Acumuladora de dicas – Devocional II – Naná Castillo
17/03/2026
Acumuladora de dicas – Devocional II – Naná Castillo
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Fonte: Ministério Fiel
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Bom dia. Estamos de volta para mais um momento devocional. O objetivo é preparar o seu coração para esse último dia de conferência, que você deve estar com a mesma sensação de que passou rápido demais, né? Esse é um sinal de uma conferência boa quando a gente tem a sensação de que ela passa rápido demais. E mais uma vez eu gostaria de refletir alguns minutinhos com vocês sobre algo que eu acredito pode ser muito pertinente para esse finalzinho de conferência e que também tá aqui no livro Pensem nessas coisas. É o texto 23 mais especificamente, que é um texto que o título é acumuladora de dicas. Será que você também é? Eu confesso para vocês que a primeira vez que eu ouvi esse termo, eu fiquei muito curiosa porque eu nunca tinha sequer ouvido falar dele. Mas assim que começou a descrição, eu infelizmente me identifiquei muito rápido e talvez seja assim com você também. A gente tá chegando no final da conferência. Com certeza desde sexta-feira você tem sido exposta à palavra de Deus através de várias palestras, através dos workshops, a programação da tarde e é painel e é momento de louvor. Com certeza você deu uma boa passeada na livraria, viu vários títulos que possivelmente te interessaram e a nossa tendência, a nossa nossa vontade muitas vezes é querer tudo. A gente quer anotar tudo. A gente quer sair daqui com um caderno cheio, com a Bíblia toda grifada, com a sacola e a mala cheia. E tudo isso é muito bom. Mas existe um risco no meio de tudo isso, que é o risco da gente se tornar acumuladora de informação. O uma conferência como essa é uma conferência que traz para nós um volume muito grande de ensinamentos preciosos, necessários, mas que se a gente não tomar cuidado, vai ficar só no conhecimento, vai ficar só na informação. E é nessa linha que o conceito de acumuladora de dica caminha. A gente vive num tempo de excesso. Hoje a gente tem acesso a muito material, a muita informação do que você quiser. Você deve saber disso. Quando você quer uma receita para fazer um bolo, se você procurar, você pode ser um bolo, você já até sabe que bolo é um bolo de cenoura. Você vai encontrar pelo menos 10 versões diferentes de como fazer esse bolo. E se você não toma cuidado, no meio de tantas receitas, você acaba não fazendo nenhuma, porque você fala: "Eu não sei o que fazer com tudo isso de informação". Passa isso para um para um espectro maior e muito mais relevante da vida. Hoje a gente tem muitas orientações sobre quase tudo na vida. Nós temos muitas orientações em relação a como nós devemos perseguir a nossa educação, como nós devemos educar os nossos filhos, o que que a gente deve pensar ou gerir os nossos lares da melhor forma possível. Existe tanta informação, tanta informação e informação boa que se a gente não tomar cuidado, a gente vai acumular esse monte de informação e nunca vai fazer nada com elas. E esse é um risco que a gente corre e que a gente precisa pensar antes mesmo de ir embora para casa. Não podemos deixar que o excesso de informação nos paralise. A gente precisa olhar para aquilo que a gente tem consumido e pensado o que que eu vou fazer. com isso, mesmo quando, e até agora eu só dei exemplo disso mesmo, mesmo quando é o conhecimento legítimo, mesmo quando é o próprio conhecimento da palavra. Em Tiago capítulo 1, no versículo 22, a gente é seriamente exhortada a não ser apenas ouvinte da palavra, mas sim praticante. Tiago 1:2 fala exatamente isso. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a nós mesmos. Por que enganando-vos a vós mesmos? Porque às vezes a gente pode pensar que porque a gente já ouviu alguma coisa, a gente já foi transformado. Mas a transformação ela vem quando a gente renova a nossa mente e quando a gente pratica ou efetua uma mudança prática diante daquilo que a gente ouviu. Então não adianta nada a gente ouvir, ouvir, ouvir, comprar livro, livro, livro, anota caderninho, caderninho, caderninho. a gente voltar para casa e isso não se traduzir em ações concretas. Eu digo isso para vocês como alguém que luta com isso também, como alguém que por muito tempo olhava pro seu pra sua biblioteca e via lá livros e livros sobre oração, mas nem por isso eu tava me empenhando em orar mais ou melhor, como alguém que colecionava artigos e artigos e pastas e tudo quanto é coisa sobre uma vida mais saudável, mas nem por isso estava fazendo as escolhas que aqueles artigos me faziam me ou me inspiravam a fazer. Então, nós precisamos traduzir em ações concretas. E existe um outro risco quando a gente acumula informação demais, quando a gente acha que isso é um fim em si mesmo, é o, e esse risco é a gente achar que a gente dá conta de absorver tudo e de digerir tudo. Aí, nesse sentido, a Jen Wilkin, que é uma das minhas autoras favoritas e que escreveu um livro também publicado pela Fiel chamado Incomparável, em que ela explica sobre os atributos que Deus tem e a gente não, ela fala sobre o fato de que Deus é onisciente. O que que significa Deus ser onisciente? Significa de que significa que o seu conhecimento é ilimitado. Ele sabe de todas as coisas e esse é um atributo que só ele tem. Nós não temos. Mas se a gente olhar de pertinho, muitas vezes na nossa vida a gente tá querendo ser como Deus nesse atributo que é só dele. Nós queremos o