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A fé vem pelo ouvir

Acumuladora de dicas – Devocional II – Naná Castillo

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Bom dia. Estamos de volta para mais um
momento devocional. O objetivo é
preparar o seu coração para esse último
dia de conferência, que você deve estar
com a mesma sensação de que passou
rápido demais, né? Esse é um sinal de
uma conferência boa quando a gente tem a
sensação de que ela passa rápido demais.
E mais uma vez eu gostaria de refletir
alguns minutinhos com vocês sobre algo
que eu acredito pode ser muito
pertinente para esse finalzinho de
conferência e que também tá aqui no
livro Pensem nessas coisas. É o texto 23
mais especificamente, que é um texto que
o título é acumuladora de dicas. Será
que você também é? Eu confesso para
vocês que a primeira vez que eu ouvi
esse termo, eu fiquei muito curiosa
porque eu nunca tinha sequer ouvido
falar dele. Mas assim que começou a
descrição, eu infelizmente me
identifiquei muito rápido e talvez seja
assim com você também. A gente tá
chegando no final da conferência. Com
certeza desde sexta-feira você tem sido
exposta à palavra de Deus através de
várias palestras, através dos workshops,
a programação da tarde e é painel e é
momento de louvor. Com certeza você deu
uma boa passeada na livraria, viu vários
títulos que possivelmente te
interessaram e a nossa tendência, a
nossa nossa vontade muitas vezes é
querer tudo. A gente quer anotar tudo. A
gente quer sair daqui com um caderno
cheio, com a Bíblia toda grifada, com a
sacola e a mala cheia. E tudo isso é
muito bom. Mas existe um risco no meio
de tudo isso, que é o risco da gente se
tornar acumuladora de informação. O uma
conferência como essa é uma conferência
que traz para nós um volume muito grande
de ensinamentos preciosos, necessários,
mas que se a gente não tomar cuidado,
vai ficar só no conhecimento, vai ficar
só na informação. E é nessa linha que o
conceito de acumuladora de dica caminha.
A gente vive num tempo de excesso. Hoje
a gente tem acesso a muito material, a
muita informação do que você quiser.
Você deve saber disso. Quando você quer
uma receita para fazer um bolo, se você
procurar, você pode ser um bolo, você já
até sabe que bolo é um bolo de cenoura.
Você vai encontrar pelo menos 10 versões
diferentes de como fazer esse bolo. E se
você não toma cuidado, no meio de tantas
receitas, você acaba não fazendo
nenhuma, porque você fala: "Eu não sei o
que fazer com tudo isso de informação".
Passa isso para um para um espectro
maior e muito mais relevante da vida.
Hoje a gente tem muitas orientações
sobre quase tudo na vida. Nós temos
muitas orientações em relação a como nós
devemos perseguir a nossa educação, como
nós devemos educar os nossos filhos, o
que que a gente deve pensar ou gerir os
nossos lares da melhor forma possível.
Existe tanta informação, tanta
informação e informação boa que se a
gente não tomar cuidado, a gente vai
acumular esse monte de informação e
nunca vai fazer nada com elas. E esse é
um risco que a gente corre e que a gente
precisa pensar antes mesmo de ir embora
para casa. Não podemos deixar que o
excesso de informação nos paralise. A
gente precisa olhar para aquilo que a
gente tem consumido e pensado o que que
eu vou fazer. com isso, mesmo quando, e
até agora eu só dei exemplo disso mesmo,
mesmo quando é o conhecimento legítimo,
mesmo quando é o próprio conhecimento da
palavra. Em Tiago capítulo 1, no
versículo 22, a gente é seriamente
exhortada a não ser apenas ouvinte da
palavra, mas sim praticante.
Tiago 1:2 fala exatamente isso.
