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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 13/02

Davar Live – 13/02

Davar Live – 13/02

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, tudo bom? Boa noite para
vocês.
Estamos aí ao vivo. Eu já começo pedindo
aquele feedback de som e áudio, né?
Eh, porque eu não sou assim um cara que
sabe mexer muito bem nessas coisas,
sempre fica alguma questão, mas acho que
tá tá OK, né? Eh,
como vocês estão hoje? Eu até achei que
não ia ter ninguém porque a gente tá aí
num feriadão,
nesse feriado de carnaval, né? E
mas bom ver que vocês estão aí. Tô vendo
aqui que o Oziel já respondeu: "Boa
noite". Imagem, som. OK. Legal.
Então, boa noite, Oziel.
Eh,
eu até achei que não ia ter live porque
agora a pouco tava caindo o mundo aqui.
Eh, tá, começou a vir uma tempestade
para cá, mas acho que ela já meio que se
desfez, então tá tudo certo. O Carlos,
né? O Carlos Muniz. E aí, Ronate?
Shalom. Som funcionando. Legal.
Talvez o som esteja baixo, mas tô no
fone 100%.
Tá. É, o meu som aqui ele tá no total e
eu nem porque aquele negócio, né? Como
eu falei para vocês na outra live, eu
não tô no meu computador de casa que eu
uso normalmente, então as coisas mudam
um pouco, tá 100% o som aqui, mas eu não
sei se
tá do jeito que tava para vocês antes,
né, nas outras lives. Mas beleza. Eh,
vamos lá, então. Como que vocês estão?
Tá tudo tranquilo? Vocês têm alguma
coisa que vocês gostariam de conversar?
A gente tinha conversado na última live
que o
que a gente ia falar sobre alguns
quadros, né? Eh, umas obras de arte, mas
esse é o tipo de assunto que eu não
consegui ver isso essa semana e não dá
para ser assim só no improviso, né? Eu
sei que eu fico adiando as coisas, mas
vocês sabem que uma hora ou outra eu
falo sobre elas, né?
Então, eh,
é isso. Então, hoje não será isso. Eu
tava pensando em falar uma outra coisa.
Eh,
aqui o Ozeel falando, tu tá fazendo ano
bíblico esse ano ou tu segue outro
plano?
Ah, legal. Já vou começar falando sobre
essa questão aqui. Ano bíblico. Esse ano
eu não tô fazendo ano bíblico,
embora eu acho que ano bíblico é uma
coisa bem legal de se fazer. Eu acho que
todo mundo que é religioso, que que se
propõe a seguir a Bíblia, deveria ler
uma vez na vida a Bíblia inteira. Eu sei
que muitas vezes a gente acaba lendo a
Bíblia inteira, mas não assim de uma vez
só, né? Uma vez você estuda um livro,
outra vez você estuda outro e tal, e
você acaba no final do do de tudo, ah,
já li a Bíblia inteira. Mas eu acho que
vale a pena a experiência de você ler a
Bíblia em uma passada só. você lê tudo,
né? Eu fiz isso algumas vezes na minha
vida,
sempre foi bom. E eu nunca fiz ano
bíblico assim, seguindo o pessoal tem
aqueles calendáriozinhos de ano bíblico,
né? Normalmente eu faço assim, eu eu
tento fazer dentro do do ciclo do ano
mesmo, mas eu começo em Gênesis e vou
lendo o máximo possível e tento terminar
o quanto antes. Se você
consegue ler todos os dias ali uma meia
horinha, eu leio devagar, principalmente
na Bíblia, porque às vezes eu eu vejo um
verso que achei interessante, eu vou
abro o Google, já dou uma pesquisada, já
tento leio um comentário bíblico, vejo
se tem alguma questão ali. Então eu leio
devagar. Então, ler meia hora por dia
para mim é pouca coisa.
Eu tentava ler como que era 10
capítulos.
10 capítulos por dia da dependendo do
livro que você tá lendo, né? Tem
capítulos e capítulos, mas 10 capítulos
não, era 10 folhas, 10 páginas. Dá para
ler isso em meia hora, 40 minutos. Se
você se dedicar, se você for
disciplinado para ler todos os dias,
você consegue ler assim em menos de seis
meses.
E eu gosto de ser assim, porque você lê
com as coisas frescas na mente. Então,
você tá lendo dos prof lendo lá os
profetas, ainda tá fresco na sua memória
as ideias, as histórias que eles falaram
lá na no nos livros dos, né, no nos
livros históricos e tal. Eh, você tá um
pouco mais para frente no Novo
Testamento, você ainda tá na fresco na
sua cabeça a a literatura profética, os
salmos e tal. Então, eu gosto de ler
rápido a Bíblia, tentar ler rápido. Para
mim, seis meses é meio rápido, tá? Mas
assim, ler numa passada só, vale muito a
pena. Eu acho que é o tipo de coisa que
vale a pena fazer.
É, eh, então, apesar de eu não estar
fazendo ano bíblico, eu não comecei, mas
talvez seja uma boa eu tentar ler a
Bíblia esse ano. É sempre bom. Toda vez
que você lê, você tem sites diferentes.
O quem é você quando você tá lendo o
texto é sempre uma pessoa diferente,
entende?
