FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA REFORMADA – AUGUSTUS NICODEMUS | PODCAST VIDA NOVA #88
10/03/2026
FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA REFORMADA – AUGUSTUS NICODEMUS | PODCAST VIDA NOVA #88
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com o rev. Augustus Nicodemus sobre seu livro Fundamentos da Teologia Reformada.
Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da teologia reformada e da Confissão de Fé de Westminster:
📖 O que é uma confissão de fé? Isso é coisa de católico?
📚 As confissões de fé têm a mesma importância que a Bíblia?
🖋️ Qual é a importância da Confissão de Fé de Westminster?
🔎 O que é a teologia reformada?
Adquira o livro: https://bit.ly/4r8ea2F
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui a gente procura conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no episódio de hoje, nós vamos conversar sobre esse livraço que a Vida Nova acabou de lançar, o livro Fundamentos da Teologia Reformada, um comentário da confissão de fé de Westminster do reverendo Augustos Nicodemos. Se você quer saber mais sobre o que é uma confissão, qual a sua importância, se as igrejas deveriam ter confissões hoje em dia, como manter a autoridade suprema das escrituras e ainda assim fazer um bom uso de uma Confução? O que é a confissão de fé de Westminster e qual a sua importância específica? E até outras questões sobre como essa obra pode te ajudar a entender mais sobre salvação, a eclesiologia, sobre a doutrina de Deus, escrituras e outras questões. Então você precisa ouvir a nossa conversa de hoje e também adquirir essa obra. E quem vai conversar com a gente, obviamente, é o reverendo Augustos Nicodemos, o autor do livro. Reverendo, seja muito bem-vindo. É sempre uma alegria ter o senhor aqui com a gente e dê aí um oi para quem tá nos ouvindo. >> Muito obrigado, Sa. A alegria é minha, viu? Fico muito feliz com a oportunidade e agradeço aí o convite e vamos em frente. >> Vamos sim. Reverendo, eu sei que o senhor já é bastante conhecido aqui no Brasil, graças a Deus pelo que o senhor tem feito, as obras que o senhor já trouxe pela vida nova. Inclusive aqui no podcast tá longe de ser um novo convidado, já temos várias gravações, mas ainda assim pode ser que alguém ainda não conheça, esteja chegando aqui de para-quedas nesse episódio. Então, por favor, se apresenta um pouco mais aí pro pessoal, fala do seu ministério para quem tá ouvindo pela primeira vez. >> Claro. Eu sou Augustos Nicodemos, sou pastor há 43 anos, 43 anos, casado, quatro filhos, quatro netos. Atualmente morando em Orlando e pastoreando a Esperança Bible Presbiterian Church. Tenho mestrado, doutorado e pós-doutorado em interpretação bíblica e sou escritor. Amo fazer isso, amo pastorear, pregar, presença nas redes sociais também, gosto demais. Acho que é isso aí, Sa. Não tem muito mais do que isso não para >> não. Isso aí já resume bastante muita coisa. Tem outras coisas legais também, né? A gente tava conversando aqui nos bastidores. O senhor, por exemplo, gosta da Ágata Cris para dar uma relaxada, ler um livrinho ali também. A gente tá conversando Holmes, tudo isso aí são leituras aprasíveis aí nos raros momentos de lazer, né? Raros momentos de lazer. É isso. É, mas reverendo, obrigado. Que Deus continue o usando, o abençoando. O Senhor tem sido bênção na vida aqui de tantas pessoas por meio das obras que o Senhor tem escrito, as pregações. Que o Senhor continue usando o Senhor como instrumento pra glória dele. E vamos então falar sobre essa obra aqui que ficou muito bonita, que capa maravilhosa que a vida nova trouxe aqui pra gente e que material muito profundo e maravilhoso o Senhor trouxe pra gente também. Então, fundamentos da teologia reformada, um comentário da confissão de fé de Westminster. Temos muitas perguntas para abordarmos nesse assunto a respeito desse livro. Eh, são aqui mais de 500 páginas de material pra gente conversar, mas vamos falar de algumas coisas já no início aqui de tudo. Então, é bom a gente definir, considerando que tem gente chegando pela primeira vez, o que é teologia reformada, já que essa é a ênfase inicial do livro. Então, o que é teologia reformada? Como nós poderíamos resumir isso, reverendo? A teologia reformada é aquele conjunto de doutrinas que são influenciadas na na concepção e na elaboração pelo movimento que aconteceu no século X, que a gente chama de reforma protestante. O movimento foi iniciado por um monge agostiniano chamado Lutero. Ele era um católico fervoroso, praticante, mas inseguro da sua salvação, que ele buscou em todos os meios e recursos que a igreja que a Igreja Católica oferecia. Até que ele, lendo a Bíblia, estudando a Bíblia, ele descobre, ele descobre que havia um erro fundamental naquilo que ele aprendeu e que ele ensinava. Ele era professor inclusive de teologia. Ele descobriu que a justiça de Deus, ou seja, a justificação do homem diante de Deus é mediante a fé na obra de Cristo e não através de obras, através do uso dos meios de graça ou sacramentos da Igreja Católica e assim por diante. E ele então começa a discutir com seus alunos, com outros professores, convida para um debate as famosas 95 tes e não teve recepção dentro da Igreja Católica. Os líderes da Igreja Católica não não queriam aceitar as ideias de Lutero e e fazer uma reforma na Igreja Católica. Lutero nunca quis sair da Igreja Católica. Ele queria reformar a Igreja Católica. foi descomungado de