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A fé vem pelo ouvir

O PRECONCEITO DO NICK MORETTI COM O NORDESTE NÃO É ESPIRITUAL

O PRECONCEITO DO NICK MORETTI COM O NORDESTE NÃO É ESPIRITUAL

O PRECONCEITO DO NICK MORETTI COM O NORDESTE NÃO É ESPIRITUAL

Muita gente no digital até vende bem, mas opera com dificuldade. A estrutura fica espalhada: uma ferramenta para checkout, outra para entrega, outra para comunidade, integração para todo lado, retrabalho, fricção e risco de erro. E no fim ainda tem a plataforma que leva uma parte de cada venda, como se fosse um sócio oculto do negócio. A Looma foi feita para resolver isso e com um diferencial: Assinatura fixa, sem porcentagem por venda. Para quem quer mais controle, mais previsibilidade e uma operação mais robusta, é uma alternativa muito mais inteligente. Conheça agora!

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Legendas automáticas:

Se você só sente o diabo quando você tem
um um tipo específico de de cor de pele,
um tipo específico de herança cultural,
um tipo específico de sutaque. Se o
diabo só está em uma região particular
em outras, não é? Se o diabo nunca tá na
galera do olho azul, do cabelo loiro e
da pele clara, mas o diabo sempre tá na
galera de herança indígena, de herança
negra, talvez o que você esteja sentindo
não é o diabo. Talvez o que você esteja
sentindo são seus próprios preconceitos.
Bora fazer um vídeo aqui para vocês me
chamarem de esquerdista. Bora, porque
hoje hoje vai ser uma beleza, certo?
Hoje vamos chamar de esquerdista do
começo ao fim. Mas aí se eu tivesse
preocupado com a opinião do povo, né? Eu
eu eu tinha feito couro a galera que
falou mal do Aué. Quando o pessoal
enlouqueceu com o Au, né? Aquela música
do pessoal do do coletivo Candiro.
>> Ah, essa música é do diabo, é o demônio
e tal, não sei o que, não sei o quê.
>> Teve uma coisa que me incomodou muito
nesse processo todo, tirando sim.
Pessoal diz assim por aí, né? O Iago
chamou de burro quem não gostou da
música. É uma mentirada. Você pode não
ter gostado da música, tá tudo bem. Eu
chamei de burro quem achou que a música
era do capeta, era da Umbanda, né? Essa
música é da Umbanda, é um ritual
disfarçado. José e Maria aqui. Aí você,
desculpa aí, certo? Eu dobro aposta.
Você é jumento. Você é meio jumento.
Incapacidade de entender poesia simples.
Você pode não gostar da música, pode não
achar congregacional, pode achar a banda
ruim, pode achar o pessoal LGBT, sei lá.
Aí eu não sou pai nem mãe do coletivo
Candieiro para ficar defendendo na
internet. E eu acho que nem se eu fosse
pai e mãe, eu ia defender em tudo, que
eu já fiz vídeo falando mal de cor do
coletivo Candieiro também. Mas uma coisa
me irritou demais, demais é que assim,
quando tinha galera que era fã de Marcos
Almeida, Marcos Almeida, Palavra Antiga,
que fizeram músicas excelentes pra
cultura brasileira, dizendo: "Ah, essa
música é muito dúbia". Muito dúbia, não
é? Nossa, olha, não dá para entender
direito o que ele tá dizendo. A mesma
galera que que ouvia. Eu leio Hulm, você
depo satrê. Na cidade dos homens tem
gente que consegue ler, mas os outros
estão cegos para ti. Eu canto Kif Queen.
Você canta o quê, macho? As músicas do
Marcos Alberto Palavra antiga era cheio
dessas coisas poéticas. Olha só que
maravilha. Poesia. Mas aí quando a
galera começa a fazer poesia, coisas que
nem sempre são extremamente claras, por
mais que eu acho a música muito clara,
mas tá tudo bem. Tem outras músicas do
