Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Makários – Romanos |A. 8| A família da aliança de Abraão (4.9-25) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos |A. 8| A família da aliança de Abraão (4.9-25) | Ákilla Nascimento

Makários – Romanos |A. 8| A família da aliança de Abraão (4.9-25) | Ákilla Nascimento

Módulo Avançado: Romanos
Aula 8
A família da aliança de Abraão
Romanos 4.9-25
Ákilla Nascimento

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
[email protected]

Home

Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp

Legendas automáticas:

เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> เ
Muito boa noite para todo mundo que já
chegou aqui para mais uma aula do nosso
curso de teologia Macários. Muito
bem-vindo, muito bem-vinda pro nosso
encontro de hoje. Hoje a gente vai falar
sobre Romanos, capítulo 4, dos
versículos
eh 9 em diante, 9 até o 25. E é bom
saber aí que a gente já tem o pessoal
acompanhando a gente pelo chat.
Fernanda, a Ana, Carla, Carmen, o Paulo,
a Teresa, Sandra, o Edu, a Manuela. Ah,
muito bom, muito bom ter vocês aqui,
outras pessoas que talvez estejam
assistindo, mas não estão
necessariamente falando no chat, mas é
bom receber todos vocês já pro começo da
nossa aula e também o pessoal que vai
assistir isso em outro momento. Bom, a
gente já tem uma bagagem considerável na
nossa conversa a respeito de Romanos,
porque hoje a gente tá finalizando o
capítulo 4atro. Isso significa que a
gente está concluindo o primeiro grande
bloco de Romanos que vai do capítulo 1
até o capítulo 4. O capítulo 5 até o 8
tem uma grande dependência daquilo que
nós estamos tratando nessas oito
primeiras aulas, nesses quatro primeiros
capítulos, mas eh também constituem uma
nova etapa daquilo que é a apresentação
de Paulo a respeito do grande tema da
revelação da justiça de Deus. que se dá
através do Messias. Mas como última
parte daquilo que nós vamos tratar hoje,
eh, ou última parte daquilo que nós
vamos tratar nesse primeiro bloco, a
gente vai falar sobre o tema da família
da aliança de Abraão. pessoalmente achei
bastante assim e importante e e
provocativo na minha compreensão e
profundo nos argumentos, como Paulo
apresenta aqui nesse capítulo, aquilo
que ele trata a respeito da definição ou
da redefinição da família de Abraão a
partir daquilo que é revelado na pessoa
de Jesus. Por isso, a gente vai convidar
você para acompanhar o nosso estudo de
hoje. Bia de regra, eu tenho colocado
texto bíblico do lado esquerdo e os
pontos que a gente vai desenvolver do
lado direito. Mas hoje eu fiz um
pouquinho diferente. Eu coloquei o texto
bíblico de acordo com a NVI, a nova
versão internacional do lado esquerdo e
o texto da do da versão Novo Testamento
para todos, que foi publicado inclusive
recentemente, já é uma versão mais
antiga na língua inglesa, mas foi eh
publicado recentemente pela Thomas
Nelson em português. Existem diferenças
de tradução e como qualquer tradutor e
qualquer estudioso da Bíblia sabe,
inúmeras decisões são tomadas no
processo de decisão e isso às vezes tem
um impacto maior na interpretação dos
textos e às vezes tem um impacto menor.
Como eu julguei bastante apropriada a
forma como essa versão a do Novo
Testamento para todos traz além da
versão que a gente já costuma utilizar,
que é a versão da NVI, então eu coloquei
esses dois textos para vocês. Então, só
pra gente fazer uma leitura rápida, eu
vou ler esse texto na versão da direita
pra gente seguir então pros nossos
argumentos aqui. E então essas bênçãos
vêm sobre os circuncisos ou sobre os
incircuncisos.
Eis a passagem que citamos: "A fé foi
contada a favor de Abraão como o
indicativo de que ele fora considerado
certo quando ela foi contada ao seu
favor depois que ele já estava
circuncidado ou quando ainda era
incircunciso?" Não foi depois de sua
circuncisão, mas sim quando era
incircunciso.
Ele recebeu circuncisão como um sinal e
um selo de sua posição de membro da
aliança, com base na fé que tinha quando
ainda era incircunciso.
Isso ocorreu para que ele pudesse ser o
pai de todo o que crê, até mesmo dos
incircuncisos, de modo que a posição de
membro da aliança passa a ser contada a
favor deles também.
Ele, Abraão, também, claro, é o pai dos
circuncisos, que não apenas são
circuncidados, mas que também seguem os
passos da fé que Abraão tinha quando
ainda era incircunciso. A promessa, como
vocês podem ver, não chegou a Abraão ou
a sua família mediante a lei. A
promessa, digo, de que ele herdaria o
mundo. Ele veio mediante a justiça da
aliança pela fé. Porque se aqueles que
pertencem à lei a herdarão, então a fé é
vazia e a promessa foi abolida, pois a
lei desperta a ira de Deus. Entretanto,
onde não há lei, não há desrespeito à
lei. Por isso é que pela fé, para que
seja de acordo com a graça e de maneira
que a promessa possa ser validada para
toda a família, não apenas para aqueles
que procedem da lei, mas para aqueles
que compartilham a fé que Abraão
possuía. Ele é o pai de todos nós.
Exatamente como a Bíblia diz, eu
transformei em pai de muitas nações.
Isso aconteceu na presença do Deus no
qual ele creu. O Deus que dá vida aos
mortos e chama a existência coisas que
não existiam.
Contra toda a esperança, mas ainda com
esperança, Abraão creu que se tornaria o
pai de muitas nações. Alinhado com o que
lhe fora dito, é assim que será. sua
família. Ele não fraquejou na fé ao
considerar seu próprio corpo que já
estava quase morto, uma vez que já já
contava 100 anos de idade, e a falta de
vitalidade do ventre de Sara. Ele não
vacilou em em incredulidade quando se
viu diante da promessa de Deus. Em vez
disso, ele se fortaleceu pela fé e deu
glórias a Deus. Estando plenamente
convicto de que Deus era poderoso para
realizar o que havia prometido, é por
esse motivo que foi contado a seu favor
em termos da justiça da aliança.
Entretanto, não é somente para ele que
foi escrito, foi contado a seu favor,
também foi escrito em relação a nós
e será contado a nosso favor também.
Quando crermos naquele que ressuscitou,
nosso Senhor Jesus dentre os mortos,
naquele que foi entregue por causa de
nossas transgressões e ressuscitado
por causa de nossa justificação.
Bom, voltando aqui para o começo dessa
passagem, a gente já observa Paulo
tratando de algo que, pelo menos a mim,
e acho que a muitas outras pessoas,
desperta curiosidade, que é entender
essa questão da circuncisão.
Quando Deus celebrou uma aliança com
Abraão, eh, ele deu a essa aliança algo
equivalente aquilo que um anel é para um
casamento, uma marca concreta. E que
marca concreta era essa? Essa marca era
precisamente a circuncisão.
E a maneira como a gente deve entender
isso depende diretamente daquilo que nós
encontramos na narrativa de Gênesis,
capítulo 15 e também no capítulo 17.
