Como Jesus ensinava? – BTCast 639
31/03/2026
Como Jesus ensinava? – BTCast 639
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast!
Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique e Erlan Tostes se reúnem para explorar um tema fundamental — e muitas vezes negligenciado: o método de ensino de Jesus. Afinal, mais do que o conteúdo de suas palavras, há uma intencionalidade profunda na forma como Ele ensinava. Por meio de parábolas, perguntas provocativas, silêncios estratégicos e encontros pessoais, Jesus não apenas transmitia informação — Ele formava corações, confrontava pressupostos e convidava à transformação. O que isso revela sobre o verdadeiro discipulado? E o que podemos aprender hoje, em um contexto saturado de informação, mas carente de formação? Ao longo do episódio, discutimos como o ensino de Jesus desafia nossos modelos modernos, revela a centralidade do relacionamento no processo de aprendizagem e nos chama a uma pedagogia que vai além da sala de aula.
Dê o play e venha repensar o que significa, de fato, ensinar e aprender à maneira de Cristo.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número 639. Eu sou Rodrigo Bibo e quem tem ouvidos para ouvir, ouça. >> Boa. Eu sou Erlando Tortes e educação sem transmissão é uma grande prisão. >> Oh, boa, boa. Eu sou Luís Henrique e capture os afetos. Ensine o coração. >> Olha isso. Não é, não é Paulo Freire, né, mano? É parecido com Mas Paulo Freire vai olhar para você, você tu para de ficar citando esse cara aí no BTQ. Daqui a pouco o Pedro Dut não vem mais aqui. Tá gente, estamos aqui em mais um episódio do BTC. Vocês perceberam que nesse ano a gente tem um podcast por semana. Tem gente que reclamou poxa vida, agora é um podcast por semana. Antes tinha três, dois, né? E tinha gente fala: "Meu, até que enfim, mano, voltou um por semana, agora eu consigo acompanhar." Avise os amigos, o BTC voltou à raízes, é um por semana, tá bom? E daqui a pouco o Betapo entra também no nosso feed, dá uma revesada com o BTC, mas é um podcast por semana aqui que você tem no BTC, no Bimotalk, no YouTube, no Spotify, no podcast da Apple. Lembrando que tem o Apple Music, mas você não acha a gente no Apple Music porque a Apple tem um aplicativo de podcast que ela é a criadora de tudo isso. Então, se você tem um iPhone, você pode nos ouvir, só você baixar o aplicativo podcast. Vai lá e procure por BTCash e você vai ter os nossos episódios lá. Não todos, obviamente, mas vai ter muita coisa lá. No Spotify também estamos lá. Não temos todos os episódios no Spotify porque antigamente utilizávamos músicas e aí os direitos autorais cortaram as nossas músicas. No Dieser não sabemos o que tá acontecendo. Já abrimos um chamado, já oramos, intercedemos, expulsamos tranca bytes e a o Dieser não tá atualizando. Então você que é cliente team, que tem de graça o Dieser, é, quem sabe vai lá pro Amazon Music, já que você é cliente Amazon Prime, você não é Prime ainda? Torne-se Prime, rapaz. É legal, frete grátis, um monte de promoção exclusiva, tem o Amazon Prime, tem o Prime Music, tem o Prime Game, tem o Prime Reading e se você quiser assinar o Prime, tem o link aqui no BTC aqui na descrição, tá bom? Mas vem no YouTube, vem ver a nossa cara agora. Tem a nossa cara aqui no YouTube. Dá um sorriso lá, >> inclusive, Bibo, falando do YouTube, se inscreve no canal, deixa seu comentário aí. Eu acho que é muito importante. Batemos 200.000 inscritos aqui no canal. Então, >> olha aí, gente, 200.000 pessoas se inscreveram, mas temos uma audiência de 5.000. Sem inscrito aí não me, eu não me empolgo. Sem inscrito aí porque ah, tem 200.000 pessoas, mas 5.000 que assiste menos à vezes. >> Ex. Mas vamos lá. Vamos lá. Mas, ó, importante é falar que tem 200 fazer moral. Caso você seja do público que tá reclamando que tem pouco podcast, só tem um podcast por semana, no YouTube aqui tem live, tiveram nessas últimas três semanas live, pelo menos uma live para complementar o canal. Teve a semana teológica também disponibilizada gratuitamente falando sobre >> ainda, tá, né? Eu ia, eu tirei na verdade. >> Ah, viu? [risadas] Pronto. Ele, gente, ele que tirou. >> Eu tirei, eu tirei, eu tirei. Mas é, tava lá, tava presente para vocês, para você assistir, para você, refletir, comentar e tudo mais, mas sempre tem material novo, conteúdo novo aqui no canal do YouTube, né? >> Eu apareço aqui sozinho nos solos bíbos, dando meus pintarcos, minhas ideias. É isso, é isso. Mas é isso. Então, vem aqui ver o rostinho do Luiz, vem aqui ver o rostinho do Erlan, tá bom? No YouTube, vem, você ouve em outro lugar, vem aqui no YouTube só dar um like, comentar. A gente vim aqui, dá o play e vai fazer outra coisa. Só deixa rodar aí, tá tudo certo. Tá bom, gente? É isso. Obrigado pelo carinho de vocês, pela audiência. Hoje nós vamos falar sobre a como Jesus ensinava. A gente já fez alguns episódios falando um pouquinho da pedagogia de Jesus, dos métodos de Jesus ensinar, a questão das parábolas e tudo mais. E hoje a gente volta aqui para falar sobre o nosso mestre, como ele ensinou, como ele ensinava, como ele ainda ensina, né, por meio do seu espírito. Então fica com a gente porque hoje vamos ser guiados aqui por Luís