lá, foi expulso da Igreja Católica, mas com ele veio também uma grande multidão, inclusive os príncipes alemães que deram apoio para ele. E aí as ideias de Lutero começaram a se espalhar e ganharam o domínio público, muitos aderentes. que eram outros reformadores como Calvino, eh, Urico, Zuinglio, Melancton, ah, que começaram a propagar a volta ao cristianismo bíblico, que era exatamente aqui que forma protestante queria. Então, para definir assim bem rapidamente, né, embora fossem diferentes reformadores em épocas diferentes, em países diferentes, mas todos eles concordavam que somente a Bíblia é a palavra de Deus, só a escritura. Ela é nossa única regra de fé e prática. Ah, salvação é somente pela graça, mediante a fé, através de Cristo. E tudo isso paraa glória de Deus. São os famosos cincoas da reforma que basicamente engloba pensamento reformado. Então, teologia reformada é uma teologia, é uma compreensão, uma tentativa de sintetizar o que a Bíblia diz à luz desses pontos, à luz desses pensamentos. É isso que caracteriza principalmente a teologia reformada. Ela ganha, viu Sa? Uma outra conotação, uma especificidade. >> Sim. >> Depois de João Calvino, o termo reformado passou a se referir mais aos que seguiram o pensamento de João Calvino, >> particularmente que diz respeito à doutrina da salvação. Somos cinco pontos do calvinismo, né? que não foi Calvino, mas os discípulos dele que elaboraram posteriormente. Então, teologia reformada segue os cinco solas da reforma protestante e os chamados cinco pontos do calvinismo. >> Maravilha, maravilha, reverendo. Obrigado pela definição. Agora, quando a gente vai para o subtítulo da obra, né, porque o título tem essa o teologia reformada, são os fundamentos da teologia reformada, mas aí nós temos como subtítulo um comentário da confissão de fé de Westminster e antes da gente falar de Westminster em si, eu acho que é bom a gente falar da ideia de confissão de fé, porque isso gera dúvidas. Tem pessoas que tm alguns preconceitos com a ideia de confissão de fé. Quero falar sobre essa parte depois, mas vamos pro mais básico aqui, que é o que é uma confissão de fé e qual é a importância dela, certo? Ah, na verdade, o termo nem deveria ser uma confissão, né? Ah, porque propriamente falando, a o o credo apostólico seria uma confissão. Creio em Deus Pai, creio no Espírito Santo, creio no Filho de Deus, creio na na Igreja. Então a pessoa ali tá falando na primeira pessoa e dizendo o que é que ela crê, tá confessando o que ela crê. O nome confissão mais propriamente usado seria para o credo apostólico. >> Mas acabou, >> faz sentido. >> Mas acabou sendo e usado e se referendo a elaborações da da do do pensamento teológico feito por diferentes grupos. A reforma quando começou, ela se, como eu disse, ela se espalhou por muitos lugares e os reformadores eles chegaram, embora isso não houve uma reunião, mas a acabou com o tempo isso acontecendo de diferentes maneiras. Aqueles que eram líderes do movimento reformado, eles concordaram que não queriam criar uma Igreja Católica Apostólica reformada, porque o problema deles era com o católico, igreja com o romano, igreja católica apostólica romana. O problema era com o romano, eles se consideravam católicos. A igreja significa que a Igreja Universal se consideravam apostólicos, porque a base do pensamento deles é a escritura, o pensamento dos apóstolos, conforme tá no Novo Testamento, e reformada porque saiu de dentro da Igreja Católica, mas eles resolveram não criar uma igreja desse tipo, que seria cair no mesmo erro da Igreja Católica. Então, cada país organizaria a sua igreja ou ou as igrejas se organizariam dentro do seu país. Então, por exemplo, na Alemanha surgiu a igreja luterana, na Inglaterra a igreja anglicana ou episcopal, eh na Suíça, a Igreja Evangélica Suíça, eh na lá nos Países Baixos, a Holanda, a Igreja Reformada da Holanda, na Escócia, a igreja presbiteriana. Então, cada uma dessas igrejas eh eh era independentes uma das outras, mas todas confessavam a mesma coisa, divergindo em alguns pontos. Então, a confissão de fé servia para dizer em que que aquela igreja acreditava e em que que era diferente das outras. Os luteranos têm a sua confissão de fé, ah os os eh holandeses têm a sua confissão de fé. Surgiram muitas boas confissões, os 39 artigos da Igreja Anglicana, a declaração de Savi, a Conissão de Fé 1600 e pouco, que é total >> reformada, totalmente reformada e mas foi escrita para diferenciar, para dizer porque que eles eram reformados, mas eram diferentes com relação ao batismo, a relação com o Estado, a administração da igreja e assim por diante. Então, por exemplo, a Convção de Fé Batista e a convulção de fé de Westmin são irmãs, são gêmeas, são >> menos a parte de eclesiologia. >> Exato. >> E na parte de eclesiologia, a administração da igreja e a administração dos meios de graça, no caso a ordenança do batismo. Então, a confissão de fé servia para dizer: "Nós cremos nisso diferente do que os nossos irmãos acreditam". Todas as profissões que foram escritas nesse período, elas são muito parecidas, Saul. A divergência é somente nesses pontos aí, administração da igreja, relação com o Estado, administração dos meios de graça. Mas no mais é basicamente a mesma coisa. A convissão de fé servia para dizer o que é que aquele grupo acreditava em contraste com os demais grupos da reforma. Então, as confissões tinham esse objetivo. >> Excelente, faz muito