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A fé vem pelo ouvir

A Oração que Ensina quem Somos | Josemar Bessa

A Oração que Ensina quem Somos  | Josemar Bessa

A Oração que Ensina quem Somos | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Eu preguei sobre um texto sobre a oração
do Pai Nosso
e eh a gente viu uma estrutura belíssima
começando onde Jesus começa a oração e
focando eh em quem Deus é na verdadeira
eh a verdadeiro pedido dessa oração
com todas as outras coisas, sendo só
aquilo que orbita isso. Então, nos
colocamos diante desse Deus altíssimo,
Pai Nosso que está no céu, santificado
seja o seu nome. E isso é óbvio que eh
eh
reinterpretou
nossos corações diante de Deus e a
grandeza de Deus. Agora, eu queria olhar
pro mesmo texto, só que eu queria olhar
um pouco mais a partir do nosso ponto de
vista. Então, é o mesmo texto. Apesar de
que semana passada à noite eu falei que
era cinco pontos, só preguei três, mas
os outros 12 não vou falar hoje, porque
eu estou realmente olhando eh eh agora
sobre uma perspectiva eh mais voltada
para nós, o que também são cinco pontos.
Eu também não vou pregar os cinco
pontos. Então,
eh, quando você olha como vamos olhar
agora, que é de uma maneira diferente,
em vez de centrar em olhar esse Deus que
é completamente
eh outro, fora, totalmente santo,
transcendente,
nós vamos olhar para nós diante dele. E
também há uma estrutura belíssima.
Quando olhamos dessa forma, você vê que
algumas coisas, óbvio, vão ser a mesma.
A gente tá olhando pro mesmo texto, mas
essa oração agora olhando um pouco mais
para nós, começa no alto, né, Pai Nosso.
E ela começa a descer, ela vai descendo,
começa adoração,
reino, vontade, pão, perdão, proteção.
Você vê que ela começa muito alto e
parece que ela vai, ela vai dando, e
descendo degraus para baixo. A primeira
vista parece uma descida, não é? Você
começa lá em adoração,
que é na verdade o propósito, é o único
pedido da oração. O resto são pedidos
para que aquele seja cumprido. E você
vai descendo para reino, vontade, pão,
perdão, proteção. Então, parece uma
descida, mas é como se a gente saísse do
céu, que a gente começa lá no céu, Pai
Nosso, que estáis nos céus, e vamos
rebaixando, eh, à medida que a oração
vai avançando, nós vamos descendo. Ah,
mas no evangelho para nós, quando
olhamos para nós, eh, descer nunca é
perder,
não é? E você vê que essa oração nos dá
eh eh a anatomia dessa realidade da
oração em nossas próprias vidas. Descer
é se aprofundar.
E se tudo que aprendemos não faz a gente
pegar esse esse e eh elemento de de cada
vez menor, não está havendo o efeito
adequado de olharmos para aquele Deus
que deve ser santificado. Então descer é
sair da superfície. E é estranho, né?
porque a gente pensaria que ia subir,
deixer, é, é deixar a nossa ilusão que
nós temos a respeito de nós mesmos. E
por isso acabamos criando um Deus dentro
dessa ilusão que não é verdadeiro.
Então, a única maneira que a verdade nos
conduz é assim, ela eh nos faz descer.
E a oração começa com a glória da
adoção, como a gente viu, e termina com
a fraqueza do coração do homem diante da
tentação. Começa tão alto, Pai Nosso,
que estás nos céus e e termina na
fraqueza
reconhecida nossa diante da tentação.
E isso não é uma contradição, isso aqui
é a marca da maturidade, porque só quem
chegou perto de Deus começa a se ver de
verdade. E esse é o objetivo da oração,
vermos quem Deus é e à luz disso vermos
quem nós somos. E é o que ela faz. Então
a oração começa num lugar surpreendente,
porque você vê que as primeiras, o
primeiro passo da oração não começa com
culpa, não começa com medo, não começa
com desespero, começa com pai, não
começa com perdão de pecados, começa com
pai. Isso é decisivo porque revela que a
vida com Deus não nasce primeiro na
nossa consciência de fracasso,
mas da iniciativa da graça. Não é que o
homem chegou à conclusão de que ele era
um fracasso, então ele buscou Deus. O
homem não chega a essa conclusão. O
homem sempre se vê maior do que é e
sempre acha que tudo gira em torno dele,
inclusive Deus. Então você vê que não
começa eh eh eh eh com essa nossa
percepção de fracasso, começa com a
iniciativa de um Deus transcendente.
E a porta de entrada da oração cristã
não é a performance moral. Eu sinto,
como tava dizendo no início, né, Davi
dizendo: "Bendito seja Deus que não me
rejeita oração nem afasta de mim a sua
graça." Eu sinto eh que é a graça de
Deus que desceu. Então ela começa com
adoção.
Pai nosso. Jesus não nos ensina a dizer
em primeiro lugar juiz nosso
ou senhor distante ou grande criador.
Embora tudo isso seja verdade e não
seria e errado, não é? Mas ele nos
ensina a dizer Pai Nosso, isso significa
que a oração bíblica começa não na
tentativa de nós chegarmos a Deus, sabe?
é uma espécie, a oração não é uma torre
de Babel, mas é um milagre de ter sido
recebido por ele.
Nós eh eh fomos colocados em Cristo
antes da fundação do mundo. É esse
milagre. O cristianismo não começa com
uma escada do esforço humano eh para
chegar. É por isso que eh Davi percebe
que até Deus ouvir a oração já foi a
graça, já foi a misericórdia. E isso
muda completamente a lógica da nossa
vida espiritual.
Porque se você começa na culpa sem
passar pela adoção, a espiritualidade se
torna defensiva. A gente sabe quando
começa com a culpa, a gente começa a
querer mostrar alguma dignidade apesar
da culpa e você tenta se explicar. Ou
você acha que pode compensar Deus pela
culpa, tenta parecer melhor do que é
para poder administrar Deus na oração.
Por isso tem gente que acha que poxa, eu
tenho vivido uma vida de obediência. Por
que que isso tem acontecido? Não, mas
quando você começa com o pai, a alma já
encontra outro tipo de chão. Por que eu
sou filho?
Ah, agora eu já não tô tentando comprar
acesso, não tô tentando fazer a oração
ou qualquer eh eh eh aspecto da minha
vida, algo que me dê acesso a Deus. Eu
já começo com o Pai, ó,
e eu estou respondendo a um acesso que
foi soberanamente concedido a mim. É por
isso que eh o filho fala antes do
pecador tremer aqui na oração, apesar de
que o pecador vai tremer. Não porque o
pecado
seja pequeno, mas porque a graça é a
primeira coisa no reino de Deus. Não é
que nós éramos tão pecadores que vimos
que só Deus era a solução. Porque ser
grandes pecadores era ver exatamente o
oposto disso.
As coisas começam com a graça. Na ordem
do evangelho, Deus não diz: "Mude para
que eu te receba. mude para que eu ouça
a sua oração. Ah, ele diz: "Em Cristo eu
recebo agora. A partir daí você será
mudado, você é meu filho."
Essa é a diferença entre religião e
evangelho. A religião sempre começa com
exigências
que devem ser cumpridas. O evangelho
começa com soberanamente Deus chamando
para si. Os que Dantes predestinou a
esse chamou. Então, a religião sempre
vai dizer: "Prove que você merece". Um
filho de Deus nunca ora com base nisso.
Ele sabe que o máximo que ele pode dizer
é: "Bendito seja Deus que não me rejeita
a oração, nem afasta de mim a sua
graça". E só depois disso o resto da
oração faz sentido, porque qualquer
coisa que veio depois, se viesse antes
disso,
eh eh distorcia a sua relação com Deus e
distorce por muitas vezes as pessoas não
estarem eh focadas no evangelho. Só
depois de ser trazido para perto de
Deus, ele nos tirou do império das
trevas e nos trouxe para o reino do seu
filho amado. E é nesse filho que nós
podemos chamar ele de pai. Ele fez isso
só depois de ser amado e eh eh eh
aprender e se render depois de ter eh eh
receber todas as coisas como uma dádiva
totalmente merecida.
Sem isso, toda obediência é doente. Toda
obediência faz parte do pecado. Porque é
uma tentativa de comprar algo que a
nossa obediência não passa demais.
pecados, o que nós chamamos de
obediência, né, diante eh daquilo que
realmente é santo. Então, eh
vira vira
ansiedade para ver se eu já fiz o
suficiente para Deus fazer o que eu
quero. Então, a oração e a vida vira eh
esforço. Não é mais descanso. Não é
descanso. É a tentativa de permanecer na
casa por meio do desempenho. Quando eu
permaneço na casa porque eu sou filho. E
eu sou filho só pela ação soberana de
Deus de me colocar em Cristo. Então, a a
oração do Senhor destrói essa lógica.
Ah, ela diz: "Você começa como filho e é
só por isso que eu te ouço.
Isso não diminui a a nossa referência, a
nossa eh eh reverência diante de Deus.
