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A fé vem pelo ouvir

Jesus não morreu na Páscoa! Entenda a explicação bíblica com Rodrigo Silva

Jesus não morreu na Páscoa! Entenda a explicação bíblica com Rodrigo Silva

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Você já se perguntou se a data da Páscoa que celebramos hoje realmente coincide com a morte e ressurreição de Jesus?

A cronologia da última semana de Cristo é um dos temas mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mal compreendidos dentro da tradição cristã. Muitos de nós crescemos celebrando datas específicas sem questionar se elas de fato alinham-se aos relatos dos evangelhos e ao calendário judaico do primeiro século. À luz da exegese e do contexto histórico, proponho uma investigação sobre o dia exato em que o Cordeiro de Deus foi sacrificado, confrontando a tradição popular com as evidências manuscritas.

Ao analisarmos o dia da preparação e a relação entre a Santa Ceia e o Pessach, percebemos nuances que alteram nossa percepção sobre o tempo. Jesus, como o cumprimento profético do sacrifício pascal, seguiu um cronograma divino que muitas vezes escapa à nossa visão ocidental moderna. Compreender essa distinção não é apenas um exercício acadêmico, mas uma forma de mergulhar na profundidade do plano de redenção e na precisão das Escrituras Sagradas.

Hoje você vai entender:
. A verdadeira origem da Páscoa judaica e seus símbolos no Êxodo.
. A aparente contradição entre os Evangelhos sobre a última ceia de Jesus.
. Como a Páscoa cristã se distanciou da data original e seu significado profético.

Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia #ExclusivoRodrigoSilva

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos de volta pro
nosso bate-papo semanal, aquele encontro
sobre bíblia, teologia, religião,
arqueologia, assuntos afins. E eu fico
muito feliz porque vocês estão sempre
acompanhando os vídeos do canal, estão
anotando tudo. A coisa que me deixa mais
feliz é quando eu sempre encontro com
pessoas que falam: "Olha, eu sou seu
aluno na Bíblia comentada. Olha, eu
sempre assisto seus vídeos". Esses dias
eu fiquei tão emocionado com um rapaz
que chegou e falou assim: "Olha, os seus
vídeos salvaram minha vida". E eu falei:
"Não, quem salva é Deus. Nós somos
apenas instrumentos, mas que a glória e
a honra sejam exclusivamente para Deus".
Mas é gostoso ser usado pelo Espírito
Santo de Deus para levar algo de bom
para uma pessoa. Isso realmente assim
deixa o coração muito alegre e eu fico
feliz por sua vida e por você estar
comigo aqui. Então vem aquele pedido. Eu
sei que é chato falar sempre dele, mas é
importante pro canal. Se você gosta do
conteúdo que eu coloco aqui na internet,
então por favor se inscreva no canal, me
acompanhe também no Instagram também, é
o mesmo perfil, Rodrigo Silva
Arqueologia. Você pode me acompanhar no
Instagram, pode se inscrever no canal
aqui do YouTube e além disso de se
inscrever e me acompanhar lá também no
outro perfil, se você gostar desse
conteúdo, deixa o seu like, deixe seu
comentário, ele será muito bem-vindo, tá
bom? E o assunto hoje, mais uma vez, eu
estou atendendo a pedido que vocês
fazem. Como agora estamos em semana
santa, aí vem aquela pergunta clássica
sobre a Páscoa. E eu sei que sempre as
pessoas falam da mesma coisa. Ah, porque
o ovo de Páscoa do coelhinho de de
chocolate, aquele é de origem pagã. O
coelhinho de origem pagã não tem nada a
ver com o símbolo de Jesus. Vamos tirar
o coelhinho, vamos colocar a cruz do
calvário, vamos colocar Jesus
ressurreto. E tudo isso é é bom que seja
explicado paraas pessoas, mas isso eu
tenho a impressão que já está quase que
no domínio público. As pessoas já sabem
que o coelhinho com ovinhos de
chocolate, que isso não tem nada a ver
com a Páscoa da Bíblia, com a Páscoa de
Jesus. Então, para eu fazer um vídeo com
muito do mesmo, eu acho que as pessoas
já nem precisam assistir, né? Então, eu
queria explorar com você outra questão
aqui e já vou fazer uma pergunta, aliás,
uma uma afirmação. Jesus não morreu na
Páscoa. Aí você fala: "Como é que é?
Pera aí. Eu pensei que você ia só falar
contra o coelhinho, contra o ovo de
chocolate, que aquilo tem origem pagã.
Mas você tá querendo dizer que Jesus não
morreu no domingo de Páscoa? Se Jesus
não morreu no domingo de Páscoa,
quando é que Jesus morreu? A Páscoa não
tem nada a ver com a com a Semana Santa,
não. Pelo menos hoje, como estamos
comemorando, a Semana Santa,
cronologicamente falando, não tem nada a
ver com a Semana Santa Bíblica. Mas
calma, fique comigo até o final, porque
você vai entender tudo isso à luz da
Bíblia, da Bíblia Sagrada, de
informações históricas. E nós vamos
deixar a palavra de Deus falar de uma
maneira didática para que você possa
entender elementos como, por exemplo, o
que é a Páscoa. Afinal de contas, você
já sabe que não tem nada a ver com
coelhinho, mas qual a origem da Páscoa?
Existe uma Páscoa judaica e outra Páscoa
cristã. Nós cristãos devemos celebrar a
Páscoa. Essa é outra pergunta também que
às vezes as pessoas pensam que já tem a
resposta, mas não necessariamente. E de
novo, se Jesus não morreu na Páscoa,
quando é que ele morreu? Fique comigo
até o final e você vai entender isso
muito bem nos mínimos detalhes, com
muita didática, que eu gosto de aplicar
tudo, explicar tudo de uma maneira muito
lúdica para que você possa entender,
para que fique claro para você. Deixa eu
só tirar aqui o WhatsApp para não ficar
clicando toda hora. WhatsApp não é o é o
WhatsApp, isso mesmo. Fica toda hora
blim blim blim. Vamos lá, pessoal.
Primeiro vamos começar com uma
cronologia. De onde veio a Páscoa?
Então, deixa eu contar para você a
história da Páscoa, como ela começou,
quais foram os elementos simbólicos que
faziam parte das primeiras celebrações
pascais que há na história. Para isso,
eu tenho que ir ao livro do Êxodo,
quando você encontra a história da
libertação do povo hebreu. E esse quadro
aí, eu achei ele muito emblemático.
Gosto de ilustrações assim porque elas
realmente, eu sei que é redundante
dizer, as ilustrações ilustram, por mais
pleástico que seja afirmar dessa
maneira, mas elas tornam mais claro o
quadro, não é? Então você tem aqui
vários elementos que fazem parte da
Páscoa original, que foi quando Deus
libertou os hebreus da escravidão do
Egito. Então você tem uma mulher
colocando água ali, deveria ser vinho,
na verdade, uma criança comendo um pão
duro, uma bolacha, parece até uma
bolacha porque é um pão sem fermento.
Você vê também algumas ervas amargas em
cima da mesa, um sujeito já com um
cajado na mão. Todo mundo está comendo
em pé. É interessante nessa imagem
porque no Oriente Médio, na época
bíblica, as pessoas não podiam comer em
pé. Comer em pé era uma terrível falta
de educação. Você comia sentado, sentado
ou reclinado
porque era um desrespeito para com um
momento tão sagrado, que é o momento da
ceia ou da refeição, comer em pé. A
ideia de fast food eles não tinham, mas
que todos estão comendo em pé,
demonstrando pressa para comer logo e
sair. E do lado de fora tem um sujeito
passando uma tinta no na porta, no
umbral da porta. Você tá vendo essa
tinta? Na verdade, é sangue. É o sangue
do cordeiro sacrificado. Deixa eu
explicar para vocês como tudo isso
aconteceu. Os hebreus já estavam
escravos dos egípcios há séculos. Eh,
eles não ficaram todo esse período de
permanência no Egito como escravos. Na
verdade, a o período da escravidão foi
na última fase da permanência dos
hebreus no cativeiro do Egito. Eles já
estavam agora na 18ª dinastia.
O faraó provavelmente era Tudesmos
Iudesmoes
I vinha de uma linhagem de faraós que
afligiram o povo estrangeiro que estavam
no Egito. Leia-se especialmente o povo
hebreu. O primeiro dele foi a Mose.
Depois você teve a Amrotep. Depois tem
tudo primeiro, segundo, esse aqui é o
terceiro. O povo estava sofrendo,
sofrendo, sofrendo. Então, através de
Moisés, um hebreu que Deus estava quase
permitindo que se tornasse faraó do
Egito, Moisés retorna depois de 40 anos
longe do Egito, com a incumbência divina
de libertar o povo de Israel da
escravidão. Então, Deus dá uma
orientação a Moisés. Eh, Moisés, a
partir de hoje marca um novo calendário
pros hebreus.
Hoje será considerado primeiro de Aviv.
Primeiro de Aviv é o primeiro dia do mês
do ano judaico, tá bom? E no dia 10 de
Aviv, daqui a 10 dias, então hoje é o
passagem de ano, vamos começar um ano
novo, vida nova, daqui a 10 dias as
famílias devem escolher um cordeiro sem
defeito, o melhor que tiver no rebanho
delas. Se se uma família for muito
pequena, divide o cordeiro com outra
família. vão sacrificar esse cordeiro no
dia 14. No dia 14. Depois que sacrificar
esse cordeiro, vocês vão fazer duas
coisas. Vocês vão pegar o sangue desse
cordeiro e vão passar na porta da casa
de vocês, no umbral da porta, cobrindo
todo o batente ali da entrada da casa de
vocês com o sangue do cordeiro. E à
noite daquele mesmo dia, vocês vão comer
a carne daquele cordeiro, acompanhada de
erfas amargas e também de pão sem
fermento.
