Davar Live – 13/03
14/03/2026
– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Olá pessoal, bem-vindos aí a mais uma uma live, mais uma transmissão. Como que vocês estão? Tudo bem? Passamos aí mais uma semana e muita correria para caramba. Assim, eh foi foi por pouco que eu não cancelei essa live também, porque eu precisava descansar. Mas vai ser bom. A gente senta um pouco, conversa um pouco. Eh, vai ser bacana. Como que vocês estão? Tá tudo tranquilo? Aí quem tiver aí já se alguém já puder dar aquele aquele feedback do do áudio, do som eh, a gente continua aqui. Queria começar essa live de um jeito um pouco diferente do que a gente costuma começar. Eu vou dar uma olhada em alguns comentários que foram feitos em alguns vídeos. Eu acho que é um jeito bom da gente começar lives, né? Começar com comentários. Eh, comentários que as que as pessoas fizeram nos vídeos, porque aí o pessoal vai chegando. Enquanto isso a gente vai comentando aqui. E é isso, né? Eh, eu tava vendo que tem pessoas aqui que tão vendo agora que eu tô fazendo lives, né? Então, eu tenho feito lives desde quando foi, gente, que eu comecei a fazer live? Foi acho que em novembro, né? Desde novembro agora do ano passado, de de 2025. Eu tô fazendo lives todas as sextas-feiras às 20:30, para quem tá vendo essa live gravada. Eh, toda sexta às 20:30. Eu vou tentar ver se eu coloco nos cortes também, quando eu finalmente soltar os cortes. Eh, uma chamadinha no final falando sobre as lives, quando elas são, algum em algum lugar coloco as ah ah ah o horário das lives. Eh, aí eu queria ver aqui o Alibalem. Ele coloca aqui: "Meu camarada, como é bom vê-lo. Sou aquele cara que sempre me enche o saco no Twitter pedindo para você fazer um estudo sobre o livro de Habacuque. É, tem uma pessoa lá que sempre me fala mesmo e eu tô devendo, porque eu disse que ia fazer. Um dia a gente faz esse estudo. Igual a gente fez aqui do livro de Lamentações, o livro de Habacuque é um livro bem legal também para a gente pegar, um livro que fala também sobre o sofrimento, assim como Jó, assim como Lamentações. Mas ele tem algumas outras coisinhas lá que são interessantes da gente falar, vale a pena. Fica aí para um momento a gente fazer essa esse estudo sobre o livro de Habacuque. Aí, uma pessoa até comentou aqui, a gente tinha comentado uns tempos atrás sobre fazer o ano bíblico, fazer se fazer o ano bíblico que é uma coisa boa e tal. É, eu comentei que eu costumo ler a Bíblia numa passada só, em vez de fazer ano bíblico, começar de primeiro, no dia 1º de janeiro e terminar no dia 31 de dezembro. Eu, normalmente, vou lendo. Eu saio lendo, né? E consigo ler em menos de um ano. Aqui a pessoa comentou, o Biblos Metanoia, falou: "Meu ano bíblico demora bem mais de um ano porque gosto de me aprofundar bem". É um jeito legal também. Tem várias maneiras, né? Quando você vai lendo assim, devagar, se aprofundando no verso, você descobre algumas coisas. Mas, por outro lado, você também perde algumas coisas, né? Quando você vai lendo verso por verso, vendo comentários, é, é diferente de quando você dá uma passada rápida no livro, você tem uma ideia do todo, sabe? Essa visão mais mais afastada para você entender o um livro como uma unidade literária, entende? Essa é uma coisa que, de vez em quando, eu comento aqui no canal. A gente a gente tende a fazer uma teologia que a gente fragmenta muito o texto bíblico. É, com a divisão que tem de versos e de capítulo e tal, a gente ficou muito preso nos versos, que é uma divisão que foi feita depois do texto, né? A pessoa que escreveu a o livro, a porção da Bíblia, ela escreveu pensando numa unidade. Paulo quando escreve uma carta, ele escreve com alguns temas em mente, ele desenvolve aqueles temas. É, então perdeu-se um pouco a ideia do todo. Hoje em dia é difícil a a a você conversar com pessoas que gostam de do texto bíblico que tem essa ideia do todo. Conseguem perceber o tema central de um livro inteiro, porque ele leu aquele livro numa sentada só. Pegou Isaías, leu em dois dias o livro de Isaías inteiro para entender os temas que são passados. É claro, você não se aprofunda em detalhes, mas essa ideia do todo também é um jeito de se aprofundar no texto bíblico, entende? Então tem esses vários aspectos. Sempre tem um jeito de você estudar que você vai se aprofundar em uma perspectiva, em um aspecto, mas por outro lado você vai deixar outro aspecto, outra perspectiva um pouco de lado. Então sempre é um jogo jogo de ganha perde, entende? É, aqui mais uma pessoa, o Kadu, falou aqui comentando sobre na na live passada, falando: "Puts, você voltou à ativa e eu não sabia". Algumas pessoas eu não sei como funciona o o YouTube nesse sentido, ele deixa de entregar. É, ele deixa de dar notificação, de entregar, então gente que me segue, o o canal tem aí 50.000 views, 50.000 inscritos. E a gente os últimos vídeos são muito baixos, eles não têm sido entregues para todas essas pessoas que estão em inscritas no canal, né? Por algum motivo. É, a Susana de vez em quando ela comenta aqui, acompanhou todo o vídeo falando sobre a live passada: "Excelente, aprendi muito. E outras tantas coisas foram simplesmente consolidadas em meu entendimento, principalmente sobre a genealogia de Jesus em particular, um aspecto de Moabe, que foi um aprendizado. Muito obrigado. Que a gente comentou na live passada, né, sobre na genealogia de Jesus as mulheres que tem e sobre o caso de Rute ser uma moabita e os moabitas não podiam na suas gerações fazer parte do povo de Israel. E a gente tem aí o neto da de uma moabita sendo rei de Israel e nessa genealogia vem Jesus, aquele que não deveria estar lá, porque ele não os moabitas são excluídos, né, da genealogia de Israel. É, e outras pessoas aqui é elogiando, né? A Cristina falou: "Olá da vara, amo seus vídeos". É a pessoal comentando aqui que gostou da ideia do react, né? O Lucia Faria fala: "Fez todo sentido, eu amo os parênteses abertos. Impossível falar sobre a Bíblia sem abrir abrir vários parênteses. É muito complexo e completo. A única a uma única visão jamais abarcaria o necessário. Aprendo demais com seus vídeos". É, interessante, né, sobre lá outra live lá da da outra semana, né? Que realmente esses aspectos que a gente falou agora dos textos, a gente dividir em versículos e tal. Quando você tem essa visão sobre o todo, você tem que abrir os parênteses sobre temas dos versículos e quando você tá falando dos versículos, você tem que o parênteses sobre o tema do todo também. Então, é eu gosto de fazer lives e fazer vídeos, porque o esforço de organizar o pensamento para você passar ele de uma forma coerente para outra pessoa e pressupondo que essa pessoa não sabe, muitos de vocês sabem muitas das coisas que eu tô falando aqui, mas eu tento fazer um conteúdo que seja fácil de fácil acesso. Então, quem não entende muito do texto, também consiga