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A fé vem pelo ouvir

EXISTE CRENTE GAY? É PECADO SER GAY E CRISTÃO? EXISTE CURA?

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Legendas automáticas:

Você sabia que quando a gente fala sobre
homossexualidade existem quatro grandes
posições dentro do cristianismo e que
provavelmente todo qualquer teólogo que
você segue deve estar dentro de uma
dessas quatro grande posições e que ela
ser nomes muito horríveis, muito ruins.
Lado A, conhecido como side A, tem o
lado B, tem o lado X e o lado Y. Nomes
que não te ajudam em nada para entender.
Mas a gente quer, ó, dois d teologia é
isso, descontinar os assuntos da
teologia sistemática e ajudar a gente a
entender o que é que significa. O que
que a gente vai discutir no vídeo de
hoje? Ser gay é pecado? Você pode se
descrever como gay. Existe crente gay.
Os cristãos devem esperar que
homossexuais que se convertem larguem a
homossexualidade no sentido prático ou
no sentido de sentimento. Você pode se
descrever um crente gay. Tem crente que
se diz crente gay e aí segue o ceribato.
Crente homossexual pode casar. Bom, no
vídeo de hoje a gente vai discutir tudo
isso, discutindo quatro grandes
perspectivas sobre como o cristianismo
acolhe, recebe e lida com pessoas que
possuem tentações homossexuais. Este é o
2D de teologia. É o programa que dá nome
a este canal. É onde a gente discutindo
um tema teológico a partir palavra de
Deus, geralmente voltado aí para alguma
área da teologia sistemática. Se você
não me conhece, sou o pastor Iago
Martins, sou doutorando em teologia.
Tenho produzido conteúdo no YouTube aqui
há mais de 10 anos, tentando ensinar a
boa e velha teologia cristã num
linguagem fácil, não é? E acessível, não
é, a quem não tem intimidade teológica.
Se for do seu interesse, você pode
estudar comigo lá no Instituto Chefes de
Teologia e Cultura, onde a gente tem uma
série de conteúdos gratuitos e os nossos
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seu primeiro contato com a teologia no
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você tem uma série imensa de minicursos
e três encontros semanais de mentoria ao
vivo. Se você quiser todos os nossos
cursos ao mesmo tempo, você vai ter uma
promoção especial no link aí na
descrição. Dito isso, simbora pro vídeo
de hoje.
Polêmicas envolvendo homossexualidade
não são não são coisas novas, tá? Não é
uma coisa que inventaram ontem. As
posições cristãs sobre homossexualidade
são muitas. E talvez você venha para
esse vídeo esperando uma teologia
bíblica da homossexualidade. Não é isso
que você vai encontrar nesse vídeo aqui,
tá? Já tem um vídeo aqui no canal. Essa
é talvez um dos vídeos mais vistos aqui
do canal. É um vídeo a gente pergunta se
homossexuais vão pro céu, se gays vão
pro céu. É onde a gente olha pros textos
bíblicos e a gente argumenta que sim, de
uma perspectiva cristã, um homem
deitar-se com outro homem, uma mulher
ter intimidade sexual com outra mulher é
pecado. A prática homossexual é uma
prática pecaminosa. Depois desse vídeo
aqui, você pode ir nesse outro vídeo se
você quiser uma grande teologia da
homossexualidade. Um outro tema que a
gente já tratou aqui no canal e tratou
muito delongadamente são sobre questões
civis. gays deveriam ter o direito civil
de casar, de contrair família e coisas
do tipo. A gente tem uma web série
documental, é coisa assim de nível
documentário mesmo, tá em sete
episódios, chamado A Nova Família, onde
a gente argumenta sobre todas as
complexidades desse assunto. entrevista
uma série de especialistas, gente
parruda aparece aí nesse nessa websérie.
E a gente argumenta que não, uma união
homossexual não deveria ser equiparada à
família em um sentido jurídico, mas que
deveria existir outro tipo de acordo
civil que fornecesse garantias e
direitos para homossexuais que desejam
viver juntos de alguma forma. A gente
explica isso em detalhes lá na Nova
Família. Quando isso aqui acabar, você
tiver interesse, você pode assistir lá
também. Qual é a grande questão que a
gente quer lidar nesse vídeo aqui? é
sobre a questão da identificação do
indivíduo com a homossexualidade. Pode
existir o que nós chamamos de crente
gay, cristão homoafetivo? Como é que um
cristão lida com esses impulsos que a
gente entende que provém de lugar de
pecado? Alguns vão argumentar que um
cristão ele pode viver sua vida
homossexual como ele quiser, casar com
outro homem, no caso sendo homem, desde
que ele não seja promisco. Isso é uma
posição que existe aí em alguns
círculos. Outros vão argumentar que um
cristão gay, ele pode se descrever como
tal, sou um crente gay. E sendo um
crente gay, ele só precisa viver em
celibato. Outros vão argumentar que uma
vez entrando na fé, o cristão, ele nunca
mais vai sentir esse tipo de sentimento.
