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A fé vem pelo ouvir

Mal-Estar é o Novo Normal | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 220

Mal-Estar é o Novo Normal | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 220

Mal-Estar é o Novo Normal | Descomplicando a Fé Cristã – Ep. 220

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non,
domine
Cristo [música]
se nomine
se nome.
Quando falo com pessoas sobre
como elas estão e como vem o mundo
atual, há um consenso.
Tudo mudou.
Nada é como foi antes de 2020. Mundo
mudou em 2020, de para cá.
Mudou a nossa percepção das coisas.
Aliás, perdemos noção das coisas, não
entendemos o que está acontecendo.
Nunca vimos tantas pessoas com câncer,
crianças estão enfartando na frente da
televisão. Quantas pessoas não estão
sofrendo de estress, tromboses,
miocardite?
O que os negacionistas previram
agora está acontecendo. Mas ninguém quer
enxergar o quanto nós fomos enganados.
Sofremos uma lavagem cerebral em massa e
até hoje nos recusamos a enxergar o que
está perante os nossos olhos, que é
óbvio.
É como se nós fôssemos intencionalmente
cegos. Só que não é isso,
não. O mal-estar
é o novo normal.
Poucos realmente se sentem bem. Poucos
conseguem enxergar claramente o que está
acontecendo ao nosso redor. Mas isso tem
uma razão simples. Nós não percebemos a
realidade, não vivemos dentro da
realidade, mas de uma matriz de
narrativas que nos dizem o que é a
realidade.
Essa matriz não é o resultado acidental
de uma combinação de tecnologias que
convergiram para criar um cenário
complexo e desconectado. Não, essa
matriz é intencional. Somos alvos
intencionais de um esquema
intencional.
Esse sistema intencional vem de cima
para baixo.
Nós somos os cobaias dentro de um
labirinto de construção humana.
Não vivemos no mundo real. Nossa mente,
pelo menos, não vive no mundo real. O
que nós consideramos real não é, pense
bem.
Quando saímos de férias, temos mais
contato com a natureza.
Se fizermos um pouco de turismo,
acabamos encontrando coisas reais,
bosques, praias, o sol.
Aos poucos o estresse vai diminuindo,
vai passando, perdemos noção do tempo,
começamos realmente a relaxar,
sentimos o vento no rosto, ouvimos sons
da natureza, pássaros cantando,
mas tudo chega ao fim, pois temos que
voltar. E frequentemente se ouve o
veredito. É hora de voltar à realidade.
Mas que realidade é essa?
É uma realidade fabricada.
Vivemos em lugares fabricados. Andamos
em ruas fabricadas dentro de veículos
fabricados. Assistimos o mundo por meio
de aparelhos fabricados. As histórias
que assistimos, assistimos são
fabricadas.
As notícias são fabricadas.
Não, não que não sejam baseados em
fatos, mas a narrativa é fabricada. As
emoções geradas por tudo isso também são
de fabricação humana. Nada é realmente
natural, portanto
não é real. Nós não vivemos na
realidade.
Não há nada natural em encher sua pele
de tinta ou de piercings. Não há nada
natural em pintar seu cabelo de vermelho
ou azul. Não há nada
natural em andar com seu nariz colado
num aparelho de vidro pelo qual você
pensa estar informado, assistindo bombas
do outro lado do mundo. Isso não é
natural, isso não é real.
Nós não somos informados, somos mantidos
sob controle. Nossa mente é mantida em
neutro até que a narrativa nos avise que
devemos ser engajados ou numa campanha
ou num ato de consumo. Os aparelhos
ditam a hora e a maneira que temos que
ficar inconformados e revoltados ou
ficarmos calmos.
Temos opiniões fortíssimas sobre coisas
que não entendemos.
Sabemos quem é o inimigo, pelo menos
achamos saber o quem é o inimigo e como
devemos nos sentir sobre ele. E em tudo
isso, somos mantidos num estado alterado
de medo e apreensão e separados uns dos
outros em tribos gerenciáveis pelos que
fabricaram a nossa realidade.
Isso não tem nada de natural. É uma
fabricação. É uma fabricação nefasta e
coordenada.
Políticos fazem pronunciamentos,
celebram vitórias que nada tem a ver com
a nossa realidade.
Somos inundados com dados do IBGE e
tantos outros órgãos de comunicação que
pouco entendemos e que só geram mais
confusão, ansiedade
e medo.
Quando o nosso mundo interior não
reflete o mundo real, o que fica
é o mal-estar.
Esse malestar se tornou a norma, o novo
normal. E consequentemente
somos uma geração que vive em busca de
alívio.
Queremos alívio não momentâneo como de
um show, um culto, show de bola, uma
igreja descolada. Buscamos um alívio
