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A fé vem pelo ouvir

Fé entre os escombros | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 221

Fé entre os escombros | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 221

Fé entre os escombros | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 221

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
Cristo [música]
se domine
se domine,
>> o nosso mundo mudou,
não evoluiu, mudou.
não foi gradual,
a mudança foi, está sendo e vai
continuar sendo de uma maneira
acelerada, traumática, violenta
e desumana.
Cada inovação vem a grande custo.
As baterias do seu telefone, por
exemplo, funcionam com cobalto, que é
eminado, lítio, né, queinado por
escravos na África.
As roupas que usamos são costurados por
escravos na Tailândia e na China. O
tênis que calçamos são costurados também
por escravos na China e na Cambódia.
São legiões de milhares, milhares de
crianças e mulheres que trabalham de sol
a sol em condições subhumanas, recebendo
pouco mais do que comida suficiente para
se manterem vivos.
Os telefones são montados em fábricas na
China, mais parecem prisões do que
fábricas. E dizem que o iPhone que custa
poucos reais para produzir chega a nós
custando uma fortuna. Imagina o que os
técnicos ganham para montá-los.
Capitães de indústria ganham fortunas
enquanto populações inteiras são
mantidas em condições subhumanas, sendo
exploradas e poluídas impiados,
o preço do progresso é real, mesmo que
não seja nós que estejamos pagando ele.
Mas não vamos pensar sobre isso, não.
Eh,
quase que simultaneamente ao ouvir essas
estatísticas a gente esquece. Não
queremos pensar nisso. Imagina, somos
filhos de uma era de progresso.
Progresso é tido como algo bom, sempre
bom, sempre positivo. Só que não, não é.
Eu já falei que viver na crista da onda
eh
não tem valor se a onda estiver indo na
direção errada.
Quase todos ficam de olhos na onda. De
olho na onda. Ondas são lindas, são
emocionantes, novidades são
maravilhosas, são inimadoras, mas há
ondas varrendo o nosso mundo e as nossas
vidas estão deixando rastros
trágicos no seu caminho.
Vão ter que me perdoar, pois estou lhe
falando heresia hoje. Numa era que
celebra a ciência como crio final entre
o que é bom e que é ruim. uma era na
qual o soberano poder do indivíduo é
tido com todos os seus direitos
individuais de decidir o que que seja
eh eh celebrado, eh cultuado. Vivemos
uma era movida por desejos hormonais,
uma era infectada por ganância, inveja e
ansiedade. Quase todas as os pecados
capitais são celebrados menos a
preguiça, né?
Os as outras os outros todos estão sendo
celebrados
e nós estamos adoecendo
perante vitrines
e anúncios. Nossa alma está agonizando
pelo que ainda não possui.
Finalmente vivemos numa era vivida
dentro e perante uma tela de vidro. Nós
somos escravos da tela.
Não conseguimos sair de casa sem as
telas.
Elas estão em toda parte. O elevador do
meu prédio tem uma tela que me agride.
Nós desconfiamos de tudo que vemos, mas
não conseguimos fechar os olhos.
Não conseguimos deixar de assistir tudo
isso. Ressentimos o fake news e ainda
assim assistimos tudo buscando algo que
nos preencha e preencha o vazio da nossa
alma.
Ouço tantos gritarem Globo lixo, mas
numa sala de espera médica todos ficam
grudados
no RJTV ou não vale a pena ver de novo.
Os nossos monumentos não significam mais
nada. Nossos heróis,
quem são nossos heróis?
Não existe mais heróis, né? Existem
celebridades, né?
Telwift não é uma não é heroína,
não é?
Nós vivemos nos escombros de uma
civilização que está agonizando.
O pior de tudo é que esta decadência é
sinal de que estamos vivendo o fim de
uma era. Aliás, estamos vivendo o fim do
fim de uma era. Nada garante que o mundo
ao nosso redor consiga sobreviver. o
barbarismo que veio e infectou todos
nós, está doecendo todos nós.
Então a igreja busca relevância no meio
de tudo isso, mas lança a mão dos
próprios meios que foram usados para
destruir o que é o que o ser humano tem
de mais precioso.
Igrejas são apresentações que parodiam a
presença de Deus.
Há pastores virtuais, pasmem, e há quem
esteja sendo aconselhado, eu não
acredito que eu vou dizer isso, por
inteligência artificial.
Meu Deus!
A necessidade mais urgente da nossa
humanidade
