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A fé vem pelo ouvir

Celebração – 01/03/2026 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 01/03/2026 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 01/03/2026 | Luiz Sayão | IBNU

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Legendas automáticas:

Tolerância, uma das palavras mais
[música]
importantes para a realidade de hoje. Em
[música] Romanos 14:5, Paulo está
escrevendo para um grupo [música] de
primeiros seguidores de Jesus que estão
discutindo qual dia é o dia mais sagrado
do que o outro. E aí ele diz que isso
não é tão [música] importante, que cada
um deve estar bem seguro na sua maneira
de pensar e que eles não devem julgar um
ao outro. Então essa lição, para que não
haja mal maior e o mundo tenha paz e
tranquilidade,
em nome [música] da tolerância, devemos
respeitar uma opinião diferente [música]
em questões que são secundárias para o
bem. do adulto e da criança sempre tenha
tolerância.
[música]
Seja bem-vindo a mais uma celebração da
IBNU. Essa celebração que ocorre todos
os domingos às 9:30 da manhã. Você é
muito bem-vindo e já te convidamos a ser
nosso parceiro aí. Divulgue esse
conteúdo, chame as pessoas que estão na
sua [música] casa, multiplique esse link
com seus contatos, seus amigos do
WhatsApp. Vamos todos juntos [música]
louvar ao Senhor nesse dia, adorando o
seu nome e também ouvindo uma porção da
sua palavra que tem o poder de [música]
transformar a nossa realidade. Vem
comigo.
[música]
Nossa força nasce no Senhor. Esperamos
[música] no Senhor. Esperamos no Senhor.
Nossa força nasce no Senhor. Esperamos.
No Senhor [música] esperamos. Do Senhor.
Ó Deus,
tu reina sempre.
[música]
Tu és
nossa esperança. [música]
Tu és eternamente [música]
Deus.
Eternamente
Deus.
Coma força [música]
não se avala.
[música]
Tu és o nosso protetor,
o Deus [música] consolador.
Em ti ser
como [música]
a graça.
Nossa força nasce [música]
no Senhor. Esperamos no Senhor.
Esperamos o Senhor.
Nossa [música] força nasce no Senhor.
Esperamos o Senhor. Esperamos o Senhor.
Ó [música] Deus,
tu reina sempre.
[música]
Tu és
nossa esperança.
[música]
Tu és eternamente [música]
Deus.
Eternamente
Deus.
[música] Com força não se abala
nunca.
Tu és [música] o nosso prodor,
o Deus consolador. [música]
Em ti ser [música]
como
águias.
Tu és [música] eternamente
Deus.
Eternamente [música]
Deus.
Não forçai
se alá
nun lugar. [música]
Tu és o nosso protetor,
o Deus [música] consolador.
Em ti seremos
como
águiar.
[música]
Oh.
[música]
>> [música]
[música]
>> Esse é um momento muito precioso de
gratidão da gente lembrar coisas que
Deus tem feito por nós, mesmo em
momentos difíceis. Eh, eu tenho passado
por um momento de transição na vida de
alguma talvez instabilidade, coisas que
eu preciso [música] deixar de fazer,
algumas outras coisas que eu preciso
começar a fazer. E em geral, quando a
gente não tem [música] certeza das
coisas, isso pode gerar ansiedade,
é medo, algumas alguns sentimentos.
[música]
E
muitas vezes a gente esquece [música]
que no meio de tudo isso Deus está
conosco, que Deus conduz, Deus guia,
Deus mostra o caminho, ele abre portas.
E isso [música] é motivo de gratidão,
motivo de agradecer, porque mesmo no
meio de algumas incertezas, Deus está
comigo. Deus tá me guiando e me
mostrando que ele é soberano, todo
poderoso e que ele tá em toda e qualquer
situação. [música] Então eu convido você
também a identificar situações na sua
vida em que você pode ter certeza que
Deus tá tá junto.
>> [música]
[música]
>> Ensina
[música]
os teus caminhos.
[música] Ensina mim.
Em ti confio.
O meu [música] coração
quer te amar mais e mais.
viver com tua mão sobre [música]
mim.
Dia após dia,
[música]
ensina. [música]
Ensina [música]
os teus caminhos.
>> [música]
>> Ensina
[música]
em ti confio. [música]
O meu [música] coração
quer te amar mais e mais. [música]
viver com tua mão sobre mim, [música]
dia após dia,
[música]
ensina
mim.
>> [música]
>> Ensina
[música]
os teus caminhos.
[música]
Ensina mim.
Em ti [música] confio.
Meu coração [música]
quer te amar mais e mais. Eu v [música]
com tua mão sobre mim,
dia [música]
após dia.
Ensina [música] mim,
[música]
ensina mim
[música]
os teus caminhos.
ensina [música]
[música]
em ti confio.
Meu [música] coração
quer tear mais e mais. [música]
viver com tua mão sobre mim [música]
dia por dia.
[música]
Ensina
[música] o meu coração
quer te amar mais [música] e mais.
viver com tua mão sobre mim [música]
dia após dia.
Ensina
dia [música]
após dia.
[música]
dia [música] após dia,
[música]
>> mim.
[música]
Nesse momento da nossa [música]
celebração, nós gostaríamos de convidar
você para esse momento de intercessão,
de oração, pelos motivos que o Senhor
tem nos dado de gratidão, bênçãos que
ele tem derramado sobre a [música] nossa
comunidade, sobre o seu povo e
certamente os motivos que também você
traz no seu coração de pedido. Muitas
pessoas com quem nós temos [música]
ah tratado, conversado, os projetos que
a IBNO tem alcançado mostram aquilo que
é a realidade de saúde, realidade
financeira, pessoas que têm enfrentado
[música]
todo tipo de desafio. E como igreja,
como comunidade, nós gostaríamos de
fazer parte também da sua caminhada, da
sua jornada de fé e gostaríamos que você
fizesse parte dessa comunidade
compartilhando aquilo [música] que é o
seu momento de vida, para que nós
pudéssemos orar uns pelos outros. Por
isso, eu convido você nesse momento a
orar e pedir a Deus para que esteja
presente em nossa caminhada. Senhor
nosso Deus e Pai, nós pedimos ao Senhor
que abençoe a IBNU, abençoe o teu povo,
abençoe as pessoas que estão
participando dessa celebração,
aquelas sobre as quais [música]
conhecemos e sabemos os motivos de seu
coração, mas também aquelas que talvez
estejam trazendo agora uma batalha e uma
realidade que só ela conhece. Que o
Senhor tenha misericórdia da vida das
pessoas que estão enfermas, pessoas
[música] que têm enfrentado todo tipo de
adversidade,
se sentem sozinhas nesse caminho.