entender os vídeos, né? Então, esse esforço de organizar o pensamento para passar é interessante, porque ao organizar meu pensamento, algumas coisas que eu já sabia se conectam de uma forma diferente, entendeu? Então, por isso que normalmente um professor de uma área, ele vai saber muito bem o assunto, porque ele não só estudou aquele assunto como outras pessoas, mas ele revisita esse assunto de tempos em tempos e ele não só revisita, mas ele revisita para ele explicar para outras pessoas que não sabem, para ele explicar de forma, de formas diferentes para pessoas diferentes. Então, a ideia de você explicar algo para alguém é uma ideia boa. Ela ajuda a organizar o pensamento, ela ajuda a você conectar ideias suas, a manter fresco na mente algumas coisas, né? Então, é, isso é uma coisa bacana, né? Por isso que tem esses parênteses que a gente abre aqui também nas nossas lives, porque um assunto está dentro do outro, né, gente? É, é mais uma forma de organizar o pensamento. E é isso, gente. Estou vendo aqui que tem um pessoal. Ixi, agora que eu fui ver os comentários, o pessoal está falando de um ruído aqui na no áudio. Só um segundinho, gente, eu vou desconectar e conectar o o microfone e vamos ver se melhora, tá bom? É, gente. Aqui. Pronto. Voltou. Tá bom, gente. Então, é, é isso. Que bom que eu tô vendo o pessoal falando que o áudio melhorou também. É, tem um barulho de ventilador, na verdade, é um um outro outro computador que eu tenho aqui, que é cheio de cooler. Ele tá renderizando uma coisa aqui, coisa de trabalho, que eu deixei renderizando à tarde e não terminou ainda. Vai vai até mais tarde aqui, o esse computador aqui, fazendo as coisas dele, né? É, então, gente, para quem chegou depois, o que que eu tô fazendo e é uma coisa que eu vou tentar fazer nas lives. Eu vou começar as lives que às vezes, quando eu entro na live, é, o pessoal ainda não entrou. Então, para já ir esquentando, eu vou entrar nas lives já comentando de de falando sobre comentários que o pessoal deixou aí durante a semana, é, comentando sobre a live passada, sobre algum outro vídeo do canal. Então, só um esquenta assim, que é legal, porque aí a gente já chega, é, quem cai na live, eu não tô aqui perdido, tentando saber o que falar, não sei quanta gente tá olhando e tal. A gente já chega já é, no no no em alguma coisa funcionando aqui. Então, boa noite para vocês que estão aí. Boa noite para o João, para o Carlos. Pessoal que tá chegando aí, o Ozel sempre tá sempre tá aí com a gente também, a Lilian. É, Aí, Taísa Vieira falou aqui: "Boa noite. O que acha da Suma Teológica de Tomás de Aquino? Estuda esses livros também?" Não, não conheço muito de Tomás de Aquino, muito pouco. Eh, eu eh, eu queria entrar nesses assuntos, nessa nessas leituras também, mas eu não sei direito como entrar neste tipo de leitura, entende? Eh, é um tipo de leitura que é bom ter alguém junto de você te eh te aconselhando, ajudando você a a a a como você entender, qual livro é melhor começar e tal. Eu não tenho ninguém muito próximo de mim que manja bastante de Tomás de Aquino. Gostaria, mas não tenho, né? Eh, aí eu mas se alguma hora eu entrar, eu eu queria, eu eu tenho vontade, tenho interesse em aprender sobre Tomás de Aquino, sobre outros pensadores cristãos, né? O Mateus Dornelas diz: "Boa noite. Eu não tenho exatamente uma dúvida, mas hoje me chamou a atenção saber que a Torre de Babel e Babilônia, além de ser o mesmo nome no original, foram construídas no mesmo lugar". É, Mateus, elas não é nem que são foram construídas no mesmo lugar e têm o mesmo nome. É a mesma coisa, entendeu? Babilônia é Babel. Babilônia e Babel é a mesma coisa. Então, Babilônia, Babel é um nome antigo eh, da Babilônia, a gente chama Babilônia, mas em hebraico é Babel, os dois. Então, é interessante, tem umas relações simbólicas aí importantes também da ideia de que na Ba em Babel, as pessoas queriam subir uma uma torre alta, né, fazer uma torre alta que chegasse ao céu, subir e tomar o lugar de Deus. Eh, essa ideia também aparece lá em Isaías 14, a partir do verso 12, que fala sobre o rei da Babilônia, uma profecia sobre o rei da Babilônia, que ele também queria subir, se tornar semelhante ao Altíssimo e foi derrubado. Daí vem a palavra Lúcifer, que é o estrela da manhã e tal. Então, é uma comparação, hum, é um texto que tradicionalmente se associa à figura de Satanás e tal. Mas, o mais importante é que Babilônia se torna um símbolo na Bíblia, Babilônia barra Babel, um símbolo daquele, do homem querendo tomar o lugar de Deus, querendo a adoração para ele mesmo e oprimindo aqueles que são fiéis a Deus, né? Então, Babilônia se torna um símbolo que se opõe a Jerusalém dentro do texto bíblico, isso é bem interessante, né? A gente já se aprofundou aqui uma vez ou outra nisso e a gente pode, de vez em quando, voltar nesse assunto, ele é interessante, né? É. Bom, pessoal falando aqui que melhorou. Assim que você leu os comentários e mexeu, melhorou. É, é. Hoje eu tô mais escuro aqui também, eu, eu, fiz um setting diferente aqui para, é, sei, acho que fica bom também. Aí o Daniel, ah, Algo Verde Camargo pergunta: "Quem é a atual Babilônia?" Babilônia, hoje, não existe a Babilônia, não existe uma continuidade desse povo diretamente, como um país assim, não, a Babilônia é tal país, não tem. O que seria Babilônia fica hoje no Iraque. É, mas o país Iraque, o povo iraquiano é descendente também dos babilônicos e de outras coisas, aconteceu muita coisa de lá para cá, então, não tem uma continuidade direta mantendo uma identidade cultural da Babilônia, entende? Então, hoje estaria no Iraque, mas o, o Iraque, o país Iraque, o povo iraquiano é já um, um, uma construção já que, de, de muitas outras coisas que aconteceram depois, ali da Babilônia. É, aí o Carlos coloca que "Bab porta, El Deus", né? Babel, a porta de Deus, os portões de Deus. Que é uma ideia interessante, de vez em quando eu falo aqui sobre isso, né, gente? É, a gente normalmente fala: "Ah, Babel, Babilônia é confusão". É, Babilônia significa confusão, Babel é uma grande confusão. Meu cachorro aqui passeando pela casa. É, Babel é uma grande confusão, no texto bíblico não é esse o significado, é uma, é um jogo de palavras que que o texto lá de Gênesis 11 faz com a ideia de Babel e Balel. Balel é confusão, Babel é, como o Carlos colocou aqui, os portões de Deus. Então fala: "Ah, é Babel, é, e Deus fazer uma confusão em Babel, né? Porque é Balel, porque é confusão". A ideia é que você chega, faz essa, essa torre, chega até os céus, domina os portões de Deus. Que você quer tomar o lugar de Deus, né? Você quer tomar, tomar o lugar do Altíssimo. Tem a ver com uma estratégia de guerra antiga, que é você domina os portões da cidade, imagina uma cidade murada, não existe míssil, não, você não tem o que fazer, o como você vai dominar uma cidade murada? Você domina os portões. Dominando