Jesus não morreu na Páscoa! Entenda a explicação bíblica com Rodrigo Silva
30/03/2026
Jesus não morreu na Páscoa! Entenda a explicação bíblica com Rodrigo Silva
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Você já se perguntou se a data da Páscoa que celebramos hoje realmente coincide com a morte e ressurreição de Jesus?
A cronologia da última semana de Cristo é um dos temas mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mal compreendidos dentro da tradição cristã. Muitos de nós crescemos celebrando datas específicas sem questionar se elas de fato alinham-se aos relatos dos evangelhos e ao calendário judaico do primeiro século. À luz da exegese e do contexto histórico, proponho uma investigação sobre o dia exato em que o Cordeiro de Deus foi sacrificado, confrontando a tradição popular com as evidências manuscritas.
Ao analisarmos o dia da preparação e a relação entre a Santa Ceia e o Pessach, percebemos nuances que alteram nossa percepção sobre o tempo. Jesus, como o cumprimento profético do sacrifício pascal, seguiu um cronograma divino que muitas vezes escapa à nossa visão ocidental moderna. Compreender essa distinção não é apenas um exercício acadêmico, mas uma forma de mergulhar na profundidade do plano de redenção e na precisão das Escrituras Sagradas.
Hoje você vai entender:
. A verdadeira origem da Páscoa judaica e seus símbolos no Êxodo.
. A aparente contradição entre os Evangelhos sobre a última ceia de Jesus.
. Como a Páscoa cristã se distanciou da data original e seu significado profético.
Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
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Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Nós estamos de volta pro nosso bate-papo semanal, aquele encontro sobre bíblia, teologia, religião, arqueologia, assuntos afins. E eu fico muito feliz porque vocês estão sempre acompanhando os vídeos do canal, estão anotando tudo. A coisa que me deixa mais feliz é quando eu sempre encontro com pessoas que falam: "Olha, eu sou seu aluno na Bíblia comentada. Olha, eu sempre assisto seus vídeos". Esses dias eu fiquei tão emocionado com um rapaz que chegou e falou assim: "Olha, os seus vídeos salvaram minha vida". E eu falei: "Não, quem salva é Deus. Nós somos apenas instrumentos, mas que a glória e a honra sejam exclusivamente para Deus". Mas é gostoso ser usado pelo Espírito Santo de Deus para levar algo de bom para uma pessoa. Isso realmente assim deixa o coração muito alegre e eu fico feliz por sua vida e por você estar comigo aqui. Então vem aquele pedido. Eu sei que é chato falar sempre dele, mas é importante pro canal. 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E tudo isso é é bom que seja explicado paraas pessoas, mas isso eu tenho a impressão que já está quase que no domínio público. As pessoas já sabem que o coelhinho com ovinhos de chocolate, que isso não tem nada a ver com a Páscoa da Bíblia, com a Páscoa de Jesus. Então, para eu fazer um vídeo com muito do mesmo, eu acho que as pessoas já nem precisam assistir, né? Então, eu queria explorar com você outra questão aqui e já vou fazer uma pergunta, aliás, uma uma afirmação. Jesus não morreu na Páscoa. Aí você fala: "Como é que é? Pera aí. Eu pensei que você ia só falar contra o coelhinho, contra o ovo de chocolate, que aquilo tem origem pagã. Mas você tá querendo dizer que Jesus não morreu no domingo de Páscoa? Se Jesus não morreu no domingo de Páscoa, quando é que Jesus morreu? A Páscoa não tem nada a ver com a com a Semana Santa, não. Pelo menos hoje, como estamos comemorando, a Semana Santa, cronologicamente falando, não tem nada a ver com a Semana Santa Bíblica. Mas calma, fique comigo até o final, porque você vai entender tudo isso à luz da Bíblia, da Bíblia Sagrada, de informações históricas. E nós vamos deixar a palavra de Deus falar de uma maneira didática para que você possa entender elementos como, por exemplo, o que é a Páscoa. Afinal de contas, você já sabe que não tem nada a ver com coelhinho, mas qual a origem da Páscoa? Existe uma Páscoa judaica e outra Páscoa cristã. Nós cristãos devemos celebrar a Páscoa. Essa é outra pergunta também que às vezes as pessoas pensam que já tem a resposta, mas não necessariamente. E de novo, se Jesus não morreu na Páscoa, quando é que ele morreu? Fique comigo até o final e você vai entender isso muito bem nos mínimos detalhes, com muita didática, que eu gosto de aplicar tudo, explicar tudo de uma maneira muito lúdica para que você possa entender, para que fique claro para você. Deixa eu só tirar aqui o WhatsApp para não ficar clicando toda hora. WhatsApp não é o é o WhatsApp, isso mesmo. Fica toda hora blim blim blim. Vamos lá, pessoal. Primeiro vamos começar com uma cronologia. De onde veio a Páscoa? Então, deixa eu contar para você a história da Páscoa, como ela começou, quais foram os elementos simbólicos que faziam parte das primeiras celebrações pascais que há na história. Para isso, eu tenho que ir ao livro do Êxodo, quando você encontra a história da libertação do povo hebreu. E esse quadro aí, eu achei ele muito emblemático. Gosto de ilustrações assim porque elas realmente, eu sei que é redundante dizer, as ilustrações ilustram, por mais pleástico que seja afirmar dessa maneira, mas elas tornam mais claro o quadro, não é? Então você tem aqui vários elementos que fazem parte da Páscoa original, que foi quando Deus libertou os hebreus da escravidão do Egito. Então você tem uma mulher colocando água ali, deveria ser vinho, na verdade, uma criança comendo um pão duro, uma bolacha, parece até uma bolacha porque é um pão sem fermento. Você vê também algumas ervas amargas em cima da mesa, um sujeito já com um cajado na mão. Todo mundo está comendo em pé. É interessante nessa imagem porque no Oriente Médio, na época bíblica, as pessoas não podiam comer em pé. Comer em pé era uma terrível falta de educação. Você comia sentado, sentado ou reclinado porque era um desrespeito para com um momento tão sagrado, que é o momento da ceia ou da refeição, comer em pé. A ideia de fast food eles não tinham, mas que todos estão comendo em pé, demonstrando pressa para comer logo e sair. E do lado de fora tem um sujeito passando uma tinta no na porta, no umbral da porta. Você tá vendo essa tinta? Na verdade, é sangue. É o sangue do cordeiro sacrificado. Deixa eu explicar para vocês como tudo isso aconteceu. Os hebreus já estavam escravos dos egípcios há séculos. Eh, eles não ficaram todo esse período de permanência no Egito como escravos. Na verdade, a o período da escravidão foi na última fase da permanência dos hebreus no cativeiro do Egito. Eles já estavam agora na 18ª dinastia. O faraó provavelmente era Tudesmos Iudesmoes I vinha de uma linhagem de faraós que afligiram o povo estrangeiro que estavam no Egito. Leia-se especialmente o povo hebreu. O primeiro dele foi a Mose. Depois você teve a Amrotep. Depois tem tudo primeiro, segundo, esse aqui é o terceiro. O povo estava sofrendo, sofrendo, sofrendo. Então, através de Moisés, um hebreu que Deus estava quase permitindo que se tornasse faraó do Egito, Moisés retorna depois de 40 anos longe do Egito, com a incumbência divina de libertar o povo de Israel da escravidão. Então, Deus dá uma orientação a Moisés. Eh, Moisés, a partir de hoje marca um novo calendário pros hebreus. Hoje será considerado primeiro de Aviv. Primeiro de Aviv é o primeiro dia do mês do ano judaico, tá bom? E no dia 10 de Aviv, daqui a 10 dias, então hoje é o passagem de ano, vamos começar um ano novo, vida nova, daqui a 10 dias as famílias devem escolher um cordeiro sem defeito, o melhor que tiver no rebanho delas. Se se uma família for muito pequena, divide o cordeiro com outra família. vão sacrificar esse cordeiro no dia 14. No dia 14. Depois que sacrificar esse cordeiro, vocês vão fazer duas coisas. Vocês vão pegar o sangue desse cordeiro e vão passar na porta da casa de vocês, no umbral da porta, cobrindo todo o batente ali da entrada da casa de vocês com o sangue do cordeiro. E à noite daquele mesmo dia, vocês vão comer a carne daquele cordeiro, acompanhada de erfas amargas e também de pão sem fermento. E não saiam da casa até o dia seguinte, porque o anjo da morte vai passar com a décima praga e vai matar os primogênitos do Egito. Mas o anjo vai pular a casa de vocês se ele vir ali tem um sangue de um cordeiro na porta. E justamente essa expressão em hebraico, pular sobre saltar, é a expressão pessar. Pessar, que é