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FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA REFORMADA – AUGUSTUS NICODEMUS | PODCAST VIDA NOVA #88

FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA REFORMADA – AUGUSTUS NICODEMUS | PODCAST VIDA NOVA #88

FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA REFORMADA – AUGUSTUS NICODEMUS | PODCAST VIDA NOVA #88

🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com o rev. Augustus Nicodemus sobre seu livro Fundamentos da Teologia Reformada.

Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da teologia reformada e da Confissão de Fé de Westminster:

📖 O que é uma confissão de fé? Isso é coisa de católico?
📚 As confissões de fé têm a mesma importância que a Bíblia?
🖋️ Qual é a importância da Confissão de Fé de Westminster?
🔎 O que é a teologia reformada?

Adquira o livro: https://bit.ly/4r8ea2F

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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Aqui a gente procura conversar com
autores, pastores e teólogos em geral
sobre os livros lançados pela editora
Vida Nova e as questões importantes que
eles abordam. E no episódio de hoje, nós
vamos conversar sobre esse livraço que a
Vida Nova acabou de lançar, o livro
Fundamentos da Teologia Reformada, um
comentário da confissão de fé de
Westminster do reverendo Augustos
Nicodemos. Se você quer saber mais sobre
o que é uma confissão, qual a sua
importância, se as igrejas deveriam ter
confissões hoje em dia, como manter a
autoridade suprema das escrituras e
ainda assim fazer um bom uso de uma
Confução? O que é a confissão de fé de
Westminster e qual a sua importância
específica? E até outras questões sobre
como essa obra pode te ajudar a entender
mais sobre salvação, a eclesiologia,
sobre a doutrina de Deus, escrituras e
outras questões. Então você precisa
ouvir a nossa conversa de hoje e também
adquirir essa obra. E quem vai conversar
com a gente, obviamente, é o reverendo
Augustos Nicodemos, o autor do livro.
Reverendo, seja muito bem-vindo. É
sempre uma alegria ter o senhor aqui com
a gente e dê aí um oi para quem tá nos
ouvindo.
>> Muito obrigado, Sa. A alegria é minha,
viu? Fico muito feliz com a oportunidade
e agradeço aí o convite e vamos em
frente.
>> Vamos sim. Reverendo, eu sei que o
senhor já é bastante conhecido aqui no
Brasil, graças a Deus pelo que o senhor
tem feito, as obras que o senhor já
trouxe pela vida nova. Inclusive aqui no
podcast tá longe de ser um novo
convidado, já temos várias gravações,
mas ainda assim pode ser que alguém
ainda não conheça, esteja chegando aqui
de para-quedas nesse episódio. Então,
por favor, se apresenta um pouco mais aí
pro pessoal, fala do seu ministério para
quem tá ouvindo pela primeira vez.
>> Claro. Eu sou Augustos Nicodemos, sou
pastor há 43 anos, 43 anos, casado,
quatro filhos, quatro netos. Atualmente
morando em Orlando e pastoreando a
Esperança Bible Presbiterian Church.
Tenho mestrado, doutorado e
pós-doutorado em interpretação bíblica e
sou escritor. Amo fazer isso, amo
pastorear, pregar, presença nas redes
sociais também, gosto demais. Acho que é
isso aí, Sa. Não tem muito mais do que
isso não para
>> não. Isso aí já resume bastante muita
coisa. Tem outras coisas legais também,
né? A gente tava conversando aqui nos
bastidores. O senhor, por exemplo, gosta
da Ágata Cris para dar uma relaxada, ler
um livrinho ali também. A gente tá
conversando Holmes, tudo isso aí são
leituras aprasíveis aí nos raros
momentos de lazer, né? Raros momentos de
lazer. É isso. É, mas reverendo,
obrigado. Que Deus continue o usando, o
abençoando. O Senhor tem sido bênção na
vida aqui de tantas pessoas por meio das
obras que o Senhor tem escrito, as
pregações. Que o Senhor continue usando
o Senhor como instrumento pra glória
dele. E vamos então falar sobre essa
obra aqui que ficou muito bonita, que
capa maravilhosa que a vida nova trouxe
aqui pra gente e que material muito
profundo e maravilhoso o Senhor trouxe
pra gente também. Então, fundamentos da
teologia reformada, um comentário da
confissão de fé de Westminster. Temos
muitas perguntas para abordarmos nesse
assunto a respeito desse livro. Eh, são
aqui mais de 500 páginas de material pra
gente conversar, mas vamos falar de
algumas coisas já no início aqui de
tudo. Então, é bom a gente definir,
considerando que tem gente chegando pela
primeira vez, o que é teologia
reformada, já que essa é a ênfase
inicial do livro. Então, o que é
teologia reformada? Como nós poderíamos
resumir isso, reverendo? A teologia
reformada é aquele conjunto de doutrinas
que são influenciadas na na concepção e
na elaboração pelo movimento que
aconteceu no século X, que a gente chama
de reforma protestante.
O movimento foi iniciado por um monge
agostiniano chamado Lutero. Ele era um
católico fervoroso, praticante, mas
inseguro da sua salvação, que ele buscou
em todos os meios e recursos que a
igreja que a Igreja Católica oferecia.
Até que ele, lendo a Bíblia, estudando a
Bíblia, ele descobre, ele descobre que
havia um erro fundamental naquilo que
ele aprendeu e que ele ensinava. Ele era
professor inclusive de teologia.
Ele descobriu que a justiça de Deus, ou
seja, a justificação do homem diante de
Deus é mediante a fé na obra de Cristo e
não através de obras, através do uso dos
meios de graça ou sacramentos da Igreja
Católica e assim por diante. E ele então
começa a discutir com seus alunos, com
outros professores, convida para um
debate as famosas 95 tes e não teve
recepção dentro da Igreja Católica. Os
líderes da Igreja Católica não não
queriam aceitar as ideias de Lutero e e
fazer uma reforma na Igreja Católica.