os portões, você domina a cidade. Por isso as pessoas morriam de fome na guerra. Porque você sitiava a cidade, dominava os portões e aí as pessoas não podiam entrar nem sair e aí quando elas estavam morrendo de fome, elas se rendiam e você dominava a cidade, né? Essa era a estratégia aí para você dominar uma cidade. Então a ideia de, dos portões, é, chegar até Deus, chegar até os portões de Deus, essa ideia de querer dominar Deus, de querer tomar o lugar de Deus, né? Que é a ideia de Balel. É, de Balel não, de Babel. Que é Babel, que é Babilônia. Pretende trazer algum convidado para as lives? Eu gosto dos seus vídeos com convidados, aqui a Lilian. Olha, tem, tem convidados que eu queria trazer com um tempinho, eu só preciso me organizar para conversar com essas pessoas e fazer, aí não, não sei se eu faria uma live ou se a gente faria gravado, não sei como funcionaria agora que a gente tá fazendo lives, né? Mas essa, eu gosto também de, de fazer conversando com pessoas. Tem pessoas que eu conheço, que eu estou convivendo mais agora que pode trazer coisas interessantes aí para as lives, né? Nem esse Israel é o Israel da Bíblia, imagina a Babilônia, diz aqui a Lilian Guedes. É, o, o Israel da Bíblia os judeus hoje são descendentes dos israelitas, é verdade. Mas o Israel moderno é uma reconstrução de uma ideia de que tinha no passado, não é a mesma coisa, né? É, você tanto que a gente faz essa separação entre israelense, israelita e judeu. É, e hebreu. Que também é um, é, é um, é um pouco mais confuso, né? Hebreu não é um termo que se usa tanto hoje. O, hebreu ou hebraico hoje se utiliza mais em relação à língua, mas hebreu seria o povo hebreu. Seria a, a, a, os descendentes de Abraão. É, a palavra hebreu não vem de Abraão, mas tem uma discussão aí sobre essa, se ele vem de Éber, que é um dos descendentes de Abraão, ou se vem do termo que significa de vir a, do além, da terra que vai além do, do rio que cortava a região. É, então hebreu antigamente se referia ali aos descendentes de Abraão, mas é um termo que não deixa deixou de ser utilizado. Quando a gente fala do do povo antigo do Antigo Testamento, normalmente a gente fala dos israelitas. Então os israelitas são os descendentes de Abraão, é o povo que saiu do Egito, é o povo eh que que que fez ali aquele reino lá na época de Davi e Saul e Salomão. Eh então esses são os israelitas. Depois do exílio eh a gente tem um pouco antes do exílio a destruição dos 10 reinos de Israel e aí quando a Babilônia vem e invade Jerusalém, destrói tudo a gente tem uma reconstrução agora só daquela parte, daquele resto que voltou, né, do do reshit, dos remanescentes do povo que voltaram, reconstruíram, então esses remanescentes são chamados de judeus, que eles são descendentes da tribo de Judá. E aquela região acaba se tornando se chamando de Judá, né? Eh e não é mais o reino de Israel, se torna uma província de Judá, no no início uma província eh persa porque está sob domínio persa e depois vai se tornar uma província grega, vai se tornar uma província romana mas nunca mais se torna um reino independente. Então a gente chama a partir daí esse povo do povo judeu, a partir do retorno do exílio. E a gente chama de israelense agora quem nasce nesse país moderno de Israel, que foi fundado ali em 1948. Então tem esses termos, né? O o israelense muitos israelenses são judeus, mas nem todo israelense é judeu, tem israelense que é palestino, tem israelense que é que é que é cristão. Então você nasceu no país de Israel, você tem um passaporte israelense e você é israelense. Independente da sua religião, independente da sua etnia. Judeu é uma identidade um pouco mais complicada de se definir. É, se você é filho de ou de mãe judia, você é judeu, mas o judaísmo se refere também a uma religião. Então, em tese, existem judeus que são ateus, existem judeus que são cristãos, existem judeus que seguem outras religiões que não são o judaísmo. É, então, é uma etnia, ao mesmo tempo é uma religião, é uma identidade um pouco mais confusa. E israelense, né, quer dizer, israelita é aqueles que viveram no antigo Israel, no antigo fazem parte do antigo povo de Israel, descendente de Abraão até o período do exílio. Entende? Então, tem todas essas palavras que se referem a povos que estão conectados, têm uma descendência, têm uma, mas não é exatamente a mesma coisa, entende? Por isso que tem termos diferentes para se referir a esses a esses conceitos diferentes. Aí, para a gente fazer essa diferença entre o Israel moderno, o Israel antigo, entre, eh, o povo que vivia antes do exílio, o povo que viveu depois do exílio e assim por diante, né? A a localidade do Israel da Bíblia equivale ao do do estado atual ou era em outro lugar? Então, o Israel equivale mas quando você fala do Israel da Bíblia, você tá falando de que época? Entende? Porque as fronteiras de Israel, elas são diferentes dependendo da época. Então, por exemplo, na época de Abraão, não tinha Israel. O máximo que se tem é a região de Macpela, onde Macpela ou Macpela, onde Abraão compra um pedacinho de terra para enterrar ali a sua esposa e tal, ele é enterrado lá, então tem uma região que inclusive eu nem tenho, eu acho que hoje nem faz parte de Israel, tá na Cisjordânia, se eu não me engano. É. Aí depois quando o povo vem do, depois do êxodo e eles chegam e começam a, a, a, a, a entrar na terra, eles vão dominando, então as fronteiras vão se modificando conforme eles vão dominando. Tem aquele período da Bíblia imenso que você tem guerra com os filisteus, então você expande, mais ou menos que você perde território, aí tem um território que você não sabe que é israelita, mas o, o rei de Israel fez um, um fez um, um, uma estátua lá para um outro Deus e aí ela tem uma mistura, então a ideia de fronteira que a gente conhece hoje, que é aquela fronteira bem certinha, definida no mapa, é uma ideia moderna. Os povos antigos, eles tinham fronteiras, mas eram um pouco mais complexo do que é hoje, às vezes as fronteiras eram uma coisa física, ah, naquele, a partir daquele rio para lá é você, daquele rio para cá é, é a gente. Então as fronteiras de Israel vão mudando com o tempo, eles vão dominando, vão perdendo território e tal. Davi chega a dominar desde o, do do rio do Egito, né? Desde do Egito até o rio Eufrates, toda aquela porção de terra é, que Deus tinha prometido para Abraão. Chega a fazer parte de Israel na época de Davi. Né, Davi que consegue dominar essa região toda, mas depois dali também o, o reino começa a se perder de novo, depois tem a divisão entre reino do norte, reino do sul. Então é, é mais ou menos na localidade do Israel moderno. Mas por exemplo, é, o Israel moderno é, tem uma região que a gente chama de Cisjordânia, que é uma região em disputa, é, que é o que seria o estado da Palestina, mas é um estado que não é reconhecido ainda por, eh, outros países e é