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A fé vem pelo ouvir

Makários | Mód. Avançado: Romanos | Aula 1 | Introdução à Carta aos Romanos | Luiz Sayão

Makários | Mód. Avançado: Romanos | Aula 1 | Introdução à Carta aos Romanos | Luiz Sayão

Makários | Mód. Avançado: Romanos | Aula 1 | Introdução à Carta aos Romanos | Luiz Sayão

Módulo Avançado: Romanos
Aula 1
Introdução à Carta aos Romanos
Luiz Sayão

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[música]
เ เฮ [música]
[música]
เฮ
[música]
Muito boa noite a todos que acompanham
aqui o nosso novo módulo do curso de
teologia Macários. Bem-vindo, bem-vindo
a todos que estão para a nossa primeira
aula do curso avançado que a gente
inicia hoje na carta aos romanos. Já vou
dar o boa noite ao Saião e depois falar
um pouquinho aqui do nosso módulo. Boa
noite, Saião.
>> Boa noite Áila. Boa noite a todos vocês
em sintonia aqui com a IBNU, nosso curso
Macários. Já convide os amigos aí porque
essa jornada vai ser mais do que
especial. Vamos aprender muito,
>> com certeza. Bom, algumas pessoas estão
chegando aqui agora, outras pessoas
estão voltando aqui dos módulos
anteriores que a gente fez do curso
Macários no ano passado. O curso
Macários começou no ano de 2025 com três
módulos que constituíram um curso básico
de teologia, um módulo de teologia
sistemática, um módulo de Bíblia e um
módulo de vida prática da igreja. Esse
curso básico a gente concluiu. Então o
curso básico de teologia Macários foi o
que a gente realizou e agora a gente tá
começando uma nova fase do Macários, que
são os módulos avançados. A gente vai
continuar com a estrutura de um curso de
teologia. A gente vai continuar com
ênfase em Bíblia, teologia e vida
prática da igreja. Mas agora dando um
passo além para você que já completou
esse curso básico ou que está chegando
aqui agora. para que a gente tenha
condições também de tratar de assuntos
mais aprofundados do que é possível. Por
exemplo, um módulo de panorama do Novo
Testamento. Em panorama do Novo
Testamento não dá pra gente caminhar em
todos os capítulos de Romanos, mas em um
módulo como esse que a gente dedica só a
esse assunto, a gente pode se
aprofundar. E para o primeiro módulo, a
gente tem a um desafio grande, que é
conseguir escalar o Monte Evereste do
Novo Testamento, que é a carta aos
romanos. Essa é certamente a carta mais
longa e elaborada do ponto de vista
teológico e argumentativo que Paulo
coloca no Novo Testamento. Certamente
vocês vão perceber isso na aula de
introdução que o Saon vai desenvolver
hoje, mas a gente vai fazer isso ao
longo dos próximos 3s meses, março,
abril e maio. E a gente vai fazer isso
ao longo de 26 aulas. Então, é uma carga
horária considerável, dá para tratar
bastante coisa, mas vocês vão ver que
tem muita coisa que a gente gostaria de
desenvolver e Romanos é tão rico que a
gente não vai conseguir, obviamente
esgotar o que a gente pode compreender
desse livro. Mas é uma caminhada
significativa. A gente fica muito feliz
que você tá com a gente hoje aqui para
essa primeira aula. E agora então eu
passo a palavra pro Saião e no final a
gente volta aqui para falar também de
algumas questões do curso da estrutura,
inscrição, programa propriamente dito.
Boa aula a todos. Boa aula saião também.
Já vou projetar aqui o material.
Muito bem pessoal, sejam bem-vindos à
nossa aula do Macários. Boa noite, boa
tarde e bom dia. Eu sei que tem gente aí
no Japão que tá conectado e merece o bom
dia. Tem gente na Califórnia que merece
o boa tarde e gente em vários lugares do
Brasil já apareceu João Pessoa, São
Paulo e que recebem aí o nosso boa
noite. Sejam bem-vindos aí. Vamos
aprender muito quando estudamos eh
romanos, né? Não se esqueça, esse curso
é muito especial, é fundamental e a
gente vai ter aí oportunidade, né, vocês
todos que estão sintonizados,
inscrevam-se no canal. Quando você se
inscreve, dá o joinha, você é ah sempre
avisado
de todas as aulas, mensagens,
celebrações, né, que aparecem aí. E
também eh logo nós vamos ter um link
disponível para você fazer assim, vamos
dizer, a sua eh matrícula oficial, na
sua entrada assim registrada como nós
temos tido no nosso curso até aqui, né?
EVTV pra gente aí de Pernambuco, de São
Paulo e de outros lugares. Mas pessoal,
vamos lá para pensar aqui nessa aula.
Hoje nós vamos dar uma introdução a
romântica. Quer dizer, o que que a gente
precisa saber sobre a realidade daquele
período, daquele contexto da vida do
apóstolo Paulo para entender a carta aos
Romanos? Então, a gente aqui vai, né,
caminhar para compreender isso e daqui a
pouco, né, no que lá vai voltar, nós
temos possibilidades aí de você enviar
as suas perguntas. Então, vamos lá. Nós
estamos falando de carta aos Romanos no
período do Novo Testamento.
Muito importante observar que nós temos
o domínio da região em torno do
Mediterrâneo do Império
Romano. Aí você tem o Império Romano com
as suas diversas províncias aí no
período do final do primeiro século pro
começo do segundo século. Aqui tá mais
exatamente o começo do segundo século.
E então,
nesse momento, esse império que tem
cultura predominantemente latina na
parte ocidental, predominantemente grega
na parte ah oriental. E então nós vamos
ter esse chamado mundo greco-romano.
Nesse período, o Império Romano, que
dominava diretamente toda essa área,
tendo uma população de cerca de 60
milhões de habitantes, ah, estabeleceu
um domínio conhecido como Pax Romana, um
período de fortalecimento do império,
quando o imperador, né, desde o César
Augusto, centralizou
demais o poder e até se proclamou
divino, né? E claro, o centro desse
grande império, um dos mais
impressionantes e duradouros da
história, era a famosa cidade de Roma.
Então, o que que a gente vai descobrir,
né? Esse Império Romano é muito
impressionante com essa capacidade que
eles tiveram, né, de dominar toda a
região, vencer já no segundo século
antes de Cristines
nas famosas guerras púnicas, eles
transformaram o mar Mediterrâneo numa
espécie de lago particular, né, que foi
chamado de Marenostrum.