[música] Pedimos que o Senhor traga
essas pessoas para o nosso convívio,
para o nosso conhecimento, [música] que
o Senhor nos abençoe como corpo para que
possamos compartilhar
o peso, o fardo de cada um e que o
Senhor possa nos abençoar [música]
como Pai que cuida do teu povo, como Pai
que tu cuida da tua criação. Pai,
pedimos que o Senhor nos [música]
abençoe como comunidade para alcançar as
nações, para abençoar todos os povos.
que nós tenhamos o coração de compaixão
que o nosso Senhor teve por todos
[música] aqueles que via e que
necessitavam do seu cuidado, do seu
ensino, [música] da sua presença.
Pedimos que o Senhor nos abençoe e nos
conduza nesse caminho em nome de Jesus.
Amém. [música]
>> [música]
>> Se tu me [música] acorda a oração é o
coração que tá apertado para ver o mundo
diferente
[música] da notícia
repetida da televisão. [música]
Eu me pergunto onde é que foi. Alguém me
explica, por favor, onde é que [música]
foi que nós desaprendemos
a viver em [música] união?
Quero ver mudar, mas [música] se eu aqui
só esperar.
Eu sou um deles.
[música]
Sou só um deles.
[música]
Minha oração
só é real.
Transformação.
Se [música] começar
em
mim, [música]
jamais amor é começar em mim.
Amor que [música] eu tanto quero ver a
começar em mim.
A começar em mim. Quem me [música]
perceber
que antes possa me reconhecer.
e descrever [música]
em teu amor.
[música]
E se tivesse [música]
mais perdão, se no lugar de apontar em
tantos eus fossem estendidos
mais abraços, mais olhares [música] de
aceitação. Se não tanto que tem, se não
tanto tempo em vão, se nosso bem mais
precioso [música] não faltasse quando
para ouvir, para entender o meu irmão,
[música]
o
gozo até sonhar, mas eu aqui vou
esperar. Eu sou um del [música]
só deliz.
[música]
Minha oração
só é real transformação. [música]
Se começar
em
[música] mim,
haja mais amor a conversar em mim.
Amor [música] que eu tanto quero ver. a
começar em mim,
a [música] começar em mim e em me
perceber.
Que antes possa me reconhecer
e descrever
em teu [música]
amor.
[música]
Vai começar em mim.
[música]
>> [música]
>> a começar
em mim.
Haja mais amor [música] a começar em
mim.
Amor que eu tanto [música] quero ver a
conversar em mim.
[música] A conversar em mim.
Querem me perceber?
Que antes possa me reconhecer, [música]
me descrever
em teu amor,
[música]
em interceber
que antes possa [música] me reconhecer
e descrever
em teu [música]
amor.
>> [música]
[música]
>> amor
em
mim.
[música]
>> [música]
>> Nada como dar a devida atenção à palavra
divina que nos traz orientação
pra vida, para o entendimento. e para o
coração. E hoje, pensando sobre o que a
palavra divina tem a nos dizer, nós
vamos refletir a partir de Apocalipse
capítulo 7 sobre o tema toda raça,
tribo, língua e nação. uma frase
especialmente
ah marcada no livro de Apocalipse, que
eu quero que você acompanhe comigo a
leitura da palavra de Deus, que
certamente aí vai nos trazer muita coisa
importante e valiosa para a nossa vida.
Então eu convido você a acompanhar
comigo Apocalipse capítulo 7 e vamos ler
aqui a partir do verso de número nove.
Veja o que a palavra divina nos
apresenta.
Depois disso, olhei e diante de mim
estava uma grande multidão que ninguém
podia contar. De todas as nações,
tribos, povos e línguas em pé. diante do
trono e do cordeiro, com vestes brancas
e segurando palmas,
e clamavam em alta voz: "A salvação
pertence
ao nosso Deus que assenta no trono e ao
cordeiro." Todos os anjos estavam em pé
ao redor do trono, dos anciãos e dos
quatro seres viventes. Eles se
prostraram com o rosto em terra diante
do trono e adoraram a Deus, dizendo:
"Amém, louvor e glória, sabedoria, ação
de graças, honra, poder e força sejam ao
nosso Deus para todo sempre. Amém."
Quando a gente lê isso aqui no livro do
Apocalipse, é importante compreender a
que o que está acontecendo é um momento
de muito sofrimento na vida do povo que
seguia o rei e Messias Jesus diante da
opressão do império romano, diante do
grande sofrimento que eles tinham.
Então, o Apocalipse nos traz a
revelação, a última revelação da
Escritura Sagrada, mostrando para nós
quando João está ali último, apóstolo
vivo na ilha de Pátimos e ele então
aparece no cenário aqui, ã, trazendo
essa mensagem de Deus. Ele é convidado a
trocar o olhar do mundo a partir do
império romano para ver as coisas de
acordo com o olhar divino. Então, grande
juízo da parte de Deus está prometido
que vai cair sobre toda perversidade,
injustiça, maldade, pecado do mundo,
especialmente sobre aqueles que eram os
grandes opressores, né? a grande
Babilônia,
aquilo que representava todos os
descompassos terríveis do Império
Romano. E aí quando ele tá falando sobre
isso, ele vai falar ao mesmo tempo
desses, vamos dizer assim, redimidos,
daqueles que foram salvos, que foram
alcançados. E ele apresenta isso como a
multidão do povo de Deus. No começo do
capítulo 7, é interessante que ele fala
de 12.000 de cada tribo de Israel.
Alguns estudiosos acham que pode ser uma
referência
aqueles do povo de Israel e que
encontram redenção plena da parte de
Deus. Até porque eh o Apocalipse conecta
muito o Antigo com o Novo Testamento.