Lutero nunca quis sair da Igreja
Católica. Ele queria reformar a Igreja
Católica. foi descomungado de lá, foi
expulso da Igreja Católica, mas com ele
veio também uma grande multidão,
inclusive os príncipes alemães que deram
apoio para ele. E aí as ideias de Lutero
começaram a se espalhar e ganharam o
domínio público, muitos aderentes.
que eram outros reformadores como
Calvino, eh, Urico, Zuinglio, Melancton,
ah, que começaram a propagar a volta ao
cristianismo bíblico, que era exatamente
aqui que forma protestante queria.
Então, para definir assim bem
rapidamente, né, embora fossem
diferentes reformadores em épocas
diferentes, em países diferentes, mas
todos eles concordavam que somente a
Bíblia é a palavra de Deus, só a
escritura. Ela é nossa única regra de fé
e prática. Ah, salvação é somente pela
graça, mediante a fé, através de Cristo.
E tudo isso paraa glória de Deus. São os
famosos cincoas da reforma que
basicamente engloba pensamento
reformado. Então, teologia reformada é
uma teologia, é uma compreensão, uma
tentativa de sintetizar o que a Bíblia
diz à luz desses pontos, à luz desses
pensamentos. É isso que caracteriza
principalmente a teologia reformada. Ela
ganha, viu Sa? Uma outra conotação, uma
especificidade.
>> Sim.
>> Depois de João Calvino, o termo
reformado passou a se referir mais aos
que seguiram o pensamento de João
Calvino,
>> particularmente que diz respeito à
doutrina da salvação. Somos cinco pontos
do calvinismo, né? que não foi Calvino,
mas os discípulos dele que elaboraram
posteriormente. Então, teologia
reformada segue os cinco solas da
reforma protestante e os chamados cinco
pontos do calvinismo.
>> Maravilha, maravilha, reverendo.
Obrigado pela definição. Agora, quando a
gente vai para o subtítulo da obra, né,
porque o título tem essa o teologia
reformada, são os fundamentos da
teologia reformada, mas aí nós temos
como subtítulo um comentário da
confissão de fé de Westminster e antes
da gente falar de Westminster em si, eu
acho que é bom a gente falar da ideia de
confissão de fé, porque isso gera
dúvidas. Tem pessoas que tm alguns
preconceitos com a ideia de confissão de
fé. Quero falar sobre essa parte depois,
mas vamos pro mais básico aqui, que é o
que é uma confissão de fé e qual é a
importância dela, certo? Ah, na verdade,
o termo nem deveria ser uma confissão,
né? Ah,
porque propriamente falando, a o o credo
apostólico seria uma confissão. Creio em
Deus Pai, creio no Espírito Santo, creio
no Filho de Deus, creio na na Igreja.
Então a pessoa ali tá falando na
primeira pessoa e dizendo o que é que
ela crê, tá confessando o que ela crê. O
nome confissão mais propriamente usado
seria para o credo apostólico.
>> Mas acabou,
>> faz sentido.
>> Mas acabou sendo e usado e se referendo
a elaborações da da do do pensamento
teológico feito por diferentes grupos. A
reforma quando começou, ela se, como eu
disse, ela se espalhou por muitos
lugares e os reformadores eles chegaram,
embora isso não houve uma reunião, mas a
acabou com o tempo isso acontecendo de
diferentes maneiras. Aqueles que eram
líderes do movimento reformado, eles
concordaram que não queriam criar uma
Igreja Católica Apostólica reformada,
porque o problema deles era com o
católico, igreja
com o romano, igreja católica apostólica
romana. O problema era com o romano,
eles se consideravam católicos. A igreja
significa que a Igreja Universal se
consideravam apostólicos, porque a base
do pensamento deles é a escritura, o
pensamento dos apóstolos,
conforme tá no Novo Testamento, e
reformada porque saiu de dentro da
Igreja Católica, mas eles resolveram não
criar uma igreja desse tipo, que seria
cair no mesmo erro da Igreja Católica.
Então, cada país
organizaria a sua igreja ou ou as
igrejas se organizariam dentro do seu
país. Então, por exemplo, na Alemanha
surgiu a igreja luterana,
na Inglaterra a igreja anglicana ou
episcopal, eh na Suíça, a Igreja
Evangélica Suíça, eh na lá nos Países
Baixos, a Holanda, a Igreja Reformada da
Holanda, na Escócia, a igreja
presbiteriana.
Então, cada uma dessas igrejas eh eh era
independentes uma das outras, mas todas
confessavam a mesma coisa, divergindo em
alguns pontos.
Então, a confissão de fé servia para
dizer em que que aquela igreja
acreditava e em que que era diferente
das outras. Os luteranos têm a sua
confissão de fé, ah os os eh holandeses
têm a sua confissão de fé. Surgiram
muitas boas confissões, os 39 artigos da
Igreja Anglicana, a declaração de Savi,
a Conissão de Fé 1600 e pouco, que é
total
>> reformada, totalmente reformada e mas
foi escrita para diferenciar, para dizer
porque que eles eram reformados, mas
eram diferentes com relação ao batismo,
a relação com o Estado, a administração
da igreja e assim por diante. Então, por
exemplo, a Convção de Fé Batista e a
convulção de fé de Westmin são irmãs,
são gêmeas, são
>> menos a parte de eclesiologia.
>> Exato.
>> E na parte de eclesiologia, a
administração da igreja e a
administração dos meios de graça, no
caso a ordenança do batismo. Então, a
confissão de fé servia para dizer: "Nós
cremos nisso diferente do que os nossos
irmãos acreditam".
Todas as profissões que foram escritas
nesse período, elas são muito parecidas,
Saul. A divergência é somente nesses
pontos aí, administração da igreja,
relação com o Estado, administração dos
meios de graça. Mas no mais é
basicamente a mesma coisa. A convissão
de fé servia para dizer o que é que
aquele grupo acreditava em contraste com
os demais grupos da reforma. Então, as
confissões tinham esse objetivo.
>> Excelente, faz muito sentido. E aí vem a
dúvida que algumas pessoas acabam se
deparando ao ouvir eh uma explicação
assim que é reverendo, isso significa
que a confissão de fé é a nossa regra de
fé e prática. Ela está tomando ali o
local a escritura?
