A Oração que Ensina quem Somos | Josemar Bessa
30/03/2026
A Oração que Ensina quem Somos | Josemar Bessa
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62
PayPal – [email protected]
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Eu preguei sobre um texto sobre a oração do Pai Nosso e eh a gente viu uma estrutura belíssima começando onde Jesus começa a oração e focando eh em quem Deus é na verdadeira eh a verdadeiro pedido dessa oração com todas as outras coisas, sendo só aquilo que orbita isso. Então, nos colocamos diante desse Deus altíssimo, Pai Nosso que está no céu, santificado seja o seu nome. E isso é óbvio que eh eh reinterpretou nossos corações diante de Deus e a grandeza de Deus. Agora, eu queria olhar pro mesmo texto, só que eu queria olhar um pouco mais a partir do nosso ponto de vista. Então, é o mesmo texto. Apesar de que semana passada à noite eu falei que era cinco pontos, só preguei três, mas os outros 12 não vou falar hoje, porque eu estou realmente olhando eh eh agora sobre uma perspectiva eh mais voltada para nós, o que também são cinco pontos. Eu também não vou pregar os cinco pontos. Então, eh, quando você olha como vamos olhar agora, que é de uma maneira diferente, em vez de centrar em olhar esse Deus que é completamente eh outro, fora, totalmente santo, transcendente, nós vamos olhar para nós diante dele. E também há uma estrutura belíssima. Quando olhamos dessa forma, você vê que algumas coisas, óbvio, vão ser a mesma. A gente tá olhando pro mesmo texto, mas essa oração agora olhando um pouco mais para nós, começa no alto, né, Pai Nosso. E ela começa a descer, ela vai descendo, começa adoração, reino, vontade, pão, perdão, proteção. Você vê que ela começa muito alto e parece que ela vai, ela vai dando, e descendo degraus para baixo. A primeira vista parece uma descida, não é? Você começa lá em adoração, que é na verdade o propósito, é o único pedido da oração. O resto são pedidos para que aquele seja cumprido. E você vai descendo para reino, vontade, pão, perdão, proteção. Então, parece uma descida, mas é como se a gente saísse do céu, que a gente começa lá no céu, Pai Nosso, que estáis nos céus, e vamos rebaixando, eh, à medida que a oração vai avançando, nós vamos descendo. Ah, mas no evangelho para nós, quando olhamos para nós, eh, descer nunca é perder, não é? E você vê que essa oração nos dá eh eh a anatomia dessa realidade da oração em nossas próprias vidas. Descer é se aprofundar. E se tudo que aprendemos não faz a gente pegar esse esse e eh elemento de de cada vez menor, não está havendo o efeito adequado de olharmos para aquele Deus que deve ser santificado. Então descer é sair da superfície. E é estranho, né? porque a gente pensaria que ia subir, deixer, é, é deixar a nossa ilusão que nós temos a respeito de nós mesmos. E por isso acabamos criando um Deus dentro dessa ilusão que não é verdadeiro. Então, a única maneira que a verdade nos conduz é assim, ela eh nos faz descer. E a oração começa com a glória da adoção, como a gente viu, e termina com a fraqueza do coração do homem diante da tentação. Começa tão alto, Pai Nosso, que estás nos céus e e termina na fraqueza reconhecida nossa diante da tentação. E isso não é uma contradição, isso aqui é a marca da maturidade, porque só quem chegou perto de Deus começa a se ver de verdade. E esse é o objetivo da oração, vermos quem Deus é e à luz disso vermos quem nós somos. E é o que ela faz. Então a oração começa num lugar surpreendente, porque você vê que as primeiras, o primeiro passo da oração não começa com culpa, não começa com medo, não começa com desespero, começa com pai, não começa com perdão de pecados, começa com pai. Isso é decisivo porque revela que a vida com Deus não nasce primeiro na nossa consciência de fracasso, mas da iniciativa da graça. Não é que o homem chegou à conclusão de que ele era um fracasso, então ele buscou Deus. O homem não chega a essa conclusão. O homem sempre se vê maior do que é e sempre acha que tudo gira em torno dele, inclusive Deus. Então você vê que não começa eh eh eh eh com essa nossa percepção de fracasso, começa com a iniciativa de um Deus transcendente. E a porta de entrada da oração cristã não é a performance moral. Eu sinto, como tava dizendo no início, né, Davi dizendo: "Bendito seja Deus que não me rejeita oração nem afasta de mim a sua graça." Eu sinto eh que é a graça de Deus que desceu. Então ela começa com adoção. Pai nosso. Jesus não nos ensina a dizer em primeiro lugar juiz nosso ou senhor distante ou grande criador. Embora tudo isso seja verdade e não seria e errado, não é? Mas ele nos ensina a dizer Pai Nosso, isso significa que a oração bíblica começa não na tentativa de nós chegarmos a Deus, sabe? é uma espécie, a oração não é uma torre de Babel, mas é um milagre de ter sido recebido por ele. Nós eh eh fomos colocados em Cristo antes da fundação do mundo. É esse milagre. O cristianismo não começa com uma escada do esforço humano eh para chegar. É por isso que eh Davi percebe que até Deus ouvir a oração já foi a graça, já foi a misericórdia. E isso muda completamente a lógica da nossa vida espiritual. Porque se você começa na culpa sem passar pela adoção, a espiritualidade se torna defensiva. A gente sabe quando começa com a culpa, a gente começa a querer mostrar alguma dignidade apesar da culpa e você tenta se explicar. Ou você acha que pode compensar Deus pela culpa, tenta parecer melhor do que é para poder administrar Deus na oração. Por isso tem gente que acha que poxa, eu tenho vivido uma vida de obediência. Por que que isso tem acontecido? Não, mas quando você começa com o pai, a alma já encontra outro tipo de chão. Por que eu sou filho? Ah, agora eu já não tô tentando comprar acesso, não tô tentando fazer a oração ou qualquer eh eh eh aspecto da minha vida, algo que me dê acesso a Deus. Eu já começo com o Pai, ó, e eu estou respondendo a um acesso que foi soberanamente concedido a mim. É por isso que eh o filho fala antes do pecador tremer aqui na oração, apesar de que o pecador vai tremer. Não porque o pecado seja pequeno, mas porque a graça é a primeira coisa no reino de Deus. Não é que nós éramos tão pecadores que vimos que só Deus era a solução. Porque ser grandes pecadores era ver exatamente o oposto disso. As coisas começam com a graça. Na ordem do evangelho, Deus não diz: "Mude para que eu te receba. mude para que eu ouça a sua oração. Ah, ele diz: "Em Cristo eu recebo agora. A partir daí você será mudado, você é meu filho." Essa é a diferença entre religião e evangelho. A religião sempre começa com exigências que devem ser cumpridas. O evangelho começa com soberanamente Deus chamando para si. Os que Dantes predestinou a esse chamou. Então, a religião sempre vai dizer: "Prove que você merece". Um filho de Deus nunca ora com base nisso. Ele sabe que o máximo que ele pode dizer é: "Bendito seja Deus que não me rejeita a oração, nem afasta de mim a sua graça". E só depois disso o resto da oração faz sentido, porque qualquer coisa que veio depois, se viesse antes disso, eh eh distorcia a sua relação com Deus e distorce por muitas vezes as pessoas não estarem eh focadas no evangelho. Só depois de ser trazido para perto de Deus, ele nos tirou do império das trevas e nos trouxe para o reino do seu filho amado. E é nesse filho que nós podemos chamar ele de pai. Ele fez isso só depois de ser amado e eh eh eh aprender e se render depois de ter eh eh receber todas as coisas como uma dádiva totalmente merecida. Sem isso, toda obediência é doente. Toda obediência faz parte do pecado. Porque é uma tentativa de comprar algo que a nossa obediência não passa demais. pecados, o que nós chamamos de obediência, né, diante eh daquilo que realmente é santo. Então, eh vira vira ansiedade para ver se eu já fiz o suficiente para Deus fazer o que eu quero. Então, a oração e a vida vira eh esforço. Não é mais descanso. Não é descanso. É a tentativa de permanecer na casa por meio do desempenho. Quando eu permaneço na casa porque eu sou filho. E eu sou filho só pela ação soberana de Deus de me colocar em Cristo. Então, a a oração do Senhor destrói essa lógica. Ah, ela diz: "Você começa como filho e é só por isso