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A fé vem pelo ouvir

Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 1 e 2) // Tiago Santos

Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 1 e 2) // Tiago Santos

Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 1 e 2) // Tiago Santos

Tiago Santos, neste trecho da primeira aula do curso “Devocional O Peregrino”, nos traz preciosas reflexões sobre os desafios da vida cristã que nos são belamente ensinadas nos capítulos 1 e 2 desta importante obra de John Bunyan, O Peregrino.

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Legendas automáticas:

[música]
Gente, nós vamos falar hoje sobre o
peregrino, o [música] peregrino de John
Bun. Essa obra, ela foi publicada pela
primeira vez em 1678
e desde que foi publicada permanece
sendo impressa não só na sua língua
língua original que é o inglês, mas em
mais de 200 idiomas ao redor do mundo.
Muita gente tem dito que o Peregrino de
Banan é o livro mais lido na história
depois da Bíblia Sagrada. Eh, em que
pese a dificuldade de se determinar se
essa estatística está correta ou não. O
fato é que este livro de fato se tornou
tão conhecido que até mesmo nos cantões
da China é possível encontrar cópias de
O Peregrino. É uma história que fala com
todos nós. É a história de cristão. E
para aqueles que fazem parte da fé
cristã, que estão na tradição cristã, ou
mais ainda, e melhor do que isso, que
são verdadeiramente cristãos, é de
alguma maneira a sua história e a minha
história. A história de cristão é a
história de todos nós. É a história do
homem e da mulher que um dia se viu com
um livro na mão e um enorme fardo nas
costas e ouviu que a sua cidade e a sua
própria vida um dia seriam completamente
destruídos. E fez aquela pergunta: "E
agora? Que que eu vou fazer?" Foi essa a
grande pergunta que cristão fez aqui na
sua história, na sua peregrinação, na
sua caminhada. O que eu farei para ser
salvo? Ele pergunta. O que eu farei para
me livrar desse enorme fardo que eu
carrego nas minhas costas? Então ele
estava perturbado. Ele se viu assim
consternado, turbado, triste
e em lágrimas, em desespero. A vida dele
estava acabada. Ele não dormia. passava
as noites em claro afogado nas suas
lágrimas, porque o fardo que ele
carregava era um fardo pesado. E ele não
sabia como se livrar desse fardo e nem
para onde ir. Até que um dia ele
encontra uma pessoa cujo nome é
evangelista,
um homem de nome evangelista. E esse foi
um encontro abençoado, porque esse homem
perguntou para ele: "Por que que você
chora tanto?"
E ele responde: "Um livro me disse que a
minha cidade seria destruída e eu
carrego um fardo nas costas que eu já
não posso mais suportar". Então esse
homem evangelista disse para ele que
havia um caminho estreito, apertado,
difícil de entrar nele, mas que levaria
a um lugar onde ele se livraria desse
fardo e e onde ele não seria destruído.
E aqui uma reflexão pra gente pensar um
pouco nesse encontro de cristão com
evangelista. Na nossa própria história,
na nossa própria caminhada, houve um
evangelista. Quem sabe os nossos pais,
muitos que somos cristãos, nascemos em
lares cristãos e muitas vezes, sem nos
darmos conta, desde a nossa infância,
ainda assim, meninos, jovens, ouvimos
esta mensagem do evangelista que nos
garante que um fardo do qual a gente não
pode se livrar por conta própria, um dia
seria tirado por alguém melhor e mais
forte do que a gente, das nossas costas.
E a gente então vai crescendo, ouvindo
esta história, com a esperança de que um
dia a gente realmente seja capaz de se
livrar desse fardo. Mas também outros
encontraram este evangelista já em
alguma altura mais madura da sua vida. E
nessa altura em que encontraram com esse
evangelista, talvez estivessem como
cristão, com medo da destruição, com o
fardo pesado nas costas, sem saber para
onde ir e afogado em lágrimas, lidando
com suas lutas, com a sua depressão, com
as suas dificuldades, com as suas
contradições, com seus pecados, com as
suas mentiras. as mentiras que às vezes
conta para si mesmo para conseguir
sustentar a sua própria vida no dia a
dia. O apóstolo Paulo fala na sua
epístola aos Romanos que é assim que as
coisas funcionam mesmo. Para que a gente
consiga chegar nesse caminho estreito, é
preciso que a gente ouça, porque essa
fé, a fé cristã, é a fé do ouvir. E a é
preciso que a gente ouça uma mensagem,
uma mensagem que, segundo esse mesmo
apóstolo Paulo, é tão poderosa, é tão
poderosa que ela pode transformar a
nossa vida de uma maneira absoluta e
completa. O tipo de poder que o apóstolo
Paulo utiliza na nas epístolas dele para
fazer referência ao poder do evangelho é