Então pode ser pode ser uma referência
aos judeus redimidos ou talvez seja ao
povo de Deus como um todo apresentado em
duas metáforas diferentes no começo do
capítulo 7 na sequência. Mas o
interessante
é que esse texto vai apresentar pra
gente essa ideia muito nítida, que é a
ideia ah de que existe uma grande
multidão. E essa multidão ela é descrita
dessa maneira, de todas as nações,
tribos, povos e línguas. Isso é
importante porque você pode ver a
grandiosidade que era o mapa do antigo
império romano. Veja que esse império
dominava desde a região chamada
Britânia, né, a região da atual
Grã-Bretanha, né, propriamente a
Inglaterra, a Espânia e até a Lusitânia
na Península Ibérica, todo o norte da
África, uma parte do mundo germânico ali
junto ao rio Reno e se estendendo, né,
até aquilo que era uma fronteira com o
antigo império persa, também chegando
ali próximo da habitação dos
antigoslavos. era um império gigantesco
que dominava tudo. E aí o que que o
Império Romano, particularmente nessa
época, com a centralização de poder, com
a ideia, né, de que o imperador era, né,
isso acontece muito a partir desse
momento do primeiro século, né, da era
cristã, desde a época aí de César
Augusto, a centralização do poder e o
imperador cada vez mais se apresentando
como divino. Então a gente observa isso
e aí você pode ver aquilo que foi palco
de muito sofrimento
cristão e de outros também na história
que você pode ver em Roma, o famoso
coliseu, né? Então, diante desse
cenário, interessante que a palavra
divina
nos apresenta uma grande questão que é a
seguinte: esa aí, será que todo esse
sofrimento, essa injustiça, essa
maldade, esse império romano que diz o
seguinte, essa aqui é a questão
fundamental, que toda raça, tribo, povo,
língua e nação pertencem a Roma. estão
debaixo de César, o grande
dono do trono que se assenta no trono em
Roma. Ele é dono de tudo isso, né? E
aqui é interessante nessa palavra grega
etnes,
né? Ah, ou poderia ser poros, mas do
lado tem uma palavra que é mais
especificamente povo, essa palavra que
deu origem à palavra etnia. e que pode
ser claramente ou raça ou nação, ou
seja, grupo étnico distinto. Então,
diante de tudo isso, esse povo tá
pensando quando é que a justiça divina e
o reino de Deus sobre
a o a maldade vitorioso sobre o pecado,
sobre todo tipo de coisa que afronta a
Deus na sua bondade, na sua pureza,
quando é que isso vai triunfar? E eles
estão clamando. Então o Apocalipse nos
mostra, na verdade todo esse mundo
diversificado antropológico
pertence ao nosso Deus e a salvação vem
dele. Por isso Apocalipse traz a ideia
de juízo. Você vai encontrar depois, né,
a famosa referência, a batalha do
Arnagedon, que é esse desfecho da
vitória do bem contra o mal. E ela é
exatamente ligada ao famoso Vale de
Gesreel. Quando você vê aí esse lugar,
né, que é de frente da antiga cidade de
Megido, Megido, Megido,
Megidor Armagedon,
que evoca essa grande vitória, esse
grande
desdobramento daquilo que vai aparecer
no cenário. Mas a gente continua olhando
e vai ver mais pra frente no próprio
Apocalipse o que aparece
num outro texto mais adiante que nós
encontramos no último livro da Bíblia.
Apocalipse, nós vimos o que aparece no
capítulo 7, mas também no capítulo 14,
quando nós vamos ver aquilo que fala
novamente dos chamados 144.000
selados e também do surgimento da
mensagem de três anjos que aparece no
capítulo a partir do verso um, indo até
o verso 5, a gente lê o seguinte: "Então
olhei e diante de mim estava o cordeiro
em pé sobre o monte Sião e com ele
144.000 que traziam escritos na testa o
nome dele e o nome de seu pai". ouviu um
som dos céus como de muitas águas e de
um forte trovão. Era como de arpistas
tocando seus instrumentos.
Eles cantavam um cântico novo diante do
trono dos quatro seres viventes dos
anciãos. Esse tema é muito interessante,
muita música, muito cântico, muita
celebração, muita festa e uma ênfase
nessa questão de um cântico novo que
celebra a redenção. Ninguém podia
aprender o cântico a não ser os 144.000
que haviam sido comprados na Terra. Uma
linguagem que fala de gente tirada da
escravidão, comprada no mercado daquele
mundo greco-romano, a famosa ágora da
cidade.
Estes são os que não se contaminaram com
mulheres, pois se conservaram castos,
uma linguagem para falar de pureza
claramente metafórica. E segue o
cordeiro por onde quer que ele vá. foram
comprados dentre os homens e ofertados
como primícias a Deus e ao cordeiro.
Mentira nenhuma foi encontrada na boca
deles. São imaculados no sentido de não
terem se corrompido, seguindo todo tipo
de ensino completamente distante daquilo
que era a palavra divina.
E então no verso 6 o texto prossegue e
diz: "Então vi outro anjo que voava pelo
céu e tinha na mão o evangelho eterno
para proclamar aos que habitam na terra,
atenção, a toda nação, tribo, língua e
povo." Ele disse em alta voz: "Temam a
Deus e glorifiquem-no, pois chegou a
hora do seu juízo. Dorem aquele que fez
os céus, a terra e o mar e as fontes das
águas. Um segundo anjo seguiu dizendo:
"Caiu, caiu a grande Babilônia que fez
todas as nações beberem do vinho da
fúria da sua prostituição.
Uma celebração
impressionante aqui a linguagem
figurada, né, da grande Babilônia é uma
referência ao antigo império romano.
Porque assim como a Babilônia no passado
foi a a grande opressora do reino de
Judá, Roma com esse império cruel e a
referência dessa grande opressão que nós
estamos vendo agora. E de novo, a
linguagem aparece. Esta mensagem, esta
salvação, esta palavra é destinada a
todo o povo, língua, raça e nação.
Agora, quando a gente pensa sobre isso,
a gente vai descobrir
o grande problema da experiência humana.
A gente diz: "Ah, os os romanos eram
opressores, maltratavam as outras
etnias". Sim, é verdade. Mas atenção,
não é exclusividade dos romanos. Isso
sempre na experiência humana, a partir
de critérios entendidos como raciais,
critérios
étnico culturais, eh critérios eh
sociais, critérios econômicos, ou seja,
tudo que traz alguma diferença,
distinção entre os seres humanos, eh tem
trazido uma história de conflito, de
problemas dentro da experiência humana.
Então assim, é só o indivíduo ser de
alguma maneira um pouco diferente um do
outro, que a gente começa um processo de
ruptura e distanciamento daquilo que
seria saudável na nossa experiência de
fraternidade.