E por isso eles tiveram a condição de
fazer com que houvesse um grande
desenvolvimento econômico,
desenvolvimento
de transportes, da circulação de
mercadorias, de construção de estradas,
de um sistema de comércio, desculpa, de
correio muito eficiente. E exatamente aí
você vê uma das famosas estradas que
marcam a história de Paulo, né? E a
história dessa grande expansão romana
antiga viagnácia, né? Que esses restos
arqueológicos estão na região de
Filipos, na Grécia e podem ser vistos
até hoje uma marca desse grande poderio
do Império Romano Antigo. E aí que que
acontece? O apóstolo Paulo vai surgir no
cenário da expansão da fé cristã
primitiva. Paulo, né, vamos entender bem
aqui, né? Paulo eh, vai dar o grande
passo dessa fé no Messias Jesus, que
inicialmente
faz sentido só no contexto de Israel, do
povo judeu, como a gente bem pode
compreender, e se expande aos poucos
para os não judeus. E qual é a situação
peculiar de Paulo? Paulo é cidadão
romano. Paulo é alguém que tem educação
grega, né? Ele que veio ali da cidade
de Tarso, na Silícia, né? E ele é alguém
de total formação religiosa judaica,
farisa. E aí Paulo, né, chamado por
Deus, ele que tem o nome original
hebraico Shaul, né, que é o mesmo nome
Saul, que falando de maneira
greco-romana, a gente diz Saulo, ele
tinha esse nome e e ele tinha o seu nome
romano. O nome romano é Paulo, né? Eh,
contra aquela ideia popular de que um
dia Saulo virou Paulo, não é o caso. Ele
tinha os dois nomes porque ele
pertencia, vamos dizer, a esses três
mundos. né? Paulo então
acaba eh sendo eh aí o veículo, né, o
instrumento de Deus para a grande
expansão da fé em Jesus no Império
Romano do primeiro século. E a gente
sabe, né, ele vai fazer três viagens
missionárias descritas em Atos. Essas
viagens acontecem entre os anos 46 e 57,
mas depois ele vai fazendo uma quarta
viagem, né? aí que vai ser uma viagem eh
para Roma, finalmente no fim de Atos e
ainda fará uma viagem depois disso,
conforme muitos estudiosos observam com
razão. E aqui você pode ver, né, o
cenário da terceira viagem missionária
de Paulo que acontece entre o final do
ano 52 até o ano 57.
Ele vai ficar, por exemplo, 3 anos em
Éfeso e vai ser marcante. E essa
referência é fundamental pra gente
entender o que vai acontecer na carta de
Paulo aos Romanos. Que que a gente
precisa compreender?
Esse ambiente onde o apóstolo Paulo vai
ter uma dimensão teológica e
missiológica fundamental é um ambiente
difícil. Por quê?
Por quê? Esse império romano que traz,
né, uma espécie de herança religiosa que
envolvia redimensionamento dos antigos
deuses gregos, tinha também a situação
eh de muitos cultos de mistério, cultos
espalhados de diversas partes do
império, né? por exemplo, tinha culto a
Ises, a Cibel, ah, culto a deuses e
deusas e alguns muito estranhos. Havia
uma espécie de sincretismo religioso,
ah, no ambiente, né, multidiversificado
do Império Romano. E nesse contexto
surge
aquilo que esses gentios, esses gregos e
romanos e outros povos vão ver na
tradição judaica. E os judeus são
diferentes. Eles acreditam num Deus só.
Eles se reúnem num espaço conhecido como
sinagoga.
Ah, eles têm uma preocupação com pessoas
necessitadas e têm uma estrutura
familiar bastante mais definida. Ah,
eles não têm estátuas. Eh, eles eles são
diferentes do ponto de vista religioso e
ético e eles começam a chamar atenção
por causa disso.
Muitas pessoas nesse cenário do mundo
greco romano fica interessado no
judaísmo. Havia uma grande quantidade de
pessoas que eram chamados amigos da
sinagoga, que mais definidamente são
chamados de temes a Deus no Novo
Testamento. como a gente tem o destaque,
por exemplo, uma pessoa como Lídia, como
Cornélio. E aí o que vai acontecer? A fé
em Jesus, inicialmente restrita ao mundo
judaico, de repente ela começa a se
espalhar e expandir no mundo gentílico
entre gregos, romanos e gente de todos
os povos, porque a fé em Jesus aparece
com o seu perfil universal. E aí vem uma
grande discussão que vai marcar a igreja
primitiva que está presente demais na
carta aos romanos, que é a questão o que
que acontece com o pagão gentil quando
ele acredita e deposita a fé e passa a
seguir
o Messias de Israel. Como é que vai ser
esse cenário? O que que se exige? E essa
discussão está presente em Atos e ela
vai ter uma relevância muito
significativa
no livro de Romanos. E aqui nós
lembramos do Concílio de Jerusalém no
ano 49, que depois da primeira viagem
missionária, a pergunta era exatamente
essa: o que fazer com os gentios que
estão agora na comunidade da fé? E aí o
que que vai acontecer? Muito
interessante, muito curioso.
Nas grandes viagens de Paulo, duas
cidades merecem destaque.
Uma a gente, eu já mencionei que é
Éfeso, né, que vai ser a cidade
importante da terceira viagem, mas a
outra é Corinto. Corinto, um ambiente
muito pagão, com uma proposta, vamos
dizer, de vida ética muito a quem, né,
daquilo que é referência da tradição
do cristianismo e até mesmo da tradição
judaica. E Paulo é levado para lá numa
uma atitude irônica, né, por parte de
Deus, porque ele era um fariseu de
fariseus e tá no ambiente mais pagão
possível. E ele vai anunciar o evangelho
lá. E a grande cidade de destaque no
território da Grécia é Corinto, né? Ele
tinha estado na Macedônia, lá em
Filipos, agora desceu paraa Caia, está
em Corinto. E isso acontece no contexto
da sua segunda viagem, mas só que ele
vai voltar para lá na terceira viagem e
isso vai ter bastante importância para
entender o que vai acontecer no cenário
ah de
Romanos. Então, dá uma olhada comigo.
Por exemplo, quando a gente olha o livro
de Atos, capítulo 18, verso 23, veja que
tem uma transição lá que a gente não
consegue eh perceber a primeira vista,
né? Porque Paulo faz uma primeira viagem
missionária do ano 46 ao 48. Depois ele
faz uma segunda do ano 49 até o 52. E aí
quando ele termina, o texto bíblico diz
apenas isso, ó. Depois de passar algum
tempo em Antioquia, Paulo partiu dali e
viajou por toda a região da Galácia e da
Fríja, fortalecendo todos os discípulos.
Então, observe bem que nesse versículo
23 começa essa terceira viagem que vai
do ano 52 até o ano 57, final do 52 até
57, no primeiro semestre do 57. E aí
quando a gente lê mais na sequência da
terceira viagem, nós vemos o que está aí
nos próximos versículos. Enquanto o
Apolo estava em Corinto, Paulo
atravessando as regiões altas, chegou a
Éfeso, ali encontrou alguns discípulos.
Então você vê, Paulo tá em Éfeso, Apolo
está em Corinto, eles vão se encontrar e
mais tarde, no capítulo 20, 31, Paulo tá
terminando essa terceira viagem. Quando
essa viagem que tem o centro da sua
atuação acontece em Éfeso, Paulo vai
sair de lá e antes dele voltar a
Jerusalém, ele vai para
a região da Macedônia, inclusive para,
né, eh, ali, eh, coletar uma oferta para
os pobres e necessitados de Jerusalém e
vai passar em Corinto. E ali é, nós
vamos ter o nascimento dessa carta aos
romanos. Então vamos aqui entender qual
é o cenário que envolve a cidade de
Roma. Aí você pode ver uma foto do
famoso Coliseu Romano, um grande espaço
eh de diversão e de espetáculos públicos
que agradava a corte romana e que cabia
aí cerca de 45.000
pessoas. num espaço enorme, né? Eh, que
que acontece? Paulo sempre teve o
interesse de ir para Roma, né? Ele até
escreve na carta aos Romanos que ele
desejava ir para lá. E parece que ele
tentou fazer isso, de acordo com os
estudiosos, na segunda viagem
missionária, quando ele sai da região,
né, dali da Anatolia, ele estava em
Troade, ele vai chegar, ah, inclusive
vai passar pela viagncia e vai chegar a
Filipos. Aí surge um cenário curioso que
é, né, inclusive relatado pelo
historiador Suetônio, que Cláudio no ano
49 expulsa os judeus de Roma por causa
de agitações que acontecem lá em função
de um tal de crestos, provável
referência a Cristo. E aí Paulo, então,
que poderia ir direto para lá, ele
parece desistir da saída para Roma e
então ele vai descer na direção sul para
Corinto, vai para Atenas, conforme nós
vemos no relato de Atos. Mas ele nunca
deixou de ter Roma nesse cenário. Ele
tinha o interesse de chegar à capital do
grande império, aquilo que seria o
centro do mundo paraa expansão do
evangelho de Cristo Jesus. E ele só vai
conseguir fazer isso no final do livro
de Atos. E lá em Roma ele vai ser eh
aprisionado e vai ficar por 2 anos numa
prisão domiciliar e finalmente chegará à
cidade de Roma. Antes de que Paulo
pudesse chegar e viajar para Roma, Paulo
vai ter a oportunidade de escrever a tão
famosa e importante carta aos romanos. E
aí a gente pode ter uma ideia aí do do
cenário cronológico, né? Isso não é tão
fácil da gente decidir com muita
clareza, mas é possível que Paulo tenha
nascido em torno do ano 5 da era cristã.