E não saiam da casa até o dia seguinte,
porque o anjo da morte vai passar com a
décima praga e vai matar os primogênitos
do Egito. Mas o anjo vai pular a casa de
vocês se ele vir ali tem um sangue de um
cordeiro na porta. E justamente essa
expressão em hebraico, pular sobre
saltar, é a expressão pessar. Pessar,
que é o pulo, o salto. Pessar. Então, da
palavra pessar vê a palavra pasra em
grego ou páscoa em português.
E aí o povo ficou de noite em casa
depois de ter comido o cordeiro
sacrificado na tarde daquele dia com as
ervas amargas e também com o pão sem
fermento e todos preparados para partir.
Outro dia, Deus então tira o povo do
Egito com mão poderosa. E naquela noite,
os primogênitos dos egípcios foram
mortos pelo anjo da morte. Se a gente
pegar agora isso num quadro, eu não vou
ler o texto bíblico todo agora para
vocês, para não ficar cansativo. Então
eu coloquei aqui um resumo que até vou
dar uma sugestão para você. Depois faz
assim, eh, dá um um pause aí no vídeo
que você pode copiar essas passagens e
ler depois com sua família e tudo mais.
Então, a ordem dos fatos foi assim, eh,
com duas exceções aqui, eu só estou
pegando textos do Êxodo, tá bom? Êxodo
capítulo 12 conta essa história. No
verso 6 é o cordeiro que foi imolado no
dia 14, como eu falei com vocês. Ele era
preparado no dia 10, separado no dia 10,
alimentado no dia 14, ele era morto. Aí
eles colocaram o sangue no na ombreira
ali da casa, né, ou no umbral das casas,
que seria justamente aquele marco da das
portas ali. Depois disso, o cordeiro foi
comido naquela noite. Aí veio a décima
praga, os primogênitos morrem e após a
ceia os hebreus deveriam ficar dentro de
casa até no dia seguinte, não deveriam
sair de casa.
Em Deuteronômio, capítulo 16 tem uma
aparente contradição que eu vou explicar
ao longo desse estudo, que lá fala que
Deus livrou os hebreus do Egito à noite,
mas não faz sentido que fosse à noite
num primeiro momento. digo num primeiro
momento, porque se na ordem de Êxodo
capítulo 12, depois de comerem o
cordeiro, as ervas amargas e o pão,
exeram ficar em casa até amanhecer o dia
sem sair pela porta, porque senão o anjo
da morte poderia pegá-los.
Então, como é que eles saíram à noite?
Entendeu? Então, tem uma aparente
contradição aqui que eu vou explicar
depois. Então, Israel parte finalmente
do Egito com seus rebanhos, as suas
manadas, suas tribos. E Deus e os
israelitas também tomam despojo do Egito
e partem de Rames, ali onde estavam na
terra de Gozen, no dia 15, no dia
seguinte ao dia de Páscoa. Então, seria
essa
cronologia dos eventos como conforme nós
temos na Bíblia, tá bom? Depois você
pode ler isso aí em Gênesis capítulo 12.
Bom, agora você já entendeu a ordem dos
fatos quando ele acontece, vamos
continuar a nossa a nossa
explanação aqui de alguns elementos que
aparecem ali para você entender. Eh, a
primeira coisa, acho que é bom eu
recapitular algumas datas com você, né?
Eu vou colocar um outro slide aqui.
Vamos recapitular. Desculpe insistir
nisso, é porque para mim é importante
que você tenha isso em mente. Dia 14 do
primeiro mês do ano, que é o mês de
Aviv. Aviv significa primavera em
hebraico. Tanto é que tela Aviv, a
colina da primavera, nome da importante
cidade de Israel. Então Aviv seria o
primeiro mês, primeiro dia Aviv, o
primeiro dia do mês e do ano. Do ano.
Então, no dia 10 eles separavam o
cordeiro. No dia 14 eles imolavam o
cordeiro, sacrificavam o cordeiro entre
as 15 e às 18 horas.
No após o pô do sol, isso é importante
dizer, na contagem judaica, os dias não
são de meia-noite a meia-noite, mas de
pôr do sol a pôr do sol. Então dia 14 de
Nissan, depois das 18 horas
aproximadamente, né, no pô do sol, já
vira dia 15. Então, no nosso calendário,
se o dia 14 caísse numa quarta-feira, eu
ia dizer que o cordeiro foi morto
quarta-feira à tarde e comido
quarta-feira à noite. Mas no calendário
judeu, eu direi que ele foi morto na
quarta-feira à tarde e comido na
quinta-feira à noite, que o quinta-feira
à noite é a noite de quarta, você
entendeu? De ponto sol, pô, sol. Calma
que eu vou repetir isso noutros momentos
do nosso vídeo aqui para que fique bem
claro na sua cabeça. E à meia-noite os
primogênitos do Egito foram mortos. No
dia 15 Israel amanheceu na casa ainda.
Eles não saíram. E naquele dia 15 à
noite eles partiram dali conforme o o
texto de Números, capítulo 33 versículo
3. Repito que depois você pode pegar
isso tudo aí na sua Bíblia e examinar
com calma. Agora que você já aprendeu
esse episódio e ali foi a primeira
Páscoa, eu acho que é importante eu
explicar a você alguns algumas ordens
que Deus deu, alguns emblemas que longe
daquele tempo, daquele contexto e
cultura, podem parecer muito estranhos
para nós. Por exemplo, por que que Deus
mandou que os hebreus pegassem o sangue
do cordeiro e passassem na porta, no
umbral das portas das suas casas? Por
que que Deus faria isso? a um sentido
histórico e eu vou mostrar para você
através da arqueologia. Primeiro aqui
você tem uma ilustração eh do
cordeirinho morto ali. Os hebreus
mataram o cordeiro e pegaram
imediatamente o sangue dele e passaram
nas portas. Só que essa ilustração, ela
está com um erro, que ela não está
mostrando o motivo pelo qual Deus fez
aquilo. E eu vou revelar para vocês o
motivo nesse momento. Essa é uma serer
ou uma herret, é uma porta falsa
egípcia. O que que é uma porta falsa? Os
egípcios tinham muito dessas portas em
casa, nas paredes das casas, que eles
acreditavam que era um portal de
comunicação do mundo dos mortos com o
mundo dos vivos. Os mortos passariam por
isso aí. E a falsa porta é limita uma
porta de verdade egípcia. Então você vê
que é uma porta, outra porta dentro,
outra porta menor. E o que que você
percebe no umbral da porta? Ela está
repleta de inscrições hieroglíficas.
Você tá vendo? Então, as casas tinham
muitas portas repletas de inscrições em
todo o umbral. Você está vendo aí. E o
que são essas inscrições? Essas
inscrições egípcias, de acordo com a
superstição da época, eram ele eh frases
dos deuses ou para os deuses ou a
respeito dos que moravam na casa. Por
exemplo, esse aqui é o sujeito de alma
pura. Eles amavam essa expressão, né?
Eh, Maru, o o sujeito de boa de boa
vontade, de alma pura. Eles amavam
escrever isso assim. Os egípcios
acreditavam que quando um demônio ou uma
magia ou mal olhado ou até um anjo da
morte, vamos colocar nessa expressão,
passasse naquela casa, o que protegeria
a família contra uma magia negra, contra
uma maldição, contra qualquer coisa,
eram as inscrições que estavam ali. Olha
aí, por exemplo, a porta de uma casa
egípcia, como seria na época de Moisés.
Vocês estão notando que no umbral está
repleto de inscrições. Então, quando o a
maldição, o demônio ou qualquer ser
perigoso fosse entrar nessa casa para
fazer mal essa família, ele leria essas
inscrições e não faria nada de mal com a
família. Tá bom? Uma outra eh porta
original. Eu não sei o que que essa
geladeira tá fazendo aí no meio. Tem uma
geladeira aí. coisas do Egito, mas o
umbral é da época eh faraônica. Vocês
estão vendo? Olha, tem eh dois
elementos, dois indivíduos aí eh
entalhados e as inscrições. Agora
raciocine comigo. Os hebreus, como eu
falei, eles passaram séculos no Egito.
Embora fossem o povo de Deus, eles não
estavam de todo vacinados
contra a superstição egípcia. Então eles
foram contaminados por muitos usos e
costumes egípcios, por expressões
idiomáticas e também por lendas
egípcias. Não é difícil supor que muitos
dos hebreus quando receberam de Moisés a
informação: "O Senhor me enviou até
vocês, o Deus de Abraão, de Isaque e de
Jacó, para livrar vocês daqui". Muitos
deles ainda tinham elementos egípcios
arraigados ali neles. Então, uma forma
que Deus fez de proclamar a Páscoa era
fazer com que os hebreus desenvolvessem
fé no Deus verdadeiro. E para
desenvolver a fé no Deus verdadeiro,
eles tinham que romper com as tradições
egípcias que já tomavam conta do povo.
Então, certamente muitos hebreus tinham
no umbral das suas portas inscrições
como essa. Muitos viviam em tendas, mas
a tenda ficava dentro de um espaço
cercado. Eu vou mostrar uma outra a de
novo essa imagem que vocês vão entender.
Olha, geralmente as casas, olha essa aí,
ela ficava dentro de um muro cercado.
Então mesmo aqueles hebreus que morassem
em tendas, eles moravam numa tenda
dentro de um lugar fechado. Ou seja,
para você entrar ali no alpendre, no
quintal da casa do indivíduo, tinha que
passar pela porta com a inscrição
hieroglífica. E eles acreditavam que
essas inscrições protegeriam quem estava
lá dentro de qualquer ameaça externa.
Por isso que Deus falou o seguinte: "Ah,
é,
provem para mim que vocês estão
realmente com fé em mim para tirá-los do
Egito. Passem o sangue do cordeiro na
porta. Agora eu vou parafrasear o que
não está na Bíblia. Cobrindo a inscrição
hieroglífica.
Aí vocês vão estar demonstrando que
realmente estão tendo fé bastante para
eu tirá-los daí. Ou seja, confiar no
Deus de Israel significava romper com a
crendice egípcia que os envolvia.