Então você tem, você se relaciona com o
texto de forma diferente. Textos que
você eh não chamavam atenção passam a
ser muito interessantes. Textos que você
sempre gostou, às vezes eles não estão
chamando muita atenção naquela vez que
você tá lendo, né? E principalmente isso
que é o mais impressionante.
Você sempre vai se deparar com algum
texto, falar: "Caraca, como que eu nunca
vi esse texto antes, né? Eu já li a
Bíblia mais de uma vez. Eu não lembrava
dessa história, eu não lembrava dessa
ideia, não lembrava desse verso. Eh, a
gente sempre se surpreende lendo a
Bíblia assim nessa passada toda. Então,
eu acho que é uma coisa que vale a pena,
tá bom?
Eu tô vendo que a minha energia tá
oscilando aqui, então talvez a internet
caia. Se cair, eu tenho que esperar o
roteador reiniciar, mas eu volto, tá
bom, gente? Eh, mas fica aí a dica. É
legal fazer ano bíblico, se não for ano
bíblico mesmo fechadinho, porque eu
também não gosto de ser tão rígido
assim. Eu gosto de um dia que eu quero
ler mais, eu leio mais. O dia que eu tô
sem tempo, eu leio menos. Eu eu eu gosto
de de estar uma mais livre assim. Mas
fica a dica. Vale a pena você ler a
Bíblia como um todo. Se você é
religioso, você deveria fazer isso pelo
menos uma vez na vida, pelo menos umas
três vezes na vida, vai.
Mas uma vez só, eh, vale muito a pena.
Vale muito a pena.
Então, eh,
tu acha que perde muito iniciar pelo
Novo Testamento ou perde muita
referência? O Zé, olha, Ozel,
eu gosto de começar por Gênesis,
eh, porque o Novo Testamento ele tá
pressupondo várias coisas. Se você leu
aqueles textos que eles que o Novo
Testamento tá pressupondo e você leu há
pouco tempo e aquilo ainda tá na sua
mente, isso ajuda na leitura do Novo
Testamento, né? Tem uma coisa meio de
atmosfera, sabe? Sabe quando você lê um
livro, ele tem uma atmosfera, ele tem um
jeitão assim, tem quase um cheiro aquele
aquele ambiente que aquele livro traz.
Eh, eu eu gosto dessa dessa passada de
passar pelo Antigo Testamento e chegar
no Novo, porque quando você chega no
Novo, ele ele dá um ele dá uma cor
diferente para pro tipo de coisa que
você tava lendo, porque é um tipo de
literatura diferente, né? O Novo
Testamento, eu acho que até o fato de
ser escrito em outra língua
também ajuda a linguagem
ser de um jeito diferente. Eu eu gosto
de ler sempre na nas versões Ferreira de
Almeida, porque elas são traduções mais
literais, né? Então dá para perceber
mais essa mudança, porque ela tenta ser
menos adaptativa do texto. Coisas que o
texto é estranho, essas versões de
Ferreira de Aumento costumam deixar o
texto estranho mesmo, né? Então, eu
gosto disso. Então, eu acho que não é
que perde muito iniciar pelo Novo
Testamento, mas essa experiência você
não tem. Eu gosto de ter ela, eu gosto
de repetir ela. Uma vez eu li a Bíblia,
não foi numa Ferreira de Almeida, eu fui
numa NVI, Nova versão Internacional, que
é a Bíblia em ordem cronológica.
Deve est aqui atrás. Eh, onde estão
minhas Bíblias? desse lado, não, desse
aqui. Deve estar em algum lugar aqui. As
minhas Bíblias em a minha Bíblia em
ordem cronológica.
Eh, é legal porque é um é uma Bíblia que
eles fizeram, o texto tá todo
fragmentado, todo quebrado, né? Então, é
uma experiência diferente, mas, por
exemplo, quando você passa pelo pela
pelos textos de eh Reis e Crônicas,
você tá lendo aqueles eh anais da da da
do da corte israelita e tal, esse texto
é interpolado pelos textos dos profetas
e pelos salmos, né? Eh, não só Reis e
Crônicas, mas Samuel também, né?
Principalmente, né? que tem bastante
coisa de Davi. Então você vai lendo,
você lê a história e você lê o o profeta
que viveu naquela época e você lê o
salmo tudo junto assim, né? Fica um
pouco também maçante que parece que
nunca passa aquela época. Você fica ali,
tipo, parece que você fica 15 anos ali
no no na parte de Reis e Crônicas, né?
Eh, Samuel, Reis e Crônicas. Mas é
interessante a a a experiência também.
Eh, é um é uma leitura diferente, ela
mais fragmentada, você não consegue ter
aquela imersão tão grande no livro,
nesse nesse nessa atmosfera do livro que
eu tava falando, mas você consegue fazer
relações
eh outros tipos de relaçõ outro tipos,
outros tipos de relações que você não
consegue fazer lendo o livro fechado,
entende? Eh, é interessante também.
A Nova Almeida Atualizada está ótima.
eh, atual sem deixar de ser uma Almeida.
É, então eu gosto dessa nova Almeida
atualizada também, né? Eu eu gosto hoje
acho que é a versão que eu que eu
prefiro ler, apesar de eu não ter uma em
casa, mas quando eu leio online, que eu
que eu uso essa essa versão.
Mas é isso, sobre leitura da Bíblia, eu
acho, eu acho isso daí, eu gosto de
fazer desse jeito, né?
