Makários | Mód. Avançado: Romanos | Aula 1 | Introdução à Carta aos Romanos | Luiz Sayão
04/03/2026
Makários | Mód. Avançado: Romanos | Aula 1 | Introdução à Carta aos Romanos | Luiz Sayão
Módulo Avançado: Romanos
Aula 1
Introdução à Carta aos Romanos
Luiz Sayão
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Fonte: Com IBNU
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[música] เ เฮ [música] [música] เฮ [música] Muito boa noite a todos que acompanham aqui o nosso novo módulo do curso de teologia Macários. Bem-vindo, bem-vindo a todos que estão para a nossa primeira aula do curso avançado que a gente inicia hoje na carta aos romanos. Já vou dar o boa noite ao Saião e depois falar um pouquinho aqui do nosso módulo. Boa noite, Saião. >> Boa noite Áila. Boa noite a todos vocês em sintonia aqui com a IBNU, nosso curso Macários. Já convide os amigos aí porque essa jornada vai ser mais do que especial. Vamos aprender muito, >> com certeza. Bom, algumas pessoas estão chegando aqui agora, outras pessoas estão voltando aqui dos módulos anteriores que a gente fez do curso Macários no ano passado. O curso Macários começou no ano de 2025 com três módulos que constituíram um curso básico de teologia, um módulo de teologia sistemática, um módulo de Bíblia e um módulo de vida prática da igreja. Esse curso básico a gente concluiu. Então o curso básico de teologia Macários foi o que a gente realizou e agora a gente tá começando uma nova fase do Macários, que são os módulos avançados. A gente vai continuar com a estrutura de um curso de teologia. A gente vai continuar com ênfase em Bíblia, teologia e vida prática da igreja. Mas agora dando um passo além para você que já completou esse curso básico ou que está chegando aqui agora. para que a gente tenha condições também de tratar de assuntos mais aprofundados do que é possível. Por exemplo, um módulo de panorama do Novo Testamento. Em panorama do Novo Testamento não dá pra gente caminhar em todos os capítulos de Romanos, mas em um módulo como esse que a gente dedica só a esse assunto, a gente pode se aprofundar. E para o primeiro módulo, a gente tem a um desafio grande, que é conseguir escalar o Monte Evereste do Novo Testamento, que é a carta aos romanos. Essa é certamente a carta mais longa e elaborada do ponto de vista teológico e argumentativo que Paulo coloca no Novo Testamento. Certamente vocês vão perceber isso na aula de introdução que o Saon vai desenvolver hoje, mas a gente vai fazer isso ao longo dos próximos 3s meses, março, abril e maio. E a gente vai fazer isso ao longo de 26 aulas. Então, é uma carga horária considerável, dá para tratar bastante coisa, mas vocês vão ver que tem muita coisa que a gente gostaria de desenvolver e Romanos é tão rico que a gente não vai conseguir, obviamente esgotar o que a gente pode compreender desse livro. Mas é uma caminhada significativa. A gente fica muito feliz que você tá com a gente hoje aqui para essa primeira aula. E agora então eu passo a palavra pro Saião e no final a gente volta aqui para falar também de algumas questões do curso da estrutura, inscrição, programa propriamente dito. Boa aula a todos. Boa aula saião também. Já vou projetar aqui o material. Muito bem pessoal, sejam bem-vindos à nossa aula do Macários. Boa noite, boa tarde e bom dia. Eu sei que tem gente aí no Japão que tá conectado e merece o bom dia. Tem gente na Califórnia que merece o boa tarde e gente em vários lugares do Brasil já apareceu João Pessoa, São Paulo e que recebem aí o nosso boa noite. Sejam bem-vindos aí. Vamos aprender muito quando estudamos eh romanos, né? Não se esqueça, esse curso é muito especial, é fundamental e a gente vai ter aí oportunidade, né, vocês todos que estão sintonizados, inscrevam-se no canal. Quando você se inscreve, dá o joinha, você é ah sempre avisado de todas as aulas, mensagens, celebrações, né, que aparecem aí. E também eh logo nós vamos ter um link disponível para você fazer assim, vamos dizer, a sua eh matrícula oficial, na sua entrada assim registrada como nós temos tido no nosso curso até aqui, né? EVTV pra gente aí de Pernambuco, de São Paulo e de outros lugares. Mas pessoal, vamos lá para pensar aqui nessa aula. Hoje nós vamos dar uma introdução a romântica. Quer dizer, o que que a gente precisa saber sobre a realidade daquele período, daquele contexto da vida do apóstolo Paulo para entender a carta aos Romanos? Então, a gente aqui vai, né, caminhar para compreender isso e daqui a pouco, né, no que lá vai voltar, nós temos possibilidades aí de você enviar as suas perguntas. Então, vamos lá. Nós estamos falando de carta aos Romanos no período do Novo Testamento. Muito importante observar que nós temos o domínio da região em torno do Mediterrâneo do Império Romano. Aí você tem o Império Romano com as suas diversas províncias aí no período do final do primeiro século pro começo do segundo século. Aqui tá mais exatamente o começo do segundo século. E então, nesse momento, esse império que tem cultura predominantemente latina na parte ocidental, predominantemente grega na parte ah oriental. E então nós vamos ter esse chamado mundo greco-romano. Nesse período, o Império Romano, que dominava diretamente toda essa área, tendo uma população de cerca de 60 milhões de habitantes, ah, estabeleceu um domínio conhecido como Pax Romana, um período de fortalecimento do império, quando o imperador, né, desde o César Augusto, centralizou demais o poder e até se proclamou divino, né? E claro, o centro desse grande império, um dos mais impressionantes e duradouros da história, era a famosa cidade de Roma. Então, o que que a gente vai descobrir, né? Esse Império Romano é muito impressionante com essa capacidade que eles tiveram, né, de dominar toda a região, vencer já no segundo século antes de Cristines nas famosas guerras púnicas, eles transformaram o mar Mediterrâneo numa espécie de lago particular, né, que foi chamado de Marenostrum. E por isso eles tiveram a condição de fazer com que houvesse um grande desenvolvimento econômico, desenvolvimento de transportes, da circulação de mercadorias, de construção de estradas, de um sistema de comércio, desculpa, de correio muito eficiente. E exatamente aí você vê uma das famosas estradas que marcam a história de Paulo, né? E a história dessa grande expansão romana antiga viagnácia, né? Que esses restos arqueológicos estão na região de Filipos, na Grécia e podem ser vistos até hoje uma marca desse grande poderio do Império Romano Antigo. E aí que que acontece? O apóstolo Paulo vai surgir no cenário da expansão da fé cristã primitiva. Paulo, né, vamos entender bem aqui, né? Paulo eh, vai dar o grande passo dessa fé no Messias Jesus, que inicialmente faz sentido só no contexto de Israel, do povo judeu, como a gente bem pode compreender, e se expande aos poucos para os não judeus. E qual é a situação peculiar de Paulo? Paulo