🔴AULIVE: EXISTE FILOSOFIA NA AMÉRICA LATINA? [VALEU BAD BUNNY]
11/02/2026
🔴AULIVE: EXISTE FILOSOFIA NA AMÉRICA LATINA? [VALEU BAD BUNNY]
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Uma utopia livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luves, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade, uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. Ciência do mundo, luz. Testemunos ser da terra o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Ciência do mundo, luz desenhecer da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Bom dia. Tudo bem? Desejo que Bom dia, minha gente querida. Hoje tem papo bom, muito bom, papo diferente, papo interessante e dentro daquilo que eu gosto, quero agradecer aí, primeiramente ao Bad Punny por tornar aparentemente relevante você ter sido formado no pensamento latino-americano. Até então não tinha muito valor, mas agora que o Super Ball apareceu, parece que conhecer a América Latina e pensar América Latina se tornou importante. Bom dia, minha gente. Bom dia, Jéssica. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. O som tá bom? Deixa eu já perguntar que é importante isso, né? O sonho tá bacana, o som tá legal. Tá chegando bonito. Bom dia, Bordona, querido. Como é que você tá? Espero desejo que bem. Espero desejo que esteja tudo em paz por aí e sobreviveremos, não é? Pera aí, deixa eu ajeitar um pouquinho alta a música de fundo. Deixa eu baixar um pouquinho. Pronto. Acho que assim vai ficar melhor. Bom dia. O som tá bom? Opa, tá meio desconfigurado aqui que ontem eu fiz uma outra atividade e aí desconfigurou um pouco as minhas coisas aqui. Atividade online. Víctoras gente América Latina pueblo América Latina la gente a toda la gente bom dia, me querido. Que bom que você está com a gente. Da terra do fogo até o Canadá, papá. Sim, peguei a referência. Peguei a referência. Cre. Pegamos a referência da Terra do Fogo até o Canadá. Aqui a gente tem, eu só não sei se a gente tem gente da Terra do Fogo, mas em situação de Canadá a gente tem passando um frio lascado. Nós temos pessoas em situação de Canadá aqui. América não é solo USA, papá. No US no é. Ah, hoje a gente vai conversar um pouquinho sobre isso. Vai ser legal, pô. Tô tô animadinho. Falei, cara, que bacana. parece que finalmente ter me formado pensando América Latina e dentro da pensamento latino-americano talvez tenha alguma utilidade graças à cultura pop. Quer dizer, porque na prática da academia não, né? Pouca gente tá interessada no pensamento latino-americano. Pode você ler o texto da Laura Sabino no Brasil de fato? Achei interessante texto sobre organização e tal. Cara, não li Jess. Na verdade, eu tô recentemente numa correria de trabalho que tá me impedindo ler coisas extras. Eu preciso melhorar aí. Eu tô selecionando bastante o que que eu vou encarar ou não, mas eu gosto muito do que a Laura produz, então terei que ver, né? Serei obrigado a ver. A Laura manda bem demais. Ui, pera aí que aí, desculpa se eu tô meio com voz estranha e com cara de destruído. Tive uma crise de gastrite essa noite, foi poderosa, fez mal. Ainda tô com com ressaque dessa crise aqui. Por isso que hoje não terá café, vou tomar chazinho. Perdão. Pecado. O texto é esse. Laura Sabino. É necessário construir estratégia concreta para criar novos veículos digitais. Título interessantíssimo. Não. E se tiver na linha das últimas coisas que a Laura comentou a respeito, né, de de trabalho de militância na internet, essa coisa, eu tô bem naquela linha ali, viu? Tem que ficar bem ligeiro. Gosto bastante. Vou ler, vou ler. Lerei, lerei. Quem sabe a gente traz aí para próximos papos. Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina. Bom dia a toda a América Latina. Que se que se você gusta café. A mim me gusta café. A ti te gusta café. Você toma café. Cara, café é um negócio que a gente gosta mesmo, né? Meu pai amado. Aí hoje eu tomei um cafezinho de manhã, apesar da gastrite, porque eu não ia conseguir passar o dia se eu não tomasse um golinho de café. Mas agora eu vou de de chá de chazinho. Foi mal aí. Perdão. Ai ai. Parismo é o mormonismo reverso. É pecado não tomar o café. Exatamente. É obrigatório tomar café. Mas aqui nós respeitamos também as pessoas que não são baristas e que não tomam café por n fatores, seja de saúde, seja de crença, seja do que for, a gente não respeita, tá tudo certo. São bem-vindos baristas e não baristas. Ai, ai, cara. E tem, é engraçado que o, cara, essa, esses rolê da América Latina a gente vai sacando como realmente temos culturas muito comuns, né? Entre elas tá o o consumo considerável de café. E aí a gente começa perceber as diferenças de café que nos são ofertadas. Nos são ofertadas. Aqui no Brasil nós temos um agronegócio tão canalha e um jeito tão babaca de organizar o mercado, que os cafés que a gente tem de prateleira de mercado são muito de baixa qualidade. E quando você compara com os cafés de mercado de outros países, você vai lá aqui na América Latina, outros países, toma um café, fala: "Cara, que café gostoso assim, né? Não, não queima minha garganta, ele é vermelhinho, ele tem tem aquele aroma agradável que preenche o ar da casa". E os que a gente toma aqui, eles estão de péssima qualidade. E aí a gente pega os melhores grãos que a gente tem, as melhores torras, os melhores negócios e vende para fora. Aí o café brasileiro é excelente na exportação, porque pro mercado interno só dá bagaceira pra gente. Pô, aí não é legal. Aí não é legal. Aí não é legal. Falo isso especialmente por idas aí para alguns cantos que vendem bastante café e era bem gostoso. Saudade aí do Kitsal. Café maravilhoso da Costa Rica. Bom demais. Café de mercado, feito por uma cooperativa, inclusive. Muito bom. Mas é isso. Viva de café. Antes da gente começar o nosso papo, não esqueça aqui de curtir esse vídeo e comentar para achar se é a primeira vez que você tá chegando. É nesse clima mesmo. A gente vai papeando no início, trocando algumas ideias com chat muito saudável, gentil e educado. E posteriormente a gente vai encaminhando a nossa conversa pro tema central aqui da live, né? que na live a gente gosta de discutir bastante temas a respeito de religião e política aqui no nosso país e no continente latino-americano, filosofia, economia política. Dada a minha formação, porque é bastante eclética, mas eu sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e atuo, né, na área da educação há muito tempo, assim como na educação popular, né, como militância. efetivamente sou professor numa licenciatura em educação do campo e também coordenador de um curso de pós-graduação. Então tô satisfeito nesse exato momento porque em pouco tempo alterou aí algumas atividades laborais sem perder a militância, o que me agrada muito essa possibilidade. E aqui no nosso canalzinho que a gente pode trocar algumas ideias, compartilhar conteúdo qualificado, com leve humor quebrado e também você pode considerar ser membro, membra membre, membresia aqui do canal, porque nós temos conteúdos exclusivos para você, para você e para todas as outras pessoas que também são membros, membras, membres, membrizin aqui do canal, porque são cursos como evangélicos e política no Brasil, Marx e Religião, como fazer o seu projeto de pesquisa, filosofia na América Latina. Nós já temos o curso ali de ética da libertação, discutindo o tema do Henrique Dúciel. Vou, tô bolando o o volume dois discurso, vai ficar bem legal. É, e mais coisas. Ex, cara, tem muita hora de conteúdo aqui para você acompanhar. É exclusivo para membresia. E o que sustenta esse canal, porque ele é pequenininho, é a membresia. Vocês já percebeam disso. A gente tem um canal pequenininho, não tem tanta visualização, mas graças ao grupo de membros, de membras, de membres, membresia aqui do canal, a gente consegue pagar umas contas de luz aí vez por outra e também quando dá o stream. E a gente segue aqui numa quase autossustentabilidade dessa brincadeira. Então, se você quiser dar uma força, considere aí ser membro, membro a membresia, que é muito mais barato que um café expresso. Bem-vindos à primeira igreja barista do YouTube. E se você vira membro, membro, membro e membrinha do canal, você pode também participar da nossa primeira igreja barista do WhatsApp. Então você entrar no nosso grupo do Zap, caso você queira, que a gente tem trocas bem bacanas, seja de vídeos, livros, textos, debates muito saudáveis, debates bem qualificados, assim, vou dizer que tá muito bacana, assim, a gente tem um grupinho lá bala, viu? Tá saindo uns papos muito bom. Eu tenho tenho me animado bastante. Então, se você está convidado, convidada, convidado aí a participar do nosso grupo. Fechou? Eram isso os avisos de início de live. Bom dia, bom dia, buenos dias. América Latina. Tum tum. E na América Latina, ao todo, não compreendemos de fato a história e as ditaduras que tiveram. Exato. Exato. Vou dizer que alguns países mais, outros menos, né? Porque tivemos alguns processos interessantes aí de como é que é fala? Repara. Não é reparação. A palavra certa. uma melhor lidou melhor com o passado de violência de e de ditadura, outros menos, né? Outros simplesmente como eu assisti agora, agora a pouco tomando café uma entrevista do Cléb Mendonça e do Wagner Moura pra CNN, não sei se eu posso mostrar aqui porque tá com a CN CNN gringa e aí eu não sei se CNN gringa desmonetiza canal que reproduz, né? Tá Brasil e a gringa. Brasil libera é gringa, não sei. Mas uma entrevista que eles deram pra CNN gringa, a Brasil repostou, né, legendado. E eles falam sobre isso, né, sobre o maltrato com a memória e a questão da anistia aqui no Brasil. Tá muito boa a entrevista dos dois, bem bacana. Gostei, gostei bastante. Curtinha, muito boa. Quem sabe se eu conseguir descobrir se se desmonetiza ou não, a gente consegue assistir ela aqui, conversar, porque ela é bem curtinha, mas muito boa. E fala um pouquinho sobre esse trato com o passado. Ditadura. É bem bem bom. Café bom no BR você vai pagar caro e não vai achar em mercado. É, você pode até achar alguns que são gostosos no mercado, né? Mas é mais difícil. Bem mais difícil. Sai caro mesmo, infelizmente. Uma tristeza. Ai que tristeza. Bom dia, Alexandre. Como é que você tá, meu querido Alexander, perdão. Bom dia, Alexander. Como é que você tá? Gente, hoje eu vou comentar uma série de equívocos, porque eu estou com leve sono. Eu dormi muito mal essa noite, mas muito mal. Eu dormi 4 horas foi muito e picado, bem picado. A criança acordou, eu tive crise de gastrite, eu tava acelerado porque eu fiz uma atividade ontem à noite, então eu demoro para baixar adrenalina. É, foi horrível. Então, estamos meio destroçados aqui nesse exato momento, mas já recuperaremos. Perdão aí caso esteja muito errando os bagulhos aí. Bom dia, Alexander. Bom dia, Kevin. Como é que você está, meu querido? Que bom você estar aqui mais uma vez conosco. Kevin também é membro membre membrrez ali da nossa comunidade e tá no nosso zap zap. A gente troca uma ideia massa. N borduna que isso continua qualificadíssimo. Continuamos ali, ó, alto nível, qualificadíssimos com esse papo. Wagner Moura foi muito [ __ ] entrevista. Foi mesmo, foi mesmo. Ele mandou muito bem. Ele e o Cléber. Eu achei muito sensível também da parte do Cléber. Às vezes eu acho ele meio sem expressão. Não sei se vocês já tiram bastante entrevista do Cléber Mendonça filho, mas eu gosto de acompanhar esse diretor e ator, eu gosto muito de entrevista de diretor e de ator, papo de roteirista. Eu gosto para caramba de ver essas paradas. É uma parada que me interessa assim desde sempre. Tinha esses documentário aleatório na TV que falava conversando com alguém assim, eu assistia. Ninguém tava nem aí para isso. Eu assistia, falei: "Não, quero assistir, quero acompanhar as entrevistas desses caras". Que por alguma razão cinema sempre me chama atenção, teatro sempre me chamou atenção. Então eu gosto de acompanhar essas paradas, gosto de ouvir eh nem é tipo podcast de ator assim, né? Seja ator de teatro, ator de série B, ator que a gente não conhece. Gosto de ouvir para ver como os caras se preparam, como eles eles conversam sobre o atua o trabalho, né, de interpretar. Gosto para caramba. E aí eu sempre assistia as entrevistas do Cléber, nossa filha e achava: "Meu cara, parece que eu tô com conversão com a tábua, né? Ele não tem expressão, ele fica, eu acho que eh nessa entrevista em específico, ele foi muito sensível, assim, ele conseguiu expressar uma sensibilidade muito da hora, que é ainda dentro do tom, né, do tomaba de passar, mas ele tinha um entrevisto, uma sensibilidade muito legal, falou umas coisas muito interessantes assim, ele fazendo reflexões sobre o título do agente secreto, porque se chama agente secreto, foi bem legal, gostei. Eu tenho a impressão de que ele não goste da entrevista, mas aí é opnologia da minha parte. Não faço ideia. Mas essa entrevista é boa, boa pr caramba. Café bom mesmo. Você acha no mercado central de BH? Acha mesmo. Adoro Mercado Central de BH. BH. Estou indo para aí em abril. Espero poder passar no Mercado Central. Faz tempo que eu não vou aí. E trazer uns trem, uns trem aqui para casa, né? trazer uns trem aqui para casa, porque quando dar uma corrida aí para para Minas, eu sempre tenho que trazer um queijinho, né? Um queijo Minas bom, trazer um um doce de leite, uma goiabadinha Cascão e se eu encontrar a massa de de pão de queijo fresco assim que dá para fazer, aí eu pego. Senão não, mas também tem tá num preço acessível, né? Saudade BH. Estaremos aí em breve. Teve um uma vez até para conectar esse tema essa história com o tema da live de hoje. Teve uma vez que a gente foi paraa BH, eu e um determinado grupo de pessoas que eu não vou me referir quem são, mas um grupo aí de pessoas de uma determinada revista e coletivo cristão radicalizado à esquerda. Por acaso nós estávamos, né, fomos para uma atividade em Minas, passamos o fim de semana em Ribeirão das Neves, que é grande BH, né? Grande BH em Ribeirão das Neves. E aí a volta e a gente não conseguiu passar na cidade de BH mesmo. E a gente tinha que voltar rápido porque cara segunda-feira a gente tinha que trampar. A gente chegou lá na sexta à noite, vou uma correria lascada, pegamos um trânsito da bexiga. Aí tinha que voltar no outro dia, tinha que trampar de manhã já todo mundo naquela correria. Então a gente voltou daquele jeito, não conseguiu passar na na cidade lá no em BH mesmo, para poder passar no mercado e comprar algum bagulho para nós. E todo mundo queria levar um queijo em Minas. A gente falou, cara, na estrada a gente encontrando um um local onde tem queijo Minas, a gente para, não importa onde. Então, a gente ficou andando atento na estrada para ver se tinha uma placa Queijo Minas. Então, vamos lá. Aí a gente passou por uma, ih, queijo min. Ih, já foi. Falei, caraca, tava ali. Ih, já foi. Umas duas, três vezes aconteceu lá pelas tantas depois de seguir reto toda a vida. Gente, eu olhei, falei, ali tem um negócio de queijo Minas caseiro ali de fornalenha, tal, era um botequinho, um quadradinho improvisado para vender coisa na estrada. A gente tava, acho que uma contravenção foi cometida. Eu estou aqui confessando que alguém cometeu uma contravenção. Eu não estava no volante, então estou isento desse momento. Apenas participei com emoção. Falei, ali tem um queijo Minas. Nunca eu falei, ali tem o queijo Minas. O motorista de então falou aonde e viu e tipo deve ter passado aqui na rabeira dele, né? Sei lá. Ele falou ali, cara, ele virou o carro de uma vez, a gente entrou pela saída do local do estabelecimento. A gente, mas quase todo mundo capota o raio do carro porque a gente estava tão desesperado por um queijinho minas que crimes poderiam ser cometidos. Então eu gostaria de avisar o pessoal que vende queijo Minas na estrada, avisa com antecedência, não põe a placa em cima do seu estabelecimento, avisa um pouquinho antes, porque a gente que tá desesperado, a gente pode se preparar, né, adequadamente para ir pra pista mais à direita, para pegar o acesso correto, entrar pela entrada e não pela saída. Então fica a dica aí, avisa com antecedência. Se você coloca a placa em cima do seu estabelecimento, não dá tempo da gente chegar. Aí pode causar acidentes porque todo mundo sabe que a prioridade entre vida e queijo Minas, a gente quer queijo Minas, óbvio. Fica essa consideração. Tem uma galera aí. Tem tem uma galera aí. Tem uma galera aí. Bom dia, Gabriel. Como é que você tá, meu bom? Bem-vindo a mais uma live conosco, Gabriel também, que, cara, sempre traz reflexões fundamentais do nosso grupo do Zap, já que a gente comentou lá. qualificando ainda mais os nossos debates. Totalmente excelente. Totalmente excelente. Diga-se de passagem. Bom dia. Bom dia, querido William. Como é que você tá? Espero desejo que bem. Que bom que você tá aqui com a gente de novo. Vamos seguir o nosso papo hoje. Papear sobre filosofia latino-americana. Será que existe uma filosofia latino-americana? Ohó, que dúvida cruel. Isso é um