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A fé vem pelo ouvir

Jogando fora o material ruim – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

Jogando fora o material ruim – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

Jogando fora o material ruim – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

Nesta mensagem em 1 Pedro 2:1–5, aprendemos uma verdade simples e poderosa: ninguém constrói nada bom usando material ruim.

Usando a imagem de uma construção, a pregação mostra que a vida cristã também exige discernimento sobre o que deve ser descartado e o que deve ser cultivado. Pedro nos chama a abandonar pecados como maldade, engano, hipocrisia, inveja e maledicência, porque esses elementos corroem a alma e comprometem a obra que Deus está realizando em nós.

Ao mesmo tempo, somos exortados a desejar intensamente a Palavra de Deus, como crianças recém-nascidas desejam leite. É a Palavra que alimenta, fortalece, amadurece e sustenta o crescimento espiritual do cristão.

Cristo é a pedra principal, perfeita e preciosa. Nós somos pedras vivas sendo edificadas sobre ele. Deus não usa “material ruim” em sua obra, mas ele restaura, purifica e transforma pecadores arrependidos para que sejam úteis em seu reino.

Uma mensagem sobre santidade, crescimento espiritual, abandono do pecado e fome pela Palavra de Deus.

INFORMAÇÕES:
Pastor: GUILHERME ALCÂNTARA
Passagem: 1 Pedro 2.1-5
Série: Cristãos: um edifício em construção

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
0:00 — Leitura de 1 Pedro 2:1–5 e oração
2:45 — A ilustração do Palace 2 e a tese da mensagem
5:35 — Ninguém constrói nada bom usando material ruim
8:05 — Aplicando a metáfora da construção à vida cristã
10:55 — Primeiro passo: abandonar o pecado
12:49 — O “vício oculto” do coração humano
15:42 — Pedro ordena: deixem de lado o que corrompe
16:49 — Maldade: o mal planejado no coração
28:35 — Engano: a trapaça e a mentira disfarçada
30:16 — Hipocrisia: viver de máscara diante dos outros
34:38 — Inveja: o pecado que corrói relacionamentos
37:07 — Maledicência: o pecado destrutivo da língua
41:42 — Segundo passo: desejar a Palavra de Deus
43:04 — A Palavra não só combate o mal, ela edifica
44:20 — Como recém-nascidos, desejem o leite espiritual
46:21 — O evangelho transforma também os nossos desejos
47:58 — O crente precisa da Palavra como o bebê precisa do leite
50:11 — Crescimento espiritual saudável vem da boa nutrição bíblica
53:00 — Cristo, a pedra principal, e nós, pedras vivas
54:17 — O material ruim deve ser jogado fora
55:24 — Deus usa material restaurado pela graça
56:41 — Deus está construindo algo maior do que vemos
57:45 — Oração final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Quero convidar a todos para que abram
suas Bíblias na primeira epístola de
Pedro, capítulo 2.
Nós vamos fazer a leitura, meus irmãos,
agora dos versos iniciais,
do verso 1 ao verso 5, mais
precisamente. Primeira epístola de
Pedro, capítulo 2,
do verso 1 ao verso 5.
Palavra de Deus nos diz: "Portanto,
abandonem toda maldade, todo engano,
hipocrisia e inveja, bem como todo tipo
de maledicência,
como crianças recém-nascidas,
desejem o genuíno leite espiritual, para
que por ele lhes seja dado crescimento
para a salvação, se é que vocês já têm a
experiência de que o Senhor é bondoso."
Chegando-se a ele a pedra que vive,
rejeitada sim pelos homens, mas para com
Deus eleita e preciosa. E também vocês,
como pedras que vivem, são edificados
casa espiritual para serem sacerdócio
santo, a fim de oferecerem sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por meio
de Jesus Cristo. Vamos orar, irmãos.
Senhor Deus, Pai de toda misericórdia,
Pai de consolação,
Deus de amor e graça, que nos salvou,
que nos redimiu, nós estamos aqui para
ouvir a tua voz. Dentre as muitas coisas
que podemos fazer na nossa vida.
Certamente, ó Pai, esta é a mais
importante. Queremos que o Senhor fale
conosco, que o Senhor nos oriente, que o
Senhor conduza a nossa caminhada, que o
Senhor corrija os nossos passos. Porque
queremos fazer o bem, porque queremos
ser compatíveis com aquilo que o Senhor
nos revela. Porque queremos nos parecer
com o nosso Salvador e Redentor Jesus
Cristo. Por isso, cumpre esses
propósitos em nossa vida. Chama a nossa
atenção, ó Deus, para que sejamos
crentes mais dedicados, crentes mais
conscientes, mais santos, que estejam
aos teus pés para ouvir os teus
ensinamentos e se deleitar neles em nome
e para a glória de Jesus. Amém.
Há quase três décadas acontecia uma das
maiores tragédias da história da
engenharia civil no Brasil. Muitos aqui
vão lembrar e outros já ouviram falar do
desabamento parcial seguido de uma
implosão total do edifício Palace 2 na
cidade do Rio de Janeiro. Uma edificação
que tinha ficado pronta em 1996
ruiu 2 anos depois, em 1998.
Algumas pessoas morreram naquela
ocasião, muitas outras tiveram que
amargar um longo período de sofrimento
depois de verem o seu sonho, seu
patrimônio, seus investimentos se
esfaccelarem no chão praticamente da
noite para o dia. O país inteiro ficou
comovido com a dor daquelas famílias e
começava ali também uma investigação
técnica misturada a uma forte cobertura
da imprensa que se desdobrou em uma
demorada disputa judicial. Pessoas
inocentes, infelizmente, não foram
ressacidas e sofreram um prejuízo do
qual nunca se recuperaram. Na apuração
das responsabilidades e dos motivos que
causaram aquele colapso entre laudos
divergentes oriundos dos órgãos públicos
e também contratados pelas vítimas,
surgiram tanto constatações quanto
alegações que apontavam dois fatores
principais que justificariam o
desabamento. Primeiro, um erro grave e
grosseiro de cálculo estrutural, ou
seja, teria havido uma falha na
dimensão, no dimensionamento dos
elementos para garantir uma estrutura
que trouxesse segurança, resistência e
eficiência para a construção. Ora, quem
constrói sabe que precisa considerar a
quantidade, a grossura, a posição exata
das vigas, dos pilares, das lajens, das
fundações, para suportar o peso de
muitas toneladas, sem inclinar, sem
perder o eixo e sem tombar. A segunda
questão é que teriam sido utilizados
materiais de baixa qualidade. É claro
que quando se utiliza material inferior
corre-se um grande risco, porque
materiais considerados ruins,
inadequados ou impróprios podem quebrar
mais facilmente, não colar com precisão
algumas partes, comprometer o bom
funcionamento de alguma engrenagem e,
obviamente, oferecer um enorme perigo
para os usuários.