sentido. E aí vem a dúvida que algumas pessoas acabam se deparando ao ouvir eh uma explicação assim que é reverendo, isso significa que a confissão de fé é a nossa regra de fé e prática. Ela está tomando ali o local a escritura? >> É, essa é uma pergunta muito interessante. Já ouvi bastante, né? V e é inevitável uma confissão. Mesmo os grupos que não querem confissão oficial, eles têm uma confissão, >> só não tá escrita e formalizada, mas eles acreditam em alguma coisa, não acreditam em outras, fazem as coisas na igreja de uma forma e eh praticam a evangelização de outra forma. Eles têm uma confissão. O problema é que não é escrita, não é? Não é escrita. Então, na hora que a gente faz uma confissão de fé escrita e e oficial e formal, a gente delimita, a gente diz os limites da nossa comunhão, da nossa igreja. Nós somos, nós cremos nisso, nós eh praticamos isso aí. Agora, veja o problema de um grupo, um grupo que resolve não ter uma confissão de fé. Ele diz assim: "Eu creio na Bíblia. Eu creio na Bíblia." Tá? Aí chega lá os primeiros convertidos, vamos batizar. Vamos batizar. Aí vem a pergunta, mas batizar por aspessão ou por imersão? Não, não. Estudar a Bíblia. Você vai estudar a Bíblia, você vai dividir. Vai ter metade que vai acreditar que é por imersão e metade por aspessão. >> E vai decidir, >> quem que vai decidir? Então eles vão ter que tomar uma decisão e vai dizer: "Não, aqui na nossa igreja ou a gente batiza dos dois jeitos ou então nós vamos estabelecer um um jeito só de batismo." É uma confissão. >> É uma confissão. >> Com certeza. >> Até quem tá dizendo que vai batizar dos dois jeitos, né? Que quer dizer assim, a gente não vai definir, é uma definição, a gente pode batizar dos dois jeitos. Isso é uma confissão. Então, todo mundo tem uma confissão. Então, as igrejas históricas, elas eh desde cedo descobriram isso aí e elas elaboraram a a confissão como sendo aquele sistema de interpretação da Bíblia que eles entendiam que eram corretos. Eles interpretaram a Bíblia, pegaram o sistema doutrinário que tá na Bíblia, espalhado pelo Antigo e Novo Testamento, e organizaram em temas, em sessões para facilitar o entendimento. A Conrução de fé servia para identificar o grupo e também para ser didático, não é? E ele só me permita mais um tempo aqui. O o o pessoal que elaborou a confissão de fé de Westminster, eh, elaborou também os catecismos, o catecismo maior e catecismo menor. O catecismo maior era para servir de eh material para discipulado dos membros da igreja em geral. E o catecismo menor, o breve era para as crianças. Era para as crianças. Então eles eram simplesmente a confissão de fé feita na forma de perguntas e respostas, que é muito didático, muito didático. Então isso ajuda muito uma igreja a se situar, a ter a sua doutrina, a ter os limites da membresia, quem é que pode ser membro, quem que não pode. Eh, questões já estão praticamente resolvidas, várias delas e assim por diante. Então, conção de fé serve para isso. É isso aí e tem muita utilidade até o dia de hoje. >> Com certeza. Nesse sentido, eh, o senhor acha então que seria importante que as igrejas deixassem as suas confissões escritas ou declaradas de uma maneira que os membros e aqueles que estavam pensando em se tornar parte da membresia pudessem conhecer, considerando que confissão inevitavelmente todos têm. Exatamente. E eu creio que isso aí ajudaria muito a igreja a ter uma membresia mais unânime, né? Mais eh eh focada na mesma coisa, na mesma página, né? Usando aqui uma exp moderna. Se já na entrada um membro da igreja tivesse eh isso aí. Algumas igrejas fazem isso. Eles têm uma classe de preparação dos membros que onde estudam o breve catecismo, né, que é o mais fácil, né, o mais fácil de tudo, que como eu disse, é a confissão em perguntas e respostas bem simples. E outras igrejas recebem as pessoas e a partir daí elas são matriculadas numa classe de doutrina básica, não é? Eh, isso ajudaria bastante. Eh, eu acho que uma das razões pelas quais a gente vê tantas, vou chamar heresia mesmo, tantas heresias e incisos errados surgindo dentro de igrejas autônomas, independentes, é porque elas não têm um referencial para dizer: "Esse cara é falso profeta". esse ensinando um erro, porque eles não têm referencial, >> é porque o profeta, >> eles são eles se deslizam demais, né, esses falsos profetas, assim, porque eles não têm uma declaração oficial nítida do que eles creem. Então, tem gente que não percebe como o que eles estão ensinando é errado. Aquela coisa, ah, ele fala de Jesus, ele fala da Bíblia, mas não percebe os erros que ele está citando ali ao redor ao descrever essas coisas, né? Se tivesse uma confissão de fé oficial, escrita, pública e conhecida, né, ficaria fácil a gente eh determinar isso aí nessa nas igrejas reformadas, nas igrejas históricas que t mais desde o tempo da reforma protestante, mais de 500 anos. Essa é uma prática já muito comum. Ah, a gente é dito lá no no nos processos disciplinares que uma pessoa só pode ser levada para eh um tribunal ou ou ser apenada ou ou >> disciplinada. >> Disciplinada é a palavra. Se ela se puder provar pela Bíblia e pela confissão de fé que ela cometeu algum algum algum alguma falta, né? O que quer dizer isso? Sim. >> É porque a Bíblia diz assim: "Eh, não matarás". O sujeito disse: "Eu não matei". Sim, mas a confissão de fé quando interpreta, diz assim: "Não matarás". Significa não somente tirar a vida do seu próximo, mas