Fé entre os escombros | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 221
19/03/2026
Fé entre os escombros | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 221
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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
Non, domine Cristo [música] se domine se domine, >> o nosso mundo mudou, não evoluiu, mudou. não foi gradual, a mudança foi, está sendo e vai continuar sendo de uma maneira acelerada, traumática, violenta e desumana. Cada inovação vem a grande custo. As baterias do seu telefone, por exemplo, funcionam com cobalto, que é eminado, lítio, né, queinado por escravos na África. As roupas que usamos são costurados por escravos na Tailândia e na China. O tênis que calçamos são costurados também por escravos na China e na Cambódia. São legiões de milhares, milhares de crianças e mulheres que trabalham de sol a sol em condições subhumanas, recebendo pouco mais do que comida suficiente para se manterem vivos. Os telefones são montados em fábricas na China, mais parecem prisões do que fábricas. E dizem que o iPhone que custa poucos reais para produzir chega a nós custando uma fortuna. Imagina o que os técnicos ganham para montá-los. Capitães de indústria ganham fortunas enquanto populações inteiras são mantidas em condições subhumanas, sendo exploradas e poluídas impiados, o preço do progresso é real, mesmo que não seja nós que estejamos pagando ele. Mas não vamos pensar sobre isso, não. Eh, quase que simultaneamente ao ouvir essas estatísticas a gente esquece. Não queremos pensar nisso. Imagina, somos filhos de uma era de progresso. Progresso é tido como algo bom, sempre bom, sempre positivo. Só que não, não é. Eu já falei que viver na crista da onda eh não tem valor se a onda estiver indo na direção errada. Quase todos ficam de olhos na onda. De olho na onda. Ondas são lindas, são emocionantes, novidades são maravilhosas, são inimadoras, mas há ondas varrendo o nosso mundo e as nossas vidas estão deixando rastros trágicos no seu caminho. Vão ter que me perdoar, pois estou lhe falando heresia hoje. Numa era que celebra a ciência como crio final entre o que é bom e que é ruim. uma era na qual o soberano poder do indivíduo é tido com todos os seus direitos individuais de decidir o que que seja eh eh celebrado, eh cultuado. Vivemos uma era movida por desejos hormonais, uma era infectada por ganância, inveja e ansiedade. Quase todas as os pecados capitais são celebrados menos a preguiça, né? Os as outras os outros todos estão sendo celebrados e nós estamos adoecendo perante vitrines e anúncios. Nossa alma está agonizando pelo que ainda não possui. Finalmente vivemos numa era vivida dentro e perante uma tela de vidro. Nós somos escravos da tela. Não conseguimos sair de casa sem as telas. Elas estão em toda parte. O elevador do meu prédio tem uma tela que me agride. Nós desconfiamos de tudo que vemos, mas não conseguimos fechar os olhos. Não conseguimos deixar de assistir tudo isso. Ressentimos o fake news e ainda assim assistimos tudo buscando algo que nos preencha e preencha o vazio da nossa alma. Ouço tantos gritarem Globo lixo, mas numa sala de espera médica todos ficam grudados no RJTV ou não vale a pena ver de novo. Os nossos monumentos não significam mais nada. Nossos heróis, quem são nossos heróis? Não existe mais heróis, né? Existem celebridades, né? Telwift não é uma não é heroína, não é? Nós vivemos nos escombros de uma civilização que está agonizando. O pior de tudo é que esta decadência é sinal de que estamos vivendo o fim de uma era. Aliás, estamos vivendo o fim do fim de uma era. Nada garante que o mundo ao nosso redor consiga sobreviver. o barbarismo que veio e infectou todos nós, está doecendo todos nós. Então a igreja busca relevância no meio de tudo isso, mas lança a mão dos próprios meios que foram usados para destruir o que é o que o ser humano tem de mais precioso. Igrejas são apresentações que parodiam a presença de Deus. Há pastores virtuais, pasmem, e há quem esteja sendo aconselhado, eu não acredito que eu vou dizer isso, por inteligência artificial. Meu Deus! A necessidade mais urgente da nossa humanidade é raízes. Estamos