que eu te ouço. Isso não diminui a a nossa referência, a nossa eh eh reverência diante de Deus. Isso aprofunda a nossa reverência. Não enfraquece santidade, coloca confiança, na na nossa vida. Não faz Deus menor, faz a graça maior. Quando eu sei que ele ouve a minha oração porque ele não afasta de mim a sua graça, que é a graça que começou e não nenhum tipo de fazer, incluindo a oração, então tudo muda. Então, antes de tremer como pecador, o cristão aprende todo dia a falar com o filho. E não porque estejamos negando a nossa miséria, vamos ver que não fazemos isso, mas porque a cruz já falou sobre a nossa miséria. A cruz já lidou com ela. E porque em Cristo a primeira palavra sobre a vida já não é rejeição, é adoção. Nós fomos adotados. Nós estamos orando não ao nosso juiz, eh, apesar dele ser juízes, eh, eh, eterno, estamos falando ao nosso pai. E tudo isso pode se eh colocar só sobre a graça soberana de Deus. Então, a alma só desce em segurança quando, porque a Bíblia diz que nós devíamos crescer descendo. E as pessoas têm dificuldade de descer porque elas pensam que eh elas devem subir para merecer coisas de Deus. E isso, em vez de eh nos fazer descer e ver que esse é o progresso, nos coloca num sentido oposto. Depois que a oração nos coloca no lugar do filho, ela começa a nos conduzir por uma espécie de santa descida. Daí pra frente você só vai descer, sabe? Jesus crescer e você diminuir. A obra dele está crescendo, crescendo e você está diminuindo. Não é uma descida eh no sentido de degradação. É uma descida para a lucidez. A Bíblia diz, diz o tolo em seu coração, não há Deus. Uma das maiores tragédias do pecador é que ele não é lúcido sobre o que ele é, sobre ele ter alguma bondade, sobre ele haver nele algo bom. Ah, então é uma descida, não é para degradação, é uma descida finalmente para a lucidez. Estávamos alucinando com altitudes fantasiosas. Então, o filho adora e como adorador ele se submete. O súdito se torna servo, o servo pede pão. É uma descida. Então, quase sem perceber, esse mesmo homem começa a descobrir algo ainda mais fundo. Ele não é apenas alguém que serve, é alguém que depende. Mas mais do que dependência, ele é alguém que falha. Não é que no início ele tentava subir, ele agora reconhece eh que ele depende, que ele depende em todas as coisas e que ele falha. E é por isso que a oração nos leva a dizer: "Dá-nos". e depois perdoa-nos. Veja o que está acontecendo, não é? Apesar de já ter começado como filho essa essa progressão para para baixo, né? A graça não está apenas nos consolando, a graça aqui está nos desnudando, está nos deixando nos diante da realidade de quem nós somos, diante daquele Deus que nós começamos dizendo, eh, Pai nosso que estás nos céus, ele está removendo todas as camadas de autoengano. É, é isso que a oração deve fazer. Muita gente gostaria de parar antes dessa parte e ficar só numa linguagem vazia de falar para ô maravilhoso, grandioso, é o excelo e tudo aquilo ser só palavras, porque eh ou então não pensar muito em implicações, né? Venha o teu reino. Nem pensa a respeito do que seria isso. Mas a oração não deixa. Ela nos conduz até o lugar em que temos de admitir: Sou mendigo, sou o pecador, vivo do que recebo e sobrevivo do que é perdoado continuamente na minha vida. Não é que eu não merecia no início, é que eu não mereço ainda. Não é que eu não mereci e me tornei filho, é que eu sou filho e ainda não mereço. Isso fere o orgulho, porque nós queremos parecer mais inteiros do que somos. Queremos oferecer a Deus mais do que realmente pedir sem merecer. E queremos demonstrar força espiritual. Queremos imaginar que chegamos a um ponto em que a dependência radical que temos de Deus e da graça diminui. E achamos que quanto menos eu precisar da graça, porque eu tenho uma força em mim, mais eu cresci espiritualmente. Você vê que esse não é um crescer para baixo como a oração está nos ensinando. Ah, mas Jesus nos ensina que a orar de um modo exatamente oposto, ao vermos a a grandeza de Deus, da sua graça, nos ensina que a maturidade espiritual não é subir acima da necessidade, é perceber que eu tenho mais necessidade de Deus do que eu via antes. É aprofundar-se na minha necessidade, na minha incapacidade, na minha nulidade em mim mesmo. Isso é parte do negar a si mesmo. É aprofundar nessa verdade cada vez mais. Eu cresço mais quanto mais me esvazeio de mim mesmo. É isso. O mendigo espiritual não é o iniciante da fé apenas, é o crente maduro mais ainda. Por isso você vê progressões para baixo em Paulo lá. O menor dos apóstolos, o menor dos santos, o principal dos pecadores. Isso é crescimento. É crescimento. O pedido pelo pão não é a linguagem de quem ainda não entendeu muita coisa. É o contrário à linguagem de quem finalmente entendeu que tudo vem de Deus, que eu não mereço um copo d'água que Deus está me dando. E o pedido por perdão não é um retrocesso. Ah, eu não devia ao crescer espiritualmente cada vez precisar de menos perdão. O pedido de perdão não é um retrocesso. É uma das evidências de que a luz realmente entrou. E agora eu me arrependo até da minha última oração, porque quanto mais perto de Deus, menos você sustenta qualquer tipo de pose. Você começa como filho, fica evidente que é tão somente pelo que Deus fez. E quanto mais perto da santidade, menos confiança sobra para sua imagem. Quanto mais perto da luz, mais visível ficam todas as as sujeiras que ainda estão ali, que você não percebia antes. Então, em vez de você sente cada vez mais que você é o principal dos pecadores, em vez de sentir que ao crescer você é menos. Isso é uma das marcas da verdadeira transformação. A pessoa não se torna teatralmente humilde, ela se torna honestamente dependente de Deus. Ela para de negociar uma boa aparência diante de Deus. Suas orações não são um jogo de de alguma maneira mostrar um currículo a Deus. Ela para de negociar essa boa aparência. Ela nunca tá perguntando a Deus por que isso acontece, já que ela vive tão bem. Ela sabe cada vez mais que ele eh é maravilhoso em ouvir a oração. Minha oração não é maravilhosa. E é por isso que descer é aprender quem realmente somos. Não somos apenas adoradores. A oração começa conosco como adoradores. Mas se nós pensássemos em nós só desse jeito, estaríamos com um pensamento eh menor. Nós somos adoradores carentes, adoradores incapazes, adoradores. Não somos apenas servos, porque parece que aí eu a minha utilidade está ali. Nós somos servos necessitados. Se fizéssemos tudo, seríamos servos inúteis. Não somos apenas pecadores de maneira abstrata. Não chegamos no final do dia, Senhor, ah, perdoa os meus muitos pecados. Somos pessoas concretamente sustentadas por pão e perdão. Não há nada em você que você deva a você. O perdão é grande, mas você deve pão e perdão. E se Deus não te desse pão e perdão, você não tinha como prover nem outra coisa. Essa coisa grandiosa que é o perdão, então você necessita desesperadamente de Deus. Mas o pão também. Você não pode atribuir a você nada. Não é que, ah, não, tem coisas que só Deus podia fazer. Ah, o meu perdão. Não, não. O teu pão também, tua água também. E isso longe de nos destruir, nos liberta, porque finalmente paramos de fingir. E quando a alma para de fingir diante de Deus, ela começa pela primeira vez a respirar a atmosfera do céu. Eu diria que é o e eh respirar a verdade. Então, quanto mais perto do eh santificado seja o seu nome, eh mais perto da luz, menos pose nós temos. Isso é crescer. E no final da oração chegamos ao ponto mais baixo da escada, mas espiritualmente talvez seja o ponto mais profundo de todos. Como eu disse, a gente aqui tá olhando para ela em relação a nós depois de olharmos a a a grandiosidade de Deus em sua plenitude, como fizemos. Então, eh, aqui não aparece apenas um pecador pedindo perdão pelo que ele fez, porque ele podia dizer: "Olha, foste maravilhoso, perdão pelo que eu fiz. Agora deixa comigo, agora eu vou te retribuir." Aparece um pecador pedindo proteção contra o que ainda ele pode fazer. Ele sabe, não é que eu não era o que tivesse ser no início, é que eu ainda não sou. Senhor, não me deixe cair em tentação, porque depois de tudo que tu fizeste, depois de tudo que eu sei, se tu mesmo não me