Essa marca concreta da circuncisão
aparece em Gênesis capítulo 17, dois
capítulos depois do momento da aliança
que Deus estabelece com Abraão. Então
veja que primeiro Deus estabelece e
todas essas promessas que a gente lembra
a respeito de Abraão está lá em Gênesis
capítulo 15. E depois, algum tempo
depois, é que Deus exige que ele,
Abraão, se circuncide e também faça a
circuncisão do seu filho Ismael, o filho
que ele teve com H.
Ele também promete a Abraão e Sara no
capítulo 17 que eles teriam o próprio
filho, apesar da idade deles. O
versículo central
do que está no capítulo 17, desse
momento em que Deus exige a circuncisão
e reafirma que Abraão e Sara terão um
filho a partir deles e não de uma serva.
É o versículo 11 do capítulo 17 de
Gênesis. Porque ali se afirma que a
circuncisão deverá ser um sinal da
aliança entre Deus e Abraão. Portanto,
quando Paulo faz referência a esse
versículo de Gênesis 17:11 aqui em
Romanos capítulo 4, ele está afirmando
que a circuncisão é um sinal e um selo
do fato de Abraão ser considerado
certo com base na fé. Essa ideia de
justo justificado evoca todo tipo de
teologia que a gente também foi
construindo, principalmente a partir do
século 16. E por isso que essa tradução
que a gente coloca enfatiza o
significado
por trás da palavra que tradicionalmente
é traduzida como justo. É a ideia de que
Abraão é considerado certo com base na
fé. E isso significa que Paulo está
tratando da aliança que Deus estabelece
com Abraão. Ele está se referindo ao
fato de que ser considerado certo é
equivalente a ser membro da aliança.
Naquele momento, Gênesis capítulo 17, a
circuncisão era a marca de que Abraão
estava em aliança com o próprio Deus.
pelo retorno repetido, vezes nesse
parágrafo, a questão da circuncisão e da
incircuncisão parece ser muito clara
como sendo ou muito claro como sendo o
tema central desses versículos iniciais
da passagem que a gente tá tratando
aqui. Mas essa é a última vez que Paulo
vai tratar desse assunto no livro de
Romanos. uma comparação explícita entre
circuncisão e incircuncisão. Isso vai
ter todo tipo de consequência para tudo
que ele vai desenvolver ao longo do
capítulo 5 até o capítulo 16. Por isso
que é muito importante a gente entender
bem que contraste é esse que ele está
estabelecendo aqui e o que isso
significa para a família de Abraão.
Essa foi a essa questão da circuncisão
foi claramente a questão central que
estava por trás da controvérsia que a
gente encontra no livro aos Gálatas.
Quando a gente lê a carta de Paulo
escrito para a região da Galáia, a gente
percebe que alguns cristãos judeus
estavam procurando persuadir os gentios
convertidos de que eles necessitavam ser
circuncidados
de modo que eles pudessem tornar-se
membros plenos da família de Abraão.
você se converteu, você que gentil
acreditou em Jesus, mas se você de fato
quer ser um membro que obedece tudo
aquilo que Deus estabeleceu e exigeu e
ser plenamente parte da família de
Abraão, você precisa se circuncidar. E
Paulo declara com toda a firmeza que
eles não necessitavam se circuncidar.
Ele fala algumas coisas em comum na
carta aos Gálatas e aquilo que ele
coloca aqui na carta aos Romanos.
Mas há uma coisa nova que ele trata aqui
aos Romanos que ele não havia tratado na
carta aos Gálatas. Lembrando que a carta
aos Gálatas é possivelmente a primeira
carta que Paulo escreve logo. É uma
carta anterior à carta aos romanos. O
que que acontece lá em Gênesis capítulo
15? a gente tem a aliança de Deus com
Abraão. E só em Gênesis 17 é que
acontece a circuncisão. E há um
intervalo de tempo em que a aliança já
havia sido estabelecida entre Deus e
Abraão. Abraão permanece incircunciso. E
só no capítulo 17, que a gente não sabe
exatamente quanto tempo depois acontece,
é que Deus exige a circuncisão de Abraão
e de Ismael.
Isso não é só uma obviedade dizer que
Gênesis 17 vem depois do capítulo 15,
mas traz um dado relevante. Quando Deus
estabelece a aliança, levando em conta a
fé que Abraão possuía em seu favor, nós
eh temos que perceber que Deus declara
que Abraão é declarado certo por parte
de Deus. O que tradicionalmente está a
traduzido como Abraão creu isso. Ele foi
creditado como justiça. E isso a gente
tá colocando aqui. E Abraão foi
declarado como certo quando Abraão ainda
era incircunciso.
Ou seja,
Deus declara que Abraão está na condição
correta, justa, certa, de aliança com o
próprio Deus verdadeiro, enquanto ele
ainda é um homem incircunciso. E ele
permanece assim algum tempo depois que a
promessa e a aliança é feita com Abraão.
Ou seja, não existe a menor
possibilidade de alguém sugerir que a
circuncisão é necessária para pertencer
à família de Abraão.
Com base em Gênesis capítulo 15, a gente
percebe que é completamente
insustentável o argumento
de que é preciso ser circuncidado para
pertencer à família de Abraão. Caso
contrário, o próprio Abraão estaria
desqualificado para pertencer à família
da aliança. E é isso que Paulo está
colocando no versículo 9 e também no
versículo 10. E aí ele vai seguir o seu
argumento e vai a responder à primeira
pergunta que ele levanta no versículo 1
do capítulo 4. Que tipo de família nós
entramos quando nós passamos a fazer
parte da família de Abraão? Abraão é
nosso antepassado em um sentido físico.
Trocando em miúdos, os gentios
convertidos precisam se circuncidar e
passar a fazer parte de Israel no
aspecto étnico. Eu, que até onde eu
saiba, não tenho descendência, não sou
descendente de judeus. Preciso, ao
passar a fazer parte da família de
Abraão, enquanto o homem me circuncidar.
E a palavra de Paulo é tão clara em
Romanos como ela é na carta aos Gálatas.
Não. Abraão é o pai de todo aquele que
crê, inclusive dos incircuncisos.
Eles também participam da aliança
simplesmente com base na fé, como ele
coloca aqui no versículo 11. Versículo
11 aparece inicialmente no slide
anterior, mas também a continuidade aqui
nesse novo slide. Ao mesmo tempo, ele
equilibra essa afirmação logo na
sequência, no versículo 12, quando ele
diz: "Ele também, claro, é o pai dos
circuncisos, que não apenas são
circuncidados,
mas que também seguem os passos da fé
que Abraão tinha quando ainda era
incircunciso." Então, Paulo está
deixando muito claro, Abraão é pai dos
incircuncisos, mas também, obviamente, é
pai dos circuncidados.