Ele nasce em Tarço da Silícia, de
família muito boa. Seu pai já era
cidadão romano. Ele tem uma educação,
vamos dizer, privilegiada, né? ele
conhece, você vê que lá em Atenas ele
cita, né, a literatura grega assim com
facilidade.
Provavelmente em torno do o o o ano 11,
quando ele tá aí com 5, 6 anos de idade,
ele começa a frequentar a escola da
sinagoga. Sinagoga não era simplesmente
um como é uma um templo religioso, ela é
um espaço da comunidade. Ela ela
funciona com outras finalidades e não
somente litúrgica, né? Então ele
frequenta a escola da sinagoga e ele tem
o grande encontro com Cristo Jesus, o
Messias, na estrada de Damasco, quando
ele se converte a Cristo, né? E aí
Paulo, eh, sendo judeu, se torna,
digamos assim, um judeu messiânico, né,
que agora encontrou o Messias de Israel
e será chamado a ampliar essa realidade
como alguém que haverá de proclamar
paraas nações. E aí ele passa um
período, né, totalmente de preparo, de
caminhada, muito apoiado por Barnabé,
inclusive. E depois nós temos aí o
relato das viagens, tá vendo? Primeira
viagem muito mais limitada do ano 46 a
48, a segunda do 49 a 52, a terceira ou
final do 52, comecinho do 53 até 57.
Alguns autores chegam a sugerir 58. Eu
acho que ela fecha mesmo em 57. E 59 a
62, a quarta viagem, né, que ele vai
para Roma e vai ficar preso lá até o ano
62. E mais tarde ele vai ter o seu
martírio em Roma. E a carta aos Romanos
vai surgir nesse período da terceira
viagem missionária. Onde saiam? Como é
que a gente observa isso? Quando Paulo
está ah em Roma. quando, desculpa,
quando Paulo escreve para Roma estando
na cidade de Corinto, a gente logo vai
fazer uma referência a isso aqui, ah, na
sequência da nossa, reflexão. E quando a
gente olha para as cartas, você pode ver
aí como é que, eh, funcionavam
as cartas eh paulinas, né? E de modo
geral, elas têm uma espécie de situação
bastante eh estruturada, com uma espécie
de coerência de estrutura literária. Nós
vemos aí, né, nós temos um início com
apresentação do remetente, os
destinatários,
as saudações, ação de graças, aí o corpo
da carta com uma exortação inicial, uma
declaração aqui que a carta pretende,
né? as discussões teológicas, exortações
éticas e geralmente com uma conclusão
que sempre caminhava para aspectos
práticos, com muitas saudações
individuais, um desfecho de natureza
pessoal e até mesmo uma doxologia, né,
uma oração assim bastante nítida eh que
aparece nas cartas. É interessante a
gente observar eh quando a gente lê o
texto de Romanos 16, né, quando Paulo tá
falando, desculpa, Primeira Coríntios
16,
ele escreve
e vai fazer eh menção, né, a as a sua
necessidade de ir lá para a região da
Macedônia, que ele pretendia ir para lá.
E e aí aparece o relato do final da sua
viagem lá, da terceira viagem e mostra,
né, as preocupações do apóstolo Paulo.
Voltando aqui pro texto de Romanos,
mesmo propriamente dito, nós vamos eh
ver e o que aparece no texto ah em
Romanos 16, ó, diz o texto assim:
"Recomendo a vocês a nossa irmã Feb,
serva da igreja em Sencreia, né? sem
creia é o porto junto de Corinto. Peço
que a recebam no Senhor de maneira digna
dos santos e lhe prestem ajuda de que
venha a necessitar, pois tem sido grande
auxílio para muita gente, inclusive para
mim.
E quando Paulo vai escrever pros
romanos, ele tá recomendando FEB, que
servia a igreja em Sancreia, que é esse
porto de Corinto. Então, a a muita
clareza aqui de que Paulo escreve
enquanto está em Corinthians e tudo
indica que Febe é a pessoa fundamental
e para até mesmo levar essa
correspondência, porque Paulo tá
dizendo: "Olha, eu quero, quero que
vocês a recebam muito bem a quando ela
chegar aí". E aí, olhando para essa
realidade, vamos dar uma olhada nessa
questão das cartas. né, do Novo
Testamento e incluindo Romanos. Que que
acontece? Essa fé em Jesus se espalha
pela região principalmente
oriental de fala grega do Império
Romano,
especialmente inicialmente pela região
da Península da Anatólia, onde hoje é o
território da Turquia. E quando se
espalha por lá, eh, nós temos as
questões, a as dúvidas, a necessidade de
encaminhamento dessas comunidades.
E parece que se não for a primeira, tá
entre as primeiras, os estudiosos
discuteem uma das cartas que aparece no
cenário a carta aos Gálatas, nessa
região que você vê destacada aí, a carta
aos Gálatas, possivelmente, na minha
opinião, escrita em torno do ano 49, né?
Você vê o apóstolo Paulo já nessa a
ação, né? Esse espaço maior aí, a carta
aos Gálatas vindo ali de Antioquia.
Depois nós temos como resultado do que
Paulo faz na Segunda viagem a carta aos
Tessalonicenses,
né? E você pode imaginar, as pessoas
estão perguntando o que vai acontecer
com os cristãos depois da morte, quando
será a vinda de Jesus, como entender o
que tá acontecendo no império romano? O
que fazer diante de ideias que estão
surgindo, que parecem desto do ensino
paulino? Então, essas cartas, porque o
Império Romano tem estradas, porque é
possível escrever uma carta, porque é
possível mandar uma carta, porque nós
estamos em tempos de paz. E isso tudo é
um um espaço, né, histórico muito
significativo que permitiu
num momento, né, que a Novo Testamento
vai chamar na plenitude dos tempos, né,
que Deus envia sua salvação, que vai se
espalhar por todas os espaços do antigo
império romano. Depois você tem cartas,
né, que são mandadas de Éfeso para as
outras igrejas. E aí nós temos o
destaque tanto
eh para, né, especialmente para Corinto,
né, como a gente vai descobrir no final
de Primeira Coríntios e talvez uma
possibilidade para Filipos também. E em
Corinto, a possibilidade
mais razoável é que Paulo vai escrever
nesse contexto do inverno, da virada do
ano 56 pro ano 57. Quer ver que coisa
interessante? A gente vai observar no
livro de Atos, quando nós estamos
falando dessa ocasião da terceira viagem
missionária. E aqui é muito interessante
estudar eh Atos e Lucas por causa do
olhar assim histórico bastante preciso
de Lucas. Diz o texto o seguinte, né, em
Atos capítulo 20, eh, versículo 1 em
diante, cessado o tumulto, né, nós
estamos falando de Paulo saindo do
tumulto de Éfeso. Paulo mandou chamar os
discípulos e depois de encorajá-los,
despediu-se e partiu para Macedônia.
