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A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos |A. 7| A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus (3.21-4.8) | Dilean

Makários – Romanos |A. 7| A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus (3.21-4.8) | Dilean

Makários – Romanos |A. 7| A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus (3.21-4.8) | Dilean

Módulo Avançado: Romanos
Aula 7
A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus
Romanos 3.21-4.8
Dilean Melo

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>> [música]
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[suspirando]
>> Olá, macarianos, como é que vocês estão?
Espero que estejam bem, prontos aí pra
gente ter mais um bate-papo sobre esse
Macarios 2.0 aí, Macarios avançado,
nosso curso de romanos. E olha só que a
coisa tá ficando quente, né? Tá ficando
cada vez melhor. Agora que eu vi meu
microfone aqui, quebrou a alça aqui.
Poxa a vida. Tá [risadas]
ao vivo acontece essas coisas, né? Ele
soltou aqui da do suporte, mas acho que
eu acho que tá dando para ouvir bem, né?
Pelo menos ele tá tudo ligado, então eu
acho que pelo menos o áudio deve estar
saindo de boa. Ah, mas vamos lá, vamos
lá que a gente tem aí algumas coisinhas
pra gente conversar.
É, ele tá, ele tá aqui, tá tudo certo.
Olha aí quanta gente já tá aí. Uma boa
noite para todo mundo que tá assistindo
ao vivo, né? Agora são 19:02,
tem aí, tá todo mundo. Olha só, que bom,
que bom que você tá aí, ah, pra gente
poder trabalhar um pouquinho mais o
texto. E, ó, pessoal, hoje eu vou fazer
o seguinte, tá? Eu não vou começar como
eu começo geralmente falando sobre
aquela parte de indicação de livros e
coisas desse tipo, até porque na aula da
terça-feira da semana passada eu
indiquei já vários livros, né, para
vocês. Hoje eu tô usando um livro a
mais, né, um livro que eu não tinha
mostrado antes, talvez. Ol, agora que eu
lembrei, eu tô usando, além dos livros
que eu já tinha mostrado, eu vou usar
esse livro aqui chamado uma introdução
aos escritos do Novo Testamento. Esse
livro aqui, ó. Tá? Então, ah, esse aqui
é um é um livro da editora Vida
Acadêmica, tá? Aqui, ó, o selo deles,
tá? Então, eu tô usando ele sobre a
parte introdutória ao livro de Romanos.
Ah, porque eu queria pegar algumas
questões assim, ah, até mesmo fazer um
um esboço, algumas coisinhas melhores
daquilo que eu tinha feito já na na
terça-feira passada. Espero que
realmente tenha ficado, né? Ah, que
tenha ficado bom aí pra gente poder
fazer esse nosso bate-papo, tá?
O nosso texto hoje é um textinho um
pouquinho ah, vamos dizer assim,
pera aí que eu tô fazendo errado. Alguma
coisa eu tô fazendo errado aqui.
Agora sim. Tá vendo? Alguma coisa sim eu
tinha fazendo errado, tá? Ah,
então a gente vai trabalhar um pouquinho
com esse texto que é o Romanos capítulo
3, do versículo 21 até o capítulo 4, no
versículo 8, tá? Então esse aí é o bloco
de texto que a gente vai falar. E esse
texto, pessoal, é bastante interessante,
tá? bastante significativo, até porque a
esse texto vai mexer com algumas
questões históricas bastante relevantes.
Em que sentido? Primeiro lugar, ele vai
mexer com as questões históricas do
próprio povo de Israel, porque no
capítulo 4ro ele vai falar sobre Abraão,
né?
Ah, eu vou até apresentar, eu vou ficar
só até o versículo 8 do capítulo 4, né?
Mas ah, eu vou mostrar um pouquinho até
o final do capítulo 4ro, porque para mim
segue um uma sequência de argumentos,
apesar de não ser eu que vou trabalhar
com o o final do capítulo 4ro, mas pelo
menos só para entender a a ideia geral
do capítulo e do argumento de como Paulo
tá construindo esse argumento, mas ele
vai entrar e vai usar
Abraão, porque Abraão vai ser esse
exemplo a para Paulo explicar.
para aquele povo a respeito do que
significa essa fé, de como a gente
entende esse elemento. Agora,
[limpando a garganta]
pensando mais na questão da história ah
geral, vamos dizer assim, história da
igreja, talvez se a gente pudesse falar
assim, acho que esse aqui fica melhor,
sei lá. Ah, o que que a gente vai ter? a
gente vai ter o Martinho Lutero, alguém
que é extremamente importante, né, pra
nossa história da igreja, que teve que
lidar com esse texto e teve que lidar
com ele de uma forma objetiva e
inclusive e foi a tensão de Martinho
Lutero em relação à sua realidade de fé
[roncando] e como entender essas
questões. E aí até vou pegar aqui porque
o Marvin Page ele coloca a como
introdução para esse
pro capítulo 3 a partir do versículo 21
até o final do capítulo 4, na verdade
ele coloca um pouquinho dessa dessa
preocupação e dessa realidade, desse
confronto que o o Martinho Lutero teve
com o texto e de como ele foi entendendo
essa realidade. Olha só que interessante
como uma forma de introduzir esse texto
que a gente vai trabalhar, ele faz, ele
diz assim, ó. Paulo antecipa a famosa
pergunta de Martinho Lutero e é muito
legal porque porque afinal de contas,
galera, vamos pensar, né? Paulo não tá,
é óbvio, nem um pouco preocupado com
Martinho Lutero, né? Porque afinal
Martinho Lutero vai ser de 1517,
ou seja, uma pancada de tempo depois
daquilo que Paulo tá vivendo,
escrevendo, né? Porém, a
a ideia daquilo que o texto está
promovendo é que a leitura natural do
texto vai produzindo em nós algumas
inquietações que são naturais. Paulo tá
Paulo está tensionando produzir essas
inquietações em nós, né? E e em nós
aqui, principalmente eram quem? Os
leitores originais, né? Era a galera que
estava em Roma e que ia ter que lhe dar
e essa e e esse povo diversificado, né?
Porque você tinha ali a o judeu, né? E
você tinha o gentil. Tanto que Paulo
primeiro até mesmo fala com o gentil,
depois ele fala com o judeu.
Mas você tinha esses dois povos com
história diferente, com proposta
filosófica diferente, ah, com proposta,
óbvio, teológica diferente daquilo que
que aprendeu. E é nesse momento que é
interessante que como e essas duas
propostas elas vão começando a se
encaixar e e e literalmente elas vão se
encontrar. Por quê?
Porque a apesar do gentil ter vivido ou
ter crescido numa proposta politeísta,
né, numa filosofia greco-romana,
enfim, com toda uma ideia de mundo, de
cosmovisão ah X, e o judeu, ah, cresceu
num ambiente monoteísta, tinha a e
aquilo que Paulo vai falar, né, final,
capítulo 2, capítulo 3, a questão que
ele tinha a lei, ele tinha a aliança, a
dele era os patriarcas,
Então ele tinha como cosmovisão de mundo
de de conexão com Deus e religiosidade,
espiritualidade, tudo totalmente
opostos. Mas isso vai se encaixar
na naquilo que a Paulo vai dizer aqui,
ó, todos pecaram e destituídos estão da
glória de Deus. E esse talvez é um
versículo talvez até meio chave de toda
essa primeira parte do argumento de
Paulo, que começa ali no capítulo 1, a
partir do versículo 17 e vai agora
chegar nesse ápice
aqui no capítulo, no finalzinho do
capítulo três. Então, a coisa tá se
desenvolvendo e quem tá fazendo a
leitura, fosse judeu ou fosse gentil, ia
ficar com a seguinte pergunta: Como eu,
como eu, que sou um pecador posso estar
na presença de um Deus que é santo? Essa
era a grande inquietação que estava
acontecendo no coração de Martinho
Lutero. Ah, e que de certa forma é é
essa questão que vai lidando. Tanto que
vocês já viram isso, ah, tanto aqui no
Macarios como também em outros cursos da
IBNU, que nós falamos sobre Romanos,
Paulo ele usa esse argumento chamado de
diatribe, né, que que nada mais é,
pessoal, vamos falar aqui no nosso
português meu aqui, né, da do cara que
nasceu na praia, né? A a ideia é o
seguinte, a ideia é como se fosse aqui a
como se a nossa aula aqui que eu tô
tendo contigo agora fosse ao vivo com
possibilidade de perguntas ao vivo,
sabe? Tipo tu levantar a mão e aí
professor como é que tá isso? A a
diatrib de certa forma ela encaixava
meio que nessa ideia, né? onde o que que
tava acontecendo. O Paulão tá aqui dando
a aula dele e tal, construindo o
argumento dele e o aluno, a pessoa que
tá ali ouvindo, ela ia a a conectando os
pontos até chegar uma pera aí, pera aí,
como é que isso fica, né? Não tô
entendendo essa parte, né? Ah, é, é isso
de certa forma que envolve esse
elemento.
O texto ele foi construído dessa forma
para deixar essa inquietação no nosso
coração. E Paulo responde a essa
pergunta para judeus e gentius e que
depois ela vai sendo produzida ao longo
da história da igreja e e e continua
dando a mesma resposta. E qual que é a
resposta? O apóstolo responde que na
cruz de Jesus Cristo a justiça. E aqui o
Marvin Pate, ele faz essa essa dupla
diferenciação
que a gente pode ver, né? Ele vai falar
sobre a justiça julgadora de Deus, que é
a sua santidade. É reconciliada, é
reconciliada com sua justiça redentora.
Então é a ideia que as a coisa, a o
pensamento de Paulo tá trabalhando com
esses dois elementos, né? que existe a
santidade de Deus,
que é sim julgadora. Ele é o verdadeiro
juiz. Falamos isso na terça-feira da
semana passada, quando trabalhamos ali o
texto do capítulo 2.
