Makários – Romanos |A. 7| A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus (3.21-4.8) | Dilean
25/03/2026
Makários – Romanos |A. 7| A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus (3.21-4.8) | Dilean
Módulo Avançado: Romanos
Aula 7
A justiça de Deus é revelada pela fidelidade de Jesus
Romanos 3.21-4.8
Dilean Melo
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เฮ [música] [assobiando] [música] >> [música] >> เ [música] >> [música] [música] [suspirando] >> Olá, macarianos, como é que vocês estão? Espero que estejam bem, prontos aí pra gente ter mais um bate-papo sobre esse Macarios 2.0 aí, Macarios avançado, nosso curso de romanos. E olha só que a coisa tá ficando quente, né? Tá ficando cada vez melhor. Agora que eu vi meu microfone aqui, quebrou a alça aqui. Poxa a vida. Tá [risadas] ao vivo acontece essas coisas, né? Ele soltou aqui da do suporte, mas acho que eu acho que tá dando para ouvir bem, né? Pelo menos ele tá tudo ligado, então eu acho que pelo menos o áudio deve estar saindo de boa. Ah, mas vamos lá, vamos lá que a gente tem aí algumas coisinhas pra gente conversar. É, ele tá, ele tá aqui, tá tudo certo. Olha aí quanta gente já tá aí. Uma boa noite para todo mundo que tá assistindo ao vivo, né? Agora são 19:02, tem aí, tá todo mundo. Olha só, que bom, que bom que você tá aí, ah, pra gente poder trabalhar um pouquinho mais o texto. E, ó, pessoal, hoje eu vou fazer o seguinte, tá? Eu não vou começar como eu começo geralmente falando sobre aquela parte de indicação de livros e coisas desse tipo, até porque na aula da terça-feira da semana passada eu indiquei já vários livros, né, para vocês. Hoje eu tô usando um livro a mais, né, um livro que eu não tinha mostrado antes, talvez. Ol, agora que eu lembrei, eu tô usando, além dos livros que eu já tinha mostrado, eu vou usar esse livro aqui chamado uma introdução aos escritos do Novo Testamento. Esse livro aqui, ó. Tá? Então, ah, esse aqui é um é um livro da editora Vida Acadêmica, tá? Aqui, ó, o selo deles, tá? Então, eu tô usando ele sobre a parte introdutória ao livro de Romanos. Ah, porque eu queria pegar algumas questões assim, ah, até mesmo fazer um um esboço, algumas coisinhas melhores daquilo que eu tinha feito já na na terça-feira passada. Espero que realmente tenha ficado, né? Ah, que tenha ficado bom aí pra gente poder fazer esse nosso bate-papo, tá? O nosso texto hoje é um textinho um pouquinho ah, vamos dizer assim, pera aí que eu tô fazendo errado. Alguma coisa eu tô fazendo errado aqui. Agora sim. Tá vendo? Alguma coisa sim eu tinha fazendo errado, tá? Ah, então a gente vai trabalhar um pouquinho com esse texto que é o Romanos capítulo 3, do versículo 21 até o capítulo 4, no versículo 8, tá? Então esse aí é o bloco de texto que a gente vai falar. E esse texto, pessoal, é bastante interessante, tá? bastante significativo, até porque a esse texto vai mexer com algumas questões históricas bastante relevantes. Em que sentido? Primeiro lugar, ele vai mexer com as questões históricas do próprio povo de Israel, porque no capítulo 4ro ele vai falar sobre Abraão, né? Ah, eu vou até apresentar, eu vou ficar só até o versículo 8 do capítulo 4, né? Mas ah, eu vou mostrar um pouquinho até o final do capítulo 4ro, porque para mim segue um uma sequência de argumentos, apesar de não ser eu que vou trabalhar com o o final do capítulo 4ro, mas pelo menos só para entender a a ideia geral do capítulo e do argumento de como Paulo tá construindo esse argumento, mas ele vai entrar e vai usar Abraão, porque Abraão vai ser esse exemplo a para Paulo explicar. para aquele povo a respeito do que significa essa fé, de como a gente entende esse elemento. Agora, [limpando a garganta] pensando mais na questão da história ah geral, vamos dizer assim, história da igreja, talvez se a gente pudesse falar assim, acho que esse aqui fica melhor, sei lá. Ah, o que que a gente vai ter? a gente vai ter o Martinho Lutero, alguém que é extremamente importante, né, pra nossa história da igreja, que teve que lidar com esse texto e teve que lidar com ele de uma forma objetiva e inclusive e foi a tensão de Martinho Lutero em relação à sua realidade de fé [roncando] e como entender essas questões. E aí até vou pegar aqui porque o Marvin Page ele coloca a como introdução para esse pro capítulo 3 a partir do versículo 21 até o final do capítulo 4, na verdade ele coloca um pouquinho dessa dessa preocupação e dessa realidade, desse confronto que o o Martinho Lutero teve com o texto e de como ele foi entendendo essa realidade. Olha só que interessante como uma forma de introduzir esse texto que a gente vai trabalhar, ele faz, ele diz assim, ó. Paulo antecipa a famosa pergunta de Martinho Lutero e é muito legal porque porque afinal de contas, galera, vamos pensar, né? Paulo não tá, é óbvio, nem um pouco preocupado com Martinho Lutero, né? Porque afinal Martinho Lutero vai ser de 1517, ou seja, uma pancada de tempo depois daquilo que Paulo tá vivendo, escrevendo, né? Porém, a a ideia daquilo que o texto está promovendo é que a leitura natural do texto vai produzindo em nós algumas inquietações que são naturais. Paulo tá Paulo está tensionando produzir essas inquietações em nós, né? E e em nós aqui, principalmente eram quem? Os leitores originais, né? Era a galera que estava em Roma e que ia ter que lhe dar e essa e e esse povo diversificado, né? Porque você tinha ali a o judeu, né? E você tinha o gentil. Tanto que Paulo primeiro até mesmo fala com o gentil, depois ele fala com o judeu. Mas você tinha esses dois povos com história diferente, com proposta filosófica diferente, ah, com proposta, óbvio, teológica diferente daquilo que que aprendeu. E é nesse momento que é interessante que como e essas duas propostas elas vão começando a se encaixar e e e literalmente elas vão se encontrar. Por quê? Porque a apesar do gentil ter vivido ou ter crescido numa proposta politeísta, né, numa filosofia greco-romana, enfim, com toda uma ideia de mundo, de cosmovisão ah X, e o judeu, ah, cresceu num ambiente monoteísta, tinha a e aquilo que Paulo vai falar, né, final, capítulo 2, capítulo 3, a questão que ele tinha a lei, ele tinha a aliança, a dele era os patriarcas, Então ele tinha como cosmovisão de mundo de de conexão com Deus e religiosidade, espiritualidade, tudo totalmente opostos. Mas isso vai se encaixar na naquilo que a Paulo vai dizer aqui, ó, todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. E esse talvez é um versículo talvez até meio chave de toda essa primeira parte do argumento de Paulo, que começa ali no capítulo 1, a partir do versículo 17 e vai agora chegar nesse ápice aqui no capítulo, no finalzinho do capítulo três. Então, a coisa tá se desenvolvendo e quem tá fazendo a leitura, fosse judeu ou fosse gentil, ia ficar com a seguinte pergunta: Como eu, como eu, que sou um pecador posso estar na presença de um Deus que é santo? Essa era a grande inquietação que estava acontecendo no coração de Martinho Lutero. Ah, e que de certa forma é é essa questão que vai lidando. Tanto que vocês já viram isso, ah, tanto aqui no Macarios como também em outros cursos da IBNU, que nós falamos sobre Romanos, Paulo ele usa esse argumento chamado de diatribe, né, que que nada mais é, pessoal, vamos falar aqui no nosso português meu aqui, né, da do cara que nasceu na praia, né? A a ideia é o seguinte, a ideia é como se fosse aqui a como se a nossa aula aqui que eu tô tendo contigo agora fosse ao vivo com possibilidade de perguntas ao vivo, sabe? Tipo tu levantar a mão e aí professor como é que tá isso? A a diatrib de certa forma ela encaixava meio que nessa ideia, né? onde o que que tava acontecendo. O Paulão tá aqui dando a aula dele e tal, construindo o argumento dele e o aluno, a pessoa que tá ali ouvindo, ela ia a a conectando os pontos até chegar uma pera aí, pera aí, como é que isso fica, né? Não tô entendendo essa parte, né? Ah, é, é isso de certa forma que envolve esse elemento. O texto ele foi construído dessa forma para deixar essa inquietação no nosso coração. E Paulo responde a essa pergunta para judeus e gentius e que depois ela vai sendo produzida ao longo da história da igreja e e e continua dando a mesma resposta. E qual que é a resposta? O apóstolo responde que na cruz de Jesus Cristo a justiça. E aqui o Marvin Pate, ele faz essa essa dupla diferenciação que a gente pode ver, né? Ele vai falar sobre a justiça julgadora de Deus, que é a sua santidade. É reconciliada, é reconciliada com sua justiça redentora. Então é a ideia que as a coisa, a o pensamento de Paulo tá trabalhando com esses dois elementos, né? que existe a santidade de Deus, que é sim julgadora. Ele é o verdadeiro juiz. Falamos isso na