Macedônia, parte norte da Grécia, cidade
de destaque maior ali, Filipos, mas
também ali ao lado está Tessalônica.
viajou por aquela região encorajando os
irmãos com muitas palavras. Por fim,
chegou a Grécia. Como assim? Tava na
Macedônia, chegou a Grécia. Uma
referência mais exata é a ACIA, a parte
SUM, né, que aqui é chamado de Grécia,
muito certamente a cidade de Corinto,
onde ficou 3 meses. Então, esses 3s
meses deve indicar esse período de
inverno do final do ano 56, começo do
57.
E aí quando estava a ponto de embarcar
para a Síria, os judeus fizeram uma
conspiração contra ele, por isso decidiu
voltar pela Macedônia e vai sendo
acompanhado de lá ele vai navegar ah
conforme a sequência de Atos. Então é
muito razoável entender que nesse
momento essa carta especial aos romanos
é elaborada.
Depois, mais tarde, Paulo vai chegar a
Roma, finalmente, no desfecho do livro
de Atos, onde ele vai ficar preso. E de
Roma ele vai mandar as famosas cartas da
prisão, que são Colossenses e Filemon,
né, Efésios e também Filipenses, de
acordo com a maioria dos estudiosos,
inclua-se Filipenses aí. Então você vê
que todo esse grande desenvolvimento
teológico,
didático,
ético, vivencial, comunitário do
apóstolo Paulo se organiza nessas
cartas, nesse período, né? pega as
viagens do ano 46 até o ano 62,
no máximo, com as três viagens
missionárias e também a a prisão em Roma
e as cartas sendo escritas, todas elas,
exceto as famosas cartas pastorais que
são posteriores a isso, primeira e
segunda, Timóteo e Tito. E aí a gente
então começa agora olhar para a carta de
Romanos. propriamente dito. Que que
acontece? É curioso. Paulo vai mandar
uma carta para uma igreja que ele não
tinha estado lá anteriormente. Ele
gostaria de ter ido, mas não pôde. E
quando ele tá escrevendo, ele ainda não
conhece a igreja de Roma. E a pergunta,
como assim? De onde veio então essa
igreja de Roma? a gente não sabe, parece
um desdobramento da expansão, vamos
dizer, mais ou menos espontânea do
Evangelho, mas lembre-se que desde Atos
2, na ocasião do Pentecostes, quando o
Espírito Santo cai, vem sobre ali os
primeiros, né, abençoados pela chegada
do Espírito, lá você vê que havia gente
que tinha vindo de Roma paraa grande
festa de Chavote, a festa da colheita.
Esses judeus de Roma que recebem o
Espírito Santo, voltam para lá e aí a
cidade começa a ter os primeiros
indivíduos que conhecem a mensagem do
evangelho. Esses cristãos de Roma,
portanto, são que tipo de cristão?
uma cidade com mais de 1 milhão de
habitantes. A grande metrópole e capital
do império, ela é bastante
diversificada.
Então, são cristãos que vieram do
judaísmo e do paganismo, certamente
romanos, mas gente de outros povos
também. E qual é o problema? Eles podiam
entender questões referentes à lei e ao
Antigo Testamento, como por exemplo,
aconteceu com os Gálatas. Se você for
olhar, né, a carta aos Gálatas, por
qualquer cronologia antecede a carta aos
romanos. E qual é a questão? A questão é
a seguinte, é que essa fé em Jesus, no
Messias de Israel, citado no Antigo
Testamento, cujo corpos de ensinamento
vai trazer para nós a lei de Deus. E a
pergunta é agora, o que é que a gente
faz? Esses gentios que creram no
Messias, Jesus precisam se tornar
judeus? se precisam que judeus fariseus
e de que tipo o que que eles são
obrigados a fazer o que não são? E
afinal de contas qual é a função? Como é
que faz isso? Ou seja, a igreja de Roma
vai se estabelecer como talvez mais do
que qualquer uma, como uma igreja mista
que tem gentios e judeus seguindo a
Jesus e agora precisa de orientação.
Paulo não só tem o seu propósito
missiológico,
estratégico na divulgação do evangelho,
mas ele precisa
ensinar os romanos naquilo que é
fundamental e importante. O que que a
gente pode perceber então que Paulo viu
a urgente necessidade de tratar as
questões mais importantes da salvação em
Cristo e da justiça de Deus e de como
isso faz sentido para judeus e gentius.
Uma das maneiras de olhar bem para
romanos e olhar, né, pro livro e
perceber assim uma
organização quase sistemática
da soterologia, que é um olhar
predominante em toda a tradição da
comunidade protestante
de origem da reforma e olhar aquilo que
a gente vê, né, que a justiça de Deus se
revela de fé, em fé. fé e e e o
evangelho, né? Eh, não me envergonho do
evangelho de Cristo, né? Porque ele é
essa mensagem de salvação, eh, que é
trazida. Então, aparece para nós muito
claramente o que quer dizer eh o a
ruptura com Deus, né? A rejeição do
conhecimento de Deus, a situação de
pecaminosidade e e e de estar sobí de
Deus. eh, tanto para judeus como para
genti a explicação do que significa o
que a gente pode chamar de uma
autistologia, o que quer dizer o que
Cristo fez por nós, o que isso significa
especificamente e sempre nesse cenário
de manter essa conversa sobre justiça,
salvação em Cristo e como isso se
relaciona olhando, né, para o ambiente
judaico e gentílico. Então, a carta, ela
é reconhecidamente a carta de maior,
vamos dizer, eh referência teológica do
Novo Testamento, o âmago do que a gente
pode chamar da teologia paulina. E o que
que a gente então ainda vai perceber?
Como mencionei, Paulo não conhecia
pessoalmente os cristãos de Roma. Isso é
muito interessante. Uma das coisas que
me chama muita atenção é como Paulo
manda tantas saudações pessoais para um
ambiente de uma igreja que ele não
conhecia pessoalmente. É curioso porque
na carta parece até referência à gente
que é parente de Paulo de alguma
maneira. E a gente deve lembrar nesse
Império Romano tem trânsito de pessoas.
a gente que Paulo conhece de outro lugar
e agora tá em Roma, gente que ele
conhece de referência. É muito
interessante. E nesta carta aos Romanos,
Paulo vai então começar a se relacionar
com esta igreja. E aí um fator
interessante que vale a pena a gente
considerar aqui. Observe bem, isso é
difícil de muita gente entender hoje,
né? né? Até porque muitas pessoas têm um
olhar assim mal direcionado para o que
realmente aconteceu na igreja primitiva.
A igreja primitiva, inicialmente, ela é
totalmente judaica.