você cuidar da sua própria vida, preservar a vida do seu próximo. Isso significa que você vai cuidar do bem-estar do seu próximo. Isso significa que você eh vai tomar todas não vai odiar o seu pró. Você não vai não vai ah ter mágoa e ressentimento contra ele e tudo mais. Então você quebrou, de acordo com a confissão de fé, você quebrou aquele mandamento, embora as dimensões da, embora a Bíblia seja só não matarás, diga só aquilo. Mas o o o a convção de fé, ela expande esse sentido à luz da Escritura. E aí ajuda a gente na hora que tem casos difíceis de você analisar, aconselhar ou ou disciplinar, né, de acordo com a a a interpretação da Bíblia conforme a conção de fé. É muito importante. >> Perfeito. Perfeito. Essa confissão realmente ela tem esse papel tanto de unir, deixar claro o que é que nós cremos e praticamos como um grupo que está ali unido, como também de distinguir para que as pessoas percebam eh as diferenças que há, né, como o senhor destacou. E reverendo, nós respondemos aqui tanto o que é a confusão como a importância de tê-la, o porqu deveriam ter e quais os problemas não ter. Mas eu queria só voltar à pergunta sobre se ela substitui a autoridade da escritura, porque alguns vão ter o preconceito com convção, achando que é um retorno a uma igreja mais católica, que a tradição está acima da escritura. E o senhor já começou dizendo aqui que uma das marcas da teologia reformada é o solo escritura de que a Bíblia é a regra de fé e prática. Então, como conciliarmos essas duas coisas? Eu queria que o senhor explicasse pra gente >> a própria Constituição de Fé, ela diz que os concílios erram e t errado. E como como ela foi produzida por um concílio, então ela mesma tá dizendo que ela não é infalível. Ela não é infalível. Ela não é infalível. >> A conção de fé ela é apenas uma interpretação da Escritura, da Bíblia. Quando na na nas igrejas confessionais, a palavra final é a escritura sagrada, mas surge o problema. Como é que nós vamos interpretá-la? Porque a Bíblia é um livro, é um texto, ele tá sujeito à interpretação e existe interpretações variadas, não é? A condição de fé diz qual é a interpretação que nós entendemos é a correta para nós que somos presbiterianos reformados, batistas reformados, eh independentes congregacionais reformados, anglicano reformado. A a confissão que eles têm, vão dizer, ela é aquilo, a expressão daquilo que nós entendemos que a Bíblia tá dizendo. Então, a Bíblia fala a respeito de Deus. fala de Deus, de Gênesis, Apocalipse. Uma confissão de fé vem, pega todas essas passagens e organiza tematicamente quem é Deus, o que são seus atributos. Ah, o que o que significa as obras da criação, ah, qual a relação entre Deus e os seres humanos. Então, a comissão procura responder todas essas questões, de maneira que nós já temos a interpretação da Bíblia que é necessária para, como eu disse, enfrentar todas essas situações. Então, a convção de fé, ela não substitui a Bíblia, ela não é uma autoridade maior do que a Bíblia, ela está sujeita à palavra de Deus e ela pode ser alterada. Pega, por exemplo, a conissução de fé de Westmin, ela passou por alterações aqui nos Estados Unidos, na concessão de fé de Westminha um um item que dizia que o Papa é o anticristo. Esse item permanece na igreja presbiteriana do Brasil. Mas aqui em Orlando, onde eu estou servindo, na Bible Presbiterian Church, que é uma igreja muito confessional, adota a construção de fé de Westmin, esse item foi tirado, foi tirado. Tem inclusive um ponto muito importante, Saul, que vai ajudar os nossos amigos que ficam com receio da questão da confissão aqui nessa igreja que eu tô e na nas igrejas, todas as igrejas presbiterianas aqui nos Estados Unidos, eh mesmo as mais conservadoras, como a Orthodox Presbyterian Church, a PCA, a Presbiterian Church of America, a minha é a Bible Presbyterian Church. Em todas essas igrejas, quando um pastor vai ser consagrado, ele tem que jurar fidelidade à convissão de fé. Só que ele pode ele pode dizer: "Eu aceito a conção de fé toda menos nesse ponto aqui." Ele pode fazer isso. Ele pode dizer: "Eu eu eu não subscrevo tudo. Eu tenho eu não estou certo desse ponto aqui." Aí o presbitério vai pegar, >> é subscrever com qualificações, se eu não me engano, reverendo o que chama >> é subscrição com qualificação. O presbitério vai examinar a qualificação que o cidadão levantou, o pastor levantou e vai dizer: "Pode, com essa qualificação que você tá eh levantando aí, ela não vai impedir você de ser um pastor da nossa denominação." Ou então vai dizer: >> Uhum. Isso aí, >> né? >> Não pode ser pastor da nossa denominação se você não subscreve esse ponto aí, mostrando com isso que a confissão de fé ela não é a autoridade suprema da igreja ou acima da Bíblia, porque isso aí ninguém pode dizer da Bíblia. Se você chegar lá e dizer: "Ó, eu aceito a Bíblia como palavra de Deus". Menos parte aqui fora, né? Cai fora. >> Infelizmente tem muita gente fazendo isso hoje em dia, né? reverendo. Eh, o pessoal tentando atualizar a Bíblia, mas enfim. >> Pois é, né? A Bíblia é atual por si mesmo, não precisa disso aí, não. >> Pois é, basta a revista atualizada. >> Boa. >> Mas é isso, mas eu acho que assim a gente responde bem. A regra de fé e prática continua sendo a escritura, mas a confissão ajuda a resumir o que é que a é entendido que a escritura afirma, né? Então isso é é importante destacar. Excelente. Então nós falamos de confissão de maneira mais