terça-feira da semana passada, quando trabalhamos ali o texto do capítulo 2. Ah, não era então aquele que se achava religioso, não era aquele que se achava ah detentor da lei ou aquele que tinha uma história de patriarcas e de tudo que que era de fato juiz de alguma coisa. O juiz de fato é Deus. E ele é um Deus justo, imparcial da da forma como Paulo vai colocar. Mas aí eu olhando para isso e olhando paraa minha vida, assim como Lutero fez e os gentios e judeus que Paulo tava escrevendo aqui a na na pra igreja de Roma, eles chegaram a mesma coisa, pô. Então, então não tem salvação para mim, então não tem condição da coisa a caminhar. Mas aí aí o o peit nos ajuda com isso. Paulo tá lidando com dois elementos distintos. Existe a justiça julgadora e a justiça redentora de Deus. Uma envolve a sua questão de santidade, de pureza, a outra envolve a sua misericórdia. E aí essa expressão do coração que vai dizer que o justo viverá pela fé. Aí a gente tem essa expressão de poder colocar isso aí e falar assim: "Graças a Deus por Jesus Cristo". Como Paulo vai dizer lá no no capítulo 7 de Romanos. É nesse momento que a gente percebe a a nossa impureza, a nossa pecaminosidade, a o nosso afastamento de Deus. A a realidade era essa que Paulo tá tentando assim, tipo, bater, né, tipo o cara crax com cada um, cada um de nós falando, tá vendo, ó? Isso aqui é o crachá de fato. O crachá de fato para carregar e colocar no peito é de Leã é pecador. Não tem justificativa, não tem outra saída. Porém, existe essa justiça redentora, o desejo de Deus de se reconciliar comigo, o desejo de Deus de a a de que eu entregue a minha vida, de que eu perceba a graça que ele que ele tem por mim e aí então transforme através da fé isso. Por quê? Porque ao longo do tempo, as pessoas que mesmo não que não enxergavam de fato essa realidade, mas sabiam do fato de que o pecado existia, começaram a procurar a forma de criar essa ponte pro outro lado através das obras, através de uma a de de uma hipócrita vida de retidão, né? Hipócrita por quê? Porque na verdade ah, não era uma vida de retidão completa e no final acabava sendo o uma proposta de de fazer as coisas por mérito, né? Então, é claro, galera, acho que [risadas] acho que de certa forma tem essa realidade quando a gente para para perceber, por exemplo, que elemento a gente para para perceber a a questão assim, ah, se você vai jogar um jogo, geralmente você vai jogar qual jogo? Você vai jogar, se você tá com uma galera, você vai jogar o jogo que você acha que você é o melhor, né? é que você pelo menos tem chance de ganhar, porque senão você sabe que vai ser só tomar no na cabeça, né? E e então assim, a ideia que geralmente quando a gente vai apresentar a nossa vida pros outros é quem é? Nossa, eu sou de Lean, sou o marido da Vânia, pai da Juliana e da Sara e tal, né? Sou reitor aqui do seminário teológico Batista de Santos e aquela, não vou falar os meus podres, não vou falar as coisas ruins. Então, essas pessoas só apresentavam aquilo que era aparente. Ah, até coisas que elas realmente faziam que estavam certas, mas só apresentavam aquilo. Por quê? Porque na verdade sabe que por debaixo do tapete tem sujeira e tem bastante sujeira ali. Então, o que a gente vê? a que essa a justiça redentora vai apresentar de modo que Deus é ao mesmo tempo justo e justificador daquele que crê em Jesus. Então Deus é justo porque ele não vai tratar com imparcialidade, mas ele é justificador. Então assim, a a pessoa não vai deixar de ser pescadora, não pecadora e não saiu. Eu falei duas vezes e as duas vezes errado, né? Ela não vai deixar de ser pecadora, mas Deus vai imputar a ela uma justiça. E a gente vai falar sobre isso. E a forma, então aqui foi só uma introdução, tá pessoal? Só para você entender em que pano a gente tá, né? Pano de fundo a gente tá do nosso livro e até mesmo perceber como esses elementos históricos são tão significativos pra gente compreender a importância desses versículos que nós vamos ler e como a gente vai desenvolver. Olha só como que a gente vai caminhar dentro disso. A minha proposta de bate-papo com vocês aqui, é, em primeiro lugar, a gente, ah, a gente viu aqui esse elemento histórico, é importância e relevância do texto. Agora eu quero falar com vocês sobre um esboço que vai pegar desde o capítulo um pelo até chegar onde nós estamos agora para que você perceba a linha de raciocínio de Paulo e o argumento que ele tá trazendo pra gente. e a gente poder ficar fixo então nele como uma forma melhor de entendimento do texto. Depois eu vou falar sobre a exposição do texto propriamente dito, né? a tem o contexto do texto aí, a exposição do texto e no final a gente vai fazer aí um bate-papo sobre alguns elementos teológicos e eu vou depois, assim como eu fiz na aula da terça-feira, deixar aí algumas perguntas para vocês, para que vocês possam a a refletir durante o seu tempo aí, tá bom? Vamos lá. Vamos começar aqui, ó, com a primeira parte que envolve esse esboço do tempo do texto. Bom, no capítulo primeiro ali entre o versículo 1 e o versículo 17, nós temos aquilo que nós podemos chamar de introdução à carta, né? Paulo vai mostrar quem, quem tá escrevendo, né? Na verdade, o autor vai mostrar quem é, ou seja, Paulo. Ele vai identificar os destinatários da carta e vai fazer uma saudação. Mas como eu falei para vocês no cap na no capítulo não, perdão, pessoal, na aula da semana passada, da terça-feira passada, nós vamos ter mais um elemento aí muito importante que tá nesse capítulo para mim ali no versículo 16 e 17. e que para mim não dá pra gente entender o restante da coisa se não entender bem a se não entender bem esse elemento que é o poder e a natureza do evangelho. Ali os versículos 16 e 17 ele vai trabalhar com isso, que o evangelho é o poder de Deus. Então ele vai mostrar algumas coisas, ele vai fazer essa introdução e vai dar, vamos assim, esse assunto como uma chapada, né? Ó, isso aqui, galera, o evangelho é o poder de Deus. E aí ele vai mostrar como que esse evangelho vai entrar. Evangelho, como eu falei na semana passada, né? É as boas novas, tá? Ou seja, é esse anúncio da mensagem salvadora de Deus em Cristo Jesus. e o poder disso, ou seja, de qual é, quais são esses elementos que essa mensagem salvadora trabalha na nossa vida, né? Aí, depois disso ele vai falar sobre a culpa e perdição dos gentios e dos judeus sem a justiça de Deus, né? Porque afinal eles estão afastados de Deus. Ele vai mostrar então que a ira de Deus se desencadeou sobre a natureza ímpia das nações. Aqui tô colocando nações aqui porque envolve todos, né? O juízo justo de Deus sobre todas as pessoas. Então, ah, quando Deus julga, ele julga não só de forma imparcial, mas o seu julgamento é um julgamento justo, né? Ah, e aqui tá errado, tá? É, também os judeus são pecadores. Essa é deveria ser a forma correta de tá escrito aí o texto, tá? Então também os judeus são pecadores. Ó lá, agora tá certo. A infidelidade de Israel e a fidelidade de Deus. E tanto judeus como pecador, como gentios são pecadores perdidos. Então, aquilo que a gente pode ver do capítulo 1 18 até o 320, veja, eu tô colocando assim um esboço bem geral, assim, bem genérico, né? Mas só pra gente lembrar do que que tá acontecendo, tá? Então, ele falou sobre o poder e a natureza do evangelho. Aí ele vai mostrar que há o quê? Uma culpa que gera essa perdição para todos, tanto gentios como judeus, porque eles estão sem a justiça de Deus. E agora sim a gente vai entrar no nosso capítulo. Eu coloquei aqui um pouco mais estendido também para entender toda a natureza do argumento até o capítulo 5 versículo 21. Mas a gente vai dar foco principal aqui no nosso texto que vai até o versículo 8 do capítulo 4, tá? Como que isso acontece? Olha só que interessante. A justiça mediante a fé está disponível para todos. Por se ele terminou o argumento dizendo que tanto judeus como gentios são pecadores, então agora preciso o quê? Qual é a virada da chave? Como que a gente muda essa realidade? E essa realidade muda através da justiça de Deus que está disponível através da fé para todos. Isso é, de certa forma, vamos dizer assim, o resumo dos versículos 21 até 23 do capítulo 3. Depois nós vamos ter a base legal para esse julgamento, para essa justiça de Deus, que é a morte de Cristo. Por quê? Porque ela satisfez todas as exigências da justiça de Deus. Isso é o versículo 24 até o versículo 26 do capítulo 3. E ainda no capítulo 3, para finalizar os versículos 27 a 31, a gente vê que o fato da justiça de Deus ser pela fé anula toda a vanglória humana, toda possibilidade que tinha de fazer aquilo que a gente tinha falado agora na introdução, de tentar alcançar alguma coisa através das minhas obras, através da