Do ponto de vista histórico,
sociológico, o cristianismo primitivo,
ele é visto, inclusive pelo Império
Romano, como uma espécie de novo
judaísmo, um judaísmo mais aberto que tá
recebendo pessoas de fora. O judaísmo da
época já recebia pessoas de fora, só que
eles precisavam se converter ao
judaísmo. Então eles eram os chamados
prosélitos, às vezes mais fervorosos do
que os judeus. vamos dizer étnicos e
aqueles que estavam próximos,
interessados na sinagoga, que eram os
tementes a Deus. Só que o que que vai
acontecer? essa fé começa a crescer e se
expandir no ambiente gentílico. E quando
isso acontece,
eh, nós vamos ter um número crescente de
gentios até o ponto em que a comunidade
gentílica será maior. Em Roma, nós temos
uma situação peculiar e eu diria até
diferenciada, que provavelmente tem a
ver com essa razão de ser da carta de
Paulo, é que em Roma os judeus foram
expulsos por causa das discussões e
confusões que acontecem lá. Como muitos
judeus são expulsos, o que certamente
acontece é que a comunidade
que anteriormente muito possivelmente
era majoritariamente judaica e os
gentios então ali se encaixavam nela,
agora ela se torna uma comunidade cada
vez mais gentílica. Então a compreensão
dessas coisas ela se torna mais
necessária e urgente. E como nós podemos
observar, e aí vale a pena e e olhar até
o texto de Romanos aqui, porque fica
claro que Paulo tinha outras intenções.
A ideia é que o evangelho deveria
se espalhar por toda parte, né, para
alcançar, né, digamos assim, até os
confins da terra. E as evidências são
claras que Paulo queria ir longe. Então,
quando ele escreve ao Romanos capítulo
15 aqui do verso 23 em diante, ele diz:
"Mas agora, não havendo nestas regiões
nenhum lugar em que precise trabalhar e
visto que há muitos anos anseio vê-los".
Isso em Romanos, na carta aos Romanos,
Paulo escreveu, planejo fazê-lo quando
for à Espanha. Espero visitá-los de
passagem e dar a vocês a oportunidade de
me ajudarem em minhas viagens para lá
depois de ter desfrutado um pouco da
companhia de vocês. E aí você, como a
gente conecta com Atos 20, porque ele
diz: "Agora, porém estou de partida para
Jerusalém a serviço dos santos, pois a
Macedônia e a Caia tiveram a alegria de
contribuir para os pobres que estão
entre os santos de Jerusalém. Então ele
pega essa coleta que é mencionada em
Atos 20 também para sair da região da
Macedônia e voltar para Jerusalém no
final da terceira viagem que acontece no
ano 57. Paulo inclusive quer estar em
Jerusalém antes do Pentecoste, maio do
ano 57.
E aqui ele escreve dizendo para eles:
"Olha, eu tenho
desejo, tá tudo planejado, eu quero ir
paraa Espanha". Então, com apoio de
Roma, ele pensava, você tá falando de
Roma, capital do império. Essa igreja,
certamente tem pessoas que têm recursos
que podem permitir isso. Ele desejava ir
de lá para evangelizar a Espanha, onde
para onde Paulo pretendia ir. Inclusive,
até hoje tem uma tradição na parte, né,
oriental da costa espanhola, ali, não
muito longe de Barcelona, onde Paulo
teria chegado.
E aí, o que é que a gente então percebe?
Essa carta, muitas vezes chamadas da
epístola mais importante significativa,
ela foi escrita então depois de Gálatas,
de primeiro e segundo Tessalonicenses e
Primeira e segunda Coríntios. Então,
digamos assim, é uma carta de um
momento, vamos dizer, muito eh
amadurecido na construção teológica de
Paulo. Paulo já tinha escrito as outras
cartas, já tinha cuidado, né? Quer
dizer, o que ele vai tratar em Romanos,
de certa forma já esteve presente em
Gálatas. Quem acha que Gálatas é um
pouco mais tardio, eh, um pouco anterior
a Romanos, por exemplo? E claro, as
outras cartas que t pertinência também.
Tudo indica que Paulo estava em Corinto,
onde ele permaneceu 3s meses aí, Atos 20
verso 3, no inverno entre 56 e 57, né?
Então você tem esse período de dezembro
até março, né? E como nós pudemos ler, a
carta muito provavelmente foi levada por
Febe, que servia a igreja de Sencreia,
né? Quem visita Corin, você anda hoje lá
mais ou menos uns eh 8 minutos de
ônibus, você chega, inclusive até hoje é
possível ver o porto de Sancéo, o resto
do porto antigo, de onde, né, ali saíam
os barcos que viajavam, né, ali para
outras partes. E certamente Paulo, não
só ele sai dali, mas a própria FEB, né,
que atuava servindo a igreja lá, eh, de
lá que ela certamente vai para Roma. E
aí, olhando para a carta, a gente pode
então ver que essa carta de 16 capítulos
que deve ser dividida em duas partes
principais, capítulo 1 até o capítulo
11, com todo o seu grande
ensino doutrinário robusto. e o capítulo
12 até o 16 é o que a gente pode chamar
da parte prática da carta aos romanos. E
o que vemos, né? Nós vamos ter a
oportunidade de discutir cada capítulo
do nosso curso. Aqui vocês vão ver cada
dia uma aula tratando com detalhes, né,
durante esses próximos 3s meses, né, aí
os detalhes da carta. Mas de modo geral,
nós podemos dizer anunciadamente
que a justiça de Deus é o tema que
aparece logo no começo, né? Como é que
Deus, que é justo, é capaz também de
trazer justificação. E como isso
acontece? Então, a justiça de Deus e a
salvação
certamente tem um destaque primordial
no texto da carta aos Romanos. Depois,
claro, o tema que logo se destaca, logo
no capítulo dois você vê isso, né? É
como é que fica, né, essa situação? Tá
claro para quem conhecia, né, a
revelação bíblica anterior, que o mundo
pagão, gentílico sem Deus tava numa
situação muito a quem daquilo que se
poderia esperar do ser humano. Mas a
pergunta é: e como está a situação dos
judeus? Então aparece a ideia, né, que
judeus e gentius estão os dois numa
situação de necessidade, né? E aí isso
abre um um grande embate, né, que tem
acontecido, porque vocês vão ter na
nossa bibliografia uma série de eh
livros interessantes e e fundamentais,
né, alguns comentários desde FF Bruce,
Thomas Schreiner, mas também obras de
estudiosos como Part
e Enity Wright, que são conhecidos
autores eh sobre romanos. E uma das
coisas que tem sido discutida nos
últimos tempos, né, principalmente em
função de estudiosos britânicos, como é
o caso do Ty Wright, é exatamente em que
medida a discussão de Romanos está eh
entendendo, né, que os judeus
eh não compreendem o que é salvação pela
fé e que eles estão tentando ter
salvação pela lei ou se a discussão é
tem a ver com uma crítica ao
exclusivismo judaico, né? E e a
discussão ela é detalhada, ela tem
pontos favoráveis e e não favoráveis,
né? É difícil você ler tudo aquilo que
nós vemos em Romanos e não perceber que
Paulo, de fato, tá pelo menos
questionando a ideia de que alguém pode
eh ter privilégios e méritos diante de
Deus em função de uma justiça que vem da
lei. Tanto isso em Gálatas como em
Romanos. Mas ao mesmo tempo, é verdade
também que nós temos essa situação que
parte da tradição judaica da época,
especialmente de raiz farisica, ela se
tornou bastante exclusivista e que isso
também tá no cenário. Então, quer dizer,
nós vamos ter tempo aqui de conversar
sobre isso. Então, judeus e gentios na
fé, como é que deve se entender isso? E
aí
interessante que na sequência Romanos
vai tratar da nova humanidade em Cristo.
O que que é esse novo homem? Como é que
é essa relação daquilo que a gente vê em
Adão e a gente vê em Cristo? Essa esse
conceito, né, que desafia a maneira que
os romanos e até que o próprio judaísmo
predominante tinha na época, né? E como
é que isso deve ser visto e quais são os
desdobramentos disso. Uma coisa muito
importante na teologia do Novo
Testamento é o papel do Espírito Santo.
Nós vamos ver isso em Atos, nós vamos
ver isso na própria teologia de Paulo. E
a coisa curiosa, né, é exatamente nessa
nessa caminhada, né, de discípulo de
Cristo, que crê naquilo que é
fundamental e prossegue na sua vida,
existe um desejo de estar em sintonia
com a vontade de Gina, que na tradição
bíblica tá ligada à lei. Mas como é que
funciona isso? O papel do espírito, o
espírito naquilo que tem a ver com
santificação, naquilo que é chamado de
novidade de vida, essa vida nova em
Cristo em função da ação do espírito, é
um tema assim extraordinári
importante, fundamental. E aí Paulo
prossegue e quando, especialmente lá nos
capítulos de 9 a 11, ele vai discutir
essa questão que envolve a soberania
divina, aquilo que tem a ver com a lei,
melhorar, a eleição, a escolha de Deus.
e fala da escolha que Deus faz em
relação
a Israel na história. Mas aí surge uma
questão muito significativa, porque para
essa comunidade, vamos dizer, mesclada
de judeus e gentius, surge a pergunta:
"Pera aí, parece que a maioria dos
judeus não está entendendo o Messias
Jesus conforme Paulo?" Então, vamos
pensar. Quer dizer que Deus então se
esqueceu de Israel e o povo judeu é uma
página virada. Paulo vai dizer de modo
nenhum, até pela minha própria pessoa,
eu sou, né, judeu da tribo de Benjamim.
E aí ele vai falar que no passado não é
bem assim. não era só o fato de alguém
ser etnicamente
eh eh judeu, tava tudo resolvido, não
era o caso. E aí ele vai dizer que Deus
tem planos futuros para Israel na
redenção e que ah Deus não pode ter
esquecido aqueles para quem ele fez
promessas, até porque se esse for o
caso, que garante que essas promessas
feitas agora vão ter qualquer sentido.
Então ele trata desse assunto que é
pertinente para o contexto. E depois
Paulo vai chegar, ele termina essa
primeira parte com um cântico assim de
adoração, de, né, de celebrando a a
grandiosidade da sabedoria divina em
toda a história da redenção. Ele termina
então depois com a questão prática, né?
como é que a gente vive servindo na
comunidade. Vai falar sobre os dons de
como se relacionar com a a as
autoridades. Vai mencionar como é que a
nossa vida deve ser em relação à aquele
que acha que não pode comer é isso, que
tem discussão sobre qual é o dia melhor,
o que que é importante nessa relação. E
ele termina mandando muitas saudações,
mensagens
profundas, afetivas para a igreja de
Roma. Então, é
especial demais a carta aos Romanos. com
todo o seu conteúdo, toda a sua eh
mensagem poderosa. Não é possível que
alguém seja, vamos dizer, um cristão
amadurecido e sério e que não tenha
gastado um bom tempo na sua caminhada aí
dando a atenção devida à carta aos
romanos. Então, a gente termina aqui a
nossa primeira parte, a nossa introdução
geral nesse pano de fundo, né, de começo
pra gente abordar a carta tão importante
e voltamos aí na conversa com o Á. Não
sei se ele tá em Roma, se ele tá em
Corinto ou em Éfeso, né? ele vai aí
entrar no cenário pra gente abrir
caminho paraas perguntas da aula de
hoje.
>> Pois é, Saão, a gente vai dar
continuidade aqui explicando um
pouquinho como é que o pessoal pode eh
estar acompanhando o curso
integralmente, né? As aulas sempre vão
ficar disponíveis aqui no YouTube, no
canal da IBNU. Para aqueles que tiverem
interesse em acessar o conteúdo completo
do curso, isso significa o programa
desse módulo que a gente vai
compartilhar em instantes com vocês aqui
a a imagem, vai a compartilhar a tela,
mas se você quiser baixar esse documento
e também acessar os questionários e
fazer esse curso completo, é importante
acessar a nossa plataforma. Mas
começando pelo programa do nosso módulo,
só para que vocês tenham uma ideia de
tudo que a gente planejou aqui para
esses três meses. Essa daqui é a nossa
proposta. Então, esse é o módulo
avançado de Romanos, como a gente
colocou, de março a maio desse ano.
Temos a aula de hoje e embaixo toda a
divisão das passagens, como a gente vai
seguir até o final do módulo. Aqui a
gente tem um dos temas que são tratados
dentro dessa passagem, né? Então você
pode ver a data de cada uma dessas
aulas, a sequência, o número de cada uma
das aulas, a passagem que a gente vai
estudar e o tema que de forma geral
resume o que Paulo tá desenvolvendo ali.
Aqui a gente tem a sequência, então a
gente finaliza lá na última semana de
maio e a gente tem aqui uma parte
importante do nosso curso que são
referências bibliográficas para quem
quer se aprofundar no assunto. Alguns
desses nomes o Saon já citou aqui ao
longo da aula, mas vocês podem ver aqui
depois baixar esse documento na
plataforma, caso tem interesse em, por
exemplo, comprar um comentário bíblico e
poder se aprofundar no estudo de
Romanos. O que nesse caso aqui,
diferente dos outros módulos que a gente
fez, ah, é recomendável porque as aulas
tenham uma sequência muito dependente.
Vai ser difícil você chegar lá para
entender Romanos 8 estudar muito bem
tudo que veio antes, né? Então, a o
auxílio de um comentário é muito
bem-vindo. Agora, os comentários
bíblicos têm perfis diferentes e existem
muitas discussões em torno do livro de
Romanos. Então a gente reconhece que
todos os comentários que são colocados
aqui t mérito na sua argumentação, tem
um grande território de intercessão, mas
não vai ser difícil você perceber que
também existe diferenças de
posicionamentos entre eles, mas
referências que não podem ficar de fora.
tem esse comentário do Douglas Mo da
Vida Nova, que é um comentário
exegético, significa que ele vai entrar
fundo no texto, discussões de questões
da língua original, contexto e é uma
obra bem extensa, mas vale muito a pena.
É mundialmente reconhecido como um dos
melhores comentários do livro de
Romanos. E esse daqui que foi publicado
pela Vida Nova de 2023 já é baseado numa
versão recente que esse autor a
atualizou do seu comentário em 2018, tá?
O Thomas Schneiner também da vida nova,
um comentário amplo de romanos.
Eh, também é um comentário de perfil um
pouco mais técnico. John Stot, a
mensagem de romanos. Esse é um teólogo
muito conhecido por vários temas que ele
discutiu e que tem essa série sobre a
mensagem dos livros. Esse daqui vale a
pena para quem talvez não queira mexer
muito assim com questões técnicas, mas
ainda assim queira ter uma abordagem
muito responsável do texto aos romanos.
O comentário de John Stot, FF Bruce é
uma série de comentários que a vida nova
publicou ainda no final da década de 70,
mas muito conhecido, conhecido como a
série dos comentários das bolinhas, né?
Mas FF Bruce aqui, responsável pelo
comentário dos romanos, é um estudioso
do Novo Testamento bastante reconhecido.
Calbart publicou uma das suas principais
obras, justamente como a carta aos
romanos. E Calbart foi um dos maiores
teólogos do século XX. Então, quem quer
conhecer Romanos e como ele tem sido
lido na do século XX para cá, precisa de
alguma forma passar pelo comentário de
Cbart. E o último é esse comentário do
Enity Wright. que é a única obra que a
gente colocou aqui em inglês, mas é uma
obra também referencial nos estudos de
romanos, que já é um estudioso com
publicações recentes no campo de estudos
paulinos e também amplamente reconhecido
como um dos nomes principais aí ah no
estudo dessa área, tá? Então, esses são
alguns comentários para quem quiser se
aprofundar aqui para a inscrição no
nosso curso. Eu vou tentar compartilhar
a tela, ver se a gente consegue já
mostrar para vocês aqui uma versão
preliminar ah do que a gente preparou
para vocês. Vamos lá.
Ah, esse daqui é o nosso site de ensino
da IBNU, ensino.ibibnu.com.br.
Quem já fez o curso básico do Macaros no
ano passado, já conhece a plataforma e
já se inscreveu na na plataforma. Se
você tá chegando agora, é fácil aqui de
encontrar o nosso endereço. Quando você
entrar aqui, a, o curso de romanos não
vai ser esse curso que está na página
inicial. A gente vai mexer nisso nos
próximos dias para ficar mais fácil
ninguém se perder. Mas se você entrar
hoje, você vai clicar em todos os cursos
e aí a nessa aba, o primeiro curso que
vai aparecer é justamente Macários
Romanos. Esse é o curso que a gente está
iniciando agora. Basta clicar aqui
e clicar no botão inscrever. Aqui não tá
aparecendo se inscrever para mim e sim
continuar porque eu já estou inscrito no
curso, mas vai aparecer aqui o botão se
inscrever e aí você já vai ter acesso ao
curso. Quando você clicar, só para você
que não conhece a plataforma ainda, é
assim que vai ser a cara aqui do curso.
Já tá a primeira aula do curso e é
basicamente isso porque a gente tá
iniciando agora, mas vai vão aparecer os
questionários aqui na parte esquerda e
também as próximas aulas e materiais de
leitura, questionários, tudo aquilo que
a gente for compartilhando vai ficar
disponível nessa aba aqui para vocês,
tá? Então a o caminho é
ensino.ibibnewil.com.br
br e clicar na aba todos os cursos para
que vocês tenham acesso a eh a esse novo
curso que a gente vai alimentando ao
longo das próximas semanas com as aulas,
os conteúdos que a gente for
adicionando, tá bom? Então isso daí é é
são as informações de inscrição,
introdução a logística de como vão
funcionar as coisas por aqui. Mas nós já
temos perguntas aqui no chat, gente nova
chegando e gente que a gente conhece
muito bem dos últimos módulos já
mandando pergunta aqui. A Fernanda faz a
seguinte pergunta: podemos dizer que a
carta aos Romanos é um resumo do
evangelho atual?
Bom, Fernanda, obrigado pela pergunta,
né? E eu não sei se a gente pode dizer
do Evangelho atual, né? Talvez um resumo
eh bastante razoável daquilo que é o
evangelho, né? vamos dizer assim,
especialmente o evangelho eh na
compreensão da obra de Cristo e quem é
Cristo para nós. Não é uma coisa que a
gente pode dizer porque você lê Romanos,
você entendeu tudo da fé cristã. A gente
tem toda uma teologia muito eh
significativa nos sinóticos, no
evangelho de João. E eu diria que essas
teologias elas são complementares, né?
Então você tem uma cristologia não muito
detalhada e aprofundada nos Evangelhos e
em Romanos você tem uma cristologia
muito elaborada, mas com certeza se
alguém quer ter uma compreensão
fundamental assim do que que é essa
mensagem, Romanos é absolutamente
necessária e um dos melhores, eh, vamos
dizer resumos teológicos sobre o
Evangelho.
Nós temos mais perguntas, já vou colocar
aqui, mas deixa eu encorajar quem tá
acompanhando a gente e colocar a sua
pergunta no chat. Vamos ter alguns
minutinhos aqui, dá para responder mais
algumas coisas. A pergunta do Abraão,
que inclusive é citado no livro de
Romanos. Quando Paulo diz que toda a
autoridade é constituída por Deus, ele
se refere ao monarca ou ao governo? Se o
monarca, como entenderem imperadores
como Calígula e Nero, que eram perversos
e promiscos?
Então, Abraão, obrigado pela sua
pergunta. Ah, e veja, no ambiente do
Império Romano dessa época, é muito
difícil separar o monarca do governo,
né? As coisas estão tão imbricadas aí no
período, né, em Roma. E o que que
acontece? Quando a gente olha pro
cenário romano da época, talvez a
primeira ideia que alguém poderia ter,
já que nós estamos do lado de Deus, da
justiça de Cristo, e o império romano tá
ligado ao mal, né? Ele é a Babilônia,
ele é a opressão. A gente resolve isso
de maneira muito fácil. Vamos liderar
uma rebelião, partir com espadas para
trazer a justiça divina. Você vai ver
que o ensino do Novo Testamento nunca
considera essa possibilidade, né? A
gente vê isso de maneira muito
emblemática quando Jesus, por exemplo,
repreende Pedro, que pega a espada para
defender Jesus, né, no Getsêmane, e ele
diz: "Não, não é esse o caminho." Então,
quando a gente expande isso, e Roma
tinha muita preocupação, a razão romana
paraa condenação de Jesus é que Jesus
pode complicar o cenário do domínio,
domínio, né, eh, vamos dizer, político e
social de Roma na região. E e nunca foi
essa proposta. Agora, quando você lê
Romanos capítulo 13, que vai falar a
respeito disso, lá o contexto diz assim
que que a a a autoridade que é colocada,
ela tá colocada para eh impedir o mal,
né, que ela tem a a finalidade de fazer
isso e que, portanto, não era a proposta
do cristianismo primitivo, por exemplo,
criar um outro centro de autor
autoridade que fosse uma espécie de
cristianismo com perfil de um ambiente
político paralelo. Ah, não era de fazer
justiça com as próprias mãos, mas
entender que eles têm uma eh batalha
maior para ser vencida no plano ético e
espiritual, individual. Então, nesse
sentido, a fé cristã, ela tinha uma
coisa absolutamente surpreendente, que
era que aparece, aliás, no finzinho do
capítulo 12, né? Não, nunca devolvam o
mal com o mal, mas vençam o mal com o
bem. Então, nesse sentido, apesar do
governo romano, como vamos ser bem
sincero, a vasta maioria dos governos na
história humana, com todo um histórico
de de abuso, de opressão e de corrupção,
de injustiça, né? O Novo Testamento diz:
"Ó, paguem seus impostos, sejam
submissos à autoridades e não tentem
fazer a coisa de outra maneira". O que
não significa que com isso nós estamos
achando que o que Calígula fez tá tudo
bem, que o Nero fez tá tudo bem. Por
isso que o contraponto de Romanos 3 é o
apocalipse. O apocalipse ele é um, vamos
dizer, uma espécie de eh grito de
subversivo que preconiza o fim da
opressão romana, que é ali o o fim, a
queda da Babilônia, que mais cedo ou
mais tarde vai chegar, mas não pela
força e pela violência dos discípulos de
Jesus.
Ah, dizem que o coliseu foi construído
com dinheiro da destruição do templo. É
verdade.
>> Olha, Fernanda, é muito difícil a gente
dizer uma coisa dessas, né? Primeiro
assim que o Império Romano, né, é é
gigantesco, né? E e eles tinham
incursões em toda parte. Os romanos
estavam lá na Lusitânia, né, em
Portugal, eles tinham invadido a a
Bretanha, eh, chegado à Inglaterra, né?