Ah, não era então aquele que se achava
religioso, não era aquele que se achava
ah detentor da lei ou aquele que tinha
uma história de patriarcas e de tudo que
que era de fato juiz de alguma coisa. O
juiz de fato é Deus. E ele é um Deus
justo, imparcial da da forma como Paulo
vai colocar. Mas aí eu olhando para isso
e olhando paraa minha vida, assim como
Lutero fez e os gentios e judeus que
Paulo tava escrevendo aqui a na na pra
igreja de Roma, eles chegaram a mesma
coisa, pô. Então, então não tem salvação
para mim, então não tem condição da
coisa a caminhar. Mas aí aí o o peit nos
ajuda com isso. Paulo tá lidando com
dois elementos distintos. Existe a
justiça julgadora e a justiça redentora
de Deus. Uma envolve a sua questão de
santidade, de pureza, a outra envolve a
sua misericórdia.
E aí essa expressão do coração que vai
dizer que o justo viverá pela fé. Aí a
gente tem essa expressão de poder
colocar isso aí e falar assim: "Graças a
Deus por Jesus Cristo". Como Paulo vai
dizer lá no no capítulo 7 de Romanos. É
nesse momento que a gente percebe a a
nossa impureza, a nossa pecaminosidade,
a o nosso afastamento de Deus. A a
realidade era essa que Paulo tá tentando
assim, tipo, bater, né, tipo o cara crax
com cada um, cada um de nós falando, tá
vendo, ó? Isso aqui é o crachá de fato.
O crachá de fato para carregar e colocar
no peito é de Leã é pecador. Não tem
justificativa, não tem outra saída.
Porém, existe essa justiça redentora, o
desejo de Deus de se reconciliar comigo,
o desejo de Deus de a a de que eu
entregue a minha vida, de que eu perceba
a graça que ele que ele tem por mim e aí
então transforme através da fé isso. Por
quê? Porque ao longo do tempo, as
pessoas que mesmo não que não enxergavam
de fato essa realidade, mas sabiam do
fato de que o pecado existia, começaram
a procurar a forma de criar essa ponte
pro outro lado através das obras,
através de uma a de de uma hipócrita
vida de retidão,
né? Hipócrita por quê? Porque na verdade
ah, não era uma vida de retidão completa
e no final acabava sendo o uma proposta
de de fazer as coisas por mérito, né?
Então, é claro, galera, acho que
[risadas]
acho que de certa forma tem essa
realidade quando a gente para para
perceber, por exemplo, que elemento a
gente para para perceber a a questão
assim, ah, se você vai jogar um jogo,
geralmente você vai jogar qual jogo?
Você vai jogar, se você tá com uma
galera, você vai jogar o jogo que você
acha que você é o melhor, né? é que você
pelo menos tem chance de ganhar, porque
senão você sabe que vai ser só tomar no
na cabeça, né? E e então assim, a ideia
que geralmente quando a gente vai
apresentar a nossa vida pros outros é
quem é? Nossa, eu sou de Lean, sou o
marido da Vânia, pai da Juliana e da
Sara e tal, né? Sou reitor aqui do
seminário teológico Batista de Santos e
aquela, não vou falar os meus podres,
não vou falar as coisas ruins. Então,
essas pessoas só apresentavam aquilo que
era aparente. Ah, até coisas que elas
realmente faziam que estavam certas, mas
só apresentavam aquilo. Por quê? Porque
na verdade sabe que por debaixo do
tapete tem sujeira e tem bastante
sujeira ali. Então, o que a gente vê?
a que essa a justiça redentora vai
apresentar de modo que Deus é ao mesmo
tempo justo e justificador daquele que
crê em Jesus. Então Deus é justo porque
ele não vai tratar com imparcialidade,
mas ele é justificador.
Então assim, a a pessoa não vai deixar
de ser pescadora, não pecadora e não
saiu. Eu falei duas vezes e as duas
vezes errado, né? Ela não vai deixar de
ser pecadora, mas Deus vai imputar a ela
uma justiça. E a gente vai falar sobre
isso. E a forma, então aqui foi só uma
introdução, tá pessoal? Só para você
entender em que pano a gente tá, né?
Pano de fundo a gente tá do nosso livro
e até mesmo perceber como esses
elementos históricos são tão
significativos pra gente compreender a
importância desses versículos que nós
vamos ler e como a gente vai
desenvolver. Olha só como que a gente
vai caminhar dentro disso. A minha
proposta de bate-papo com vocês aqui, é,
em primeiro lugar, a gente, ah, a gente
viu aqui esse elemento histórico, é
importância e relevância do texto. Agora
eu quero falar com vocês sobre um esboço
que vai pegar desde o capítulo um pelo
até chegar onde nós estamos agora para
que você perceba a linha de raciocínio
de Paulo e o argumento que ele tá
trazendo pra gente. e a gente poder
ficar fixo então nele como uma forma
melhor de entendimento do texto. Depois
eu vou falar sobre a exposição do texto
propriamente dito, né?
a tem o contexto do texto aí, a
exposição do texto e no final a gente
vai fazer aí um bate-papo sobre alguns
elementos teológicos e eu vou depois,
assim como eu fiz na aula da
terça-feira, deixar aí algumas perguntas
para vocês, para que vocês possam a a
refletir durante o seu tempo aí, tá bom?
Vamos lá. Vamos começar aqui, ó, com a
primeira parte que envolve esse esboço
do tempo do texto. Bom, no capítulo
primeiro ali entre o versículo 1 e o
versículo 17,
nós temos aquilo que nós podemos chamar
de introdução à carta, né? Paulo vai
mostrar quem, quem tá escrevendo, né? Na
verdade, o autor vai mostrar quem é, ou
seja, Paulo. Ele vai identificar os
destinatários da carta e vai fazer uma
saudação. Mas como eu falei para vocês
no cap na no capítulo não, perdão,
pessoal, na aula da semana passada, da
terça-feira passada, nós vamos ter mais
um elemento aí muito importante que tá
nesse capítulo para mim ali no versículo
16 e 17.
e que para mim não dá pra gente entender
o restante da coisa se não entender bem
a
se não entender bem esse elemento que é
o poder e a natureza do evangelho. Ali
os versículos 16 e 17 ele vai trabalhar
com isso, que o evangelho é o poder de
Deus.
Então ele vai mostrar algumas coisas,
ele vai fazer essa introdução e vai dar,
vamos assim, esse assunto como uma
chapada, né? Ó, isso aqui, galera, o
evangelho é o poder de Deus. E aí ele
vai mostrar como que esse evangelho vai
entrar. Evangelho, como eu falei na
semana passada, né? É as boas novas, tá?
Ou seja, é esse anúncio da mensagem
salvadora de Deus em Cristo Jesus.
e o poder disso, ou seja, de qual é,
quais são esses elementos que essa
mensagem salvadora trabalha na nossa
vida, né? Aí, depois disso ele vai falar
sobre a culpa e perdição dos gentios e
dos judeus sem a justiça de Deus, né?
Porque afinal eles estão afastados de
Deus. Ele vai mostrar então que a ira de
Deus se desencadeou sobre a natureza
ímpia das nações. Aqui tô colocando
nações aqui porque envolve todos, né?
O juízo justo de Deus sobre todas as
pessoas. Então, ah, quando Deus julga,
ele julga não só de forma imparcial, mas
o seu julgamento é um julgamento justo,
né? Ah, e aqui tá errado, tá? É, também
os judeus são pecadores.
Essa é deveria ser a forma correta de tá
escrito aí o texto, tá? Então também
os judeus são pecadores.
Ó lá, agora tá certo. A infidelidade de
Israel e a fidelidade de Deus. E tanto
judeus como pecador, como gentios são
pecadores perdidos. Então, aquilo que a
gente pode ver do capítulo 1 18 até o
320, veja, eu tô colocando assim um
esboço bem geral, assim, bem genérico,
né? Mas só pra gente lembrar do que que
tá acontecendo, tá? Então, ele falou
sobre o poder e a natureza do evangelho.
Aí ele vai mostrar que há o quê? Uma
culpa que gera essa perdição para todos,
tanto gentios como judeus, porque eles
estão sem a justiça de Deus. E agora sim
a gente vai entrar no nosso capítulo. Eu
coloquei aqui um pouco mais estendido
também para entender toda a natureza do
argumento até o capítulo 5 versículo 21.
Mas a gente vai dar foco principal aqui
no nosso texto que vai até o versículo 8
do capítulo 4, tá? Como que isso
acontece? Olha só que interessante. A
justiça mediante a fé está disponível
para todos. Por se ele terminou o
argumento dizendo que tanto judeus como
gentios são pecadores, então agora
preciso o quê? Qual é a virada da chave?
Como que a gente muda essa realidade? E
essa realidade muda através da justiça
de Deus que está disponível através da
fé para todos.
Isso é, de certa forma, vamos dizer
assim, o resumo dos versículos 21 até 23
do capítulo 3. Depois nós vamos ter a
base legal para esse julgamento, para
essa justiça de Deus, que é a morte de
Cristo. Por quê? Porque ela satisfez
todas as exigências da justiça de Deus.
Isso é o versículo 24 até o versículo 26
do capítulo 3.
E ainda no capítulo 3, para finalizar os
versículos 27 a 31, a gente vê que o
fato da justiça de Deus ser pela fé
anula toda a vanglória humana, toda
possibilidade que tinha de fazer aquilo
que a gente tinha falado agora na
introdução, de tentar alcançar alguma
coisa através das minhas obras, através
da dos feitos que eu que eu produzo, né?
