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A fé vem pelo ouvir

A Importância do Culto – BTCast 637

A Importância do Culto – BTCast 637

A Importância do Culto – BTCast 637

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Mariane Godoi se reúnem para conversar sobre a importância do culto público na vida da igreja. Ao longo do episódio, discutimos como o culto cristão sempre esteve no coração da experiência cristã, desde as assembleias das primeiras comunidades até as práticas litúrgicas que moldaram a vida da igreja ao longo dos séculos. Por que os cristãos se reúnem? O que realmente acontece quando a igreja se encontra para adorar, ouvir a Palavra e participar da comunhão?
Também refletimos sobre como o culto forma o imaginário e o caráter do povo de Deus. Mais do que um evento semanal, o culto público é um espaço onde a comunidade é ensinada, corrigida, consolada e enviada novamente ao mundo. Em meio a debates contemporâneos sobre liturgia, frequência à igreja e espiritualidade pessoal, perguntamos: o que perdemos quando deixamos de valorizar a reunião da igreja? Essas e outras perguntas aparecem neste BTCast — em uma conversa que cruza teologia, história da igreja e prática pastoral, mostrando como o culto público continua sendo um dos meios centrais pelos quais Deus forma o seu povo.

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
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– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 637.
Eu sou Rodrigo Bibo e o Espírito Santo
aprecia uma boa liturgia.
>> Olá, eu sou a Mariane Godó e a questão
não é se a sua igreja tem ou não
liturgia, mas o que a liturgia está
ensinando pra sua igreja?
>> Olha aí, gente. Só aqui com a Mari, né?
Ela já se apresentou como Mariane Godói,
vou chamar de Mari a partir de agora.
Ela que é professora do seminário a
Batista L do Rio de Janeiro, é
escritora, lançou o livro A música e a
Igreja pela Editora Esperança. Mara, é
isso. Editora Esperança. Muito bom. Tem
um outro selo aqui. Que que é esse selo
aqui?
>> Espera. Esperança. É o selo da Rebap,
>> a editora dos Batisá, em parceria com a
Esperança e a Rebap.
>> Olha aí, muito bom. E a Mari, enfim, dá
aula em seminário, em outros lugares e
pensa, né, a muito essa questão da da
música, do louvor, do culto, da
liturgia. E ela aceitou, tem uma
conversa com a gente aqui, montou uma
pauta maravilhosa. A gente vai passear
pela história do culto aqui na igreja
com foco no ocidente. O oriente é outra,
outros assuntos, né, Mári? A gente um
dia chama o Lucas Gesta aqui, aí a gente
fala é um pouco do oriente lá e tal. E
nos recados paroquiais dessa semana,
galera, é o seguinte, atenção, marca,
pega papel e caneta aí, abre alguma
coisa no seu computador, no seu celular,
porque eu vou falar umas datas muito
importantes para vocês. Pessoal, teremos
BTD em Portugal. Sim, eu e Cacau Marques
estaremos lá com o Rafael Ciano na casa
da cidade. É a igreja da cidade ou na
casa da cidade? Eu nunca sei se é na É
na cidade. É a casa da cidade. Igreja a
casa da cidade. Estaremos lá num BTD. Tô
muito ansioso. Vai ser um BTD com uma
dinâmica um pouco diferente. A gente vai
seguir um pouco a dinâmica e dos eventos
que a igreja, a Casa da Cidade costuma
fazer. Então, até eu tô um pouco ansioso
para esse encontro que nós teremos em
Portugal. Então, você que é da Europa,
tem disponibilidade, se locomova, vá lá
em Lisboa estar com a gente neste BTD em
Portugal. O link para você garantir a
sua vaga já está aqui na descrição deste
BTC, tanto em bibotalc.com como também
no nosso canal no YouTube, tá bom?
Aliás, agora nosso BTC tem vídeo. Se
você quiser ir lá no YouTube, dar uma
olhadinha, dar um like, vai ser muito
legal, tá bom? No Spotify e de mais
aplicativos a gente ainda não consegue
colocar link. Já estamos tentando
resolver esse problema. Tem um tempo,
mas daqui a pouco a gente resolve. Mas
para garantir o seu lugar, tá? Tem aqui
na descrição deste BTC em bibotalo.com
ou na descrição do vídeo no YouTube, tá
bom? Qualquer coisa tá no meu link da
Bill também. E teremos, atenção, você
que é do Brasil agora, uma conferência
teológica aqui no sul do país. Pessoal
pedia, pô, não faz nada para cá e tal.
Pois bem, 15 e 16 de maio ou 16 e eu
sempre erro as datas, gente. Vai, vai,
põe na tela aí, Rafa, por gentileza.
Pronto. 15, 16 de maio, a nossa
conferência teológica EBT, a primeira
que a gente vai realizar e vai ser aqui
em Joinville, Santa Catarina, tá bom? na
minha igreja local, Víor Fontana,
Guilherme Nunes, Alexandre Starreifa,
falando sobre o Cristo completo nessa
primeira conferência teológica da Escola
Bibotal de Teologia. Vamos falar em
escola Bibotal de Teologia. Sério,
gente, há 4 anos eu criei a escola
Bibotal de Teologia para que você
aprenda do jeito bibotalque de ser
várias disciplinas legais para sua
edificação. A gente tem muito conteúdo
lá publicado, temos um monitor que tá
ali atendendo os grupos com as dúvidas
teológicas. Temos, sabe, esse esses
grupos no WhatsApp onde a galera pode se
ajudar. Tem encontros eh quinzenais ao
vivo para discutir capítulos de livros e
tal, trocar uma ideia, uma comunidade
que se ajuda. Sério, ó, vou colocar o
link também da escola Bibotalk aqui. E
detalhe, como é 4 anos que a gente tá
fazendo, estou dando 40% de desconto no
plano anual. Sério? 40% de desconto no
plano anual e pela primeira vez estou
dando desconto no plano mensal. 20% de
desconto por 6 meses no plano mensal.
Então, sério, vem estudar Bíblia e
teologia com a turma do Bibotal. Anotou?
BTD em Portugal. No dia 2 de maio, eu,
Cacau e Rafael estaremos lá com o tema A
igreja perfeita. E no dia e nos dias 15
e 16 de maio, teremos um encontro aqui
em Joinville na Conferência Teológica
EBT com o tema o Cristo completo. Vai
ser demais, espero vocês. E claro, vem
estudar Bíblia e teologia comigo. O link
também tá aqui na descrição deste
podcast. Não esquece de aplicar os
cupons, tá bom? Você tem que aplicar os
cupons a Ner 40 ou A ni 20 para você ter
o desconto. Joia? Ah, tá tudo detalhado
aqui na descrição. Vamos para esse
episódio que tá muito legal esse papo
que eu bati com a Mario. Obrigado por
ter aceito o convite para trocar essa
ideia.
>> Imagina. Eu que agradeço pela
oportunidade, pelo convite. Tô bem
animada pra gente conversar.
>> Ah, que legal. Então, olha só, Mário,
vamos começar começando já, porque se
tem eh, pô, eu não sei, tem duas coisas
que eu queria começar que agora já não
sei por onde eu começo, Mário, porque a
tua abertura, eu vou começar pela tua
abertura, porque ela me ela me lembra e
e casa um pouquinho com a minha abertura
também. Mas acho que paraa gente aquecer
essa conversa, quero contar uma uma
história bem breve mesmo, galera. A Mari
já vai falar, tá? Só quero contar,
porque eu vim do movimento pentecostal e
se tem muito forte, uma característica
forte do movimento pentecostal, ah, do
qual eu fazia parte, muito essa ideia da
espontaneidade, né? Ah, o culto é de
Deus, então Deus sabe o que faz, então o
culto não tem, o culto tem hora, a gente
ouvia muito isso, o culto tem hora para
começar, mas ele não tem hora para
acabar, né? Então assim, se deixava, se
tinha muito essa ideia de uma liberdade
do espírito, aquela coisa toda e tal.
Obviamente, como eu era da sede, a sede
sempre é mais controlada, né? O pessoal
até brinca que a sede o pessoal é a
Babilônia, o pessoal nem é crente quem
convive, quem congrega na sede. Gente,
eu tô falando da minha realidade
pentecostal aqui em Santa Catarina,
beleza? Se na sua nunca foi assim,
glória a Deus, parabéns. Mas aqui a
minha realidade era essa. E tinha muito
essa discussão, entendeu? Eu lembro até
que a galera fala assim: "Não, mano, mas
tem liturgia também no movimento
pentecostal". Não, nosso culto não é uma
bagunça, não tem aqui a entrada, a hora
do hino, a hora da oferta e tal. Só que
é uma coisa que realmente, pelo menos
até onde eu me dava conta como membro e
até um estudioso do movimento
pentecostal no início da minha carreira,
não se tinha essa essa ideia de uma
liturgia com intencionalidade,
sabe? E aí, Mari? Eu sei que a gente
atravessa um pouco a pauta que tu fez,
mas eu queria que tu explicasse um
pouquinho essa tua, eu sei que isso é
mais lá pro final da nossa conversa,
segundo a tua pauta, mas bem-vindo ao
Betcast, Márija. Aqui é o Espírito
Santo.
>> A gente trabalha com espontaneidade.
>> Exatamente. Eu tava aqui criticando, mas
no fundo eu sou igual porque a gente a
gente a gente sai do movimento
pentecostal, mas o pentecostalismo nunca
sai da gente. Mas falando sério, Mário,
é legal a gente perceber isso assim,
porque eh eh como assim? A igreja sempre
teve essa preocupação com uma liturgia
que ensina alguma coisa, porque e quando
tu fala isso me parece um papo meio da
galera do lecionário, a galera aí de
sabe e eh século X7. Me vem muito essa
coisa assim reformada a liturgia e tal,
não sei quê. Cara, mas será que os
pentecostais não estão certos de ter um
pouco mais essa leveza? Porque no fundo
a Bíblia e a igreja primitiva e os
primeiros séculos da igreja não tinha
essa preocupação, a liturgia que
comunica alguma coisa. Enfim, joguei
essa para ti, Mari, vou tomar uma água,
te vira.