o poder semelhante à aquele que também é
descrito nas escrituras, que é usado por
Deus para criar céus e terra. é o poder
que, conforme Paulo vai dizer em
Tessalonicenses, capítulo 1, verso 9, é
capaz de transformar a vida da pessoa,
levrando-as dos ídolos e convertendo-a
para Deus. É desse tipo de poder que
evangelista falou para cristão. E isso
foi suficiente para que ele tomasse
coragem e se levantasse saindo da sua
cidade, indo em direção àquele caminho.
Mas a vida do cristão nunca é uma vida
fácil, não é mesmo? Depois de ouvir essa
mensagem e depois então de correr na
direção daquele caminho, ele se viu no
meio de lutas e dificuldades e de
apetos. Jesus disse que seria assim, que
aqueles que resolvem seguir o caminho
dele passariam por aflições, mas ele
encoraja essas pessoas todas dizendo:
"Tende o bom ânimo, porque eu venci o
mundo". Mas ele também alerta que
aqueles que amam o mundo, ou seja, as
coisas que existem no mundo e até as
pessoas que são próximas da gente, as
pessoas que a gente ama, por exemplo,
pai, mãe, filho, irmãos, Jesus vai dizer
isso. Quem ama essas pessoas mais do que
a mim não é digno de mim. Isso está em
Mateus, capítulo 10, versos 34 a 39. E é
um discurso duro do Senhor Jesus Cristo,
quando ele diz que quem ama seus pais e
mãe ou filhos mais do que a mim, não é
digno de mim. Pode parecer estranho
Jesus dizer uma coisa dessa?
Porque afinal de contas parece que o
grande mandamento de Deus é que nós
amemos ao nosso próximo. Mas antes do
amor ao próximo vem o amor a Deus.
E a fim de que a gente consiga realmente
amar o próximo, é preciso amar Deus
primeiro. Porque todo o significado do
que é amor e do que a gente realmente
pode oferecer ao próximo de melhor vem
de Deus e flui de Deus para nós. Se nós
não temos um amor genuíno, autêntico,
que veio de Deus primeiro para nós e que
nós devolvemos a Deus, nós não seremos
capazes nem de amar pai, nem de amar
mãe, nem de amar irmão e nem a ninguém.
Mas
essa passagem é bastante marcante aqui
na trajetória de cristão, porque quando
ele resolve ir para aquele caminho, ele
é acompanhado de alguns amigos, de
pessoas que se aproximam dele. Uma se
chama na história obstinado e a outra se
chama vacilante. E ele convidou esses
amigos para caminharem com ele na
direção daquela cidade celestial,
daquela porta estreita por onde ele
passaria. E eles foram, eles seguiram
junto de cristão, mas obstinado era
obstinado. E ele não queria seguir
cristão, pelo contrário, ele queria
convencer cristão de voltar atrás,
dizendo que o tipo de decisão que ele
fez de abraçar a fé, de ir para um
caminho que envolveria mudanças no seu
estilo de vida, nos seus valores, quer
dizer, nas coisas que ele acreditava,
que isso não fazia sentido nenhum. E
então era melhor que ele voltasse para
aquela cidade onde ele já conhecia as
coisas, onde já conhecia as pessoas. e
onde as coisas faziam mais sentido para
ele. E cristão então resiste a esse tipo
de tentação externa que vem da parte de
obstinado. E o obstinado então resolve
ir embora. Ele disse: "Fora com seu
livro e volta pra sua cidade da
destruição". Ele tava com raiva. E é
assim que às vezes a gente acaba se
envolvendo com discussões e e com brigas
e com argumentações
contra aqueles que não amam a fé cristã
e que não entendem o fato de que um dia
a gente resolveu seguir o caminho da fé.
Há pessoas, às vezes no nosso contexto e
pessoas das mais próximas, gente que a
gente ama, gente que a gente respeita,
gente com as quais a gente andou por
muito tempo, quem sabe amigos próximos
que não entendem a fé cristã, que não
entendem os valores da fé cristã e como
obstinado aqui querem convencer-nos de
sair deste caminho e às vezes sentem até
raiva da gente. De fato, Jesus disse que
essas coisas aconteceriam,
mas cristão, ele mantém ali a sua
determinação e segue o seu caminho. Mas
que lição importante que a gente tem
aqui. Há tantos cristãos, por exemplo,
que são casados com cônjuges que não
amam a Cristo, que não querem seguir o
caminho da fé e muitas vezes se sentem
tentados a abandonar sua profissão de
fé, abandonar os seus valores cristãos,
abandonar a sua comunhão na igreja,
abandonar a o seu contato com a devoção
da fé, com as escrituras, com as orações
e coisas desse tipo, para agradar o
cônjuge, para agradar um parente. Mas de
fato, como a gente aprende na lição de
Jesus, a gente nunca vai ser capaz de
amar esse cônjuge ou esse parente ou
esse amigo se a gente não ama a Deus
primeiro. O verdadeiro amor para com
essas pessoas vai fluir de um amor que
vem da parte de Deus.
[música]

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