Paulo, nesse contexto de cristãos
gentios e cristãos judeus eh convivendo
dentro da mesma comunidade,
aparentemente numa tensão muito forte
devido ao banimento dos judeus da cidade
de Roma, que agora retornaram pra
cidade, encontram dificuldades em
compreender como é que essa família
multiétnica é reunida em torno de um
único Messias. A última coisa que Paulo
quer transmitir tanto para os judeus
quanto para os gentios é a ideia de que
agora o pertencimento à família de
Abraão passar a ser apenas para os
gentios. Aparentemente alguns gentios
estavam alegando isso. Deus rejeitou
Israel. Deus rejeitou os judeus. E Paulo
tá dizendo, não. Assim como não se pode
pedir para um gentil ser circuncidado
para ser um membro pleno do povo de
Deus, da família de Abraão, da mesma
forma, o gentil não pode pensar que
membro do povo de Abraão na aliança
renovada é algo que cabe apenas aos
gentios. Abraão é pai também dos
circuncisos. Mas é muito interessante a
gente perceber que Paulo coloca uma nota
logo na sequência no versículo 12,
porque ele diz que um fato é
fundamental. Os circuncidados não são
filhos de Abraão porque são
circuncidados.
Os circuncidados, os judeus que fazem a
circuncisão, que foi a marca da aliança
que Deus estabeleceu com Abraão, não são
verdadeiramente filhos de Abraão porque
passaram pela circuncisão, mas porque
semelhante a Abraão, tiveram fé.
Se a aliança inicialmente Gênesis
capítulo 15 foi estabelecida por meio da
fé entre Abraão e Deus, da mesma forma o
judeu no tempo de Paulo e o judeu no
nosso tempo não é considerado filho de
Abraão apenas porque é circuncidado, mas
porque tem fé. A fé que o próprio Abraão
possuía antes de ser circuncidado.
Paulo redefiniu a família de Abraão. E
Paulo redefiniu a família de Abraão de
duas formas diferentes. Primeiro, os
gentios foram incluídos. Mediante a fé,
Jesus passa a incluir todo aquele que
crê no evangelho do Messias, Jesus
Cristo. E também no segundo sentido,
Paulo redefine a família da fé porque os
judeus não mais são vistos como filhos
automáticos de Abraão, apenas com base
na circuncisão. Todos os judeus são
bem-vindos.
E ele vai falar muito mais a respeito
disso e vai falar do desejo de Deus que
todo judeu também seja encontrada, seja
encontrado nessa família da aliança que
foi renovada a partir de Jesus. Mas o
sinal que esses judeus devem ter como
membros dessa família é a fé, não a
circuncisão. A última coisa que Paulo é
antijuda a última coisa que Paulo é
antissemita. Obviamente que no primeiro
século é até impensável imaginar que o
cristianismo era um grupo antisemita
e um grupo que estava relegando
completamente a sua herança judaica.
Diante de controvérsias que acontecem no
mundo gentílico, aquilo que a
autoridade, a gente vê isso em Atos e eu
não me recordo o capítulo agora, aquilo
que a autoridade responsável por julgar
aquela discussão que estava tendo entre
os judeus cristãos e os judeus que não
reconheceram Jesus como Messias, é isso
é uma controvérsia interna de vocês.
Vocês que se resolvam. Então, todo mundo
entendia muito bem que Paulo não estava
de forma nenhuma rejeitando os judeus,
mas ele estava dizendo que nessa aliança
que foi renovada, nessa justiça de Deus
que foi revelada,
aquilo que define quem é parte da
família de Abraão não é a circuncisão.
Tanto para judeus quanto para gentios. A
marca de quem é parte do povo de Deus,
da família de Abraão, é a fé.
Claro que esse assunto não é detalhado
por Paulo aqui. Ele tem muito a dizer
sobre isso e é o que ele vai tratar na
discutida passagem de Romanos capítulo 9
até o capítulo 11. e a gente vai chegar
lá. Mas isso já aparece aqui como uma
parte necessária do que Paulo está
desenvolvendo. Além do que ele coloca
então no versículo 11 e 12, ele vai
seguir para estabelecer que a aliança da
justiça de Deus sempre teve o objetivo
de consertar o mundo inteiro. Isso não é
uma coisa óbvia. Isso não é uma coisa
que a gente costuma associar com Abraão,
os patriarcas, Israel e o propósito da
aliança que Deus estabelece inicialmente
com Abraão em Gênesis capítulo 15. De
forma geral, a gente pensa que Deus
separa um povo para ser um povo que vai
ser especialmente abençoado, um povo que
recebe promessas específicas da parte de
Deus, um povo com quem Deus caminha ao
longo de gerações e séculos até que a
partir desse povo Deus traz o Messias.
Mas nem sempre a gente consegue conectar
aquilo que acontece no Messias, na
pessoa de Jesus, com os propósitos
iniciais. pelos quais Deus estabeleceu
essa aliança com Abraão. Desde o começo,
o propósito de Deus chamar Abraão e
fazer uma aliança com Abraão era de
incluir
nas bênçãos que Deus viria derramar por
meio dessa aliança o mundo inteiro.
Deus estava consertando por meio de
Abraão aquilo que Adão havia trazido
como maldição para toda a humanidade,
para toda a criação. Então, a aliança de
Deus com Israel, mas especificamente de
Deus, inicialmente com o pai Abraão, era
a forma como Deus havia estabelecido
para trazer bênção para todos os povos e
consertar o problema do pecado que havia
assolado toda a criação.
Deus como criador e juiz do mundo
inteiro, ele se encontra em uma
obrigação autoimposta
de fazer exatamente isso, de redimir a
criação da escravidão ao qual ela foi
submetida. Portanto, não deve ser
surpreendente que quando Paulo redefine
a família de Abraão em uma entidade
multiétnica, não estamos mais falando
apenas do judeu do ponto de vista étnico
e apenas do povo de Deus constituído
pelos circuncisos,
ele também está insistindo que a
intenção real Deus ao prometer Abraão à
terra de Canaã
foi de reivindicar
governar e renovar o mundo inteiro. Veja
o movimento. Inicialmente, Deus faz a
aliança com Abraão. Deus constitui uma
nação e Deus estabelece uma marca física
no corpo dos homens que fazem parte do
povo de Israel, segundo a definição
simplesmente étnica, mas o propósito de
Deus nunca foi de restringir o seu povo,
apenas ao Israel e aos descendentes de
Abraão do ponto de vista étnico. Sempre
foi de incluir todas as nações. Se ele
está colocando, e Paulo está revelando
isso pra gente, o Paulo está tornando
mais explícito isso pra gente na
interpretação que ele faz de Gênesis 15,
se ele está fazendo isso do ponto de
vista étnico, não deve ser nenhuma
surpresa que ele esteja também fazendo
isso do ponto de vista geográfico. O
propósito de Deus nunca foi de tratar
Canaã como a parte exclusiva que cabe a
ele e a herança que ele dá ao povo de
Israel, aos descendentes de Abraão. O
propósito era começar com Abraão,
começar com esse povo para alcançar
todas as nações, começar com Canaã para
alcançar o mundo inteiro como a herança
que deveria ser dada aos seus filhos.