sustentar, eu caio. Eu não era forte no início, não sou agora. Dependo do teu perdão, do teu pão e dependo que tu me sustente para não pecar amanhã ou daqui a pouco. Porque se tu não fizeres, eu caio. Não me deixes cair em tentação. Livra-me do mal. O coração já não está olhando apenas para trás. Ah, que graça maravilhosa. Me alcançou. Me tirou do império das trevas. Me tirou. Ela não estou olhando mais para trás. Agora ela olha para a frente com uma santa sobriedade, sabe? Se Deus não operar, eu vou deshonrá-lo. Eu não era forte e eu não sou forte. Em mim mesmo não havia bem e em mim mesmo agora ainda não há um bem próprio. Ou tudo vai derivar dele a ideia de que Deus salva o homem e depois ele que persevera até o final e ele merece então o final céu. É uma loucura dizer: "A graça me salvou, mas agora eu vou ficar firme até morrer por mim mesmo". Isso é a antioração, é uma negação da realidade. Se Deus me regenerasse um dia e depois me deixasse, não vai demoraria muito tempo para mim ser tudo de novo que eu era. Era como se Deus desse a vida à gente quando a gente nasceu e depois a vida não fosse uma vida que permanecesse. A própria criança não ia poder manter a sua vida. Então, não nos deixes cair em tentação. Esse pedido revela uma mudança importante na alma. Há um estágio da vida espiritual em que a pessoa se preocupa quase exclusivamente com a culpa passada, com o que fez, com que viveu. E ela quer o quê? Então, essa pessoa quer só alívio, ela quer perdão, ela quer paz. E isso é legítimo. Ah, mas há um aprofundamento. Isso é que crescimento para baixo. Quando essa pessoa começa a perceber que o problema não é apenas os registros dos pecados do meu passado. Não, não, não. O problema é que eu ainda sou pecador e se Deus me deixar, eu correria para o inferno do mesmo jeito. Se ele não me chamasse, eu nunca viria. Mas se depois de me chamar, de me dar o que ele deu, a vida que ele me deu não fosse ela mesma imortal e vencesse as minhas corrupções em mim mesmo. Se Deus fizesse tudo que fez e a partir do momento que ele fez deixasse eu por minha conta e não da graça, eu ainda estaria perdido no fim. Não há nenhuma possibilidade de eu mesmo perseverar. Então, por isso que eh a a doutrina é a perseverança dos santos, ou seja, é Deus mantendo o que ele começou, é Deus terminando o que acabou. E a oração diz: "O problema é a fragilidade que ainda permanece dentro dela." Agora, a o coração não teme somente o inferno merecido pelos seus pecados, não é? Ela também teme agora qualquer deshonra futuro Deus, apesar de tudo que tu fizeste, eu ainda posso te deshonrar amanhã. Ainda posso te deshonrar no final desse culto. Livra-me do mal. Eu sei que eu não vou para o inferno. Eu sei que eu estou seguro, mas eu não quero deshonrar a ti. E a única maneira é tu mesmo operar em mim. E isso é uma oração. Ele realmente agora não está olhando para o passado de pecados e como aquilo condenava. Ele sabe, eu ainda posso te deshonrar e isso é um pavor para mim. Ele ter ele o esse esse homem começa a temer a deshonra futura que ele pode causar, que ele não causou ainda. Teme entristecer Deus que o escolheu, que o adotou, que o colocou em Cristo. Isso é o crescimento. Esse temor não é incredulidade. Esse temor de que eu posso deshonrar amanhã é maturidade. Porque essa é a verdade sobre nós. Só uma pessoa superficial brinca com a tentação e acha que realmente pode lidar com ela. Só uma pessoa ainda impressionada consigo mesmo acha que o perigo já passou, que agora ele mesmo consegue trilhar esse caminho e chegar são e salva até o fim. Mas quando a graça profunda, a alma ela passa a enxergar algo humilhante. Mesmo perdoado, se tu não me guardares, eu peco. Mesmo perdoado, se o teu poder não me sustentar, eu caio. Mesmo perdoado, mesmo diante das maravilhas que tu me revelaste, eu corro para ídolos. Mesmo amado antes da fundação do mundo, ainda posso ser seduzido, mesmo justificado, ainda luto contra desordens reais dentro de mim. Não que venha da sociedade ou de uma psicologia ruim, porque meu corpo não funciona direito. Não, não, não. Eu corro. Essa consciência não empurra o crente para o desespero. Você vê porque ele sabe lá desde o início que Deus começou isso. Empurra para vigilância. Ele não diz, então nada mudou. Se Deus não me sustentar, eu caio. Então não mudou nada. Ele não diz isso. Agora ele vê como as clarezas. Agora ele sabe que a santidade não é automática dentro dele. Não é uma máquina que deu corda e agora funciona. Agora ele entende que a vida cristã não é apenas começar bem. É realmente Jesus dizendo para você: "Sem mim nada podeis fazer. Sem mim você não é nada. Sem mim você continuaria mal. Sem mim você correria para o pecado. Sem mim, apesar de tudo que você soube, de tudo que aconteceu, você correria para o inferno. Você não merecia nada. Você não merece nada. Ou seja, você sente que tem que ser preservado no caminho e que se ele não te preservar, você não tem chances com o tentador, nem chances com a concupiscência do seu coração. E isso é profundamente atual, porque a cultura moderna nos ensina a confiar demais nossos impulsos internos. Diz até que nós podemos definir o que é bom, o que é mau. Essa é o é o fruto que derrubou a humanidade, né? querer estabelecer ele mesmo o que é bom e o que é mau. A Bíblia nos ensina a desconfiar de nossos sentimentos, dos nossos corações. E infelizmente a gente sabe disso, mas costuma seguir demais nossos corações. A gente repete com Jeremias, ah, não há nada mais corrupto do que o coração. Acho que quando a gente diz isso tá pensando no coração dos outros, porque aí a gente responde, age, vive diante do que estamos sentindo. ve dizer assim: "Esse sentimento aqui tá de acordo com o que Deus disse: "Senhor, livra-me do mal. E esse mal, esse mal é o diabo, é a concupiscência, é externo, é interno. Jesus ensina, ore para ser guardado dele quando ele se inclinar ao mal. No fundo da escada, então não está um crente menos maduro, como nós vimos. Parece que a escada tá andando para trás, né? Começa como um adorador nos lugares celestiais. Esse crente mais verdadeiro é mais consciente e mais humilde, mais acordado para o fato de que a maior batalha não é apenas contra o mundo ao redor, mas contra as fissuras de sua alma. Como eu disse, a tentação que está em Tiago nunca aconteceu com Cristo. Nós somos tentados pelo próprio pecado que habita em nós, pela própria concupiscência interior. Por isso, o conflito contra a tentação não é um estágio inferior de fé, é um dos seus sinais mais refinados, que Paulo vai chamar da luta do espírito contra a carne, né? O cristão amadurece quando aprende que não precisa apenas de perdão para as quedas antigas, perdão para os pecados cometidos. Precisa de graça preventiva, graça sustentadora, graça preservadora. Você vê como essas coisas são negadas. Quando você nega as doutrinas da graça, você diz que Deus fez muito no passado por você, mas agora é você que se segura. Mas não, não. O verdadeiro filho de Deus, ele acha, ele sabe que precisa de uma graça preventiva, uma graça para o futuro, a mesma que ele precisou para o passado, uma graça que o sustente, uma graça que o preserve. Então ele está orando, não me deixe cair em tentação, porque apesar de todas essas coisas, eu comecei falando contigo como meu pai que está nos céus, transcendente, santo, que em tudo deve santificar seu nome. Se eu for entregue a mim mesmo, eu não vou santificar seu nome. E se eu santificar seu nome, é porque tu está me livrando do mal. E nesse ponto a escada toda faz sentido. O filho foi recebido como filho indigno, merecedor, chamado eficazmente. O mendigo foi suprido. Eu descubro que eu não precisava só de perdão, algo grande, algo que eh o sangue de Deus teve que ser derramado. Eu preciso de pão e perdão. Eu preciso daquilo que é maior, mas nem o que é menor. Eu mesmo sou o meu provedor. Olha o que eu ganhei. É isso. É papo do rei da Babilônia, não é? Ou do rico que disse: "Ah, plantei, enchi meu celeas, agora come, bebe, descansa". E Deus disse: "Louco, o rei da Babilônia disse: "Olha a grande Babilônia que eu construí". Deus disse: "Você construiu para você ter uma visão de quem você é, você vai comer capim