Então, para isso, para exemplificar isso
que ele argumentou no capítulo 3, ele
vai colocar a história de Abraão, a o
portador, que era o o portador da
promessa, que aponta para quê? Para a fé
e não para as obras, como o verdadeiro
meio meio de receber essa justiça
redentora de Deus. Então, olha só, é
isso que a gente tem na nossa frente
aqui para discutir. Esse é o nosso
texto. É assim que, de certa forma, a
gente vai caminhar. Nós vamos
literalmente lidar hoje, né, com essa
parte aqui que vai do capítulo 321 até o
capítulo 4, versículo 8. E esse aqui já
é o esboço geral de tudo aquilo que
envolve a nossa aula hoje. Então, assim,
você viu que esse é o nosso assunto e é
por aí que a gente vai caminhar. Como
que a gente vai fazer isso aí? Olha só o
nosso contexto geral da carta através do
Klein, do Bloomberg e do Hubert, para
você entender um pouco melhor essa
ideia. Então, a análise de Romanos
revela o cuidado de Paulo para ensinar o
plano divino da salvação, o poder de
Deus, o evangelho, o evangelho como
poder Deus. A partir do quê? Como ele
vai mostrar que o plano divino da
salvação é possível ser alcançado pela
fé. Ele parte da
pecaminosidade
universal, ou seja, todos são pecadores.
É isso basicamente que vai do capítulo 1
18 até o capítulo 320.
E aí então que envolve o nosso texto
aqui, ele vai ginar agora para a questão
da justificação em Cristo, que começa no
capítulo 321 até vai até o 521. Por isso
que eu coloquei naquele slide anterior,
até o 5:21. Eu tô seguindo mais ou menos
aqui a a linha do do Bloomberg e do
Klein sobre esse esse como é que chama?
Esse esboço, né? Então esse período vai
vai caminhar por esse por esse
argumento. Ali no capítulo cinco. O que
que a gente vai ter de tão
extraordinário? Que é a questão desse
novo Adão, né? Mas a gente não vai
entrar na discussão disso que vocês vão
fazer depois. Não tenho ideia de com
quem, né? a santificação pelo espírito e
a glorificação no futuro, que é o
capítulo 6 a 8. Ah, vai trabalhar com
isso, que é a questão do do processo da
santificação até a glorificação no
capítulo oito. Depois a gente vai ter os
assuntos éticos principais, que é o
capítulo 12, uso fiel dos dons, o amor
cristão e a submissão e a prática ou
restrição da liberdade e o 16, que é ali
as saudações finais.
Beleza? Feito tudo isso, vamos caminhar
para a exposição do texto. Agora sim
começa efetivamente a nossa aula, porque
a gente vai olhar pro texto bíblico e
vai poder conversar um pouquinho sobre
ele. Olha só, capítulo 3, a partir do
versículo 21 até o versículo 26. Ah, eu
tô vendo que agora eu tô tô tô na
frente, né? Deixa eu deixa eu sair da
frente aqui do texto, ó. Pronto. Aqui
agora eu não fico na frente. Então,
vamos lá. Mas agora se manifestou uma
justiça que provém de Deus, independente
da lei, da qual testemunham a lei e os
profetas.
Justiça de Deus mediante a fé em Cristo,
em Jesus Cristo, para todos os que
creem. Não há distinção, pois todos
pecaram e estão destituídos da glória de
Deus, sendo justificados gratuitamente
por sua graça, por meio da redenção que
há em Cristo Jesus.
Deus o ofereceu como sacrifício para
propiciação mediante a fé pelo seu
sangue, demonstrando a sua justiça. Em
sua tolerância, havia deixado impunes os
pecados anteriormente cometidos, mas no
presente demonstrou a sua justiça a fim
de ser justo e justificador daqueles que
têm fé em Jesus Cristo. Eu até pintei
algumas coisas aqui para você ver
algumas informações interessantes, né?
Por exemplo, a gente observar aqui que
você tem a questão da justiça que provém
de Deus ou a justiça de Deus. E depois
essa ideia de que ela vem mediante a fé
em Cristo Jesus. Aqui no versículo 22 e
também no versículo 25, mediante a fé. E
você tem esse centro nervoso, vamos
dizer assim, dessa desse pequeno trecho,
que é essa informação que é onde é o
ápice de toda a argumentação. Olha, pois
todos pecaram, estão destituídos da
glória de Deus. Então, assim, não
interessa se você é judeu, se você é
gentil, se você é brasileiro, se você,
enfim, é qualquer outra coisa, né? Se
você é santista. Ah, só o corintiano que
a gente não, a gente ainda tem dúvida
sobre qual o processo que isso acontece,
né? Brincadeira, galera. Mas a a
verdade, mas ainda assim, o corintiano
com certeza é tá no meio do porque todos
pecaram e estão destituídos da glória de
Deus.
Esse é esse centro, esse é essa
realidade que o texto vai apresentar. E
essa ah essa essa realidade ela é dura e
confrontativa. E Paulo então precisa
mostrar pra gente. Então porque se a
gente olha para esse versículo só, todos
pecaram, estão afastados de Deus, sem
acesso à sua glória, o que que sobra pra
gente? Não sobra nada. Ou seja, a vida
acabou, não faz mais sentido nada, né?
Ah, então por que até a gente tá falando
sobre viver corretamente? Por que
existir então lei? Por que existir todas
essas coisas se a gente tá entregue à
própria sorte de ser mal e de estar
vivendo no pecado? Aí ele vai dizer que
não, não, não, não é bem assim que a
coisa acontece. Existe além dessa
justiça que trazia o juízo, o julgamento
a respeito do pecado, existe uma outra
justiça. Essa justiça que também provém
de Deus, ela é uma justiça de Deus, mas
agora ela não tá mediante a um
julgamento do que eu fiz ou deixei de
fazer. Ela é uma uma justiça que tá
mediante ao quê? A fé em Cristo Jesus.
Esse agora então é o ponto que ele quer
trabalhar mediante Jesus. A coisa fica
diferente. E aí eu acho legal, por
exemplo, a forma como o Timot Keller,
ele vai trabalhar isso no livro dele a
Romanos para você, né? Ele vai dizer:
"Olha só como a justiça chega até nós
pra gente poder entender. O versículo
22, ele vai dar a primeira parte. Agora
que eu percebi que eu tô sem a minha
Bíblia aqui. Pera aí, deixa eu pegar
minha Bíblia aqui para poder acompanhar,
porque agora o texto não tá aí, né?
Então, pra gente relembrar o texto e
poder trabalhar. Atos, Romanos, Romanos
2, Romanos 3. Olha só o versículo 22, o
que que ele vai dizer, né? a justiça de
Deus mediante a fé em Cristo Jesus ou em
Jesus Cristo. Então, como a justiça
chega para nós? Como nós temos acesso a
essa justiça? Nós temos acesso a ela por
meio da fé em Jesus Cristo. Então, ele é
o objeto dessa nossa fé. é é apontada
para ele que a nossa fé precisa estar
para que nós possamos alcançar essa
justiça. Porque aquilo que nós já temos
por sermos pecadores é o quê? É a
justiça do juízo de Deus.
Mas existe também a justiça da
misericórdia de Deus, mas ela é acessada
somente através desse meio. Então não
adianta a tentar encontrar essa justiça
por outros critérios, sejam eles os
mais miraculosos, espalhafatos
ou mais bem estruturados filosoficamente
ou sei lá, teologicamente que possa
encontrar. Ele vem através de Jesus. por
meio dessa fé. Ou seja, por por onde ele
não vem? Ele não vem pelos nossos
esforços, pois todos pecaram. É a
realidade que Paulo vai mostrar no
versículo 23.
E isso acontece no versículo 24. ele vai
dizer, sendo justificados
gratuitamente por sua graça. E graça,
pessoal, é exatamente a ideia daquilo
que é a a dado a nós sem que nós
merecêssemos, tá? Então, graça é esse
favor que é dado para nós sem que a
gente mereça. É a é é como olhar e falar
assim: "Olha, o que você merece é X, mas
eu não vou te dar aquilo que você
merece. Eu vou te dar outra coisa. Eu
vou te dar aquilo, a algo que que você
não merecia, mas que é bom para você. A
misericórdia é só falar assim: "Olha,
aquilo que você merecia receber, você
não vai receber". A graça é: "Eu vou te
dar outra coisa ainda. O que você
merecia era o afastamento de Deus. Mas
Deus não só age na misericórdia de falar
assim: "Olha, a as coisas entre nós
estão acertadas, mas agora ele me traz
para perto dele." E esse argumento ele
vai levar até o capítulo oito, onde lá
no capítulo oito ele vai falar: "Agora
nós somos filhos dele.
Nós agora nos tornamos filhos de Deus".
Então, a coisa ela vai seguindo uma
linha de pensamento para nos ajudar a
entender bem toda essa questão.
E ela tem sim a ver com um elemento de
obra que tá no capítulo 25, no versículo
25, que diz assim, ó: Deus o ofereceu
como sacrifício para propiciação
imediante a fé pelo seu sangue,
demonstrando a sua justiça. Então, a
obra é a obra de Cristo. Então, não é a
minha obra, não é aquilo que eu penso,
não é aquilo que eu sou bom em fazer,
não é aquilo que eu consigo fazer ou não
consigo fazer.
A justiça, ela chega até nós pela fé em
Cristo Jesus e pela obra de Cristo
Jesus. Então, se a gente elimina
qualquer desses elementos, a gente não
tem acesso a essa justiça. A a a gente
pode ser a melhor pessoa possível, a
gente pode fazer muita coisa boa, muita
coisa certa, enfim, um monte de
elementos. Porém, a justiça redentiva de
Deus, ela é dada somente pela fé em
Cristo Jesus, baseada na obra de Cristo
Jesus. E agora eu vou dar um tempinho
aqui, porque eu vou ahã ligar o meu
ventilador.
Eu tá quente para caramba. Tô começando
aqui já a transpirar. Pera aí. Vamos lá.
Então, o que que a gente vê, ó? Eu, esse
slide aqui agora, pessoal, não é meu,
tá? Esse esse slide aqui eu peguei da do
site do Voltemos ao Evangelho numa num
artigo que tá escrito lá no site. Você
pode depois ah pesquisar no site chamado
Voltemos ao Evangelho. Tem aqui até o
nome, né, do autor. Eu vou dar até um
zoomzinho para vocês poderem ver, ó.