papo que uma vez aconteceu numa determinada faculdade. Aliás, eu vou começar a história com isso. Vamos direto pro nosso tema que tem muito teminha, muito conteúdo legal pra gente falar, contar um pouco sobre a história da filosofia latino-americana. Mas dito isso, né, o Pap só tá aqui graças ao Bad Bunny. Então, obrigado aí, Bad Bunny, né, porque tornou relevante aparentemente quem pensa América Latina. Talvez algum outro brasileiro agora se sinta mais latino-americano esses dias depois do Super Ball, né? Andando na rua. Foi ontem. Ontem fui buscar criança na escola. Ontem fui buscar criança na escola. E aí a tava humano na humano aqui na na região. Não sei onde ele tava porque eu só vi ele cantando. Deb tiar fotos de quando tu. Eu falei aí ó, tá chegando e tudo cant canto o bagulho. Que bom. Estamos no sentido latino-americanos, finalmente. Que até onde eu sei, um monte de gente acha que a gente não é latino-americano, não. Brasileiro não é latino-americano não. Não é não. É eslavo. [ __ ] chega aí. Estou no trabalho. Cléber Lauer, aproveite o trabalho, mas continua com a gente. Tamo junto. Obrigado aí pelo carinho. Bom dia, Cléber. Como é que você tá, mano? Espero desejo que bem, cara. Eu não vou mentir. Nunca li um autor latino-americano fora brasileiros na faculdade, porque ninguém estuda, ninguém tá nem aí com a gente. Eu vou mostrar isso na prática hoje. Vocês verão na prática que ninguém tá nem aí pro pensamento latino-americano, nem sabe que existe filosofia latino-americana. Infelizmente. Infelizmente, o que é completamente triste. Eh, se eu falo aqui, fala aí. Eh, é aquilo, né? Pô, você gosta da América Latina? Sim. Gosta de pensamento latino-americano? Sim. Fala três álbum aí do do Dúciel. Fala três álbums que ele que ele lançou. Três músicas famosa. Três músicas famosas aí do Salazar. Bom dia. N conheço nada. Bom dia, Bruno Ursal. Bom dia, Juan Gabriel. Excelente dia para esse trocadilho, não é mesmo? Bom dia, meu querido. Que bom que você tá aqui com a gente mais uma vez. Bom dia. Bom dia. Ai ai. Conta aí para nós qual que é o quanto quais álbuns o tu sen lançou, né? Hum. Ah, já que entramos nesse assunto, querido Gabriel, pô, não vou mentir, nunca li latino-americano, fora brasileiros na faculdade. Pura verdade. E brasileiros, a gente também não tem acesso a tudo, né? Sim, é bem seleto o tipo de conteúdo de brasileiros que a gente tem acesso. Vamos combinar, vamos combinar que ele é bem restrito, né? Mas cara, oxe, que aconteceu aqui? Ih, minuto. Problema na bateria de novo do computador. Ô, Jeová. minuto. Hum. Aí eu não rejei ainda. Que que tá acontecendo, cara? Não tá carregando esse trem. Minutinho. Última tentativa de solução aqui. Aí acho que foi bom, mais ou menos, né? Espero que funcione, cara. Mas esse lance, né, da gente nunca ler latino-americano que não seja brasileiro, ainda assim, ainda assim o conteúdo que a gente tem, ele é bem restrito, né, de brasileiros, brasileiras e tal, mas cara, contar um negócio para vocês, viu? Estou me preparando para estudar África esse ano, mesmo não sabendo na dica de Latinoamérica. Não tem problema, cara. Eu eu acho o seguinte, a gente não tem que conhecer tudo e nem estudar na América Latina. Ah, porque somos latino-americanos. Não, também acho que não é por aí. Eu acho que a gente tem que experimentar aquilo que a gente gosta, né? Tem aquelas nossas preferências e predileções. Que pode enriquecer é, por exemplo, dentro de uma determinada temática, você buscar referenciais de diferentes lugares, diferentes territórios. Vou até justificar teoricamente isso já. Mas assim, ah, que nem eu tava discutindo marx marxismo e religião. Opa, pera aí, foco tá ruim. tava discutindo marxismo e religião. Eh, aí eu começo por onde mais o pessoal estuda isso no Ocidente, que é na América Latina por causa da teologia da libertação e os movimentos de esquerda que surgiram por aqui. O pessoal tem um um hiper foco nisso. E aí, Michel Lovi e a galera da teologia da libertação e não sei quê. Só que aí eu entrei em contato com um cara, ele é francês libanês, que chama Maliktahar Shaur, que veio pra América Latina, tal, e também acho que ele dá aula hoje em dia na América Latina. E aí eu falei: "Caramba, talvez tenha um papo que não seja só aqui no Ocidente, talvez não tenha um papo aí que de outros territórios também discutem marxismo e religião. Não faz sentido só pensar quem aí, óbvio, tem a tradição ocidental europeia, tem a América Latina e aí eu fui conhecer discussões sobre marxismo e religião no mundo islâmico e tem e é muito interessante, muito interessante. Não me aprofundei, eu não sou um cara que manjo ah, então fala aí pra gente três álbuns lançados pelo Rodinson. Eu não sei, só fui conhecer alguns aspectos, até contato com, tá ligado? E aí depois eu fui falou: "Pô, legal, cara. Mas será que tem uma discussão, por exemplo, no Vietnã sobre isso? porque lá teve uma revolução e fui e encontrei uma pesquisadora que estudava o papel desempenhado pela religiosidade de tradição budista milenarista que tinha entre os camponeses, vários grupos e tal, os camponeses vietnamitas e que incentivava e animava os caras pra revolução. E ela começou a discutir esse papel do milenarismo, desse dessa religiosidade popular camponesa articulado com os movimentos de de independência que surgiram no Vietnã e que depois, perdão, vão tomando o aspecto revolucionário no sentido marxista do termo da hora para caraca. Mas não é porque eu fui estudar o pensamento oriental, sei nada disso, mas é dentro desse tema, dessa coisa que me chamava atenção, pô, faltou tendo contato com o que que no mundo estão falando sobre isso. E é lógico que para isso a gente acaba tendo que mexer com línguas estrangeiras, especialmente o inglês, né, que aí contraditoriamente desempenha esse papel importante de facilitar o nosso acesso entre diferentes povos dentro das relações de dominação, colonização e imposição de uma língua. Mas cara, aí a gente tem que saber surfar na realidade, né? E aí depois o Roland Bower, né, que eu tive contato com Roland Bower, que é um australiano que estuda marxismo, religião, presbiteriano, calvinista, que mora na China e estuda China. E por meio dele eu fui encontrando outros autores e autoras que aí falavam sobre China, sobre a Coreia Popular e de como a religião desempenhava determinados papéis dentro desses espaços. Então, pô, fui ampliando meu leque, manjo tudo, não conheço a América Latina, mas a gente vai dando essas É legal, é legal. Então, né, d uma observada só passando para dar um like querido, fazer o ót que ia ser o que fazer que faremos. Bom dia, meu querido, como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Ah, salve, mano. E em breve a gente troca essa ideia. Buenos dias, carapa. Bom dia. Bom dia, carapa. Como é que você tá, meu querido? Que bom que tá comigo com a gente mais uma vez. Carapa também sempre contribuindo com os nossos papos no zap do grupo da membresia aqui do canal. Estranho que eu nunca tinha ouvido falar no Bad Bunny antes da repercussão toda do Super Ball. Inclusive fui procurar músicas dele para ouvir e não achei. Ah, meu amigo, agora Spotify Bad Bunny começa aí com o o Deb como é de ti fotos quando tu. Cara, primeira vez que eu que eu ouvi falar do Bad Bunny. Foi numa manifestação que teve no acho que foi em Porto Rico da Independência de Porto Rico. E o Bad Bunny Bad Bunny tem que trar com esse sotaque Bad Bunny. Bad Bunny ele ele tava participando da manifestação. Eu não lembro em que ano foi, mas era ele e tava o Renê Roglar, que é o Residente, né? Que era um dos dos cantantes, um dos dos uma um da dupla é a dupla, né? do K3, CAD3, que talvez vocês já tenham ouvido falar, senão vocês estão vivendo errado. Depois vocês vão procurar Latinoamérica K3. Eu vou colocar aqui no chat. Se vocês não chorarem, vocês estão mortos por dentro, né? Assim, primeira vez que eu vi essa música, eu estava na faculdade, no mestrado. Foi no mesmo, foi próximo de quando eu conheci o Bad Bunny. E um amigo meu falou: "Pô, você conhece C3"? Eu: "Então, poxa, você vai curtir muito essa música." Aí ele me botou no foninho aqui e deu o celular com um clipezinho passando no YouTube. Eu comecei a chorar, chorar, chorava. Falei: "Caraca, velho, não tava esperando por tomei um um uma trauletada do nada, que momento emotivo." Então fica aí a dica. Mas aí tava o Renê Roglar e o o Bad Bunny numa manifestação pela independência do de Porto Rico. Aí tá o René Roglar de boné regata com mão levantada pá e o Bad Bunny do lado vestido de coelho. Oxe, muito da hora. Falei: "Caraca mano, que foto massa! Achei muito massa." Aí eu não sabia que era o BadB. Sabia quem era o Ren Roglar, mas não sabia que era o Bad Bunny. Aí eu conheci o Bad Bunny. Mas foi um tempo já foi numa manifestação. Aí os caras que mandaram essa foto aí eram os manos desses contatos que a gente tem da pessoal da América Latina que já apresenta algumas organizações das quais eu faço parte, eu tenho conexões e os caras mandaram falam: "Ô, os caras do regaton é muito mais revolucionário que vocês". Eu falei: "Tem um ponto". Ele tem um ponto. Lá vestido de coelho numa manifestação. Maravilhoso. Tem muito brasileiro que só tem livro em espanhol também devido à ditadura. É verdade. A galera do Céso, né, do Centro de Estudos Sociais lá do Chile, que braço fundamental da teoria marxista da dependência, né, como Vânia Bambirra, Teotônio dos Santos, Rui Mauro Marinho e praticamente publicou em espanhol tudo. Depois, quem sabe aparece os textos traduzido, né, mas tem muita coisa que não foi. Tem muita gente que reg o Reinaldo Capanholo também produziu uma penca de coisa só em espanhol, português, nada. Eu quando, a minha produção, a minha produção pessoal teórica, ela circula muito mais em espanhol e entre redes espanoablantes do que no Brasil. Tanto que o as atividades acadêmicas que eu fiz, que eu faço, as formações, até agora começar o meu trampo numa instituição brasileira no ano passado, eu praticamente trabalhava para instituições da América Latina, outra toda a espanoablante, né? Aqui no Brasil ninguém tá nem pensamento latino-americano. Que é uma tristeza. Tristeza. Então vocês vão ver. Esse cenário parece do coordenador da pós que eu comecei. Caraca, você começou uma pós. Que legal, carapa. Parabéns. O cenário você diz o meu. Impressionante a coincidência. Eu estou impressionado de regaton mesmo. Não achei. Eu curto o gênero musical, hein. Ô regaton, cara, tem uma que eu quero achar essa raio dessa música e não acho nenhum lugar. Eu no ano retrasado, eu fiz algumas viagens aí por alguns países latino-americanos a trabalho e tocava esse raio dessa música em tudo canto é canto. E eu não acho o raio da música. E eu agora o nome não tá vindo na minha cabeça, mas eu não acho. E era uma música muito da hora. Tocava todo lugar. Coloca o nome dele no chat. Ah, deve ser do Talik, né? Talik Mar Talic Maharur. Aqui tem um pezinho no islamismo, uma boia inteirada em hinduísmo. Caraca, aí sim. Bruno, você acha que a bruçal um dia será realizada? Acho difícil, mas eu continuo sonhando. Acho agradável o sonho. Acho agradável o sonho. É, quem sabe, né? A gente a gente pode ser sempre surpreendido novamente. A gente não é só só surpreendido com desgraça, com coisa boa também. Sou um pouco anti Mark Fisher e depressão total. Bom dia. Bom dia, Giseli. Como é que você tá, Gisel? Obrigado pelo carinho de estar aqui com a gente de novo. Muito obrigado pelo carinho de estar com a gente aqui de novo de manhã. Primeira vez que eu vi falar em Badb e Residente foi por indicação da Sabrina Fernandes. Ah, que da hora, pô. A Sabrina tinha umas paradas muito massa também, né? Ela é muito conectada com a galera da América Latina. Gosto. Me gusta. Eu lembro dessa música K3. Ah, da Latino-América. Pô, começa com um peruano falando rápido para caramba. D. Nossa, é muito da hora. Não cons um programa de rádio, né? Aí o o Ren R começa a cantar. Cara, essa música é muito poderosa, mano. [ __ ] que música boa. Não se pode comprar elito, não se pode comprar sol. Cara, essa música é boa pr caramba. Minha esposa apresentou. Pô, é da hora. Eu não lembro quem que é que canta. A brasileira que canta é a que tem um no refrão tem uma versão, tem um uma das das frases no refrão é cantado em português. Traduz, não se pode comprar o vento, não se pode comprar. Quem é que canta essa parte? Vocês lembram? Pô, esqueci, mano. Essa música é boa demais. Eu também lembro a hora que eu ouvi pela primeira vez que é de trulada, trauletada. Nossa, não, eu ouvi essa Latinoamérica, comecei a chorar que nem uma criança no na no meio da no meio da da sala da faculdade assim chorar. Aí os cara olhando assim, eu com o fonezinho lá, o mano só aguardando eu terminar de usar o celular dele, que me passou no celular dele o vídeo e eu chorando. Cheguei em casa, fui procurar tudo do da do K3, tem a discografia inteira e agora do Resident, né? O o René Roglar que tem uma carreira solo, inclusive tem um um álbum maravilhoso chamado Residente, que é o primeiro que ele lança da carreira solo, que é o melhor até agora. Bom, hein? Boa. E os clipes são pedrada também. Mas o Crist tem uma música também que eu gosto muito que é calma que esto lo que dicen lo digo porque lo que lo pienso porque yo soy como tu e tu eres como papá. Cara, essa música é muito da hora também. Essa música é muito massa do álbum multiviral. Bom pr caramba. Muito bom. Irei pesquisar. Pesquisa, pesquisa que é bom. É bom. Os baristas terão que ir vestidos de grão de café no protesto. Então, concordo. Ou com xícara. Vai de xícara de café ou vai de tarifinho. Ó, a gente pode desenrolar uma uma fantasia de tarifinho para ir no protesto de tarifinho, que é aqui o nosso mascote do barismo. O primeiro mascote. Nosso mundo é completamente aleatório, né? É uma igreja barista cujo mascote é uma caixa de laranja que segura um taco. Vai entender? Bom dia. Dia de estudar as notas da aula de ontem da faculdade. Milton Santos, Mirafab, caraca. Frei e Mark Fisher. Aí Mark Fisher aparece em todo canto hoje em dia. Impressionante. Esse homem tá em todo lugar. Tá em tudo ao mesmo tempo. Em todo lugar. Mark Fisher. Quando eu li aquele livro Chorei Babessa, parece ser um livro de uma banda emo cara. Não. E é importante ler para caramba. Assim, ele dá um choque de realidade muito importante. O problema é você cair na armadilha do loop infinito da desespero, da depressão e do poço profundo sem saídas, né? Que é exatamente o que um uma leitura de de a dor no causa também. Se você não tome cuidado, você fica com a dor no cérebro pro resto da vida e no coração também, né? A dor no coração constante. Você que que aquela galera que não consegue ver sonho, né? Não tem mais horizonte de utopias. Já volto. Um minutinho. Trago esse tema. Maria Rita. Isso, Borduna. Obrigada. É Maria Rita que canta voz poderosa da bexiga. Bom dia, Felipe. Felipe, primeira pessoa santificada em vida, beatificada em vida aqui na igreja barista. Muito bom ter você com a gente mais uma vez, meu querido. Bom dia. Conheci Residente por this is not America. Sim, essa música é da hora. Eu a resposta resposta não, né? a troca entre o bambino, né, e o o Gambino, né, Gambino e o Renê Roglar. O Gambino fez o Dis America e aí o o Renê Roglar faz o Dis nota América. Tem umas referências da hora nesse clipe, hein? [ __ ] essa música é boa. Certamente depois desse holofote todo é perigoso ele estourar ainda mais. Ah, é o músico mais ouvido no mundo, né? Hoje em dia não tem como. A galera tá sem esperanças totalmente e sem motivo de estar sem esperança. Essa é a parte que me deixa mais encanado. Assim, não tem muito motivo para não ter esperança, mas por outro lado, a gente não tá no posto do desespero que nem tá os europeu. Essa parte eu fico, gente. Pera aí, ó. Bota o pé onde você tá, mano. É uma parada que eu fico meio, ué. Seria Badban Bani, membro da igreja barista de Porto Rico? Provavelmente cantando o hino por lá manhã na café por lá. Eu vou, eu vou. Caraca, agora você me deu a ideia. Vou fazer a versão espanhol das nossas músicas barísticas. Agora já era. [ __ ] vai ter o álbum, como é que é? A gente tem aqui, você, você, você não é membro, membra, membro, você não sabe, mas a gente tem um um hábito de criar músicas divertidinhas de e a gente fez a versão de músicas para churrascos hipotéticos, músicas de verão para para churrascos hipotéticos. E eu vou fazer isso com esse álbum versão latina americana espanablante. Vai ficar na hora. Agora já era. Tem uma missão doideira que vi no Instag. Pergunta rapidão, rapidão. Aqui é uma questão porque eu sempre ouvi Super Ball e pensei que era Super Ball com bola, uma super bola com todas as contradições e duplos contextos que isso pode ter. Mas depois eu fui ver a grafia e era Super Ball com esse aqui que é de combuca. É uma super cumbuca. Bom, eu não entendi. Eu não entendi. A super combuca. Que nome merda de evento é esse? Eu não entendi. É um evento que também não faz sentido nenhum, porque não é