Tornai-vos, pois, praticantes da palavra
e não somente ouvintes, enganando-vos a
nós mesmos. Por que enganando-vos a vós
mesmos? Porque às vezes a gente pode
pensar que porque a gente já ouviu
alguma coisa, a gente já foi
transformado. Mas a transformação ela
vem quando a gente renova a nossa mente
e quando a gente pratica ou efetua uma
mudança prática diante daquilo que a
gente ouviu. Então não adianta nada a
gente ouvir, ouvir, ouvir, comprar
livro, livro, livro, anota caderninho,
caderninho, caderninho. a gente voltar
para casa e isso não se traduzir em
ações concretas. Eu digo isso para vocês
como alguém que luta com isso também,
como alguém que por muito tempo olhava
pro seu pra sua biblioteca e via lá
livros e livros sobre oração, mas nem
por isso eu tava me empenhando em orar
mais ou melhor, como alguém que
colecionava artigos e artigos e pastas e
tudo quanto é coisa sobre uma vida mais
saudável, mas nem por isso estava
fazendo as escolhas que aqueles artigos
me faziam me ou me inspiravam a fazer.
Então, nós precisamos traduzir em ações
concretas. E existe um outro risco
quando a gente acumula informação
demais, quando a gente acha que isso é
um fim em si mesmo, é o, e esse risco é
a gente achar que a gente dá conta de
absorver tudo e de digerir tudo. Aí,
nesse sentido, a Jen Wilkin, que é uma
das minhas autoras favoritas e que
escreveu um livro também publicado pela
Fiel chamado Incomparável, em que ela
explica sobre os atributos que Deus tem
e a gente não, ela fala sobre o fato de
que Deus é onisciente. O que que
significa Deus ser onisciente? Significa
de que significa que o seu conhecimento
é ilimitado. Ele sabe de todas as coisas
e esse é um atributo que só ele tem. Nós
não temos. Mas se a gente olhar de
pertinho, muitas vezes na nossa vida a
gente tá querendo ser como Deus nesse
atributo que é só dele. Nós queremos o
conhecimento ilimitado, mas a gente não
tem capacidade de absorver tudo isso.
Por isso a nossa mente fica exausta,
extenuada. E a Jan Milkin compara isso
com um bifet de self service. Sabe
aquele bifezão bem grande que tem um
monte de opção que vai desde a salada,
passa pela feijoada, acaba no sushi,
passa pela paelha, tem pizza, tem
absolutamente tudo. Qual é o risco? Se
você é um pouquinho como eu, a gente vai
num bê desse e ao invés da gente
escolher um tema [risadas] e ficar nesse
tema, a gente monta um prato
inexplicável com um pouco de
absolutamente tudo e quase com
é quase com certeza, todas as vezes a
gente acaba passando mal. Por quê?
Porque a gente come muito mais do que a
gente é capaz de absorver ou de digerir.
A nossa mente é a mesma coisa. Existe um
termo que é o que ela apresenta e que a
a ciência tem usado eh com frequência
também, que é a glutonaria de
informação. Nós nos tornamos gulosas
mentais. A gente quer tudo. A gente quer
tudo, tudo, tudo, muito além do que a
gente consegue absorver e digerir.
Então, a gente precisa prestar atenção
nisso, porque ele é onisciente, mas nós
não somos. No salmo 147,
no versículo 5, nós vemos o quanto esse
é um atributo que pertence ao Senhor e
ao Senhor somente. O Salmo 147,
versículo 5, fala o seguinte: "Grande é
o Senhor". Ah, grande é o Senhor nosso e
muit Poderoso. O seu entendimento não se
pode medir. Ele tem conhecimento
ilimitado. Nós não temos. Se a gente
continuar com esse hábito que a cultura
nos empurra de querer saber tudo, de
consumir tudo, de est por dentro de
absolutamente tudo, a gente corre um
risco muito grande de se tornar essas
esse esse glutão de informação que come,
come, come, come, mas não absorve e não
é transformado. Então vamos lembrar
disso porque no fim das contas, como o
próprio pregador lá em Eclesiastes nos
instrui, ele que procurou sentido e
propósito na vida em todas as coisas que
a gente pode imaginar. E ele teve acesso
a tudo isso. Tão somente para chegar no
final e falar: "Não tá aqui o sentido da
vida, não tá aqui a realização. Eu achei
que era ser poderoso, mas não tá lá o
sentido da vida. Eu achei que era nos
prazeres, desfrutei de tudo e não tá lá.