Herlan e também por Dallas Willer no seu livro O escândalo do reino, como as parábolas de Jesus subvertem expectativas e transformam os corações. Olha só, gente, isse aqui é lançamento da Thomas Nelson Brasil que chega aí o link pr você adquirir essa preciosidade está aqui na descrição deste podcast. Já receberam, meninos, o livro físico de vocês? >> Não, não recebi ainda não. >> Não, não. Que que absurdo. Então, já vou cobrar aqui. Já vou cobrar aqui. Não é para vocês terem recebido já. Mas vamos lá. Antes os recados paroquiais. E os recados paroquiais dessa semana, galera, é o seguinte. Teremos a conferência teológica EBT da Escola Bibotal de Teologia nos dias 15 e 16 de maio. Estará lá eu, Alexander Storre Refa. Ah, inclusive ele me mandou um WhatsApp agora. Eu não respondi. Desculpa, Alex, eu tô gravando podcast. O Vittor Fontana e também Guilherme Nunes com o tema O Cristo completo. Põe aí na tela, Rafa, por gentileza. Olha que banner maravilhoso. Desenho do Guilherme Met, tá? Olha só quem vai tá lá. Nós quatro. Vão ser dois dias de conferência teológica. Volta para mim aqui, Rafa. Galera, sexta à noite, sábado de manhã e sábado à noite, tá bom? Conferência teológica EBT, o Cristo completo vai não vai ser transmitido online, beleza? Talvez para os mantenedores a gente faça alguma coisa, a gente transmita para os mantenedores do Bibotalk, mas a gente não vai transmitir eh geral. Vamos gravar e tal e vai ser um conteúdo disponibilizado depois para os alunos da IBT, provavelmente. Tá bom? Então assim, ô Cristo completo, cola com a gente em Joinville, faz um esforço, galera. 15, 16 de maio, tá? Eh, é na minha igreja, é bem no centro da cidade, tem hotéis, Airbnb perto, locais para comer, tá bom? Vem que vai ser muito legal. Atenção você que é de Minas Gerais, teremos um BTD no dia 30 de maio. 30 de maio, claro, teremos um BTD em Governador Valadares, eu, Guilherme Nunes e Víor Fontana, tá bom? Eu, Guilherme Nunes e Víor Fontana. E no dia 2 de maio, voltando um pouquinho, estaremos eu e Cacau em Portugal, tá bom? Então você que é das Europas, chama todo mundo e cola com a gente aí nesses eventos que o Bibotal tem. E você que é de Belém, talvez em dezembro, provavelmente dia 5 de dezembro estaremos por lá, se Deus quiser, e assim permitir. Simbora ver como Jesus ensinava. Vamos, galera. Quero jogar pra mesa já uma primeira pergunta sobre o texto de Mateus, né? Deixa eu até abrir aqui o Dallas, ele abre a o esse capítulo, né, sobre como Jesus ensinava com Mateus 728. E eu queria conversar um pouquinho sobre esse texto porque eh eu penso que ele dá essa tônica, né? Ele dá esse diferencial, porque a gente tem Mateus capítulo 7, onde nós estamos ali terminando o sermão do monte, indiscutivelmente, né? Tanto o sermão do monte quando quanto o sermão da planície em Lucas, né? Em Mateus é num monte, em Lucas é numa planície. E esses sermões, principalmente da maneira com que Mateus organizou, ele, cara, são assim, eh, é tipo um um condensamento dos ensinamentos de Jesus, né? Tipo, o sermão do monte, ele é incrível, ele é claro na, né, na maior parte das vezes, ele ele é muito diretivo assim, né? Olha como vivem, né, os filhos do reino. E aí o Mateus vai dizer o seguinte: quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões ficaram maravilhadas. Detalhe que Jesus ensinou como vários outros rabis ensinavam. Era muito comum rabis ensinarem, né? Tinham os seus peripatéticos ali, não? Peripatéticos é coisa de grego, né? Mas algo semelhante, né? caminhando ia ensinando e tal, porque ele, né, mas a galera se maravilhava com esse ensino de Jesus, porque ele as ensinava com quem tem autoridade e não como os mestres da lei. A gente consegue explorar um pouquinho essa ideia porque parece que o diferencial de Jesus, um dos era que ele tinha essa autoridade, falava com autoridade. O que será que Mateus quer dizer quando ele faz essa observação? Eu eu acho que para começar, Bibo, a gente precisava dar uma olhada no mundo do ensino e da educação do mundo antigo. Existem outros episódios que já falam um pouquinho mais sobre isso, sobre como as pessoas elas não passavam por aquilo que nós chamamos hoje de ensino formal ao passar por uma escola específica, pelo letramento, pela alfabetização, pela iniciação em textos. Mas ah, as pessoas elas não eram letradas, mas elas tinham conteúdo cultural e eram iniciadas na vida, né? Existe até mesmo um preconceito que se estabeleceu até a o século XX, até o momento que nós vivemos, de que as pessoas eletradas elas, por sua vez não teriam nenhuma capacidade, eh, infelizmente, né, tem esse preconceito, nenhuma capacidade de, eh, contribuir para a sociedade como um todo por meio do intelecto, mas o intelecto, ele não está única e exclusivamente voltado àilo que nós chamamos de educação formal, a aspectos críticos do pensamento, eh, análise a respeito do tempo relacionadas à vocação. Tudo isso você acaba aprendendo na vida. E essa era a condição educacional majoritária do público, da audiência de Jesus de Nazaré no começo do seu ministério e até o final. O que o caracterizava, e eu acho que a gente pode começar por isso, né? o que o caracterizava como um educador maravilhoso, como um professor