Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 13/03

Davar Live – 13/03

Davar Live – 13/03

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Olá pessoal, bem-vindos aí a mais uma
uma live, mais uma transmissão. Como que
vocês estão? Tudo bem?
Passamos aí mais uma semana
e muita correria
para caramba.
Assim, eh
foi
foi por pouco que eu não cancelei essa
live também, porque eu precisava
descansar.
Mas vai ser bom. A gente senta um pouco,
conversa um pouco.
Eh, vai ser bacana. Como que vocês
estão? Tá tudo tranquilo?
Aí quem tiver aí já se alguém já puder
dar aquele aquele feedback do do áudio,
do som
eh, a gente continua aqui. Queria
começar essa live de um jeito um pouco
diferente do que a gente costuma
começar.
Eu vou dar uma olhada em alguns
comentários que foram feitos em alguns
vídeos.
Eu acho que é um jeito bom da gente
começar lives, né? Começar com
comentários.
Eh,
comentários que as que as pessoas
fizeram nos vídeos, porque aí o pessoal
vai chegando. Enquanto isso a gente vai
comentando aqui.
E é isso, né? Eh, eu tava vendo que tem
pessoas aqui que
tão vendo agora que eu tô fazendo lives,
né? Então, eu tenho feito lives desde
quando foi, gente, que eu comecei a
fazer live? Foi acho que em novembro,
né?
Desde novembro agora do ano passado, de
de 2025.
Eu tô fazendo lives todas as
sextas-feiras
às
20:30, para quem tá vendo essa live
gravada.
Eh, toda sexta às 20:30. Eu vou tentar
ver se eu coloco nos cortes também,
quando eu finalmente soltar os cortes.
Eh, uma chamadinha no final falando
sobre as lives, quando elas são, algum
em algum lugar coloco
as ah ah ah
o horário das lives.
Eh, aí eu queria ver aqui o Alibalem.
Ele coloca aqui: "Meu camarada, como é
bom vê-lo. Sou aquele cara que sempre me
enche o saco no Twitter
pedindo para você fazer um estudo sobre
o livro de Habacuque.
É, tem uma pessoa lá que sempre me fala
mesmo e eu tô devendo, porque eu disse
que ia fazer. Um dia a gente faz esse
estudo.
Igual a gente fez aqui do livro de
Lamentações, o livro de Habacuque é um
livro bem legal também
para a gente pegar, um livro que fala
também sobre o sofrimento, assim como
Jó, assim como Lamentações.
Mas ele tem algumas outras coisinhas lá
que são interessantes da gente falar,
vale a pena.
Fica aí para um momento a gente fazer
essa
esse estudo sobre o livro de Habacuque.
Aí, uma pessoa até comentou aqui, a
gente tinha comentado
uns tempos atrás sobre fazer o ano
bíblico, fazer se fazer o ano bíblico
que é uma coisa boa e tal.
É,
eu comentei que eu costumo ler a Bíblia
numa passada só, em vez de fazer ano
bíblico,
começar de primeiro, no dia 1º de
janeiro e terminar no dia 31 de
dezembro.
Eu, normalmente, vou lendo.
Eu saio lendo, né? E consigo ler em
menos de um ano. Aqui a pessoa comentou,
o Biblos Metanoia, falou: "Meu ano
bíblico demora bem mais de um ano porque
gosto de me aprofundar bem".
É um jeito legal também.
Tem várias maneiras, né? Quando você vai
lendo assim, devagar, se aprofundando no
verso, você descobre algumas coisas.
Mas, por outro lado, você também perde
algumas coisas, né? Quando você vai
lendo verso por verso, vendo
comentários,
é, é diferente de quando você dá uma
passada rápida no livro, você tem uma
ideia do todo, sabe? Essa visão mais
mais afastada para você entender o um
livro como uma unidade literária,
entende?
Essa é uma coisa que, de vez em quando,
eu comento aqui no canal.
A gente
a gente tende a fazer uma teologia que a
gente fragmenta muito o texto bíblico.
É, com a divisão que tem de versos e de
capítulo e tal,
a gente ficou muito preso nos versos,
que é uma divisão que foi feita depois
do texto, né? A pessoa que escreveu
a o livro, a porção da Bíblia, ela
escreveu pensando numa unidade. Paulo
quando escreve uma carta, ele escreve
com alguns temas em mente, ele
desenvolve aqueles temas.
É, então
perdeu-se um pouco a ideia do todo.
Hoje em dia é difícil a a a você
conversar com pessoas
que gostam de do texto bíblico que tem
essa ideia do todo.
Conseguem perceber o tema central de um
livro inteiro, porque ele leu aquele
livro numa sentada só.
Pegou Isaías, leu em dois dias o livro
de Isaías inteiro para entender os temas
que são passados. É claro, você não se
aprofunda em detalhes, mas essa ideia do
todo também é um jeito de se aprofundar
no texto bíblico, entende? Então
tem esses vários aspectos. Sempre tem um
jeito de você estudar que você vai se
aprofundar em uma perspectiva, em um
aspecto, mas por outro lado você vai
deixar outro aspecto, outra perspectiva
um pouco de lado.
Então sempre é um jogo jogo de ganha
perde, entende?
É, aqui mais uma pessoa, o Kadu, falou
aqui
comentando sobre na na live passada,
falando: "Puts, você voltou
à ativa e eu não sabia". Algumas pessoas
eu não sei como funciona o o YouTube
nesse sentido, ele deixa de entregar.
É, ele deixa de dar notificação, de
entregar, então gente que me segue, o o
canal
tem aí 50.000 views, 50.000 inscritos.
E a gente
os últimos vídeos são muito baixos, eles
não têm sido entregues para todas essas
pessoas que estão em inscritas no canal,
né? Por algum motivo.
É, a Susana
de vez em quando ela comenta aqui,
acompanhou todo o vídeo falando sobre a
live passada: "Excelente, aprendi muito.
E outras tantas coisas foram
simplesmente consolidadas em meu
entendimento, principalmente sobre a
genealogia de Jesus em particular, um
aspecto de Moabe, que foi um
aprendizado. Muito obrigado. Que a gente
comentou na live passada, né, sobre
na genealogia de Jesus as mulheres que
tem
e sobre o caso de Rute ser uma moabita e
os moabitas não podiam na suas gerações
fazer parte do povo de Israel. E a gente
tem aí o neto da de uma moabita sendo
rei de Israel e nessa genealogia vem
Jesus, aquele que não deveria estar lá,
porque ele não
os moabitas são excluídos, né, da
genealogia de Israel.
É, e outras pessoas aqui
é
elogiando, né? A Cristina falou: "Olá da
vara, amo seus vídeos".
É
a pessoal comentando aqui que gostou da
ideia do react, né?
O
Lucia Faria fala: "Fez todo sentido, eu
amo os parênteses abertos. Impossível
falar sobre a Bíblia sem abrir abrir
vários parênteses.
É muito complexo e completo. A única a
uma única visão jamais abarcaria o
necessário. Aprendo demais com seus
vídeos".
É, interessante, né, sobre lá outra live
lá da da outra semana, né?
Que
realmente
esses aspectos que a gente falou agora
dos textos, a gente dividir em
versículos e tal.
Quando você tem essa visão sobre o todo,
você tem que abrir os parênteses sobre
temas dos versículos e quando você tá
falando dos versículos, você tem que o
parênteses sobre o tema do todo também.
Então, é
eu gosto de fazer lives e fazer vídeos,
porque
o esforço de organizar o pensamento
para você passar ele de uma forma
coerente para outra pessoa e pressupondo
que essa pessoa não sabe, muitos de
vocês sabem muitas das coisas que eu tô
falando aqui, mas eu tento fazer um
conteúdo que seja fácil
de fácil acesso. Então, quem não entende
muito do texto, também consiga entender
os vídeos, né? Então, esse esforço de
organizar o pensamento para passar é
interessante, porque ao organizar meu
pensamento,
algumas coisas que eu já sabia se
conectam de uma forma diferente,
entendeu?