conhecimento ilimitado, mas a gente não tem capacidade de absorver tudo isso. Por isso a nossa mente fica exausta, extenuada. E a Jan Milkin compara isso com um bifet de self service. Sabe aquele bifezão bem grande que tem um monte de opção que vai desde a salada, passa pela feijoada, acaba no sushi, passa pela paelha, tem pizza, tem absolutamente tudo. Qual é o risco? Se você é um pouquinho como eu, a gente vai num bê desse e ao invés da gente escolher um tema [risadas] e ficar nesse tema, a gente monta um prato inexplicável com um pouco de absolutamente tudo e quase com é quase com certeza, todas as vezes a gente acaba passando mal. Por quê? Porque a gente come muito mais do que a gente é capaz de absorver ou de digerir. A nossa mente é a mesma coisa. Existe um termo que é o que ela apresenta e que a a ciência tem usado eh com frequência também, que é a glutonaria de informação. Nós nos tornamos gulosas mentais. A gente quer tudo. A gente quer tudo, tudo, tudo, muito além do que a gente consegue absorver e digerir. Então, a gente precisa prestar atenção nisso, porque ele é onisciente, mas nós não somos. No salmo 147, no versículo 5, nós vemos o quanto esse é um atributo que pertence ao Senhor e ao Senhor somente. O Salmo 147, versículo 5, fala o seguinte: "Grande é o Senhor". Ah, grande é o Senhor nosso e muit Poderoso. O seu entendimento não se pode medir. Ele tem conhecimento ilimitado. Nós não temos. Se a gente continuar com esse hábito que a cultura nos empurra de querer saber tudo, de consumir tudo, de est por dentro de absolutamente tudo, a gente corre um risco muito grande de se tornar essas esse esse glutão de informação que come, come, come, come, mas não absorve e não é transformado. Então vamos lembrar disso porque no fim das contas, como o próprio pregador lá em Eclesiastes nos instrui, ele que procurou sentido e propósito na vida em todas as coisas que a gente pode imaginar. E ele teve acesso a tudo isso. Tão somente para chegar no final e falar: "Não tá aqui o sentido da vida, não tá aqui a realização. Eu achei que era ser poderoso, mas não tá lá o sentido da vida. Eu achei que era nos prazeres, desfrutei de tudo e não tá lá. Eu achei que era nas riquezas, tive tudo e não tá lá. Depois que ele fala tudo isso, discorre sobre tudo isso em Eclesiastes, qual é a conclusão dele? E é aquilo pro qual nós fomos feitas. Capítulo 12, versículo 13. De tudo que se tem ouvido, assuma é: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque isso é o dever de todo homem". No fim das contas, minhas irmãs, o que vale a pena nessa vida é o temor do Senhor e guardar os seus mandamentos. Guardar aqui no sentido de observá-los em obediência. Guardar o Senhor. Ah, guardar, temer a Deus, desculpa. Temer a Deus e guardar os seus mandamentos significa que nós o reverenciamos, nós o buscamos, mas isso se traduz numa vida transformada. Então, você ouviu muita coisa aqui. Eu espero de verdade, eu não quero que você olhe frustrada pro seu caderninho todo anotado e fala assim: "Não devia ter anotado". Não devia sim. Mas o que que é perigoso você sair dessa conferência com 20 resoluções para fazer? Eu e você sabemos que daqui um mês, daqui menos do que isso, talvez isso fique esquecido. Agora, pense em uma coisa. Pense em uma coisa. Pense de tudo aquilo que você ouviu, de tudo aquilo que você anotou, de todos os textos da palavra ao ao qual você foi exposta nesses dias. Pense em uma coisa que você pode sair daqui decidida debaixo da dependência e da graça do Senhor para fazer. Não 20, uma. Você pode até deixar essas 20 anotadas nesse caderninho, se ainda sobrar espaço, mas pense em uma coisa que você vai aplicar e começ e e se decidir a colocar em prática assim que você chegar em casa. Depois, com o tempo, você pode revisitar o seu caderninho, lembrar de outras coisas e ir caminhando um passo por vez. Mas não deixa isso se perder no meio de tanta informação. Eu me lembro de uma vez ter ouvido alguém no contexto de pesquisa, no contexto acadêmico, eh fazendo a seguinte pergunta: "Aonde está o conhecimento que nós perdemos no meio de tanta informação? Esse é o risco, que o conhecimento e o temor do Senhor se perca no meio de um monte de informação que a gente não dá conta de digerir e transformar em atitudes práticas. Por isso, meu desafio para você, enquanto você se arruma e se prepara para ir pra conferência no último dia, é colocar diante do Senhor exatamente essa pergunta em oração. Senhor, eu ouvi muito até aqui. Muitas coisas me tocaram, muitas coisas falaram diretamente, profundamente no meu coração. Mostra-me, Senhor, uma coisa que eu possa me tornar praticante da palavra e não somente ouvinte. E que essas novas atitudes se renovem, sim, a cada dia em pequenos e consistentes passos de obediência. Não uma multidão por vez, mas passos consistentes voltados e orientados a uma vida que pratica a palavra. Não apenas acumula informações, não apenas uma mente que acumula dicas de livro, mas que eventualmente compra, lê e põe em prática aquilo que está lendo. Não apenas uma mente que ouve e sai impactada por por tantas coisas, mas alguém que sabe discernir e digerir aquilo que ouviu, aquilo que o Senhor tocou no coração em passos práticos de obediência e de transformação. Que Deus abençoe profundamente a sua vida e que você eu, como Rute, saibamos olhar pro alto, depender da providência do Senhor e dar glórias a Deus pelo seu cuidado diário, amoroso, perseverante e providente na nossa vida. Um beijo para vocês e até a próxima. M.