com os bois, porque até a sua mente eh racional é uma dádiva minha." Então, o cristão ele ele tem essa visão abrangente. A coisa maior que existe, o perdão, a justificação, a expiação. Recebi totalmente de Deus, mas o pão de cada dia também. Não é que eu precisava daquilo porque era grande demais para mim, mas o pão eu mesmo consigo. E agora não é que Deus perdoa meus pecados passados, é que ele é que me sustenta. E eu sei que apesar de tudo, eu, em vez de santificar o nome de Deus, posso fazer exatamente o oposto se Deus me deixar por minha conta. Então, não me deixes cair em tentação. O cristão amadurece quando passa a temer não só a culpa, mas a queda. Não só a culpa do pecado passado, mas sequer o pensamento do pecado futuro. Ele começa a orar intensamente, não só por perdão pelo que fez, mas ele ora intensamente pelo que ele pode fazer e ele não quer, porque ele agora não quer deshonrar Deus, ele quer santificar seu nome. A oração começa no céu, então, e termina no campo de batalha do coração. Deus está no lugar altíssimo, mas eu, se Deus não guardar, nem meu coração eu guardo. Começa com o pai que está nos céus e termina com pecador pedindo ajuda para que ele não peque. Porque se Deus não fizer isso, ele certamente não conseguirá. Mas isso não é contradição, esse é o movimento da graça. Porque quando Deus eh nos aproxima dele mesmo, mais verdadeiros, nós nos tornamos diante dele a olharmos para nós mesmos e a olharmos para a sua grandiosidade e a sua santidade. Quanto mais verdadeiros nos tornamos, mais aprendemos a depender não só do perdão, mas também da perseverança. Sabemos: Senhor, se tu não me perdoasse, como poderia pagar um pecado meu? Mas se tu não me preservar, eu não vou ficar de pé. Senhor, eu preciso que tu me dê perdão e que tu me sustentes até o fim. E no final toda a glória será sua. E eu preciso também que tu me dê perdão, me dê o pão, porque nem isso eu posso me dar. Eu não posso nada. Ninguém ora assim por acidente. Você vê que todo o evangelho está aqui. Não nos deixe cair em tentação. Não é uma frase automática e de quem não tá nem se importando se amanhã vai ou não santificar o nome de Deus. É que o primeiro pedido era tão sério e ele sabe que se Deus deixar por conta dele mesmo, ele não santifica o nome de Deus. Ele começa a botar mais peso em monte de coisas, dar mais glória a carreira, saúde, relacionamentos do que a Deus. E é a fala de uma alma que realmente acordou. Algo aconteceu dentro, o pecado deixou de ser leve. Ele sabe que o pecado no passado não era controlável por ele. E sabe que, apesar de tudo, o Deus teve que lidar com meus pecados. Mas que no futuro Deus ainda tem que lidar com meus pecados. Deus tem que lidar com a minha perseverança. Deus tem que lidar com a minha fé, com a minha firmeza. Não posso atribuir nada a mim. Esse pedido só nasce com sinceridade quando o coração já começou a entender duas coisas ao mesmo tempo. Deus é precioso. Eu não sou nada. Deus é todo- poderoso, eu sou a própria fraqueza. Deus é santo e em mim mesmo eu sou o oposto. Quando Paulo disse que em mim ou em minha carne não habita bem algum, ele está aqui nessa oração. Ah, é essa combinação que produz temor santo, queridos. É essa percepção integral. essa combinação que torna a oração urgente. Falta de oração é muita confiança em si mesmo. Se eu realmente penso que o dia de hoje não pode ser enfrentado sem eu cair, sem que Deus me sustente, então eu oro. Então por que que eu não oro? Porque eu não acho isso. Se eu sinto que eu preciso do perdão de Deus, mas do pão também, então eu oro, porque eu sei que não posso nem conquistar o perdão, que é algo grandioso, mas nem o pão. Eu não posso nada. Então eu oro. Não orar é autoconfiança no lugar máximo. Ah, então há um modo superficial de pensar o perdão como se ele fosse apenas uma solução jurídica para o meu passado. Hã, como é? como se significasse apenas que a conta foi cancelada e foi. E agora a vida pudesse seguir sem maior profundidade, mas o perdão bíblico faz mais do que remover a nossa condenação. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Isso é verdade. Ele muda a sensibilidade da tua alma para com Deus. O santificado seja o seu nome é real. Quando alguém realmente prova a misericórdia de Deus, alguma coisa acontece com sua relação com o pecado. Não é que agora ele pensa, agora o pecado ele ele não tem mais o seu aguilhão, né? Então, eh, ele não virou uma coisa muito horrível, porque ele não pode fazer nada de mal a mim. O pecado não desaparece da luta, mas desaparece da inocência. Ele já não parece tão pequeno, tão administrável, eh tão justificável. Eu vejo ele ainda como uma ofensa infinita a Deus, mesmo que ele não me mande para o inferno. A pessoa começa a vê-lo à luz da cruz e isso muda tudo. Antes, talvez o pecado fosse apenas prazer proibido ou um impulso difícil de conter ou um hábito velho ou algo que produzia culpa, mas ainda mantinha o fascínio. Mas depois que a graça entra, o pecado passa a carregar um peso. E é um peso que o mundo não sente, só os filhos. Agora ele é visto como aquilo que fere a comunhão, não santifica o nome de Deus. E a minha primeira e a e a oração de verdade é santificado seja o seu nome. Eu começo a ver o pecado de uma maneira totalmente diferente. Não estou pensando em inferno, em algo judicial. entorpece a minha alma, desfigura o coração e agride. Não Deus, simplesmente agride o seu amor. Em amor nos predestinou para ele. É isso que é agredido pelo pecado agora. E por isso, é por isso que o perdão não relaxa a vigilância. Que eu ser justificado para sempre, nenhuma condenação há. Diminui a vigilância. Agora eu vejo o pecado de uma maneira muito maior. Se a graça fosse apenas indulgência, você não vai para o inferno, talvez produzisse isso. Mas como a graça é cara, como ela custou o sangue, como ela nos reconciliou com Deus santo e amoroso e agora e o o influxo do do espírito em mim é santificado seja o seu nome. Ela faz o coração dizer: "Eu não quero voltar. Eu não quero deshonrar seu nome. Você vê que o interesse do do que ora aqui é um interesse muito centrado em Deus. Quando ele tá dizendo, não me deixe cair em tentação, ele tá dizendo não me deixe não santificar seu nome, ele não está mais falando do inferno, tá falando de algo maior. Ser livre do inferno é maravilhoso, Deus, mas não santificar seu nome é algo muito maior. Então você vê que alguém totalmente perdoado, filho, está muito preocupado com o pecado, porque está muito preocupado com o santificado seja o seu nome. Essa é uma das diferenças entre remorço e arrependimento. Remorço que aliviar a dor da culpa. E normalmente isso é as pessoas vão lidar bem com isso, com a doutrina da justificação, mas o arrependimento quer também romper com o caminho que produziu a culpa. O remoço quer paz, o arrependimento quer pureza, quer santidade. O arrependimento quer santificar o nome de Deus. O arrependimento diz: "Não quero mais ferir o Deus que me perdoou. Não quero mais, em vez de santificar seu nome, profanar o seu nome. Não quero que isso aconteça. Por isso, isso faz a vida espiritual ser verdadeira, né? Porque eu sei que posso fazer isso externamente com as pessoas vendo, mas posso deshonrar o nome dele dentro de mim. Eu começo a me preocupar com aquilo que ninguém vê. E aqui que nasce a vigilância verdadeira, não a vigilância neurótica, né? Porque você vê, não estamos tentando nos salvar, não obsessão conosco mesmo, mas uma tensão amorosa, essa sobriedade é centrada no santificado seja o seu nome. E não mais em qualquer tipo de coisa que poderia ou não acontecer comigo, uma percepção de que a tentação não é brincadeira, porque o nome de Deus não é uma brincadeira. Ele deve ser santificado. A alma perdoada olha para a tentação de um modo totalmente diferente que ele olhava antes. Antes ele podia flertar e não fazer. Hum. Agora ele observa com temor. Antes ele podia racionalizar. Ah, é porque todo mundo é assim. É porque o meu temperamento é esse. Agora ele não pode. Isso não santifica o nome de Deus. Isso não pode ser racionalizado. Isso é contra o impulso mais profundo do meu coração. Santificado seja o seu nome. Então ele podia antes imaginar seguro, porque agora