o pulo, o salto. Pessar. Então, da palavra pessar vê a palavra pasra em grego ou páscoa em português. E aí o povo ficou de noite em casa depois de ter comido o cordeiro sacrificado na tarde daquele dia com as ervas amargas e também com o pão sem fermento e todos preparados para partir. Outro dia, Deus então tira o povo do Egito com mão poderosa. E naquela noite, os primogênitos dos egípcios foram mortos pelo anjo da morte. Se a gente pegar agora isso num quadro, eu não vou ler o texto bíblico todo agora para vocês, para não ficar cansativo. Então eu coloquei aqui um resumo que até vou dar uma sugestão para você. Depois faz assim, eh, dá um um pause aí no vídeo que você pode copiar essas passagens e ler depois com sua família e tudo mais. Então, a ordem dos fatos foi assim, eh, com duas exceções aqui, eu só estou pegando textos do Êxodo, tá bom? Êxodo capítulo 12 conta essa história. No verso 6 é o cordeiro que foi imolado no dia 14, como eu falei com vocês. Ele era preparado no dia 10, separado no dia 10, alimentado no dia 14, ele era morto. Aí eles colocaram o sangue no na ombreira ali da casa, né, ou no umbral das casas, que seria justamente aquele marco da das portas ali. Depois disso, o cordeiro foi comido naquela noite. Aí veio a décima praga, os primogênitos morrem e após a ceia os hebreus deveriam ficar dentro de casa até no dia seguinte, não deveriam sair de casa. Em Deuteronômio, capítulo 16 tem uma aparente contradição que eu vou explicar ao longo desse estudo, que lá fala que Deus livrou os hebreus do Egito à noite, mas não faz sentido que fosse à noite num primeiro momento. digo num primeiro momento, porque se na ordem de Êxodo capítulo 12, depois de comerem o cordeiro, as ervas amargas e o pão, exeram ficar em casa até amanhecer o dia sem sair pela porta, porque senão o anjo da morte poderia pegá-los. Então, como é que eles saíram à noite? Entendeu? Então, tem uma aparente contradição aqui que eu vou explicar depois. Então, Israel parte finalmente do Egito com seus rebanhos, as suas manadas, suas tribos. E Deus e os israelitas também tomam despojo do Egito e partem de Rames, ali onde estavam na terra de Gozen, no dia 15, no dia seguinte ao dia de Páscoa. Então, seria essa cronologia dos eventos como conforme nós temos na Bíblia, tá bom? Depois você pode ler isso aí em Gênesis capítulo 12. Bom, agora você já entendeu a ordem dos fatos quando ele acontece, vamos continuar a nossa a nossa explanação aqui de alguns elementos que aparecem ali para você entender. Eh, a primeira coisa, acho que é bom eu recapitular algumas datas com você, né? Eu vou colocar um outro slide aqui. Vamos recapitular. Desculpe insistir nisso, é porque para mim é importante que você tenha isso em mente. Dia 14 do primeiro mês do ano, que é o mês de Aviv. Aviv significa primavera em hebraico. Tanto é que tela Aviv, a colina da primavera, nome da importante cidade de Israel. Então Aviv seria o primeiro mês, primeiro dia Aviv, o primeiro dia do mês e do ano. Do ano. Então, no dia 10 eles separavam o cordeiro. No dia 14 eles imolavam o cordeiro, sacrificavam o cordeiro entre as 15 e às 18 horas. No após o pô do sol, isso é importante dizer, na contagem judaica, os dias não são de meia-noite a meia-noite, mas de pôr do sol a pôr do sol. Então dia 14 de Nissan, depois das 18 horas aproximadamente, né, no pô do sol, já vira dia 15. Então, no nosso calendário, se o dia 14 caísse numa quarta-feira, eu ia dizer que o cordeiro foi morto quarta-feira à tarde e comido quarta-feira à noite. Mas no calendário judeu, eu direi que ele foi morto na quarta-feira à tarde e comido na quinta-feira à noite, que o quinta-feira à noite é a noite de quarta, você entendeu? De ponto sol, pô, sol. Calma que eu vou repetir isso noutros momentos do nosso vídeo aqui para que fique bem claro na sua cabeça. E à meia-noite os primogênitos do Egito foram mortos. No dia 15 Israel amanheceu na casa ainda. Eles não saíram. E naquele dia 15 à noite eles partiram dali conforme o o texto de Números, capítulo 33 versículo 3. Repito que depois você pode pegar isso tudo aí na sua Bíblia e examinar com calma. Agora que você já aprendeu esse episódio e ali foi a primeira Páscoa, eu acho que é importante eu explicar a você alguns algumas ordens que Deus deu, alguns emblemas que longe daquele tempo, daquele contexto e cultura, podem parecer muito estranhos para nós. Por exemplo, por que que Deus mandou que os hebreus pegassem o sangue do cordeiro e passassem na porta, no umbral das portas das suas casas? Por que que Deus faria isso? a um sentido histórico e eu vou mostrar para você através da arqueologia. Primeiro aqui você tem uma ilustração eh do cordeirinho morto ali. Os hebreus mataram o cordeiro e pegaram imediatamente o sangue dele e passaram nas portas. Só que essa ilustração, ela está com um erro, que ela não está mostrando o motivo pelo qual Deus fez aquilo. E eu vou revelar para vocês o motivo nesse momento. Essa é uma serer ou uma herret, é uma porta falsa egípcia. O que que é uma porta falsa? Os egípcios tinham muito dessas portas em casa, nas paredes das casas, que eles acreditavam que era um portal de comunicação do mundo dos mortos com o mundo dos vivos. Os mortos passariam por isso aí. E a falsa porta é limita uma porta de verdade egípcia. Então você vê que é uma porta, outra porta dentro, outra porta menor. E o que que você percebe no umbral da porta? Ela está repleta de inscrições hieroglíficas. Você tá vendo? Então, as casas tinham muitas portas repletas de inscrições em todo o umbral. Você está vendo aí. E o que são essas inscrições? Essas inscrições egípcias, de acordo com a superstição da época, eram ele eh frases dos deuses ou para os deuses ou a respeito dos que moravam na casa. Por exemplo, esse aqui é o sujeito de alma pura. Eles amavam essa expressão, né? Eh, Maru, o o sujeito de boa de boa vontade, de alma pura. Eles amavam escrever isso assim. Os egípcios acreditavam que quando um demônio ou uma magia ou mal olhado ou até um anjo da morte, vamos colocar nessa expressão, passasse naquela casa, o que protegeria a família contra uma magia negra, contra uma maldição, contra qualquer coisa, eram as inscrições que estavam ali. Olha aí, por exemplo, a porta de uma casa egípcia, como seria na época de Moisés. Vocês estão notando que no umbral está repleto de inscrições. Então, quando o a maldição, o demônio ou qualquer ser perigoso fosse entrar nessa casa para fazer mal essa família, ele leria essas inscrições e não faria nada de mal com a família. Tá bom? Uma outra eh porta original. Eu não sei o que que essa geladeira tá fazendo aí no meio. Tem uma geladeira aí. coisas do Egito, mas o umbral é da época eh faraônica. Vocês estão vendo? Olha, tem eh dois elementos, dois indivíduos aí eh entalhados e as inscrições. Agora raciocine comigo. Os hebreus, como eu falei, eles passaram séculos no Egito. Embora fossem o povo de Deus, eles não estavam de todo vacinados contra a superstição egípcia. Então eles foram contaminados por muitos usos e costumes egípcios, por expressões idiomáticas e também por lendas egípcias. Não é difícil supor que muitos dos hebreus quando receberam de Moisés a informação: "O Senhor me enviou até vocês, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, para livrar vocês daqui". Muitos deles ainda tinham elementos egípcios arraigados ali neles. Então, uma forma que Deus fez de proclamar a Páscoa era fazer com que os hebreus desenvolvessem fé no Deus verdadeiro. E para desenvolver a fé no Deus verdadeiro, eles tinham que romper com as tradições egípcias que já tomavam conta do povo. Então, certamente muitos hebreus tinham no umbral das suas portas inscrições como essa. Muitos viviam em tendas, mas a tenda ficava dentro de um espaço cercado. Eu vou mostrar uma outra a de novo essa imagem que vocês vão entender. Olha, geralmente as casas, olha essa aí, ela ficava dentro de um muro cercado. Então mesmo aqueles hebreus que morassem em tendas, eles moravam numa tenda dentro de um lugar fechado. Ou seja, para você entrar ali no alpendre, no quintal da casa do indivíduo, tinha que passar pela porta com a inscrição hieroglífica. E eles acreditavam que essas inscrições protegeriam quem estava lá dentro de qualquer ameaça externa. Por isso que Deus falou o seguinte: "Ah, é, provem para mim que vocês estão realmente com fé em mim para tirá-los do Egito. Passem o sangue do cordeiro na porta. Agora eu vou parafrasear o que não está na Bíblia. Cobrindo