desenraisados, estamos sem chão, estamos sem eira, nem beira, sem contexto. Estamos flutuando numa esgoto de sujeira, sensações vazias, mensagens que nada significam e igrejas perigosas. A insegurança eclesiástica rivaliza a insegurança jurídica que apodrece a nação mais e mais e mais. Estamos num galpão sem cadeiras, procurando um lugar para nos sentar. A guerra entre a esquerda e a direita, mas parecem dois carecas brigando sobre quem vai segurar o pente. O Dick Chesterston e disse que a esquerda vive a errar e a direita vive a impedir que os erros sejam corrigidos. É tudo conversa de comadre, tudo, tudo teatro. Ambos os lados com poucas e notáveis exceções, e existem exceções, graças a Deus, estão sob o domínio da falência moral e cultural da nossa era, falida, falida era e perigosa era. E é perigosa por vários motivos que não tenho tempo para fazer num vídeo só, falar num vídeo só, mas é um período escuro e escuso que oferece perigo existencial para todos nós. Os maiores profissionais da inteligência artificial afirmam, os maiores, os que estão desenvolvendo inteligência artificial dizem que há 20% de chance da inteligência artificial destruir a humanidade por completo. Que que isso? Como assim? e continuam desenvolvendo essa tecnologia que eles mesmos dizem, eles mesmos dizem, pode nos destruir. Isso é loucura, gente. A humanidade está cometendo suicídio em escala nunca vista. Além disso, nós vivemos regidos por várias mentiras. A primeira que já mencionei é a mentira do progresso. Não estamos progredindo, estamos nos destruindo, é diferente. Mas há outras mentiras. Uma delas é a mentira dos números. Mais é melhor. Maior é melhor. 100 pessoas no Maracanã cantando curinhos constitui um avivamento. Fala sério. Não, a maioria raramente tem razão. E o que acontece que com a massa raramente é algo de bom. Ter 5.000 amigos no Facebook ou 500.000 é simplesmente irrelevante. O número de likes recebido não tem relação com qualquer coisa que tenha real importância. E a opinião pública é uma construção mediática que não tem qualquer relação com a realidade. Tudo é teatro, tudo é imagem e som, mas nada disso põe comida na sua mesa, nada disso alimenta a sua alma. Eu tenho o riza de ir pra academia no meu condomínio. Não é que eu não goste de fazer exercício, isso é outro assunto. Mas o que realmente me deixa doente é a música. As trilhas sonoras são todas produtos de birostas eletrônicas, de músicas vazias com letras inanes e progressões formulaicas que pouco mudam de música em música. aquele de repente e letras imbecis. Mas os meus vizinhos parecem sentir que para malhar ou andar numa bicicleta estacionária é necessário ter aquele barulho interruptamente canalizado para dentro das suas cabeças. Muitos, além de ouvir esta trilha sonora, criada por máquinas com vozes de inteligência artificial, ainda acrescentam um celular que consultam constantemente, sentadas nas suas máquinas e entre os seus exercícios com pesos livres. Estamos cercados por ciborges. A maioria da população é ciborg, ou seja, o ser, que é o casamento entre o humano e o mecânico ou eletrônico, mas vazios por dentro. É a geração Coca-Cola, algo que só tem gosto, mas que é um veneno. Eu uso Coca-Cola para tirar ferrugem de metal. Se deixar qualquer coisa de molho em Coca-Cola pela manhã, limpar é facíbrio, que eu não acredito que ainda bebemos aquilo. E não só isso, todos os os refrigerantes que são assim latas de câncer. Com cada dia que passa, mais pessoas estão sofrendo de ansiedade, estresse, câncer, miocardite, insônia e Alzheimers. Uma doença que nem existia antes de 1970. não existia Alzheimers antes de 1970. E o mundo moderno não passa de terra arrasada. Estamos vivendo entre os escombros da nossa humanidade. Agora, existe uma alternativa, existe, mas não é fácil. Essa alternativa custa, custa uma mudança corajosa. Poucos terão coragem ou perseverança para seguir o caminho alternativo. A maioria não resiste à correteza, a maioria não quer repensar sua vida. Afinal, temos muito que fazer e não temos tempo para pagar o preço. E, afinal, não temos como nos separar do rebanho e seguir um caminho diferente. Há pessoas demais no rebanho com quem