Então, por isso que
normalmente um professor
de uma área,
ele vai saber muito bem o assunto,
porque ele não só estudou aquele assunto
como outras pessoas, mas ele revisita
esse assunto de tempos em tempos
e ele não só revisita, mas ele revisita
para ele explicar para outras pessoas
que não sabem,
para ele explicar de forma, de formas
diferentes para pessoas diferentes.
Então,
a ideia de você explicar algo para
alguém é uma ideia boa.
Ela ajuda a organizar o pensamento, ela
ajuda a você conectar ideias suas, a
manter fresco na mente algumas coisas,
né?
Então, é, isso é uma coisa bacana, né?
Por isso que tem esses parênteses que a
gente abre aqui também
nas nossas lives, porque
um assunto está dentro do outro, né,
gente?
É, é mais uma forma de organizar o
pensamento.
E é isso, gente. Estou vendo aqui que
tem um pessoal.
Ixi, agora que eu fui ver os
comentários,
o pessoal está falando de um ruído aqui
na
no áudio.
Só um segundinho, gente, eu vou
desconectar e conectar o
o microfone e vamos ver se melhora, tá
bom?
É, gente.
Aqui.
Pronto.
Voltou.
Tá bom, gente. Então,
é, é isso. Que bom que eu tô vendo o
pessoal falando que o áudio melhorou
também.
É,
tem um barulho de ventilador, na
verdade, é um um outro outro computador
que eu tenho aqui, que é cheio de
cooler. Ele tá renderizando uma coisa
aqui, coisa de trabalho, que eu deixei
renderizando à tarde e não terminou
ainda. Vai
vai até mais tarde aqui, o
esse computador aqui,
fazendo as coisas dele, né?
É, então, gente, para quem chegou
depois, o que que eu tô fazendo e é uma
coisa que eu vou tentar fazer nas lives.
Eu vou começar as lives
que às vezes, quando eu entro na live,
é, o pessoal ainda não entrou.
Então, para já ir esquentando, eu vou
entrar nas lives já comentando de de
falando sobre comentários que o pessoal
deixou aí durante a semana, é,
comentando sobre a live passada, sobre
algum outro vídeo do canal.
Então,
só um esquenta assim, que é legal,
porque aí a gente já chega,
é, quem cai na live, eu não tô aqui
perdido, tentando saber o que falar, não
sei quanta gente tá olhando e tal. A
gente já chega já
é, no no no em alguma coisa funcionando
aqui. Então, boa noite para vocês que
estão aí. Boa noite para o João, para o
Carlos.
Pessoal que tá chegando aí, o Ozel
sempre tá
sempre tá aí com a gente também, a
Lilian.
É,
Aí,
Taísa Vieira falou aqui: "Boa noite. O
que acha da Suma Teológica de Tomás de
Aquino? Estuda esses livros também?"
Não, não conheço muito de Tomás de
Aquino, muito pouco.
Eh, eu
eh,
eu
queria entrar nesses assuntos, nessa
nessas leituras também, mas eu não sei
direito como entrar
neste tipo de leitura, entende? Eh, é um
tipo de leitura que é bom ter alguém
junto de você
te
eh
te aconselhando, ajudando você a a
a
a como você entender, qual livro é
melhor começar e tal. Eu não tenho
ninguém muito próximo de mim que manja
bastante de Tomás de Aquino.
Gostaria, mas não tenho, né?
Eh, aí eu
mas se alguma hora eu entrar, eu eu
queria, eu eu tenho vontade, tenho
interesse em aprender sobre Tomás de
Aquino, sobre outros pensadores
cristãos, né?
O Mateus Dornelas diz: "Boa noite. Eu
não tenho exatamente uma dúvida, mas
hoje me chamou a atenção saber que a
Torre de Babel e Babilônia, além de ser
o mesmo nome no original, foram
construídas no mesmo lugar".
É, Mateus, elas
não é nem que são
foram construídas no mesmo lugar e têm o
mesmo nome. É a mesma coisa, entendeu?
Babilônia é Babel.
Babilônia e Babel é a mesma coisa.
Então, Babilônia, Babel é um nome antigo
eh, da Babilônia, a gente chama
Babilônia, mas em hebraico é Babel, os
dois.
Então, é interessante, tem umas relações
simbólicas aí importantes também
da ideia de que
na Ba em Babel, as pessoas queriam subir
uma uma torre alta, né, fazer uma torre
alta que chegasse ao céu, subir e tomar
o lugar de Deus.
Eh, essa ideia também aparece lá em
Isaías 14, a partir do verso 12, que
fala sobre o rei da Babilônia, uma
profecia sobre o rei da Babilônia,
que ele também queria subir, se tornar
semelhante ao Altíssimo e foi derrubado.
Daí vem a palavra Lúcifer, que é o
estrela da manhã e tal.
Então, é uma comparação, hum, é um texto
que tradicionalmente se associa à figura
de Satanás e tal.
Mas, o mais importante é que Babilônia
se torna um símbolo na Bíblia, Babilônia
barra Babel,
um símbolo daquele, do homem querendo
tomar o lugar de Deus, querendo a
adoração para ele mesmo e
oprimindo aqueles que são fiéis
a Deus, né? Então, Babilônia se torna um
símbolo que se opõe a Jerusalém dentro
do texto bíblico, isso é bem
interessante, né?
A gente já se aprofundou aqui uma vez ou
outra nisso e a gente pode, de vez em
quando, voltar nesse assunto, ele é
interessante, né?
É.
Bom, pessoal falando aqui que melhorou.
Assim que você leu os comentários e
mexeu, melhorou.
É, é.
Hoje eu tô mais escuro aqui também, eu,
eu, fiz um setting diferente aqui para,
é,
sei,
acho que fica bom também.
Aí o Daniel, ah, Algo Verde Camargo
pergunta: "Quem é a atual Babilônia?"
Babilônia, hoje,
não existe a Babilônia, não existe uma
continuidade desse povo diretamente,
como um país assim, não, a Babilônia é
tal país, não tem.
O que seria Babilônia fica hoje no
Iraque.
É,
mas o país Iraque, o povo iraquiano é
descendente também dos babilônicos e de
outras coisas, aconteceu muita coisa de
lá para cá, então, não tem uma
continuidade direta mantendo uma
identidade cultural da Babilônia,
entende?
Então,
hoje estaria no Iraque, mas o, o Iraque,
o país Iraque, o povo iraquiano é já um,
um,
uma construção já que, de, de muitas
outras coisas que aconteceram depois,
ali da Babilônia.
É, aí o Carlos coloca que "Bab porta, El
Deus", né? Babel, a porta de Deus, os
portões de Deus.
Que é uma ideia interessante, de vez em
quando eu falo aqui sobre isso, né,
gente?
É,
a gente normalmente fala: "Ah, Babel,
Babilônia é confusão".
É, Babilônia significa confusão, Babel é
uma grande confusão.
Meu cachorro aqui passeando pela casa.
É, Babel é uma grande confusão, no texto
bíblico não é esse o significado, é uma,
é um jogo de palavras
que
que o texto lá de Gênesis 11 faz
com a ideia de Babel e Balel. Balel é
confusão, Babel
é, como o Carlos colocou aqui, os
portões de Deus. Então fala: "Ah,
é Babel,
é, e Deus fazer uma confusão em Babel,
né? Porque é Balel, porque é confusão".
A ideia é que você chega, faz essa, essa
torre, chega até os céus, domina os
portões de Deus.