geral. Agora vamos falar da sua confissão específica, vamos falar da confissão da Igreja Presbiteriana, confissão de fé de Westminster. Então a confissão de Westminster eh tem qual história em resumo? O que é essa confissão? Qual a história dela e sua importância? A conção de Fé de Westminster é o resultado do trabalho de vários teólogos presbiterianos, episcopais e até de outras denominações, eh, que tinham como objetivo elaborar uma confissão que procurasse unir os evangélicos no no na Inglaterra e no Reino Unido. Naquele tempo, a Inglaterra era junto com a Escócia e com a Irlanda, era um reino só, tinha uma rainha só, não é? Então, o objetivo era o objetivo era elaborar uma confissão que unisse as diferentes tendências que haviam entre os reformados ali. E ela foi elaborada o nome de ministra por conta da badia, né, no local onde as reuniões aconteceram. E ela então já é mais recente, né? Ela é praticamente, ela tá entre as últimas confissões a serem feitas, o que dá para ela assim uma maturidade e uma vantagem ao ser elaborada, porque os os que fizeram a confissão já tinham outras confissões antes, não é? Então isso ajudou na preparação e acabou se tornando então a confissão por excelência da igreja presbiteriana. os presbiterianos adotaram a confissão desde então. Então esse é o o histórico, né? E como eu disse, ela foi elaborada para unir o pensamento dos presbiterianos de alguns episcopais, enfim, várias outras linhas que havia e que estavam muito divergente. Era preciso dar um chega para lá e juntar o pessoal para ficar tudo na mesma página, até por conta da contrarreforma, dos ataques do catolicismo romano. E é preciso que houvesse uma coesão e uma união para que não desse oportunidade para os apologetas católicos, não é? Eh, começarem a falar e a destruir o movimento reformado. >> Sim. Sim. E quando a gente fala dela sendo feita nessa época, 1646, reverendo, se não me engano, 1640 alguma coisa, né? A confissão >> de cabeça, de cabeça assim, você me de cabeça não guarda nem meu aniversário, guardo mais isso aí. >> Pois é. Eu também não lembro exato, mas é por ali, né? Eh, e aí a questão é, nós vemos que já faz bastante tempo pra atualidade, >> isso, >> mas ainda assim ela é mantida hoje. E a pergunta é por qual é a a importância dela pra atualidade? Por que não atualizá-la significativamente, né? Porque o senhor tá falando que, ah, teve atualizações, mas foram coisas pequenas. Por que não uma nova confissão para a igreja de hoje? >> Certo? Eh, esse apelo é real. Ele é real e ele é ele é muito muito interessante. A comissão de fé, ela continua sendo usada porque ela trata de questões que não estão muito sujeitas ao tempo, a não ser algumas questões. Por exemplo, ela trata da escritura, é o primeiro capítulo, ela começa com a escritura e faz sentido, né? Se a gente fosse começar uma confissão de fé, talvez a gente eh talvez a gente ia começar com Deus. Mas onde é que vai conhecer a Deus? Vai conhecer a Deus na escritura. Então eles começaram com eles começaram com a escritura. Então não não haveria muita coisa hoje a se dizer a respeito da Escritura que já não esteja em princípio já na conção de fé. a sua autoridade, a sua infalibilidade, a sua inerrância. Ela fala inclusive, olha, fala da inerrância da, não usa esse termo, né? Mas fala da o termo usado é autoritativo. Diz que a inspiração é nos originais e não nas cópias. O que é um negócio assim, o o não tem não tem o que melhorar nisso aí. Depois vai falar depois vai falar do ser de Deus. Quem é Deus? Os seus atributos. Isso aí não tem atualização. Deus permanece mesmo, né? E assim por diante. Vai entrar na questão da salvação que permanece a mesma. Então, é só quando chega e já foi atualizada. Ela foi atualizada na parte do da relação da igreja com o estado. Ela já passou por uma atualização nesse sentido. Ah, teve uma tentativa de se escrever um capítulo extra sobre o Espírito Santo, porque uma das queixas é, tem um capítulo sobre Deus, tem um capítulo sobre eh Cristo, o Pai e o Filho, mas não tem um capítulo sobre o Espírito. E a resposta é que em todos os capítulos o Espírito Santo é mencionado, ele já não precisa escrever um capítulo porque ele tá em todos. Ele tá em todos. Então tenta, mas mesmo assim tentaram e fizeram um um capítulo que fala a respeito do Espírito Santo e foi anexado na convissão de fé da na conção de fé da de Westminster adotada pela igreja brasileira, né? pela igreja brasileira e fizeram um capítulo sobre missões, dizendo que não fala sobre missões e realmente não tinha não fala sobre missões porque eh não era o ponto, né? Não tava isso em discussão. Na verdade, o que tava em jogo era a sobrevivência da igreja, não é? Ela então a coné ela ela ela não fala muito a respeito de de missões, embora o que vai ser pregado em missões está lá em semente, não é? o evangelho puro e assim por diante. Então, há aspectos que precisam ser eh melhor eh poderiam ser atualizados, mas o que as igrejas reformadas têm preferido é colocar ao lado da confissão de fé uma declaração de fé atualizada. Eu participei de da fraternidade mundial reformada. Eu fui um dos membros do comitê que elaborou uma declaração de fé >> para o século XX. E nós >> pontos pontos que não são citados explicitamente pela conção de fé e nós fizemos uma e nós falamos sobre esses pontos da elaboramos uma confissão da perspectiva reprovada, por exemplo, >> ideologia de gênero, fertilização de vitro, >> eh