Valindo-nos aqui, irmãos, desse episódio
lamentável, mas que se tornou
emblemático, eu quero trazer a atenção
de vocês para o nosso texto, dizendo que
Pedro estabelece aqui para nós um
princípio muito importante. O foco do
nosso aprendizado nessa manhã é
demonstrar o seguinte: ninguém constrói
nada de bom usando material ruim.
E se você esquecer de muitas coisas do
que eu vou dizer hoje, grave isso.
Ninguém constrói nada de bom usando
material ruim.
É verdade que quando alguém vai, por
exemplo, reformar um espaço, há material
que pode ser reaproveitado para alguma
coisa e até mesmo que pode servir de
entulho. Bom, mas o construtor preparado
vai precisar avaliar e terá que ser
seletivo, entendendo que aqueles
materiais que forem tidos como
imprestáveis ou que estiverem seriamente
danificados ou que representarem um
excedente que só vai acumular e sujar o
ambiente, esses materiais precisarão ser
descartados, porque não dá para
edificar, para reciclar, para
reaproveitar Nada que seja considerado
tralha ou lixo sem serventia.
Não dá para aproveitar nada que possa
pôr em segurança as pessoas, possa pôr
em risco a segurança das pessoas.
Geralmente nas grandes construções são
utilizadas caçambas, onde se depositam
restos ou sobras de materiais que não
serão usados para os fins da nova obra.
Materiais ruins precisam receber uma
destinação que pode ser conveniente em
outro contexto, mas que no contexto de
uma obra nova e resistente precisam ser
descartados, precisam ser jogados fora.
Areia suja, cimento velho, tijolos
quebrados, madeira podre, plástico
frágil, telhado manchado, não irão
servir para uma obra de excelência. Se
você já teve então a experiência de
olhar, tocar, se você já perguntou a um
especialista e foi desencorajado, é
melhor não insistir. Materiais assim,
inclusive podem gerar um odor muito
forte, que já é um sinal de que os há
somente trará mais transtornos do que
soluções, porque, repito, não se
constrói algo bom usando material ruim.
Assim também é em nossas vidas, meus
irmãos. Assim também é em nossas vidas.
Tem pessoas que querem realizar um
grande empreendimento e miram alto, mas
elas usam um recurso indevido que pode
significar depois a sua própria queda.
Tem gente, por exemplo, que deseja
progredir na profissão, mas acha que
usar de suborno ou ultrapassa pode ser
vantajoso.
Tem gente que diz querer um bom
casamento, mas acha que procurar o
parceiro ou parceira da vida em lugares
impuros que ferem a dignidade humana
pode ser uma boa ideia.
Tem gente que quer ficar rico, mas cai
fácil em algum golpe, porque alguém o
convenceu de que seria interessante
trilhar um caminho duvidoso. Tem gente
que quer ficar forte fisicamente ou
bonito e busca a beleza escultural, mas
exagerou o anolizante, errou o
procedimento estético, calculou mal o
composto e aplicou produtos ruins para
economizar. quis economizar onde não
podia e acabou frustrado ou doente.
O tempo todo é assim. O tempo todo nós
estabelecemos propósitos e alguns
propósitos elevados na vida, mas é bom
começarmos a entender que não iremos
alcançá-los bem, a menos que façamos uma
boa análise do que é recomendável e do
que é desprezível, do que podemos usar e
do que nós não devemos cogitar, do que é
recomendável e do que é temerário.
Meus irmãos, Pedro já tinha falado do
amor ao próximo no final do capítulo
primeiro. Isso nós vimos em nossa
mensagem no domingo anterior. Agora, nos
versos da sequência que acabamos de ler,
ele está levando em consideração aquilo
que escreveu antes. É isso que nos
indica a conjunção. Portanto, no início
do capítulo 2, desde que começou a sua
carta, o apóstolo tratou sobre a
santidade e a conectou com a prática de
um amor fraterno, sincero, intenso e
permanente antes de iniciar essa nova
sessão. Ele segue então agora falando
sobre os crentes como um edifício em
construção. Ele afirma que nós somos
casa espiritual de Deus e nos diz que os
servos do Senhor devem fazer e em
relação a esse edifício, a igreja para
que ela continue se solidificando e
crescendo cada vez mais. A pergunta
chave agora que eu faço é: o que nós
precisamos fazer para construir bem?
Essa é a pergunta, meus irmãos. O que é
que nós precisamos fazer? para
construirmos bem e adequadamente.
Em primeiro lugar, nós podemos dizer,
com base em nosso texto, que é preciso
abandonar o pecado. Nós precisamos
abandonar as práticas pecaminosas.
Precisamos abandonar o pecado porque
estamos falando de uma construção de
natureza espiritual.
E eu digo para vocês, sempre que o
pecado é fomentado, alguma coisa desaba
ou explode lá na frente.
Sempre que a gente adota uma ideia ou
comportamento ruim, algum rastro de
destruição e sofrimento fica pelo
caminho.
Sempre que nós quisermos um resultado
bom, usando recursos indevidos, podemos
acabar em situações graves, de grave
crise, de grande angústia.
Nós não conseguimos o que queremos e
ainda pioramos a situação. Um prédio
pode até esconder ou camuflar por um
tempo que ele tem sérias avarias, mas
chega um dia em que tudo fica exposto,
tudo fica visível.