que eu não vou mais pro inferno, eu estou seguro. Não, não me guarde, Deus. De quê? De não santificar seu nome. Não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal. Do mal que te deshonra. do mal que não glorifica seu nome, do mal que não santifica o seu nome. Me livra. A paz recém encontrada faz isso. Quem esteve perdido e foi trazido para casa, não quer ser arrastado outra vez para esse tipo de lamaçal. Quem foi aliviado da culpa não quer voltar a correntes antigas. Quem conheceu a doçura do perdão começa a a a proteger com coração a ternura da comunhão com o Deus que deve ser santificado. Isso é importante porque há pessoas que falam da graça de um jeito que parece diminuir a gravidade do pecado. A graça é como uma indulgência. A graça era o único caminho em que eu, o pecador poderia de novo santificar o nome de Deus. Então agora que a graça me alcançou, a minha preocupação é santificar o nome de Deus. Não é uma vez que eu estou livre da punição, eu posso agora deshonrar o nome de Deus. E ao mesmo tempo torna então Deus mais precioso. Então quando Jesus nos ensina a orar assim, ele está nos mostrando o que o perdão faz em uma pessoa real. O que o perdão real um coração realmente regenerado. Não torna a pessoa relaxada, torna ela desperta. Agora ela não está pensando no inferno, ela está pensando: "Santificado seja o seu nome." Não torna a pessoa arrogante, torna cuidadosa. Eu não podia antes, não posso agora, Deus. Eu não podia lidar com o meu pecado no passado, tampouco posso lidar com o futuro. Se tu não me guardares, como cobriu meus pecados, não me guardares, eu sou incapaz. Eu era incapaz, sou incapaz. E isso você vê, não torna a pessoa menos séria, torna mais viva. E existe uma diferença entre entusiasmo espiritual e maturidade espiritual. O entusiasmo muitas vezes fala alto, a maturidade geralmente fala baixo. Geralmente ela enxerga muito a sua insuficiência. E é por isso que ela enxerga a suficiência de Deus, o um e eh entusiasmo, diz: "Eu dou conta", sabe? A Bíblia diz que você nunca deve eh eh vestir a armadura com a confiança de quem tira a armadura. Quem tira a armadura acabou a batalha, lutou. Mas quando você veste a armadura muito confiante antes de lutar, aquilo ali é só arrogância. Você pode fracassar. Ah, e essa é uma das marcas mais importantes do crescimento cristão. A pessoa amadurece e, curiosamente, passa a se impressionar cada vez menos consigo, cada vez menos e eh eh cada vez mais ele vê sua pequenez, debilidade e a suficiência de Deus. Por isso que os cristãos não ficam com essa coisa assim, não é que eu sou muito fraquinho. Se ele realmente achasse isso, ele dependeria mais de Deus. Se ele fala que é muito fraquinho para justificar suas quedas, é porque ele achou que era suficiente em si mesmo. Porque senão oração continua seria: "Não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal. Eu sou muito fraco, mas tu és muito forte. Tu és todooderoso. Nada é centrado em si mesmo. Então eu também não uso a fraqueza que cada vez eu enxergo mais como uma desculpa. Isso aumenta a minha dependência. Então ela não se torna cínica, não se torna passiva, não perde coragem, mas perde a ilusão de que ela tem alguma força. Ela se lembra demais das suas quedas, das suas promessas quebradas, das suas oscilações, mesmo depois de ser salvo, chamado soberanamente e das suas friezas, das suas orações frias, ela se lembra demais disso para confiar nela mesma para o próximo dia. Ela sabe, não me deixe cair em tentação. A tentação que faz minha oração ser desse jeito. tentação. Livra-me do mal, Deus. Livra-me. Ela se lembra demais, então, das suas quedas, promessas quebradas, da facilidade que ela tem de racionalizar o erro nela enquanto é muito perspicaz em ver o erro nas outras pessoas. De quantas vezes ela confiou nas suas resoluções e descobriu logo depois que a resolução dela era igual a de Pedro. Eu irei contigo até a morte. E ele não caiu, foi destruído. Por quê? que Jesus disse: "Eu intercedi por ti, Pedro, para que a tua fé não seja destruída". Por isso, a alma ensinada por Deus não convida batalhas para provar sua força. O verdadeiro cristão nunca pede para ser provado. Eu vejo muitas pessoas pensando, tinha que ter uma perseguição na igreja. A igreja é uma vergonha sem perseguição. É uma fraqueza sem perseguição. Como ela acha que pode suportar a perseguição? Ah, uma perseguição ia melhorar a igreja. Ia melhorar como você que não ora sem nenhuma ameaça se tornaria alguém que oraria muito se isso levasse você à morte? A pessoa que tem medo de falar algo de Deus e ser cancelado pela internet falaria se isso fosse custar sua vida? É muita alta confiança, queridos. Quem fez isso na Bíblia estava sempre muito desconectado de si mesmo. Quem disse para Jesus, "Eu irei contigo até a morte. Eles podem fracassar, mas eu não. Foi Pedro. Nunca na Bíblia alguém ora por provações. Nunca ninguém pede aflição. Você nunca vai ver Paulo pedindo: "Ah, Deus mande mais aflições". Ele diz: "Deus vai nos sustentar". O que nós estamos pedindo o seguinte: "Senhor, não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal. Se tu achares que a tentação tem que vir, então me sustente, não me deixe cair, porque senão eu vou cair. E se eu permanecer, é porque tu estás me sustentando com a tua mão direita. Um filho de Deus nunca pede nem um cisco de tentação, porque ele sabe que sem Deus um grão de mostarda de tentação seria suficiente para ele pecar. Na verdade, ele não precisa nem disso. O seu coração é suficiente. Ele não brinca com fogo para demonstrar equilíbrio. Eu, até onde eu posso ir? Com que eu posso lidar? Ele sabe, não posso lidar com nada. Não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal. Ele não se admira. Ele está de pé. Mas em vez de ele se admirar, como eu tô firme. Tá anos eu tô firme. Eu sou uma pessoa, graças a Deus, agora eu sou firme em Deus. Ele não acha isso. Ele diz: "Senhor, não me deixe cair em tentação. Não sou firme. Se tu me deixares, eu caio. Livra-me do mal. Porque se tu não me livrares do mal, eu não vou me livrar do mal. O mal vai prevalecer. O mal tem um aliado dentro de mim, dentro do meu coração. A gente que imagina que pedir livramento da tentação seja sinal de fraqueza excessiva. Senhor, não me deixe ser perseguido. Não sei. Não sei se eu suporto. Não sei. Não sei se eu suporto nada. Eu não suporto nada. Eu não suporto amanhã que não vai ter perseguição nenhuma. Eu posso viver um dia frio e com o coração frio para ti e não santificar seu nome. Me livra, me livra. A gente tem que imagina que pedir livramento, a tentação seja sinal de fraqueza, como se o ideal cristão fosse uma postura quase triunfalista. Vem o que vier, estou pronto. Paulo diz: "Fortalecei-vos". Aí o cara pensa que ele pode ir paraa academia malhar para ficar forte, mas a Bíblia não diz: "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder sobre nossa força, mas esse não é o tom da oração de que Cristo ensina. Tom da oração é honesto, é sóbrio, é humilde. Ela nos ensina a dizer: "Pai, não me exponhas ao mal que pode me vencer. Há tantos maus que podem me vencer. Não me deixe cair em tentação. Se tu sabes que esse mal vai me esmagar, não me deixe cair sobre ele. Me livra, Deus! Mas se tu deixares eu passar por isso, eu estar diante disso, dessa tentação, então me livra do mal que há nela, porque se tu não me livrares, eu não eu não serei livre. Pai, tu sabes melhor do que eu onde sou mais vulnerável. Me proteja, me proteja nos lugares mais vulneráveis. Não, não deixe que eu seja disposto a ir. Isso não é covardia, queridos. Isso aqui é lucidez. espiritual. Só quem pode dizer o que disse é Jesus. Aí vem o príncipe deste mundo. Ele não tem nada em mim. Eu não posso dizer nem você. Isso é lucidez espiritual. A covardia foge do dever, mas a sobriedade eh não corteja a prova desnecessária. Ela não foge do dever. Ela sabe como Davi, quem és tu para afrontares Deus. Ele Davi não está pensando que ele pode lutar aquela guerra ou vencer. [roncando] A covardia abandona o campo quando Deus chama. O filho de Deus não abandona, mas ele sabe, eu sou fraco. Se Deus não me fortalecer, eu vou perder. Então você vê, ele não é covarde, mas ele não tem