>> É, essa é uma pergunta muito
interessante. Já ouvi bastante, né? V e
é inevitável uma confissão. Mesmo os
grupos que não querem confissão oficial,
eles têm uma confissão,
>> só não tá escrita e formalizada, mas
eles acreditam em alguma coisa, não
acreditam em outras, fazem as coisas na
igreja de uma forma e eh praticam a
evangelização de outra forma. Eles têm
uma confissão. O problema é que não é
escrita, não é? Não é escrita. Então, na
hora que a gente faz uma confissão de fé
escrita e e oficial e formal, a gente
delimita, a gente diz os limites da
nossa comunhão, da nossa igreja. Nós
somos, nós cremos nisso, nós eh
praticamos isso aí. Agora, veja o
problema de um grupo, um grupo que
resolve não ter uma confissão de fé. Ele
diz assim: "Eu creio na Bíblia. Eu creio
na Bíblia." Tá? Aí chega lá os primeiros
convertidos, vamos batizar. Vamos
batizar. Aí vem a pergunta, mas batizar
por aspessão ou por imersão? Não, não.
Estudar a Bíblia. Você vai estudar a
Bíblia, você vai dividir. Vai ter metade
que vai acreditar que é por imersão e
metade por aspessão.
>> E vai decidir,
>> quem que vai decidir? Então eles vão ter
que tomar uma decisão e vai dizer: "Não,
aqui na nossa igreja ou a gente batiza
dos dois jeitos ou então nós vamos
estabelecer um um jeito só de batismo."
É uma confissão.
>> É uma confissão.
>> Com certeza.
>> Até quem tá dizendo que vai batizar dos
dois jeitos, né? Que quer dizer assim, a
gente não vai definir, é uma definição,
a gente pode batizar dos dois jeitos.
Isso é uma confissão. Então, todo mundo
tem uma confissão. Então, as igrejas
históricas, elas eh desde cedo
descobriram isso aí e elas elaboraram a
a confissão como sendo aquele sistema de
interpretação da Bíblia que eles
entendiam que eram corretos. Eles
interpretaram a Bíblia, pegaram o
sistema doutrinário que tá na Bíblia,
espalhado pelo Antigo e Novo Testamento,
e organizaram em temas, em sessões para
facilitar o entendimento. A Conrução de
fé servia para identificar o grupo e
também para ser didático, não é? E ele
só me permita mais um tempo aqui. O o o
pessoal que elaborou a confissão de fé
de Westminster, eh, elaborou também os
catecismos, o catecismo maior e
catecismo menor. O catecismo maior era
para servir de eh material para
discipulado dos membros da igreja em
geral. E o catecismo menor, o breve era
para as crianças. Era para as crianças.
Então eles eram simplesmente a confissão
de fé feita na forma de perguntas e
respostas, que é muito didático, muito
didático. Então isso ajuda muito uma
igreja a se situar, a ter a sua
doutrina, a ter os limites da membresia,
quem é que pode ser membro, quem que não
pode. Eh, questões já estão praticamente
resolvidas, várias delas e assim por
diante. Então, conção de fé serve para
isso. É isso aí e tem muita utilidade
até o dia de hoje.
>> Com certeza. Nesse sentido, eh, o senhor
acha então que seria importante que as
igrejas deixassem as suas confissões
escritas ou declaradas de uma maneira
que os membros e aqueles que estavam
pensando em se tornar parte da membresia
pudessem conhecer, considerando que
confissão inevitavelmente todos têm.
Exatamente. E eu creio que isso aí
ajudaria muito a igreja a ter uma
membresia mais unânime, né? Mais eh eh
focada na mesma coisa, na mesma página,
né? Usando aqui uma exp moderna. Se já
na entrada um membro da igreja tivesse
eh isso aí. Algumas igrejas fazem isso.
Eles têm uma classe de preparação dos
membros que onde estudam o breve
catecismo, né, que é o mais fácil, né, o
mais fácil de tudo, que como eu disse, é
a confissão em perguntas e respostas bem
simples. E outras igrejas recebem as
pessoas e a partir daí elas são
matriculadas numa classe de doutrina
básica, não é? Eh, isso ajudaria
bastante. Eh, eu acho que uma das razões
pelas quais a gente vê
tantas, vou chamar heresia mesmo, tantas
heresias e incisos errados surgindo
dentro de igrejas autônomas,
independentes, é porque elas não têm um
referencial para dizer: "Esse cara é
falso profeta".
esse ensinando um erro, porque eles não
têm referencial,
>> é porque o profeta,
>> eles são eles se deslizam demais, né,
esses falsos profetas, assim, porque
eles não têm uma declaração oficial
nítida do que eles creem. Então, tem
gente que não percebe como o que eles
estão ensinando é errado. Aquela coisa,
ah, ele fala de Jesus, ele fala da
Bíblia, mas não percebe os erros que ele
está citando ali ao redor ao descrever
essas coisas, né? Se tivesse uma
confissão de fé oficial, escrita,
pública e conhecida, né, ficaria fácil a
gente eh determinar isso aí nessa nas
igrejas reformadas, nas igrejas
históricas que t mais desde o tempo da
reforma protestante, mais de 500 anos.
Essa é uma prática já muito comum. Ah, a
gente é dito lá no no nos processos
disciplinares que uma pessoa só pode ser
levada para eh um tribunal ou ou ser
apenada ou ou
>> disciplinada.
>> Disciplinada é a palavra. Se ela se
puder provar pela Bíblia e pela
confissão de fé que ela cometeu algum
algum algum alguma falta, né? O que quer
dizer isso? Sim.
>> É porque a Bíblia diz assim: "Eh,
não matarás".
O sujeito disse: "Eu não matei". Sim,
mas a confissão de fé quando interpreta,
diz assim: "Não matarás". Significa não
somente tirar a vida do seu próximo, mas
você cuidar da sua própria vida,
preservar a vida do seu próximo. Isso
significa que você vai cuidar do
bem-estar do seu próximo. Isso significa
que você eh vai tomar todas não vai
odiar o seu pró. Você não vai não vai ah
ter mágoa e ressentimento contra ele e
tudo mais. Então você quebrou, de acordo
com a confissão de fé, você quebrou
aquele mandamento, embora as dimensões
da, embora a Bíblia seja só não matarás,
diga só aquilo. Mas o o o a convção de
fé, ela expande esse sentido à luz da
Escritura. E aí ajuda a gente na hora
que tem casos difíceis de você analisar,
aconselhar ou ou disciplinar, né, de
acordo com a a a
interpretação da Bíblia conforme a
conção de fé. É muito importante.