esporte aquilo lá, né? Todo o jogo só 6% é jogado. O resto é nada. É um grande nada. Que que as pessoas fazem? Essas super cumbuca, velho. Faz sentido nenhum. Que nome bosta de de evento, mas tudo bem. Ler Mark Fisher, né? Para entender o pessimismo da razão, procurar as leituras para alimentar o otimismo e a vontade. Ah, sem dúvida. Aquela combinação abelística, né, de mente fria, coração quentinho. A gente conseguir combinar as duas coisas. Só que hoje em dia o Abel é só mente fria, coração de pedra, né? Não tem nada quente naquele homem, a não ser a, aliás, talvez a cabeça dele esteja quente. Tá sempre irritado, pessoa desagradável. Tempério down do Mike Fisher com a denúncia dour de esperança do Viji pra chat. É uma boa mistura. Dá um blend legal pro seu café da manhã. Você tem a música do do Weber? Tem uma tem que ter uma dous agora. Verdade, tem música do Weber, tem que ter dud. Ah, tem uma do Hinkelam que é bem bem boa. Modestigelão. Tigelão também. Ah, é um nome ruim demais. Cum bucão. Cum bucão ia ser da hora. Parece até nome de estádio de de série C. Estamos aqui com Vila Horizontina e Nova Luxemburgo para jogar no Cubucão. O time de Guará contra o time de Bitutela vai ser um jogaço aqui no Cumbucão às 11:15 do domingo de manhã. Ai ai com patrocínio supermercados Zezão. Supermercado Zezão. Obrigado aí pelo patrocínio aqui do nosso jogo. Nova intro do canal vai ser regaton e dumba. Ó, agora tenho mais uma meta. Botar um regatonzinho aqui. Super combuca aqui no BR. Exato. Eu acho que e isso ligação com juventude, Bruno, sem perspectiva de melhorias. A galera não tem essa perspectiva do que já foi. Pode ser, pode ser. Mas assim, qual galera, né? Também acho um ponto importante. Qual galera, que o adolescente ele tá no processo de formação também. A gente tem que pensar aí um pouquinho. Vamos ver. Eu eu tenho um bagulho que eu não posso esquecer. Ainda bem que você trouxe de novo isso aqui. Eu não posso esquecer. Começar o nosso papo. Combocão. Combocão é o nome de estádio. Nome de estádio. Talvez tenha a ver com o formato do estádio. Será? Não sei. Não faço ideia. Trump ficou portinho com a apresentação do B. Ah, ele fica com qualquer coisa, né, pessoa? qualquer coisinha tá o maior mimimi da história. Inclusive no início do show aparece o Benito. Apresenta el espetáculo del medio del superon só. Talvez a falta de esperança seja semelhante à questão do PT que viveu na a luta do PT. Vê todos os ganhos. OK. Quem vêu a luta do PT vê todos os crianços. Verdade. Com clareza para o público jovem que só viu o PT mais político e não tem essa visão. Verdade. Também tem razão. Mas eu acho que isso tem muito a ver não com a juventude ali só experimentando o mundo. A gente nunca vê o mundo a secas. A gente não observa a realidade, ela se aparece e a gente já sai interpretando ela. A gente observa o mundo a partir dos recursos que nos são fornecidos no nosso processo de formação. E num primeiro momento, o nosso processo de formação tá mediado pela relação com as outras pessoas. os mais velhos e e a gente vai assimilando recursos para interpretar o mundo. E aí depois a gente pode, quem sabe num processo, criar maior, cada vez maior autonomia para também construir o ajustar os nossos mecanismos de interpretação do mundo. A minha crítica vai aqui a quem nos formou. E eu penso assim, quando eu era mais jovem, eu era muito mais rebeldinho, sem causa, porque eu fui formado com conteúdos e com estruturas de interpretação de mundo que me deixava cético diante de qualquer coisa, de perceber que o mundo tá sempre uma desgraça, que tudo tá ruim. E enquanto eu tô vendo que tá tudo ruim e eu olho e na realidade, se eu observar o que aconteceu na história de verdade, a gente teve grandes avanços nesse país com todas as críticas que a gente pode construir, que deve dentro das estruturas vigentes aí e tal. Mas enquanto a gente estava tendo melhoras e ganhos nunca vistos na história, a gente estava sendo formado com recursos de inter de interpretação da realidade que não viam esses aspecto. Só vê o aspecto negativo, só vê o aspecto da falta e não da complexidade da realidade dentro das contradições de ganhos e perdas, de avanços, efeitos intencionais e não intencionais, positivos e negativos. A gente aprendeu a só olhar o mundo com tá tudo acabando, é uma porcaria. E isso é horrível. Isso dá um rebelde sem causa, um acaba com tudo que tá aí. Então tem a responsabilidade muito grande quem é professor, professora, formador de opinião, a mídia, né, que a gente tem um papel muito importante, cara. A gente às vezes esquece esse ponto. Fica aí um apontamento. A final da Copa Pantanal do Cumbucão é o oferecimento de três irmãos lanchoneteira. Exatamente. Boteco e copiadora, né? Manicure e copiadora e locadora de de DVD. Ai Jesus Cristo. Jovem universitário, terceiro ano, jovem adulto, [ __ ] chegando no mercado de trabalho. Exatamente. Concordo completamente. É, estamos junto. A parte quem nos formou também é uma questão de PT. PT PT PT aí não, gente, a gente tem que tirar um pouco a obsessão, né? A hora que a gente fica obsecado com algumas coisas aí a precisa tratar. Ai ai. O que não significa que é uma grande defesa. Obviamente que não, pelo amor de Deus, todo mundo aqui sabe. Mas ó, vou falar um bagulho aqui. Eu tava tava uma vez num evento que a gente foi para falar da filosofia latino-americana. É exatamente essas obsessões aí. Tava num num evento de filosofia que era de filosofia, não era de filosofia latino-americana, perdão, um evento de filosofia. Eu nem queria muito participar dele, sendo muito sincero, mas mestrado precisa produzir, precisa participar de evento. A galera tava animada, a gente era um grupo de quatro amigos e aí excelente nome de de posto. E aí o três queria ir, eu era o único do contra, mas eu falei: "Por que não você aqui o traíra do grupo? Fomos junto. E foi legal. Fomos juntos, né? Apesar de juntos, porém separados, porque cada um foi num momento, dividimos em duplas. Mas era um evento numa cidade interior de São Paulo, vou falar logo, na Universidade Federal de São Carlos. A gente foi aí, tal, chegamos lá, evento de filosofia, mais tradicional, mais quadrado, aquela coisa toda. Não, não gosto muito de certas estruturas de formalidade, mas estamos junto. E aí a mesa que eu tava era uma mesa bem particular, assim, era quase os trabalhos que sobraram, sabe? Assim, ah, a gente não sabe onde pôr esses trabalhos aqui, põe nessa mesa. Então, era umas saladinhas sem tema. E eu estudo, sempre estudei filosofia latino-americana, então tava lá para apresentar filosofia latino-americana. Só que eu fiz um esforço danado para não ir. Tanto que o tema da minha exposição, do trabalho que eu queria apresentar foi um um trocadinho jocoso, uma piada desagradável. Eu peguei a um texto do Heidegger, que é, na verdade é uma palestra que se tornou livreto chamado O que é isto? A filosofia bem tradicional de Martin Heidegger. E nessa palestra, Heinegger diz que filosofia só dá para fazer em grego e alemão. Eu já ouvi isso em aula, tá? Aí tem gente que diz: "Não, isso é uma brincadeira". Ele tava fazendo uma, tirando uma onda. Aham. Tá bom. Mas ele esqueceu de avisar porque o pessoal continua reproduzindo isso. Bom, aí eu tem que ter uma claque perto, né? Na hora que ele falar assim, filosofia fazem grego alemão. Aí toda hora que você lê isso tem que ver uma voz, o pessoal rindo, tem que tá claro, o pessoal rindo junto com você. Mas tudo bem. Aí o o eu fiz o texto, o que é isto? A filosofia latino-americana. E aí eu peguei essa texto, essa frase do Heidegger para em cima dela começar a construir uma crítica ao eurocentrismo. E a essa ideia de que só se faz filosofia em grego alemão, né? Espanhol. Espanhol, a língua não se produce filosofia. Português, então esquece, nem tem filosofia brasileira, não existe isso. Tem essa discussão até hoje. Ai que tristeza. Mas tudo bem. E aí eu apresentei o trabalho, a gente fez umas discussões, alguns temas que a gente vai trazer aqui hoje. Vou trazer algum algumas temáticas e referências, citações e tal. E foi muito legal. A galera se animou, assim, se empolgou muito. Eu peguei um livro do Leopoldo Sea, escrever o nome dele aqui, o Leopoldo sea tem um texto chamado filosofia latino-americana como filosofia, vírgula, sem más, né? Então, filosofia latino-americana como filosofia sem mais, né? Não precisa de de adjetivo, né? Filosofia latino-americana como filosofia. Leopoldo zero. E aí acho e traduziram isso, né? Traduziram esse texto pro português, perdão, é um dos poucos textos do Luseia que foram traduzidos pro português. E inclusive a tradução é bem ruim, assim, também, com todo respeito aos tradutores, eu agradeço que vocês traduziram, mas a tradução é bem ruim. Mas os caras também não tinha responsabilidade de traduzir bem, não foram filósofos preocupados com o pensamento latino-americano que escreveram, foram engenheiros que traduziram o texto do Zé. Então, tem uns problemas conceituais de precisão ali consideráveis, mas o texto ficou traduzido como filosofia latinoamericana como filosofia simplesmente. Então você pode acabar encontrando esse texto espalhado por aí em português das poucas traduções do Zé. E eu peguei esse texto do Zé para poder brincar, né, do de que filosofia a gente não faz só em em grega e alemão, né? Filosofia você faz tal. Filosofia você faz filosofia. Ponto. E eu peguei nesse texto do Zé eh, alguns elementos que ele critica e um outro que ele que ele discute num outro livrinho chamado livrinho não, esse é um pouco maior chamado, caraca, eu esqueci o título. O meu sono realmente tá forte hoje. Tá complicado. Eh, discurso desde la marginação e la barbaria, né? o discurso a partir da marginalização e da barbárie ou a partir do marginalizado e da barbárie. E ele começa a discutir a produção de uma filosofia a partir da periferia, a partir daqueles que não são considerados como capazes de produzir filosofia, né? Não são os os povos iluminados pelo espírito. E aí o Zé discute nesse texto eh uma parada muito massa que ele fala assim, ele pega a referência de Shakespeare, né? Já que é para fazer uma crítica aí sofisticada ao pensamento ocidental, ele pega o texto Shakespeare, que tem dois personagens, né? O próspero e o Calibã. Calibã é o escravo, próspero dono do escravo. E ele pega uma cena em que Calibã fala na língua de próspero, né? Na língua do seu do povo que o domina, né? na língua daquele que o tem como dominador. E ele fala, fala e tenta falar bem, tenta articular com bom sotaque, né, essa coisa toda. E o próspero diz pro Calibã: "Você nunca vai falar a nossa língua como nós, porque você é um bárbaro. Você jamais será capaz de falar a nossa língua. Você fala como um bárbaro, você fala como um escravizado. E a palavra bárbaro, a palavra aquele que é o bárbaro é aquele que não fala grego, é aquele que não fala a língua oficial, né? O grego ou o latim. No caso da tradução clássica grega, é aquele que não fala grego é o bárbaro. Você é o bárbaro, é aquele que não fala a nossa língua. E no caso não fala a língua. para quem gosta de filosofia e do logos, aquele que não tem logos, não tem a palavra que corresponda adequadamente com a realidade, que exprima a verdade, né? Que expresse, compreenda racionalmente o mundo, expresse racionalmente o mundo. Então, o bárbaro é esse que não tem logos, não tem a palavra, essa palavra ativa de conexão com o mundo e tal. E o Zé pega essa sacada brilhante e faz: "Ó, a gente barbariza a mesma língua de vocês. Você não vai ser reconhecido filosofia na nossa língua enquanto a língua é bárbara". a gente barbariza o grego, a gente barbariza o alemão, a gente vai então produzir filosofia utilizando a linguagem, a estrutura do dominador, do colonizador para pensar os nossos problemas, para buscar aí a partir da marginalização e da barbárie, porque a gente não é barba, porque a gente quis, né? Decidiram que nós somos aqueles que a referência é a língua falada, a gente não fala aí, né? nos colocaram aqui nessa situação historicamente dominado. Então é daqui que a gente vai falar. O que me conecta inclusive ao a música do a famosa expressão do Racionais, né, que o na inversão, né, o pobre preto de periferia fala gíria e aí o menino branco da de classe média quer falar a gíria. E aí ele fala: "Ah, a nossa música chegou no seu rádio, aí subiu, tal, não sei o que lá". como se tivesse conversando com a mãe do menino. E aí o o o mano Brau canta nessa parte assim, né? Gira não fala fala giri não. Dialeto. Essa ideia do dialeto nessa usando aqui a metáfora é aquilo que o Zé tá indicando como a barbarização da língua formal, da língua regular, da língua correta, da língua culta. É dialeto, meu amigo. E aí os caras começam a falar gi querer imitar. nós já é inversão desse negócio. Então, barbarizar aí a língua dominadora, né? Utilizará nossos fins e isso dá um pontapé inicial interessante para conversar e pensar sobre filosofia latino-americana. E eu discuti isso nesse dia, foi muito legal, muito legal. Galera curtiu o mano que tava como mediador da mesa, ele era da universidade em questão, né? E ele tava aqui assim, ó, o papo inteiro, ele assim, ó. era um arquétipo, né, de universitário da filosofia, cabelos longos, óculos magos, sim, mais formal e que tão aí acabou, acabou, a gente saiu da sala, nos encontramos com o pessoal que tava nos outros GTS, né, final de evento, assim, final de dia de evento, ah, depois dá um rolê, vai no bar, vai dar um rolê, tal, eu que tinha que voltar para casa porque ia chegar muito tarde e aí, mas aí fez aquela roda assim com o pessoal de outras mesas, tal, e o cara que tava mediando a nossa mesa saiu trocando ideia comigo. a gente parou na roda e aí ele virou para um outro humano que parecia ser uma referência da Matilha. E aí ele virou falou: "Cara, a gente tava num papo ali na na na mesa, o cara falando sobre filosofia no Brasil, na América Latina, muito da hora". Aí o o macho Alfa de dessa matilha filosófica virou e falou assim: "Juro para vocês, eu se eu desse, eu ficava de pé e mostrava para vocês como faz, botou a mão para trás assim, olhou para cima. E por acaso nós somos capazes de fazer filosofia? Não é nem tipo, ah, será que tem filosofia? O maluco meteu um, será que somos capazes de fazer filosofia? E eu ouvi isso, eu fiquei marcado na minha cabeça para sempre, porque eu ouvi isso, eu fiquei atônito, eu falei: "Você faz, estuda filosofia para quê, animal?" Tipo, sério assim, qual é o seu objetivo aqui? Você é um leitor, tipo, você sabe ler, parabéns, você foi alfabetizado. Que que você tá fazendo aqui? Não quer produzir filosofia, doido, sabe? Mas isso é o grau. Isso aqui para mim é um uma situação casual, mas assim é o grau de colonização mental desse bagulho. Eu nem gosto da palavra mental, mas é isso. Eu fiquei abismado assim, falei: "Não, o cara perguntou se a gente é capaz e tipo, ele se incluiu no bagulho. Será que nós somos capazes de fazer?" Meu irmão, o que você que tá fazendo aqui? Vai vender bala? vai fazer alguma coisa mais produtiva. Sério, isso não é para fazer isso. Tá querendo estudar filosofia para quê, doido? Mas isso expressa muito do tipo de relação que a gente tem na universidade com o pensamento latino-americano, com o pensamento crítico a partir daqui e tal. Então, tem que falar sobre filosofia latino-americana e a gente não conhece. A gente não conhece, não conhece mesmo anticolonial isso aí. E é e tem que ser. Por isso que eu não gostei muito do como deu o tom desses papos. Ah, que também a gente comentou um dia lá, fizemos um papo sobre, mas não vamos voltar mais nesse bagulho. Ai, o decolonial no colonial. discute esse bagulho em abstrato, sem pegar conteúdo, sem ir lá discutir os termos específicos, o que que tá acontecendo, né? Fica nas debates formais e a gente não consegue fazer uma análise mais sofisticada e adequada. Aí tudo bem. Ah, bicho, é complicado. Que leitada filosófica de leitura. É, é, é [ __ ] Tem gente que encara no estereótipo. É, tem. Eu zoava o pessoal porque eu muito, eu sou muito amigo da galera que é do tem até amigos, né? Zoeira, foi mal por causa do pensamento latino-americano, as discussões eh a partir da crítica da da colonização, da colonialidade dessa parada toda, eu acabo me aproximando muito da galera da teoria crítica e a gente anda junto, troca muito, discute bastante e eu sempre zoei os caras da teoria crítica, que eu achava eles muito fácil em qualquer universidade, né? Foi qualquer universidade eu acho vocês car assim um grupo de preto andando no canto, né? Provavelmente com o bigodinho aqui e um óculos redondo e com ar meio de preocupado e triste. Aí ficou e de preto. É a galera da teoria crítica. Eu achava eles muito fácil. Foi mal. Isso. Podem usar depois. Tô no passado. B é o formato do estádio mesmo. Prefiro la Bomboneira. Bem mais legal. Bom dia. Excelente, excelente comentários. Excelente comentário. Prefiro Labão Boneira. Amém. Bom dia, meu querido. É, mano. É perfeito, perfeito. Eh, tá bom. Deixa eu pegar um