Inclusive, é tão absurdo você vê que até
dentro do mesmo país, dentro do mesmo
ambiente cultural, dentro de uma relação
bastante homogênea, um simples sotaque
faz pessoas estranharem umas às outras e
tratarem de maneira
ah às vezes discriminatória
a uma pessoa da sua própria nação.
Então, qual é o grande desafio que nós
temos aqui? Nós temos o desafio entre o
que a gente chama de uma coisa que é
universal e uma coisa que é particular.
Então, se os romanos se achavam, vamos
dizer assim, a última bolacha do pacote
pelo seu poder do seu grande império,
também os gregos, como os antigos
herdeiros da grande filosofia, da grande
sabedoria, de tudo que eles construíram,
também se achavam muito diferenciados em
relação aos outros. Aliás, gregos e
latinos nesse mundo antigo, eles ouviam
os outros povos e diziam: "Es caras nem
sabem falar direito, eles falam bar bar
barbar bar bar b barbar". Ou seja, eles
são bárbaros. Por isso que o termo
surgiu, né? E ao mesmo tempo, a
religiosidade que se desenvolveu no
contexto de Israel fazia com que esses,
especialmente líderes religiosos da
época, eles tivessem uma atitude de
dizer: "Olha, nós temos uma relação
diferenciada com Deus e os outros são,
ó, goim, eles são pagãos, eles são esses
povos gentílicos que têm um valor que
não equivale ao nosso, em vez das
pessoas enxergarem principalmente a mão
de Deus e a sua misericórdia. Muitos
religiosos pensavam assim: "Aliás, não é
exclusividade nem de romanos, nem de
gregos, nem de judeus. Esse mesmo
problema acompanha a nós até hoje." Já
viu até nos ambientes
religiosos da cristandade, cada grupo
quer dizer: "Olha, eu sou mais legal do
que os outros. Eu eh se tem alguém que
tá mais próximo de Deus, é a minha
tradição, porque a gente faz isso, isso.
Então é uma série de critérios assim, às
vezes, aleatórios que parecem definir
uma pretensa primazia de um grupo em
relação ao outro. Então, para entender
essa questão, é muito interessante a
gente observar
como é que era a realidade desse mundo
antigo no qual as pessoas viviam. Qual
que é a grande diferença da revelação
bíblica? Ela aparece num cenário onde
ela diz sim que o Deus único e
verdadeiro se revelou de maneira
particular a Israel. No entanto, o
objetivo não é que ele se tornasse um
Deus delimitado pela realidade hebraica
ou judaica. Esse Deus revelado é o Deus
criador dos céus e da terra. é o Deus
único, é o Senhor do universo, é o Deus
que fez todos os povos. não é um Deus
meramente tribal, não é um Deus
simplesmente eh delimitado por um
particularismo acentuado, não. Então,
isso nos leva a um caminho curioso de
como saindo de um enfoque que poderia
parecer particularizado,
essa mensagem, essa salvação, essa
aliança, esse agiro divino se dirige a
todas as nações e povos da terra.
E aí a gente precisa ver como isso é
significativo, como é que Apocalipse
trata isso e como é que ele vai fazer
uma conexão com a antiga experiência de
Israel no Egito. No Egito, os israelitas
foram escravos, por isso eles são
inspiração dessa comunidade dos
seguidores do Messias de Israel, que
está numa condição análoga diante do
sofrimento
que eles têm agora no Império Romano.
Então, nesse ambiente, você pode, por
exemplo, acompanhar
essa escravidão. A Bíblia diz láem no
começo de Êxodo, que os israelitas
trabalharam como escravos, fabricando
tijolos para grandes construções
egípcias. Não, as pirâmides que a gente
ouve falar e ver nas fotos, não são
essas, são outras construções de um
período bem posterior, mas você pode ver
como é que era essa fabricação de
tijolos no Egito descrita pelos próprios
egípcios. E aí quando a gente olha eh
para isso, a gente vê os diversos povos.
E aqui cá entre nós, ninguém na história
é inocente. Você vai ver todo tipo de
ser humano, não somente europeus, mas
africanos, asiáticos,
indígenas das Américas, todos os povos
na sua história tem a prática da
escravidão e geralmente marcada por
crueldade. E olha que coisa
interessante, nós temos então esse
desafio das diferenças. Quando nós temos
na experiência humana o triste eh
momento em quando povos dominaram sobre
os outros com atitudes racistas, com a
prática de escravidão e de opressão.
Inclusive, é interessante dar uma olhada
nesse quadro quando nós vemos algo que
foi encontrado no Egito,
mostrando a diferença entre grupos
étnicos, né? Esse mais aí à direita é um
egípcio padrão, mais moreno. Depois você
tem um indivíduo semita, né, com essa
barba mais nítida aí. E depois você tem
um um egípcio do da parte sul, da região
da Núbia, já junto ao sulão, com a pele
mais escura e uma outra referência de
alguém mais próximo do contexto do Médio
Oriente. Quer dizer, você tem essa
descrição dessas diferenças que a
própria arqueologia nos apresenta.
Então, o que que acontece? Nós temos
esse desafio
tremendo do ensino bíblico de que a
mensagem, a revelação de Deus, ela é
transcultural.
Ela apresenta uma palavra que diz
respeito ao coração de todos os seres
humanos, independentemente
da sua etnia ou da sua particularidade.
Isso é muito especial porque a gente vê
isso, né? Tão impressionante ver pessoas
tendo experiências com Deus. pessoas
recebendo a vida em Jesus nos todos os
continentes da terra e cada vez mais em
toda tribo, língua, povo, raça e nação.
Mas o que que acontece? Nós temos uma
experiência recente. Aliás, esse é um
assunto delicado, é um assunto que abre
feridas, que mostra uma relação
problemática em vários lugares do mundo.
E porque foi dentro desse ambiente
iluminista,
ah, especialmente do século XVI para cá,
que se desenvolveu uma espécie de
conceito de raça, né, que apareceu em
vários ambientes da Europa Ocidental e
que se desdobrou pelo mundo, né? Nós
tivemos inclusive gente eh desse
ambiente especialmente francês e inglês,
gente como
Charles Gobinot ou ou a o Conde Gobinot,
melhor dizendo, e Charles Darwin, por
exemplo, que fizeram observações sobre o
Brasil e a realidade da América do Sul.