Aí
o Carlos Munizu estava estudando os
significados do texto hebraico em Êxodo
25 verso 8. Êxodo 258 é quando ele tá
falando da construção do santuário, não
é isso? Eh eh, Carlos?
É o o é o oito que é me farão o
santuário e habitarei no meio deles. Que
que insite você tem aí pra gente começar
uma uma conversa?
Eh, mas eu eu quando eu faço no bíblico
assim, tem coisas, por exemplo, eu
lembro de ter tido uma sensação muito
esquisita sobre a segunda carta aos
Coríntios. Eu lembro de ter lido
Segundo Coríntios e e ter ficado,
caramba,
essa carta ela ela ela tem umas
passagens meio estranhas, meio
misteriosas.
É, o que que
que quer dizer isso? o que que tá
passando na cabeça de Paulo, né? Por que
que ele escreveu desse jeito? Então,
assim, tem livros que saltam aos olhos.
Às vezes
eu lembro também que tem algumas
histórias que quando você tá lendo, eh,
são histórias que você fala: "Cara, por
que não tem um monte de sermão sobre
essa história?" Isso é uma coisa, né?
Acontece muito em arte. Eh, eu lembro
uma vez eu viajei, cheguei aí lá no no
museu no Luvre, né?
E quando você tá andando no Luvre, você
vai vendo, ele é dividido pelas sessões
e tal, e tem as sessões dos quadros da
tem por período histórico e tal. E
quando você tá ali na época do da 20 e
tal, tem vários quadros super
interessantes. Você tá lá tipo achando
uma maravilha. Aí você olha e tem aquela
sala blindada, aquela sala com 30
seguranças lotada de gente. O que que tá
acontecendo aqui? Ah, é a Monalisa. Tá
lá no fundo da sala. Então, a Monalisa
virou um negócio assim muito muito hype.
Eu acho que essa palavra é boa para def.
É um hype muito grande. Não que a
Monalisa é um quadro ruim, é um quadro
bom, mas eu não sei por ela é tão
famosa, é tão pop assim, sendo que
existem outros quadros do próprio da Vin
que são muito legais também. Eh, alguns
me chamam pessoalmente mais atenção e
tal. Eu até entendo a a Monalisa ser bem
famosa, porque é um quadro muito bom,
mas a questão é justamente por ela f ela
absorveu toda a atenção. Então você tá
passando nas salas do lado e tipo,
ninguém tá vendo aqueles quadros, mas
ali tem gente que parece que comprou o
ingresso, entrou no Luvre, foi só para
ver a Monal, né? Hoje em dia ainda com
Instagram na época não, eu não sou tão
novo assim. Na época não tinha esse
negócio de Instagram, então as pessoas
não iam para tirar foto para colocar na
internet, elas iam para ir ver mesmo,
né? Hoje deve ser muito pior, deve ser
muito pior, porque todo mundo quer tirar
uma foto da da Monalisa, aí fica a
pessoa tirando uma selfie e a Monalisa
lá no final da sala lá atrás
pequenininha, né?
Então o o que eu quero dizer com esse
grande parênteses da Monalisa é: existem
coisas que ficam famosas
e absorvem toda a atenção e não sobra
nada para outras coisas que são tão
interessantes quanto ou até mais.
Então existem passagens na Bíblia que
são hiper famosas, super famosas.
Existem outras que quando eu leio assim,
leio, prestando atenção, falo: "Cara,
por que isso não é famoso?" Porque o
Salmo 23 é o salmo que as pessoas
decoram quando são crianças, sabem de
cor e tal? Eu lembro uma vez que teve um
batismo na minha igreja quando eu era
criança ainda em que eh não era o
pessoal chamava do batismo da primavera,
que era o batismo do juvenis da igreja e
tal. E aí as pessoas sempre perguntavam:
"Qual é o teu salmo favorito?
E aí, ah,
90% fala: "Ah, Salmo 23, falava assim no
automático, gente, até que você olhava,
falava: "Cara, essa pessoa nunca leu o
livro dos Salmos, com certeza, mas tá,
Salmo 23 é o".
E a mesma coisa, não que o Salmo 23 seja
ruim,
mas
o Salmo 23 é interessante ainda porque
ele é circundado por dois salmos que são
assim absurdamente
fantásticos, interessantes, importantes,
que é o Salmo 22 e o Salmo 24. O Salmo
22 é o salmo que Jesus fala na cruz,
né? Senhor, e Deus meu, Deus meu, por me
desamparaste,
né? Então, é um salmo, é um salmo
messiânico, é um salmo profético, é um
salmo que tem um conteúdo teológico
importante e é um salmo de quem tá
angustiado. É um salmo que que expressa
a o desespero e a angústia de um jeito
muito bonito, muito poético.
E o Salmo 24, eu não sei, esse salmo me
pega demais. Eu gosto muito do Salmo 24,
né? Levantai os seus batentes, ó portais
eternos, para que entre o rei da glória,
o rei glorioso, né? O meleakvod, o rei,
o rei da glória. Quem é esse rei da
glória? Yahé todo poderoso. Ele é o rei
da glória. Então essa ideia dos portais
eternos, os portais eternos levantando
as suas batentes para que eles tenham
tamanho suficiente para entrar aquele
que é o Senhor, o o o Rei da Glória e
tal, né? Eu eu acho muito bacana. Eu
gosto desse, desse salmo demais. Não que
eu não goste do 23, mas voltando pra
questão, né? Quando você lê a Bíblia por
inteiro,
você não se furta de ler textos menos
conhecidos.