Aqui, ó. Tá vendo, ó? Mary Berry de 2011
foi adaptado, tal.
essa esse elemento que envolve da onde
eu tô tirando esse gráfico, ele tá
online, então você pode depois pegar lá,
ver o artigo todo e tal. Mas olha só que
interessante como a gente vai ver essa
ideia dessa justificação pela fé em
Romanos capítulo 3, versículos 21, nós
temos então a obra de Cristo. Ela é o
centro de tudo. Jesus, a cruz de Cristo,
aquilo que Cristo fez com quando ele
derramou seu sangue, morreu na cruz por
mim e por você. Isso é a base de tudo,
tá? Então Deus aqui ele derrama da sua
graça por nós. Então você vê aqui, ó,
daqui da parte de cima, onde tá Deus,
você tem essa setinha apontando para
Cristo, né, paraa obra de Cristo, onde
ele tá derramando a a sua graça. Ela é a
fonte da nossa justificação.
Ah, nós somos justificados pela graça de
Deus, seu favorcido para conosco, que é
o capítulo 3, o versículo 24.
Cristo e a cruz. Então, ela é o centro
desse esse esse desse evangelho que é o
poder de Deus, né? Ela é a base dessa
nossa justificação. Somos justificados
através da cruz de Cristo pela graça de
Deus. Capítulo 3, versículos 24 até o
25, que é o que a gente leu. E é pela fé
e não pelas obras. Então, vem da graça
de Deus que passa pela cruz de Cristo.
Aqui, lógico, é uma ideia, tá? a, é só
para fazer uma uma coisa mais gráfica,
visual. E aí, então ela alcança os
nossos corações que devem estar com a
obra de Cristo centralizados. E aqui o
coração, é óbvio, tá? É a é é é essa
figura de linguagem para falar da nossa
vida por completo, para falar de quem
nós somos, para falar de tudo que tem a
ver com a gente, né? Então, não é pelas
nossas obras, mas pela fé, o meio dessa
nossa justificação. Então, eu tenho a
fonte da justificação, eu tenho a base
da justificação e eu tenho o meio dessa
justificação. Então, somos justificados
pela fé em Cristo, a
pela fé na cruz de Cristo, pela graça,
versículos 25 até o versículo 26. E aí,
então, desse elemento central que é a
cruz, sai o quê? Essa é a ideia da nossa
redenção divina. Ah, Jesus nos resgatou
da escravidão do pecado e da morte, ah,
pagando o preço com seu próprio sangue.
Por isso que o texto vai dizer que ele é
a nossa propiciação divina. Também aqui
era uma linguagem que envolvia a ideia
de servidão. Aqui é linguagem bem
sacerdotal ali do templo, né? Daquilo
que envolvia os elementos ali do do do
templo do Antigo Testamento, onde Jesus
é o sacrifício perfeito que desvia a ira
justa de Deus a ah de nós e de nosso
pecado. Paulo fala mais sobre isso no
livro de Gálatas. E o autor aos Hebreus,
ele expande muito todo esse assunto de
Jesus ser esse nosso sacrifício
perfeito. Mas o texto aqui de Paulo em
Romanos também trabalha com tudo isso. E
aí desse elemento da cruz que nós temos
a redenção divina e a propiciação
divina, nós temos essa demonstração
divina da justificação sobre nós. E aí é
uma linguagem extremamente
a ah jurídica, né? A morte de Jesus
revela a justiça de Deus em relação ao
pecado. Por quê? Porque a justificação é
um termo legal. Nós fomos declarados
justos por Deus. Então, não quer dizer
que nós nunca mais erramos. Não quer
dizer que agora eu sou o santarrão. Não
quer dizer que agora eu tenho o direito
de falar a respeito do pecado do meu
irmão. E é interessante isso, né? Porque
Jesus, Jesus realmente é fora da curva,
né? Porque se a gente seguisse de fato
Jesus e aqui eu tô falando a gente
porque eu tô falando de mim, tá galera?
Talvez aqui se você não passa por isso,
olha. Amém. Deus seja louvado.
Mas o que Jesus nos ensina de fato sobre
o pecado do nosso irmão é se você ver o
teu irmão pecar, vai lá para ganhar o
seu irmão. Vai lá para falar com ele. A
o intuito não é condená-lo, o intuito
não é julgá-lo, o intuito não é apontar
o dedo, o intuito é ganhar o seu irmão.
Ganhar. Por quê? Porque ele não foi por
você, mas por Deus. Se ele entendeu todo
esse elemento, ele foi declarado justo
diante de Deus. E assim como eu e assim
como você, mesmo declarado justos,
continuamos tendo pecado em nossa vida,
continuamos a errar, ainda assim somos
declarados justos diante de Deus. Ô
glória! Isso é impressionante e
fascinante, porque a gente tem esse
elemento de que não é então o Dile Lean
que chegou para qualquer um de vocês e
falou assim: "Nossa, não, tu é um cara
bom para caramba, né? Não é Deus que tá
falando por causa do que Jesus fez. Eu
estou dizendo que você é justo. Ele
pagou todo o preço do pecado que você
tinha cometido."
E aí então a gente pode caminhar um
pouquinho mais. E o Marvin Page, por
exemplo, ele vai dizer assim, ó, em
outras palavras, ah, quando Paulo tá
falando ali sobre aquela questão dos
pecados, né, em sua tolerância, havia
deixado impunos os pecados anteriormente
cometidos. O que que Paulo, de acordo
com Marvin Pate e o e o Timoth Keller
caminha na mesma ideia, eles dizem sobre
isso, que a paciência de Deus, na sua
paciência, Deus adiou o pagamento por
esses pecados. O por quê? Porque os
sacrifícios e os rituais do Antigo
Testamento sempre foram só
substitutivos.
Eles eram provisórios. Por quê? Porque
na verdade eles apontavam para Cristo. E
aí, como eu já tinha falado, Paulo em
Gálatas e o autor de Hebreus, eles
expandem bastante essa ideia pra gente
entender melhor. Mas o que que é de
fato? Deus aceitava Abraão, Moisés,
Davi, que foram esses personagens antes
da vinda de Jesus e todos os outros
santos, ah, quando se arrependiam e
confiavam na misericórdia de Deus. Mas a
base estrutural para o perdão é a obra
futura de Cristo. Ele já era o justo
juiz que justificava o seu povo. Por
quê? Porque para Deus, como até hoje a
gente tava conversando no geek, eu acho,
a da tarde, acho que a Adriane foi que
falou, eu acho que foi Adriane que tá
inclusive aí assistindo a a a live, né,
ó, nosso bate-papo aqui. Ah, agora eu
tava falei dela e esqueci o que que ela
falou, que eu ia falar aqui. Ah, mas
para Deus um dia é como 1000 anos e 1000
anos como um dia. A gente tá lidando com
esses elementos. Mas assim, mesmo no
Antigo Testamento, essa obra de Cristo,
apesar de não ter acontecido no tempo
ainda,
a a Deus ela já era uma realidade, né? E
então, por meio dessa confiança na
misericórdia de Deus, baseada nesse
sacrifício que Jesus ainda faria no
futuro, Deus então perdoava e aceitava
esses personagens. É isso que ah
significa, né, esse texto. Aí
caminhando mais um pouquinho, então a
gente vai pro finalzinho aí do texto de
ah de
Romanos 3. Olha só o que vai dizer o
versículo 27 em diante. Onde está então
o motivo da vanglória? Ele é excluído.
Baseado em que princípio? No da
obediência à lei. Não, no princípio da
fé. Pois sustentamos que o homem é
justificado pela fé, independente da
obediência à lei. Deus é Deus apenas dos
judeus. Ele não é também o Deus dos
gentios, que inclusive naquele momento
faziam parte da igreja de Roma? A
resposta é óbvia. É sim. dos gentios
também, visto que existe um só Deus, que
pela fé justificará os circuncisos, ou
seja, os judeus e os incircuncisos, ou
seja, os gentios. Anulamos então a lei
pela fé? De maneira nenhuma. Ao
contrário, confirmamos a lei.
Confirmamos então que aquilo que a lei
expressa é a verdade e que é assim que
realmente de fato deve ser. Então, olha
só que interessante do que que esse do
que que Paulo tá falando. Bom, se ele
terminou de falar que tudo aquilo que
que essa justiça redentora de Deus, ela
vem não pelas nossas obras, não pelo que
nós fazemos ou deixarmos de fazer, mas
ela vem pela pela fé. Então, onde fica a
vanglória de dizer: "Não, mas eu faço
isso, eu sou aquilo, eu tenho isso?" Ela
é excluída da lei, ou melhor, ela é
totalmente excluída. Ela deve ser
excluída. Por quê? Porque o problema da
vanglória, Paulo, ele trata aqui a a com
três grandes elementos, dando o
contraste da realidade da vida, que
provavelmente é da nossa vida ainda
hoje, não era só do do do daquele povo
em Roma, nosso hoje ainda. E por isso
ele ele trabalha fazendo contrastes e
esses contrastes são muito marcantes. O
primeiro é a Vanglória produz legalismo
individual.
A pessoa que vive pela vanglória é uma
pessoa que vive pelo legalismo. E isso
foi contrastado [roncando]
pela justificação, pela fé e a aceitação
diante de Deus
de todos.
Paulo vai dizer ali no no versículo 27 e
28, olha, o princípio pelo qual a coisa
acontece na nossa vida é o princípio da
fé. E ele vai no versículo 28 afirmar:
"Nós sustentamos que o homem é
justificado pela fé independente da
obediência à lei." Então, não é esse
elemento que vai trazer a a a nossa
glória. Não é esse elemento que vai
trazer essa justiça redentora de Deus. O
legalismo não pode produzir esse tipo de
justiça redentora, só a fé em Cristo
Jesus. Depois ele vai dizer que a a
justiça vindo pela fé, ela exclui o
exclusivismo nacional.