é cidadão romano. Paulo é alguém que tem educação grega, né? Ele que veio ali da cidade de Tarso, na Silícia, né? E ele é alguém de total formação religiosa judaica, farisa. E aí Paulo, né, chamado por Deus, ele que tem o nome original hebraico Shaul, né, que é o mesmo nome Saul, que falando de maneira greco-romana, a gente diz Saulo, ele tinha esse nome e e ele tinha o seu nome romano. O nome romano é Paulo, né? Eh, contra aquela ideia popular de que um dia Saulo virou Paulo, não é o caso. Ele tinha os dois nomes porque ele pertencia, vamos dizer, a esses três mundos. né? Paulo então acaba eh sendo eh aí o veículo, né, o instrumento de Deus para a grande expansão da fé em Jesus no Império Romano do primeiro século. E a gente sabe, né, ele vai fazer três viagens missionárias descritas em Atos. Essas viagens acontecem entre os anos 46 e 57, mas depois ele vai fazendo uma quarta viagem, né? aí que vai ser uma viagem eh para Roma, finalmente no fim de Atos e ainda fará uma viagem depois disso, conforme muitos estudiosos observam com razão. E aqui você pode ver, né, o cenário da terceira viagem missionária de Paulo que acontece entre o final do ano 52 até o ano 57. Ele vai ficar, por exemplo, 3 anos em Éfeso e vai ser marcante. E essa referência é fundamental pra gente entender o que vai acontecer na carta de Paulo aos Romanos. Que que a gente precisa compreender? Esse ambiente onde o apóstolo Paulo vai ter uma dimensão teológica e missiológica fundamental é um ambiente difícil. Por quê? Por quê? Esse império romano que traz, né, uma espécie de herança religiosa que envolvia redimensionamento dos antigos deuses gregos, tinha também a situação eh de muitos cultos de mistério, cultos espalhados de diversas partes do império, né? por exemplo, tinha culto a Ises, a Cibel, ah, culto a deuses e deusas e alguns muito estranhos. Havia uma espécie de sincretismo religioso, ah, no ambiente, né, multidiversificado do Império Romano. E nesse contexto surge aquilo que esses gentios, esses gregos e romanos e outros povos vão ver na tradição judaica. E os judeus são diferentes. Eles acreditam num Deus só. Eles se reúnem num espaço conhecido como sinagoga. Ah, eles têm uma preocupação com pessoas necessitadas e têm uma estrutura familiar bastante mais definida. Ah, eles não têm estátuas. Eh, eles eles são diferentes do ponto de vista religioso e ético e eles começam a chamar atenção por causa disso. Muitas pessoas nesse cenário do mundo greco romano fica interessado no judaísmo. Havia uma grande quantidade de pessoas que eram chamados amigos da sinagoga, que mais definidamente são chamados de temes a Deus no Novo Testamento. como a gente tem o destaque, por exemplo, uma pessoa como Lídia, como Cornélio. E aí o que vai acontecer? A fé em Jesus, inicialmente restrita ao mundo judaico, de repente ela começa a se espalhar e expandir no mundo gentílico entre gregos, romanos e gente de todos os povos, porque a fé em Jesus aparece com o seu perfil universal. E aí vem uma grande discussão que vai marcar a igreja primitiva que está presente demais na carta aos romanos, que é a questão o que que acontece com o pagão gentil quando ele acredita e deposita a fé e passa a seguir o Messias de Israel. Como é que vai ser esse cenário? O que que se exige? E essa discussão está presente em Atos e ela vai ter uma relevância muito significativa no livro de Romanos. E aqui nós lembramos do Concílio de Jerusalém no ano 49, que depois da primeira viagem missionária, a pergunta era exatamente essa: o que fazer com os gentios que estão agora na comunidade da fé? E aí o que que vai acontecer? Muito interessante, muito curioso. Nas grandes viagens de Paulo, duas cidades merecem destaque. Uma a gente, eu já mencionei que é Éfeso, né, que vai ser a cidade importante da terceira viagem, mas a outra é Corinto. Corinto, um ambiente muito pagão, com uma proposta, vamos dizer, de vida ética muito a quem, né, daquilo que é referência da tradição do cristianismo e até mesmo da tradição judaica. E Paulo é levado para lá numa uma atitude irônica, né, por parte de Deus, porque ele era um fariseu de fariseus e tá no ambiente mais pagão possível. E ele vai anunciar o evangelho lá. E a grande cidade de destaque no território da Grécia é Corinto, né? Ele tinha estado na Macedônia, lá em Filipos, agora desceu paraa Caia, está em Corinto. E isso acontece no contexto da sua segunda viagem, mas só que ele vai voltar para lá na terceira viagem e isso vai ter bastante importância para entender o que vai acontecer no cenário ah de Romanos. Então, dá uma olhada comigo. Por exemplo, quando a gente olha o livro de Atos, capítulo 18, verso 23, veja que tem uma transição lá que a gente não consegue eh perceber a primeira vista, né? Porque Paulo faz uma primeira viagem missionária do ano 46 ao 48. Depois ele faz uma segunda do ano 49 até o 52. E aí quando ele termina, o texto bíblico diz apenas isso, ó. Depois de passar algum tempo em Antioquia, Paulo partiu dali e viajou por toda a região da Galácia e da Fríja, fortalecendo todos os discípulos. Então, observe bem que nesse versículo 23 começa essa terceira viagem que vai do ano 52 até o ano 57, final do 52 até 57, no primeiro semestre do 57. E aí quando a gente lê mais na sequência da terceira viagem, nós vemos o que está aí nos próximos versículos. Enquanto o Apolo estava em Corinto, Paulo atravessando as regiões altas, chegou a Éfeso, ali encontrou alguns discípulos. Então você vê, Paulo tá em Éfeso, Apolo está em Corinto, eles vão se encontrar e mais tarde, no capítulo 20, 31, Paulo tá terminando essa terceira viagem. Quando essa viagem que tem o centro da sua atuação acontece em Éfeso, Paulo vai sair de lá e antes dele voltar a Jerusalém, ele vai para a região da Macedônia, inclusive para, né, eh, ali, eh, coletar uma oferta para os pobres e necessitados de Jerusalém e vai passar em Corinto. E ali é, nós vamos ter o nascimento dessa carta aos romanos. Então vamos aqui entender qual é o cenário que envolve a cidade de Roma. Aí você pode ver uma foto do famoso Coliseu Romano, um grande espaço eh de diversão e de espetáculos públicos que agradava a corte romana e que cabia aí cerca de 45.000 pessoas. num espaço enorme, né? Eh, que que acontece? Paulo sempre teve o interesse de ir para Roma, né? Ele até escreve na carta aos Romanos que ele desejava ir para lá. E parece que ele tentou fazer isso, de acordo com os estudiosos, na segunda viagem missionária, quando ele sai da região, né, dali da Anatolia, ele estava em Troade, ele vai chegar, ah, inclusive vai passar pela viagncia e vai chegar a Filipos. Aí surge um cenário curioso que é, né, inclusive relatado pelo historiador Suetônio, que Cláudio no ano 49 expulsa os judeus de Roma por causa de agitações que acontecem lá em função de um tal de crestos, provável referência a Cristo. E aí Paulo, então, que poderia ir direto