A Terra Santa foi no pequeno e no começo
aquilo que Deus desejava ao fim e ao
cabo fazer com o mundo todo. Então, na
discussão sobre o que é que de fato cabe
ao povo de Israel hoje, eu tenho as
minhas dificuldades de entender que o
texto bíblico vai delimitar o que
supostamente é o território de Israel
por direito e que Deus está dando a sua
bênção, de acordo com algumas promessas
do Antigo Testamento, de que os limites
da nação moderna e contemporânea de
Israel devem ir desse ponto até esse
ponto. Porque de acordo com a
interpretação de Paulo em Romanos
capítulo 4, a aquilo que ele coloca em
especial no versículo 13 é que a herança
que Deus está prometendo aos filhos de
Abraão, mais filhos de Abraão
constituídos de gentios e judeus é o
mundo todo. Então, se a gente for
discutir de acordo com a nova aliança,
de acordo com a revelação de Deus no
Messias, o que cabe ao povo de Deus
significa o mundo inteiro.
O ponto principal dos versículos 13 que
a gente acabou de mencionar, mas também
14 e 15, é que se as promessas não foram
feitas com base na circuncisão, como a
gente viu no parágrafo anterior, também
não foram feitas com base na lei
judaica. E isso é muito interessante.
Abraão não possuía lei. Abraão não
recebeu a lei que é dada por meio de
Moisés ao povo de Israel depois do
exílio ou depois do êxodo, perdão,
depois da libertação dos 400 anos que
eles passam no Egito, vão peregrinar no
deserto e ali no deserto é que a lei é
dada para o povo de Israel. Mas Abraão
entra em aliança com Deus. E essa
aliança não foi estabelecida por meio da
lei.
Abraão não possuía a lei. Ela, a lei,
não havia sido dada em Gênesis 15,
quando do estabelecimento da aliança.
Entretanto, Paulo não emprega esse
argumento nesse ponto, especificamente
dos versículos 13, 14 em 15, como ele
faz de uma forma mais clara em Gálatas,
capítulo 3. Em vez disso aqui Paulo
adverte contra algo muito mais obscuro,
que é caso a gente insira a lei nessa
equação, no fim das contas
o povo não vai herdar coisa nenhuma. Não
vai herdar nem Canaã e muito menos o
mundo inteiro. O que é que isso quer
dizer? Para entender a questão
completamente sobre a vinculação da
herança, caso a gente queira entender a
herança da terra ou a promessa que Deus
fez de dar algo para o seu povo a partir
da lei, a gente vai precisar olhar para
outras passagens de Romanos, como por
exemplo, Romanos, capítulo 5, versículo
20, 6, 71 e o 811. Ele também vai falar
sobre isso em Romanos do capítulo 9 até
o capítulo 10. Mas nós já podemos nós a
gente já consegue começar a entender as
coisas aqui nesse ponto em que Paulo
introduz essa questão diante do que ele
fala nos capítulos anteriores.
Aparentemente, o principal problema com
a lei é que a função da lei consiste em
revelar o pecado e tratar dele, além do
fato de que há muito pecado para ser
revelado e muito pecado para ser
tratado, até mesmo entre o próprio povo
da aliança. Se a lei é dada para revelar
e para tratar o pecado, o que não
poderia se esperar era que o povo da
aliança, o povo de Israel se torna não
parte da solução, mas parte do problema.
Porque a lei ressalta toda a iniquidade
que surge ao longo da história do povo
de Israel e em especial da resposta do
povo de Israel, quando o próprio Deus em
pessoa se revela diante daqueles que ele
chamou para ser a luz entre as nações.
Assim, se a lei fosse uma característica
que viesse a definir quem de fato é o
povo de Deus, Deus simplesmente não
teria povo nenhum.
Mediante a lei vem o conhecimento do
pecado. Isso a gente já leu, já estudou
em Romanos 3:20. A lei desperta a ira de
Deus. É o que Paulo coloca aqui no
versículo 15 do capítulo 4. Se é para
existir um povo renovado de Deus, deve
existir uma área, deve existir uma
condição em que essas pessoas possam
viver livre e se desenvolver
à parte livres da lei. Porque pela lei,
essas pessoas ou serão condenadas por
aquilo que a lei revela, ou serão
condenadas por desconhecer aquilo que a
lei revela, no caso dos gentios, e serão
condenadas por saber o que é a lei e não
cumprir a lei no caso dos judeus.
Caso contrário, a fé, especialmente a fé
de Abraão, seria inútil. Se nós
quiséssemos entender como é que a
herança e as promessas de Deus vão ser
dadas para o seu povo por meio
simplesmente da lei. Toda a história de
Abraão e em especial a fé de Abraão e a
aliança que Deus estabelece com ele
seria inútil. E a promessa que Deus faz
a ele em Gênesis capítulo 15, que é o
fundamento de tudo isso que Paulo está
discutindo aqui, também seria abolida,
também seria completamente inútil
[limpando a garganta] pra gente
compreender de que forma Deus traria
justiça e faria aquilo que ele disse que
iria realizar e dar para o seu povo.
Então, a gente volta no capítulo 16 em
diante a questão com a qual a gente
iniciou a nossa conversa. Se os gentios
devem entrar e participar do povo de
Deus em termos iguais com os judeus, em
termos de igualdade, deve haver uma
condição, deve haver um espaço para que
isso aconteça. E esse espaço não é
definido pela lei judaica. Essa condição
de igualdade e de inclusão não é
alcançada por meio da lei judaica. A
promessa deve ser válida para a família
inteira e não somente para uma parte
dela, como a gente lê no capítulo, no
versículo 16. Por isso, é pela fé, para
que seja de acordo com a graça e de
maneira que a promessa possa ser
validada para toda a família, não apenas
para aqueles que procedem da lei, mas
aqueles que compartilham a fé que Abraão
possuía. Ele é o pai de todos nós. Por
isso que a inclusão é pela fé, para que
seja de acordo com a graça de Deus. Isso
significa que assim como Paulo vai
colocar em 3:27 até o versículo 30 que
os gentios podem estar em pé de
igualdade com os judeus e tudo isso com
o propósito de dar a Abraão a família
multiétnica que Deus prometeu dar a ele
desde o começo.
[roncando] Isso é muito interessante.
Nem sempre é uma coisa que é percebida,
eu pelo menos não percebia na forma como
eu lia Gênesis capítulo 15 e a promessa
que Deus dá a Abraão lá no começo da
história, na história da redenção e na
história do povo de Israel. A ideia de
que Abraão teria filhos como as estrelas
do céu e filhos como a areia do mar, não
é porque Israel cresceria até se tornar
a maior nação dentre todas as nações.
Mas a ideia era dizer que a partir de
Abraão, muitos filhos seriam gerados,
porque todos os povos da terra viriam a
se tornar filhos e descendentes de
Abraão.
O propósito de Deus sempre foi
constituir essa família multiétnica que
Deus prometeu dar a ele desde o começo.
