Como o livro de Salmos nos ajuda a orar mais e melhor // Franklin Ferreira
22/02/2026
Como o livro de Salmos nos ajuda a orar mais e melhor // Franklin Ferreira
Neste trecho da aula "Salmos imprecatórios" do curso "Teologia Bíblica dos livros sapiencias e poéticos", o Dr. Franklin Ferreira nos explica como Salmos e sua teologia ajudam o crente a ter bons modelos de oração para que com isso se aprofunde mais em sua busca por Jesus Cristo.
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
[música] Ah, um ponto importante, então, ah, os [música] salmos, eles não só refletem a piedade do povo de Israel, mas eles foram incorporados na linguagem da igreja do Novo Testamento. Jesus sancionou os salmos para nós hoje, na medida que ele ensinou-nos que eles todo saltério dá testemunho de Jesus. Então a gente deve incorporar os salmos e nossa oração e nossa devoção pessoal. Você tem aí um diagrama que vem do aneton, de um dos livros do aneton. Ele sugere que nós temos três espaços de oração em nossa vida. A primeiro espaço onde a gente aprende orar e no domingo com a nossa comunidade ali no culto público. Do outro lado, nós somos exortados na Sagrada Escritura a permanecer orando todas as horas do dia, orar sem cessar, mas ele entende que a gente só consegue orar com profundidade na comunidade e a gente só consegue permanecer orando no dia a dia se a gente ora diariamente o saltério. OK? Então, o ponto dele é que a adoração na igreja vai firmar a nossa devoção ou nossa espiritualidade na escritura, numa vida comunitária. Nós aprendemos a orar ouvindo outras pessoas orando. Ah, do outro lado, como é que a gente, o que quem o que determina a gramática da oração, a linguagem de oração? O saltério, sobretudo o saltério. Saltério é nosso livro de oração, nosso, por assim dizer, nosso ginásio de oração. Só um detalhe aí. parêntes aqui, uma curiosidade histórica. Ah, você começa a estudar literatura sobre oração, você não vai descobrir até o século X ou 17 livros específicos sobre oração. Você vai encontrar ah, desculpe, comentários bíblicos sobre os Salmos ou sobre o Pai Nosso, mas não livros específicos sobre oração. Por quê? Porque até século X, X, seja católicos ou nos vários ramos do protestantismo, as pessoas entendiam que a gente aprende orar ouvindo salmos. A nossa linguagem de oração, ela é ela é depurada ou aperfeiçoada pela meditação no saltério. Então, no passado, a um presbítero, um diácono, um catequista que ele ensinar sua comunidade orar, OK? pregaria os 150 salmos ou pregaria o Pai Nosso para aquela comunidade. Então, ah, os salmos que devem ser lidos inclusive no culto público, eles nos ajudam a aprender ou reaprender a linguagem de oração. A oração recordada dia a dia desdobra essa oração, né? Ou a oração sem cessar desdobração para todos pormenores da vida. Mas como é que a gente vai orar de forma que agrada a Deus na igreja? E como é que a gente ora sem cessar durante a semana? caminhando com os salmos e incorporando a linguagem dos salmos nossa oração pessoal. Por exemplo, Calvino escreve logo na abertura do primeiro volume dele dos Salmos, que são maravilhosos aqueles quatro volumes. Ele diz: "Tenho por costume denominar esse livro, e creio, não de forma incorreta, de uma anatomia de todas as partes da alma, pois nossa quer uma emoção da qual porventura tenha participado que não esteja aí representada como no espelho." Ou melhor, o Espírito Santo aqui exirpa da vida todas as tristezas, as dores, os temores, as dúvidas, as expectativas, as preocupações, as perplexidades, enfim, todas as emoções perturbadas com que a mente humana se agita. A genuina e fervorosa oração provém, antes de tudo, de um real senso de nossa necessidade e, em seguida, da fé nas promessas de Deus. É através de uma atenta leitura dessas composições inspiradas que os homens serão mais eficazmente