a inscrição hieroglífica. Aí vocês vão estar demonstrando que realmente estão tendo fé bastante para eu tirá-los daí. Ou seja, confiar no Deus de Israel significava romper com a crendice egípcia que os envolvia. Para eles, pela cultura local, o que garantiria a segurança da família era o que estava escrito no umbral. Mas para Moisés, o que garantiria a segurança da família era apagar ou cobrir o que estava escrito no umbral com o sangue do cordeiro. Por isso Deus deu essa ordem. Mais tarde, quando você vai para Deuteronômio, capítulo 6, Deus substitui talvez esse elemento egípcio por outra coisa. Deus fala que os hebreus deveriam pegar um resumo da lei de Deus. E eh Deuteronômio, capítulo 6, versículo 9, diz: "E você as escreverá, isso é o resumo da lei, nos umbrais de sua casa e nas suas portas". É por isso que até hoje, não sei se vocês já viveram a oportunidade de ver, casas de judeus, geralmente elas têm um elemento igual esse aí no no umbral e dentro dele tem um rolinho com o resumo da lei. Esse é chamado, é chamado de mesusá. Mesusá. E Deus falou no Deuteronômio que você deveria colocar nos portais da sua casa um mês usar isso em substituição à aquilo que no Egito seria elemento de paganismo. Entendeu? Então, por de pintar a porta de sangue? Segundo elemento, por que comer pão sem fermento? Era tão sério o negócio do fermento que Deus falou com eles assim: "Olha, até mesmo antes vocês já vão tirar todo o fermento da casa e vão comer apenas pão sem fermento". O pão sem fermento deveria ser assim, olha. Era um bolachão duro, ruim, não muito agradável. É porque para levedar a massa o tem que ter tempo. Você tem que deixar o o fermento agir e e a massa levedar e crescer pro pão, o bolo ficar fofinho. Eles tinham que comer um pão com a ideia de quem estava com pressa para sair do Egito, não com quem estava com preguiça de sair dali. Então tem que comer as pressas e as pressas não dá tempo de deixar a massa levidar. Então esse é um símbolo de falar: "Olha, comam, preparem rápido um lanche e comam para sair." Com o passar do tempo, o a levedura ou o lêvedo, fermento, ele teve vários simbologias. Então, no início, o símbolo de Deus, não comam o pão fermentado na Páscoa, significava aprontem rápido para sair. Não esperem a massa levedá. Era um símbolo de que eles estavam com pressa para sair do Egito, conforme o mandamento de Deus. Depois, com o passar do tempo, a levedura passou a significar também uma expressão idiomática. A levedura é tudo aquele que cresce de dentro. Cresce de dentro. Então, assim, cuidado, porque as virtudes crescem dentro de você, mas as os defeitos também. Concorda comigo? Na época de Jesus, você vai ter até o o fermento usado em duas categorias. Uma positiva. Quando Jesus fala que o reino do céu é como um fermento de uma massa, começa pequena e vai crescendo. Mas Jesus também fala: "Cuidado com o fermento dos fariseus". quer dizer, aquela coisa pequenininha, quase invisível que está dentro da pessoa e vai crescendo. Essa seria, em síntese, a origem da Páscoa. E nós, como cristãos, não podemos deixar de entender que a Páscoa judaica também apontava para Jesus, mencionado no Evangelho de João como o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Tá bom? Já expliquei a questão também do pô do sol ao pôr do sol. Vamos mais uma vez para ficar bem claro, eu coloquei um painel aqui. Então, lembre-se, olha, dia 14, lembra até que no quando você vai no Gênesis lá fala o seguinte: "Houve tarde de manhã o primeiro dia, houve tarde de manhã o segundo dia." Eva vaboker. Eva vaboker em hebraico significav tarde, boker manhã. Mas não entendo amanhã como a gente tem assim, bom dia. Na Bíblia amanhã esse boker significa a parte clara do dia e o eviga. Por isso que é tarde e manhã o primeiro dia, tarde e manhã o segundo dia, tarde, manhã o terceiro dia e assim por diante. Então a tarde é quando o dia começa, porque há o pô do sol. O dia na Bíblia começa ao pôr do sol. Então, por exemplo, o dia 13 começou no pô do sol do dia 12, claro, né? A pô do sol do dia 12 e o dia 13, então, tem toda a sua parte que vai até ao pô do sol do dia 14. Então aqui até o risco aqui em cima não tá muito bem colocado. Quando coloca noite, tarde, 18 horas, já começa o dia 14. E o que que acontecia no dia 14 na manhã? eh, do dia 14. Bom, o cordeiro era preparado, assado, ele era morto por entre as 3 horas às 18 horas e ele era comido à noite. Aí, como passou por do sol, já virou dia 15, eh, que é o dia seguinte. Agora você pode me perguntar, Rodrigo, você falou que era o primeiro mês era Aviv, aí está Nissã. Por quê? Deixa eu explicar isso para vocês. Eh, a Aviv era o nome do mês em hebraico. Depois que os judeus ficaram no cativeiro da Babilônia, eles perderam seu calendário original e o nome dos meses originais em hebraico foram substituídos por nomes babilônicos ou nomes aramaicos. Então, o primeiro mês do ano que para os judeus antes da Babilônia chamava-se Aviv, depois da Babilônia passou a se chamar Nissan, mas é o mesmo mês, tá bom? é o mesmo mês, não tem diferença nenhuma nesse sentido. Eh, agora, o que que mudou da Páscoa, desse elemento inicial de Moisés com os hebreus do Egito para as celebrações posteriores? Porque aqui eu estou falando de dois momentos. Estou falando do momento em que aconteceu o episódio histórico e as celebrações que se fizeram posteriormente em memória dele. É igual a gente falar assim: "Olha, dia 7 de setembro de 1822, você tem primeiro o momento histórico, que é quando Dom Pedro está ali às margens do Riacho Ipiranga, naquela missiva eh para libertar o Brasil, recebe uma carta de Portugal, eh, depois uma outro documento escrito por José Bonifácio. Aí ele pega a espada e fala: "Independência ou morte?" Esse é o evento histórico. Todo ano, em 7 de setembro, quando tem a parada militar, que as crianças desfilam lá os colégios, o quartel e tudo mais, essas e o feriado, é claro, essa é a celebração posterior para lembrar o evento histórico. No caso da Páscoa, o evento histórico foi a saída do povo do hebreu. E as celebrações posteriores, o que que mudou nelas? Então vou colocar para você aqui. Primeira coisa que não mudou, a Páscoa sempre estava sendo celebrada no dia 14 de Avivo, mesmo quando o calendário judeu mudou, 14 de Nissan, começava no 14 de Nissan, tá bom? Agora, houve algumas mudanças. Por exemplo, quando houve o evento histórico, que é a Páscoa do Egito, lembra que eu falei que no dia 10 cada família deveria separar o cordeiro pascal? Isso sumiu na época do templo. Não há mais separação do cordeiro pascal. Quem seleciona o cordeiro ou os cordeiros para serem sacrificados na Páscoa são os levitas e sacerdotes. Tá bom? Segunda coisa, os judeus agora não tinham mais nenhum rito de ficar passando sangue de cordeiro no umbral das portas. Isso só foi feito uma vez quando eles saíram do Egito. Eh, isso não era mais feito. Agora eles substituíam eh esse ato de fazer o sangue pelo meso usar que eu mencionei para vocês. Terceira mudança. Se antes tinha que comer as pressas, agora não. A refeição não era apenas numa noite. Você podia comer várias noites. Inclusive, na época do segundo templo, eh, como havia milhares de pessoas que chegavam em Jerusalém pra celebração da Páscoa, aconteceu uma coisa, eh, muitos judeus traziam uma oferta adicional pro templo a um, um segundo cordeiro chamado Ragigá. E essa refeição de Ragigá, ela era consumida durante s dias. Então, embora o cordeiro pascal fosse consumido no dia posterior ao seu ao seu sacrifício, sacrificava um cordeiro no dia 14, comia um cordeiro naquele dia à noite, que já virava dia 15, mas nos outros dias as pessoas comiam também a carne do Ragigá, que era um segundo cordeiro. E n algumas situações, essa também era considerada uma refeição pascal. Eh, de modo que nós temos aqui uma não apenas uma refeição de um dia, mas uma refeição de vários dias. Esse dado vai ser importante para vocês entenderem mais à frente uma aparente contradição entre o Evangelho de João e os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Até aqui tá claro para você como surgiu a Páscoa, o que significa a palavra Páscoa, pessar, pular, etc. Tá? E na época de Jesus, então, qual era a festa mais completa quando ela já estava completa? Bom, depois de apresentar aquelas diferenças que eu falei para vocês, ah, teve uma que eu esqueci, isso aqui é importante. Eh, na época inicial, cada família sacrificava o seu cordeiro pascal em casa e o pai da família era o