Isso tem tudo a ver com o contexto da
igreja em Roma, que era justamente a
relação entre cristãos gentios e
cristãos judeus que pareciam não
entender completamente como as promessas
de Deus funcionavam
para que os dois pertencessem à mesma
família, à mesma mesa. uma dificuldade
que os cristãos judeus enfrentavam ou
para resolver o problema que os gentios
haviam criado, que era pensar que Deus
havia rejeitado e cortado os judeus
dessa oliveira. E Paulo está dizendo que
não. Isso não só não é o propósito de
Deus para você, isso como não era o
propósito de Deus quando ele fez a
aliança no começo dessa história da
redenção, por meio do nosso pai Abraão,
que foi constituir uma família de todos
os lugares e de todas as etnias. O final
dos versículos 16 e 17 formam a
verdadeira resposta para o que Paulo
levanta como questionamento no versículo
1 do capítulo 4, Deus declara: "Eu
transformei em pai de muitas nações". É
isso que está lá em Gênesis 17:5.
Paulo entendeu isso como uma afirmação
de que a família por excelência
prometida a Abraão jamais pretendeu ser
formada simplesmente por uma única
nação, mas formada a partir de todos os
povos. É por isso que nós podemos
afirmar, como o próprio Paulo afirmou,
que Abraão é o pai de todos nós.
Afirmação que está no final do versículo
16.
Como é que surgiu todo esse argumento de
Paulo? Por que é que Paulo
leu Gênesis 15:17 e entendeu essas
coisas significando aquilo que ele
coloca aqui na pessoa de Jesus da forma
como ele está desenvolvendo agora?
Paulo faz isso porque ele retoma algumas
passagens antigas
e afirma que tudo que está relacionado
com o que aconteceu a Abraão e aquilo
que aconteceu a Jesus ou aconteceu por
meio de Jesus, na verdade está
relacionado com o poder de criação do
próprio Deus. Deus é o Deus que dá vida
aos mortos e chama à existência coisas
que não existiam até então. Paulo parece
estar se referindo tanto a judeus que
eram filhos da ira como o restante da
humanidade. É o que ele vai afirmar
sobre os judeus em Efésios 2:3. Como
também Paulo parece estar se referindo
aos gentios, que são povos completamente
fora da aliança e são trazidos para o
interior da aliança a partir de lugar
nenhum. É por isso que essa expressão é
tão forte no versículo 17. Deus está
trazendo a existência coisa, coisas que
não existiam. Deus está tornando filhos
aqueles que eram seus inimigos. Deus
está transformando em vida aquilo que
foi a morte produzida pelo pecado do
povo de Israel. Por isso é que Paulo
está amarrando todas essas todos esses
fios e todas essas pontas soltas na
pessoa de Jesus da forma como ele está
fazendo. Isso sempre foi a forma como o
poder o poder criador de Deus agiu desde
o começo da criação. Agiu desde o começo
da história da redenção de todos os
povos. É isso que Deus estava planejando
lá atrás por meio de Abraão. E é isso
que ele está completando agora na pessoa
de Jesus. Por isso que Paulo não está
tirando da cartola um argumento que
ninguém podia prever. Desde que a pessoa
de Jesus é revelada e a justiça de Deus
é revelada na fidelidade obediente de
Jesus. O que Paulo está dizendo é: era
inevitável chegar a essa conclusão.
Ainda que não fosse intuitiva essa
conclusão, a única maneira da gente
compreender o que acontece na pessoa de
Jesus é compreendendo que Deus sempre
planejou que as coisas fossem assim. O
propósito de Deus não foi mudado quando
Jesus veio para incluir os gentios
naquilo que inicialmente era o plano de
Deus apenas para os judeus. Não, os
judeus sempre foram um povo que estava
destinado a ser um povo de sacerdotes. E
apesar da infidelidade do povo, a
fidelidade do Messias cumpriu a missão
de Israel. E aquilo que Deus desejava
quando fez uma aliança com Abraão se
cumpriu na fidelidade do Messias.
Então, aí a gente consegue prosseguir um
pouco mais e perceber o que Paulo vai
desenvolver do versículo 18 em diante. A
fé e a esperança de Abraão são coisas
inimagináveis. É uma realidade
completamente absurda. E é precisamente
a partir do absurdo da fé de Abraão que
se dá o início da família da aliança,
que se dá o início da história do povo
de Deus. Todo mundo sabia na época de
Abraão, na época de Paulo e até mesmo na
nossa época em que muitas coisas já
mudaram, mas isso permanece sendo uma
realidade muito desafiadora. Mas em
especial no contexto de Abraão, que uma
pessoa que não teve filhos até os 50
anos de idade, muito provavelmente
permaneceria sem filhos pelo restante da
sua vida.
Quanto mais
um casal em que o homem tinha 100 anos
de idade e a mulher tinha uma idade
próxima a isso, foi justamente para
eles, para esse casal que já estava
muito além da possibilidade biológica de
ter filhos, que Deus fez essa promessa.
Vocês terão filhos tão numerosos quanto
as estrelas do céu ou os grãos de areias
nas praias.
Essa é a promessa retomada aqui em
Romanos 4:18.
Assim será a sua família. De acordo com
Gênesis 15:5.
Foi nessa promessa que Abraão creu
quando o versículo seguinte de Gênesis
15 afirma que ele creu e isso foi
calculado a seu favor ou isso foi
creditado a seu favor em termos de ser
declarado certo ou foi calculado a seu
favor como a base do seu pertencimento à
aliança. Ainda que seja tudo isso uma
palavra só no grego, a ideia, como a
gente colocou no começo, é o fato de que
Deus [roncando] declarou, calculou,
acreditou que
Abraão agiu da forma correta. Abraão
agiu como o homem justo e certo,
significa que Abraão estabeleceu ou
estava em aliança com Deus. Abraão
respondeu corretamente à voz de Deus e
isso foi o que firmou a aliança entre
Abraão e o próprio Deus. A fé.
Essa foi a fé no núcleo da família
inicial. A fé no Deus que prometeu e
cumpriu coisas completamente impossíveis
de se acreditar por qualquer
possibilidade razoável. A afirmação de
ter fé contra toda a esperança
significa, dentre outras coisas, que
Abraão confiou contra toda a
probabilidade,
contra todos os sinais do seu próprio
corpo, do corpo da sua esposa, da
possibilidade de que já velhos eles não
teriam um filho, mas teria uma multidão
de filhos. Abraão creu.
E a maneira como Paulo coloca isso aqui,
contra toda a esperança, mas ainda com
esperança, Abraão creu que se tornaria o
pai de muitas nações. A forma como Paulo
descreve isso é muito mais do que a
descrição de uma confiança heróica. E
esse é um ponto que eu gostaria de
enfatizar, porque eu acho que esse é um
paralelo muito poderoso na maneira com
que Abraão, eh, perdão, na maneira como
Paulo constrói Romanos como um todo, mas
em especial como Paulo constrói o seu
argumento aqui em Romanos capítulo 4. O
fato de Paulo ter descrito essa absurda,
essa improvável e quase impossível fé
que Abraão teve é a maneira de descrever
a inversão completa da degeneração da
raça humana que ele apresenta em Romanos
capítulo 1. Lembra das primeiras aulas
que a gente teve eh em Romanos capítulo
1? Boa parte das aulas ali foram, na
verdade teve uma aula dedicada a essa
passagem foi Jonatas que deu, se eu não
me engano, foi a aula de número quatro.
que era justamente para mostrar esse
processo de degradação no qual entrou
toda a raça humana, gentios e judeus, e
o aprofundamento dessa queda. A maneira
como Paulo descreve a atitude de Abraão
aqui é a inversão da maneira como ele
descreve a condição da humanidade lá.