Para eles, pela cultura local, o que
garantiria a segurança da família era o
que estava escrito no umbral. Mas para
Moisés, o que garantiria a segurança da
família era apagar ou cobrir o que
estava escrito no umbral com o sangue do
cordeiro. Por isso Deus deu essa ordem.
Mais tarde, quando você vai para
Deuteronômio, capítulo 6, Deus substitui
talvez esse elemento egípcio por outra
coisa. Deus fala que os hebreus deveriam
pegar um resumo da lei de Deus. E eh
Deuteronômio, capítulo 6, versículo 9,
diz: "E você as escreverá, isso é o
resumo da lei, nos umbrais de sua casa e
nas suas portas". É por isso que até
hoje, não sei se vocês já viveram a
oportunidade de ver, casas de judeus,
geralmente elas têm um elemento igual
esse aí no no umbral e dentro dele tem
um rolinho com o resumo da lei. Esse é
chamado, é chamado de mesusá. Mesusá. E
Deus falou no Deuteronômio que você
deveria colocar nos portais da sua casa
um mês usar isso em substituição à
aquilo que no Egito seria elemento de
paganismo. Entendeu? Então, por de
pintar a porta de sangue? Segundo
elemento, por que comer pão sem
fermento? Era tão sério o negócio do
fermento que Deus falou com eles assim:
"Olha, até mesmo antes vocês já vão
tirar todo o fermento da casa e vão
comer apenas pão sem fermento". O pão
sem fermento deveria ser assim, olha.
Era um bolachão duro, ruim, não muito
agradável. É porque para levedar a massa
o tem que ter tempo. Você tem que deixar
o o fermento agir e e a massa levedar e
crescer pro pão, o bolo ficar fofinho.
Eles tinham que comer um pão com a ideia
de quem estava com pressa para sair do
Egito, não com quem estava com preguiça
de sair dali. Então tem que comer as
pressas e as pressas não dá tempo de
deixar a massa levidar. Então esse é um
símbolo de falar: "Olha, comam, preparem
rápido um lanche e comam para sair." Com
o passar do tempo, o a levedura ou o
lêvedo, fermento, ele teve vários
simbologias. Então, no início, o símbolo
de Deus, não comam o pão fermentado na
Páscoa, significava
aprontem rápido para sair. Não esperem a
massa levedá. Era um símbolo de que eles
estavam com pressa para sair do Egito,
conforme o mandamento de Deus. Depois,
com o passar do tempo, a levedura passou
a significar também uma expressão
idiomática. A levedura é tudo aquele que
cresce de dentro. Cresce de dentro.
Então, assim, cuidado, porque as
virtudes crescem dentro de você, mas as
os defeitos também. Concorda comigo? Na
época de Jesus, você vai ter até o o
fermento usado em duas categorias. Uma
positiva. Quando Jesus fala que o reino
do céu é como um fermento de uma massa,
começa pequena e vai crescendo. Mas
Jesus também fala: "Cuidado com o
fermento dos fariseus". quer dizer,
aquela coisa pequenininha, quase
invisível que está dentro da pessoa e
vai crescendo.
Essa seria, em síntese, a origem da
Páscoa. E nós, como cristãos, não
podemos deixar de entender que a Páscoa
judaica também apontava para Jesus,
mencionado no Evangelho de João como o
cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo. Tá bom? Já expliquei a questão
também do pô do sol ao pôr do sol. Vamos
mais uma vez para ficar bem claro, eu
coloquei um painel aqui. Então,
lembre-se, olha, dia 14,
lembra até que no quando você vai no
Gênesis lá fala o seguinte: "Houve tarde
de manhã o primeiro dia, houve tarde de
manhã o segundo dia." Eva vaboker. Eva
vaboker em hebraico significav tarde,
boker manhã. Mas não entendo amanhã como
a gente tem assim, bom dia. Na Bíblia
amanhã esse boker significa a parte
clara do dia e o eviga.
Por isso que é tarde e manhã o primeiro
dia, tarde e manhã o segundo dia, tarde,
manhã o terceiro dia e assim por diante.
Então a tarde é quando o dia começa,
porque há o pô do sol. O dia na Bíblia
começa ao pôr do sol. Então, por
exemplo, o dia 13
começou no pô do sol do dia 12,
claro, né? A pô do sol do dia 12 e o dia
13, então, tem toda a sua parte que vai
até ao pô do sol do dia 14. Então aqui
até o risco aqui em cima não tá muito
bem colocado. Quando coloca noite,
tarde, 18 horas, já começa o dia 14. E o
que que acontecia no dia 14 na manhã?
eh, do dia 14. Bom, o cordeiro era
preparado, assado, ele era morto por
entre as 3 horas às 18 horas e ele era
comido à noite. Aí, como passou por do
sol, já virou dia 15, eh, que é o dia
seguinte. Agora você pode me perguntar,
Rodrigo, você falou que era o primeiro
mês era Aviv, aí está Nissã. Por quê?
Deixa eu explicar isso para vocês. Eh, a
Aviv era o nome do mês em hebraico.
Depois que os judeus ficaram no
cativeiro da Babilônia, eles perderam
seu calendário original e o nome dos
meses originais em hebraico foram
substituídos por nomes babilônicos ou
nomes aramaicos. Então, o primeiro mês
do ano que para os judeus antes da
Babilônia chamava-se Aviv, depois da
Babilônia passou a se chamar Nissan, mas
é o mesmo mês, tá bom? é o mesmo mês,
não tem diferença nenhuma nesse sentido.
Eh, agora, o que que mudou da Páscoa,
desse elemento inicial de Moisés com os
hebreus do Egito para as celebrações
posteriores? Porque aqui eu estou
falando de dois momentos. Estou falando
do momento em que aconteceu o episódio
histórico e as celebrações que se
fizeram posteriormente em memória dele.
É igual a gente falar assim: "Olha, dia
7 de setembro de 1822, você tem primeiro
o momento histórico, que é quando Dom
Pedro está ali às margens do Riacho
Ipiranga, naquela missiva eh para
libertar o Brasil, recebe uma carta de
Portugal, eh, depois uma outro documento
escrito por José Bonifácio. Aí ele pega
a espada e fala: "Independência ou
morte?" Esse é o evento histórico.
Todo ano, em 7 de setembro, quando tem a
parada militar, que as crianças desfilam
lá os colégios, o quartel e tudo mais,
essas e o feriado, é claro, essa é a
celebração posterior
para lembrar o evento histórico. No caso
da Páscoa, o evento histórico foi a
saída do povo do hebreu. E as
celebrações posteriores, o que que mudou
nelas? Então vou colocar para você aqui.
Primeira coisa que não mudou, a Páscoa
sempre estava sendo celebrada no dia 14
de Avivo, mesmo quando o calendário
judeu mudou, 14 de Nissan, começava no
14 de Nissan, tá bom? Agora, houve
algumas mudanças. Por exemplo, quando
houve o evento histórico, que é a Páscoa
do Egito, lembra que eu falei que no dia
10 cada família deveria separar o
cordeiro pascal? Isso sumiu na época do
templo. Não há mais separação do
cordeiro pascal. Quem seleciona o
cordeiro ou os cordeiros para serem
sacrificados na Páscoa são os levitas e
sacerdotes. Tá bom? Segunda coisa, os
judeus agora não tinham mais nenhum rito
de ficar passando sangue de cordeiro no
umbral das portas. Isso só foi feito uma
vez quando eles saíram do Egito. Eh,
isso não era mais feito. Agora eles
substituíam eh esse ato de fazer o
sangue pelo meso usar que eu mencionei
para vocês. Terceira mudança. Se antes
tinha que comer as pressas, agora não. A
refeição não era apenas numa noite. Você
podia comer várias noites. Inclusive, na
época do segundo templo,
eh, como havia milhares de pessoas que
chegavam em Jerusalém pra celebração da
Páscoa, aconteceu uma coisa, eh, muitos
judeus traziam uma oferta adicional pro
templo a um, um segundo cordeiro chamado
Ragigá. E essa refeição de Ragigá, ela
era consumida durante s dias.
Então, embora o cordeiro pascal fosse
consumido no dia posterior ao seu ao seu
sacrifício, sacrificava um cordeiro no
dia 14, comia um cordeiro naquele dia à
noite, que já virava dia 15, mas nos
outros dias as pessoas comiam também a
carne do Ragigá, que era um segundo
cordeiro. E n algumas situações, essa
também era considerada uma refeição
pascal. Eh, de modo que nós temos aqui
uma não apenas uma refeição de um dia,
mas uma refeição de vários dias. Esse
dado vai ser importante para vocês
entenderem mais à frente uma aparente
contradição entre o Evangelho de João e
os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.
Até aqui tá claro para você como surgiu
a Páscoa, o que significa a palavra
Páscoa, pessar, pular, etc. Tá? E na
época de Jesus, então, qual era a festa
mais completa quando ela já estava
completa? Bom, depois de apresentar
aquelas diferenças que eu falei para
vocês, ah, teve uma que eu esqueci, isso
aqui é importante. Eh, na época inicial,
cada família sacrificava o seu cordeiro
pascal em casa e o pai da família era o
sacerdote.
Depois, com a instituição
do da lei levítica, dos levitas, os
descendentes de Arão, que deveriam
participar do tabernáculo, depois o
templo de Salomão, o templo de Herodes,
aí mudou. Aí agora, o único lugar onde
se podia comer a carne sacrificada da
Páscoa era no tabernáculo,
primeiro onde o tabernáculo estivesse e
depois em Jerusalém, quando ele ficou
fixo ali na forma de um templo. Então
houve essa mudança. Se você fosse um
judeu que morasse lá em Bercheva ou quem
sabe em Tiberíades ou quem sabe em
Magdala, em qualquer lugar da Judia, da
Galileia, para você comer a carne
pascal, você tinha que na Páscoa estar
celebrando em Jerusalém. Você não podia
ir lá na sua casa lá ao longe matar um
cordeirinho e fazer o sacrifício, não.
Isso mudou. E a festa ficou mais ampla.