para lá, ele parece desistir da saída para Roma e então ele vai descer na direção sul para Corinto, vai para Atenas, conforme nós vemos no relato de Atos. Mas ele nunca deixou de ter Roma nesse cenário. Ele tinha o interesse de chegar à capital do grande império, aquilo que seria o centro do mundo paraa expansão do evangelho de Cristo Jesus. E ele só vai conseguir fazer isso no final do livro de Atos. E lá em Roma ele vai ser eh aprisionado e vai ficar por 2 anos numa prisão domiciliar e finalmente chegará à cidade de Roma. Antes de que Paulo pudesse chegar e viajar para Roma, Paulo vai ter a oportunidade de escrever a tão famosa e importante carta aos romanos. E aí a gente pode ter uma ideia aí do do cenário cronológico, né? Isso não é tão fácil da gente decidir com muita clareza, mas é possível que Paulo tenha nascido em torno do ano 5 da era cristã. Ele nasce em Tarço da Silícia, de família muito boa. Seu pai já era cidadão romano. Ele tem uma educação, vamos dizer, privilegiada, né? ele conhece, você vê que lá em Atenas ele cita, né, a literatura grega assim com facilidade. Provavelmente em torno do o o o ano 11, quando ele tá aí com 5, 6 anos de idade, ele começa a frequentar a escola da sinagoga. Sinagoga não era simplesmente um como é uma um templo religioso, ela é um espaço da comunidade. Ela ela funciona com outras finalidades e não somente litúrgica, né? Então ele frequenta a escola da sinagoga e ele tem o grande encontro com Cristo Jesus, o Messias, na estrada de Damasco, quando ele se converte a Cristo, né? E aí Paulo, eh, sendo judeu, se torna, digamos assim, um judeu messiânico, né, que agora encontrou o Messias de Israel e será chamado a ampliar essa realidade como alguém que haverá de proclamar paraas nações. E aí ele passa um período, né, totalmente de preparo, de caminhada, muito apoiado por Barnabé, inclusive. E depois nós temos aí o relato das viagens, tá vendo? Primeira viagem muito mais limitada do ano 46 a 48, a segunda do 49 a 52, a terceira ou final do 52, comecinho do 53 até 57. Alguns autores chegam a sugerir 58. Eu acho que ela fecha mesmo em 57. E 59 a 62, a quarta viagem, né, que ele vai para Roma e vai ficar preso lá até o ano 62. E mais tarde ele vai ter o seu martírio em Roma. E a carta aos Romanos vai surgir nesse período da terceira viagem missionária. Onde saiam? Como é que a gente observa isso? Quando Paulo está ah em Roma. quando, desculpa, quando Paulo escreve para Roma estando na cidade de Corinto, a gente logo vai fazer uma referência a isso aqui, ah, na sequência da nossa, reflexão. E quando a gente olha para as cartas, você pode ver aí como é que, eh, funcionavam as cartas eh paulinas, né? E de modo geral, elas têm uma espécie de situação bastante eh estruturada, com uma espécie de coerência de estrutura literária. Nós vemos aí, né, nós temos um início com apresentação do remetente, os destinatários, as saudações, ação de graças, aí o corpo da carta com uma exortação inicial, uma declaração aqui que a carta pretende, né? as discussões teológicas, exortações éticas e geralmente com uma conclusão que sempre caminhava para aspectos práticos, com muitas saudações individuais, um desfecho de natureza pessoal e até mesmo uma doxologia, né, uma oração assim bastante nítida eh que aparece nas cartas. É interessante a gente observar eh quando a gente lê o texto de Romanos 16, né, quando Paulo tá falando, desculpa, Primeira Coríntios 16, ele escreve e vai fazer eh menção, né, a as a sua necessidade de ir lá para a região da Macedônia, que ele pretendia ir para lá. E e aí aparece o relato do final da sua viagem lá, da terceira viagem e mostra, né, as preocupações do apóstolo Paulo. Voltando aqui pro texto de Romanos, mesmo propriamente dito, nós vamos eh ver e o que aparece no texto ah em Romanos 16, ó, diz o texto assim: "Recomendo a vocês a nossa irmã Feb, serva da igreja em Sencreia, né? sem creia é o porto junto de Corinto. Peço que a recebam no Senhor de maneira digna dos santos e lhe prestem ajuda de que venha a necessitar, pois tem sido grande auxílio para muita gente, inclusive para mim. E quando Paulo vai escrever pros romanos, ele tá recomendando FEB, que servia a igreja em Sancreia, que é esse porto de Corinto. Então, a a muita clareza aqui de que Paulo escreve enquanto está em Corinthians e tudo indica que Febe é a pessoa fundamental e para até mesmo levar essa correspondência, porque Paulo tá dizendo: "Olha, eu quero, quero que vocês a recebam muito bem a quando ela chegar aí". E aí, olhando para essa realidade, vamos dar uma olhada nessa questão das cartas. né, do Novo Testamento e incluindo Romanos. Que que acontece? Essa fé em Jesus se espalha pela região principalmente oriental de fala grega do Império Romano, especialmente inicialmente pela região da Península da Anatólia, onde hoje é o território da Turquia. E quando se espalha por lá, eh, nós temos as questões, a as dúvidas, a necessidade de encaminhamento dessas comunidades. E parece que se não for a primeira, tá entre as primeiras, os estudiosos discuteem uma das cartas que aparece no cenário a carta aos Gálatas, nessa região que você vê destacada aí, a carta aos Gálatas, possivelmente, na minha opinião, escrita em torno do ano 49, né? Você vê o apóstolo Paulo já nessa a ação, né? Esse espaço maior aí, a carta aos Gálatas vindo ali de Antioquia. Depois nós temos como resultado do que Paulo faz na Segunda viagem a carta aos Tessalonicenses, né? E você pode imaginar, as pessoas estão perguntando o que vai acontecer com os cristãos depois da morte, quando será a vinda de Jesus, como entender o que tá acontecendo no império romano? O que fazer diante de ideias que estão surgindo, que parecem desto do ensino paulino? Então, essas cartas, porque o Império Romano tem estradas, porque é possível escrever uma carta, porque é possível mandar uma carta, porque nós estamos em tempos de paz. E isso tudo é um um espaço, né, histórico muito significativo que permitiu num momento, né, que a Novo Testamento vai chamar na plenitude dos tempos, né, que Deus envia sua salvação, que vai se espalhar por todas os espaços do antigo império romano. Depois você tem cartas, né, que são mandadas de Éfeso para as outras igrejas. E aí nós temos o destaque tanto eh para, né, especialmente para Corinto, né, como a gente vai descobrir no final de Primeira Coríntios e talvez uma possibilidade para Filipos também. E em Corinto, a possibilidade mais razoável é que Paulo vai escrever nesse contexto do inverno, da virada do ano 56 pro ano 57. Quer ver que coisa interessante? A gente vai observar no livro de Atos, quando nós estamos falando dessa ocasião da terceira viagem missionária. E aqui é muito interessante estudar eh Atos e Lucas por causa do olhar assim histórico bastante preciso de Lucas. Diz o texto o seguinte, né, em Atos capítulo 20, eh, versículo 1 em diante, cessado o