um, e é difícil porque você tem na Cisjordânia, você tem um grupo que é a, o, o, a autoridade palestina que domina, enquanto você tem em Gaza o Hamas, né? Então, você tem governos diferentes para diferentes partes, então é difícil você ter essa coesão de estado moderno hoje para Palestina, né? Eh, em, mas, por exemplo, eh, Belém, que é onde Jesus nasceu, onde Davi nasceu também, que é até uma cidade importante para a história judaica e para a história cristã, a cidade de Belém, ela não fica dentro do território do de Israel moderno, ela fica nessa, na Cisjordânia, onde seria Palestina, nesse território em disputa. Eh, então, grande parte do Israel moderno fica onde de grande parte antigamente era o antigo Israel, eh, mas tem pedaços que pertencem a outros, outras, outros povos antigamente, pedaços, eh, do Israel antigo hoje não é parte do, do, do Israel moderno, então, tem ali uma fronteira mais ou menos parecida, mas não exatamente igual. E até as fronteiras do Israel moderno também estão em disputa, né? O pessoal faz assentamento na Cisjordânia para tentar expandir e tal, então é um assunto complicado. Mas, a rigor, não é exatamente o mesmo lugar, ali, o Israel, eh, do, do Israel moderno e do Israel na época da Bíblia, se a gente considerar, principalmente na época de Davi, que é desde o do Egito até o rio Eufrates, toda aquela parte ali, beirando o Mediterrâneo, eh, não, o reino de Davi era muito maior do que o Israel moderno. Eh, mas Israel moderno também hoje abrange umas regiões que em determinados períodos bíblicos não eram de Israel. Então tem toda essa questão, né? É. Aí o Daniel coloca aqui: "Israel continua sendo a nação escolhida de Deus". Esse é um assunto controverso. É, porque é difícil, a Bíblia fala de Israel. É, mas quando você tem uma nação moderna e escolhe esse mesmo nome, automaticamente tudo vale para ele também na Bíblia? Entende? É, é só uma questão de você usar o nome que estava sendo usado na Bíblia que tudo na Bíblia se referindo àquilo vale para você também? Entende? É, se a gente criasse aqui no no Brasil, eu sei que eu tô eu tô pegando a ideia e tô expandindo ela ao absurdo, né? Mas se a gente criasse uma cidade aqui no Brasil chamada Israel, as pessoas não iam poder falar: "Não, Israel é aqui". Igual Belém, né? Belém do Pará. É, não é a Belém da Bíblia, Belém Efrata, de onde viria o Salvador, não é a cidade onde Jesus e onde Davi nasceu, né? Muita gente discorda. É, o pessoal lá do do do de Belém do Pará, né? Tem muita gente que fala: "Não, Jesus nasceu aqui, né? É, Deus é brasileiro". Mas você entende o que eu quero dizer com esse exemplo? Vou A nação de hoje é uma nação é é um é um estado moderno que é um outro tipo de organização, não é a mesma coisa que o o povo de Israel antigo, que usou o mesmo nome e fez ali mais ou menos na mesma região. Muita gente é descendente daquele povo, mas nem todos são. É. O governo israelense moderno é laico, mas ao mesmo tempo tem muita influência religiosa, mas não é a mesma coisa que o antigo Israel, entende? É. Então assim, é muito complexo, espinhoso esse assunto, né? Eu, particularmente, eu não acho que é, o país de Israel hoje, ele é a mesma coisa que o Israel bíblico. É, a minha percepção, a minha visão, a minha leitura que eu tenho na Bíblia é que o nome Israel na Bíblia se refere ao povo de Deus em todas as épocas. Paulo vai falar isso lá em Romanos, do capítulo 9 até o capítulo 11. Você aceita Deus, você é enxertado na oliveira de Israel, você passa a fazer parte de Israel, você se torna Israel. Então, Israel é o nome do povo de Deus. Lá na época de Abraão, quem era Israel? Era aquela, aquele, aqueles descendentes de Jacó e tal. É, hoje, quem é Israel? Muita gente no mundo inteiro que aceita esse Deus e passa a fazer parte dessa nação, né? Então, é assim que eu penso, particularmente. Não é uma, uma substituição do, do, do, do, do do povo israelita lá, mas é uma expansão, uma continuação desse povo, né? Somos ramos enxertados, nós que não somos descendentes diretos de Abraão, somos ramos enxertados na oliveira de Israel. É assim que, que Paulo fala ali pros romanos, né? A gente pode um dia também falar sobre isso, o capítulo 9 até o capítulo 11 de Romanos fala sobre isso daí. É. Deixa eu me achar aqui. É, aí a Lilian coloca: "Estranho, né? Os judeus de hoje em dia são todos brancos, parecendo europeu". É, exato, Lilian. Porque é que tá, um povo é uma continuidade, mas ao mesmo um não é, entende? É muito difícil. Eu vou usar um exemplo aqui clássico que o pessoal usa para filosofia, para outras coisas, mas ela vale muito para isso também. É uma corda. Então, quando você pega uma corda, o começo da corda é igual ao final da corda, mas a corda é feita de várias fibras. E as fibras que estão no final da corda não são as mesmas que estão no começo da corda, entende? Então, você entende como uma continuidade, você entende como o mesmo objeto, mas a ponta da corda é diferente do começo da corda, né? Então, isso vale para qualquer povo, não só para os judeus modernos, né? Os judeus têm uma história de mistura com outros povos, eh assim, muita gente eh se misturou com os judeus em diversas épocas. O próprio Israel na época bíblica já era uma mistura com outros povos, né? Então, o o os os descendentes lá de José que cresceram no Egito não se tornaram uma grande nação, eles não se tornaram uma grande nação sendo uma família fechada e só casando entre eles, né? Provavelmente casaram com egípcios também, com outros povos, né? Tinha um servo que veio lá de outro lugar do mundo, aí ele casa com a filha de não sei quem. Então, isso a ideia de de de povo não é uma ideia totalmente fechada, né? E quando a gente pega isso e vê essa história, extrapola desde a época de de de Abraão, de de José até hoje, aí muito mais, né? Então, você fala judeu como uma etnia e de fato é uma etnia, mas não é uma etnia como, voltando ao exemplo da corda, é uma etnia formada de vários eh vários eh vários fragmentos de lugares diferentes e que a gente tem que definir uma uma uma um limite que é arbitrário sobre o que é o que não é, entende? Então, por exemplo, existem judeus iemenitas. Você olha esses judeus iemenitas, eles parecem pessoas do Iêmen. Existem judeus asquenazitas. Quem são os judeus asquenazitas? São os judeus que viviam ali, principalmente no leste europeu, né, no na na Europa e no leste europeu. São judeus loiros de olho azul, são aí, sei lá, Steven Spielberg, para eu que eu sou que eu sou mais velho, e é o judeu mais famoso lá na época, que é um cara branco, loiro, de olho azul, né? Eh, existem judeus asquenazitas e sefaraditas. Os sefara, os judeus sefaraditas eram os judeus ali mais da região da Espanha, tem uma influência árabe, moura, porque os mouros dominaram a região. Então, eles costumam ter, eh, até feições mais, eh, eh, mais escuras e tal. Então, assim, você a gente também pensa