Isso aprofunda a nossa reverência. Não
enfraquece santidade,
coloca confiança,
na na nossa vida. Não faz Deus menor,
faz a graça maior. Quando eu sei que ele
ouve a minha oração porque ele não
afasta de mim a sua graça, que é a graça
que começou e não nenhum tipo de fazer,
incluindo a oração, então tudo muda.
Então, antes de tremer como pecador, o
cristão aprende todo dia a falar com o
filho.
E não porque estejamos negando a nossa
miséria, vamos ver que não fazemos isso,
mas porque a cruz já falou sobre a nossa
miséria.
A cruz já lidou com ela. E porque em
Cristo a primeira palavra sobre a vida
já não é rejeição, é adoção.
Nós fomos adotados. Nós estamos orando
não ao nosso juiz, eh, apesar dele ser
juízes, eh, eh, eterno, estamos falando
ao nosso pai. E tudo isso pode se eh
colocar só sobre a graça soberana de
Deus. Então, a alma só desce em
segurança quando, porque
a Bíblia diz que nós devíamos crescer
descendo. E as pessoas têm dificuldade
de descer porque elas pensam que eh elas
devem subir para merecer coisas de Deus.
E
isso, em vez de eh nos fazer descer e
ver que esse é o progresso, nos coloca
num sentido oposto. Depois que a oração
nos coloca no lugar do filho, ela começa
a nos conduzir por uma espécie de santa
descida. Daí pra frente você só vai
descer, sabe? Jesus crescer e você
diminuir. A obra dele está crescendo,
crescendo e você está diminuindo. Não é
uma descida
eh no sentido de degradação.
É uma descida para a lucidez.
A Bíblia diz, diz o tolo em seu coração,
não há Deus. Uma das
maiores tragédias do pecador é que ele
não é lúcido sobre o que ele é, sobre
ele ter alguma bondade, sobre ele haver
nele algo bom.
Ah, então é uma descida, não é para
degradação, é uma descida finalmente
para a lucidez. Estávamos alucinando com
altitudes fantasiosas. Então, o filho
adora e como adorador ele se submete.
O súdito se torna servo, o servo pede
pão. É uma descida. Então, quase sem
perceber, esse mesmo homem começa a
descobrir algo ainda mais fundo. Ele não
é apenas alguém que serve, é alguém que
depende. Mas mais do que dependência,
ele é alguém que falha.
Não é que no início ele tentava subir,
ele agora reconhece eh que ele depende,
que ele depende em todas as coisas e que
ele falha. E é por isso que a oração nos
leva a dizer: "Dá-nos". e depois
perdoa-nos.
Veja o que está acontecendo, não é?
Apesar de já ter começado como filho
essa essa progressão para para baixo,
né? A graça não está apenas nos
consolando, a graça aqui está nos
desnudando,
está nos deixando nos diante da
realidade de quem nós somos, diante
daquele Deus que nós começamos dizendo,
eh, Pai nosso que estás nos céus,
ele está removendo todas as camadas de
autoengano. É, é isso que a oração deve
fazer. Muita gente gostaria de parar
antes dessa parte e ficar só numa
linguagem vazia de falar para ô
maravilhoso, grandioso, é o excelo e
tudo aquilo ser só palavras,
porque eh ou então não pensar muito em
implicações, né? Venha o teu reino. Nem
pensa a respeito do que seria isso. Mas
a oração não deixa. Ela nos conduz até o
lugar em que temos de admitir: Sou
mendigo,
sou o pecador, vivo do que recebo e
sobrevivo
do que é perdoado continuamente na minha
vida. Não é que eu não merecia no
início, é que eu não mereço ainda. Não é
que eu não mereci e me tornei filho, é
que eu sou filho e ainda não mereço.
Isso fere o orgulho, porque nós queremos
parecer mais inteiros do que somos.
Queremos oferecer a Deus mais do que
realmente pedir sem merecer.
E queremos demonstrar
força espiritual.
Queremos imaginar que chegamos a um
ponto em que a dependência radical que
temos de Deus e da graça diminui. E
achamos que quanto menos eu precisar da
graça, porque eu tenho uma força em mim,
mais eu cresci espiritualmente. Você vê
que esse não é um crescer para baixo
como a oração está nos ensinando. Ah,
mas Jesus nos ensina que a orar de um
modo exatamente oposto, ao vermos a a
grandeza de Deus, da sua graça, nos
ensina que a maturidade espiritual não é
subir acima da necessidade, é perceber
que eu tenho mais necessidade de Deus do
que eu via antes.
É aprofundar-se
na minha necessidade, na minha
incapacidade, na minha nulidade em mim
mesmo. Isso é
parte do negar a si mesmo. É aprofundar
nessa verdade cada vez mais. Eu cresço
mais quanto mais me esvazeio de mim
mesmo. É isso. O mendigo espiritual não
é o iniciante da fé apenas,
é o crente maduro mais ainda. Por isso
você vê progressões para baixo em Paulo
lá. O menor dos apóstolos, o menor dos
santos, o principal dos pecadores. Isso
é crescimento. É crescimento. O pedido
pelo pão não é a linguagem de quem ainda
não entendeu muita coisa.
É o contrário à linguagem de quem
finalmente entendeu que tudo vem de
Deus, que eu não mereço um copo d'água
que Deus está me dando.
E o pedido por perdão não é um
retrocesso. Ah, eu não devia ao crescer
espiritualmente cada vez precisar de
menos perdão.
O pedido de perdão não é um retrocesso.
É uma das evidências de que a luz
realmente entrou. E agora eu me
arrependo até da minha última oração,
porque quanto mais perto de Deus, menos
você sustenta qualquer tipo de pose.
Você começa como filho, fica evidente
que é tão somente pelo que Deus fez. E
quanto mais perto da santidade, menos
confiança sobra para sua imagem. Quanto
mais perto da luz, mais visível ficam
todas as as sujeiras que ainda estão
ali, que você não percebia antes. Então,
em vez de você sente cada vez mais que
você é o principal dos pecadores, em vez
de sentir que ao crescer você é menos.
Isso é uma das marcas da verdadeira
transformação. A pessoa não se torna
teatralmente humilde, ela se torna
honestamente dependente de Deus. Ela
para de negociar uma boa aparência
diante de Deus. Suas orações não são um
jogo de de alguma maneira mostrar um
currículo a Deus. Ela para de negociar
essa boa aparência. Ela nunca tá
perguntando a Deus por que isso
acontece, já que ela vive tão bem. Ela
sabe cada vez mais que
ele eh é maravilhoso em ouvir a oração.
Minha oração não é maravilhosa. E é por
isso que descer é aprender quem
realmente somos.
Não somos apenas adoradores.
A oração começa conosco como adoradores.
Mas se nós pensássemos em nós só desse
jeito, estaríamos com um pensamento eh
menor. Nós somos adoradores carentes,
adoradores incapazes,
adoradores.
Não somos apenas servos, porque parece
que aí eu a minha utilidade está ali.
Nós somos servos necessitados.
Se fizéssemos tudo, seríamos servos
inúteis.
Não somos apenas pecadores de maneira
abstrata. Não chegamos no final do dia,
Senhor, ah, perdoa os meus muitos
pecados.
Somos pessoas concretamente sustentadas
por pão e perdão. Não há nada em você
que você deva a você. O perdão é grande,
mas você deve pão e perdão. E se Deus
não te desse pão e perdão, você não
tinha como prover nem outra coisa. Essa
coisa grandiosa que é o perdão, então
você necessita desesperadamente de Deus.
Mas o pão também.
Você não pode atribuir a você nada.
Não é que, ah, não, tem coisas que só
Deus podia fazer.
Ah, o meu perdão. Não, não. O teu pão
também,
tua água também.
E isso longe de nos destruir, nos
liberta, porque finalmente paramos de
fingir. E quando a alma para de fingir
diante de Deus, ela começa pela primeira
vez a respirar
a atmosfera do céu. Eu diria que é o e
eh respirar a verdade. Então, quanto
mais
perto do eh santificado seja o seu nome,
eh mais perto da luz, menos pose nós
temos. Isso é crescer. E no final da
oração chegamos ao ponto mais baixo da
escada, mas espiritualmente talvez seja
o ponto mais profundo de todos. Como eu
disse, a gente aqui tá olhando para ela
em relação a nós depois de olharmos a a
a grandiosidade de Deus em sua
plenitude, como fizemos. Então, eh, aqui
não aparece apenas um pecador pedindo
perdão pelo que ele fez,
porque ele podia dizer: "Olha, foste
maravilhoso, perdão pelo que eu fiz.
Agora deixa comigo, agora eu vou te
retribuir."
Aparece um pecador pedindo proteção
contra o que ainda ele pode fazer. Ele
sabe, não é que eu não era o que tivesse
ser no início, é que eu ainda não sou.
Senhor, não me deixe cair em tentação,
porque depois de tudo que tu fizeste,
depois de tudo que eu sei, se tu mesmo
não me sustentar, eu caio.
Eu não era forte no início, não sou
agora.
Dependo do teu perdão, do teu pão e
dependo que tu me sustente para não
pecar amanhã ou daqui a pouco. Porque se
tu não fizeres,
eu caio. Não me deixes cair em tentação.