tumulto, né, nós estamos falando de Paulo saindo do tumulto de Éfeso. Paulo mandou chamar os discípulos e depois de encorajá-los, despediu-se e partiu para Macedônia. Macedônia, parte norte da Grécia, cidade de destaque maior ali, Filipos, mas também ali ao lado está Tessalônica. viajou por aquela região encorajando os irmãos com muitas palavras. Por fim, chegou a Grécia. Como assim? Tava na Macedônia, chegou a Grécia. Uma referência mais exata é a ACIA, a parte SUM, né, que aqui é chamado de Grécia, muito certamente a cidade de Corinto, onde ficou 3 meses. Então, esses 3s meses deve indicar esse período de inverno do final do ano 56, começo do 57. E aí quando estava a ponto de embarcar para a Síria, os judeus fizeram uma conspiração contra ele, por isso decidiu voltar pela Macedônia e vai sendo acompanhado de lá ele vai navegar ah conforme a sequência de Atos. Então é muito razoável entender que nesse momento essa carta especial aos romanos é elaborada. Depois, mais tarde, Paulo vai chegar a Roma, finalmente, no desfecho do livro de Atos, onde ele vai ficar preso. E de Roma ele vai mandar as famosas cartas da prisão, que são Colossenses e Filemon, né, Efésios e também Filipenses, de acordo com a maioria dos estudiosos, inclua-se Filipenses aí. Então você vê que todo esse grande desenvolvimento teológico, didático, ético, vivencial, comunitário do apóstolo Paulo se organiza nessas cartas, nesse período, né? pega as viagens do ano 46 até o ano 62, no máximo, com as três viagens missionárias e também a a prisão em Roma e as cartas sendo escritas, todas elas, exceto as famosas cartas pastorais que são posteriores a isso, primeira e segunda, Timóteo e Tito. E aí a gente então começa agora olhar para a carta de Romanos. propriamente dito. Que que acontece? É curioso. Paulo vai mandar uma carta para uma igreja que ele não tinha estado lá anteriormente. Ele gostaria de ter ido, mas não pôde. E quando ele tá escrevendo, ele ainda não conhece a igreja de Roma. E a pergunta, como assim? De onde veio então essa igreja de Roma? a gente não sabe, parece um desdobramento da expansão, vamos dizer, mais ou menos espontânea do Evangelho, mas lembre-se que desde Atos 2, na ocasião do Pentecostes, quando o Espírito Santo cai, vem sobre ali os primeiros, né, abençoados pela chegada do Espírito, lá você vê que havia gente que tinha vindo de Roma paraa grande festa de Chavote, a festa da colheita. Esses judeus de Roma que recebem o Espírito Santo, voltam para lá e aí a cidade começa a ter os primeiros indivíduos que conhecem a mensagem do evangelho. Esses cristãos de Roma, portanto, são que tipo de cristão? uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. A grande metrópole e capital do império, ela é bastante diversificada. Então, são cristãos que vieram do judaísmo e do paganismo, certamente romanos, mas gente de outros povos também. E qual é o problema? Eles podiam entender questões referentes à lei e ao Antigo Testamento, como por exemplo, aconteceu com os Gálatas. Se você for olhar, né, a carta aos Gálatas, por qualquer cronologia antecede a carta aos romanos. E qual é a questão? A questão é a seguinte, é que essa fé em Jesus, no Messias de Israel, citado no Antigo Testamento, cujo corpos de ensinamento vai trazer para nós a lei de Deus. E a pergunta é agora, o que é que a gente faz? Esses gentios que creram no Messias, Jesus precisam se tornar judeus? se precisam que judeus fariseus e de que tipo o que que eles são obrigados a fazer o que não são? E afinal de contas qual é a função? Como é que faz isso? Ou seja, a igreja de Roma vai se estabelecer como talvez mais do que qualquer uma, como uma igreja mista que tem gentios e judeus seguindo a Jesus e agora precisa de orientação. Paulo não só tem o seu propósito missiológico, estratégico na divulgação do evangelho, mas ele precisa ensinar os romanos naquilo que é fundamental e importante. O que que a gente pode perceber então que Paulo viu a urgente necessidade de tratar as questões mais importantes da salvação em Cristo e da justiça de Deus e de como isso faz sentido para judeus e gentius. Uma das maneiras de olhar bem para romanos e olhar, né, pro livro e perceber assim uma organização quase sistemática da soterologia, que é um olhar predominante em toda a tradição da comunidade protestante de origem da reforma e olhar aquilo que a gente vê, né, que a justiça de Deus se revela de fé, em fé. fé e e e o evangelho, né? Eh, não me envergonho do evangelho de Cristo, né? Porque ele é essa mensagem de salvação, eh, que é trazida. Então, aparece para nós muito claramente o que quer dizer eh o a ruptura com Deus, né? A rejeição do conhecimento de Deus, a situação de pecaminosidade e e e de estar sobí de Deus. eh, tanto para judeus como para genti a explicação do que significa o que a gente pode chamar de uma autistologia, o que quer dizer o que Cristo fez por nós, o que isso significa especificamente e sempre nesse cenário de manter essa conversa sobre justiça, salvação em Cristo e como isso se relaciona olhando, né, para o ambiente judaico e gentílico. Então, a carta, ela é reconhecidamente a carta de maior, vamos dizer, eh referência teológica do Novo Testamento, o âmago do que a gente pode chamar da teologia paulina. E o que que a gente então ainda vai perceber? Como mencionei, Paulo não conhecia pessoalmente os cristãos de Roma. Isso é muito interessante. Uma das coisas que me chama muita atenção é como Paulo manda tantas saudações pessoais para um ambiente de uma igreja que ele não conhecia pessoalmente. É curioso porque na carta parece até referência à gente que é parente de Paulo de alguma maneira. E a gente deve lembrar nesse Império Romano tem trânsito de pessoas. a gente que Paulo conhece de outro lugar e agora tá em Roma, gente que ele conhece de referência. É muito interessante. E nesta carta aos Romanos, Paulo vai então começar a se relacionar com esta igreja. E aí um fator interessante que vale a pena a gente considerar aqui. Observe bem, isso é difícil de muita gente entender hoje, né? né? Até porque muitas pessoas têm um olhar assim mal direcionado para o que realmente aconteceu na igreja primitiva. A igreja primitiva, inicialmente, ela é totalmente judaica. Do ponto de vista histórico, sociológico, o cristianismo primitivo, ele é visto, inclusive pelo Império Romano, como uma espécie de novo judaísmo, um judaísmo mais aberto que tá recebendo pessoas de fora. O judaísmo da época já recebia pessoas de fora, só que eles precisavam se converter ao judaísmo. Então eles eram os chamados prosélitos, às vezes mais fervorosos do que os judeus. vamos dizer étnicos e aqueles que estavam próximos, interessados na sinagoga, que eram os tementes a Deus. Só que o que que vai acontecer? essa fé começa a crescer e se expandir no ambiente gentílico. E quando isso acontece, eh, nós vamos ter um número crescente de gentios até o