Tem coisa que é visível a olho nu,
sabemos disso. Tem coisa que fica
escondida e o nosso coração é sempre
enganoso.
Tem lixo, tem sujeira que às vezes está
impregnada e escondida lá no fundo do
nosso coração por causa da nossa
natureza caída, que precisa ser tratado
pelo Senhor. Então, não guarde em sua
casa a sujeira que fará mal a você e a
muitas outras pessoas.
Há uma expressão no direito chamada de
vício oculto, que diz respeito a
produtos ou serviços que apresentam
defeitos que não podem ser percebidos de
imediato, mas que se apresentarão com o
uso ou com o passado tempo. No que diz
respeito à vida com Deus e à fé. Há
também coisas que não são perceptíveis
de imediato, mas podemos garantir que o
vício oculto não fica oculto por muito
tempo. Peça então a Deus que conserte
logo o que precisa ser consertado. Não
alimente o seu coração com coisa
estragada.
Então, se alguém te fez uma proposta que
tem cheiro ruim, abra os olhos. Se
alguém te ofereceu algo podre, não
aceite. O forro mal feito pode cair
sobre a sua cabeça. A caixa d'água
estourada vai provocar desperdício e
infiltração.
Resolver as coisas do jeito certo dá
trabalho, meus irmãos, mas permite que
você durma tranquilo.
Adiar uma providência útil pode custar
bem mais caro. Então, não busque
atalhos, não se luda com os ídolos do
coração, não deixe a parede da sua alma
se impregnar do mofo enquanto você dorme
ressentido. Não permita que as
gambiarras provisórias que você criou
para ganhar tempo se tornem a solução
definitiva daquilo que não vai te deixar
em paz.
Na vida com Deus, a gente tem que
resolver os nossos problemas.
Na vida com Deus, a gente tem que buscar
o seu perdão.
Nós temos que pedir a sua orientação
para fazer o que é certo, mesmo que nos
custe caro.
Nós temos usado em nossa série a
metáfora da edificação que o escritor
realmente utiliza com o destaque.
Mas vejam que Pedro, irmãos, é bastante
perspicaz
de figuras distintas, porque nesses seus
escritos ele vai utilizar várias outras
comparações. Ele diz, por exemplo, que
os crentes são como o ouro que passa
pelo fogo para serem purificados. Ele
diz que os crentes são como peregrinos e
forasteiros nesse mundo. Ele fala da
palavra de Deus como a semente
incorruptível. Ele fala do diabo como um
leão que está pronto para nos devorar.
Ele fala de Cristo como o supremo pastor
e assim por diante. São várias imagens.
E em meio a metáforas inteligentes,
Pedro segue aqui em nosso texto dizendo
que é necessário que nós abandonemos,
que nós deixemos para trás as coisas que
nos atrapalham. E o pecado sempre
atrapalha. É como se ele dissesse:
"Removam da conduta ou removam da
conduta de vocês aquilo que é torpe,
aquilo que representa peso, aquilo que é
pecaminoso.
Carregar peso, nós sabemos, fere as
costas, entorta a coluna, nos faz perder
a corrida". Então, o verbo abandonem
usado aqui se refere a uma ação que
precisa ser completa. É esse o sentido
da palavra, uma ação completa.
Abandonem, deixem essas coisas de lado
mesmo. Não voltem para buscá-las. Que
isso fique no passado, que isso não faça
mais parte das suas opções de conduta.
Tentem imaginar de um jeito meio absurdo
que uma pessoa crente pensasse assim:
"Sabe de uma,
tem muito tempo, muito tempo que eu não
pratico nenhuma perversidadezinha com
ninguém.
Tem muito tempo que eu não conto uma
mentira para me safar.
Tem muito tempo que eu me esforço para
fazer o que é certo e talvez não tenham
visto grandes proveitos. Acho que pelo
menos de vez em quando, vale a pena usar
uns artifícios antigos e pesados para
alcançar certos objetivos.
Lembrem-se ainda que esse período da
história em que Pedro escreve é um
período de muitas lutas, em que os
cristãos estão testemunhando enquanto
tentam sobreviver.
Eles estão sofrendo perseguições.
Imaginem então que uma pessoa temente a
Deus naqueles dias, porém emocionalmente
esgotada, passando por aflições, com uma
vida de sufoco, de incertezas, poderia
raciocinar assim: "Vou dar o troco a
quem tem me machucado
ou ninguém tem compaixão de mim, por que
eu teria compaixão dos outros?"
E muitos começam então a se sentir
tentados a se corromper e a responder
com rispidez, com violência, com
vingança. Pedro diz: "Não é assim,
não é essa a proposta.
Mais enfaticamente ainda é ensinado que
nós não podemos tratar os irmãos em
Cristo dessa maneira. Esse é um ponto
central, porque como eu mencionei, o
capítulo dois começa na esteira de como
terminou o capítulo um, quando se falava
sobre o amor fraternal. Pedro tinha
acabado de falar sobre o amor fraternal
e agora está dizendo que estas coisas
aqui, esta lista de pecados aqui, não
pode ser algo comum e cotidiano para
nós.
Não é aceitável que entre os crentes
esses desvios se tornem corriqueiros.
Em Efésios capítulo 4, o apóstolo Paulo
diz para os crentes: "Quanto à maneira
antiga de viver, vocês foram instruídos
a deixar de lado a velha natureza que se
corrompe segundo desejos enganos e a se
deixar renovar no espírito do
entendimento de vocês e a se revestir da
nova natureza criada segundo Deus em
justiça e retidão procedentes da
verdade.
Vejam que o apóstolo Paulo agora também
usa a linguagem de uma roupa que
precisava ser retirada para ser trocada
por roupas bem melhores. Essa é uma
imagem interessante, irmãos, porque a
roupa geralmente é algo que tem a ver
com a nossa identidade,
não é?
Muitos de nós aqui podem até ter estilos
parecidos,
mas nós também temos a nossa maneira
própria,
particular de nos vestir. Nossos gostos
por cor, por tecido, por marca, por
estética.