Que você quer tomar o lugar de Deus, né?
Você quer tomar, tomar o lugar do
Altíssimo.
Tem a ver com uma estratégia de guerra
antiga, que é você domina os portões da
cidade, imagina uma cidade murada,
não existe míssil,
não, você não tem o que fazer,
o como você vai dominar uma cidade
murada? Você domina os portões.
Dominando os portões, você domina a
cidade. Por isso as pessoas morriam de
fome na guerra.
Porque você sitiava a cidade, dominava
os portões e aí as pessoas
não podiam entrar nem sair e aí quando
elas
estavam morrendo de fome, elas se
rendiam e você dominava a cidade, né?
Essa era
a estratégia aí para você dominar uma
cidade. Então a ideia de, dos portões,
é, chegar até Deus, chegar até os
portões de Deus, essa ideia de querer
dominar Deus,
de querer tomar o lugar de Deus, né? Que
é a ideia de Balel.
É, de Balel não, de Babel.
Que é Babel, que é Babilônia.
Pretende trazer algum convidado para as
lives? Eu gosto dos seus vídeos com
convidados, aqui a Lilian. Olha, tem,
tem convidados que eu queria trazer com
um tempinho, eu só preciso me organizar
para conversar com essas pessoas e
fazer, aí não, não sei se eu faria uma
live ou se a gente faria gravado, não
sei como funcionaria agora que a gente
tá fazendo lives, né?
Mas essa,
eu gosto também de, de fazer conversando
com pessoas. Tem pessoas que eu conheço,
que eu
estou convivendo mais agora que
pode trazer coisas interessantes aí para
as lives, né?
Nem esse Israel é o Israel da Bíblia,
imagina a Babilônia, diz aqui a Lilian
Guedes. É,
o, o Israel da Bíblia
os judeus hoje são descendentes dos
israelitas, é verdade.
Mas
o Israel moderno é uma reconstrução de
uma ideia de que tinha no passado, não é
a mesma coisa, né?
É,
você
tanto que a gente faz essa separação
entre israelense, israelita
e judeu.
É, e hebreu.
Que também é um, é, é um, é um pouco
mais confuso, né? Hebreu não é um termo
que se usa tanto hoje.
O, hebreu ou hebraico hoje se utiliza
mais em relação à língua, mas hebreu
seria o povo hebreu.
Seria a, a, a, os descendentes de
Abraão.
É,
a palavra hebreu não vem de Abraão, mas
tem uma discussão aí
sobre essa, se ele vem de Éber, que é um
dos descendentes de Abraão, ou se vem do
termo que significa de vir a,
do além, da terra que vai além do, do
rio que cortava a região.
É, então hebreu antigamente se referia
ali aos descendentes de Abraão, mas é um
termo que não deixa deixou de ser
utilizado.
Quando a gente fala do do povo antigo do
Antigo Testamento, normalmente a gente
fala dos israelitas.
Então os israelitas são os descendentes
de Abraão, é o povo que saiu do Egito, é
o povo eh que que que fez ali aquele
reino lá na época de Davi e Saul
e Salomão.
Eh então esses são os israelitas.
Depois do exílio
eh a gente tem um pouco antes do exílio
a destruição dos 10 reinos de Israel
e aí
quando a Babilônia vem e invade
Jerusalém, destrói tudo
a gente tem uma reconstrução agora só
daquela parte, daquele resto que voltou,
né, do do reshit, dos remanescentes do
povo que voltaram, reconstruíram, então
esses remanescentes são chamados de
judeus, que eles são descendentes da
tribo de Judá.
E aquela região acaba se tornando se
chamando de Judá, né?
Eh e não é mais
o reino de Israel, se torna uma
província de Judá, no no início uma
província eh persa
porque está sob domínio persa
e depois vai se tornar uma província
grega, vai se tornar uma província
romana
mas nunca mais se torna um reino
independente.
Então
a gente chama a partir daí esse povo do
povo judeu, a partir do retorno do
exílio.
E a gente chama de israelense agora
quem nasce nesse país moderno de Israel,
que foi fundado ali em 1948.
Então
tem esses termos, né? O o israelense
muitos israelenses são judeus, mas nem
todo israelense é judeu, tem israelense
que é palestino, tem israelense
que é que é que é cristão. Então você
nasceu no país de Israel, você tem um
passaporte israelense e você é
israelense.
Independente da sua religião,
independente da sua etnia.
Judeu é uma identidade um pouco mais
complicada de se definir.
É, se você é filho de ou de mãe judia,
você é judeu, mas o judaísmo se refere
também a uma religião. Então, em tese,
existem judeus que são ateus, existem
judeus que são cristãos, existem judeus
que seguem outras religiões que não são
o judaísmo.
É, então, é uma etnia, ao mesmo tempo é
uma religião, é uma identidade um pouco
mais confusa. E israelense, né, quer
dizer, israelita é aqueles que
viveram no antigo Israel, no antigo
fazem parte do antigo povo de Israel,
descendente de Abraão até
o período do exílio.
Entende? Então, tem todas essas palavras
que se referem a povos que estão
conectados, têm uma descendência, têm
uma, mas não é exatamente a mesma coisa,
entende? Por isso que tem termos
diferentes para se referir a esses
a esses conceitos diferentes.
Aí, para a gente fazer essa diferença
entre o Israel moderno, o Israel antigo,
entre, eh,
o povo que vivia antes do exílio, o povo
que viveu depois do exílio e assim por
diante, né?
A a localidade do Israel da Bíblia
equivale ao do do estado atual ou era em
outro lugar? Então, o Israel equivale
mas quando você fala do Israel da
Bíblia, você tá falando de que época?
Entende? Porque as fronteiras de Israel,
elas são diferentes dependendo da época.
Então,
por exemplo, na época de Abraão, não
tinha Israel.
O máximo que se tem é a região de
Macpela, onde Macpela ou Macpela, onde
Abraão compra um pedacinho de terra para
enterrar
ali a sua esposa e tal, ele é enterrado
lá, então tem uma região que inclusive
eu nem tenho, eu acho que hoje nem faz
parte de Israel, tá na Cisjordânia, se
eu não me engano.
É.
Aí depois quando o povo vem do, depois
do êxodo e eles chegam e começam a, a,
a, a,
a entrar na terra, eles vão dominando,
então as fronteiras vão se modificando
conforme eles vão dominando. Tem aquele
período da Bíblia imenso que você tem
guerra com os filisteus, então você
expande, mais ou menos que você perde
território, aí tem um território que
você não sabe que é israelita, mas o, o
rei de Israel fez um, um
fez um, um, uma estátua lá para um outro
Deus e aí ela tem uma mistura, então a
ideia de fronteira
que a gente conhece hoje, que é aquela
fronteira bem certinha, definida no
mapa, é uma ideia moderna.
Os povos antigos, eles tinham
fronteiras, mas eram um pouco mais
complexo do que é hoje, às vezes as
fronteiras eram uma coisa física, ah,
naquele, a partir daquele rio para lá é
você, daquele rio para cá é,
é a gente.
Então as fronteiras de Israel vão
mudando com o tempo, eles vão dominando,
vão perdendo território e tal. Davi
chega a dominar desde o, do
do rio do Egito, né? Desde do Egito até
o rio Eufrates, toda aquela porção de
terra
é, que Deus tinha prometido para Abraão.
Chega a fazer parte de Israel na época
de Davi.
Né, Davi que consegue dominar essa
região toda, mas depois dali também o, o
reino começa a se perder de novo, depois
tem a divisão entre reino do norte,
reino do sul.
Então é, é mais ou menos na localidade
do Israel moderno.