nenhuma outra confiança. Ele não é covarde porque Deus disse: "Eu darei a terra a vocês". Não, mas ele disse: "Vamos esmagar, gente". iam esmagar mesmo, vocês são fracos, mas eu vou fazer isso. Então, o filho de Deus não é covarde, mas ao mesmo tempo ele tem ele ele tem a visão clara da sua incapacidade. E é por isso também que ele não pode usar suas incapacidades para dizer que essa é a razão pela qual ele não vai avançar. Esse ponto é profundamente contracultural, porque nossa época idolatra autoconfiança. Confie em você mesmo. Você pode, você é capaz. Os sermões estão cheios disso. Você pode ganhar sua vida, você pode tal. Eu sei que eu não posso ganhar nenhum pão de cada dia. Acreditamos que maturidade é autossuficiência refinada, polida, que estabilidade é achar que nós dominamos o que não dominávamos ontem. Eu sou mais estável, eu sou mais maduro. Mas o evangelho desmonta isso. Ele nos mostra que o problema não está apenas fora de nós, está em nós. Por isso nós sabemos, Senhor, se tu me colocares em situações, em determinadas situações que tu sabes, eu vou cair. Não me deixes cair em tentação. Mas se tu me fizeres passar por alguma coisa assim, então tu mesmo me livra do mal que há nessa coisa. Eu não poderia lidar com ele. O crente maduro sabe que ainda há desordem remanescente em si mesmo. Há uma luta interior. Ele não confia em seu coração. Sabe que certos gatilhos os inclinam com mais força e sabe que o diabo conhece esses gatilhos. Sabe que determinadas pressões podem mexer com áreas sensíveis da alma. Sabe que o inimigo não precisa inventar uma um mal dentro de você. Você tem um mal dentro de você. O inimigo tem um aliado dentro de você. O pecado tem a chave da porta. Ele não é um intruso no sentido de que ele invadiu você. Ele, você já nasceu em pecado, em pecado te concebeu sua mãe. Você sabe, basta ele explorar o diabo com astúcia as suas próprias fraquezas, o seu próprio amor, aquilo que não honra a Deus, o seu próprio desejo, as concupiscências, não é? Então ele prefere depender, prefere vigiar, prefere pedir ajuda. Senhor, me ajude não só do mundo, da perseguição do mundo. Me ajude com o meu próprio coração, com a minha própria natureza. Não porque desistiu da santidade, mas porque leva a sério a santidade demais para tratar com a leveza de que um homem pode lidar com o seu pecado. Passado, presente, futuro. Não porque ama menos a coragem, mas porque aprendeu que a coragem cristã não é autoconfiança com um verniz bíblico. Coragem cristã é confiança em Deus. Deus sozinho. É dependência perseverante do Deus que sustenta. Tu me sustenta, Deus. Se um dia eu vou chegar até o final da jornada, tu vai me sustentar por todo o caminho, pelo pelos pastos verdes, pelos vales da sombra da morte. Eu mesmo não teria capacidade de avançar mais um dia. Então ele faz isso orando, faz isso desconfiando de si mesmo. Você vê da mesma maneira que a falta de oração é autoconfiança. Muita oração é muita desconfiança de si mesmo. Queridos, você desconfia de você. Você não segue seu coração. Você desconfia. Você diz a Deus: "Senhor, não me deixe cair em tentação. Eu sou tentado pela minha própria concupiscência. Não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal que há em cada situação da vida que desperte aquilo que me derrubaria, que me faria não santificar seu nome. Faz isso sabendo que a fraqueza reconhecida é o lugar mais seguro para o filho de Deus. Porque é o lugar da dependência total de Deus. Não é que eu dependo de Deus para grandes coisas. Dependa, é óbvio, mas eu dependo para as coisas mínimas. Eu posso amanhã acreditar na mentira do meu coração de que eu que ganhei meu pão. Há uma ligação profunda entre, vamos ver a hora ali, né? Entre a maneira como olhamos a queda dos outros e a maneira como entendemos a nós mesmos, queridos. Essa oração conserta isso. O evangelho conserta isso. As doutrinas da graça consertam isso definitivamente. Pessoas duras demais com os tropeços alheis geralmente esqueceram alguma coisa importante sobre o seu coração. A gente vê muito isso, né? Há até uma certa alegria, não quando falsos pastores pecam, mas quando pastores verdadeiros caem. Você vê que há uma certa frisson. É a alegria que muitos em Israel sentiram quando Davi caiu. Sabe, é triste porque pessoas duras demais com os tropeços alheios geralmente esqueceram alguma coisa importante sobre si mesmos. Rara, é difícil imaginar que essas pessoas realmente oram, eh, não me deixes cair em tentação. Elas acreditam nelas de alguma forma. esqueceram de onde vieram, esqueceram como dependem da graça para não cair. Esqueceram quantas circunstâncias, influências e pressões Deus em misericórdia. Às vezes eu não caí como aquela pessoa simplesmente porque eu orei: "Não me deixe cair em tentação". E ele não deixou. Aí eu olho pro outro e penso, eu não caí porque eu sou forte, sou comprometido. Ele não era. É, é isso que Cristo queria ensinar, que Pedro caiu porque não era o que devia ser, mas que João era. Todos não fugiram. Todos não dependiam de sustentação de Deus. Os que não caíram não dependeram de Deus tanto quanto Pedro. É muito fácil fazer isso. É muito fácil analisar a ruína alheia quando não se sente o peso concreto das tentações que o cercaram. É muito fácil falar da firmeza quando se observa a batalha do lado de fora. Mas a oração não nos deixe cair em tentação, destrói esse tipo de superioridade. Quando eu vejo alguém cair, por isso que Paulo disse, quando alguém cair, cuidado para que você não caia também. Em vez de pensar que coisa, hein? Você pensa: Deus, obrigado, porque tu não me deixaste cair em tentação? Um dos maiores puritanos, Thomas Brooks, ele disse que andava pelas ruas da Inglaterra e tinha as pessoas enforcadas e sempre ele orava de Deus, Senhor, obrigado, porque se não fosse a tua graça, Thomas Brooks estaria enforcado. E aqueles homens estavam enforcados, tinham matado pessoas, tinham feito coisas terríveis. Mas o que Thomas Brooks está dizendo é que a queda não produziu naquelas pessoas algo maior do que nele. E se o potencial do pecado não foi levado ao máximo no seu coração, não foi por sua bondade que não existia. Foi uma preservação, porque essa oração não nos deixe cair em tentação, destrói qualquer tipo de superioridade de um cristão para outro cristão. Quando você vê a queda de Abraão, eh, as falhas, a falha de Noé, a Abraão mentindo com medo de morrer, eh, você não deve ficar pensando, cara, como que pode Abraão fazer uma coisa dessas, né? Como então você não faria? Ou você atribui a sua, o seu caminhar a que Deus não te deixou cair em tentação, mas te livrou do mal. Porque essa oração nos obriga a admitir, se eu fosse deixado por minha conta, se eu estivesse sobre a mesma pressão que essas que essa pessoa, se eu passasse pelas mesmas violências, pelas mesmas seduções, pelos mesmos abandonos, pelas mesmas vulnerabilidades, talvez eu fizesse pior. Se Deus me entregasse ao meu orgulho, talvez eu fosse pior que essa pessoa. Talvez eu não fosse melhor. Essa percepção não relativiza o pecado do outro, não chama o mal de bem. O mal na vida do outro é mal. não dissolve a responsabilidade moral do outro do que caiu, mas produz uma mansidão em nós. E mansidão não é frouxidão, relativização do pecado, é uma lucidez humilde. É a capacidade de olhar para o outro sem farisaísmo, sem dizer: "Obrigado, Senhor, porque eu não sou como Davi que adulterou. Obrigado, Senhor, porque eu nunca menti com medo de morrer como Abraão. Obrigado porque eu nunca tomei um piléque e fiquei bêbado como Noé. Porque eu sou uma pessoa maravilhosa. Você pensa se quando Deus deixou para algum propósito, eles entregues a eles mesmos, eles fizeram isso, o que eu faria? O que eu faria? A graça fez coisas tão grandiosas na vida deles, tão maiores do que eu já experimentei. Mas quando ela quando ela deixou eles por conta própria, Davi é um homem segundo o coração de Deus. Davi é a pessoa que a Bíblia mais fala sem ser Jesus. Mas Deus deixa claro que sempre que Davi fez o que ele o que seu coração queria, ele fez tudo errado. Davi só era o homem segundo o coração de Deus enquanto Deus estava controlando o seu coração. Quando Davi, Deus deixava Davi ser Davi, Davi