em judeu pensando num estereótipo específico, né? Caiu até colocou aqui agora, tem os judeus negros etíopes, né? Exato. Então, assim, eh, o judaísmo é um um povo, é uma etnia, mas ao mesmo tempo ele também é composto de várias etnias diferentes, né? A gente, no Brasil, não tá muito, a gente não tem muito essa ideia de de de um um povo sendo um uma etnia e tal tão firmada na nossa mente, porque o brasileiro não tem rosto, né? O pessoal fala. Tem brasileiro que tem cara de japonês, tem brasileiro tem cara de de alemão, tem brasileiro tem cara de africano, de um país da África, né? De de angolano, de de gente que vem da Serra Leoa ou de outros lugares da África. Então, a gente não tem tanto, nós brasileiros, essa ideia de essa é a nossa etnia, mas muitos países europeus, até hoje, e é claro que isso aí vai ter um um vai vai ter uma interseção com a ideia também de racismo e de supremacia de uma raça específica, de etnia específica, não é à toa que essa ideia surgiu e foi tão forte na Alemanha, nos anos 30, na região da Europa, porque tem muitos países europeus que são um povo que tem uma etnia, mas mesmo eles, mesmo quando são um povo que você olha para a cara deles, ah, esse cara é dessa região, você olha assim lá para um irlandês, ele tem cara de irlandês, né? Eh, tem alguns povos que têm características muito muito fortes, mas até mesmo essas pessoas elas são um povo, uma etnia que durante a história teve várias misturas também. Não existe a ideia de um de um povo que se manteve sozinho, excluído e é e foi se reproduzindo entre si mesmo e se tornou o povo de hoje, não. A ideia de etnia, ela é sempre a uma borda muito eh não muito bem definida, que a gente tem que ter um limite arbitrário para a gente poder falar, é, beleza, quando eu olho para um queniano, eu sei que ele não faz parte da etnia dos magiares, da da Hungria. São duas pessoas com aspectos muito absurdamente diferentes, mas um cara ali da Finlândia, ele tem umas uma conexão entre os magiares, o povo da Hungria, de muitos anos atrás, então já são mais parecidos. Um povo ali do do lado da Romênia, né, tem tem características próprias, mas chega um ponto ali que uma parte do país já foi da Romênia, outra parte outra parte da história foi da da da da Hungria, teve um império austro-húngaro que também dominou toda a região. Então, sempre tem essas nuances difíceis de você dizer o que que é um, o que que é outro, sabe? Eh, e Israel é a mesma coisa. Israel, judeus, então, israelitas, israelenses e judeus que os termos que a gente tá falando, mesma coisa, né? Difícil pra você definir ali. Talvez o mais fácil de definir é israelense, porque aí é uma questão de ter um carimbo e um passaporte, entendeu? Seu passaporte sai desse tema, você nasceu em uma região e aí você é chamado daquele jeito, mas você não, israelense não é uma etnia, né? Você pode ter qualquer etnia e ser israelense. Você pode ser japonês e ser israelense, de etnia japonesa, nipônica, mas nasceu em Israel, é israelense, entendeu? Então, essas coisas vocês veem, né? É muito complexo. Quando a gente fala o povo de Israel na Bíblia, também era um povo, vocês lembram? Quando o povo de Israel saiu do Egito, muitos egípcios saíram também, vieram com Israel. Tem povos que vão se convertendo, tem povos que vão, perdem batalhas, aí tem leis israelenses. Que que a gente faz? Israelitas, né? Do antigo Israel, que que a gente faz com o povo que, com a pessoa que foi aprisionada numa batalha? Ah, ele vai servir você tantos anos, aí depois, é, ele, é, tipo, casa com alguém do seu povo. Então, o próprio Israel ele foi entrando na região de Canaã e ele foi se misturando com o povo. Não de uma forma, é, necessariamente ruim, porque Deus fala: "Ah, não se misture com esses povos", no sentido de não, é, absorvam as, a, a, os costumes desses povos, que eles tinham costumes terríveis em vários aspectos. Mas, é, não necessariamente, é, essa mistura era dessa forma. Às vezes a mistura acontecia de um jeito mais espontâneo, natural e dentro até do que Deus tinha previsto ali, dentro do que estava a lei lá que Moisés estipulou de como que deveria ser as coisas. Então, mesmo no antigo Israel, é difícil quando você fala povo, falar que é uma etnia muito fechada e específica, entende? As coisas sempre se misturam. Lembra lá que Salomão teve um monte de mulheres de um monte de lugar do mundo para fazer as alianças políticas dele, então na própria, é, na própria realeza israelita, você tinha gente de etnias muito diferentes, né? Então é isso, vocês veem como essas coisas são complicadas, se eram complicadas antigamente, onde não era tão fácil você sair daqui e ir para o outro lado do mundo, imagina hoje, né? Imagina hoje, hoje essas fronteiras estão muito mais difíceis de você estabelecer esses limites étnicos, é, de identidade, são muito mais difíceis de você colocar, né? É, e é claro, vai entrar em outros, muitas discussões, discussões sobre raça e tal. Tem um exemplo que eu acho muito interessante de um, um menino de uma igreja que eu frequentei, um menino e uma menina, eles eles são irmãos gêmeos. O menino, ele praticamente é, é, é loiro do olho azul e a menina seria considerada negra, né? Ou, ou parda no Brasil. Então, é, se essas coisas acontecem, eu imagino antigamente, os povos se misturando, aí nascem dois filhos que são diferentes e tal, e aí? Ele, se ele sai daqui, vai para outro lugar e fala: "Não, faço parte daquele povo". O pessoal olha para a cara dele: "Não, você não é parte daquele povo". Mas é. Então, essas coisas são tão complexas, são tão difíceis, vocês veem onde vai parar esse, esses assuntos, né? Então, o antigo Israel, é, é o antigo Israel. Os judeus modernos são descendentes do antigo Israel, mas muita gente que não é judeu também é descendente do antigo Israel por outras vias que não seja pela mãe que tenha a genealogia judaica, é, tem muito israelita que não era descendente, é, antigo israelita que também não era descendente de Abraão originalmente, mas o pai casou com uma judia e tal. Tem todas essas questões e torna tudo muito mais complexo, muito mais difícil, né? Eh, "Igreja são galhos enxertados na oliveira que é Israel", diz aqui o Daniel. São galhos enxertados na oliveira que é Israel. Daniel. Então, o que que isso significa? É, aí, é daí que alguns vão falar: "Não, Paulo tá se referindo a um Israel espiritual". Né? Vou resumir aqui a discussão que Paulo faz lá em Daniel do capítulo nove até o capítulo 11. Ele tá se referindo à questão dos judeus na época dele. Que o que acontece? O cristianismo começa a se expandir. Você não precisa mais ser judeu para se tornar cristão, é um assunto que de vez em quando a gente fala aqui no canal. Né? Você não tem que se circuncidar para aceitar Jesus. Que em outras palavras é, você não precisa se tornar judeu para se tornar cristão. Você pode ser cristão sem ser judeu. É, o que era