>> Muito bom. Bem, quando a gente pensa em
liturgia, realmente o primeira a
primeira impressão que pode se ter é que
é algo muito engessado. Eu lembro de
outro dia eu tava conversando com uma
amiga, ministra de música também e aí eu
falei alguma coisa de liturgia. Ela
falou: "Não, mas a gente não pode usar
essa palavra porque essa palavra é muito
rígida e as pessoas podem se assustar
com isso e tudo mais."
Quando, na verdade, a liturgia, no seu
sentido literal significa serviço
realizado pelo povo ou em prol do povo.
Então, quando a gente traz essa palavra
pro contexto da celebração cristã, ela
tá justamente
buscando reforçar a participação do povo
no momento da celebração de culto, se a
gente puder eh resumir dessa forma.
Então, toda igreja tem uma liturgia.
Liturgia não tá restrita apenas a uma
estrutura mais tradicional de culto das
igrejas de tradição histórica ou de
tradição reformada ou mesmo limitada à
liturgia da Igreja Católica, por
exemplo. Liturgia diz respeito a
serviço. E a gente pode entender
liturgia tanto enquanto estrutura e
forma e aí a sequência dos atos do
culto, quanto como a própria
participação desse desse ente, dessa
pessoa que celebra. Então, a congregação
presta serviço no culto, a congregação é
atuante no culto, ela também está
ativamente participando da liturgia,
está em liturgia ao longo do culto.
Então, eu gosto dessa palavra porque ela
traz, ela diz respeito a serviço, ela
diz respeito à atividade, ela diz
respeita à intencionalidade no culto.
>> E aí, nesse sentido, é óbvio que o culto
pentecostal ele tá carregado de
liturgia, né? Eles só não chamam dessa
maneira porque eh inclusive o culto
pentecostal, o leigo tem muita
participação, né? O o seu Zé, a dona
Maria, né? O seu Antônio, que que sabe
que trabalha numa sabe numa funilaria lá
na igreja, ele é o presbítero, ele canta
o indo da arpa, né? Ele convida a
igreja. Então, nesse sentido, o coral,
>> ele rege o coral, né? Inclusive a, né?
A, a dona Zuleica, né? Dona de casa,
criou três filhos sozinha. né? Eh, eh,
eh, eh, e eh eh limpa a casa, mas lá ela
é regente do coral, entendeu? E aí eu já
lembro já mesmo, cara, daquelas irmãs,
entendeu? Regendo, virava pra igreja e
fazia todo mundo cantar Ciane. Então, tá
carregado de liturgia, né? Porque de
fato eu penso que Mari me ajuda aqui
para eu não cometer um preconceito,
porque parece que e aqui, gente, eu tô
falando uma impressão minha que eu
quero, eu eu posso estar errado mesmo.
Então, por favor, eu não tô sendo
preconceituoso, mas é que parece que o
movimento reformado ele sequestrou a
palavra liturgia.
Eh, e, e aí a gente acabou, não, essa
palavra não é boa, sequestrou, mas eu eu
pensei sequestrou, deixa sequestrou
mesmo.
>> Se aproprria, né?
>> Se apropriou. É,
>> e é igual teologia bíblica, né? Muitas
vezes se fala de teologia bíblica, mas
tá falando de teologia bíblica
reformada, né? Não se como se só
existisse, né?
>> Exato. Como se a sã doutrina fosse só o
calvinismo e tal, né? E isso é bem
complicado no que diz respeito ao mundo
da teologia, porque a teologia é muito
maior que o calvinismo e a tradição
reformada. Mas parece que eles eles se
apropriaram de tal maneira, eu essa
palavra é bem melhor, Mário, obrigado.
Sequestrar é uma palavra horrível,
porque parece que eles estão fazendo
coisas más. Eles não estão fazendo
coisas más, mas eles simplesmente
trazem, né, para a discussão como algo
deles, assim, tipo, como se eles
valorizassem. E aí eles fazem uma
parada, como tu disse, que fica não,
liturgia é isso, é essa ordem no culto,
tem que ter isso, precisa ter aquilo e
tal. E aí a gente, ah, não, liturgia é
uma coisa que é deles, a gente que aqui,
a gente é do espírito, a gente não tem
liturgia, quando na verdade a palavra é
muito mais ampla, né? Muito mais ampla.
E aí a gente pode falar de uma liturgia
reformada que segue esses princípios e
tal do culto, aquela coisa toda,
triplice amém e coisa arada e tal, o que
eu acho bonito e super respeito. Só que
às vezes a gente, né, do povo, a gente,
ah, não, liturgia é coisa dos
reformados, liturgia é coisa dos
luteranos, né? Exatamente. E a própria,
o próprio uso da palavra liturgia
no texto da Septoaginta, ele também tá
sendo direcionado ou utilizado pro
trabalho até mesmo dos dos levitas no
serviço do tabernáculo, do templo.
Então, ela diz respeito a prestar um
serviço a Deus e à comunidade do povo de
Deus. Então, sim, a gente pode dizer que
toda igreja tem uma liturgia nesses
nesses dois sentidos, né? no sentido de
que a comunidade é atuante e no sentido
de que tem uma certa estrutura, mesmo as
que têm uma liturgia um pouco mais
flexível, mais livre, mais espontânea,
não deixa de ter ali uma certa
sequência, uma certa previsibilidade. A
gente sabe nem que seja um pouquinho
para onde aquela reunião vai caminhar e
o que se espera do que tá acontecendo
ali. Então, a gente não devia ter medo
dessa palavra. Eu eu acho que a gente
deveria gostar de falar sobre isso,
porque a ao verbalizar, a trazer paraa
conversa esse tipo de expressão, a gente
traz o sentido dela também, que é de
atividade, de atuação, de cooperação.
>> Sensacional. Sensacional. Bem, por falar
em culto, Mari, o culto eh o culto
cristão ele não nasce pronto, né? Assim,
existe uma fórmula de culto que a Bíblia
dá, o culto tem que ser assim, né? O
culto cristão, porque às vezes a gente
ouve também assim, não, o culto cristão
é isso, não pode ter aquilo, né? Não,
porque o culto cristão é isso. Eh, dá
paraa gente cravar assim, tipo, sabe, o
culto cristão, ele tem que ser assim,
porque a Bíblia diz que o culto cristão
é assim. A gente consegue cvar isso pelo
menos na Bíblia Sagrada ou no primeiro
primeiro, segundo segundo século, é
porque o primeiro século é a Bíblia ali,
o Novo Testamento, né? Mas sei lá,
segundo, terceiro século, dá pra gente
cravar o culto cristão tem que ser
assim, porque era assim na Bíblia e nos
cristãos primitivos.
a gente consegue absorver do texto
bíblico algumas referências da prática.
O Novo Testamento ele não apresenta pra
gente um manual, não dá uma receita, não
dá um padrão fechado de como era o
culto. E a gente entende também que era
uma reunião que tava se desenvolvendo,
era uma igreja que tava nascendo. Então
tudo eh é muito orgânico, é muito
caseiro e ao mesmo tempo, nesse primeiro
século, nesse primeiro momento de
cristianismo, tudo sofre muito uma
influência da religião judaica. Eh,
então o culto cristão primitivo, ele tem
ele ele bebe do culto da sinagoga. A
gente já conversa um pouco sobre isso,
né? Eu sei que nós já tivemos alguns
episódios aqui que falam sobre isso.
Então, tem uma estrutura básica ali que
ele segue, sim, não é uma coisa
totalmente eh sem referência. Ele segue
a estrutura básica da sinagoga, que se a
gente for simplificar, resumir, a gente
coloca ela em três grandes momentos. um
momento de louvores, de louvores a Deus,
que são acompanhados pelo pelo entor dos
salmos, as canções, um momento de
orações e de petições, de intercessões e
o momento da exortação do ensino, que é
a leitura do dos textos sagrados e
alguém habilitado explica os textos. E
esse essa estrutura de reunião acontecia
na sinagoga, que era o espaço de
manutenção da identidade do povo, da
cultura e da religiosidade do povo de
Israel. O culto cristão, logo no seu
início, ele bebe dessa fonte. Então, as
reuniões, elas são eh com uma estrutura
parecida. O texto bíblico, ele não traz
pra gente um manual. A gente consegue
perceber que no início eles replicam
essa estrutura por conta de menções à
prática. Então, a gente vê menções a
quando eles se reúnem, especialmente
Primeira Coríntios 14, né, que fala lá
sobre a questão da ordem, eh, no culto.
Primeiro, eh, o texto orienta a respeito
da profecia, mas a partir do verso 26,
se eu não tiver enganada, a gente começa
a falar sobre o culto especificamente. E
aí tem ali uma sugestão
do que seria uma sequência de atitudes,
de ações no culto. Então, um tem um
salmo, um tem uma profecia, um faz isso,
outro faz aquilo. a gente percebe ali e
o que os estudiosos dizem é que
provavelmente o Paulo tá citando numa
sequência lógica do que eles faziam, não
ia colocar as coisas eh aleatórias, né?