era, não é assim? Davi ia matar Nabal, ia matar todo mundo, tava com a raiva, com ódio. Aí apareceu Abigail, não faça isso. Deus te escolheu. E ele disse, graças a Deus. Em vez de Davi pensar, quem é essa mulher para vir falar comigo desse jeito? Vim dizer que eu sou servo de Deus, que eu não devo ir lá e resolver as coisas com Nabal, ele me ofendeu. Ele diz: "Graças a bendito seja Deus que te enviou, porque eu ia cometer uma loucura. Se Deus não te usasse como instrumento e se eu seguisse o meu coração, eu ia eu ia cometer uma loucura que ia manchar para sempre o nome de Deus e a minha vida de servo de Deus. Sempre que Davi seguiu seu coração, ele mataria todo mundo na casa de Nabal. Ele chamaria Betabá. No entanto, sempre que a graça realmente eh mostrada a ele agiu, ele era um homem segundo o coração de Deus. Não era um dom dele. É a capacidade de ver queda sem transformar isso em combustível de auto exaltação. Nunca transforme a queda de outras pessoas em autoexaltação para você. Quando você vê alguém cair e diz: "Senhor, não me deixes cair em tentação, mas livra-me do mal". Essa pessoa, como eu disse, não tô falando de pastores que são vendilhões do templo, não são filhos de Deus de verdade. Tô falando de homens que foram usados por Deus, homens convertidos que pregaram a verdade por anos. E você pensar, Senhor, se homens como esse, se tu deixares caem, eu caio. Não me deixe cair em tentação. Livra-me do mal. A verdade é que todos gostamos de acreditar que em condições extremas nós seríamos fiéis onde outros falharam. Seríamos quando você vê, ah, o cara lá foi ameaçado da fogueira, tá lendo lá os livros, né? E ele negou Jesus, ele ficou com medo de ser queimado. E você não ficaria, você enfrentaria o fogo, você acha? Então, quando você sabe disso aí, depois teve que ser retratado aí como Lightber, ele negou, ele negou o que tinha pregado. Depois ele se arrependeu na cadeia, aí ele foi queimado. Na hora que acenderam o fogo, ele botou a mão dele no fogo primeiro, porque era a mão que tinha escrito a negação. Então ele disse que essa mão queime primeiro. Agora você vê o mesmo Lightman que negou com medo da fogueira e enfrentou a fogueira dessa forma. Nós podemos dizer que o Lightman que negou para não morrer queimado era o Lightman mesmo. Mas o Lightman que depois botou a mão primeiro no fogo e olha, nós vamos acender um fogo na Inglaterra agora que nunca ninguém mais vai apagar. Esse era a graça de Deus. você em você mesmo. Você é o que nega para não ser queimado na fogueira ou o que bota a mão no fogo. A cruz nos proíbe de sermos arrogantes. Se foi necessário o filho de Deus morrer por mim, como exatamente eu poderia olhar para um outro pecador e dizer que ele é pior do que eu? Se o mesmo sangue teve que ser derramado por nós dois? Se o espírito sustenta Paulo, como eu posso achar que eu posso ser firme sem ele me sustentar? Se Abraão entregue a si mesmo, falha terrivelmente, como eu posso achar que eu agiria de uma outra forma? Como agiria de outra forma? Talvez você não fizesse aquilo, mas talvez fizesse algo pior. Talvez o seu formato de desordem fosse diferente. Talvez a sua queda não fosse idêntica, mas a matéria-pra do pecado que fez Hitler ser Hitler é o orgulho que sai em você. depende do mesmo sangue, da mesma propiciação. Nós, como Thomas Brook, temos que te dizer: "Se eu não sou dos enforcados, foi a tua graça, foi a tua graça. Há em mim raiva, há em mim orgulho, há em mim as mesmas coisas que levaram esse homem até esse ponto. Há um ego." E é por isso que a oração contra a tentação não se torna mais compassivos. Quando vejo alguém ser vencido, eu não penso: "Ah, que fraqueza, né?" Também penso, "Senhor, tem misericórdia dele e tem misericórdia de mim também, Senhor. Não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal." Isso muda a comunidade cristã, faz com que a igreja deixe de ser um tribunal de vaidades religiosas e se torne um lugar de intercessão, restauração e sobriedade. Todos sabem que a graça de Deus está sustentando. E quando Deus tira isso ainda é graça. Quando ele faz como fez com Pedro, ele queria levar Pedro para lugares mais altos. Queria ensinar Pedro. Queria ensinar Pedro deixando exatamente ele ir. sem a proteção. Ele ia só como Pedro mesmo, para ele ver que não era corajoso como ele achava que era. Talvez se ele tivesse orado antes, quando Jesus falou, ele dissesse: "Não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal". Talvez Deus não deixasse a menina dizer, mas ele também tava com ele. Faz com que o crente maduro não celebre o fato de não ter caído naquele ponto. Eu não celebro porque o outro caiu e eu não caí. Quando o outro cai, eu penso: "Senhor, tem misericórdia de mim. Não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal. Faz com que a disciplina, quando necessária, venha com lágrimas e não com um prazer secreto. Ah, essa pessoa tem que ser realmente tirada, tal, com prazer secreto. Vem com lágrimas. Se tu não me sustentasse, eu também estaria neste lugar. faz com que a exortação seja sempre firme contra o mal na igreja, em nossas casas, mas nunca cruel. Quem vive diante da misericórdia de Deus aprende eh a ser livre. A oração faz isso, né? Dá qualquer tipo de arrogância espiritual. E nós enxergamos o milagre da preservação. Se hoje eu não cair, Deus me livrou. Eu orei ontem, eu orei de manhã. Senhor, não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal. Se o final do dia tiver sido assim, então eu fui livre do mal. E essa oração nasce de um coração que vigia, treme e confia. Porque eu sei que isso acontece, então eu vigio, porque sabe que essa pessoa sabe que o perigo é real, que o perigo está fora dela, que o perigo está dentro dela e confia porque sabe que não precisa esconder nada do pai, não precisa fingir que é corajoso, não precisa fingir que pode enfrentar o mal, que pode enfrentar o pecado, não precisa fingir falar como Pedro, todos podem fugir, mas eu morrerei com você. Não precisa de, Senhor, se eu não tiver força para morrer por ti, me livre de situações que eu tenho que morrer por ti. Agora, se eu tiver que morrer por ti, livra-me do mal dessa tentação. O mal da tentação seria não santificar seu nome, porque eu vou ser queimado. Então, me livra desse mal ou então me livre da própria tentação de ser levado até esse ponto. E se tu deixares por alguma razão que só tu sabes eu ia até esse ponto, então me livre do mal que há nessa tentação que é negar a ti para não ter meu corpo queimado. Essa é a beleza dessa petição, não é? Ela não vem de uma alma teatralmente forte, mas eh oposto. Domingo passado à noite, eu disse que ia falar cinco pontos e falei três. E hoje eu ia falar cinco e falei dois. Mas você vê quando olhamos primeiro para esse Deus santíssimo, como fomos desnudados. pela verdade do evangelho semana passada e como somos igualmente desnudados aqui. Ah, e na vida real, a tentação quase nunca chega de modo tão simples como nós imaginávamos. Muitas pessoas caíram em tentação ontem, hoje e nem viram. Acharam que foi só o seu temperamento, é o nome que lhe deu. Acharam que é o seu jeito. Acharam que é assim por causa do seu da da sua do seu eh eh de como o pai e a mãe o o criaram. E é por isso que ele achou que não caiu em tentação porque e fracassou porque ele já deu outros nomes ao fracasso. Ele deu nomes bonitos aos seus fracassos. Muitas vezes ele, a tentação vem embutida de circunstâncias. vem na pressão, mas também ela vem no cansaço. Não vem só de um jeito. A tentação vem na nossa carência, no excesso, vem no nosso corpo abatido, vem na mente escurecida, vem no ambiente que vai nos comprimindo por dentro. Ou seja, a prova não entra apenas pela porta do desejo. Normalmente quando a gente pensa: "Livre da tentação, me livre dos desejos". Mas não é isso. Às vezes a tentação vem porque estamos muito cansados. Porque nosso corpo está debilitado. O os nossos inimigos e o pecado dentro de nós não pensar, ele tá muito doente, tá sentindo dor, então não vou tentá-lo a não confiar em Deus, a não se alegrar em Cristo, porque coitado, ele tá sofrendo. Não, tentação não é só o desejo por algo, não, queridos. É a tentação de não se alegrar em Cristo porque algo, alguma