estranho para a época, né? Porque afinal das contas as escrituras sagradas eram dos judeus, eh, o Messias era judeu, era uma ideia judaica, o Deus de Israel era um Deus judaico, né? Então, como é que você vai aceitar esse Messias se você não vai fazer parte desse povo judeu, né? Então, é isso que foi decidido, então, eh, o, o cristianismo vai se, vai, vai crescendo, vai se expandindo, aí se expandindo e se separando do judaísmo. E aí Paulo lida com a questão. Fala: "E aí? Como é que fica? Porque a nossa expectativa é depois que Jesus veio, eh, ele se revelou como sendo Messias, ele morre, ressuscita e tal, e se torna esse povo que tá se expandindo, a expectativa era de que os judeus todos iam aceitar o Messias judaico, que é Jesus, né? Eh, ali dentro da, da expectativa dos primeiros cristãos era essa, né? Isso não acontece. Então o que acontece agora? Eles são amaldiçoados, foram rejeitados por Deus e tal? E aí Paulo vai falar dessa questão. Ele fala: "Não, eles não são rejeitados por Deus, né? Eh, acontece que agora eh Israel é algo muito maior do que isso. Eh, ele vai falar: "Todos vocês aí que chegaram agora e fazem parte desse povo, vocês são ramos enxertados na oliveira que é Israel. Não achem que vocês são melhores do que os judeus. Porque se Deus rejeitou alguns dos ramos naturais dessa oliveira, de alguns judeus que não foram fiéis a ele e foram quebrados e tirados da da oliveira, né? Imagina você que nem é um ramo natural, se você também negar esse Deus, virar as costas para essa para para para esse esse povo que você faz parte agora, você também vai ser tirado da oliveira, né? Então não acha que você é superior a esses ramos naturais. E Paulo falou: "Eu também sou natural, eu sou eu sou um judeu israelita, né? Descendente da tribo de Benjamim e tal". Então é isso que Paulo tá argumentando lá em em Romanos do capítulo 9 até o capítulo 11, né? Então nesse sentido, sim, as igrejas, todos os cristãos, cada cristão é um galho enxertado nessa oliveira que é Israel, né? Então se alguns ramos naturais são quebrados e outros são enxertados, essa oliveira Israel não é uma etnia judaica, entende? É o povo de Deus. Alguns são naturais no sentido de alguns são lá desde da época de Abraão, descendentes de Abraão. Outros são enxertados depois, né? Então essa ideia que Paulo tá falando aqui dessa oliveira de Israel, né? Então vai além da etnia, eh, embora tenha um um fator étnico por causa da promessa que Deus fez para Abraão e para sua descendência, né? Então Paulo vai comentar em outros lugares, por exemplo, na carta aos Gálatas, falando: "Olha, se você aceita Cristo é, você se torna também descendente de Abraão agora. Então, por mais que você não seja de sangue etnicamente, você tem todos os direitos como um filho adotivo né? A a fazer parte dessa família. Então, nesse sentido, sim, as igrejas, os membros da igreja, todos os nós ocidentais, as pessoas que não são não têm descendência is eh judaica, são parte de Israel, desse grande Israel, né? Desse sentido de Israel que vai para além da etnia. Essa é a ideia aqui eh no Novo Testamento lá eh que Paulo fala, principalmente em Romanos, capítulo 9 até o capítulo 11, e vai aparecer em alguns lugares, Gálatas, falando de que são descendentes de Abraão. A gente pode um dia falar disso também. É um é um é um assunto legal que a gente vai, pega e vai lendo os textos e mostrando isso na Bíblia. Eh um Aqui, Daniel, né? Que tinha falado de são galhos enxertados na oliveira, que é Israel. Israel é esposa de Deus e a igreja também é a noiva de Deus, diz aqui o Caio Machado. Vamos lá. Eh A Bíblia usa diversas metáforas para se referir a ao relacionamento entre Deus e o povo dele, né? Esse Israel, que é o povo dele, que não é uma etnia fechada, mas todos são convidados a fazer parte desse povo. Uma das metáforas é o marido e uma esposa. É a metáfora que aparece lá no livro de Oséias, é a metáfora que muita gente diz que é a grande metáfora do livro de Cantares e tal. Eh eh Tem várias outras passagens da Bíblia que Deus se refere a Israel como a a Israel, ao seu povo como um todo. E a mesma coisa que mesma analogia interessante que Paulo vai fazer entre Cristo e a igreja que é o marido e a e a sua esposa. Né? É o marido e a mulher. Então, eh nesse sentido, sim, Israel é a esposa de Deus. Mas tem outras metáforas no próprio livro de de de Oséias, se eu não me engano é no capítulo 11, que ele fala, olha, quando Israel era menino, eu eu o tomei pela mão, eu ensinei ele a andar e tal. Então, tem uma metáfora de pai e filho também. Jesus vai fazer uma outra metáfora, uma galinha que tenta reunir seus pintinhos debaixo das asas, então, também é uma ideia de de um animal e seu filhote, cuidando do seu filhote. Então, a Bíblia vai usar várias metáforas diferentes para se referir a essa relação que Deus tem com o seu povo, entendeu? Uma delas é marido e esposa. Então, nesse sentido, sim, Deus é é o marido de Israel, nesse sentido Israel que a gente tá falando, né? Não necessariamente de uma delimitação geográfica moderna do país Israel, entende? Por isso que, ó, quando a gente fala de todas essas profecias bíblicas e a gente tá falando dessa ideia de Israel, desse grande Israel, onde você tem ramos enxertados e tal, não dá para você pegar toda essa ideia e reduzir ela a um uma uma delimitação política no no no mapa, entendeu? Não é o o o o o país moderno de Israel que se refere a isso, né? Eh muita gente da história, dentro da própria Bíblia se tornou parte desse povo e não nasceu naquele pedacinho de terra específico, entendeu? Então, é por isso que a gente vai fazendo as conexões, vendo como o assunto é mais complexo do que do que isso, entende? Então, sim, eh é o a a igreja é a noiva de Deus, Israel é a esposa de Deus, né? Nesse sentido, a igreja, você tá vendo? A igreja e Israel, eles eles são abrangidos pela mesma metáfora, né? Aí vai ter algumas ideias antigas que é o supersessionismo, de que "Ah, então, a igreja veio para substituir Israel. Israel acabou e tal, agora é a igreja que manda". E eu, eu não vou muito para essa linha. Eu vou mais para a ideia de Israel sendo o nome do povo de Deus em todas as épocas, entendeu? E que nunca foi necessariamente restrito a só uma etnia, né? E também não vai ser restrito a só uma igreja, né? É o povo de Deus. Todo mundo que faz parte do povo de Deus, às vezes uma pessoa isolada num pedaço lá do mundo que nem sabe direito qual qual é a palavra que ele vai usar para se referir a esse Deus, mas ele cria esse relacionamento com esse Deus, ele tá enxertado na oliveira de Israel, ele faz parte desse povo também, entende? Então, vai ser a a as coisas vão vão funcionar desse jeito, entende? Eh, >> [roncando] >> então vamos lá. Eh, deixa eu ver onde eu tava aqui. Tá, saiu a esposa de Deus aqui no Caio Machado. Lembro que em algum lugar, se eu não tiver enganado, que uma das fronteiras