sacerdote. Depois, com a instituição do da lei levítica, dos levitas, os descendentes de Arão, que deveriam participar do tabernáculo, depois o templo de Salomão, o templo de Herodes, aí mudou. Aí agora, o único lugar onde se podia comer a carne sacrificada da Páscoa era no tabernáculo, primeiro onde o tabernáculo estivesse e depois em Jerusalém, quando ele ficou fixo ali na forma de um templo. Então houve essa mudança. Se você fosse um judeu que morasse lá em Bercheva ou quem sabe em Tiberíades ou quem sabe em Magdala, em qualquer lugar da Judia, da Galileia, para você comer a carne pascal, você tinha que na Páscoa estar celebrando em Jerusalém. Você não podia ir lá na sua casa lá ao longe matar um cordeirinho e fazer o sacrifício, não. Isso mudou. E a festa ficou mais ampla. Aqui nesse quadro vocês vão ver todos os elementos da comemoração, da celebração da das festas da Páscoa. Então, primeiro de Nissan. Nissan é o nome babilônico do primeiro mês do calendário judaico. Então, é o chamado Ros Rodashim, que é quando tinha a primeira lua nova. Eles contavam 14 dias de preparação. Então, no dia 14, mais ou menos às 3, 4 horas da tarde, eles sacrificavam os cordeiros pascais em Jerusalém. E esse dia, por ser um dia de feriado religioso, ele também era apelidado de Shabat Ragadol, o grande sábado. Era um grande sábado. Anote também essa expressão que vou precisar dela mais à frente. Eles, o, o cordeiro era sacrificado por volta das 3 até às 18 horas ali no, no santuário. A carne do cordeiro era dada às famílias que estivessem ali. E naquela noite virou o pô do sol. Hoje é o dia seguinte, dia 15, todos comiam o o cordeiro pascal, o céder de Páscoa, tá bom? E o dia 15 também é chamado de pessar, eh, que seria justamente a preparação da Páscoa. Aí no dia 15 você começava uma série de sete dias em que se comiam apenas pães sem fermento. Então, diferente do Egito, onde eles só comeram pão sem fermento na hora de sair, ali na Páscoa judaica posterior, eles ficavam comendo o pão sem fermento durante 78 dias. sete outros dias, tá bom? Até o dia 21. Então, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21. Exatamente. No 10º 21º dia, aí terminava a festa da festa da Páscoa, mas ela já emendava com uma outra festa que começava a contar também no dia 16, que era a festa dos da do Shavuot, que é a festa do Pentecostes. Eram 49 dias até o Shavuot. que você vai dar a festa das semanas. E o que que acontecia nessa festa? Você apresentava os primeiros eh molhos de de trigo ou cevada que você colheu. E só depois disso que você podia se alimentar do alimento da sua agricultura. Então esse era o Homer que era entregue. Quando Jesus esteve, portanto, aqui a festa da Páscoa na época de Jesus não era não consistia de apenas um ou dois dias, consistia em mais de uma semana. A festa da Páscoa na época de Jesus ia desde o dia 14 até o dia 21 aproximadamente. Tá bom? Só conferir se eu falei tudo aqui. Então, isso mesmo, falei tudinho, esqueci nada não. Bom, deixa nos comentários tá gostando, tá? Tá didático. Eu me preocupo muito com a didática daquilo que eu estou apresentando para que as pessoas compreendam. tenho mais vontade de estudar a Bíblia e consigam reproduzir para outros. Tá bem? Agora nós vamos para uma outra parte aqui que é uma aparente contradição entre os evangelhos de João e os outros três Evangelhos, Mateus, Marcos e Lucas. Inclusive um livro Jesus interrompido de Bart Erman, um dos mais famosos eh descrentes da atualidade, camarada PhD em crítica textual do Novo Testamento, estudou com Bruce Metzger, um grande gabarito intelectual, mas ele nega muitas coisas da Bíblia, ele pega detalhes da Bíblia para realmente dar um cheque mat na fé dos crentes. Se um dos elementos que ele coloca nesse livro, Jesus interrompido, é a aparente contradição, ele chama de contradição. Eu que estou usando a palavra aparente entre João e os sinóticos. Sinóticos é o nome que nós damos ao evangelho de Mateus, Marcos e Lucas. E qual é a contradição? Olha aí no quadro e vocês vão vão ver. Quando você lê a morte de Jesus na Páscoa, nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, parece que Jesus realmente foi morto depois do sacrifício do cordeiro pascal. Olha o que diz, por exemplo, Marcos, capítulo 15, verso 25. Eh, no, quer ver Marcos 15:25. Era a hora terça quando o crucificaram. A hora terça era a hora eh da morte do cordeiro. E diz assim no Marcos 14:1. E no primeiro dia da festa dos pães sem fermentos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal. Então, olha, quando a gente lê isso só em Marcos e nos Mateus e Lucas também, o texto é muito claro em dizer que a Santa Ceia de Jesus, ela aconteceu exatamente após a morte do cordeiro pascal. Lembra que eu falei com vocês que o cordeiro pascal era morto no dia 14 de Nissã à tarde e ele era comido no dia 15, que é a noite daquele dia? Então, se nós pegarmos o texto de Marcos e os outros também análogos a ele, nós vamos ver que Jesus ele comeu o cordeiro pascal. Ele, perdão, Jesus comeu a Santa Ceia depois da morte do cordeiro pascal. O texto é muito claro. No primeiro dia da festa dos plães sem fermentos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, os discípulos perguntaram a Jesus: "Onde quer que preparemos para que o Senhor possa comer a Páscoa?" Então, se eu pegar esses evangelhos, dá a entender que houve a celebração da Páscoa, a morte do cordeiro. E enquanto o cordeiro estava sendo morto, o cordeiro pascal, os discípulos perguntaram: "Senhor, onde que o senhor quer que nós preparemos o lugar para o senhor comer a Páscoa?" Então, Jesus come a Páscoa a Santa Ceia no dia 15 de Nissan. Tudo bem até aí? Tranquilo. Só que quando a gente vai pro Evangelho de João, ele parece apresentar outra coisa. João diz assim, João 19 verso 14, era a preparação da Páscoa, era quase a hora sexta. Está falando da morte de Jesus. Então João quando fala da morte de Jesus fala que era a preparação da Páscoa. Deixa eu sair aqui agora. Então, de acordo com a tese de Bart Ermans e outros mais, a Bíblia tem uma contradição tremenda aqui, porque João dá a entender que Jesus foi crucificado antes da ceia pascal, mas os evangelistas falam que antes de ser crucificado, Jesus comeu a Santa Ceia, que era uma ceia de Páscoa. E então, quem está certo? Inclusive, é curioso que quando Jesus é apresentado a a Pilatos pelos sacerdotes, pelo pelos anciãos do povo, eh diz assim: "Olha, João capítulo 18 verso 28. Depois levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminar, pois somente assim poderiam comer a Páscoa. Isso aqui já era sexta-feira da paixão. Então, raciocina comigo. Se eu pegar o Evangelho de João na sexta-feira da paixão, quando Jesus já está preso, perto de ser condenado e crucificado, os judeus não tinham comido ainda a refeição pascal, não tinham comido o cordeiro pascal. Então, se eu pegar o evangelho de João, dá entender que Jesus é morto e depois da morte de Jesus é que tem a refeição pascal. Mas se eu pegar os outros evangelistas, dizem que não. Primeiro Jesus comeu a refeição pascal, ou seja, o cordeiro foi morto antes de Cristo e depois que ele comeu o cordeiro pascal e que ele foi crucificado. Percebeu a contradição? E não somente isso, muda a maneira como nós entendemos o texto de Mateus, que fala que quando Jesus foi morto e o sacerdote estava com um cordeirinho para ser sacrificado no templo e o cordeiro simplesmente foge no momento em que Jesus é crucificado. Ele estava para matar o o cordeiro e o cordeiro foi eh e o cordeiro fugiu. E muitos pensam, que cordeiro é aquele que fugiu? O cordeiro pascal. O sacerdote estava para sacrificar o cordeiro pascal e ele fugiu. Ou era o cordeiro comum que todo dia era sacrificado no templo? Como é que você responderia isso se um ateu, um agnóstico apresentasse essa contradição entre João e os sinódticos? Afinal de contas, Jesus morreu depois, tá vendo que tem a ver com a pergunta do nosso vídeo? Jesus morreu depois da ceia pascal ou antes da ceia pascal? João dá a entender que Jesus morreu antes da ceia pascal. Os evangelistas não entender que Jesus morreu depois da ceia pascal. Não tem como ambos estarem corretos. Então, quem errou? Será que a Bíblia errou? É esse tipo de informação que eu trago para você que eu sempre gosto de apresentar pros meus alunos na plataforma Bíblia comentada. Então aqui vem o meu o meu a minha o meu convite para você. Se você não é aluno do Bíblia comentada, eu fazer parte do time que estuda a Bíblia comigo. Eh, esse ano nós iniciamos algo inédito que o pessoal está amando. Eh, o Bíblia comentada tem um formato apropriado para cada situação. Tem gente que tem mais tempo, tem gente que tem menos tempo. Para você que não tem muito tempo, todos os dias, todos os dias os alunos da Bíblia comentada recebem um estudo bíblico que dura em média 5 a 8 minutos, aproximadamente. 