Uma vez que você encontra Jesus, sua
mente transformada, e você nunca mais
vai ter esses sentimentos homossexuais,
essas vontades homossexuais no seu
coração, porque encontrar Jesus te muda
nesses pecados terríveis. Outros vão
argumentar que existe uma diferença
entre uma inclinação homossexual, uma
tentação interna no coração e a prática
homossexual. Quem tá certo nesse debate
todo? Bom, a gente pode facilitar isso
discutindo sobre lado A, lado B, lado X
e lado Y.
[música]
Vamos começar apresentando o que é o
lado A, conhecidos também como cristãos
afirmativos. Geralmente o que é
conhecido como lado A são as igrejas
afirmativas, conhecidas também como
igrejas inclusivas. É o movimento que
acredita que um relacionamento
monogâmico entre pessoas do mesmo sexo
são relacionamentos justos de uma
perspectiva cristã, não são pecaminosos.
O lado A defende a monogamia. Mesmo que
seja monogamia entre pessoas do mesmo
sexo, existem muitos nomes que defendem
essa posição. Eu gosto de lembrar de Rob
Bell, o famoso herege daquele livro O
Amor vence, quando em uma entrevista pro
Greg Carry, ele vai dizer: "Sou a favor
do casamento, sou a favor da fidelidade,
sou a favor do amor, seja entre um homem
e uma mulher, entre duas mulheres ou
entre dois homens". Penso que já passou
o momento certo e penso que a igreja
precisa. Penso que é o mundo que vivemos
e precisamos acolher pessoas onde quer
que estejam. Dentro do Brasil, nós temos
alguns grupos que se definem como
inclusivos. Você tem igrejas inclusivas
onde os pastores são LGBT ou igrejas
onde os pastores não são LGBT, mas que
defendem esse tipo de perspectiva, como
Ricardo Gondin, que na sua igreja já se
declarou como uma igreja inclusiva. Esse
é um movimento completamente alheio ao
cristianismo histórico, ligado a
teologias profundamente progressistas e
que não pode ser considerado em nenhum
sentido a perspectiva cristã
conservadora. Você olha, Iago, mas como
é que esses cristãos conseguem ler a
Bíblia e sabe entender o texto bíblico?
Bom, eles vão argumentar que os textos
do Antigo Testamento sobre
homossexualidade são típicos da antiga
aliança. Não tem nada ali que seja
relacionado à nova aliança. Então, por
isso, os textos do Antigo Testamento
sobre não deitar homem com homem, mulher
com mulher, são textos que não se
aplicam ao cristão dentro desse período,
na história da revelação. Ele também vai
argumentar que os textos paulinos sobre
afeminados e sodomitas são, na verdade,
textos sobre pedofilia e vão argumentar
que ali a proibição não é para o
relacionamento homossexual, é na verdade
um homem deitando com o menino. E aí
eles defendem um tipo de teoria da
conspiração de que os textos bíblicos
foram mal traduzidos ao longo de toda a
era da igreja como uma forma de tentar
ou proteger pedófil. E aí a teoria da
conspiração vai para um outro nível. Eu
chamo de teologia da conspiração,
teologia da conspiração ou que era só
uma forma de atacar homossexuais
livremente. Eles vão ler também em
Romanos 1, que é um texto muito claro
contra a homossexualidade, como um texto
ligado diretamente a cultos pagãos. E aí
a homossexualidade que estava sendo
condenada não era qualquer prática
homossexual, mas era exclusivamente a
prática homossexual que se dava dentro
de tempos pagãos em adoração a falsos
deuses, o que são leituras absolutamente
progressistas, erradas, são claras
falsificações do que tá escrito no texto
bíblico. Não vou gastar muito tempo
argumentando sobre isso, porque a gente
já tem um vídeo inteiro só argumentando
sobre esses textos bíblicos aqui no
canal. A gente já resolve tudo isso só
indo lá. Então, Iago, eu queria uma
argumentação mais profunda sobre esses
textos para poder contraargumentar com
cristãos o lado a esses progressistas,
inclusivistas, tá tudo lá no nosso vídeo
de homossexualidade. Só sei lá se já tem
tudo que precisa para lidar com esse
tipo de coisa. Como eu já falei no
começo do vídeo, o objetivo aqui é lidar
uma estrutura sistemática, não é lidar
com os textos bíblicos diretamente, que
a gente já fez isso lá no vídeo. David
Hiker, bem-vindo. Obrigado por
contribuir um pouco com esse vídeo aqui
do 2Dologia.