>> Perfeito.
Perfeito. Essa confissão realmente ela
tem esse papel tanto de unir, deixar
claro o que é que nós cremos e
praticamos como um grupo que está ali
unido, como também de distinguir para
que as pessoas percebam eh as diferenças
que há, né, como o senhor destacou. E
reverendo, nós respondemos aqui tanto o
que é a confusão como a importância de
tê-la, o porqu deveriam ter e quais os
problemas não ter. Mas eu queria só
voltar à pergunta sobre se ela substitui
a autoridade da escritura, porque alguns
vão ter o preconceito com convção,
achando que é um retorno a uma igreja
mais católica, que a tradição está acima
da escritura. E o senhor já começou
dizendo aqui que uma das marcas da
teologia reformada é o solo escritura de
que a Bíblia é a regra de fé e prática.
Então, como conciliarmos essas duas
coisas? Eu queria que o senhor
explicasse pra gente
>> a própria Constituição de Fé, ela diz
que os concílios erram e t errado. E
como como ela foi produzida por um
concílio, então ela mesma tá dizendo que
ela não é infalível. Ela não é
infalível. Ela não é infalível.
>> A conção de fé ela é apenas uma
interpretação
da Escritura, da Bíblia.
Quando na na nas igrejas confessionais,
a palavra final é a escritura sagrada,
mas surge o problema. Como é que nós
vamos interpretá-la? Porque a Bíblia é
um livro, é um texto, ele tá sujeito à
interpretação e existe interpretações
variadas, não é? A condição de fé diz
qual é a interpretação que nós
entendemos é a correta
para nós que somos presbiterianos
reformados, batistas reformados, eh
independentes congregacionais
reformados, anglicano reformado. A a
confissão que eles têm, vão dizer, ela é
aquilo, a expressão daquilo que nós
entendemos que a Bíblia tá dizendo.
Então, a Bíblia fala a respeito de Deus.
fala de Deus, de Gênesis, Apocalipse.
Uma confissão de fé vem, pega todas
essas passagens e organiza tematicamente
quem é Deus, o que são seus atributos.
Ah, o que o que significa as obras da
criação, ah,
qual a relação entre Deus e os seres
humanos. Então, a comissão procura
responder todas essas questões, de
maneira que nós já temos a interpretação
da Bíblia que é necessária para, como eu
disse, enfrentar todas essas situações.
Então, a convção de fé, ela não
substitui a Bíblia, ela não é uma
autoridade maior do que a Bíblia, ela
está sujeita à palavra de Deus e ela
pode ser alterada. Pega, por exemplo, a
conissução de fé de Westmin, ela passou
por alterações
aqui nos Estados Unidos, na concessão de
fé de Westminha um um item que dizia que
o Papa é o anticristo.
Esse item permanece na igreja
presbiteriana do Brasil. Mas aqui em
Orlando, onde eu estou servindo, na
Bible Presbiterian Church, que é uma
igreja muito confessional, adota a
construção de fé de Westmin, esse item
foi tirado, foi tirado. Tem inclusive um
ponto muito importante, Saul, que vai
ajudar os nossos amigos que ficam com
receio da questão da confissão aqui
nessa igreja que eu tô e na nas igrejas,
todas as igrejas presbiterianas aqui nos
Estados Unidos, eh mesmo as mais
conservadoras, como a Orthodox
Presbyterian Church, a PCA, a
Presbiterian Church of America, a minha
é a Bible Presbyterian Church. Em todas
essas igrejas,
quando um pastor vai ser consagrado, ele
tem que jurar fidelidade à convissão de
fé. Só que ele pode ele pode dizer: "Eu
aceito a conção de fé toda menos
nesse ponto aqui." Ele pode fazer isso.
Ele pode dizer: "Eu eu eu não subscrevo
tudo. Eu tenho eu não estou certo desse
ponto aqui." Aí o presbitério vai pegar,
>> é subscrever com qualificações, se eu
não me engano, reverendo o que chama
>> é subscrição com qualificação. O
presbitério vai examinar a qualificação
que o cidadão levantou, o pastor
levantou e vai dizer: "Pode, com essa
qualificação que você tá eh levantando
aí, ela não vai impedir você de ser um
pastor da nossa denominação." Ou então
vai dizer:
>> Uhum. Isso aí,
>> né?
>> Não pode ser pastor da nossa denominação
se você não subscreve esse ponto aí,
mostrando com isso que a confissão de fé
ela não é a autoridade
suprema da igreja ou acima da Bíblia,
porque isso aí ninguém pode dizer da
Bíblia. Se você chegar lá e dizer: "Ó,
eu aceito a Bíblia como palavra de
Deus". Menos
parte aqui fora, né? Cai fora.
>> Infelizmente tem muita gente fazendo
isso hoje em dia, né? reverendo.
Eh, o pessoal tentando atualizar a
Bíblia, mas enfim.
>> Pois é, né? A Bíblia é atual por si
mesmo, não precisa disso aí, não.
>> Pois é, basta a revista atualizada.
>> Boa.
>> Mas é isso, mas eu acho que assim a
gente responde bem. A regra de fé e
prática continua sendo a escritura, mas
a confissão ajuda a resumir o que é que
a é entendido que a escritura afirma,
né? Então isso é é importante destacar.