>> E isso em Corinto, né? É uma observação
importante também isso na na cidade de
Corinto. Talvez a o culto, né, na Galáia
fosse tivesse uma estrutura diferente,
né, em Éfeso. Enfim, porque é uma coisa
que a gente tem, a gente às vezes tem
uma visão que não é na Bíblia, na Bíblia
é assim, não, mas pera aí, mas em que
contexto está aquilo ali, né? Mas a
gente pode, mas a gente pode cravar e
então eh louvor, eh oração e palavra,
né? Oração,
>> ah,
>> como esses elementos
primeiros, né? Primários. Depois a gente
acrescenta alguns elementos que são
próprios do cristianismo dentro da sua
da sua concepção ali, né, de religião,
de de crença, que é a ceia e o batismo.
Então, a celebração da ceia, ela entra
também na reunião cristã. E a gente
percebe, e aí a gente já tá falando um
pouco ainda de cristianismo do primeiro
século, mas já ali de segundo século, a
gente percebe que tinha eh uma uma
celebração refeição. Então eles se
reuniam para fazer a refeição, que era
chamada até de festa do amor, né, ágape
e tudo mais. tinha esse momento de de
celebrar, de vir comer, que é também uma
questão em Corinto, né, que o pessoal
fazia de qualquer forma, uns comiam
antes dos outros e aí quem chegava por
último ficava sem sem participar da
festa. E aí tem também depois uma
diferenciação desse momento de festa pro
momento de celebração eucarística mesmo,
que é o memorial do sacrifício de Jesus,
a ordenança que o próprio eh Senhor
Jesus faz. Então, a gente tem esse
tripé, digamos assim, que é herdado da
sinagoga, mas a o acrescento aí da ceia
e também do batismo como uma prática
própria dos dos cristãos, né, dentro dos
moldes que a gente que a gente conhece.
Então a gente vê esses elementos, Bibo,
essa estrutura, esse esqueletinho, ele
vai se preservar ao longo de toda a
história. Então até hoje a gente não vai
fazer esse salto enorme, mas só puxando
um pouquinho, até hoje você identifica
esses elementos de uma forma ou de
outra, com alguma ênfase maior em um ou
em outro, a depender ali da tradição,
mas esse esqueleto ele se preserva. E aí
nos primeiros séculos ele é bem
orgânico, as as igrejas elas são
caseiras, é tudo assim muito muito
dinâmico. E depois você começa a ver já
a partir do segundo e terceiro século
uma uma busca por uma organização, por
uma estruturação dessa forma litúrgica
paraa reunião para eh dos crentes.
>> Tá? Vamos lá, vamos pr partes, então.
>> Ah, o que tu falaste desse esqueleto aí,
né, que é a oração, leitura da palavra,
eh canto, né, depois é é louvor, oração,
palavra e depois, né, batismo e ceia,
né, o cristianismo ele coloca. Isso
seria o imprescindível.
Então, se a gente for olhar, se a gente
for olhar paraa escritura, um culto
cristão, ele tem como imprescindível,
posso usar essa palavra, Mari?
Imprescindível.
>> Eu creio que tem como elemento
fundamental ali, fundante,
>> é, né? Tipo assim, é claro que quando eu
digo que é imprescindível, não quer
dizer que tem que batizar e fazer ceia
todo domingo, ainda que uma igreja que
faça também não tem, porque sabe que
pessoas têm dúvidas sobre isso, né? Meu,
pode, pô, eu fui na igreja de um de um
de um amigo, nossa, e lá tem a ceia? E
eles falaram que tem ceia todo domingo.
Nossa, pode fazer ceia todo domingo,
porque comumente se faz uma vez por mês,
né? A maioria das igreas fazem, tem o
dia do culto da Santa Ceia e tal. Isso.
>> E mas era uma marca, né? Essa refeição,
pelo que dá a entender, em Atos 2:42,
era realmente uma prática bem comum de
se reunir. Os cristãos se reuniam, tinha
comida, o partir do pão, né? e que era
também esse momento de e eh celebrar, de
viver, de relembrar, enfim, a a morte e
o sacrifício de Jesus Cristo por eles e
tal. Então isso assim é esse esqueleto,
ele é a base. O esqueleto é sustentação,
né? Então vamos usar esse, né? Então é a
sustentação de um culto cristão. Tem que
ter oração, tem que ter palavra, tem que
ter louvores. É muito bonito, né? Você
até fala no seu livro, né? A música e a
igreja, gente. Ó, aqui é o livro da
Mariana Godói. Ela até fala sobre os
hinos cristológicos e tal. falei um
pouco sobre a música gospel aqui, tá bem
legal.
>> Eh, você tem hinos até, né,
provavelmente os hinos cristológicos ali
que a gente tem nas cartas de Paulo e
tal, provavelmente são hinos que eram
cantados e tal. Então você tem esse
esqueleto aí que ele é eh assim, ele
mantém a estrutura do que é um culto
cristão, né? um culto cristão se
sustenta nessas bases e tal, mas agora
você começou, né, andando, né, a igreja
ela vai passando também por uma
modificação, ou seja, aquele povo
perseguido, de repente começa a virar o
status qu, assim, aquele povo perseguido
não é mais perseguido, há uma
institucionalização da igreja ali a
partir do século II e tal, se não me
falha a memória.
>> Isso aí.
>> E aí, o que que isso muda no culto
cristão? Acontece que agora a partir do
século 3 e aí depois século 4 paraa
frente a gente já não tem mais uma
resistência
a reunião cristã, ao culto cristão, não
tem nenhum tipo de de hostilidade ou de
perseguição. E depois até você tem uma
institucionalização, né, e um
crescimento, um apoio. Então o que muda
é que com essa abertura do cristianismo,
nós vamos vamos perceber que existe
também um favorecimento. Então, surgem,
é o momento em que surgem os grandes
templos, as grandes estruturas e o
cristianismo ele, ele fica pop, né? Ele
fica popular. Você tem muita gente
participando, muita gente aderindo,
muito bispo, muito líder ali. E a igreja
ela precisa então criar uma estrutura. E
é aí a gente já tinha uma certa
estruturação de culto, não é
simplesmente com essa abertura que você
tem, mas você reforça isso, você reforça
essa estrutura porque você precisa eh de
certa forma manter a identidade. E algo
muito interessante que acontece, Bibo,
que eu até costumo comentar muito nas
aulas que eu que eu dou a respeito
disso, é que a gente eh o cristianismo,
ele precisou ser normatizado,
regulamentado, para não correr o risco
de tanta proliferação de de heresias.
Então, quanto mais popular fica, mais
chance você tem daquilo perder o
controle. Até hoje é assim, né? E aí uma
das formas, uma das soluções que se
encontrou foi de normatizar. E aí
surgiram manuais das celebrações,
manuais para os leigos, até o próprio
fato da do canto que estava muito
próximo do leigo da congregação, agora
ele passa a ser regulado e só o clero
pode compor nessa tentativa de frear a
proliferação de heresias. Então são
algumas ações que são feitas ali pra
gente manter preservar uma identidade.
Nem sempre acontece com tanto sucesso,
né? Mas a gente tem essa diferença aí
que é essa essa tentativa de uma
estruturação mais segura, se a gente
puder h colocar dessa forma.
>> Uhum. Legal. Ah, dando uns passinhos
para trás, Mari, acabei me atropelando
aqui, mas você falou ali que a partir do
terceiro século tem uma uma
regulamentação e tal. Aliás, o dízimo
começa a ficar muito forte nessa época
também, né? A máquina fica grande, a
gente precisa de mais dinheiro, gente,
sério. Texto do Alder Souza de Matos,
muito legal sobre o dízimo, na Ultimato.
Ele traz esse dado. Eu nunca fui
averiguar, tô confiando na pena do
Alderia aqui, né? Mas realmente o dízimo
ele começa a ser institucionalizado na
igreja cristã a partir do quto século,
porque a máquina fica grande e a gente
precisa sustentar essa parada aí, né?
Como é que a gente pega algo fixo da
galera? Vamos trazer a teologia do
dízimo para cá, porque até então não se
tinha, né? Mas vamos lá. Isso. O que a
gente possa só acrescentar com relação a
isso, a gente tem eh uma menção
interessante a esse momento de coleta
dentro do culto, que é o texto da do
Justino Marte, apologia do Justino
Marte. Ele faz uma narrativa de como é a
reunião cristã. Esse texto é por volta
do ano 150. Então, é isso que eu ia
fazer. Eu eu ia eu ia fazer, não, eu ia
pedir para tu trazer esse movimento, mas
só para situar a nossa audiência aqui. A
gente tava lá no quto século e aí a Mari
falou que tava tendo já uma
regulamentação, mas eu ia perguntar pra
Mari se antes do quto século já não tem
registro de como era o culto e essa
preocupação também com a liturgia, que é
o que ela vai falar agora. Manda bala.
>> Isso a gente tem sim. Antes até mesmo
desse texto do Justino, a gente tem a
dequ, que é é anterior, né, que são
algumas instruções, e lá você já tem uma
certa menção, a questão da celebração
eucarística, da santificação do domingo,
do batismo, da sexta. Tem algumas
orientações
bem básicas, é muito simples mesmo.
Depois disso, em 150, a gente tem um
documento importante da apologia de
Justino Marteir, que em que ele narra,
ele conta como é a celebração dos dos
cristãos. E aí o texto dele fala, né? No
dia que se chama sol, que é o domingo,
eles se reúnem, aí eles cantam, leem a
memória dos apóstolos, alguém faz uma
uma exortação, explica sobre, enfim, faz
ali a narrativa da reunião e ele
menciona essa coleta, esse momento de
coleta. Então, a gente percebe que é ali
um, talvez um dos primeiros documentos
em que você consegue relacionar
diretamente a prática do ofertório
dentro do culto. Até então a gente não
tinha isso tão juntinho, que para hoje a
gente, o momento da oferta do dízimo é
muito comum, né?