dos feitos que eu que eu produzo, né? Então, para isso, para exemplificar isso que ele argumentou no capítulo 3, ele vai colocar a história de Abraão, a o portador, que era o o portador da promessa, que aponta para quê? Para a fé e não para as obras, como o verdadeiro meio meio de receber essa justiça redentora de Deus. Então, olha só, é isso que a gente tem na nossa frente aqui para discutir. Esse é o nosso texto. É assim que, de certa forma, a gente vai caminhar. Nós vamos literalmente lidar hoje, né, com essa parte aqui que vai do capítulo 321 até o capítulo 4, versículo 8. E esse aqui já é o esboço geral de tudo aquilo que envolve a nossa aula hoje. Então, assim, você viu que esse é o nosso assunto e é por aí que a gente vai caminhar. Como que a gente vai fazer isso aí? Olha só o nosso contexto geral da carta através do Klein, do Bloomberg e do Hubert, para você entender um pouco melhor essa ideia. Então, a análise de Romanos revela o cuidado de Paulo para ensinar o plano divino da salvação, o poder de Deus, o evangelho, o evangelho como poder Deus. A partir do quê? Como ele vai mostrar que o plano divino da salvação é possível ser alcançado pela fé. Ele parte da pecaminosidade universal, ou seja, todos são pecadores. É isso basicamente que vai do capítulo 1 18 até o capítulo 320. E aí então que envolve o nosso texto aqui, ele vai ginar agora para a questão da justificação em Cristo, que começa no capítulo 321 até vai até o 521. Por isso que eu coloquei naquele slide anterior, até o 5:21. Eu tô seguindo mais ou menos aqui a a linha do do Bloomberg e do Klein sobre esse esse como é que chama? Esse esboço, né? Então esse período vai vai caminhar por esse por esse argumento. Ali no capítulo cinco. O que que a gente vai ter de tão extraordinário? Que é a questão desse novo Adão, né? Mas a gente não vai entrar na discussão disso que vocês vão fazer depois. Não tenho ideia de com quem, né? a santificação pelo espírito e a glorificação no futuro, que é o capítulo 6 a 8. Ah, vai trabalhar com isso, que é a questão do do processo da santificação até a glorificação no capítulo oito. Depois a gente vai ter os assuntos éticos principais, que é o capítulo 12, uso fiel dos dons, o amor cristão e a submissão e a prática ou restrição da liberdade e o 16, que é ali as saudações finais. Beleza? Feito tudo isso, vamos caminhar para a exposição do texto. Agora sim começa efetivamente a nossa aula, porque a gente vai olhar pro texto bíblico e vai poder conversar um pouquinho sobre ele. Olha só, capítulo 3, a partir do versículo 21 até o versículo 26. Ah, eu tô vendo que agora eu tô tô tô na frente, né? Deixa eu deixa eu sair da frente aqui do texto, ó. Pronto. Aqui agora eu não fico na frente. Então, vamos lá. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a lei e os profetas. Justiça de Deus mediante a fé em Cristo, em Jesus Cristo, para todos os que creem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos, mas no presente demonstrou a sua justiça a fim de ser justo e justificador daqueles que têm fé em Jesus Cristo. Eu até pintei algumas coisas aqui para você ver algumas informações interessantes, né? Por exemplo, a gente observar aqui que você tem a questão da justiça que provém de Deus ou a justiça de Deus. E depois essa ideia de que ela vem mediante a fé em Cristo Jesus. Aqui no versículo 22 e também no versículo 25, mediante a fé. E você tem esse centro nervoso, vamos dizer assim, dessa desse pequeno trecho, que é essa informação que é onde é o ápice de toda a argumentação. Olha, pois todos pecaram, estão destituídos da glória de Deus. Então, assim, não interessa se você é judeu, se você é gentil, se você é brasileiro, se você, enfim, é qualquer outra coisa, né? Se você é santista. Ah, só o corintiano que a gente não, a gente ainda tem dúvida sobre qual o processo que isso acontece, né? Brincadeira, galera. Mas a a verdade, mas ainda assim, o corintiano com certeza é tá no meio do porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Esse é esse centro, esse é essa realidade que o texto vai apresentar. E essa ah essa essa realidade ela é dura e confrontativa. E Paulo então precisa mostrar pra gente. Então porque se a gente olha para esse versículo só, todos pecaram, estão afastados de Deus, sem acesso à sua glória, o que que sobra pra gente? Não sobra nada. Ou seja, a vida acabou, não faz mais sentido nada, né? Ah, então por que até a gente tá falando sobre viver corretamente? Por que existir então lei? Por que existir todas essas coisas se a gente tá entregue à própria sorte de ser mal e de estar vivendo no pecado? Aí ele vai dizer que não, não, não, não é bem assim que a coisa acontece. Existe além dessa justiça que trazia o juízo, o julgamento a respeito do pecado, existe uma outra justiça. Essa justiça que também provém de Deus, ela é uma justiça de Deus, mas agora ela não tá mediante a um julgamento do que eu fiz ou deixei de fazer. Ela é uma uma justiça que tá mediante ao quê? A fé em Cristo Jesus. Esse agora então é o ponto que ele quer trabalhar mediante Jesus. A coisa fica diferente. E aí eu acho legal, por exemplo, a forma como o Timot Keller, ele vai trabalhar isso no livro dele a Romanos para você, né? Ele vai dizer: "Olha só como a justiça chega até nós pra gente poder entender. O versículo 22, ele vai dar a primeira parte. Agora que eu percebi que eu tô sem a minha Bíblia aqui. Pera aí, deixa eu pegar minha Bíblia aqui para poder acompanhar, porque agora o texto não tá aí, né? Então, pra gente relembrar o texto e poder trabalhar. Atos, Romanos, Romanos 2, Romanos 3. Olha só o versículo 22, o que que ele vai dizer, né? a justiça de Deus mediante a fé em Cristo Jesus ou em Jesus Cristo. Então, como a justiça chega para nós? Como nós temos acesso a essa justiça? Nós temos acesso a ela por meio da fé em Jesus Cristo. Então, ele é o objeto dessa nossa fé. é é apontada para ele que a nossa fé precisa estar para que nós possamos alcançar essa justiça. Porque aquilo que nós já temos por sermos pecadores é o quê? É a justiça do juízo de Deus. Mas existe também a justiça da misericórdia de Deus, mas ela é acessada somente através desse meio. Então não adianta a tentar encontrar essa justiça por outros critérios, sejam eles os mais miraculosos, espalhafatos ou mais bem estruturados filosoficamente ou sei lá, teologicamente que possa encontrar. Ele vem através de Jesus. por meio dessa fé. Ou seja, por por onde ele não vem? Ele não vem pelos nossos esforços, pois todos pecaram. É a realidade que Paulo vai mostrar no versículo 23. E isso acontece no versículo 24. ele vai dizer, sendo justificados gratuitamente por sua graça. E graça, pessoal, é exatamente a ideia daquilo que é a a dado a nós sem que nós merecêssemos, tá? Então, graça é esse favor que é dado para nós sem que a gente mereça. É a é é como olhar e falar assim: "Olha, o que você merece é X, mas eu não vou te dar aquilo que você merece. Eu vou te dar outra coisa. Eu vou te dar aquilo, a algo que que você não merecia, mas que é bom para você. A misericórdia é só falar assim: "Olha, aquilo que você merecia receber, você não vai receber". A graça é: "Eu vou te dar outra coisa ainda. O que você merecia era o afastamento de Deus. Mas Deus não só age na misericórdia de falar assim: "Olha, a as coisas entre nós estão acertadas, mas agora ele me traz para perto dele." E esse argumento ele vai levar até o capítulo oito, onde lá no capítulo oito ele vai falar: "Agora nós somos filhos dele. Nós agora nos tornamos filhos de Deus". Então, a coisa ela vai seguindo uma linha de pensamento para nos ajudar a entender bem toda essa questão. E ela tem sim a ver com um elemento de obra que tá no capítulo 25, no versículo 25, que diz assim, ó: Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação imediante a fé pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Então, a obra é a obra de Cristo. Então, não é a minha obra, não é aquilo que eu penso, não é aquilo que eu sou bom em fazer, não é aquilo que eu consigo fazer ou não consigo fazer. A justiça, ela chega até nós pela fé em Cristo Jesus e pela obra de Cristo Jesus. Então, se a gente elimina qualquer desses elementos, a gente não tem acesso a essa justiça. A a a gente pode ser a melhor pessoa possível, a gente pode fazer muita coisa boa, muita coisa certa, enfim, um monte de elementos. Porém, a justiça redentiva de Deus, ela é dada somente pela fé em Cristo Jesus, baseada na obra de Cristo Jesus. E agora eu vou dar um tempinho aqui, porque eu vou ahã ligar o meu ventilador. Eu tá quente para caramba. Tô começando aqui já a transpirar. Pera aí. Vamos lá. Então, o que que a gente vê, ó? Eu, esse slide aqui agora, pessoal, não é meu, tá? Esse