Excelente. Então nós falamos de
confissão de maneira mais geral. Agora
vamos falar da sua confissão específica,
vamos falar da confissão da Igreja
Presbiteriana, confissão de fé de
Westminster. Então a confissão de
Westminster eh tem qual história em
resumo? O que é essa confissão? Qual a
história dela e sua importância? A
conção de Fé de Westminster é o
resultado do trabalho de vários teólogos
presbiterianos, episcopais e até de
outras denominações,
eh, que tinham como objetivo elaborar
uma confissão que procurasse unir os
evangélicos no no na Inglaterra e no
Reino Unido. Naquele tempo, a Inglaterra
era junto com a Escócia e com a Irlanda,
era um reino só, tinha uma rainha só,
não é? Então, o objetivo era o objetivo
era elaborar uma confissão que unisse as
diferentes tendências que haviam entre
os reformados ali. E ela foi elaborada o
nome de ministra por conta da badia, né,
no local onde as reuniões aconteceram. E
ela então já é mais recente, né? Ela é
praticamente, ela tá entre as últimas
confissões a serem feitas, o que dá para
ela assim uma maturidade e uma vantagem
ao ser elaborada, porque os os que
fizeram a confissão já tinham outras
confissões antes, não é? Então isso
ajudou na preparação e acabou se
tornando então a confissão por
excelência da igreja presbiteriana. os
presbiterianos adotaram a confissão
desde então. Então esse é o o histórico,
né? E como eu disse, ela foi elaborada
para unir o pensamento dos
presbiterianos de alguns episcopais,
enfim, várias outras linhas que havia e
que estavam muito divergente. Era
preciso dar um chega para lá e juntar o
pessoal para ficar tudo na mesma página,
até por conta da contrarreforma, dos
ataques do catolicismo romano. E é
preciso que houvesse uma coesão e uma
união para que não desse oportunidade
para os apologetas católicos, não é? Eh,
começarem a falar e a destruir o
movimento reformado.
>> Sim. Sim. E quando a gente fala dela
sendo feita nessa época, 1646,
reverendo, se não me engano, 1640 alguma
coisa, né? A confissão
>> de cabeça, de cabeça assim, você me de
cabeça não guarda nem meu aniversário,
guardo mais isso aí.
>> Pois é. Eu também não lembro exato, mas
é por ali, né? Eh, e aí a questão é, nós
vemos que já faz bastante tempo pra
atualidade,
>> isso,
>> mas ainda assim ela é mantida hoje. E a
pergunta é por qual é a a importância
dela pra atualidade? Por que não
atualizá-la significativamente, né?
Porque o senhor tá falando que, ah, teve
atualizações, mas foram coisas pequenas.
Por que não uma nova confissão para a
igreja de hoje?
>> Certo? Eh, esse apelo é real. Ele é real
e ele é ele é muito muito interessante.
A comissão de fé, ela continua sendo
usada porque ela trata de questões que
não estão muito sujeitas ao tempo, a não
ser algumas questões. Por exemplo, ela
trata da escritura, é o primeiro
capítulo, ela começa com a escritura e
faz sentido, né? Se a gente fosse
começar uma confissão de fé, talvez a
gente eh talvez a gente ia começar com
Deus. Mas onde é que vai conhecer a
Deus? Vai conhecer a Deus na escritura.
Então eles começaram com eles começaram
com a escritura. Então não não haveria
muita coisa hoje a se dizer a respeito
da Escritura que já não esteja em
princípio já na conção de fé. a sua
autoridade, a sua infalibilidade,
a sua inerrância. Ela fala inclusive,
olha, fala da inerrância da, não usa
esse termo, né? Mas fala da
o termo usado é autoritativo.
Diz que a inspiração é nos originais e
não nas cópias. O que é um negócio
assim, o o não tem não tem o que
melhorar nisso aí. Depois vai falar
depois vai falar do ser de Deus. Quem é
Deus? Os seus atributos. Isso aí não tem
atualização. Deus permanece mesmo, né? E
assim por diante. Vai entrar na questão
da salvação que permanece a mesma.
Então, é só quando chega e já foi
atualizada. Ela foi atualizada na parte
do da relação da igreja com o estado.
Ela já passou por uma atualização nesse
sentido. Ah, teve uma tentativa de se
escrever um capítulo extra sobre o
Espírito Santo, porque uma das queixas
é, tem um capítulo sobre Deus, tem um
capítulo sobre eh Cristo, o Pai e o
Filho, mas não tem um capítulo sobre o
Espírito. E a resposta é que em todos os
capítulos o Espírito Santo é mencionado,
ele já não precisa escrever um capítulo
porque ele tá em todos. Ele tá em todos.
Então tenta, mas mesmo assim tentaram e
fizeram um um capítulo que fala a
respeito do Espírito Santo e foi anexado
na convissão de fé da na conção de fé da
de Westminster adotada pela igreja
brasileira, né? pela igreja brasileira e
fizeram um capítulo sobre missões,
dizendo que não fala sobre missões e
realmente não tinha não fala sobre
missões porque eh não era o ponto, né?
Não tava isso em discussão. Na verdade,
o que tava em jogo era a sobrevivência
da igreja, não é? Ela então a coné ela
ela ela não fala muito a respeito de de
missões,
embora o que vai ser pregado em missões
está lá em semente, não é? o evangelho
puro e assim por diante. Então, há
aspectos que precisam ser eh melhor eh
poderiam ser atualizados, mas o que as
igrejas reformadas têm preferido é
colocar ao lado da confissão de fé uma
declaração de fé atualizada. Eu
participei de da fraternidade mundial
reformada. Eu fui um dos membros do
comitê que elaborou uma declaração de fé
>> para o século XX.
E nós
>> pontos pontos que não são citados
explicitamente pela conção de fé e nós
fizemos uma e nós falamos sobre esses
pontos da elaboramos uma confissão da
perspectiva reprovada, por exemplo,
>> ideologia de gênero, fertilização de
vitro,
>> eh tecnologia,
>> questão do aborto, nada disso está
previsto na corção de fé, mas uma
declaração de fé colocada ao lado,
isso aí ajuda muito. A gente não quer
mexer na fé porque porque foi é um
documento histórico,
>> eh, profundo, muito muito claro,
>> mas ele não trata de assuntos modernos.
É claro, né? Claro que não. É,
>> mas
>> seria até um anacronismo, né? seria
tentar pegar termos atuais e problemas
atuais e para trazer para lá, né? Sei
lá, por exemplo, ah, a confissão de fé
não fala de inteligência artificial, por
exemplo, né? Não tem sentido.