interagimos. Não queremos sobressair, não queremos pagar o preço do isolamento que uma mudança real de prioridades vai cobrar, mesmo que isso represente uma aproximação real a uma pessoa de verdade, mas a roda, a roda não perdoa, a família não aprova, a escola não aceita. Talvez tenhamos que mudar a turma ou ir para outra igreja e aí caímos num vazio, pelo menos por um tempo. Mas mudar de mundos requer passar por um túnel, atravessar uma ponte e tudo isso sem olhar para trás. É um custo alto, é uma alternativa corajosa. Mas se não pagarmos esse preço, então continuaremos a perder a nossa humanidade. Teremos que vender os últimos vestígios da nossa alma. Mas então, não foi isso que Jesus falou? O que adianta ganhar o mundo e perder a alma? Ganhar o mundo não é se tornar um rei ou uma celebridade ou um milionário. Ganhar o mundo quer dizer desfrutar de tudo que o mundo oferece, mesmo que seja em pedacinhos pequenos. Quer dizer viver confortavelmente no mundo e de maneira mundana. Sua alma não resiste ao mundo. O mundo se alimenta de almas humanas. O mundo devora tudo que há de precioso e sagrado. Devora tudo que nos é caro e vital. Claro que dá prazer e bem de consumo, mas o que pede em troca não se pode calcular em termos monetários. Nada paga pela sua alma. Como botar um preço nisso? Nada substitui o verdadeiro alimento da alma. A alma se alimenta de realidade. A alma se alimenta da verdadeira beleza. Caminhar numa praia sem um telefone na mão, sentir a brisa no rosto. A alma se alimenta de fé. A alma se alimenta de amor não fingido. A alma se alimenta de noites bem dormidas. A alma se alimenta de silêncio. A alma se alimenta da leitura das escrituras e de outros bons livros. Por sinal, a alma se alimenta da comunhão dos santos e de poesia e de música verdadeira e boa. E o mundo não oferece nada disso. Uma igreja mundana tão pouco oferece isso. Nada desse mundo mundano é real. Nada no mundo virtual é realmente belo. Nada nesse mundo mecanista e comercial promove a fé ou a verdadeira comunhão com Deus. Nada nesse mundo cão promove amor fiel e não fingido. Nada nesse mundo promove saúde para os nossos ossos e sono para os nossos olhos cansados. E nada nessas igrejas mundanas e existem muitas promovem a verdadeira comunhão com o Deus vivo. Muitos se arrepiam e acham que tiveram um encontro com Deus, mas não tem noção do que seja isto. É como viver sua vida toda comendo só mortadela sem entender que mortadela não é carne de verdade, não é filé, não é nem fraldinha, não é frango, é algo mas que a gente não sabe bem o que é. Tá gosto, parece carne, mas não é. Até ela nos tirou a capacidade de saber a verdade, discernir entre o certo e errado e de prestar atenção. Até ela nos tirou dos que estão na nossa frente. Separou pessoas. Essas redes sociais nos separam. Estamos mais solitários do que nunca. Até ela tirou de nós qualquer certeza do que é verdadeira ou não. Até ela nos tirou o nosso passado. Até ela tirou de nós e continua a tirar a nossa humanidade. Ter fé entre os escombros vai requerer desligar a tela, vai requerer de nós sacrifício. Uma palavra não muito popular, com certeza. Vai requerer de nós domínio próprio. Outra palavra não muito popular. vai requerer de nós uma atitude corajosa. Vai precisar de Deus para lhe mostrar uma igreja saudável para ser um lar espiritual, uma casa de fé e não de show. Só orando, só orando para achar isso. Mas se orarmos e pedirmos isso a Deus, quem sabe pode ser que consigamos preservar a nossa humanidade, salvar a próxima geração e não sucumbir aos poderes que querem nos devorar. É isso. Bom, antes de ir, você que fica comigo até o fim, vai se lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor [música] e tremor, um corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir, o inferno para evitar e o céu para alcançar. e eternidade para não perder de vista. Temos tempo para se remir, vizinhos para servir, mundo para desfrutar, a criação para cuidar, ofensas para pacientemente suportar, bondades para voluntariamente praticar, justiça para almejar, tentações para vencer e a morte para possivelmente sofrerem em tudo isso, o amor de Deus para nos sustentar. É isso. Até a próxima.