Mas esse esse jeito de pensar sobre raça
não existe na Bíblia.
Se olha na Bíblia, até difícil. Algumas
pessoas pensam: "O Saião, como é que era
exatamente a aparência de Saul? Como é
que era o Abraão? Jesus era como?" Você
sabe que a gente não tem condições de
dar detalhes porque a Bíblia não tava
nem aí para esse tipo de coisa, nunca
foi. A gente tem algumas pessoas que se
descrevem aparência e você diz: "Olha,
mas assim, é uma coisa casual, é uma
coisa que não merece atenção. A gente,
né, não não tem esse tipo de
preocupação, não existe, né? E aí o que
acontece nesse mundo mais recente, em
nome de algo que se pretendia
eh se definir como científico, a gente
teve o que a gente pode chamar de uma
afirmação deturpada de identidade.
Mas olhando pro texto bíblico, o que que
acontece? Qual é a diretriz da lei
divina para tratar com o diferente?
Mesmo que a gente tenha esse esse
descaminho da maneira de enxergar raça e
etnia nos últimos tempos no ambiente,
vamos dizer, da civilização ocidental
que se espalha pelo mundo todo, ah, na
Bíblia isso não tem esse foco do mesmo
jeito, mas tem uma analogia
interessante. Vamos ver qual era o foco
bíblico. Olha que coisa interessante. Em
Êxodo capítulo 12 verso 38. A gente não
imagina isso. Quando os israelitas estão
fugindo do Egito, saindo da escravidão,
sendo libertados pela mão divina contra
o poder do faraó que se proclamava como
divino. A Bíblia diz: "Grande multidão
de estrangeiros de todo tipo seguiu com
eles, além de grandes rebanhos, tanto de
bois como de ovelhas e cabras. Você
percebe um grande número de estrangeiros
de todo tipo. Quer dizer, e os
israelitas não se tornaram exatamente
uma raça. Entre eles havia vários
estrangeiros. Aliás, né? José casou com
uma mulher do Egito. Os seus dois filhos
foram muito importantes na história
israelita. Efraim, Manassés, eles tinham
mãe egípcia. Os outros filhos de Jacó
também se casaram com mulheres que não
eram do povo hebreu, porque Jacó só teve
uma filha e os filhos se casaram então
com outras mulheres que não faziam parte
ali do contexto daquele clã. Então é
muito interessante o foco bíblico que
esse foco permanece. Olha, olha que
coisa valiosa olhar Êxodo 23 verso 9.
Não oprima o estrangeiro. A palavra é
muito clara. Vocês sabem o que é ser
estrangeiro, pois foram estrangeiros no
Egito. Quer dizer, aquele povo
diferente, maltratado, excluído por ser
eh distinto e ser escravizado. Então,
olha, vocês sabem o que é passar por
isso. Nunca faça isso com alguém que é
diferente de você, que é um estrangeiro,
que às vezes o estrangeiro diferente, a
gente tem uma estranheza em relação a
ele e a gente acaba e entrando por um
descaminho problemático na nossa relação
humana. E olha que coisa interessante
quando você vai ver as profecias do
grande profeta do reino do norte do
oitavo século, profeta Amós. Ele diz
assim: "Diz o Senhor: "Por três
transgressões de Moabe e ainda por mais,
ainda mais por quatro, não anularei o
castigo." Por quê? Porque Moabe, o ele
queimou até reduzir à cinzas os ossos do
rei Jedom.
Assim diz o Senhor: "Por três
transgressões de Israel, ainda mais por
quatro, não anularei o castigo. Vende
por prata o justo e por um par de
sandálias o pobre". Que quer dizer isso,
Sa?
Então, quando o pessoal começou a
imaginar,
olha, Deus tá circunscrito à nossa
realidade,
Deus tá limitado ao ambiente do nosso
povo, Deus através de Amós diz:
"Pessoal, olha, Deus não se incomoda só
o que é feito contra aqueles que
conhecem o seu nome. Deus não age só por
causa daqueles que se identificam como
seu povo, quer seja pessoas do contexto
da igreja ou do povo de Israel no Antigo
Testamento. Olha como Moab fez o que fez
com Edom. Nenhum deles tem nada a ver
com os israelitas diretamente.
Então Deus vai trazer o julgamento sobre
eles. Ele se importa com o que acontece
com as nações que não estão no contexto
da aliança que ele fez com Israel. E tem
mais.
E se Israel se comporta de maneira
inadequada, não é porque eles são
chamados povo de Deus que tá tudo bem,
não. Eles também vão receber o juízo,
até porque que que eles fizeram? Eles
estão se corrompendo, vendendo por prata
o justo, quer dizer, fazendo um negócio
no sistema jurídico eh desonesto e
desleal para, né, se corromper por
propina, por eh pagamento, né, que
compra a justiça e vendem um pobre por
um par de sandálias. A palavra é muito
clara e a Bíblia ainda vai dizer pra
gente, olha, para você não entender, ah,
Sao do Novo Testamento e que a Bíblia
começa a dizer que Deus abençoa os
outros povos antes de Jesus. Não era
assim. Como assim, meu amigo? Olha o
Salmo 86.
Todas as nações que tu formaste, verso 9
diz, virão e te adorarão, Senhor, e
glorificarão o teu nome, pois tu és
grande e realizas feitos maravilhosos.
Só tu és Deus. Tá vendo no livro de
Salmos? As nações que tu formaste.
Então, quem formou os africanos? Quem
formou os asiáticos, os orientais, os
ocidentais? as pessoas da Oceania, os
diversos povos da Europa, os diversos
grupos indígenas, os povos das Américas,
as diversas tribos da África, todo o
pessoal do Oriente Médio, Deus formou. E
isso tá em plena sintonia com Atos 17.
Quando o apóstolo Paulo vai anunciar o
evangelho lá, ele diz o quê? O Deus que
fez o mundo e tudo que nele há é o
Senhor dos céus e da terra e não habita
em santuários feitos por mãos humanas. E
o verso 26, Deus de um só ele fez todos
os povos. Isso quer dizer que todos os
povos, em última instância, são irmãos,
para que povoassem toda a terra, tendo
determinado os tempos anteriormente
estabelecidos e os lugares exatos em que
deveriam a habitar.