O que Paulo afirma em Romanos capítulo
1:20 em diante, ele apresenta de maneira
inversa em Abraão. Na fé que Abraão teve
e na fé que nós temos, semelhante à fé
que Abraão teve, os seres humanos são
colocados todos juntos novamente e
capacitados a redescobrir o que é a
genuína vida humana que Deus desejou
desde o começo, desde o princípio.
existe um
uma tradição eh entre os judeus e que
alguns estudiosos cristãos resgatam no
estudo de Gênesis e da Torá com razão é
que
Deus enviou Adão e deu errado. Não
entrando na ideia de que ah, Deus não
sabia o que ia acontecer, mas não é
esse, não é esse o propósito dessa
afirmação. A ideia é Deus envia Adão e
dá errado. Deus envia Abraão para
resolver o problema que Adão criou. É
claro que a gente sabe que a história
não termina aí. Não é por meio de Abraão
que todas as coisas são resgatadas,
redimidas, mas é a partir de Abraão que
toda essa história é desfeita. E aqui
isso parece se tornar muito claro.
Aquilo que a gente vê em Adão e na
humanidade, em Romanos capítulo 1,
versículo 20 em diante, a gente vê como
que sendo ainda que inicialmente
revertido na vida, na postura e na
resposta de Abraão ao chamado de Deus. O
paralelo acontece da seguinte forma. Os
seres humanos, eles ignoraram Deus, o
seu criador. Romanos 1:20 e 25. Abraão
creu em Deus como criador e doador da
vida. Romanos 4:17.
Os seres humanos tinham conhecimento do
poder de Deus, mas não adoraram como
Deus.
Perdão. Romanos 1:20. Abraão reconhecia
o poder de Deus e confiou que ele o
usaria.
Romanos 4:21. Os seres humanos não deram
a Deus glória que lhe era devida.
Romanos 1:21. Abraão deu a Deus a
glória. Romanos 4:20. Os seres humanos
deshonraram seus próprios corpos ao
adorarem seres não divinos. Romanos
1:24. E Abraão, ao adorar o Deus que
concede vida nova, descobriu que o seu
próprio corpo recuperava suas forças.
Quando ele já tinha 100 anos de idade,
mesmo ele já tendo ultrapassado, havia
muito a idade de conceber um filho, como
a gente conhece muito bem da história
como apresentada em Gênesis. Então, veja
que não é nada aleatória a forma como
Paulo narra a atitude e a fé de Abraão,
não simplesmente para fazer um elogio a
Abraão, mas para dizer que em Abraão as
coisas começaram a ser revertidas
diante de toda a corrupção que começou
em Adão. Novamente, essa história não
encontra o seu fim. E o nosso redentor
não é Abraão, mas é a partir do pai da
fé que essa história começa a ser
completamente transformada por Deus. E
aí a gente vai chegar aqui na última
parte do nosso texto de hoje, que é o
versículo 21 em diante, e a gente
percebe algumas coisas relevantes em
cada um desses casos, em cada uma das
situações que a gente acabou de citar na
comparação de Abraão no capítulo 4 com a
humanidade no capítulo 1 de Romanos, o
resultado é visível. seres humanos
deshonrando seus corpos com mulheres e
homens deixando suas relações e se
voltando para relações entre pessoas do
mesmo sexo, como a gente vê em Romanos 1
26 e 27. Por outro lado, encontra a sua
contraparte em Abraão e Sara diante de
sua confiança nas promessas de Deus. E
eles recebem o poder de conceber um
filho. Romanos 4 e 19, perdão. Essa
ideia de que os os homens e as mulheres
que abandonam as suas relações naturais
e recebem no próprio corpo a punição por
isso, encontra esse contraste muito
claro em Abraão e Sara, que creram e
recebem no seu corpo a herança do filho
da promessa. mais profundo âmago da
promessa da aliança de Deus está o
cumprimento do mandamento mais
fundamental no início de Gênesis,
capítulo 1. Você lembra qual foi o
primeiro mandamento que Deus dá para a
humanidade?
O mandamento que surge com a criação de
macho e fêmea, a imagem de Deus. Sejam
férteis e multipliquem-se.
A medida que vamos chegando ao fim de
Romanos, capítulo 4, nós percebemos que
Paulo está dizendo em larga escala que o
antigo sonho judaico foi cumprido.
Deus chamou Abraão para desfazer o
pecado da raça humana e foi assim que
isso aconteceu. Deus é o Deus de uma
nova esperança, de uma nova geração, de
uma nova criança que é dada a esse
casal. Por quê? Porque ele é o Deus que
é conhecido na história do seu povo por
ser um Deus de recomeços, de novas
oportunidades. E mais do que isso, na
teologia e nas cartas de Paulo fica
claro que Deus é um Deus de uma nova
criação. Isso, porém, não ocorreu
unicamente através de Abraão. Ele foi um
sinal que apontava para um ponto mais
adiante, para o início de uma estrada
longa e sinuosa e não para o alvo. O
alvo em si mesmo foi alcançado em Jesus
e nos eventos de sua morte e de sua
ressurreição. Até aqui Paulo mencionou
essa realidade de forma bem resumida nas
palavras logo de abertura. Essa foi uma
aula que eu dei quando a gente falou de
Romanos, capítulo 1, versículos 3 e 4,
como sendo o resumo do Evangelho, o
primeiro resumo do Evangelho que Paulo
apresenta aqui na carta aos Romanos. E
também Paulo fala sobre isso nessa
compacta descrição da morte salvadora de
Jesus aula passada em Romanos capítulo
3, versículos 24 e 25. No entanto, Paulo
está certo de que os seus leitores sabem
sobre o que ele está falando, ainda que
ele não tenha discutido muito isso até
aqui. E ao concluir o seu relato acerca
da fé que Abraão possuía, ele traz esse
tema de volta. Ele traz esse tema à
tona. Ele já descreveu como Deus
considera para efeitos imediatos aqueles
que creem em Jesus em membros da família
da aliança, garantindo que seus pecados
foram perdoados. Romanos 3:21 até o 31.
Agora, ele está fundamentando isso em
termos da própria aliança original. Não
é algo que começa simplesmente em Jesus,
mas é algo que Jesus é o cumprimento, é
o clímax, é o ponto mais elevado. Abraão
creu que Deus concederia vida onde não
havia vida alguma. Os cristãos creem que
Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos,
onde aparentemente já não existia vida
nenhuma. Em nenhum dos casos há uma
atitude de esperteza, uma posição
simplesmente intelectual que possibilite
evitar olhar o criador face a face e
confiar nele contra todas as
probabilidades.