texto porque hoje tem react de texto. Vocês acharam que não ia ter? Não tem react de texto. Tem leitura comentada pra gente poder falar sobre filosofia latino-americana. E modéstia parte será um texto meu publicado em um dos livros lançados após o encontro da ANPOF de 2018. ANPOF conhecido como Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, né? Da hora. A galera da filosofia latina quando encontra tá como, Bruno? Tá perdida, né? Completamente perdida. isolada, triste, não consegue financiamento para nada, todo perrapado. A gente tem que se unir com outras escolas, né, outros grupos para poder minimamente sobreviver. Então, nunca dá para você estudar só a filosofia latino-americana. você tem que começar a caçar conexões com com outros times para você poder se juntar, porque senão na universidade você não sobrevive, né? No nos ambientes acadêmicos você não tem nem espaço para produzir, para discutir. Então o que por um outro lado eu acho bom, tá? Assim, agora o efeito negativo positivo, né? efeito não intencional positivo, que o eu tive que estudar filosofia latino-americana, não para ser um catedrático de filosofia latino-americana, tipo recitar dúciel, tá ligado? Apesar de que modestia parte manjo bastante, mas o que eu tive que fazer, procurar temas em que dentro desses temas eu consigo inserir filosofia latino-americana. Então o tem uma foto que eu já mandei lá no grupo nosso do Zap deu no debate com Gustavo Machado na Federal de Minas Gerais, né? O Gustavo era o meu arguidor num evento que sempre tinha de encontro, não sei se ainda tem os encontros de filosofia de pós-graduação da UFMG, muito bons. Eles tinham um formato muito legal. Eles eram tanto rigorosos com os textos selecionados pro trabalho, mas eles faziam um esquema que era assim, eram dois, duas mesa com duas pessoas apresentando e dois debatedores. Então, dois debatedores escolhidos pela universidade, seja local, né, da UFMG ou alguém que veio pro para apresentar um trabalho e eles confiavam como debatedor. Falo isso porque uma vez eu fui apresentar um trabalho e eles perguntaram depois que eu fui aceito na inscrição se eu poderia ser debatedor de uma outra mesa que é discutir eh filosofia do Emanuel Leviná. E eu estudei Levinar, tal, os caras tinham, a gente tinha alguma conexão, falei: "Pô, bora, bora, bora". Isso é legal. Foi muito massa. E aí então era um evento com apresentação de trabalho e debate. Isso enriquecia muito, tá ligado? Porque não era só se eu ouvir quatro pessoas falando, você fica lá. Ah, trabalho legal. Não, o cara apresentou, o outro faz o debate, faz ali uma arguição, tem um pequeno debate entre os dois, depois o outro apresenta, tem um debate e depois abre pra galera participar. Eu achava esse formato sensacional, assim, era muito legal, muito gostoso de de participar assim. E aí eu fui no no FMG, a gente teve debate, eu apliquei o meu trabalho paraa filosofia política e marxismo. E aí eu, pô, só que a minha discussão era de filosofia latino-americana, então isso também achei bom, porque eu não fico um tipo um cantiano. O que que a gente faz? A gente discute Kant, a fica lendo os texto do Kant. É importante, mas não dá. Dentro da filosofia latino-americana, você tem que aprender a discutir temas que você consiga trazer a filosofia latino-americana para discutir esse tema. Aí vira realmente um um uma caixinha de ferramentas, né? Você vai sacando como ferramenta e não como catedrático naquele autor, naquela autora. Isso é legal. Então, foi bem bem massa assim, bem massa. Eh, e aí a gente se encontra, a gente fica meio perdido, tem se encontrado menos, tem se encontrado menos. Eu também me na filosofia, especificamente, e eu por causa do doutorado, eu dei uma afastada, né? Eu tô tentando voltar à filosofia. Eu perdi até os tics de falar filosoficamente, assim, perdi mesmo. Por um lado também foi bom perder esses ticks, viu? Eu escrevia é muito difícil. Eu melhorei bem a minha escrita depois que eu mudei de área. Vou dizer para vocês. Na minha, a teoria crítica é francesa e era o mainstream, ó. Aí, ó. Já ouvi que ateísmo e filosofia burguesa é positivista. As saladas em cima das saladas, os problemas de lá que trazem para cá. Texto próprio, denúncia. Deputismo é texo próprio. O Machado é encarnação do Logos. Não, cara, não. O Machado, o Machado manja muito, velho. Ele tava lá no debate porque ele ele lê Dusel, né, Henrique Dussell como marxólogo, né, como alguém que estuda o pensamento de Marx, porque o Dussell tem uma fase bem marxóloga no pensamento dele. E aí tem alguns textos que são muito interessantes. O comentário dele aos Grundres é muito bom e foi um dos primeiros que a gente tem comentado linha a linha. nos grundes. Isso é um livro muito bom. A produção teórica de Marques foi publicado em português pela Expressão Popular. Dá para baixar o o PDF no site do seu inclusive. Bem bom o livro. Muito bom. Sim, muito bom. E aí é um comentário, pô, muito massa para entender Max e tal. É legal, bem legal. E o o Gustavo Manja. Por isso que a gente tava nessa mesma mesa de debates. Mas o que acontece quando a gente tem a filosofia série B, como é o caso da filosofia latino-americana pra universidade brasileira, vai entender por, né? A gente tem que se juntar com os outros grupinhos, a gente tem que se juntar com com criar alianças, né? Tem que criar alianças. E aí, no ano da graça de 2018, a gente fez o primeiro GT 2018. Então, quero reforçar. No ano da graça de 2018, teve o primeiro GT de filosofia latino-americana, primeiro em 2018, ou seja, foi ontem o primeiro. E o primeiro GT em filosofia latino-americana, que não podia ser filosofia latino-americana, só era filosofia latino-americana, pensamento, filosofia latino-americana, filosofia africana, filosofia da libertação e tinha mais algum. A gente juntou uns quatro grupo para conseguir criar um GT, um GT, juntar a galera toda, tal, um GT e botamos o GT para rodar. Pronto, fizemos o primeiro GT e foi um sucesso, foi muito legal. Eu achei que ia ser um GT mais como era a primeira vez, mais morto. O pessoal não vai querer se interessar muito, não conhecia muito a gente, né, as figuras lá. E eu falo a gente porque eu tava na organização, né, na coordenação do GT. E então ninguém vai estar muito aqui. A gente me lançou um minicurso, dois minicursos a gente fez, cara. A sala não cabia a gente e a gente tava numa salinha, né? Tinha uma galera que tava tipo, sei lá, o GT de Kant. Brasil tem a maior associação de cantianos do mundo. Então o GT de Kante já reserva auditório pros cara, tava vazio. As atividades do minicurso não não tava enchendo. Mas a nossa lá do do GT de filosofia com um monte de gente, meu amigo, não cabia a gente na sala, gente sentada no chão, a gente lotou o bagulho para acompanhar as nossas atividades. Aí a gente fazia os nossos encontros de debates apresentando os nossos trabalhos. a galera colava e não era a galera que tinha mandado trabalho para não, a galera foi mesmo, participou ativa, foi caraca, que legal. A gente acabou conhecendo várias pessoas do de vários cantos do país que queriam conhecer a filosofia latino-americana, discutir temas que não estavam ali na caixinha da tradução. Foi, pô, [ __ ] Mas isso em 2018, ou seja, recentemente. E aí a gente tentou publicar alguns trabalhos, né, que a gente discutiu na porque a ANPOF, depois a Associação Nacional de Filosofia de de Pós-Graduação em Filosofia, ANPOF, ela publica livretinhos, né, depois dos encontros de GT. E a gente queria publicar alguns trabalhinhos, não todos, mas alguns. E aí um dos meus, um dos trabalhinhos que eu apresentei foi publicado e eu escolhi o trabalhinho de introdução à filosofia, a filosofia latino-americana. E eu vou querer mostrar para vocês, só que vocês vão ver a ginástica que foi para conseguir colocar esse trabalho para rodar. Enquanto isso, no em 2000 e 16, isso, em 2016, eu consegui a a eu apliquei para apresentar um trabalho na a no encontro internacional de filosofia mexicana no México. Fui aprovado, nunca fui aprovado, pedi a bolsa pra faculdade para custear a passagem. Fomos lá para para Chiapas, né, para o encontro internacional de filosofia mexicana. Gente do mundo inteiro discutindo diferentes dos mais tradicionais, dos menos, mas o grupo de filosofia da libertação, de filosofia latino-americana, meu amigo, bombando, a galera colando lá com a gente, discutindo tal, não sei o que lá. Aí o Dussel estava conosco discutindo, assistiu todas as palestras, todas as apresentações de trabalho, todos os negócios e ainda deu palestra e aula e lotou o auditório lá da universidade, não tinha lugar pra gente sentar, pô. Aí eu falei, cara, que da hora, né? O pessoal discutindo que filosofia latino-americana, filosofia da libertação, filosofia não sei que lá nós ainda não tinha nenhum GT. Aí 2018 chegou o GT. Vamos lá, de pouquinho em pouquinho, chegaremos lá. Tem que se juntar para fazer a Sul-Americana da Séries B. Exatamente. A gente ainda não tem o nosso campeonato da Libertadores. Ainda não. Infelizmente só o pessoal aqui não tem nem a Libertadores e nem a Champions League, que queria jogar Champions League, mas não é aceito porque é é time brasileiro filosófico e na Libertadores não quer entrar, então fica complicado. A live vai até que horas hoje? Bom dia. Bom dia, meu querido John. Como é que você tá, John Miguel? Cara, a gente vai até umas 11:30, provavelmente. Então, aí vai vai mais um cada hoje. Tá mais tranquilo, sem desesperos. Deixa eu compartilhar a tela com vocês. Tamanho de letra tá bom. Tamanho de letra tá bom. Deu, tem uma figurinha legal de irro no zap. Ó, pra gente conseguir publicar os nossos textos, a gente teve que juntar gênero, psicanálise, filosofia da América Latina, filosofia da libertação e pensamento descolonial. Ninguém nem sabia o que tava acontecendo aqui. Era só para conseguir publicar o texto. O tanto de gente que se juntou para conseguir fazer um livrinho. Ai Jesus. sobrevivemos. Um grande beijo para Daniel Panarelli, que faz essas grandes articulações para fazer as coisas acontecer. Foi meu orientador no mestrado. Aí beleza, né? A gente conseguir publicar o livretinho aqui naf. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Ah, pa pa pá pá. Pula, pula, pula, pula, pula, pula, pula, pula, pul. Eita. Puxa, acaba nunca stream. Não, pá. Apresentação. Sumário. E aí, finalmente? Eu consegui lançar introdução a uma filosofia política latino-americana. Pronto, é esse textinho que a gente vai ler. Só que é o esforço para chegar nesse texto, para que ele seja circulado de alguma maneira. No GT, napof, junta com 300 pessoas para conseguir fazer um GTzinho para com uma 30 grupos para fazer o livrinho para poder publicar, para poder ter um negócio. É embaçado. Ninguém conhece filosofia latino-americana. Felizmente, Chiapas, viu algum caracol de conhecimento em Chiapas? Professor, vou contar o seguinte, pera aí, eu já volto a compartilhar aqui. Borduna. Cheguei lá de manhã, depois posso contar uma história do meu primeiro café em Chapas, que foi uma experiência única. Primeira vez que eu me senti rico na minha vida. o bagulho maluco. Eu cheguei lá morrendo de medo que ia passar perrengue e fiquei surpreso com algumas coisas. E aí, cara, ser pobre é [ __ ] porque a gente sempre acha que vai se lascar, mas beleza. Aí a gente chegou lá, beleza, chegamos lá, fui pra primeiro, primeira atividade de apresentação de trabalhos. Primeiro dia de manhã ia começar, demorei para encontrar o local porque tinham vários lugares espalhados pela cidade, cidadezinha pequenininha chamada San Cristóbal de las Caças. Tem umas 15.000 pessoas. Então, e aí o evento tava espalhado na cidade. Então, até achar o lugar que eu ia ficar lá nos eventos, demorei um pouquinho. Aí me localizei, encontrei, cheguei lá no mapinha assim direitinho, começa o trabalho com um cara chamado Gabriel. O Gabriel, o Gabriel é um cara fantástico. Gabriel começa o trabalho, se apresenta, fala: "Eu sou Gabriel, eu estudo filosofia latino-americana há muito tempo, sou educador popular, sou professor na universidade de não sei da onde, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, e sou membro do exército Zapatista de Libertação Nacional. Aí ele puxa da mochila dele uma bandeira do do LN assim, ó. Foi na mesa, pá. Começa a palestra. Esse foi o primeiro momento de contato. Daí paraa frente, meu amigo, é só para trás. Te deu uma um rolê da hora, viu? Vou contar para você. Dito isso, muito da hora. E o Gabriel tem um livro muito bom. Vou mandar no nosso grupo lá do do Zap. Me lembrem disso para eu mandar lá. O livro do Gabriel. O prefácio desse livro, ele eu tenho ele em PDF. O prefácio do livro, ele conta o contato dele com o exnula pela primeira vez, pegou lá um um uma carreta, foi no cu do mundo, chegou lá e o susto que ele tomou ao chegar no território e ver uma criança que ele disse parecia ser uns 7 anos, 8 anos, com uma espingarda na mão e ele ficou assustado. E aí ele começa a contar a experiência desse choque de entender o que é você se organizar para defender o seu território desde que nasce, em que condições você tem que fazer isso, o grau de violência e de relações de risco e perigo que acontece para você poder ter essa essa situação e condição. E ele começa a reflexão a partir daí. Muito bom. E com choque de realidade, tá? Aqui não é glorificação de ficar andando armado e nem de que vai fazer resistência armada, nem quando tipo que a gente não é burro. O ponto é entender. O choque de realidade bota a gente no lugar para parar de ficar. Agora eu farei couro com alguns que ultimamente tem levantado o tema, gritando sobre guerrilha enquanto uso o WhatsApp ou tá discutindo coisa em em aplicativos, né, de de mensagem. Isso é bobagem. Você não tem noção da realidade, não tem noção o que que é que acontece na no mundo real, né? Choque de realidade, irresponsabilidade de quem fala para adolescente, para jovem, pra galera, essas paradas sem noção. Voltemos pra realidade. Então, voltando pra realidade aqui, vamos voltar aqui. Os cara aqui não tem noção mesmo. Testinho. Vamos lá. Tum tum tum tum. Pá. Introdução a uma filosofia política latino-americana. Exatamente. Exatamente, Jéssica. Perfeitamente. Porque é triste assim, tem que encher tomar cuidado, mano. Tem que ter noção da responsabilidade, né? Tem que ser responsável. Pessoal precisa ter filho para entender o a preocupação que tem que ter. Sério mesmo? Vamos lá. Leitura comentada. Testinho de Bruno Hrique da Lima. Na época ainda doutorando, doutorando em economia política mundial. Era meu primeiro ano no doutorado. Vamos lá. Ã, é filho ou sobrinho, pode crítar. Pode ser sobrinho também. Alguma criança que você tem que estar responsável por ela. Aí você começa a ter mais senso de noção. Pô, essa pessoa aqui eu tenho que ficar responsável por ela, né? É, é. Tem que pensa um pouquinho antes de falar grosélia, pensa um pouquinho antes de de ter sonhos estranhos. Ai, durante a primeira metade do século XX, deixa eu mudar a musiquinha aqui, que essa musiquinha já tá irritando levemente. Perdão, cheg incomoda. Botar uma outra musiquinha. Pronto. Durante a primeira metade do século XX, em decorrência dos grandes movimentos de independência nacional, urge um período de inventividade política e efervescência cultural latino-americana, que se manifesta na literatura, nas artes plásticas, ciências e musicais e também na eh cênicas e musicais, perdão, artes plásticas, cênicas e musicais e também na produção de conteúdo nas ciências humanas e sociais, antropologia, economia, sociologia, por exemplo, que Que acontece durante o século XIX? A gente tem as lutas de e libertação, né, nacional aqui na América Latina, a formação dos Estados nacionais, as lutas de libertação, essa parada toda. E aí consegue uma certa liberdade política ou de estruturação formal do Estado que coloca os países em outro tipo de relação com os povos estrangeiros ou mesmo com os antigos colonizadores, né? Há uma inserção de estados modernos no novo mercado mundial. E essas lutas de independência, elas reverberam, né? reverberam eh entre muita gente, assim, o pessoal fica animado e tal e só que o pessoal que tá animado e popularmente participou da luta ou se inflamou com ela, vê os limites dela e quer continuar a expansão dessa luta, quer continuar uma independência que seja efetiva, uma autonomia maior e por isso vai começar no início do século XX, finalzinho. do 19, pós luta de independência e início do século XX, um sentimento de que não foi completa a nossa independência, ao mesmo tempo que tá empolgado e querendo a independência verdadeira não foi completa. Por que não foi completa? Seja porque economicamente é dependente, o que vai aparecer mais claro mais paraa frente, seja porque segue-se reproduzindo as ideias estrangeiras, né, simplesmente por reprodução e não por reflexão crítica. Seja porque as músicas escutadas na cultura, né, na na no ambiente culto, formal, hegemônico, não tem nada a ver com o continente, que não há um trato maior