Às vezes você conhece alguém de longe
pela maneira como geralmente ele se
veste.
Às vezes é assim, você certamente está
identificado
com aquilo que você veste.
Você está identificado com aquilo que
você usa.
Paulo diz: "Os crentes precisam
reformular o guarda-roupa.
Os crentes precisam trocar de roupa,
aderir a um novo estilo mais digno e
mais compatível com a sua fé. Precisam
deixar de lado, jogar fora os desejos
desordenados e precisam se apresentar
agora com vestes de justiça, retidão e
verdade.
Irmãos,
recentemente eu tive uma virose que me
deixou desconfortável
lá em casa. Eu adoto um protocolo nessas
situações,
dependendo dos sintomas e do quão
contagiante imagino que possa ser aquela
enfermidade ou malestar,
me mantenho relativamente isolado para
preservar a família. arrumo um cantinho
para concentrar as minhas ações de
trabalho. Evito compartilhar os mesmos
objetos com a minha esposa e a e as
minhas filhas.
Pois bem,
a algo que sempre acontece comigo nessas
situações
é que enquanto eu estou doente,
eu tendo a ir mantendo basicamente as
mesmas roupas.
Não vejo muito sentido em contaminar
roupas limpas enquanto aquela situação
perdura.
Mas o o fato é que quando eu fui
melhorando e me sentindo melhor, eu me
senti também mais estimulado a ir
trocando aos poucos o lençol, a fronha
do travesseiro, a camisa e assim por
diante. Sabe por quê?
Porque tem roupa que você veste quando
você está doente.
Mas quando você vai se curando, você
sente a necessidade de mudar de roupa.
Irmãos, no passado nós estávamos doentes
e nos vestíamos com aquilo que era
compatível com a nossa condição
deplorável de pecado. Agora nós estamos
curados e a Bíblia diz que nós
precisamos de roupas. novas, porque a
nossa condição mudou, nosso status
mudou, nossa relação com Deus mudou
tudo. E a maneira como a gente agora se
apresenta ao mundo é diferente.
A nossa identidade agora é outra.
Mas o que que afinal Pedro ensina que
nós precisamos abandonar? Porque eu
estou dizendo que nós devemos deixar de
lado algumas práticas e adotar outras.
Mas o que Pedro diz que nós precisamos
abandonar, a resposta está direta no
texto,
direta, clara e objetiva.
Primeira coisa que ele diz que nós
devemos deixar de lado ou abandonar é a
maldade. Vejam, maldade. A palavra grega
para maldade aqui, traduzida em alguns
lugares como malícia,
aparece 11 vezes no Novo Testamento.
Então, vejam a ênfase como nós somos
instados a nos afastar disso.
Essa é uma palavra que está escrita para
falar de um tipo de impulso ruim que vem
de dentro, que parte do coração humano.
O termo aponta, irmãos, para uma má fé
ou má intenção em nossa prática. Pedro
não fala aqui de um mal acidental. A
maldade que ele fala não é acidental,
mas é um mal premeditado, fruto de
elocubração,
de planejamento.
É como quando alguém talvez diz: "Eu vou
arrumar um jeito, vou arrumar um jeito
de prejudicar quem eu não gosto." Uma
pessoa má, nessa definição, é uma pessoa
que está pronta para causar mágoa, dor,
lágrimas e sofrimento no seu próximo,
sobretudo se os seus interesses são
ameaçados, mas não apenas em função
disso. É que nesse mundo caído, em que o
amor se esfria facilmente, as pessoas
estão em rebelião contra Deus. E a
alienação de Deus inevitavelmente dá
espaço para a prática do mal.
Um exemplo bíblico desse tipo de maldade
que Pedro condena aqui, nós podemos
encontrar lá em Miqueias. Se você abrir
a sua Bíblia depois em Miqueias capítulo
2, na nos versos iniciais,
o profeta diz assim: "Ai daqueles que
ainda no seu leito
imaginam a iniquidade e planejam o mal,
ou seja, ainda no seu leito." Olha a
premeditação. O sujeito nem se levantou,
ele ainda tá deitado, mas ele já está
maquinando o mal. Ao amanhecer, diz o
profeta, eles o praticam, porque tem
poder para tanto. Cobiçam campos e se
apoam deles, cobiçam casa e as tomam.
Assim fazem violência a um homem e a sua
casa, a uma pessoa e a sua herança.
Esses exemplos que Miqueias deu parecem
distantes de nós, porque nós não temos
poderes, assim, a maioria de nós, pelo
menos, não tem poderes para tomar
propriedades e coisas desse tipo, mas
você precisa levar em conta a sua
conjuntura própria e trabalhar para
conter aquele mal que está ao seu
alcance praticar.
Porque é sobre isso que Pedro está
falando. Os crentes naquele período
também não tinham lá grandes
propriedades. Muitos deles eram pobres.
Mas ele está dizendo, "Cuidado, meus
irmãos, com a maldade. Deixem de lado a
maldade. É um perigo.
Porque independente da nossa condição, é
sempre possível praticar a maldade em
algum grau.
Mas como nós somos transformados por
Deus, devemos deixar isso de lado. Por
exemplo,
sabe quando talvez você percebe que o
mal está aflorando no seu íntimo? Quando
você passa muito tempo pensando na
retaliação,
se você passa muito tempo pensando no
revide,
você está alimentando mal no seu
coração. Quando você coloca a cabeça no
travesseiro e começa a arquitetar em sua
mente uma palavra pesada para dizer a
alguém, uma ofensa que desmoralize um
irmão, uma forma de obter uma vantagem
indevida, uma provocação que
desestabilize uma tentativa de provocar
uma dor profunda em uma família.
Isso está ao nosso alcance, fazer.
Mas nós devemos dizer não a essas
coisas. O crente não pode ser ma ou
maldoso em nenhuma das suas atitudes,
palavras ou motivações.
Todavia, deve ser o oposto disso. O
Salmo 34, verso 14 diz: "Afaste-se do
mal e pratique o bem, procure a paz e
empenhe-se por alcançá-la.