Mas por exemplo, é, o Israel moderno
é,
tem uma região que a gente chama de
Cisjordânia, que é uma região em
disputa,
é,
que é o que seria o estado da Palestina,
mas é um estado que não é reconhecido
ainda por, eh, outros países e é um, e é
difícil porque você tem na Cisjordânia,
você tem um grupo que é a, o, o, a
autoridade palestina que domina,
enquanto você tem em Gaza o Hamas, né?
Então, você tem governos diferentes para
diferentes partes, então é difícil você
ter essa coesão de estado moderno hoje
para Palestina, né? Eh, em, mas,
por exemplo,
eh, Belém, que é onde Jesus nasceu, onde
Davi nasceu também, que é até uma cidade
importante
para a história judaica e para a
história cristã,
a cidade de Belém, ela não fica dentro
do território do de Israel moderno, ela
fica nessa, na Cisjordânia, onde seria
Palestina, nesse território em disputa.
Eh,
então,
grande parte do Israel moderno fica onde
de grande parte antigamente era o antigo
Israel,
eh, mas tem pedaços que pertencem a
outros, outras,
outros povos antigamente, pedaços, eh,
do Israel antigo hoje não é parte do,
do, do Israel moderno, então,
tem ali uma fronteira mais ou menos
parecida, mas não exatamente igual. E
até as fronteiras do Israel moderno
também estão em disputa, né? O pessoal
faz assentamento na Cisjordânia para
tentar expandir e tal, então é um
assunto complicado.
Mas, a rigor, não é exatamente o mesmo
lugar, ali, o Israel, eh, do, do Israel
moderno e do Israel na época da Bíblia,
se a gente considerar, principalmente na
época de Davi, que é desde o do Egito
até o rio Eufrates, toda aquela parte
ali, beirando o Mediterrâneo, eh, não,
o reino de Davi era muito maior do que o
Israel moderno.
Eh, mas Israel moderno também hoje
abrange umas regiões que em determinados
períodos bíblicos não eram de Israel.
Então tem toda essa questão, né?
É.
Aí o Daniel coloca aqui: "Israel
continua sendo a nação escolhida de
Deus".
Esse é um assunto controverso.
É, porque é difícil, a Bíblia fala de
Israel.
É, mas quando você tem uma nação moderna
e escolhe esse mesmo nome,
automaticamente tudo vale para ele
também na Bíblia? Entende?
É, é só uma questão de você usar o nome
que estava sendo usado na Bíblia que
tudo na Bíblia se referindo àquilo vale
para você também? Entende?
É, se a gente criasse aqui no no Brasil,
eu sei que eu tô eu tô pegando a ideia e
tô
expandindo ela ao absurdo, né?
Mas se a gente
criasse uma cidade aqui no Brasil
chamada Israel,
as pessoas não iam poder falar: "Não,
Israel é aqui". Igual Belém, né? Belém
do Pará.
É,
não é a Belém da Bíblia, Belém Efrata,
de onde viria o Salvador, não é a cidade
onde Jesus e onde Davi nasceu, né? Muita
gente discorda.
É,
o pessoal lá do do do de Belém do Pará,
né? Tem muita gente que fala: "Não,
Jesus nasceu aqui, né?
É, Deus é brasileiro".
Mas você entende o que eu quero dizer
com esse exemplo? Vou A nação de hoje é
uma nação é é um é um estado moderno que
é um outro tipo de organização, não é a
mesma coisa que o o povo de Israel
antigo,
que usou o mesmo nome e fez ali mais ou
menos na mesma região.
Muita gente é descendente daquele povo,
mas nem todos são.
É.
O governo israelense moderno
é laico, mas ao mesmo tempo tem muita
influência religiosa, mas não é a mesma
coisa que o antigo Israel, entende?
É.
Então assim, é muito complexo, espinhoso
esse assunto, né?
Eu, particularmente,
eu não acho que
é, o país de Israel hoje,
ele é a mesma coisa que o Israel
bíblico. É, a minha percepção, a minha
visão, a minha leitura que eu tenho na
Bíblia é que o nome Israel na Bíblia se
refere ao povo de Deus em todas as
épocas.
Paulo vai falar isso lá em Romanos, do
capítulo 9 até o capítulo 11.
Você aceita Deus, você é enxertado na
oliveira de Israel, você passa a fazer
parte de Israel, você se torna Israel.
Então, Israel é o nome do povo de Deus.
Lá na época de Abraão,
quem era Israel? Era aquela, aquele,
aqueles descendentes de Jacó e tal. É,
hoje, quem é Israel? Muita gente no
mundo inteiro que aceita esse Deus e
passa a fazer parte dessa nação, né?
Então, é assim que eu penso,
particularmente.
Não é uma, uma substituição do, do, do,
do, do do povo israelita lá, mas é uma
expansão, uma continuação desse povo,
né?
Somos ramos enxertados, nós que não
somos descendentes
diretos de Abraão, somos ramos
enxertados na oliveira de Israel. É
assim que, que Paulo fala ali
pros romanos, né? A gente pode um dia
também falar sobre isso, o capítulo 9
até o capítulo 11 de Romanos
fala sobre isso daí.
É.
Deixa eu me achar aqui.
É, aí a Lilian coloca: "Estranho, né? Os
judeus de hoje em dia são todos brancos,
parecendo europeu". É, exato, Lilian.
Porque é que tá,
um povo
é uma continuidade, mas ao mesmo um não
é, entende? É muito difícil. Eu vou usar
um exemplo aqui clássico que o pessoal
usa para filosofia, para outras coisas,
mas ela vale muito para isso também. É
uma corda.
Então, quando você pega uma corda,
o começo da corda é igual ao final da
corda, mas a corda é feita de várias
fibras.
E as fibras que estão no final da corda
não são as mesmas que estão no começo da
corda, entende?
Então, você entende como uma
continuidade, você entende como o mesmo
objeto, mas
a ponta da corda é diferente do começo
da corda, né? Então, isso vale para
qualquer povo, não só para os judeus
modernos, né? Os judeus têm uma história
de mistura com outros povos, eh
assim,
muita gente eh se misturou com os judeus
em diversas épocas. O próprio Israel na
época bíblica já era uma mistura com
outros povos, né? Então, o o os
os descendentes lá de José que cresceram
no Egito
não se tornaram uma grande nação, eles
não se tornaram uma grande nação sendo
uma família fechada e só casando entre
eles, né?
Provavelmente casaram com egípcios
também, com outros povos, né? Tinha um
servo que veio lá de outro lugar do
mundo, aí ele casa com a filha de não
sei quem. Então, isso
a ideia de de de povo não é uma ideia
totalmente fechada, né?
E quando a gente pega isso e vê essa
história, extrapola desde a época de de
de Abraão,
de de José até hoje, aí muito mais, né?
Então, você fala judeu como uma etnia e
de fato é uma etnia,
mas não é uma etnia como, voltando ao
exemplo da corda, é uma etnia formada de
vários eh vários eh
vários fragmentos de lugares diferentes
e que a gente tem que definir uma uma
uma
um limite que é arbitrário sobre o que é
o que não é, entende?
Então, por exemplo, existem judeus
iemenitas.
Você olha esses judeus iemenitas, eles
parecem pessoas do Iêmen.
Existem judeus asquenazitas.
Quem são os judeus asquenazitas? São os
judeus que viviam ali, principalmente no
leste europeu, né, no na na Europa e no
leste europeu.
São judeus loiros de olho azul, são aí,
sei lá,
Steven Spielberg, para eu que eu sou que
eu sou mais velho, e é o judeu mais
famoso lá na época, que é um cara
branco, loiro, de olho azul, né?