>> Mas você tem uma menção que ele faz é
cada um conforme as suas forças, então
conforme pode, de acordo com a sua
liberdade vai contribuir ou não. E essa
oferta é em função de ajuda aos
necessitados, aqueles que têm alguma
falta. Então, não é ainda essa essa eh
instituição de uma regra ou de algo tão
formal quanto depois na questão lá de
uma igreja maior e que precisa se
manter, né? Mas aí a gente tem isso,
então a gente tem o 150 com a a apologia
do Justino Marte. Depois, no século
seguinte, a gente começa a ter ali a
questão eh da tradição apostólica, que
também fala sobre as práticas eh da
liturgia. E a gente já começa a ver ali
uma estrutura de culto que é mais clara
e ela é dividida em dois grandes
momentos que a gente chama de liturgia
da palavra.
>> E olha só o nome, né? Liturgia, liturgia
da palavra. E a segunda, o segundo
momento seria o liturgia, a liturgia da
mesa ou liturgia eucarística. Então, num
primeiro momento, você dá uma ênfase
paraa leitura das escrituras, para esse
momento aí de meditação, de orações, e
depois você tem o momento da celebração
mesmo da ceia, né, da ação de graças
pelos elementos, da do partir do pão, da
divisão e tudo mais. Tudo isso já muito
estruturado no século II.
a gente percebe que desde o início
existe uma um uma certa estrutura e uma
preocupação. Algo interessante, Bib, é
que existe uma preocupação com o culto,
com o que se faz no culto, porque o
culto ele revela e ele constrói, e isso
é uma das minhas das minhas teses, o
culto ele constrói a identidade da
comunidade. E aí o que você faz, pratica
recorrentemente, semanalmente,
dependendo da do da comunidade, mais de
uma vez por dia, até e mais de uma vez
por semana, tá moldando a identidade da
comunidade, tá ensinando seus
princípios, tá reforçando as suas
crenças, se as seus valores, as suas
bases. Então, existe assim uma
preocupação com o que se faz ali e como
isso reflete enquanto testemunho também
o Deus que essa igreja servia.
>> Uhum. Uhum. Eu vou tentar trazer um
ponto aqui, Mari, talvez seja um
parêntese nessa nossa conversa, porque
tu tá me falando que eh existia muita,
já existia essa preocupação com a
reunião, né? E que já era no domingo
também, né, Mário. O domingo já desde
muito cedo, eh, ele não é o substituto
do sábado, obviamente, pelo menos eu
entendo teologicamente dessa maneira. Eu
acho que os primeiros cristãos não
entendiam também dessa maneira, né, como
uma substituição do sábado,
>> mas era pelo Eu eu também não sei
precisar essa informação, mas eu
acredito que não. É mais um lance de que
não, a gente faz no domingo porque o
Senhor ressuscitou no domingo e tal,
esse tipo de coisa assim. E até porque
>> é é então esse era o principal fator de
ser no domingo, né?
Ah, e até porque depois o cristianismo
deixa de ser, né, majoritariamente eh,
composto por judeus e vai ganhando
realmente outras etnias e e raças e tal,
>> tribos, línguas e nações. E obviamente
que, né, não precisaria estar preso ao
sábado necessariamente e tal. Enfim, mas
ah, quando a gente fala do culto, agora
eu abro um parêntese aqui, a gente sai
um pouquinho da questão histórica e vem
para uma questão até um pouco moderna ou
teológica geral,
>> porque às vezes eu vejo que algumas
pessoas elas eh tornam o culto de
domingo como realmente assim, cara, o
culto de domingo, sabe? Eh, o culto tem
que ser domingo e o dia do Senhor, né?
Geralmente é muito, o pessoal traz muito
essa ideia, o o santo culto e tal. E ao
mesmo e ao passo tem aquelas pessoas
que, mano, é, ah, culto, tanto fez, o
cristianismo é no dia a dia, né? Eu não
preciso do culto, ah, o culto é só a
galera lá, não sei o que, tal.
>> Como é, onde tu tá nesse espectro assim,
Mário, como é que tu entende? Tu é dessa
turma mais o culto, o dia do Senhor e o
santo culto e tem que ser o culto
domingo não pode? Eh, bem, eu acho que
do outro espectro tu não tá, até porque
tu é professora de teologia. Espero que
tu esteja. Eu julguei agora. Fui bem,
fui legalista aqui agora. Tá,
>> se eu tivesse ia falar que não tô. É, é
boa. Mas enfim, tu entende esses dois
extremos que eu tô? Porque assim, a
gente tá vendo que desde o começo tem
uma preocupação com o culto, né, de
criar uma liturgia, de você organizar,
você ter uma estrutura.
E então o culto é uma coisa importante
para o cristianismo, né, desde sempre.
Eh, mas será que às vezes não tem uma
galera que talvez eh tem uma idolatria
do culto? Joguei aqui.
>> Existe isso? Po, pode acontecer isso?
Não sei.
Pode acontecer e não é uma história
recente. Isso foi uma crise, eh, um
problema, enfim, uma questão a ser
refletida e buscou-se soluções nisso no
período da reforma já, viu, Bib? A gente
tá meio voando na história aqui, né? Mas
algo interessante é que esse essas
dúvidas elas surgem. E por vezes o nosso
aí pensando, refletindo, né, uma um
olhar um pouco mais pastoral para coisa,
acho que o nosso coração ele busca
adorar sempre alguma coisa, né? Ele quer
construir ídolos para si. E aí, por
vezes, a gente maquia esses ídolos com
com uma capa de religiosidade. Então,
ah, tem que ser o domingo, é sacramenta
aquela aquele dia, porque é isso. E
acaba perdendo a função, se transforma
um um farisaísmo moderno, né? Por que
que a gente preserva o domingo? por
conta da história, por conta da
tradição, por conta do sentido. Se a
gente um dia não puder mais cultuar no
domingo, a gente vai deixar de cultuar?
Não, a gente vai encontrar alternativas,
né? Uma convenção aí, até o nosso
calendário, ele é organizado de forma
que a gente tenha um dia livre no
domingo, então tudo contribui, mas pode
ser que não fosse. Então a gente precisa
pensar nisso. Existia uma preocupação
sim para que houvessem reuniões
regulares, para que os crentes não
deixassem de congregar. Isso é uma
orientação bíblica. E aí ao longo da
história isso vai acontecer novamente.
Essa crise do não deixar de congregar,
como a gente faz para as pessoas
frequentarem a igreja. No próprio
período da reforma, com toda aquela
efervescência lá, existiam até mesmo
leis para os países que vão se converter
a um protestantismo, leis que obrigam as
pessoas a irem, a irem pra igreja, a
irem pro culto e se não fosse tinha que
justificar. Então tinha essa questão de
ter um dia, de ter esse cuidado, mas a
gente não pode transformar o dia do
Senhor em um ídolo. E ele é um espaço. E
aí é importante pensar no princípio. Eu
gosto de trabalhar com princípios e
gosto de trabalhar com equilíbrio
também, né? O princípio é, você tem,
você tem que preservar, você deve
preservar um momento para estar
totalmente concentrado naquela naquele
tempo de devoção, de adoração, de
crescimento, de comunhão com a
comunidade. Então, o culto, o culto
público, que é o que a gente tá
conversando aqui, o culto
congregacional, ele é esse momento em
que a gente, como diz o o antigo hino,
né, a gente marca o encontro com Deus.
Então, a gente toma ali naquele espaço
uma consciência da presença, da
realidade de Deus e de quem nós somos em
Deus. Então, é importante manter essa
rotina, essa prática, mas não significa
que se não for no domingo a gente vai
estar em pecado, né?
>> Uhum. Uhum. Muito bom. Muito bom. Muito
legal. Poxa, é, inclusive acho que esse
pode ser o nome do episódio, né? A
importância do culto público.
>> Legal.
>> Pode ser, pode ser, pode ser até o nome.
Bem, a gente tem alguma questão da da
Patrícia que ao período medieval ali,
né? A gente tem a questão ali dos
primeiros quatro séculos e tal, depois
vem a Idade Média. Alguma coisa acontece
na Idade Média ali antes da reforma. O
que que a gente consegue pensar?
Lembrando, gente, focando mais na igreja
ocidental, tá bom? Eh, no Oriente se
desenvolvem outras liturgias, outras
paradas que não é o nosso foco aqui.
>> Isso, exatamente. A gente consegue
pensar essa estruturação extrema surge
aí nesse período e a propria Idade Média
ela é dividida em muitas fases, né? Eu
sou pesquisadora de culto, mas não não
sou historiadora, então posso cometer
algum erro aqui em alguma informação,
mas a gente sabe que ela tem uma divisão
de fases, de momentos. Então é um
período longo, com muita coisa
acontecendo, mas a gente destaca que
aparece ali uma cada vez mais essa esse
essa atuação da da reunião, ela passa
pro clero até o momento em que h a
congregação ela tem pouquíssima
participação
ativa na reunião no que diz respeito à
consciência do que tá acontecendo em
parte por conta do idioma. E aí algo
importante a destacar é que nem sempre
toda a reunião era feita em latim.