que encantava era a facilidade que ele tinha de pegar os mesmos assuntos que os seus pares professorais, o corpo pedagógico ali da Judeia, eh se aproprivam, só que utilizando esses temas e trabalhando esses temas em contato com a realidade daqueles ao qual o estavam ouvindo. Então, o Jesus ele é muito eh é muito interessante a forma de que ele sim, ele tem praticamente o mesmo conteúdo que os rabis possuíam, seguia até mesmo uma estrutura da mesma forma, mas os conectivos com o coração das pessoas, com os ouvidos das pessoas, com a realidade das pessoas, isso sim se destoava. Tanto que caso você observe a os documentos de rabis da época de Jesus, você notará que as palavras de Jesus que nos foram resguardadas pela tradição das primeiras comunidades eh cristãs, elas são palavras que encontram-se no ordinário. Elas não são necessariamente aquela formatação básica de mandamento ou de uma reflexão em cima de um mandamento, mas ela tem contato com o mundo que as pessoas ouvir eh eh viviam. Então, tem lá a natureza sendo eh elencada, tem a questões relacionadas ao imposto, tem questões relacionadas ao matrimônio, tem todos aqueles problemas e e todas aquelas aqueles momentos que todos nós como seres humanos já passamos. Não é à toa que as parábolas de Jesus elas se comunicam com nós aqui no século XX, mas no mundo do primeiro século eu acho que o que realmente caracterizava a diferença entre o ensino de Jesus com o ensino dos rabis de sua época era a forma como ele tinha de conduzir aquilo que nós hoje chamamos de doutrina para o coração das pessoas nas suas próprias vivências cotidianas. É, eu eu acho interessante observar o que que essa audiência que tá dizendo que Jesus tá ensinando de uma maneira diferente ou pelo menos tem autoridade. O que que eles acabaram de ouvir? Eles acabaram de ouvir o sermão do monte. >> Uhum. >> Eles acabaram de ouvir instruções sobre bem-aventuranças, conceitos subvertidos, né? Os pobres de espírito, os que choram são consolados. Os mansos é que são quem herdam a terra. Ah, quem tem fome ser de justiça, eles serão fartos. Os misericordiosos alcançam misericórdia, pacificadores são chamados filhos de Deus, perseguidos, né? Enfim, a a as pessoas agora elas têm uma nova perspectiva a respeito da vida. E isso fala muito a respeito da identidade dos discípulos de Jesus. Eles devem ser sal da terra, devem ser luz do mundo, refletir o reino de Deus de maneira visível, né? Existe uma nova justiça que Jesus estabelece. Eh, porque se os rabinos que eles estavam acostumados a ouvir, a gente pega aqui a escola de Hilel, a escola de Shamai, a escola dos rabinos, que, enfim, entravam em discordância tanto dos partidos dos fariseus, dos saduceus, essênios, zelotes, a gente vê que Jesus ele não tá tão preocupado em olhar para a lei de Moisés e ver como que a gente pode seguir essa lei. Ele tá preocupado em ter em como ser uma uma boa pessoa, como ter uma boa vida, como ter novos conceitos de aplicação do cotidiano, de adultério, de divórcio, reconciliação, amor pelos amigos, perdão, práticas religiosas como esmola, como não ser hipócrita quando você der esmola, como orar sem ser hipócrita também, como orar de maneira digna, eh, o que que é um tesouro realmente que ou é o da terra ou é o do céu, sobre ansiedade, relacionamentos, tudo isso é diferente. Jesus tá estabelecendo uma nova regra, a regra de ouro, que o que você quer que os homens te façam, faça você aos homens primeiro. Então assim, ele ele encerra o capítulo o capítulo 7, né, com o sermão do monte falando sobre duas portas. Tem dois caminhos, tem esse o estreito e tem o largo, o largo de perdição, o estreito de vida. Os rabinos não ensinavam isso. Os rabinos falavam muito mais a respeito de um cumprimento estrito e pesado sobre a lei. Jesus supera a lei e ele fala sobre a importância de praticar o ensinamento e não apenas decorá-los. E isso é muito comum para nós hoje. >> É, e eu acho que esse é o lance também de que Jesus ele não dava exatamente o caminho das pedras, né? Porque às vezes a lei é isso, ó. você tem que andar nesse caminho aqui. Eh, a lei ela determina, né, um caminho ou os abis é esse caminho aqui, uma coisa muito estrita. Jesus trabalha com a liberdade do ser humano no sentido de que, olha, mas existe um jeito de viver, né? Então é como se ele não dissesse exatamente o que você tem que fazer, mas ele te dava princípios pra vida, por exemplo. Não quer dizer que você tem que, ó, se alguém pede para você andar uma milha, quando ele vai lá e ande duas. Na ideia de Jesus, não é exatamente assim, cara. Então assim, andei duas milhas, beleza, obedeci a Jesus. >> Na terceira, na terceira não precisa mais, porque esse é o entendimento, tipo assim, não, o professor me ensina, eu vou lá e faço o que o professor ensinou, entende? Não. Jesus, ele quer pegar os nossos afetos, o nosso coração. Por quê? Quando eu entendo Jesus, quando eu eu aprendo com Jesus, eu não vou est contando quantas milhas deu, eu vou caminhar com quem precisa de mim. >> Uhum. >> Entende? Não é? É uma coisa muito maluca isso, porque não é sobre dar 10% do que eu ganho. Percebam que a lógica do dízimo, para trazer esse assunto tão polêmico, que nem é tema aqui, mas