Quem vai a a Inglaterra, lá no caminho
paraa Escócia, você tem um um arco, um
arco não, uma ponte gigante de Adriano,
né, que é escrito, que é que atravessa
de um lado ao outro, né, eles estavam em
toda parte. E assim como muita gente
chega lá no Egito e vê umas pirâmides e
fala, foram israelitas que construíram
essas pirâmides aqui? Então tem gente
que acha que tudo o que acontece no
império antigo tem relação com textos
bíblicos específicos, né? É verdade que
os romanos destróem o templo, é verdade
que eles devamenar para lá. Tá lá o arco
de Tito, né? celebra essa vitória. É
verdade que eles eh têm, né, despojos
que vêm da da província da Judeia, mas é
muito, vamos dizer, muito além dizer que
os recursos que construíram uma coisa
tão gigantesca como Coliseu, eh, foi
tirado só de Jerusalém. Os romanos
tinham um sistema de impostos, né, e e
bastante bem organizado no mundo todo da
época. Então é um pouco de exagero, né,
colocar as coisas nesse termos, nesses
termos.
>> O José Augusto faz um pedido, pastor
Saião, eh me dê uma dica para começar a
estudar a carta de Paulo aos Romanos. E
eu vou até complementar esse pedido que
é, poxa, uma pessoa que abre o livro de
Romanos pode ficar um pouco intimidado,
porque os argumentos são longos, as
coisas que Paulo elabora ali não são tão
simples. E qual é a forma como a gente
pode começar essa jornada sem ficar
talvez tão amedrontado com tudo aquilo
que Paulo tá tratando nesse livro? Saão?
>> Bom, José Augusto e os demais, primeiro
é o seguinte, né? Vale a pena ler a
carta numa versão da Bíblia que você
consegue entender, né? Se você pega uma
versão muito rebuscada, muito arcaica,
aí, meu amigo, é difícil demais. Mas,
por exemplo, nós, você tem a NVI, você
tem a NVT, Nova Almeida Atualizada e até
nesse caso você pode até recorrer à nova
tradução na linguagem de hoje, porque
nos textos mais complexos, uma leitura
numa versão mais acessível, ela faz
bastante diferença.
A segunda coisa que eu indico, para quem
não tem assim uma caminhada
mais eh, vamos dizer e longa, né, de
entendimento teológico, procure a ajuda
de um comentário, como por exemplo, do
John Stot, porque ele é bastante
palatável, bastante acessível. E claro,
e eu também aconselho você escutar o
Rota 66, né, que é um comentário em
áudio, temos também a Bíblia de estudo.
Esses materiais assim juntos vão ajudar
e claro, fazendo o curso aqui,
acompanhando todas as aulas, né, que a
gente vai ter por três meses, vai ser
bem mais fácil pra gente poder eh
usufruir de tudo aquilo que Romanos tem
a nos oferecer.
Bom, algumas pessoas perguntaram de
passagens específicas. Eu imagino que
isso vai ser parte do nosso esforço de
tratar esses textos mais integralmente
dentro do contexto, mas talvez a gente
possa colocar uma questão aqui eh de
interesse geral como a do Eduardo.
Eduardo aqui membro da nossa comunidade.
Eh, se a graça de Deus é abundante, onde
o pecado abunda, Romanos 5:20, por que o
instinto humano ainda tenta usar essa
liberdade como licença para pecar?
Então, eh, quando Romanos 5:20 fala, né,
que, eh, onde, né, eh, o pecado
triunfou, né, o pecado teve eh esse
poder, esse reino, a graça de Deus foi
eh superior e foi maior.
Ah, e ela tá tentando, o texto tá
tentando dizer pra gente como o remédio
de Deus é maior do que a nossa doença,
né? Então, quer dizer, você olhando pro
cenário do ser humano na sua trajetória,
da qual não escapam nem os judeus que
conheciam a lei e a história da salvação
de Deus em Israel.
Então, o quadro é muito problemático.
Todo mundo ficou debaixo de uma
situação, mas a graça de Deus vem sendo
superior, né, a tudo isso, porque Deus
deixou todo mundo, né, debaixo da mesma
condição para exercer a graça. Agora, o
que Romanos vai trazer pra gente é essa
discussão muito forte no capítulo 7. O
que acontece conosco quando a graça nos
atinge nós recebemos a salvação? A
pergunta é: a gente vira gente boa? A
gente é transformado e se torna uma
pessoa sem qualquer conflito de natureza
ética e espiritual? A resposta é não.
Então, nesse sentido, ele vai dizer que
existe um caminho de lidar com essa luta
que é chamada em romano de luta contra a
carne, dessa inclinação que se opõe a
Deus. Agora, o texto de Romanos também
vai dizer pra gente que se uma pessoa
compreende qual é o tamanho do malefício
do pecado e essa pessoa resolve usar
como argumento: "Ah, a graça de Deus tá
aí, então eu posso fazer o que eu b
entendo que no fim vai dar tudo certo."
Essa pessoa não entendeu direito essa
graça. Alguma coisa tá errada. É como
alguém que foi curado de uma doença
muito grave e agora fala: "Ah, olha, eu
vou pegar a doença de novo e não tem
problema nenhum, né?" Então esse
raciocínio sugere que alguma coisa tá
muito fora do lugar. Mas não se esqueça
que a nossa condição de fragilidade, né,
ela permanece até a ressurreição. Todos
nós seremos limitados e frágeis e
precisamos depender da graça de Deus. a
cada dia na nossa jornada de
santificação.
>> Muito bom. Acredito que a gente
conseguiu atender aí as perguntas que o
pessoal colocou no chat. Novamente tem
algumas coisas específicas de passagens
como a debatida passagem de Romanos
capítulo 11, que vai ser de bom proveito
a gente desenvolver todo o argumento até
chegar nesse ponto e conseguir dar uma
resposta mais adequada para os
questionamentos. E acredito que muitos
outros textos, porque Romanos é um dos
textos mais citados, tanto em contexto
de evangelismo, quanto em contexto de
discussão eh de teologia sistemática,
discussão de teologia bíblica, tudo isso
eh de alguma forma vai estar
atravessando o nosso caminho enquanto a
gente tiver eh expandindo e explicando
essas passagens por aqui, tá bom? Ah,
mais uma vez a gente pede que você
acompanhe o curso tanto assistindo as
aulas como se inscrevendo na nossa
plataforma de ensino e aproveite que o
curso tá aqui no comecinho para
compartilhar isso com outras pessoas, se
inscrever no nosso canal, compartilhar o
canal, mas também compartilhar esse
curso em especial para que o pessoal
consiga pegar aí a mensagem do começo e
a nossa reflexão ser mais proveitosa nos
próximos três meses juntos, tá bom?
Então, já adianto aqui meu boa noite,
meu agradecimento a todos que
acompanharam a gente aqui no canal nessa
abertura do curso de Macaro. Estou
empolgado para eh essa nossa jornada
aqui. E também passo a palavra aí pro
Saião dar o boa noite para todo mundo.
>> Muito obrigado, Áila. Obrigado a todos
vocês que eh estão sintonizados conosco,
né? inclusive gente de vários lugares do
Brasil e do mundo, uma alegria muito
grande. Então, recebo aí o nosso boa
noite e sejam sempre sintonizados aqui
na IBNU, né? Aqueles que puderem estejam
preses nas nossas atividades aqui feita
no nosso espaço aqui em São Paulo, né? E
aqueles que estão à distância, sempre
estejam em sintonia conosco e divulguem
os conteúdos que são feitos para
abençoar o reino de Deus. e participe do
curso de romanos de maneira completa e
integral. Boa noite, Deus abençoe a
todos. Ciao. Ciao.

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