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Makários | Melhores Momentos | Por que Deus conta tantas histórias? Livros Históricos | Jônatas

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เ
Seja muito bem-vindo a mais uma aula do
nosso curso Macários,
módulo dois. Se você está ouvindo isso e
não sabia que estamos no módulo dois,
saiba, temos o módulo um, que já está
disponível na nossa plataforma, também
está disponível lá no nosso canal do
YouTube. Sejam muito bem-vindos mais uma
vez. Já estou vendo que algumas pessoas
que já são do nosso grupo aqui já
colocaram o lugar de onde estão nos
acompanhando. É um prazer e uma alegria
estar com vocês aqui. Ah, eu estou
recebendo um sinal de que a minha
conexão está razoavelmente boa, o que
não é bom, porque ela deveria estar
excelente, mas vamos ver até onde esse
sistema nos mantém no ar. Eu acho que
não vai dar problema nenhum. Bom, tem
gente aqui assistindo de Cacoal,
Rondônia.
Gente, é longe, hein? Eh, tem mais da
onde? Três Pontas, Minas Gerais, BH.
Olha que pessoal aqui acompanhando o
nosso curso. É uma alegria receber cada
um de vocês. Hoje nós vamos dar eh
início a Olha, Santa Maria. Santa Maria,
perto de onde eu nasci, hein? Sou de
Panambi, quem não sabe. Eh, só que eu só
nasci lá, tá? Desculpa, não conheço a
cidade não. Eh, tem um pessoal aqui, GB,
Grande Bretanha, eu tô imaginando, né,
Adri? Eh, a gente vai entrar introduzir
o tema da dos livros históricos,
certo?
A gente vai falar hoje sobre os livros
históricos do Antigo Testamento. E
talvez você não saiba, mas se tem uma
coisa que a Bíblia gosta de fazer é
contar história.
E é através das histórias que o texto
vai sendo entregue, vai sendo
trabalhado,
não é? Vai sendo,
Pal. Desculpa aí que eu tô saindo de uma
gripe e aí eu tô tomando tudo que eu
posso para sair dessa gripe aqui. Então
o texto vai sendo trabalhado e vai sendo
entregue ao povo. Quando a gente estuda
o Pentateuco,
que é, vamos dizer assim, um livro
também histórico, a gente vai entender
isso já já, eh, mas o Pentateu ele tem
um lugar especial na relação do povo de
Israel com Deus, porque é o livro ou o é
o conjunto de livros que apresenta esse
Deus. Ele não vai apresentar na sua
plenitude e totalidade, mas é o conjunto
de livros que apresenta Deus para Israel
e em especial para o seu patriarca
principal ou maior, né, que é Abraão. E
através de Abraão, você vai ter ali o
você vai ter o desenvolvimento
da família, né, de do próprio Abraão,
Isaque, depois Jacó, através de Jacó as
12 tribos. que na verdade são 13, mas
nós não vamos entrar nessa celema hoje.
E ah,
depois das 12 tribos, vamos entrar nesse
momento da história. Por quê? Eu tô
dando essa digressão aqui pra gente
entrar já no tema sem sem estar meio
perdido. Nós estivemos acompanhando,
vocês viram a questão do Levítico na
última aula, por que é importante a
questão dos sacrifícios das leis, tudo
que foi passado e tudo que Deus queria
de acordo com a sua própria palavra, de
acordo com aquilo que ele mesmo falava
nos seus textos, na na sua relação com o
povo, era um relacionamento. Ele falou
isso para Moisés várias vezes, né? Ele
quer ser o Deus do povo de Israel. Ele
quer que o povo de Israel o sirva. E a
história do do Pentateuco vai nos
mostrar como esse povo era difícil, como
esse povo batia muito a cabeça uns com
os outros e com o próprio Deus, né? ao
ponto de chegar um momento da história
em que eles vão falar: "Vamos levantar
um novo líder", ou seja, ignorando o
líder que Deus tinha colocado diante
deles para tirá-los dali da terra da
escravidão, que era o Egito. Vamos
levantar um novo líder e vamos nos vai
nos levar novamente para o reino, para a
terra da escravidão. Então, era um povo
muito difícil. Agora vai ser narrada a
história desse povo. E aqui eu preciso
que vocês acompanhem bem o que eu vou
falar.
Por quê? A história que vai ser narrada
agora é de um povo que vai receber a
terra que lhe foi prometida por herança.
Porém, havia uma cláusula que era a
cláusula de infidelidade ao Senhor.
Ele não consegue conquistar toda a
terra.
Depois ele se envolve com as práticas
dos povos que estão ao seu redor,
vira uma babúrdia, uma balbúrdia, é uma
bagunça.
A gente chega ao ponto, né, inclusive
tem uma mensagem minha que tá rodando
essa semana, ao ponto do de uma pessoa
sacrificar a própria filha, a única
filha, como uma promessa ao Deus que não
aceita sacrifícios humanos. A história
de Jefté. E aí chega ao ponto em que o
povo se vê numa encruzilhada, vamos
dizer assim, numa sinuca de bico e eles
olham para os líderes propostos diante
deles, que é a a a descendência de Eli,
que morre tragicamente numa batalha.
Depois a descendência de de Samuel. E
eles olham para eles e falam assim:
"Não, não, não, não. Esses caras aqui,
esse modelo não tá funcionando".
Nós precisamos de um modelo novo de
administração.
Nós queremos um rei. Aliás, é o tema
principal do livro dos juízes. O tema
principal do livro dos juízes é uma
apologia ao livro dos reis.
A ideia é de que o livro de Samuel, o
rolo de Samuel, é um rolo de uma
estrutura de conexão.
E o livro escrito com nome Juízes era
para mostrar como Israel havia se
perdido moral e teologicamente, estava
completamente perdido. E aí Deus
permite, é uma permissividade de Deus,
Deus permite, ah,
que o povo tenha ali um rei sem antes
relembrar, ou seja, sem antes deixar de
relembrar tudo aquilo que ele falou que
aconteceria se Israel adotasse a
monarquia. E isso vai ser vai ser
mencionado tanto na lei, a Torá vai
mencionar isso em Deuteronômio. E depois
Samuel vai relembrar as palavras de
Moisés. a respeito da monarquia. E aí
isso vai acontecer, obviamente, vai
acontecer no reino depois de Salomão.
Ah, vamos lá. Vamos vamos acelerar,
senão a gente não termina a nossa aula
hoje. Então, o que que nós temos aqui?
Qual é o escopo dos livros históricos?
Primeiro, nós temos o canon desses
livros divididos aí em três períodos,
né? o período da conquista e do
assentamento que vai envolver José,
Josué, Josuíes e Rute. Esses três livros
contam o período que o povo entrou na
terra, se assentou na Terra e errou,
vamos dizer assim, não conquistou tudo
porque é uma conquista parcial.
E depois disso, nós temos o período que
nós chamamos de período monárquico, que
vai iniciar, e muita gente esquece desse
nome, mas vai iniciar em Saul
e vai até o último rei de Judá, que é o
rei Zedequias. Então você tem todo esse
período, por isso que eu queria que
vocês prestassem a atenção, porque é um
período muito extenso.
Só a gente vai ver uma linha cronológica
daqui a pouco, eu não quero entrar nisso
tão rápido, mas vocês vão perceber que é
um período extremamente extenso. E você
vai ter ainda um um um livros período do
período que a gente chama de pós
exílico, onde não há mais monarquia em
Israel. Há, na verdade uma um um um um
uma sublocação, ou seja, uma posição de
subserviência
do reino de Judá, que vai ser o reino
que sobra. Inclusive, eu queria que
vocês lembrassem essas três palavras,
né? você lembrar do povo hebreu, depois
você lembrar do povo israelita e depois
você lembrar do povo judeu. São, na
verdade, as pessoas acham que isso aqui
define a nação. Ah, um período eles eram
a nação hebreia, depois eles viraram a
nação israelita e depois eles viraram a
nação judia, judaica ou judia, sei lá
que nome vocês podem dar aqui. Mas na
verdade os nomes estão diretamente
conectados aos períodos históricos. O
período hebreu é o período até Jacó.
Enquanto não chegamos em Jacó, você tem
o período dos hebreus. Abraão é um
hebreu.
Esse período dos hebreus,
vocês vão ouvir uma cachorra latim, mas
não se assustem. Esse período dos
hebreus, viu? Só um momento.
Esse período dos
Ela está nervosa, que eu não citei ela
na aula ainda. Esse período dos Hebreus
é o período que compreende o povo
chegando na terra. Vai de Abraão até o
povo chegando na terra. Ah, mas Jacó já
não tinha morrido quando o povo chegou
na terra? É, mas eles não eram
conhecidos ainda como israelitas. Eles
vão ser conhecidos como israelitas a
apenas depois. Os israelitas eles vão
ser chamados assim lá no período da
mudança de juízes para reino.
E aí
e tem a depois dos israelitas você vai
ter o que é chamado de povo judeu. Por
que que é chamado de povo judeu? Jesus
não vai falar isso. A salvação vem dos
judeus. Paulo também vai mencionar isso.
Por que que eles são chamados de judeus?
Porque na volta do período exílico, o
único reino que sobra é o reino de Judá.
Não tem nada a ver com a religião
judaica. Ah, o judeu é quem é seguidor
do judaísmo. Não, judeu é de quem é
pertencente ao reino de Judá. E quando
eles voltam lá da do exílio babilônico,
o reino do norte, que é o reino de
Israel, não existe mais. Virou o reino
da Samaria. E lá no norte, depois vai
ser conquistado pelos gregos, vai
receber o nome de Galileia. Então vai
ter Galileia, Samaria e Judeia. Então o
judeu é esse último período da história
do povo ali, certo? E quais são as
características distintivas de cada um
desses períodos? Prim de do do que nós
encontramos, perdão, nesse conjunto de
livros.
Primeiro, é uma narrativa
histórico-teológica, não é mera
cronologia, ela vai mostrar também as
ações de Deus ao longo dessa história
desse povo. Tem um propósito
extremamente didático ensinar sobre a
revelação de Deus ao seu povo. É isso
que esse trecho vai mostrar. Inclusive,
nós vamos ver, porque nós não vamos
entrar nessa literatura, mas eles vão
aparecer no meio dos livros históricos,
né? Os profetas. Em vários momentos da
história, eh, os profetas vão aparecer e
vão intervir
amando de Deus, vão vão vão trazer
oráculos, mensagens. E é essa relação,
essa revelação, eh, que ensina a relação
de Deus com o seu povo. Tem uma
seletividade temática, ou seja, são
eventos escolhidos por revelância
teológica. Em alguns momentos, você vai
conhecer eventos extrabíblicos que não
vão estar citados no texto.
E existe essa interpretação da história
sobre essa perspectiva da aliança
abraâmica. E isso é muito importante
porque nós vamos falar aqui rapidamente
sobre alguns elementos extrabíblicos
que, vamos dizer que parecem contradizer
o texto bíblico, mas na verdade o que a
arqueologia conseguiu encontrar é que
eles trazem uma nova perspectiva de
temas que a Bíblia tratou a porque não
era o foco dela. Qual é a relação que
nós vamos encontrar entre a história? E
eu acho que inclusive essa já foi uma
pergunta que apareceu aqui, mas a gente
vai chegar nas perguntas depois. Entre
história versus historiografia bíblica.
A história moderna ela busca
objetividade e neutralidade, coisas que
o texto não está preocupado.
O texto bíblico não é neutro. Ele conta
a história da revelação de Deus apesar
da ciência, apesar das ferramentas de
pesquisa histórica. Então vai acontecer
elementos dentro do texto bíblico, como
por exemplo o profeta dizer que não vai
chover por 3 anos e não chover por 3
anos e a ciência vai ficar querendo
procurar os eventos que encont que que
ela consiga encontrar. A proposta
bíblica, a preocupação bíblica não é
provar cientificamente seus efeitos, ela
é simplesmente narrar a história, como
diz ali, ó, interpretar os eventos sobre
uma ótica teológica. OK? Isso é muito
importante para
a gente entender
eh
complementaridade, ou seja, evidências
arqueológicas que corroboram com a base
bíblica. Obviamente há muita coisa na
Bíblia que nós não temos nenhum registro
histórico. Eu cito primeiro para vocês,
Abraão. Não há nenhum registro histórico
da pessoa de Abraão, a não ser a
narrativa de Gênesis. Não há nada. OK?
Mas, mas isso não significa que ele não
existiu. Outro que não há, Moché, o
nosso querido Moisés, não há nada sobre
Moisés, não significa que ele não
existiu. Simplesmente não foi encontrado
nenhum objeto, nenhuma, nenhum elemento
extrabíblico, que nós chamamos assim,
que não está no texto bíblico, que
aponte para Moisés. Seguimos a nossa
vida. E qual é o propósito? Não apenas o
que aconteceu, mas o que isso significa?
Qual é o significado dos eventos? OK,
vamos em frente. Então, nós temos aqui
os, eu inventei de botar esse negócio
deitado aqui, os tipos de literatura nos
livros históricos. Primeiro nós vamos
encontrar a narrativa
histórico-teológica. Histórica, ou seja,
são relatos de eventos com propósito
didático religioso. Desculpa. Por
exemplo, conquista de Jericó por Josué,
capítulo 6 do seu livro. O chamado de
Samuel é um relato de um evento que é
extremamente didático religioso. Deus
falando com aquele que será o seu servo.
Segundo prop, ou seja, qual o propósito
disso? Demonstrar a ação de Deus na
história de Israel. 2.2. Biografias e
retratos de líderes. Quais são as
características desse tipo de de
literatura? Foco na vida e no caráter
das personagens centrais. Por exemplo,
nós temos a trajetória de Davi, o perfil
de Salomão e o perfil de alguns reis
reformadores, como o próprio Josias.
Josias é muito interessante a história
dele, conta várias, vários pedaços da
história dele. Tá lá em segundo
Crônicas, capítulo 23 e 24 ou 24 e 25,
acho que é 23, 24, 25, tá ali, segundo
Crônicas, tá? E é qual é a função?
trazer, prestem bastante atenção, isso
que é o genial, genial do texto bíblico,
trazer modelos positivos e negativos de
liderança.
A narrativa histórica tem como
prerrogativa mostrar o que Deus aprova o
que Deus desaprova.
Isso é muito importante. Então, quando
nós vemos o perfil de Salomão, Salomão
era um cara tão inteligente, tão
inteligente,
que
tão inteligente, sumiu o que eu ia
falar, lembrei. Salomão era um cara tão
inteligente que os outros reinos
mandavam os seus sábios virem
consultá-lo.
mandavam seus líderes vão lá aprender
com o rei Salomão. E Salomão termina a
sua trajetória adorando aos deuses
estrangeiros pelas mulheres com quem ele
tinha se envolvido. Isso é exposto no
texto bíblico. Não podia ficar no
bonito? Salomão é o nosso grande sábio,
respeitado em todas as partes do mundo e
ele morreu feliz para sempre. Não, vamos
mostrar e vamos botar o dedo na ferida.
Acontece isso com o nosso querido Davi
também. Davi comete dois pecados muito
graves. Tem um terceiro que eu considero
de segunda escala. Qual é o terceiro que
eu considero de segunda escala? O
adultério. Que é isso, professor? Como
assim o adultério é de terceira, de
segunda escala? Porque muito pior que o
adultério é ele corroborar para matar o
marido da mulher que ele adulterou. é um
assassinato
muito pior do que isso. Ele vai e
corrobora
com corrobora não, ele ele ele confabula
uma estratégia para matar o marido da
mulher com quem ele traiu
a o cara, né? Porque ele já tinha mais
uma esposa. Então assim, isso é um
absurdo dentro de Israel. Como que você
vai intentar contra a vida do seu
próprio irmão, aquele que tá lá te
servindo? E aí tem um segundo que eu
acho muito grave, que é o bendito do
recenciamento. E ele percebe no
recenciamento. No adultério não. No
adultério ele vai precisar de um profeta
que vai botar o dedinho no nariz dele
assim, falou: "Olha, esse cara é você".
Se você não conhece essa história, eu
não vou contar. Ela é maravilhosa. Vai
lá e dá uma lida, porque é muito, muito
interessante. Tá bom? E aí, já falei
sobre esse aqui. Quais são os outros
modelos?
Que beleza. A fonte deu uma mudada aqui
de uma hora para outra. Ficou cansada,
tadinha. Eh,
não, que que eu tô fazendo?
Achei.
Tcharã. Quebrei tudo. Pera aí, só um
momento. Não vai dar certo. E agora vai?
Agora vai.
Pronto.
Ã, os anais e as crônicas reais.
Registro sistemático de reinados com
fórmulas padronizadas. Qual é a
estrutura típica? Você vai ver isso
principalmente no livro dos Reis, das
Crônicas. Qual era a idade que ele
assumiu o trono? A duração do seu
reinado, a sua avaliação moral. Ou seja,
isso é muito importante. Não se está
preocupado, não está tão preocupado
assim com a a o que ele fez, o que ele
deixou de fazer, mas principalmente se
ele foi aprovado ou reprovado por Deus,
certo? tem ali as principais
realizações, morte e sucessão. E aí
esses livros existem eh alguns livros
inclusive que nós perdemos, não estão
mais, não estão nem no cano e ninguém
sabe onde eles estão.
Existem vários casos no livro dos reis
que diz assim: "Porventura, os feitos do
rei
Nicanor, inventei aqui um rei".
Terceiro, não estão escritos no livro
das crônicas dos reis de Israel. Alguns
queriam associar a crônicas, mas
crônicas é uma outra perspectiva e tem
um outro momento da história. Não é a
mesma coisa. Então você tem esse livro
dos anis dos reis de Israel de Judá e
listas de funcionários reais que
aparecem ali na narrativa do texto
bíblico. E você também vai ter ciclos
narrativos. Que que são esses ciclos
narrativos? Um padrão repetitivo de
eventos com estrutura circular. E o
melhor caso é o livro dos juízes. Israel
faz o quê? Faz mal aos olhos. Faz o que
é mal aos olhos do Senhor. Deus entrega
o povo à mão dos opressores. Essa é a
história de Jefttec tá no nosso canal. E
Deus entrega aí, Israel, clama, chora ao
Senhor. Deus levanta um libertador e
esse libertador que é o caso de Jefté,
tá muito fresco na minha memória, Jefté,
né? Vamos citar ele de novo. Como Jefté
não é o padrão nesse esperado, Jefté vai
cometer um absurdo que eu te eu
mencionei de sacrificar a própria filha.
E aí o que que acontece? A terra vai ter
descanso depois disso. Lá diz que Jefté
reinou por 7 anos. 6 anos, perdão, 7
anos. 6 anos. 7 anos. Agora sumiu. Tá
tão fresco na minha memória. Eh, reinou
por 7 anos em Israel. Mirian, Mirian,
perdão. Eh, Débora vai reinar, vai, vai,
vai, vai ser levantada como libertadora.
Serão 40 anos. Gideão vão ser 40 anos.
Então, Jefté, ele é tão torto que nem os
40 anos ele conseguiu ficar. Mas o que
que acontece depois desses 40 anos? O
texto bíblico vai falar mesmo assim, ó.
Mais uma vez o povo fez o que o Senhor
reprova. Esse ciclo se repete 12 vezes
no livro dos juízes. Por isso que nós
consideramos que são 12 juízes. 12 vezes
esse ciclo se repete no livro dos
juízes. E tem outros ciclos, como a
narrativa de Elias e Eliseu, que são
muito parecidas, não é? e os ciclos
também de reforma religiosa que vai
acontecer, por exemplo, com Ezequias,
depois vai acontecer com o próprio
Josias e você vai ter outros reis que
também vão entrar nesse ciclo. Então
essa narrativa repetitiva também ocorre
aqui na estrutura,
eh, nas literaturas que nós vamos
encontrar. O que que nós temos mais?
Material genealógico e listas. Ou seja,
você tem, qual é a função desse
material? Legitimação de direitos e
preservação da memória tribal,
principalmente da memória de Coat.
Porque Coate, a tribo dos coatitas, que
é um dos três filhos de Levi. Então você
tem eh Merari, Coate e Gerson, os três
filhos de Levi. E os coatitas são os
pais de Moisés e Arão. Moisés e Arão são
da descendência de Coate. E os aaronitas
são o sumo sacerdócio. Então
precisava-se sim manter essa genealogia
muito preservada para que você não
perdesse a linhagem sacerdotal.
principal. Então isso é muito
importante. É claro que vai aparecer aí
nas outros nos outros sensos, nos outros
movimentos, as outras tribos também
apresentando as suas genealogias. Mas o
principal, ou seja, o foco é tem que se
manter o tronco central do trono de
Davi, ponto número um, tribo de Judá, e
da liagem dos coatitas, principalmente
da descendência do do sumo sacerdote,
certo? Então você tem genealogias
lineares, descendência direta, ou seja,
como primeiro crônicas de 1 a 9, listas
geográficas, ou seja, divisão da tribal
da terra, ou seja, Josué 3 a 21 só trata
disso, dos territórios que cada tribo
vai ocupar, da administração real,
segundo Samuel de 816 a 18, é uma lista
de funcionários, ou seja, eh, que vai
ter lá em em
no livro de Samuel.
E você tem dois sensos populares, um em
Esdras e um em Neemias, que são aqueles
que retornam lá do exílio, certo? E aí
você vai ter discursos e orações cujo
propósito é uma síntese teológica, a
interpretação dos eventos. Então, nós
temos esses exemplos principais aqui.
Ah,
nós temos discurso de despedida de
Josué, por exemplo, oração de dedicação
do 31º Reis 8, uma oração linda que
Salomão vai fazer, que é a mesma oração
de Salomão em segundo Crônicas também,
muito próxima as duas orações, o o tema.
E a oração de Primeiro Reis 8, ela é
interessante porque
vai ter uma característica muito
importante nessa oração. Ao final da
oração, quando quando
eh Salomão faz a oração e termina sua
oração dedicando o templo, o texto
bíblico vai dizer que a glória do
Senhor, a chequiná do Senhor desce e
ocupa todas as áreas do templo. Uma
fumaça ocupa tudo isso. Ou seja,
consagrando o espaço do templo como o
lugar onde Deus colocou o seu nome.
E aí depois nós vamos ter uma
reconstrução desse templo que será
destruído por Nabuco Donzor II no ano
586.
E em 516,
Esdras, capítulo 9 do seu livro vai
oferecer o templo novamente ao Senhor.
Qual é a grande diferença?
Essa chequiná não ocupa o espaço do
templo. Ou seja, aquilo que Ezequiel
avisou, que ele trouxe como oráculo do
Senhor, que a glória do Senhor se
afastou do templo, se afastou de
Jerusalém, se afastou da terra de Israel
e foi para o oriente e ela só voltaria
no dia do Senhor, ou seja, no dia
escolhido pelo Senhor. Alguns estudiosos
vão apontar e dizer que essa glória só
volta com Jesus na entrada triunfal
quando ele entra lá no jumentinho pela
porta principal, porta dourada.
Eh, essa glória se afasta em Esdras, ela
não aparece novamente. E pelo fato dela
não aparecer, o povo chora, porque
alguns estavam conheciam a a a
suntuosidade do templo de Salomão e
conheciam as histórias, conheciam tudo
isso, certo? Então assim, é bem
interessante a gente analisar esses
essas perspectivas temporais dentro dos
livros históricos também, tá? E por
final, documentos oficiais, preservação
de textos legais administrativos com
linguagem formal. Você tem um édito de
Ciro completo no livro de Esdras, no no
nos primeiros capítulos de Esdras ali,
cartas oficiais como correspondência com
autoridades listas de contribuições como
são feitas asquelas ofertas para o
templo, tanto em Primeiro Reis capítulo
6 e também em outros lugares, com também
tem pactos e tratados que estão ali
preservados e narrativas de milagres,
demonstração, qual a função? É
demonstração do poder divino e
confirmação profética. A travessia do
Jordão é uma narrativa de milagre que
acontece a mesma forma que com Moisés, a
gente chama isso de transferência de eh
transferência de de
autoridade. A autoridade mosaica que fez
o povo atravessar a pé seco pelo mar
vermelho, Mar morto, ó, pelo Mar
Vermelho. Agora estava sobre Josué, que
atravessa o rio Jordão a pé seco. Então
é uma transferência de autoridade ali,
de governança mais exato para Josué.
Você tem as quedas do muro de Jericó,
que é milagrosa. Sete dias circulando
uma vez o muro, no oitavo, no no seis
dias, perdão, no sétimo dia dá sete
voltas, toca a trombeta, grita e o muro
vem ao chão. Ou o muro era feito por
engenheiros,
aquela da César Naia lá, como é que é?
da esqueci daquele prédio que caiu lá no
Rio de Janeiro. Eh, ou é um milagre do
Senhor. Você tem a multiplicação do
azeite quando acontece com Eliseu. Você
tem a ressurreição da da pelo profeta
Eliseu também. Então, você tem esses
elementos aí repetitivos, repetos
apontando a a grandeza e o poder de Deus
na narrativa eh dos livros da da dos
livros históricos, tá? E aí eu vou ter
que sair da imagem. Eu vou para onde?
Para cá. Eu vou para cá. Análise
cronológica dos períodos históricos. Eu
falei para vocês que nós tínhamos uma
questão cronológica muito importante.
Período da conquista e do assentamento.
Olha só, começa por volta de 100 e vai a
12.00. Isso aqui é bastante discutido,
tá?
Inclusive, uma informação muito
importante, a sequência dos nossos
livros lá no texto bíblico é Josué,
Juízes e Rute. Rute ocorre no meio do
livro de juízes. O livro de Juízes, isso
é uma outra informação extremamente
importante para vocês, não está
cronologicamente ordenado, organizado.
Ele não é cronológico. Ele tem as
histórias dos juízes, mas muitas dessas
histórias estão acontecendo ao mesmo
tempo. Então você pode ter um juiz que
está eh julgando Israel no norte e um
juiz que está no sul ao mesmo tempo.
Então é uma é um período histórico meio
confuso e de difícil datação
cronológica, tá? Então que quais são os
eventos principais desse período? Você
tem a conquista de Canaã sobre a
liderança de Josué, distribuição tribal
na terra prometida, período
descentralizado dos juízes e os ciclos
de apostasia e libertação, como nós já
mencionamos. Quais evidências
arqueológicas apontam para esse período?
Você tem as destruições das cidades
cananéias, como Ratsour e Laquis, que
são mencionadas no livro de Josué.
Aliás, ratsouro é muito interessante
porque o texto bíblico vai dizer que
Josué vai fazer uma campanha para o
norte e quando ele conquista Razor, ele
incendeia Razor. e pelos registros
históricos extrabíblicos também,
bíblicos e extrabíblicos, eh que os
judeus e os israelenses, os modernos,
né, os do Israel moderno, possuíam, eles
conseguiram encontrar a região de Razor
e chegaram em Razor, começaram a fazer
uma escavação, uma escavação muito
longa, já vai, já são décadas escavando
Razor. Inclusive, para quem não conhece,
não sabe, né, o o arqueólogo brasileiro
Rodrigo Silva já esteve nessa escavação.
Ele já contou pra gente inclusive como é
que foi essa escavação lá. E qual é a
grande questão? Quando eles começam a
escavar a cidade, o texto bíblico diz
que Josué incendiou a cidade e eles não
encontraram nenhuma marca. Porque quando
você encontra registros históricos de
incêndio, as paredes que são de barro
ficam queimadas, elas ficam cozidas por
conta do fogo e não se encontrou nada
disso, nada. Então eles começaram a
levantar a questão, ó, talvez o registro
bíblico não seja assim tão verossímio.
Talvez haja ali muita questão literária
envolvida, ou seja, muita história que
vai ser criada para poder contar um
ponto e tudo mais. O que que aconteceu,
meus caros queridos irmãos e irmãs? Eles
simplesmente começaram a escavar o
centro histórico da cidade. E quando
eles escavam o centro histórico da
cidade, eles percebem que há marcas de
paredes queimadas no centro da cidade. O
que que qual é a lógica? A lógica é que
o centro não há não há, vamos dizer
assim, prefeitura e igreja. Vou botar
aqui com o nosso padrão brasileiro. Você
tem a prefeitura e a igreja católica.
Não tem prefeitura e igreja católica.
Normalmente a religiosidade e a
administração estão conjuntas. Elas
estão juntas. Os sacerdotes dos deuses
pagãos estão envolvidos na política da
cidade. Então, onde está o centro
administrativo, também está o centro
religioso. E quando Israel está
conquistando essas cidades, ele está
eliminando as práticas cúlticas desse
povo, desses povos também. Então ele vai
lá e incendeia justamente o centro de
culto de adoração daquela cidade. As
casas em volta não necessariamente.
Algumas podem até ter pego fogo, mas o
centro é que era o importante. E aí eles
corroboram, confirmam que realmente o
texto bíblico pode sim estar relatando
com veracidade aquilo que aconteceu na
história. E nós estamos falando do
século XI antes de Cristo. 1200 e
bolinha, certo? É muito tempo lá para
trás. Nós temos os assentamentos
israelitas nas montanhas da Judeia e da
Samaria, a ausência de carne suína nos
sítios arqueológicos
justamente dessa distinção cultural, ou
seja, não tem carne suína nessas
cidades. Cerâmica característica do
período do ferro primeiro. Você tem
correlações extrabíblicas, por exemplo,
com a Estela de Mernepá. Isso aqui eu
acho que dê uma
eh
Agora sim. Quais são as correlações
extrabíblicas? Você tem a Estela de
Merneptará, que é a primeira menção
extrabíblica de Israel do datada do ano
1207, que ela conta a história de um
faraó que vem na terra de Canaã e
conquista a cidade de Canaã. E numa das
linhas está escrito: "Eliminei a raiz de
Israel". Tá lá na Estela de Mereptá.
Essa estela eu tive o prazer de ver com
os meus próprios olhos no Museu do Cairo
no Egito. E ela é fenomenal para
historiografia bíblica, certo? E você
tem registros etitas e egípcios do
declínio, mostrando o declínio do poder
cananeu, ou seja, as cidades sendo
conquistadas. Ah, aqui, desculpa, eu
pulei um que é o mais, talvez um dos
mais importantes, que são eh os
registros da ah
da da da da da da pera aí. Os registros
das dos arquivos de Amarna são pequenas
estelas, pequenos a gente chama, não são
estelas porque não são ostracons. Existe
uma diferença. Eh, são pequenos
textinhos assim escritos em barro,
cartas dos reis cananeus falando que uns
tal, um tal de rapiro, o povo tal de
rapiro está conquistando as cidades na
região de Canaã. E eles pedem ajuda ao
faraó do Egito.
Desculpa, eles pedem ajuda militar ao
faraó do Egito. E quem são esses rapiro?
É o justamente o Ivrit. A forma de
falar, eles, os arqueólogos entendem, os
os linguistas entendem que houve uma
corruptela no nome rapiro. Então, na
verdade, rapiro eh são os hebreus. E
esses hebreus estão ali conquistando o
território dos cananeus.
O segundo período que a gente vai ver
aqui é período da monarquia unida, que é
de Davi, que vai de 10.01
mais ou menos até 970.
Se você perceber são 40. Eh, desculpa,
vai ter do Renato da Bíblia vai ter de
Salomão também, né?
Vai até 970. Eu acho que isso aqui tá
errado. Pera aí.
Ah, não, tá certo. Tá. é Davi, depois
Salomão. O de Davi é de de 110 a 970.
Essa história vai ser narrada em
Primeiro Crônicas, em Reis 1 e 2 e
também em Samuel. Quais são os eventos
principais? A conquista de Jerusalém, o
estabelecimento da capital em Jerusalém.
Você tem uma expansão territorial
significativa. Lembra que eu falei que
em Josué eles não conquistam quase nada
todo o território? Com Davi vai faltar
muito pouco a conquistar. ele vai
conseguir descobrir uma nova tecnologia
de guerra e vai trazer essa tecnologia
para Israel no período em que ele está
eh fugindo dos do da perseguição de Saul
e vai se estabelecer lá com os
filisteus. Ele vai aprender a a forma de
produzir armas que os filisteus tinham e
essa forma vai favorecê-lo nas batalhas,
levando ele a ser vitorioso. E aí ele
vai ter o estabelecimento dessa dinastia
davídica e a organização administrativa
do reino. Inclusive tem o texto lá de de
segundo Samuel dizendo que Davi organiza
as famílias sacerdotais o período que
cada uma deveria eh estar servindo. E
ela é tão importante essa organização
que o reflexo disso vai ser visto lá em
Lucas, capítulo 1, quando vai falar que
eh Zacarias está lá. Zacarias pertence a
uma dessas famílias e está no seu
período de serviço no templo. Isso vai
refletir lá na frente tão importante é
essa essa organização. Quais são as
evidências? Nós temos uma estela em
Teldan que foi encontrada no século X
antes de Cristo, século perdão, 9. de.
Cristo por volta do ano 860, 870. E na
Estela de Teldan está a inscrição Bait
David, ou seja, aqui inclusive no
hebraico que vocês podem ver está errado
é David Bait. Tá escrito aqui. Tem que
trocar essas duas palavras, depois eu
troco. Mas essa estela eu tenho toque,
eu não vou conseguir trocar depois.
Cadê
essa estela?
Ela apresenta ali. Ah,
que beleza. Fiz uma bagaça aqui. Vai dar
errado. Depois a gente resolve esse
negócio, tá? Ã, que é essa casa de
David? Ah, agora eu consegui.
Aê, Bait David. Agora tá certo. E aí,
gente?
Eh, o que vou explicar agora que deu deu
uma de uma viajada aqui. Bait David, o
que que significa isso? foi encontrada
uma pedra que narra a história de Jeú,
certo? E a história de Jeú, ela é
importante porque ele vai ser quem vai
eliminar a dinastia de Acabe, aquele rei
terrível.
E o que que diz essa pedra que é essa
estela e estela de Estela de Teudã? Ela
foi eh
criada por um rei assírio ou por um
general assírio, um governante assírio.
E ele vai dizer que ele eliminou a casa
de Jeú, perdão, a casa de Acabe e a casa
de Davi, porque a casa de Acabe era a
dinastia da época e a casa de Davi se
referia ao reino do sul. Ele dominou o
reino do sul também. Isso era o que ele
falava. E na verdade o que o texto
bíblico vai vai deixar claro não é que
ele eliminou a casa de Davi, ele
conseguiu transformar o rei do sul em um
vassalo que vai começar a pagar tributo
para esse rei. Então essa inscrição numa
pedra encontrada enterrada de 900 antes
de Cristo, 870 anes de. Cristo comprova
que nesse momento da história já havia
uma dinastia davídica. Então, é uma
comprovação muito fiel de que a o relato
bíblico é real, ou seja, apresenta Davi
aí como eh uma um personagem real que
existiu mesmo. Isso vai acontecer também
na inscrição de Mesa numa pedra moabita
que se refere à casa de Davi também.
E aí existe uma uma casa, um palácio de
inverno que na região sul de Jerusalém,
chamado Hirbet keiafa, como tá escrito
aí, e acharam ostracon. Que que é um
ostracon? Tudo que é caco de cerâmica,
de
seja um vaso, uma caneca, um vaso de
barro, ah, um vaso de alabastro, ah, um,
como é que eu posso dizer?
uma
estela, um pequeno pequeno escrito. Tudo
que é encontrado em ruínas, quebrado,
despedaçado, mas possui inscrição,
possui algo escrito nele. Então, às
vezes o que que acontecia? Eu precisava
escrever uma lista que o rei pediu para
comprar, tá? Precisa comprar mais
azeite, precisa comprar mais uvas e tal.
Aí eu vou lá e escrevo na na no
pedacinho de barro com uma tinta e
aquilo ali eu consigo depois lembrar o
que que eu preciso comprar. Então o nome
dessa peça encontrada é Ostracon, certo?
E foi encontrado em Kirbet kefa umracon
justamente com uma lista dessas e era
uma lista de elementos a serem comprados
que demonstra uma evidência de uma
administração da vítica, porque é muito
antigo esse castelo, esse esse palácio
lá de Kirbet Keia, certo? Então, quais
são as correlações arqueológicas?
Sistema de forticações de Jericó, famoso
Milo, que é um muro de fortificação.
Isso é narrado no período salomôico,
certo? no período de Davi para Salomão,
expansão urbana documentada no período
cerâmica real com inscrições
administrativas, arquitetura monumental
emergente, vários pedaços de colunas
gigantescos foram encontrados naquela
região de Jerusalém, demonstrando que
ali realmente havia sim um palácio, o
choso famoso palácio de Davi, que
inclusive em segunda Samuel eh capítulo
6 eh Davi vai ficar chateado porque ele
quer construir um templo ao Senhor,
porque ele Ele mora num palácio e a arca
tá numa tenda e Deus vai falar para ele:
"Você não, você tem sangue em suas mãos.
Quem vai construir vai ser o seu filho".
E qual é o significado dessa Estela de
Teodã? Como a gente já mencionou, a
primeira confirmação extra bíblica da
existência histórica de Davi, que é
datada aproximadamente 150 anos depois
da sua morte. Olha lá como eu falei, tá
vendo? Então é bem bem bem para frente,
OK? E aí nós temos a monarquia unida no
reinado de Salomão. Primeiro, os livros
que trata é Primeiro Reis de 3 a 11 e
segundo Crônicas de 1 a 9.
Eventos bíblicos principais, a
construção do templo de Jerusalém,
período de prosperidade econômica
excepcional, período mais rico do povo
de Israel, relações diplomáticas e
comerciais internacionais e o
desenvolvimento, ou seja, ampliação, não
é que não existisse, mas já amplia muito
no período do Salomão a literatura
sapiencial, que é a literatura, nós não
vamos tratar aqui, mas estamos falando
de salmos, nós estamos falando de
principalmente de provérbios,
eclesiastes, cantares, alguns vão dizer
que nesse canon aí é incluído o livro de
Jó, mas o livro de Jó é datado de uma
forma meio
aleatória para não usar uma outra
palavra. É mais complicado a gente saber
qual é o período de Jó, certo? E ah,
e aí nós temos esses elementos aí. Quais
evidências arqueológicas nós temos nesse
período? portões de seis câmeras em
Ratsor, em Meguido e em Guer, que são
citados eh no Primeiro Reis 9:15,
reformas que Salomão faz nessas cidades.
São portões da mesma época, com a mesma
estrutura
arqueológica, certo?
Eh, cidades armazém salomônicas,
complexo industrial, perdão, com
arquitetura padronizada. Meguido vai ter
armazém, os cílios de armazém de de
cereais, principalmente porque Megido
está ali no Vale de Gesreel.
E é um vale que tem muita produção
agrícola. Então você vai ter esses
armazenamentos, esses estoques
espalhados pelo seu governo. As minas de
cobra intímina, que são minas muito
antigas, mas que foram utilizadas por
Salomão na produção de carros de guerra
e na produção também de elementos de
construção,
estábulos de Meguido, infraestrutura
militar avançado, seja onde seus cavalos
ficavam lá eh no espada eles lá. Tá bom?
Quais são as correlações extrabíblicas?
Nós temos os registros egípcios de
intensificação do comércio levantino, ou
seja, lá no Egito são encontradas
estelas, eh eh inscrições e até
hieroglifos falando do aumento do
comércio com essa região nesse período.
inscrições fenícias vão falar da
tecnologia construtiva do templo, ou
seja, aquilo que é narrado no texto
bíblico,
eh, que é narrado no texto bíblico a
respeito de Salomão, construindo o
templo e outras construções, vai ter sua
correlação lá na Fenícia, certo? Eh,
porque vai falar lá do grande amigo de
eh Jorão, né, amigo de Davi, que vai se
tornar amigo de Saul também.
Que que nós temos mais? Temos alguma uma
ostra cá administrativa.
Eh, ostracá, na verdade, é o plural, né?
Ostracá administrativos
é o sistema tributário complexo de
Salomão, que vai ser um problema
inclusive para o seu filho depois. Nós
temos os paralelos literários
sapienciais
que apontam para a veracidade ou para a
a
a o real, a existência real desse tipo
de literatura nessa época, certo? Então
o que que nós temos? Essa arquitetura
salomânica como um padrão uniforme dos
portões de seis câmaras das três cidades
diferentes, demonstra um sistema
administrativo centralizado e
sofisticado. Não era um negócio da da da
cavernas, né?
E depois nós vamos entrar no período que
é o reino dividido, Israel, reino do
norte,
que vai ser narrado em primeiro Reis de
12 a 22 e vai até segundo Reis de 1 a
17. Você vai ter ali a dinastia honrida,
que o principal postulante é Acab
Jezabel, que faz um sincretismo
religioso terrível com Baal. Jezabel,
inclusive, é, ela é filha do sacerdote
de Baal. Você vai ter muitos conflitos
entre os arameus e os e na região de
Damasco, né? Lembrar que Padã, Arã é a
terra onde os parentes de de Abraão vai
estar, né? Eh, quando
Terá sai de Urdos Caldeus, ele se
estabelece em Arã, então ele tá lá
naquela região. Você vai ter uma
prosperidade econômica e poderio militar
também. E vai começar a surgir os
profetas. Os profetas vão começar a ter
ali um embate maior com as realezas,
certo? Então, o que que nós temos como
evidências extrabíblicas? A Estela de
Mesa novamente em 840 anes. Cristo H,
rei de Israel, falando do da dinastia
honrida, né? o obelisco negro de
Salanazar
que mostra Jeú, filho de Hri pagando
tributo a Salmanazar,
certo? Você tem várias escritos
assírios, anais assírios, que são
múltiplas referências aos reis
israelitas,
inscrições aramaicas falando dos
conflitos em em Damasco e a queda do
reino em 722.
Vai ter os anais de Sargão I, rei da
Assíria, falando que conquistou Samaria
e deportou 27.000 pessoas. Você vai ter
vários relevos assírios espalhados em
várias cidades assírias com vários
relatando cercos detalhados das
histórias das cidades israelitas.
Inclusive um desses relevos. O relevo é
o que que é? É uma parede cheia de de
desenhos, né?
E esse relevo tem um desse que foi
extraído de uma cidade na região sul de
Israel, do reino de Israel, e hoje está
no museu de Israel, museu de Jerusalém.
Dá pra gente visitar lá e você ver o que
que os assírios faziam, como é que eles,
como é que tá sendo contada a história
da conquista dessas cidades, né? Eh, uma
administração, a Ostra Camaria fala de
uma administração pré-conquista, seja
apontando para realmente um modelo
administrativo real. E as escavações
revelam arquitetura monumental honrida e
os famosos marfins decorativos
mencionados como casa de marfim de
Acabe, Primeiro Reis 22:39.
E aí o reino do sul, que vai ser o
período que vai de 930, que é o final do
reino de Salomão. Aí vai ficar com
Roboão. Roboão vai romper o o o a
aliança com o reino do norte, com o povo
do norte, e vai até 586 anos da
destruição do templo de Jerusalém.
Então, quais são os períodos que nós
vamos ver? Tá em primeiro reis. Segundo
Reis e Crônicas, não é? Eh, você vai ter
alguns períodos muito importantes, como
a reforma de Ezequias, que vai ser
depois que o reino do norte cai. O reino
do norte cai em 722,
muitos refugiados vão se abrigar em
Jerusalém, na região de Jerusalém, e
Ezequias vai realizar uma grande reforma
na cidade para abarcar esse povo. E o
que que nós vamos ter ali? Resistência
heróica ao império assírio, reforma
religiosa e centralização cultual.
Construção do túnel do tanque de Siloé,
o tanque de Siloé que nós conhecemos em
Jerusalém hoje, que inclusive foi
encontrado há umas duas décadas atrás e
agora tá sendo escavado por completo, eh
era abastecido por essa desvisão, essa
esse desvio de água que Ezequias fez.
Ezequias, perdão. E essa aliança do com
o Egito contra a Assíria para poder
proteger. Você vai ter evidências do
cerco de Senaqueribe, como o prisma de
Senaqueribe, ele vai escrever: "Ezequias
do judeu, eu o encurralei em Jerusalém
como pássaro e uma gaiola. Ele passa do
anos e não consegue entrar na cidade. A
cidade estava fechada e ele vai ser
morto pelos seus próprios filhos quando
ele volta para o seu território.
Os relevos de Laqui, cerco assírio,
detalhadamente documentado, uma
inscrição do túnel de Siloé, que é a
obra de engenharia de de Ezequias. Isso
foi isso foi encontrado essa inscrição e
hoje está no museu lá de Istambul,
próximo lá à Santa Sofia. Você vai ter a
queda de Jerusalém como cerco babilônico
final sobre Nabuco Donozor, destruição
do templo e deportação, fim da monarquia
davídica independente. Qual documentação
nós temos isso? Data exata, 16 de março,
eh, de de 1597 eles declaram invasão,
mas pelos registros históricos, isso em
586. Então, isso tá nas crônicas
babilônicas. Você tem os tabletes de
Joaquim, rei judeu do exílio babilônico,
e astra cadilaquis também falando das
últimas comunicações antes da queda. E
depois, por final, o período pós-es
exílico que começa em 539, vai até mais
ou menos o ano 400. Ah, mas não era 516.
Em 516 é datada a reconstrução,
reinauguração do templo. Por isso que
fala desses 70 anos de exílio, certo?
Mas as primeiras turmas de de exilados,
de de retornantes à Terra vem muito
antes. Elas vêm bem antes do 516. Ela
vem 539, 538. Então você tem o decreto
de Ciro em 538 que permite o retorno,
reconstrução do segundo templo, reformas
religiosas de Esdras e Neemias,
reorganização da comunidade judaica.
Quais são as evidências fundamentais?
Você tem esse cilindro de Ciro que
declara que essa política oficial de
repatriação dos povos exilados não foi
só com o povo de Israel. Isso é muito
importante. O povo de Israel foi
beneficiado de uma política completa do
reino. Então eles mandaram de volta
aqueles que estavam lá exilados e
mandaram com líderes, vamos dizer assim,
que administrassem as regiões garantindo
o pagamento dos tributos. Então, ou
seja, não simplesmente eles devolveram
cada um pro seu povo, eles devolveram,
vão lá, reconstrua suas cidades,
produzam e paguem o tributo e tá tudo
certo e segue a vida. Não é? É assim que
os peças conseguiram acalmar, apaziguar
e não ter revoltas internas. Por isso,
eles se tornaram dos impérios mais
extensos de todo aquele período, certo?
Você vai ter os arquivos de Muracho, que
são judeus estabelecidos na Babilônia,
os papiros de Elefantina, que é são
interessantíssimos. é uma comunidade
judaica militar no meio do rio Nilo, lá
no Egito, falando sobre esse período do
exílio. E você tem os selos que estão na
província Pérsia da Judeia, que na
verdade era o nome, né? O Yrud era o
nome da província Persia da Judeia,
dizendo que eles realmente eh criaram
essa província ali como uma das das
satrápias que eles tinham, né?
Então, quais são as correlações
arqueológicas que nós costumos
encontrar? Moedas peças encontradas em
Jerusalém, muralha de Neemias, as
evidências dessa reconstrução, pedaços
da muralha de Jerusalém antiga que foram
reconstruídas, as impressões de selos
que mostram o sistema administrativo
persa. E essa política persa que fala do
cilindro aí, o co de Ciro que confirma a
política imperial de restauração dos
cultos locais, contextualizando
perfeitamente o decreto bíblico de
retorno dos judeus, principalmente no
período de Esdras e Neemias.
OK?
Ah,
agora eu volto para cá para baixo.
Quadro cronológico integrado.
Correlações principais. Estela de
Meneptá em 1720, 1270.
Eh, vamos pular esse quadro aqui, senão
a gente não vai terminar hoje. Eh,
faltam 7 minutos. Meu Deus do céu. Qual
é a síntese da literatura e da teologia
dos livros históricos? Quais são esses
grandes temas teológicos nós encontramos
ali? Primeiro, aliança e fidelidade.
Relação pactual entre Deus e Israel como
chave interpretativa da história. Você
tem aí como literatura os discursos de
renovação da aliança e fórmulas
litúrgicas.
Depois, terra prometida, o dom divino
condicionado à obediência, à perda e
depois a restauração dessa terra. São as
narrativas de conquista, as listas
geográficas e os lamentos de exílio.
Jeremias principalmente, né? Você tem
essa liderança ungida, juízes, reis e
reformadores, no caso do de Esdras e
Neemias, como instrumentos da vontade
divina. Quais literaturas falam sobre
isso? As biografias, as narrativas de
chamado e essas sucessões dinásticas.
Que mais nós encontramos? Eh, culto e
templo, centralização cultual e pureza
religiosa como ideais, não como a
realidade, tá? Na verdade, a realidade é
uma bagunça, mas a gente vai, vocês vão
ver isso mais para frente na próxima
aula.
Relatos de construção, reformas
religiosas e crítica profética
constante, julgamento e restauração,
ciclos de apostasia, punição divina e
possibilidade de redenção. Aliás, esse é
o grande chamariz mensagens proféticas,
né, que é uma mensagem que é para punir,
para eh trazer a atenção do povo, mas
nunca é uma mensagem sem um desfecho.
Ela sempre traz a esperança da
misericórdia do Senhor se renovando
sobre o povo. Então, nós temos os ciclos
narrativos, os oráculos proféticos e as
narrativas de retorno.
Metodologia hermenêutica dos livros
históricos. Então, quais são as
abordagens dos autores bíblicos?
Primeiro, ela é uma abordagem seletiv de
seletividade temática, não exaustividade
cronológica. Ou seja, eles não vão
narrar tudo que aconteceu no tempo
deles. Eles vão selecionar aquilo que
faz sentido para a narrativa que eles
estão criando. Ah, então quer dizer que
a Bíblia é uma narrativa? Sim.
É a narrativa do Senhor dos céus para
mostrar para você e para mim que somos
caras pálidas que ele mandou seu filho
para morrer em nosso lugar. É uma
narrativa, mas não existe exaustividade
cronológica e histórica no texto
bíblico. Há muitos acontecimentos que
não estão lá. Eu dou um exemplo muito
claro para vocês. Nós estamos aqui com o
reino monarquia de Israel.
Cadê a citação dos das dinastias
chinesas? Ming, ting ping. Quem que a
gente não vê nada disso na Bíblia? Os
chineses não existiam nessa época. Que
que Deus tava fazendo? Não queria saber
deles? Não. Porque o contexto da
história bíblica é, ela tem um foco
muito específico. É tratar de explicar
para aquele povo que eles eram
portadores da maior mensagem de todos os
tempos, que é a mensagem de salvação. E
eles ainda assim não empreenderam isso.
Mas a gente também demora para aprender
para caramba. Mas enfim. Outra coisa,
interpretação teológica,
porque é mais importante que quando
vários acontecimentos talvez não estejam
tão bem situados cronologicamente, mas
são colocados lá, principalmente no
livro dos juízes, tá? Mas são colocados
lá para mostrar o que se pode e o que
não se pode fazer.
Nós tratamos normalmente, eu trato, nós
não, eu trato normalmente, quando eu dou
aula sobre isso, você tem que lembrar de
para você tem dois paradigmas.
Primeiro paradigma, primeiro modelo
paragmático é o modelo dos juízes no
período histórico, tá? O segundo modelo
paragmático é o modelo dos reis. Nenhum
dos dois é perfeito. Nenhum dos dois é
perfeito. Porém, aprove
um suplantasse o outro. Então, o modelo
dos juízes demonstra o que Deus não
queria do povo. Porque os juízes, que é
o modelo principal,
aponta para uma teocracia. Ou seja, os
juízes, que são aqueles que são
levantados, eles não deveriam existir.
Eles só existiram porque os líderes de
Israel e os líderes religiosos de Israel
deixaram de cumprir o seu papel. Prestem
bastante atenção no que eu tô falando
aqui.
O que que deveria acontecer com Israel?
Israel deveria conquistar a terra.
Israel deveria conquistar o território.
Josué vai morrer. Josué narra que até
aquele momento ele lutou, brigou para
que eles escolhessem servir ao Senhor de
todo coração. Inclusive, ele vai falar
isso no final da sua vida. Ele vai
dizer: "Eu e a minha casa serviremos ao
Senhor". E qual é a grande questão aqui?
A grande questão é que esse povo, esses
líderes e os líderes religiosos deveriam
estar de mãos dadas em todos os momentos
da trajetória de Israel. Quando Israel
fosse conquistar um novo povo, uma nova
terra, deveriam consultar o Senhor.
Senhor, quem vai lutar? Senhor, o Senhor
estará conosco, Senhor, devemos ir lutar
agora. Mas não, eles preferiram ir tendo
um relacionamento de amistosidade. Essa
é uma palavra nova que eu acabei de
inventar, com os povos circunvizinhos.
e começou a perceber que algumas
práticas desses povos não eram tão
assim, pô, Deus estava meio nervoso
naquele dia, não precisava matar essa
galera aqui. Olha só, a gente tá
precisando produzir. Será que eu não
posso confiar plenamente no meu Deus
para que a terra produza e me dê
mantimento? Será que o Deus dele não
pode me ajudar um pouquinho aqui? E o
culto dele é legal. Olá, tem umas mulher
que ficam dançando ali com metade da
roupa de fora, metade da barriga de
fora. Elas estão dizendo ali que se eu
me envolver com elas, o rei deles lá, o
deus deles vai ficar feliz comigo. E aí
o povo de Israel se envolve nessas
práticas cúdicas, algo que Deus já havia
dito que não não era para eles fazerem.
E outra, que os líderes de Israel
deveriam combater, principalmente a
liderança religiosa. Deveria vir e
falar: "Não façam isso, é contra os
decretos do Senhor. Parem de se envolver
com os cultos". Como isso não aconteceu
e esse modelo faliu, Deus deu a
permissão de que eles tivessem reis. E
aí você tem o paradigma real suplantando
o paradigma teocrático, certo? Inclusive
essa é a fala de Deus para Samuel.
Samuel, fica calmo. Você tá chateadinho
porque eles querem um rei, não estão
aceitando você como seu líder. Eles não
estão rejeitando você, Samuel. Eles
estão rejeitando a mim. Sou eu que tô
sendo rejeitado. E aí vai acontecer tudo
aquilo. E aí depois no livro de Samuel
você tem o paradigma dos dois reis. Você
tem dois paradigmas. Eu falei o primeiro
do juiz para o rei. E agora você tem
dois paradigmas novos. Você tem o
paradigma do rei que Deus aceita e do
rei do rei que Deus rejeita. Primeiro
vem o que ele rejeita. E o Deus que rei
que que o rei que Deus rejeita é o rei
que é escolhido baseado na aparência.
Inclusive, essa é a, vamos dizer assim,
Deus tá dando uma lição no povo ali.
Vocês acham que o rei de vocês tem que
ser um cara bonitão, um cara forte. O
texto bíblico vai falar que Saul, quando
ele estava do lado dos seus
conterrâneos, os caras mais altos do
povo dele batia no ombro de Saul. Saul
era um cara bonito, de porte físico,
avantajado. E ele tava lá e Saul não
respeitou os mandamentos de Deus. Então
foi removido dele o espírito, porque ele
era o rei que não se inclinava para o
Senhor, não dobrava o seu pescoço. Já
ouviu falar dura serviz? Colar cervical
que você usa aqui. Povo de dura serviza
a cabeça para se curvar diante do Deus
criador. E esse era Saul, era um
representante desse povo. Vem Davi, que
é o paradigma do Deus que é do rei que
Deus aceita. E Davi vai ser exatamente
aquele rei que é narrado em vári falado
em vários momentos. Davi era um rei
segundo o coração de Deus, porque
constantemente ele se voltava ao Senhor
para corrigir as suas falhas, para
buscar acertar. Então ele se torna esse
modelo de rei. Então esses dois
paradigmas estão aqui. Por isso que a
gente volta na interpretação teológica.
O porquê é mais importante que o quando,
certo? Utiliza referências e como os
anais e as crônicas perdidas. E tem uma
redação posterior, inclusive perspectiva
pós-esílica em muitos textos, ou seja,
uma
revisão textual posterior. OK? Quais
outras metodologias? Lá vamos nós sair
desse canto aqui. Vamos para cá. Ihu.
Gêneros literários como ferramentas
hermenêuticas. Ou seja, você tem uma
narrativa teológica que combina
factualidade histórica com a
interpretação do significado divino dos
eventos. Biografia exemplar, líderes
apresentados como modelos positivos e
negativos, que acabamos de falar isso de
fidelidade, certo? E uma cronística
avaliativa, ou seja, cada reinado
avaliado segundo critérios, critérios
deuteronômicos específicos, ou seja, de
acordo com aquilo que Moisés havia
falado, eles são avaliados. OK?
Critérios de avaliação deuteronômica:
Fidelidade ao culto a Yahvé, Yod, rei,
Vavrei, ou seja, YH WH. que é o
monoteísmo. Monotismo, monoteísmo. Só
acho que faltou uma letra aqui. Eu tenho
toque, desculpe.
Monoteísmo prático,
centralização cultual, ou seja,
Jerusalém como único santuário. Isso foi
estabelecido também.
Justiça social, cuidado com órfão,
viúvas, estrangeiros e o pobre. Faltou o
pobre aqui, mas ele tá incluído também.
e obediência à Torá conforme eh a
conformidade com a lei mosaica. Tudo
isso faz parte dos critérios de
avaliação desses reis do período
deuterocanônico, tá?
Aí,
contribuições para a teologia bíblica.
Você tem o desenvolvimento da teologia
da história, Deus como Senhor da
história, soberania divina sobre as
nações, história com propósito, ou seja,
uma teleologia redentiva, aquilo que
aponta para o final que vai trazer essa
redenção.
Responsabilidade humana, livre arbítrio
dentro dessa soberania. Ou seja, não é
apenas tudo que Deus não é não é um um
uma narrativa fatalista.
como tem outras narrativas fatalistas
religiosas no mundo
e consequências morais. Ações geram
resultados históricos. Inclusive hoje um
amigo postou no grupo que eu faço parte
o texto de Ezequiel. Ezequiel capítulo
ai meu Deus. Ezequiel capítulo 14.
E Deus falando assim para o povo, olha
só que interessante.
Ah, quando qualquer israelita erguer
ídolos no coração e puser um tropeço
ímpio diante do rosto e depois for
consultar um profeta, eu, o Senhor,
responderei a ele segundo a sua
idolatria. É muito interessante porque a
gente vai ver que Deus não vai deixar o
desvio moral sem punição. Se for um
desvio moral por ignorância, o texto
bíblico vai dizer que ele perdoa a
ignorância. Agora, se for volitivo, vai
receber a punição. Sim. Então, essas
questões morais que geram resultados
históricos estão presentes aqui no
texto. O caso mais claro disso é Acab e
Jezabel, né? Que por conta deles o reino
do norte vai ser vai acabar rapidamente.
Você tem uma tipologia messiânica
também. Você tem figuras tipológicas que
apontam para o Messias. Josué como líder
que introduz o povo na terra prometida.
Josué, Yoshua e Yesua só muda uma
palavra no hebraico, não é? Uma letra,
na verdade, uma uma vogal. Você sai de
Yosuá para Yeshuá e aí você tem ali uma
correlação direta entre Josué e Jesus.
Davi, que é o rei segundo o coração de
Deus, o pastor de Israel. Salomão, rei
de sabedoria e paz, que constrói o
templo. E você tem depois os
reformadores, restauradores da
verdadeira
adoração. OK? E aí nós vamos chegando,
mas finalizando. Eh, deu ruim aqui. Opa.
Ah,
deu, deixa eu dar ruim. Você tem uma
eclesiologia nascente, ou seja, o povo
de Deus como uma comunidade pactual
definida.
Culto centralizado, a importância da
adoração comunitária, liderança
espiritual, profecias, sacerdotes e reis
ungidos e santidade comunitária,
separação do mundo e pureza ritual. Isso
dentro dessa eclesiologia, desse
movimento eh do templo, né, daquilo que
acontecia lá. E também uma escatologia
vai aparecer aqui, promessas davicas do
reino eterno e da dinastia permanente,
restauração futura, ou seja, do retorno
do exílio como prefiguração do retorno
também até a a ao reino de Deus. Isso é
que tá aqui em Jeremias. Julgamento
universal, tá? Isso em vários profetas.
Deus julga todas as nações, mas vai
aparecer também no texto bíblico, no
texto dos dos históricos, certo?
E essa nova Jerusalém como centro
escatológico da adoração, como nós vamos
ver no final das coisas. Gente, a gente
conseguiu chegar no final, hein? Olha
que legal. Desafios interpretativos
contemporâneos. Primeiro, historiidade
versus teologia. Como equilibrar a
crítica religiosa, histórica e fé
religiosa? Ou seja, aqueles que afirmam
que várias narrativas ali são inventadas
e tudo mais. Eh, como que a fé a gente
se coloca nessa posição? Qual o papel da
arqueologia na interpretação bíblica?
Realmente é favorecer o entendimento
desse período, desse desses textos, né?
Quais são os limites da verificação
histórica das narrativas sagradas? Vai
ter coisas que a gente não vai conseguir
provar, não é? Por exemplo, diz lá que
Eliseu estava paraa no Rio, caiu o
machado, Eliseu mandou o machado
flutuar. Prove que ele fez isso. Ah, meu
irmão, aí tá difícil, né? Mas vamos
paraa frente. Eh,
violência e guerra santa, ou seja,
interpretação das narrativas de
conquista chamada de Herem, né?
Genocídio comandado por Deus, que são
questões éticas. Como que isso a gente
interpreta hoje em dia? E a gente não
vai, não vou falar sobre isso hoje, só
para vocês entenderem que existem essas
questões. Aplicação contemporânea de
textos militaristas. Como que a gente
vai defender a paz? Jesus diz que nos dá
a paz e nós queremos defender que Deus
mandou matar todos aqueles povos lá
atrás, não é?
Eh, cronologia e arqueologia.
Divergência entre cronologia bíblica e
arqueologia acontece também, até porque
muitos dos relatos bíblicos vão ter
números que a gente pode tá
interpretando errado erroneamente. A
gente não sabe o que que aquele número
significa. Debate sobre a cronologia
baixa, a cronologia alta, ou seja, a
ideia de quando começa a conquista,
quando começa a entrada do povo em
Israel e também todos os outros fatos.
Mas existem elementos históricos que
apontam datas muito específicas, né, que
batem exatamente com aquilo que tá sendo
narrado naquele período. Ausência de
evidências para alguns eventos narrados,
claro, como a gente já mencionou, nem
tudo vai estar pronto, né? metade, as
abordagens atuais são a crítica das
formas, que é a identificação de gêneros
literários, crítica da redação, história
da composição textual, ou seja, uma
composição textual posterior, essa
arqueologia bíblica, correlação texto
cultural e material, análise narrativa,
foco na estrutura e técnicas literárias
e uma hermenêutica canônica, ou seja,
leitura no contexto do canon completo.
Você vai interpretar os elementos lá
baseado na história como um todo, né, e
não apenas naquele ciclo que está sendo
contado. Quais são as conclusões?
Os livros históricos empregam múltiplos
gêneros literários para transmitir uma
mensagem teológica. Evidências
arqueológicas corroboram
substancialmente com os eventos
narrados. Você tem aí uma história
interpretada sob a ótica da aliança
divina e fundamento narrativo para toda
a teologia bíblica posterior.
Quais são as contribuições
metodológicas? Necessidade de combinar
análise literária e pesquisa
arqueológica com integração
interdisciplinar. importância do
background do antigo Oriente próximo
para você entender o que que tá
acontecendo nesse texto.
Reconhecimento dos gêneros como chaves
interpretativas, ou seja, os gêneros
literários.
Tô falando de outra coisa aqui, tá? e
perspectiva canônica, leitura dos textos
no contexto da revelação progressiva de
Deus ao seu povo. Em outras palavras, os
livros históricos do Antigo Testamento
representam uma síntese única entre
factualidade histórica e interpretação
teológica, oferecendo não apenas um
registro do passado, mas uma teologia da
história que continua relevante para a
compreensão da ação divina no mundo.
Amém. Aleluia. E que Deus os abençoe,
OK? Ei,
perguntas. Já vi algumas por aqui.
Professor, o que são parábolas? Novo
Testamento. A gente chegando lá, a gente
vai falar sobre isso. Eh,
ã,
boa pergunta aqui. Olha aqui, ó. A
teologia se submete à história?
Não. E sim.
Não. Em que sentido?
Não é porque, como eu mencionei
rapidamente e posso mencionar novamente,
vai haver elementos bíblicos, teológicos
que historicamente nós não temos como
comprovar. Então, por exemplo, quando
nós falamos, eu falei aqui rapidamente
sobre a chequiná, a Shequiná se afastou,
não é, da do
A chequiná se afastou do,
como é que chama? Meu Deus do céu, do
templo, né? Como que a gente comprova
isso historicamente? Isso é, isso é uma
afirmação estritamente teológica. Então
a gente não consegue dizer que ela ah,
então já que como eu não comprovo
historicamente, então não pode ter
acontecido também não, porque a teologia
ela é superior à história, eh, no
sentido de que ela trata não apenas de
elementos temporais, mas trata de
elementos atemporais. E aí a gente
entraria numa outra discussão muito
interessante, sim, mas muito longa para
nós tratarmos sobre a questão do
do da dos tempos, né, da da dos
elementos compositores do universo e
além. Isso que Aristótelees já tentou
explicar de várias formas, inclusive ele
chegou ao ponto de falar sobre o motor
original, né, o o a o motor que não é
movido por ninguém. E aí ele, essa é uma
tentativa aí de explicar como que
funciona toda essa história eh
do mundo e do universo e por que essa
história existe. Ou seja, por que nós
temos eh relatos, nós temos uma história
cronológica, vamos dizer, de onde surge
isso, não é? E quando a gente vai entrar
no
nesse tipo de assunto, a gente não sai
daqui hoje, né? Então, só pra gente
entender que quando a gente fala de
teologia, nós temos elementos temporais
e atemporais. Os elementos temporais,
inclusive, nós vivenciamos eles. Mas
existem elementos que são quando é que
vai Jesus vai voltar? Desde quando Jesus
existe, quando Deus iniciou, Deus tem
início, não tem início. Quando que é lá
no princípio era o verbo e verbo estava
com Deus, verbo era Deus. Então são
elementos que a gente não consegue
provar historicamente, tá? Ah, para
multifuncional, né? Pessoal tava batendo
um papo legal aqui. Eu gosto disso.
Pergunta: Josué 19, seria aquele momento
da guerra civil de Israel?
Josué 19.
Perguntas específicas carecem eu abrir a
Bíblia, tá? Então você me dá um tempinho
aqui.
Josué
19. Guerra civil de Israel. Qual guerra
civil de Israel?
Você não tá falando de juízes 19?
Acho que você tá falando de juízes 19,
não é?
Sim. Levita é morte da concubina. Juí
19. Tá. É juízo 19. Sim. É a guerra
civil de Israel. Inclusive
comprovadamente
literária e textualmente esse texto, ah,
desculpa, você escreveu aqui, opa,
juízes, perdão, eu que não vi, tá?
Desculpa. Eh, comprovadamente, esse
texto está fora de ordem, porque a o
massacre da tribo de Benjamim ocorre
logo após a morte de Josué, muito
próximo da morte de Josué, certo? Só
para vocês entenderem isso aí a gente
sabe, a a teologia conhece essa questão
e aí começa a se perceber que o ciclo
dos juízes não é um ciclo cronológico e
então você fica mais até tranquilo
porque você consegue ter uma
elasticidade aí no período dos juízes
maior ou menor. Teve um pastor que
colocou todos os todas essas datações em
cronologia e aí ele conseguiu a
encontrar qual seriam as datas corretas.
Mas depois dessa
dessa
descoberta literária e também
arqueológica, ficou mais tranquilo de
saber que não, não pode ser um um juiz
depois do outro. Tem coisa aí que que
que vai entrar no
vai entrar um em cima, vamosão ser
concomitantes e tudo mais, tá?
Ah, sim. Juiz seria já respondi,
desculpa. Hã,
se esse primeiro livro de juízo sai
sangue. Ah, sai. Mas não é só de juízes
não, tá? Você quer saber onde é que sai
sangue? Ó, isso aqui é uma mensagem
Adrias. Você quer saber onde é que sai
muito sangue? Na consagração do templo.
Vai lá ler Primeiro Reis, capítulo 6, vê
quantos bois foram mortos. Cada tribo
mandava 10.000 bois. Se eu não tô
enganado, posso estar errando o número.
120.000
foram mortos na consagração do templo.
Esse sangue ficou em algum lugar.
Ali saiu o sangue.
Ai meu Deus do céu, engasguei. Desculpa.
Ai
o reino de Benjamim não sobreviveu.
Essa sua fala ela me me leva a uma outra
questão que eu vou falar agora. Não
havia reinos, mas havia reinos. Uma das
discussões mais interessantes a respeito
desse período
é se essa unidade tribal ela era uma
unidade de fato, se realmente havia essa
unidade do povo.
Para muitos estudiosos era uma unidade
muito tênuo e talvez até um acordo assim
escrito no no num guardanapo. Se batesse
uma chuva sumia. E por que que eles
falam isso? por conta da da da mudança
tão radical que ocorre com Roboão. Ou
seja, as tribos do norte são são
taxativas que temos nós com a família de
Davi. Essa é a fala. Então, demonstra
que não há ali uma um sentimento de
pertencimento
pertencimento real ao
ao
a um povo, né? Parece realmente que são
reinos, mas ele sobrevive de acordo com
o próprio texto de Juízes. Vai ter um
estratagema lá para os homens de de
Benjamim, porque todos juraram que não
dariam as suas filhas em casamento. E o
juramento é uma coisa muito séria nesse
momento. Jefté, eh, ele mata a sua filha
por um juramento. Ele faz um juramento
impensado, sem conhecer a doutrina do
Deus que ele tava servindo. E ele diz
que o primeiro que saísse da sua casa ao
seu encontro, se ele voltasse vitorioso,
seria do Senhor. Ele oferecia em
sacrifício ao Senhor e quem sai a sua
filha. E aí Jefté vai lá e mata a sua
filha pelo texto bíblico. Não há nenhuma
indicação de que ele não tenha feito
isso. E aí o que que acontece? O povo
que lutou contra Benjamim fala: "Nós não
daremos nenhuma das nossas filhas em
casamento aos homens de Benjamim e aí
Benjamim vai morrer". Justamente isso
aqui vai acabar.
Só que eles fazem uma estratégia, falam
assim: "Olha, vai ter um festival, as
nossas filhas vão estar dançando,
se vocês pegarem, levarem, é de vocês.
Nós não vamos dar, mas se vocês levarem,
é de vocês." E aí os homens de Benjamim
vão lá e sequestram as mulheres que vão
se tornar depois as mulheres de
Benjamim. OK?
Ah, pergunta: Não se se conta o rei de
Samaria, o último rei do sul, rei
Oséias?
Não é do norte, né? Samaria é norte e
eles, ele o último rei do norte é 722.
E aí no reino do sul, que vai ser eh o
último rei do sul, que eu vou pegar aqui
para não errar, não é?
Ô, peguei o livro errado.
O último rei do sul, eu falei que tinha
sido Zedequias, né?
É o rei Joaquim, rei de Judá.
Certo.
Na verdade, eu estava certo. Desculpa.
Zedequias é o rei que é preso em
Jerusalém. Joaquim já é já já é rei no
cativeiro, certo? Zedequias é o rei que
é preso e os olhos são furados.
Exatamente isso aqui. Tá? Então não não
é que não se conta. É, eu não sei de
exatamente em que momento da minha fala
você perguntou isso aqui, mas o último
rei considerado é o rei de Israel, o rei
de Judá, perdão. OK. Ah, só
contabilizando o reino do norte, o reino
de Judá, pois o futuro re de Judá, quem
era interessante de Jesus, certo? Na
verdade, não, não tem nada a ver com
genealogia de Jesus. Isso aqui, eh, a
sua pergunta é muito boa, mas assim, a
ideia da genealogia de Jesus vem pela
tribo de Judá, não importa onde eles
estivessem, certo? eh, e era da
genealogia davídica. Então, no caso, ele
permanece como reino do sul, como reino
de Judá e Judeia, né, e Rud, né, porque
no reino do norte já havia essa divisão
feita pelos assírios. Então, quando o
Sírio libera, ele não muda o nome do
reino do norte que vem com Samaria. Por
isso que são chamados de samaritanos
depois na época de Jesus, porque eles
nascem da região de Samaria, certo?
Muito boa. Há registro arqueológico da
peregrinação do deserto, ó. Zerinho,
zerinho. Essa é a grande crítica sobre o
texto da peregrinação. E aí eu tenho uma
motivo muito claro para explicar para
vocês. Claro que todo mundo aqui, ou a
maioria, não posso generalizar, já deve
ter andado na areia do mar. Quando você
anda na areia do mar, de um dia pro
outro, pode ser que a sua marca continue
lá, mas de um ano pro outro,
dificilmente ela vai continuar lá onde
você andou, na areia do mar, certo? Que
que eu quero dizer com isso?
Dificilmente vai se preservar alguma
coisa no deserto, porque é muita areia
que se movimenta, vento trazendo terra
para cá, terra para lá, o próprio choque
da dos ventos com as rochas, né, levando
poeira e tudo mais, descascando rocha.
Então, até se tivesse alguma marcação,
alguma coisa, poderia ter se apagado.
Nós estamos falando de hoje, no caso,
nós estamos falando de quase 4.000 anos,
né? 3.200, 3.300 anos de de distância,
né? Se nós formos colocar aí a data mais
próxima. Então, dificilmente vai se
encontrar alguma coisa, a não ser em
cidades construídas, mas é, o povo de
Israel não construiu cidades no deserto.
Ele só construiu cidades quando eles
conquistaram a terra, certo?
Ah,
muito boa pergunta também aqui, ó. Nem
nos papiros faraônicos nada. Não há
nenhum registro moisaico lá. Por quê?
Porque Moisés era chato e ninguém
gostava dele. Porque Moisés saiu e nunca
mais mandou carta paraa sua mãe postiça.
Que que aconteceu? A grande questão aqui
é a seguinte. Muito provavelmente Moisés
era contado entre o secto, entre o grupo
real, mas era um grupo de segunda
classe. Ele era um cidadão de segunda
classe dentro dessa categoria, porque o
faraó era divino e somente quem tinha
sangue faraônico poderia ser faraó.
Entenderam bem? Então o que que
acontece? Vai haver, obviamente algumas
quebras dessa linhagem, porque vai haver
usurpação de trono, entendeu? vai ter um
rei ou outro ali, tio que matou
sobrinho, sobrinho que matou tio, coisa
assim para tomar o trono. Isso acontece
na história dos faraós. Mas normalmente,
pelo fato do faraó ter sangue divino, só
o seu filho pode assumir, que é o o
grave, a a grande pancada que o faraó
vai tomar na 10ma praga. Ou seja, o Deus
desse povo aí matou o meu sucessor.
Então, ó, eu não quero mais me meter com
esse Deus. Pode mandar esse povo ir
embora. Então, não tem nenhum registro
lá, tá?
Perfeitamente. A inteligência de
Salomão, com certeza é menos eficaz do
que qualquer coração quebrantado. Não
precisa ser só o de Davi, não. O meu e o
seu também. Não adianta nada você ter
conhecimento se o seu coração não
estiver realmente voltado para cumprir o
o chamado aquilo que Deus tem para você.
Então, com certeza, o a inteligência
dele não adiantou nada no final da vida
dele.
Ã,
o próprio Manassés queimou seu próprio
filho vivo. Acontece, gente, acontece.
Eh,
e o sacerdote Melquizedec, minha querida
Carla, eu não sei
porque você está perguntando isso. Ah,
eu acho que eu sei. Foi quando eu falei
da dinastia de de Coate, né? Então,
tudo, tudo o que está envolvido com o
culto levítico se encerra em Cristo. O
culto,
tudo que está envolvido com o cúico,
culto levítico se encerra em Jesus.
Jesus é o sacrifício perfeito. Hebreus
vai nos falar sobre isso várias e várias
vezes, tá bom? Por isso que ele é da
ordem de Melquizedec. Ele não é da ordem
de Levi, da ordem de Arão, no caso lá,
que é que o texto citado, né? E por que
Arão? Porque Arão é o primeiro sumo
sacerdote. É Arão que é ungido
como sumo sacerdote. Ele é o primeiro e
depois toda a linhagem vem a partir
dele. Então Levi não é citado como sumo
sacerdote, mas ele é da linhagem
levítica. Então assim, o sacerdote
Melquizedec nem dinastia, nem genealogia
tem. O texto lá não fala nem de quem
eram os seus pais, qual era a sua
família, só fala que ele era sacerdote
do Deus Altíssimo. Então Jesus vem dessa
linhagem, tá? Mas só pra gente entender
que realmente tudo que tá envolvido
templo e culto se encerra em Jesus. Os
sacrifícios, tudo aquilo, tudo que
acontecia lá era justamente porque as
pessoas precisavam estar,
vamos dizer assim, alinhadas com Deus. E
a partir de Cristo, isso é direto, não
precisa mais de de intermediários, né?
Ah,
conversa tá boa aqui. E
toda ação de Deus redent. Lindo demais
isso aqui.
Pergunta do milhão. Vamos ver. Por que o
povo pediu um rei, já que tinha o
próprio Deus no comando do povo. Seria
uma apostasia do povo na época dos
juízes que ficaram ao deusará?
Eu
não sei se eu já expliquei naquela
questão dos paradigmas, mas basicamente
é isso. O povo copia os povos que estão
em volta. Claro, faraó é um rei, os
ititas tinham um rei, os ititas que
estão ao norte. Ah, o povo de Damasco,
povo da região da Síria, tem rei. Nós
não temos rei. Canaã não tem rei. Então,
como e aí aqui tem uma questão histórica
muito muito importante, tá, pessoal?
Como que Israel, diante de tão de
potências tão grandes, Israel é um povo
pequeno. Nós estamos falando aí de uma
população de no máximo, no máximo nessa
época aí 1 milhão de pessoas. Não mais
do que isso. Faraó, o Egito tem muito
mais gente, exércitos muito mais
poderosos. A Assíria vai chegar e vai
fazer o que quer, faz de gato de sapato
o reino do norte. Vai chegando, vai
conquistando tudo, tipo, ah, é meu, é
meu, é meu, é meu e acabou, sabe? Então,
por que que Israel conseguiu prosperar
tanto nesse período da história?
justamente porque esses reinos estavam
em crise. O reino faraônico estava em
crise, os editas sucumbem para os
assírios. Na verdade, existe uma
história de que os povos do há uma
migração dos povos europeus indoeuropeus
para a região da península da Natória,
porque há uma seca muito grande na
Europa durante algum período muito longo
e aí a produção alimentícia cai. Então o
povo começa a migrar, começa a
pressionar os ititas para si para dentro
dos assírios e os assírios não querem
ser dominados e acabam eliminando o
império etita. Isso ocorre por volta do
ano 1000 antes de Cristo, 1100 antes de
Cristo. Olha, aquela aquele século ali.
E aí,
nesse momento é que Davi tá surgindo.
Davi surge justamente nesse momento. Os
povos externos ao redor de Israel estão
fraquejando e Davi começa a surgir com o
seu império, com o seu reino. Vamos
dizer assim, que não é um império, é um
reino. E aí ele unifica a nação e
conquista todos os territórios que lhe
foram prometidos, chegando até quase a
Damasco. E aí Salomão vai vir, vai
conseguir fazer várias alianças com uma
sabedoria dada por Deus e aí todo mundo
vai olhar para eles. Então Israel
consegue prosperar por conta disso. Aí a
pergunta é: por que que o povo pediu um
rei? Por conta do pandemônio que foi
juízes. Juízes era uma loucura. Tanto
que o nosso grande líder GFT mata a
própria filha. Eu gosto de citar ele
porque ele, é claro, para mim é o caso
extremo, mas tem vários outros casos,
gente. Levítico 19.
Levítico 19. Levítico 18. Dei um branco
agora aqui geral. Levítico 18.
Eu gosto de dar muito essa aula aqui que
eu gosto de desenhar no quadro, mas eu
não vou fazer isso agora. Lá fala para
você não deitar. Não deite-se. Ou seja,
não tenha relação sexual. É isso que tá
dizendo lá. Com quem? Aí vem uma lista.
Com seu vizinho, com a sua tia, com a
mulher do seu filho, blá blá blá blá blá
blá. fala para não deitar com ninguém
que não seja a sua esposa. Falando pros
homens, obviamente, né? E aí passa essa
lista inteira. Aí chega,
vem, ó, versículo, o não começa no seis.
Ninguém pode se apresentar, se se
aproximar de uma parenta próxima para se
envolver sexualmente com ela. Eu sou o
Senhor. Começa aí, verso 6 até o verso
ã
20. 6 a 20. Tudo tá dizendo não deite.
No verso 20, inclusive termina, não
deite com a mulher do seu próximo
contaminando-se com ela. Tipo assim, não
é seu irmão, é simplesmente seu vizinho.
Não adultere. É isso que tá falando esse
versículo, verso 20. Você pode ter mais
de uma esposa aqui nessa história, nessa
época, tá? Só pra gente deixar isso
claro. E aí vem o verso 21 dizendo o
seguinte, ó, do verso 6 ao verso 20, não
deite-se. Tem várias relações sexuais
faladas ali. Verso 21, não entregue os
seus filhos para serem sacrificados a
Moloque.
Por que que isso tá aqui? Ah, não,
porque é uma quebra e agora vai vir uma
nova lista. A lista primeira era
proibida, a segunda não é proibida. que
eu já vi essa tese por conta do pessoal
aí que quer defender algumas práticas
sexuais que também não são permitidas,
porque aí vai ter o quê? No 21, 22,
perdão, não deite homem com homem, como
que se deita com a mulher, não tem
relações sexax animal, mulher nenhuma se
porar diante de um animal, não se
contamine com outras coisas e aí vai em
diante, né? Então quando tem essa quebra
no meio, qual é a quebra aqui, pessoal?
As duas, as relações que vem do 6 até o
20,
qual é o resultado? possível, não
necessariamente real. Mas qual é o
resultado possível dessas relações
sexuais? É proliferação. É um, é gerar
uma vida, porque é um homem e uma
mulher. As duas posteriores é homem com
homem, mulher com animal. Isso não gera
vida. Isso não tem uma vida sendo
gerada. Então, por isso que ela está
separada. Então, quando termina a lista
de de ações que geram vida, verso 21,
vem o o o Moisés aqui e escreve com
todas as letras letras garrafais. Não
entregue essa vida que vocês geraram de
forma imprópria do pecado que vocês
cometeram, pegando aí a mulher do
próximo, dormindo com a mulher do seu
filho, lá lá lá. Não peguem essa criança
e cometam o segundo pecado, que é matar
ela a Moloque.
Não façam isso. Isso é abominável.
Não profanem o nome do Senhor, o seu
Deus. E é isso que tá escrito aqui.
Então, o que que acontece? Essa era a
realidade de Israel. Israel tava nessa
bagunça. E aí o povo fala assim: "Não
quero que continue com esses orelha seca
que não fazem nada, esses líderes que
deveriam nos aproximar de Deus, mas nos
aproximam de nada. Queremos um rei."
Então, parece que é até teológico. E não
digo que não seja, mas também existe uma
coisa assim. Nós não queremos que fique
essa desorganização que tá aqui. Nós
somos dominados toda hora. O livro de
juízo vai falar isso. Toda hora vem um
cara de fora e domina a gente. Nós
queremos uma organização aqui para não
deixar as pessoas virem e tomarem o
nosso lugar. É isso. Então é por isso
que eles pedem um rei. E aí é óbvio que
Deus vai deixar claro. Olha o que que
vai acontecer com o rei. Ele vai pedir
impostos muito altos. Ele vai pegar os
seus filhos como membros do seu
exército. Vai pegar suas filhas como
servas no seu palácio e vai falar tudo
isso. Onde que vai acontecer isso? em
Salomão e em Roboão. Isso vai acontecer
claramente. Em Roboão é o exagero do do
suprassumo. Tanto que o povo se rebela e
fala: "Não queremos mais roboão como
nosso rei. Vamos escolher um outro rei
pra gente. Escolhem Jeroboão e fazem o
reino do norte". Certo?
Ai
muito obrigado. Sua aula é muito
especial didática. Deus abençoe.
Daí botaram aqui Thiago 127. A a
Fernanda colocou aqui. Eu não sei o que
que você tava querendo dizer, mas eu
acredito. Deus perdoa por ignorância.
Sim, eu quero dizer isso tá escrito até
em em em
primeira em Romanos, né? No passado,
Deus não utilizou o o Deus Deus não
levou em conta o período da sua
ignorância. É isso que eu quis dizer,
né? Não é que eh a pessoa que era
idólatra, é porque assim, quando a gente
fala de ignorância, pode ser, por
exemplo, uma criança que foi criada no
meio idólatra, não é? E aí ela não teve
essa revelação com Deus. E aí tudo que
ela passa a fazer após a revelação é
problemático, mas até a revelação não.
Então é isso que eu quis dizer, certo?
Não pode conversar, viu? Aqui não tem
problema não. A gente se vira aqui para
achar as perguntas. pergunta: "Nesse
período, ah, desculpa, nesse período, a
paz para os judeus era nome de ausência
de guerra?" Com certeza. Com certeza.
Eles já tinham muita briga interna, né?
Mas assim, quando se fala em paz, eh,
fala que não havia ataques externos. É
causa de Davi, por exemplo. Eh, segunda
Samuel, eu falei segunda Samuel 6, na
verdade é Segunda Samuel 7, tá, pessoal?
Agora que me deu um um um brilho nos
olhares aqui, ó. O início fala assim:
"Ó, o rei Davi já morava no seu palácio
e o Senhor lhe dera descanso de todos os
seus inimigos ao redor. Isso significa
que tá em paz, tá? Ou seja, não tem
nenhum inimigo externo atacando. E aí
eles estão tranquilos, tá? Só pra gente
alinhar isso aqui. O Evânio pergunta:
"Como a gente correlaciona temporalmente
a história hebraica e a história da
China, por exemplo, que datas próximas?"
Entendo que Gênesis registrou apenas o
que interessava naquele momento. Gênesis
não registra história, tá pessoal? A
gente falou isso na, eu falei na verdade
na do Pentateuco, né? Eh, a intenção do
texto de Gênesis de 1 a 11 não é um
registro histórico de caso de 12 em
diante, sim, mas não temos uma
temporalidade muito definida ali. O
grande problema da China, meu caro
Evânia, é que os caras vão longe demais.
A China tem dinastia de 3.000 anes de.
Crist, certo? Tem registros lá, escritos
de 3.000 anes de. Crist. A escrita foi
inventada no ano 5000 anes de. Crist, na
região ali da, pelo menos é o que se
sabe, né? Na região ali da Mesopotâmia,
pelos
acadianos sumérios,
não é? Antes deles. Alguém inventou esse
bendito dessa escrita. Quando se inventa
a escrita, começa o registro da
história. E os e os registros chineses
são muito anteriores aos registros
bíblicos. Só pra gente deixar isso
claro, tá bom? Eh, agora assim, você
saber quando a gente vai falar de
Bíblia, a China já tem pelo menos 2000
anos de dinastias, mais ou menos 1.000
anos pelo menos pó de 2000, acho que eu
exagerei um pouquinho, mas 1000 a 1500
anos de dinastia já tem na China, que é
uma outra coisa muito interessante. Eu
dou essa aula, inclusive, tá, pessoal?
Se vocês quiserem se inscrever num outro
curso aí, depois a gente pode negociar.
Ah,
quando Abraão, quando é mencionado que
Abraão vai ao Egito com a sua esposa
Sara, que ele diz que é sua irmã,
naquela época no Egito já existem
registros arqueológicos. Como assim,
professor? Você quer dizer que a gente
encontrou hoje? Não. Na época em que
Abraão está visitando o Egito, está indo
ao Egito, ah, já havia arqueólogos
estudando as pirâmides de 1000 anos
antes.
A primeira dinastia egípcia é de 4.000 a
de. Crist.
Abraão,
colocamos ele entre 2100 a 100 antes de
Cristo,
talvez até 2300 antes de Cristo. Um
pouco mais para trás.
Quando Abraão vai lá, já tinha gente
estudando coisa de 1000 anos antes. Olha
o tempo que nós estamos falando. Olha o
lapso temporal que nós estamos falando.
O Brasil tem 500 anos.
Eu tenho 42. 41. Vou fazer 42. Sou um
jovem neófito.
Entenderam? Então essa é a quando a
gente fala desses tempos, o negócio
estende muito, muito, muito. Tá bom?
Ah,
a história da redenção faz mais sentido
para nós que sabemos que Jesus veio a
este mundo e voltou para o céu e
esperamos por ele. Por ele
se sim, por essa sua pergunta, um
livrinho para você ler, Fator
Melquizedec do Dom Richardson. É uma
pergunta excelente e na minha
interpretação, o que nós entendemos é
que a a o conhecimento da revelação de
Jesus Cristo
transforma a nossa vida atual.
Mas pelo que é descrito no fatorizedec,
aquilo que Paulo vai falar em Atos
capítulo 17 e também aquilo que tá em
Romanos capítulo 1, eu tenho a eu tendo
a compreender que há uma revelação geral
na história que inclusive é citada em
Romanos 1. Aquilo que de Deus pode
conhecer, o seu poder e a sua divindade
estão expressos na criação de forma que
nenhum homem se torne desculpável. Aí os
calvinistas vão ter uma interpretação um
pouco mais, ah, isso significa que todos
ali foram condenados naquela revelação.
Eu não acho que seja isso, justamente
pelo que o fator Mecosedec vai relatar.
Eh, eu deixo para vocês lerem, tá? Mas
assim, a
grande questão é que quando você conhece
Cristo, a sua
atitude nessa vida, nesse nesse ambiente
que você vive, ela é transformada
justamente porque você agora tem a
informação privilegiada, a informação
privilegiada de que esse Deus te ama de
tal forma que entregou o seu próprio
filho para morrer no seu lugar, né?
Algumas revelações chegaram, alguns
povos chegaram à revelação de que tende
a haver um Deus criador que é perfeito,
porque a criação ela é muito perfeita.
Quem torna a criação imperfeita é o ser
humano. E eles chegaram isso sem o
conhecimento de Cristo. Existem vários
relatos de vários povos na história, que
é o que o livro Fatômico Zedec vai
falar, tá? Então, é essa que é a minha
postura com relação a isso.
Chequiná, acho que tá. Perguntaram aqui,
sabe dizer se a palavra chequiná é
bíblica? Está no Tanar. A gente pesquisa
agora.
Aliás, não, desculpa que eu tô errado.
Eh, fala da glória do Senhor em Êxodo
40, né? 40, 34 e 35.
Rapidinho, pessoal. Êxodo 40 versos 34 e
35. Deixa eu abrir no hebraico aqui, ver
o que que tá falando.
Ah,
então a nuvem,
cadê você? Codec Leningrado.
Achei. Ah,
34.
Calma aí que eu tô procurando, pessoal.
Vai dar certo, vai dar certo, vai dar
certo.
Ó, aqui no léxico que eu tenho acesso, a
palavra é reanã. Rean significa a nuvem
do Orel, que é o tabernáculo
Orel Moed, né, que é o tabernáculo do
encontro.
E aí fala do cavodo que é a glória, né?
O cavodo que vem de
eh a palavra chequiná realmente se é é o
ela é uma palavra do
uma palavra do Talmud, ela não é uma
palavra do texto bíblico, não, tá? Só
para deixar claro aqui.
Ai ai ai ai ai. Gente, assistam várias
vezes.
Ó, essa aqui, Judite, muito boa sua
pergunta. O texto não deixa nenhum
mínimo registro de que ele não tenha
feito aquilo. E ali é uma questão
cultural também. Isso é importante. A
gente já passou 10 minutos da nossa
aula. Eu peço perdão, meus queridos
irmãos, mas é muito importante porque
culturalmente quando você dá sua
palavra, você não dá sua palavra sozinho
no seu quarto com a porta fechada.
Quando ele faz aquele voto, ele faz o
voto diante de todos os líderes do seu
povo. Ele tá diante daquele povo que
pediu que ele fosse o líder. E Jefté
chega lá e diz: "É esse o voto que eu
faço diante do Senhor". E ele faz em
Mispá, que é um lugar de culto naquele
momento da história. Então, quando
acontece aquilo lá, ele não tem como
voltar atrás, a não ser que ele, na
minha opinião, ele poderia voltar atrás,
se tornaria um paro social, mas não
mataria a filha. Eu que tive uma filha
agora há 5 ou se anos, faria isso com
todo o prazer do mundo. Se eu tivesse
prometido matar alguém, saí minha filha,
falei: "Não vou matar não, pode me jogar
lá na sargent, me matem, mas eu não vou
matar minha filha". Mas o texto não
deixa nenhuma menção de que ele não
tenha feito aquilo, certo?
Essa que é a história pesarosa. E aí que
é o bonito, vamos dizer assim, não é o é
o bonito, mas é o impressionante do
texto bíblico. O texto bíblico não vai
negar as falhas morais dos seus heróis,
nem de Davi, nem de Moisés, que quando
chega para lá levar o povo já tinha um
assassinato nas costas, não é? Abraão
com as suas mentiras. Então assim,
nenhuma falha moral. Jacó, né, vou nem
falar de Jacó, que Jacó o pessoal já
sabe que é mesmo.
Então, enfim, a gente tem essa essa
relação com o texto bíblico e por isso
que é um texto que está aí há mais de
2300 anos rodando vários lugares. Há
2300 anos exagerei, né? Porque o texto
mais antigo que a gente tem é de 200
anticristo. É, 2300 anos. Vamos deixar
assim.
Ah.
Ahã. Deus permitiu várias esposas ou foi
escolha do ser humano? Permitiu.
Não era escolha de Deus. Senão Deus
tinha feito Adão e Evas, né? O modelo
básico é Adão e Eva, tá? E aí o que que
acontece? Você tem uma situação
em que a por conta do pecado, né,
obviamente
a
a vida se torna muito complicada.
não é? A vida se torna extremamente
difícil, complicada e aí você precisa
perseverar ou ou trazer ali, como é que
a gente diz?
Eh,
não é perseverar, é
você precisa fazer com que a dinastia
dure, perdurar, perdurar. E aí a melhor
forma de fazer isso é com procriação.
Isso é uma questão que Deus permite e se
torna o modelo daquela região e daquela
época. Então, ou seja, você ter prolis
com grande número é importante. Alguns
estudiosos, inclusive, vão apontar isso
sobre Abraão, porque como que Abraão
chega a 318 guerreiros valentes na sua
casa, sabe? Eh, podem ser pessoas que se
ajuntaram a ele na sua na sua caminhada
ou alguns inclusive suspeitam de que
Abraão tinha mais de uma esposa. Eh, e
aí talvez não fosse o esposo, esposo
especificamente, porque o caso de Tam de
de Agar é muito explícito, né? A mulher
vai lá e pega, pega minha serva Agara
aqui, tenho um filho com ela, porque vai
ser nossa descendência.
E então assim, existem essas discussões
só para vocês entenderem, tá bom? Mas
não é uma não era o modelo de Deus.
Aliás, o modelo divino é o modelo de
homens com uma mulher só, né? Isso vai
acontecer com José, isso vai acontecer
com eh o próprio Josué, isso vai
acontecer com Moisés. Então, você tem
essa esse modelo aí sendo tratado como
modelo ideal. Davi vai pagar depois pelo
que ele fez, né?
A pesquisa sobre a possibilidade dos
israelitas terem peregrinado na Arábia
Saudita após a libertação do Egito.
Perfeitamente. Você tá falando de de
Paulo, né? Muito boa sua pergunta,
Osmar. A grande discussão hoje,
inclusive nós estamos planejando visitar
a Arábia Saudita, que abriu finalmente,
depois de décadas, quase um século,
abriu suas portas para turismo. Turismo.
Antes só possuía turismo religioso ou
business. Você só podia entrar em em em
na Arábia se você fosse fazer turismo
religioso, seja muçulmano em Meca,
Medina e nesses outras cidades sagradas.
ou se você fosse fazer algum negócio lá,
você não podia entrar lá para conhecer o
país. Há pouco tempo eles abriram e a
gente vai tentar ir lá em janeiro, eh,
para justamente ver essa região que é a
região norte, noroeste da Arábia
Saudita, muito próximo à Jordânia, que é
considerada a região de Midian. E aí, se
Moisés estava pastoreando os as ovelhas
de Getro em Midiã, e aí em Midiã ele
leva essas ovelhas pro outro lado da
região de Midian, esse outro lado já foi
considerado a península do Sinai atual
ou eh
a região norte ali. Então são são ess
existe essa pesquisa sim, não há nada
conclusivo ainda, tá? Até porque a
arqueologia ali é muito complicado
ainda, tá? de Israel tava fazendo
negociações de paz com a Arábia. A
Arábia Saudita não tem uma tradição
arqueológica assim tão grande. A Turquia
muito mais do que a Arábia Saudita,
vamos deixar assim, tá? Os turcos que
são muçulmanos também tem uma tradição
arqueológica agora já alguns algumas
décadas estão tão evoluindo bastante.
Ah, obrigado. Obrigado.
Ovelhaudaidade.
Vixe,
foi mal, gente.
Ai,
pois é, meus queridos, eu acho que
acabou aqui. Gostei das conversas, tá
muito divertido. Acabamos a nossa aula
com alguns minutos de atraso, alguns
muitos minutos de atraso. Peço perdão,
mas
eh foi um prazer muito muito grande. Eh
conhece um historiador que foi, vou
pegar a última pergunta aqui, ó, que
fala sobre a Arábia, que esse deserto
eram os rios que cercavam o jardim do
Éden. Bom, aí temos um problema, porque
ele fala do tigre e do Eufrates, que
nasce nos Montes Rurais, que é no leste
da Turquia.
Então assim, seria um eh seria um
problema para colocar esses rios outros
na Arábia, né, que tá bem longe. Eh,
alguns pessoas já falaram que eles eram
rios que corriam para o norte, porque os
como o Tigres Eufrates corre para o Sul
ou Sudeste, no caso, eh, lá eles
correriam para o outro lado, mas também
ninguém sabe. Já tentaram procurar lá.
Agora tá um quebra-apa danado lá entre
os curdos, os turcos, os georgianos.
Ninguém consegue me encostar naquela
região ali. Tá bom, meu pessoal? Muito
obrigado. Se você ainda não tá inscrito
no nosso canal, caiu de para-quedas
aqui, se inscreve no nosso canal, ativa
o sininho, dá um joinha no vídeo também
que ajuda bastante. E não se esqueçam,
nós temos a nossa plataforma, que é a
plataforma ensino.com.br,
onde lá já tem o primeiro módulo do
Macarios completo. Nós estamos agora no
segundo módulo e você pode voltar e
assistir depois pode fazer o Macarios 2
agora, o módulo dois, sem nenhum
problema, tá bom? Porque o módulo agora
é focado mais em Bíblia, o primeiro é
focado mais em teologia sistemática. Dá
para você fazer depois você
complementar, tá OK? E também seja nosso
parceiro aí divulgando, compartilhando
esse conteúdo para todo mundo. Foi um
prazer enorme estar com vocês. Vocês
fazem perguntas muito boas, continuem
assim. Vamos ter lá na plataforma, por
exemplo, um questionáozinho depois pra
gente falar sobre essa aula e também uma
literatura aí de apoio pra gente
aprender sobre esse conteúdo, tá bom?
Deus os abençoe e até a nossa próxima
aula, o nosso próximo encontro aqui.
Um forte a B r a o para vocês. Um
abraço.

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