Ela exclui qualquer possibilidade de
achar que pode ter um povo que tem
acesso e que o e é superior aos outros.
É por isso que a gente vai ler lá no
versículo 29, Paulo falando: "Deus é
Deus apena dos judeus?" É claro que não
é dos judeus e dos gentios também. Então
não é pro pro gentil ficar, ah, não, mas
esse povo fez isso, fez aquilo, ah, e
tal, eles ah, mataram, né, o o mestre e
tal. E nem pro judeu ficar falando: "Ah,
mas esse povo aí não conhece nada, não
sabe da história, não tem a lei, não tem
a a os patriarcas".
todo esse tipo de tentativa de se
agarrar a um grupo étnico que até hoje
às vezes acontece, agora não é mais um
grupo étnico, mas é um grupo talvez
denominacional, né? Não, porque a santa
igreja batista, a santa igreja
presbiteriana,
nós somos aqui até numa forma de às
vezes brincar, mas que revela algumas
outras questões. Ah, nós temos ali
nossos primos, né, e tal. Não, Deus não
tem primo, né? A gente não tem primo na
fé, a gente tem irmão em Cristo e só não
existe exclusivismo. Deus é Deus do
gentil e Deus do judeu. Então, para esse
judeu que tinha crescido através dentro
dessa ideia do monoteísmo e dentro da
ideia de que ah, não só existe um só
Deus, mas de que ele é do povo, agora
Paulo tá falando, olha, ele é de todos.
E o terceiro elemento que nós vemos aqui
nesse texto, que Paulo vai trabalhar com
esse problema da vanglória, é
a vanglória pela antiga aliança. E no
versículo 31, ele vai dizer com todas as
letras: "Anulamos então a lei pela fé,
de maneira nenhuma. Ao contrário,
confirmamos a lei." Ah, o que que de
fato ele tá querendo mostrar? Ele vai
mostrar que existe uma nova aliança, não
é a antiga aliança, mas ela não tá a a
anulada pela fé. Porque na verdade mesmo
aqueles do Antigo Testamento, como nós
falamos, de Abraão, de e de Moisés, de
Davi, todos eles alcançaram
a graça, né? Alcançaram a salvação,
alcançaram esse perdão de Deus pela fé
que eles tinham na misericórdia de Deus.
Então, sempre foi pela fé. E esse texto
ele me ele me lembra bastante uma poesia
do CS Lewis. Ah, aqui eu fiz uma
tradução pelo pelo chat GPT, tá? que ela
não tem português, eu não achei pelo
menos publicada, ela tem só em inglês. E
e CS, ele fala assim, ó, de todas as
minhas derrotas tolas, há e e há muito
mais, de todas as vitórias que eu pensei
ter conquistado, da esperteza que eu
coloquei a teu serviço e que faz rir a
plateia enquanto os anjos choram, de
todas as minhas provas da tua divindade.
Tu que não quiseste dar nenhum sinal,
livra-me. Pensamentos são só moedas. Não
me deixes confiar em vez de ti. Ah, na
imagem desgastada do do teu rosto que
eles carregavam, carregam de todos os
meus pensamentos até os meus pensamentos
sobre ti, ó belo silêncio, cai sobre mim
e me liberta. Senhor da porta estreita e
do fundo do buraco da agulha, tira de
mim toda essa quinquilharia para que eu
não morra. Então, a onde ele tá falando,
olha, tem gente que se vangloria a até
das suas derrotas, né? outros das suas
vitórias, da sua esperteza, enfim, de a
de da sua do seu intelectualismo a
respeito da da de Deus, daquilo que ele
tem de divindade.
Tira tudo isso de mim. Tira tudo isso de
mim, porque isso é vanglória. Isso é a a
é buscar nada, né? E não alcançar lugar
nenhum. O que a gente precisa de fato é
confiar em ti, é confiar no próprio
Deus. É isso que CS acreditava, é isso
que CS orou, né? Ele fez essa oração ah
que ficou publicada e que é uma
belíssima oração. E aí então a gente vai
ah já pro nosso capítulo 4atro. E olha
só que interessante o que Paulo vai
dizer agora. Ele diz assim, ó. Portanto,
que diremos do nosso antepassado Abraão?
Lembra que eu falei lá no começo? Ele
vai usar agora Abraão como esse exemplo
de tudo aquilo que ele tava falando. De
certa forma, Paulo tá meio que dizendo
assim: "Bom, olha, se vocês não
entenderam ainda o que eu vou falar, eu
vou desenhar para vocês, tá? Eu vou
fazer um desenho para ver se agora então
vocês entendem". E aí ele pega Abraão,
olha só que ele diz. Se de fato Abraão
foi justificado pelas obras, ele tem do
que se gloriar. Lembra que ele acabou de
falar da vanglória? Então ele tá
falando, ó. Se se Abraão foi justificado
pelas obras, então ele tem do que se do
que se gloriar, mas não diante de Deus.
Por quê? O que que diz a escritura
lá em Gênesis? Está escrito que Abraão
creu em Deus e isso lhe foi creditado
como justiça. Esse é o ponto.
Abraão. Então, a o texto do Antigo
Testamento e a história do próprio povo
de Israel vai dizer que Abraão não foi
justificado
porque por causa das suas obras ou
porque por causa do que ele fez. Abraão
foi justificado através do fato de ter
crido. É exatamente o ponto de Paulo. É
mediante a fé que essa justiça redentora
de Cristo de Deus vem. E aí ele continua
dizendo: "Ora, pessoal, presta atenção.
O salário do homem que trabalha não é
considerado como favor, mas é como uma
dívida. Então, se a pessoa trabalhou, o
o o dono do lugar ali, né, o dono do
trabalho, chegar no final do dia e dar
para ele o dinheiro, não é nenhum tipo
de favor que ele tá fazendo. Ele tá
pagando aquilo que é justo pelo que foi
feito. O homem, a pessoa trabalhou, ele
tem direito a receber o seu salário. Mas
aí ele diz: "Todavia, aquele que não
trabalha, mas confia em Deus, que
justifica o ímpio, sua fé lhe acreditada
como justiça." E aqui, galera, é óbvio
que Paulo não tá falando aqui sobre, ah,
então agora a gente tem que fazer o quê?
Vamos parar de trabalhar, né? Vamos
ficar em casa, a gente acorda às 11, ah,
liga Netflix, vai assistir uns filmes.
Por quê? Porque eu vou ficar fazendo
isso e dizendo: "Ó, Senhor, eu confio em
ti." Não é isso que Paulo tá falando,
né? Acho que a gente nem precisaria
tocar nesse assunto porque é mais do que
óbvio, porque o todo o elemento aqui de
trabalho que ele tá falando envolve o
quê? As obras para obtenção da salvação.
Esse é o ponto, tá bom? Então, só pra
gente tá com tá junto no pensamento
aqui, tá? E aí ele vai continuar
dizendo:
"Ah, sua fé, ó, a Deus que justifica o
ímpio, sua fé lhe acreditada como
justiça." Davi diz a mesma coisa quando
fala da felicidade do homem a quem Deus
acredita justiça independente de obras.
Como são felizes as aqueles que têm suas
transgressões perdoadas, cujos pecados
são apagados? Como é feliz aquele a quem
o Senhor não atribui culpa?
Ah.
Ah. E aí, pessoal, a gente precisa então
entender bem o elemento aqui daquilo que
tá acontecendo, porque esse texto ele é
muito ilustrativo, né? Então, assim, já
que a gente tá nessa ilustração, vamos
caminhar para ela e vamos pensar naquilo
que tem. Quando a gente olha paraa vida
de Abraão, que começa ali no capítulo
12,
ah, não a vida de Abraão, né, mas a a
parte que nós temos a respeito da vida
dele, que é o chamado de Abraão. Então,
o texto vai dizer que Deus chega para
ele e diz: "Ó, sai da tua terra, do meio
dos teus parentes e da casa de teu pai,
e vá para a terra que eu lhe mostrarei".
Mas não diz qual é essa terra, só diz:
"Sai que eu vou te mostrar onde é o
lugar". E aí tem todo o texto ali, farei
de você um grande povo, pá, pá, bá,
aquela coisa toda. E o versículo 4ro vai
dizer que partiu Abraão, como lhe
ordenar o Senhor, e Ló foi com ele.
Porém, ainda nesse capítulo 12, a gente
vai perceber que a coisa não é tão tão
fácil assim como a gente imaginava.
Porque ainda no capítulo 12, Abraão
chega ali na terra ah de Canaã, que
seria a terra depois a terra de Israel.
Quando ele chega lá,
primeira coisa que ele encontra, fome.
É isso que ele vai encontrar. Então, ah,
no versículo 5 ainda, né? Partiram paraa
terra de Canaã e lá chegaram. E aí
Abraão atravessou a terra até o lugar do
Carvalho de Moré, em Siquem naquela
época os cananeus habitavam a terra. O
Senhor apareceu a Abraão e disse tal. E
houve então fome naquela, naquela terra
e Abraão teve que sair. Então Deus manda
ele ir para um lugar, ele sai da casa do
seu pai, vai pro lugar. Quando ele chega
na nesse lugar, Deus aparece para ele e
fala assim: "Ó, aqui é o lugar." E a
primeira coisa que Abraão enfrenta ali,
que a gente poderia falar, bom, ele
chegou, vamos dizer assim, no centro da
vontade de Deus. Deus mandou ele sair,
ir para um lugar. Quando ele chegou
naquele lugar, Deus falou, Deus aparece
para ele e fala assim: "Mano, é aqui,
aqui é o nosso ponto. É aqui onde a
gente vai construir a nossa vida".