Aqui nesse quadro vocês vão ver todos os
elementos da comemoração, da celebração
da das festas da Páscoa. Então, primeiro
de Nissan. Nissan é o nome babilônico do
primeiro mês do calendário judaico.
Então, é o chamado Ros Rodashim, que é
quando tinha a primeira lua nova. Eles
contavam 14 dias de preparação. Então,
no dia 14,
mais ou menos às 3, 4 horas da tarde,
eles sacrificavam os cordeiros pascais
em Jerusalém. E esse dia, por ser um dia
de feriado religioso, ele também era
apelidado de Shabat Ragadol, o grande
sábado. Era um grande sábado. Anote
também essa expressão que vou precisar
dela mais à frente. Eles, o, o cordeiro
era sacrificado por volta das 3 até às
18 horas ali no, no santuário. A carne
do cordeiro era dada às famílias que
estivessem ali. E naquela noite virou o
pô do sol. Hoje é o dia seguinte, dia
15, todos comiam o o cordeiro pascal, o
céder de Páscoa, tá bom? E o dia 15
também é chamado de pessar, eh, que
seria justamente a preparação da Páscoa.
Aí no dia 15 você começava uma série de
sete dias em que se comiam apenas pães
sem fermento. Então, diferente do Egito,
onde eles só comeram pão sem fermento na
hora de sair, ali na Páscoa judaica
posterior, eles ficavam comendo o pão
sem fermento durante 78 dias. sete
outros dias, tá bom? Até o dia 21.
Então, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21.
Exatamente. No 10º 21º dia, aí terminava
a festa da festa da Páscoa, mas ela já
emendava com uma outra festa que
começava a contar também no dia 16, que
era a festa dos da do Shavuot, que é a
festa do Pentecostes. Eram 49
dias até o Shavuot. que você vai dar a
festa das semanas. E o que que acontecia
nessa festa? Você apresentava os
primeiros eh molhos de de trigo ou
cevada que você colheu. E só depois
disso que você podia se alimentar do
alimento da sua agricultura. Então esse
era o Homer que era entregue. Quando
Jesus esteve, portanto, aqui a festa da
Páscoa na época de Jesus não era não
consistia de apenas um ou dois dias,
consistia em mais de uma semana. A festa
da Páscoa na época de Jesus ia desde o
dia 14 até o dia 21 aproximadamente. Tá
bom? Só conferir se eu falei tudo aqui.
Então,
isso mesmo, falei tudinho, esqueci nada
não. Bom, deixa nos comentários tá
gostando, tá? Tá didático. Eu me
preocupo muito com a didática daquilo
que eu estou apresentando para que as
pessoas compreendam. tenho mais vontade
de estudar a Bíblia
e consigam reproduzir para outros. Tá
bem? Agora nós vamos para uma outra
parte aqui que é uma aparente
contradição
entre os evangelhos de João e os outros
três Evangelhos, Mateus, Marcos e Lucas.
Inclusive um livro Jesus interrompido de
Bart Erman, um dos mais famosos eh
descrentes da atualidade, camarada PhD
em crítica textual do Novo Testamento,
estudou com Bruce Metzger, um grande
gabarito intelectual, mas ele nega
muitas coisas da Bíblia, ele pega
detalhes da Bíblia para realmente dar um
cheque mat na fé dos crentes. Se um dos
elementos que ele coloca nesse livro,
Jesus interrompido, é a aparente
contradição, ele chama de contradição.
Eu que estou usando a palavra aparente
entre João e os sinóticos. Sinóticos é o
nome que nós damos ao evangelho de
Mateus, Marcos e Lucas. E qual é a
contradição? Olha aí no quadro e vocês
vão vão ver. Quando você lê a morte de
Jesus na Páscoa,
nos Evangelhos de Mateus, Marcos e
Lucas, parece que Jesus realmente foi
morto
depois do sacrifício do cordeiro pascal.
Olha o que diz, por exemplo, Marcos,
capítulo 15, verso 25.
Eh,
no, quer ver Marcos 15:25.
Era a hora terça quando o crucificaram.
A hora terça era a hora eh da morte do
cordeiro.
E diz assim no Marcos 14:1. E no
primeiro dia da festa dos pães sem
fermentos,
quando se fazia o sacrifício do cordeiro
pascal.
Então, olha, quando a gente lê isso só
em Marcos e nos Mateus e Lucas também, o
texto é muito claro em dizer que a Santa
Ceia de Jesus, ela aconteceu exatamente
após a morte do cordeiro pascal. Lembra
que eu falei com vocês que o cordeiro
pascal era morto no dia 14
de Nissã à tarde e ele era comido no dia
15, que é a noite daquele dia? Então, se
nós pegarmos o texto de Marcos e os
outros também análogos a ele, nós vamos
ver que Jesus ele comeu o cordeiro
pascal. Ele, perdão, Jesus comeu a Santa
Ceia depois da morte do cordeiro pascal.
O texto é muito claro. No primeiro dia
da festa dos plães sem fermentos, quando
se fazia o sacrifício do cordeiro
pascal, os discípulos perguntaram a
Jesus: "Onde quer que preparemos para
que o Senhor possa comer a Páscoa?"
Então, se eu pegar esses evangelhos, dá
a entender que houve a celebração da
Páscoa, a morte do cordeiro.
E enquanto o cordeiro estava sendo
morto, o cordeiro pascal, os discípulos
perguntaram: "Senhor, onde que o senhor
quer que nós preparemos o lugar para o
senhor comer a Páscoa?" Então, Jesus
come a Páscoa a Santa Ceia no dia 15 de
Nissan. Tudo bem até aí? Tranquilo. Só
que quando a gente vai pro Evangelho de
João, ele parece apresentar outra coisa.
João diz assim, João 19 verso 14, era a
preparação da Páscoa, era quase a hora
sexta. Está falando da morte de Jesus.
Então João quando fala da morte de Jesus
fala que era a preparação da Páscoa.
Deixa eu sair aqui agora. Então, de
acordo com a tese de Bart Ermans e
outros mais, a Bíblia tem uma
contradição tremenda aqui,
porque João dá a entender que Jesus foi
crucificado
antes da ceia pascal,
mas os evangelistas falam que antes de
ser crucificado, Jesus comeu a Santa
Ceia, que era uma ceia de Páscoa. E
então, quem está certo? Inclusive, é
curioso que quando Jesus é apresentado a
a Pilatos pelos sacerdotes, pelo pelos
anciãos do povo, eh diz assim: "Olha,
João capítulo 18 verso 28. Depois
levaram Jesus da casa de Caifás para o
pretório. Era cedo de manhã. Eles não
entraram no pretório para não se
contaminar, pois somente assim poderiam
comer a Páscoa. Isso aqui já era
sexta-feira da paixão. Então, raciocina
comigo. Se eu pegar o Evangelho de João
na sexta-feira da paixão, quando Jesus
já está preso,
perto de ser condenado e crucificado, os
judeus não tinham comido ainda a
refeição pascal, não tinham comido o
cordeiro pascal.
Então, se eu pegar o evangelho de João,
dá entender que Jesus é morto
e depois da morte de Jesus é que tem a
refeição pascal. Mas se eu pegar os
outros evangelistas, dizem que não.
Primeiro Jesus comeu a refeição pascal,
ou seja, o cordeiro foi morto antes de
Cristo
e depois que ele comeu o cordeiro pascal
e que ele foi crucificado. Percebeu a
contradição?
E não somente isso, muda a maneira como
nós entendemos o texto de Mateus, que
fala que quando Jesus foi morto e o
sacerdote
estava com um cordeirinho para ser
sacrificado no templo e o cordeiro
simplesmente foge no momento em que
Jesus é crucificado. Ele estava para
matar o o cordeiro e o cordeiro foi eh e
o cordeiro fugiu. E muitos pensam, que
cordeiro é aquele que fugiu? O cordeiro
pascal. O sacerdote estava para
sacrificar o cordeiro pascal e ele
fugiu. Ou era o cordeiro comum que todo
dia era sacrificado no templo?
Como é que você responderia isso se um
ateu, um agnóstico apresentasse essa
contradição entre João e os sinódticos?
Afinal de contas, Jesus morreu depois,
tá vendo que tem a ver com a pergunta do
nosso vídeo? Jesus morreu depois da ceia
pascal ou antes da ceia pascal? João dá
a entender que Jesus morreu antes da
ceia pascal. Os evangelistas não
entender que Jesus morreu depois da ceia
pascal. Não tem como ambos estarem
corretos. Então, quem errou? Será que a
Bíblia errou?
É esse tipo de informação que eu trago
para você que eu sempre gosto de
apresentar pros meus alunos na
plataforma Bíblia comentada. Então aqui
vem o meu o meu a minha o meu convite
para você. Se você não é aluno do Bíblia
comentada, eu fazer parte do time que
estuda a Bíblia comigo. Eh, esse ano nós
iniciamos algo inédito que o pessoal
está amando. Eh, o Bíblia comentada tem
um formato apropriado para cada
situação. Tem gente que tem mais tempo,
tem gente que tem menos tempo. Para você
que não tem muito tempo, todos os dias,
todos os dias os alunos da Bíblia
comentada recebem um estudo bíblico que
dura em média 5 a 8 minutos,
aproximadamente. 8 minutos. Você pode
ouvir enquanto você tá esperando o seu
Uber ou enquanto você tá indo pro
trabalho ou enquanto você tá no metrô
ali, você ouve uma explicação da Bíblia
de 5 8 minutos e você vai entendendo
melhor a palavra de Deus. Todo dia. Tô
gravando uma um estudo bíblico por dia.