8 minutos. Você pode ouvir enquanto você tá esperando o seu Uber ou enquanto você tá indo pro trabalho ou enquanto você tá no metrô ali, você ouve uma explicação da Bíblia de 5 8 minutos e você vai entendendo melhor a palavra de Deus. Todo dia. Tô gravando uma um estudo bíblico por dia. 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A primeira é aquela dos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, que dão a entender que Jesus comeu a Páscoa no dia 14 de Nissã ou no dia 15 à noite, né, para ser mais preciso. Tanto é que os discípulos perguntam a Jesus: "Onde queres que preparemos a Páscoa?" Então, o cordeiro foi morto dia 14 à tarde, dia 14 à noite, que é 15 de Nissã, eles comeram a Páscoa. Eh, e eles também chamam que ali começava a festa dos pães ásimos. E há uma mudança eh judaica, pós-esílica, relacionada ao céder de Páscoa, mas Jesus comeu a ceia pascal dos judeus. A segunda perspectiva é aquela que entende para harmonizar João com sinóticos, entende o seguinte, não. Na verdade, João está descrevendo correto. Jesus não comeu a ceia de Páscoa. Jesus foi morto antes da ceia pascal. Jesus foi morto no mesmo momento em que o cordeiro era degolado no dia 14 de Nissan. Então, se Jesus foi morto no mesmo dia que o cordeiro foi degolado, qual foi a Santa Ceia de Jesus? Eles acham que Jesus antecipou a Páscoa, tá bom? Antecipou a Páscoa. Quando você vai para João capítulo 3, versículo 1, ela fala: "Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo que deveria passar desse mundo, os judeus ainda não tinham comido a Páscoa. Lembra que eu falei que eles eh não quiseram entrar no pretório para não se contaminar, porque não tinham ainda comido a refeição de Páscoa?" Então, e também o Evangelho de João chama a sexta-feira de eh preparação da Páscoa, o EV Pessa. Bom, então alguns acham que Jesus morreu realmente, como João descreve no dia 14 de Nissã. Jesus morreu no momento em que o cordeiro foi morto e a refeição que Jesus teve foi uma antecipação da Páscoa. Há uma terceira perspectiva. Alguns pensam que nem uma coisa nem outra. Jesus celebraria a Páscoa pelo calendário dos Esênios, aquela comunidade, possível comunidade que existia ali, ah, tá muito quente aqui em casa, ali no entorno do Mar Morto, que produziu os famosos manuscritos do Mar Morto, tá certo? Eh, essa e então um detalhe, eu vou explicar para vocês como eu vou mostrar no próximo slide aqui, é que eles encontraram há poucos anos ou traduziram há poucos anos esse que é um dos últimos documentos de Kumran que foram traduzidos, é o 4Q324. E nele nós temos algumas coisas interessantes. Primeiro, ele fala que as pessoas que estavam em Kran ele, elas tinham um calendário diferente do calendário usado pelos demais judeus. Eles tinham um calendário de 364 dias. Eh, vou colocar aqui para vocês, olha. Tá bom? 364 dias. É quase um calendário solar normal, 365, né? e que os moradores de Cumran, provavelmente os Esênios, eles então fizeram o seguinte, tendo um calendário solar, diferente dos hebreus, que tinham um calendário lunar, isso fazia com que a Páscoa todos os anos caísse no mesmo dia, que o calendário era fixo. E cairia quando? Sempre numa terça-feira. Eles matariam o cordeiro na terça-feira e comeriam o cordeiro à noite, que seria então o dia seguinte. Para eles, em qualquer ano, o dia 14 de Nissã ia dar sempre numa terça-feira. Então, alguns alguns pensam que a Páscoa que Jesus comeu foi a Páscoa dos Enênios. Ele teria comido a Páscoa na terça-feira à noite, enquanto a Páscoa dos judeus seria só na sexta-feira à noite. Por isso que João está falando da Páscoa dos judeus, enquanto os evangelistas estão falando da da Páscoa dos Esênios. Mas eu acho isso um tanto controverso, tá bom? Eh, uma outra explicação que foi dada também por Joaquim Jeremias, um respeitado teólogo, dizia que havia duas Páscoas celebradas. uma por judeus que moravam na Galileia, que celebravam num dia diferente dos judeus que moravam na Judeia. E Jesus, como Galileu, estava celebrando a Páscoa no diferente. Seria mais ou menos assim. Vocês sabem que os católicos têm, por exemplo, o dia 12 de outubro, que é o dia de Nossa Senhora da Aparecida pros católicos. Então, imagine só uma comparação para você entender que os católicos da região sudeste comemoram o dia de Nossa Senhora Aparecida no dia 12 de outubro, mas os católicos do Nordeste comemorass comemorariam apenas uma comparação o dia de Nossa Senhora Aparecida no dia 10 de outubro. Então, no calendário oficial da igreja, nós teríamos dois dias de Nossa Senhora Aparecida, um 10 de outubro, comemorado pelos judeu, pelos católicos nordestinos e um do dia 12 de outubro pelos católicos do Sudeste. Seria mais ou menos isso. Judeus da Galileia tinham a Páscoa um ou dois dias antes dos judeus da Judeia e Jesus vindo da Galileia, então ele celebrou a Páscoa na data dos judeus da Galileia e João considerou dos judeus da Judeia. daí a aparente discrepância. Eu tenho um problema também com essa explicação, porque ela ela falta dados assim tão precisos em que pese a a erudição de Joaquem Jeremias para falar que foi realmente isso que aconteceu. Qual é a minha posição quando Jesus celebrou a Páscoa e como é que eu harmonizo João com os demais eh evangelhos? Primeira coisa que eu tenho em mente, de acordo com Gálatas versículo 3, capítulo 3, versículo 10, que eu vou ler para vocês, um texto importantíssimo de Paulo. Paulo diz assim, ó, Gálatas 3, versículo 10, diz aqui: "Pois todos os que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque está escrito: "Maldito aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei para praticá-las". Jesus praticou a lei. Mateus 5:17 Jesus fala: "Eu não vim revogar ali os profetas, vim para cumprir." Então Jesus, ele foi nosso exemplo em tudo. Jesus participou das reuniões pascais. Jesus levou oferta pro templo. Lembra que mandou Pedro pescar e pagar por si e por Jesus? Jesus eh elogiou o o uma mulher lá. Jesus no Shabbat ia pra sinagoga. Jesus cumpriu todos os requisitos da lei. Então, se Jesus realizasse a Páscoa numa data diferente de 14 de Nissã, Jesus estaria transgredindo a lei. Aí você pode falar: "Tá, Rodrigo, mas os judeus da Galileia não tinham outra data de acordo com Joaquim e Jeremias, mas aqui não me interessa a posição de um grupo ou de outro". Jesus tinha que cumprir a lei, não conforme a opinião de homens, mas conforme estava prescrito na lei de Moisés, que foi orientada pelo próprio Jesus, que é Deus no Antigo Testamento. Então, se no Antigo Testamento a Páscoa era de 14 para 15 de Nissan, não faz sentido Jesus comemorar a Páscoa numa data diferente daquela que ele mesmo determinou. Seria um contrassenso. Tá bom? Quando você vai para Lucas, capítulo 22 verso 14, ao falar da Santa Ceia, diz assim: "Quando chegou a hora, recostou-se à mesa com os 12. chegou a hora, ou seja, a hora marcada, não uma antecipação da Páscoa. Outro detalhe, eh, quando você vai para Marcos, capítulo 14, verso 12, que eu li para vocês a descrição do momento em que Jesus vai celebrar a ser com os discípulos, diz assim, eh, Marcos, capítulo 14, versículo 12. Marcos capítulo 14, versículo 12. Está aqui, olha. E no primeiro, ó, os discípulos preparam a Páscoa. E no primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: "Onde o Senhor quer que nós preparemos pro senhor comer a Páscoa?" Então esse detalhe de Marcos aqui é muito claro. Jesus comeu na época dos pães ásimos, os pães sem fermento, não foi numa data diferente. Então essa foi a última Páscoa que jamais seria guardada se Jesus fizesse numa data eh errônea. Então, como é que eu posso harmonizar João e os demais sinóticos? Eu vou explicar a vocês como é que eu harmonizo. Primeiro, João capítulo 18 verso 28 diz assim: "Olha, João capítulo 18 verso 28, quando fala que os homens diante de Pilatos pediram para não queriam se contaminar". João capítulo 18 versículo 28. Estou no livro de Atos aqui. João 18 208. Vamos aqui. João 18:28. Depois levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Jesus já tinha comido a Santa Ceia aqui. Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminar, pois somente assim poderiam comer a Páscoa. Que Páscoa seria essa? Não era necessariamente a ceia do cordeiro. Lembra que eu falei com vocês que posteriormente a celebração da Páscoa dava vários dias de festa? Então, no começo, o dia de comer o cordeiro pascal era um só. Então você só comia a Páscoa num dia, no dia 15 de Nissan, mas depois com o templo você ainda ficava comendo a Páscoa durante s dias quando você comia os pães sem fermento e além do raguigá, que era aquela carne especial do outro cordeiro. E essa essa refeição que você tinha nos sete dias seguintes também era chamada de refeição de Páscoa. tão diferente. Deixa eu até voltar aqui o o slide. Eu vou voltar para um slide que eu já tinha mostrado para vocês, para ficar bem claro para vocês entenderem. Então, na época de Jesus, só um minutinho que eu vou achar essa passagem aqui. Olha, olha bem, vamos voltar para esse slide aqui. Veja, você tinha a Séder, que é a refeição de Páscoa, na noite do dia 15, mas durante o dia 16, 17, 18, 19, 20 e 21, seis dias depois ou sete, se contar com o dia 15, você ficava sempre comendo os pães sem fermento. que toda a refeição durante os próximos dias que envolvia o pão sem fermento, além da carne do raguigá, era considerada uma refeição pascal. Então, embora o cordeiro de Páscoa fosse comido apenas na noite do dia 15, a refeição pascal envolvia mais do que simplesmente comer a carne do cordeiro. A refeição pascal envolvia todas as outras ceias que eles teriam durante os s dias do pão sem fermento. Ficou claro isso para vocês? Uma outra coisa que me chama atenção aqui, eu quero eh destacar para vocês, é que quando João fala era a preparação dos da da ceia da Páscoa, João capítulo 19 versículo 14, eu vou ler para vocês na Bíblia. E era a preparação da Páscoa por volta do meio-dia. E Pilatos disse aos judeus: "Eis aqui o rei de vocês". Ora, se eu olhar assim rapidamente, parece que a Páscoa não tinha começado, porque naquela sexta-feira é chamada de preparação para Páscoa, mas vamos por partes. No grego você tem literalmente a expressão eh parasque tu pasra. Parasque é o nome de sexta-feira. Até hoje no grego moderno, sexta-feira é parasqueê. Parasqueê é a preparação. Por quê? Porque era o dia antes do Shabbat. Então, por isso que é chamado o dia da preparação. E a expressão parás tu pásra significa a sexta-feira da Páscoa. E a Páscoa, como eu falei, durava s dias. Oito, se você considerar a o o sacrifício do cordeiro pascal, eu coloquei seis, né? Na verdade tem que ser assim para ficar correto, tá bom? A Páscoa durava s dias, porque veja bem, ou oito, você matava o cordeiro pascal um dia. Naquela noite você comia a carne do cordeiro pascal e começava a comer os pães sem fermentos durante os sete próximos dias. Então, a Páscoa durava uma semana e um dia. Uma semana e um dia em que os peregrinos ficavam em Jerusalém comendo a Páscoa. Então, eu poderia falar o o sábado era shabbato, eu poderia falar aquele sábado de Páscoa, o primeiro dia da semana de Páscoa e a Paráqueé, a sexta-feira de Páscoa, tá bom? João 19:31 quando fala grande era aquele sábado é porque lembra que eu mencionei para vocês no início do vídeo que o dia de Páscoa também era considerado um chabbato cerimonial. É como se fosse um um dia de descanso espiritual. E quando coincidia que você tinha um feriado de Páscoa e um sábado logo em seguida, eles falava grande sábado. É igual a gente tem aqui no Brasil quando tem um feriado nas na sexta ou na segunda e o pessoal fala feriado prolongado. Feriado prolongado, que é coincide com o final de semana, onde muitas pessoas não trabalham, mais um dia extra de de feriado. Então a gente chama de feriado prolongado. Eles chamavam de grande sábado ou shabbat ragadol, o grande sábado, porque você pegava um feriado religioso, que era um sábado, porque no feriado religioso também não trabalhava, mais o Shabbat, que era o feriado judeu semanal. Então, nesse dia não havia trabalho. Sendo assim, eu entendo que Jesus comeu a Santa Ceia no dia correto da Páscoa, tá bom? O evangelho de João não está contradizendo isso. O evangelho de João, quando está falando que aqueles homens não tinham comido ainda a Páscoa, era alguma das refeições dos dias seguintes que eu falei que você ficava durante ito dias ou s dias comendo refeição pascal. Tá bom? Eu vou apresentar para vocês agora uma reconstituição eh cronológica da semana da paixão. Então, dia 9 de Nissan, que seria uma sexta-feira, Jesus chega a Betânia e vai pra casa de Marta, Maria e Lázaro. Ele vai pra casa de Marta e Lázaro. No dia 10 de Nissan, que seria um Shabat, Jesus repousa ali e à noite daquele dia tem uma refeição. Jesus é ungido por Maria Madalena. No dia 11, que é o domingo, que os católicos chamam de domingo de Ramos, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Dia 12, 13, Jesus está ensinando no templo, seria a segunda e a terça. Depois, na quarta-feira à tarde, ah, perdão, na quinta-feira, deixa eu só ver aqui que eu acho que eu pulei um dia aqui. Deixa só ver aqui. Não, exatamente. Desculpa, gente. A entrada triunfal foi no dia 11, depois dia 12 e 13. Jesus ensina no templo e tem debates ali no templo no dia 14 de Nissã, tá bom? Que seria uma quinta-feira do nosso calendário. O cordeiro Pascal é morto. Na quinta-feira à noite. À noite, tá certo. Pera aí, gente. Eu acho que eu cometi um eu eu tô vro aqui no no gráfico. Perdão. Tá faltando um dia que ele pulou. Agora que eu vi, ele pula eh da quarta para sexta-feira. Então me perdoem que tem um erro aí eh porque não levou em consideração a questão do pôr do sol. Me desculpe, mas de deu para vocês entenderem, né? Naquela quinta-feira virou o pô do sol. A noite já seria dia 15. Jesus come o cordeiro pascal. E no dia 15, durante o dia, que seria a sexta-feira, Jesus é condenado e crucificado. Depois eu tenho que corrigir esse slide aí que acabou comendo um dia ele tá com erro, mas deu para vocês entenderem. OK. Agora, a partir disso aqui, eu volto à pergunta. Jesus, então, morreu na Páscoa ou não morreu na Páscoa, não é? dentro dessa desse cronograma e como a gente aprende que seria justamente a questão dos dias de Páscoa. Vamos colocar aqui no quadro e você vai entender. A primeira coisa que nós temos que levar em consideração, isso ajuda também na harmonização entre João e os sinóticos, é que a própria literatura judaica e e também até Bíblia às vezes é um pouco, não digo dúbia, mas ela não é tão precisa ao falar o nome Páscoa. Existe um sentido mais específico e um sentido mais amplo para falar da Páscoa. Vou mostrar para vocês. Por exemplo, quando você vai na Torá, Levítico 23 verso 5, diz assim: "No 14º dia é Páscoa do Senhor". Então, a Páscoa é dia 14. A Páscoa é o dia que mata o cordeiro, tá bom? O dia 15 em diante é chamado festa dos pães asmos. Então, se você olhar pro Levítico, há uma distinção entre Páscoa e festa dos pães ásmos. A Páscoa é no dia 14. Então, se eu pegar essa nomenclatura, Jesus não morreu na Páscoa, porque ele ele foi morto, como a gente já falou aqui pelos evangelhos sinóticos, ele foi morto depois que o cordeiro pascal foi sacrificado. Tá bom? Mas Filon de Alexandria e Josefo, eles também mantém essa essa distinção. Eles colocam o 14º dia é o período do sacrifício. E ambos falam: "Esse é o dia de Páscoa." E eles falam que a festa começa no dia 15. Mas quando você vai pro período do Talmud e da Mishncla entre os judeus. Por quê? Eles chamam o dia 14 de pessar, véspera, preparação de Páscoa, e colocam a Páscoa começando na noite do dia 15 e durante todos os dias seguintes como sendo Páscoa. Então a Páscoa seria não o dia do sacrifício do cordeiro, mas o dia da refeição pascal e os dias seguintes. Viu que mudou no Novo Testamento, se você pegar várias passagens, por exemplo, Marcos, capítulo 14, versículo 12, funde o o dia 14 e o dia 15, que fala no primeiro dia dos pães asmos, quando sacrificavam o cordeiro. Então ele coloca como sendo um evento só, um dia só. E João capítulo 18 verso 21, os sacerdotes não tinham comido a Páscoa, mas é uma das refeições pascais. Então, quando a gente olha isso aqui, a gente percebe que tem uma tem uma uma demonstração, uma forma de falar da Páscoa de maneira específica, um dia só, ou de maneira um tanto ampla, toda a festa da Páscoa. Aí, a partir dessa distinção, eu tenho que, no primeiro momento, dar duas respostas para vocês. Jesus morreu na Páscoa? Sim ou não? Depende do que que você quer dizer com Páscoa. Se você tá seguindo a