?
Eu sei que tem o Richard Dawkins fala do
relojoeiro cego, né, e tal, que a
natureza tem um monte de defeitos,
digamos assim. E eu entendo o que ele
quer dizer. é uma coisa complexa. também
não tem uma uma resposta fácil para
isso, porque a gente tem no texto
bíblico uma complicação a mais, porque
de um se por um lado a natureza é uma
criação de Deus e funciona da forma como
Deus estabeleceu, por outro lado, a
gente vive numa natureza deturpada, que
é o que o texto bíblico determina que
quando o homem
pecou, a natureza se modificou, a
natureza se tornou pecaminosa.
Então, a natureza também não é
exatamente
o que Deus gostaria que ela fosse.
Existe uma ideia de natureza que é a
natureza do ideal divino, que não é
exatamente essa natureza, embora a gente
possa ver eh a gente possa ver o o
retrato dessa natureza ideal divina eh
nesse mundo físico, né? Eh, apesar dele
ter sido um mundo que se distorceu, né?
O, a terra
produzirá espinhos e cardos, né? Como
Deus fala lá em Gênesis 3, né? A
natureza vai se modificando, as coisas
se tornaram diferentes do que era o
ideal divino.
Aí a Luc diz aqui, parece que tudo se
resume em como Deus criou um sistema
para se relacionar com a criatura. se a
criatura escolher se relacionar com ele.
Pois é, Lucilene. E é o que
nós também somos parte desse sistema,
né? Esse que é o doido, que a gente a
gente pensa na criação de Deus como uma
mediação entre nós e Deus, mas também
somos parte dessa criação. Então, quando
a gente estuda a natureza, a gente
estuda a gente mesmo, que a gente tá
estudando o nosso corpo. Os mecanismos
da natureza são os mecanismos que
acontecem dentro do nosso corpo, né? Eh,
a gente estuda o que nós somos também e
aí a gente se relaciona com o criador de
todas as coisas.
Bom, gente, 5 paraas 10.
E é isso, rendeu, né? Esse assunto é
interessante. A gente ficou aqui
viajando, falando de várias coisas. Eu
gosto dessas viagens.
Eh, é bom conversar com vocês sobre tudo
isso.
E é isso, gente. Acho que voltamos.
Então, semana que vem
a gente fala de mais alguma coisa. Como
que era o assunto que eu falei aqui que
a gente podia falar semana que vem? É um
assunto que acho que o Dorival falou lá
no começo. Deixa eu ver se eu acho que
que era. Eh,
sobre a genealogia de Jesus. A gente
fala, começa semana que vem, a gente
fala sobre genealogia de Jesus. Alguma
hora a gente volta a falar sobre as
obras de arte lá que a gente tinha
começado a falar no final do ano, tá?
faz aí algumas análises de umas obras de
arte que tenham aí em sites religiosos
interessantes também. Tá bom, gente?
Então, obrigado aí por acompanharem
mais uma live até o final.
Eh, o Ozeal falou: "Muito bom, muito
produtivo ouvir eh falar, ouvir sobre
Gênesis, eh, as mulheres na na de Jesus,
né? Zel colocou isso. Então, semana que
vem a gente fala, a gente vai falar
sobre isso. Quando eu for colocar a a
estreia da live, eu já vou colocar isso
no título.
Vai ser isso que a gente vai começar
falando. Boa noite, então, aí pessoal, o
Oziel que tá aqui e o pessoal que
acompanhou até aqui, a Lucilene,
o AID, agora não vou mais esquecer, né?
E boa noite aí, bom sábado, bom início
de sábado aí para vocês e até até a
semana que vem. Então, gente, abraço.

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