>> Então tem essa declaração que é adotada
por muitas igrejas reformadas ao redor
do mundo, ao lado da fé de Westmin para
dizer o que é que eles creem a respeito
de direitos humanos e, enfim, é muito
amplo. Liberdade de crença, de
expressão, a liberdade de religião, eh,
perseguição que a igreja sofre. Então,
tá, é muito atual. Eu, você pode achar
no no no no homepage no site da
fraternidade reformada mundial, World
Reform Fellowship. Lá você vai, você
pode baixar tem português, inglês, em
dezenas de línguas você pode baixar que
tem lá. É, é uma resposta para essa
questão de que é um documento antigo,
né? Excelente. Ou seja, ele, a confissão
não é exaustiva, nem teria como ser, mas
naquilo que ela se propôs a falar,
aquilo que ela falou permanece atual,
permanece importante, permanece útil pra
igreja na atualidade. Por isso que a
igreja presbiteriana permanece usando,
até mesmo outras igrejas também fazem
uso. e até outras confissões que foram
baseadas em Westminster continuam também
sendo usadas, como por exemplo o senhor
citou um 689, que é uma confissão
Batista, que é a minha confusão aqui. E
interessante a gente perceber isso, né?
Agora, falando sobre questões gerais da
confissão, acho que esse é um aspecto
legal também pra gente abordar, que é a
confissão, ela está focada nos cinco
pontos, no perdão, nos cinco solos, nos
cinco pontos, as duas coisas. Ela fala
também disso, mas existem muitas coisas
ali que são amplas e que não se vão se
não vão parar em denominações, né? São
para diversas igrejas, ah, mas são
coisas essenciais do cristianismo e que
são verdadeiras nelas. Então, quando a
gente pensa assim nessa amplitude e não
tanto distintivo de uma teologia
reformada, quais pontos da confissão que
a gente poderia destacar?
você diz para que servem para qualquer
denominação,
>> perdão. E exato, exato. Eh, quais pontos
que a convção aborda que não são uma
questão de se é reformado ou não, é para
ser cristão, né? Uma teologia cristã.
>> Vamos lá. A doutrina da escritura não
tem nada instintivamente presbiteriano
lá, né? Mas cristão e evangélico.
Então, a doutrina da Escritura, ah,
depois a própria doutrina de Deus, não
tem, não tem. Depois tem os decretos de
Deus, aí já começa a ser mais
presbiteriano, porque vai entrar na
questão da predestinação,
ah, da reprovação eterna. Mas mesmo não
é só dos presbiterianos. Bistas
reformados creem exatamente
>> claro
>> dessa dessa
>> estamos aqui,
>> não é? Você vai ter os decretos de Deus,
a as obras de Deus na criação, vai falar
a respeito da criação do mundo, também
não tem nada que seja presbiteriano aí
distintamente.
>> Vai entrar na questão da queda do homem
e seus efeitos. vai entrar na aí, vai
entrar na soteriologia
antes disso, perdão, vai entrar na
pessoa de Cristo, quem ele é, a sua
natureza humana divina, tem nada
preteriano a respeito disso. Só precisa
se preocupar quando chegar no capítulo
de igreja,
dos sacramentos,
ah, do governo da igreja, que é mais no
final da confissão. Então, até lá você
ninguém precisa ficar preocupado, só
começa a ficar preocupado quando chega
na parte do governo da igreja, que aí
vai defender claramente a o governo
colegiado, pluralidade de presbíteros
>> e que também algumas igrejas as, né, da
mesma forma, né, da mesma forma.
>> Aham. E quando chega nacésio, a maior
diferença vai ser na eclesiologia,
>> que aí vai na, quando eu falo
eclesiologia, eu tô falando mais na
parte dos sacramentos.
>> Sacramentos, sim. E
>> particularmente,
>> especificamente o batismo, né, e o pé do
batismo e tal,
>> alguns cas
>> que apesar de tudo é eh perdão, né, que
apesar de tudo também é de outras
denominações cristãs evangélicas, né, do
bate. Só quem não batiza os filhos dos
crentes são vocês, os batistas.
Todas as outras den
>> tem os assembleiantes também. Tem os
assembleiantes também.
>> Pois eles até dizem que não são, re, não
são da reforma, não tem nada a ver com
isso. Eles são, eles vêm depois, mas
todas elas que são originadas na
>> na elas elas batizam os seus filhos, com
exceção dos irmãos eh batistas, que
desde a reforma já se mantiveram a parte
desse ponto aí pelo movimento Ana
Batista e assim por diante, né? Aliás,
uma coisa interessante aqui,
>> eh,
>> eu tinha, nós tínhamos um aqui na nossa
igreja em Orlando,
>> a gente recebeu um membro, um um irmão
que queria ser membro de nossa igreja,
não é?
>> E ele eh queria muito ser membro e ele é
era vinha da de uma igreja batista
reformada, não é? Ele é reformado. Mas
porque não tava achando igreja aqui em
Orlando que é muito difícil. Igreja
brasileira reformada entre os imigrantes
brasileiros em Orlando é meio que mosca
branca você encontrou, né? Ele não
encontrou, mas encontrou a nossa igreja
que é reformada. E no dia que foi foi
recebido, ele veio com a vinha com a
camisa dizendo eh eh batistas
estabelecidos desde 1600 e não sei
quanto, né?
Muito com ele, né? Rapaz, comecei a
falar um negócio desse, né? Mas foi
rebido, né? Nós recebemos com muita.
>> Amém. Amém. Amém. Ele é irmão, reverendo
ou é primo?
>> Não, ele é irmão em Cristo, querido.
Irmão em Cristo.
>> Muito bom. Muito bom. Mas eu faço essa.
Sim, perdão. Pode falar, reverente. Eu
eu me sinto muito mais próximo dos
batistas reformados do que dos
presbitanos liberais
>> e que abaram a a a origem a raiz do
movimento reformado, né? Então, eu sou
muito mais
>> a boa parte dos meus amigos mais
chegados são batistas reformados e
alguns até de origem eh da da Assembleia
de Deus e Pentecostal. E eu
>> Uhum.