E sempre vem a dúvida, porque esse texto
que não é conhecido
é tão menos conhecido, ele não é
conhecido enquanto outro texto que todo
mundo fala, se repete, conta sempre a
mesma história e tal. É tipo, é legal,
mas tem tantas outras coisas, né? Se eu
fosse colocar até c, se eu fosse decidir
quais salmos iam ser os mais famosos, ia
ser bem diferente da da lista que tem
hoje. Não, talvez não bem diferente. Tem
alguns muito famosos que eu gosto
bastante, mas só para citar um exemplo,
né? Então, a experiência de você ler o
texto bíblico é sempre boa, porque você
sempre
acaba caindo num lugar, você fala:
"Cara, onde eu vim parar? Que lugar é
esse? O que que tá acontecendo? Olha que
coisa interessante e tal". Eh, tem um
salmo,
um salmo que eh um salmo não, desculpa,
uma história que é a história dos
leprosos, acho que são quatro leprosos,
é mais ou menos na na acontece na época
de Isaías ali, que Jerusalém tá sitiado,
os leprosos estão fora da cidade, só que
Jerusalém sitiado, as pessoas estão
morrendo de fome e tal. Aí o profeta,
acho que é o próprio Isaías, é o próprio
Isaías que fala, não, olha uma profecia
aqui é quando o galo cantar no pô do
sol, não lembro que quando acontecer um
evento aqui de de mudança de tempo,
vocês vão estar assim fartos de comida e
tal, tod ah isso é impossível, a gente
tá citeado, os inimigos estão em volta,
a gente tá sem comer, tá todo mundo
morrendo, não tem como isso acontecer,
né? E os leprosos que estavam fora da
cidade
morrendo de fome lá, vamos lá no
acampamento inimigo, a gente já vai
morrer mesmo, né? Se de repente eles têm
a compaixão da gente e jogam pedaço de
pão velho, alguma coisa. Quando eles
chegam lá, o acampamento inimigo tinha
sido abandonado.
Eh, aconteceu alguma coisa, não lembro
se é algum milagre, não lembro o que que
aconteceu. Sei que os os eh eu não
lembro quem era também. Você tá vendo
que eu tô contando uma história que eu
não lembro de nada da história, né? Mas
eu não lembro se eram os egípcios, se
eram os assírios, se eram os Não era
Babilônia, era um desses povos inimigos
de Israel.
E de repente o acampamento tá vazio,
vazio e a dispensa cheia de comida e os
leprosos comendo, se fartando. E aí
começa a bater na consciência deles,
falou: "Cara, a gente tá aqui se
fartando e as pessoas lá dentro da
cidade estão morrendo de fome, a gente
vai ter que avisar, ir lá avisar as
pessoas e aí eles vão, avisam, as
pessoas vêm e tal, comem e tal". Então é
uma uma história cheia de de coisas
antagônicas, tipo os que são excluídos,
que ficam fora da cidade, são os
leprosos que que são os na hierarquia da
da da população, são os mais
desgraçados. Eles naquela situação eram
os mais abonados. Tava todo mundo
morrendo de fome, eles se fartando
naquele banquete. E os caras que são
excluídos da cidade, eles não podem
entrar.
Eles falam: "Não, a gente vai ter que ir
lá entrar, bater na porta deles que nos
excluem, porque a gente tem que salvar
eles, né? Eles não querem que a gente
bata na porta deles, mas a gente vai lá
para salvar a vida deles, para dar uma
notícia que vai salvar a vida deles."
Então, tem tantas camadas de leitura,
tem tantas ideias interessantes numa
historinha boba que aparece ali, isso é
cheio, na Bíblia é cheio disso daí.
Então, eh, façam o ano bíblico, vale
muito a pena.
Ah, já o pessoal já comentou aqui, já
fiquei para trás. Eh, eh,
a nova Almeida atualizada e tal. O
Carlos Muniz falando aqui de Êxodo 25
verso 8. É isso. V Suli, Mikdash, V
Sharti, Betorhei, né? E vão e vão fazer
para mim um santuário, eu vou habitar no
meio deles, né?
Eh, e aí o o Carlos falando, né,
traduzido ao pé da letra, o verso diz:
"Me farão um santuário para que eu possa
fixar minha residência dentro deles".
Então, é bem legal isso daí, né? Para
quem não tá entendendo aqui, eh, Êxodo,
capítulo 25, a gente tem o o livro de
Êxodo, começa,
né?
começa com o povo de Israel indo pro
Egito,
né? Quer dizer, o povo de Israel já foi
pro Egito, né, no final do livro de
Gênesis, mas ainda era um só um um
pouquinho de gente. O livro de Êxodo
começa com o povo de Israel crescendo no
Egito, se torna uma grande nação, aí são
escravizados. Aí tem toda a história do
êxodo, né, que a gente conhece e tal,
sai. Isso vai culminar ali no capítulo
20. Então, o capítulo 15 é o cântico de
Moisés.
Capítulo 20 são os 10 mandamentos, é o
Sinai, quando o povo finalmente é
liberto e agora eles se tornam uma nação
e recebem um código de leis para eles
agora não são só um bando de escravo
andando no meio do deserto. Agora eles
são uma nação com uma lei, né? Eh,
e depois dos 10 mandamentos, você tem
uma série de outros mandamentos que o
pessoal vai chamar de código da aliança.