A gente pensaria: "Pô, então agora tudo
vai dar certo". O cara obedeceu, o cara
chegou lá e tal, chegou no lugar certo,
Deus tá aparecendo para ele, mas a gente
vai ver que fome aparece. e fome tamanha
que não permite que Abraão continue ali.
Ele precisa ir embora e vai pro Egito.
Foge pro Egito por causa da fome.
Depois de um tempo, ele retorna do
Egito, foi pro Negueb e ali então há uma
desavença entre Abraão e Ló. Nós vamos
ver, por exemplo, depois no capítulo 14
que Abraão precisa socorrer Ló e lutar
contra reis que haviam capturado o seu
sobrinho, que havia se desentendido com
ele. E depois de todas essas
esses impercaços, ou seja, Abraão não
chega na terra e fica tudo bem, é fome,
é desavença, é guerra.
Deus aparece para ele lá no capítulo 15.
numa visão e diz: "Não tenha medo,
Abraão, eu sou o seu escudo, grande a
sua recompensa." Depois que no capítulo
14 ele já tinha lutado contra reis e já
tinha feito um monte de coisa. E é nesse
momento, pessoal, que Deus aparece para
ele depois de tanta coisa ter dado
errado na vida de Abra de de Abraão, que
Deus então fala para ele que vai dar um
filho. E o versículo 6 diz: "E Abraão
creu no Senhor". E isso lhe foi
acreditado como justiça. Então, quando a
gente olha para esse elemento histórico,
que é o que Paulo tá tentando fazer com
a com o povo aqui, é olhar para isso,
é olhar para esse elemento de que Abraão
não fez ali grandes coisas. Pelo
contrário, o relacionamento de Abraão
foi através da fé e puramente da fé,
porque na verdade assim que ele chega
lá, ele só enfrenta problemas. Talvez
poder falar assim: "Ah, se fosse eu, ia
falar: "Pô, esse Deus aí tá tirando, né?
Porque ele manda eu vir para cá, fala
que vai me fazer grande, fala que as
coisas aqui vão dar certo, mas eu chego
aqui e só tem perrengue na minha vida,
só tem dificuldade. Agora ele chega de
novo e ainda vem com esses papinho para
cima de mim."
Mas o texto bíblico vai dizer assim:
"Olha, nesse momento foi o momento em
que Abraão creu e isso foi creditado por
justiça. Deus olhou pro coração de
Abraão, um coração que entendeu a
mensagem e aceitou isso e confiou em
Deus. E isso foi creditado então como
justiça para ele. E é por isso que a
nossa exposição desse texto, ela vai
envolver esses elementos.
Abraão se torna o a principal testemunha
de Paulo de que a justificação é somente
pela fé. Paulo reúne cinco argumentos no
capítulo 4 a para refutar
aqui não era regutar, era refutar a
ideia comumente aceita de que Abraão foi
justificado pelas obras que ele tinha.
Então haviam pessoas que acreditavam que
Abraão tinha sido justificado pelas suas
obras. E quais são esses argumentos? O
primeiro é o argumento teológico que vai
do capítulo um, do versículo 1 até o 5.
Depois o hermenêutico que vai do 6 ao 8,
o histórico de 9 a 12, o lógico de 13 a
17 e o experiencial que vai do 17 até o
25. Nós aqui só vamos falar do lógico e
do e do hermenêutico. Ah, mas depois,
né, na quinta-feira vocês vão ir até o
final. E o que que é o que que envolve
esses dois argumentos? esse argumento
lógico ou teológico e o argumento ah
hermenêutico. Primeiro lugar, pessoal,
envolve o fato de que há um, vamos dizer
assim, em termos negativos
da realidade, Abraão não tinha mérito
nenhum
para ter sido declarado justo,
justificado por Deus.
Porém, em termos positivos,
o que que você tem? Abraão foi
considerado justo por Deus. Então nós
temos isso como esse elemento teológico
marcante. E aí a gente pode pensar nessa
parte hermenêutica que vai dizer assim:
"Olha, Abraão não era justo, Abraão não
era perfeito, Abraão não era
irrepreensível. E você conhece a
história de Abraão como eu também
conheço, cara. ele pisou na bola ali com
Agar, né, e com toda aquela situação.
Então assim, ele não era o o cara ideal,
vamos dizer assim, ele era somente um
homem que tinha lá os seus problemas,
tá? Contudo, Deus o tratava como se ele
fosse justo. Por quê? Por causa dessa
justificação que foi dada através da fé.
É possível então ser amado e aceito por
Deus ao mesmo tempo que somos pecadores
e imperfeitos.
Martinho Lutero expressa isso da
seguinte forma: os cristãos são ao mesmo
tempo justos e pecadores. Esse é esse
elemento hermenêutico que fica desse
elemento da dualidade.
Há esse elemento que envolve um essas
essa dupla ideia que o texto traz, mas
que uma não exclui a outra, uma não
impede de entender a outra. Eu sou justo
diante de Deus, mas eu continuo sendo
pecador, porque eu continuo inclusive
pecando naturalmente. Agora,
o que que é então essa fé que salva? E
eu gostei da ideia que o o
Timoth Keller coloca no livro dele, que
ele diz assim: "Olha, a ideia da fé
salvífica é a ideia da transferência da
confiança. Esse é um elemento que tá
colocando aqui. Assim como Abraão
transferiu a confiança dele, não dos
méritos dele, não em quem ele era, não
em nada, mas naquele Deus que falou com
ele e colocou a sua confiança lá, a fé
salvadora, então, é aquela que vai tirar
a confiança de mim mesmo, das minhas
obras, do que eu acredito, do que eu
penso ser certo ou de qualquer coisa
assim. e depositar essa confiança no
lugar certo, vai transferir a minha
confiança. Então, ela, ao mesmo tempo
que ela encerra um elemento de
confiança, lembra do texto lá? Aquele
que não trabalha, mas confia em Deus.
Então, ela encerra um tipo de confiança,
a confiança nos meus atos e ela inicia
um outro tipo de confiança. É a
confiança, ela confia em Deus que o
justifica. Essa é a fé salvadora. Essa é
a fé que é o poder do evangelho.
Essa é exatamente esse elemento daquilo
que a gente espera. E aí, pra gente
encerrar esse nosso bate-papo de hoje
aqui, ah, daquilo que eu tinha
preparado,
eu selecionei três perguntas pra gente.
Primeira pergunta, pessoal,
como aquele final do capítulo 3 que a
gente leu e que envolve ali aquela
questão da vanglória, né, todo aquele
elemento a da gente entender que tudo
vem mediante a fé a na obra de Deus,
como o final do capítulo 3 ajuda você a
mudar a visão que você tem de você
mesmo. Então, como você entender tudo
isso faz com que você se entenda melhor.
É lógico que a ideia do texto é que você
conheça Jesus, que você olhe para Jesus.
Mas o texto tá falando sobre o perigo
dessa vanglória. Então, como entender de
fato o final do capítulo 3 me ajuda a
entender quem eu sou de verdade. Segunda
pergunta, como você definiria a fé de
fato? Eu sei que a gente tem aquela
declaração de Hebreus capítulo 11, né,
tal, mas aqui no nosso linguajar normal
coloquial, aqui no nosso bate-papo, como
você definiria a fé? A sua definição de
fé, ela mudou ou ela se fortaleceu,
talvez até melhor depois dessa
introdução do capítulo 4 e do exemplo de
Abraão?
E por último, como você vivencia a
bênção do perdão na sua vida?
Como que você aproveita dessa realidade
de que você foi declarado justo diante
de Deus, mas que você continua sendo um
pecador e que você precisa do perdão de
Deus diariamente. E esse perdão sempre
vai ser através do mérito de Jesus. E é
interessante, então, a gente lembrar que
aquilo de bom que a gente tem, a gente
tem como fruto do espírito e com a a
obra de Deus sobre nós. E aquilo que
ruim que a gente tem, os nossos pecados,
eles são perdoados, lavados pelo amor de
Jesus e pelo sacrifício que ele fez por
nós na cruz.
Nossa, cansa, né?
Cansa para vocês aí também que estão me
ouvindo, né?
>> [risadas]
>> Ah, então a gente tem aí, vamos lá, vou
tentar voltando aqui um pouco mais para
cima pra gente ver perguntas. Obrigado
galera por participar aí, por estar
junto, tá? E a gente vai ver o que que a
gente tem aqui.
Ah, apologista ingresso para professor
coloca pouco comercial. Aí tem um muito
comercial. Eu não entendi o que ele quis
dizer aqui. Oi, pessoal.
A [gemido]
noite. Feliz de estar com vocês.
Obrigado pelo panorama da aula. De nada,
de nada, Adri.
Ah, sempre tento ver se é essa ajuda,
né? Eu já tenho milhares de perguntas,
então [risadas]
será que eu consigo responder uma? Vamos
lá. Ah, adiante. Fala que o evangelho é
o poder sabedoria de Deus.
propiciação aqui. Aqui. Vamos lá. Como a
justiça de Deus se manifesta sem a lei e
qual a relação teológica entre a
redenção em Cristo Jesus, propiciação ou
sacrifício expiatório no sangue dele
para demonstrar a justiça divina. Então,
como a justiça de Deus se manifesta sem
a lei? A justiça de Deus se manifesta
sem a lei a depende qual é a justiça que
você tá. Lembra que a gente tava falando
que existem duas justiças? Existe a
justiça do juízo e a justiça redentiva,
tá? Foi esse até o elemento que eu
trouxe ali do do slide das palavras do
Marvin Page aqui, tá? Então Paulo tá
lidando de certa forma com esses dois
elementos. Deus é justo juiz e ele tem
essa justiça que se manifesta ah através
da do fato de que as pessoas estão em
pecado. Então não ou ou sem a graça de
Deus. Então, não é que Deus vai ficar
selecionando, ó, aqui, tá vendo que no
dia X você trouxe essa mentira e tal e
aquela coisa? O elemento central aqui é
o fato de que você está fora do pecado
ou ou fora da graça. Você não a a
encontrou, não se não encontrou a sua
declaração de justiça em Deus. Então, a
a justiça de Deus punitiva, vamos dizer
assim, ou de julgamento, né? Ah, ela vai
se manifestar dessa forma. Para quem tem
a lei, mediante a lei, para quem não tem
a lei, nós já vimos no capítulo três que
até os gentios que não tinham a lei
cumpriam a lei e que existia então essa
lei que era uma lei ah do coração, né?