Apesar de todo esse cenário, que que
acontece? É complicado, pessoal. Todo
mundo quer se achar
a última bolacha do pacote. A história
humana é uma coisa, sabe, que eu acho às
vezes parece coisa de criança. Não, sou
eu, eu que sou melhor, eu que fiz mais
bonito, tia. Não, fui eu que fiz, tio.
Quer dizer, para com isso, né? existe o
que a gente chama de a tentação da
primazia, que através da história
justificou
idolatria e opressão de uma maneira
brutal. Eu acho, por isso que eu penso
que às vezes que a prosperidade é um
desafio maior do que a diversidade,
porque certas pessoas, por que de alguma
maneira Deus abençoa a sua vida, certos
grupos que, vamos dizer, de alguma
maneira estão, passam por uma trajetória
favorecedora, por uma série de
elementos, parece que eles começam se
achar. E que bobagem é essa? Olha o que
Deus diz. Por exemplo, o nosso querido
Amós volta a chamar atenção no capítulo
9 verso 7, ele diz: "Vocês, israelitas
não são para mim, atenção, melhores do
que os etípes", declara o Senhor. OK, eu
tirei Israel do Egito, atirei os
filisteus de Cftó e os arameus de Kir.
Então, chegou uma hora que o pessoal não
estava entendendo direito. Falou: "Olha,
Deus tirou a gente do Egito por causa
dos nossos lindos olhos, porque a gente
é maravilhoso. Eu me amo, não posso mais
viver sem mim". E aí Deus diz o quê?
Falou: "Olha, você acha que vocês são
melhores do que o pessoal da Etiópia?"
"Ah, tirei vocês do Egito, tá bom? Os
outros povos que se movimentam também
fazem isso debaixo da minha mão
soberana". Então, parem de pensar dessa
maneira. Atos 16 verso 20 e 21, na mesma
sintonia com a linguagem teológica de
Amós diz: "E levando-os aos magistrados
disseram: "Olha lá, estes homens são
judeus e estão perturbando a nossa
cidade. quando foram acusar Paulo
da sua mensagem em Filipos e quiseram
fazer, né, a uma acusação para que ele
fosse condenado, a acusação é de teor
racial, uma acusação explicitamente
antissemita. Então eles, ó, nós somos
romanos e olha lá o verso 21, eles estão
propagando costumes que a nós romanos
não é permitido aceitar nem praticar.
Eles não estão dizendo: "Olha, esse
homem aqui, ele quebrou a lei. Esse
homem tá prejudicando pessoas, esse
homem tá fazendo uma coisa muito errada.
Não, eles são judeus e nós somos
romanos. E o que eles fazem? A gente não
pode aceitar. A acusação tem esse teor
problemático e complicado. Então, quando
a gente olha isso, a gente pensa, mas
saião, eu tô um pouco confuso, porque
você tá falando aí, mas a Bíblia não
fala que Deus escolheu do mesmo jeito
todas as nações. Ele até fez as nações,
mas ele diz que escolheu Israel. Então,
Israel é diferente. Pois é. Mas a
pergunta é: escolheu para quê?
escolheu em que sentido, qual que é o
foco da escolha de Israel, o que
significa isso? Vamos entender. Para
entender, olhemos a própria palavra
divina. Deuteronômio 7 traz para nós uma
luz importante a partir do verso 7. Ele
diz o seguinte: "O Senhor, falando do
povo de Israel, não se afeiçoou a vocês,
nem os escolheu por serem mais numerosos
do que os outros povos." E atenção,
numerosos no mundo antigo significa mais
importantes, mais destacados, até porque
você compreende facilmente um povo mais
numeroso tem mais exército, tem mais
gente capaz de guerra, eles são mais
imbatíveis. No mundo antigo a gente tem
basicamente infantaria, então a coisa é
assim. Mas por que que Deus escolheu?
Mas foi porque o Senhor os amou e por
causa do juramento que fez aos seus
antepassados. Por isso, ele os tirou com
mão poderosa e os redimiu da terra da
escravidão, do poder do faraó, do rei do
Egito. Então, na verdade, Israel nunca
foi escolhido por seus méritos.
Inclusive a Bíblia diz que eles deveriam
ser um reino de sacerdotes, que eles
tinham uma missão de fazer diferença,
que o caminho da grande revelação
de Deus para a humanidade foi uma
revelação que acontece inicialmente por
meio de Israel para se desdobrar a todo
povo, língua, tribo, raça e nação.
Por que que isso é tão importante?
Porque quando a gente pensa em estudar a
Bíblia, em fazer o que a gente chama de
um estudo teológico, ele não só precisa
ter fundamento bíblico, deve ser bem
articulado, mas ele precisa ter impacto
e relevância. Hoje nós vivemos num
ambiente onde as relações étnicas, as
relações com minorias, os diversos
grupos da nossa experiência brasileira e
mundial eh tem se tornado muito
conflitivo e problemático. É
impressionante como esse clima de
tolerância, esse clima de diálogo, essa
conversa promissora tem sido fragilizada
nos últimos tempos. E aqui a gente pode
falar da tristeza do racismo e das
atrocidades
recentes. Vale lembrar aqui da história,
né, de um pastor batista dos Estados
Unidos que ficou conhecido mundialmente,
o reverendo Martin Luther King.
Interessante que tinha um grande amigo
judeu, né, o famoso Abraham Joshua Hel,
que também era rabino, mas um grande
estudioso, que fez juntamente, né, com
ele teve um um apoio extraordinário
naquilo que foi conhecido como a marcha
pelos direitos civis no contexto da
América do Norte, onde era uma
sociedade, onde essa questão racial,
essa problemática tava presente.
E a coisa não para aí, né? a gente vê eh
que a experiência brasileira de
escravidão também é uma história muito
triste. A gente pode ver até na nossa
literatura ler, por exemplo, poemas como
de Castro Alves. E a gente vê até hoje
em muitos lugares essa essa realidade de
desprezo racial direto ou indireto
dentro do nosso contexto nacional e o
problema de outros lugares do mundo.
Você vê problemas étnicos graves na
Ásia. Você vê grupos étnicos fazendo um
contra o outro no contexto africano. A
gente vê isso no Oriente Médio, vê na
Europa, na América do Norte. Quer dizer,
é um negócio triste, lamentável e que a
luz do evangelho deve
mudar com certeza.