E acabando essa essa sessão, começa ali
no capítulo 25 a ideia de santuário que
vai até o final do livro de Êxodo.
Então, no capítulo 25, ele começa
introduzindo a ideia do santuário,
falou: "Ó, vocês vão se reunir, vocês
vão trazer uma oferta, é uma oferta de
ouro, de de de prata, bronze, linho,
púrpura, não sei o quê, e falando um
monte de coisas que era para trazer de
oferta todo mundo que quisesse." Era uma
oferta espontânea e quem tiver vontade
traga essa oferta para quê? E aí no
verso 25 verso 8, capítulo 25 verso 8
que é o que o Carlos está falando, ele
vai falar para para que que essa que que
serve essa oferta? Vocês vão trazer essa
oferta e vocês vão fazer para mim um
santuário.
Eles vão fazer para mim um santuário
para que eu possa habitar no meio deles,
que é normalmente a a tradução que a
gente tem, né? Eles farão para mim um
santuário para que eu possa habitar no
meio deles, né?
Va, eh, como que era
eh vulikes
vão fazer para mim um santuário.
Vantihan,
né? Sham é o é o verso de é o é o verbo
de habitação mesmo. É, tem é o verbo de
habitação. Quando fala que Abraão
habitou na cidade de Ur, porque não sei
quem habitou. Então, é essa esse verbo
de se assentar em um lugar e morar ali,
né?
Então, eu vou morar. E aí tem esse
Betohan, que não é só entre eles, eh, no
meio deles, mas pode ser no meio deles,
no sentido de dentro deles. Eu vou
habitar neles, né? O que traz uma
leitura interessante. Isso daqui é uma
coisa interessante, porque de novo texto
bíblico,
essa é uma ideia que eu que eu trago
aqui de vez em quando.
A questão das traduções é que quando
você traduz, você põe um cadeado no
texto e fala: "Bom, aqui está o
significado. Pronto, tranquei". Esse é o
significado do texto. Mas muitas vezes o
texto é dúbio. Muitas vezes o texto ele
ele não é claro. Ele tem mais de um
jeito de entender e tal. Isso não é uma
fraqueza do texto, isso é uma força do
texto. Porque habitarei no meio deles é
o que contextualmente parece que o texto
tá querendo dizer. Porque Deus vai
habitar no meio do povo de Israel.
literalmente o santuário ficava no meio
do povo, porque o acampamento saelita se
fazia em volta ali do santuário e tal,
começando pela tribo de Levi, não sei,
etc e tal.
Mas essa outra leitura possível do texto
traz uma outra ideia. Eu, vocês vão
construir o santuário, mas eu vou morar
não santuário, vou morar neles. Então, o
santuário permita que eu more dentro dos
israelitas, porque através do santuário
eu faço uma expiação dos pecados e aí eu
consigo morar dentro de um povo que é
pecador.
Eu acho interessante
imaginar que essa segunda leitura estava
na cabeça de Paulo, por exemplo, quando
ele fala lá em em na na primeira carta
aos Coríntios, agora eu não lembro qual
é o capítulo, o versículo, mas que ele
fala, ó, não sabeis que o vosso corpo é
templo do Espírito Santo que habita em
vós? Fala isso duas vezes, né? Ele fala:
"Esse templo do Espírito Santo que
habita em vós". Eh, é, ele tá falando
num capítulo, mas dois capítulos antes.
Vosso corpo é o templo de Deus, né?
Então, a ideia do corpo ser um um
santuário e Deus mora dentro dele, eh,
aparece explicitamente no Novo
Testamento, mas já é uma leitura
possível de um texto do Antigo
Testamento, tá vendo? Então,
provavelmente alguém lendo esse texto,
Êxodo 25 verso 8, teve essa segunda
leitura, teve essa essa outra forma de
interpretar, falou: "Ó, dá para ler
assim também, tá vendo que
interessante?" E isso acabou se
consolidando no Novo Testamento, né?
Texto bíblico faz essas coisas.
Às vezes uma um texto no Novo
Testamento, uma ideia do Novo Testamento
que parece ser uma ideia nova, é só uma
leitura alternativa de um texto antigo.
E é uma leitura alternativa que às vezes
já tava rolando faz muito tempo antes do
Novo Testamento, registrar isso ali eh
eh no como um texto, né?
Mas eu vou a a graça de ler o texto
bíblico é essa, é você ler aberto a
possíveis interpretações. Em português,
isso às vezes leva o erro. Às vezes você
tem uma outra interpretação, olha, dá
para ler o texto desse jeito, mas que no
texto original não daria. É, é, é a
tradução que permitiu o jeito que as
palavras combinam, que permitiu que você
conseguisse ler desse jeito, mas não é
isso que o texto quer dizer
originalmente. E ao mesmo tempo você
perde outras possíveis maneiras de
interpretar o texto. Essa isso, por isso
que é legal entender um pouco as línguas
originais. Eu ainda tenho que aprender
sobre o Novo Testamento, né? Porque eu
sei que tem muita coisa legal, muita
coisa interessante, mas língua é assim,
né? língua
eh, é o jeito da gente expressar o que a
gente pensa através de símbolos. E esses
símbolos às vezes se conectam de um
jeito engraçado, de um jeito não
convencional. E é isso que torna a
linguagem
mais rica, mais interessante.