finais seria o mar grande, que equivale ao Mediterrâneo. É, é uma das fronteiras. Tem essas fronteiras todas, né? Eh, aproveitando o assunto de etnia e Babel, havia um aspecto de unidade cultural em Babel, se opondo à ordem divina de se espalharem para uma multiplicidade cultural. É, voltando lá no assunto lá de trás de Babel. Tem uma ideia de que esse povo acaba representando essa ideia. De de você tornar um grande nome, eh, de se ajuntar de forma, de uma forma, vamos nos ajuntar nesse lugar e fazer um grande nome para a gente, em oposição à ideia de Deus de não, é para se espalhar, para a humanidade se espalhar e tal. Então, essas todas ideias que são associadas a esse nome Babel é, é aquela complexidade que a gente tava falando agora. Não necessariamente todas as pessoas que viviam naquele lugar pensavam exatamente dessa forma, mas se tornou um pensamento predominante e marcante, que é simbólico daquela, daquele povo, principalmente naquele período ali da construção da Torre de Babel e mais tarde na época em que Babilônia começa a se expandir no sentido de Israel. Então, acaba se tornando uma ideia associada a esse nome Babel, Babilônia. Babilônia se torna mais uma ideia do que um povo em si. Por exemplo, em Apocalipse, você tem a Babilônia aparecendo várias vezes, só que naquela época, o que que era Babilônia? Já não existia, não era mais um, um povo da, da mesma, da mesma forma como era ali, no, já não, eles não tem mais uma, uma, uma relação importante. Então, quando Apocalipse fala de Babilônia, o sentido é totalmente simbólico. Ele já tá resgatando a ideia de Babilônia se referindo a todas essas ideias e não mais a um povo, a um, em específico, entendeu? Não, não mais uma cultura específica. Eh, aí, o João até coloca aqui na, seria alguma etnia torna a pessoa imediatamente um filho de Deus? Dizem que Deus deve ser brasileiro, Eh, não, né? Não, nem na época de Israel. Tanta gente que nasceu em Israel e que a gente tem todos aqueles relatos que, ah, tanta gente que se, começou a se relacionar com outros deuses, tanta gente que abriu mão do Deus de Israel e foi fazer não sei o quê, eh, tinha aquelas pragas que vinham e matavam várias pessoas, tanta gente que nasceu entre os israelitas, descendentes de Abraão e tal e que decidiu virar as costas para esse e para e para o que esse Deus quer ensinar, ele não faz parte dessa ideia de Israel. E tem tantos outros estrangeiros que acabam fazendo parte. Olha, a Bíblia tem várias ideias tão interessantes. Porque a gente tem A Bíblia conta a história do relacionamento de Deus com a humanidade a partir da história do relacionamento de Deus com um povo, que é a descendência de Abraão. Então a gente tem a primeira parte de Gênesis contando a história geral da humanidade e a parte E a segunda parte de Gênesis, a partir do capítulo 12, a gente vai contar do relacionamento de Deus com uma família específica e com seus descendentes e com esse povo que é Israel, que é Abraão, né? Descendência de Abraão. Mas a gente tem diversas vezes pessoas que aparecem do nada e que não tem nenhuma relação com Abraão e que são pessoas que são tementes a Deus. A gente tem, por exemplo, o Jetro, o o o o sogro de de de de Moisés, né? Que era midianita. Ele era sacerdote de de Eliom. Era sacerdote do do eh de El Shaddai, se eu não me engano, que é o nome que é usado, né? Ele era sacerdote do Deus Todo-Poderoso. Ele era sacerdote de de Deus. E ele não tem nada a ver ali com os israelitas. A gente tem várias outras exemplos, né? O próprio Melquisedeque, que é o sacerdote Esse é sacerdote de Eliom, né? Eh também não tem nenhuma relação ali dele ali, tipo, Abraão conhece ele e Abraão reconhece o sacerdócio dele, né? Inclusive, né? Eh e depois, mais tarde, quando se vai falar desse desse sacerdote que, segundo a ordem de Melquisedeque, vai se evocar a figura de Melquisedeque para falar de uma figura que vai ter um sacerdócio que não tá relacionado diretamente com o sacerdócio de Abraão, né? Então Jesus é sacerdote, mas ele não é sacerdote levita. Ele não era levita, ele era da tribo de Judá, não da tribo de Levi. Então, por que que ele é sacerdote? Porque o sacerdócio dele é anterior ao próprio Abraão e aí vai se retomar a figura de Melquisedeque. Estou falando, tocando rápido aqui em assuntos que são muito profundos, daria para a gente explicar bem também em alguma outra ocasião. Mas você vê, na própria Bíblia, você tem diversos exemplos de pessoas que tinham um relacionamento com Deus e que não fazia parte do povo de Israel, totalmente alheio, não tinha nada a ver com eles, entendeu? No outro lado do mundo ali. E eram pessoas que eram tementes a Deus, né? Interessante isso daí. Eh, então não, nascer em uma em uma etnia não não quer dizer nada em relação à sua religiosidade, né? O máximo que vai querer dizer é que você pode ser crescer tendo contato com essa cultura, tendo consciência da existência de um Deus, consciência de uma história desse do relacionamento desse Deus com o povo e tal, mas não te não quer dizer nada, não te torna especial em nada, entende? A terra prometida por Deus aos hebreus, eh, é onde Israel está hoje? Então, Daniel, como eu tinha falado ali para o Oziel, a terra prometida é toda uma região que vai desde o Egito até o Eufrates. Então, Israel moderno tá nessa região, mas não é exatamente essa mesma esses mesmos limites, entende? Eh, aí o João até coloca aqui: "Porque vos digo que dessas, mesmo dessas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão, né?" Uma coisa que Jesus fala, uma fala de Jesus, que é exatamente, né? Tipo, a descendência em si não é o mais importante. Remoto o remoto, né? Tá aqui. Eh, "Roni, você já fez exame de ancestralidade genética? Esteve em em voga os os exames mostrando os o resultado, né? Eu nunca fiz, o meu irmão já fez. Eu tenho uma, uma uma ancestralidade com, com, com judeus sefaraditas, pegando esse, esse exame do meu irmão, né? É, eu teria, minha mãe tem lá um uma desconfiança muito grande, né? Ela se considera judia, porque a família dela por parte da mãe lá tem uma, uma questão judaica. Eu não tenho tanta certeza dessa, dessa ligação. Mas eu já, já tive mais interessado em relação a isso. Hoje isso já não é uma coisa que me pega muito, já não é uma coisa que eu tenho tanto tanto interesse, já não acho tão importante para mim hoje, né? Para muita gente isso é uma coisa importante, porque eu entendo isso, né? Você tendo essa ancestralidade faz você querer uma relação com essa história, com esse povo e tal, né? É, eu tento seguir mais a linha aqui que Paulo tava falando, você cria essa relação também por outros laços que não só a ancestralidade genética, digamos assim, né? É, você pode ter uma relação até mais forte com esse povo do que alguns que são descendentes de sangue, né? Então, eu não sei, eu, eu não tenho certeza da minha, da minha da minha ancestralidade