mais transcendente, mais além do mundo.
Só que só temos o mundo dentro do qual
podemos buscar isto. E o mundo sempre
desaponta,
nos ocupa, nos fascina e nos desaponta
sempre, sempre, sempre.
Nos anos 60 havia uma piada hip que
virou Xavão. Parem o mundo, pois eu
quero descer.
Muitos tentaram por meio de sexo, drogas
e rock and roll. Os filhos daquela
geração estão mais perdidos
do que segue o tiroteio, do que pipoca
na boca de um banguela.
Tatuam sua pele, pintam seu cabelo,
tentam criar uma identidade, pois não
sabem quem são.
Vão para a academia para tentar ser
atraentes, segundo os padrões que se
acham só em filmes de ação
e vivem pendurados em redes sociais para
tentarem uma conexão humana
e que as redes nunca entregarão.
contam os likes para se sentirem
relevantes, mas no íntimo sabem que
mesmo com pessoas aprovando suas fotos
mais recentes das pizzas que comeram,
suas vidas continuam vazias. É o
malestar que é o novo normal.
E na igreja não é muito diferente não.
Sim, pois na maioria dos jovens da
igreja, dentro da igreja estão
está vazia e procurando alguém para
encher o buraco no seu peito. Mas esse
buraco ninguém preenche
com o mundo fabricado.
Jesus disse: "Vinde a mim todos os que
estão cansados e sobrecarregados,
por não dizer estressados.
E como a está, e eu vos aliviarei. Tomai
sobre vós o meu julgo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração, e
achareis descanso para vossa alma,
porque o meu jgo é leve, é suave, né? E
o meu fardo é leve.
O que alivia
não é uma experiência, é um julgo.
O que dá descanso para a alma e abate o
mal-estar
não é mais algo para assistir,
mas é uma vida seguindo os passos do
mestre.
Isso não acontece num smartphone ou numa
igreja show de bola.
Isso acontece com oração no lugar
secreto, com sua porta fechada.
Isso acontece
no silêncio com Deus,
na obediência simples às palavras de
Jesus. Perdoe quem te ofende.
Ame os seus inimigos.
Livra-se da corrupção e imundícia deste
mundo.
Arrependa-se do seu modo egoísta de
viver e tome a sua cruz e siga-me. Ajude
alguém.
Ligue para alguém que está solitário.
Visita alguém que está encarcerado.
Isso é fé raiz. Isso alivia. Isso é fé a
moda antiga. Isso desestressa.
É cristianismo sem luzes, sem solos de
guitarra, sem frisson, sem o selfie, sem
celebridades, sem tudo isso.
Esse tipo de fé é mais parecido com um
passeio na praia do que uma noite de
chor arrebatador.
É mais parecido com o silêncio no meio
da floresta do que o furor de uma
multidão estanecida com o cantor gospel
da hora. É mais parecido com duas
pessoas sentadas sem telefone na mão,
falando cara a cara, orando juntos,
chorando juntos, rindo juntos, trocando
palavras verdadeiras.
É mais parecido com uma Bíblia de papel
na mão sendo lida.
tranquilamente do que uma tela de
aplicativo bíblico.
Esse tipo de jornada não pode ser
compartilhada num selfie ou num post
TikTok.
É algo que atinge o lugar mais íntimo da
nossa alma e que frequentemente não se
traduz em palavras com muita facilidade.
É sentida, é uma é algo real.
O mal-estar não precisa ser o normal.
Só faz isso porque deixamos. Ficamos
ligados na chupeta eletrônica, essa essa
maquininha infernal que jorra estress,
medo, caos, distração, rouba o nosso
tempo e destrói nossa capacidade de
pensar com clareza 24 horas por dia.
Eu acabei de de apagar Instagram do meu
telefone porque eu finalmente cheguei à
conclusão que não tem uma coisa de
virtude que passa por aquilo.
É hora de arrancar o plug. Temos que
arrancar o plug, tirar da tomada,
encarar o tédio, porque vai ter tédio
inicialmente, e abraçar o silêncio e
voltar a ser
um ser humano.
Um ser humano.
É isso.
Antes de ir para você que fica comigo
até o fim, quero te lembrar que a cada
dia, cada um de nós que cremos em Jesus
Cristo, tem Deus para glorificar. Jesus
para imitar, salvação para desenvolver
com temor e tremor um corpo para
glorificar a Deus. Pecados para
confessar virtudes para adquirir, o
inferno para evitar, o céu para
alcançar.
Eternidade para não perder de vista,
tempo para remir, vizinhos para servir,
um mundo para desfrutar, mas a criação
para cuidar também.
Ofensas para pacientemente suportar,
bondades para voluntariamente praticar,
justiça para almejar, tentações para
vencer e a morte para possivelmente
sofrerem em tudo isso, o amor de Deus
para nos sustentar.
É isto. Eu volto
até a próxima.
A paz.

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