E qual a relação teológica entre a
redenção em Cristo Jesus,
a propiciação no sangue dele para
demonstrar a justiça divina? É porque é
através da propiciação. Então a
propiciação é o quê? o derramar o sangue
no no na arca, né? Era isso que o sumo
sacerdote fazia lá, né? Então essa é a
ideia da propiciação. Então essa
propiciação foi feita pelo sangue de
Jesus que foi derramado na cruz, tá?
Então a nossa redenção ela é possível
porque o sangue de Jesus foi a nossa
propiciação. Ele foi derramado e e
aspergiu, vamos dizer assim, né? E foi a
e cobriu a ira de Deus. através desse
sangue. Então, é o sangue de Cristo que
cobre essas eh o nosso pecado e é ele
que nos dá acesso a essa justiça
redentora de Deus, que é a redenção
propriamente dita, tá? Então, é através
desse elemento que a gente tem.
Ah, pergunta, pergunta aqui, a justiça
de Deus é um dom. Olha, a justiça de
Deus é um atributo da sua da da do seu
caráter. Então, nós temos aquilo que nós
chamamos de os o caráter de Deus, né? Ou
melhor, perdão, os atributos de Deus.
Então, o atributo de Deus é que ele é um
Deus justo, tá? Então, a justiça de Deus
é um atributo de Deus e é um atributo ah
que ele inclusive também compartilha.
Nós podemos ah também
usar do atributo da justiça de Deus. E
nós devemos usar corretamente quando nós
nos indignamos contra o pecado,
né? Quando nós vemos, por exemplo, uma
pessoa sofrendo e nós agimos em relação
à injustiça, né? Então assim, nós
estamos usando a justiça de Deus, que é
um atributo do seu caráter, tá?
É isso aí. Eu vi que depois ela tinha
perguntado ou se é um atributo. É um
atributo de Deus, né? Exatamente.
Ah, agora vamos ver. Isso aqui é grande.
Todos os milagres registrados que Jesus
fez seria afronto tificado da lei. Por
exemplo, salvou a adulta para explicar
que ninguém tinha salvação, curou no
sábado. Ah, não. Os milagres de Deus, de
Jesus, eles não eram uma ideia de
afrontar a lei, mas eles eram uma ideia
de cumprir a lei. Essa é a questão.
Jesus mesmo disse: "Eu não vim aqui para
revogar a lei, eu vim para cumprir a
lei."
O problema então não tava na lei, o
problema estava no elemento de que as
pessoas colocavam na lei a sua
justificação.
Ah, e aí é é o que a gente falou na aula
da terça-feira passada. Por quê? O o o
judeu falava: "Ah, eu sou contra o
adultério, mas adultera, eu sou contra o
roubo, mas roubo até os templos". Lembra
que a gente falou sobre isso? Então, a a
a ideia não é anular a lei, porque a lei
é santa, é pura. Paulo vai dizer lá no
capítulo 12, inclusive sobre isso. Mas
você querer, hoje em dia acontece isso
sem outros elementos. Existem muitos
lugares, por exemplo, que dizem assim,
ó: "Para você poder ser salvo, você tem
que fazer isso, isso e isso. Tem que
cumprir aqui uns ritos da nossa igreja,
da nossa denominação, alguma coisa nesse
sentido. Então, o que que a pessoa tá
fazendo? a pessoa tá colocando
a numa ação humana
a possibilidade de ter ou não ter a
salvação. E esse que era o ponto que
Paulo tá trabalhando aqui no texto, né?
Vamos ver aqui, Sandra. A justificação é
pela fé. Como ter a segurança da
salvação quando a fé do crente parece
fraca ou misturada com dúvidas? Em que
sentido a salvação depende da fé e não
do grau da força dessa fé? A salvação
ela é pela fé e somente. Então, como nós
temos essa essa convicção, ela não está
baseada nos, vamos dizer assim, nos
altos e baixos que eu tenho da minha
vida, né? Ah, e isso a gente tem em
outros elementos, né? Por exemplo, uma
pessoa que tá casada,
ela fez um compromisso de aliança com
uma outra pessoa. Em alguns momentos, a
a coisa não tá muito legal, tá meio
assim, tipo, meio quebrado, né? Um pouco
de de de briga, de mal-estar e tal, uma
tensão acontecendo, mas isso não elimina
o compromisso,
né? Então assim, a gente só para dar um
exemplo aqui bem simples de como essas
coisas elas não mexem, uma um uma coisa
não anula a outra, porque senão eu posso
dizer que a declaração de Deus a meu
respeito, ela é uma declaração que não é
uma declaração declarativa, pra gente
dizer assim, né? Porque foi Deus que me
declarou justo mediante o sacrifício de
Jesus. Então assim, não tem a ver com,
ah, mas pera aí, hoje eu tô com a minha
fé forte porque eu acordei de manhã e
fiz uma oração de 2 horas, né? Ah, não.
Essa semana eu eu não orei nenhuma vez,
então agora minha fé tá fraca, então eu
não tô eu não tô mais salvo. Não, não,
não, não tem isso. A salvação, ela a
justificação, a declaração da pessoa
como justa, ela não tá mediante as
nossas obras, nem as nossas
instabilidades.
O que vai acontecer agora ao longo do
tempo, que vai ser principalmente o
capítulo 6 até o capítulo 8 do livro de
Romanos, é Paulo demonstrando como a
nossa vida ainda fica sujeita a duas
realidades. Então, ao mesmo tempo que eu
tenho a natureza agora, a nova, a nova
natureza vinda através de Cristo, esse
novo homem, né, novo Adão, eu ainda
tenho a natureza pecaminosa dentro de
mim. E isso faz com que a Paulo mesmo
vai dizer no capítulo 7, a o bem que eu
quero fazer, eu não faço. Quando eu
vejo, eu já eu já pratiquei um mal que
eu não queria inclusive fazer, né? Então
ela não fica nesse nesse jogo. E até
porque o elemento aqui, só pra gente
lembrar, tá pessoal? eu a salvação, a
gente vê a salvação como um elemento
único,
mas a salvação ela tem a pelo menos
assim na teologia sistemática, e aí vale
a pena você ah relembrar do módulo do
Macários um, né, que falou sobre
teologia sistemática, sobre a
soterologia, a doutrina da salvação. A
salvação ela tem três estágios, que é a
justificação, a santificação e a
glorificação. São três estágios. Esses
três estágios são aquilo que nós
chamamos de salvação, tá? A primeira que
é a justificação, é isso que a gente
falou hoje, é a declaração de Deus de
que eu, mediante a fé fui declarado
justo pelo sacrifício de Cristo.
Agora, a santificação é a minha
caminhada de altos e baixos, de vitória
contra o pecado e de derrota e de muitas
derrotas. ah, que é esse processo de
caminhar aqui na Terra lutando contra
essa minha natureza pecaminosa. E aí vai
ser o processo final que nós chamamos de
glorificação, que tá lá no capítulo oito
propriamente dito, dizendo que a a nós
vamos chegar a um momento onde nosso
corpo vai ser glorificado e aí nós não
estaremos mais sujeitos ao pecado, né?
Então, até em outros termos, geralmente
a gente chama que a justificação eh nos
livra da condenação do pecado.
A santificação é o lidar diário com a
natureza pecaminosa. E a glorificação é
quando a toda a influência do pecado
será 100% eliminada da nossa vida, tá?
Então, é por isso que a gente não tem
esse elemento. A a justificação em si é
a declaração divina que é única e final
da nossa ah de que nós somos então
declarados justos, tá?
Ã, exatamente. Hidri, a Efésios 2 também
fala, Gálatas fala, Hebreus fala, né?
Deixa eu ver aqui. Podemos argumentar
que do mesmo jeito que não conseguimos a
salvação pela obra, também é impossível
o homem evoluir de tal maneira em
conhecimento e amor e sabedoria com o
objetivo de alcançar? Ah,
de certa forma, sim.
Ah, pela a grande questão é o que é é o
seguinte. Aí Adri colocou o texto de
Efésios 2, 8 e 9, né? Mas o que que você
tem nesse nesse texto de Efésios 2, 8 e
9? Você tem exatamente aquela proposta,
né, que Deus, ah, nós somos salvos agora
pela fé. Vou, tô pegando o texto
certinho aqui, ó. Pois vocês são salvos
pela graça, por meio da fé. Isso não vem
de vocês, é dom de Deus, não por obras,
para que ninguém se glorie, porque somos
criação de Deus realizada em Cristo
Jesus para fazermos boas obras, as quais
Deus preparou antes para nós as
praticarmos. Então agora existe esse
elemento, como eu falei agora a pouco,
dessa tríplice ideia da salvação. Então
a santificação agora é eu crescer. Não
vou dizer essa palavra evoluir. Eu acho
que essa palavra aí ela não faz muito
sentido, mas é eu crescer no
conhecimento de Deus. É por isso que
inclusive há um curso como esse para que
vocês cresçam no conhecimento do texto
bíblico e no conhecimento de Deus.
Cresçam na demonstração e nas ações de
amor, que são boas obras para que vocês
possam ter. Então isso sim, tá? Aquele
que é salvo, ele deve praticar as boas
obras que são fruto dessa sua salvação.
As boas obras não geram salvação, mas
elas são realizadas por aqueles que são
salvos, tá?
Ahã. Ah, vamos ver aqui a confirma.
Dificuldade em saber se tem fé ou não.