Além disso, você tem mais de 400 aulas
gravadas sobre praticamente todos os
livros da Bíblia. Estamos para lançar
agora Apocalipse, eh, com arqueologia,
com tudo. Se você quer estudar por conta
própria grego e hebraico, tem uma uma
ferramenta lá, tem muita coisa na Bíblia
comentada. E quem assinar até amanhã,
além de estar ganhando conhecimento
bíblico, estará ajudando as pessoas que
foram vítimas das enchentes que eh
aconteceram agora em Minas Gerais, ali
na região de Juiz de Fora. E nós estamos
mandando recursos para lá, tá bom? Eu
ainda não disse quanto que o Bíblia
comentada, quantas famílias de fato nós
ajudamos. Foi mais de 50 até até onde eu
estava contando. Mas o número final é
acima disso. Eu não tenho agora o número
exato porque nós ainda vamos vender
Bíblia comentada até amanhã e quem
ajudar vai estar ajudando o pessoal,
quem comprar vai estar ajudando o
pessoal lá eh de Minas Gerais, tá bom?
Então, conto com sua solidariedade, mas
acima de tudo a sua vontade de aprender.
Já tá aqui na na descrição desse vídeo o
link como como você pode adquirir o
Bíblia comentada. É o jeito mais fácil
de estudar a Bíblia Sagrada. Vamos lá.
Ficou claro para vocês a aparente
contradição entre João e os sinóticos
quando Jesus morreu, afinal de contas.
Então, eu já tô aumentando, eu tô eh
complex eh tornando ainda mais complexa
a pergunta original. A pergunta original
é: Jesus morreu na Páscoa ou não?
Aí depois eu já ampliei um pouquinho.
Jesus morreu no domingo de Páscoa ou
não? A Páscoa que nós celebramos é
aquela na qual Jesus morreu. Tô falando
em termos de data.
E agora eu tô piorando a questão. Quem
está certo? Os evangelhos que falam que
Jesus morreu depois da da ceia de Páscoa
ou é João que fala que Jesus morreu
antes da ceia de Páscoa?
Há três maneiras
ou três perspectivas que nós vemos nessa
descrição aí. A primeira é aquela dos
sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, que
dão a entender que Jesus comeu a Páscoa
no dia 14 de Nissã ou no dia 15 à noite,
né, para ser mais preciso. Tanto é que
os discípulos perguntam a Jesus: "Onde
queres que preparemos a Páscoa?"
Então, o cordeiro foi morto dia 14 à
tarde, dia 14 à noite, que é 15 de
Nissã, eles comeram a Páscoa. Eh, e eles
também chamam que ali começava a festa
dos pães ásimos.
E há uma mudança eh judaica,
pós-esílica, relacionada ao céder de
Páscoa, mas Jesus comeu a ceia pascal
dos judeus. A segunda perspectiva
é aquela que entende para harmonizar
João com sinóticos, entende o seguinte,
não. Na verdade, João está descrevendo
correto. Jesus não comeu a ceia de
Páscoa. Jesus foi morto antes da ceia
pascal. Jesus foi morto no mesmo momento
em que o cordeiro era degolado
no dia 14 de Nissan.
Então, se Jesus foi morto no mesmo dia
que o cordeiro foi degolado, qual foi a
Santa Ceia de Jesus? Eles acham que
Jesus antecipou
a Páscoa, tá bom? Antecipou a Páscoa.
Quando você vai para João capítulo 3,
versículo 1, ela fala: "Antes da festa
da Páscoa, Jesus, sabendo que deveria
passar desse mundo, os judeus ainda não
tinham comido a Páscoa. Lembra que eu
falei que eles eh não quiseram entrar no
pretório para não se contaminar, porque
não tinham ainda comido a refeição de
Páscoa?"
Então, e também o Evangelho de João
chama a sexta-feira de eh preparação da
Páscoa, o EV Pessa.
Bom, então alguns acham que Jesus morreu
realmente, como João descreve no dia 14
de Nissã. Jesus morreu no momento em que
o cordeiro foi morto e a refeição que
Jesus teve foi uma antecipação da
Páscoa. Há uma terceira perspectiva.
Alguns pensam que nem uma coisa nem
outra. Jesus celebraria a Páscoa pelo
calendário dos Esênios, aquela
comunidade, possível comunidade que
existia ali, ah, tá muito quente aqui em
casa, ali no entorno do Mar Morto, que
produziu os famosos manuscritos do Mar
Morto, tá certo?
Eh,
essa e então um detalhe, eu vou explicar
para vocês como eu vou mostrar no
próximo slide aqui,
é que eles encontraram há poucos anos ou
traduziram há poucos anos esse que é um
dos últimos documentos de Kumran que
foram traduzidos, é o 4Q324.
E nele nós temos algumas coisas
interessantes. Primeiro, ele fala que as
pessoas que estavam em Kran ele, elas
tinham um calendário diferente do
calendário usado pelos demais judeus.
Eles tinham um calendário de 364 dias.
Eh, vou colocar aqui para vocês, olha.
Tá bom? 364 dias. É quase um calendário
solar normal, 365, né? e que os
moradores de Cumran, provavelmente os
Esênios, eles então fizeram o seguinte,
tendo um calendário solar,
diferente dos hebreus, que tinham um
calendário lunar,
isso fazia com que a Páscoa todos os
anos caísse no mesmo dia, que o
calendário era fixo. E cairia quando?
Sempre numa terça-feira.
Eles matariam o cordeiro na terça-feira
e comeriam o cordeiro à noite, que seria
então o dia seguinte. Para eles, em
qualquer ano, o dia 14 de Nissã ia dar
sempre numa terça-feira. Então, alguns
alguns pensam que a Páscoa que Jesus
comeu foi a Páscoa dos Enênios. Ele
teria comido a Páscoa na terça-feira à
noite,
enquanto a Páscoa dos judeus seria só na
sexta-feira à noite. Por isso que João
está falando da Páscoa dos judeus,
enquanto os evangelistas estão falando
da da Páscoa dos Esênios. Mas eu acho
isso um tanto controverso, tá bom?
Eh, uma outra explicação que foi dada
também por Joaquim Jeremias, um
respeitado teólogo, dizia que havia duas
Páscoas celebradas. uma por judeus que
moravam na Galileia, que celebravam num
dia diferente dos judeus que moravam na
Judeia. E Jesus, como Galileu, estava
celebrando a Páscoa no diferente. Seria
mais ou menos assim. Vocês sabem que os
católicos têm, por exemplo, o dia 12 de
outubro, que é o dia de Nossa Senhora da
Aparecida pros católicos. Então, imagine
só uma comparação para você entender
que os católicos da região sudeste
comemoram o dia de Nossa Senhora
Aparecida no dia 12 de outubro, mas os
católicos do Nordeste comemorass
comemorariam apenas uma comparação o dia
de Nossa Senhora Aparecida no dia 10 de
outubro.
Então, no calendário oficial da igreja,
nós teríamos dois dias de Nossa Senhora
Aparecida, um 10 de outubro, comemorado
pelos judeu, pelos católicos nordestinos
e um do dia 12 de outubro pelos
católicos do Sudeste. Seria mais ou
menos isso. Judeus da Galileia tinham a
Páscoa um ou dois dias antes dos judeus
da Judeia e Jesus vindo da Galileia,
então ele celebrou a Páscoa na data dos
judeus da Galileia e João considerou dos
judeus da Judeia. daí a aparente
discrepância. Eu tenho um problema
também com essa explicação, porque ela
ela falta dados assim tão precisos em
que pese a a erudição de Joaquem
Jeremias para falar que foi realmente
isso que aconteceu. Qual é a minha
posição quando Jesus celebrou a Páscoa e
como é que eu harmonizo João com os
demais eh evangelhos? Primeira coisa que
eu tenho em mente, de acordo com Gálatas
versículo 3, capítulo 3, versículo 10,
que eu vou ler para vocês, um texto
importantíssimo de Paulo. Paulo diz
assim, ó, Gálatas 3, versículo 10,
diz aqui: "Pois todos os que são das
obras da lei estão debaixo da maldição,
porque está escrito: "Maldito aquele que
não permanece em todas as coisas
escritas no livro da lei para
praticá-las".
Jesus praticou a lei. Mateus 5:17 Jesus
fala: "Eu não vim revogar ali os
profetas, vim para cumprir." Então
Jesus, ele foi nosso exemplo em tudo.
Jesus participou das reuniões pascais.
Jesus
levou oferta pro templo.
Lembra que mandou Pedro pescar e pagar
por si e por Jesus? Jesus eh elogiou o o
uma mulher lá. Jesus no Shabbat ia pra
sinagoga. Jesus cumpriu todos os
requisitos da lei. Então, se Jesus
realizasse a Páscoa numa data diferente
de 14 de Nissã, Jesus estaria
transgredindo a lei. Aí você pode falar:
"Tá, Rodrigo, mas os judeus da Galileia
não tinham outra data de acordo com
Joaquim e Jeremias, mas aqui não me
interessa a posição de um grupo ou de
outro". Jesus tinha que cumprir a lei,
não conforme a opinião de homens, mas
conforme estava prescrito na lei de
Moisés, que foi orientada pelo próprio
Jesus, que é Deus no Antigo Testamento.
Então, se no Antigo Testamento a Páscoa
era de 14 para 15 de Nissan, não faz
sentido Jesus comemorar a Páscoa numa
data diferente daquela que ele mesmo
determinou. Seria um contrassenso. Tá
bom? Quando você vai para Lucas,
capítulo 22 verso 14, ao falar da Santa
Ceia, diz assim: "Quando chegou a hora,
recostou-se à mesa com os 12. chegou a
hora, ou seja, a hora marcada, não uma
antecipação da Páscoa.
Outro detalhe, eh, quando você vai para
Marcos, capítulo 14, verso 12, que eu li
para vocês a descrição do momento em que
Jesus vai celebrar a ser com os
discípulos, diz assim, eh, Marcos,
capítulo 14, versículo 12.
Marcos capítulo 14, versículo 12. Está
aqui, olha. E no primeiro, ó, os
discípulos preparam a Páscoa. E no
primeiro dia da festa dos pães sem
fermento, quando se fazia o sacrifício
do cordeiro pascal, os discípulos de
Jesus lhe perguntaram: "Onde o Senhor
quer que nós preparemos pro senhor comer
a Páscoa?"