com a cultura local e uma reflexão sobre quem nós somos. OK, somos independentes, não somos mais colônia, mas quem nós somos? E essa dúvida, essa questão, ela vai se espalhar e se apresentar de diversas maneiras em toda a América Latina. são os movimentos modernistas lá em Cuba. Em Cuba tem o Rossé Marti, grande exemplo de poeta e de crítico do pensamento latino-americano, modernista, que que é uma independência afetiva, seja aqui no Brasil os movimentos do de modernismo, né, a famosa eh famosa semana da arte moderna. E cada país vai ter o seu movimento de modernização e em cada âmbito do pensamento e da produção humana também, né? Então, na literatura, essa coisa vai surgindo gente animada querendo avançar nesse processo, criar cultura nacional, formar, forjar as culturas nacionais. Aqui no Brasil é muito claro, a gente vê isso no início do século XX, o Guarani, eh, Casagrande Senzala, reflexões sobre a realidade, né? A Semana de Arte Moderna, o pessoal tentando retratar quem é o nosso país, como é o nosso país, desenvolver o projeto de futuro, né? na no transição da primeira paraa segunda metade do século XX. Darc Ribeiro, Cels Furtado, eh Vernex Odré, que mais? Uh, essa galera toda tá pensando o país, tá pensando o projeto, tá pensando quem somos, tá herdeiro desse movimento de independência. Onde faltou um pensamento crítico e reflexivo sobre isso? na filosofia tardou muito para chegar a uma discussão sobre uma filosofia que se pense como latino-americana. Isso é um ponto importante. E aqui eu acabei de mostrar, né, primeiro GT sobre isso no Brasil em 2018, na disciplina filosófica. Entretanto, poderia colocar só na filosofia, né, mas é, eu escrevia mal. Apenas na segunda metade do século, às portas da década de 70, que se tomará a cargo a questão sobre uma produção filosófica latino-americana, será o peruano Salazar Bondi em 1968, que lançará a questão. Existe uma filosofia em Nérica inclusive é o livro dele, Salazar Bondi, né? Esse é um nome bom para guardar também. O Leopoldo Zé, que eu já comentei, ele produz o pensamento dele, a filosofia dele para responder o Salazar Bondi. Porque o Salazar Bondi, ele pergunta, gente, tem a filosofia latino-americana? Existe uma filosofia na nossa América? E aí, Bad Bunny? A nossa América, no extra América e não USA. a nossa América toda, com tudos os nomes que ele falou, pode até incluir os países que ele esqueceu. Tem crise não. Eh, mas algo pra gente pensar, né? Tem uma filosofia na nossa América e o Bond lança essa pergunta no final dos anos 60. E essa questão ela vai gerar debates e questõ e e apontamentos. Em resposta ao bom dia vai surgir Leopoldo Zé. Eu vou ler mais um trechinho aqui e depois eu vou fazer algumas citações do Bondi, tá? pra gente entender o que ele tá falando, pra gente realmente conhecer o pensamento latino-americano. Então, depois desse processo de independência, depois dos do dos movimentos modernistas, da produção de uma arte que tenta pensar a América Latina, de toda uma construção teórica própria, específica, não sei o quê, a filosofia vai finalmente chegar, como diria na tradição ocidental Hegel, como a coruja de Minerva, que sempre tá atrasada, coitada, né? sempre tá com pouso mais lento, sempre chega depois. Filosofia novamente cumpriu essa meta de chegar atrasada, de tentar produzir alguma coisa aqui na América Latina atrasado. No final da década de 60, o Salazar Bond fala: "Mas tem filosofia nossa, pelo amor de Deus, que que a gente tá discutindo aqui? Qual que é o nosso trabalho enquanto filósofos e, né?" E aí ele ele lança a questão e começa um despertar aí latino-americano dentro do âmbito eh da filosofia propriamente dito. Se podemos ou não dizer que existe uma filosofia na América Latina. A resposta do bom dia é negativa, tá? Não existe, mas já já a gente vai entender a resposta negativa de Bondi ao questionamento para o qual se lança, notando que enquanto estivermos sobre uma relação cultural de colonização ou de domínio, não haverá possibilidade de uma filosofia em nossa América. desperta o mexicano Leopoldo Sea, que em resposta procurando a afirmação de uma filosofia latino-americana, publica em 1969 sua la filosofia latino-americana como filosofia más. que é o que eu comentei para vocês que tem a tradução em português, a filosofia latino-americana como filosofia simplesmente que é uma tradução levemente problemática, mas é muito boa, assim, é o que tem na mão. Para quem não tiver encarando em espanhol, encara esse aí, destacando que há solo fértil para a filosofia latino-americana, sendo a colonização e projetos de libertação, os materiais específicos de nosso trabalho. E aí eu vou fazer algumas explicações mais cuidadosas sobre Leopoldo Sea e Salazar Bondi. Deixa eu deixar marcado aqui pra gente poder então tá aqui nomes pra gente ir conhecendo. Salazar Bondi, Leopoldo Sea, né? Conhecendo o nome novo. Sempre conhecemos os filósofos conhecidos. Exatamente. A gente sempre fica no mesmo círculo, né? Como disse Kant, como disse Hegan, como disse Marx. Como disse Rousseau, como disse Espinoza, como disse Decart e não sei quê. E sempre tá nos mesmos cara, a gente nunca conhece a galera que tá para além do do rolê. Vamos apresentar a galera fora. Já foi o Leopoldo Zé, já foi o Salazar Bondi. Vou fazer uma citação aqui do Salazar Bondi para explicar um pouquinho a ideia dele. Que que ele que que ele disse? Ele pegou ali o problema da filosofia latino-americana e ele fala: "Ó, existe uma filosofia na nossa América". E ele começa a fazer uma discussão se existe, se não existe, quais são as condições e não sei quê, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. E aí ele faz um apontamento importante, quer dizer, ó, não tem não, tá? Filosofia latino-americana não existe. Aí dá aquele choque, né? Porque o cara quer discutir o tema e já diz que não existe. Pô, você não tava propondo o bagulho aí? Tá propondo o bagulho e agora abandonou o rol. canalha traidor. Mas o que ele tá dizendo é que o não existe, porque a gente primeiro tem que lidar com o problema das relações de dominação. Simples assim. A gente foi colonizado e a colonização persiste. Ah, conseguimos a independência, mas você não faz da noite pro dia a superação de relações de dominação herdeiras dessas estruturas que foram sustentadas por séculos. O que pra gente hoje é óbvio. Mas, pô, ninguém tinha percebido isso? Não. Eu falo: "Então, não dá para fazer uma filosofia autêntica se eu ainda tô sob relações de dominação que eu não quero discutir elas, de colonização que eu não quero discutir elas. Eu tenho que ver as relações eh existentes e vigentes para poder discutir o trazer o papo, tá ligado? Então, eh vamos lá. O que que o Salaar Bondi diz? Sem respaldo em sua própria história, a filosofia latino-americana, sem respaldo em sua própria história, a meditação da filosofia latino-americana tem caráter essencialmente imitativo, né? Porque ela não quer olhar pro passado, porque ela não quer olhar para as relações de dominação, de colonização. Ela tem um caráter imitativo. É uma filosofia que você trabalha aqui que fica imitando o que os caras estão falando lá. Fica reproduzindo o que se discute na Europa, nos centros. Então, se surge uma ideia progressista e liberal nos centros, importa-se ela como se fosse uma grande vanguarda humanista. E ela pode ser, só que uma ideia não tá fora do lugar e das relações vigentes num determinado território. Isso é muito importante considerar. Eu gosto muito do exemplo e eu já trouxe ele várias vezes aqui do da peça da clássica grega de Aristófones As nuvens. Um pai proíbe um filho de ir ter aula com Sócrates. Mas mais porém todavia contudo, o filho adolescente rebelde faz o quê? faz o quê? Vai lá ter aula com Sócrates. No que ele vai ter aula com Sócrates? Desobedecendo o pai, fica um tempo fora, o pai percebe que o menino não tá ali. Quando ele volta, fala: "Onde é que você tava?" E o menino aprendeu com Sócrates que não pode mentir, tem que falar a verdade. Ele fala: "Pai, eu estava tendo aula com Sócrates." E aí o pai tinha proibido, ele tem aula com Sócrates. Então o pai vai lá e faz algo que você, responsável por uma criança, não deve fazer. Isso é errado. Estamos falando aqui de uma peça clássica, cômica e errada. O, o pai vai lá e dá uma surra no menino com castigo. Aí o menino pergunta pro pai: "Pai, por que você me bateu?" E o pai diz: "Porque eu te amo". E o menino olha para o pai e diz: "Pode deixar que quando eu crescer eu vou te amar muito também". Esta cena trágica e cômica, né? que tá sendo bizarra, mas cômica com todas as contradições possíveis, faz com que a gente entenda que a palavra amor ela não tem sentido em si mesma, ela tem sentido a partir das relações existentes e de uma na realidade. Então, na ali na no caso ali nessa relação agressiva e de paternidade violenta, o menino identifica amor à relação de agressão e ele fala: "Pai, pode deixar quando eu crescer, eu vou te amar muito também." Essa cena cômica e essa essa esse momento nos auxilia a entender que eu falo sobre liberdade e direitos humanos e individuais numa luta liberal, burguesa, eh, contra a monarquia na Europa. essa ideia chega aqui para uma importada para uma classe média, para uma elite intelectual, para um grupo que tem algum privilégio que não seja ser escravizado e super explorado em relações de dominação, como se fosse uma grande vanguarda de liberdade, individualidade, mas ela chega para compor um um tipo de estrutura que não é uma luta contra a monarquia, é uma relação de escravização. E aqui o sentido das palavras vai ter outro significado e outro conteúdo. E os problemas vão ter que ser enfrentados de outra maneira. Essas contradições aparecem, por exemplo, aqui no pensamento brasileiro, no livro Ideias foras do fora do lugar do Roberto Sarks, por exemplo. Ele é bem rebuscado, todo sofisticado, que inclusive as contradições mais interessantes. O livro As ideias fora do lugar para discutir as ideias que chega no Brasil sem sentido com a relação do que tá acontecendo, né? desconectada com a realidade local, as 10 importadas, ele escreve em francês e publica em francês, né, a primeira edição. Eu adoro as contradições da história. Então, todo esse processo, o que o Salazar Bond tá dizendo é que não adianta você ser imitativo, né? Por que que a gente vai discutir um esse problema? Ah, porque é moda, é o tal do identitarismo. Aí tudo identitário, gente. Isso nunca esteve em pauta nos debates, por exemplo, do movimento negro brasileiro e daquilo que foi constituído sobre as discussões sobre raça, sobre gênero e tal, não sei o que lá, mas produziu na desgraça da Universidade gringa a palavra identidade. Identitarismo, é ideia de identitarismo se produziu nos debates de lá. A galera importou para cá e falou: "É, é isso aí. sem nenhuma crítica, sem nenhum cuidado, é porque tá na moda, né? Então você vai discutir temas que estão na moda, mas você não tem que olhar pela moda, você tem que olhar pelo problema que tá acontecendo na tua rua, tem que olhar pra história que você tá vivendo. É o bagulho que a gente tava comentando, dando uma volta aqui da perda de de horizontes, né? A Europa tá em decadência, decadência desde o início do século passado. Então, os autores europeus todos são depressivos, todos não vem futuro de civilização, estão tudo morrendo, só viu desgraça, passou por um monte de trauma, os bagulho, só consegue, não tem expectativa nenhuma. Por outro lado, na América Latina e em outros territórios desse planeta, era a onda de crescimento, de melhora, de transformação, os bagulhos e tal. Aí você tem a queda ali nos anos 60, nos 80 ditadura, não sei o que lá. vitória popular de mobilização, superação das ditaduras dentro das contradições existentes de globalização e neoliberalismo. Anos 2000 é momento de onda rosa, de animação, de gente para cima, tal, não sei o quê. Na realidade. Só que toda a estrutura teórica reproduziu os caras da década de 20, daí a França, da Alemanha, do não sei o que, que tá pensando em depressão, em desespero, em fim do mundo, em nada. e reproduz acriticamente. E aí o descompasso bizarro em que você tá vendo coisas acontecendo que são novas na história, mas ao invés de, pô, cara, o que que tá acontecendo aqui? Vamos analisar essa realidade. Essa é reprodução de dialética negativa infinita, que incapaz de enxergar projetos alternativos de possibilidade de avanço, de transformação na realidade. Esses descompassos, gente, é porque fica importando o que tá acontecendo lá fora, fica importando ideia que tá vendo problemas que estão conectados com a nossa vida em certo sentido, mas a realidade tem que ser o arco primeiro e não o que o autor, a autora disse lá fora. Pô, a Ângela Davis teve que vir no Brasil para dizer que tem que leléia Gonzales. Aí o pessoal, nossa, como assim um estadunidense lá brasileira, Léelia Gonzáes? Saca? Tipo, você fala inglês é sofisticado, tá ligado? Mas você fala português. É, a gente vai por moda, a gente imita, a gente quer fazer igual, né? Faz igual, só não copia. E aí é [ __ ] Dá like aí, galera. Dá like. Eu sempre esqueço de pedir essas coisas. Tipo a implantação na marra da imitação e cópia direta de Foucault no Brasil nos anos 70. sem adaptação, sem pensamento crítico, tipo isso, tipo isso, tipo, cara, a gente pode aprender para caramba com Fou e tem que aprender. Fou é um instrumento necessário, necessário para discutir uma série de temáticas da realidade contemporânea, de problemas do capitalismo, de relações de dominação e tudo mais, questões de gênero, fundamental, fundamental. Mas se você abstrai e só joga para geral, você fica com, como diz a Suzi Pisa, uma querida amiga minha, você fica com medo até de catraca. Você olha pra catraca no metrô e olha fala disciplina, dominação, perigo. Como assim? Qualquer coisa que você vai olhar, você vai ficar com medo, né? Qualquer coisa que tem o mínimo de de estrutura, de de organização social e comunitária, esse aí é o problema. tá me dominando porque não tá desconect tá descompassado, tá desconectado. Você não tá entendendo o que tá acontecendo. Olha, calma, calma, Nico. Calma, calma, calma, filho. Tá, tá de boa, tá de boa. Calma, calma, pô. Então, a gente tem que tomar esse cuidado. É imitação, né? Então, cada hora tem um autor de moda. Agora, agora não, mas esses tempo aí era o, eu não consigo falar o nome dele. Boang, como é que fala? Eu não consigo falar o nome dele. Buunang. Ah, caraca. Humano da sociedade cansaço lá. Buuan. Buan. Buunan. Eu tenho dificuldade de falar o nome dele. Para mim, Radun Chang é muito mais fácil, mas Bun Chung Hang ele é, ele virou moda. Então você começa a estudar o cara porque que virou moda moda lá fora, aí você importa porque ele é um sulcoreano, mas ele tem proeminência porque ele dá aula na Alemanha e é um hi haidegeriano de ponta, né? Filosofia muito boa, por sinal. Não tô discutindo o mérito da qualidade, tô discutindo de qual o motivo da gente ler, qual o motivo de se tornar uma prioridade, começar a surgir trabalhos atrás de trabalhos e a porrada de coisa produzindo em torno do cara. É mercado editorial, é reprodução, imitação do que acontece lá fora ou é a gente tentando resolver os nossos problemas? Tipo Darc Ribeiro, Celso Furtado, a galera conectada com a com a luta popular efetivamente, né, e projetos de desenvolvimento dos anos 50, 60, 70. é uma galera que, tipo, tá querendo discutir os problemas da ordem do dia, não tá importando. Tanto que inventam teoria, a teoria da dependência é uma criação da América Latina que antecipa problemas que vão ser estudados no mundo inteiro. A gente não tem noção ainda do que é um céus furtado, gente. Tipo, de verdade, céus furtado assim, a gente não tem noção do tamanho desse homem pra história da economia. Um bagulho é transcendental o bagulho. Só que é isso. A gente não escrever inglês, né? Eh, nordestino. É, fala, fala fala. É, a gente não tem noção, cara. E aquilo não é uma parada dizendo assim: "Ah, porque ser regionalista? Qual o problema que você vai resolver, pô? Que que você tá tentando resolver? Qual as coisas que quer fazer, né? É embaçado. Professora Suzi, linda, maravilhosa, criou a discussão de duas horas sobre como o tema da neurodivergência cria interpretação binária dos indivíduos e por isso replica modos sociais. Ne bem-vinda a vida com a Suzi. É, cara, é da hora, pô. A gente tem uns debates, a gente tem um um projeto de livro, tá guardadinho, que a gente ainda não conseguiu levar adiante, mas é para discutir a razão decolonial. polêmico. Essa é legal pilas são instrumentalização do poder. É tipo isso. Adaptazão completamente fora de lugar, né? Tô tô terminando de entender isso faz dois quadros. É. Aí vamos ficar pro resto da vida refletindo nesses trem. A gente tinha uns debates legal. A sua é uma querida amiga. Por que Fou é tão importante? Acho muito abstrato. Já li algumas coisas estranh. Não, cara, o FCO é muito importante porque ele realmente tem um impacto fundamental na estrutura acadêmica para discutir