E aqui nós vemos essa experiência
terrível, mas uma caminhada promissora,
desde Luther King, mas de outras pessoas
também que tem feito um caminho numa
direção diferente. Olha que coisa
interessante quando, né, a gente vai
ouvir, eu acho, eu vou até olhar aqui
direitinho o texto de Apocalipse
capítulo 13, né? Porque é interessante
como muitas vezes a gente não olha o
texto todo assim para eh falar do que
ele nos apresenta. Então, o capítulo 13
do apocalipse é famoso porque ele fala
da besta, né? Então, aparece aqui a
referência clara da besta, né? Tem uma
besta que sai do mar no começo de
Apocalipse 13.
E depois quando vai falar de como é que
essa besta atua, diz o verso 5: "A besta
foi dada uma boca para falar palavras
arrogantes e blasfemas. Ele foi dado
autoridade para agir durante 42 meses."
Quando chega no verso 6, dá uma uma
olhada sobre como é que é o
comportamento da besta que surge do mar.
Diz o texto: "Ela abriu a boca". para
blasfemar contra Deus e amaldiçoar o seu
nome, o seu tabernáculo, isto é, os que
habitam nos céus. Foi-lhe dado poder
para guerrear contra os santos e
vencê-los. Foi-lhe dada a autoridade
sobre toda tribo, povo, língua e nação.
A opressão contra cada nação aparece na
história da redenção. Você percebe que
aquilo que marca o poder da besta, ela
exatamente tem esse fundamento de uma
atitude de suposta supremacia e de
legitimidade para fazer com os
diferentes povos o que bem entender.
Então você vê a raiz terrível dessa
rejeição da fraternidade humana e da
opressão sobre o outro justificada.
A partir dessa atitude que nós vamos ver
aqui, tem a ver com o império romano e
tem a ver com a realidade escatológica
futura também, né? Ou seja, o domínio
sobre todo mundo dessa maneira.
E voltando para Apocalipse 14 que a
gente mencionou, vamos ver o que aparece
lá quando o texto bíblico vai nos falar
da ação de juízo da parte de Deus.
Ele diz que ele viu um outro anjo,
capítulo 14, verso 6, que voava pelo
céu, tinha na mão o evangelho eterno
para proclamar aos que habitam na terra,
a toda nação, tribo, língua e povo.
Então, pessoal, olha que coisa. Ele
disse em alta voz: "Temam a Deus e
glorifiquem-no, pois chegou a hora do
seu juízo. Adorem aquele que fez os
céus, a terra, o mar e as fontes das
águas".
Ou seja, uma palavra de juízo e salvação
que envolve toda a nação aqui nessa
direção daquilo que é a razão de ser da
caminhada da igreja, que é a missão.
Isso é importante, muito significativo.
Por quê? Porque toda tribo, língua, raça
e nação pertence ao poder maior que
envolve a besta, a Babilônia, essa
opressão do império. E aí o que que
chega o evangelho fazendo? rompendo tudo
isso, dizendo: "Não, não. Toda raça,
tribo, povo, língua e nação pertence ao
Senhor. A palavra do evangelho, a
salvação chega para todos esses povos.
Por isso,
o caminho aqui, o caminho é de um grande
coral multiétnico
dentro dessa realidade onde novamente
todos os seres humanos são irmanados.
Isso é que eu acho especial na minha
vida. Eu tive, eu não, eu sincero, vou
ser sincero, eu não imaginava uma coisa
dessa, porque eu conheci o evangelho, a
graça de Deus me alcançou dentro do meu
contexto, né, histórico, cultural, e de
repente eu comecei a encontrar irmãos
ainda, ainda novo na minha fé, eu tive o
privilégio de conhecer alguns irmãos
indígenas, né? Eu achava curioso, falei:
"Caramba, eu eu sinto esse indivíduo
como se ele fosse realmente a minha
família e e ele não tem nada a ver
comigo."
Depois eu encontrei gente da Europa,
encontrei gente eh de outros lugares do
Brasil, encontrei gente africana, gente
asiática, gente. E aí eu percebia quando
a pessoa tinha uma experiência real com
Cristo e aquilo tinha, a gente sentiu
uma conexão que até era maior do que com
gente da minha própria realidade
cultural. Impressionante o que o
evangelho faz. Olha só, a grande festa
de Apocalipse, capítulo 5, verso 9, diz
que eles cantavam um cântico novo. E
esse cântico novo diz: "Tu és digno".
Falando, né, da vitória grande do
Messias, do rei, que ele sim está no
trono, muito além do poder de César. E
tu és digno de receber o livro, de abrir
os seus selos, pois foste morto e com
teu sangue compraste para Deus.
Compraste para Deus, tiraste da
escravidão, libertaste gente de toda
tribo, língua, povo e nação. E de novo,
palavra nação também pode ser traduzido
toda raça. E o que que ele faz? Tu os
constituísteem reino e sacerdotes. Uma
linguagem que vem lá de Êxodo, capítulo
19 versos 5 e 6. Eles vão ser um reino
não de dominadores, reino de gente
supremacista, não. Gente que tem um
reino de servir de sacerdote, de fazer
esse meio de campo, de ser mediador, no
sentido de apresentar cada ser humano
diante de Deus e fazem isso para o nosso
Deus e eles reinarão sobre a terra. Ou
seja, todo o poder babilônico, mais cedo
ou mais tarde vai cair. Toda atitude de
querer eh ter, né, a sua a sua primazia
pisando sobre os outros em nome de
alguma possível distinção, jamais se
sustentará, porque aqueles redimidos
reinarão sobre a terra. Então, nós vemos
a celebração da redenção das nações. Eu
acho que uma das coisas mais especiais
que eu vi na minha vida foi participar
de grandes conferências em congresso,
onde você vê gente do mundo todo
celebrando. Uma vez eu encontrei gente
do Nepal, encontrei gente da Mongólia,
encontrei gente do norte da África,
encontrei gente da Coreia, do Japão, da
Indonésia, de dos Estados Unidos, da
Alemanha, todo mundo junto. Que coisa
extraordinária. Ou seja, a gente vê que
na verdade da parte de Deus, o amor
abraça a gente de toda a raça. Pensando
sobre isso, a gente então fala, mas a
gente tem que entender que não é uma
questão de querer ser importante, é que
a gente tem a nossa identidade. A nossa
identidade tem a ver com a nossa raça, a
nossa origem, a nossa cultura. E eu vejo
cada vez mais o pessoal batendo ao pé.