Então esse detalhe de Marcos aqui é
muito claro. Jesus comeu na época dos
pães ásimos, os pães sem fermento, não
foi numa data diferente. Então essa foi
a última Páscoa que jamais seria
guardada se Jesus fizesse numa data eh
errônea. Então, como é que eu posso
harmonizar João e os demais sinóticos?
Eu vou explicar a vocês como é que eu
harmonizo. Primeiro,
João capítulo 18 verso 28 diz assim:
"Olha, João capítulo 18 verso 28, quando
fala que os homens diante de Pilatos
pediram para não queriam se contaminar".
João capítulo 18 versículo 28.
Estou no livro de Atos aqui. João
18
208.
Vamos aqui. João 18:28.
Depois levaram Jesus da casa de Caifás
para o pretório. Jesus já tinha comido a
Santa Ceia aqui. Era cedo de manhã. Eles
não entraram no pretório para não se
contaminar, pois somente assim poderiam
comer a Páscoa. Que Páscoa seria essa?
Não era necessariamente a ceia do
cordeiro. Lembra que eu falei com vocês
que posteriormente a celebração da
Páscoa dava vários dias de festa? Então,
no começo, o dia de comer o cordeiro
pascal era um só.
Então você só comia a Páscoa num dia, no
dia 15 de Nissan, mas depois com o
templo você ainda ficava comendo a
Páscoa durante s dias quando você comia
os pães sem fermento e além do raguigá,
que era aquela carne especial do outro
cordeiro. E essa essa refeição que você
tinha nos sete dias seguintes também era
chamada de refeição de Páscoa. tão
diferente. Deixa eu até voltar aqui o o
slide. Eu vou voltar para um slide que
eu já tinha mostrado para vocês, para
ficar bem claro para vocês entenderem.
Então, na época de Jesus, só um
minutinho que eu vou achar essa passagem
aqui. Olha, olha bem, vamos voltar para
esse slide aqui. Veja, você tinha a
Séder, que é a refeição de Páscoa, na
noite do dia 15,
mas durante o dia 16, 17, 18, 19, 20 e
21, seis dias depois ou sete, se contar
com o dia 15, você ficava sempre comendo
os pães sem fermento.
que toda a refeição durante os próximos
dias que envolvia o pão sem fermento,
além da carne do raguigá, era
considerada uma refeição pascal.
Então, embora o cordeiro de Páscoa fosse
comido apenas na noite do dia 15, a
refeição pascal envolvia mais do que
simplesmente comer a carne do cordeiro.
A refeição pascal envolvia todas as
outras ceias que eles teriam durante os
s dias do pão sem fermento. Ficou claro
isso para vocês?
Uma outra coisa que me chama atenção
aqui, eu quero eh destacar para vocês, é
que quando João fala era a preparação
dos da da ceia da Páscoa, João capítulo
19 versículo 14, eu vou ler para vocês
na Bíblia. E era a preparação da Páscoa
por volta do meio-dia. E Pilatos disse
aos judeus: "Eis aqui o rei de vocês".
Ora, se eu olhar assim rapidamente,
parece que a Páscoa não tinha começado,
porque naquela sexta-feira é chamada de
preparação para Páscoa, mas vamos por
partes. No grego você tem literalmente a
expressão eh parasque tu pasra. Parasque
é o nome de sexta-feira. Até hoje no
grego moderno, sexta-feira é parasqueê.
Parasqueê é a preparação. Por quê?
Porque era o dia antes do Shabbat.
Então, por isso que é chamado o dia da
preparação. E a expressão parás tu pásra
significa a sexta-feira da Páscoa. E a
Páscoa, como eu falei, durava s dias.
Oito, se você considerar a o o
sacrifício do cordeiro pascal, eu
coloquei seis, né? Na verdade tem que
ser assim para ficar correto, tá bom? A
Páscoa durava s dias, porque veja bem,
ou oito, você matava o cordeiro pascal
um dia. Naquela noite você comia a carne
do cordeiro pascal e começava a comer os
pães sem fermentos durante os sete
próximos dias.
Então, a Páscoa durava uma semana e um
dia. Uma semana e um dia em que os
peregrinos ficavam em Jerusalém comendo
a Páscoa. Então, eu poderia falar o o
sábado era shabbato, eu poderia falar
aquele sábado de Páscoa, o primeiro dia
da semana de Páscoa e a Paráqueé, a
sexta-feira de Páscoa, tá bom? João
19:31 quando fala grande era aquele
sábado é porque lembra que eu mencionei
para vocês no início do vídeo que o dia
de Páscoa também era considerado um
chabbato cerimonial. É como se fosse um
um dia de descanso espiritual. E quando
coincidia que você tinha um feriado
de Páscoa e um sábado logo em seguida,
eles falava grande sábado. É igual a
gente tem aqui no Brasil quando tem um
feriado
nas na sexta ou na segunda e o pessoal
fala feriado prolongado. Feriado
prolongado, que é coincide com o final
de semana, onde muitas pessoas não
trabalham, mais um dia extra de de
feriado. Então a gente chama de feriado
prolongado. Eles chamavam de grande
sábado ou shabbat ragadol, o grande
sábado, porque você pegava um feriado
religioso, que era um sábado, porque no
feriado religioso também não trabalhava,
mais o Shabbat, que era o feriado judeu
semanal. Então, nesse dia não havia
trabalho. Sendo assim, eu entendo que
Jesus
comeu a Santa Ceia no dia correto da
Páscoa,
tá bom?
O evangelho de João não está
contradizendo isso. O evangelho de João,
quando está falando que aqueles homens
não tinham comido ainda a Páscoa, era
alguma das refeições dos dias seguintes
que eu falei que você ficava durante ito
dias ou s dias comendo refeição pascal.
Tá bom? Eu vou apresentar para vocês
agora uma reconstituição eh cronológica
da semana da paixão. Então, dia 9 de
Nissan, que seria uma sexta-feira, Jesus
chega a Betânia e vai pra casa de Marta,
Maria e Lázaro. Ele vai pra casa de
Marta e Lázaro. No dia 10 de Nissan, que
seria um Shabat, Jesus repousa ali
e à noite daquele dia tem uma refeição.
Jesus é ungido por Maria Madalena. No
dia 11, que é o domingo, que os
católicos chamam de domingo de Ramos, a
entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
Dia 12, 13, Jesus está ensinando no
templo, seria a segunda e a terça.
Depois, na quarta-feira
à tarde, ah, perdão, na quinta-feira,
deixa eu só ver aqui que eu acho que eu
pulei um dia aqui. Deixa só ver aqui.
Não, exatamente. Desculpa, gente. A
entrada triunfal foi no dia 11, depois
dia 12 e 13. Jesus ensina no templo e
tem debates ali no templo no dia 14 de
Nissã, tá bom? Que seria uma
quinta-feira do nosso calendário. O
cordeiro Pascal é morto. Na quinta-feira
à noite.
À noite, tá certo. Pera aí, gente. Eu
acho que eu cometi um eu eu tô vro aqui
no no gráfico. Perdão. Tá faltando um
dia que ele pulou. Agora que eu vi, ele
pula eh da quarta para sexta-feira.
Então me perdoem que tem um erro aí eh
porque não levou em consideração a
questão do pôr do sol. Me desculpe, mas
de deu para vocês entenderem, né?
Naquela quinta-feira virou o pô do sol.
A noite já seria dia 15. Jesus come o
cordeiro pascal. E no dia 15, durante o
dia, que seria a sexta-feira, Jesus é
condenado e crucificado. Depois eu tenho
que corrigir esse slide aí que acabou
comendo um dia ele tá com erro, mas deu
para vocês entenderem. OK.
Agora, a partir disso aqui,
eu volto à pergunta.
Jesus, então,
morreu na Páscoa ou não morreu na
Páscoa, não é? dentro dessa desse
cronograma e como a gente aprende que
seria justamente a questão dos dias de
Páscoa. Vamos colocar aqui no quadro e
você vai entender. A primeira coisa que
nós temos que levar em consideração,
isso ajuda também na harmonização entre
João e os sinóticos, é que a própria
literatura judaica
e e também até Bíblia às vezes é um
pouco,
não digo dúbia, mas ela não é tão
precisa ao falar o nome Páscoa. Existe
um sentido mais específico e um sentido
mais amplo para falar da Páscoa. Vou
mostrar para vocês. Por exemplo, quando
você vai na Torá, Levítico 23 verso 5,
diz assim: "No 14º dia é Páscoa do
Senhor".
Então, a Páscoa é dia 14.
A Páscoa é o dia que mata o cordeiro, tá
bom? O dia 15 em diante é chamado festa
dos pães asmos. Então, se você olhar pro
Levítico, há uma distinção entre Páscoa
e festa dos pães ásmos. A Páscoa é no
dia 14. Então, se eu pegar essa
nomenclatura, Jesus não morreu na
Páscoa, porque ele ele foi morto, como a
gente já falou aqui pelos evangelhos
sinóticos, ele foi morto depois que o
cordeiro pascal foi sacrificado. Tá bom?
Mas Filon de Alexandria e Josefo,
eles também mantém essa essa distinção.
Eles colocam o 14º dia é o período do
sacrifício. E ambos falam: "Esse é o dia
de Páscoa." E eles falam que a festa
começa no dia 15. Mas quando você vai
pro período do Talmud e da Mishncla
entre os judeus. Por quê? Eles chamam o
dia 14 de pessar, véspera, preparação de
Páscoa, e colocam a Páscoa começando na
noite do dia 15
e durante todos os dias seguintes como
sendo Páscoa.
Então a Páscoa seria não o dia do
sacrifício do cordeiro, mas o dia da
refeição pascal e os dias seguintes. Viu
que mudou
no Novo Testamento, se você pegar várias
passagens, por exemplo, Marcos, capítulo
14, versículo 12, funde o o dia 14 e o
dia 15, que fala no primeiro dia dos
pães asmos, quando sacrificavam o
cordeiro.