Aí a Lucil fala: "Eu gosto de ler com o
autor, né, o texto bíblico.
Eh,
o autor tá sempre ali, né? Eh,
o Osel fala: "Tu já viu algum rótico?"
Dizem que ao vivo é outra coisa.
Não, não, nunca vi. Nunca vi. Você eu li
rótico agora eu lembrei do Avatar linda
de Eng. Tinha um dobrador do do fogo
que acho que era rótico o nome dele, né?
Que é o que veio antes do Eng. Bom,
viajando aqui.
Por qual por qual motivo o Salmo 23 é
tão famoso?
Então, Ozel, eu não sei exatamente como
essas coisas acontecem, como um texto
bíblico fica famoso.
O salmo é muito bonito essa passagem.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra
da morte, não temerei mal nenhum, porque
tu estás comigo, Tavar e meu cajado me
consolam, tal. A ideia do salmo todo ser
construído com a figura de um de um
pastor e tal, o salmo é muito legal. O
salmo é muito legal. Eh, ele merece ser
famoso, né? O que eu acho que ele não,
eu acho que ele não merece ser famoso
sozinho e mais do que outros que também
mereciam, né? Mas eu não sei, essa é uma
coisa curiosa, eu não sei dizer como que
como que essas coisas acontecem. Talvez
alguém que é importante, um líder de uma
comunidade começa a falar: "Ah, eu adoro
esse salmo, ele é muito bom e tal, eu
gosto muito dele e tal". E aí as outras
pessoas acabam sendo influenciadas e
acaba se formando uma cultura religiosa
em que aquele salmo acaba se tornando
mais importante ou aquela passagem
bíblica. Eh, e isso não é só com salmo,
né? A gente tem parábolas
que às vezes ninguém nunca ouviu falar,
que são tão interessantes, mas a gente
sempre ouve só do filho pródigo. Tem vi
700 bilhões de sermões sobre a parábula
parábola do filho pródigo, que também é
muito interessante. Tem também muitas
camadas de leitura interessantes, mas
tem outras coisas, né? Dá para buscar
outras coisas.
Eh, o 22, o Messias sofredor. 24,
Messias. Aí, olha só, Carlos, eu não
tinha pensado nisso não. Bem legal. O o
Messias sofredor 22 23, o Messias
pastor, vamos dizer assim, o Messias que
cuida e o Messias entronizado. No Salmo
24, Messias. Aí bem legal. Tinha um C do
um CD do Sérgio Azevedo, receitão do
Salmo 24, que era muito bom. É, o Zel,
eu sei que
na liturgia judaica, eh, eu não lembro
agora se é de Rocha Chanal, de Yonkipur
mesmo, normalmente se recita o Salmo 24
em forma de de cântico, né?
Eh, tem uma música bonita que fala que
fizeram desse desse salmo e que tá
dentro de uma das liturgias judaicas, eu
não lembro qual, e que me faz impregnar
mais ainda na cabeça esse salmo e as
ideias que circundam ele na minha
cabeça, né?
Os assírios pensaram que os hebreus
tinham chamado o exército egípcio. Ah, o
Carlos falando da história dos quatro
dos quatro leprosos, né? Eh, Coríntios 3
16 17, falando da ideia do do santuário,
né? Me ensinaram que o Antigo Testamento
é sombra no do Novo. Eh, a Lucilene
falando aqui, me disseram que o Antigo
Testamento é sombra do Novo Testamento.
Então,
[risadas]
eh,
como que eu consigo organizar essas
ideias?
Existe um motivo para falarem isso. A
ideia de sombra é uma ideia importante
no Novo Testamento.
Eh,
mas ele, quando o Novo Testamento fala
disso, ele não tá se referindo ao Antigo
Testamento como um conjunto de escritos
como um todo, entende? Eh, não é que
todos os livros do Antigo Testamento são
a sombra do Novo Testamento.
O Novo Testamento quando faz essa essa
metáfora de sombra,
é Colossenses que vai fazer mais
abertamente e tal, vai falar com
sábados, essas coisas, são todas
sombras, o mais o corpo é de Cristo. Eh,
esse é o é o salmo, esse é o salmo, tô
com salmo na cabeça. Esse é é a passagem
do Novo Testamento que é mais conhecida,
mas também tem outras referências à
ideia de sombra.
eh, que é a sombra é a forma de algo,
mas ele não é esse algo. Então, a sombra
é um prenúncio de alguma coisa. A sombra
é um
é o que foi projetado de alguma coisa,
mas não é a coisa em si. Eh, quando o
Novo Testamento usa essa imagem e fala
do Antigo Testamento, ele não tá falando
do livro do Antigo Testamento como
conjunto de escritos, como eu tava
falando, mas do Antigo Testamento como
um sistema sacrificial.
Então, o Novo Testamento vai fazer essa
ideia. O, todo o sistema sacrificial é
sombra,
é sombra do que representa
Jesus, né, Cristo, o Messias, eh, e, e o
ministério de Jesus. né? O ministério
sacrificial de Jesus que tá lá em
Hebreus. Então, o que que isso quer
dizer?