Como dizer que é salva. Vamos lá. E
quando a pessoa tem dificuldade em saber
se tem fé ou não. Olha, eu acho que isso
é um dos elementos mais naturais. O os
discípulos chegaram para Jesus e
falaram: "Aumenta a nossa fé". Os
discípulos estavam vacilantes. Gente,
vacilar na fé não é a grande questão.
Vacilar na fé não existe ninguém que não
tenha vacilado, a não ser o próprio
Senhor Jesus, tá? Então assim, ter
momentos de inconstância não é essa
questão. Até mesmo chegar a falar assim:
"Caramba, meu, que que eu tô fazendo a
minha vida? Isso a minha vida tá tá mais
como a vida de um de um de um pagão do
que como de um cristão".
Isso acontece. Porém, esse, exatamente
esse elemento dessa dúvida para mim já é
uma demonstração muito forte de que a fé
tá ali dentro. Porque aquele que não tem
Cristo, aquele que não tem o Espírito
Santo dentro dele, ele não vai estar
incomodado se ele tem fé ou não. Para
ele, para ele não tem, porque ele não
tem fé mesmo. Ele, ele não tem o
Espírito Santo. Porque quem é aquele que
é o nosso consolador, que é o nosso guia
e que é aquele que vai caminhar conosco,
inclusive apontando para nós o caminho
certo, ah, em que às vezes a gente
responde com falta de fé, é o Espírito
Santo, né? Então esse é o elemento, né?
Crer em Cristo como Deus que nasceu,
viveu, morreu na cruz, essa fé que
salva, não, eu falei o que que é a fé
que salva, né? A fé que salva tem esse
elemento que envolve tudo isso, mas essa
transferência dessa confiança. É esse o
ponto que Paulo tá falando aqui da de eu
tirar a confiança daquilo que envolvia
as minhas obras. O que eu vou fazer para
alcançar a salvação e colocar a
confiança em Deus, né? Crer no Senhor é
esse ponto.
Ah,
vamos ver se tem pergunta de uma outra
pessoa aqui, a Marília, que até agora
ainda não tinha feito uma pergunta. A fé
é uma resposta ao chamado de Deus? Pode
comentar, professor Ganã. A fé ela é a,
sem sombra de dúvida, um elemento que
envolve essa resposta a um chamado.
Agora, esse chamado, vamos vamos pensar
assim, né? Você tem um jovem rico que
Jesus falou para ele: "Vem e segue-me",
né? Larga tudo, vem de tudo, vem e
segue-me. E ele não teve fé, ele não
colocou a confiança dele em Deus e ele
não ah, não foi, né? Então, e você tem,
tô usando Jesus como exemplo aqui para
ficar mais fácil, né? E a gente tem, por
exemplo, os discípulos, porque você tá
falando sobre essa resposta ao chamado.
Então, Jesus chegou para Pedro, Tiago,
João, né? né? E falou: "Vem, segue-me".
E eles foram e seguiram, né? Mas quando
a gente olha pra vida de de dos
discípulos de Jesus, eles eram pessoas
que tudo porque eles responderam sim,
agora tudo tava tava resolvido. A gente
vai ver que inclusive quando Jesus vai
ser crucificado, todos eles se
pirulitaram, né? Todos eles fugiram, né?
Então, a e essa resposta é sem sombra. A
fé, sem sombra de dúvida, é uma resposta
ao chamado. Eh, é, é, é eu ouvir Deus
falando: "Vem e me segue". E eu falo
assim: "Então, eu vou abandonar as meus
pressupostos, a minha cosmovisão e a
minha e a minha tentativa de me segurar
através dos meus próprios meios e vou
colocar tudo isso em Jesus." E eu creio
que Jesus foi a que nele tudo foi
resolvido naquela cruz.
Vamos voltar aqui para Dri. A lei nos
revela ou mostra a nossa natureza
pecaminosa, sem sombra de dúvida.
Ah,
fé é acreditar no lance de tal modo que
você pega e faz, não fica só parado.
Então, como eu coloquei aqui, acho que
essa resposta até eu já dei. Os
discípulos que responderam em fé ainda
assim vacilaram, né? Pedro afundou na
água, mesmo que tenha primeir a no
primeiro passo ficado, né? em cima da
água. Então assim, a fé ela não é um
elemento cabal no sentido de que agora
eu tenho a a a minha vida tá toda
resolvida. Fé simplesmente é é eh eh
dentro do nosso texto, principalmente,
pessoal, olha o argumento do texto, tá?
O texto aqui tá falando, lembra que eu
falei? São três elementos: justificação,
santificação e glorificação. O texto
agora aqui tá falando a fé mediante a
justificação. Então, quando eu olho
paraa minha vida e eu vejo que mediante
a todos os meus esforços, eu reconheço
que eu não vou não vou alcançar a
justiça redentora de Deus. Eu, no máximo
vou continuar vivendo através da
justiça, do juízo de Deus. Então eu olho
para pro texto que diz: "Se você
depositar a sua fé em Jesus, que o o
sacrifício dele lá pagou o seu pecado,
Deus diz que Abraão creu e por isso ele
foi acreditado como justo. O de Leã creu
e isso foi acreditado como justiça. Ele
foi declarado justo, tá? Então esse é o
ponto. Fé aqui é esse lance para usar a
mesma palavra, né? de olhar para minha
vida e falar assim: "Eu entendo que
agora eu preciso transferir a minha
confiança. Eu vou deixar de ter a minha
confiança em mim mesmo, na minha
sabedoria, nos meus métodos, ah, na
minha religiidade, eu vou colocar toda a
minha confiança em Jesus." E aí sim, aí
a coisa andou.
Obrigado, Dri. Ah, profundo romano.
Sempre tem muita a perguntar, perguntas
muito reflexivas. Com certeza a carta
humana é transformadora, eu também acho.
Ah, vamos lá.
Aqui vamos ver. Vivenciar a bção do
perdão faz pensar no Pai Nosso, sem
sombra de dúvidas, né? Perdoa as nossas
dívidas como perdoa os que temos.
Obrigado. Tal
também concordo com você, Sandra. Glória
a Deus pelas suas misericórdias.
Sem as misericórdias a gente estaria
fulminado, né? Salvação não serão
diferente de santificação no sentido que
já fomos salvos. Então, ah, mais uma
vez, a salvação, a palavra salvação, o
termo salvação significa três estágios:
justificação, santificação e
glorificação. Então, santificação é
salvação, é, justificação é salvação, é,
glorificação é salvação, é, mas são
estágios, são elementos daquilo que é a
salvação por completo. Então, quando
você pensar em salvação, você precisa
pensar nesses três elementos juntos.
Porque se você anular um, você perdeu a
o fio da meada da salvação, tá? Então,
salvação não é diferente de
santificação, porque santificação é o é
o segundo passo que é um processo de
vida.
A salvação,
nós já fomos salvos. Por quê? Porque a
justificação é uma declaração no
passado.
O sangue e o sacrifício de Cristo por
mim me declarou justo mediante a fé em
Cristo Jesus. Então isso é passado. A
santificação é o meu presente e a
glorificação é futuro. Por isso que nós
fomos salvos, estamos sendo salvos e
seremos salvos. As três, as três
informações são verdades, são salvação,
mas são os aspectos da salvação, tá?
Ã,
ah, crescemos
passando de fases, vai ficando mais
difícil, mas Jesus disse: "Não vão
terereis aflições". É isso aí.
Ah,
vamos ver aqui. Podemos dizer que temos
as costas largas. Jesus não garante a
salvação mesmo. Jesus nos garante o
processo
da justificação
e o perdão do nosso processo de
santificação. Sem sombra de dúvida, isso
está garantido por Jesus. Agora, aquele
que foi justificado, isso Paulo vai
falar no capítulo, finalzinho do
capítulo 5, lembra? Bom, o que nós
faremos então? Se o nosso pecado aumenta
a graça, vamos então pecar? É claro que
não, porque todo aquele que experimentou
a justificação, ele vai a a a viver
fazendo de tudo para não pecar. E aí,
para isso, ele precisa inclusive do quê?
Hoje, né? Do Espírito Santo nos guiando
e da lei nos orientando. Sem sombra de
dúvida, sem isso aí a gente fica
perdido, né?
Ah, vamos lá, Igor. Aqui, então, a ideia
de se atribuir a ideia de salvação só no
fim da vida está errada ou ela está
incompleta, ela não está errada, tá? Ah,
porque são os três processos, a
justificação, a santificação e a
glorificação. Mais uma vez, vale a pena
procurar aí na playlist da IBNU do
Macários do ano passado que nós tivemos
o módulo primeiro, que foi o módulo
sobre teologia sistemática e ali foi
tratado do assunto da da salvação e foi
explicado como funciona esse processo
por completo, né? Então, dizer que a
salva que a que a a salvação é só no
fim, não está errado. A glorificação é
só no fim, que é o terceiro estágio da
salvação, tá?
Ah,
bom. Eu acho que então é isso. Chegamos
aí o nosso fim esgotado, [risadas]
mas é, a gente conseguiu pelo menos a
terminar essa parte aqui. Galera, muito
obrigado, obrigado mesmo de coração pro
pelo tempo de vocês, porque a gente tá
junto aqui. Ah, é sempre uma alegria
gigante para mim. Tá bom? A gente vai
ficando por aqui. Deus abençoe. Eu eu
acho que eu vou dar mais uma aula para
vocês, mas eu não lembro quando agora.
Eu acho que vai ser um pouquinho mais
paraa frente. Acho que só lá mais paraa
frente. Mas ah, até a gente se vê de
novo. Deus abençoe. Continua
acompanhando aí. Se você não segue a
IBNU, poxa vida, faz isso aí, pô. Clica
aí no se inscrever, vai, não vai custar
nada e vai ser muito bom, porque tem
vídeo todo dia sendo lançado aqui para
você, tá bom? Valeu, tchau.

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