tecnologia, >> questão do aborto, nada disso está previsto na corção de fé, mas uma declaração de fé colocada ao lado, isso aí ajuda muito. A gente não quer mexer na fé porque porque foi é um documento histórico, >> eh, profundo, muito muito claro, >> mas ele não trata de assuntos modernos. É claro, né? Claro que não. É, >> mas >> seria até um anacronismo, né? seria tentar pegar termos atuais e problemas atuais e para trazer para lá, né? Sei lá, por exemplo, ah, a confissão de fé não fala de inteligência artificial, por exemplo, né? Não tem sentido. >> Então tem essa declaração que é adotada por muitas igrejas reformadas ao redor do mundo, ao lado da fé de Westmin para dizer o que é que eles creem a respeito de direitos humanos e, enfim, é muito amplo. Liberdade de crença, de expressão, a liberdade de religião, eh, perseguição que a igreja sofre. Então, tá, é muito atual. Eu, você pode achar no no no no homepage no site da fraternidade reformada mundial, World Reform Fellowship. Lá você vai, você pode baixar tem português, inglês, em dezenas de línguas você pode baixar que tem lá. É, é uma resposta para essa questão de que é um documento antigo, né? Excelente. Ou seja, ele, a confissão não é exaustiva, nem teria como ser, mas naquilo que ela se propôs a falar, aquilo que ela falou permanece atual, permanece importante, permanece útil pra igreja na atualidade. Por isso que a igreja presbiteriana permanece usando, até mesmo outras igrejas também fazem uso. e até outras confissões que foram baseadas em Westminster continuam também sendo usadas, como por exemplo o senhor citou um 689, que é uma confissão Batista, que é a minha confusão aqui. E interessante a gente perceber isso, né? Agora, falando sobre questões gerais da confissão, acho que esse é um aspecto legal também pra gente abordar, que é a confissão, ela está focada nos cinco pontos, no perdão, nos cinco solos, nos cinco pontos, as duas coisas. Ela fala também disso, mas existem muitas coisas ali que são amplas e que não se vão se não vão parar em denominações, né? São para diversas igrejas, ah, mas são coisas essenciais do cristianismo e que são verdadeiras nelas. Então, quando a gente pensa assim nessa amplitude e não tanto distintivo de uma teologia reformada, quais pontos da confissão que a gente poderia destacar? você diz para que servem para qualquer denominação, >> perdão. E exato, exato. Eh, quais pontos que a convção aborda que não são uma questão de se é reformado ou não, é para ser cristão, né? Uma teologia cristã. >> Vamos lá. A doutrina da escritura não tem nada instintivamente presbiteriano lá, né? Mas cristão e evangélico. Então, a doutrina da Escritura, ah, depois a própria doutrina de Deus, não tem, não tem. Depois tem os decretos de Deus, aí já começa a ser mais presbiteriano, porque vai entrar na questão da predestinação, ah, da reprovação eterna. Mas mesmo não é só dos presbiterianos. Bistas reformados creem exatamente >> claro >> dessa dessa >> estamos aqui, >> não é? Você vai ter os decretos de Deus, a as obras de Deus na criação, vai falar a respeito da criação do mundo, também não tem nada que seja presbiteriano aí distintamente. >> Vai entrar na questão da queda do homem e seus efeitos. vai entrar na aí, vai entrar na soteriologia antes disso, perdão, vai entrar na pessoa de Cristo, quem ele é, a sua natureza humana divina, tem nada preteriano a respeito disso. Só precisa se preocupar quando chegar no capítulo de igreja, dos sacramentos, ah, do governo da igreja, que é mais no final da confissão. Então, até lá você ninguém precisa ficar preocupado, só começa a ficar preocupado quando chega na parte do governo da igreja, que aí vai defender claramente a o governo colegiado, pluralidade de presbíteros >> e que também algumas igrejas as, né, da mesma forma, né, da mesma forma. >> Aham. E quando chega nacésio, a maior diferença vai ser na eclesiologia, >> que aí vai na, quando eu falo eclesiologia, eu tô falando mais na parte dos sacramentos. >> Sacramentos, sim. E >> particularmente, >> especificamente o batismo, né, e o pé do batismo e tal, >> alguns cas >> que apesar de tudo é eh perdão, né, que apesar de tudo também é de outras denominações cristãs evangélicas, né, do bate. Só quem não batiza os filhos dos crentes são vocês, os batistas. Todas as outras den >> tem os assembleiantes também. Tem os assembleiantes também. >> Pois eles até dizem que não são, re, não são da reforma, não tem nada a ver com isso. Eles são, eles vêm depois, mas todas elas que são originadas na >> na elas elas batizam os seus filhos, com exceção dos irmãos eh batistas, que desde a reforma já se mantiveram a parte desse ponto aí pelo movimento Ana Batista e assim por diante, né? Aliás, uma coisa interessante aqui, >> eh, >> eu tinha, nós tínhamos um aqui na nossa igreja em Orlando, >> a gente recebeu um membro, um um irmão que queria ser membro de nossa igreja, não é? >> E ele eh queria muito ser membro e ele é era vinha da de uma igreja batista reformada, não é? Ele é reformado. Mas porque não tava achando igreja aqui em Orlando que é muito difícil. Igreja brasileira reformada entre os imigrantes brasileiros em Orlando é meio que mosca branca você encontrou, né? Ele não encontrou, mas encontrou a nossa igreja que é reformada. E no dia que foi foi recebido, ele veio com a vinha com a camisa dizendo eh eh batistas estabelecidos desde 1600 e não sei quanto, né? Muito com ele, né? Rapaz, comecei a falar um