Qu basicamente aquela história que a
gente conhece melhor, né? quando o
antigo israelita ia lá oferecer um
sacrifício e tal, aquele sacrifício não
era ele em si que perdoava os pecados,
mas o que realmente perdoava os pecados
do israelita que tava lá no antigo
Israel era o sacrifício que viria
séculos depois, que é o sacrifício de
Jesus. Então, aqueles outros sacrifícios
eram um prúncio, era uma um uma
projeção, era uma sombra
desse sacrifício de Jesus. O sacrifício
de Jesus é o sacrifício real. Os outros
só os outros são só sombras, né? Essa
ideia das sombras é uma ideia platônica,
inclusive, né? Tem lá do mito da
caverna.
Então, as sombras, eh, você corre o
risco de viver uma realidade de sombras
e você acha que as sombras é que são o
mundo real, mas o mundo real tá lá fora
da caverna. Dentro da caverna você tá
vendo só as sombras das coisas, né?
Aquilo é sua realidade, mas lá não é a
realidade última. Então, é meio que
nessa ideia que o sistema sacrificial é
uma sombra do que que é o sacrifício de
Cristo, né, que é o real, o real
sacrifício perdoador, espiador de
pecados, né? O o livro de Hebreus, ele
chega a falar que nunca os sacrifícios
de bodes e cordeiros nunca teve poder
nenhum para perdoar pecados. Imagina se
tivesse, tipo, você mata um bicho, o seu
pecado é perdoado, nem sentido faz, né?
Mas aquilo é um prenúncio, é um, é uma
eh é que essas são ideias tão profundas
e complexas que é difícil achar
palavras, né? Mas aquilo é um é uma
atuação,
é uma
os antigos poses faziam isso. Quando
eles queriam rememorar um evento, eles
atuavam aquele evento.
Então, ah, sei lá, hoje é o dia da
independência. Então, o que que a gente
faz? A gente faz uma peça de
independência na escola. Aí vem lá
alguém com aquela barba estranha lá do
Dom Pedro I e tal, dá o grito da
independência. Então vocês estão fazendo
uma atuação. Aquela atuação é uma
celebração de um evento que aconteceu,
né? Eh, os os povos antigos faziam isso,
mas com uma uma
camada religiosa. Então, quando eles
quando eles eh
encenavam aquele ato, eles estavam
fazendo aquele ato continuar vivo
do ponto de vista espiritual, do ponto
de vista do sagrado, entende? Então,
eh,
essas
esses sacrifícios antigos eram como se
fosse encenações, eles são só
celebrações
do real sacrifício, que é o sacrifício
de Jesus. Então, é uma ideia bem
interessante isso daí, na verdade, né?
Eh, principalmente quando a gente faz
essa ponte com o platonismo e como
Platão explora a ideia de sombra e tal,
lá na república, no mito da caverna.
Então você você consegue entender que é
um conceito teológico bem profundo,
bem complexo, eh bem sofisticado, né?
Eh, então é é nesse sentido. A, o Antigo
Testamento é sombra do Novo Testamento
em relação ao que que o sistema
sacrificial do Antigo Testamento
representava em relação ao perdão de
pecados e o que o sacrifício de Cristo
representa em relação ao perdão de
pecados. Então, é mais nesse sentido,
entende?
Eh, o Carlos Muniz fala nos dois, Rocha,
Shaná e Yonkipur, que é o Salmo 24, né?
Tem outros, acho que o 23 também, né?
Eh, Salmo 23 é famoso porque ajuda as
pessoas a se verem como ovelhas do filho
de Davi, que é o nosso pastor. Ninguém
quer se ver na cruz do Salmo 22. É, é
verdade, Lucilene. Mas sabe que eu acho
que isso é um é uma coisa que falta,
sabe? Assim,
a gente já falou aqui sobre o livro de
Lamentações. A angústia é parte da vida
das pessoas e por ser parte da vida das
pessoas, é parte da vida religiosa das
pessoas também.
Eh, então faz sentido ter um salmo que
explora isso artisticamente de um ponto
de vista religioso.
Então, você buscar por segurança, você
buscar por segurança como uma ovelha
busca o pastor, faz todo sentido ter um
salmo sobre isso. E é bonito, eu gosto
desse salmo, mas você também sentir
desesperado,
você sentir que ninguém tá te olhando,
nem Deus, até Deus te abandonou. Esse
sentimento, ele também é interessante de
ser explorado artisticamente
e espiritualmente, os dois ao mesmo
tempo, se é que existe uma real
diferença entre os dois, né? Eh, então
a gente sempre abre a Bíblia buscando a
consolação.
Ah, eu eu tô triste, eu quero ler a
Bíblia para ficar feliz. Ah, eu tô
perdido, eu quero ler a Bíblia para me
encontrar. Ah, eu tô eh eu tô
desesperado. Eu quero ler a Bíblia para
para sentir conforto.
Mas às vezes o texto bíblico ele só tá
dando voz ao que você tá sentindo. Às
vezes você ouve, você gosta de de ouvir
uma música triste, que é uma música
triste também, mas porque você se
identifica com ela. E quando você ouve
aquela música, ela dá dá voz a você e
você se conecta com ela e você sente que
o que tá passando na sua cabeça não é só
na sua cabeça. Isso faz parte de uma
humanidade que você pertence e tal. Tem
todas essas ideias interessantes. E a
mesma coisa no texto bíblico. Ninguém
gosta de passar por um momento ruim, mas
os momentos ruins acontecem. E ter um um
e ter um salmo só falando: "Olha, é o
seguinte, eu me sinto abandonado, eu não
aguento mais. Nem Deus olha para mim,
né? Tô eu tô sendo cercado
como um leão que tá me rasgando em
pedaços. né, e tal. Eh, às vezes você
precisa ler isso para você descarregar
um pouco o sentimento de indignação, de
abandono que você tem. E é por isso
também que Jesus pronuncia esse salmo na
cruz.