>> Quero muita conversa com o presbiteriano
que já abandonou a confiança na
escritura.
Ah, e enfim, vai para esse lado aí. Bom,
era só um parêntese,
>> não? Com certeza não, mas é um parêntese
importante e até porque é é lembrando de
novo uma característica da confissão,
que não é separar os cristãos, né? É
deixar claro o que se crê, mas uma busca
de uma união e claro de distintivos eh
relevantes, né? Por mais que o foco aqui
seja a confissão de Fed Westminster,
pela qual eu tenho todo respeito, pela
qual a Batista Reformados e outras
denominações tem todo respeito por
entender o seu papel histórico, por ter
terem se eh baseado muito nela,
inclusive paraas suas confissões. Mas a
quando eu eu lembro de 1689, qual é o
propósito de 689? a Confissão Batista de
Londres de 1689
foi feita a baseada em Mister,
declaração de Fé Savó e alguns outros
documentos, mas justamente querendo
destacar a união, né? Eh, destacar
alguns distintivos, mas principalmente a
união, essa irmandade. E eu acho que
isso é importante de destacar. Às vezes
as pessoas olham para a teologia formada
como se fosse aquela coisa sectária.
Quem tá de fora pelo menos pensa, né? é
uma coisa sectária que quer separar,
querem ser melhores, mas não. Nós
estamos buscando ser fiéis à escritura
de acordo com a nossa consciência ali e
eh mas deixando claro o que nós queremos
para que possa haver essa união. É tanto
que essa minha pergunta sobre quais
pontes da confissão são mais do que
meramente de uma de um distintivo
reformado ou denominacional, mas de
todos os cristãos, é pra gente lembrar
que a maior parte do que nós temos aqui
vai ser edificante para cristãos de
qualquer denominação, independente de
serem presbiterianos ou não, não é
verdade?
>> Muito bem. Gostei muito da maneira como
você colocou. a gente, diferentemente do
que muita gente diz ou pensa, nós cremos
e declaramos que sabemos que o reino de
Deus é maior do que o campo reformado e
que há, né, nós temos como, embora tenha
havido aquele episódio de condenação dos
armenianos pelo sínodo de Dort,
>> um episódio seu pós reforma,
>> ah, ainda assim a maioria dos reformados
não têm dificuldade em reconhecer que
armenianos
crentes no Senhor Jesus e eles fazem
parte do reino de Deus, né? Agora tem um
grupinho muito chato, tem um grupinho
muito chato dentro da fé reformada que
fica insistindo, não é, que só os
reformados e vão herdar o reino dos
céus, né? É,
>> isso é difícil. Não quero nem comentar
muito sobre isso aí, não. Vamos em
frente.
>> É, vamos em frente. Vamos em frente. Mas
eu acho que a gente destacou bem aqui o
ponto. Isso é bom que deixa claro para
os ouvintes também que esse livro busca,
né, essa união, esse ensino bíblico e
fiel, mas união e não uma separação.
Ainda que deixando muito claro o que é
eh o entendimento reformado da
escritura. Então, é bom a gente
destacar. E quando a gente eh pensa no
seu livro, agora entrando, a gente já
falou de todo o aspecto mais geral,
agora vamos falar especificamente desse
livro. Ele, como subtítulo aponta, é um
comentário da confissão de fé de
Westmin. Então, uma pergunta bem direta
para o senhor como autor do livro. É
sempre legal eh fazer um podcast A Vida
Nova com o autor. Então, para o senhor
como autor, ah, o que é que levou o
senhor a escrever esse livro? Ah, como
um comentário como esse pode ajudar os
leitores da Confissão de Fest University
Minster e até da escritura de maneira
geral, a gente pode colocar assim.
>> Muito bem. Eh, eu tenho um ministério
nas redes sociais e de eu sou pastor de
igreja local, ensino, prego, viajo. Meu,
meu meu trabalho é em grande parte
presencial, mas eu tenho uma inserção
nas redes sociais e na na e pela
internet e eu senti a necessidade de
oferecer um curso de teologia que
pudesse ajudar e abençoar aquelas
pessoas que me seguem, pessoas que me
seguem. E na época meu canal de YouTube
tava com 1 milhão de de pessoas, né? 1
milhão de pessoas, 1 milhão 200, na
verdade, 200.000. E então eu pensei
fazer um curso de teologia que fosse
abrangente, que fosse claro para ajudar
especialmente as pessoas que tinham
descoberto a fé reformada e que eram
oriundas de movimentos como igrejas
neopentecostais,
seitas e até outras outros ramos da
cristandade e que eles a a vieram do
catolicismo, mas descobriram a fé
reformada. E, e assim, onde é que a
gente aprende mais sobre isso? O que é
isso, o que que pensa a respeito disso?
Eu disse, então eu vou elaborar. E
quando eu pensei em fazer um curso de
teologia para pra internet, ah, eu digo:
"Bom, já existe um curso pronto, é a
conção de Fed Westminster, então eu vou
usar como base das minhas aulas". As
minhas aulas, então, elas seguem. Então,
eu elaborei mais de 60 aulas
e gravei essas aulas.
com base na comissão de fé de min,
pegando cada ponto e explicando o que é
que significa e procurando dizer de que
maneira aquilo era atual pro dia de
hoje, aplicações pro dia de hoje. A vida
nova descobriu,
>> descobriu esse curso,
>> né? E gostou, evidentemente, e veio a
proposta de transformá-lo em livro, né?
Que saiu, eu tenho, eu tô com o meu
exemplar aqui, vai sair, eu não sei se
vai sair a letra aí, né? Tá aqui
primorosa, gente. A vida nova caprichou
nisso aí, viu? Então, se você não quiser
comprar porque não tá interessado na na
ferra formada, mas ó, ele é lindo para
ficar na estante na sala.
>> Excelente.
>> A capa já vale o livro, viu? Pode
>> deixaurado, né? Só a capa assim já tá
bonito. Até para virar um quadro. Olha
aí.