questões de gênero, questões de método de filosofia, né? O método do Foucault é sensacional. O modo como ele mobiliza conceitos, a própria história, pô, sensacional. Paculha muito bom. Só que é por moda, né? Por que que a gente vai ler? Qual o problema a gente quer resolver? É isso é importante. Só me explicando para o sit. Ah, o Daniel não entrar na live e me refutar. Foucault realmente é a ótima ferramenta, pô. É exatamente. É uma, assim como outras, é uma ferramenta que você pode utilizar, mas o que importa não é a ferramenta, é o problema que você quer resolver. Porque tem ferramentas que não são boas para resolver determinados problemas, né? Assim, você precisar, se você precisa serrar uma madeira, não utilize um martelo, não, não vai te ajudar. Você cerrar uma madeira, o martelo não funciona. Fica a dica. uma faca de cozinha é mais adequada, mas ela também não é efetiva nem eficiente. Então, o problema que você quer resolver determina a melhor ferramenta que você vai utilizar. Eu, em aula de metodologia científica, eu sempre discuto isso. Por que que a gente acha que a metodologia vem antes? Primeiro você acha o problema que você quer debater, o objeto que você vai pesquisar e o problema e o objeto te dão qual caminho você vai tentar resolver aquilo ali, qual que é o mais adequado para solucionar esse bagulho? Não é o contrário. Só que a gente acha que é o contrário. Não entendo isso. Ah, não é que eu vou pegar o fulano de tal para discutir esse problema aqui. Mas talvez ele seja uma péssima pessoa para discutir esse problema. Quais são os efeitos que você espera, né? Quais são os resultados que vocês esperam resolver nesse problema? E mesmo em ciências humanas, eu gosto desse tipo de discussão. A gente tem um curso aqui de como fazer o seu projeto de pesquisa comprar membreia do canal. Toma essa esse merch. Tome essa autopúbl. Então, vamos lá. Exato. Foucos estudos do poder e das instituições de forma crítica após os estruturalistas. Perfeito. Perfeito. Luta antimanicamia poder saber de jeitos humanos. Exato. Exato. O problema é o fã clube. É. O clube ser problema em qualquer lugar, mas saca, é só a gente ter esse cuidado com o caráter imitativo do pensamento. Ah, vou ler o falando de tal porque tá na moda, né? A editora brasileira vai trazer autora, autora, não é pela pelo poder que ela tem de resolver algum problema que ele tem de resolver algum problema, é porque vende, é porque é moda lá fora. Livro traduzido, inclusive vende mais do que em língua nacional. Então vamos lá. Eh, a meditação tem essencialmente o caráter limitativo. Sua evolução pode ser reduzida dessa forma a sucessivas influências estrangeiras, né? Que é isso. Tem influência de fora, influência de fora, influência de fora. A gente vai mudando o a moda, vai mudando a roupa, mas o problema a gente não resolve. Se queremos ser verdadeiros com nós mesmos, é preciso reconhecermo-nos como dependentes e dominados. por descoberto o sistema de nossa dependência e nossa dominação e proceder por sobre essa base desta premissa real. Eu acho isso fantástico, cara. Eu não consigo botar esse texto na tela. Perdão, esse que eu tô citando eu não consigo botar na tela por motivos de que eu separei as citações que eu ia utilizar especificamente. Então, eu já boto o meu outro texto na tela. Perdão, mas se a gente quer ser verdadeiro com a gente mesmo, a gente tem que reconhecer as relações de dependência e dominação. Tipo isso. Por quê? Porque a galera fica ficava numa discussão quando falava, existe uma filosofia na América Latina ou existe uma cultura latino-americana que que muitos modernistas fizeram? um ufanismo de dizer tem, que é importante, e lançam aí uma algo original, arriscam uma originalidade e uma inovação. Excelente. E aí o bond de fala: "Muito bom, muito bom que a gente tá tentando isso aí. Mas pera, porque eu não posso ser só aqui declaratório, né? Anunciando a nossa brasilidade. Vamos reconhecer a nossa brasilidade. Povo relação de dominação, escravização de 300 anos, relação, tá? Olha pro bagulho de dependência, dominação, o nosso lugar no mundo, viu? Agora vamos construir. Cadê a nossa brasilidade? Cadê a filosofia que pensa Brasil? Cadê a nossa latino-americanidade? Filosofia que pensa da América Latina a partir de assumir a realidade como um todo, com todas as contradições que ela tem. Porque isso não vira ufanismo, né? É o somos no Brasil, no caso, somos a democracia racial, a união dos três povos. Eu gostaria muito, mas não somos. Podemos ser, queremos construir, mas não somos. Aí vem uma um ajuste de uma observação crítica da realidade e uma construção crítica de um projeto. Na América Latina, o pessoal falava sobre independência. Somos livres independentes, fortes, autônomos, não sei o quê, bl lá. Queremos, mas não somos. ou muitos filósofos acabavam fazendo o que hoje em dia tá na moda também de pegar algum pensamento originário, né, de um povo originário e falar: "Essa é a nossa originalidade". E soltam o valor de um pensamento tradicional, originário. Aí o o bom dia olha e fala: "Uê, pera aí, pera aí, pera aí". Mas quais são as relações existentes hoje de dominação, de exploração, de exclusão, de luta, inclusive eh contra povos originários que fazem com que fazem com que esse valor tenha sentido? Ele é só declaratório? Pera aí, vamos entender o que tá acontecendo. Olha as relações existentes e vigentes. E é massa. E isso o bondi tá seguindo a linha ali de um do que Mariateg já intuia. Ui. E que depois também vai aparecer no próprio pensamento do anibalhano, tá? Então são coisas pra gente pensar e considerar aí que eu acho legais, que vão sofisticando a nossa percepção da realidade e discutir a filosofia na América Latina. Boa. O Zizek tem alguma relevância? Sim, sim, sim, sim, sim. Eu ele me influenciou bastante, mas eu tive contato com ele não pela relevância intelectual dele, mas pelo papel desempenhado dentro da própria estrutura de mídia, né, de editora, tal, publica para caceta. O cara o cara participa de 300.000 1 coisas ao mesmo tempo. Ah, eu tive contato com os que e me interessei. Mas talvez eu não utilizasse como uma ferramenta para resolver problemas. Hoje não utilizo quase nada. Gostei muito de de ler. Pô, fiz uns exercícios mentais incríveis. Não uso para nada hoje em dia, para absolutamente nada. Eu até comecei um tempo atrás ler o reler o o paraláxo e o meta paralx lá dele, visão em paralx dele para poder discutir dialética, que eu queria fazer uma discussão crítica sobre a dialética. tive que parar o projeto, né, por motivo de eu tenho que sobreviver, não vivo de de discutir filosofia nem de livro, mas hoje já não utilizaria assim, criticaria bastante. As duas posições dos filósofos, tanto do Zé quanto do Bondi, tá? Crescem. Ah, é, o Zé vai dizer o contrário, porque eu esqueci de falar do Zé. O Zé vai dizer o quê? que não, cara, a gente tem que aceitar a colonização, mas a gente tem que que apelar para um projeto de libertação. A nossa filosofia, ela ela não se produz só no reconhecimento negativo de que não tem filosofia. Esse reconhecimento implica também de você perceber que você precisa de uma, então ela implica num projeto de libertação, de tentar inovar. Então o Zé vai tentar meio que falar: "Cara, a gente precisa de uma de uma filosofia da libertação, a gente precisa anunciar o negócio aí e ir para cima. vai ser nessa tensão que vai surgir, tá? E eu vou vou indicar inclusive isso, porque eu já eu não vou citar o Zé porque eu já falei sobre o Zé antes, tá? Então eu fiz aqueles aquela longa descrição do Zé. Eu não vou estar nesse momento os eh as duas posições do dos filósofos crescem encendem o debate pelo continente. Até que em 1973, num encontro em São Miguel, Argentina, Zea profere a conferência La filosofia latino-americana como filosofia de la liberação. Então, ó, que da hora. Tem um encontro em São Miguel, na Argentina. para debater filosofia latino-americana. E aí tá o Zeia e o Bondi apresentando o trabalho. Eles estão no debate mesmo, assim, não é só um debate abstrato, eles vão se encontrar para debater. O Zé apresenta o trabalho filosofia latino-americana como filosofia da libertação. E o Bom Dia apresenta o trabalho filosofia da dominação e filosofia da libertação. E aí a gente vai encontrando uma síntese que os dois mesmos já estão apresentando nas suas discussões. O Zé anunciando uma projeção de filosofia ou filosofia latino-americana é uma filosofia de libertação. E o bom Dia indicando, olha, é uma filosofia de libertação, porque você tem que reconhecer as relações de dominação. Pô, isso é genial. Eles já estão ali encontrando aspectos dessa síntese. Eu utilizo como metáfora o seguinte, a metáfora que eu gosto para falar sobre Leopoldo Zé Lazar Bondi é de como se fosse um rio entre canions. A gente tá aqui eh produzindo e andando pelo percurso da filosofia latino-americana entre duas dois paredões de pedra. Um é o paredão da dominação, no qual a gente não pode se chocar com ele, porque senão você fica preso aqui, cara. Você não pode bater nele. E o outro é o paredão da libertação. Você também não pode bater. Teu barco também vai quebrar aqui se você não andar entre os dois. A gente navega na tensão entre esses dois paredões de pedra. A gente navega na tensão entre esses dois canions. Aí você produz uma filosofia latino-americana. É na tensão entre esses dois. Essa metáfora eu gosto dela. Essa imagem eu acho ela bonita e eu só tive ideia dessa imagem na ida para Chiapas, tá? lá no México quando a gente foi e que contei para vocês lá do do bagulho da da do encontro internacional, um tem um um rolê que você pode desenrolar lá que chama para ir para Palenque, que é um você pega um barquito, não vai, um barquinho, vai para um rio entre os canion e chega numas numa lugar lá que você pega uma trilhazinha e chega numa numas ruínas astecas. da hora para caraca, tá ligado? Tipo, muito louco. E aí com essa ideia do canon, eu falei: "Pô, é isso, cara. É isso, é isso que a gente faz. Eu não posso ficar preso na dominação e nem na libertação. É entre esses dois, entre esses caminhos que a gente criticamente vai navegando para uma produção filosófica. Eu anuncio um projeto que eu porque eu vejo o problema de dominação, então eu quero me libertar dele, mas eu quero me libertar de algo. Esse algo também tem que estar como referência de quais são as relações de dominação específicas das quais eu quero me libertar. Porque senão a gente começa a discutir em abstrato e vai rolar esse negócio de ficar importando coisas que não tem nada a ver com os nossos problemas. Nada a ver com os nossos problemas. A gente tem outros problemas para resolver, tá ligado? Nesse momento, tal ferramenta não é útil, tipo isso. Então, acho interessante aí pra gente como metáfora para falar um pouquinho sobre filosofia latino-americana. Espero que vocês estejam gostando, tá? Porque eu gosto desse tema, ele me me anima. É raro poder falar sobre isso. Estavam postos os campos comuns que conduziriam os primeiros passos de uma filosofia latino-americana que coloca si mesma como problema. Dominação e libertação. Várias notas de rodapé, porque eu tenho mania de usar nota de rodapé. Desse modo, opa, perdão, desse modo, tendo como marco o debate entre Zéa e Bondi, em consonância com os estudos emergentes da teoria da dependência, que estão na mesma época produzindo pela teologia da libertação latino-americana, surgindo no mesmo período, ou seja, as condições históricas estão dando esse espaço, né? e junto aos movimentos de militância contra as ditaduras que se impunham em toda a América Latina, com influência e e até regência estrangeira. Em diferentes áreas da disciplina surgem filósofos que se engajam em pensar desde o continente ameríndio. Ai que frase horrível. É a partir do continente ameríndia, mas esse desde aí vem por excesso de leitura em espanhol e não fica legal. Eu falo que eu escrevia mal. Ah, melhorei. Fruto destes acontecimentos, trocas e discussões despontam produções como as de Raul Fornet Betancur. Já guarda os nome aí, Raul Fornet Betancur tem um livro interessantíssimo, um dos primeiros e mais completos sobre marxismo na América Latina. É dos anos 70 ou 80. Bom para caramba. Bom para caramba. Raul e Raul Fornet Betancur. Bom demais. Ele é o pai da filosofia intercultural aqui na América Latina. Bom demais, cara. Bom demais. Pablo Guadarama de Cuba, né? Tanto o Fórum do Petancurbo quanto Pablo Guadarama são cubanos. Franzin Kelamt no Chile e posteriormente na Costa Rica. Joseph Esterman no Peru. O porto riquinho Ramon Grossfogen. O uruguaio e Amandu a Costa. Ramon Grossofogo é o mais recente, o boliviano Juan Rossé Bautista também mais recente, assim como as argentinas Dina Picot e Adriana Arpini e a venezuelana Carmen Borrorques, entre outros e outros. Eu gosto muito de ler hoje em dia. Ah, Kate Colmenares, por exemplo. P trabalho maravilhoso, muito bom. Deixa eu ver se tem alguma nota aqui que eu botei algum bagulho a respeito. Hum. Não, não, nada muito interessante, mas é é bom. Então aqui são alguns nomes de gente que você pode conhecer, ter acesso aí produções que pensam a partir da América Latina e que querem pensar a filosofia latino-americana. Tá bom? Para o recorte de nosso tema, no caso era filosofia política, né? É fundamental destacar desse despertar de uma filosofia latino-americana o trabalho de argentinos como Juan Carlos Scanone, Rodolfo Kush, Osvaldo Ardiles, Andrés Roik e em especial Henrique Dusel, que juntamente com outros intelectuais latino-americanos fundam núcleo chamado da teologia da libertação. É a partir dessa escola e de seu maior expoente, o Henrique Dúciel, que desenvolveremos o nosso trabalho, que é de apresentar aí uma introdução a filosofia latino-americana. Dito isso, o pessoal fundosofia, vai ter outros caras também, inclusive outros depois que vão ficar críticos da filosofia latino-americana e da libertação, como o, como é que era o nome dele, mano? Ai, eu tô esquecendo o nome dele que escreve criticamente. Eh, já vem o nome dele. Opa, mas é a escola de Mendonça, Argentina. É onde vai surgir um grupo de dos primeiros caras que tentam pensar filosofia latino-americana como filosofia da libertação. Grupo de Mendonça na Argentina, escola de Mendonça, os Mendoncinos. Tá bom? Mas já vou parar aqui. Essa é uma intro sobre essa história da filosofia latino-americana. alguns nomes pra gente conhecer. Eles fala: "Mas o que que a filosofia latino-americana faz? Qual que é o tema dela?" O tema dela, os problemas quer aparecer na América Latina, assim como uma filosofia eh, como é que fala? Europeia, vai pensar os problemas dela. Simples assim. Assim como cada um pensa a partir do lugar que pensa, né? Então não tem como você como você pensar fora do cantinho que você vive, que você mora, onde é que você não tem como. Não tem como. Você pensa, você pensa em algum lugar, ninguém pensa partido além, né? Você pensa a partir daqui, não tem como. Não tem como. Queria até achar. Deixa eu ver se eu coloquei essa citação aqui. A citação do Du, eu nem lembro onde tá isso. Eu acho que tá no no livro dele. Hum. Eu acho que tá nesse livrinho aqui. Deixa eu abrir aqui. Ó, já vou até falar. mostrar aqui para vocês. V, eh, já estamos aqui nas aulas mesmo, ó. Vocês vão fazer o seguinte, vocês vão entrar na interneta, minha avó fala interneta, tá? Vai entrar na internet com e dá enter. Vai abrir esse site aqui, ó. Henrique Dúciel, vida e obra. Henriqueddúciel.com. Só entrar nesse site aqui. Se você não entrar, você tá em pecado. Entrou nesse site aqui. Pera aí. E você vai vir aqui no obra obra de Henrique Dúcio. Livros. Quando você for enriquedocom obra, Libros, obviamente trânsito tá grande hoje aqui. Aleluia. Vai chegar aqui livros e ó o que que vai ter aqui. Todos os livros do nosso querido, absolutamente todos. Tá bom? E aqui você vai procurar o livro que mais lhe aprover, mais lhe interessar. T filosofia da libertação em português. Não gosto da tradução, mas não tem problema. É o que a gente tem. Vamos a eh filosofia de la liberação, que é onde ele apresenta a estrutura. Cadê? Só falta não achar o bagulho aqui. Esse aqui é o que eu comentei da publicado pela Expressão Popular, A produção teórica de Marx. Um comentário aos Grundres. Bom para caramba, viu? Bom, bom. Eu queria o Materiales. Cadê o Materiales? Mas aqui aqui é a fase marxóloga do do Dúciel, né? Eh, a produção teórica de Marx. Na produção teórica de Marx, cadê o Marx decido, né? Não tem que tem tá em italiano, né? O Marx esconocito. Siuto, esconociuto. Não tem que aprender a falar essa palavra história. L'último Marx, o último Marx. Assim, é um Marx desconhecido. Marx desconhecido. Mas eu quero materiais. Cadê o materiales? 