Livra-me do mal. O coração já não está
olhando apenas para trás. Ah, que graça
maravilhosa. Me alcançou. Me tirou do
império das trevas. Me tirou. Ela não
estou olhando mais para trás. Agora ela
olha para a frente com uma santa
sobriedade, sabe? Se Deus não operar, eu
vou deshonrá-lo.
Eu não era forte e eu não sou forte.
Em mim mesmo não havia bem e em mim
mesmo agora ainda não há um bem próprio.
Ou tudo vai derivar dele a ideia de que
Deus salva o homem e depois ele que
persevera até o final e ele merece então
o final céu. É uma loucura dizer: "A
graça me salvou, mas agora eu vou ficar
firme até morrer por mim mesmo".
Isso é a antioração, é uma negação da
realidade. Se Deus me regenerasse um dia
e depois me deixasse, não vai demoraria
muito tempo para mim ser tudo de novo
que eu era.
Era como se Deus desse a vida à gente
quando a gente nasceu e depois a vida
não fosse uma vida que permanecesse. A
própria criança não ia poder manter a
sua vida. Então, não nos deixes cair em
tentação.
Esse pedido revela uma mudança
importante na alma. Há um estágio da
vida espiritual em que a pessoa se
preocupa quase exclusivamente com a
culpa passada, com o que fez, com que
viveu. E ela quer o quê? Então, essa
pessoa quer só alívio,
ela quer perdão, ela quer paz. E isso é
legítimo.
Ah, mas há um aprofundamento. Isso é que
crescimento para baixo. Quando essa
pessoa começa a perceber que o problema
não é apenas os registros dos pecados do
meu passado. Não, não, não. O problema é
que eu ainda sou pecador
e se Deus me deixar, eu correria para o
inferno do mesmo jeito. Se ele não me
chamasse, eu nunca viria. Mas se depois
de me chamar, de me dar o que ele deu, a
vida que ele me deu não fosse ela mesma
imortal e vencesse as minhas corrupções
em mim mesmo. Se Deus fizesse tudo que
fez e a partir do momento que ele fez
deixasse eu por minha conta e não da
graça, eu ainda estaria perdido no fim.
Não há nenhuma possibilidade de eu mesmo
perseverar. Então, por isso que eh a a
doutrina é a perseverança dos santos, ou
seja, é Deus mantendo o que ele começou,
é Deus terminando o que acabou.
E a oração diz: "O problema é a
fragilidade que ainda permanece dentro
dela." Agora, a o coração não teme
somente o inferno merecido pelos seus
pecados, não é? Ela também teme agora
qualquer deshonra futuro Deus, apesar de
tudo que tu fizeste, eu ainda posso te
deshonrar amanhã. Ainda posso te
deshonrar no final desse culto. Livra-me
do mal. Eu sei que eu não vou para o
inferno. Eu sei que eu estou seguro, mas
eu não quero deshonrar a ti.
E a única maneira é tu mesmo operar em
mim. E isso é uma oração.
Ele realmente agora não está olhando
para o passado de pecados e como aquilo
condenava. Ele sabe, eu ainda posso te
deshonrar e isso é um pavor para mim.
Ele ter ele o esse esse homem começa a
temer a deshonra futura que ele pode
causar, que ele não causou ainda.
Teme entristecer Deus que o escolheu,
que o adotou, que o colocou em Cristo.
Isso é o crescimento. Esse temor não é
incredulidade. Esse temor de que eu
posso deshonrar amanhã é maturidade.
Porque essa é a verdade sobre nós. Só
uma pessoa superficial brinca com a
tentação e acha que realmente pode lidar
com ela.
Só uma pessoa ainda impressionada
consigo mesmo acha que o perigo já
passou,
que agora ele mesmo consegue trilhar
esse caminho e chegar são e salva até o
fim.
Mas quando a graça profunda, a alma ela
passa a enxergar algo humilhante.
Mesmo perdoado, se tu não me guardares,
eu peco.
Mesmo perdoado, se o teu poder não me
sustentar, eu caio. Mesmo perdoado,
mesmo diante das maravilhas que tu me
revelaste,
eu corro para ídolos.
Mesmo amado antes da fundação do mundo,
ainda posso ser seduzido, mesmo
justificado, ainda luto contra desordens
reais dentro de mim. Não que venha da
sociedade ou de uma psicologia ruim,
porque meu corpo não funciona direito.
Não, não, não. Eu corro.
Essa consciência não empurra o crente
para o desespero. Você vê porque ele
sabe lá desde o início que Deus começou
isso. Empurra para vigilância. Ele não
diz, então nada mudou.
Se Deus não me sustentar, eu caio. Então
não mudou nada. Ele não diz isso. Agora
ele vê como as clarezas. Agora ele sabe
que a santidade não é automática dentro
dele. Não é uma máquina que deu corda e
agora funciona.
Agora ele entende que a vida cristã não
é apenas começar bem. É realmente Jesus
dizendo para você: "Sem mim nada podeis
fazer. Sem mim você não é nada.
Sem mim você continuaria mal. Sem mim
você correria para o pecado. Sem mim,
apesar de tudo que você soube, de tudo
que aconteceu, você correria para o
inferno.
Você não merecia nada. Você não merece
nada.
Ou seja, você sente que tem que ser
preservado no caminho e que se ele não
te preservar, você não tem chances com o
tentador,
nem chances com a concupiscência do seu
coração.
E isso é profundamente atual, porque a
cultura moderna nos ensina a confiar
demais nossos impulsos internos.
Diz até que nós podemos definir o que é
bom, o que é mau. Essa é o é o fruto que
derrubou a humanidade, né? querer
estabelecer ele mesmo o que é bom e o
que é mau. A Bíblia nos ensina a
desconfiar de nossos sentimentos, dos
nossos corações.
E infelizmente a gente sabe disso, mas
costuma seguir demais nossos corações. A
gente repete com Jeremias, ah, não há
nada mais corrupto do que o coração.
Acho que quando a gente diz isso tá
pensando no coração dos outros, porque
aí a gente responde, age, vive diante do
que estamos sentindo. ve dizer assim:
"Esse sentimento aqui tá de acordo com o
que Deus disse:
"Senhor, livra-me do mal. E esse mal,
esse mal é o diabo, é a concupiscência,
é externo, é interno. Jesus ensina, ore
para ser guardado dele quando ele se
inclinar ao mal. No fundo da escada,
então não está um crente menos maduro,
como nós vimos. Parece que a escada tá
andando para trás, né? Começa como um
adorador nos lugares celestiais.
Esse crente mais verdadeiro é mais
consciente e mais humilde, mais acordado
para o fato de que a maior batalha não é
apenas contra o mundo ao redor, mas
contra as fissuras de sua alma.
Como eu disse, a tentação que está em
Tiago nunca aconteceu com Cristo. Nós
somos tentados pelo próprio pecado que
habita em nós,
pela própria concupiscência interior.
Por isso, o conflito contra a tentação
não é um estágio inferior de fé, é um
dos seus sinais mais refinados, que
Paulo vai chamar da luta do espírito
contra a carne, né? O cristão amadurece
quando aprende que não precisa apenas de
perdão para as quedas antigas,
perdão para os pecados cometidos.
Precisa de graça preventiva, graça
sustentadora, graça preservadora. Você
vê como essas coisas são negadas. Quando
você nega as doutrinas da graça, você
diz que Deus fez muito no passado por
você, mas agora é você que se segura.
Mas não, não. O verdadeiro filho de
Deus, ele acha, ele sabe que precisa de
uma graça preventiva,
uma graça para o futuro, a mesma que ele
precisou para o passado, uma graça que o
sustente, uma graça que o preserve.
Então ele está orando, não me deixe cair
em tentação,
porque apesar de todas essas coisas, eu
comecei falando contigo como meu pai que
está nos céus, transcendente,
santo, que em tudo deve santificar seu
nome. Se eu for entregue a mim mesmo, eu
não vou santificar seu nome.
E se eu santificar seu nome, é porque tu
está me livrando do mal.
E nesse ponto a escada toda faz sentido.
O filho foi recebido como filho indigno,
merecedor, chamado eficazmente.
O mendigo foi suprido. Eu descubro que
eu não precisava só de perdão, algo
grande, algo que eh o sangue de Deus
teve que ser derramado. Eu preciso de
pão e perdão. Eu preciso daquilo que é
maior, mas nem o que é menor. Eu mesmo
sou o meu provedor. Olha o que eu
ganhei. É isso. É papo do rei da
Babilônia, não é? Ou do rico que disse:
"Ah, plantei, enchi meu celeas, agora
come, bebe, descansa". E Deus disse:
"Louco,
o rei da Babilônia disse: "Olha a grande
Babilônia que eu construí". Deus disse:
"Você construiu para você ter uma visão
de quem você é, você vai comer capim com
os bois, porque até a sua mente eh
racional é uma dádiva minha."
Então, o cristão ele ele tem essa visão
abrangente. A coisa maior que existe, o
perdão, a justificação, a expiação.
Recebi totalmente de Deus, mas o pão de
cada dia também.