Eh, existem judeus asquenazitas e
sefaraditas. Os sefara, os judeus
sefaraditas eram os judeus ali mais da
região da Espanha, tem uma influência
árabe, moura, porque os mouros dominaram
a
região. Então, eles costumam ter, eh,
até feições mais, eh,
eh, mais escuras e tal. Então, assim,
você a gente também pensa em judeu
pensando num estereótipo específico,
né?
Caiu até colocou aqui agora, tem os
judeus negros etíopes, né? Exato. Então,
assim, eh,
o judaísmo é um um povo, é uma etnia,
mas ao mesmo tempo ele também é composto
de várias etnias diferentes, né?
A gente, no Brasil, não tá muito, a
gente não tem muito essa ideia de de
de um um povo sendo um uma etnia e tal
tão firmada na nossa mente, porque o
brasileiro não tem rosto, né? O pessoal
fala. Tem brasileiro que tem cara de
japonês, tem brasileiro tem cara de de
alemão, tem brasileiro tem cara de
africano, de um país da África, né? De
de angolano, de de gente que vem da
Serra Leoa ou de outros lugares da
África.
Então, a gente não tem tanto, nós
brasileiros, essa ideia de essa é a
nossa etnia, mas muitos países europeus,
até hoje, e é claro que isso aí vai ter
um um vai
vai ter uma interseção com a ideia
também de racismo e de supremacia de uma
raça específica, de etnia específica,
não é à toa que essa ideia surgiu e foi
tão
forte na Alemanha, nos anos 30, na
região da Europa, porque tem muitos
países europeus que são
um povo que tem uma etnia,
mas mesmo eles, mesmo quando são um povo
que você olha para a cara deles, ah,
esse cara é dessa região, você olha
assim lá para um irlandês, ele tem cara
de irlandês, né?
Eh, tem alguns povos que têm
características muito muito fortes, mas
até mesmo essas pessoas
elas são um povo, uma etnia que durante
a história teve várias misturas também.
Não existe a ideia de um de um povo que
se
manteve sozinho, excluído e é e foi se
reproduzindo entre si mesmo e se tornou
o povo de hoje, não. A ideia de etnia,
ela é sempre a uma borda muito eh não
muito bem definida, que a gente tem que
ter um limite arbitrário para a gente
poder falar, é,
beleza,
quando eu olho para um queniano, eu sei
que ele não faz parte da etnia dos
magiares, da da Hungria.
São duas pessoas com aspectos muito
absurdamente diferentes,
mas
um cara ali da Finlândia,
ele tem umas uma conexão entre os
magiares, o povo da Hungria, de muitos
anos atrás, então
já são mais parecidos. Um povo ali do do
lado da Romênia, né, tem tem
características próprias, mas chega um
ponto ali que uma parte do país já foi
da Romênia, outra parte outra parte da
história foi da da da da Hungria, teve
um império austro-húngaro que também
dominou toda a região. Então, sempre tem
essas nuances difíceis de você dizer o
que que é um, o que que é outro, sabe?
Eh,
e Israel é a mesma coisa.
Israel, judeus, então, israelitas,
israelenses e judeus que os termos que a
gente tá falando, mesma coisa, né?
Difícil pra você definir ali. Talvez o
mais fácil de definir é israelense,
porque aí é uma questão de ter um
carimbo e um passaporte, entendeu? Seu
passaporte sai desse tema, você nasceu
em uma região e aí você é chamado
daquele jeito, mas você não, israelense
não é uma etnia, né?
Você pode ter qualquer etnia e ser
israelense. Você pode ser japonês e ser
israelense, de
etnia japonesa, nipônica, mas nasceu em
Israel, é israelense, entendeu?
Então, essas coisas vocês veem, né? É
muito complexo. Quando a gente fala o
povo de Israel na Bíblia, também era um
povo, vocês lembram? Quando o povo de
Israel saiu do Egito, muitos egípcios
saíram também, vieram com Israel.
Tem povos que vão se convertendo, tem
povos que vão, perdem batalhas, aí tem
leis israelenses. Que que a gente faz?
Israelitas, né? Do antigo Israel, que
que a gente faz com o povo que, com a
pessoa que foi aprisionada numa batalha?
Ah, ele vai servir você tantos anos, aí
depois, é, ele, é, tipo, casa com alguém
do seu povo. Então, o próprio Israel ele
foi entrando na região de Canaã e ele
foi se misturando com o povo.
Não de uma forma, é, necessariamente
ruim, porque Deus fala: "Ah, não se
misture com esses povos", no sentido de
não,
é, absorvam
as, a,
a, os costumes desses povos, que eles
tinham costumes terríveis em vários
aspectos.
Mas, é, não necessariamente, é, essa
mistura era dessa forma. Às vezes a
mistura acontecia de um jeito mais
espontâneo, natural e dentro até do que
Deus tinha previsto ali, dentro do que
estava a lei lá que Moisés estipulou de
como que deveria ser as coisas. Então,
mesmo no antigo Israel, é difícil quando
você fala povo, falar que é uma etnia
muito fechada e específica, entende?
As coisas sempre se misturam. Lembra lá
que Salomão teve
um monte de mulheres de um monte de
lugar do mundo para fazer as alianças
políticas dele, então na própria, é, na
própria realeza israelita, você tinha
gente de etnias muito diferentes, né?
Então é isso, vocês veem como essas
coisas são complicadas, se eram
complicadas antigamente, onde não era
tão fácil você sair daqui e ir para o
outro lado do mundo,
imagina hoje, né?
Imagina hoje, hoje essas fronteiras
estão muito mais difíceis de você
estabelecer esses limites étnicos, é, de
identidade, são muito mais difíceis de
você colocar, né?
É, e é claro, vai entrar em outros,
muitas discussões, discussões sobre raça
e tal. Tem um exemplo que eu acho muito
interessante de um, um menino de uma
igreja que eu frequentei, um menino e
uma menina, eles eles são irmãos gêmeos.
O menino,
ele praticamente é,
é, é loiro do olho azul e a menina seria
considerada negra, né? Ou, ou parda no
Brasil.
Então, é, se essas coisas acontecem, eu
imagino antigamente, os povos se
misturando, aí nascem dois filhos que
são diferentes e tal, e aí? Ele,
se ele sai daqui, vai para outro lugar e
fala: "Não, faço parte daquele povo". O
pessoal olha para a cara dele: "Não,
você não é parte daquele povo". Mas é.
Então, essas coisas são tão complexas,
são tão difíceis, vocês veem onde vai
parar esse, esses assuntos,
né? Então,
o antigo Israel,
é,
é o antigo Israel.
Os judeus modernos são descendentes do
antigo Israel, mas muita gente que não é
judeu também é descendente do antigo
Israel por outras vias que não seja pela
mãe que tenha a genealogia judaica, é,
tem muito israelita que não era
descendente, é, antigo israelita que
também não era descendente de Abraão
originalmente, mas o pai casou com uma
judia e tal. Tem todas essas questões e
torna tudo muito mais complexo, muito
mais difícil, né?
Eh,
"Igreja são galhos enxertados na
oliveira que é Israel", diz aqui o
Daniel.
São galhos enxertados na oliveira que é
Israel.
Daniel.
Então, o que que isso significa? É, aí,
é daí que alguns vão falar: "Não, Paulo
tá se referindo a um Israel espiritual".
Né?
Vou resumir aqui a discussão que Paulo
faz lá em Daniel do capítulo nove até o
capítulo 11.
Ele tá se referindo à questão dos judeus
na época dele.
Que o que acontece? O cristianismo
começa a se expandir.
Você não precisa mais ser judeu para se
tornar cristão, é um assunto que de vez
em quando a gente fala aqui no canal.
Né? Você não tem que se circuncidar para
aceitar Jesus.
Que em outras palavras é, você não
precisa se tornar judeu
para se tornar cristão. Você pode ser
cristão sem ser judeu.
É, o que era estranho para a época, né?