a lógica do dízimo não faz sentido em Jesus. >> Uhum. >> Não é sobre contar 10% do Quando você fica se perguntando se é do bruto ou do líquido, você não entendeu Jesus. >> Sim, sim. >> Né? Quantos abraços e quantos beijos eu tenho que dar na minha esposa para provar que eu amo por por dia. Não faz sentido eu ter uma métrica. >> Não faz. Vamos pegar o perdão então para ficar dentro Jesus. Exato. É 70 x 7 e aí é a minha cota de perdão. Não, cara, isso quer dizer que você tem que perdoar sempre, >> né? Então, a lógica de Jesus, o ensinamento de Jesus, ele acaba sendo, é, primeiro que é esse lance que o Luiz falou, que eu acho que conecta bem com o mundo, ainda que, né, gente, vamos lá, parábolas não era uma exclusividade de Jesus também, né? >> Eh, você tinha boas histórias também sendo contadas antes de Jesus. >> Sim. As estruturas da das parábolas não era algo exclusivo de Jesus, mas o conteúdo e as circunstâncias das parábolas eram. Então, por exemplo, quando Jesus utiliza uma moeda eh do império romano para poder falar e fazer aquela distinção de Deus e César, ele está se utilizando de um objeto da sua circunstância, da circunstância daqueles que os estão ouvindo. Então, ele tá pegando o mundo do povo e trazendo essa materialidade. Ele tá olhando isso e falando: "Ó, eu vou ensinar algo a partir daquilo que vocês convivem". Por isso que o material ele é muito importante aqui. Então não tem como a gente fazer um salto e utilizar a mesma a mesma ferramenta que de Jesus em pegar nossa moeda, os nossos centavos e falar: "Dai ao presidente o que é do presidente. Dáia a a a Deus o que é de Deus". Porque >> até porque agora é Pix, né? Dá o Pix. até por Exato. Exato. Porque a circunstância ela não comunica tanto. Nós não utilizamos dracma, nós não utilizamos denários, nós não utilizamos mais esse tipo de sistema monetário e nem mesmo vale a mesma coisa. Mas o que está por trás disso, eh, e das parábolas de Jesus, por meio de exemplos que são materiais e do mundo comum, é o que é maior, os princípios, como você disse, Bibo. E por isso que acaba sendo bastante importante a gente entender que o material é só um meio, né? Exato. Agora, eu penso também que a palavra autoridade, eu não me aprofundei nisso, não estudei, não fui ler nenhum comentário, mas me vem algo na cabeça que eu penso que o fato dele ser o filho de Deus e o próprio Deus encarnado, mas eu talvez isso não estivesse claro ainda, né, para pra maioria dos seus eh seguidores ainda, né, nessa altura do campeonato aqui de Mateus 7, ah, talvez não estivesse tão claro assim a sua divindade ainda, mas nós sabemos hoje que ele é Deus e e é o Deus encarnado e tal, mas talvez a sua audiência não tivesse essa compreensão ainda, né? Até mesmo os seus discípulos. Mas eu penso que essa autoridade vem um pouco desse fato também, mano. É Deus que tá falando, né? Então eu acho que não tem a ver, na minha opinião, e aqui é só a minha opinião mesmo, não tem a ver somente com a sabedoria e pedagogia de Jesus em pregar elementos. Isso é maravilhoso, obviamente, né? Era um diferencial a forma com que Jesus subvertia muitas vezes, né? Quando ele pega um samaritano e se torna um exemplo, né, de de pessoas que agem conforme a lei, por assim dizer, ele subverte um centurião, né? Ó, não vi fé assim em Israel. Então Jesus, ele tinha umas paradas, assim, ele era ousado, né? Ele era ousado, ele ele ele cutucava, né? Ele cutucava. E além disso, né, dele ser um ótimo ensinador e saber fazer dialogar, né, com o público, né, a as crianças, Jesus utilizava as crianças no sentido de como exemplo. Ele era um cara muito ele ele ele era muito bom de improviso, né? Ele era muito bom de improviso, por assim dizer, de sacar a circunstância e a partir da circunstância aplicar algum princípio do reino de Deus. Mas eu consigo ver paralelo a tudo isso que é Deus também, sabe? Eu acho que essa autoridade é Deus falando no meio do seu povo. Então, é óbvio que o ensinamento de Jesus, óbvio, no meu entendimento, vai também causar um certo, sabe, um certo impacto, porque a gente não tem um rabi, a gente não tem um mestre falando ali somente, a gente tem Deus, né? Então, acho que isso faz um faz uma diferença também nessa autoridade que ele tinha, né, que ele que ele trazia ali, até porque ele tinha essa ousadia, sabe? Tipo, olha, vocês ouviram o que foi dito, eu, porém, vos digo. Então, ele cutuca uma parada que não era exatamente a lei de Deus, mas interpretações da lei de Deus, mas é é tinha que ter uma bala na agulha celestial também para você encarar essa esses ensinamentos, né? E e falar esses ensinamentos. É, o que eu percebo é que quanto mais a gente reconhece ou pelo menos aquela aquela população reconhece essa superioridade ontológica de Jesus como mestre, mais difícil fica tratar Jesus só como mestre. >> Sim. >> Porque o mestre fala com autoridade, ele fala sobre a realidade, ele fala sobre os céus e a terra, mas Jesus é aquele que criou céus e terra. [risadas] O o os rabinos eles estão falando sobre uma tradição abraâmica. Jesus é anterior a Abraão. Antes de Abraão existir, eu sou. Então ele fala porque ele viu muito dificilmente um rabino poderia falar sobre os dias de Abraão, por mais que