Então ele coloca como sendo um evento
só, um dia só. E João capítulo 18 verso
21, os sacerdotes não tinham comido a
Páscoa, mas é uma das refeições pascais.
Então, quando a gente olha isso aqui, a
gente percebe que tem uma
tem uma uma demonstração, uma forma de
falar da Páscoa de maneira específica,
um dia só, ou de maneira um tanto ampla,
toda a festa da Páscoa. Aí, a partir
dessa distinção, eu tenho que, no
primeiro momento, dar duas respostas
para vocês. Jesus morreu na Páscoa? Sim
ou não? Depende do que que você quer
dizer com Páscoa. Se você tá seguindo a
nomenclatura mais antiga, que a Páscoa é
o dia do sacrifício do cordeiro, então
Jesus não morreu na Páscoa, ele morreu
depois. Se você seguir a nomenclatura da
época do Novo Testamento, quando a
Páscoa era a festa que durava aí 78
dias, então Jesus morreu na Páscoa, que
ele morreu durante as celebrações de
Páscoa, não no dia em que o cordeiro
pascal foi morto, mas nas celebrações de
Páscoa. Tudo bem? Agora nós vamos paraa
última parte da nossa conversa aqui, que
é com relação à Páscoa que nós temos
agora, tá chegando agora semana que vem.
Aí entra um grande debate.
Até em inglês ficaria melhor esse
trocadilhilo porque em inglês eles têm a
diferença entre a Passov Easter.
Passover é o nome em inglês paraa Páscoa
dos judeus e Easter é o nome em inglês
paraa Páscoa cristã. Aqui no Brasil, em
português, nós não temos distinção. A
gente usa a palavra Páscoa para ambos os
eventos. Mas e aí? A Páscoa dos judeus,
como vocês aprenderam aqui, ela começava
a ser comemorada no dia 14 de Nissã.
Era o dia do sacrifício do cordeiro, tá
certo? Beleza? ou pegar num clatura
antiga mais simplória, o dia 14 de noção
dia de Páscoa. A nossa cai sempre num
domingo, que é a primeira lua cheia após
o equinócio primaveril do hemisfério
norte. Então, pode olhar que a Páscoa
cristã todo ano cai no domingo. Faça
chuva ou faça sol, cai no domingo. A
Páscoa judaica não. A Páscoa judaica,
entenda que é como se fosse uma data
fixa, não um dia fixo.
A Páscoa judaica é como por exemplo, meu
aniversário é 31 de de hoje é
aniversário da Laura, vou falar o
aniversário. Hoje é aniversário da minha
esposa, da Laura. Eh, esse ano o
aniversário da Laura está caindo numa
segunda-feira,
tá bom? dia 30 de março, eh, no ano
passado que no domingo, no ano que vem
vai cair numa terça. Se for no bsto
pula. Mas sempre assim, cada ano cai
numa num dia diferente.
A Páscoa judaica é uma data, a Páscoa
cristã é um dia, é sempre o domingo,
sempre aquele domingo. E aí, Rodrigo,
será que Jesus morreu então na Páscoa
cristã? Não, Jesus não morreu na Páscoa
cristã, que ele morreu na Páscoa
judaica. Então, essa data que nós
comemoramos agora não tem nada a ver em
termos cronológicos com a morte e
ressurreição de Jesus. Não coincide. Tá
bom? Agora,
eh, vou colocar no quadro aqui as
diferenças entre a Páscoa Cristã e a
Páscoa judaica. Páscoa judaica, 14 de
Santo. Eh, segui o calendário lunar,
representava a libertação do Egito. A
Páscoa cristã é sempre um domingo.
Seguimos um calendário solar gregoriano
e falamos da ressurreição de Jesus.
Agora você pode perguntar assim:
"Rodrigo, como é que foi essa mudança na
história?" Aí eu vou ter que contar para
você aquilo que nós chamamos de querer
pascal. A querela Pascal foi uma briga
que começou desde o segundo século de
nossa era. Irineu de Leon, que eu
estudei muito Santo Irineu no mestrado
em teologia, ele falava já dessa briga e
ela envolveu o bispo de Roma, o Papa
Vittor, e envolveu Policarpo.
Eh, o Papa Victor
deu um decreto em Roma que falou o
seguinte: "Escuta, tem cristão
comemorando a Páscoa no dia que os
judeus comemoram e o Papa Victor não
gostava dos judeus. Vamos parar com
isso. Os cristãos têm que comemorar a
Páscoa é sempre no domingo, porque Jesus
ressuscitou no domingo e não é para
comemorar junto com os judeus, não. Aí
Policarpo de Esmirna veio
defendendo o outro grupo. Havia vários
cristãos do Oriente e da Ásia Menor
fala: "Não, senhor, nós comemoramos a a
Páscoa sempre no dia 14 de Nissã". As
igrejas seguem assim. Esse grupo até foi
até apelidado de quatro,
que significa eles comemoram no 14º dia,
conforme a Páscoa judaica. E que foi
aquela briga, briga, briga, briga,
briga.
Muita gente pensava: "Bom, Policarpo tá
mais próximo porque Policarpo foi
discípulo do apóstolo João. Ele conhecia
mais a fonte apostólica do que São
Víctor no final do do segundo século.
São Víctor é 195, Policarpta. Bem, bem
antes disso, a questão foi decidida no
concílio de Niceia. No concílio de
Niceia, entre as várias questões que
eles estavam discutindo ali, houve essa
questão do que eles chamam querela
Pascal. Aí, Constantino,
isso está no Vita Constantino, escrito
por Eusébesaré, ele falou assim: "Não,
os cristãos vão celebrar a Páscoa no
primeiro domingo, né, do equinóscio
primaveril, depois do equnócio
primaveril e não como aqueles odiosos
judeus." Então você vê que pelo texto
preservado por Eusébio de Cesareia, o
Constantino também não gostava dos
judeus. Aí, para ser muito honesto com
vocês, a gente tem alguns dilemas aqui,
porque essa comemoração da Páscoa que
nós temos não foi decidida por uma
questão bíblica, ela foi decidida por
uma questão política
antissemita.
Um decreto expedido por um imperador de
Roma mandando na igreja o que que a
igreja deve fazer. Ele ele sancionou,
acabou. A paz vai ser comemorada agora é
sempre num domingo para marcar a
ressurreição de Jesus. Se eu olhar
por esse prisma,
essa Páscoa não deveria ter nada a ver
com com os cristãos. Nós deveremos
comemorar como judeus no dia 14 de
que tem essa semana é de origem romana,
é do imperiador, imperador que decidiu e
por uma uma motivação, repito, não
bíblica de ódios judeus, uma motivação
antissemita.
Mas calma, não vamos tão rápido assim
tomar decisões. Vamos deixar a Bíblia
falar.
De acordo com o Novo Testamento, nós
percebemos que os cristãos já não
estavam mais tão presos a guardar a
Páscoa no mesmo dia dos judeus.
E por uma razão muito simples,
a Páscoa judaica
deveria representar de maneira
profética, simbólica e tipológica
a vinda do Messias que viria morrer por
Israel, não só por Israel, mas pelo
mundo inteiro. E quando esse Messias
veio,
não havia mais necessidade de sacrificar
cordeiros, porque de acordo com o João
Batista, ele Cristo era o cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo. E na
teologia, quando o tipo encontra o
antítipo, o tipo perde a sua função.
Você entendeu? Perde a sua função. Eu
vou explicar aqui, você vai entender.
Quando você está noivo de uma pessoa,
você usa aliança na mão esquerda, na mão
direita. Quando você tá noivo, você usa
aliança esquerda. Não vou apertar demais
que eu tô com medo dela não sair depois.
Eh, você usa aliança na mão direita.
Isso aqui é um uma tipologia
do seu casamento. Todo mundo que vê você
com aliança na mão esquerda sabe, você
está comprometido a em breve se casar
com alguém. Quando você vai pro altar e
recebe a sua noiva como esposa, você
pega a aliança que antes ficava na mão
direita e passa a usá-la agora na mão
esquerda.
Não faz mais sentido usar a aliança
aqui, porque agora o tipo encontrou o
antítipo, ou seja, cumpriu o objetivo.
Agora você está casado.
Usar a aliança aqui era apenas uma
maneira, uma sombra, uma forma de
anunciar o que viria depois. Tá certo?
Agora que você está casado, não há mais
necessidade disso. O sacrifício de
cordeiros era uma aliança na mão
direita. significava apenas que o
cordeiro de Deus viria. Então, quando
ele veio, não precisa mais disso aqui,
de sacrifícios. Se os cristãos
continuassem, os cristãos de origem
judaica, especialmente, comemorando a
Páscoa, comendo o cordeiro no templo de
Jerusalém, antes dele ser destruído no
ano 70, isso significa que eles estavam
desmentindo que Cristo veio. Seria um
contrassenso.
Seria como um casado insistir e usar
aliança na mão direita depois de ter
casado. Então, passa-se a impressão que
a ceia pascal do judaísmo foi
substituída pela Santa Ceia do
cristianismo,
tá bem? E aí essa Santa Ceia já não
estava mais atrelada à data dos judeus.
Então, por isso que eu não preciso ficar
muito preocupado em celebrar a Páscoa no
14 de Nissan. Eu vou mostrar algumas
passagens bíblicas para vocês. Lembra
que eu falei que a Páscoa só poderia ser
comemorada em Jerusalém? Pois é. No
encontro que Jesus teve com a mulher
samaritana, ele falou para ela: "Mulher,
crê-me, vem a hora em que nem nesse
monte, nem em Jerusalém, adorareis o
Pai. Mas vem a hora e já chegou que os
verdadeiros adoradores adorarão ao Pai
em espírito e em verdade. Alguns
acreditam que a questão da Páscoa
poderia estar nessa conversa de Jesus
com ela. Porque uma das brigas entre
judeus e samaritanos é porque os judeus
diziam: "O único lugar que Deus aceita
que o cordeiro pascal seja consumido e
com eh sacrificado, consumido e comido é
em Jerusalém. Mas os samaritanos não
podiam ver Jerusalém ao templo. Eles
tinham um templo paralelo em em Jerizim,
no monte Jerizim. Então a mulher joga
para Jesus, escuta, vocês falam que o
lugar de adorar em Jerusalém, mas nossos
pais adoraram aqui no Monte Jerizim. Aí
Jesus disse: "Mulher, está chegando a
hora que não vai ser nem aqui em
Jerizim, nem em Jerusalém, será em
espírito, em verdade." Quando Jesus
desloca a adoração do Pai de um lugar
específico, obrigatório, ele também tá
deslocando um dos fundamentos da Páscoa,
que só poderia ser comemorada em
Jerusalém. Aliás, a rigor, hoje nenhum
judeu comemora a Páscoa como era nos
tempos da Bíblia. Porque não há mais
sacrifício de cordeiros em Jerusalém.