ponto em que a comunidade gentílica será maior. Em Roma, nós temos uma situação peculiar e eu diria até diferenciada, que provavelmente tem a ver com essa razão de ser da carta de Paulo, é que em Roma os judeus foram expulsos por causa das discussões e confusões que acontecem lá. Como muitos judeus são expulsos, o que certamente acontece é que a comunidade que anteriormente muito possivelmente era majoritariamente judaica e os gentios então ali se encaixavam nela, agora ela se torna uma comunidade cada vez mais gentílica. Então a compreensão dessas coisas ela se torna mais necessária e urgente. E como nós podemos observar, e aí vale a pena e e olhar até o texto de Romanos aqui, porque fica claro que Paulo tinha outras intenções. A ideia é que o evangelho deveria se espalhar por toda parte, né, para alcançar, né, digamos assim, até os confins da terra. E as evidências são claras que Paulo queria ir longe. Então, quando ele escreve ao Romanos capítulo 15 aqui do verso 23 em diante, ele diz: "Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar e visto que há muitos anos anseio vê-los". Isso em Romanos, na carta aos Romanos, Paulo escreveu, planejo fazê-lo quando for à Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar a vocês a oportunidade de me ajudarem em minhas viagens para lá depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. E aí você, como a gente conecta com Atos 20, porque ele diz: "Agora, porém estou de partida para Jerusalém a serviço dos santos, pois a Macedônia e a Caia tiveram a alegria de contribuir para os pobres que estão entre os santos de Jerusalém. Então ele pega essa coleta que é mencionada em Atos 20 também para sair da região da Macedônia e voltar para Jerusalém no final da terceira viagem que acontece no ano 57. Paulo inclusive quer estar em Jerusalém antes do Pentecoste, maio do ano 57. E aqui ele escreve dizendo para eles: "Olha, eu tenho desejo, tá tudo planejado, eu quero ir paraa Espanha". Então, com apoio de Roma, ele pensava, você tá falando de Roma, capital do império. Essa igreja, certamente tem pessoas que têm recursos que podem permitir isso. Ele desejava ir de lá para evangelizar a Espanha, onde para onde Paulo pretendia ir. Inclusive, até hoje tem uma tradição na parte, né, oriental da costa espanhola, ali, não muito longe de Barcelona, onde Paulo teria chegado. E aí, o que é que a gente então percebe? Essa carta, muitas vezes chamadas da epístola mais importante significativa, ela foi escrita então depois de Gálatas, de primeiro e segundo Tessalonicenses e Primeira e segunda Coríntios. Então, digamos assim, é uma carta de um momento, vamos dizer, muito eh amadurecido na construção teológica de Paulo. Paulo já tinha escrito as outras cartas, já tinha cuidado, né? Quer dizer, o que ele vai tratar em Romanos, de certa forma já esteve presente em Gálatas. Quem acha que Gálatas é um pouco mais tardio, eh, um pouco anterior a Romanos, por exemplo? E claro, as outras cartas que t pertinência também. Tudo indica que Paulo estava em Corinto, onde ele permaneceu 3s meses aí, Atos 20 verso 3, no inverno entre 56 e 57, né? Então você tem esse período de dezembro até março, né? E como nós pudemos ler, a carta muito provavelmente foi levada por Febe, que servia a igreja de Sencreia, né? Quem visita Corin, você anda hoje lá mais ou menos uns eh 8 minutos de ônibus, você chega, inclusive até hoje é possível ver o porto de Sancéo, o resto do porto antigo, de onde, né, ali saíam os barcos que viajavam, né, ali para outras partes. E certamente Paulo, não só ele sai dali, mas a própria FEB, né, que atuava servindo a igreja lá, eh, de lá que ela certamente vai para Roma. E aí, olhando para a carta, a gente pode então ver que essa carta de 16 capítulos que deve ser dividida em duas partes principais, capítulo 1 até o capítulo 11, com todo o seu grande ensino doutrinário robusto. e o capítulo 12 até o 16 é o que a gente pode chamar da parte prática da carta aos romanos. E o que vemos, né? Nós vamos ter a oportunidade de discutir cada capítulo do nosso curso. Aqui vocês vão ver cada dia uma aula tratando com detalhes, né, durante esses próximos 3s meses, né, aí os detalhes da carta. Mas de modo geral, nós podemos dizer anunciadamente que a justiça de Deus é o tema que aparece logo no começo, né? Como é que Deus, que é justo, é capaz também de trazer justificação. E como isso acontece? Então, a justiça de Deus e a salvação certamente tem um destaque primordial no texto da carta aos Romanos. Depois, claro, o tema que logo se destaca, logo no capítulo dois você vê isso, né? É como é que fica, né, essa situação? Tá claro para quem conhecia, né, a revelação bíblica anterior, que o mundo pagão, gentílico sem Deus tava numa situação muito a quem daquilo que se poderia esperar do ser humano. Mas a pergunta é: e como está a situação dos judeus? Então aparece a ideia, né, que judeus e gentius estão os dois numa situação de necessidade, né? E aí isso abre um um grande embate, né, que tem acontecido, porque vocês vão ter na nossa bibliografia uma série de eh livros interessantes e e fundamentais, né, alguns comentários desde FF Bruce, Thomas Schreiner, mas também obras de estudiosos como Part e Enity Wright, que são conhecidos autores eh sobre romanos. E uma das coisas que tem sido discutida nos últimos tempos, né, principalmente em função de estudiosos britânicos, como é o caso do Ty Wright, é exatamente em que medida a discussão de Romanos está eh entendendo, né, que os judeus eh não compreendem o que é salvação pela fé e que eles estão tentando ter salvação pela lei ou se a discussão é tem a ver com uma crítica ao exclusivismo judaico, né? E e a discussão ela é detalhada, ela tem pontos favoráveis e e não favoráveis, né? É difícil você ler tudo aquilo que nós vemos em Romanos e não perceber que Paulo, de fato, tá pelo menos questionando a ideia de que alguém pode eh ter privilégios e méritos diante de Deus em função de uma justiça que vem da lei. Tanto isso em Gálatas como em Romanos. Mas ao mesmo tempo, é verdade também que nós temos essa situação que parte da tradição judaica da época, especialmente de raiz farisica, ela se tornou bastante exclusivista e que isso também tá no cenário. Então, quer dizer, nós vamos ter tempo aqui de conversar sobre isso. Então, judeus e gentios na fé, como é que deve se entender isso? E aí interessante que na sequência Romanos vai tratar da nova humanidade em Cristo. O que que é esse novo homem? Como é que é essa relação daquilo que a gente vê em Adão e a gente vê em Cristo? Essa esse conceito, né, que desafia a maneira que os romanos e até que o próprio judaísmo predominante tinha na época, né? E como é que isso deve ser visto e quais são os desdobramentos disso. Uma coisa muito importante na teologia do Novo Testamento é o papel do Espírito Santo. Nós vamos ver isso em Atos, nós vamos ver isso na própria