ele tenha capacidade retórica de retomar como era naquele período e emergir as pessoas aquele período. Jesus ele tava lá. Jesus tava lá. Ele viu ele que que promete o filho para Abraão. Ele é ele estava lá. Ele sabe do que tá falando porque ele viveu. Quem tem vivência tem uma uma capacidade superior muito muito eh capacidade moral muito superior eh a a uma pessoa que só estudou os livros. Então ele ele é o o não é ator do Willard coloca no livro, né? Ele foi o homem mais brilhante, o professor mais competente e criativo que existiu. É claro, ele viu, >> foi experienciado, né? >> É claro, >> ele experienciou tudo isso, né? Então, é, eu acho, é, é muito, é, é maravilhoso notar a inteligência de Jesus e a sabedoria de Jesus, porque da mesma forma como ele experienciou a todas as histórias ao qual ele se debruçava e explicava e expunha, a gente tá falando de que a lei vem dele também, né? Então, a gente precisa levar em consideração de que quando ele estava expondo a lei nas suas implicações positivas ali no Sermão do Monte, ele estava realmente ah não apenas ah completando, mas dando e preenchendo o sentido da letra, que era ele próprio, o Deus encarnado, aquele que, por sua vez eh eh viria para consertar o mundo. Então, só que uma das coisas mais interessantes aqui é de que essa experiência ela não fica eh limitada apenas a figura de Jesus Cristo, mas também dos seus discípulos. Tanto que são os seus discípulos que são afetados por essa história. Porque se nós levarmos em consideração que uma parte daquilo que ele fala no sermão do monte volta contra o próprio Jesus Cristo, a gente tá vendo discípulos que foram afetados pela mensagem que o próprio mestre deles vivenciou. Ele experimentou das suas próprias palavras, dos seus próprios ensinos, para que os seus discípulos possam posteriormente também vivenciar. E a gente foge daquela ideia de que o o ensino ele é só uma noção cognitiva, mas ele é encarnacional, é experimental. a gente experimenta o ensino e aí a sabedoria se distingue da inteligência ou do conhecimento pelo conhecer, pela vivência, pela vida, no chão da realidade. >> É, e acho que esse é o grande ponto que o Dallas traz aqui. Galera, esse livro é muito bom, tá? De verdade. Ó, o Erlan leu inteiro, né, Herlan? Curtiu para caramba, né? Eu li só eu, eu li só o capítulo que a gente ia gravar hoje. Tá aqui, ó, o escândalo do reino de Dallas Willer, lançamento da Thomas Elson Brasil. Eh, ao contrário de outros livros do Dallas, esse aqui é fininho, só deve ter 23, sei lá, 30 páginas, 214 páginas, sei lá, 220, poucas. Bem legal de ler, tá? E é um uma algumas parábolas de Jesus aqui explicadas e tal, bem gostoso de ler. E é o que ele traz aqui a partir da página 30, justamente essa ideia de que Jesus ele não ensina para informar. E aí, às vez eu até acho interessante quando pessoas que não são cristãs falam sobre Jesus e eles até têm umas boas umas boas interpretações, umas boas sacadas acerca de Jesus. Só que quando eu vejo uma pessoa não cristã citando Jesus, eu entendo que, mano, olha só como realmente você pode ter teologia sem ter Deus, sem ter Cristo. >> Sim, sim. E ainda assim continua sendo um bom conteúdo, né? Continua sendo um bom conteúdo. E ainda Deus é capaz até de usar mesmo um filósofo que não acredita nele para que a palavra dele seja espalhada e de alguma forma alcançar algum coração. Mas não é isso que Jesus queria. Porque Jesus, o Dallas aponta aqui a partir da página 30, ele não ensina para informar, né, >> meu? E todos nós, Bibu, aqui no Bibotal, Erlan, pastor, todos nós corremos esse risco de viver uma, de falar uma mensagem ao qual nós estamos tão a quem, mas tão a quem, que é como se nós negligenciarmos essa essa mensagem. >> Não, pera aí que eu vou te corrigir, >> tá OK? Não é que a gente corre risco, >> nós estamos aqui. >> Se vocês não não se vocês não tiveram uma fase assim da vida de vocês, >> Aham. >> Vocês são parabéns, vocês são vocês são muito bons. Eu quero continuar sendo amigo de vocês. >> Porque é uma tentação e é uma tentação muito comum, porque a cognição ela é maravilhosa. A gente não rejeita. A gente não rejeita o estudar. Nós estamos aqui e construímos toda uma vida ou pelo menos uma parte da nossa vida ao redor da teologia. É ótimo você se afundar em livros acadêmicos e e termos complexos, mas eh você não se deixar ser atravessado e transformado pelas palavras de Jesus e ser apenas atravessados pelo pela compreensão acadêmica sobre Jesus é uma das é um dos uma das maiores tentações que nós corremos. >> Nós corremos essa tentação por quê? porque não tem a capacidade de nos transformar, não tem a a capacidade de fazer com que o nosso coração estremeça, sabe? E eh [limpando a garganta] a gente precisa levar em consideração que a educação cristã ela tem que ser porosa, ela tem que ser uma abertura de entrada e saída, porque se isso não acontece, a gente tende a ser bastante cínico, né? Erlan, antes de você dar os seus dois centavos, deixa eu só trazer o Dallas paraa conversa aqui. Ele diz o seguinte: "Ah, nossa, é muito bom esse parágrafo aqui, ó. Eu vou ler esse parágrafo inteiro, gente. Me permita. Vou ler para você realmente eh eh perceber que olha como a escrita é