Seu coração tem que ser marcado pela
bondade, pelo desejo de promover o
benefício alheio. Seus interesses devem
ser levados, devem levar em conta os
interesses dos outros. Nós temos que ser
como Cristo. Nós temos que amar os
nossos irmãos em Cristo. O crente se
empenha pela paz e pela alegria. O
crente aprende a dominar os seus ímpetos
negativos. O crente estende a mão para
tirar alguém do buraco. O crente gasta
mais tempo pensando em boas obras do que
alimentando o ego ferido.
Por isso, meus irmãos, deixemos de lado
qualquer forma de maldade. Segundo
pecado apontado pelo apóstolo Pedro é o
engano.
E esse é um outro material ruim. É um
outro material ruim para nos
desfazermos. Engano nesse caso é tudo
que tem a ver com trapaça, astúcia ou
traição. Vejam, por exemplo, que desde o
início Satanás distorce a palavra de
Deus para enganar as pessoas. Falsos
profetas fazem isso com certa
habilidade.
Constantemente nesse mundo, precisamos
lidar com discursos ou narrativas
enganosas
constantemente nesse mundo, meus irmãos.
Nós precisamos aprender a detectar as
armadilhas porque elas são sutis.
Constantemente nós corremos o risco de
sermos fisgados por um vendedor
traiçoeiro. Nós somos ludibriados por
uma lógica que parece correta, mas que
esconde um ardio.
O enganador frequentemente mistura de
forma propositada a verdade com a
mentira para induzir alguém a erro.
Esse é mais um elemento comum da
natureza humana corrompida, do qual nós
precisamos nos libertar.
Nenhum crente sério pode se deixar
dominar por coisa semelhante. Pelo
contrário, ao invés disso, nós devemos
ser íntegros, honestos, decentes,
sinceros e leais em nossos
relacionamentos, empreendimentos e
procedimentos.
Jogue fora a manipulação, o sofisma. a
mentira, a chantagem
e se revista de autenticidade, de
fidelidade e daquilo que é honroso.
Pedro ainda aponta hipocrisia. Um um
hipócrita na Grécia antiga era alguém
que interpretava um papel, era um ator
de teatro que usava máscaras e que
encenava nos palcos. Esse era o
hipócrita.
Ao longo do tempo, essa palavra ganhou
uma conotação muito ruim, passou a ser
cada vez mais aplicada à vida real e
virou o sinônimo de falsidade, de
fingimento.
Uma pessoa hipócrita transparece para os
outros aquilo que ela não é em sua
essência. Uma pessoa hipócrita demonstra
ou expõe para os outros algo diferente
do que verdadeiramente ela pensa ou
sente.
Jesus Cristo combateu firmemente os
fariseus, líderes religiosos importantes
da sua época, acusando-os, dentre outras
coisas, de hipocrisia.
Ele disse: "Hipócritas, bem profetizou
Isaías a respeito de vocês, dizendo:
"Esse povo honra-me com os lábios, mas o
seu coração está longe de mim".
O sermão do monte revela que nós podemos
ser hipócritas ao fazer coisas boas, ao
dar esmola, ao orar, ao jejuar, ou ao
enxergar uma falha menor de alguém,
deixando de reparar na falha maior que
talvez estamos cometendo. Eu enxergo o
cisco no olho de alguém, mas relevo a
trave no meu próprio olho. O hipócrita
pode aparentar zelo e piedade por Deus
quando está, na verdade, cheio de
idolatria e de vaidade.
Por isso, se existe uma coisa que o
cristão não pode ser, é hipócrita. Aqui,
meus irmãos, nós não estamos
interpretando um papel. Nós não podemos
simplesmente repetir frases ensaiadas,
como se nós estivéssemos decorando um
roteiro, um jargão, um jeitão crente de
se expressar.
Não, a nossa vida está fundamentada na
verdade. É preciso jogar fora a máscara,
a dissimulação, a ambiguidade.
O crente não pode ter vida dupla.
O crente não pode ter duplo padrão.
Nossa palavra é sim. Sim, não. Não. O
crente não pode assumir diferentes
personalidades, como se pudéssemos ser
pessoas distintas em casa, na rua, na
igreja, no trabalho ou no namoro.
Então, quando nós falarmos com alguém ou
quando manifestarmos nossos sentimentos
ou quando lamentarmos algo, ou quando
elogiarmos uma pessoa, ou quando
confrontarmos, ou quando pregarmos o
evangelho, quando fizermos uma ação
decente, sejamos verdadeiros,
sinceros,
genuínos,
autênticos.
Hipocrisia não diz respeito apenas a
praticar algo errado. Hipocrisia é um
pecado muito sutil. Significa muitas
vezes fazer inclusive as coisas certas,
mas pelos motivos errados, com uma
avaliação errada, querendo alcançar
propósitos errados.
Hipócritas no último dia dirão a Cristo:
"Senhor, Senhor, em teu nome fizemos
muitas coisas." E Jesus responderá: "Eu
nunca vos conheci.
Afastem-se de mim, os que praticam o
mal."
Hipocrisia é um material ruim.
Não se constrói, não se aproveita nada
com ela. Coloque a hipocrisia na
caçamba, mande a hipocrisia para o
lixão, que é o lugar dela. Limpe o seu
coração desse mal.
Como Pedro diz, vamos nos despojar,
vamos abandonar toda hipocrisia.
Próximo pecado que ele aponta é a
inveja. A inveja é um daqueles pecados
que geram mais problemas entre nós.
É uma inclinação torpe que faz nascer a
contenda e a inimizade.
Consiste em desejar de forma ilegítima
aquilo que é dos outros. ou se indignar
por não possuir aquilo que os outros
possuem.
Mas é pior do que isso. E tem algo que
faz a inveja ser altamente destrutiva na
sua vida e na vida da igreja. é que a
Bíblia diz que nós devemos nos alegrar
com os que se alegram
verdadeiramente.
Mas a pessoa invejosa costuma se sentir
mal com o êxito, crescimento e a
felicidade dos seus semelhantes.
Veja só,
você não precisa fazer nada, nada para
que alguém tenha inveja de você. Nada.
A Branca de Neve não precisou fazer nada
para que a madrasta a odiasse. Nada. Ela
só era mais bonita.
Só isso.
Abel não precisou fazer nada para que
Caim o atacasse de modo fatal.
Abel só foi fiel a Deus. Só isso.
Urias não precisou fazer nada para que
Davi tramasse sua morte. Ele só tinha
uma mulher que o rei cobiçou. Só isso.
Os apóstolos Paulo e João não fizeram
nada além do trabalho que lhes cabia,
mas eles foram difamados apenas porque
alguém achou que eles estavam sendo
muito ousados ao ocupar espaços que não
deveriam.
O próprio Senhor Jesus Cristo não fez
nada para merecer a crucificação. Ele
cumpriu a sua missão, ensinou com
autoridade e atraiu a atenção das
multidões.
Muita gente tem se arruinado e visto a
sua alma ser corruída pela inveja, mas a
igreja, graças a Deus, é o local onde
nós aprendemos a nos resguardar disso.
A inveja é um pecado difícil de conter.
Por isso, peça a Deus que te ajude e se
esforce para que o seu coração não seja
invejoso ou cobiçoso.
Jogue a inveja fora e procure ficar
contente, verdadeiramente contente com
aquilo que Deus tem feito em sua vida.
O último pecado apontado aqui por Pedro
é a maledicência,
que é o mau uso da nossa palavra, da
nossa língua.
Irmãos, esse é um mundo de muitas
calúnias, difamações, fofocas, linguajar
torpe, ataques covardes e agressões
verbais.
Literalmente, a maledicência significa
uma fala maldosa.
É um maldizer,
é uma tentativa de matar a reputação de
alguém ou de cometer assassinato moral.
A maledicência é um pecado que causa um
estrago terrível todos os dias nas vidas
de milhões e milhões de pessoas no mundo
inteiro.
Thago traz uma definição assustadora da
língua humana quando diz que a língua é
um pequeno órgão que se gaba de grandes
coisas. É uma fagulha que incendeia uma
floresta. É fogo. É um mundo de maldade.
Está situada entre os membros do nosso
corpo e contamina o corpo inteiro. E não
só põe em chamas toda a carreira da
existência humana, como também ela mesma
é posta em chamas pelo inferno. Essa é a
definição bíblica.
Não é fácil combater isso,
mas é necessário lutarmos para conter
esse mal. Outro dia, um pastor amigo me
confidenciou uma dificuldade, e veja,
veja a sutileza disso, uma dificuldade
que ele vinha tendo para conduzir
reuniões de oração,
reuniões de oração na igreja dele.
Segundo ele,
algumas pessoas, não necessariamente de
propósito, estavam usando o pretexto de
pedir oração por situações que envolviam
terceiros.
Mas também ao fazer isso, repercutia
informações impróprias sobre os outros.
Eu disse para ele, não tem outro remédio
se não mudar o método ou interromper a
reunião para fazer uma pastoral a
respeito.
A oração, irmãos, é imprescindível.
A gente constrói muita coisa com oração.
Com oração a gente constrói. Com a
palavra a gente constrói, mas a gente
não constrói nada com falatório
inconveniente.
Charles Spurgel, grande pregador,
sugeriu uma ação bem concreta nesse
sentido, escrevendo sobre questões
assim.
Ele disse, "Abre aspas,
um cristão não deve se envolver com
difamação, mas deve ser capaz de dizer
em uma reunião: "Parem,
eu não posso ficar sentado ouvindo você
dizer isso de uma pessoa ausente.
Se ele estivesse aqui, você poderia
dizer o que quisesse, mas como ele não
está, por favor, cálic-se, porque eu
estou aqui como um defensor daqueles que
são maltratados pelas palavras". Ele
segue, todo homem ausente deveria ter um
cristão como advogado,
especialmente quando o boato prejudica o
irmão. Um pássaro que suja o próprio
ninho é um pássaro ruim. E um crente que
conta história sobre seus companheiros
cristãos é um crente ruim. Se você, diz
Espjon, como membro da igreja, tiver
algo contra o seu irmão, fale com ele.
Se for algum pecado público e
escandaloso, fale com os líderes da
igreja. Mas sair tagarelando sobre
coisas que você não sabe serem
verdadeiras é uma grande ofensa à igreja
e revela ausência de comunhão com
Cristo.
Meus irmãos, esse é um ótimo exemplo de
como nós devemos proceder nessas
situações, não oferecendo espaço ou
brecha para esse tipo de atitude que
pode nos envergonhar terrivelmente. A
Bíblia diz: "Refreia a língua do mal e
os lábios de falarem dolosamente. Quando
pensar em dizer algo que não convém,
controle-se.
Faça calar a sua própria voz para que a
palavra de Deus tenha uma ressonância
maior na sua alma. Use a sua língua para
o bem, para edificação, para transmitir
sabedoria, para produzir aprendizado,
para ser útil a quem precisa para
anunciar a glória de Deus. É para isso
que nós devemos usar as nossas palavras.
Essa será inclusive a ênfase a partir
desse instante, porque além de abandonar
todos esses pecados da maldade, engano,
hipocrisia, inveja e maledicência, nós
cristãos também devemos para construir
bem desejar a palavra de Deus. Esse é o
nosso segundo ponto aqui. Nós precisamos
desejar a palavra de Deus. Infelizmente,
irmãos, estamos acostumados em nossas
diversas experiências a uma presença
forte de discursos e atitudes
destrutivas na sociedade.
São críticas ácidas que desqualificam a
arte.
São comentários desrespeitosos que
humilham o profissional. São ironias
agressivas que geram constrangimentos.
São ideologias comprometidas com a
ruptura das boas tradições. São os
ânimos inflamados que tumultuam o
ambiente.
Mas a grandeza do evangelho não está
apenas naquilo que ele combate.
A grandeza do evangelho está também
naquilo que ele propõe.
Diferente das faças contraditórias e
inconsistentes que esse mundo apresenta,
o evangelho nos conclama a deixar de
lado o que não presta para laborarmos no
que vale a pena, no que edifica, nos que
no que nos torna melhores e mais
maduros.
Os pecados já mencionados, irmãos,
impedem o crescimento espiritual, mas a
palavra de Deus promove o crescimento. A
palavra de Deus é o nosso manual de
construção. A Bíblia é o nosso manual de
construção. Não adianta tentar encaixar
as peças do nosso jeito sem seguir o
passo a passo do Senhor. Não adianta
usar um maquinário que alguém inventou
para facilitar a vida quando a base de
sustentação não é a Bíblia.
Nossa fé não é definida apenas por
aquilo que nós devemos evitar, mas sim
por aquilo que nós precisamos buscar e
desejar do fundo do nosso coração. Pedro
já tinha dito que a palavra do Senhor
nos regenerou e que a palavra do Senhor
permanece eternamente. Agora ele afirma
que a palavra de Deus também é o que nos
alimenta.
Como crianças recém-nascidas, diz ele,
desejem o genuíno leite espiritual para
que por ele lhe seja dado crescimento
para a salvação.
São duas declarações interessantes que
se complementam. Vamos observar a
primeira delas. Como crianças
recém-nascidas desejem o genuíno leite
espiritual.
Já que Pedro fala de crianças
recém-nascidas, do que que nós somos
lembrados agora? do nosso novo
nascimento. Do nosso novo nascimento. A
Bíblia é clara ao dizer que quando nós
somos convertidos, experimentamos uma
transformação que se torna um marco
divisório entre o que éramos e o que nos
tornamos.
Com Cristo e pela palavra nos tornamos
novas pessoas, com novos valores, com
novos anseios, com um novo coração. É a
palavra de Deus, irmãos, somente ela que
pode incutir essas coisas dentro de nós,
de modo que por ela nós fomos gerados e
por ela nós somos agora nutridos.
Então, devemos desejá-la com todas as
nossas forças.
Interessante pensar que quando nós
estamos perdidos sem Deus, os nossos
desejos se tornam desordenados.
Desordenados, se tornam uma bagunça. As
nossas afeições longe de Deus não são
belas. As nossas inclinações não são
virtuosas. A ponto de Jesus ensinar que
dentro de dentro do coração das pessoas
é que procedem os maus pensamentos, as
imoralidades, os furtos, os homicídios,
os adultérios, a avareza, as maldades, o
engano, a libertinagem, a inveja, a
blasfêmia, o orgulho e a falta de juízo.
Tudo isso parte do coração.
Tiago ressalta que guerras e contendas
surgem de lá também, de dentro de nós,
por querermos nos esbanjar em nossos
prazeres. Então, qualquer período da
vida longe de Deus será sempre marcado
por desejos desordenados,
fora do lugar.
Mas nesse texto, Pedro coloca que agora
o que nós temos que desejar ardentemente
é outra coisa. O evangelho é tão
profundo que ele alterou a nossa
aspiração natural.
O nosso desejo tem que mudar e
precisamos visar a partir da nossa
conversão o leite espiritual que nos faz
crescer.
Assim, irmãos, o verbo desejem que é
posto aqui é um imperativo para nós. E
também faz sentido a expressão do verso
3, se é que vocês já têm a experiência
de que o Senhor é bondoso.
Quando a gente experimenta algo bom,
quando a gente experimenta algo bom, é
difícil não querer experimentar mais,
correto?
Quando a gente experimenta algo bom, a
gente quer mais.
Se a pipoca é gostosa, se a comida é
saborosa, se a viagem é relaxante, se o
livro ou o seriado prendeu a atenção, se
a conversa fluiu na companhia de um
amigo, você tende a querer mais, você
quer repetir a dose, você quer manter
aquela sensação. O que é bom, a gente
quer experimentar de novo, de novo e de
novo.
Então Pedro diz: "O discípulo que provou
a bondade de Deus não vai parar de
desejá-lo."
Se vocês já experimentaram que Deus é
bom, vocês desejarão a Deus. Quem bebeu
dessa água vai querer mais, igual o
recém-nascido, que já foi amamentado,
mas logo logo vai pedir leite de novo.
Atenção, ele já foi alimentado, mas ele
vai querer de novo.
Vocês já viram como os bebês ficam
quando sentem falta de leite?
Temos muitas mamães aqui com filhos
pequenos.
Como que as crianças ficam quando querem
o leite?
É inegociável.
Esqueça, não adianta usar qualquer
distração. Elas choram, elas se
contorcem, elas gritam, elas esperneiam,
como se a vida dependesse do consumo
imediato daquele alimento. Não tem
negociação. Elas simplesmente não
aceitam ficar sem leite por muito tempo.
Os bebês sabem instintivamente que
precisam ser alimentados com
regularidade. E quando eles estão
tomando leite, apreciam com veemência
cada gota que sugam.
É assim que nós devemos buscar o
alimento que vem da palavra de Deus.
É isso que Pedro está dizendo. A própria
Bíblia afirma: "Não só de pão vive o
homem, mas de toda a palavra que procede
da boca de Deus". Precisamos
desesperadamente e com regularidade da
palavra, porque sem ela nós
enfraquecemos. Nós não podemos sustentar
a nossa fé e o nosso vigor espiritual.
Se alguém tentar nos distrair,
se alguém tentar nos impedir de ouvir a
voz de Deus, devemos lutar com força
para não deixar que nada consiga tirar
de nós esse privilégio.
É esse desejo de uma criança que quer
leite que o crente deve ter pela palavra
de Deus.
é entender que a nossa vida depende
disso e quando estivermos ouvindo a
palavra, apreciar cada gota de lição
como se fosse a última.
A segunda declaração tem um viés de
propósito
para que por ele, ou seja, o leite lhe
seja dado crescimento para a salvação.
As crianças precisam ser alimentadas
cuidadosamente todos os dias.
Diferente do que acontece, irmãos, em
outras passagens da Bíblia,
eh, a utilização do leite aqui
não indica crentes imaturos. Pedro não
tá falando disso. Em outras passagens,
isso e eh essa relação vai acontecer.
