Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

EP13 – IntegreComenta Gálatas: A Lei na vida do Evangelho parte 2

EP13 – IntegreComenta Gálatas: A Lei na vida do Evangelho parte 2

EP13 – IntegreComenta Gálatas: A Lei na vida do Evangelho parte 2

Muitas vezes, nos sentimos perdidos tentando "conquistar" a aprovação de Deus através de regras, como se o nosso esforço fosse uma moeda de troca para a salvação. Mas será que a lei serve para nos salvar ou para nos mostrar algo mais profundo? No devocional de hoje, mergulhamos no capítulo 3 de Gálatas para entender o real propósito da lei em nossa caminhada cristã.

A lei funciona como uma radiografia: ela revela a fratura do pecado em nossa alma, mas não possui o poder de curá-la. Descobrimos que fomos guardados e guiados por esse "tutor" até que a promessa se cumprisse em Jesus. Agora, não obedecemos mais por medo da punição ou por uma obrigação religiosa impessoal, mas por uma gratidão transbordante.

Em Cristo, passamos da imaturidade à liberdade. Entendemos que o resgate já foi feito e nossa obediência é a resposta de um coração apaixonado pelo Salvador. Vamos juntos refletir sobre como viver essa maturidade cristã com alegria e foco na graça!

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
[email protected]

Home

Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp

Legendas automáticas:

Bem-vindos ao devocional do Ministério
Integre Jovens. Eu sou o de Lean, sou
parte do Ministério Integre Jovens e se
você acabou de chegar aqui no nosso
canal, se você não conhece aquilo que
nós estamos fazendo, nós somos o
ministério de jovens da igreja da IBNU e
nós temos apresentado todos os sábados
na parte da manhã um pequeno devocional
desse livro aqui. É o livro Gálatas para
você do Timoth Keller. Hoje nós estamos
no capítulo seis desse livro aqui, na
segunda parte, e ele trata do livro de
Gálatas, da parte bíblica, do capítulo
3, dos versículos 15 até o versículo 25.
Na semana passada que nós fizemos a
parte um, nós falamos sobre como a lei
se enquadra na vida do cristão. Esse foi
a ideia central daquilo que nós
estudamos na semana passada. Nessa
semana agora, ou seja, hoje, nós vamos
falar sobre o propósito da lei. E nós
vemos que foi assim mesmo que, de certa
forma, terminou o devocional da semana
passada. Precisando responder essa
pergunta: qual o propósito da lei para
nossa vida hoje? E quando a gente olha
para o nosso texto, para o o texto de
Gálatas, se você tem aí a sua Bíblia
aberta, acompanha comigo a partir do
versículo 19, que você vai ver que essa
exatamente é a pergunta que Paulo está
fazendo ali. Ele diz assim: "Qual era
então o propósito da lei?" Tudo aquilo
que foi falado até então nos leva a essa
pergunta especial, essencial. Qual é o
propósito da lei? Por quê? Vocês
precisamos lembrar um pouquinho sobre
aquilo que estava acontecendo. Qual que
era a coisa que estava pegando na vida
daquelas pessoas? Eles estavam
confundindo a lei com a questão da
salvação. Eles estavam achando que a lei
salvava, que a lei era o meio que Deus
usou para trazer a salvação para os
homens. Então, se eu obedecesse a lei,
cumprisse toda a lei, eu automaticamente
seria salvo. E qual que era o argumento
deles? A lei que veio depois da
promessa, ela substituiu a promessa. De
certa forma, o que eles estavam dizendo
é que aquilo que havia sido prometido
por Deus para Abraão, lá em Gênesis
capítulo 12, Gênesis capítulo 15, com o
livro de Êxodo, né, com a vinda da lei,
depois foi substituído a tudo aquilo que
havia sido prometido anteriormente. E
essa era a ideia central. E Paulo,
então, começa o seu argumento sobre qual
o propósito da lei, dando uma rajada,
vamos dizer assim, de percepção daquilo
que é a realidade da lei. Olha o que ele
diz. A lei foi acrescentada por causa
das transgressões. Isso é bastante
interessante. A lei foi acrescentada,
isso quer dizer que ela não é
substitutiva, ou seja, ela não substitui
a promessa, mas ela foi acrescentada
para o povo de Israel, acrescentada para
nós por causa de um uma questão muito
séria e muito importante por causa das
nossas transgressões. E o que que isso
significa? Então, presta atenção naquilo
que eu quero ensinar agora. aquilo que o
apóstolo Paulo ensina pra gente. A lei
veio para nos mostrar aquilo que não
perceberíamos sem ela. E o que que é
isso que ela tá revelando? Ela tá
revelando o nosso pecado. Ela nos mostra
de uma forma muito evidente aquilo que
está dentro de nós, ou seja, todo o
nosso pecado e a nossa separação desse
Deus tão grandioso e maravilhoso que
veio, que ofereceu a salvação para nós.
E essa é a grande questão. Ela foi nos
dada por causa disso, porque nós temos
essa transgressão dentro de nós e isso
precisa ser evidenciado, precisa ser
revelado para nós mesmos, inclusive. E
olha que interessante, o Augusto
Nicodemos, ah, num livro que ele tem
sobre o livro de Gálatas, né, ele
escreve que a lei ela funcionava como se
fosse uma radiografia, né, como se fosse
tirando uma chapa quando a gente vai no
ortopedista. Ah, no semestre passado ali
no final de 2020, a minha filha mais
nova, ela começou a reclamar que estava
com algumas questões, estava se sentindo
torta. Essa era a expressão que ela
usava. Eu falei: "Bom, então vamos lá no
ortopedista, vamos ver o que que tá
acontecendo". Quando chegamos lá, ele
mandou tirar uma chapa, mandou tirar uma
radiografia da coluna. Quando a
radiografia chegou, a gente não tinha
dúvida do que tava acontecendo. Dava
para ver a inclinação na coluna dela.
Ela estava com escoliose. A lei ela faz
basicamente essa mesma coisa. Ela é essa
radiografia que quando a gente olha, a
gente na hora percebe, olha, ali tem um
osso quebrado, ali tá torto, ali, ali
tem alguma coisa, mas ela não dá o
veredito, ela não dá a forma de resolver
o problema. Ela só revela o problema. Ó,
tá ali, ali tem um problema e precisa
ser cuidado. Ela não traz o diagnóstico
e nem sequer ela dá a cura. Ela fala
assim: "Olha, agora a forma de curar é
assim ou assado". Não, ela não vai fazer
isso. Ela simplesmente revela aquilo que
está lá dentro e precisa ser cuidado. E
é pensando nisso que a gente no
desenvolvimento do texto, a gente
percebe como Paulo está preocupado com
essa realidade. Olha só como o versículo
21 vai nos dar algumas indicações. Paulo
vai fazer outra pergunta. Então, a lei
opõe-se às promessas de Deus? E é claro
que mais uma vez a resposta vai ser uma
resposta negativa. É claro que não. A
lei nunca teve a intenção de gerar vida.
A lei ela nunca foi dada para a
salvação. Ela foi dada para isso, para
revelar esse pecado que já está em nós.
E se você olhar o texto, se você
acompanhar, você vai ver que Paulo tá
falando: "A lei nunca foi dada, nunca
foi intenção de Deus que a lei gerasse
vida". Mais uma vez, o que que está
acontecendo? A discussão aqui é se a lei
salva ou se a lei não salva. E a lei ela
não salva. Essa é a questão. Se a lei
salvasse, se os nossos esforços em
obedecer a lei fossem totalmente
suficientes, nós não precisaríamos de um
salvador. E é por isso que no versículo
22 Paulo vai começar a demonstrar como
desde do Antigo Testamento, que ele
chama aqui das Escrituras, tudo foi
colocado debaixo do pecado, né? Um texto
ali vai dizer que foi aprisionado dentro
do pecado essa ideia daquilo que nós
estamos vivendo. E olha só que
interessante, presta atenção. Quando a
gente percebe isso ali no versículo 22,
de que tudo que nós temos, a lei não
pode gerar vida, mas ela nos aprisiona
ou ela nos coloca todos debaixo do
pecado, que o problema do pecado ou o
problema dessa realidade da salvação não
é uma questão de um esforço a mais. Não
é assim: "Ah, não, mas se eu fizer um
pouquinho mais, se eu se eu me dedicar
um pouquinho mais, se eu em vez de fazer
10 minutos de devocional, eu fizer 15,
20, meia hora? Ah, se ao invés de orar
duas vezes por dia, orar cinco, né? Se
eu ajudar mais, não, não é, não é uma
questão de fazer algum esforço a mais
que vai conseguir com que a gente cumpra
os propósitos, não é isso? E em segundo
lugar, o fato de que todos nós estamos
debaixo da lei ou debaixo dessa dessa
realidade do pecado indica para todos
nós que nós precisamos de um resgate e
obviamente de um resgatador. E quem vai
ser esse resgate? Quem vai ser o
resgatador? É a pessoa de Jesus. Essa é
a ideia. Então, é através de Jesus que
nós conseguimos a nossa salvação. Não é
através dos nossos esforços, nem através
do cumprimento da lei. E esse é o grande
ponto do versículo 22, se você tá
acompanhando aí. A promessa foi dada aos
que creem. Essa é a ideia. Pela fé foi
dada aos que creem. Não foi dada à
aqueles que se esforçam mais. não foi
dada aqueles que chegam primeiro, nem
aqueles que conseguem realizar essa ou
aquela ação ou atitude, foi dada aos que
creem. E esse é o ponto. Então, da mesma
forma como todos estão debaixo do
pecado, a promessa que é a geradora de
vida, foi dada para aqueles que creem.
Dessa forma, então, o que que elas nos
mostram? Que nós continuamos a precisar.
Somos necessitados da promessa de Deus.
A promessa não foi invalidada pela lei.
Pelo contrário, a lei nos revela o
quanto nós precisamos dessa promessa. E
e temos que estar disponíveis, né, e
dispostos a crer em Deus, a colocar a
nossa vida e o nosso coração diante de
Deus para então termos a promessa pela
fé. Quando nós olhamos então a
continuidade do texto, os versículos 23
até o versículo 25, é bem interessante
que para Paulo mostrar tudo isso, o que
que ele vai fazer? Ele vai usar duas
metáforas. a metáfora da custódia da lei
e a metáfora da tutoria da lei. E essas
duas metáforas são bastante
interessantes pra gente entender todo o
contexto daquilo que tá relacionado.
Olha só o que que vem a ser essa ideia
da custódia, né? Quando ele diz ali a
ideia da custódia é que há algo que foi
guardado de uma forma até militar, muito
bem protegido, né? E o que que isso
significa? Porque a lei serviu para nós.
Quando ela nos impunha limites ou ela
nos impõe limites, quando ela nos trata
dessa forma, ela nos protege, ela nos