Existiam algum algumas reuniões em que
momentos dela era eram feito na língua
feitos na língua do povo, mas a maior
parte era as orações eram em latim, as
canções eram em latim e as pessoas não
conseguiam acompanhar aquilo. Então você
tem ali uma um o culto ele vira as
costas pra comunidade, se a gente puder
dizer assim. E você tem também uma perda
do senso de congregacional, Bibo. E aí,
isso é algo interessante a gente pensar,
porque quando a gente vai fazer essa
virada para para então os a reforma e a
reforma do culto em si, o que que a
gente tem ali de momento? Um culto que
não é um culto congregacional, porque
você tem um grande salão, um templo em
que você tem um altar aqui h na frente
com uma missa acontecendo, do numa
lateral você tem um outro altar menor
com outra missa acontecendo e na outra e
ao redor da igreja você tem os altares
aos santos e as pessoas elas ficavam
transitando ali dentro, fazendo as suas
orações paraos seus santos. Aí orações
em voz alta. E assim, pensa numa num
mercado popular. Essa é a imagem que eu
tenho, muita gente andando, muito
barulho, muita coisa acontecendo ao
mesmo tempo. Então, a gente chega nesse
momento em que você não tem uma
participação, hã,
concentrada das pessoas caminhando entre
o o momento da da celebração como um
todo. Você tem uma distância da
atividade, da consciência do que você tá
fazendo ali, porque o que que eles
aprendem? Tem que cumprir, porque senão
você perde seus privilégios, né? E aí a
gente vê o surgimento das indulgências,
esse essa estrutura das indulgências e
tudo mais. muita coisa acontece, mas é
esse momento que você tem de uma
descaracterização do culto como o espaço
da comunidade reunida e junta caminhando
para esse para esse movimento aí de
adoração, né, e de celebração que
acontece
>> na reunião
>> o culto vira uma o culto ele a gente
poderia dizer que o culto ele vira um
meio de manipulação, ele vira um meio de
sustentar o poder. É porque assim, na
idade média a gente tem muito isso, né?
Ah, os poderes se misturam bastante, né,
em boa parte da Idade Média, assim.
>> Sim. Exato. Muitos interesses ali, né?
Exato. É como se o culto, então, ele
deixasse de ser uma adoração pública e
passasse a ser só um meio de controle.
>> Exatamente. Faz muito sentido.
>> E e de controle até mesmo quando a gente
pensa na percepção do leigo, a gente
pode até imaginar que de certa forma ele
também se entendia como alguém que pode
manipular ali o quanto ele recebe ou não
de Deus. porque vai depender do quanto
de devoção ele tem, de oração ele faz, o
quanto de indulgência que ele é capaz de
comprar e tudo mais. Então, esse
movimento aí de uma de um espaço de
manutenção de estruturas de poder, mas
também de uma certa h
imaginação, uma concepção, uma ilusão de
que você pode comprar algo de Deus ou do
céu, enfim, da divindade, né? a gente
acaba voltando um pouco as religiões eh
que pensam que pelo muito dar conseguem
atrair a a graça e a atenção da da
divindade.
>> É, a teologia da retribuição nunca saiu
de moda, né? Ela tem na Bíblia, ela tem
na história e ela tem hoje, né? Só ligar
a televisão.
>> Ah, que aliás até tipo e é muito triste
você pensar que existem, eu não quero
citar nome aqui, apesar de já ter falado
bastante dessa igreja, contra essa
igreja aqui no meu canal, mas esse aqui
eu vou poupar a Mari. Mas cara, tem
igreja, tem uma igreja que me vem à
mente, assim, pelo menos umas duas,
três, quem sabe, mas onde o culto é
espaço de manipulação e manifestação de
poder para manter status e sustentar
impérios, né? O culto não tem nada a ver
com Deus, é apenas um meio de manter o
povo ali, né? Eh, preso numa ilusão, no
que eles chamam de culto cristão. É
muito triste isso, né? A Idade Média
está entre nós em vários aspectos.
Exato.
>> A única diferença é que agora a gente
tem talvez mais acesso à informação,
então a gente conhece mais
>> esses excessos, esses extremos, esses
desvios, né? Mas eu não penso que esteja
tão diferente assim.
>> Sim. É, muita gente tem, a internet tem
feito isso, né? A gente já falou várias
vezes aqui no Betcash, eu falo muito
isso no meu Instagram também. Muitas
pessoas acabam eh se percebendo num
movimento complicado porque estão
acompanhando algumas pessoas da
internet, né? de repente e rapaz, a
minha igreja faz isso aí. E rapaz, não é
que esse cara falou tem tá sentido
mesmo. Então, muita gente assim se
percebe numa igreja ou tóxica ou uma
igreja herética com doutrinas
complicadíssimas por conta da internet,
né? Muita gente acaba inclusive saindo
dessas igrejas por conta da informação
que recebe. A informação ela é muito
poderosa e eu creio também que existe o
agir de Deus também, né? Quando pessoas
eh eh querem fazer a vontade de Deus e
trazer uma teologia saudável, eu creio
que há a mão de Deus nisso também. E
tenho certeza que Deus usa o nosso
canal, como utiliza outros, né? Eu sei
que o Discópio houve muitos testemunhos,
o próprio Iago Martins, o Escola do
Discípulo, só para citar alguns aqui,
Víor Fontana também agora, Paulo que
estão com canais grandes no YouTube e
tal. Eh, com certeza eles, mano, eu
aprendi a vida inteira errada, obrigado
e tal, né? Claro que não é a nossa
responsabilidade de fazer isso, mas a
gente tem como mestres temos, a gente
sabe que temos responsabilidades naquilo
que ensinamos, né? E procuramos fazer
com temor, né?
>> Eh, talvez nem sempre a gente acerta,
mas a gente sempre procura acertar e
trazer uma uma informação que tenha base
histórica e tal, porque é isso, a pessoa
se percebe no movimento. Agora vamos lá,
a gente tem, ó, isso foi uma trovada,
>> não foi? Portão aqui.
>> Nossa, V, o maridão chegou, pede para
ele não tirar a camisa. Manda um whats
para ele. Olha, não entra, não entra,
não entra sem camisa, hein, que eu tô
gravando. Não entra sem camisa que eu tô
gravando.
>> Então o que acontece, Mari? Eh, aí a
gente tem o quê, né? Na idade média não
tinha internet, né? Você tinha os
folhet, você eh Mali Mali tinha recém a
imprensa ali no período. O que que a
reforma traz de frescor nesse sentido?
Eh, como que Lutero, né, filho do seu
tempo? Como é que ele começa então a
repensar, ressignificar? Como que o
culto na reforma eh começa a se
manifestar?
Ótimo. Algo muito caro pro Lutero trazer
a centralidade
das escrituras pro culto, né, pro
momento do culto. O que a gente tem aí é
um é um culto que não tinha como
proeminência a instrução por meio da
palavra. Você tinha homilia, você tinha
leitura dos textos sagrados, isso nunca
deixou de acontecer, mas o foco tava na
celebração eucarística. E algo
interessante é que o processo de de
celebração eucarística era visto também
como uma espécie de entrega de de de uma
eh um rito. Vamos pensar no no sistema
da entrega dos sacrifícios do Antigo
Testamento. Então você tem ali alguns
reflexos, né? Então o foco tava ali
nisso, uma espécie de sacerdotalização,
né, restrita e e que encobre aquele
momento. A partir da reforma, a gente
percebe algumas mudanças nesse olhar pro
culto. Então, a celebração eucarística
permanece sendo importante, mas a
centralidade das escrituras também. E aí
isso é muito
evidente quando você percebe esse esse
impulso e esse trabalho, esse
investimento para que a escritura ela
ela seja de fácil acesso, esteja na
língua do povo. Isso a gente sabe, né,
que foi um movimento que aconteceu. A
imprensa favoreceu muito isso. Então eu
penso que algumas coisas acontecem na
plenitude dos tempos, né? Olha só a
providência, eh, trabalhando ali para
que a palavra ela fosse divulgada de
forma mais facilitada, né, na língua do
povo. Então, você percebe isso. Existem
mudanças também dentro do culto no que
diz respeito a essa questão da língua,
da língua vernacular, não significa que
tudo passou a ser na língua do povo. A
gente ainda preserva algumas orações,
algumas alguns momentos, mas algo
interessante que se tinha que já se
tinha na missa espécie de folhetinho de
folhetim que explicava os momentos do da
reunião e tudo mais, mas você tem ali na
reforma essa intenção para que alguns
momentos sejam consistentemente na
língua do povo. Então, as orações, os
reformadores defendem que não podem ser
feitas em latim, porque o povo precisa
concordar com o que ele entende. Isso é
um princípio importante até pra gente
trazer pra nossa realidade, né? O povo
tem que entender o que acontece na
reunião cristã. Ele não pode concordar,
ele não pode participar de algo que ele
não tem entendimento. As canções também
passam a ser na língua do povo e elas
passam a ser facilitadas. Então, o que
você tinha antes era uma estrutura de
música muito elaborada, com grandes
coros, com uma estrutura musical que a
gente chama de polifonia, que são muitas
melodias acontecendo ao mesmo tempo.
Isso é difícil de entender o conteúdo
mesmo, porque você tem ali um uma grande
massa sonora acontecendo ao mesmo tempo.
É muito bonito, mas é um tem um valor
estético que sobrepõe o valor do
conteúdo. E o que a gente vê de mudança
de mentalidade na reforma é que o
conteúdo é primordial, o conteúdo é
importante, você tem que entender a
palavra, você tem que ter consciência do
que tá acontecendo ali. Então a gente vê
esse movimento. Algo importante que
acontece também, e aí eu eu acho muito
curioso e recentemente até falei sobre
isso no Instagram, é que a estrutura da
mobília muda. Então você vai encontrar
igrejas do início da reforma que colocam
o púlpito, trazem o púlpito pro centro
do salão e os bancos ficam ao redor uma
estrutura aí eh octagonal, né, e
circular. E aí a a tentativa ali, o
interesse é de fazer com que as pessoas
visualmente percebam a centralidade da
palavra naquela reunião. Outra questão
importante que acontece na reforma é que
existe uma busca ali por concentrar todo
mundo no mesmo momento. Se antes você
tinha um um um grande salão em que
estava cada um fazendo ali o seu culto,
né, participando um pouquinho de cada
coisa, na reforma existe uma uma um
esforço muito grande para fazer as
pessoas entenderem que o culto é um
espaço de reverência, Bibo. Isso talvez
seja algo que a gente também precise
resgatar, né, cara?