boa e eh ela é boa. Olha só. No entanto, é importante que o professor não tente enfiar todas as respostas na cabeça dos alunos, mas que apresente as ideias e as deixe correr soltas. Podemos pensar que as leis e generalizações têm maior probabilidade de nos ajudar a seguir um curso seguro ao longo da vida, mas um problema primário é a natureza da verdade e como ela é comunicada. Assim, Jesus usava constantemente o emprego cuidadoso e criativo do poder da visão lógica em todo o seu ensino para permitir que as pessoas chegassem à verdade sobre si mesmas e sobre Deus pelo próprio coração e pela própria mente. É a ideia da porosidade, né? Então, não é uma coisa só tá na mente, não. Ela desce ao coração, né? É uma coisa que não fica, ah, eu entendi, não é? Eu estou vivendo isso, né? É um ensino pra vida, né? Por isso que eu gosto muito da definição de teologia como não estudo sobre Deus, não. A arte de viver para Deus é muito mais profundo, né? É outra coisa, tá? Como alunos de Jesus, ele vem até nós de tal forma que podemos crescer na verdade do reino de Deus. Quando entendemos isso e aceitamos, somos capazes de construir nossa ponte, né? Ou seja, não é assimilar conteúdo, eh, sabe, é, é viver essa parada, né? Viver. Mas vai lá, Erlan, seus dois centavos sobre isso. >> É, a gente aqui tá falando sobre um processo de ensino e aprendizagem. A gente tá falando sobre um grande tutor, um professor, um mestre que é Jesus, é claro, um mestre acima dos mestres, né, pela sua autoridade intrínseca, mas ainda assim um mestre. E esse mestre ele ensina de forma diferente dos outros mestres. Por quê? Porque existe um pressuposto muitas vezes utilizado tanto aqui no primeiro século e hoje principalmente, na verdade hoje muito mais disseminado, que é a ideia de que informação transforma, de que se você der uma pessoa informação certa, ela vai agir corretamente. Só que a gente sabe que isso não é correto. Uma pessoa eh que está sedentária sabe que tem que fazer atividade física. Ela Mas ela não faz. Uma pessoa obesa sabe que precisa de uma uma transformação na sua educação alimentar e ela não faz, né? Uma pessoa sabe que tem que controlar, tem que fazer terapia, sei lá, mas não vai lá, vai lá e não faz, entendeu? A gente sabe algumas coisas, sabe que certos alimentos fazem mal, mas a gente vai lá e come. Então não é só o conhecimento, tem algo, uma um compromisso anterior que eh eh a gente eh os gregos chamavam de chamavam de acracia, né? é a é a fraqueza da vontade, é saber que tem que fazer e não fazer. Então, e até lá em Romanos 7, Paulo fala isso, né? O bem que eu quero fazer, eu não faço. E o mal que eu não quero, eu vou lá e faço. Então, não é sobre ignorância, né, ou conhecimento, é uma uma deficiência interior. E Jesus diagnostica essa deficiência interior. >> E ele tem um compromisso, diferentemente dos outros rabinos que tão transmitindo conteúdo. Jesus tem um compromisso com a transformação de quem ouve. Ele tá compromissado. Jesus, ele sabe, ele, o jovem rico chegou nele e falou: "Bom mestre, que que eu tenho que fazer para ser salvo?" Antes mesmo de qualquer coisa, o texto diz que Jesus o amou. O que a gente, né? O pressuposto para um professor numa escola com, sei lá, 35 alunos é amar os seus alunos, está disposto a transformar a realidade cultural e social desses desses estudantes. Existe um diagnóstico que Jesus faz em nós. Então Jesus, ele não quer suavizar uma mensagem, ele quer tratar essa verdade como algo que transforma vidas inteiras, né? Então, a gente citou aqui no início o o o Paulo Freire e tal, mas não é sobre ele e a educação bancária que ele usa, não é sobre nem os teóricos da educação, não é sobre o Vigotsk, não é sobre Piagê, não é sobre o >> antes de todos eles, um homem já na Galileia tava falando, né? Eu sou >> antes disso já tinha [risadas] isso, >> já tinha sou já. Então Jesus, ele não tava compromissado, só para encerrar, em transmitir conteúdo. Ele tava querendo transformar pessoas inteiras, que a nossa vida ser transformada. Porque o pressuposto do sermão do monte é nascer de novo. Não adianta a pessoa que não nasceu de novo é o Nicodemos lá ouvindo o sermão e falando: "Nossa, que diferente". Não precisa o Nicodemos nascer de novo e aí sim ouvir o sermão e praticar algo diferente, porque agora ele é uma pessoa diferente que ouve que nem Pedro, você me ama, ah, tu sabes que eu amo, você me ama, sabe que eu Você me ama, tu sabe todas as coisas, Senhor. Então, eh, a gente pode responder essa pergunta, você me ama com verdade ou só com teoria? A gente tem que amar Jesus de todo coração. >> Olha que legal, Erlan, eu me lembrei automaticamente da minha vivência agora como tutor na IBT, né, na Escola Bibica de Teologia. Porque eh eh a gente tem a graça de receber muita gente que vira professor, professora na Escola Bíblica Dominical. E a primeira coisa que quando eles se transformam ou estão assumindo uma nova classe é mandar pro monitor que sou eu lá. Luí, tem dica de material? Tem dica de tem dicas para como conduzir uma aula dentro da da igreja? Tem dicas de como conduzir um pequeno grupo, etc. E e pela graça de Deus, eu tô vendo muita pessoa, tô respondendo muit muitas pessoas que ah que estão lidando com essa realidade de serviço educacional no contexto da igreja local. E uma das coisas que mais eu falo e para quem é ouvinte ah do do Bibotal e é lá da Escola Bib de Teologia, vai entender é que conheça, a maior dica que eu dou é conheça quem são as pessoas ao qual você irá ensinar alguma coisa. E por que o conhecer? Porque o conhecer envolve dentro do cristianismo uma prática que é muito difícil, que é o amar. E o amar envolve em mergulhar um relacionamento com essa pessoa, entendendo as nuances, as suas dificuldades, o seu, os seus pontos positivos, mas também seus pontos negativos. Ah, e a partir do conhecimento dessa pessoa que você tem na convivência, é claro que vai depender de muitas realidades, mas o máximo que você tiver de conhecimento dos seus alunos, alunas, o melhor vai ser melhor para você como professor, assim como foi para Jesus de Nazaré, que é o criador de todas as coisas, e conhece o que estava no coração deles, como diz eh em muitos trechos dos Evangelhos, principalmente em respostas ah para seus próprios inimigos, né? Eh, se você conhecer o coração da sua sala, você vai conseguir desenvolver respostas melhores que não envolvam apenas aquela aquela troca de a doutrina diz isso, então é isso, mas você vai conseguir fazer a adaptação necessária pra vida delas. é é se despir do repeteco, do de você repetir aquilo que você leu, mas é articular, é fazer um trabalho de tradução teológica pra realidade daqueles ao qual você é chamado para amar como professor ou professora de Escola Bíblica Dominical, como facilitador de pequeno grupo, como até mesmo pastor. Eh, você como pastor pode falar muito bem sobre isso, né, Irlan? o o os o as mensagens elas ganham textura a partir do do gabinete pastoral também, né? >> E então essas vivências são muito importantes, muito importantes. E aí a a grande dica é: volte para Jesus de Nazaré e volte e perceba o quão ele utiliza da realidade, da vivência das pessoas para poder falar de uma mensagem que é superior a todas outras mensagens, que é o reino de Deus. O reino de Deus. que que já foi inaugurado com a vinda dele >> e que será consumado com a segunda vinda e ao qual nós aguardamos enquanto isso crescemos e tentamos antecipar um pouco desse reino de Deus. >> Hum. É, tem uma coisa interessante que no final do capítulo dois do livro do Dallas, ele coloca são algumas ferramentas que são importantes que a ressaltar o que Jesus fazia e a gente pode mimetizar isso e fazer hoje. Ele cita cinco elementos, né? precisam ser culturalmente relevantes, né? As parábolas são culturalmente relevantes, fáceis de lembrar, contextualizadas com a vida cotidiana, lógicas e mais significativas com o passar do tempo. E eu percebo que se Jesus tivesse no século XX, ele tomaria liberdade de dialogar com a cultura e contar parábolas, enfim, diferentes. Não seria mais uma sociedade agrária, não seria mais um contexto rural. Ele falaria, talvez, em vez de de as 10 virgens elas terem eh azeite ou não nas mãos para poder eh resguardar, né, o o a luz que se apaga do lampião, da lamparina, mas talvez ele tivesse uma uma um power bank, uma bateria, né, para poder carregar o celular. Eh, a ovelha perdida talvez seria, sei lá, uma senha perdida, o backup da nuvem que se perdeu. Eh, poderia falar sobre algoritmo, falar sobre, eh, sei lá, o Pix, sobre >> a Dracma [limpando a garganta] seria o Bitcoin, não, >> o Bitcoin, né? o [risadas] grão de mostarda, pode falar sobre uma carteira de fundos imobiliários, sei lá, ele falaria coisas do nosso cotidiano. Ele não falaria sobre rumores de guerra, falaria sobre o trending topics da guerra, coisas que do cotidiano que a nossa audiência hoje eh receberia com muita lógica, né? com hoje a gente tem que fazer um exercício contrário de entrar na mentalidade de 2000 anos atrás e entender como aquelas pessoas pensavam para que Jesus eh passasse a sua mensagem para aquela população. A gente entra na mente deles, mas se Jesus tivesse aqui e e como assim de certa forma Jesus está porque nós estamos e nós transmitimos a mensagem do evangelho para a sociedade de hoje. Então, cabe a nós adaptarmos essa linguagem e ser usarmos essa expressão que o Luiz usou, né, de porosidade, de conseguir ter boa penetração na sociedade e transmitir o conteúdo eterno que tem 2000 anos, mas de uma forma moderna. A gente pode fazer isso? É, não imagina Jesus falando a respeito da carta de divórcio que Moisés havia dado para os movimentos Redpill, fazendo a uma adequação necessária sobre a dignidade da mulher para esses movimentos, né? Então, imagina até mesmo falando sobre públicos recentes, públicos novos que que acabam sendo tratados como dilemas sociais e que nós como cristãos precisamos nos engajar no não só no ensino, mas no diálogo com essas pessoas. Eh, a gente precisa levar em consideração que a audiência de Jesus ela não era não era monolítica. No meio você tinha cirofenícios, principalmente no evangelho de Lucas, você vai apresentar lá o sermão da planície. Ah, você tinha a povos gentílicos, você tinha dos judeus os mais diversos, aqueles que eram apenas a que viviam apenas na vida rural ali na Galileia, os seus inimigos que estavam no grande centro, a pessoas da mais alta estirpe. A a comunicação para um grande público é algo muito difícil. muito complexo e foi complexo também paraa vida de de Jesus de Nazaré. Não a toa. Os evangelhos também trazem conversas que são particulares, né? Conversas que aparecem com um, dois, três, no máximo de pessoas, a qual ele ensina algo que foi específico para para essas pessoas. Mas a nossa a nossa maior tentativa é tentar reaplicar esse eh essa capacidade e dar continuidade à escola de Jesus em observar o nosso tempo e e observar as palavras de Jesus em consonância com o nosso tempo. Não localizá-los apenas no século XX. Se eu não me engano, é toht que tem uma grande eh frase, né? Eu não quero responder às perguntas do século XX com que com as respostas do século X7. Eu quero fazer as perguntas para o século e responder ao século XX com essas perguntas também. E eu acho que isso é muito importante nós realizarmos, né, esse movimento de como igreja de Cristo e que continua por meio da pedagogia do nosso grande mestre a ser sensíveis, a nos deixarmos realmente perceber pela nossa situação que nos cerca e a partir disso a gente ter essa noção eh do reino de Deus, da mensagem do reino de Deus, que é uma mensagem ainda vigente, ainda ainda, viu, gente? Porque já foi inaugurada. >> Muito bom, gente. Muito bom. Galera, isso é só alguns insightes que o Dallas faz a gente ter, tá bom? Como eu já falei para vocês, é um livro fácil de ler, acessível, excelente para professores, pregadores, para grupos pequenos, né? o seu, você tem um grupo pequeno aí, um grupo de discipulado, um pequeno grupo, uma célula, um sei lá como vocês chamam hoje em dia essas parada aí na igreja de vocês, ou seja, um grupinho de galera que se reúne para sentar e ler um livro, discutir, mano, excelente, tá? Excelente o escândalo do, aliás, esse até o próprio a própria ideia do título do livro, né? O escândalo do reino, porque tinha esse lance do ensinamento de Jesus, dá uma chocada também, né? é escandalizante, tipo assim, é ele contando uma parábola e seria, né, o palmeirense ajudando o corintiano ou vice-versa, né? É, por exemplo, e o são paulino na esquina e a gente, né, ir lá evangelizando o são paulino na esquina. Sacanagem. [risadas] >> O brasileiro e o argentino, né, se for olhar. >> É o brasileiro e o argentino. >> Nossa, o brasileiro e o argentino. Argentino seria o samaritanos. Cont. >> Não, exato. Aqui contaria pregando do Brasil seria o argentino fazendo, né, uma boa atitude, né? Enfim. Ah, cara, é muito doido assim. Então, Jesus ele tinha, cara, na verdade, cara, não é muito louco isso não, porque ainda hoje o ensino de Jesus escandaliza. >> A gente tá, não é, [risadas] não é, mano. E nos escandaliza, nem precisa ser tão para fora, nos escandaliza. >> Nós nós nós >> é nós. A gente fica tudo perplexo com algumas atitudes que são replicadas de Jesus. Segundo, a gente a gente a escola do fariseu, ela chama muito a gente, mano. Ela ela chama muita gente. Tá aqui, ó. >> É a escola do fariseu, ela tá ali. E por isso que o escândalo da mensagem de Jesus às vezes escandaliza a gente também, entende? Porque olha, e aí tu percebe como é uma parada muito atemporal mesmo, >> que o que Jesus ensinou e demonstrou é uma parada que pra época já foi um escândalo, continua sendo um escândalo ainda hoje. É, >> Paulo vai falar, né? Paulo vai falar: "Olha, tem e essa loucura, esse escândalo que é a mensagem da cruzum >> e continua sendo até hoje, né?" >> O livro toca muito nessa, nessa ideia de que o nosso coração anseia por checklists. A gente quer, faça tal coisa, não faça tal coisa. É o manual do escoteiro mirim. É, você tem que fazer isso aqui e não pode fazer isso aqui. Tem que colocar tudo em caixinhas. Jesus, ele convida uma reflexão. E aí, que que você acha? Isso aí vai vai abençoar alguém? Faço uma reflexão, uma autoanálise. Só que isso exige maturidade, né, gente? E é uma palavra que tá em falta hoje em dia. >> Exato, mano. Tá aí, gente, ó. Tá aí o escândalo do reino de Dallas Wheeler. Você pode comprar na Amazon com o link do Bibbotalk, mas compre onde você quiser, onde tiver mais em conta pro seu bolso. Fato é que é um livraço para ter na sua biblioteca e nas suas mãos e nos seus grupos de estudo e por aí vai. Obrigado, Arlan, por mais um podcast aqui com a gente. >> Jun. Estamos, estamos, sabe aquele projeto, Orlan, que a gente gravou lá em São Paulo? Estamos começando a trabalhar nele. Só vamos semar aqui. >> Só vamos semar pra galera aqui, ó. E daqui a pouco eu recebo budget, hein. Daí rola pagamento. Rola pagamento. [risadas] Que por enquanto não mandaram nenhum band, entendeu? Vocês gravaram só na amizade. Só na amizade, né? Como foi, como é esses anos todos, né? Graças a Deus. Bom, estamos junto. >> Tá bom, Luiz. Mas é isso, tá aqui. Obrigado, mas mesmo assim muito obrigado. Tamo junto. [risadas] Um beijo, gente. Deus. O Luiz tá de insider. É isso, Luiz? >> Eu tô de insider aqui, ó. Cara, que que é isso, cara? Tá bonito, gente. Deus abençoe. Até o próximo BTC, toda terça-feira aqui neste canal no YouTube, Spotify, seja lá onde você nos acompanha. E é isso. Voltamos na próxima semana, se Deus quiser assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. M.