Olha, aliás, cá entre nós, a gente diz
que Deus é brasileiro. Olha só que
coisa. Com tantas dificuldades que o
próprio Brasil tem, muita gente afirma
isso. Sabe o que acontece? Olha que
coisa bonita, extraordinária na Bíblia.
A nossa identidade maior não está na
nossa etnia, não está limitada aos
nossos aspectos culturais, não tem a ver
com a nossa raça. Na palavra divina, a
identidade aqui é descoberta e sabe que
ela é encontrada em Deus, em Cristo. E
isso é algo completamente diferente. Por
quê? Se eu olhar paraa minha
particularidade, se eu olhar paraa minha
aparência física, se eu olhar paraa
minha cultura, pra minha origem e eu
quiser a partir daí construir uma base
para me sustentar, eu não vou conseguir.
Por isso que eu acho interessante. Boa
parte das pessoas de perfil nacionalista
ou muito, vamos dizer, entre aspas,
patriota ou muito voltado paraa sua
realidade, eles acabam em dois caminhos.
ou eles começam a perceber os problemas
da sua cultura, da sua nação, do seu
povo e entram num processo assim de
autocrítica, né? É comum até entre
muitos brasileiros isso, ah, o Brasil é
horrível, é não sei mais o quê, né? Ou a
pessoa começa a romantizar: "Ah, não,
meu país é o melhor, não tem nada igual
a gente." Quer dizer, duas atitudes que
não são tão amadurecidas assim. Sabe o
que acontece quando o foco da nossa
identidade está em Deus, em Cristo? Aí
você, meu amigo, aí você vai ter a
devida autoestima, porque você reconhece
os seus erros, as suas falhas e se
coloca numa situação igual diante de
todo mundo, mas é amado
incondicionalmente e recupera a sua
autoestima de maneira extraordinária.
E quando a gente descobre essa
identidade ligada à missão, ao amor de
Deus que se volta para cada nação, a
gente acha o propósito de vida
absolutamente único. Por isso a gente
vai ver isso sabe onde? Olha que legal,
quando a gente lê Primeira Pedro,
capítulo 2, a Bíblia diz: "Vocês, porém,
são geração eleita, sacerdócio real,
nação santa, povo exclusivo de Deus,
aquele mundarel de gente daquele império
romano, de gregos, romanos, judeus,
citas, gente celta, do norte da África,
ah, de origem arameia, de tudo quanto é
lugar. Eles eram isso. E sabe para quê?
Para anunciar as grandezas daqueles que
os chamou das trevas para sua
maravilhosa luz.
Eles que no ambiente romano,
especialmente essas minorias, que não
eram nada e que não tinham qualquer
privilégio em Jerusalém, antes vocês nem
sequer eram povo, mas agora são um povo
de Deus. Não haviam recebido
misericórdia, mas agora
receberam. Por isso a gente celebra essa
realidade de sermos de fato nações
unidas no Senhor, salvos, perdoados
nesse contexto, nessa compreensão
antropológica, onde nenhum ódio, nenhum
ressentimento, nenhuma opressão, nenhuma
manutenção de conflito entre os grupos
faz sentido no reino de Deus. sempre
trabalhando para paz, para construção,
paraa relação mútua, pela fraternidade,
para entendermos o desdobramento da obra
de Deus na sua plenitude nas nossas
relações fraternais como irmãos em
Jesus. Por isso, a gente celebra aqui
juntamente com cada nação a grande
vitória do reino de Deus. E essa vitória
é celebrada. Em Apocalipse 11:15,
segunda parte do texto diz: "O reino do
mundo se tornou do nosso Senhor e do seu
Cristo. Não mais de Roma, não mais da
Babilônia, não mais do faraó, não mais
dos assírios, não mais de nenhum
pretenso poder imperial, imperialista no
mundo, não. Porque o reino do mundo se
tem, se tornou do Senhor, do seu Cristo
e ele reinará para todo sempre."
No texto do apocalipse, o reino do
Senhor vence o império romano e qualquer
que se coloca nessa posição. Deus
abençoe sua vida, Deus abençoe a sua
família, Deus abençoe o povo da sua
origem, Deus abençoe a sua fé em Jesus e
celebremos a vitória completa do reino
de Deus. Amém.
[música]
Olá, nesse momento especial da IBNU,
durante essa nossa celebração, eu quero
convidar você [música]
a participar dos projetos que a IBNU tem
sustentado, tem apoiado ao redor do
mundo todo. Temos projetos [música]
na Ásia, no Oriente Médio, na Europa,
aqui no Brasil, aqui [música] em São
Paulo e em tantos lugares. É por isso
que você nesse momento pode ser essa
ferramenta muito útil para que esses
projetos possam continuar crescendo e
novos projetos possam acontecer [música]
de forma que mais pessoas sejam
amparadas, ajudadas, cuidadas através da
bênção que você [música] pode ser. Vamos
então nesse momento, aproveitar isso
para ofertar aqui na IBNW. Esse dinheiro
com certeza será usado para os recursos
que a IBNU tem us a sido bênção ao redor
do mundo todo. Que Deus te abençoe.
[música]
Queremos agradecer a sua participação
conosco aqui nessa celebração de louvor
e adoração ao nosso Deus. Você sabe,
todos os domingos 9:30 nós estamos aqui
[música] no nosso canal celebrando,
adorando, aprendendo um pouco mais da
palavra do Senhor para aplicar as nossas
vidas, também tendo oportunidade de
conhecer projetos onde nós podemos
[música] abençoar a vida de outras
pessoas através dos recursos que Deus
tem nos dado. Então, nós convidamos
[música] nesse momento você a ser nosso
parceiro divulgador. pega esse link,
pegue esse conteúdo, espalhe, [música]
divulgue nas suas redes, divulgue para
os seus amigos, nos seus contatos de
WhatsApp, Facebook, Instagram, divulgue
para todas as pessoas [música] que você
tiver alcance para que elas também
possam ser abençoadas por aquilo que
Deus tem para elas. E também te
convidamos a se inscrever [música] aqui
no nosso canal do YouTube, ativando o
sininho para receber as notificações e
se inscrevero nas nossas páginas, tanto
no Facebook quanto no Instagram, onde
você vai receber as informações de todas
as atividades que a IBNW faz, tanto aqui
no nosso canal como também na IBNW
presencial aqui na cidade de São Paulo.
Deus o abençoe. Semana que vem estamos
aqui novamente.
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