esse slide aqui eu peguei da do site do Voltemos ao Evangelho numa num artigo que tá escrito lá no site. Você pode depois ah pesquisar no site chamado Voltemos ao Evangelho. Tem aqui até o nome, né, do autor. Eu vou dar até um zoomzinho para vocês poderem ver, ó. Aqui, ó. Tá vendo, ó? Mary Berry de 2011 foi adaptado, tal. essa esse elemento que envolve da onde eu tô tirando esse gráfico, ele tá online, então você pode depois pegar lá, ver o artigo todo e tal. Mas olha só que interessante como a gente vai ver essa ideia dessa justificação pela fé em Romanos capítulo 3, versículos 21, nós temos então a obra de Cristo. Ela é o centro de tudo. Jesus, a cruz de Cristo, aquilo que Cristo fez com quando ele derramou seu sangue, morreu na cruz por mim e por você. Isso é a base de tudo, tá? Então Deus aqui ele derrama da sua graça por nós. Então você vê aqui, ó, daqui da parte de cima, onde tá Deus, você tem essa setinha apontando para Cristo, né, paraa obra de Cristo, onde ele tá derramando a a sua graça. Ela é a fonte da nossa justificação. Ah, nós somos justificados pela graça de Deus, seu favorcido para conosco, que é o capítulo 3, o versículo 24. Cristo e a cruz. Então, ela é o centro desse esse esse desse evangelho que é o poder de Deus, né? Ela é a base dessa nossa justificação. Somos justificados através da cruz de Cristo pela graça de Deus. Capítulo 3, versículos 24 até o 25, que é o que a gente leu. E é pela fé e não pelas obras. Então, vem da graça de Deus que passa pela cruz de Cristo. Aqui, lógico, é uma ideia, tá? a, é só para fazer uma uma coisa mais gráfica, visual. E aí, então ela alcança os nossos corações que devem estar com a obra de Cristo centralizados. E aqui o coração, é óbvio, tá? É a é é é essa figura de linguagem para falar da nossa vida por completo, para falar de quem nós somos, para falar de tudo que tem a ver com a gente, né? Então, não é pelas nossas obras, mas pela fé, o meio dessa nossa justificação. Então, eu tenho a fonte da justificação, eu tenho a base da justificação e eu tenho o meio dessa justificação. Então, somos justificados pela fé em Cristo, a pela fé na cruz de Cristo, pela graça, versículos 25 até o versículo 26. E aí, então, desse elemento central que é a cruz, sai o quê? Essa é a ideia da nossa redenção divina. Ah, Jesus nos resgatou da escravidão do pecado e da morte, ah, pagando o preço com seu próprio sangue. Por isso que o texto vai dizer que ele é a nossa propiciação divina. Também aqui era uma linguagem que envolvia a ideia de servidão. Aqui é linguagem bem sacerdotal ali do templo, né? Daquilo que envolvia os elementos ali do do do templo do Antigo Testamento, onde Jesus é o sacrifício perfeito que desvia a ira justa de Deus a ah de nós e de nosso pecado. Paulo fala mais sobre isso no livro de Gálatas. E o autor aos Hebreus, ele expande muito todo esse assunto de Jesus ser esse nosso sacrifício perfeito. Mas o texto aqui de Paulo em Romanos também trabalha com tudo isso. E aí desse elemento da cruz que nós temos a redenção divina e a propiciação divina, nós temos essa demonstração divina da justificação sobre nós. E aí é uma linguagem extremamente a ah jurídica, né? A morte de Jesus revela a justiça de Deus em relação ao pecado. Por quê? Porque a justificação é um termo legal. Nós fomos declarados justos por Deus. Então, não quer dizer que nós nunca mais erramos. Não quer dizer que agora eu sou o santarrão. Não quer dizer que agora eu tenho o direito de falar a respeito do pecado do meu irmão. E é interessante isso, né? Porque Jesus, Jesus realmente é fora da curva, né? Porque se a gente seguisse de fato Jesus e aqui eu tô falando a gente porque eu tô falando de mim, tá galera? Talvez aqui se você não passa por isso, olha. Amém. Deus seja louvado. Mas o que Jesus nos ensina de fato sobre o pecado do nosso irmão é se você ver o teu irmão pecar, vai lá para ganhar o seu irmão. Vai lá para falar com ele. A o intuito não é condená-lo, o intuito não é julgá-lo, o intuito não é apontar o dedo, o intuito é ganhar o seu irmão. Ganhar. Por quê? Porque ele não foi por você, mas por Deus. Se ele entendeu todo esse elemento, ele foi declarado justo diante de Deus. E assim como eu e assim como você, mesmo declarado justos, continuamos tendo pecado em nossa vida, continuamos a errar, ainda assim somos declarados justos diante de Deus. Ô glória! Isso é impressionante e fascinante, porque a gente tem esse elemento de que não é então o Dile Lean que chegou para qualquer um de vocês e falou assim: "Nossa, não, tu é um cara bom para caramba, né? Não é Deus que tá falando por causa do que Jesus fez. Eu estou dizendo que você é justo. Ele pagou todo o preço do pecado que você tinha cometido." E aí então a gente pode caminhar um pouquinho mais. E o Marvin Page, por exemplo, ele vai dizer assim, ó, em outras palavras, ah, quando Paulo tá falando ali sobre aquela questão dos pecados, né, em sua tolerância, havia deixado impunos os pecados anteriormente cometidos. O que que Paulo, de acordo com Marvin Pate e o e o Timoth Keller caminha na mesma ideia, eles dizem sobre isso, que a paciência de Deus, na sua paciência, Deus adiou o pagamento por esses pecados. O por quê? Porque os sacrifícios e os rituais do Antigo Testamento sempre foram só substitutivos. Eles eram provisórios. Por quê? Porque na verdade eles apontavam para Cristo. E aí, como eu já tinha falado, Paulo em Gálatas e o autor de Hebreus, eles expandem bastante essa ideia pra gente entender melhor. Mas o que que é de fato? Deus aceitava Abraão, Moisés, Davi, que foram esses personagens antes da vinda de Jesus e todos os outros santos, ah, quando se arrependiam e confiavam na misericórdia de Deus. Mas a base estrutural para o perdão é a obra futura de Cristo. Ele já era o justo juiz que justificava o seu povo. Por quê? Porque para Deus, como até hoje a gente tava conversando no geek, eu acho, a da tarde, acho que a Adriane foi que falou, eu acho que foi Adriane que tá inclusive aí assistindo a a a live, né, ó, nosso bate-papo aqui. Ah, agora eu tava falei dela e esqueci o que que ela falou, que eu ia falar aqui. Ah, mas para Deus um dia é como 1000 anos e 1000 anos como um dia. A gente tá lidando com esses elementos. Mas assim, mesmo no Antigo Testamento, essa obra de Cristo, apesar de não ter acontecido no tempo ainda, a a Deus ela já era uma realidade, né? E então, por meio dessa confiança na misericórdia de Deus, baseada nesse sacrifício que Jesus ainda faria no futuro, Deus então perdoava e aceitava esses personagens. É isso que ah significa, né, esse texto. Aí caminhando mais um pouquinho, então a gente vai pro finalzinho aí do texto de ah de Romanos 3. Olha só o que vai dizer o versículo 27 em diante. Onde está então o motivo da vanglória? Ele é excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à lei. Não, no princípio da fé. Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei. Deus é Deus apenas dos judeus. Ele não é também o Deus dos gentios, que inclusive naquele momento faziam parte da igreja de Roma? A resposta é óbvia. É sim. dos gentios também, visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos, ou seja, os judeus e os incircuncisos, ou seja, os gentios. Anulamos então a lei pela fé? De maneira nenhuma. Ao contrário, confirmamos a lei. Confirmamos então que aquilo que a lei expressa é a verdade e que é assim que realmente de fato deve ser. Então, olha só que interessante do que que esse do que que Paulo tá falando. Bom, se ele terminou de falar que tudo aquilo que que essa justiça redentora de Deus, ela vem não pelas nossas obras, não pelo que nós fazemos ou deixarmos de fazer, mas ela vem pela pela fé. Então, onde fica a vanglória de dizer: "Não, mas eu faço isso, eu sou aquilo, eu tenho isso?" Ela é excluída da lei, ou melhor, ela é totalmente excluída. Ela deve ser excluída. Por quê? Porque o problema da vanglória, Paulo, ele trata aqui a a com três grandes elementos, dando o contraste da realidade da vida, que provavelmente é da nossa vida ainda hoje, não era só do do do daquele povo em Roma, nosso hoje ainda. E por isso ele ele trabalha fazendo contrastes e esses contrastes são muito marcantes. O primeiro é a Vanglória produz legalismo individual. A pessoa que vive pela vanglória é uma pessoa que vive pelo legalismo. E isso foi contrastado [roncando] pela justificação, pela fé e a aceitação diante de Deus de todos. Paulo vai dizer ali no no versículo 27 e 28, olha, o princípio pelo qual a coisa acontece na nossa vida é o princípio da fé. E ele vai no versículo 28 afirmar: "Nós sustentamos que o homem é justificado pela fé independente da obediência à lei." Então, não é esse elemento que vai trazer a a a nossa glória. Não é esse