teologia de Paulo. E a coisa curiosa, né, é exatamente nessa nessa caminhada, né, de discípulo de Cristo, que crê naquilo que é fundamental e prossegue na sua vida, existe um desejo de estar em sintonia com a vontade de Gina, que na tradição bíblica tá ligada à lei. Mas como é que funciona isso? O papel do espírito, o espírito naquilo que tem a ver com santificação, naquilo que é chamado de novidade de vida, essa vida nova em Cristo em função da ação do espírito, é um tema assim extraordinári importante, fundamental. E aí Paulo prossegue e quando, especialmente lá nos capítulos de 9 a 11, ele vai discutir essa questão que envolve a soberania divina, aquilo que tem a ver com a lei, melhorar, a eleição, a escolha de Deus. e fala da escolha que Deus faz em relação a Israel na história. Mas aí surge uma questão muito significativa, porque para essa comunidade, vamos dizer, mesclada de judeus e gentius, surge a pergunta: "Pera aí, parece que a maioria dos judeus não está entendendo o Messias Jesus conforme Paulo?" Então, vamos pensar. Quer dizer que Deus então se esqueceu de Israel e o povo judeu é uma página virada. Paulo vai dizer de modo nenhum, até pela minha própria pessoa, eu sou, né, judeu da tribo de Benjamim. E aí ele vai falar que no passado não é bem assim. não era só o fato de alguém ser etnicamente eh eh judeu, tava tudo resolvido, não era o caso. E aí ele vai dizer que Deus tem planos futuros para Israel na redenção e que ah Deus não pode ter esquecido aqueles para quem ele fez promessas, até porque se esse for o caso, que garante que essas promessas feitas agora vão ter qualquer sentido. Então ele trata desse assunto que é pertinente para o contexto. E depois Paulo vai chegar, ele termina essa primeira parte com um cântico assim de adoração, de, né, de celebrando a a grandiosidade da sabedoria divina em toda a história da redenção. Ele termina então depois com a questão prática, né? como é que a gente vive servindo na comunidade. Vai falar sobre os dons de como se relacionar com a a as autoridades. Vai mencionar como é que a nossa vida deve ser em relação à aquele que acha que não pode comer é isso, que tem discussão sobre qual é o dia melhor, o que que é importante nessa relação. E ele termina mandando muitas saudações, mensagens profundas, afetivas para a igreja de Roma. Então, é especial demais a carta aos Romanos. com todo o seu conteúdo, toda a sua eh mensagem poderosa. Não é possível que alguém seja, vamos dizer, um cristão amadurecido e sério e que não tenha gastado um bom tempo na sua caminhada aí dando a atenção devida à carta aos romanos. Então, a gente termina aqui a nossa primeira parte, a nossa introdução geral nesse pano de fundo, né, de começo pra gente abordar a carta tão importante e voltamos aí na conversa com o Á. Não sei se ele tá em Roma, se ele tá em Corinto ou em Éfeso, né? ele vai aí entrar no cenário pra gente abrir caminho paraas perguntas da aula de hoje. >> Pois é, Saão, a gente vai dar continuidade aqui explicando um pouquinho como é que o pessoal pode eh estar acompanhando o curso integralmente, né? As aulas sempre vão ficar disponíveis aqui no YouTube, no canal da IBNU. Para aqueles que tiverem interesse em acessar o conteúdo completo do curso, isso significa o programa desse módulo que a gente vai compartilhar em instantes com vocês aqui a a imagem, vai a compartilhar a tela, mas se você quiser baixar esse documento e também acessar os questionários e fazer esse curso completo, é importante acessar a nossa plataforma. Mas começando pelo programa do nosso módulo, só para que vocês tenham uma ideia de tudo que a gente planejou aqui para esses três meses. Essa daqui é a nossa proposta. Então, esse é o módulo avançado de Romanos, como a gente colocou, de março a maio desse ano. Temos a aula de hoje e embaixo toda a divisão das passagens, como a gente vai seguir até o final do módulo. Aqui a gente tem um dos temas que são tratados dentro dessa passagem, né? Então você pode ver a data de cada uma dessas aulas, a sequência, o número de cada uma das aulas, a passagem que a gente vai estudar e o tema que de forma geral resume o que Paulo tá desenvolvendo ali. Aqui a gente tem a sequência, então a gente finaliza lá na última semana de maio e a gente tem aqui uma parte importante do nosso curso que são referências bibliográficas para quem quer se aprofundar no assunto. Alguns desses nomes o Saon já citou aqui ao longo da aula, mas vocês podem ver aqui depois baixar esse documento na plataforma, caso tem interesse em, por exemplo, comprar um comentário bíblico e poder se aprofundar no estudo de Romanos. O que nesse caso aqui, diferente dos outros módulos que a gente fez, ah, é recomendável porque as aulas tenham uma sequência muito dependente. Vai ser difícil você chegar lá para entender Romanos 8 estudar muito bem tudo que veio antes, né? Então, a o auxílio de um comentário é muito bem-vindo. Agora, os comentários bíblicos têm perfis diferentes e existem muitas discussões em torno do livro de Romanos. Então a gente reconhece que todos os comentários que são colocados aqui t mérito na sua argumentação, tem um grande território de intercessão, mas não vai ser difícil você perceber que também existe diferenças de posicionamentos entre eles, mas referências que não podem ficar de fora. tem esse comentário do Douglas Mo da Vida Nova, que é um comentário exegético, significa que ele vai entrar fundo no texto, discussões de questões da língua original, contexto e é uma obra bem extensa, mas vale muito a pena. É mundialmente reconhecido como um dos melhores comentários do livro de Romanos. E esse daqui que foi publicado pela Vida Nova de 2023 já é baseado numa versão recente que esse autor a atualizou do seu comentário em 2018, tá? O Thomas Schneiner também da vida nova, um comentário amplo de romanos. Eh, também é um comentário de perfil um pouco mais técnico. John Stot, a mensagem de romanos. Esse é um teólogo muito conhecido por vários temas que ele discutiu e que tem essa série sobre a mensagem dos livros. Esse daqui vale a pena para quem talvez não queira mexer muito assim com questões técnicas, mas ainda assim queira ter uma abordagem muito responsável do texto aos romanos. O comentário de John Stot, FF Bruce é uma série de comentários que a vida nova publicou ainda no final da década de 70, mas muito conhecido, conhecido como a série dos comentários das bolinhas, né? Mas FF Bruce aqui, responsável pelo comentário dos romanos, é um estudioso do Novo Testamento bastante reconhecido. Calbart publicou uma das suas principais obras, justamente como a carta aos romanos. E Calbart foi um dos maiores teólogos do século XX. Então, quem quer conhecer Romanos e como ele tem sido lido na do século XX para cá, precisa de alguma forma passar pelo comentário de Cbart. E o último é esse comentário do Enity Wright. que é a única obra que