Não é que Abraão foi muito esperto,
Abraão foi muito sagaz. Nos dois casos,
tanto na atitude de Abraão quanto
naqueles que têm fé em Cristo Jesus,
pode haver apenas o reconhecimento
sincero de que Deus é Deus. É isso que
Abraão fez. É isso que nós fazemos, de
que a nossa vida e a vida do mundo
inteiro estão nas mãos desse Deus
criador, de que ele já deu início a essa
nova criação e ele está nos convocando a
confiar nele para conduzir essa nova
criação e essas novas criaturas até o
fim. O último versículo desse capítulo
antecipa algo que Paulo vai tratar mais
profundamente na próxima sessão, dos
capítulo 5 até o 8 da carta. Ele
completa cada estágio do seu argumento
dessa longa sessão com uma referência a
Jesus. Isso não se trata apenas de um
gesto piedoso. Ele precisava falar,
falar, falar, mas no fim de cada
parágrafo ele precisava introduzir o
nome de Jesus. Não é isso que ele está
fazendo aqui.
Ele está ah fazendo algo muito maior.
Por quê? Ele demonstra do que se trata
todo o argumento que ele construiu até
esse ponto. Ele nos reconduz à fonte e
ao poder do raciocínio
que ele constrói desde o começo da da
carta. Nesse caso, Paulo sintetiza o que
fundamentou todos os quatro primeiros
capítulos. Jesus foi entregue por causa
de nossas transgressões. Em outras
palavras, todo o mal da humanidade que
desfigurou o mundo foi reunido e na cruz
foi tratado, punido como merecido, sendo
condenado judicialmente. E lembre-se que
todo o contexto da carta aos Romanos, em
especial a primeira metade desse livro
até o fim do capítulo 8ito, é diante do
cenário de uma corte, de um tribunal de
justiça. Ele foi ressuscitado por causa
de nossa justificação, ou seja, nossa
declaração como estando certos a
afirmação de nossa condição como membros
da aliança. Em outras palavras, quando
Jesus ressuscitou dentre os mortos, Deus
não estava apenas dizendo: "Ele
realmente era o meu filho, mas também
todos os que creem nele são meu povo."
Nessa maravilhosa doutrina de Paulo, nós
encontramos uma outra referência muito
conhecida, provavelmente a profecia
messiânica mais conhecida, que é uma
referência ao servo sofredor de Isaías,
capítulo 53.
Aquele que vai fazer muitos justos e
levar embora suas iniquidades. A
primeira grande sessão de Romanos
termina com Paulo dizendo que as
promessas proféticas tornaram-se
realidade. A fé que Abraão tinha foi
afinal justificada.
A lei foi cumprida. A idolatria humana,
o pecado e a morte foram enfrentados de
uma forma decisiva. Deus enviou seu
próprio filho como Messias, o
representante fiel de Israel, a fim de
fazer por Israel e pelo mundo o que não
puderam fazer por si próprios. Aqueles
que creem no evangelho, nas boas novas
de Deus a respeito de seu filho, recebem
a garantia de que são o povo da nova
aliança, a única família
universal que foi prometida a Abraão
desde o começo da história da redenção
humana em Gênesis capítulo 15. Claro que
a história da redenção humana começa em
Gênesis capítulo 3, logo depois da
queda, quando Deus promete um
descendente de mulher que esmagaria a
cabeça da serpente. Mas essa história
encontra um contorno mais definido e o
cumprimento dessa promessa a partir da
vocação que Abraão recebe. E logo no
começo da vocação está essa afirmação de
uma família universal que a partir das
transgressões que são colocadas sobre o
corpo de Jesus, esse pecado que é
condenado no corpo de Jesus, nós podemos
agora ser chamados e convocados como
gentios e judeus ou na ordem temporal
mais adequada, judeus e gentios para
essa única família da fé. Bom, pessoal,
era isso que
eu tinha separado e acredito ser de
muita relevância pro restante do nosso
estudo de Romanos,
eh, que eu preparei para a nossa
conversa aqui. Por que que tudo isso é
importante? Ao meu ver, todas essas
discussões sobre a o que é que define a
família da fé, a verdadeira família de
Abraão, tem todo tipo de impacto, não
apenas para aquilo que Paulo vai
desenvolver ao longo da carta, mas para
a nossa própria autocompreensão e a
identidade que nós temos em Cristo. Essa
não é uma história que começa a partir
de Jesus novamente. essa história que
encontra o seu ponto mais elevado em
Jesus, mas que Deus vem construindo
desde o começo da humanidade e em
especial desde a vocação de Abraão.
Tomando um ponto que a gente colocou
várias vezes na nossa conversa, somos
todos feitos filhos de Abraão por meio
do nosso Messias Jesus, porque a
semelhança de Abraão nós cremos e isso
nos foi calculado como certos, como
membros dessa família.
Ah, bom, vamos então aqui para as nossas
perguntas. Deixa eu ver aqui
que que tem de pergunta.
A Patrícia faz uma pergunta um pouco
mais genérica aqui, ó, e pela primeira
vez aqui. O que significa macário?
Macários é bem-aventurado. É a palavra
que Jesus usa lá no sermão do monte
Mateus, capítulo 5, para falar:
"Bem-aventurados os pobres de espírito,
porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, pois
serão consolados". Esse bem-aventurado,
Patrícia, é Macários.
A Marlene lembrou de uma música que eu
sabia que seria eh eu sabia que seria
mencionada aqui no chat. Abraão tem
muitos filhos. Muitos filhos ele t. Eu
sou um, eu sou um deles e você também. O
que é interessante, Marlene, é que essa
música, para mim é é a exceção daquilo
que são os nossos argumentos a respeito
da nossa condição de sermos filhos da
fé, de sermos membros do povo de Deus.
De forma geral, os cristãos não refletem
nisso que Paulo coloca aqui, que da
mesma forma que o judeu, do ponto de
vista étnico, é filho de Abraão, eu
também sou filho de Abraão. Porque filho
de Abraão não é aquele que descende do
ponto de vista biológico e não é aquele
que é circuncidado, mas é aquele que crê
e que tem fé e que tem fidelidade ao
Deus verdadeiro. Então eu acredito que
essa música aparentemente inocente deve
nos apontar uma realidade e uma carência
maior que nós temos na reflexão cristã,
não só no Brasil, mas no ocidente. Não
sei como isso funciona na teologia
oriental, de compreender o que significa
que nós fomos feitos filhos de Abraão,
que nós somos descendentes de Abraão por
meio da fé. Eu acho que isso tem um
lugar especial na nossa reflexão e na
nossa identidade, sem querer cavar
demais aquilo que talvez não fosse o
assunto da aula, mas eu acho que tem uma
relação próxima, o fato de que existem
muitas igrejas com práticas judaizantes.
Uma coisa é nós reconhecermos
a história da fé como tendo sido eh
fundamentada a partir da história dos
judeus, da história de Israel. Jogar
isso fora é jogar fora qualquer
possibilidade de dar significado em um
sentido coerente para o Novo Testamento.
Não dá. Mas outra coisa é acreditar que
nós precisamos, assim como Paulo vai
rebater frontalmente, ser circuncidados,
guardar o sábado, guardar regras
alimentares, voltar a lei como uma forma
assim de nos tornarmos novamente membros
plenos, membros mais elevados, membros
mais maduros. daquilo que é o verdadeiro
povo de Deus. Esse nunca foi o propósito
da lei. A lei, na verdade, nos condena,
não porque ela é má, mas porque nós
somos maus. e não estabelecer aquilo que
deveria ser a prática e a exigência pro
povo de Deus por um tempo indefinido.