elemento que vai trazer essa justiça redentora de Deus. O legalismo não pode produzir esse tipo de justiça redentora, só a fé em Cristo Jesus. Depois ele vai dizer que a a justiça vindo pela fé, ela exclui o exclusivismo nacional. Ela exclui qualquer possibilidade de achar que pode ter um povo que tem acesso e que o e é superior aos outros. É por isso que a gente vai ler lá no versículo 29, Paulo falando: "Deus é Deus apena dos judeus?" É claro que não é dos judeus e dos gentios também. Então não é pro pro gentil ficar, ah, não, mas esse povo fez isso, fez aquilo, ah, e tal, eles ah, mataram, né, o o mestre e tal. E nem pro judeu ficar falando: "Ah, mas esse povo aí não conhece nada, não sabe da história, não tem a lei, não tem a a os patriarcas". todo esse tipo de tentativa de se agarrar a um grupo étnico que até hoje às vezes acontece, agora não é mais um grupo étnico, mas é um grupo talvez denominacional, né? Não, porque a santa igreja batista, a santa igreja presbiteriana, nós somos aqui até numa forma de às vezes brincar, mas que revela algumas outras questões. Ah, nós temos ali nossos primos, né, e tal. Não, Deus não tem primo, né? A gente não tem primo na fé, a gente tem irmão em Cristo e só não existe exclusivismo. Deus é Deus do gentil e Deus do judeu. Então, para esse judeu que tinha crescido através dentro dessa ideia do monoteísmo e dentro da ideia de que ah, não só existe um só Deus, mas de que ele é do povo, agora Paulo tá falando, olha, ele é de todos. E o terceiro elemento que nós vemos aqui nesse texto, que Paulo vai trabalhar com esse problema da vanglória, é a vanglória pela antiga aliança. E no versículo 31, ele vai dizer com todas as letras: "Anulamos então a lei pela fé, de maneira nenhuma. Ao contrário, confirmamos a lei." Ah, o que que de fato ele tá querendo mostrar? Ele vai mostrar que existe uma nova aliança, não é a antiga aliança, mas ela não tá a a anulada pela fé. Porque na verdade mesmo aqueles do Antigo Testamento, como nós falamos, de Abraão, de e de Moisés, de Davi, todos eles alcançaram a graça, né? Alcançaram a salvação, alcançaram esse perdão de Deus pela fé que eles tinham na misericórdia de Deus. Então, sempre foi pela fé. E esse texto ele me ele me lembra bastante uma poesia do CS Lewis. Ah, aqui eu fiz uma tradução pelo pelo chat GPT, tá? que ela não tem português, eu não achei pelo menos publicada, ela tem só em inglês. E e CS, ele fala assim, ó, de todas as minhas derrotas tolas, há e e há muito mais, de todas as vitórias que eu pensei ter conquistado, da esperteza que eu coloquei a teu serviço e que faz rir a plateia enquanto os anjos choram, de todas as minhas provas da tua divindade. Tu que não quiseste dar nenhum sinal, livra-me. Pensamentos são só moedas. Não me deixes confiar em vez de ti. Ah, na imagem desgastada do do teu rosto que eles carregavam, carregam de todos os meus pensamentos até os meus pensamentos sobre ti, ó belo silêncio, cai sobre mim e me liberta. Senhor da porta estreita e do fundo do buraco da agulha, tira de mim toda essa quinquilharia para que eu não morra. Então, a onde ele tá falando, olha, tem gente que se vangloria a até das suas derrotas, né? outros das suas vitórias, da sua esperteza, enfim, de a de da sua do seu intelectualismo a respeito da da de Deus, daquilo que ele tem de divindade. Tira tudo isso de mim. Tira tudo isso de mim, porque isso é vanglória. Isso é a a é buscar nada, né? E não alcançar lugar nenhum. O que a gente precisa de fato é confiar em ti, é confiar no próprio Deus. É isso que CS acreditava, é isso que CS orou, né? Ele fez essa oração ah que ficou publicada e que é uma belíssima oração. E aí então a gente vai ah já pro nosso capítulo 4atro. E olha só que interessante o que Paulo vai dizer agora. Ele diz assim, ó. Portanto, que diremos do nosso antepassado Abraão? Lembra que eu falei lá no começo? Ele vai usar agora Abraão como esse exemplo de tudo aquilo que ele tava falando. De certa forma, Paulo tá meio que dizendo assim: "Bom, olha, se vocês não entenderam ainda o que eu vou falar, eu vou desenhar para vocês, tá? Eu vou fazer um desenho para ver se agora então vocês entendem". E aí ele pega Abraão, olha só que ele diz. Se de fato Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar. Lembra que ele acabou de falar da vanglória? Então ele tá falando, ó. Se se Abraão foi justificado pelas obras, então ele tem do que se do que se gloriar, mas não diante de Deus. Por quê? O que que diz a escritura lá em Gênesis? Está escrito que Abraão creu em Deus e isso lhe foi creditado como justiça. Esse é o ponto. Abraão. Então, a o texto do Antigo Testamento e a história do próprio povo de Israel vai dizer que Abraão não foi justificado porque por causa das suas obras ou porque por causa do que ele fez. Abraão foi justificado através do fato de ter crido. É exatamente o ponto de Paulo. É mediante a fé que essa justiça redentora de Cristo de Deus vem. E aí ele continua dizendo: "Ora, pessoal, presta atenção. O salário do homem que trabalha não é considerado como favor, mas é como uma dívida. Então, se a pessoa trabalhou, o o o dono do lugar ali, né, o dono do trabalho, chegar no final do dia e dar para ele o dinheiro, não é nenhum tipo de favor que ele tá fazendo. Ele tá pagando aquilo que é justo pelo que foi feito. O homem, a pessoa trabalhou, ele tem direito a receber o seu salário. Mas aí ele diz: "Todavia, aquele que não trabalha, mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe acreditada como justiça." E aqui, galera, é óbvio que Paulo não tá falando aqui sobre, ah, então agora a gente tem que fazer o quê? Vamos parar de trabalhar, né? Vamos ficar em casa, a gente acorda às 11, ah, liga Netflix, vai assistir uns filmes. Por quê? Porque eu vou ficar fazendo isso e dizendo: "Ó, Senhor, eu confio em ti." Não é isso que Paulo tá falando, né? Acho que a gente nem precisaria tocar nesse assunto porque é mais do que óbvio, porque o todo o elemento aqui de trabalho que ele tá falando envolve o quê? As obras para obtenção da salvação. Esse é o ponto, tá bom? Então, só pra gente tá com tá junto no pensamento aqui, tá? E aí ele vai continuar dizendo: "Ah, sua fé, ó, a Deus que justifica o ímpio, sua fé lhe acreditada como justiça." Davi diz a mesma coisa quando fala da felicidade do homem a quem Deus acredita justiça independente de obras. Como são felizes as aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados? Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa? Ah. Ah. E aí, pessoal, a gente precisa então entender bem o elemento aqui daquilo que tá acontecendo, porque esse texto ele é muito ilustrativo, né? Então, assim, já que a gente tá nessa ilustração, vamos caminhar para ela e vamos pensar naquilo que tem. Quando a gente olha paraa vida de Abraão, que começa ali no capítulo 12, ah, não a vida de Abraão, né, mas a a parte que nós temos a respeito da vida dele, que é o chamado de Abraão. Então, o texto vai dizer que Deus chega para ele e diz: "Ó, sai da tua terra, do meio dos teus parentes e da casa de teu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei". Mas não diz qual é essa terra, só diz: "Sai que eu vou te mostrar onde é o lugar". E aí tem todo o texto ali, farei de você um grande povo, pá, pá, bá, aquela coisa toda. E o versículo 4ro vai dizer que partiu Abraão, como lhe ordenar o Senhor, e Ló foi com ele. Porém, ainda nesse capítulo 12, a gente vai perceber que a coisa não é tão tão fácil assim como a gente imaginava. Porque ainda no capítulo 12, Abraão chega ali na terra ah de Canaã, que seria a terra depois a terra de Israel. Quando ele chega lá, primeira coisa que ele encontra, fome. É isso que ele vai encontrar. Então, ah, no versículo 5 ainda, né? Partiram paraa terra de Canaã e lá chegaram. E aí Abraão atravessou a terra até o lugar do Carvalho de Moré, em Siquem naquela época os cananeus habitavam a terra. O Senhor apareceu a Abraão e disse tal. E houve então fome naquela, naquela terra e Abraão teve que sair. Então Deus manda ele ir para um lugar, ele sai da casa do seu pai, vai pro lugar. Quando ele chega na nesse lugar, Deus aparece para ele e fala assim: "Ó, aqui é o lugar." E a primeira coisa que Abraão enfrenta ali, que a gente poderia falar, bom, ele chegou, vamos dizer assim, no centro da vontade de Deus. Deus mandou ele sair, ir para um lugar. Quando ele chegou naquele lugar, Deus falou, Deus aparece para ele e fala assim: "Mano, é aqui, aqui é o nosso ponto. É aqui onde a gente vai construir a nossa vida". A gente pensaria: "Pô, então agora tudo vai dar certo". O cara obedeceu, o cara chegou lá e tal, chegou no lugar certo, Deus tá aparecendo para ele, mas a gente vai ver que fome aparece. e fome tamanha que