despertados para a consciência de suas enfermidades e ao mesmo tempo instruídos a buscar o antídoto para sua cura. Numa palavra, tudo quanto o servo de encorajamento ao nosmos a buscar a Deus em oração, nos é instado esse livro. Por isso, por exemplo, a tradição episcopal anglicana a tem retornado todo mês ao saltério. Você tem um quadro aí tirado do livro de oração comum. Então você tem a os 150 salmos para serem recitados todos no único mês. Ah, eu não vou poder desenvolver esse ponto. Vou até pular alguns slides aqui, mas se você procurar na internet, há um ensaio meu chamando, ah, os salmos como devoção cristã, alguma coisa assim. Só botar Frankle Ferreira, salmos e oração, tá? No teologia brasileira. Então você tem essa tabela nesse texto, nesse ensaio e você tem um roteiro para como orar na prática. Você lê o salmo, você medita o salmo, você ora o salmo como sua oração pessoal. Ah, e o alvo dessa desse retorno ao salmo dia a dia é que sua mente se expanda e você venha contemplar a glória de Deus, o reinado de Deus e a majestade de Deus. Mas o fato é que nós precisamos voltar a reincorporar os salmos em nossas devoções pessoais. Ah, os salmos vão ser o nosso ginásio de oração. Os salmos vão depurar nossa linguagem, os salmos que vão dar literalmente a gramática pelo qual a gente vai orar e vai orar na certeza de que a gente vai ser atendido. Lembra João 15? Jesus ensina-nos que tudo que nós pedirmos em nome dele, segundo as palavras dele, ousadamente a gente pode confiar que vai receber. Porque a gente tem recebido pouco? Porque a gente pede pouco de um lado e porque não pede segundo as palavras de Deus. Então, quando a gente começa a incorporar os salmos, nossa oração pessoal, isso vai dando para nós uma confiança de que o que a gente pede em fé, a gente pode vir a receber, já que a gente tá lembrando a Deus daquilo que ele mesmo assegura pra gente, que ele vai dar pra gente na sua santa palavra. Então, o desafio para nós aqui é voltarmos aos salmos de fato, como nosso livro de oração, usando trechos de salmos do culto, levando a igreja a voltar ao saltério todo mês, etc. Seja criativo. Só uma última palavra antes da gente caminhar pro final aqui, destacando algumas questões teológicas. Ah, nós somos criados num ambiente de frases de efeito, do tipo muita oração, muito poder. Pouco oração, pouco poder. Nem oração, nem nenhum poder. E aquela história de orar 2 horas por dia, 3 horas por dia, humanamente num grande centro urbano, ninguém consegue fazer isso. As pessoas trabalham 8 horas diárias, passam duas a 4 horas por dia em ônibus. Ah, mas se os salmos são o nosso livro de oração, quanto tempo você leva para recitar o salmo primeiro, por exemplo? 40 segundos, 1 minuto, 1 minuto e meio. Mas é oração. O Salmos, como nosso livro de oração, nos ensina globalmente que não importa tanto a quantidade de tempo que você passa na presença de Deus, mas a qualidade do tempo que você passa da presença de Deus. Uma oração curta, proferida segundo a palavra de Deus, é mais bem recebida do que multiplicação de palavras sem significada da presença dele. Lembra do Pai Nosso que a oração modelo e alguns ser sugerido que o Pai Nosso resume todo o saltério? Não é pelo muito falar pelo qual a gente vai ser atendido. Aí Jesus oferece um uma oração que é um modelo pra gente. Quanto tempo você leva para proferir aquele Pai Nosso ali? 30 segundos, 40 segundos. Então, o ponto é o que vai estimular a gente a orar sem cessar são as nossas celebrações públicas, os nossos cultos, onde a gente também aprende os salmos. Na medida que os salmos vão entrando em nossa, nosso DNA, vão ganhando o nosso corpo e vão se tornando nossa linguagem de oração, a gente começa a ser apto a tornar todos os detalhes do nosso dia a de oração, inclusive usando salmos para proferir essas orações da presença de Deus. >> [música]