é raízes. Estamos desenraisados, estamos
sem chão, estamos sem eira, nem beira,
sem contexto. Estamos flutuando numa
esgoto de sujeira, sensações vazias,
mensagens que nada significam e igrejas
perigosas.
A insegurança eclesiástica rivaliza a
insegurança jurídica que apodrece a
nação mais e mais e mais. Estamos num
galpão sem cadeiras, procurando um lugar
para nos sentar.
A guerra entre a esquerda e a direita,
mas parecem dois carecas brigando sobre
quem vai segurar o pente.
O Dick Chesterston
e disse que a esquerda vive a errar e a
direita vive a impedir que os erros
sejam corrigidos. É tudo conversa de
comadre, tudo,
tudo teatro.
Ambos os lados com poucas e notáveis
exceções, e existem exceções, graças a
Deus, estão sob o domínio da falência
moral e cultural da nossa era, falida,
falida era e perigosa era. E é perigosa
por vários motivos que não tenho tempo
para fazer num vídeo só, falar num vídeo
só, mas é um período escuro e escuso que
oferece perigo existencial para todos
nós.
Os maiores profissionais da inteligência
artificial afirmam, os maiores, os que
estão desenvolvendo inteligência
artificial dizem que há 20%
de chance da inteligência artificial
destruir a humanidade por completo.
Que que isso? Como assim? e continuam
desenvolvendo essa tecnologia que eles
mesmos dizem, eles mesmos dizem, pode
nos destruir. Isso é loucura, gente. A
humanidade está cometendo suicídio em
escala nunca vista.
Além disso, nós vivemos regidos por
várias mentiras.
A primeira que já mencionei é a mentira
do progresso.
Não estamos progredindo, estamos nos
destruindo, é diferente. Mas há outras
mentiras. Uma delas é a mentira dos
números.
Mais é melhor. Maior é melhor. 100
pessoas no Maracanã cantando curinhos
constitui um avivamento. Fala sério.
Não,
a maioria raramente tem razão. E o que
acontece que com a massa raramente é
algo de bom. Ter 5.000 amigos no
Facebook ou 500.000 é simplesmente
irrelevante. O número de likes recebido
não tem relação com qualquer coisa que
tenha real importância. E a opinião
pública é uma construção mediática que
não tem qualquer relação com a
realidade. Tudo é teatro, tudo é imagem
e som, mas nada disso põe comida na sua
mesa, nada disso alimenta
a sua alma.
Eu
tenho o riza de ir pra academia no meu
condomínio. Não é que eu não goste de
fazer exercício, isso é outro assunto.
Mas o que realmente me deixa doente é a
música.
As trilhas sonoras são todas produtos de
birostas eletrônicas, de músicas vazias
com letras inanes e progressões
formulaicas que pouco mudam de música em
música. aquele de repente
e letras imbecis. Mas os meus vizinhos
parecem sentir que para malhar ou andar
numa bicicleta estacionária é necessário
ter aquele barulho interruptamente
canalizado para dentro das suas cabeças.
Muitos, além de ouvir esta trilha
sonora, criada por máquinas com vozes de
inteligência artificial, ainda
acrescentam um celular que consultam
constantemente, sentadas nas suas
máquinas e entre os seus exercícios com
pesos livres.
Estamos cercados por ciborges. A maioria
da população é ciborg, ou seja, o ser,
que é o casamento entre o humano e o
mecânico ou eletrônico, mas vazios por
dentro. É a geração Coca-Cola, algo que
só tem gosto, mas que é um veneno. Eu
uso Coca-Cola para tirar ferrugem de
metal. Se deixar qualquer coisa de molho
em Coca-Cola pela manhã, limpar é
facíbrio,
que eu não acredito que ainda bebemos
aquilo. E não só isso, todos os os
refrigerantes
que são assim latas de câncer.
Com cada dia que passa, mais pessoas
estão sofrendo de ansiedade, estresse,
câncer, miocardite, insônia e
Alzheimers. Uma doença que nem existia
antes de 1970. não existia Alzheimers
antes de 1970.
E o mundo moderno não passa de terra
arrasada. Estamos vivendo entre os
escombros da nossa humanidade.
Agora, existe uma alternativa, existe,
mas não é fácil.
Essa alternativa custa,
custa uma mudança corajosa.
Poucos terão coragem ou perseverança
para seguir o caminho alternativo. A
maioria não resiste à correteza, a
maioria não quer repensar sua vida.
Afinal, temos muito que fazer e não
temos tempo para pagar o preço. E,
afinal, não temos como nos separar do
rebanho e seguir um caminho diferente.
Há pessoas demais no rebanho com quem
interagimos. Não queremos sobressair,
não queremos pagar o preço do isolamento