Então, eh, eu acho que muitos dos
problemas que nós temos hoje na Igreja
Evangélica Brasileira, que passa em
alguns contextos por um processo de
judaização, muitos cristãos que parecem
ter abandonado a sua fé para abraçar o
judaísmo se dá dentro de uma realidade
em que a igreja falhou e tem falhado de
criar a ou de ensinar e compreender a
relação adequada. que existe entre
Abraão, o pai da fé, e aquilo que são
judeus e gentius como parte dessa
família da fé, a família de Abraão, esse
senso de identidade que vem pela
história de Abraão e que cabe a todos
nós que somos genti e que temos fé. Da
mesma forma que por uma obviedade cabe a
um judeu que crê em Jesus como Messias.
Então, esse lance da gente ser filho de
Abraão é uma fonte de identidade muito
muito valiosa e que precisa ser bem
compreendida para não virar um outro
evangelho, como tem acontecido em muitos
contextos.
Aliança perpétua é a aliança de Abraão
até Jesus voltar. Eu acredito, Fernanda,
que a aliança que, como a gente
argumentou ao longo de toda a aula, Deus
faz com Abraão, se cumpre na pessoa de
Jesus. O fato de que os gentios podem
ser incluídos no povo de Deus como
descendentes de Abraão é o pleno
cumprimento daquilo que Abraão recebeu
como promessa em termos de ter uma
grande descendência. Mas Paulo lê as
promessas dadas a Abraão, que no Antigo
Testamento estão para um um pedaço de
terra bem definido, uma região
geográfica bem definida. Paulo relê isso
em Romanos 4:13 para abarcar todo o
mundo. Então, assim como existe a
expansão do povo, existe uma expansão da
promessa em termos de herança
geográfica, que é toda a criação será
dada ao povo de Deus, mas não o povo de
Deus novamente, apenas como os judeus
descendentes étnicos de Abraão, mas
judeus e gentios reunidos em Cristo
Jesus. E é isso que Paulo vai tornar
muito explícito em Romanos capítulo 8 do
versículo 18 até o 25. A gente vai
chegar lá. Eu acho que esse é um dos
pontos mais elevados e mais importantes
dessa conversa, mas vale a pena adiantar
isso aqui.
Vamos ver
que mais que tem aqui.
Ó, o Edur faz uma observação
interessante.
Ah, no versículo 18, Paulo diz que
Abraão creu contra toda esperança ao
descrever que Abraão não ignorou o fato
de seu corpo está amortecido quase 100
anos. Paulo está sugerindo que a fé
bíblica não é um otimismo cego que nega
a realidade, correto? Mas uma confiança
que encara os fatos e escolhe crer mesmo
assim.
ou ah, é uma pergunta no fim das contas,
mas uma confiança que encara os fatos e
escolhe crer mesmo assim, como essa
distinção muda a nossa forma de lidar
com as promessas não cumpridas? Muito
boa pergunta, Edu. Eu acredito, como a
gente colocou no final da nossa aula,
que querer contra toda esperança, mais
do que simplesmente fazer uma aposta,
é o reconhecimento de Abraão de que ele
está diante do Deus verdadeiro, de que
ele não estava recebendo uma revelação
supostamente como as outras divindades,
que ele conhecia muito bem do seu
contexto eh original lá em Urdos
Caldeus, em que praticamente toda a
história da humanidade e a história dos
povos de onde do povo de onde Abraão
veio é esse contexto de politeísmo. Ele
sabia que isso não era simplesmente mais
uma experiência mística. Isso não
parecia ser mais uma divindade que
talvez controlasse o rio, a terra ou
qualquer outra da qual eu dependesse
paraa minha sobrevivência. Abraão, pela
forma como ele responde à voz de Deus,
parece ter compreendido muito bem que
ele estava diante do Deus verdadeiro.
Ele parece ter compreendido muito bem
que aquele de fato era o criador dos
céus e da terra. Então,
independentemente
das condições adversas às quais esse
Deus está me convocando e me chamando
para crer, independente dessas
condições, eu vou crer. Porque se eu
creio que ele é o Senhor que fez os céus
e a terra, ele foi o Senhor que soprou
vida aos seres humanos, então certamente
ele tem poder para me dar um filho,
ainda que eu tenha 100 anos de idade e
minha esposa não seja muito mais nova do
que isso. Então existe até uma
razoabilidade nisso, existe uma
racionalidade nisso, mas essa
racionalidade ela vem a partir do ponto
da convicção,
de uma resposta sincera. de que eu de
fato estou diante desse Deus e de que eu
sou chamado a crer e creio nele. Se eu
creio nesse ponto de partida, as outras
coisas não se tornam fáceis e nem
simples, mas se tornam muito mais
razoáveis crer nelas diante da crença
que eu tenho nesse Deus. E eu acho que
essa é a postura necessária
para o povo de Deus. que Deus está
convocando o povo de Israel em todas as
profecias de grande livramento que ele
dá e promete que vai realizar quando o
povo de Israel não tinha qualquer
possibilidade de garantir que eles
conseguiriam resistir aos povos
opressores que traziam ameaça. apenas
para falar das promessas de salvação
diante das várias ameaças militares eh e
políticas que o povo de Israel teve que
lidar em vários momentos da sua
história. Da mesma forma, essa
compreensão de que Deus daria um rei da
descendência de Davi, que restabeleceria
a grande glória de Israel e, na verdade,
traria uma glória muito superior àquilo
que foi a própria glória desfrutada por
Davi e Salomão. Então eu acho que essa
postura de fé de Abraão não é só um
exemplo para o povo de Israel e para
todos os filhos, judeus e gentius que
Abraão passa a ter por meio da fé. É o
ponto de partida, é o fundamento mais
básico, é aquilo que Paulo vai
desenvolver ao longo de toda a carta de
que a fé é a maneira como nós
respondemos a essa fidelidade de Deus em
cumprir as suas próprias promessas.
Então, é é o fundamento de toda a
relação entre Deus e a humanidade, né?
Bom, pessoal, nós não tivemos muitas
perguntas na aula de hoje. Eu acredito
que eu respondi as perguntas que
apareceu aqui no chat. De qualquer
forma, eu agradeço o tempo de vocês que
permaneceram até o fim. E novamente
reforço, esse é um capítulo fundamental
em que Paulo conclui o capítulo 4 pra
gente iniciar uma outra sessão muito
importante que é Romanos 5 até o
capítulo 8 da carta aos Romanos. Muito
obrigado pelo seu tempo, pela sua
atenção. A gente aguarda vocês aqui na
próxima terça-feira pra gente conversar
sobre Romanos capítulo 5, tá bom? Ah,
Deus abençoe a todos vocês. A gente no
canal da Iben volta aqui com
programação. Amanhã a gente vai ter uma
live do Tesouro Azul. Tô falando isso no
dia 26 de março. Então, quem assistir no
futuro de 2026, esteja orientado aí no
tempo e no domingo a gente também tem a
nossa celebração aqui no nosso canal, tá
bom? Um forte abraço a todos, até o
nosso próximo encontro. Ciao. Ciao.

Tags: