Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Como Jesus ensinava? – BTCast 639

Como Jesus ensinava? – BTCast 639

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast!
Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique e Erlan Tostes se reúnem para explorar um tema fundamental — e muitas vezes negligenciado: o método de ensino de Jesus. Afinal, mais do que o conteúdo de suas palavras, há uma intencionalidade profunda na forma como Ele ensinava. Por meio de parábolas, perguntas provocativas, silêncios estratégicos e encontros pessoais, Jesus não apenas transmitia informação — Ele formava corações, confrontava pressupostos e convidava à transformação. O que isso revela sobre o verdadeiro discipulado? E o que podemos aprender hoje, em um contexto saturado de informação, mas carente de formação? Ao longo do episódio, discutimos como o ensino de Jesus desafia nossos modelos modernos, revela a centralidade do relacionamento no processo de aprendizagem e nos chama a uma pedagogia que vai além da sala de aula.
Dê o play e venha repensar o que significa, de fato, ensinar e aprender à maneira de Cristo.

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– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 639.
Eu sou Rodrigo Bibo e quem tem ouvidos
para ouvir, ouça.
>> Boa. Eu sou Erlando Tortes e educação
sem transmissão é uma grande prisão.
>> Oh, boa, boa. Eu sou Luís Henrique e
capture os afetos. Ensine o coração.
>> Olha isso. Não é, não é Paulo Freire,
né, mano?
É parecido com Mas Paulo Freire vai
olhar para você, você tu para de ficar
citando esse cara aí no BTQ. Daqui a
pouco o Pedro Dut não vem mais aqui. Tá
gente, estamos aqui em mais um episódio
do BTC. Vocês perceberam que nesse ano a
gente tem um podcast por semana. Tem
gente que reclamou poxa vida, agora é um
podcast por semana. Antes tinha três,
dois, né? E tinha gente fala: "Meu, até
que enfim, mano, voltou um por semana,
agora eu consigo acompanhar." Avise os
amigos, o BTC voltou à raízes, é um por
semana, tá bom? E daqui a pouco o Betapo
entra também no nosso feed, dá uma
revesada com o BTC, mas é um podcast por
semana aqui que você tem no BTC, no
Bimotalk, no YouTube, no Spotify, no
podcast da Apple. Lembrando que tem o
Apple Music, mas você não acha a gente
no Apple Music porque a Apple tem um
aplicativo de podcast que ela é a
criadora de tudo isso. Então, se você
tem um iPhone, você pode nos ouvir, só
você baixar o aplicativo podcast. Vai lá
e procure por BTCash e você vai ter os
nossos episódios lá. Não todos,
obviamente, mas vai ter muita coisa lá.
No Spotify também estamos lá. Não temos
todos os episódios no Spotify porque
antigamente utilizávamos músicas e aí os
direitos autorais cortaram as nossas
músicas. No Dieser não sabemos o que tá
acontecendo. Já abrimos um chamado, já
oramos, intercedemos, expulsamos tranca
bytes e a o Dieser não tá atualizando.
Então você que é cliente team, que tem
de graça o Dieser, é, quem sabe vai lá
pro Amazon Music, já que você é cliente
Amazon Prime, você não é Prime ainda?
Torne-se Prime, rapaz. É legal, frete
grátis, um monte de promoção exclusiva,
tem o Amazon Prime, tem o Prime Music,
tem o Prime Game, tem o Prime Reading e
se você quiser assinar o Prime, tem o
link aqui no BTC aqui na descrição, tá
bom? Mas vem no YouTube, vem ver a nossa
cara agora. Tem a nossa cara aqui no
YouTube. Dá um sorriso lá,
>> inclusive, Bibo, falando do YouTube, se
inscreve no canal, deixa seu comentário
aí. Eu acho que é muito importante.
Batemos 200.000 inscritos aqui no canal.
Então,
>> olha aí, gente, 200.000 pessoas se
inscreveram, mas temos uma audiência de
5.000. Sem inscrito aí não me, eu não me
empolgo. Sem inscrito aí porque ah, tem
200.000 pessoas, mas 5.000 que assiste
menos à vezes.
>> Ex. Mas vamos lá. Vamos lá. Mas, ó,
importante é falar que tem 200 fazer
moral. Caso você seja do público que tá
reclamando que tem pouco podcast, só tem
um podcast por semana, no YouTube aqui
tem live, tiveram nessas últimas três
semanas live, pelo menos uma live para
complementar o canal. Teve a semana
teológica também disponibilizada
gratuitamente falando sobre
>> ainda, tá, né? Eu ia, eu tirei na
verdade.
>> Ah, viu? [risadas]
Pronto. Ele, gente, ele que tirou.
>> Eu tirei, eu tirei, eu tirei. Mas é,
tava lá, tava presente para vocês, para
você assistir, para você, refletir,
comentar e tudo mais, mas sempre tem
material novo, conteúdo novo aqui no
canal do YouTube, né?
>> Eu apareço aqui sozinho nos solos bíbos,
dando meus pintarcos, minhas ideias. É
isso, é isso. Mas é isso. Então, vem
aqui ver o rostinho do Luiz, vem aqui
ver o rostinho do Erlan, tá bom? No
YouTube, vem, você ouve em outro lugar,
vem aqui no YouTube só dar um like,
comentar. A gente vim aqui, dá o play e
vai fazer outra coisa. Só deixa rodar
aí, tá tudo certo. Tá bom, gente? É
isso. Obrigado pelo carinho de vocês,
pela audiência. Hoje nós vamos falar
sobre a como Jesus ensinava. A gente já
fez alguns episódios falando um
pouquinho da pedagogia de Jesus, dos
métodos de Jesus ensinar, a questão das
parábolas e tudo mais. E hoje a gente
volta aqui para falar sobre o nosso
mestre, como ele ensinou, como ele
ensinava, como ele ainda ensina, né, por
meio do seu espírito. Então fica com a
gente porque hoje vamos ser guiados aqui
por Luís Herlan e também por Dallas
Willer no seu livro O escândalo do
reino, como as parábolas de Jesus
subvertem expectativas e transformam os
corações. Olha só, gente, isse aqui é
lançamento da Thomas Nelson Brasil que
chega aí o link pr você adquirir essa
preciosidade está aqui na descrição
deste podcast. Já receberam, meninos, o
livro físico de vocês?
>> Não, não recebi ainda não.
>> Não, não. Que que absurdo. Então, já vou
cobrar aqui. Já vou cobrar aqui. Não é
para vocês terem recebido já. Mas vamos
lá. Antes os recados paroquiais. E os
recados paroquiais dessa semana, galera,
é o seguinte. Teremos a conferência
teológica EBT da Escola Bibotal de
Teologia nos dias 15 e 16 de maio.
Estará lá eu, Alexander Storre Refa. Ah,
inclusive ele me mandou um WhatsApp
agora. Eu não respondi. Desculpa, Alex,
eu tô gravando podcast. O Vittor Fontana
e também Guilherme Nunes com o tema O
Cristo completo. Põe aí na tela, Rafa,
por gentileza. Olha que banner
maravilhoso. Desenho do Guilherme Met,
tá? Olha só quem vai tá lá. Nós quatro.
Vão ser dois dias de conferência
teológica. Volta para mim aqui, Rafa.
Galera, sexta à noite, sábado de manhã e
sábado à noite, tá bom? Conferência
teológica EBT, o Cristo completo vai não
vai ser transmitido online, beleza?
Talvez para os mantenedores a gente faça
alguma coisa, a gente transmita para os
mantenedores do Bibotalk, mas a gente
não vai transmitir eh geral. Vamos
gravar e tal e vai ser um conteúdo
disponibilizado depois para os alunos da
IBT, provavelmente. Tá bom? Então assim,
ô Cristo completo, cola com a gente em
Joinville, faz um esforço, galera. 15,
16 de maio, tá? Eh, é na minha igreja, é
bem no centro da cidade, tem hotéis,
Airbnb perto, locais para comer, tá bom?
Vem que vai ser muito legal. Atenção
você que é de Minas Gerais, teremos um
BTD no dia 30 de maio. 30 de maio,
claro, teremos um BTD em Governador
Valadares, eu, Guilherme Nunes e Víor
Fontana, tá bom? Eu, Guilherme Nunes e
Víor Fontana. E no dia 2 de maio,
voltando um pouquinho, estaremos eu e
Cacau em Portugal, tá bom? Então você
que é das Europas, chama todo mundo e
cola com a gente aí nesses eventos que o
Bibotal tem. E você que é de Belém,
talvez em dezembro, provavelmente dia 5
de dezembro estaremos por lá, se Deus
quiser, e assim permitir. Simbora ver
como Jesus ensinava. Vamos, galera.
Quero jogar pra mesa já uma primeira
pergunta sobre o texto de Mateus, né?
Deixa eu até abrir aqui o Dallas, ele
abre a o esse capítulo, né, sobre como
Jesus ensinava com Mateus 728. E eu
queria conversar um pouquinho sobre esse
texto porque eh eu penso que ele dá essa
tônica, né? Ele dá esse diferencial,
porque a gente tem Mateus capítulo 7,
onde nós estamos ali terminando o sermão
do monte, indiscutivelmente, né? Tanto o
sermão do monte quando quanto o sermão
da planície em Lucas, né? Em Mateus é
num monte, em Lucas é numa planície. E
esses sermões, principalmente da maneira
com que Mateus organizou,
ele, cara, são assim, eh, é tipo um um
condensamento dos ensinamentos de Jesus,
né? Tipo, o sermão do monte, ele é
incrível, ele é claro na, né, na maior
parte das vezes, ele ele é muito
diretivo assim, né? Olha como vivem, né,
os filhos do reino. E aí o Mateus vai
dizer o seguinte: quando Jesus acabou de
dizer essas coisas, as multidões ficaram
maravilhadas.
Detalhe que Jesus ensinou como vários
outros rabis ensinavam. Era muito comum
rabis ensinarem, né? Tinham os seus
peripatéticos ali, não? Peripatéticos é
coisa de grego, né? Mas algo semelhante,
né? caminhando ia ensinando e tal,
porque ele, né, mas a galera se
maravilhava com esse ensino de Jesus,
porque ele as ensinava com quem tem
autoridade e não como os mestres da lei.
A gente consegue explorar um pouquinho
essa ideia porque parece que o
diferencial de Jesus,
um dos era que ele tinha essa
autoridade, falava com autoridade. O que
será que Mateus quer dizer quando ele
faz essa observação? Eu eu acho que para
começar, Bibo, a gente precisava dar uma
olhada no mundo do ensino e da educação
do mundo antigo. Existem outros
episódios que já falam um pouquinho mais
sobre isso, sobre como as pessoas elas
não passavam por aquilo que nós chamamos
hoje de ensino formal ao passar por uma
escola específica, pelo letramento,
pela alfabetização,
pela iniciação em textos.
Mas ah, as pessoas elas não eram
letradas, mas elas tinham conteúdo
cultural e eram iniciadas na vida, né?
Existe até mesmo um preconceito que se
estabeleceu até a o século XX, até o
momento que nós vivemos, de que as
pessoas eletradas elas, por sua vez não
teriam nenhuma capacidade, eh,
infelizmente, né, tem esse preconceito,
nenhuma capacidade de, eh, contribuir
para a sociedade como um todo por meio
do intelecto, mas o intelecto, ele não
está única e exclusivamente voltado àilo
que nós chamamos de educação formal, a
aspectos críticos do pensamento, eh,
análise a respeito do tempo relacionadas
à vocação. Tudo isso você acaba
aprendendo na vida. E essa era a
condição educacional majoritária do
público, da audiência de Jesus de Nazaré
no começo do seu ministério e até o
final. O que o caracterizava, e eu acho
que a gente pode começar por isso, né? o
que o caracterizava como um educador
maravilhoso, como um professor que
encantava era a facilidade que ele tinha
de pegar os mesmos assuntos que os seus
pares professorais, o corpo pedagógico
ali da Judeia, eh se aproprivam,
só que utilizando esses temas e
trabalhando esses temas em contato com a
realidade daqueles ao qual o estavam
ouvindo. Então, o Jesus ele é muito eh é
muito interessante a forma de que ele
sim, ele tem praticamente o mesmo
conteúdo que os rabis possuíam, seguia
até mesmo uma estrutura da mesma forma,
mas os conectivos com o coração das
pessoas, com os ouvidos das pessoas, com
a realidade das pessoas, isso sim se
destoava. Tanto que caso você observe a
os documentos de rabis da época de
Jesus, você
notará que as palavras de Jesus que nos
foram resguardadas pela tradição das
primeiras comunidades eh cristãs, elas
são palavras que encontram-se no
ordinário. Elas não são necessariamente
aquela formatação básica de mandamento
ou de uma reflexão em cima de um
mandamento, mas ela tem contato com o
mundo que as pessoas ouvir eh eh viviam.
Então, tem lá a natureza sendo eh
elencada, tem a questões relacionadas ao
imposto, tem questões relacionadas ao
matrimônio, tem todos aqueles problemas
e e todas aquelas aqueles momentos que
todos nós como seres humanos já
passamos. Não é à toa que as parábolas
de Jesus elas se comunicam com nós aqui
no século XX, mas no mundo do primeiro
século eu acho que o que realmente
caracterizava a diferença entre o ensino
de Jesus com o ensino dos rabis de sua
época era a forma como ele tinha de
conduzir aquilo que nós hoje chamamos de
doutrina para o coração das pessoas nas
suas próprias vivências cotidianas. É,
eu eu acho interessante observar o que
que essa audiência que tá dizendo que
Jesus tá ensinando de uma maneira
diferente ou pelo menos tem autoridade.
O que que eles acabaram de ouvir? Eles
acabaram de ouvir o sermão do monte.
>> Uhum.
>> Eles acabaram de ouvir instruções sobre
bem-aventuranças,
conceitos subvertidos, né? Os pobres de
espírito, os que choram são consolados.
Os mansos é que são quem herdam a terra.
Ah, quem tem fome ser de justiça, eles
serão fartos. Os misericordiosos
alcançam misericórdia, pacificadores são
chamados filhos de Deus, perseguidos,
né? Enfim, a a as pessoas agora elas têm
uma nova perspectiva a respeito da vida.
E isso fala muito a respeito da
identidade dos discípulos de Jesus. Eles
devem ser sal da terra, devem ser luz do
mundo, refletir o reino de Deus de
maneira visível, né? Existe uma nova
justiça que Jesus estabelece. Eh, porque
se os rabinos que eles estavam
acostumados a ouvir, a gente pega aqui a
escola de Hilel, a escola de Shamai, a
escola dos rabinos, que, enfim, entravam
em discordância tanto dos partidos dos
fariseus, dos saduceus, essênios,
zelotes, a gente vê que Jesus ele não tá
tão preocupado em olhar para a lei de
Moisés e ver como que a gente pode
seguir essa lei. Ele tá preocupado em
ter em como ser uma uma boa pessoa, como
ter uma boa vida, como ter novos
conceitos de aplicação do cotidiano, de
adultério, de divórcio, reconciliação,
amor pelos amigos, perdão, práticas
religiosas como esmola, como não ser
hipócrita quando você der esmola, como
orar sem ser hipócrita também, como orar
de maneira digna, eh, o que que é um
tesouro realmente que ou é o da terra ou
é o do céu, sobre ansiedade,
relacionamentos, tudo isso é diferente.
Jesus tá estabelecendo uma nova regra, a
regra de ouro, que o que você quer que
os homens te façam, faça você aos homens
primeiro. Então assim, ele ele encerra o
capítulo o capítulo 7, né, com o sermão
do monte falando sobre duas portas. Tem
dois caminhos, tem esse o estreito e tem
o largo, o largo de perdição, o estreito
de vida. Os rabinos não ensinavam isso.
Os rabinos falavam muito mais a respeito
de um cumprimento estrito e pesado sobre
a lei. Jesus supera a lei e ele fala
sobre a importância de praticar o
ensinamento e não apenas decorá-los. E
isso é muito comum para nós hoje.
>> É, e eu acho que esse é o lance também
de que Jesus ele
não dava exatamente o caminho das
pedras, né? Porque às vezes a lei é
isso, ó. você tem que andar nesse
caminho aqui. Eh, a lei ela determina,
né, um caminho ou os abis é esse caminho
aqui, uma coisa muito estrita. Jesus
trabalha com a liberdade do ser humano
no sentido de que, olha, mas existe um
jeito de viver, né? Então é como se ele
não dissesse exatamente o que você tem
que fazer, mas ele te dava princípios
pra vida, por exemplo. Não quer dizer
que você tem que, ó, se alguém pede para
você andar uma milha, quando ele vai lá
e ande duas. Na ideia de Jesus, não é
exatamente assim, cara. Então assim,
andei duas milhas, beleza, obedeci a
Jesus.
>> Na terceira,
na terceira não precisa mais, porque
esse é o entendimento, tipo assim, não,
o professor me ensina, eu vou lá e faço
o que o professor ensinou, entende? Não.
Jesus, ele quer pegar os nossos afetos,
o nosso coração. Por quê? Quando eu
entendo Jesus, quando eu eu aprendo com
Jesus, eu não vou est contando quantas
milhas deu, eu vou caminhar com quem
precisa de mim.
>> Uhum.
>> Entende? Não é? É uma coisa muito maluca
isso, porque não é sobre dar 10% do que
eu ganho. Percebam que a lógica do
dízimo, para trazer esse assunto tão
polêmico, que nem é tema aqui, mas a
lógica do dízimo não faz sentido em
Jesus.
>> Uhum.
>> Não é sobre contar 10% do Quando você
fica se perguntando se é do bruto ou do
líquido, você não entendeu Jesus.
>> Sim, sim.
>> Né? Quantos abraços e quantos beijos eu
tenho que dar na minha esposa para
provar que eu amo por por dia. Não faz
sentido eu ter uma métrica.
>> Não faz. Vamos pegar o perdão então para
ficar dentro Jesus. Exato. É 70 x 7 e aí
é a minha cota de perdão. Não, cara,
isso quer dizer que você tem que perdoar
sempre,
>> né? Então, a lógica de Jesus, o
ensinamento de Jesus, ele acaba sendo,
é, primeiro que é esse lance que o Luiz
falou, que eu acho que conecta bem com o
mundo, ainda que, né, gente, vamos lá,
parábolas não era uma exclusividade de
Jesus também, né?
>> Eh, você tinha boas histórias também
sendo contadas antes de Jesus.
>> Sim. As estruturas da das parábolas não
era algo exclusivo de Jesus, mas o
conteúdo e as circunstâncias das
parábolas eram. Então, por exemplo,
quando Jesus utiliza uma moeda eh do
império romano para poder falar e fazer
aquela distinção de Deus e César, ele
está se utilizando de um objeto da sua
circunstância, da circunstância daqueles
que os estão ouvindo. Então, ele tá
pegando o mundo do povo e trazendo essa
materialidade. Ele tá olhando isso e
falando: "Ó, eu vou ensinar algo a
partir daquilo que vocês convivem". Por
isso que o material ele é muito
importante aqui. Então não tem como a
gente fazer um salto e utilizar a mesma
a mesma ferramenta que de Jesus em pegar
nossa moeda, os nossos centavos e falar:
"Dai ao presidente o que é do
presidente. Dáia a a a Deus o que é de
Deus". Porque
>> até porque agora é Pix, né? Dá o Pix.
até por Exato. Exato. Porque a
circunstância ela não comunica tanto.
Nós não utilizamos dracma, nós não
utilizamos denários, nós não utilizamos
mais esse tipo de sistema monetário e
nem mesmo vale a mesma coisa. Mas o que
está por trás disso, eh, e das parábolas
de Jesus, por meio de exemplos que são
materiais e do mundo comum, é o que é
maior, os princípios, como você disse,
Bibo. E por isso que acaba sendo
bastante importante a gente entender que
o material é só um meio, né? Exato.
Agora, eu penso também que a palavra
autoridade, eu não me aprofundei nisso,
não estudei, não fui ler nenhum
comentário, mas me vem algo na cabeça
que eu penso que o fato dele ser o filho
de Deus e o próprio Deus encarnado, mas
eu talvez isso não estivesse claro
ainda, né, para pra maioria dos seus eh
seguidores ainda, né, nessa altura do
campeonato aqui de Mateus 7, ah, talvez
não estivesse tão claro assim a sua
divindade ainda, mas nós sabemos hoje
que ele é Deus e e é o Deus encarnado e
tal, mas talvez a sua audiência não
tivesse essa compreensão ainda, né? Até
mesmo os seus discípulos.
Mas eu penso que essa autoridade vem um
pouco desse fato também, mano. É Deus
que tá falando, né? Então eu acho que
não tem a ver, na minha opinião, e aqui
é só a minha opinião mesmo, não tem a
ver somente com a sabedoria e pedagogia
de Jesus em pregar elementos. Isso é
maravilhoso, obviamente, né? Era um
diferencial a forma com que Jesus
subvertia muitas vezes, né? Quando ele
pega um samaritano e se torna um
exemplo, né, de de pessoas que agem
conforme a lei, por assim dizer, ele
subverte um centurião, né? Ó, não vi fé
assim em Israel. Então Jesus, ele tinha
umas paradas, assim, ele era ousado, né?
Ele era ousado, ele ele ele cutucava,
né? Ele cutucava. E além disso, né, dele
ser um ótimo ensinador e saber fazer
dialogar, né, com o público, né, a as
crianças, Jesus utilizava as crianças no
sentido de como exemplo. Ele era um cara
muito ele ele ele era muito bom de
improviso, né? Ele era muito bom de
improviso, por assim dizer, de sacar a
circunstância e a partir da
circunstância aplicar algum princípio do
reino de Deus. Mas eu consigo ver
paralelo a tudo isso que é Deus também,
sabe? Eu acho que essa autoridade é Deus
falando no meio do seu povo. Então, é
óbvio que o ensinamento de Jesus, óbvio,
no meu entendimento, vai também causar
um certo, sabe, um certo impacto, porque
a gente não tem um rabi, a gente não tem
um mestre falando ali somente, a gente
tem Deus, né? Então, acho que isso faz
um faz uma diferença também nessa
autoridade que ele tinha, né, que ele
que ele trazia ali, até porque ele tinha
essa ousadia, sabe? Tipo, olha, vocês
ouviram o que foi dito, eu, porém, vos
digo. Então, ele cutuca uma parada que
não era exatamente a lei de Deus, mas
interpretações da lei de Deus, mas é é
tinha que ter uma bala na agulha
celestial também para você encarar essa
esses ensinamentos, né? E e falar esses
ensinamentos. É, o que eu percebo é que
quanto mais a gente reconhece ou pelo
menos aquela aquela população reconhece
essa superioridade
ontológica de Jesus como mestre, mais
difícil fica tratar Jesus só como
mestre.
>> Sim.
>> Porque o mestre fala com autoridade, ele
fala sobre a realidade, ele fala sobre
os céus e a terra, mas Jesus é aquele
que criou céus e terra. [risadas] O o os
rabinos eles estão falando sobre uma
tradição abraâmica. Jesus é anterior a
Abraão. Antes de Abraão existir, eu sou.
Então ele fala porque ele viu muito
dificilmente um rabino poderia falar
sobre os dias de Abraão, por mais que
ele tenha capacidade retórica de retomar
como era naquele período e emergir as
pessoas aquele período. Jesus ele tava
lá. Jesus tava lá. Ele viu ele que que
promete o filho para Abraão. Ele é ele
estava lá. Ele sabe do que tá falando
porque ele viveu. Quem tem vivência tem
uma uma capacidade superior muito muito
eh capacidade moral muito superior eh a
a uma pessoa que só estudou os livros.
Então ele ele é o o não é ator do
Willard coloca no livro, né? Ele foi o
homem mais brilhante, o professor mais
competente e criativo que existiu. É
claro, ele viu,
>> foi experienciado, né?
>> É claro,
>> ele experienciou tudo isso, né? Então,
é, eu acho, é, é muito, é, é maravilhoso
notar a inteligência de Jesus e a
sabedoria de Jesus, porque da mesma
forma como ele experienciou a todas as
histórias ao qual ele se debruçava e
explicava e expunha, a gente tá falando
de que a lei vem dele também, né? Então,
a gente precisa levar em consideração de
que quando ele estava expondo a lei nas
suas implicações positivas ali no Sermão
do Monte, ele estava realmente ah não
apenas ah completando, mas dando e
preenchendo o sentido da letra, que era
ele próprio, o Deus encarnado, aquele
que, por sua vez eh eh viria para
consertar o mundo. Então, só que uma das
coisas mais interessantes aqui é de que
essa experiência ela não fica eh
limitada apenas a figura de Jesus
Cristo, mas também dos seus discípulos.
Tanto que são os seus discípulos que são
afetados por essa história. Porque se
nós levarmos em consideração que uma
parte daquilo que ele fala no sermão do
monte volta contra o próprio Jesus
Cristo, a gente tá vendo discípulos que
foram afetados pela mensagem que o
próprio mestre deles vivenciou.
Ele experimentou das suas próprias
palavras, dos seus próprios ensinos,
para que os seus discípulos possam
posteriormente também vivenciar. E a
gente foge daquela ideia de que o o
ensino ele é só uma noção cognitiva,
mas ele é encarnacional, é experimental.
a gente experimenta o ensino e aí a
sabedoria se distingue da inteligência
ou do conhecimento pelo conhecer, pela
vivência, pela vida, no chão da
realidade.
>> É, e acho que esse é o grande ponto que
o Dallas traz aqui. Galera, esse livro é
muito bom, tá? De verdade. Ó, o Erlan
leu inteiro, né, Herlan? Curtiu para
caramba, né? Eu li só eu, eu li só o
capítulo que a gente ia gravar hoje. Tá
aqui, ó, o escândalo do reino de Dallas
Willer, lançamento da Thomas Elson
Brasil. Eh, ao contrário de outros
livros do Dallas, esse aqui é fininho,
só deve ter 23, sei lá, 30 páginas, 214
páginas, sei lá, 220, poucas. Bem legal
de ler, tá? E é um uma algumas parábolas
de Jesus aqui explicadas e tal, bem
gostoso de ler. E é o que ele traz aqui
a partir da página 30, justamente essa
ideia de que Jesus ele não ensina para
informar. E aí, às vez eu até acho
interessante quando pessoas que não são
cristãs falam sobre Jesus e eles até têm
umas boas umas boas interpretações, umas
boas sacadas acerca de Jesus. Só que
quando eu vejo uma pessoa não cristã
citando Jesus, eu entendo que, mano,
olha só como realmente você pode ter
teologia sem ter Deus, sem ter Cristo.
>> Sim, sim. E ainda assim continua sendo
um bom conteúdo, né? Continua sendo um
bom conteúdo. E ainda Deus é capaz até
de usar mesmo um filósofo que não
acredita nele para que a palavra dele
seja espalhada e de alguma forma
alcançar algum coração. Mas não é isso
que Jesus queria. Porque Jesus, o Dallas
aponta aqui a partir da página 30, ele
não ensina para informar, né,
>> meu? E todos nós, Bibu, aqui no Bibotal,
Erlan, pastor, todos nós corremos esse
risco de viver uma, de falar uma
mensagem ao qual nós estamos tão a quem,
mas tão a quem, que é como se nós
negligenciarmos essa essa mensagem.
>> Não, pera aí que eu vou te corrigir,
>> tá OK? Não é que a gente corre risco,
>> nós estamos aqui.
>> Se vocês não não se vocês não tiveram
uma fase assim da vida de vocês,
>> Aham.
>> Vocês são parabéns, vocês são vocês são
muito bons. Eu quero continuar sendo
amigo de vocês.
>> Porque é uma tentação e é uma tentação
muito comum, porque a cognição ela é
maravilhosa. A gente não rejeita. A
gente não rejeita o estudar. Nós estamos
aqui e construímos toda uma vida ou pelo
menos uma parte da nossa vida ao redor
da teologia. É ótimo você se afundar em
livros acadêmicos e e termos complexos,
mas eh você não se deixar ser
atravessado e transformado pelas
palavras de Jesus e ser apenas
atravessados pelo pela compreensão
acadêmica sobre Jesus é uma das é um dos
uma das maiores tentações que nós
corremos.
>> Nós corremos essa tentação por quê?
porque não tem a capacidade de nos
transformar, não tem a a capacidade de
fazer com que o nosso coração estremeça,
sabe? E eh [limpando a garganta] a gente
precisa levar em consideração que a
educação cristã ela tem que ser porosa,
ela tem que ser uma abertura de entrada
e saída, porque se isso não acontece, a
gente tende a ser bastante cínico, né?
Erlan, antes de você dar os seus dois
centavos, deixa eu só trazer o Dallas
paraa conversa aqui. Ele diz o seguinte:
"Ah, nossa, é muito bom esse parágrafo
aqui, ó. Eu vou ler esse parágrafo
inteiro, gente. Me permita. Vou ler para
você realmente eh eh perceber que olha
como a escrita é boa e eh ela é boa.
Olha só. No entanto, é importante que o
professor não tente enfiar todas as
respostas na cabeça dos alunos, mas que
apresente as ideias e as deixe correr
soltas. Podemos pensar que as leis e
generalizações têm maior probabilidade
de nos ajudar a seguir um curso seguro
ao longo da vida, mas um problema
primário é a natureza da verdade e como
ela é comunicada. Assim, Jesus usava
constantemente o emprego cuidadoso e
criativo do poder da visão lógica em
todo o seu ensino para permitir que as
pessoas chegassem à verdade sobre si
mesmas e sobre Deus pelo próprio coração
e pela própria mente. É a ideia da
porosidade, né? Então, não é uma coisa
só tá na mente, não. Ela desce ao
coração, né? É uma coisa que não fica,
ah, eu entendi, não é? Eu estou vivendo
isso, né? É um ensino pra vida, né? Por
isso que eu gosto muito da definição de
teologia como não estudo sobre Deus,
não. A arte de viver para Deus é muito
mais profundo, né? É outra coisa, tá?
Como alunos de Jesus, ele vem até nós de
tal forma que podemos crescer na verdade
do reino de Deus. Quando entendemos isso
e aceitamos, somos capazes de construir
nossa ponte, né? Ou seja, não é
assimilar conteúdo, eh, sabe, é, é viver
essa parada, né? Viver. Mas vai lá,
Erlan, seus dois centavos sobre isso.
>> É, a gente aqui tá falando sobre um
processo de ensino e aprendizagem.
A gente tá falando sobre um grande
tutor, um professor, um mestre que é
Jesus, é claro, um mestre acima dos
mestres, né, pela sua autoridade
intrínseca, mas ainda assim um mestre. E
esse mestre ele ensina de forma
diferente dos outros mestres. Por quê?
Porque existe um pressuposto muitas
vezes utilizado tanto aqui no primeiro
século e hoje principalmente, na verdade
hoje muito mais disseminado, que é a
ideia de que informação transforma, de
que se você der uma pessoa informação
certa, ela vai agir corretamente. Só que
a gente sabe que isso não é correto. Uma
pessoa eh que está sedentária sabe que
tem que fazer atividade física. Ela Mas
ela não faz. Uma pessoa obesa sabe que
precisa de uma uma transformação na sua
educação alimentar e ela não faz, né?
Uma pessoa sabe que tem que controlar,
tem que fazer terapia, sei lá, mas não
vai lá, vai lá e não faz, entendeu? A
gente sabe algumas coisas, sabe que
certos alimentos fazem mal, mas a gente
vai lá e come. Então não é só o
conhecimento, tem algo, uma um
compromisso anterior que eh eh a gente
eh os gregos chamavam de chamavam de
acracia, né? é a é a fraqueza da
vontade, é saber que tem que fazer e não
fazer. Então, e até lá em Romanos 7,
Paulo fala isso, né? O bem que eu quero
fazer, eu não faço. E o mal que eu não
quero, eu vou lá e faço. Então, não é
sobre ignorância, né, ou conhecimento, é
uma uma deficiência interior. E Jesus
diagnostica essa deficiência interior.
>> E ele tem um compromisso, diferentemente
dos outros rabinos que tão transmitindo
conteúdo. Jesus tem um compromisso com a
transformação de quem ouve.
Ele tá compromissado. Jesus, ele sabe,
ele, o jovem rico chegou nele e falou:
"Bom mestre, que que eu tenho que fazer
para ser salvo?" Antes mesmo de qualquer
coisa, o texto diz que Jesus o amou. O
que a gente, né? O pressuposto para um
professor numa escola com, sei lá, 35
alunos é amar os seus alunos, está
disposto a transformar a realidade
cultural e social desses desses
estudantes. Existe um diagnóstico que
Jesus faz em nós. Então Jesus, ele não
quer suavizar uma mensagem, ele quer
tratar essa verdade como algo que
transforma vidas inteiras, né? Então, a
gente citou aqui no início o o o Paulo
Freire e tal, mas não é sobre ele e a
educação bancária que ele usa, não é
sobre nem os teóricos da educação, não é
sobre o Vigotsk, não é sobre Piagê, não
é sobre o
>> antes de todos eles, um homem já na
Galileia tava falando, né? Eu sou
>> antes disso já tinha [risadas] isso,
>> já tinha sou já. Então Jesus, ele não
tava compromissado, só para encerrar, em
transmitir conteúdo. Ele tava querendo
transformar pessoas inteiras, que a
nossa vida ser transformada. Porque o
pressuposto do sermão do monte é nascer
de novo. Não adianta a pessoa que não
nasceu de novo é o Nicodemos lá ouvindo
o sermão e falando: "Nossa, que
diferente". Não precisa o Nicodemos
nascer de novo e aí sim ouvir o sermão e
praticar algo diferente, porque agora
ele é uma pessoa diferente que ouve que
nem Pedro, você me ama, ah, tu sabes que
eu amo, você me ama, sabe que eu Você me
ama, tu sabe todas as coisas, Senhor.
Então, eh, a gente pode responder essa
pergunta, você me ama com verdade ou só
com teoria? A gente tem que amar Jesus
de todo coração.
>> Olha que legal, Erlan, eu me lembrei
automaticamente da minha vivência agora
como tutor na IBT, né, na Escola Bibica
de Teologia. Porque eh eh a gente tem a
graça de receber muita gente que vira
professor, professora na Escola Bíblica
Dominical. E a primeira coisa que quando
eles se transformam ou estão assumindo
uma nova classe é mandar pro monitor que
sou eu lá. Luí, tem dica de material?
Tem dica de tem dicas para como conduzir
uma aula dentro da da igreja? Tem dicas
de como conduzir um pequeno grupo, etc.
E e pela graça de Deus, eu tô vendo
muita pessoa, tô respondendo muit muitas
pessoas que ah que estão lidando com
essa realidade de serviço educacional no
contexto da igreja local.
E uma das coisas que mais eu falo e para
quem é ouvinte ah do do Bibotal e é lá
da Escola Bib de Teologia, vai entender
é que conheça, a maior dica que eu dou é
conheça quem são as pessoas ao qual você
irá ensinar alguma coisa. E por que o
conhecer? Porque o conhecer envolve
dentro do cristianismo uma prática que é
muito difícil, que é o amar. E o amar
envolve em mergulhar um relacionamento
com essa pessoa, entendendo as nuances,
as suas dificuldades, o seu, os seus
pontos positivos, mas também seus pontos
negativos. Ah, e a partir do
conhecimento dessa pessoa que você tem
na convivência, é claro que vai depender
de muitas realidades, mas o máximo que
você tiver de conhecimento dos seus
alunos, alunas, o melhor vai ser melhor
para você como professor, assim como foi
para Jesus de Nazaré, que é o criador de
todas as coisas, e conhece o que estava
no coração deles, como diz eh em muitos
trechos dos Evangelhos, principalmente
em respostas ah para seus próprios
inimigos, né?
Eh, se você conhecer o coração da sua
sala, você vai conseguir desenvolver
respostas melhores que não envolvam
apenas aquela
aquela troca de a doutrina diz isso,
então é isso, mas você vai conseguir
fazer a adaptação necessária pra vida
delas. é é se despir do repeteco, do de
você repetir aquilo que você leu, mas é
articular, é fazer um trabalho de
tradução teológica pra realidade
daqueles ao qual você é chamado para
amar como professor ou professora de
Escola Bíblica Dominical, como
facilitador de pequeno grupo, como até
mesmo pastor. Eh, você como pastor pode
falar muito bem sobre isso, né, Irlan? o
o os o as mensagens elas ganham textura
a partir do do gabinete pastoral também,
né?
>> E então essas vivências são muito
importantes, muito importantes. E aí a a
grande dica é: volte para Jesus de
Nazaré e volte e perceba o quão ele
utiliza da realidade, da vivência das
pessoas para poder falar de uma mensagem
que é superior a todas outras mensagens,
que é o reino de Deus. O reino de Deus.
que que já foi inaugurado com a vinda
dele
>> e que será consumado com a segunda vinda
e ao qual nós aguardamos enquanto isso
crescemos e tentamos antecipar um pouco
desse reino de Deus.
>> Hum. É, tem uma coisa interessante que
no final do capítulo dois do livro do
Dallas, ele coloca são algumas
ferramentas que são importantes que a
ressaltar o que Jesus fazia e a gente
pode mimetizar isso e fazer hoje. Ele
cita cinco elementos, né? precisam ser
culturalmente relevantes, né? As
parábolas são culturalmente relevantes,
fáceis de lembrar, contextualizadas com
a vida cotidiana, lógicas e mais
significativas com o passar do tempo. E
eu percebo que se Jesus tivesse no
século XX, ele tomaria liberdade de
dialogar com a cultura e contar
parábolas, enfim, diferentes. Não seria
mais uma sociedade agrária, não seria
mais um contexto rural. Ele falaria,
talvez, em vez de de
as 10 virgens elas terem eh azeite ou
não nas mãos para poder eh resguardar,
né, o o a luz que se apaga do lampião,
da lamparina, mas talvez ele tivesse uma
uma um power bank, uma bateria, né, para
poder carregar o celular. Eh, a ovelha
perdida talvez seria, sei lá, uma senha
perdida, o backup da nuvem que se
perdeu. Eh, poderia falar sobre
algoritmo, falar sobre, eh, sei lá, o
Pix, sobre
>> a Dracma [limpando a garganta] seria o
Bitcoin, não,
>> o Bitcoin, né? o [risadas]
grão de mostarda, pode falar sobre uma
carteira de fundos imobiliários, sei lá,
ele falaria coisas do nosso cotidiano.
Ele não falaria sobre rumores de guerra,
falaria sobre o trending topics da
guerra, coisas que do cotidiano que a
nossa audiência hoje eh receberia com
muita lógica, né? com hoje a gente tem
que fazer um exercício contrário de
entrar na mentalidade de 2000 anos atrás
e entender como aquelas pessoas pensavam
para que Jesus eh passasse a sua
mensagem para aquela população. A gente
entra na mente deles, mas se Jesus
tivesse aqui e e como assim de certa
forma Jesus está porque nós estamos e
nós transmitimos a mensagem do evangelho
para a sociedade de hoje. Então, cabe a
nós adaptarmos essa linguagem e ser
usarmos essa expressão que o Luiz usou,
né, de porosidade, de conseguir ter boa
penetração na sociedade e transmitir o
conteúdo eterno que tem 2000 anos, mas
de uma forma moderna. A gente pode fazer
isso? É, não imagina Jesus falando a
respeito da carta de divórcio que Moisés
havia dado para os movimentos Redpill,
fazendo a uma adequação necessária sobre
a dignidade da mulher para esses
movimentos, né? Então, imagina até mesmo
falando sobre públicos recentes,
públicos novos que que acabam sendo
tratados como dilemas sociais e que nós
como cristãos precisamos nos engajar no
não só no ensino, mas no diálogo com
essas pessoas. Eh, a gente precisa levar
em consideração que a audiência de Jesus
ela não era não era monolítica.
No meio você tinha cirofenícios,
principalmente no evangelho de Lucas,
você vai apresentar lá o sermão da
planície. Ah, você tinha a povos
gentílicos, você tinha dos judeus os
mais diversos, aqueles que eram apenas a
que viviam apenas na vida rural ali na
Galileia, os seus inimigos que estavam
no grande centro, a pessoas da mais alta
estirpe.
A a comunicação para um grande público é
algo muito difícil. muito complexo e foi
complexo também paraa vida de de Jesus
de Nazaré. Não a toa. Os evangelhos
também trazem conversas que são
particulares, né? Conversas que aparecem
com um, dois, três, no máximo de
pessoas, a qual ele ensina algo que foi
específico para para essas pessoas. Mas
a nossa a nossa maior tentativa é tentar
reaplicar esse eh essa capacidade
e dar continuidade à escola de Jesus em
observar o nosso tempo e e observar as
palavras de Jesus em consonância com o
nosso tempo. Não localizá-los apenas no
século XX. Se eu não me engano, é toht
que tem uma grande eh frase, né? Eu não
quero responder às perguntas do século
XX com que com as respostas do século
X7. Eu quero fazer as perguntas para o
século
e responder ao século XX com essas
perguntas também. E eu acho que isso é
muito importante nós realizarmos, né,
esse movimento de como igreja de Cristo
e que continua por meio da pedagogia do
nosso grande mestre a ser sensíveis,
a nos deixarmos realmente perceber pela
nossa situação que nos cerca e a partir
disso a gente ter essa noção eh do reino
de Deus, da mensagem do reino de Deus,
que é uma mensagem ainda vigente, ainda
ainda, viu, gente? Porque já foi
inaugurada.
>> Muito bom, gente. Muito bom. Galera,
isso é só alguns insightes que o Dallas
faz a gente ter, tá bom? Como eu já
falei para vocês, é um livro fácil de
ler, acessível, excelente para
professores, pregadores, para grupos
pequenos, né? o seu, você tem um grupo
pequeno aí, um grupo de discipulado, um
pequeno grupo, uma célula, um sei lá
como vocês chamam hoje em dia essas
parada aí na igreja de vocês, ou seja,
um grupinho de galera que se reúne para
sentar e ler um livro, discutir, mano,
excelente, tá? Excelente o escândalo do,
aliás, esse até o próprio a própria
ideia do título do livro, né? O
escândalo do reino, porque tinha esse
lance do ensinamento de Jesus, dá uma
chocada também, né? é escandalizante,
tipo assim, é ele contando uma parábola
e seria, né, o palmeirense ajudando o
corintiano ou vice-versa, né? É, por
exemplo, e o são paulino na esquina e a
gente, né, ir lá evangelizando o são
paulino na esquina. Sacanagem. [risadas]
>> O brasileiro e o argentino, né, se for
olhar.
>> É o brasileiro e o argentino.
>> Nossa, o brasileiro e o argentino.
Argentino seria o samaritanos. Cont.
>> Não, exato. Aqui contaria pregando do
Brasil seria o argentino fazendo, né,
uma boa atitude, né? Enfim. Ah, cara, é
muito doido assim. Então, Jesus ele
tinha, cara, na verdade, cara, não é
muito louco isso não, porque ainda hoje
o ensino de Jesus escandaliza.
>> A gente tá, não é, [risadas] não é,
mano.
E nos escandaliza, nem precisa ser tão
para fora, nos escandaliza.
>> Nós nós nós
>> é nós. A gente fica tudo perplexo com
algumas atitudes que são replicadas de
Jesus. Segundo, a gente a gente a escola
do fariseu, ela chama muito a gente,
mano. Ela ela chama muita gente. Tá
aqui, ó.
>> É a escola do fariseu, ela tá ali. E por
isso que o escândalo da mensagem de
Jesus às vezes escandaliza a gente
também, entende? Porque olha, e aí tu
percebe como é uma parada muito
atemporal mesmo,
>> que o que Jesus ensinou e demonstrou é
uma parada que pra época já foi um
escândalo, continua sendo um escândalo
ainda hoje. É,
>> Paulo vai falar, né? Paulo vai falar:
"Olha, tem e essa loucura, esse
escândalo que é a mensagem da cruzum
>> e continua sendo até hoje, né?"
>> O livro toca muito nessa, nessa ideia de
que o nosso coração anseia por
checklists. A gente quer, faça tal
coisa, não faça tal coisa. É o manual do
escoteiro mirim. É, você tem que fazer
isso aqui e não pode fazer isso aqui.
Tem que colocar tudo em caixinhas.
Jesus, ele convida uma reflexão. E aí,
que que você acha? Isso aí vai vai
abençoar alguém? Faço uma reflexão, uma
autoanálise. Só que isso exige
maturidade, né, gente? E é uma palavra
que tá em falta hoje em dia.
>> Exato, mano. Tá aí, gente, ó. Tá aí o
escândalo do reino de Dallas Wheeler.
Você pode comprar na Amazon com o link
do Bibbotalk, mas compre onde você
quiser, onde tiver mais em conta pro seu
bolso. Fato é que é um livraço para ter
na sua biblioteca e nas suas mãos e nos
seus grupos de estudo e por aí vai.
Obrigado, Arlan, por mais um podcast
aqui com a gente.
>> Jun. Estamos, estamos, sabe aquele
projeto, Orlan, que a gente gravou lá em
São Paulo? Estamos começando a trabalhar
nele. Só vamos semar aqui.
>> Só vamos semar pra galera aqui, ó. E
daqui a pouco eu recebo budget, hein.
Daí rola pagamento. Rola pagamento.
[risadas]
Que por enquanto não mandaram nenhum
band, entendeu? Vocês gravaram só na
amizade. Só na amizade, né? Como foi,
como é esses anos todos, né? Graças a
Deus. Bom, estamos junto.
>> Tá bom, Luiz. Mas é isso, tá aqui.
Obrigado, mas mesmo assim muito
obrigado. Tamo junto. [risadas]
Um beijo, gente. Deus. O Luiz tá de
insider. É isso, Luiz?
>> Eu tô de insider aqui, ó. Cara, que que
é isso, cara? Tá bonito, gente. Deus
abençoe. Até o próximo BTC, toda
terça-feira aqui neste canal no YouTube,
Spotify, seja lá onde você nos
acompanha. E é isso. Voltamos na próxima
semana, se Deus quiser assim permitir.
Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. M.

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