Porque afinal das contas
as escrituras sagradas eram dos judeus,
eh, o Messias era judeu, era uma ideia
judaica, o Deus de Israel era um Deus
judaico, né?
Então, como é que você vai aceitar esse
Messias
se você
não vai fazer parte desse povo judeu,
né?
Então,
é isso que foi decidido, então,
eh,
o, o cristianismo vai se,
vai, vai crescendo, vai se expandindo,
aí se expandindo e se separando do
judaísmo. E aí Paulo lida com a questão.
Fala: "E aí?
Como é que fica? Porque
a nossa expectativa é depois que Jesus
veio,
eh, ele se revelou como sendo Messias,
ele morre, ressuscita e tal, e se
torna esse povo que tá se expandindo,
a expectativa era de que os judeus todos
iam aceitar
o Messias judaico, que é Jesus, né? Eh,
ali dentro da, da expectativa dos
primeiros cristãos era essa, né?
Isso não acontece. Então o que acontece
agora? Eles são amaldiçoados, foram
rejeitados por Deus e tal? E aí Paulo
vai falar dessa questão. Ele fala: "Não,
eles não são rejeitados por Deus, né?
Eh, acontece que agora eh Israel
é algo muito maior do que isso.
Eh, ele vai falar:
"Todos vocês aí que chegaram agora e
fazem parte desse povo, vocês são ramos
enxertados na oliveira que é Israel. Não
achem que vocês são melhores do que os
judeus.
Porque se Deus rejeitou alguns dos ramos
naturais dessa oliveira, de alguns
judeus que não foram fiéis a ele e foram
quebrados e tirados da da oliveira,
né? Imagina você que nem é um ramo
natural, se você também negar esse Deus,
virar as costas para essa para para para
esse esse povo que você faz parte agora,
você também vai ser tirado da oliveira,
né? Então não acha que você é superior a
esses ramos naturais.
E Paulo falou: "Eu também sou natural,
eu sou eu sou um judeu israelita, né?
Descendente da tribo de Benjamim e tal".
Então é isso que Paulo tá argumentando
lá em em
Romanos do capítulo 9 até o capítulo 11,
né? Então nesse sentido, sim, as
igrejas, todos os cristãos, cada cristão
é um galho enxertado nessa oliveira que
é Israel,
né?
Então se alguns ramos naturais são
quebrados e outros são enxertados, essa
oliveira Israel não é uma etnia judaica,
entende?
É o povo de Deus.
Alguns são naturais no sentido de alguns
são lá desde da época de Abraão,
descendentes de Abraão.
Outros são enxertados depois,
né? Então essa ideia que Paulo tá
falando aqui dessa oliveira de Israel,
né? Então vai além da etnia,
eh, embora
tenha um um fator étnico
por causa da promessa que Deus fez para
Abraão e para sua descendência, né?
Então
Paulo vai comentar em outros lugares,
por exemplo, na carta aos Gálatas,
falando: "Olha, se você
aceita Cristo
é, você se torna também descendente de
Abraão agora.
Então, por mais que você não seja de
sangue etnicamente, você tem todos os
direitos como um filho adotivo
né? A a fazer parte dessa família.
Então, nesse sentido, sim, as igrejas,
os membros da igreja, todos os nós
ocidentais, as pessoas que não são não
têm descendência is eh
judaica,
são parte de Israel, desse grande
Israel, né? Desse sentido de Israel que
vai para além da etnia.
Essa é a ideia aqui eh no Novo
Testamento lá eh que Paulo fala,
principalmente em Romanos, capítulo 9
até o capítulo 11, e vai aparecer em
alguns lugares, Gálatas, falando de que
são descendentes de Abraão. A gente pode
um dia falar disso também. É um é um é
um assunto legal que a gente vai, pega e
vai lendo os textos e mostrando isso na
Bíblia.
Eh um Aqui, Daniel, né? Que tinha falado
de são galhos enxertados na oliveira,
que é Israel.
Israel é esposa de Deus e a igreja
também é a noiva de Deus, diz aqui o
Caio Machado.
Vamos lá. Eh
A Bíblia usa diversas metáforas para se
referir a ao relacionamento entre Deus e
o povo dele, né? Esse Israel, que é o
povo dele, que não é uma etnia fechada,
mas todos são convidados a fazer parte
desse povo.
Uma das metáforas é
o marido e uma esposa.
É a metáfora que aparece lá no livro de
Oséias, é a metáfora que muita gente diz
que é a grande metáfora do livro de
Cantares e tal. Eh eh Tem
várias outras passagens da Bíblia que
Deus se refere a Israel como a a Israel,
ao seu povo como um todo.
E a mesma coisa que mesma analogia
interessante que Paulo vai fazer entre
Cristo e a igreja
que é o marido e a e a sua esposa.
Né? É o marido e a mulher.
Então, eh
nesse sentido, sim, Israel é a esposa de
Deus.
Mas tem outras metáforas
no próprio livro de de de Oséias, se eu
não me engano é no capítulo 11, que ele
fala, olha, quando Israel era menino, eu
eu o tomei pela mão, eu ensinei ele a
andar e tal. Então, tem uma metáfora de
pai e filho também.
Jesus vai fazer uma outra metáfora, uma
galinha que tenta reunir seus pintinhos
debaixo das asas, então, também é uma
ideia de de um animal e seu filhote,
cuidando do seu filhote. Então, a Bíblia
vai usar várias metáforas diferentes
para
se referir a essa relação que Deus tem
com o seu povo, entendeu?
Uma delas é marido e esposa. Então,
nesse sentido, sim, Deus é é o marido de
Israel,
nesse sentido Israel que a gente tá
falando, né?
Não necessariamente de uma delimitação
geográfica moderna do país Israel,
entende? Por isso que, ó, quando a gente
fala de todas essas profecias bíblicas e
a gente tá falando
dessa ideia de Israel, desse grande
Israel, onde você tem ramos enxertados e
tal, não dá para você pegar toda essa
ideia
e reduzir ela a um uma uma delimitação
política no no no mapa, entendeu?
Não é o o o o o país moderno de Israel
que se refere a isso, né? Eh
muita gente da história, dentro da
própria Bíblia
se tornou parte desse povo e não nasceu
naquele pedacinho de terra específico,
entendeu?
Então,
é por isso que a gente vai fazendo as
conexões, vendo como o assunto é mais
complexo do que do que isso, entende?
Então,
sim, eh é o
a
a igreja é a noiva de Deus, Israel é a
esposa de Deus, né?
Nesse sentido, a igreja, você tá vendo?
A igreja e Israel,
eles
eles são abrangidos pela mesma metáfora,
né? Aí vai ter algumas ideias antigas
que é o supersessionismo, de que "Ah,
então, a igreja veio para substituir
Israel. Israel acabou e tal, agora é a
igreja que manda".
E eu, eu não vou muito para essa linha.
Eu vou mais para a ideia de
Israel sendo o nome do povo de Deus em
todas as épocas, entendeu?
E que nunca foi necessariamente restrito
a só uma etnia,
né? E também não vai ser restrito a só
uma igreja, né? É o povo de Deus. Todo
mundo que faz parte do povo de Deus, às
vezes uma pessoa isolada num
pedaço lá do mundo que nem sabe direito
qual qual é a palavra que ele vai usar
para se referir a esse Deus, mas ele
cria esse relacionamento com esse Deus,
ele tá enxertado na oliveira de Israel,
ele faz parte desse povo também,
entende?
Então,
vai ser a a as coisas vão vão funcionar
desse jeito, entende?
Eh,
>> [roncando]
>> então vamos lá.
Eh,
deixa eu ver onde eu tava aqui.