negócio desse, né? Mas foi rebido, né? Nós recebemos com muita. >> Amém. Amém. Amém. Ele é irmão, reverendo ou é primo? >> Não, ele é irmão em Cristo, querido. Irmão em Cristo. >> Muito bom. Muito bom. Mas eu faço essa. Sim, perdão. Pode falar, reverente. Eu eu me sinto muito mais próximo dos batistas reformados do que dos presbitanos liberais >> e que abaram a a a origem a raiz do movimento reformado, né? Então, eu sou muito mais >> a boa parte dos meus amigos mais chegados são batistas reformados e alguns até de origem eh da da Assembleia de Deus e Pentecostal. E eu >> Uhum. >> Quero muita conversa com o presbiteriano que já abandonou a confiança na escritura. Ah, e enfim, vai para esse lado aí. Bom, era só um parêntese, >> não? Com certeza não, mas é um parêntese importante e até porque é é lembrando de novo uma característica da confissão, que não é separar os cristãos, né? É deixar claro o que se crê, mas uma busca de uma união e claro de distintivos eh relevantes, né? Por mais que o foco aqui seja a confissão de Fed Westminster, pela qual eu tenho todo respeito, pela qual a Batista Reformados e outras denominações tem todo respeito por entender o seu papel histórico, por ter terem se eh baseado muito nela, inclusive paraas suas confissões. Mas a quando eu eu lembro de 1689, qual é o propósito de 689? a Confissão Batista de Londres de 1689 foi feita a baseada em Mister, declaração de Fé Savó e alguns outros documentos, mas justamente querendo destacar a união, né? Eh, destacar alguns distintivos, mas principalmente a união, essa irmandade. E eu acho que isso é importante de destacar. Às vezes as pessoas olham para a teologia formada como se fosse aquela coisa sectária. Quem tá de fora pelo menos pensa, né? é uma coisa sectária que quer separar, querem ser melhores, mas não. Nós estamos buscando ser fiéis à escritura de acordo com a nossa consciência ali e eh mas deixando claro o que nós queremos para que possa haver essa união. É tanto que essa minha pergunta sobre quais pontes da confissão são mais do que meramente de uma de um distintivo reformado ou denominacional, mas de todos os cristãos, é pra gente lembrar que a maior parte do que nós temos aqui vai ser edificante para cristãos de qualquer denominação, independente de serem presbiterianos ou não, não é verdade? >> Muito bem. Gostei muito da maneira como você colocou. a gente, diferentemente do que muita gente diz ou pensa, nós cremos e declaramos que sabemos que o reino de Deus é maior do que o campo reformado e que há, né, nós temos como, embora tenha havido aquele episódio de condenação dos armenianos pelo sínodo de Dort, >> um episódio seu pós reforma, >> ah, ainda assim a maioria dos reformados não têm dificuldade em reconhecer que armenianos crentes no Senhor Jesus e eles fazem parte do reino de Deus, né? Agora tem um grupinho muito chato, tem um grupinho muito chato dentro da fé reformada que fica insistindo, não é, que só os reformados e vão herdar o reino dos céus, né? É, >> isso é difícil. Não quero nem comentar muito sobre isso aí, não. Vamos em frente. >> É, vamos em frente. Vamos em frente. Mas eu acho que a gente destacou bem aqui o ponto. Isso é bom que deixa claro para os ouvintes também que esse livro busca, né, essa união, esse ensino bíblico e fiel, mas união e não uma separação. Ainda que deixando muito claro o que é eh o entendimento reformado da escritura. Então, é bom a gente destacar. E quando a gente eh pensa no seu livro, agora entrando, a gente já falou de todo o aspecto mais geral, agora vamos falar especificamente desse livro. Ele, como subtítulo aponta, é um comentário da confissão de fé de Westmin. Então, uma pergunta bem direta para o senhor como autor do livro. É sempre legal eh fazer um podcast A Vida Nova com o autor. Então, para o senhor como autor, ah, o que é que levou o senhor a escrever esse livro? Ah, como um comentário como esse pode ajudar os leitores da Confissão de Fest University Minster e até da escritura de maneira geral, a gente pode colocar assim. >> Muito bem. Eh, eu tenho um ministério nas redes sociais e de eu sou pastor de igreja local, ensino, prego, viajo. Meu, meu meu trabalho é em grande parte presencial, mas eu tenho uma inserção nas redes sociais e na na e pela internet e eu senti a necessidade de oferecer um curso de teologia que pudesse ajudar e abençoar aquelas pessoas que me seguem, pessoas que me seguem. E na época meu canal de YouTube tava com 1 milhão de de pessoas, né? 1 milhão de pessoas, 1 milhão 200, na verdade, 200.000. E então eu pensei fazer um curso de teologia que fosse abrangente, que fosse claro para ajudar especialmente as pessoas que tinham descoberto a fé reformada e que eram oriundas de movimentos como igrejas neopentecostais, seitas e até outras outros ramos da cristandade e que eles a a vieram do catolicismo, mas descobriram a fé reformada. E, e assim, onde é que a gente aprende mais sobre isso? O que é isso, o que que pensa a respeito disso? Eu disse, então eu vou elaborar. E quando eu pensei em fazer um curso de teologia para pra internet, ah, eu digo: "Bom, já existe um curso pronto, é a conção de Fed Westminster, então eu vou usar como base das minhas aulas". As minhas aulas, então, elas seguem. Então, eu elaborei mais de 60 aulas e gravei essas aulas. com base na comissão de fé de min, pegando cada ponto e explicando o que é que significa e procurando dizer de que maneira aquilo era atual pro dia de