Excelente. Então, que legal. Então,
surgiu dessa percepção de muitas pessoas
vindo pro meio reformado, que é
realmente um movimento que nós temos
notado, né, h de bastante tempo para cá,
tem sinfatizado com o avanço da teologia
na internet, né, Ver? Mas então, esse
esse essa percepção fez com que o senhor
criasse essas aulas. Que legal. E a
partir das aulas nós temos esse livro.
Então, imagino que aqui seja bem uma
estrutura didática para os ouvintes
poderem absolver, não aquela questão
técnica que só teólogos mais estudados
vão conseguir entender, né?
>> Essa é a ideia. A ideia era foi produzir
um curso que até dona Maria, que domingo
de manhã tá na igreja assistindo o culto
e na segunda-feira vendendo
>> eh cocada e pastel na feira até ela
pudesse entender. Então é muito
linguagem clara, fácil. Tenho certeza
que quem adquirir e estudar vai não vai
ter dificuldade. Não vai ter
dificuldade.
>> Que bom. É isso aí. Temos aqui são 49
capítulos, né, comentando aqui questões
centrais da confissão, como ela inteira,
né, e trazendo isso numa estrutura
didática com eh pensando realmente em
aplicações pro dia de hoje. Excelente,
algo atual, importante. E como aqui eu
posso falar, né, como alguém que tem
acompanhado o senhor e tem ouvido tantas
pessoas comentarem, que eu me dirijo
mais a quem tá ouvindo, ah, eu posso
falar que é um material no estilo do
reverendo Augusto Nicodemos, que tem nos
ensinado com aquela linguagem prazerosa
de ouvir, didática, instrutiva. Então,
tenho certeza que vai ser bção para os
ouvintes. E agradeço mais uma vez,
Evereno, pelo Senhor, eh, como a gente
estava falando, né, não tirar folga
pastoral, tá aí trabalhando três turnos
de domingo a domingo, produzindo coisas
pra gente. Bção demais. E aí, reverendo,
eh, pensando no uso prático desse livro,
o que é que o senhor recomenda para quem
diz: "Olha, gostei, quero adquirir esse
livro, quero fazer uso dele". Ah, esse é
um livro que só vale a pena se você
pegar para ler de ponta a ponta. Você
pode ler trechos. Como é que o senhor
recomendaria a leitura aí para os
ouvintes?
>> Ele funcionaria basicamente como um
livro de consulta, né? Pensou, por
exemplo, que é eu quero saber sobre eh
sobre eh salvação, como é como é que se
salva. Então, vai lá no índice e vai
encontrar três ou quatro lições que
falam exatamente sobre sobre essa
questão. Então, funciona como um livro
de consulta que você pode colocar, como
aqui na minha instante, né? colocar aqui
e e quando surgir uma dúvida, vai lá e e
consulta, como eu faço aí com esses
livros, tão atrás, né? Livro de
consulta, eu não leio esses livros
todos, né? tá aí atrás, mas não quer
dizer que eu li tudo, quer dizer que eu
se eu tiver com alguma coisa na cabeça,
eu vou procurar aí eh no no nessa
pequena biblioteca e a pequena mesmo,
procurar alguma coisa ou alguma
informação que me ajude. Então, como
livro de pesquisa, agora, se você
chegou agora na fé reformada, é novo e
você quer entender o que é a fé
reformada, o que é que ela diz sobre
esse assunto, leia de ponta a ponta.
Leia de ponta. senão ele pode funcionar
como livro de de consulta, eh, que tenho
certeza que vai ser bção para você.
Quiser, por exemplo,
>> muito bom,
>> professor de escola dominical,
>> já tá, né? Já tá pronta a lição.
>> Essa agora vai ser uma classe, vai ser
mais de um ano de classe, viu? Então,
>> é isso aí, com certeza. Aqui nós temos,
né, dependendo, né, a pessoa quiser
tentar um capítulo por semana, tem 49
aqui, né? Dá para dá para tentar
encaixar uma, tem que ser muito
caprichado, mas
>> mas é isso aí. E tem realmente material.
Fica uma ideia bem interessante,
reverendo, né? Uma aula de escola
dominical, quem sabe um estudo em
conjunto ali de pequeno grupo, algo do
tipo. A leitura de uma vez realmente
ajuda bastante para você eh se
aprofundar na teologia reformada.
Excelente. Muitos usos diferentes que
vão ser benéficos. E sobre esse assunto
que é muito relevante, que é o da
teologia formada. Reverendo, eu
agradeço, agradeço por essa conversa.
Sempre uma alegria conversar com o
Senhor. Agradeço por esse livro e que
Deus continue te usando, abençoando e
fazendo o Senhor contribuir para o
crescimento do reino por meio dessas
obras.
>> Tá certo? Muito obrigado, Saú. E eu
quero deixar aqui registrado minha
gratidão mais uma vez à Vida Nova por
acreditar na obra, investir nela e
caprichar. O livro está caprichado.
Recomendo, gente. Eu sei que sou
suspeito, mas eu faço isso de todo
coração, com toda alegria. Ficou uma
obra magnífica. Vale a pena. Deus
abençoe. Boa leitura.
Deus abençoe, reverendo. E você aí de
casa que nos ouviu, que gostou da
conversa, gostou do jeitão do reverendo
de conversar, a escrita também é
prazerosa, pode ter certeza. E aqui você
vai encontrar uma obra excelente para te
ajudar em tudo isso que nós destacamos.
Se você quer ver outras conversas do
reverendo aqui com a gente sobre os
livros da vida nova, livros que ele
escreveu, tantas outras obras que nós
temos já publicadas pelo reverendo,
então dê uma olhada também aqui nos na
nossa playlist, né? deê uma olhada na
sua plataforma de podcast preferidas nos
outros podcasts, outros episódios que
nós já gravamos. São várias conversas de
vários livros do reverendo e também de
outros livros da editora Vida Nova que
vão ser bênçãos na sua vida. E se você
gostou, deixa aí então o seu like, seu
comentário e nos ajude compartilhando
com outras pessoas, além de se inscrever
na sua plataforma preferida para não
perder nenhum dos próximos episódios que
vem por aí. É isso aí, até a próxima.
Valeu,

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