a gente colocou aqui em inglês, mas é uma obra também referencial nos estudos de romanos, que já é um estudioso com publicações recentes no campo de estudos paulinos e também amplamente reconhecido como um dos nomes principais aí ah no estudo dessa área, tá? Então, esses são alguns comentários para quem quiser se aprofundar aqui para a inscrição no nosso curso. Eu vou tentar compartilhar a tela, ver se a gente consegue já mostrar para vocês aqui uma versão preliminar ah do que a gente preparou para vocês. Vamos lá. Ah, esse daqui é o nosso site de ensino da IBNU, ensino.ibibnu.com.br. Quem já fez o curso básico do Macaros no ano passado, já conhece a plataforma e já se inscreveu na na plataforma. Se você tá chegando agora, é fácil aqui de encontrar o nosso endereço. Quando você entrar aqui, a, o curso de romanos não vai ser esse curso que está na página inicial. A gente vai mexer nisso nos próximos dias para ficar mais fácil ninguém se perder. Mas se você entrar hoje, você vai clicar em todos os cursos e aí a nessa aba, o primeiro curso que vai aparecer é justamente Macários Romanos. Esse é o curso que a gente está iniciando agora. Basta clicar aqui e clicar no botão inscrever. Aqui não tá aparecendo se inscrever para mim e sim continuar porque eu já estou inscrito no curso, mas vai aparecer aqui o botão se inscrever e aí você já vai ter acesso ao curso. Quando você clicar, só para você que não conhece a plataforma ainda, é assim que vai ser a cara aqui do curso. Já tá a primeira aula do curso e é basicamente isso porque a gente tá iniciando agora, mas vai vão aparecer os questionários aqui na parte esquerda e também as próximas aulas e materiais de leitura, questionários, tudo aquilo que a gente for compartilhando vai ficar disponível nessa aba aqui para vocês, tá? Então a o caminho é ensino.ibibnewil.com.br br e clicar na aba todos os cursos para que vocês tenham acesso a eh a esse novo curso que a gente vai alimentando ao longo das próximas semanas com as aulas, os conteúdos que a gente for adicionando, tá bom? Então isso daí é é são as informações de inscrição, introdução a logística de como vão funcionar as coisas por aqui. Mas nós já temos perguntas aqui no chat, gente nova chegando e gente que a gente conhece muito bem dos últimos módulos já mandando pergunta aqui. A Fernanda faz a seguinte pergunta: podemos dizer que a carta aos Romanos é um resumo do evangelho atual? Bom, Fernanda, obrigado pela pergunta, né? E eu não sei se a gente pode dizer do Evangelho atual, né? Talvez um resumo eh bastante razoável daquilo que é o evangelho, né? vamos dizer assim, especialmente o evangelho eh na compreensão da obra de Cristo e quem é Cristo para nós. Não é uma coisa que a gente pode dizer porque você lê Romanos, você entendeu tudo da fé cristã. A gente tem toda uma teologia muito eh significativa nos sinóticos, no evangelho de João. E eu diria que essas teologias elas são complementares, né? Então você tem uma cristologia não muito detalhada e aprofundada nos Evangelhos e em Romanos você tem uma cristologia muito elaborada, mas com certeza se alguém quer ter uma compreensão fundamental assim do que que é essa mensagem, Romanos é absolutamente necessária e um dos melhores, eh, vamos dizer resumos teológicos sobre o Evangelho. Nós temos mais perguntas, já vou colocar aqui, mas deixa eu encorajar quem tá acompanhando a gente e colocar a sua pergunta no chat. Vamos ter alguns minutinhos aqui, dá para responder mais algumas coisas. A pergunta do Abraão, que inclusive é citado no livro de Romanos. Quando Paulo diz que toda a autoridade é constituída por Deus, ele se refere ao monarca ou ao governo? Se o monarca, como entenderem imperadores como Calígula e Nero, que eram perversos e promiscos? Então, Abraão, obrigado pela sua pergunta. Ah, e veja, no ambiente do Império Romano dessa época, é muito difícil separar o monarca do governo, né? As coisas estão tão imbricadas aí no período, né, em Roma. E o que que acontece? Quando a gente olha pro cenário romano da época, talvez a primeira ideia que alguém poderia ter, já que nós estamos do lado de Deus, da justiça de Cristo, e o império romano tá ligado ao mal, né? Ele é a Babilônia, ele é a opressão. A gente resolve isso de maneira muito fácil. Vamos liderar uma rebelião, partir com espadas para trazer a justiça divina. Você vai ver que o ensino do Novo Testamento nunca considera essa possibilidade, né? A gente vê isso de maneira muito emblemática quando Jesus, por exemplo, repreende Pedro, que pega a espada para defender Jesus, né, no Getsêmane, e ele diz: "Não, não é esse o caminho." Então, quando a gente expande isso, e Roma tinha muita preocupação, a razão romana paraa condenação de Jesus é que Jesus pode complicar o cenário do domínio, domínio, né, eh, vamos dizer, político e social de Roma na região. E e nunca foi essa proposta. Agora, quando você lê Romanos capítulo 13, que vai falar a respeito disso, lá o contexto diz assim que que a a a autoridade que é colocada, ela tá colocada para eh impedir o mal, né, que ela tem a a finalidade de fazer isso e que, portanto, não era a proposta do cristianismo primitivo, por exemplo, criar um outro centro de autor autoridade que fosse uma espécie de cristianismo com perfil de um ambiente político paralelo. Ah, não era de fazer justiça com as próprias mãos, mas entender que eles têm uma eh batalha maior para ser vencida no plano ético e espiritual, individual. Então, nesse sentido, a fé cristã, ela tinha uma coisa absolutamente surpreendente, que era que aparece, aliás, no finzinho do capítulo 12, né? Não, nunca devolvam o mal com o mal, mas vençam o mal com o bem. Então, nesse sentido, apesar do governo romano, como vamos ser bem sincero, a vasta maioria dos governos na história humana, com todo um histórico de de abuso, de opressão e de corrupção, de injustiça, né? O Novo Testamento diz: "Ó, paguem seus impostos, sejam submissos à autoridades e não tentem fazer a coisa de outra maneira". O que não significa que com isso nós estamos achando que o que Calígula fez tá tudo bem, que o Nero fez tá tudo bem. Por isso que o contraponto de Romanos 3 é o apocalipse. O apocalipse ele é um, vamos dizer, uma espécie de eh grito de subversivo que preconiza o fim da opressão romana, que é ali o o fim, a queda da Babilônia, que mais cedo ou mais tarde vai chegar, mas não pela força e pela violência dos discípulos de Jesus. Ah, dizem que o coliseu foi construído com dinheiro da destruição do templo. É verdade. >> Olha, Fernanda, é muito difícil a gente dizer uma coisa dessas, né? Primeiro assim que o Império Romano, né, é é gigantesco, né? E e eles tinham incursões em toda parte. Os romanos estavam lá na Lusitânia, né, em Portugal, eles tinham invadido a a Bretanha, eh, chegado à Inglaterra, né? Quem vai a a Inglaterra, lá no caminho paraa Escócia, você tem um um arco, um arco não, uma