Então, não é só por uma questão
teológica, ele olhou no relógio e falou:
"Ah, está na hora de eu pronunciar
aquele salmo para cumprir ele
profeticamente". Não, mas é porque ele
realmente estava desesperado, tava se
sentindo abandonado e ele falou o que
que ele tava sentindo, né? Então, falta
um pouco da gente ter uma uma leitura da
Bíblia
nesse sentido, por identificação, não
necessariamente para por superação,
superação da tristeza, superação do
abandono, mas por identificação. Aquelas
pessoas, esses grandes heróis da Bíblia
que andaram com Deus, que falaram com
Deus, que viram Deus, eles sentiam o
mesmo que eu sinto.
passavam pelas mesmas dúvidas,
desesperos que eu também e as mesmas
alegrias também, mas eles só queriam
dançar.
Eh, não que eu sou uma pessoa, não que
eu seja uma pessoa muito dançante, mas é
uma coisa que conecta as pessoas, né? E
isso, ler o texto bíblico por conexão é
uma coisa, uma experiência bacana
também. Então, voltando à ideia da de
ler o texto bíblico, daqui a pouco a
gente termina aqui a nossa live, mas
às vezes é o que você busca no texto
também, que faz você ver coisas que você
não via antes. Às vezes você não quer
uma resposta,
você só quer ecuar sua dúvida, você só
quer que a sua dúvida seja legitimada.
Você só quer ver a sua dúvida na boca de
outra pessoa.
É isso que você precisa. Você não
precisa que alguém venha e te responda,
entende? Às vezes você tá triste, você
sabe que vai passar, mas é o momento de
estar triste. Aconteceu uma coisa ruim e
o certo naquele momento é estar triste.
Você não quer ser consolado,
você quer dar vazão à sua tristeza. A
Bíblia tá lá para isso também às vezes,
né? Então, eh, essa esse jeito de ler o
texto bíblico,
ele também é também é valioso, sabe?
Até porque ele te dá insites que a outra
maneira, que é essa leitura do texto,
buscando por respostas, por consolo,
buscando superação e tal, eh essa outra
maneira ela ela se limita também, é
limitada e nem sempre é a intenção do
autor do texto, não vou escrever aqui
para as pessoas se sentirem consoladas.
Não, ele só tá feliz, tá? Só tá falando
o que que ele tá sentindo, né? Então,
essa conexão com o sentimento do das de
pessoas que viveram milhares de anos
antes de você
e que tão de alguma forma conectadas a
você pela mesma tradição religiosa é uma
coisa assim extraordinária. Isso é muito
legal. O texto bíblico é muito valioso
nesse nesse ponto de vista, entende?
Eh, mas é isso.
É isso.
Bom, gente, falei bastante aqui. Eu até
ia falar de uma outra coisa também, mas
eu não vou começar um outro assunto
agora, mas ficar para os próximos aí.
Como eu falei, eu tô esses dias eu tô
com assim com muito trabalho, tanto
trabalho. E essa noite eu fui dormir
meio tarde, meio tarde não, meio cedo,
né? Fui dormir de madrugada tentando
resolver uma coisa de trabalho e acordei
cedo e não parei, sabe? E eu não tô
conseguindo parar para dar uma estudada
naqueles aquelas obras de arte que a
gente falou, para tirar uns insites
bacanas, religiosos dela. Eh, como eu
falei aqui no começo da live, eh,
el esse tipo de de assunto é legal dar
uma estudada na obra antes e tal. A não
ser que você já tenha isso na cabeça,
você já tenha feito isso. Tem algumas
coisas que eu tenho na cabeça para falar
sobre algumas artes, mas preciso dar uma
estudada. Então, enquanto eu não tiver
um tempo para parar e estudar elas, a
gente vai falando de outras coisas que
acho que é bacana também. É sempre legal
trocar umas ideias aqui, tá bom?
Então gente, bom carnaval para vocês. Se
divirtam, juízo.
Eh,
bom descanso aí para quem vai descansar
como eu.
E a gente, de repente, você vê semana
que vem, né? Se der tudo certo, a gente
se encontra aqui semana que vem e troca
mais uma ideia. Eu espero que um um
pouco menos desorganizado de
pensamentos,
eh, porque eu vou, eu falo sobre um
assunto e às vezes o assunto emenda em
outro e tem um delay entre o que eu tô
falando e o e as mensagens que aparecem,
até porque para vocês, vocês estão
ouvindo, vocês querem ouvir uma coisa,
pensa sobre elas e depois vocês
escrevem. Então, às vezes eu tô falando
uma coisa, aí eu vejo uma mensagem, tá?
Vou mudar de assunto. Mudo de assunto.
Aí chega uma mensagem sobre o assunto
anterior. Então me perdoem ser assim.
Parece um caledoscópio. Fica tudo tudo
esquisito. Mas é é legal assim também,
porque às vezes uma ideia que não veio
antes vem depois, vem no tranco. Mas tá
bom.
Boa noite, bom descanso e até o próximo,
gente. Valeu,

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