>> Caramba, muito bom.
>> É, então o culto era para ser um espaço
de reverência. Existem reformador eh
reformadores. O próprio Calvino, ele
fala que o culto tem que ser um lugar de
silêncio, tem que ser um lugar de
concentração, de temor. Então não é não
é para fazer, sabe, eh, enfim,
espetáculo com aquilo, é pra gente se
concentrar mesmo. É um lugar reverente,
é um lugar silente, é um lugar,
>> mas acho que tem a ver com a cultura de
Calvino, Mar, né? Frio demais, entendeu?
Aqui na América Latina não dá esse
conselho de aqui a gente é alegre. aqui
na África também esse conselho de
Calvino aí não rola não, entendeu?
>> Ah, eu assim, eu penso que no no que diz
respeito à expressão, com certeza a
gente tem que trazer eh a nossa a nossa
cultura para dentro da conversa. O que a
gente não pode fazer é colocar a cultura
acima do princípio. Aí se a nossa
expressão ela sobrepõe o princípio de
que nós continuamos na presença de um
Deus santo e que o nosso culto é um
culto em que a gente compreende o que tá
acontecendo, aí a gente tem que
repensar. Mas obviamente é muito
possível fazer um culto extremamente
alegre, animado, dançante e
participativo com a mesma consciência da
santidade, da grandeza de Deus, né? O
que acontecia ali é que Deus era um era
um caixa eletrônico. Então você vai,
você pede, você deposita ali sua
contribuição e é isso, né?
>> Aí tem esse esse desejo de voltar.
>> Legal. É, até o a gente não vai se deter
muito aqui no lance de da música em
Lutério, que eu tenho um episódio muito
legal, BTQ 171, que eu gravei com eh
duas pessoas que estudaram a história da
música de Lutero e tal, é com a Fran e
com a Letícia. Tá bem legal esse
episódio. É o BTQ 171, é Lutero e a
Música. Bem focado mesmo na toda a
compreensão. A música tinha um papel
muito importante para Lutero, até
catequético e tal, enfim. Mas a gente
fala isso lá no BTQS 171. Vamos lá,
Mário. Outros outros fatores assim que
esse do silêncio é uma coisa e isso
explica algumas coisas, tal, né? Essa
essa orientação de Calvino, eu acho que
é e mesmo um culto alegre, ele vai ter o
momento do silêncio de se ouvir a
palavra, né? Eh, e às vezes dependendo
do movimento e cultos, eh, e tipo, eh, o
pessoal parece que não se acalma, né?
Sempre agitado, sempre naquela rotação
alta. E o aqui-vos e sabei que eu sou
Deus, ele às vezes algumas liturgias
podem perder um pouquinho essa dimensão,
né, do aquiietar-se e saber que ele é
Deus, né? Isso é importante esse
>> esse momento, né? Bom, tem algo que a
gente trabalha aqui na enquanto igreja
local e no seminário também eu tento
trazer para eles, é que o silêncio ele
também é litúrgico e nós precisamos
aprender a lidar com isso, porque uma
uma da dos efeitos do culto é que ele é
uma o culto tem uma proposta
contracultural, então ele não vai seguir
exatamente
as demandas da cultura em todo momento e
atender as necessidades que a cultura
nos impõe. Então, quando a gente pensa
no nosso contexto, ocidente, mídia,
acesso à informação, por vezes poluição
no que diz respeito à informação, a
gente é sobrecarregado, a gente é super
estimulado e a gente, por vezes pode
confundir, achar que tem que reproduzir
esse padrão no culto para ele ser
eficiente, para as pessoas se manterem.
E aí a gente acaba transformando o culto
num espaço de de entretenimento e a
retenção da atenção a todo custo. E aí
algo que a gente precisa pensar e aí por
isso que eu gosto de trabalhar com
princípios. O qual é o princípio, né? A
qual é a forma, a regra do momento? Tem
que ter silêncio, tem que ser aquela
coisa muito reverente. Mas o princípio é
o quê? A gente tá aqui se concentrando
completamente nesse nosso momento de
aumentar a consciência que nós temos
sobre a presença de Deus, de nutrir a
nossa comunhão uns com os outros, de
receber da palavra de Deus. E existem
situações agora, uma situação eh
pessoal, né? Às vezes na igreja a gente
faz um momento de silêncio, a gente
chama de oração silenciosa, né? Não tem
o teclado tocando no fundo, não tenho um
violão, não tenho nada. E eu eu também
faço a direção do culto e às vezes eu
preciso reforçar isso. Neste momento nós
vamos orar em silêncio, porque é para
ver se a gente consegue
>> olhar para dentro de nós. Nós estamos
tão acostumados a sempre ter um ruído
que a gente tem quearade de lidar, né?
>> Pois, mas eu tenho uma dúvida bem bem
honesta mesmo, Mari. O Espírito Santo,
ele age sem o pé, sem aquela nota
contínua do teclado que cria aquela
atmosfera?
>> Sabe que o Espírito Santo
>> já a presença de Deus? Exato. Porque
cara tem que ter aquela aquele tã, sabe?
Tem que ter alguém falando i, sabe?
>> Entendeu, Lord? Assim, cara, o Espírito
Santo age, meu, nesse silêncio, sabe?
Tipo, mano, porque esse padzinho ajuda a
gente se emocionar, né? Aquela fumaça e
tal.
A risada do, a risada do Orx, é isso,
>> um chorinho. Ajuda. Eu espero que o
Espírito Santo ainda esteja trabalhando
sem música, porque senão a gente tá um
pouco perdido.
>> Olha aí. É verdade.
>> É,
>> mas que que coragem, né? Eh, muito
legal. Ah, eu sou de uma igreja bem
tradicional também agora, né? Tem tem um
ano que eu tô na Meú, a Missão
Evangélica União Cristã. E eu e minha
esposa a gente queria mesmo uma igreja
eh menor, menos church, entendeu? menos
parede preta, menos fumaça, menos
barulho. A gente realmente tava bem eh
incomodado com os louvores modernos,
assim, uma questão bem cultural, meio da
minha esposa mesmo, sabe? A gente cansou
das músicas atuais, assim, o momento de
louvor para nós estava bem difícil, né?
A músicas repetitivas, som muito alto,
fumaça, luz, a gente não, a gente
envelheceu rápido demais nesse sentido
assim. E a nossa comunidade agora é uma
comunidade mais tradicional e tal, eh,
enfim, parede branca, luz toda acesa,
sem fumaça, louvores mais tradicionais e
tal, e a gente tá bem feliz assim. E de
fato tem momentos de silêncio mesmo. A
oração às vezes é só o pastor que tá
orando, a gente fica em silêncio. A
gente também tá se pra gente também tá
aprendendo a se adaptar a uma liturgia
eh mais assim eh mais baixa, por assim
dizer, baixa no de volume mais baixo,
uma coisa mais, sabe? Não dá nem para
conversar no culto que senão o pessoal
vai ouvir, entendeu?
Entendo. Eh, eu vejo que assim, eh, é
bom que nós tenhamos diversidade de
liturgias, né? Porque há quem necessite
de mais movimento, tá tudo bem, isso é
ótimo. E eu penso assim, né? O fato da
da Bíblia não nos dar uma estrutura tão
fechada, ela tem eh pontos muito
positivos e isso é um deles, a gente não
ficar preso a uma forma e acabar não
indolatrando uma forma, né? mas pensar
com princípios e como a gente vai eh
adaptar isso paraa nossa comunidade. E a
posição que vocês sua esposa fizeram foi
de discernimento, né? Vocês não
começaram a a criar ali um movimento
contra interno, contra a igreja de vocês
que vocês não gostavam. Vocês buscaram
uma comunidade que se identificam mais.
Isso é saudável, né? Isso é importante.
>> Ex. Olha, eu eu quero ser repetitivo
aqui, galera, porque eu queria que você
eu não vou repetir porque ela acabou de
falar, mas volta aí os próximos um
minuto. E isso acho que é a essência
desse podcast que tu acabou de falar,
Mari, que não tem uma fórmula pronta e
glória a Deus por isso,
>> porque se permite uma diversidade que,
sem sombra de dúvida, é importante no ID
por todo mundo, pregai a toda a
criatura.
>> É importantíssimo a gente ter isso em
mente. Muito legal. É,
>> mas e aí, Mari? Enfim, momento de
silêncio. Eu nem lembro onde a gente
estava historicamente.
>> Já vamos para agora. É, já vamos para
agora.
>> Ótimo.
>> Já v
>> aí depois disso, né, depois de reforma,
a gente tem aí mais eh pluralidade
ainda, porque você vai ter diferentes
tradições acontecendo, né, aquelas
diretamente herdeiras da reforma, que
preservam uma estrutura de culto bem
parecida com essa dos dois momentos, né,
a liturgia da palavra e a eucarística. A
própria igreja luterana tem essa
estrutura muito forte, né? Aí vem os
presbiterianos, depois vem os batistas
com uma estrutura um pouco mais livre e
assim vai diversificando. Pentecostais
também muita coisa acontecendo até a
gente chegar no momento de hoje em que a
gente tem ainda igrejas que preservam
uma estrutura mais tradicional de
liturgia e a gente tem igrejas que
preservam uma estrutura bastante h
simples no sentido de poucos elementos e
poucos momentos. E penso, Bibo, que aí a
gente começa a refletir também sobre,
OK, até que ponto a a contextualização
eh nos permite preservar elementos
fundamentais ou a gente faz tudo em nome
da contextualização?