ponte gigante de Adriano, né, que é escrito, que é que atravessa de um lado ao outro, né, eles estavam em toda parte. E assim como muita gente chega lá no Egito e vê umas pirâmides e fala, foram israelitas que construíram essas pirâmides aqui? Então tem gente que acha que tudo o que acontece no império antigo tem relação com textos bíblicos específicos, né? É verdade que os romanos destróem o templo, é verdade que eles devamenar para lá. Tá lá o arco de Tito, né? celebra essa vitória. É verdade que eles eh têm, né, despojos que vêm da da província da Judeia, mas é muito, vamos dizer, muito além dizer que os recursos que construíram uma coisa tão gigantesca como Coliseu, eh, foi tirado só de Jerusalém. Os romanos tinham um sistema de impostos, né, e e bastante bem organizado no mundo todo da época. Então é um pouco de exagero, né, colocar as coisas nesse termos, nesses termos. >> O José Augusto faz um pedido, pastor Saião, eh me dê uma dica para começar a estudar a carta de Paulo aos Romanos. E eu vou até complementar esse pedido que é, poxa, uma pessoa que abre o livro de Romanos pode ficar um pouco intimidado, porque os argumentos são longos, as coisas que Paulo elabora ali não são tão simples. E qual é a forma como a gente pode começar essa jornada sem ficar talvez tão amedrontado com tudo aquilo que Paulo tá tratando nesse livro? Saão? >> Bom, José Augusto e os demais, primeiro é o seguinte, né? Vale a pena ler a carta numa versão da Bíblia que você consegue entender, né? Se você pega uma versão muito rebuscada, muito arcaica, aí, meu amigo, é difícil demais. Mas, por exemplo, nós, você tem a NVI, você tem a NVT, Nova Almeida Atualizada e até nesse caso você pode até recorrer à nova tradução na linguagem de hoje, porque nos textos mais complexos, uma leitura numa versão mais acessível, ela faz bastante diferença. A segunda coisa que eu indico, para quem não tem assim uma caminhada mais eh, vamos dizer e longa, né, de entendimento teológico, procure a ajuda de um comentário, como por exemplo, do John Stot, porque ele é bastante palatável, bastante acessível. E claro, e eu também aconselho você escutar o Rota 66, né, que é um comentário em áudio, temos também a Bíblia de estudo. Esses materiais assim juntos vão ajudar e claro, fazendo o curso aqui, acompanhando todas as aulas, né, que a gente vai ter por três meses, vai ser bem mais fácil pra gente poder eh usufruir de tudo aquilo que Romanos tem a nos oferecer. Bom, algumas pessoas perguntaram de passagens específicas. Eu imagino que isso vai ser parte do nosso esforço de tratar esses textos mais integralmente dentro do contexto, mas talvez a gente possa colocar uma questão aqui eh de interesse geral como a do Eduardo. Eduardo aqui membro da nossa comunidade. Eh, se a graça de Deus é abundante, onde o pecado abunda, Romanos 5:20, por que o instinto humano ainda tenta usar essa liberdade como licença para pecar? Então, eh, quando Romanos 5:20 fala, né, que, eh, onde, né, eh, o pecado triunfou, né, o pecado teve eh esse poder, esse reino, a graça de Deus foi eh superior e foi maior. Ah, e ela tá tentando, o texto tá tentando dizer pra gente como o remédio de Deus é maior do que a nossa doença, né? Então, quer dizer, você olhando pro cenário do ser humano na sua trajetória, da qual não escapam nem os judeus que conheciam a lei e a história da salvação de Deus em Israel. Então, o quadro é muito problemático. Todo mundo ficou debaixo de uma situação, mas a graça de Deus vem sendo superior, né, a tudo isso, porque Deus deixou todo mundo, né, debaixo da mesma condição para exercer a graça. Agora, o que Romanos vai trazer pra gente é essa discussão muito forte no capítulo 7. O que acontece conosco quando a graça nos atinge nós recebemos a salvação? A pergunta é: a gente vira gente boa? A gente é transformado e se torna uma pessoa sem qualquer conflito de natureza ética e espiritual? A resposta é não. Então, nesse sentido, ele vai dizer que existe um caminho de lidar com essa luta que é chamada em romano de luta contra a carne, dessa inclinação que se opõe a Deus. Agora, o texto de Romanos também vai dizer pra gente que se uma pessoa compreende qual é o tamanho do malefício do pecado e essa pessoa resolve usar como argumento: "Ah, a graça de Deus tá aí, então eu posso fazer o que eu b entendo que no fim vai dar tudo certo." Essa pessoa não entendeu direito essa graça. Alguma coisa tá errada. É como alguém que foi curado de uma doença muito grave e agora fala: "Ah, olha, eu vou pegar a doença de novo e não tem problema nenhum, né?" Então esse raciocínio sugere que alguma coisa tá muito fora do lugar. Mas não se esqueça que a nossa condição de fragilidade, né, ela permanece até a ressurreição. Todos nós seremos limitados e frágeis e precisamos depender da graça de Deus. a cada dia na nossa jornada de santificação. >> Muito bom. Acredito que a gente conseguiu atender aí as perguntas que o pessoal colocou no chat. Novamente tem algumas coisas específicas de passagens como a debatida passagem de Romanos capítulo 11, que vai ser de bom proveito a gente desenvolver todo o argumento até chegar nesse ponto e conseguir dar uma resposta mais adequada para os questionamentos. E acredito que muitos outros textos, porque Romanos é um dos textos mais citados, tanto em contexto de evangelismo, quanto em contexto de discussão eh de teologia sistemática, discussão de teologia bíblica, tudo isso eh de alguma forma vai estar atravessando o nosso caminho enquanto a gente tiver eh expandindo e explicando essas passagens por aqui, tá bom? Ah, mais uma vez a gente pede que você acompanhe o curso tanto assistindo as aulas como se inscrevendo na nossa plataforma de ensino e aproveite que o curso tá aqui no comecinho para compartilhar isso com outras pessoas, se inscrever no nosso canal, compartilhar o canal, mas também compartilhar esse curso em especial para que o pessoal consiga pegar aí a mensagem do começo e a nossa reflexão ser mais proveitosa nos próximos três meses juntos, tá bom? Então, já adianto aqui meu boa noite, meu agradecimento a todos que acompanharam a gente aqui no canal nessa abertura do curso de Macaro. Estou empolgado para eh essa nossa jornada aqui. E também passo a palavra aí pro Saião dar o boa noite para todo mundo. >> Muito obrigado, Áila. Obrigado a todos vocês que eh estão sintonizados conosco, né? inclusive gente de vários lugares do Brasil e do mundo, uma alegria muito grande. Então, recebo aí o nosso boa noite e sejam sempre sintonizados aqui na IBNU, né? Aqueles que puderem estejam preses nas nossas atividades aqui feita no nosso espaço aqui em São Paulo, né? E aqueles que estão à distância, sempre estejam em sintonia conosco e divulguem os conteúdos que são feitos para abençoar o reino de Deus. e participe do curso de romanos de maneira completa e integral. Boa noite, Deus abençoe a todos. Ciao. Ciao.