nomenclatura mais antiga, que a Páscoa é o dia do sacrifício do cordeiro, então Jesus não morreu na Páscoa, ele morreu depois. Se você seguir a nomenclatura da época do Novo Testamento, quando a Páscoa era a festa que durava aí 78 dias, então Jesus morreu na Páscoa, que ele morreu durante as celebrações de Páscoa, não no dia em que o cordeiro pascal foi morto, mas nas celebrações de Páscoa. Tudo bem? Agora nós vamos paraa última parte da nossa conversa aqui, que é com relação à Páscoa que nós temos agora, tá chegando agora semana que vem. Aí entra um grande debate. Até em inglês ficaria melhor esse trocadilhilo porque em inglês eles têm a diferença entre a Passov Easter. Passover é o nome em inglês paraa Páscoa dos judeus e Easter é o nome em inglês paraa Páscoa cristã. Aqui no Brasil, em português, nós não temos distinção. A gente usa a palavra Páscoa para ambos os eventos. Mas e aí? A Páscoa dos judeus, como vocês aprenderam aqui, ela começava a ser comemorada no dia 14 de Nissã. Era o dia do sacrifício do cordeiro, tá certo? Beleza? ou pegar num clatura antiga mais simplória, o dia 14 de noção dia de Páscoa. A nossa cai sempre num domingo, que é a primeira lua cheia após o equinócio primaveril do hemisfério norte. Então, pode olhar que a Páscoa cristã todo ano cai no domingo. Faça chuva ou faça sol, cai no domingo. A Páscoa judaica não. A Páscoa judaica, entenda que é como se fosse uma data fixa, não um dia fixo. A Páscoa judaica é como por exemplo, meu aniversário é 31 de de hoje é aniversário da Laura, vou falar o aniversário. Hoje é aniversário da minha esposa, da Laura. Eh, esse ano o aniversário da Laura está caindo numa segunda-feira, tá bom? dia 30 de março, eh, no ano passado que no domingo, no ano que vem vai cair numa terça. Se for no bsto pula. Mas sempre assim, cada ano cai numa num dia diferente. A Páscoa judaica é uma data, a Páscoa cristã é um dia, é sempre o domingo, sempre aquele domingo. E aí, Rodrigo, será que Jesus morreu então na Páscoa cristã? Não, Jesus não morreu na Páscoa cristã, que ele morreu na Páscoa judaica. Então, essa data que nós comemoramos agora não tem nada a ver em termos cronológicos com a morte e ressurreição de Jesus. Não coincide. Tá bom? Agora, eh, vou colocar no quadro aqui as diferenças entre a Páscoa Cristã e a Páscoa judaica. Páscoa judaica, 14 de Santo. Eh, segui o calendário lunar, representava a libertação do Egito. A Páscoa cristã é sempre um domingo. Seguimos um calendário solar gregoriano e falamos da ressurreição de Jesus. Agora você pode perguntar assim: "Rodrigo, como é que foi essa mudança na história?" Aí eu vou ter que contar para você aquilo que nós chamamos de querer pascal. A querela Pascal foi uma briga que começou desde o segundo século de nossa era. Irineu de Leon, que eu estudei muito Santo Irineu no mestrado em teologia, ele falava já dessa briga e ela envolveu o bispo de Roma, o Papa Vittor, e envolveu Policarpo. Eh, o Papa Victor deu um decreto em Roma que falou o seguinte: "Escuta, tem cristão comemorando a Páscoa no dia que os judeus comemoram e o Papa Victor não gostava dos judeus. Vamos parar com isso. Os cristãos têm que comemorar a Páscoa é sempre no domingo, porque Jesus ressuscitou no domingo e não é para comemorar junto com os judeus, não. Aí Policarpo de Esmirna veio defendendo o outro grupo. Havia vários cristãos do Oriente e da Ásia Menor fala: "Não, senhor, nós comemoramos a a Páscoa sempre no dia 14 de Nissã". As igrejas seguem assim. Esse grupo até foi até apelidado de quatro, que significa eles comemoram no 14º dia, conforme a Páscoa judaica. E que foi aquela briga, briga, briga, briga, briga. Muita gente pensava: "Bom, Policarpo tá mais próximo porque Policarpo foi discípulo do apóstolo João. Ele conhecia mais a fonte apostólica do que São Víctor no final do do segundo século. São Víctor é 195, Policarpta. Bem, bem antes disso, a questão foi decidida no concílio de Niceia. No concílio de Niceia, entre as várias questões que eles estavam discutindo ali, houve essa questão do que eles chamam querela Pascal. Aí, Constantino, isso está no Vita Constantino, escrito por Eusébesaré, ele falou assim: "Não, os cristãos vão celebrar a Páscoa no primeiro domingo, né, do equinóscio primaveril, depois do equnócio primaveril e não como aqueles odiosos judeus." Então você vê que pelo texto preservado por Eusébio de Cesareia, o Constantino também não gostava dos judeus. Aí, para ser muito honesto com vocês, a gente tem alguns dilemas aqui, porque essa comemoração da Páscoa que nós temos não foi decidida por uma questão bíblica, ela foi decidida por uma questão política antissemita. Um decreto expedido por um imperador de Roma mandando na igreja o que que a igreja deve fazer. Ele ele sancionou, acabou. A paz vai ser comemorada agora é sempre num domingo para marcar a ressurreição de Jesus. Se eu olhar por esse prisma, essa Páscoa não deveria ter nada a ver com com os cristãos. Nós deveremos comemorar como judeus no dia 14 de que tem essa semana é de origem romana, é do imperiador, imperador que decidiu e por uma uma motivação, repito, não bíblica de ódios judeus, uma motivação antissemita. Mas calma, não vamos tão rápido assim tomar decisões. Vamos deixar a Bíblia falar. De acordo com o Novo Testamento, nós percebemos que os cristãos já não estavam mais tão presos a guardar a Páscoa no mesmo dia dos judeus. E por uma razão muito simples, a Páscoa judaica deveria representar de maneira profética, simbólica e tipológica a vinda do Messias que viria morrer por Israel, não só por Israel, mas pelo mundo inteiro. E quando esse Messias veio, não havia mais necessidade de sacrificar cordeiros, porque de acordo com o João Batista, ele Cristo era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E na teologia, quando o tipo encontra o antítipo, o tipo perde a sua função. Você entendeu? Perde a sua função. Eu vou explicar aqui, você vai entender. Quando você está noivo de uma pessoa, você usa aliança na mão esquerda, na mão direita. Quando você tá noivo, você usa aliança esquerda. Não vou apertar demais que eu tô com medo dela não sair depois. Eh, você usa aliança na mão direita. Isso aqui é um uma tipologia do seu casamento. Todo mundo que vê você com aliança na mão esquerda sabe, você está comprometido a em breve se casar com alguém. Quando você vai pro altar e recebe a sua noiva como esposa, você pega a aliança que antes ficava na mão direita e passa a usá-la agora na mão esquerda. Não faz mais sentido usar a aliança aqui, porque agora o tipo encontrou o antítipo, ou seja, cumpriu o objetivo. Agora você está casado. Usar a aliança aqui era apenas uma maneira, uma sombra, uma forma de anunciar o que viria depois. Tá certo? Agora que você está casado, não há mais necessidade disso. O sacrifício de cordeiros era uma aliança na mão direita. significava apenas que o cordeiro de Deus viria. Então, quando ele veio, não precisa mais disso aqui, de sacrifícios. Se os cristãos continuassem, os cristãos de origem judaica, especialmente, comemorando a Páscoa, comendo o cordeiro no templo de Jerusalém, antes dele ser destruído no ano 70, isso significa que eles estavam desmentindo que Cristo veio. Seria um contrassenso. Seria como um casado insistir e usar aliança na mão direita depois de ter casado. Então, passa-se a impressão que a ceia pascal do judaísmo foi substituída pela Santa Ceia do cristianismo, tá bem? E aí essa Santa Ceia já não estava mais atrelada à data dos judeus. Então, por isso que eu não preciso ficar muito preocupado em celebrar a Páscoa no 14 de Nissan. Eu vou mostrar algumas passagens bíblicas para vocês. Lembra que eu falei que a Páscoa só poderia ser comemorada em Jerusalém? Pois é. No encontro que Jesus teve com a mulher samaritana, ele falou para ela: "Mulher, crê-me, vem a hora em que nem nesse monte, nem em Jerusalém, adorareis o Pai. Mas vem a hora e já chegou que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade. Alguns acreditam que a questão da Páscoa poderia estar nessa conversa de Jesus com ela. Porque uma das brigas entre judeus e samaritanos é porque os judeus diziam: "O único lugar que Deus aceita que o cordeiro pascal seja consumido e com eh sacrificado, consumido e comido é em Jerusalém. Mas os samaritanos não podiam ver Jerusalém ao templo. Eles tinham um templo paralelo em em Jerizim, no monte Jerizim. Então a mulher joga para Jesus, escuta, vocês falam que o lugar de adorar em Jerusalém, mas nossos pais adoraram