Acho que não entendi. Me explica, me
explica. Não entendi. Onde tu quer
chegar com essa tua tua provocação, ela
quer nos levar onde?
>> Provocação no sentido acadêmico. OK.
Sim,
isso de reflexão, né, da gente pensar.
Quando a gente olha, um dos grandes
dilemas hoje, especialmente quando a
gente trabalha com culto, e e é uma
situação que a gente lida aqui no
seminário, trabalho em um seminário que
tem mais de 100 anos, que tem uma
tradição com formação de líderes e com
formação de ministros de música, que
hoje é a pessoa, o coordenador, líder da
adoração, líder do louvor, enfim, cada
igreja vai dar um nome, mas essa pessoa
aqui foi a ela delegada a função de
preparar o culto, né? né? Então,
geralmente quem organiza as músicas,
quem pensa na estrutura, acaba sendo
esse esse ministro, esse líder. E aí uma
das das questões que a gente recebe, que
a gente já ouve muitas vezes aqui, ah,
eu não vou mandar o meu o meu o meu
jovem, enfim, o meu membro da igreja pro
seminário, porque ele vai chegar lá, ele
vai ficar muito tradicional e e isso não
comunica mais. Hoje as igrejas não
querem saber de liturgia. Hoje pra gente
comunicar com as pessoas, a gente não
pode ser uma coisa tão enrijecida e a
gente novamente volta para aquele
estereótipo. E aí o que eu penso é como
é importante a gente conhecer a história
pra gente entender de onde viemos e e o
fato de não termos uma estrutura fechada
não significa que não tenhamos elementos
e princípios. E o fato da gente conhecer
nos faz conseguir preencher o culto com
momentos importantes necessários paraa
formação cristã. Agora, se a gente tá no
escuro completamente, sem nenhum tipo de
referência, o que que a gente vai fazer?
A gente vai chegar num modelo de culto,
eu chamo carinhosamente de culto
sanduíche. Eu vou te explicar porque o
que que o que que o o que que o
sanduíche tem, o pão, o queijo e o pão,
certo? O sanduíche mais basicão lá. E às
vezes a gente chega num culto que a
gente tem música, pregação e música. E
olha lá se a gente vai ter algum uma
pregação, né? Porque às vezes a gente
tem uns b uns minutinhos ali de palavra
devocional ou de qualquer coisa. e mais
muita música. E aí, por que que a gente,
o que que aconteceu pra gente chegar
nesse lugar, né? O o que que se perdeu
ao longo do caminho que a gente deixou
de orar com a congregação, que a gente
deixou de de ler a Bíblia com a
congregação, porque a leitura das
escrituras foi importante ao longo dessa
tradição do culto cristão e ela se
perdeu. Hoje em dia a congregação lê
pouco, hoje em dia a congregação atua
pouco. E pode acontecer de uma situação
em que você vai para um culto em que a
congregação só assiste. máximo ela
levanta para cantar no momento do louvor
quando tem espaço, porque às vezes o
culto tem tanta coisa, tem tanta
participação, tem tanto solo, tem tanta,
enfim, tanto elemento que se colocou ali
dentro que a congregação ela, o máximo
que ela faz é atuar 10 minutos e depois
ela só assiste.
>> Então, acho,
>> caramba, como é que faz, Marão? Porque
assim, eh, boa parte dos cultos
cristãos, que eu já fui e tal e olha que
eu rodo o Brasil por aí pregando, né?
Mas é basicamente isso. A gente senta lá
e e o muit muitas igrejas t um momento
de louvor bem extenso, né? 40 minutos de
louvor e tal. E aí é onde a gente tem a
participação e até às vezes forçado a
participar por conta dependendo do
ministro de louvor, né?
>> Aham.
>> Mas grosso modo, é geralmente isso, é
louvor, aí depois senta e vê o que tá
acontecendo, né? Quais são os elementos
que a gente poderia eh que talvez
poderiam dar um um plus assim, tipo, e
não ser só um sanduíche, entendeu? Mas
ter um pouco mais a participação da
comunidade, assim, quais elementos tu
acrescentaria?
>> Isso eu penso que é algo muito
importante, parece parece bobo a gente
falar, né? Mas a gente precisa orar. A
gente ora pouco no culto. A gente
incentiva as pessoas, a gente pouco
incentiva as pessoas a orarem e a gente
pouco faz as orações de forma
consciente. Então, acho, eu acho rico
quando nós temos momentos de oração
intencionais e não somente o Ah, acabou
de cantar se muito obrigado por esse
momento. Amém. Mas se a gente conhecer
as necessidades da comunidade em
comunidades eh menores, talvez seja um
pouco mais fácil fazer isso, né? Porque
você consegue dividir em duplas, orar
uns pelos outros, essa dinâmica fica
mais orgânica, né? Mas eu penso que até
mesmo em comunidades maiores, a gente
ser intencional nesses momentos é
importante. Eu defendo que nós
precisamos trazer de volta um momento de
interseção, que por vezes é pouco feito
de forma intencional. apresentar
necessidades, apresentar pedidos, a
gente se ver mais como comunidade e
menos como uma plateia que tá consumindo
uma programação. E como a gente se
entende muito enrijecido nessa estrutura
de plateia, de enfim, de programa que tá
acontecendo ali, a gente fica
despessoalizado, a gente perde essa
característica de comunidade, né?
>> Pois é. Tu sabe, Mari, que a igreja que
eu tô, como eu falei, ela não é uma
igreja grande e tal, deve ter os seus
150 membros
>> e deve ter mais, né? Mas os cultos dá
essa média para menos e tal. E o
primeiro culto que a gente foi, teve
esse momento assim de E aí de repente
era isso lá, né? Citando o nome do
irmão, a o problema do irmão. E é muito
louco porque a gente às vezes tá em
casa, a gente lembra: "Pô, será que o
irmão Francisco saiu da saiu bem da
cirurgia, né?" E cara, dá um senso de
comunidade muito legal mesmo, né?
>> Porque eu acho que é isso, as grandes
igrejas elas acabam perdendo um pouco
isso no culto público e elas tentam
compensar nos pequenos grupos, né?
Exato.
>> Elas tentam compensar nos pequenos
grupos,
>> mas e de fato se perdeu bastante o lance
de se orar mesmo no culto público, né?
Tu falou uma coisa que eu eu não tinha.
É verdade. A gente ora pouco no culto
público.
>> A gente eh e assim não ã o os pequenos
grupos eles têm o seu valor e eles
cumprem muito essa função, né, de
identificação, de engajamento e tudo
mais.
>> Mas aí a gente precisa voltar lá na
nossa referência. A reunião dos crentes
tinha oração. Isso é um elemento
fundamental. E aí a gente esvaziar isso
se eu assim num lado extremo da coisa, a
gente tá quase sendo antibíblico, como é
que se reúne pro culto cristão e não
ora? Então assim,
>> ah, sei que aqui parece uma uma coisa
meio doida, mas passa um pouco por isso
da gente perder o que era básico e a
gente acrescenta o que o que não
>> não é elemento fundamental, acrescenta
um monte de coisa. Por exemplo, vou
fazer uma uma uma, enfim, um apontamento
aqui. Você já participou de algum culto
em que o momento do aviso ele toma tanto
aquela reunião que você se perde
completamente?
>> Meu Deus. Meu Deus. Aviso, aviso mata
culto às vezes, velho.
>> Mata no meio do culto às vezes. E aí tem
aquela fila do cada líder de ministério
dá o seu aviso e aí você pede. O meu
marido ele fala que vira um balcão de
negócios porque tá todo mundo ali
promovendo seu empreendimento, né? Então
assim, isso não é elemento do culto,
não. A gente pode e hoje em dia, com
tanto acesso à informação, a gente pode
fazer, divulgar as nossas programações e
tudo, não necessariamente você tem que
estar dentro do culto quebrando
completamente aquela liturgia e tirando
a gente do nosso foco. Aí faz o aviso,
aí entrega o presente, aí faz o sorteio
e aí você perde completamente o sentido
daquela reunião. Então acho que voltar e
aí como que resolve? Você falou, ma,
como é que a gente resolve? É porque
assim, como é que resolve o Mari? E eu
vou te interromper pelo seguinte,
>> porque eu não sou contra o aviso no
culto. Eu acho que é um elemento que
pode estar ali no culto, porque às vezes
é quando tá todo mundo reunido mesmo e
nem todo mundo acessa o WhatsApp e tal.
Se bem que hoje em dia tá todo mundo no
WhatsApp, mas enfim, vamos partir para
esposa que talvez a dona Maria não
acesse o WhatsApp e tal, então eu não
sou a favor, mas ele precisa ser muito
bem feito para realmente não quebrar o
rolê, sabe? porque senão ele
>> exatamente
>> eh perde um pouco essa essa essa
dimensão de uma coisa assim
>> eh santa, uma reunião dos santos, o
fluxo é mas precisa mas precisa ser bem
feito, senão realmente
>> ex contra do
Eu não sou contra ao aviso na minha
igreja, inclusive a gente faz aviso, mas
a gente coloca,
>> a gente tem dois momentos ali de
comunicações, digamos assim, no início
do culto, aquele videozinho que
geralmente as igrejas acabam aderindo,
né? né, com a programação fixa. Ele é o
mesmo vídeo que passa toda semana logo
no início do culto, antes da gente
começar efetivamente a cantar e tudo e
ao final do culto que for algum aviso
esporádico, é é coisa da semana, aí o
pastor vai lá e reforça de forma muito
objetiva, sucinta a gente, a gente tem
um momento, mas para mim é um pecado
muito grande você enfiar esse 15 minutos
dentro do culto, porque você perde
completamente o foco do que tava
acontecendo ali, né? Legal.