judaica aí, né? É, essa passagem de Gálatas é muito forte, né? O Zé falou. Paulo usa um versículo de Habacuque para falar sobre a justificação pela fé. Mas o verso em Habacuque está falando sobre esperar em Deus, mesmo que não entenda as suas ações. Como conciliar? Então, a gente vai fazer um, um dia ainda, tô devendo para essa pessoa que eu comentei no começo aqui da live, que é fazer um, um, uma, um dia uma, uma uma explanação sobre Habacuque. Eh, eh, gente, eu já já perdi a Hoje a gente ia fazer uma coisa, uma um react, acho que já não vai dar mais, né? Eh, mas eu ia a gente fala um dia sobre Habacuque. A conclusão de Habacuque tem uma relação com o que Paulo tá falando. Não é uma relação direta, mas isso também tem a ver o seguinte: muitas vezes, antigamente, as pessoas faziam citação de texto sem considerar, necessariamente, o argumento do contexto original desse texto. Então, era uma citação para fazer uma alusão àquele texto. Você Tô pegando aquela aquela essa frase emprestada, tô me referindo a ele, mas eu tô falando agora sobre outra coisa. Entende? Isso é muito comum no texto bíblico, isso causa um monte de confusão. Muitas vezes, no texto do do Novo Testamento, "Ah, tal como tá escrito, tal coisa". Eh, só que quando você vai ver o texto original, não, não era sobre isso que ele tava falando. Ele pega aquele texto, ele ressignifica. Eh, isso não necessariamente é porque, ah, ele não entendeu o texto antigo. Não, muitas vezes a pessoa leu, entendeu. E ele vai pegar aquele texto e vai usar de um outro sentido. Isso é uma referência a um pensamento judaico, na verdade. Isso é essa maneira de fazer alusões, referências, citações do texto bíblico, mas para chegar a conclusões totalmente diferentes, dentro de um contexto totalmente diferente, isso é uma coisa que é muito comum no Talmude, por exemplo. E tem a expressão "como estava escrito" e se refere e e citam um texto do Antigo Testamento, né? Então, muitas vezes, nas discussões rabínicas do Talmude, os caras tão falando de uma outra coisa, num outro contexto, e quando ele vai falar a conclusão dele, quando ele vai resumir a conclusão dele, fala: "Isso, tal coisa é assim, como está escrito", e cita um texto bíblico que, assim, eh, tem a uma palavra que que mas tá se referindo a uma coisa totalmente diferente. Então, não é que eles estão citando errado ou distorcendo o texto, não, eles estão fazendo citando quase como um ditado aquele texto do Antigo Testamento para se referir a outra coisa agora. É um jeito de de você construir o pensamento e de você fazer alusões, que é diferente do nosso. A gente tem essa preocupação de manter uma uma coerência com o texto original. Na Bíblia não necessariamente é assim, dentro da cultura eh judaica ali do do do do do segundo templo, né, do primeiro século, também não era essa forma como você fazia. Se citava uma ideia e dentro de um contexto religioso você fazer uma referência bíblica a essa ideia, mas não necessariamente essa referência bíblica tem a ver diretamente com essa ideia, entende? Isso é complicado. É uma coisa complexa, de um jeito de pensar meio diferente do nosso. Mas é uma coisa muito comum, tanto no Talmude como no Novo Testamento. Então, eh eu nem acho que é esse caso, porque acho que no caso aqui do do texto de Habacuque, "o justo viverá pela fé", que Paulo cita, eu acho que ele tem uma tem uma relação até mais forte com Habacuque. Mas tem vários outros textos do Novo Testamento que citam textos do Antigo que não necessariamente estão dentro do mesmo contexto, estão fazendo parte do mesmo raciocínio que o texto original está fazendo, entendeu? Eh Aí o Daniel fala aqui: "Zacarias 2 outro descreve Israel a menina dos olhos de Deus". E é exato, exato. Dentro desse contexto tudo que a gente está falando, Israel é o povo de Deus. Eh e se você tem um relacionamento com Deus, você também é parte de Israel. Se você não tem você não é parte de Israel, independente da sua etnia, né? Eh é por isso que as pessoas vão falar de Israel espiritual, né? Não gosto muito desse termo porque pode levar para um outro lado, mas Israel se torna mais do que uma etnia, né? Às vezes focamos muito nas placas de igreja e etnias e dentro de cada eh placa de igreja e etnias tem o joio e o trigo, mas parece que a placa dá uma identidade e um orgulho parecido com a Babilônia. Exato, exato, João, é isso mesmo. É isso mesmo. Eh, Jetro era midianita e Midiã é um dos filhos de Abraão. Ah, diz aqui o Carlos, tá, beleza, descendente de Abraão, mas não é descendente de de Abraão pela linhagem de eh de de Jacó, Isaque, né? Não é descendente de Abraão que é descendente de Jacó, ele não é ele não é israelita. Ele é descendente de Abraão, mas não israelita. Corrigindo aí, né, levando em consideração a correção aqui do Carlos. Jó também não tem nenhuma relação. É, então, eu sei que tem gente que vai ter algumas teorias ali que Jó tem alguma relação, mas o livro mesmo de Jó não fala abertamente, eh parece um livro à parte de toda a história do relacionamento de Deus com Israel. Eh, já leu o o fator Melquisedeque? Diz aqui o Luís Fernando. Nunca li, nunca li. Jetro era queneu, sacerdote de Midiã. Eh, Josué não conquistou a terra prometida de maneira total, diz aqui o Caio Machado. Não, não. A essa porção que a gente tá falando que vai do Egito até o Eufrates, quem vai conquistar vai ser Davi. É só em Davi que essa promessa vai ser vai ser eh vai ser completada, né? Essa essa profecia vai ser cumprida. Eh, penso que essa ressignificação não seria bem recebida atualmente, diz aqui o Mateus. É, dentro do contexto intelectual, acadêmico, não é assim que se faz. Se você fizer isso na sua dissertação, você vai vai ser reprovado. Você vai estar errado. É, mas é que tá, os povos usavam os textos de formas diferentes em outras culturas, né? Não necessariamente era um jeito melhor, né? É, é só um jeito de se fazer. Né? E hoje a gente tem um outro jeito. Então tá bom, gente. Eu preciso ir. Preciso descansar. É. [roncando] Vamos deixar o react para nossa próxima live. Então, o que que eu disse que ia fazer para essa live? Vamos deixar para outra, então. É, a gente a gente deixa para uma outra ocasião. Que é, foi um um papo legal também hoje. Fiz várias questões interessantes aqui. Mas eu vou fazer isso. Eu sempre vou começar a live não lendo os comentários, porque eu, quando eu começo ainda não tem comentário. Então, para eu não ficar aqui é, olhando, falando para a câmera e tal, eu, eu vou começar lendo comentários que eu, que eu vi durante a semana, que foram colocados no canal e de repente já começo a puxar um assunto ou outro aqui. Tá bom? Então, valeu, gente. Obrigado aí pela participação de todo mundo. É sempre legal é, estar aí com vocês. Várias questões interessantes que vocês levantam e a gente vai discutindo juntos aqui. Tá bom? Então, até semana que vem. Boa noite e falou.