não permite que Abraão continue ali. Ele precisa ir embora e vai pro Egito. Foge pro Egito por causa da fome. Depois de um tempo, ele retorna do Egito, foi pro Negueb e ali então há uma desavença entre Abraão e Ló. Nós vamos ver, por exemplo, depois no capítulo 14 que Abraão precisa socorrer Ló e lutar contra reis que haviam capturado o seu sobrinho, que havia se desentendido com ele. E depois de todas essas esses impercaços, ou seja, Abraão não chega na terra e fica tudo bem, é fome, é desavença, é guerra. Deus aparece para ele lá no capítulo 15. numa visão e diz: "Não tenha medo, Abraão, eu sou o seu escudo, grande a sua recompensa." Depois que no capítulo 14 ele já tinha lutado contra reis e já tinha feito um monte de coisa. E é nesse momento, pessoal, que Deus aparece para ele depois de tanta coisa ter dado errado na vida de Abra de de Abraão, que Deus então fala para ele que vai dar um filho. E o versículo 6 diz: "E Abraão creu no Senhor". E isso lhe foi acreditado como justiça. Então, quando a gente olha para esse elemento histórico, que é o que Paulo tá tentando fazer com a com o povo aqui, é olhar para isso, é olhar para esse elemento de que Abraão não fez ali grandes coisas. Pelo contrário, o relacionamento de Abraão foi através da fé e puramente da fé, porque na verdade assim que ele chega lá, ele só enfrenta problemas. Talvez poder falar assim: "Ah, se fosse eu, ia falar: "Pô, esse Deus aí tá tirando, né? Porque ele manda eu vir para cá, fala que vai me fazer grande, fala que as coisas aqui vão dar certo, mas eu chego aqui e só tem perrengue na minha vida, só tem dificuldade. Agora ele chega de novo e ainda vem com esses papinho para cima de mim." Mas o texto bíblico vai dizer assim: "Olha, nesse momento foi o momento em que Abraão creu e isso foi creditado por justiça. Deus olhou pro coração de Abraão, um coração que entendeu a mensagem e aceitou isso e confiou em Deus. E isso foi creditado então como justiça para ele. E é por isso que a nossa exposição desse texto, ela vai envolver esses elementos. Abraão se torna o a principal testemunha de Paulo de que a justificação é somente pela fé. Paulo reúne cinco argumentos no capítulo 4 a para refutar aqui não era regutar, era refutar a ideia comumente aceita de que Abraão foi justificado pelas obras que ele tinha. Então haviam pessoas que acreditavam que Abraão tinha sido justificado pelas suas obras. E quais são esses argumentos? O primeiro é o argumento teológico que vai do capítulo um, do versículo 1 até o 5. Depois o hermenêutico que vai do 6 ao 8, o histórico de 9 a 12, o lógico de 13 a 17 e o experiencial que vai do 17 até o 25. Nós aqui só vamos falar do lógico e do e do hermenêutico. Ah, mas depois, né, na quinta-feira vocês vão ir até o final. E o que que é o que que envolve esses dois argumentos? esse argumento lógico ou teológico e o argumento ah hermenêutico. Primeiro lugar, pessoal, envolve o fato de que há um, vamos dizer assim, em termos negativos da realidade, Abraão não tinha mérito nenhum para ter sido declarado justo, justificado por Deus. Porém, em termos positivos, o que que você tem? Abraão foi considerado justo por Deus. Então nós temos isso como esse elemento teológico marcante. E aí a gente pode pensar nessa parte hermenêutica que vai dizer assim: "Olha, Abraão não era justo, Abraão não era perfeito, Abraão não era irrepreensível. E você conhece a história de Abraão como eu também conheço, cara. ele pisou na bola ali com Agar, né, e com toda aquela situação. Então assim, ele não era o o cara ideal, vamos dizer assim, ele era somente um homem que tinha lá os seus problemas, tá? Contudo, Deus o tratava como se ele fosse justo. Por quê? Por causa dessa justificação que foi dada através da fé. É possível então ser amado e aceito por Deus ao mesmo tempo que somos pecadores e imperfeitos. Martinho Lutero expressa isso da seguinte forma: os cristãos são ao mesmo tempo justos e pecadores. Esse é esse elemento hermenêutico que fica desse elemento da dualidade. Há esse elemento que envolve um essas essa dupla ideia que o texto traz, mas que uma não exclui a outra, uma não impede de entender a outra. Eu sou justo diante de Deus, mas eu continuo sendo pecador, porque eu continuo inclusive pecando naturalmente. Agora, o que que é então essa fé que salva? E eu gostei da ideia que o o Timoth Keller coloca no livro dele, que ele diz assim: "Olha, a ideia da fé salvífica é a ideia da transferência da confiança. Esse é um elemento que tá colocando aqui. Assim como Abraão transferiu a confiança dele, não dos méritos dele, não em quem ele era, não em nada, mas naquele Deus que falou com ele e colocou a sua confiança lá, a fé salvadora, então, é aquela que vai tirar a confiança de mim mesmo, das minhas obras, do que eu acredito, do que eu penso ser certo ou de qualquer coisa assim. e depositar essa confiança no lugar certo, vai transferir a minha confiança. Então, ela, ao mesmo tempo que ela encerra um elemento de confiança, lembra do texto lá? Aquele que não trabalha, mas confia em Deus. Então, ela encerra um tipo de confiança, a confiança nos meus atos e ela inicia um outro tipo de confiança. É a confiança, ela confia em Deus que o justifica. Essa é a fé salvadora. Essa é a fé que é o poder do evangelho. Essa é exatamente esse elemento daquilo que a gente espera. E aí, pra gente encerrar esse nosso bate-papo de hoje aqui, ah, daquilo que eu tinha preparado, eu selecionei três perguntas pra gente. Primeira pergunta, pessoal, como aquele final do capítulo 3 que a gente leu e que envolve ali aquela questão da vanglória, né, todo aquele elemento a da gente entender que tudo vem mediante a fé a na obra de Deus, como o final do capítulo 3 ajuda você a mudar a visão que você tem de você mesmo. Então, como você entender tudo isso faz com que você se entenda melhor. É lógico que a ideia do texto é que você conheça Jesus, que você olhe para Jesus. Mas o texto tá falando sobre o perigo dessa vanglória. Então, como entender de fato o final do capítulo 3 me ajuda a entender quem eu sou de verdade. Segunda pergunta, como você definiria a fé de fato? Eu sei que a gente tem aquela declaração de Hebreus capítulo 11, né, tal, mas aqui no nosso linguajar normal coloquial, aqui no nosso bate-papo, como você definiria a fé? A sua definição de fé, ela mudou ou ela se fortaleceu, talvez até melhor depois dessa introdução do capítulo 4 e do exemplo de Abraão? E por último, como você vivencia a bênção do perdão na sua vida? Como que você aproveita dessa realidade de que você foi declarado justo diante de Deus, mas que você continua sendo um pecador e que você precisa do perdão de Deus diariamente. E esse perdão sempre vai ser através do mérito de Jesus. E é interessante, então, a gente lembrar que aquilo de bom que a gente tem, a gente tem como fruto do espírito e com a a obra de Deus sobre nós. E aquilo que ruim que a gente tem, os nossos pecados, eles são perdoados, lavados pelo amor de Jesus e pelo sacrifício que ele fez por nós na cruz. Nossa, cansa, né? Cansa para vocês aí também que estão me ouvindo, né? >> [risadas] >> Ah, então a gente tem aí, vamos lá, vou tentar voltando aqui um pouco mais para cima pra gente ver perguntas. Obrigado galera por participar aí, por estar junto, tá? E a gente vai ver o que que a gente tem aqui. Ah, apologista ingresso para professor coloca pouco comercial. Aí tem um muito comercial. Eu não entendi o que ele quis dizer aqui. Oi, pessoal. A [gemido] noite. Feliz de estar com vocês. Obrigado pelo panorama da aula. De nada, de nada, Adri. Ah, sempre tento ver se é essa ajuda, né? Eu já tenho milhares de perguntas, então [risadas] será que eu consigo responder uma? Vamos lá. Ah, adiante. Fala que o evangelho é o poder sabedoria de Deus. propiciação aqui. Aqui. Vamos lá. Como a justiça de Deus se manifesta sem a lei e qual a relação teológica entre a redenção em Cristo Jesus, propiciação ou sacrifício expiatório no sangue dele para demonstrar a justiça divina. Então, como a justiça de Deus se manifesta sem a lei? A justiça de Deus se manifesta sem a lei a depende qual é a justiça que você tá. Lembra que a gente tava falando que existem duas justiças? Existe a justiça do juízo e a justiça redentiva, tá? Foi esse até o elemento que eu trouxe ali do do slide das palavras do Marvin Page aqui, tá? Então Paulo tá lidando de certa forma com esses dois elementos. Deus é justo juiz e ele tem essa justiça que se manifesta ah através da do fato de que as pessoas estão em pecado. Então não ou ou sem a graça de Deus. Então, não é que Deus vai ficar selecionando, ó, aqui, tá vendo que no dia X você trouxe essa mentira e tal e aquela coisa? O elemento central aqui é o fato de que você