>> Uma alegria tá aqui,
>> Haiker. Se a pessoa, eu tô levantando
essa hipótese, tá? Não tô afirmando. Se
a pessoa nasce gay, por que que ela não
pode viver a sua vida como gay dentro da
fé cristã? Por que que é pecado ser gay
se a pessoa nasce assim?
>> É, primeiro vamos pensar pergunta
dúvida. Eu sei, mas [risadas]
>> Claro, claro, eu entendi. Mas primeiro
vamos pensar do ponto de vista teológico
e depois a gente pensa nas outras
perspectivas. Então, do ponto de vista
teológico, as pessoas elas dizem assim:
"Ah, eu sinto isso. Eu sou criatura de
Deus, então Deus me criou assim. Por que
que ele diz que eu não posso viver uma
vez que ele me criou assim?" Aí a pessoa
fala: "Então, não sou criação de Deus.
Então não foi Deus que fez isso? Então
veja, tudo que nós sentimos hoje não é
fruto apenas da criação de Deus. Toda a
realidade foi afetada pela queda. E o ar
que a gente respira, a natureza, a
criação gême aguardando a expectativa de
que um dia ela será liberta do cativeiro
de corrupção que lhe foi imposta por
causa da queda. Então os nossos corpos
não são frutos só da criação. Se fosse
eles nem morreriam, eles nem adoeceriam,
né? Portanto, a nossa sexualidade, o que
sentimos também não é fruto apenas da
criação. Deus nos criou e nós fomos
[música] afetados pela queda de uma
forma ou de outra, por causa de fato de
sermos filhos de Adão. Então, eh cuidado
com essa ideia de que a Deus me fez
assim, né? E, portanto, eu preciso viver
isto, né? Deus Deus me manda, por
exemplo, amar o meu inimigo, né? Amar o
meu inimigo não é coisa natural a mim.
se [música] depender apenas da minha
condição eh atual, né, que é não é
apenas como Deus me criou, mas também
com ecos da queda. Então, toda a vida
cristã precisa lembrar disto. Ah, do
ponto de vista do eu nasci assim aí
pensando agora nas outras perspectivas,
né? Porque lembrando que a Bíblia não
tem uma teoria biológica, psicológica ou
sociológica para explicar a origem da da
homossexualidade. A Bíblia não tem isso.
A Bíblia tem uma uma uma ideia teológica
que eu acabei de dizer, né? tem a ver
com a criação e com a queda. Eh,
pensando nas outras perspectivas,
[música] eh, é muito é muito imaturo
você começar a colocar expressões do
tipo: "Eu nasci assim", porque isso
remete a ideia de que, eh, a sexualidade
é completamente definida por elementos
biológicos ou genéticos ou inatos. E
embora isso seja um eixo formativo,
porque nós temos corpo de fato, nós
temos biologia e tá tudo certo, ele é um
eixo apenas, né? Não existe um
determinismo completo. Se você for na
OMS, eh, se você for no Google jogar
sexualidade, segundo a Organização
Mundial da Saúde, vai dizer lá que não é
só biologia. Até a OMS vai dizer que é a
sexualidade biológica, é social, é
psicológica, ela é multifatorial sempre.
Então, eh, a sexualidade é um complexo
que tem a ver com elementos biológicos,
tem a ver com elementos de aprendizado,
tem a ver com elemento de subjetividade,
porque cada indivíduo inédito reage de
maneira irrepetível [música]
a elementos que lhe acontecem, né? Eh,
eh, e reage de maneira muito subjetiva,
única, né? Tudo. Então, não tem essa
explicação monolítica e apenas vinculada
a elementos inatos para se explicar
porque que alguém tem atração A ou B.
Isso [música] vai além das escrituras.
Estou falando da de como as perspectivas
psicológicas e sociais vêm à própria
sexualidade. Então, é mais do que apenas
um erro teológico, é um erro técnico, é
você dizer a nasceu assim e querer dizer
com isso que é um determinismo total eh
biológico eh na sexualidade.
[música]
Mas essa não é a única posição que
temos, não é? Temos uma segunda posição
chamada como lado B ou B. Cristãos do
lado B não seguem a perspectiva
inclusivista. Eles têm uma visão mais
tradicional da sexualidade humana, onde
eles entendem que um cristão não pode
ter relacionamentos homossexuais. Então,
qual seria a alternativa de um cristão
com esse tipo de tentação? Seria
basicamente duas coisas: ou o celibato
ou um casamento de orientação mista. O
celibato é alguém que por causa da falta
de impulso e atração sexual para com uma
pessoa do sexo oposto, ele não casa com
ninguém, vive a sem nenhum tipo de
relacionamento sexual ou amoroso nesse
sentido mais físico, não é? Ou o que é
chamado casamento de orientação mista,
que é um termo geral para falar de
pessoas que se casam tendo, como eu
diria, identificações sexuais
diferentes. Pode ser usado para falar de
pessoas que são consideradas asexuais e
pessoas sexuais. Pode ser um casamento
em que um dos parceiros é bissexual e o
outro é heterossexual. ou um casamento
de alguém homossexual com alguém
heterossexual. Geralmente as igrejas não
não recomendam, não é, casamento de
orientação mista, onde uma pessoa
homossexual e a outra heterossexual ou
mesmo dois homossexuais nesse sentido,
porque é um casamento em que não vai
existir nenhum tipo de intimidade
física. É basicamente um casamento de
fachada, tá? Mas outras orientações
mistas, como um bissexual e um
heterossexual, por exemplo, são pessoas
que podem ter intimidade física, pode
ter um casamento, ela até feliz quando a
pessoa tá disposta, né, a viver dentro
daquele tipo de situação, daquele tipo
de circunstância. Agora, cristãos do
lado B, eles acreditam em identificação
com a homossexualidade. Ou seja,
enquanto cristãos do lado A dizem: "Você
pode ser gay e viver sua
homossexualidade", cristãos do lado B
vão dizer: "Você pode se identificar
como gay. Isso é sua identidade, é quem
você é". Você só não pode praticar isso.
Daí vem termos como cristão gay, cristão
LGBT, crente gay e por aí vai. Essa
divisão terminológica, né? Lado A e lado
B, começou com o movimento de 2011,
criado por um cara chamado Justin Lee,
quando ele fundou a Gay Christian
Network. Enquanto você vai ter uma
quantidade muito pequena de cristãos,
defendendo o que chamado lado a essa
inclusividade da prática homossexual
como algo natural cristianismo, você vai
ter uma quantidade um pouco maior de
cristãos defendendo chamado lado B, que
é uma perspectiva em certo sentido
conservadora com relação à sexualidade,
mas que assente a um tipo de
identificação da sexualidade com o
pecado que é um tanto perigosa. Se você
me conhece aqui, você sabe que eu não
sigo chamado lado A, obviamente, mas eu
também não sigo chamado lado B,
considerando que eu não acredito que
esta identificação profunda entre
homossexualidade e identidade seja algo
que cristãos podem assumir. Se dizer
crente gay não é muito diferente se
dizer crente qualquer outro pecado
contra o qual você lute. Um cristão não
deveria assumir a o impulso homossexual
como uma característica de sua
identidade. Uma vez que o impulso
homossexual provém de uma corrupção do
plano de Deus pra sexualidade humana,
nenhum cristão deveria tratá-lo como se
fosse uma coisa moralmente neutra. O que
acontece dentro de certos ambientes de
de lado B do cristianismo é tratar o
impulso homossexual como se fosse um
impulso moralmente neutro e que o pecado
tá exclusivamente na prática, algo que o
cristianismo geralmente não segue. A
gente pode usar essa terminologia crente
gay ou cristão homossexual para
descrever a experiência de alguém que
tem atração pelo mesmo sexo e então se
converte? Olha, eu particularmente não
gosto da ideia porque ela reforça o
termo de identidade
ligada à atração e a condição afetiva.
Isso para mim, eu acho que é uma perda
bastante considerável quando a gente
olha pra identidade cristã fundamentada
em Cristo e na relação de fé com ele,
não nos afetam, os sentimentos são
volúveis, são que estão em outra
categoria. Então eu particularmente acho
que é uma perda a os cristãos começarem
a se designarem eh primeiro LGBT, depois
cristão, lésicas e gays cristãos. É como
se a batalha pela identidade tivesse
sido perdida, né? Então eu acho que é
importante a gente lembrar que a
sexualidade, embora embora fundamental,
embora que seja algo que nos constitui,
não é a nossa identidade do ponto de
vista bíblico, né? Não existe nenhum
problema eu me dizer um cristão
heterossexual. Mas por que é que tem
problema eu dizer me dizer um cristão
homossexual?
>> É que na verdade o a expressão
heterossexual cristão também ela não
reflete exatamente o que a Bíblia ensina
nesse sentido, né? Porque é uma essa é
uma palavra que surge no século XIX.
Então, a Bíblia também não apresenta a
humanidade como hétero, homo, bi, trans,
como se isso fosse, fossem identidades
coesas e estabelecidas por Deus, né? A
palavra heterossexual, ela apenas
descreve uma característica, que é o
fato de alguém ter atração pelo sexo
oposto. A palavra homossexual descreve
uma característica. A pessoa tem atração
pelo mesmo por pessoas do mesmo sexo. Do
ponto de vista bíblico, não descreve
identidade. Ambas não descrevem
identidade. Então a gente usa essas
expressões por causa da questão mais
pedagógica. Seão, até tu explicar tudo
isso, você vai perder um dia inteiro. Aí
você fala heterossexual, cristão, tal.
Mas no fundo, no fundo, eh, nem mesmo o
termo heterossexual é um termo bíblico
capaz de expressar a identidade
fundamental do do sujeito. Apenas
descreve uma característica que está de
acordo com a visão ortodoxa de que Deus
criou um homem para se relacionar com
uma mulher no casamento.
O lado Y também se opõe ao
relacionamento homossexual. Pessoas do
mesmo sexo não podem deitar juntas, não
podem viver juntas, mas ao contrário do
lado B, acredita que existe algo errado
no impulso homossexual. E por isso
existe uma diferença entre três níveis
de expressão de sexualidade. Existe o
que nós chamamos de inclinação, existe o
que nós chamamos de tentação e o que nós
chamamos de prática. A prática
homossexual é pecado. O lado A vai dizer
que não, mas lado B, lado Y e o outro
lado que eu vou apresentar com o lado X,
todos vão dizer que a prática
homossexual é pecado. Assentir ao
impulso sexual do coração também é um
pecado. A escritura fala de pecado no
coração. Existe um pecado interior. Há
um pecado dentro do ser humano. Quando
eu olho para uma mulher e a desejo no
meu coração, eu tô cometendo um pecado.
Um pecado, obviamente, cometido apenas
interiormente, mas ainda um pecado.
Quando uma pessoa que tem inclinação
homossexual assente a esses sentimentos,
assente a esses impulsos e deseja alguém
de homossexual, isso é um pecado também.
Mas existe um tipo de inclinação da
vontade que não necessariamente é um
pecado praticado ou um pecado cometido
no coração. É uma tentação. Vou dar um
exemplo com alguém heterossexual. Eu sou
um homem heterossexual. Eu tenho uma
inclinação para mulheres, mas eu tenho
uma mulher que é minha esposa. Se eu
deito com uma mulher que não é minha,
claramente pecado. Se eu desejo e cobiço
a mulher que não é minha, claramente
pecado. Mas existe uma inclinação
interior ao sexo feminino dentro de todo
homem. Essa inclinação interior é um
pecado? Não. Essa inclinação interior é
um tipo de tentação que provém do pecado
que entrou no mundo. E essa inclinação
ao gênero feminino de forma geral é algo
que eu preciso lidar, qualificar e
direcionar ao meu próprio casamento.
Pessoas que possuem uma luta dentro da
área da sexualidade agora homossexual
possuem um tipo de inclinação no seu
coração. E esta inclinação em direção a
alguma coisa tem que ser avaliada e no
caso rejeitada. Ela não pode ser
direcionada para nada, já que o
direcionamento dela seria pecaminoso,
diferente da heterossexualidade, mas por
si só não é um pecado cometido, nem um
pecado assentido no coração. É um
impulso, é uma tentação, provém da
queda, provém do pecado ter entrado no
mundo, mas ninguém é menos crente por
por possuir desejos e vontades
pecaminosas. Os desejos e as vontades
pecaminosas proveitem do nosso coração
pecaminoso. Todos nós possuímos vários,
mas guardadas as devidas proporções, eu
digo: "Ah, eu sou um crente, eu eu tenho
vontade de roubar, sei lá, tenho vontade
de me vingar, tenho raiva no meu
coração, tenho ira". Todos esses
impulsos estão dentro de mim não podem
ser usados para me definir. Eu não posso
me dizer um crente irado, não posso me
dizer um crente ladrão, eu sou um crente
adúltero. Por quê? Porque no meu coração
eu tenho essas vontades. De uma
perspectiva mais conservadora, o chamado
lado Y não relaciona a inclinação
homossexual com identidade homossexual.
Por isso que nós não usamos termos como
crente gay, crente homossexual, cristão
homoafetivo ou algo desse tipo. Nós até
podemos usar dentro de certo ambiente de
de linguagem, de conversa comum, os
termos porque são mais facilmente
compreendidos dentro da sociedade e da
cultura, mas não necessariamente são
termos que que fazem sentido
antropologicamente pra gente. Por isso
que sempre que eu vou usar esse termo,
por exemplo, lá um cristão que é
homossexual, eu sempre antes disso, eu
tenho deixar claro, ó, eu não acho que
nenhum cristão deveria se identificar
dessa forma e tal. E aí dependendo do
contexto, eu uso ou não aquela
linguagem, dependendo do que eu quero
chamar atenção naquele momento. Agora,
um cristiano nunca deveria se apresentar
assim, se descrever assim. Vários nomes
do cristianismo e observador se
identificam com esse estimado lado Y. A
gente tem a Rosário Butterfield, que
talvez seja o nome mais famoso dentro
desse movimento. A gente tem o Sun
Alberry, a Jack Hill Perry, que tem
livro dela em português, e é um
movimento muito comumente ligado à
teologia reformada nos Estados Unidos. A
Rosário Butterfield, por exemplo, ela é
um ex-ativista LGBT, tá? Ela vai dizer o
seguinte, que os adjetivos em termos
gramaticais são modificadores. Sua
função é me dizer que tipo de cristão
você é. O problema com o termo como
cristão gay é que ele modifica o cristão
de acordo com a categoria da carne,
natureza pecaminosa. Existe um livro
muito bom do Ed Shall edições Vida Nova,
chamado Atração por pessoas do mesmo
sexo e a Igreja. O subtítulo é a
plausibilidade do celibato. É um livro
muito bom, eu li ele faz uns anos já.
Ele tem algumas citações muito
interessantes. Ele vai dizer o seguinte
que ao me ouvirem dizer eu sou gay elas
entenderão que abracei o estilo de vida
e uma identidade homossexuais, o que é
algo que eu não fiz. Se eu digo, eu sou
gay, as pessoas imaginam já saber do que
eu estou falando e não fazem mais
perguntas. Todavia, se digo: "Eu sinto
atração pelo mesmo sexo", isso as
confunde e elas fazem mais perguntas.
Isso me permite expressar de forma
precisa o que quero dizer sobre minha
sexualidade. Em um pouco mais à frente,
ele vai dizer: "Por esse motivo, entendo
que o cristão deve ter cautela ao fazer
qualquer coisa que possa arraigar sua
identidade em sua sexualidade.
Precisamos estar na contracultura nesse
aspecto. Nossa identidade, em vez disso,
deve estar firmemente enraizada em
Cristo." Eu acho que é uma perspectiva
muito mais cristã do modo como a gente
lida com homossexualidade dentro do
contexto da igreja. A gente não pode ter
a expectativa de que ao encontrarmos
Cristo Jesus, ao nos convertermos, a
gente vai perder qualquer atração
homossexual.
A conversão não muda quem nós somos
nesse sentido.
>> É, a conversão não muda necessariamente
o que nós sentimos, né? os afetos, as
atrações,
eh, não são passíveis e serem
magicamente alteradas no minuto em que a
pessoa nasce de novo. Não porque Deus
não possa fazer isso, porque
evidentemente ele pode fazer o que ele
quiser, mas eh eu não posso prometer
isso pra pessoa. E a Bíblia também não
promete, né? Então, ela nasce de novo,
ela se torna filha de Deus, ela se torna
templo do Espírito Santo, ela passa a se
unir a Cristo, ela tem uma nova
identidade em Cristo e agora ela é
definida por aquilo que crê,
independente daquilo que sente a sua
vida. Então é marcada a sua identidade,
a sua ética diária prática, é guiada
pelo pela relação com Cristo, pela sua
palavra e não pelos seus afetos eh
quaisquer que eles sejam. Os
heterossexuais também ao se ao se
converterem, ao nascerem de novo, não
tem não não são blindados de atrações
heterossexuais capazes de levar a pecar.
Agora essa discussão tem a diferenças
porque [música] quando a atração é
homossexual existem outros estigmas
culturais, né, outros fardos aí
diferentes pela pelo contexto que a
gente vive. Mas no fundo, todo mundo
convive com atrações contraditórias às
decisões de fé eh em todo tempo.
>> O pessoal do lado B costuma argumentar
que o impulso homossexual ele é neutro
em certo sentido de que, bom, ser LGBT
no sentido interior, né, ter ser
homossexual e se eu não pratico isso,
isso não é algo necessariamente errado.
Muitos cristãos do lado X ou do lado Y
vão contraargumentar dizendo que não. O
o próprio impulso sexual por si só é uma
coisa pecaminosa. Como é que você
enxerga isso?