Não é que eu precisava daquilo porque
era grande demais para mim, mas o pão eu
mesmo consigo.
E agora não é que Deus perdoa meus
pecados passados, é que ele é que me
sustenta.
E eu sei que apesar de tudo,
eu, em vez de santificar o nome de Deus,
posso fazer exatamente o oposto se Deus
me deixar por minha conta. Então, não me
deixes cair em tentação.
O cristão amadurece quando passa a temer
não só a culpa,
mas a queda. Não só a culpa do pecado
passado, mas sequer o pensamento do
pecado futuro. Ele começa a orar
intensamente, não só por perdão pelo que
fez, mas ele ora intensamente pelo que
ele pode fazer e ele não quer, porque
ele agora não quer deshonrar Deus, ele
quer santificar seu nome.
A oração começa no céu, então, e termina
no campo de batalha do coração. Deus
está no lugar altíssimo, mas eu, se Deus
não guardar, nem meu coração eu guardo.
Começa com o pai que está nos céus e
termina com pecador pedindo ajuda para
que ele não peque. Porque se Deus não
fizer isso,
ele certamente não conseguirá.
Mas isso não é contradição, esse é o
movimento da graça. Porque quando Deus
eh nos aproxima dele mesmo, mais
verdadeiros, nós nos tornamos diante
dele a olharmos para nós mesmos e a
olharmos para a sua grandiosidade
e a sua santidade. Quanto mais
verdadeiros nos tornamos, mais
aprendemos a depender não só do perdão,
mas também da perseverança. Sabemos:
Senhor, se tu não me perdoasse,
como poderia pagar um pecado meu? Mas se
tu não me preservar, eu não vou ficar de
pé. Senhor, eu preciso que tu me dê
perdão
e que tu me sustentes até o fim. E no
final toda a glória será sua. E eu
preciso também que tu me dê perdão, me
dê o pão, porque nem isso eu posso me
dar. Eu não posso nada.
Ninguém ora assim por acidente. Você vê
que todo o evangelho
está aqui. Não nos deixe cair em
tentação. Não é uma frase automática
e de quem não tá nem se importando se
amanhã vai ou não santificar o nome de
Deus. É que o primeiro pedido era tão
sério e ele sabe que se Deus deixar por
conta dele mesmo, ele não santifica o
nome de Deus. Ele começa a botar mais
peso em monte de coisas,
dar mais glória a carreira, saúde,
relacionamentos do que a Deus. E é a
fala de uma alma que realmente acordou.
Algo aconteceu dentro, o pecado deixou
de ser leve.
Ele sabe que o pecado no passado não era
controlável por ele. E sabe que, apesar
de tudo, o Deus teve que lidar com meus
pecados.
Mas que no futuro Deus ainda tem que
lidar com meus pecados.
Deus tem que lidar com a minha
perseverança. Deus tem que lidar com a
minha fé, com a minha firmeza. Não posso
atribuir nada a mim.
Esse pedido só nasce com sinceridade
quando o coração já começou a entender
duas coisas ao mesmo tempo. Deus é
precioso.
Eu não sou nada.
Deus é todo- poderoso, eu sou a própria
fraqueza.
Deus é santo e em mim mesmo eu sou o
oposto.
Quando
Paulo disse que em mim ou em minha carne
não habita bem algum, ele está aqui
nessa oração. Ah, é essa combinação que
produz temor santo, queridos. É essa
percepção integral. essa combinação que
torna a oração urgente.
Falta de oração é muita confiança em si
mesmo.
Se eu realmente penso que o dia de hoje
não pode ser enfrentado sem eu cair, sem
que Deus me sustente, então eu oro.
Então por que que eu não oro? Porque eu
não acho isso.
Se eu sinto que eu preciso do perdão de
Deus, mas do pão também, então eu oro,
porque eu sei que não posso nem
conquistar o perdão, que é algo
grandioso, mas nem o pão. Eu não posso
nada.
Então eu oro.
Não orar é autoconfiança
no lugar máximo. Ah, então há um modo
superficial de pensar o perdão como se
ele fosse apenas uma solução jurídica
para o meu passado.
Hã, como é? como se significasse apenas
que a conta foi cancelada
e foi. E agora a vida pudesse seguir sem
maior profundidade, mas o perdão bíblico
faz mais do que remover a nossa
condenação. Nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus. Isso é
verdade. Ele muda a sensibilidade da tua
alma para com Deus. O santificado seja o
seu nome é real. Quando alguém realmente
prova a misericórdia de Deus, alguma
coisa acontece com sua relação com o
pecado.
Não é que agora ele pensa, agora o
pecado ele ele não tem mais o seu
aguilhão, né? Então, eh, ele não virou
uma coisa muito horrível, porque ele não
pode fazer nada de mal a mim.
O pecado
não desaparece da luta,
mas desaparece da inocência.
Ele já não parece tão pequeno, tão
administrável,
eh tão justificável. Eu vejo ele ainda
como uma ofensa infinita a Deus, mesmo
que ele não me mande para o inferno.
A pessoa começa a vê-lo à luz da cruz e
isso muda tudo.
Antes, talvez o pecado fosse apenas
prazer proibido
ou um impulso difícil de conter ou um
hábito velho ou algo que produzia culpa,
mas ainda mantinha o fascínio.
Mas depois que a graça entra, o pecado
passa a carregar um peso. E é um peso
que o mundo não sente, só os filhos.
Agora ele é visto como aquilo que fere a
comunhão, não santifica o nome de Deus.
E a minha primeira e a e a oração de
verdade é santificado seja o seu nome.
Eu começo a ver o pecado de uma maneira
totalmente diferente. Não estou pensando
em inferno, em algo judicial.
entorpece a minha alma, desfigura o
coração e agride. Não Deus, simplesmente
agride o seu amor.
Em amor nos predestinou para ele. É isso
que é agredido pelo pecado agora.
E por isso, é por isso que o perdão não
relaxa a vigilância. Que eu ser
justificado para sempre, nenhuma
condenação há. Diminui a vigilância.
Agora eu vejo o pecado de uma maneira
muito maior.
Se a graça fosse apenas indulgência,
você não vai para o inferno, talvez
produzisse isso.
Mas como a graça é cara, como ela custou
o sangue, como ela nos reconciliou com
Deus santo e amoroso e agora e o o
influxo do do espírito em mim é
santificado seja o seu nome. Ela faz o
coração dizer: "Eu não quero voltar. Eu
não quero deshonrar seu nome. Você vê
que o interesse do do que ora aqui é um
interesse muito centrado em Deus. Quando
ele tá dizendo, não me deixe cair em
tentação, ele tá dizendo não me deixe
não santificar seu nome, ele não está
mais falando do inferno, tá falando de
algo maior.
Ser livre do inferno é maravilhoso,
Deus, mas não santificar seu nome
é algo muito maior.
Então você vê que alguém totalmente
perdoado, filho, está muito preocupado
com o pecado, porque está muito
preocupado com o santificado seja o seu
nome. Essa é uma das diferenças entre
remorço e arrependimento. Remorço que
aliviar a dor da culpa. E normalmente
isso é as pessoas vão lidar bem com
isso, com a doutrina da justificação,
mas o arrependimento quer também romper
com o caminho que produziu a culpa.
O remoço quer paz, o arrependimento quer
pureza, quer santidade. O arrependimento
quer santificar o nome de Deus. O
arrependimento diz: "Não quero mais
ferir o Deus que me perdoou. Não quero
mais, em vez de santificar seu nome,
profanar o seu nome. Não quero que isso
aconteça. Por isso, isso faz a vida
espiritual ser verdadeira, né? Porque eu
sei que posso fazer isso externamente
com as pessoas vendo, mas posso
deshonrar o nome dele dentro de mim. Eu
começo a me preocupar com aquilo que
ninguém vê.
E aqui que nasce a vigilância
verdadeira, não a vigilância neurótica,
né? Porque você vê, não estamos tentando
nos salvar,
não obsessão conosco mesmo, mas uma
tensão amorosa, essa sobriedade é
centrada no santificado seja o seu nome.
E não mais em qualquer tipo de coisa que
poderia ou não acontecer comigo, uma
percepção de que a tentação não é
brincadeira,
porque o nome de Deus não é uma
brincadeira.
Ele deve ser santificado.
A alma perdoada olha para a tentação de
um modo totalmente diferente que ele
olhava antes. Antes ele podia flertar e
não fazer. Hum. Agora ele observa com
temor. Antes ele podia racionalizar. Ah,
é porque todo mundo é assim. É porque o
meu temperamento é esse. Agora ele não
pode. Isso não santifica o nome de Deus.
Isso não pode ser racionalizado.
Isso é contra o impulso mais profundo do
meu coração. Santificado seja o seu
nome. Então ele podia antes imaginar
seguro,
porque agora que eu não vou mais pro
inferno, eu estou seguro. Não, não me
guarde, Deus. De quê? De não santificar
seu nome. Não me deixe cair em tentação.
Livra-me do mal. Do mal que te deshonra.
do mal que não glorifica seu nome, do
mal que não santifica o seu nome. Me
livra.