Mas aqui ele não tá falando de crente
que precisa de leite porque é imaturo,
não. Crente que só pode receber ensino
básico ou elementar. Não é isso. A
ênfase de Pedro é que todos os crentes,
todos nós precisamos de alimento puro e
saudável, como os recém-nascidos
precisam de leite puro e saudável.
Quando a teologia é boa, quando a
doutrina é bíblica, quando o ensino está
fundamentado na palavra de Deus, os
crentes se tornam nutridos e robustos.
Eles crescem se alimentando
corretamente, eles crescem e se
desenvolvem sem maiores dificuldades.
A salvação já nos foi dada, meus irmãos.
Nós não temos como perdê-la, mas temos a
responsabilidade de nos aperfeiçoar e
crescer no conhecimento da verdade e da
nossa salvação.
Analise então como você está à luz da
palavra de Deus que indica o nosso
diagnóstico.
Há crentes que estão fortes, há crentes
que estão cheios de disposição, cheios
de esperança, cheios do espírito.
Há crentes que estão subnutridos,
debilitados,
raquíticos, doentes, com dificuldades no
seu crescimento, porque deixaram de se
alimentar devidamente com a palavra de
Deus.
E se o bebê não se alimenta
adequadamente do leite e você quer
substituir com qualquer outra coisa, ele
vai ficar debilitado
para recuperar a sua saúde espiritual.
Para recompor suas energias, para fazer
o seu organismo voltar a funcionar bem
novamente, você precisa entender que
necessita do poder nutritivo,
tonificante, vivificador, medicinal das
Escrituras Sagradas.
Os profissionais de saúde estão com
razão quando dizem: "Não existe alimento
mais nutritivo do que o leite materno
que o recém-nascido toma".
Acreditem, o apóstolo Pedro está certo
também quando diz que o melhor e o mais
completo alimento para a nossa alma é a
palavra de Deus que nós devemos sorver
com avidez a fim de crescermos.
Não adianta tentar substituir a palavra
por outra coisa, não vai funcionar.
Por isso, o verso 4 nos convida a nos
achegarmos a Cristo, a pedra principal,
a pedra que vive, a pedra eleita e
preciosa. E no verso 5, ele diz que nós,
ligados a Jesus, somos também como
pedras vivas, edificados como casa
espiritual e como sacerdotes oferecemos
sacrifícios espirituais por meio de
Jesus Cristo. Eu vou retomar esses dois
versículos na próxima mensagem, tendo em
vista o que é corroborado dos versos 6 a
8. Mas não é sem razão que eu gostaria
que você lançasse o seu olhar agora
sobre os versos 4 e 5 que eu acabei de
mencionar, especialmente por um detalhe.
O texto diz que Jesus é a pedra no
singular
e que os crentes são pedras.
No plural.
Isso significa que Jesus é único.
Jesus é o protagonista da obra. Jesus é
a pedra perfeita, é o material perfeito.
Nós somos diferentes. Nós somos pedras
que precisam ser lapidadas.
Como foi que nós começamos a pregação
hoje, irmãos?
falando de um edifício que ruo.
Qual foi a túnica que usamos nessa
manhã? Nós dissemos que você precisa
jogar fora o material ruim, porque
ninguém constrói nada proveitoso usando
maldade, engano, hipocrisia, inveja ou
maledicência.
O pecado é altamente corrosivo, é
tóxico, é material explosivo, com grande
potencial de destruição. Pecado não é
algo que você deve usar. Pecado você
joga fora. Nós construímos com bondade,
verdade, fé, amor, alegria, esperança,
coragem, domínio próprio, perdão. É com
isso que nós construímos.
Agora conclua o raciocínio comigo. Por
que o pecado?
Por que esse material ruim tem que ser
jogado fora?
Porque Deus quer nos usar para fazer a
obra dele.
Nós somos como tijolos
que Deus usará para construir, para
edificar a sua igreja, para expandir o
seu reino. Mas prestem atenção,
Deus não usa material ruim em sua obra.
Ele não vai usar quem quer viver no
pecado. Ele não vai usar madeira podre.
Ele não vai fazer improvisos no seu
reino.
Entretanto,
não desanime, supondo que tudo está
perdido, porque há muita graça aqui para
os pecadores arrependidos.
Porque Deus usa sim o material que ele
restaurou. Deus usa sim o material que
ele purificou e limpou. Deus usa sim o
material que ele trabalhou para torná-lo
mais adequado.
Deus usa sim o material que ele
vocacionou e capacitou.
Deus quer que a sua igreja cresça e se
desenvolva.
Deus trabalha pelo nosso crescimento
saudável.
Deus nos dá a sua palavra para
construirmos bem.
Mas enquanto nos esforçamos para
construir algo bom, saiba que Deus está
construindo algo ainda melhor e maior do
que nós vemos, do que nós constatamos.
Deus está construindo o nosso caráter.
Deus está edificando as nossas vidas.
Deus está sustentando esses tijolinhos
frágeis que nós somos sob a pedra
fundamental que é Jesus Cristo.
Por isso,
peça a ajuda de Deus
para jogar fora o material ruim que está
te consumindo, que está te atrapalhando,
que está gerando prejuízo.
e com o auxílio dele
aprenda a construir a partir do alicece
da palavra de Deus que dá sustentação
a tudo que nós precisamos.
Que Deus nos abençoe. Vamos orar,
irmãos.
Senhor Deus, graças te damos
porque o Senhor nos chamou e apesar das
nossas limitações e dificuldades, o
Senhor tem nos usado na tua obra. Quão
grande é o teu amor, quão grande é o teu
cuidado para conosco.
Que esta tua obra continue sendo
realizada
pelos instrumentos que o Senhor tem nas
suas mãos.
pelo teu espírito, pela tua palavra,
que nós continuemos nas tuas mãos,
Senhor, como instrumentos, como
ferramentas, para fazermos toda a tua
vontade. Que esse edifício santo seja
erguido, edificado, se torne
indestrutível e inabalável, porque ele
está erguido sob a pedra fundamental que
é o Senhor Jesus Cristo.
E em nome do Senhor Jesus, e confiando
unicamente nele, nós oramos com os
nossos corações agradecidos e
esperançosos.
Amém. Yeah.

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