Eu achei que era nas riquezas, tive tudo
e não tá lá. Depois que ele fala tudo
isso, discorre sobre tudo isso em
Eclesiastes, qual é a conclusão dele? E
é aquilo pro qual nós fomos feitas.
Capítulo 12, versículo 13. De tudo que
se tem ouvido, assuma é: "Teme a Deus e
guarda os seus mandamentos, porque isso
é o dever de todo homem".
No fim das contas, minhas irmãs, o que
vale a pena nessa vida é o temor do
Senhor e guardar os seus mandamentos.
Guardar aqui no sentido de observá-los
em obediência.
Guardar o Senhor. Ah, guardar, temer a
Deus, desculpa. Temer a Deus e guardar
os seus mandamentos significa que nós o
reverenciamos, nós o buscamos, mas isso
se traduz numa vida transformada.
Então, você ouviu muita coisa aqui. Eu
espero de verdade, eu não quero que você
olhe frustrada pro seu caderninho todo
anotado e fala assim: "Não devia ter
anotado". Não devia sim. Mas o que que é
perigoso você sair dessa conferência com
20 resoluções para fazer? Eu e você
sabemos que daqui um mês, daqui menos do
que isso, talvez isso fique esquecido.
Agora, pense em uma coisa. Pense em uma
coisa. Pense de tudo aquilo que você
ouviu, de tudo aquilo que você anotou,
de todos os textos da palavra ao ao qual
você foi exposta nesses dias. Pense em
uma coisa que você pode sair daqui
decidida debaixo da dependência e da
graça do Senhor para fazer. Não 20, uma.
Você pode até deixar essas 20 anotadas
nesse caderninho, se ainda sobrar
espaço, mas pense em uma coisa que você
vai aplicar e começ e e se decidir a
colocar em prática assim que você chegar
em casa. Depois, com o tempo, você pode
revisitar o seu caderninho, lembrar de
outras coisas e ir caminhando um passo
por vez. Mas não deixa isso se perder no
meio de tanta informação. Eu me lembro
de uma vez ter ouvido alguém no contexto
de pesquisa, no contexto acadêmico, eh
fazendo a seguinte pergunta: "Aonde está
o conhecimento que nós perdemos no meio
de tanta informação?
Esse é o risco, que o conhecimento e o
temor do Senhor se perca no meio de um
monte de informação que a gente não dá
conta de digerir e transformar em
atitudes práticas. Por isso, meu desafio
para você, enquanto você se arruma e se
prepara para ir pra conferência no
último dia, é colocar diante do Senhor
exatamente essa pergunta em oração.
Senhor, eu ouvi muito até aqui. Muitas
coisas me tocaram, muitas coisas falaram
diretamente, profundamente no meu
coração. Mostra-me, Senhor, uma coisa
que eu possa me tornar praticante da
palavra e não somente ouvinte. E que
essas novas atitudes se renovem, sim, a
cada dia em pequenos e consistentes
passos de obediência. Não uma multidão
por vez, mas passos consistentes
voltados e orientados a uma vida que
pratica a palavra. Não apenas acumula
informações, não apenas uma mente que
acumula dicas de livro, mas que
eventualmente compra, lê e põe em
prática aquilo que está lendo. Não
apenas uma mente que ouve e sai
impactada por por tantas coisas, mas
alguém que sabe discernir e digerir
aquilo que ouviu, aquilo que o Senhor
tocou no coração em passos práticos de
obediência e de transformação. Que Deus
abençoe profundamente a sua vida e que
você eu, como Rute, saibamos olhar pro
alto, depender da providência do Senhor
e dar glórias a Deus pelo seu cuidado
diário, amoroso, perseverante e
providente na nossa vida. Um beijo para
vocês e até a próxima. M.

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