A paz recém encontrada faz isso. Quem
esteve perdido e foi trazido para casa,
não quer ser arrastado outra vez para
esse tipo de lamaçal. Quem foi aliviado
da culpa não quer voltar a correntes
antigas. Quem conheceu a doçura do
perdão começa a a a proteger com coração
a ternura da comunhão com o Deus que
deve ser santificado.
Isso é importante porque há pessoas que
falam da graça de um jeito que parece
diminuir a gravidade do pecado. A graça
é como uma indulgência. A graça era o
único caminho em que eu, o pecador
poderia de novo santificar o nome de
Deus. Então agora que a graça me
alcançou, a minha preocupação é
santificar o nome de Deus.
Não é uma vez que eu estou livre da
punição, eu posso agora deshonrar o nome
de Deus.
E ao mesmo tempo torna então Deus mais
precioso. Então quando Jesus nos ensina
a orar assim, ele está nos mostrando o
que o perdão faz em uma pessoa real. O
que o perdão real
um coração realmente
regenerado. Não torna a pessoa relaxada,
torna ela desperta. Agora ela não está
pensando no inferno, ela está pensando:
"Santificado seja o seu nome."
Não torna a pessoa arrogante, torna
cuidadosa. Eu não podia antes, não posso
agora, Deus. Eu não podia lidar com o
meu pecado no passado, tampouco posso
lidar com o futuro. Se tu não me
guardares, como cobriu meus pecados, não
me guardares, eu sou incapaz. Eu era
incapaz, sou incapaz.
E isso você vê, não torna a pessoa menos
séria, torna mais viva.
E existe uma diferença entre entusiasmo
espiritual e maturidade espiritual.
O entusiasmo muitas vezes fala alto, a
maturidade geralmente fala baixo.
Geralmente ela enxerga muito a sua
insuficiência.
E é por isso que ela enxerga a
suficiência de Deus, o um e eh
entusiasmo, diz: "Eu dou conta", sabe? A
Bíblia diz que você nunca deve eh eh
vestir a armadura
com a confiança de quem tira a armadura.
Quem tira a armadura acabou a batalha,
lutou.
Mas quando você veste a armadura muito
confiante antes de lutar, aquilo ali é
só arrogância.
Você pode fracassar. Ah, e essa é uma
das marcas mais importantes do
crescimento cristão. A pessoa amadurece
e, curiosamente, passa a se impressionar
cada vez menos consigo, cada vez menos e
eh eh
cada vez mais ele vê sua pequenez,
debilidade e a suficiência de Deus. Por
isso que os cristãos não ficam com essa
coisa assim, não é que eu sou muito
fraquinho. Se ele realmente achasse
isso, ele dependeria mais de Deus.
Se ele fala que é muito fraquinho para
justificar suas quedas, é porque ele
achou que era suficiente em si mesmo.
Porque senão oração continua seria: "Não
me deixe cair em tentação. Livra-me do
mal. Eu sou muito fraco, mas tu és muito
forte. Tu és todooderoso.
Nada é centrado em si mesmo. Então eu
também não uso a fraqueza que cada vez
eu enxergo mais como uma desculpa.
Isso aumenta a minha dependência.
Então ela não se torna cínica, não se
torna passiva, não perde coragem, mas
perde a ilusão de que ela tem alguma
força.
Ela se lembra demais das suas quedas,
das suas promessas quebradas, das suas
oscilações, mesmo depois de ser salvo,
chamado soberanamente e das suas
friezas, das suas orações frias, ela se
lembra demais disso para confiar
nela mesma para o próximo dia. Ela sabe,
não me deixe cair em tentação. A
tentação que faz minha oração ser desse
jeito. tentação. Livra-me do mal, Deus.
Livra-me.
Ela se lembra demais, então, das suas
quedas, promessas quebradas, da
facilidade que ela tem de racionalizar o
erro nela enquanto é muito perspicaz em
ver o erro nas outras pessoas. De
quantas vezes ela confiou nas suas
resoluções e descobriu logo depois que a
resolução dela era igual a de Pedro. Eu
irei contigo até a morte. E ele não
caiu, foi destruído. Por quê? que Jesus
disse: "Eu intercedi por ti, Pedro, para
que a tua fé não seja destruída".
Por isso, a alma ensinada por Deus não
convida batalhas para provar sua força.
O verdadeiro cristão nunca pede para ser
provado. Eu vejo muitas pessoas
pensando, tinha que ter uma perseguição
na igreja. A igreja é uma vergonha sem
perseguição.
É uma fraqueza sem perseguição. Como ela
acha que pode suportar a perseguição?
Ah, uma perseguição ia melhorar a
igreja. Ia melhorar como
você que não ora sem nenhuma ameaça se
tornaria alguém que oraria muito se isso
levasse você à morte?
A pessoa que tem medo de falar algo de
Deus e ser cancelado pela internet
falaria se isso fosse custar sua vida?
É muita alta confiança, queridos. Quem
fez isso na Bíblia estava sempre muito
desconectado de si mesmo. Quem disse
para Jesus, "Eu irei contigo até a
morte. Eles podem fracassar, mas eu não.
Foi Pedro.
Nunca na Bíblia alguém ora por
provações. Nunca ninguém pede aflição.
Você nunca vai ver Paulo pedindo: "Ah,
Deus mande mais aflições". Ele diz:
"Deus vai nos sustentar". O que nós
estamos pedindo o seguinte: "Senhor, não
me deixe cair em tentação. Livra-me do
mal. Se tu achares que a tentação tem
que vir, então me sustente, não me deixe
cair, porque senão eu vou cair.
E se eu permanecer, é porque tu estás me
sustentando com a tua mão direita.
Um filho de Deus nunca pede nem um cisco
de tentação, porque ele sabe que sem
Deus um grão de mostarda de tentação
seria suficiente para ele pecar. Na
verdade, ele não precisa nem disso.
O seu coração é suficiente.
Ele não brinca com fogo para demonstrar
equilíbrio. Eu, até onde eu posso ir?
Com que eu posso lidar? Ele sabe, não
posso lidar com nada.
Não me deixe cair em tentação. Livra-me
do mal. Ele não se admira. Ele está de
pé. Mas em vez de ele se admirar, como
eu tô firme. Tá anos eu tô firme. Eu sou
uma pessoa, graças a Deus, agora eu sou
firme em Deus. Ele não acha isso. Ele
diz: "Senhor, não me deixe cair em
tentação. Não sou firme. Se tu me
deixares, eu caio.
Livra-me do mal. Porque se tu não me
livrares do mal, eu não vou me livrar do
mal. O mal vai prevalecer.
O mal tem um aliado dentro de mim,
dentro do meu coração.
A gente que imagina que pedir livramento
da tentação seja sinal de fraqueza
excessiva. Senhor, não me deixe ser
perseguido. Não sei.
Não sei se eu suporto. Não sei. Não sei
se eu suporto nada. Eu não suporto nada.
Eu não suporto amanhã que não vai ter
perseguição nenhuma. Eu posso viver um
dia frio e com o coração frio para ti e
não santificar seu nome. Me livra, me
livra.
A gente tem que imagina que pedir
livramento, a tentação seja sinal de
fraqueza, como se o ideal cristão fosse
uma postura quase triunfalista. Vem o
que vier, estou pronto.
Paulo diz: "Fortalecei-vos". Aí o cara
pensa que ele pode ir paraa academia
malhar para ficar forte, mas a Bíblia
não diz: "Fortalecei-vos no Senhor e na
força do seu poder
sobre nossa força,
mas esse não é o tom da oração de que
Cristo ensina. Tom da oração é honesto,
é sóbrio, é humilde.
Ela nos ensina a dizer: "Pai, não me
exponhas
ao mal que pode me vencer. Há tantos
maus que podem me vencer. Não me deixe
cair em tentação. Se tu sabes que esse
mal vai me esmagar, não me deixe cair
sobre ele. Me livra, Deus!
Mas se tu deixares eu passar por isso,
eu estar diante disso, dessa tentação,
então me livra do mal que há nela,
porque se tu não me livrares, eu não eu
não serei livre. Pai, tu sabes melhor do
que eu onde sou mais vulnerável.
Me proteja, me proteja nos lugares mais
vulneráveis. Não, não deixe que eu seja
disposto a ir. Isso não é covardia,
queridos. Isso aqui é lucidez.
espiritual.
Só quem pode dizer o que disse é Jesus.
Aí vem o príncipe deste mundo. Ele não
tem nada em mim. Eu não posso dizer nem
você.
Isso é lucidez espiritual. A covardia
foge do dever,
mas a sobriedade eh não corteja a prova
desnecessária. Ela não foge do dever.
Ela sabe como Davi, quem és tu para
afrontares Deus. Ele Davi não está
pensando que ele pode lutar aquela
guerra ou vencer. [roncando] A covardia
abandona o campo quando Deus chama. O
filho de Deus não abandona, mas ele
sabe, eu sou fraco. Se Deus não me
fortalecer, eu vou perder.
Então você vê, ele não é covarde,
mas ele não tem nenhuma outra confiança.
Ele não é covarde porque Deus disse: "Eu
darei a terra a vocês".