que uma mudança real de prioridades vai
cobrar, mesmo que isso represente uma
aproximação real a uma pessoa de
verdade, mas a roda, a roda não perdoa,
a família não aprova, a escola não
aceita. Talvez tenhamos que mudar a
turma ou ir para outra igreja
e aí caímos num vazio, pelo menos por um
tempo. Mas mudar de mundos requer passar
por um túnel, atravessar uma ponte e
tudo isso sem olhar para trás. É um
custo alto, é uma alternativa corajosa.
Mas se não pagarmos esse preço, então
continuaremos a perder a nossa
humanidade.
Teremos que vender os últimos vestígios
da nossa alma. Mas então, não foi isso
que Jesus falou? O que adianta ganhar o
mundo e perder a alma?
Ganhar o mundo não é se tornar um rei ou
uma celebridade ou um milionário. Ganhar
o mundo quer dizer desfrutar de tudo que
o mundo oferece, mesmo que seja em
pedacinhos pequenos. Quer dizer viver
confortavelmente no mundo e de maneira
mundana.
Sua alma não resiste ao mundo. O mundo
se alimenta de almas humanas. O mundo
devora tudo que há de precioso e
sagrado. Devora tudo que nos é caro e
vital.
Claro que dá prazer e bem de consumo,
mas o que pede em troca não se pode
calcular em termos monetários. Nada paga
pela sua alma. Como botar um preço
nisso? Nada substitui o verdadeiro
alimento da alma.
A alma se alimenta de realidade. A alma
se alimenta da verdadeira beleza.
Caminhar numa praia sem um telefone na
mão,
sentir a brisa no rosto.
A alma se alimenta de fé.
A alma se alimenta de amor não fingido.
A alma se alimenta de noites bem
dormidas. A alma se alimenta de
silêncio. A alma se alimenta da leitura
das escrituras e de outros bons livros.
Por sinal, a alma se alimenta da
comunhão dos santos e de poesia e de
música
verdadeira e boa. E o mundo não oferece
nada disso.
Uma igreja mundana tão pouco oferece
isso.
Nada desse mundo mundano é real.
Nada no mundo virtual é realmente belo.
Nada nesse mundo mecanista e comercial
promove a fé ou a verdadeira comunhão
com Deus. Nada nesse mundo cão promove
amor fiel e não fingido.
Nada nesse mundo promove saúde para os
nossos ossos e sono para os nossos olhos
cansados. E nada nessas igrejas mundanas
e existem muitas promovem a verdadeira
comunhão com o Deus vivo. Muitos se
arrepiam e acham que tiveram um encontro
com Deus, mas não tem noção do que seja
isto. É como viver sua vida toda comendo
só mortadela sem entender que mortadela
não é carne de verdade, não é filé, não
é
nem fraldinha,
não é frango, é algo mas que a gente não
sabe bem o que é.
Tá gosto, parece carne, mas não é.
Até ela nos tirou a capacidade de saber
a verdade,
discernir entre o certo e errado e de
prestar atenção.
Até ela nos tirou
dos que estão na nossa frente. Separou
pessoas.
Essas redes sociais nos separam. Estamos
mais solitários do que nunca. Até ela
tirou de nós qualquer certeza do que é
verdadeira ou não. Até ela nos tirou o
nosso passado. Até ela tirou de nós e
continua a tirar a nossa humanidade.
Ter fé entre os escombros vai requerer
desligar a tela,
vai requerer de nós sacrifício. Uma
palavra não muito popular, com certeza.
Vai requerer de nós domínio próprio.
Outra palavra não muito popular. vai
requerer de nós uma atitude corajosa.
Vai precisar
de Deus para lhe mostrar uma igreja
saudável para ser um lar espiritual, uma
casa de fé e não de show.
Só orando, só orando para achar isso.
Mas
se orarmos e pedirmos isso a Deus, quem
sabe
pode ser que consigamos preservar a
nossa humanidade, salvar a próxima
geração e não sucumbir aos poderes que
querem nos devorar.
É isso.
Bom, antes de ir, você que fica comigo
até o fim, vai se lembrar que a cada
dia, cada um de nós que cremos em Jesus
Cristo tem Deus para glorificar, Jesus
para imitar, salvação para desenvolver
com temor [música] e tremor,
um corpo para glorificar a Deus, pecados
para confessar, virtudes para adquirir,
o inferno para evitar e o céu para
alcançar.
e eternidade para não perder de vista.
Temos tempo para se remir, vizinhos para
servir, mundo para desfrutar, a criação
para cuidar, ofensas para pacientemente
suportar, bondades para voluntariamente
praticar, justiça para almejar,
tentações para vencer e a morte para
possivelmente sofrerem em tudo isso, o
amor de Deus para nos sustentar. É isso.
Até a próxima.

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