1994, 1992, livro famoso do Dúcio. Cadê o materiales? Ô Jeová, 20 tes de política. Bom, esse livrinho aqui também, viu? 20 tes de política. Pode baixar, gente. Vale a pena. Publicado pela Claxo e a expressão popular. Dito isso, vou terminar aqui um capítulo de livro nos próximos dias que vai sair pela Claxo no livro de Homenagem ao Dúcio, se nada der errado no final desse ano. Tô feliz para caramba. Pô, materiales não tá aqui. Hum. Sacanagem. Mas eu sei onde tem. Mas pr pelo menos apresentei o site do Dúciel para vocês. Vocês baixem o livro do os livros do Dúcielo. Lê tudo. Tudo que der para ler vocês vão ler lá. Vai ler. Leia. O cara escreveu, como é que é o Cl de Moura lá? O o cara escreveu: "Você só tem que ler essa merda". É isso que você vai fazer. Você vai ler esse negócio do Dúci aqui. O cara escreveu. Você só tem que ler essa merda. É isso que você vai fazer. Eu adoro a voz dele, mano. Bom demais. Você só tem que, né? Não é possível que eu não vou entender esse negócio, esta merda. Ai, não é possível. É possível. Não é possível. Não é possível. Você não vai entender is? Você tem bri? Então, se você tem bril, você vai ler isso aqui. De eu encontrar aqui o trecho que me interessa. Pô, é legal esse negocinho aqui. Pera aí, eu vou achar uma citação que é bem boa pra gente fazer uma reflexão aqui. Aqui, cara. Modest parte, mano. Eu li para [ __ ] isso aqui, viu? Meu Deus do céu, eu lembro, eu lembro o livro que tá o bagulho. Meu Deus do céu. Vocês acreditariam? Vocês podem duvidar se vocês quiserem, não tem problema. Eu li toda a obra do Duselia tem um pouco de transtorno obsessivo compulsível. Eu li, mano, eu li os livros que ninguém lê, inclusive, tipo filosofia de la produçon. Li, ninguém tá nem aí para esse livro. Eu achei ele bem interessante, me ajudou muito no meu mestrado. Eu li o bagulho tolo, doente. Para não dizer que eu não li, que eu li tudo. Eu acho que eu não li os mais recentes dele, que ele publicou 14 éticas, 14 teses de ética. Não li o volume três da política. Eu também não li, só li um outro capítulo que é não é só dele, é uma conjunção de artigos de um monte de gente. Eu falei: "Ah, não vou conseguir dar conta disso não. Eu só li a parte dele, não li o livro todo não." Mas vamos lá. Tá aqui react de texto agora com Henrique Dúcielo. Eu gosto muito desse texto aqui. Esse aqui é um texto que não tá no site do Dúcio, não sei porquê, mas chama Materialis Materiais para uma eh filosofia política de la liberação. Materiales para una filosofia política de la liberação, que é uma série de aulas e palestras que ele deu no Peru, não lembro em que ano, e transformou em livro, que era num momento que ele tava preparando os textos que iam formar o primeiro volume e o segundo volume da política de la liberação, a política da libertação do dúcio, que inclusive livraços, hein? Bom, bom para caceta. E aí nesses materiais ele ia dando aula, preparando e trazendo tal. Ele foi isso meio que é um dos elementos de rascunho paraa produção desse livro. Acho estranho que não tá lá no no naquela coletânia de obras dele, não sei por, mas eu tenho ela aqui. Quem diria. Então vamos lá. Aqui a filosofia, ô car, a filosofia da libertação diante do eurocentrismo e da globalidade. Tratemos por último, ô caraca, tratemos por último o papel da filosofia no mundo atual. Quer dizer, adicionemos agora os aspectos ganhados na reflexão ou ganhos, né, na reflexão do pensamento de Mariategala Sar Bondi. Destaque, por que que o Dúciel tá falando de Mariá e Sala Sar Bondi? Porque o curso é no Peru. Então o cara tá discutindo ali filosofia política peruana também. Então ele conecta você Carlos Mariágu e e Augusto Salaar Bondi, né? Augusto Salaar Bondi. E aí coloca os dois aqui, né? ele vai recuperar elementos importantes do debate que os dois fazem ou das das discussões que os dois trazem pra filosofia. A filosofia da libertação se inscreve estritamente na tradição de ambos, né, tanto da filosofia do Mariata quanto do Salazar Bondi. Isso é importante indicar porque o Dúcio, naquela, naquele debate que eu disse para vocês do Leopold e do Salaar Bondi, o Dúciel disse que ele está mais próximo da perspectiva do Salaar Bondi. Ele tá mais próximo da observação constante das relações de dominação que constituíram a gente para depois anunciar o projeto de libertação. Ele anuncia uma filosofia da libertação, mas que tem como critério primeiro olhar as relações de dominação para daí alinhar o projeto. Então, ponto metodológico interessante de se destacar, o Dúciel se diz próximo do Salmondi, por sua definição de pensamento ou filosofia crítica, por seu sentido da militância como lugar de arranque da filosofia ou de início, né, de arrancada da filosofia, pelo uso das ciências sociais críticas como sua mediação necessária, pela exigência de usar os melhores recursos filosóficos existentes por seu compromisso com os explorados, os oprimidos, os excluídos, os pobres de nosso continente. A parte que me interessa aqui. Aprofundemos agora a diferença da nova filosofia na particularidade com as filosofias latino-americanas e a da universalidade com as filosofias eh euronorte-americanas ou as latino-americanas que apenas as interpretam, expõe, comentam ou desenvolvem em aspectos fragmentários. Vamos então discutir a filosofia, a diferença da filosofia, que é a filosofia, entre aspas, particular, de particularidade, que é a latino-americana, né? Porque o universal é só o gringo, a gente é particular, né? O universal é o alemão ou o grego, o latino-americano é particular. A filosofia alemã ela vale para todo mundo. A filosofia latino-americana é regionalista, né? É coisa de região. É tipo que aqui no Brasil faz com Sudeste e Nordeste, né? Sudeste é Brasil. Aí quando vai falar sobre cultura nordestina, cultura nista, tal, aí vira regionalista. Aí é regionalismo, né? Ah, tomar no bom. Beleza. Então, uma coisa é a particularidade, né? Essa filosofia de particularidade e a da universalidade, a particularidade latino-americana e a da universalidade. A lista do dúciel dessa filosofia que se acha pretensamente, né, o válida para tudo em relação aos particulares é a euronorte-americana, né? Euro norte-americana europeia. estadunidense ou as latino-americanas que apenas interpretam, expõem, comentam e desenvolvem em aspectos fragmentários. É tipo, tá? Tá, tá, tá. Vou bater em todo mundo aqui que é repetidor de gringo, papagaio de cant, papagaio de russ e sua pretensão de mundialidade, né, como discurso filosófico nascido do nosso solo latino-americano. E eu gosto muito dessa expressão do Dúcielo, a pretensão. O Dúciel fala assim, aqui ele tá falando pretensão de mundialidade. Na ética da libertação, ele fala: "Eu estou produzindo um critério ético com pretensão universal". Isso metodologicamente é muito importante, não é que ele tá buscando qual é o cara a a característica da realidade que é universal e válida para todos. Não, a produção do conhecimento humano, ela é limitada necessariamente por obviedade. Então, eu tenho uma pretensão de universalidade. Eu coloco no jogo das ideias, no jogo do discurso, no jogo dos da resolução de problemas, pretendendo ser universal, o que não significa que é uma identificação com a realidade, o cérebro como espelho da natureza, que só reproduz o que tá lá e quem espelhou melhor consegue dizer o que é o vale para todo mundo. Não, pera aí. Metodologicamente aqui, vamos organizar a brincadeira, eu produzo um conteúdo resolvendo problemas a partir da América Latina e eu apresento pras outras pessoas para quem não tá resolvendo esses problemas com pretensão de universalidade. Ô, vê se é útil para você também, vê se te ajuda. Muito mais interessante. Sério mesmo? Eu acho muito mais. Eh, ao a ao aos finais de uma descrição da posição, desejamos propor o esquema um para esclarecer ou tornar mais nítido conceitualmente a complexa situação. Esse esquema aqui, não vou explicar ele agora. Deus nos ajude, porque não deixa mais claro, não. Tem uns que deixam, mas tem outros que não deixam. Eu quero só citar um trecho aqui. Se A ou B são um ponto de partida, vamos lá. A ou B aqui, tá? se A ou B são ponto de partida, como as situações concretas, históricas dadas no mundo da vida cotidiana. E aí o Dussel, ele tem mania de usar os termos em gringez, tá? Para quê? Para dizer que ele manja. Eu gosto disso também. Do cara que fala, mano, vocês acham que eu não sei falar alemão, eu falo alemão também. Falo alemão, falo português, falo espanhol, falo francês, falo, falo que vocês quiser falar, mas fala. O Dúcia só não falava língua dos anjos porque não era pentecostal. Ele não deu tempo, senão ele aprend aprendia. Mas o bicho falava trocentas línguas. Falei, eu falo isso aí que você fala também. Eu falo essa língua aí também. Então eu sei os conceitos que você tá utilizando. E aí ele gastava, gastava, mas ele gastava metodologicamente, não era só pelos requint. É porque ele ia debater nos centros. O mano do 100 também ia debater com os caras aqui na América Latina que tudo pagu de gringo e papagaio de de cant. Eu entendo isso aí também, doido. Aqui ó. Aí essa a ideia, entendeu? Ele gastava, o bicho era bravo. Dadas na vida cotidiana em alemão. Lebenvelt, né? Na vida cotidiana, na vida do dia a dia. Lebensvelt, o ponto de partida são as situações concretas, históricas, dado um mundo da vida cotidiana. Lebensvelt, mundo de vida cotidiana. Vel é mundo, né? né? Lebens, vida de um sábio de Memphis é egípcio. O sábio de Memphis é egípcio. Esse sábio de Memphis tá sem nome porque é o que Platão cita e Aristóteles acho que também no em seus textos quando fala eh e mesmo acho que Pitágoras também, né? Utiliza essa referência de um dos sábios egípcios, do sábio de Memphis. A matemática que nós utilizamos aqui, ela veio de Memphis, no Egito. Ah, essa ideia que nós temos não sei o que lá, ela é egípcia. Aí o o o sábio sem nome, né? Então copia, mas não faz igual. Só esqueceu de citar a fonte. O sábio de Memphis no Egito, egípcio. Aí vem os nomes, as teclas que eu não sei falar, né? Nes nes nesarot nes nesarot, que nome impossível de Texcoco mexicano, né? que é um sábio asteca. O Heráclito de Éfeso, até Aristóteles grego, a Vicena, árabe, Tomás de Aquino, latino, Hegel, alemão, Perste-americano, Witgenstein, austríaco, Salazar Bondi, latino-americano, etc. Toda a filosofia se origina desta particularidade de modo necessário e inevitável. Pode parecer óbvio, mas não é. Kant tá resolvendo os problemas dele em Consberg. Em Conberg, pelos problemas que tá surgindo lá, não é do além. Ele não começou pensando do além, começou da particularidade. E aí o Dúfer vai citando os filósofos aqui para dizer: "Ó, cada um partiu de sua particularidade, meu amigo. A gente parte da nossa. Qual o problema? O que caracteriza a filosofia latino-americana não é porque ela fica voltada só pra gente. O que caracteriza a filosofia latino-americana é que ela pensa a resolução de problemas a partir da realidade da América Latina. Pronto. Tal qual um alemão pensa resolvendo os problemas da Alemanha. É isso. Ah, existe filosofia latino-americana? Sim, porque ela é feita aqui. E se ela se volta para resolver os problemas daqui, ela é latino-americana. Agora, se ela é feita aqui, mas quer discutir os problemas aqui, não é daqui, aí ela não tá ajudando. Aí ela tá querendo ser de Memphis, ela tá querendo ser de de de Conisberg, ela tá querendo ser de Tumbingan, ela tá querendo ser de Edinburg, sei lá mais de onde ela quer ser. E tudo bem, vai para lá, pega o passaporte, vai lá, campeão, tem problema. Tá suave. Mas tá ligado qual o problema da gente tentar resolver os nossos BO latino-americanos e aí pensar partir da América Latina e produzir soluções a partir dos nossos problemas? Pô, é isso que a gente quer fazer. Ai [ __ ] Mas tudo bem, tal qual os caras todo mundo faz, né? Então do seu fala isso é necessário e inevitável, né? Ninguém partiu do universal pro universal. os seres celestes. dessa situação, eh, se eleva ao pensar filosófico, a uma estrutura complexa de recursos que vão sendo criados, vão se sendo acumulados, sistematizados metodológica, temática, historicamente, através dos séculos, ao menos desde os 30 séculos antes de Cristo no Egito, com eh os quais eh ah com os quais conta aquele que pretende participar na antiga tradição metódica ou metodológica da comunidade filosof Mundial. Então, claro que eu vou utilizar o recurso do sábio de Memphis lá. Claro que eu vou utilizar Platão. Claro que eu vou utilizar Aristóteles. Claro que eu vou utilizar quem tiver disponível para utilizar como recurso, como bagagem, como tradição, como sistema, como metodologia, mas são ferramentas. O meu referencial não é reproduzir o teórico pelo teórico, dizer o que Platão disse. É o que Platão disse: "Rolve o meu problema". Em que circunstância? Quais são os efeitos esperados? Quando eu aplico resolve meu problema? Não, não resolve. Não adianta você ficar insistindo, não adianta você tentar serrar madeira com martelo, vai dar errado. Então, deu errado, para de usar, muda, muda. E não é abandona, ah, isso não serve para nada, né? O problema é tua referência, não é o autor. Porque a gente virou grande comentador. Quem estuda filosofia sabe disso. Virou um grande comentador de de filósofo do passado. O que significa o termo errendong em Trole? Aí fica 35 anos estudando para entender o que é Errindung. Legal. Parabéns. Nossa, não ajudou um puto de problema na resolução de questões que a gente tem que ter na nossa realidade latino-americana. Aí não dá para reclamar depois que aí ninguém conta universidade, acho que a gente não produz nada. Não produz, mano. Com todo respeito, não tem utilidade prática na nossa resolução de problemas. Desculpa, mas é velho, esse é um, esse é um tipo de pesquisa secundária que você vai utilizar enquanto você tá resolvendo outros problemas, pô. Passa 35 anos que eu entro que é rindung em reg. [ __ ] velho. Não vou julgar. Julguei mesmo. Esses recursos sources. Eu gosto dessas frescuras do dúel. V ai. São denominados frequentemente universais. Ninguém nunca acedeu a universalidade a partir da universalidade. Ninguém nunca subiu pro céu desde o céu. Você tava no céu e foi mais pro céu ainda. Você tava na universalidade, foi para mais pra universalidade ainda. Ninguém. Se você chega do céu saindo do chão. Se você já tá no céu, a tua única saída é cair de cara no chão. O contrário é mais saudável, né? Então, ninguém vai sair da universalidade, chega na universalidade pela universalidade. Isso é parte dos seus problemas cotidiano. E na filosofia latino-americana é a mesma coisa. Quais são os problemas que a gente tem que resolver? Quais são os nossos BO? Acede-se, né, à universalidade a partir da realidade particular, ainda que não seja mais do que pela vocação concreta a filosofia do próprio filósofo, que a elege por alguma razão que nunca poôde ser filosófica, já que por definição era uma razão para entrar nessa comunidade e por isso não estava dentro dela ainda. Então, tipo, ele tá até dando dando canja pros caras que só quer entrar na comunidade filosófica. Não, ele nem quer resolver um problema mesmo. Ele só queria fazer parte do time, queria sentar na mesa junto com o pessoal da filosofia lá, do os cinco acadêmicos da filosofia. Ele queria estar junto com o pessoal lá, queria lá sentar junto, tomar um café, comer um bagulho e tal. Eh, seja essa sua motivação, não importa. Ela sai da realidade, da cotidianidade, de questões que você não tá no universal pro universal, entendeu? Então isso é muito importante da gente considerar e começar a botar o pezinho no chão. Onde é que a gente tá? Quais são os problemas que a gente quer resolver? Quais são os recursos que a gente quer resolver? E nisso nisso, por exemplo, me parece muito mais interessante conhecer e reconhecer a tradição da da América Latina, porque ela pensa as questões de desenvolvimento, de escravização, de colonização que nos afetam até hoje. Então, a gente reconhece hoje com facilidade que um dos grandes problemas do país Brasil é que nós temos 300 anos de escravização. 300 anos de escravização que fundaram esse país. Mais até bem mais. 300 anos de escravização que fundaram esse país. A gente reconhece isso. Aí na hora de resolver os problema, a gente vai pegar um autor que não faz ideia do que seja a escravização, enquanto a gente tem um monte de gente que tá aqui produzindo diferentes campos do conhecimento os problemas da escravização. E não só no Brasil, na América Latina todas as questões de colonização. Vai ter um monte de gente refletindo, discutindo, criticando, entendendo, compreendendo. Aí a gente vai pegar o quê? algum autor gringo do século X7 que não faz ideia do que seja escravização. Inclusive ele participou de processos de apoio da escravização. Abraç Lock. Sabe e qual problema você quer resolver? Ah, eu quero participar aqui da realidade do meu país. Quero trazer no show de bola. Quero ser um militante engajado ou um intelectual engajado, orgânico. Show de bola. Que que você acha que é um recurso que faz mais sentido para você ter para resolver os problemas que você tá reconhecendo na realidade? É um critério. Você vai lá ler o Mark Fisher, como que a gente já falou, importante, tal. Legal, pô. Legal. Aí você põe ele ali no cantinho. Agora vamos ler uns negócios aqui que pensando os nossos problemas na América Latina. Importante, pô. Muito bom, muito bom. Vou guardar ele aqui um pouquinho. Deixa eu pegar uns bagulhos aqui que é importante, sabe? Isso é fundamental. Deixa eu deixa eu ver aqui o que tá acontecendo na realidade brasileira, né? Tá acontecendo na realidade do sul global, né? Nessa onda. E a gente, se você não não se conecta com isso, você não percebe a importância de conhecer um pensamento latino-americano criticamente. Inclusive, hoje eu tenho, nossa, eu tenho muitos problemas com aquilo que foi produzido por um tempo, especialmente mais recente, né? Nos últimos 10 anos. aquilo que eu faço parte da associação de filosofia e libertação, eh, Brasil e e Mundial. Eu tenho vários problemas com um monte de coisa que foi produzido lá dentro, assim, que eu falo: "Não, cara, isso aqui não dá, isso aqui não faz sentido nenhum, isso aqui, p viajou, perdeu a linha, perdeu o chão, várias críticas, várias questões, mas ainda é recurso que tá tentando se desdobrar sobre problemas que, pô, tá tentando resolver as nossas coisas, nossos BO é analisar criticamente, discutir criticamente, botar o bagulho no chão, botar bola no chão. Importante. Importante para caramba. Tá bom, foi legal. Gostaram aí do papo de América Latina? Bemvida, companheiros a América Latina. Latinoamérica. Buenos dias Latinoamérica. Adoro ouvir a live enquanto faço academia, mas o corpo e o cérebro. É. E o corpo tá dentro. O cérebro está dentro do seu corpo. O cérebro é seu corpo. Que coisa. Não. Muito bom. Que bom, que bom. Então, quer dizer que a matemática vio do Egito, hora a hora. Eu adoro essa a piada que eu faço sobre isso, Jéssica. A matemática veio do Egito, hora a hora. Eu falei: "E sim, porque tem uma galera que fala que não, né, que a matemática ela é grega". Falei: "Sim, a matemática ela só surgiu na Grécia". Eles construíram as pirâmides do Egito por experimentação. Eles iam botando bloco, fal encaixou? Acho que sim. E encaixou? Não sei, caiu várias vezes e era por experimentação. Depois de muita experimentação, sem nenhuma teoria, sem nenhum cálculo, sem nenhuma medição, as pirâmides se construíram ali. Mas foi foram testes atrás de testes, pessoas esmagadas atrás de pessoas esmagadas, pedras e pedras desperdiçadas porque estavam do tamanho equivocado, porque não tinham o cálculo adequado. Foi experimentação. E ali tentando um desespero da nada. Mas aí quando surgiram os gregos e sua iluminação filosófica e matemática, aí os egípcios, oh, é assim que faz pirâmides, perdemos tanto tempo, é assim que se calcula, não é? Incrível. Toma. Aqui aqui na na na América Latina a mesma coisa. Os maios, as tecas, fazia tudo por experimentação. Não tinha matemática, não tinha. Ai meu Deus, que raiva que eu tenho. Aí alguém faz um corte bagulho e deixa fora de contexto. É filosofia só na Grécia. Antes disso o pessoal ficava aí moscando no mundo. Ai que raiva. Nes é o nosso par. É, eu também não sei falar aquele nome lá. Não, não sei falar aquele nome. Mas é melhor falar que com o Brasil não temos nada a ver com a América Latina. Exato. É, aí vai o maluco, vai dizer: "Não, mas Brasil não tem nada a ver com a América Latina. De onde a pessoa tira? Falta elhe viajar pela América Latina. Falta lhe conhecer na América Latina. Ai, meu pai amado. Vai aprender espanhol. O crítica aqui também. Eu não me lembro de ter um programa de filosofia que considere língua espanhola como língua estrangeira. Pessoal acha que fala espanhol metendo portanhol aí. Feio, muito feio. Los tornablia não, não fala. Quando eu fui para pro México, essa foi a minha primeira viagem para fora com a universidade, né? A universidade a primeira vez que eu viajei para fora, animado, ansioso, não sabia como é que ia ser, como é que viaja para fora, como é que esse bagulho e tal. E eu nunca tive aula de espanhol. Assim, eu tive o contato com oi, buenos dias, né? Buenos dias, como está? me nbre ex Bruno e pronto, era o máximo que chegava, mais que isso não tinha. E aí eu fui aprendendo espanhol enquanto eu tava me preparando para fazer o mestrado, para para aplicar pro mestrado. E eu fui lendo muito texto, ouvindo muita coisa, ouvindo música, não sei lá. E aí entrei no mestrado e continuei só trabalhando com pensamento latino-americano. Então era texto em espanhol, texto espanhol, texto espanhol, áudio em espanhol, ouvi as aulas do Dúciel, tem a porrada de aula do Del no YouTube. Tem um curso inteiro de ética do Dúciel no YouTube. Bom para caramba. Recomendo. Vou ver se eu acho aqui e mando para vocês. É bom. Curso inteiro de de ética da libertação do Dúcio. Vale a pena. Bota no ouvido e vai ouvindo o velho falar. Fala muito bem. Sotaque dele é bom. É legal. Dá para dá para entender bem. E aí foi nisso aí. Aí eu entrei em 2015. Aí 2016 rolou esse bagulho da viagem. Aí fui pro México. Nunca tava me organizando para ir. Acidentalmente eu peguei uma carona uma vez para voltar para pro metrô para poder ir para casa. com o com uma professora da da lá da da universidade e o carro tava cheio assim, tava eu, a professora, mais dois alunos, sabe? Todo mundo apertado lá dentro, tal, não sei o que lá. E tinha um outro professor e aí o outro professor tava lá e a gente descobriu que e acidentalmente ele falou: "Ah, tô indo encontrar flal porque a gente vai para Chiapas no Congresso". E o fã de tal era um gringo austríaco, acho. E aí eu fiquei tipo só ouvindo. Eu falei: "Rapidão, tu tá indo para para Chiapas?" É, é. Eu pro encontro da filosofia da Associação de Filosofia Mexicana. Ele: "É". Falei: "Pô, tô indo também". Aí ele: "Ah, é". Falei: "É". Aí eu falei: "Pô". Aí meu coraçãozinho já aliviou, que eu falei: "Pô, vai ter alguém para trocar ideia com nós, vai ter alguém ali para me salvar na viagem internacional". Falei: "Pô, vamos combinar então da gente ir junto, da gente, né, se organizar e tal e da gente dividir quarto lá. A gente, pô, diminui os custos para todo mundo. Todo mundo vai ficar feliz. Aí ele, pô, boa ideia, a gente divide o quarto, a gente faz o negócio, pá, show de bola, pá. Beleza, foi fícil. Fomos aí, tirando que eu fui parado três vezes na alfâ na cidade do México. Três vezes abriram minha mala duas vezes para três vezes. Eu devo ter uma cara de traficante. Eu tava passando, aí o cara mandou parar, aí passou naquele negocinho do do o cara mandou parar, aí abriu minha mala. Aí eu tô saindo, a outra moça me levou na salinha lá, abriu minha mala. Aí pá, eu não tinha nada obviamente. Aí no cantô para sair foi finalmente. E aí o cara tava me esperando lá na frente já, né? O o professor falou: "Pô, mano, o que que tá acontecendo com esse menino? Já preocupado, desesperado, que o menino vai ficar preso aí o menino vai sair. Aí eu tô saindo no que eu tô saindo o policial, tipo, cara, juro por cena meio de filme assim, o cara grandão assim, eu não tinha visto que ele tava ali, ele tava do lado do corredor assim, eu saindo só focando no professor, tipo, a finalmente vou encontrar o cara. Tô chegando lá, o cara dá um passo pro lado, metara no peito do policial. Eita, poxa. Aí ele, que que você tá fazendo aqui? Eita, vou ter que enrolar meu espanhol aqui. Não, eu fui nervoso para caramba. Aí eu troquei ideia com ele, né? Mas ainda sem segurança. Falei: "Pô, não vai dar muito certo". Mas eu troquei ideia com ele. Falou: "Não, eu tô indo para um congresso de filosofia, tal". Ele: "Você tem como comprovar?" Eu abri, peguei a, eu tava com a carta, convite do evento na mão aqui e tal. Tô indo para cá. Ele olhou, fingiu que leu, né? Claramente ele não leu e me devolveu. Falou: "Tá bom, vai". Aí, p, passei. Pronto, fomos, pegamos o rolê lá, descemos no na cidade do México, pegamos outro avião, fomos para Tucosla Gutierrez, que é a capital de Chapas, pegamos um buzão lá para poder ir para São Cristóbal das Casas. Chegamos em São Cristóbal das Casas, falei: "Uhuitório trabalhador." Eu só fui seguindo os cara, só vou atrás do do mano aqui, professor. Chegamos lá, no que chegamos a gente começou a procurar o lugarzinho lá que a gente ia dividir o quarto, que era um hotelzinho pequenininho lá, a cidade toda é pequena, né? E a gente não achava o raio do lugar. San Marino, um bagulho assim, San Martim, sei lá. E a gente não achava o raio do lugar. Procura, procura e não acha o lugar. Não acha lugar, não acha o lugar. Aí o o professor falou assim: "Ah, não. Aí eu falei pro professor: "Pô, a gente podia pedir informação aí, né?" Aí ele: "Tá, não vou pedir." Aí aí tinha um restaurantezinho do lado do outro assim. Aí ele foi no cara, falou: "Olá, eh, bueno, dias, eh, Jô, Jo, J soi, aí eu falei, deixa que eu falo, deixa que eu falo. Não, mas a gente vai ficar aqui até amanhã. Esse cara, não sei se ele vai ajudar nós. Aí eu puxei o papo com o maluco e eu me senti muito orgulhoso, mano, que eu cheguei, puxei o papo com Alejandro, era o nome dele, era o garçom. som do do do restaurantezinho. Cheguei, pô, não vou esquecer nunca, mano, porque cheguei falei, olha, buenos dias, perdão, nosotras somos brasileiro e não encontro no hotel e São Martim, algo assim, não sei qu Ah, São Martim, não sei também. Aí começou, aí gritou pro cara que era o o o o o garçom que tava do lado que gritou pro outro, que gritou pro outro, acharam o hotel. O cara é aqui e tal, aí ele, ah, é lá, ó. Tá aí foi isso que dizia. Era uma ruazinha, né? Aí eu falei: "Ah, muito obrigado, tal". N. Aí ele parou para mim e falou: "Teu sotaque é diferente, você é uruguaio, você é chileno". Aí eu tipo, mano, [ __ ] é a primeira vez que eu tô trocando ideia em espanhol, valendo aqui. E o cara achou que eu não sou brasileiro. Vitória do trabalho as aulas de espanhol, por conta própria, foram muito úteis. Autoaprendizagem de espanhol foi excelente. Fique orgulhoso para [ __ ] Histórias aí. Fiquei muito orgulhoso aí. Aí dali pra frente eu destravei. Fal agora também faz espanhol para lá, para cima e para baixo. Mas eu preciso ainda da do tirar o como é que fala? Tem um nome lá, um bagulho que você tira para dizer que você fala espanhol. Eu não lembro nome. Não lembro nome. Tem. Eu sei o instituto, acho que é Miguel de Cervantes. Você tira o bagulho lá e o cara e mostra que você fala espanhol, né, num papel porque não adianta só falar, você tem que ter um papel que diz que você fala. Eu preciso achar esse papel, fazer a prova desse papel, mas eu fiquei orgulhosão. Aí vai para cá e a gente vai treinando o espanhol e arriscando espanhol. É uma viagem que eu recomendo ir para San Cristóbal de las CAS. Tudo bem que eu fui com a universidade pagando, né? Então não dói no bolso isso. Pagando o trajeto, obviamente, estadia e alimentação. Aí é outros problemas. Curso de espanhol. Manda no grupo depois o curso do Dúciel. Ah, vou pegar agora. Pera aí, eu vou mandar aqui. Vou mandar no grupo também. Isso. Proeficiência, perdão. É isso aí, Thago. Proeficiência. Thaago. Proeficiência. Eu tenho uma que eu fiz pro doutorado, pra prova de doutorado, que no doutorado em economia política o espanhol era considerado domingo estrangeiro. Fiz a prova, mas ela não vale, né? Tipo assim, não é em qualquer lugar, vale paraa universidade, não para outros lugares. E aliás, tem uma história boa dessa prova também. Deixa eu pegar aqui que eu tava procurando contar a história da prova. Foi, fomos fazer a prova. A prova de espanhol tava impossível, tava muito difícil. Ela eliminou, tipo, quase todo mundo que tava prestando espanhol caiu fora. Tanto que a gente tinha nove vagas. A prova de profeficiência de língua estrangeira era a penúltima prova. Aí a última era entrevista. penúltima etapa do processo seletivo. A última era entrevista, a gente tinha nove vagas, nós éramos em era umas 60 pessoas, assim, era um número bizarro de gente candidatando ali. Aí na hora que passou pela por eficiência estrangeira, o inglês, praticamente todo mundo passou. No espanhol, nós passamos para a fase final cravado em seis pessoas para nove vagas. O espanhol eliminou a galera. A prova tava impossível. Eu fiz essa prova suando. Falou: "Meu irmão, quem fez essa prova?" Eu tinha uns bagulhos muito específico. Eu, caraca, mano, que prova, meu pai amado. Aí, beleza, fizemos essa prova aí. Nunca a gente fez essa prova impossível de ser realizada, né? Um monte de gente caiu fora achando que ia ser, ah, o portonhol aí nós nós se vira, se lascaram. Aí eu fui aplicar pro pr porque eu consegui a bolsa, né? Modestia parte, passei em primeiro lugar no doutorado. Aí eu peguei a bolsa. Aí, como contrapartida da bolsa do financiamento da pesquisa, eu tinha que dar que dar aula ou trabalhar como estagiário, né, na universidade de algum professor. E eu entrei num programa de estágios que tinha na universidade, que era um programa bem legal, eh, apoio à docência, acho que é isso, apoio ensino, apoio e ensino, programa de apoio e ensino, pai. E aí eu fui lá no E aí eu dividi, acabei de dividir disciplina com um professor tal. era um professor estrangeiro de outro país latino-americano. A gente trocando ideia aí no nosso primeiro encontro trocando ideia, falando sobre a disciplina, como ia ser, qual que é ser meu papel lá nessa estrutura de estágio, as aulas que eu poderia dar, eh as atividades que a gente ia acabar desenvolvendo juntos, planejamento, cara muito bacana, tal. Aí ele falou: "Você mora onde?" Falei: "Pô, mano, moro no Capão não sei o que lá. Ah, posso dar uma carona até algum lugar?" Onde você pode ser? Onde pode ser? Falh para algum metrô. falou: "Ah, tem um lugar que eu vou lá para passo perto de um metrô, tá bom para você?" Eu falei: "Qualquer coisa tá bom para mim". Aí fomos no caminho, tá na carna a gente tá conversando, ele fala assim: "O que que ele solta essa?" A prova de espanhol tava muito difícil na proeficiência. Aí eu, ô que prova difícil, mano. Impossível aquele bagulho. Negó, cara, eliminou um monte de gente. Eu fiz essa prova suando. Que foi o maluco que fez uma prova dessa e os caras perderam a mão. Esse cara não era do programa de da posse que eu tava, tá? Era de outro programa e a gente ia dar aula junto. Os caras perderam a mão, velho. Que loucura. Prova difícil para caramba. Ele vira e fala assim: "É, fui eu que preparei". caiu, mas tava muito interessante. Rigoroso, acho importante o rigor pro programa. Importante o rigor também, a gente manter o nível lá em cima, né? Com fui eu que fiz. E agora a gente vai ter que conviver os próximos 4 meses juntos aqui a partir desta situação. É. vida, né? Ai, meu Deus do céu. Eu me meto em cada uma que eu não mereço. Buenos dias, William em situação de Canadá. Canadá que está emestro América e o William que está em situação de Canadá. Bom dia, meu querido. Tudo bem? Espero desejo que sim. Ai, ai, cada coisa nessa vida aqui, ó. Vou botar aqui quem tiver no chat, vou mandar lá no nosso grupo com mais calma também. Isso aqui é a playlist com o curso de filosofia da liberta de ética da libertação do Henrique Dúciel. Tá aqui que é isso, Joseli, tem um excelente uma excelente semana, restinho de semana, tá? Tamos junto, tamos junto, tamos junto. Ó, aqui tá o curso do Dúcio, tá na no chat para quem tiver aqui e depois eu mando lá no nosso grupo do WhatsApp para as pessoas que são membros, membras, membres do nosso canalzinho, tá bom? Mas é isso, é isso, é isso. Findamos. Excelente. Que quarta-feira bacana. Começamos bem o dia. Vocês estão bem? Eu espero que sim. Curtiram o papo? Não esqueçam de ouvir muito Bad Bunny, né? Mandar umas músicas legal lá no nosso grupo. Quarta-feira, estamos aqui num papo totalmente excelente de filosofia latino-americana, graças a Bad Bunny. Bad Bunny nesse sotaque, Bad Bunny. E não se esqueça que você deve tirar mais fotos, especialmente quando você teve aquelas pessoas queridas com você. Deviste tirar fotos. Debi tirar fotos de quando tu. Aproveitem esse clima latinoamericano. Espalhem a palavra por aí. Não esquece de curtir esse vídeo, comentar para ganhar, soltar por uns cantos, discutir e conversar com as pessoas sobre pensar os nossos problemas da América Latina e quem sabe a gente desenvolver cada vez mais um pensamento crítico, engajado com a nossa realidade, pensando projetos a partir daqui. Tá bom? Espero que possamos desfrutar da melhor maneira possível. Fiquem bem. Quarta-feira, quase quase cestou. Nós estamos aí quase no fim de semana. Então aquele momento é de você se preparar e o fim de semana de carnaval. Desfrute da melhor maneira possível. Aproveite aí as delícias da vida e do mundo com responsabilidade, com preocupação com a pessoa alheia, com outro, a outra com quem você estará em determinados momentos ou situações, circunstâncias, para que a gente possa sair todo mundo bem, saudado, com responsabilidade efetiva, tá bom? Deus abençoe, fique em paz e a gente segue por aqui. Todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo boa nova todo dia útil >> até vitória final. Vitória. >> Fiquem bem, se cuidem. Até mais. Valeu. Falou. Excelente almoço para ele. Vitória do trabalhador. Fim de semana. Volte a live até o início.