Então essa Páscoa que os judeus
comemoram hoje, mesmo sendo na data
certa, 14 de Nissã, não é o evento certo
do ponto de vista bíblico, que eles não
comemoram sacrificando o cordeiro. Não é
mais como Moisés prescreveu. Até eles
também fazem uma Páscoa que não é
exatamente aquela dos seus antigos
ancestrais.
Aí alguns pensam: "Jesus então
substituiu para o domingo?"
Bom, aí eu tenho que tomar cuidado com
uma coisa, porque o livro de Atos dos
Apóstolos tem duas passagens e
perseveravam na doutrina dos apóstolos,
na comunhão e no partir do pão e nas
orações. Muitos pensam: "Olha, o partir
do pão passou a ser agora a Santa Ceia,
que substituir a Páscoa, sempre
celebrada, celebrações contínuas. Só que
esse texto é dúbio para dizer uma coisa
ou outra, porque esse partir dos pães
poderia referir-se tanto a uma questão
litúrgica como apenas uma maneira de
solidariedade entre os cristãos. Porque
na continuidade do do texto diz: "Todos
os que criam estavam juntos e tinham
tudo em comum."
Tudo em comum. Então, será que ele está
falando de eucaristia ou tá falando dos
irmãos repartindo o pão? O texto não é
muito claro para uma coisa nem para
outra. Ele aponta para as duas
possibilidades, tá bom? E olha, na
continuação, algumas falam assim: "Pois
é, aqui já era a Santa Sia no domingo".
Não, não é bem isso. Fala assim, ó.
Diariamente perseveravam unânimes no
templo. Diariamente.
Então, não era só no domingo. Então,
alguns que tentam pegar esse texto para
falar: "Não, a a Páscoa tem que ser no
domingo, porque a Santa Ceia Jesus
instituiu para ser no domingo." O texto
não diz isso na Bíblia.
Então, cuidado também. Alguns querem
justificar, mas tá certo se no domingo,
porque Jesus ritou no domingo. Não,
calma. Um outro problema é é pegar essas
outras passagens aqui, olha, Atos
capítulo 20 versículo 7. Mas eu agora em
Atos fala que eu já vi vários teólogos
falando disso na internet. Tá claro que
a a Santa Ceia passou a ser no domingo
já na igreja de Atos. Olha o que diz
Atos 20 verso 7. No primeiro dia da
semana, estando nós reunidos para partir
o pão, Paulo falava com eles, prolongou
sua mensagem até a meia-noite. Primeiro
lugar, diz que eles estavam reunidos no
primeiro dia da semana, não que eles se
reuniam no primeiro dia da semana. O
modo do verbo em grego e português é
muito claro. Diz que eles estavam
reunidos. Não fala que eles se reuniam.
E outra coisa você tem que lembrar, você
que vai pro catecismo, pra escola
dominical, você lê isso aqui, já pensa
reunidos no primeiro dia da semana, você
pensa todo na escola dominical ali
domingo de manhã. Não, lembre-se que eu
já falei aqui que o dia é de pôr do sol
a pôr do sol.
E nesse eh primeiro dia da semana
era uma prolongação do Shabat,
que olha, Paulo prolongou a mensagem
dele até meia-noite. Então foi à noite.
Então quando seria a noite do domingo no
calendário judeu? Depois do pô do sol de
sábado.
Então muita gente lê isso rápido, já
pensa na escola dominical domingo de
manhã. Não terminou o Shabat, talvez a
igreja estava reunida no Shabbat e
passou o Shabat, eles foram ter a
refeição comunitária, porque as
refeições geralmente eram à noite.
Então eles tiveram a refeição logo
depois do Shabbato. Logo depois do
Sabato, no pô do Sol é domingo. Então
não é que eles agora vamos celebrar o
domingo por causa da ressurreição de
Jesus. Não, não é porque terminava o o
ofício da igreja no Porto do Sol do
sábado, a refeição principal sempre era
a noite, tá bom? Não tinha café da
manhã, nem almoço especial como nós
temos hoje. Quando Jesus comeu com
Nicodemos, foi à noite. A Santa Ceia foi
à noite. A as refeições sempre Jesus foi
na casa do fariseu, era a noite. As
refeições eram jantares. Então, como a
igreja tinha tudo em coinonia, em
comunidade para partir o pão, eles são
partiu o pão depois que terminou a
celebração do Sabat. Passou para outro
sol, sábado à noite é domingo para eles.
E a prova que isso não pode ser
celebração da ressurreição de Jesus é
que Jesus ressuscitou. No domingo de
manhã que Maria Madalena vai lá e
encontra a pedra removida, não é no
sábado à noite. E aqui também não fala
nada de ressurreição de Jesus. Primeiro
Coríntios 16 verso 2, Paulo fala: "No
primeiro dia de cada semana, cada um de
vocês separeia conforme a sua
prosperidade e vá juntando para que não
seja necessário fazer coletas quando eu
for". Aí tá vendo todo domingo muito
claro aqui não fala nada que eles
estavam reunindo no domingo para
celebrar a ressurreição de Jesus. Não
tem nada disso no texto. Isso aí além do
que o texto está falando. E um outro
detalhe aqui não era recolher a oferta
no culto. Olha o que o texto fala. No
primeiro dia de cada semana, cada um de
vocês separe uma continha conforme a sua
prosperidade e vá juntando. Quer dizer,
junte, comece no primeiro dia, depois no
segundo, terceiro, quarto dia para não
recolher no dia que eu for. E o primeiro
dia da semana era quando os
trabalhadores do campo ganhar, recebiam
a sua, o seu salário. Tá bem? Eh, e
outro detalhe,
eh, eu vejo que hoje na cultura cristã
fala-se muito da Páscoa como a
ressurreição de Jesus, mas em nenhum
lugar da Bíblia a Páscoa é atrelada à
ressurreição de Jesus.
A Páscoa é atrelada à morte de Jesus.
Então, se tem um dia da semana santa que
é atrelada à Páscoa, seria a sexta-feira
da paixão e não o domingo. Domingo não
tem nada a ver com a ressurreição. O
domingo seria as primícias. Seria as
primícias. Tá bom? Olha o que diz aqui,
por exemplo, Primeira Coríntios,
capítulo 11:26. Porque todas as vezes
que comerdes esse pão, Jesus instituído
a Santa Ceia, beberdes esse cálice,
anunciais a morte do Senhor até que ele
venha. Então, a a Eucaristia, a Santa
Ceia, o culto é para anunciar a morte do
Senhor, não a ressurreição do Senhor até
que ele venha. Então, Páscoa não tem
nada a ver com ressurreição do Senhor.
Se a Santa Ceia começou numa numas numa
ceia de Páscoa, num céder de Psar, e
Jesus cristianizou aquele evento, ali,
aquele evento estava marcando não a
ressurreição dele, a morte dele. Ó o que
Paulo falou: "Anunciais a morte do
Senhor." Primeiro Coríntios 5, verso 7.
Porque Cristo, nossa Páscoa, foi
sacrificado. Não fala Cristo, nossa
Páscoa, ressuscitou. João 19:36. Porque
essas coisas aconteceram para que se
cumprisse a escritura. Nenhum dos seus
ossos será quebrado. João aqui está
citando Êxodo 12:46,
que é uma uma lei de Moisés relacionada
à Páscoa, ao sacrifício. E Lucas 22:15.
Desejei muito comer essa Páscoa convosco
antes de padecer. Então, de novo, a
Páscoa não tem a ver com a ressurreição
de Jesus. Tá bem? Então, com base nesses
textos, nós podemos entender que eh o
cristão não precisa necessariamente
estar atrelado ao dia 14 de inicição dos
judeus e nem celebrar a Páscoa como os
judeus.
Mas é importante ele entender que a
Santa Ceia é o substituto cristão da
festa judaica da Páscoa. E quando
deveria ser a Santa Ceia, a Bíblia não
estabelece.
Não tem nada na Bíblia que fala que a
Santa Ceia tem que ser sempre no
domingo, que a Santa Ceia é a cada 15
dias, que é uma vez por ano, duas vezes
por mês, não existe nada. A Bíblia só
fala como deveria ser a Santa Ceia,
participação do pão e do vinho,
representando o corpo e o sangue de
Cristo. Então essa é a nossa Páscoa,
porque se Jesus não tivesse morrido na
cruz do Calvário,
essa conversa não estaria acontecendo.
Eu espero que você tenha gostado dessa
explicação. Eu espero que ela tenha sido
respeitosa para com aqueles que têm um
pensamento diferente do meu ou que tem
um credo religioso diferente do meu. Mas
acima de tudo, Deus é o nosso pai e
Jesus morreu por nós e é isso que
importa, tá bom? E só para não perder o
jargão, esqueça esse negócio de
coelhinho de ovo, de chocolate, porque
isso realmente não tem nada a ver com
Páscoa, nem aqui, nem no céu. Deus
abençoe sua vida. Um grande abraço. Não
esqueça de se inscrever no Bíblia
Comentada e você vai ganhar conhecimento
bíblico e ajudar as pessoas vítimas lá
no estado de Minas Gerais. Deus abençoe
vocês. Um grande abraço e até o nosso
próximo encontro. Ciao. Ciao.

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