Tá, saiu a esposa de Deus aqui no Caio
Machado. Lembro que em algum lugar, se
eu não tiver enganado, que uma das
fronteiras finais seria o mar grande,
que equivale ao Mediterrâneo.
É, é uma das fronteiras.
Tem essas fronteiras todas, né?
Eh,
aproveitando o assunto de etnia e Babel,
havia um aspecto de unidade cultural em
Babel, se opondo à ordem divina de se
espalharem para uma multiplicidade
cultural. É, voltando lá no assunto lá
de trás de Babel.
Tem uma ideia de que esse povo acaba
representando essa ideia.
De de você
tornar um grande nome, eh,
de se ajuntar
de forma, de uma forma, vamos nos
ajuntar nesse lugar e fazer um grande
nome para a gente, em oposição à ideia
de Deus de não, é para se espalhar,
para a humanidade se espalhar e tal.
Então, essas todas ideias que são
associadas a esse nome Babel é, é aquela
complexidade que a gente tava falando
agora.
Não necessariamente todas as pessoas que
viviam naquele lugar pensavam exatamente
dessa forma, mas se tornou um pensamento
predominante e marcante, que é simbólico
daquela, daquele povo, principalmente
naquele período ali da construção da
Torre de Babel e mais tarde na época em
que Babilônia começa a se expandir no
sentido de Israel.
Então, acaba se tornando uma ideia
associada a esse nome Babel, Babilônia.
Babilônia se torna mais uma ideia do que
um povo em si. Por exemplo, em
Apocalipse, você tem a Babilônia
aparecendo várias vezes, só que naquela
época, o que que era Babilônia? Já não
existia, não era mais um, um povo da, da
mesma, da mesma forma como era ali, no,
já não, eles não tem mais uma, uma, uma
relação importante. Então, quando
Apocalipse fala de Babilônia, o sentido
é totalmente simbólico. Ele já tá
resgatando a ideia de Babilônia se
referindo a todas essas ideias e não
mais a um povo, a um, em específico,
entendeu? Não, não mais uma cultura
específica.
Eh,
aí, o João até coloca aqui na, seria
alguma etnia torna a pessoa
imediatamente um filho de Deus? Dizem
que Deus deve ser brasileiro,
Eh,
não, né? Não, nem na época de Israel.
Tanta gente que nasceu em Israel
e que a gente tem todos aqueles relatos
que, ah, tanta gente que se, começou a
se relacionar com outros deuses, tanta
gente que abriu mão do Deus de Israel e
foi fazer não sei o quê, eh, tinha
aquelas pragas que vinham e matavam
várias pessoas, tanta gente que nasceu
entre os israelitas, descendentes de
Abraão e tal
e que decidiu virar as costas para esse
e para e para o que esse Deus quer
ensinar,
ele não faz parte dessa ideia de Israel.
E tem tantos outros estrangeiros que
acabam fazendo parte. Olha, a Bíblia tem
várias ideias tão interessantes.
Porque a gente tem A Bíblia conta a
história do relacionamento de Deus com a
humanidade a partir da história do
relacionamento de Deus com um povo,
que é a descendência de Abraão.
Então a gente tem a primeira parte de
Gênesis contando a história geral da
humanidade e a parte E a segunda parte
de Gênesis, a partir do capítulo 12,
a gente vai contar do relacionamento de
Deus com uma família específica e com
seus descendentes e com esse povo que é
Israel, que é Abraão, né?
Descendência de Abraão.
Mas a gente tem diversas vezes
pessoas que aparecem do nada e que não
tem nenhuma relação com Abraão
e que são pessoas que são tementes a
Deus.
A gente tem, por exemplo, o Jetro, o o o
o sogro de de
de de Moisés,
né? Que era midianita.
Ele era sacerdote de de Eliom. Era
sacerdote do do
eh de El Shaddai, se eu não me engano,
que é o nome que é usado, né? Ele era
sacerdote do Deus Todo-Poderoso. Ele era
sacerdote de de Deus.
E ele não tem nada a ver ali com os
israelitas.
A gente tem várias outras exemplos, né?
O próprio Melquisedeque, que é o
sacerdote Esse é sacerdote de Eliom, né?
Eh também não tem nenhuma relação ali
dele ali, tipo, Abraão conhece ele e
Abraão reconhece o sacerdócio dele, né?
Inclusive, né? Eh
e
depois, mais tarde, quando se vai falar
desse desse
sacerdote que, segundo a ordem de
Melquisedeque, vai se evocar a figura de
Melquisedeque para falar de uma figura
que vai ter um sacerdócio que não tá
relacionado diretamente com o sacerdócio
de Abraão, né? Então Jesus é sacerdote,
mas ele não é sacerdote levita.
Ele não era levita, ele era da tribo de
Judá, não da tribo de Levi.
Então, por que que ele é sacerdote?
Porque o sacerdócio dele é anterior ao
próprio Abraão e aí vai se retomar a
figura de Melquisedeque. Estou falando,
tocando rápido aqui em assuntos que são
muito profundos, daria para a gente
explicar bem também em alguma outra
ocasião.
Mas você vê,
na própria Bíblia, você tem diversos
exemplos de pessoas que tinham um
relacionamento com Deus
e que não fazia parte do povo de Israel,
totalmente alheio, não tinha nada a ver
com eles, entendeu? No outro lado do
mundo ali.
E eram pessoas que eram
tementes a Deus, né? Interessante isso
daí.
Eh, então não, nascer em uma em uma
etnia não não quer dizer nada em relação
à sua religiosidade, né? O máximo que
vai querer dizer é que você pode ser
crescer tendo contato com essa cultura,
tendo
consciência da existência de um Deus,
consciência de uma história desse do
relacionamento desse Deus com o povo e
tal, mas não te não quer dizer nada, não
te torna especial em nada, entende?
A terra prometida por Deus aos hebreus,
eh, é onde Israel está hoje? Então,
Daniel, como eu tinha falado ali para o
Oziel, a terra prometida é toda uma
região que vai desde o Egito até o
Eufrates.
Então,
Israel moderno tá nessa região,
mas não é exatamente essa mesma esses
mesmos limites, entende?
Eh,
aí o João até coloca aqui: "Porque vos
digo que dessas, mesmo dessas pedras,
Deus pode suscitar filhos a Abraão, né?"
Uma coisa que Jesus fala, uma fala de
Jesus, que é exatamente, né? Tipo, a
descendência em si não é o mais
importante.
Remoto o remoto, né? Tá aqui. Eh, "Roni,
você já fez exame de ancestralidade
genética? Esteve em em voga os os exames
mostrando
os o resultado, né?
Eu nunca fiz, o meu irmão já fez. Eu
tenho uma, uma
uma ancestralidade com, com, com judeus
sefaraditas, pegando esse, esse
exame do meu irmão, né?
É,
eu teria, minha mãe tem lá um
uma desconfiança muito grande, né? Ela
se considera judia, porque a família
dela por parte da mãe lá tem uma, uma
questão judaica. Eu não tenho tanta
certeza dessa, dessa ligação.
Mas
eu já, já tive mais interessado em
relação a isso. Hoje isso já não é uma
coisa que
me pega muito, já não é uma coisa que eu
tenho tanto
tanto interesse, já não acho tão
importante para mim hoje, né?
Para muita gente isso é uma coisa
importante, porque eu entendo isso, né?
Você tendo essa ancestralidade faz você
querer uma relação com essa história,
com esse povo e tal, né?
É, eu tento seguir mais
a linha aqui que Paulo tava falando,
você cria essa relação também por outros
laços que não só a ancestralidade
genética, digamos assim, né? É, você
pode ter uma relação até mais forte
com esse povo do que alguns que são
descendentes de sangue, né?
Então, eu não sei, eu, eu não tenho
certeza da minha, da minha
da minha ancestralidade judaica aí, né?