aqui no Monte Jerizim. Aí Jesus disse: "Mulher, está chegando a hora que não vai ser nem aqui em Jerizim, nem em Jerusalém, será em espírito, em verdade." Quando Jesus desloca a adoração do Pai de um lugar específico, obrigatório, ele também tá deslocando um dos fundamentos da Páscoa, que só poderia ser comemorada em Jerusalém. Aliás, a rigor, hoje nenhum judeu comemora a Páscoa como era nos tempos da Bíblia. Porque não há mais sacrifício de cordeiros em Jerusalém. Então essa Páscoa que os judeus comemoram hoje, mesmo sendo na data certa, 14 de Nissã, não é o evento certo do ponto de vista bíblico, que eles não comemoram sacrificando o cordeiro. Não é mais como Moisés prescreveu. Até eles também fazem uma Páscoa que não é exatamente aquela dos seus antigos ancestrais. Aí alguns pensam: "Jesus então substituiu para o domingo?" Bom, aí eu tenho que tomar cuidado com uma coisa, porque o livro de Atos dos Apóstolos tem duas passagens e perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão e nas orações. Muitos pensam: "Olha, o partir do pão passou a ser agora a Santa Ceia, que substituir a Páscoa, sempre celebrada, celebrações contínuas. Só que esse texto é dúbio para dizer uma coisa ou outra, porque esse partir dos pães poderia referir-se tanto a uma questão litúrgica como apenas uma maneira de solidariedade entre os cristãos. Porque na continuidade do do texto diz: "Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum." Tudo em comum. Então, será que ele está falando de eucaristia ou tá falando dos irmãos repartindo o pão? O texto não é muito claro para uma coisa nem para outra. Ele aponta para as duas possibilidades, tá bom? E olha, na continuação, algumas falam assim: "Pois é, aqui já era a Santa Sia no domingo". Não, não é bem isso. Fala assim, ó. Diariamente perseveravam unânimes no templo. Diariamente. Então, não era só no domingo. Então, alguns que tentam pegar esse texto para falar: "Não, a a Páscoa tem que ser no domingo, porque a Santa Ceia Jesus instituiu para ser no domingo." O texto não diz isso na Bíblia. Então, cuidado também. Alguns querem justificar, mas tá certo se no domingo, porque Jesus ritou no domingo. Não, calma. Um outro problema é é pegar essas outras passagens aqui, olha, Atos capítulo 20 versículo 7. Mas eu agora em Atos fala que eu já vi vários teólogos falando disso na internet. Tá claro que a a Santa Ceia passou a ser no domingo já na igreja de Atos. Olha o que diz Atos 20 verso 7. No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo falava com eles, prolongou sua mensagem até a meia-noite. Primeiro lugar, diz que eles estavam reunidos no primeiro dia da semana, não que eles se reuniam no primeiro dia da semana. O modo do verbo em grego e português é muito claro. Diz que eles estavam reunidos. Não fala que eles se reuniam. E outra coisa você tem que lembrar, você que vai pro catecismo, pra escola dominical, você lê isso aqui, já pensa reunidos no primeiro dia da semana, você pensa todo na escola dominical ali domingo de manhã. Não, lembre-se que eu já falei aqui que o dia é de pôr do sol a pôr do sol. E nesse eh primeiro dia da semana era uma prolongação do Shabat, que olha, Paulo prolongou a mensagem dele até meia-noite. Então foi à noite. Então quando seria a noite do domingo no calendário judeu? Depois do pô do sol de sábado. Então muita gente lê isso rápido, já pensa na escola dominical domingo de manhã. Não terminou o Shabat, talvez a igreja estava reunida no Shabbat e passou o Shabat, eles foram ter a refeição comunitária, porque as refeições geralmente eram à noite. Então eles tiveram a refeição logo depois do Shabbato. Logo depois do Sabato, no pô do Sol é domingo. Então não é que eles agora vamos celebrar o domingo por causa da ressurreição de Jesus. Não, não é porque terminava o o ofício da igreja no Porto do Sol do sábado, a refeição principal sempre era a noite, tá bom? Não tinha café da manhã, nem almoço especial como nós temos hoje. Quando Jesus comeu com Nicodemos, foi à noite. A Santa Ceia foi à noite. A as refeições sempre Jesus foi na casa do fariseu, era a noite. As refeições eram jantares. Então, como a igreja tinha tudo em coinonia, em comunidade para partir o pão, eles são partiu o pão depois que terminou a celebração do Sabat. Passou para outro sol, sábado à noite é domingo para eles. E a prova que isso não pode ser celebração da ressurreição de Jesus é que Jesus ressuscitou. No domingo de manhã que Maria Madalena vai lá e encontra a pedra removida, não é no sábado à noite. E aqui também não fala nada de ressurreição de Jesus. Primeiro Coríntios 16 verso 2, Paulo fala: "No primeiro dia de cada semana, cada um de vocês separeia conforme a sua prosperidade e vá juntando para que não seja necessário fazer coletas quando eu for". Aí tá vendo todo domingo muito claro aqui não fala nada que eles estavam reunindo no domingo para celebrar a ressurreição de Jesus. Não tem nada disso no texto. Isso aí além do que o texto está falando. E um outro detalhe aqui não era recolher a oferta no culto. Olha o que o texto fala. No primeiro dia de cada semana, cada um de vocês separe uma continha conforme a sua prosperidade e vá juntando. Quer dizer, junte, comece no primeiro dia, depois no segundo, terceiro, quarto dia para não recolher no dia que eu for. E o primeiro dia da semana era quando os trabalhadores do campo ganhar, recebiam a sua, o seu salário. Tá bem? Eh, e outro detalhe, eh, eu vejo que hoje na cultura cristã fala-se muito da Páscoa como a ressurreição de Jesus, mas em nenhum lugar da Bíblia a Páscoa é atrelada à ressurreição de Jesus. A Páscoa é atrelada à morte de Jesus. Então, se tem um dia da semana santa que é atrelada à Páscoa, seria a sexta-feira da paixão e não o domingo. Domingo não tem nada a ver com a ressurreição. O domingo seria as primícias. Seria as primícias. Tá bom? Olha o que diz aqui, por exemplo, Primeira Coríntios, capítulo 11:26. Porque todas as vezes que comerdes esse pão, Jesus instituído a Santa Ceia, beberdes esse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha. Então, a a Eucaristia, a Santa Ceia, o culto é para anunciar a morte do Senhor, não a ressurreição do Senhor até que ele venha. Então, Páscoa não tem nada a ver com ressurreição do Senhor. Se a Santa Ceia começou numa numas numa ceia de Páscoa, num céder de Psar, e Jesus cristianizou aquele evento, ali, aquele evento estava marcando não a ressurreição dele, a morte dele. Ó o que Paulo falou: "Anunciais a morte do Senhor." Primeiro Coríntios 5, verso 7. Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado. Não fala Cristo, nossa Páscoa, ressuscitou. João 19:36. Porque essas coisas aconteceram para que se cumprisse a escritura. Nenhum dos seus ossos será quebrado. João aqui está citando Êxodo 12:46, que é uma uma lei de Moisés relacionada à Páscoa, ao sacrifício. E Lucas 22:15. Desejei muito comer essa Páscoa convosco antes de padecer. Então, de novo, a Páscoa não tem a ver com a ressurreição de Jesus. Tá bem? Então, com base nesses textos, nós podemos entender que eh o cristão não precisa necessariamente estar atrelado ao dia 14 de inicição dos judeus e nem celebrar a Páscoa como os judeus. Mas é importante ele entender que a Santa Ceia é o substituto cristão da festa judaica da Páscoa. E quando deveria ser a Santa Ceia, a Bíblia não estabelece. Não tem nada na Bíblia que fala que a Santa Ceia tem que ser sempre no domingo, que a Santa Ceia é a cada 15 dias, que é uma vez por ano, duas vezes por mês, não existe nada. A Bíblia só fala como deveria ser a Santa Ceia, participação do pão e do vinho, representando o corpo e o sangue de Cristo. Então essa é a nossa Páscoa, porque se Jesus não tivesse morrido na cruz do Calvário, essa conversa não estaria acontecendo. Eu espero que você tenha gostado dessa explicação. Eu espero que ela tenha sido respeitosa para com aqueles que têm um pensamento diferente do meu ou que tem um credo religioso diferente do meu. Mas acima de tudo, Deus é o nosso pai e Jesus morreu por nós e é isso que importa, tá bom? E só para não perder o jargão, esqueça esse negócio de coelhinho de ovo, de chocolate, porque isso realmente não tem nada a ver com Páscoa, nem aqui, nem no céu. Deus abençoe sua vida. Um grande abraço. Não esqueça de se inscrever no Bíblia Comentada e você vai ganhar conhecimento bíblico e ajudar as pessoas vítimas lá no estado de Minas Gerais. Deus abençoe vocês. Um grande abraço e até o nosso próximo encontro. Ciao. Ciao.