Não, mas ele disse: "Vamos esmagar,
gente". iam esmagar mesmo, vocês são
fracos, mas eu vou fazer isso. Então, o
filho de Deus não é covarde, mas ao
mesmo tempo ele tem ele ele tem a visão
clara da sua incapacidade.
E é por isso também que ele não pode
usar suas incapacidades para dizer que
essa é a razão pela qual
ele não vai avançar. Esse ponto é
profundamente contracultural, porque
nossa época idolatra autoconfiança.
Confie em você mesmo. Você pode, você é
capaz.
Os sermões estão cheios disso. Você pode
ganhar sua vida, você pode tal. Eu sei
que eu não posso ganhar nenhum pão de
cada dia.
Acreditamos que maturidade é
autossuficiência refinada, polida, que
estabilidade é achar que nós dominamos o
que não dominávamos ontem. Eu sou mais
estável, eu sou mais maduro.
Mas o evangelho desmonta isso. Ele nos
mostra que o problema não está apenas
fora de nós, está em nós. Por isso nós
sabemos, Senhor, se tu me colocares em
situações,
em determinadas situações que tu sabes,
eu vou cair.
Não me deixes cair em tentação.
Mas se tu me fizeres passar por alguma
coisa assim, então tu mesmo me livra do
mal que há nessa coisa. Eu não poderia
lidar com ele.
O crente maduro sabe que ainda há
desordem remanescente em si mesmo. Há
uma luta interior.
Ele não confia em seu coração.
Sabe que
certos gatilhos os inclinam com mais
força e sabe que o diabo conhece esses
gatilhos.
Sabe que determinadas pressões podem
mexer com áreas sensíveis da alma. Sabe
que o inimigo não precisa inventar
uma um mal dentro de você. Você tem um
mal dentro de você. O inimigo tem um
aliado dentro de você.
O pecado tem a chave da porta. Ele não é
um intruso no sentido de que ele invadiu
você. Ele, você já nasceu em pecado,
em pecado te concebeu sua mãe. Você
sabe,
basta ele explorar o diabo com astúcia
as suas próprias fraquezas, o seu
próprio amor, aquilo que não honra a
Deus, o seu próprio desejo, as
concupiscências, não é?
Então ele prefere depender, prefere
vigiar, prefere pedir ajuda. Senhor, me
ajude não só do mundo, da perseguição do
mundo. Me ajude com o meu próprio
coração, com a minha própria natureza.
Não porque desistiu da santidade, mas
porque leva a sério a santidade demais
para tratar com a leveza de que um homem
pode lidar com o seu pecado. Passado,
presente, futuro. Não porque ama menos a
coragem, mas porque aprendeu que a
coragem cristã não é autoconfiança com
um verniz bíblico. Coragem cristã é
confiança em Deus.
Deus sozinho.
É dependência perseverante do Deus que
sustenta. Tu me sustenta, Deus. Se um
dia eu vou chegar até o final da
jornada, tu vai me sustentar por todo o
caminho, pelo pelos pastos verdes, pelos
vales da sombra da morte. Eu mesmo não
teria capacidade de avançar mais um dia.
Então ele faz isso orando, faz isso
desconfiando de si mesmo. Você vê da
mesma maneira que a falta de oração é
autoconfiança.
Muita oração é muita desconfiança de si
mesmo. Queridos, você desconfia de você.
Você não segue seu coração. Você
desconfia. Você diz a Deus: "Senhor, não
me deixe cair em tentação. Eu sou
tentado pela minha própria
concupiscência.
Não me deixe cair em tentação. Livra-me
do mal que há em cada situação da vida
que desperte aquilo que me derrubaria,
que me faria não santificar seu nome.
Faz isso sabendo que a fraqueza
reconhecida é o lugar mais seguro para o
filho de Deus.
Porque é o lugar da dependência total de
Deus. Não é que eu dependo de Deus para
grandes coisas. Dependa, é óbvio, mas eu
dependo para as coisas mínimas. Eu posso
amanhã acreditar na mentira do meu
coração de que eu que ganhei meu pão.
Há uma ligação profunda entre, vamos ver
a hora ali, né?
Entre a maneira como olhamos a queda dos
outros e a maneira como entendemos a nós
mesmos, queridos. Essa oração conserta
isso. O evangelho conserta isso. As
doutrinas da graça consertam isso
definitivamente.
Pessoas duras demais com os tropeços
alheis geralmente esqueceram alguma
coisa importante sobre o seu coração.
A gente vê muito isso, né? Há até uma
certa alegria, não quando falsos
pastores pecam, mas quando pastores
verdadeiros caem. Você vê que há uma
certa
frisson.
É a alegria que muitos em Israel
sentiram quando Davi caiu.
Sabe, é triste porque pessoas duras
demais com os tropeços alheios
geralmente esqueceram alguma coisa
importante sobre si mesmos. Rara, é
difícil imaginar que essas pessoas
realmente oram,
eh,
não me deixes cair em tentação.
Elas acreditam nelas de alguma forma.
esqueceram de onde vieram, esqueceram
como dependem da graça para não cair.
Esqueceram quantas circunstâncias,
influências e pressões Deus em
misericórdia. Às vezes eu não caí como
aquela pessoa simplesmente porque eu
orei: "Não me deixe cair em tentação". E
ele não deixou. Aí eu olho pro outro e
penso, eu não caí porque eu sou forte,
sou comprometido.
Ele não era.
É,
é isso que Cristo queria ensinar, que
Pedro caiu porque não era o que devia
ser, mas que João era.
Todos não fugiram. Todos não dependiam
de sustentação de Deus. Os que não
caíram não dependeram de Deus tanto
quanto Pedro.
É muito fácil fazer isso. É muito fácil
analisar a ruína alheia quando não se
sente o peso concreto das tentações que
o cercaram. É muito fácil falar da
firmeza quando se observa a batalha do
lado de fora. Mas a oração não nos deixe
cair em tentação, destrói esse tipo de
superioridade. Quando eu vejo alguém
cair, por isso que Paulo disse, quando
alguém cair, cuidado para que você não
caia também. Em vez de pensar que coisa,
hein? Você pensa: Deus, obrigado, porque
tu não me deixaste cair em tentação?
Um dos maiores puritanos, Thomas Brooks,
ele disse que andava pelas ruas da
Inglaterra e tinha as pessoas enforcadas
e sempre ele orava de Deus, Senhor,
obrigado, porque se não fosse a tua
graça, Thomas Brooks estaria enforcado.
E aqueles homens estavam enforcados,
tinham matado pessoas, tinham feito
coisas terríveis. Mas o que Thomas
Brooks está dizendo é que a queda não
produziu naquelas pessoas algo maior do
que nele. E se o potencial do pecado não
foi levado ao máximo no seu coração, não
foi por sua bondade que não existia. Foi
uma preservação,
porque essa oração não nos deixe cair em
tentação, destrói qualquer tipo de
superioridade de um cristão para outro
cristão.
Quando você vê a queda de Abraão,
eh, as falhas, a falha de Noé,
a Abraão mentindo com medo de morrer,
eh, você não deve ficar pensando, cara,
como que pode Abraão fazer uma coisa
dessas, né? Como então
você não faria?
Ou você atribui
a sua, o seu caminhar a que Deus não te
deixou cair em tentação, mas te livrou
do mal.
Porque essa oração nos obriga a admitir,
se eu fosse deixado por minha conta, se
eu estivesse sobre a mesma pressão que
essas que essa pessoa, se eu passasse
pelas mesmas violências, pelas mesmas
seduções, pelos mesmos abandonos, pelas
mesmas vulnerabilidades, talvez eu
fizesse pior.
Se Deus me entregasse ao meu orgulho,
talvez eu fosse pior que essa pessoa.
Talvez eu não fosse melhor.
Essa percepção não relativiza o pecado
do outro,
não chama o mal de bem. O mal na vida do
outro é mal.
não dissolve a responsabilidade moral do
outro do que caiu, mas produz uma
mansidão em nós.
E mansidão não é frouxidão,
relativização do pecado, é uma lucidez
humilde. É a capacidade de olhar para o
outro sem farisaísmo,
sem dizer: "Obrigado, Senhor, porque eu
não sou como Davi que adulterou.
Obrigado, Senhor, porque eu nunca menti
com medo de morrer como Abraão. Obrigado
porque eu nunca tomei um piléque e
fiquei bêbado como Noé. Porque eu sou
uma pessoa maravilhosa.
Você pensa se quando Deus deixou
para algum propósito, eles entregues a
eles mesmos, eles fizeram isso, o que eu
faria?
O que eu faria?
A graça fez coisas tão grandiosas na
vida deles, tão maiores do que eu já
experimentei. Mas quando ela quando ela
deixou eles por conta própria,
Davi é um homem segundo o coração de
Deus.
Davi é a pessoa que a Bíblia mais fala
sem ser Jesus. Mas Deus deixa claro que
sempre que Davi fez o que ele o que seu
coração queria, ele fez tudo errado.
Davi só era o homem segundo o coração de
Deus enquanto Deus estava controlando o
seu coração. Quando Davi, Deus deixava
Davi ser Davi, Davi era, não é assim?
Davi ia matar Nabal, ia matar todo
mundo, tava com a raiva, com ódio. Aí
apareceu Abigail, não faça isso. Deus te
escolheu. E ele disse, graças a Deus. Em
vez de Davi pensar, quem é essa mulher
para vir falar comigo desse jeito? Vim
dizer que eu sou servo de Deus, que eu
não devo ir lá e resolver as coisas com
Nabal, ele me ofendeu. Ele diz: "Graças
a bendito seja Deus que te enviou,
porque eu ia cometer uma loucura.
Se Deus não te usasse como instrumento
e se eu seguisse o meu coração, eu ia eu
ia cometer uma loucura que ia manchar
para sempre
o nome de Deus
e a minha vida de servo de Deus.
Sempre que Davi seguiu seu coração, ele
mataria todo mundo na casa de Nabal.
Ele chamaria Betabá.
No entanto, sempre que a graça realmente
eh mostrada a ele agiu, ele era um homem
segundo o coração de Deus. Não era um
dom dele. É a capacidade de ver queda
sem transformar isso em combustível de
auto exaltação. Nunca transforme a queda
de outras pessoas em autoexaltação para
você. Quando você vê alguém cair e diz:
"Senhor, não me deixes cair em tentação,
mas livra-me do mal".
Essa pessoa, como eu disse, não tô
falando de pastores que são vendilhões
do templo, não são filhos de Deus de
verdade. Tô falando de homens que foram
usados por Deus, homens convertidos que
pregaram a verdade por anos.
E você pensar, Senhor, se homens como
esse,
se tu deixares caem, eu caio.
Não me deixe cair em tentação. Livra-me
do mal. A verdade é que todos gostamos
de acreditar que em condições extremas
nós seríamos fiéis onde outros falharam.
Seríamos
quando você vê, ah, o cara lá foi
ameaçado da fogueira, tá lendo lá os
livros, né? E ele negou Jesus, ele ficou
com medo de ser queimado. E você não
ficaria,
você enfrentaria o fogo,
você acha?
Então, quando você sabe disso aí, depois
teve que ser retratado aí como Lightber,
ele negou,
ele negou o que tinha pregado. Depois
ele se arrependeu na cadeia,
aí ele foi queimado. Na hora que
acenderam o fogo, ele botou a mão dele
no fogo primeiro, porque era a mão que
tinha escrito
a negação. Então ele disse que essa mão
queime primeiro. Agora você vê o mesmo
Lightman que negou com medo da fogueira
e enfrentou a fogueira dessa forma.
Nós podemos dizer que o Lightman que
negou para não morrer queimado era o
Lightman mesmo.
Mas o Lightman que depois botou a mão
primeiro no fogo e olha, nós vamos
acender um fogo na Inglaterra agora que
nunca ninguém mais vai apagar.
Esse era a graça de Deus.
você em você mesmo. Você é o que nega
para não ser queimado na fogueira ou o
que bota a mão no fogo.
A cruz nos proíbe de sermos arrogantes.
Se foi necessário o filho de Deus morrer
por mim, como exatamente eu poderia
olhar para um outro pecador e dizer que
ele é pior do que eu? Se o mesmo sangue
teve que ser derramado por nós dois?
Se o espírito sustenta Paulo, como eu
posso achar que eu posso
ser firme sem ele me sustentar?
Se Abraão entregue a si mesmo, falha
terrivelmente, como eu posso achar que
eu
agiria de uma outra forma? Como agiria
de outra forma?
Talvez você não fizesse aquilo, mas
talvez fizesse algo pior.
Talvez o seu formato de desordem fosse
diferente. Talvez a sua queda não fosse
idêntica, mas a matéria-pra do pecado
que fez Hitler ser Hitler é o orgulho
que sai em você.
depende do mesmo sangue, da mesma
propiciação.
Nós, como Thomas Brook, temos que te
dizer: "Se eu não sou dos enforcados,
foi a tua graça, foi a tua graça. Há em
mim raiva, há em mim orgulho, há em mim
as mesmas coisas que levaram esse homem
até esse ponto.
Há um ego." E é por isso que a oração
contra a tentação não se torna mais
compassivos. Quando vejo alguém ser
vencido, eu não penso:
"Ah, que fraqueza, né?" Também penso,
"Senhor, tem misericórdia dele e tem
misericórdia de mim também, Senhor. Não
me deixe cair em tentação, mas livra-me
do mal."
Isso muda a comunidade cristã, faz com
que a igreja deixe de ser um tribunal de
vaidades religiosas
e se torne um lugar de intercessão,
restauração e sobriedade.
Todos sabem que a graça de Deus está
sustentando. E quando Deus tira isso
ainda é graça. Quando ele faz como fez
com Pedro, ele queria levar Pedro para
lugares mais altos. Queria ensinar
Pedro. Queria ensinar Pedro deixando
exatamente ele ir. sem a proteção. Ele
ia só como Pedro mesmo, para ele ver que
não era corajoso como ele achava que
era. Talvez se ele tivesse orado antes,
quando Jesus falou, ele dissesse: "Não
me deixe cair em tentação, mas livra-me
do mal". Talvez Deus não deixasse a
menina dizer, mas ele também tava com
ele.
Faz com que o crente maduro não celebre
o fato de não ter caído naquele ponto.
Eu não celebro porque o outro caiu e eu
não caí.
Quando o outro cai, eu penso: "Senhor,
tem misericórdia de mim. Não me deixe
cair em tentação, mas livra-me do mal.
Faz com que a disciplina, quando
necessária, venha com lágrimas
e não com um prazer secreto.
Ah, essa pessoa tem que ser realmente
tirada, tal, com prazer secreto. Vem com
lágrimas. Se tu não me sustentasse, eu
também estaria neste lugar. faz com que
a exortação seja sempre firme contra o
mal na igreja, em nossas casas,
mas nunca cruel.
Quem vive diante da misericórdia de Deus
aprende eh a
ser livre. A oração faz isso, né? Dá
qualquer tipo de arrogância espiritual.
E nós enxergamos o milagre da
preservação.
Se hoje eu não cair, Deus me livrou. Eu
orei ontem, eu orei de manhã. Senhor,
não me deixe cair em tentação, mas
livra-me do mal. Se o final do dia tiver
sido assim, então eu fui livre do mal. E
essa oração nasce de um coração que
vigia, treme e confia. Porque eu sei que
isso acontece, então eu vigio, porque
sabe que essa pessoa sabe que o perigo é
real, que o perigo está fora dela, que o
perigo está dentro dela e confia porque
sabe que não precisa esconder nada do
pai, não precisa fingir que é corajoso,
não precisa fingir que pode enfrentar o
mal, que pode enfrentar o pecado, não
precisa fingir falar como Pedro, todos
podem fugir, mas eu morrerei com você.
Não precisa de, Senhor, se eu não tiver
força para morrer por ti, me livre de
situações que eu tenho que morrer por
ti. Agora, se eu tiver que morrer por
ti, livra-me do mal dessa tentação.
O mal da tentação seria não santificar
seu nome, porque eu vou ser queimado.
Então, me livra desse mal ou então me
livre da própria tentação de ser levado
até esse ponto. E se tu deixares por
alguma razão que só tu sabes eu ia até
esse ponto, então me livre do mal que há
nessa tentação que é negar a ti para não
ter meu corpo queimado.
Essa é a beleza dessa petição, não é?
Ela não vem de uma alma teatralmente
forte, mas eh oposto.
Domingo passado à noite, eu disse que ia
falar cinco pontos e falei três. E hoje
eu ia falar cinco e falei dois.
Mas
você vê quando olhamos primeiro para
esse Deus santíssimo, como fomos
desnudados.
pela verdade do evangelho semana passada
e como somos igualmente desnudados aqui.
Ah, e na vida real, a tentação quase
nunca chega de modo tão simples como nós
imaginávamos.
Muitas pessoas caíram em tentação ontem,
hoje e nem viram. Acharam que foi só o
seu temperamento, é o nome que lhe deu.
Acharam que é o seu jeito. Acharam que é
assim por causa do seu da da sua do seu
eh eh de como o pai e a mãe o o criaram.
E é por isso que ele achou que não caiu
em tentação porque e fracassou porque
ele já deu outros nomes ao fracasso.
Ele deu nomes bonitos aos seus
fracassos.
Muitas vezes ele, a tentação vem
embutida de circunstâncias. vem na
pressão, mas também ela vem no cansaço.
Não vem só de um jeito. A tentação vem
na nossa carência, no excesso, vem no
nosso corpo abatido,
vem na mente escurecida, vem no ambiente
que vai nos comprimindo por dentro. Ou
seja, a prova não entra apenas pela
porta do desejo. Normalmente quando a
gente pensa: "Livre da tentação, me
livre dos desejos". Mas não é isso. Às
vezes a tentação vem porque estamos
muito cansados.
Porque nosso corpo está debilitado.
O os nossos inimigos e o pecado dentro
de nós não pensar, ele tá muito doente,
tá sentindo dor, então não vou tentá-lo
a não confiar em Deus, a não se alegrar
em Cristo, porque coitado, ele tá
sofrendo. Não, tentação não é só o
desejo por algo, não, queridos. É a
tentação de não se alegrar em Cristo
porque algo, alguma coisa que eu achava
que, que ia sair para mim não saiu.