guarda em relação a nós mesmos e ao
nosso próprio pecado. Porque se nós
formos largados pelo nosso próprio
coração para vivermos de acordo com a
nossa própria vontade, da forma como o
nosso pensamento quer, o que vai
acontecer é que cada vez mais a gente
vai se distanciar de Deus e da sua
vontade. Então a lei ela nos serve para
nos impor limites mesmo, fazer uma
guarda em relação a um lugar protegido
onde nós podemos viver e dessa forma
agradar a Deus. A outra metáfora que é a
metáfora da tutoria, ela também é
bastante significativa, porque ela nos
mostra que quem precisa do tut do tut
doutor, a ideia ali era daquela pessoa
que ainda não tinha a possibilidade de
tomar as suas próprias decisões, uma
criança. E ele tinha uma pessoa, um
adulto que o guiava, ou seja, que
caminhava com ele e que ensinava para
ele aquilo que ele precisava saber sobre
a vida para poder viver de uma forma
certa, honesta, digna quando se tornasse
um adulto. Porque haveria um momento
onde ele tomaria as suas próprias
decisões e ele precisava ter critérios,
ter valores, ter um caráter aprovado
para quando chegasse nessa idade. Então
o que que a lei faz? A lei é essa nossa
doutora que enquanto ainda precisávamos
dela de forma total, ela nos guiava até
isso. Mas o que que será que nós temos
hoje? Olha só que interessante. A ideia
vai ser é que a lei ela tinha um um
relacionamento para com o aquela pessoa
que iria obedecê-la impessoal, mas hoje
nós temos um relacionamento pessoal
porque fomos resgatados por Cristo. E
qual é a mudança? Qual é a transformação
que isso vai trazer para todos nós? Em
primeiro lugar, porque em Cristo nós não
estamos mais confinados, mas nós temos
liberdade. Temos a liberdade no espírito
para agradar a Deus e viver segundo a
sua vontade. Então aquilo que antes
podia ser algo que nos prendia e nos
confinava, agora é uma liberdade para
todos nós. Em segundo lugar, que em
Cristo nós não temos mais um
relacionamento impessoal, mas totalmente
pessoal, particular e grandioso com
Deus. E isso muda toda a questão, muda
toda a forma de pensar e de enxergar
aquilo que nós estamos na realidade. E
em terceiro lugar, que em Cristo nós não
somos mais imaturos, não somos mais
crianças, mas que devemos viver a
maturidade cristã. E essa maturidade
promove liberdade, mas promove
exatamente o quê? Essa ideia de que
agora eu tomando essas decisões em
Cristo, eu tenho liberdade, mas eu posso
tomar de acordo com aquilo que eu
aprendi da lei. Eu posso a tomar de
acordo com aquele que foi o meu tutor e
que me caminhou até aqui, me ensinou e e
me deu valores e princípios para que eu
possa viver agora de uma forma honesta,
uma forma real. Então, pra gente
finalizar hoje e pensar um pouquinho
sobre tudo isso que a gente viu ou
aprendeu, o que que a gente pode ver
primeiro, qual o propósito da lei na
vida do cristão? Se ela era uma guarda e
um tutor, como que a gente vai
relacionar com isso? Será? Essa é a
minha pergunta. Será que a criança que
agora cresceu e se tornou um adulto,
aquilo que é esperado dela é que ela
viva um novo tipo de vida e um novo
pensamento ou que ela reproduza, de
certa forma, que ela tome as suas
decisões agora como adulto de acordo com
os princípios e os valores de caráter
que ela aprendeu enquanto criança do seu
tutor. E essa ideia pra gente. Agora em
Cristo, vivendo no evangelho de Jesus,
nós não mais obedecemos a lei por medo
de uma rejeição. Ah, ou ou simplesmente
obedecemos por medo, mas nós fazemos
isso por outra questão. Nós fazemos
porque o nosso coração está cheio de
gratidão, porque nós fomos resgatados.
Quando a lei revelou o nosso pecado, ao
mesmo tempo o evangelho revelou a graça
de Deus que nos resgata desse pecado e
nos dá uma nova vida. E essa é a ideia.
Agora, através dessa nova vida cheio de
alegria e gratidão por aquele que nos
resgatou, nós obedecemos tudo aquilo que
o tutor nos ensinou e podemos viver de
uma forma que realmente agrada a Deus em
toda a nossa história, toda a nossa
vida. Então, a gratidão que mora no
coração do verdadeiro cristão é essa
força motriz para uma persistência na
obediência por amor. Não mais obedecemos
simplesmente porque temos medo de que
Deus não se agrada de nós, mas nós
obedecemos porque o amamos. Queridos,
que Deus te abençoe. Semana que vem tem
mais devocional aqui no nosso canal. Até
lá.

Tags: