Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 1 e 2) // Tiago Santos
27/02/2026
Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 1 e 2) // Tiago Santos
Tiago Santos, neste trecho da primeira aula do curso “Devocional O Peregrino”, nos traz preciosas reflexões sobre os desafios da vida cristã que nos são belamente ensinadas nos capítulos 1 e 2 desta importante obra de John Bunyan, O Peregrino.
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
[música] Gente, nós vamos falar hoje sobre o peregrino, o [música] peregrino de John Bun. Essa obra, ela foi publicada pela primeira vez em 1678 e desde que foi publicada permanece sendo impressa não só na sua língua língua original que é o inglês, mas em mais de 200 idiomas ao redor do mundo. Muita gente tem dito que o Peregrino de Banan é o livro mais lido na história depois da Bíblia Sagrada. Eh, em que pese a dificuldade de se determinar se essa estatística está correta ou não. O fato é que este livro de fato se tornou tão conhecido que até mesmo nos cantões da China é possível encontrar cópias de O Peregrino. É uma história que fala com todos nós. É a história de cristão. E para aqueles que fazem parte da fé cristã, que estão na tradição cristã, ou mais ainda, e melhor do que isso, que são verdadeiramente cristãos, é de alguma maneira a sua história e a minha história. A história de cristão é a história de todos nós. É a história do homem e da mulher que um dia se viu com um livro na mão e um enorme fardo nas costas e ouviu que a sua cidade e a sua própria vida um dia seriam completamente destruídos. E fez aquela pergunta: "E agora? Que que eu vou fazer?" Foi essa a grande pergunta que cristão fez aqui na sua história, na sua peregrinação, na sua caminhada. O que eu farei para ser salvo? Ele pergunta. O que eu farei para me livrar desse enorme fardo que eu carrego nas minhas costas? Então ele estava perturbado. Ele se viu assim consternado, turbado, triste e em lágrimas, em desespero. A vida dele estava acabada. Ele não dormia. passava as noites em claro afogado nas suas lágrimas, porque o fardo que ele carregava era um fardo pesado. E ele não sabia como se livrar desse fardo e nem para onde ir. Até que um dia ele encontra uma pessoa cujo nome é evangelista, um homem de nome evangelista. E esse foi um encontro abençoado, porque esse homem perguntou para ele: "Por que que você chora tanto?" E ele responde: "Um livro me disse que a minha cidade seria destruída e eu carrego um fardo nas costas que eu já não posso mais suportar". Então esse homem evangelista disse para ele que havia um caminho estreito, apertado, difícil de entrar nele, mas que levaria a um lugar onde ele se livraria desse fardo e e onde ele não seria destruído. E aqui uma reflexão pra gente pensar um pouco nesse encontro de cristão com evangelista. Na nossa própria história, na nossa própria caminhada, houve um evangelista. Quem sabe os nossos pais, muitos que somos cristãos, nascemos em lares cristãos e muitas vezes, sem nos darmos conta, desde a nossa infância, ainda assim, meninos, jovens, ouvimos esta mensagem do evangelista que nos garante que um fardo do qual a gente não pode se livrar por conta própria, um dia seria tirado por alguém melhor e mais forte do que a gente, das nossas costas. E a gente então vai crescendo, ouvindo esta história, com a esperança de que um dia a gente realmente seja capaz de se livrar desse fardo. Mas também outros encontraram este evangelista já em alguma altura mais madura da sua vida. E nessa altura em que encontraram com esse evangelista, talvez estivessem como cristão, com medo da destruição, com o fardo pesado nas costas, sem saber para onde ir e afogado em lágrimas, lidando com suas lutas, com a sua depressão, com as suas dificuldades, com as suas contradições, com seus pecados, com as suas mentiras. as mentiras que às vezes conta para si mesmo para conseguir sustentar a sua própria vida no dia a dia. O apóstolo Paulo fala na sua epístola aos Romanos que é assim que as coisas funcionam mesmo. Para que a gente consiga chegar nesse caminho estreito, é preciso que a gente ouça, porque essa fé, a fé cristã, é a fé do ouvir. E a é preciso que a gente ouça uma mensagem, uma mensagem que, segundo esse mesmo apóstolo Paulo, é tão poderosa, é tão poderosa que ela pode transformar a nossa vida de uma maneira absoluta e completa. O tipo de poder que o apóstolo Paulo utiliza na nas epístolas dele para fazer referência ao poder do evangelho é o poder semelhante à aquele que também é descrito nas escrituras, que é usado por Deus para criar céus e terra. é o poder que, conforme Paulo vai dizer em Tessalonicenses, capítulo 1, verso 9, é capaz de transformar a vida da pessoa, levrando-as dos ídolos e convertendo-a para Deus. É desse tipo de poder que evangelista falou para cristão. E isso foi suficiente para que ele tomasse coragem e se levantasse saindo da sua cidade, indo em direção àquele caminho. Mas a vida do cristão nunca é uma vida fácil, não é mesmo? Depois de ouvir essa mensagem e depois então de correr na direção daquele caminho, ele se viu no meio de lutas e dificuldades e de apetos. Jesus disse que seria assim, que aqueles que resolvem seguir o caminho dele passariam por aflições, mas ele encoraja essas pessoas todas dizendo: "Tende o bom ânimo, porque eu venci o mundo". Mas ele também alerta que aqueles que amam o mundo, ou seja, as coisas que existem no mundo e até as pessoas que são próximas da gente, as pessoas que a gente ama, por exemplo, pai, mãe, filho, irmãos, Jesus vai dizer isso. Quem ama essas pessoas mais do que a mim não é digno de mim. Isso está em Mateus, capítulo 10, versos 34 a 39. E é um discurso duro do Senhor Jesus Cristo, quando ele diz que quem ama seus pais e mãe ou filhos mais do que a mim, não é digno de mim. Pode parecer estranho Jesus dizer uma coisa dessa? Porque afinal de contas parece que o grande mandamento de Deus é que nós amemos ao nosso próximo. Mas antes do amor ao próximo vem o amor a Deus. E a fim de que a gente consiga realmente amar o próximo, é preciso amar Deus primeiro. Porque todo o significado do que é amor e do que a gente realmente pode oferecer ao próximo de melhor vem de Deus e flui de Deus para nós. Se nós não temos um amor genuíno, autêntico, que veio de Deus primeiro para nós e que nós devolvemos a Deus, nós não seremos capazes nem de amar pai, nem de amar mãe, nem de amar irmão e nem a ninguém. Mas essa passagem é bastante marcante aqui na trajetória de cristão, porque quando ele resolve ir para aquele caminho, ele é acompanhado de alguns amigos, de pessoas que se aproximam dele. Uma se chama na história obstinado e a outra se chama vacilante. E ele convidou esses amigos para caminharem com ele na direção daquela cidade celestial, daquela porta estreita por onde ele passaria. E eles foram, eles seguiram junto de cristão, mas obstinado era obstinado. E ele não queria seguir cristão, pelo contrário, ele queria convencer cristão de voltar atrás, dizendo que o tipo de decisão que ele fez de abraçar a fé, de ir para um caminho que envolveria mudanças no seu estilo de vida, nos seus valores, quer dizer, nas coisas que ele acreditava, que isso não fazia sentido nenhum. E então era melhor que ele voltasse para aquela cidade onde ele já conhecia as coisas, onde já conhecia as pessoas. e onde as coisas faziam mais sentido para ele. E cristão então resiste a esse tipo de tentação externa que vem da parte de obstinado. E o obstinado então resolve ir embora. Ele disse: "Fora com seu livro e volta pra sua cidade da destruição". Ele tava com raiva. E é assim que às vezes a gente acaba se envolvendo com discussões e e com brigas e com argumentações contra aqueles que não amam a fé cristã e que não entendem o fato de que um dia a gente resolveu seguir o caminho da fé. Há pessoas, às vezes no nosso contexto e pessoas das mais próximas, gente que a gente ama, gente que a gente respeita, gente com as quais a gente andou por muito tempo, quem sabe amigos próximos que não entendem a fé cristã, que não entendem os valores da fé cristã e como obstinado aqui querem convencer-nos de sair deste caminho e às vezes sentem até raiva da gente. De fato, Jesus disse que essas coisas aconteceriam, mas cristão, ele mantém ali a sua determinação e segue o seu caminho. Mas que lição importante que a gente tem aqui. Há tantos cristãos, por exemplo, que são casados com cônjuges que não amam a Cristo, que não querem seguir o caminho da fé e muitas vezes se sentem tentados a abandonar sua profissão de fé, abandonar os seus valores cristãos, abandonar a sua comunhão na igreja, abandonar a o seu contato com a devoção da fé, com as escrituras, com as orações e coisas desse tipo, para agradar o cônjuge, para agradar um parente. Mas de fato, como a gente aprende na lição de Jesus, a gente nunca vai ser capaz de amar esse cônjuge ou esse parente ou esse amigo se a gente não ama a Deus primeiro. O verdadeiro amor para com essas pessoas vai fluir de um amor que vem da parte de Deus. [música]