Aí eu fiquei emborcado. Então caí em
tentação.
A tentação é muito mais sutil e eu posso
ter achado muito normal, não. Fiquei
desanimado, sem vontade de morar, porque
também é muito problema. Não vi, não vi
que foi a tentação e eu caí.
>> [roncando]
>> Ou seja, a prova não entra apenas pela
porta do desejo. Esqueça isso. O desejo
é poderoso e a porta e é uma uma porta
para tentação. Mas um monte de coisa é
porta para tentação.
A palavra dura de alguém é uma tentação.
Tu vê? Não é um desejo, é uma reação do
meu orgulho.
Muitas vezes entra pela porta da
condição. Às vezes e eu faço algo que
nunca faria porque nunca achei que ia
chegar naquela condição.
Às vezes a carência,
às vezes a falta de recurso para pagar
uma dívida, a tentação não vem só pelo
desejo.
Muitas vezes ela entra pela porta da
condição e é por isso que a oração não
nos deixa cair em tentação. É tão
profunda. Ela nos ensina a olhar não
apenas para atos, mas para contextos.
Perceber esse é um contexto de tentação.
Sabe? Eu saio amanhã para trabalhar e o
carro bate.
Aí eu sei que vou ficar sem carro, vou
ter que gastar dinheiro e tal.
Essa é uma porta da tentação. Eu posso
começar a reclamar, posso começar a agir
de uma maneira que o nome de Deus não
vai ser santificado.
Mas eu nem percebo. Eu acho que aquilo é
normal eu reagir daquela forma,
não apenas para escolhas isoladas, mas
para fragilidades expostas. não apenas
para o que fazemos, mas para o que a
vida em certos momentos está tentando
fazer conosco.
Há uma ilusão espiritual muito
persistente em nós. A ilusão de que
estamos de pé de alguma consistência
interna sólida em nós. Deus está
evitando mil coisas, mil situações, mil
coisas em meu corpo, 1000 coisas porque
saberia que eu não saberia lidar com
aquilo.
Porque a oração está pedindo o seguinte:
"Senhor, me livra daquilo que vai me
derrubar agora, daquilo que tu deixares
eu entrar. Então me livra do mal que não
naquilo, Senhor. Porque amanhã bater com
carro indo pro trabalho, me coloca numa
numa posição de não glorificar seu nome
naquele momento. Me livra desse mal. E
se acontecer, então me capacita a agir
de uma maneira que tu seja santificado.
Se meu marido não é tudo que devia ser,
então isso é uma tentação de eu também
não ser tudo que eu devo ser para
santificar seu nome. Me livra dessa
tentação. Se minha esposa não for, me
livra. Se meus filhos, se meu patrão, se
as pessoas não forem o que devem ser, me
livra da tentação de agir de uma maneira
que deshonra o seu nome.
Sabemos em teoria que dependemos da
graça, sabemos em teoria que Deus nos
sustenta, mas é muito em teoria,
queridos.
Na prática percebemos muito pouco.
Na prática, frequentemente vivemos como
se houvesse em nós um estoque
relativamente confiável, de força.
E é justamente aí que a prova se torna
tão reveladora. É por isso que às vezes
Deus vai deixar Pedro cair. Havia uma
percepção muito grande de força. Deus
vai mostrar, tá vendo? Se eu não orasse,
tua fé ia ser destruída.
Porque uma das coisas que Deus faz às
vezes não é nos abandonar, mas nos
deixar sentir
de modo agudo quão absolutamente somos
dependentes dele. Talvez quando você
bota o pão na sua mesa, você acha que
você que tá colocando. Talvez quando ele
falte,
seja Deus dizendo: "Você vê como era eu
que te dava".
Mas talvez a pessoa não perceba porque
ela já não percebe mais tentação. Ela
fica sem saber porque que aquilo tá
acontecendo.
Não porque ele tenha prazer em nos
desestabilizar, mas porque nossa
autopercepção costuma ser muito inflada.
Achamos que suportamos mais do que
suportamos. Tudo que nós suportamos,
suportamos porque a graça suportou. Nós
não suportamos nada.
Sem a graça, nós somos um ego inchado
que não pode ser esbarrado por nada, por
ninguém,
por nenhum acontecimento.
Somos pessoas que se fez um plano de na
praia e chove, não gostamos.
As maiores bobagens são suficientes para
fazer nós não glorificarmos o nome de
Deus. Então, nós somos pessoas de
oração, somos pessoas que estão pedindo.
Senhor, eu sei que o meu pecado
judicialmente foi tratado, mas a
glorificação do seu nome, Senhor, a
capacidade que eu tenho de não
glorificar seu nome é imensa. Santificar
seu nome. Então, não me deixe cair em
tentação, mas livra-me do mal. Achamos
que nossa fidelidade tem mais raiz
própria do que tem. Nossa, a gente fala,
não, não, eh, o garraira, tudo tá vindo
da videira, mas no fato de fato a gente
acha que não, que tem coisas que estão
vindo de nós, certa firmeza, certa, mas
basta Deus suspender um pouco da
sensação do seu sustento para
descobrirmos algo desconcertante. Somos
muito mais fracos do que fingíamos que
éramos.
E essa é um tema profundamente bíblico,
não é? Sansão é forte enquanto a
presença capacitadora de Deus está nele.
Quando não está qualquer filisteu vence,
o cega e o coloca para fazer um trabalho
de um animal, você também não é que você
não pode enfrentar sua carne e Satanás,
você não pode mesmo.
Suas vitórias são as vitórias de Sansão.
Quando Sansão levantou, achando que
ainda estava forte, não estava mais,
então Deus estava dizendo, você não é
forte, Sansão.
Você é facilmente vencido. Mas quando
essa força é tirada, ele não descobre
apenas que está mais fraco.
Sansão não descobriu naquele dia que ele
estava mais fraco. Sansão descobriu que
ele sempre foi fraco e a força nunca foi
dele.
Não é que por acaso aquele dia ele ficou
fraco. Ele sempre foi. E é isso que
descobrimos. Sua força nunca tinha sido
gerada pelos seus músculos,
pelo seu físico,
pela sua capacidade.
A força de sanção vinha de Deus. E se
Deus atirasse, não é que ele ficava mais
fraco. Ele não tinha força nenhuma. Era
dom, era concessão, era sustento. Não
podemos continuar. Ficamos só em dois
pontos. Mas você vê essa oração vai
descendo porque enquanto ela está
colocando Deus
santificado no lugar mais alto, ela
começa a mostrar como nós nos enxergamos
à luz desse Deus e do que ele fez por
sua graça em Jesus Cristo. Vamos ficar
de pé. Santo Deus, [canto] eu me
aproximo sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração, [música]
nos pequenos pensamentos, [canto]
nas palavras [música] que eu soltei.
Teu espírito [canto] me chama,
confessa. [música]
E eu confessei,
não escondo minha culpa,
não [música][canto] maquio minha dor.
Contra ti eu pequei
contra [música][canto] o teu santo amor.
Mas que atos minha raiz,
um querer [canto] desalinhado.
Eu preciso de [música] limpeza. Eu
preciso [canto]
ser
lavado.
[música]
Cordeiro, [canto] minha justiça,
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça,
[canto]
me rendo ao teu final.
Jesus,
tem misericórdia. [canto]
[música]
Jesus,
vem me purificar. [música]
[canto]
Teu sangue fala mais alto que o meu
[música] pecado é gritar. [grito]
Minha [música][canto] única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
[canto][música] Eu descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música][canto]
é melhor.
Tua misericórdia [música]
[canto] é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro.
Tu és [música][canto] luz e eu sou pó.
Quando eu tento ser meu dono, eu no
terco em mim [música]
só.
Autonomia [canto] é mentira.
Autossuficiência [música]
também.
Tu és [música] fonte, tu és vida.
[canto]
Sem ti nada me sustém. [música]
Eu
não [canto] venho com rico,
venho com mãos [música] sem ter. Não
confio no meu choro, [canto]
nem o meu vou [música] vencer. Eu confio
na firmeza do [canto] teu pacto, ó
[música] Senhor.
Tua aliança é selada no cordeiro
[canto] redentor.
[música]
Restaura minha alegria, [canto]
[música] tua salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
pronto até o [canto] fim.
Jesus [música]
tem misericórdia. [canto]
Jesus [música]
vem me purificar. [canto]
Teu sangue fulá mais alto que
[canto][música] o meu pecado a gritar.
A minha única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
[música]
Eu descanso no teu [canto]
amor. [música]
Inclina o meu coração, [música][canto]
ensina-me a obedecer.
Dá-me um [música] espírito pronto, mais
doce do meu [canto] querer. Guarda-me na
tentação, [música]
na rotina [canto] e na aflição.
[música]
Tua graça me [canto] carrega,
[música]
tua mão me põem [canto] de pé
[música] no chão.
Tu me [música][canto]
defines,
Cristo.
[música]

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