>> Olha, eu não uso a expressão neutro
porque eu entendo que a origem teológica
aí não é origem psicológica, social,
biológica, é origem do ponto de vista
teológico é a queda, né? Então, se a
origem é a queda, a origem é o pecado,
não da atração específica de cada uma em
cada dia, né? quer dizer, da do fato de
existir atrações que apontam para aquilo
que Deus reprova em todos os seres
humanos, uns de um jeito, outros de
outro. Então, a origem não é boa, não
está na criação, né? Muitas teologias
afirmativas dizem que a origem está na
criação. Então, Deus criou hétero a
LGBTQ a mais. Ele celebra a diversidade
criando, expressando a si mesmo nisso.
Eu não acredito nisso. Então, eh, não é
uma boa notícia, né, quando eu digo que
veio da queda. Portanto, não é a ideia
de neutralidade. Agora, eh, as atrações,
melhor [música] dizendo, todos nós seres
caídos de uma forma ou de outra, por
causa do fato de sermos filhos de Adão,
convivemos com atrações que podem levar
a pecar. Essas atrações não são
voluntárias, porque se eu pudesse
decidir que elas sumissem, eu decidiria,
né? A pessoa decidiria porque seria
muito mais confortável. Então não existe
a um botão para apertar e fazer não
sentir. Ah, portanto, ela é involuntária
nesse aspecto, mas ela não tem uma
origem que não seja queda. Portanto, a
neutra, né, é uma expressão que eu acho
eh apropriada para ser usada, entende?
Embora eu entenda que são atrações
involuntárias. A pessoa não escolhe o
que sente, ela escolhe o que vai fazer
com aquilo que sente, que papel que ela
atração terá na sua vida, se ela vai
definir a identidade, se ela vai definir
a prática diária ou não.
O lado X é de longe, talvez a posição
mais radical que a gente tem dentro dos
ambientes cristãos sobre o nosso
relacionamento com a sexualidade humana.
O lado X vai argumentar também que o
relacionamento homossexual é pecado, que
a atração homossexual não pode ser
assentida, que ninguém deve se
identificar como crente gay, mas eles
vão um pouco mais além. Geralmente o
lado X vai considerar que um cristão que
encontra crise genuinamente vai ter uma
reorientação sexual muito profunda, de
forma que vencer as atrações
homossexuais no sentido de não senti-las
mais é o que é esperado de todo cristão.
Alguns desses autores, inclusive, vão
defender terapias de ressignificação
sexual. Você vai encontrar hoje não
muitos dentro da academia cristiana
defendendo essa essa posição. A posição,
o lado Y é meio que é mais popular
dentro dos círculos conservadores,
quanto a lado B é a mais popular dentro
dos círculos não conservadores. Mas há
sim muitos que defendem essa posição. Ou
seja, um cristão, uma vez que encontra
Jesus, esses impulsos, essas vontades
homossexuais, isso vai sair de você.
Você vai virar um ex-gay, você vai
gostar de mulher, se for mulher, vai
gostar de homem, porque é isso que Deus
vai fazer com você. E vamos lá. Eu
preciso dar um um uma pequena vírgula,
por mais que seja um cara identificado
com lado Y, uma pequena vírgula pro ato
X. Em que sentido? Que eu não acredito
em terapia de reversão sexual. Isso não
existe. Nós não temos absolutamente
nenhuma evidência científica em nenhum
tipo de contexto em que qualquer terapia
de reversão sexual funcione ou exista,
tá? Isso eu tô absolutamente longe do
lado X. No entanto, eu acredito em
milagre e eu acredito que uma mudança
profunda no impulso sexual de um
indivíduo é um milagre. Um milagre que
Deus pode conceder. alguns indivíduos.
Digo isso porque existe abundante
evidência de pessoas que se descrevem
como ex-giss, que apresentam sua própria
vida como alguém que teve, que tiveram
mudanças nos impulsos, nas vontades
interiores, uma vez que encontraram
Jesus. E esses testemunhos dos
indivíduos sobre eles próprios não pode
ser desconsiderado, não pode ser
descartado. Um cristão que se converte
pode orar e genuinamente ter, sabe,
vontade da parte de Deus de largar a
homossexualidade, de não ter mais esses
impulsos, de gostar de uma pessoa do
outro sexo, orar por isso e Deus
conceder isso. E eu acho que qualquer
cristão poderia orar por isso quando ele
sente esse tipo de impulso. O que ele
não pode ter a expectativa de que isso
necessariamente vai acontecer e nem nós
imporos sobre os indivíduos a
necessidade de isso acontecer para que
eles sejam cristãos genuínos. Mas
tirando essa questão do milagre, não é?
Não deve existir nenhuma expectativa por
parte dos crentes de uma completa
transformação da vontade quando alguém
encontra Jesus, no sentido de que alguém
não vai ter mais vontades pecaminosas.