hoje, aplicações pro dia de hoje. A vida nova descobriu, >> descobriu esse curso, >> né? E gostou, evidentemente, e veio a proposta de transformá-lo em livro, né? Que saiu, eu tenho, eu tô com o meu exemplar aqui, vai sair, eu não sei se vai sair a letra aí, né? Tá aqui primorosa, gente. A vida nova caprichou nisso aí, viu? Então, se você não quiser comprar porque não tá interessado na na ferra formada, mas ó, ele é lindo para ficar na estante na sala. >> Excelente. >> A capa já vale o livro, viu? Pode >> deixaurado, né? Só a capa assim já tá bonito. Até para virar um quadro. Olha aí. Excelente. Então, que legal. Então, surgiu dessa percepção de muitas pessoas vindo pro meio reformado, que é realmente um movimento que nós temos notado, né, h de bastante tempo para cá, tem sinfatizado com o avanço da teologia na internet, né, Ver? Mas então, esse esse essa percepção fez com que o senhor criasse essas aulas. Que legal. E a partir das aulas nós temos esse livro. Então, imagino que aqui seja bem uma estrutura didática para os ouvintes poderem absolver, não aquela questão técnica que só teólogos mais estudados vão conseguir entender, né? >> Essa é a ideia. A ideia era foi produzir um curso que até dona Maria, que domingo de manhã tá na igreja assistindo o culto e na segunda-feira vendendo >> eh cocada e pastel na feira até ela pudesse entender. Então é muito linguagem clara, fácil. Tenho certeza que quem adquirir e estudar vai não vai ter dificuldade. Não vai ter dificuldade. >> Que bom. É isso aí. Temos aqui são 49 capítulos, né, comentando aqui questões centrais da confissão, como ela inteira, né, e trazendo isso numa estrutura didática com eh pensando realmente em aplicações pro dia de hoje. Excelente, algo atual, importante. E como aqui eu posso falar, né, como alguém que tem acompanhado o senhor e tem ouvido tantas pessoas comentarem, que eu me dirijo mais a quem tá ouvindo, ah, eu posso falar que é um material no estilo do reverendo Augusto Nicodemos, que tem nos ensinado com aquela linguagem prazerosa de ouvir, didática, instrutiva. Então, tenho certeza que vai ser bção para os ouvintes. E agradeço mais uma vez, Evereno, pelo Senhor, eh, como a gente estava falando, né, não tirar folga pastoral, tá aí trabalhando três turnos de domingo a domingo, produzindo coisas pra gente. Bção demais. E aí, reverendo, eh, pensando no uso prático desse livro, o que é que o senhor recomenda para quem diz: "Olha, gostei, quero adquirir esse livro, quero fazer uso dele". Ah, esse é um livro que só vale a pena se você pegar para ler de ponta a ponta. Você pode ler trechos. Como é que o senhor recomendaria a leitura aí para os ouvintes? >> Ele funcionaria basicamente como um livro de consulta, né? Pensou, por exemplo, que é eu quero saber sobre eh sobre eh salvação, como é como é que se salva. Então, vai lá no índice e vai encontrar três ou quatro lições que falam exatamente sobre sobre essa questão. Então, funciona como um livro de consulta que você pode colocar, como aqui na minha instante, né? colocar aqui e e quando surgir uma dúvida, vai lá e e consulta, como eu faço aí com esses livros, tão atrás, né? Livro de consulta, eu não leio esses livros todos, né? tá aí atrás, mas não quer dizer que eu li tudo, quer dizer que eu se eu tiver com alguma coisa na cabeça, eu vou procurar aí eh no no nessa pequena biblioteca e a pequena mesmo, procurar alguma coisa ou alguma informação que me ajude. Então, como livro de pesquisa, agora, se você chegou agora na fé reformada, é novo e você quer entender o que é a fé reformada, o que é que ela diz sobre esse assunto, leia de ponta a ponta. Leia de ponta. senão ele pode funcionar como livro de de consulta, eh, que tenho certeza que vai ser bção para você. Quiser, por exemplo, >> muito bom, >> professor de escola dominical, >> já tá, né? Já tá pronta a lição. >> Essa agora vai ser uma classe, vai ser mais de um ano de classe, viu? Então, >> é isso aí, com certeza. Aqui nós temos, né, dependendo, né, a pessoa quiser tentar um capítulo por semana, tem 49 aqui, né? Dá para dá para tentar encaixar uma, tem que ser muito caprichado, mas >> mas é isso aí. E tem realmente material. Fica uma ideia bem interessante, reverendo, né? Uma aula de escola dominical, quem sabe um estudo em conjunto ali de pequeno grupo, algo do tipo. A leitura de uma vez realmente ajuda bastante para você eh se aprofundar na teologia reformada. Excelente. Muitos usos diferentes que vão ser benéficos. E sobre esse assunto que é muito relevante, que é o da teologia formada. Reverendo, eu agradeço, agradeço por essa conversa. Sempre uma alegria conversar com o Senhor. Agradeço por esse livro e que Deus continue te usando, abençoando e fazendo o Senhor contribuir para o crescimento do reino por meio dessas obras. >> Tá certo? Muito obrigado, Saú. E eu quero deixar aqui registrado minha gratidão mais uma vez à Vida Nova por acreditar na obra, investir nela e caprichar. O livro está caprichado. Recomendo, gente. Eu sei que sou suspeito, mas eu faço isso de todo coração, com toda alegria. Ficou uma obra magnífica. Vale a pena. Deus abençoe. Boa leitura. Deus abençoe, reverendo. E você aí de casa que nos ouviu, que gostou da conversa, gostou do jeitão do reverendo de conversar, a escrita também é prazerosa, pode ter certeza. E aqui você vai encontrar uma obra excelente para te ajudar em tudo isso que nós destacamos. 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