>> São adaptações. Agora, por muitas vezes
a gente briga e e eu já vi acontecer,
Bibo, da de est organizando, né, a o
programa do culto e a a gente precisa da
comunicação da campanha X, a campanha Y,
não sei quê. Então vamos tirar uma
música. Ah, então vamos tirar essa
oração daqui porque você precisa do
tempo ali dentro e a gente tá
invertendo.
>> Eita. Hum.
>> Entende? Então acho que a gente precisa
compreender isso.
>> E aí, só respondendo a pergunta, né?
Como é que faz? Eu penso que a gente
precisa ter acesso
a conhecimento no sentido de de a igreja
precisa entender isso como precioso. Ah,
e aí a gente trabalha com projeto, eu
tinha um professor que falava isso, isso
aí é uma questão de educação, é um
projeto educacional.
Se você não compreende o culto como algo
importante, você não vai dar atenção
para ele, você não vai desenvolver a
igreja nesse sentido, que é um projeto
educacional. Então, parte da gente
tornar isso acessível, isso ah, é
curioso, né? No início da igreja, a
única coisa que eles tinham era o culto
e aí hoje parece que o culto é a última
coisa que a gente tem. Então, a gente
precisa tornar isso ou talvez trazer
essa essa discussão para para pr pra
mesa novamente. Eu acho que tem
acontecido muitas muitas ações legais.
Eu acompanho muita gente pela internet
que fala sobre isso e que tem tornado
esse assunto algo palatável, né? não
assustador e e medieval. Então, acho que
passa um pouco de de um tem que ser
parte do projeto da igreja de formação,
de discipulado, de projeto pedagógico
mesmo da da comunidade, senão realmente
a gente não vai
>> não vai aproveitar da melhor maneira. Eu
acho que queria ouvir te ouvir sobre
isso, Mari, porque a gente tem um
problema que acho que não é só da
igreja, mas acho que é um problema
social, humano, que essa ideia de que a
humanidade como um todo parece estar
perdendo a dimensão do nós, né? Eh, o
respeito pelas autoridades tem diminuído
com o passar, né, do dos séculos. ah, é
uma sociedade mais voltada para si
mesmo, sem a noção de coletividade.
E eu penso que muitas vezes o próprio
culto cristão eh acabou sofrendo essa
influência, né, de é uma religião para
mim, né? Então eu tenho aqui o meu
momento. Então é isso. Ignore o irmão
que tá do seu lado e levante suas mãos,
>> né? Eh, você veio aqui para cultuar a
Deus e tá certo, né? que é tudo que tá
acontecendo ao seu redor.
>> Exato. Então a gente tem essa ideia. Por
isso que a luz é apagada, né? Então é só
o palco que é iluminado e tipo e o resto
tá tudo. Então mano, é isso. Foca aqui é
você e Deus agora, né?
>> Então a gente mesmo tem cultos que
parece que são feitos para o tempo que a
gente vive, que é o tempo do self, né? O
tempo do eu, o tempo onde eu não, eu vou
pro culto para eu falar com Deus. Se eu
tenho as minhas necessidades atendidas,
é eu e Deus. E é isso. Acabou o culto,
vou embora. E é isso. Essa comunidade
aqui eu
são a galera aqui. A gente perde o
lance.
>> É, eu eu perco esse lance assim de
>> de comunidade, né? Porque é um culto
feito para mim, entende? Para eu me
sentir bem. Então eu vou escolher
músicas que falam mais dos problemas
pessoais,
>> que vão falam mais da minha intimidade
com Deus. E a maioria das músicas hoje é
isso, né? É, eu e Deus. Eu não sou
contra também, tá gente? Não quero
bancar o chato aqui. Tem muita música
gospel que eu gosto, que eu ouço, que eu
já, né? Só que às vezes a gente no culto
é só isso, né? É eu e Deus. É, é como só
se tivesse eu e Deus ali no culto. E aí
eu perco toda a dimensão do nós, né?
Então, acho que o culto ele sofre com
isso também, né? que é um problema eh
pós-moderno.
>> Exato. Eh, o culto, a reunião dos
crentes desde o seu início, ela é
reunião do coletivo, ela é o corpo de
Cristo.
>> E a gente é ensinado, eh, pelo próprio
Deus, que essência é comunidade, né? E
nós somos criados para sermos eh
integrantes de uma comunidade, para
viver em sociedade. Isso é o que nos
constitui. Mas nós sofremos hoje com
muitos estímulos para essa
personalização de todas as experiências.
>> Uhum.
>> E aí tudo gira em torno do que das
nossas preferências, né? A lógica do
algoritmo e quanto mais você alimenta
com o que você gosta, mais ele te
devolve e aí você vai se
retroalimentando. E a gente tá nessa
lógica de que tudo tem que ser
exatamente na minha forma. E aí quando
eu vou pro culto, eu tô condicionado a
criar essa expectativa de que o culto
vai ser bom se o culto falar para mim
exatamente sobre tudo que eu preciso e
aí eu não preciso me envolver. E aí você
falou sobre essa questão de do culto e
tal. Eh, aconteceu uma coisa curiosa. Um
dia, Bibo, eh, eu dei uma aula sobre
culto e a gente tava num momento de
perguntas e alguém perguntou sobre essa
estética, né? Será que essa questão da
estética sempre a luz muito apagada?
Você não vê ninguém? Eu tô falando dos
extremos, tá? Eu preciso deixar isso bem
claro. A gente não, não tô aqui
criticando uma forma, não tem nenhum
problema. Quer apagar a luz? Pode
apagar, tá tudo certo, é você que
resolve. Aí o que a gente tava
discutindo ali era o que que isso pode
sugerir, quais as implicações isso pode
ter. E podem, aí reforça essa palavra,
pode ter muitas implicações. E aí uma
delas é justamente essa essa
dificuldade, essa falta de percepção da
gente dentro de um contexto, de uma
comunidade, de um conjunto de interação.
Aí eu tava gravando essa aula, peguei o
corte dessa resposta e coloquei no
Instagram. Bib, eu tive muita resposta
eh que falava exatamente assim: "Eu não
entendo que o culto é o momento da
comunidade, eu não preciso olhar paraa
cara de ninguém. Eu não quero interagir
com ninguém. O culto é eu e Deus. O meu
louvor é para Deus. Eu tive, eu tive, eu
tive depoimentos, né, respostas assim.
Meu louvor é para Deus. Eu não tenho que
olhar pro meu irmão, não tenho que falar
com ninguém. Eu é justamente por isso
que eu não quero. Eu gosto desse espaço
justamente porque eu quero ficar mais
confortável, eu quero ficar mais à
vontade. O que é isso? senão uma falta
de compreensão de teologia do culto e um
coração que tá totalmente eh moldado
pelo seu tempo, é o o espírito do seu
tempo, né? Então a gente precisa
entender que nesse sentido o culto,
assim como o evangelho, atua como a
proposta contracultural. A gente em
muitos momentos vai divergir do que a o
momento presente nos impõe. Isso é bom,
porque isso apresenta o sentido também
da nossa fé, né? Que é uma fé da
comunidade. Sim. Realmente tem desafios.
>> Sensacional, gente. Que papo bom. Mari,
obrigado pelo teu tempo. Valeu mesmo por
trazer esse ampassan aqui da história do
culto. Foi muito legal, gente. O
@damari, tá? Mari produz bastante
conteúdo para o Instagram. Eh, é voltado
mais pra área da música, Mari, ministro
de louvor e tal, ou tu tá
diversificando? Porque eu vejo muita
coisa voltada para esse lance de música
e tal, mas claro que eu acho que eu não
vejo tudo que tu posta, né? Mas o que eu
vi tava muito voltado para isso.
>> Isso tem ali três três ênfases maiores,
né? O Ministério de Música em si. Então,
a questão de repertório é algo que eu
falo bastante, até por causa do livro
que é sobre música para culto, tem a
questão eh de liderança cristã, que a
gente acaba passando muito por isso. E
eu também desenvolvo bastante o que diz
respeito a culto e cultura. Então, a
gente tem esse braço ali e aí isso
conversa com todo mundo, né? não é
específico de ministério ou de
liderança. Então, a gente fala fala
sobre isso, essas discussões que a gente
teve, algumas aqui, a gente desenvolve
lá também, porque tudo que a gente é é
uma retroalimentação, né? A nossa
cultura, a gente vai ser influenciado
por ela, mas a gente também pode
influenciar e compreender fundamentos
ajuda a gente moldar o nosso ambiente e
ensinar as próximas gerações e a nossa
geração também.
>> Muito bom, muito bom. Então, o @damari
vai tá aqui na descrição deste BTCash em
bibota.com, no YouTube e talvez agora já
esteja no Spotify e outros apps aí. Mas,
ó, com certeza na descrição aqui do
YouTube tem o @damari e também em
bibota.com. É só você procurar esse BTC
aí nessas plataformas. Segue a Mari se
esse assunto te interessa. Ó, mais uma
mulher fazendo teologia. Parabéns, Mari.
Precisamos, né? Sempre falamos isso aqui
no Bibotalk, né? Mais mulheres
produzindo teologia, fazendo teologia.
Glória a Deus por isso. Tá bom, gente.
Segue a Mari aí. E mais uma vez, Mari,
obrigado pelo teu tempo aqui no BTC.
>> Eu que agradeço aí pelo convite, pelo
papo que foi muito bom. Espero que essa
conversa seja a bção aí pro pessoal
>> e a gente vai repetir, se Deus quiser.
Galera, ficamos por aqui. Fiquem todos
na paz do Senhor Jesus e até o próximo
BTC. M.

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