É,
essa passagem de Gálatas é muito forte,
né? O Zé falou. Paulo usa um versículo
de Habacuque para falar sobre a
justificação pela fé.
Mas o verso em Habacuque está falando
sobre esperar em Deus, mesmo que não
entenda as suas ações. Como conciliar?
Então, a gente vai fazer um, um dia
ainda, tô devendo para essa pessoa
que eu comentei no começo aqui da live,
que é fazer um, um, uma, um dia uma, uma
uma explanação sobre Habacuque.
Eh,
eh, gente, eu já já perdi a Hoje a gente
ia fazer uma coisa, uma um react, acho
que já não vai dar mais, né?
Eh,
mas eu ia
a gente fala um dia sobre Habacuque.
A conclusão de Habacuque tem uma relação
com o que Paulo tá falando. Não é uma
relação direta, mas isso também tem a
ver o seguinte:
muitas vezes, antigamente, as pessoas
faziam citação de texto
sem considerar,
necessariamente,
o argumento do contexto original desse
texto.
Então, era uma citação para fazer uma
alusão àquele texto. Você Tô pegando
aquela aquela essa frase emprestada, tô
me referindo a ele, mas eu tô falando
agora sobre outra coisa. Entende?
Isso é muito comum no texto bíblico,
isso causa um monte de confusão.
Muitas vezes, no texto do do Novo
Testamento, "Ah, tal como tá escrito,
tal coisa".
Eh, só que quando você vai ver o texto
original, não, não era sobre isso que
ele tava falando. Ele pega aquele texto,
ele ressignifica.
Eh, isso não necessariamente é porque,
ah, ele não entendeu o texto antigo.
Não, muitas vezes a pessoa leu,
entendeu.
E ele vai pegar aquele texto e vai usar
de um outro sentido.
Isso é uma referência a um pensamento
judaico, na verdade.
Isso é essa maneira de fazer alusões,
referências, citações do texto bíblico,
mas para chegar a conclusões totalmente
diferentes, dentro de um contexto
totalmente diferente, isso é uma coisa
que é muito comum no Talmude, por
exemplo. E tem a expressão "como estava
escrito" e se refere e e citam um texto
do Antigo Testamento, né? Então, muitas
vezes, nas discussões rabínicas do
Talmude, os caras tão falando de uma
outra coisa, num outro contexto, e
quando ele vai falar a conclusão dele,
quando ele vai resumir a conclusão dele,
fala: "Isso, tal coisa é assim, como
está escrito", e cita um texto bíblico
que, assim,
eh, tem a uma palavra que que mas tá se
referindo a uma coisa totalmente
diferente.
Então, não é que eles estão
citando errado
ou distorcendo o texto, não, eles estão
fazendo
citando quase como um ditado
aquele texto do Antigo Testamento para
se referir a outra coisa agora. É um
jeito de de você construir o pensamento
e de você fazer alusões, que é diferente
do nosso. A gente tem essa preocupação
de manter uma uma coerência com o texto
original. Na Bíblia não necessariamente
é assim, dentro da cultura eh judaica
ali do do do do do segundo templo, né,
do primeiro século, também não era essa
forma como você fazia.
Se citava uma ideia
e dentro de um contexto religioso você
fazer uma referência bíblica a essa
ideia, mas não necessariamente essa
referência bíblica tem a ver diretamente
com essa ideia, entende? Isso é
complicado. É uma coisa complexa, de um
jeito de pensar meio diferente do nosso.
Mas é uma coisa muito comum, tanto no
Talmude como no Novo Testamento.
Então, eh eu nem acho que é esse caso,
porque acho que no caso aqui do do texto
de Habacuque, "o justo viverá pela fé",
que Paulo cita, eu acho que ele tem uma
tem uma relação até mais forte com
Habacuque. Mas tem vários outros textos
do Novo Testamento que citam textos do
Antigo que não necessariamente estão
dentro do mesmo contexto, estão fazendo
parte do mesmo raciocínio
que o texto original está fazendo,
entendeu?
Eh
Aí o Daniel fala aqui: "Zacarias 2 outro
descreve Israel a menina dos olhos de
Deus". E é
exato, exato. Dentro desse contexto tudo
que a gente está falando, Israel é o
povo de Deus.
Eh e se você tem um relacionamento com
Deus, você também é parte de Israel.
Se você não tem
você não é parte de Israel, independente
da sua etnia,
né? Eh é por isso que as pessoas vão
falar de Israel espiritual, né?
Não gosto muito desse termo porque pode
levar para um outro lado, mas Israel se
torna mais do que uma etnia, né?
Às vezes focamos muito nas placas de
igreja e etnias
e dentro de cada
eh
placa de igreja e etnias tem o joio e o
trigo, mas parece que a placa dá uma
identidade e um orgulho parecido com a
Babilônia. Exato, exato, João, é isso
mesmo.
É isso mesmo.
Eh, Jetro era midianita e Midiã é um dos
filhos de Abraão. Ah, diz aqui o Carlos,
tá, beleza, descendente de Abraão,
mas não é descendente de
de Abraão pela linhagem de eh de
de Jacó, Isaque, né? Não é descendente
de Abraão
que é descendente de Jacó, ele não é
ele não é israelita.
Ele é descendente de Abraão, mas não
israelita.
Corrigindo aí, né, levando em
consideração a correção aqui do Carlos.
Jó também não tem nenhuma relação. É,
então, eu sei que tem gente que vai ter
algumas teorias ali que Jó tem alguma
relação, mas o livro mesmo de Jó não
fala abertamente, eh parece um livro à
parte de toda a história do
relacionamento de Deus com Israel.
Eh, já leu o o fator Melquisedeque? Diz
aqui o Luís Fernando. Nunca li, nunca
li.
Jetro era queneu, sacerdote de Midiã.
Eh, Josué não conquistou a terra
prometida de maneira total, diz aqui o
Caio Machado. Não, não.
A
essa porção que a gente tá falando que
vai do Egito até o Eufrates, quem vai
conquistar vai ser Davi.
É só em Davi que essa promessa vai ser
vai ser
eh vai ser completada, né?
Essa essa profecia vai ser cumprida.
Eh, penso que essa ressignificação não
seria bem recebida atualmente, diz aqui
o Mateus. É, dentro do contexto
intelectual, acadêmico, não é assim que
se faz. Se você fizer isso na sua
dissertação, você vai vai ser reprovado.
Você vai estar errado.
É, mas é que tá, os povos usavam os
textos de formas diferentes em outras
culturas, né? Não necessariamente era um
jeito melhor, né?
É, é só um jeito de se fazer.
Né? E hoje a gente tem um outro jeito.
Então tá bom, gente.
Eu preciso ir.
Preciso descansar.
É. [roncando]
Vamos deixar o react para nossa próxima
live. Então, o que que eu disse que ia
fazer para essa live? Vamos deixar para
outra, então.
É, a gente
a gente deixa para uma outra ocasião.
Que é, foi um um papo legal também hoje.
Fiz várias questões interessantes aqui.
Mas eu vou fazer isso. Eu sempre vou
começar a live não lendo os comentários,
porque eu, quando eu começo ainda não
tem comentário.
Então, para eu não ficar aqui
é, olhando, falando para a câmera e tal,
eu, eu vou começar lendo
comentários que eu, que eu vi durante a
semana,
que foram
colocados no canal e de repente já
começo a puxar um assunto ou outro aqui.
Tá bom?
Então, valeu, gente.
Obrigado aí pela participação de todo
mundo. É sempre legal
é, estar aí com vocês.
Várias questões interessantes que vocês
levantam
e a gente vai discutindo juntos aqui.
Tá bom?
Então, até semana que vem.
Boa noite e falou.

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