Pelo contrário, a gente continua lutando
contra a nossa natureza adâmica. A gente
continua lutando contra o nosso pecado.
Ainda existe uma guerra da carne contra
o espírito dentro de nós o tempo
inteiro. O livro de Efésios, no capítulo
2, vai deixar claro que nós quando nos
convertemos, não é que nossos
pensamentos são completamente
transformados, é que agora nós não
fazemos mais a vontade dos pensamentos.
Ainda podemos ter impulsos e desejos
interiores pecaminosos quando
encontramos Jesus. A diferença é que nós
não nos identificamos com esses impulsos
e nós não praticamos mais de forma
deliberada esses impulsos porque somos
transformados pela pessoa de Cristo
Jesus. David, ah, que palavra você
traria para cristãos que encontraram
Jesus, mas que se vê lutando contra
essas tentações? Às vezes se sentem
atraídos pela por uma visão lado B,
porque é um pouco mais acolhedora em um
sentido de de personalidade? talvez já
tenham ido pro caminho da heresia ali no
lado a querendo afirmar a vida
homossexual como uma vida prática boa.
Ou então se vem muitas vezes oprimidos
pelo pessoal do lado X que vai dizer que
eles têm que passar por uma terapia de
reação sexual ou que a esse esse não tem
como ser crente genuíno e continuar com
esse tipo de batalha ou mesmo tá em um
ambiente um pouco mais saudável
teologicamente no do do que eu acredito
que é o lado y mas que ainda se vê com
crises de fé muito terríveis, não é?
Lidando com esses próprios impulsos. Que
palavra você traria como pastor ah, para
cristãos que estão vivendo alguma dessas
experiências? Eh, eu diria que a busca
fundamental é por Cristo, não é pela
heterossexualidade.
O que é o ápice da fé cristã? é ser
discípulo de Cristo e lembrar sempre que
o discípulo de Cristo é aquele salvo
pela graça, que está disposto a aprender
a todo dia a amar a Cristo mais do que
ama a si mesmo, mais do que ama a
qualquer outra coisa, porque entende que
a única maneira de ser realmente pleno e
feliz e, portanto, é colocar a
expectativa de felicidade, não no
casamento ou na heterossexualidade. Não
porque casamento seja uma coisa ruim,
uma coisa boa e pode acontecer, mas não
está condicionado a isto, a plenitude da
vida, em sim a experiência de ter Cristo
como centro de tudo. E aí está a
esperança, aí estará a plenitude, a
satisfação. É olhar pro evangelho. O
evangelho como [música]
aquilo que me leva à plenitude em
Cristo, independente do que vai
acontecer com os meus afetos ou condição
de casar solteiro, se ele bate o
casamento, se concentra muito em Cristo,
concentra muito na na experiência com a
com o evangelho de Cristo. Com relação
às decepções relativas à igreja. A
igreja é um lugar onde as pessoas estão
vivendo eh muito os seus processos
também, né, de tentar lidar com o outro.
E nem sempre nós somos felizes em lidar
com o outro, principalmente com aquilo
que a gente não entende, com aquilo que
a gente confunde. Eh, portanto, é
importante eh pensar em Cristo.
>> Lado A, lado B, lado Y, lado X. Quatro
grandes movimentos sobre
homossexualidade. Nós, cristãos,
conservadores, reformados, estamos
geralmente posicionados no lado Y.
Existem cristãos genuínos do lado X.
Existem, mas acho que eles cometem um
erro muito grave do modo como recebem
alguns homossexuais. Existe cristãos
genuínos do lado B? Existem, mas acho
que eles cometem um erro muito grave do
modo como eles recebem homossexuais.
Existem cristãos genuínos lado do ar?
Difícil. é uma posição muito, muito,
muito fora do que realmente representa a
ética cristã e a fé cristã no que diz
respeito à sexualidade. Aqui a gente
marca a posição do lado Y, que é o lado
que tem sido defendido pelo cristianismo
já há muito tempo. E eu quero convidá-lo
a assistir os outros materiais desse
canal aqui, que discutem esses assuntos,
como o nosso vídeo sobre
homossexualidade e a nossa série sobre
casamento gay. Vai est tudo isso aí na
descrição. Se você quiser estudar com a
gente, sabe o que fazer, só ir lá no
Instituto Chef, vai ter o link na
descrição também. E se esse vídeo foi
útil para você, comenta aqui embaixo
qual lado você se identifica, quais são
os argumentos que você usa para defender
sua posição, algum testemunho, alguma
história que pode ser útil pra gente
continuar conversando sobre esse
assunto. Se você gostou desse vídeo, não
deixa de clicar em gostei e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Um cheiro no seu
cangote e até a próxima.

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