coisa que eu achava que, que ia sair para mim não saiu. Aí eu fiquei emborcado. Então caí em tentação. A tentação é muito mais sutil e eu posso ter achado muito normal, não. Fiquei desanimado, sem vontade de morar, porque também é muito problema. Não vi, não vi que foi a tentação e eu caí. >> [roncando] >> Ou seja, a prova não entra apenas pela porta do desejo. Esqueça isso. O desejo é poderoso e a porta e é uma uma porta para tentação. Mas um monte de coisa é porta para tentação. A palavra dura de alguém é uma tentação. Tu vê? Não é um desejo, é uma reação do meu orgulho. Muitas vezes entra pela porta da condição. Às vezes e eu faço algo que nunca faria porque nunca achei que ia chegar naquela condição. Às vezes a carência, às vezes a falta de recurso para pagar uma dívida, a tentação não vem só pelo desejo. Muitas vezes ela entra pela porta da condição e é por isso que a oração não nos deixa cair em tentação. É tão profunda. Ela nos ensina a olhar não apenas para atos, mas para contextos. Perceber esse é um contexto de tentação. Sabe? Eu saio amanhã para trabalhar e o carro bate. Aí eu sei que vou ficar sem carro, vou ter que gastar dinheiro e tal. Essa é uma porta da tentação. Eu posso começar a reclamar, posso começar a agir de uma maneira que o nome de Deus não vai ser santificado. Mas eu nem percebo. Eu acho que aquilo é normal eu reagir daquela forma, não apenas para escolhas isoladas, mas para fragilidades expostas. não apenas para o que fazemos, mas para o que a vida em certos momentos está tentando fazer conosco. Há uma ilusão espiritual muito persistente em nós. A ilusão de que estamos de pé de alguma consistência interna sólida em nós. Deus está evitando mil coisas, mil situações, mil coisas em meu corpo, 1000 coisas porque saberia que eu não saberia lidar com aquilo. Porque a oração está pedindo o seguinte: "Senhor, me livra daquilo que vai me derrubar agora, daquilo que tu deixares eu entrar. Então me livra do mal que não naquilo, Senhor. Porque amanhã bater com carro indo pro trabalho, me coloca numa numa posição de não glorificar seu nome naquele momento. Me livra desse mal. E se acontecer, então me capacita a agir de uma maneira que tu seja santificado. Se meu marido não é tudo que devia ser, então isso é uma tentação de eu também não ser tudo que eu devo ser para santificar seu nome. Me livra dessa tentação. Se minha esposa não for, me livra. Se meus filhos, se meu patrão, se as pessoas não forem o que devem ser, me livra da tentação de agir de uma maneira que deshonra o seu nome. Sabemos em teoria que dependemos da graça, sabemos em teoria que Deus nos sustenta, mas é muito em teoria, queridos. Na prática percebemos muito pouco. Na prática, frequentemente vivemos como se houvesse em nós um estoque relativamente confiável, de força. E é justamente aí que a prova se torna tão reveladora. É por isso que às vezes Deus vai deixar Pedro cair. Havia uma percepção muito grande de força. Deus vai mostrar, tá vendo? Se eu não orasse, tua fé ia ser destruída. Porque uma das coisas que Deus faz às vezes não é nos abandonar, mas nos deixar sentir de modo agudo quão absolutamente somos dependentes dele. Talvez quando você bota o pão na sua mesa, você acha que você que tá colocando. Talvez quando ele falte, seja Deus dizendo: "Você vê como era eu que te dava". Mas talvez a pessoa não perceba porque ela já não percebe mais tentação. Ela fica sem saber porque que aquilo tá acontecendo. Não porque ele tenha prazer em nos desestabilizar, mas porque nossa autopercepção costuma ser muito inflada. Achamos que suportamos mais do que suportamos. Tudo que nós suportamos, suportamos porque a graça suportou. Nós não suportamos nada. Sem a graça, nós somos um ego inchado que não pode ser esbarrado por nada, por ninguém, por nenhum acontecimento. Somos pessoas que se fez um plano de na praia e chove, não gostamos. As maiores bobagens são suficientes para fazer nós não glorificarmos o nome de Deus. Então, nós somos pessoas de oração, somos pessoas que estão pedindo. Senhor, eu sei que o meu pecado judicialmente foi tratado, mas a glorificação do seu nome, Senhor, a capacidade que eu tenho de não glorificar seu nome é imensa. Santificar seu nome. Então, não me deixe cair em tentação, mas livra-me do mal. Achamos que nossa fidelidade tem mais raiz própria do que tem. Nossa, a gente fala, não, não, eh, o garraira, tudo tá vindo da videira, mas no fato de fato a gente acha que não, que tem coisas que estão vindo de nós, certa firmeza, certa, mas basta Deus suspender um pouco da sensação do seu sustento para descobrirmos algo desconcertante. Somos muito mais fracos do que fingíamos que éramos. E essa é um tema profundamente bíblico, não é? Sansão é forte enquanto a presença capacitadora de Deus está nele. Quando não está qualquer filisteu vence, o cega e o coloca para fazer um trabalho de um animal, você também não é que você não pode enfrentar sua carne e Satanás, você não pode mesmo. Suas vitórias são as vitórias de Sansão. Quando Sansão levantou, achando que ainda estava forte, não estava mais, então Deus estava dizendo, você não é forte, Sansão. Você é facilmente vencido. Mas quando essa força é tirada, ele não descobre apenas que está mais fraco. Sansão não descobriu naquele dia que ele estava mais fraco. Sansão descobriu que ele sempre foi fraco e a força nunca foi dele. Não é que por acaso aquele dia ele ficou fraco. Ele sempre foi. E é isso que descobrimos. Sua força nunca tinha sido gerada pelos seus músculos, pelo seu físico, pela sua capacidade. A força de sanção vinha de Deus. E se Deus atirasse, não é que ele ficava mais fraco. Ele não tinha força nenhuma. Era dom, era concessão, era sustento. Não podemos continuar. Ficamos só em dois pontos. Mas você vê essa oração vai descendo porque enquanto ela está colocando Deus santificado no lugar mais alto, ela começa a mostrar como nós nos enxergamos à luz desse Deus e do que ele fez por sua graça em Jesus Cristo. Vamos ficar de pé. Santo Deus, [canto] eu me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, [canto] no segredo do coração, [música] nos pequenos pensamentos, [canto] nas palavras [música] que eu soltei. Teu espírito [canto] me chama, confessa. [música] E eu confessei, não escondo minha culpa, não [música][canto] maquio minha dor. Contra ti eu pequei contra [música][canto] o teu santo amor. Mas que atos minha raiz, um querer [canto] desalinhado. Eu preciso de [música] limpeza. Eu preciso [canto] ser lavado. [música] Cordeiro, [canto] minha justiça, fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. Jesus, tem misericórdia. [canto] [música] Jesus, vem me purificar. [música] [canto] Teu sangue fala mais alto que o meu [música] pecado é gritar. [grito] Minha [música][canto] única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto][música] Eu descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música][canto] é melhor. Tua misericórdia [música] [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. Tu és [música][canto] luz e eu sou pó. Quando eu tento ser meu dono, eu no terco em mim [música] só. Autonomia [canto] é mentira. Autossuficiência [música] também. Tu és [música] fonte, tu és vida. [canto] Sem ti nada me sustém. [música] Eu não [canto] venho com rico, venho com mãos [música] sem ter. Não confio no meu choro, [canto] nem o meu vou [música] vencer. Eu confio na firmeza do [canto] teu pacto, ó [música] Senhor. Tua aliança é selada no cordeiro [canto] redentor. [música] Restaura minha alegria, [canto] [música] tua salvação em mim. Sustenta-me com espírito pronto até o [canto] fim. Jesus [música] tem misericórdia. [canto] Jesus [música] vem me purificar. [canto] Teu sangue fulá mais alto que [canto][música] o meu pecado a gritar. A minha única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] [música] Eu descanso no teu [canto] amor. [música] Inclina o meu coração, [música][canto] ensina-me a obedecer. Dá-me um [música] espírito pronto, mais doce do meu [canto] querer. Guarda-me na tentação, [música] na rotina [canto] e na aflição. [música] Tua graça me [canto] carrega, [música] tua mão me põem [canto] de pé [música] no chão. Tu me [música][canto] defines, Cristo. [música]