está fora do pecado ou ou fora da graça. Você não a a encontrou, não se não encontrou a sua declaração de justiça em Deus. Então, a a justiça de Deus punitiva, vamos dizer assim, ou de julgamento, né? Ah, ela vai se manifestar dessa forma. Para quem tem a lei, mediante a lei, para quem não tem a lei, nós já vimos no capítulo três que até os gentios que não tinham a lei cumpriam a lei e que existia então essa lei que era uma lei ah do coração, né? E qual a relação teológica entre a redenção em Cristo Jesus, a propiciação no sangue dele para demonstrar a justiça divina? É porque é através da propiciação. Então a propiciação é o quê? o derramar o sangue no no na arca, né? Era isso que o sumo sacerdote fazia lá, né? Então essa é a ideia da propiciação. Então essa propiciação foi feita pelo sangue de Jesus que foi derramado na cruz, tá? Então a nossa redenção ela é possível porque o sangue de Jesus foi a nossa propiciação. Ele foi derramado e e aspergiu, vamos dizer assim, né? E foi a e cobriu a ira de Deus. através desse sangue. Então, é o sangue de Cristo que cobre essas eh o nosso pecado e é ele que nos dá acesso a essa justiça redentora de Deus, que é a redenção propriamente dita, tá? Então, é através desse elemento que a gente tem. Ah, pergunta, pergunta aqui, a justiça de Deus é um dom. Olha, a justiça de Deus é um atributo da sua da da do seu caráter. Então, nós temos aquilo que nós chamamos de os o caráter de Deus, né? Ou melhor, perdão, os atributos de Deus. Então, o atributo de Deus é que ele é um Deus justo, tá? Então, a justiça de Deus é um atributo de Deus e é um atributo ah que ele inclusive também compartilha. Nós podemos ah também usar do atributo da justiça de Deus. E nós devemos usar corretamente quando nós nos indignamos contra o pecado, né? Quando nós vemos, por exemplo, uma pessoa sofrendo e nós agimos em relação à injustiça, né? Então assim, nós estamos usando a justiça de Deus, que é um atributo do seu caráter, tá? É isso aí. Eu vi que depois ela tinha perguntado ou se é um atributo. É um atributo de Deus, né? Exatamente. Ah, agora vamos ver. Isso aqui é grande. Todos os milagres registrados que Jesus fez seria afronto tificado da lei. Por exemplo, salvou a adulta para explicar que ninguém tinha salvação, curou no sábado. Ah, não. Os milagres de Deus, de Jesus, eles não eram uma ideia de afrontar a lei, mas eles eram uma ideia de cumprir a lei. Essa é a questão. Jesus mesmo disse: "Eu não vim aqui para revogar a lei, eu vim para cumprir a lei." O problema então não tava na lei, o problema estava no elemento de que as pessoas colocavam na lei a sua justificação. Ah, e aí é é o que a gente falou na aula da terça-feira passada. Por quê? O o o judeu falava: "Ah, eu sou contra o adultério, mas adultera, eu sou contra o roubo, mas roubo até os templos". Lembra que a gente falou sobre isso? Então, a a a ideia não é anular a lei, porque a lei é santa, é pura. Paulo vai dizer lá no capítulo 12, inclusive sobre isso. Mas você querer, hoje em dia acontece isso sem outros elementos. Existem muitos lugares, por exemplo, que dizem assim, ó: "Para você poder ser salvo, você tem que fazer isso, isso e isso. Tem que cumprir aqui uns ritos da nossa igreja, da nossa denominação, alguma coisa nesse sentido. Então, o que que a pessoa tá fazendo? a pessoa tá colocando a numa ação humana a possibilidade de ter ou não ter a salvação. E esse que era o ponto que Paulo tá trabalhando aqui no texto, né? Vamos ver aqui, Sandra. A justificação é pela fé. Como ter a segurança da salvação quando a fé do crente parece fraca ou misturada com dúvidas? Em que sentido a salvação depende da fé e não do grau da força dessa fé? A salvação ela é pela fé e somente. Então, como nós temos essa essa convicção, ela não está baseada nos, vamos dizer assim, nos altos e baixos que eu tenho da minha vida, né? Ah, e isso a gente tem em outros elementos, né? Por exemplo, uma pessoa que tá casada, ela fez um compromisso de aliança com uma outra pessoa. Em alguns momentos, a a coisa não tá muito legal, tá meio assim, tipo, meio quebrado, né? Um pouco de de de briga, de mal-estar e tal, uma tensão acontecendo, mas isso não elimina o compromisso, né? Então assim, a gente só para dar um exemplo aqui bem simples de como essas coisas elas não mexem, uma um uma coisa não anula a outra, porque senão eu posso dizer que a declaração de Deus a meu respeito, ela é uma declaração que não é uma declaração declarativa, pra gente dizer assim, né? Porque foi Deus que me declarou justo mediante o sacrifício de Jesus. Então assim, não tem a ver com, ah, mas pera aí, hoje eu tô com a minha fé forte porque eu acordei de manhã e fiz uma oração de 2 horas, né? Ah, não. Essa semana eu eu não orei nenhuma vez, então agora minha fé tá fraca, então eu não tô eu não tô mais salvo. Não, não, não, não tem isso. A salvação, ela a justificação, a declaração da pessoa como justa, ela não tá mediante as nossas obras, nem as nossas instabilidades. O que vai acontecer agora ao longo do tempo, que vai ser principalmente o capítulo 6 até o capítulo 8 do livro de Romanos, é Paulo demonstrando como a nossa vida ainda fica sujeita a duas realidades. Então, ao mesmo tempo que eu tenho a natureza agora, a nova, a nova natureza vinda através de Cristo, esse novo homem, né, novo Adão, eu ainda tenho a natureza pecaminosa dentro de mim. E isso faz com que a Paulo mesmo vai dizer no capítulo 7, a o bem que eu quero fazer, eu não faço. Quando eu vejo, eu já eu já pratiquei um mal que eu não queria inclusive fazer, né? Então ela não fica nesse nesse jogo. E até porque o elemento aqui, só pra gente lembrar, tá pessoal? eu a salvação, a gente vê a salvação como um elemento único, mas a salvação ela tem a pelo menos assim na teologia sistemática, e aí vale a pena você ah relembrar do módulo do Macários um, né, que falou sobre teologia sistemática, sobre a soterologia, a doutrina da salvação. A salvação ela tem três estágios, que é a justificação, a santificação e a glorificação. São três estágios. Esses três estágios são aquilo que nós chamamos de salvação, tá? A primeira que é a justificação, é isso que a gente falou hoje, é a declaração de Deus de que eu, mediante a fé fui declarado justo pelo sacrifício de Cristo. Agora, a santificação é a minha caminhada de altos e baixos, de vitória contra o pecado e de derrota e de muitas derrotas. ah, que é esse processo de caminhar aqui na Terra lutando contra essa minha natureza pecaminosa. E aí vai ser o processo final que nós chamamos de glorificação, que tá lá no capítulo oito propriamente dito, dizendo que a a nós vamos chegar a um momento onde nosso corpo vai ser glorificado e aí nós não estaremos mais sujeitos ao pecado, né? Então, até em outros termos, geralmente a gente chama que a justificação eh nos livra da condenação do pecado. A santificação é o lidar diário com a natureza pecaminosa. E a glorificação é quando a toda a influência do pecado será 100% eliminada da nossa vida, tá? Então, é por isso que a gente não tem esse elemento. A a justificação em si é a declaração divina que é única e final da nossa ah de que nós somos então declarados justos, tá? Ã, exatamente. Hidri, a Efésios 2 também fala, Gálatas fala, Hebreus fala, né? Deixa eu ver aqui. Podemos argumentar que do mesmo jeito que não conseguimos a salvação pela obra, também é impossível o homem evoluir de tal maneira em conhecimento e amor e sabedoria com o objetivo de alcançar? Ah, de certa forma, sim. Ah, pela a grande questão é o que é é o seguinte. Aí Adri colocou o texto de Efésios 2, 8 e 9, né? Mas o que que você tem nesse nesse texto de Efésios 2, 8 e 9? Você tem exatamente aquela proposta, né, que Deus, ah, nós somos salvos agora pela fé. Vou, tô pegando o texto certinho aqui, ó. Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé. Isso não vem de vocês, é dom de Deus, não por obras, para que ninguém se glorie, porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. Então agora existe esse elemento, como eu falei agora a pouco, dessa tríplice ideia da salvação. Então a santificação agora é eu crescer. Não vou dizer essa palavra evoluir. Eu acho que essa palavra aí ela não faz muito sentido, mas é eu crescer no conhecimento de Deus. É por isso que inclusive há um curso como esse para que vocês cresçam no conhecimento do texto bíblico e no conhecimento de Deus. Cresçam na demonstração e nas ações de amor, que são boas obras para que vocês possam ter. Então isso sim, tá? Aquele que é salvo, ele deve praticar as boas obras que são fruto dessa sua salvação. As boas obras não geram salvação, mas elas são realizadas por aqueles que são salvos, tá? Ahã. Ah, vamos ver aqui a confirma. Dificuldade em saber se tem fé ou não. Como dizer que é salva. Vamos lá. E quando a pessoa tem dificuldade em saber se tem fé ou não. Olha, eu acho que isso é um dos elementos mais naturais. O os discípulos chegaram para Jesus e falaram: "Aumenta a nossa fé". Os discípulos estavam vacilantes. Gente, vacilar na fé não é a grande questão. Vacilar na fé não existe ninguém que não tenha vacilado, a não ser o próprio Senhor Jesus, tá? Então assim, ter momentos de inconstância não é essa questão. Até mesmo chegar a falar assim: "Caramba, meu, que que eu tô fazendo a minha vida? Isso a minha vida tá tá mais como a vida de um de um de um pagão do que como de um cristão". Isso acontece. Porém, esse, exatamente esse elemento dessa dúvida para mim já é uma demonstração muito forte de que a fé tá ali dentro. Porque aquele que não tem Cristo, aquele que não tem o Espírito Santo dentro dele, ele não vai estar incomodado se ele tem fé ou não. Para ele, para ele não tem, porque ele não tem fé mesmo. Ele, ele não tem o Espírito Santo. Porque quem é aquele que é o nosso consolador, que é o nosso guia e que é aquele que vai caminhar conosco, inclusive apontando para nós o caminho certo, ah, em que às vezes a gente responde com falta de fé, é o Espírito Santo, né? Então esse é o elemento, né? Crer em Cristo como Deus que nasceu, viveu, morreu na cruz, essa fé que salva, não, eu falei o que que é a fé que salva, né? A fé que salva tem esse elemento que envolve tudo isso, mas essa transferência dessa confiança. É esse o ponto que Paulo tá falando aqui da de eu tirar a confiança daquilo que envolvia as minhas obras. O que eu vou fazer para alcançar a salvação e colocar a confiança em Deus, né? Crer no Senhor é esse ponto. Ah, vamos ver se tem pergunta de uma outra pessoa aqui, a Marília, que até agora ainda não tinha feito uma pergunta. A fé é uma resposta ao chamado de Deus? Pode comentar, professor Ganã. A fé ela é a, sem sombra de dúvida, um elemento que envolve essa resposta a um chamado. Agora, esse chamado, vamos vamos pensar assim, né? Você tem um jovem rico que Jesus falou para ele: "Vem e segue-me", né? Larga tudo, vem de tudo, vem e segue-me. E ele não teve fé, ele não colocou a confiança dele em Deus e ele não ah, não foi, né? Então, e você tem, tô usando Jesus como exemplo aqui para ficar mais fácil, né? E a gente tem, por exemplo, os discípulos, porque você tá falando sobre essa resposta ao chamado. Então, Jesus chegou para Pedro, Tiago, João, né? né? E falou: "Vem, segue-me". E eles foram e seguiram, né? Mas quando a gente olha pra vida de de dos discípulos de Jesus, eles eram pessoas que tudo porque eles responderam sim, agora tudo tava tava resolvido. A gente vai ver que inclusive quando Jesus vai ser crucificado, todos eles se pirulitaram, né? Todos eles fugiram, né? Então, a e essa resposta é sem sombra. A fé, sem sombra de dúvida, é uma resposta ao chamado. Eh, é, é, é eu ouvir Deus falando: "Vem e me segue". E eu falo assim: "Então, eu vou abandonar as meus pressupostos, a minha cosmovisão e a minha e a minha tentativa de me segurar através dos meus próprios meios e vou colocar tudo isso em Jesus." E eu creio que Jesus foi a que nele tudo foi resolvido naquela cruz. Vamos voltar aqui para Dri. A lei nos revela ou mostra a nossa natureza pecaminosa, sem sombra de dúvida. Ah, fé é acreditar no lance de tal modo que você pega e faz, não fica só parado. Então, como eu coloquei aqui, acho que essa resposta até eu já dei. Os discípulos que responderam em fé ainda assim vacilaram, né? Pedro afundou na água, mesmo que tenha primeir a no primeiro passo ficado, né? em cima da água. Então assim, a fé ela não é um elemento cabal no sentido de que agora eu tenho a a a minha vida tá toda resolvida. Fé simplesmente é é eh eh dentro do nosso texto, principalmente, pessoal, olha o argumento do texto, tá? O texto aqui tá falando, lembra que eu falei? São três elementos: justificação, santificação e glorificação. O texto agora aqui tá falando a fé mediante a justificação. Então, quando eu olho paraa minha vida e eu vejo que mediante a todos os meus esforços, eu reconheço que eu não vou não vou alcançar a justiça redentora de Deus. Eu, no máximo vou continuar vivendo através da justiça, do juízo de Deus. Então eu olho para pro texto que diz: "Se você depositar a sua fé em Jesus, que o o sacrifício dele lá pagou o seu pecado, Deus diz que Abraão creu e por isso ele foi acreditado como justo. O de Leã creu e isso foi acreditado como justiça. Ele foi declarado justo, tá? Então esse é o ponto. Fé aqui é esse lance para usar a mesma palavra, né? de olhar para minha vida e falar assim: "Eu entendo que agora eu preciso transferir a minha confiança. Eu vou deixar de ter a minha confiança em mim mesmo, na minha sabedoria, nos meus métodos, ah, na minha religiidade, eu vou colocar toda a minha confiança em Jesus." E aí sim, aí a coisa andou. Obrigado, Dri. Ah, profundo romano. Sempre tem muita a perguntar, perguntas muito reflexivas. Com certeza a carta humana é transformadora, eu também acho. Ah, vamos lá. Aqui vamos ver. Vivenciar a bção do perdão faz pensar no Pai Nosso, sem sombra de dúvidas, né? Perdoa as nossas dívidas como perdoa os que temos. Obrigado. Tal também concordo com você, Sandra. Glória a Deus pelas suas misericórdias. Sem as misericórdias a gente estaria fulminado, né? Salvação não serão diferente de santificação no sentido que já fomos salvos. Então, ah, mais uma vez, a salvação, a palavra salvação, o termo salvação significa três estágios: justificação, santificação e glorificação. Então, santificação é salvação, é, justificação é salvação, é, glorificação é salvação, é, mas são estágios, são elementos daquilo que é a salvação por completo. Então, quando você pensar em salvação, você precisa pensar nesses três elementos juntos. Porque se você anular um, você perdeu a o fio da meada da salvação, tá? Então, salvação não é diferente de santificação, porque santificação é o é o segundo passo que é um processo de vida. A salvação, nós já fomos salvos. Por quê? Porque a justificação é uma declaração no passado. O sangue e o sacrifício de Cristo por mim me declarou justo mediante a fé em Cristo Jesus. Então isso é passado. A santificação é o meu presente e a glorificação é futuro. Por isso que nós fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos. As três, as três informações são verdades, são salvação, mas são os aspectos da salvação, tá? Ã, ah, crescemos passando de fases, vai ficando mais difícil, mas Jesus disse: "Não vão terereis aflições". É isso aí. Ah, vamos ver aqui. Podemos dizer que temos as costas largas. Jesus não garante a salvação mesmo. Jesus nos garante o processo da justificação e o perdão do nosso processo de santificação. Sem sombra de dúvida, isso está garantido por Jesus. Agora, aquele que foi justificado, isso Paulo vai falar no capítulo, finalzinho do capítulo 5, lembra? Bom, o que nós faremos então? Se o nosso pecado aumenta a graça, vamos então pecar? É claro que não, porque todo aquele que experimentou a justificação, ele vai a a a viver fazendo de tudo para não pecar. E aí, para isso, ele precisa inclusive do quê? Hoje, né? Do Espírito Santo nos guiando e da lei nos orientando. Sem sombra de dúvida, sem isso aí a gente fica perdido, né? Ah, vamos lá, Igor. Aqui, então, a ideia de se atribuir a ideia de salvação só no fim da vida está errada ou ela está incompleta, ela não está errada, tá? Ah, porque são os três processos, a justificação, a santificação e a glorificação. Mais uma vez, vale a pena procurar aí na playlist da IBNU do Macários do ano passado que nós tivemos o módulo primeiro, que foi o módulo sobre teologia sistemática e ali foi tratado do assunto da da salvação e foi explicado como funciona esse processo por completo, né? Então, dizer que a salva que a que a a salvação é só no fim, não está errado. A glorificação é só no fim, que é o terceiro estágio da salvação, tá? Ah, bom. Eu acho que então é isso. Chegamos aí o nosso fim esgotado, [risadas] mas é, a gente conseguiu pelo menos a terminar essa parte aqui. Galera, muito obrigado, obrigado mesmo de coração pro pelo tempo de vocês, porque a gente tá junto aqui. Ah, é sempre uma alegria gigante para mim. Tá bom? A gente vai ficando por aqui. Deus abençoe. Eu eu acho que eu vou dar mais uma aula para vocês, mas eu não lembro quando agora. Eu acho que vai ser um pouquinho mais paraa frente. Acho que só lá mais paraa frente. Mas ah, até a gente se vê de novo. Deus abençoe. Continua acompanhando aí. Se você não segue a IBNU, poxa vida, faz isso aí, pô. Clica aí no se inscrever, vai, não vai custar nada e vai ser muito bom, porque tem vídeo todo dia sendo lançado aqui para você, tá bom? Valeu, tchau.