candiro que não são tão claras assim. Eu
fiz uma crítica que deixou uma galera
indignadaça, indignadaça, que era assim,
ó. Da Bahia para cima é tudo macumba,
né? Da Bahia para baixo pode. A banda é
de BH, a banda é de BH. Ninguém viu o
diabo em palavra antiga. Por quê? Porque
os estilos musicais comum a galera do
Sudeste do Brasil. Porque a própria a
própria aparência e estética é comum da
galera do Sudeste do Brasil. O sotaque é
comum, os instrumentos são comuns ao ao
sudeste do Brasil. Quando aparece uma
banda como Coletivo Candieiro usando
estilos musicais comum ao norte e ao
Nordeste, usando palavras comuns ao
norte, ao nordeste, expressões comuns do
norte e o nordeste, tentando resgatar
parte da cultura, não da religião
indígena ou cabra, da [música] cultura
musical indígena e negra no Brasil, ai
meu irmão, aí é claramente do diabo.
Para mim, cara, isso tem um nome, tem um
nome é xenofobia. É aquela coisa, né? Se
você reclamar de xenofobia, você é um
mimizento, você é de esquerda ou que
seja. Eu sempre conto essas histórias
aqui. Eu já sofri xenofobia real, real.
Já fui em Gramado, tentaram me vender um
negócio, não quis comprar e vi e
perguntaram: "Você é de onde?" "Eu sou
do Ceará. Logo vim um povinho
reenogjento desse." Cara, isso é o quê?
Se o nome disso não for xenofobia.
Quando eu chego em Curitiba, Curitiba
foi o lugar que eu mais sofri xenofobia
na minha vida em Curitiba. Mas graças a
Deus tudo é muito antigo. Hoje em dia
isso não acontece mais tão frequente.
Não sei assim, não sei por, mas antes,
no começo da minha vida de de viagem,
cara, a galera perguntava como é que era
a seca, como era passar fome, como era
ficar sem água, não é? é uma ignorância
muito profunda sobre o Nordeste, tudo
mais, que é um tipo de xenofobia quando
você acredita que um povo, não é, que
uma outra cultura dentro do teu próprio
país é completamente diferente daquilo
que realmente é em um cenário de
pobreza, de miséria e tal. Caraca, meu
amor, eu moro, eu, eu moro numa cidade
que deve ter uns 25 shoppings, sei lá,
com 3 milhões de habitantes. Aí me, aí
me levam num shopping em Curitiba e
perguntam se é a primeira vez que tô
indo no shopping, como é que lidar com a
falta d'água, como é que lidar com a
seca, eu sei lá, eu moro na praia, eu
moro na praia, eu sei lá como é que é.
Nunca vi seca na minha vida. Mas eu já
contei essas histórias todas por aqui,
certo? Deixa contar a história toda por
aqui. É ser de esquerda em ser um
nordestino que já sofreu xenofobia no
sul do país. Eu sou um cara de direita
já sofri xenofobia. Parece que existem
pautas que que foram tragadas, né?
Tragadas. Se você fala contra, não é
violência contra a mulher, ó, não pode
bater na mulher, é vira de esquerda.
Vira de esquerda. Gente, racismo é uma
coisa ruim, tá? Não seja racista. Você
vira de esquerda para muita gente, mesmo
que suas posições sejam
majoritariamente, praticamente tudo
ligado ao que é mais normal na direita,
né? Eu sou um cara antiaborto. Eu não
creio que casamento gay devia ser
legalizado. Eu creio em porte de arma.
Eu creio em liberalismo econômico. Creio
em liberdade de expressão praticamente
absoluta. Nunca vou ter na esquerda na
minha vida, mas eu sou um cara de
esquerda. Por quê? Porque eu acho que
mulher é gente, que eu acho que ninguém
devia ser desprezado pelo lugar onde
mora, que racismo é maor paia, entendeu?
Vocês viram? Bom, por que que tô vendo
esse preâmbulo idiota para começar esse
vídeo? Porque eu quero falar sobre Nick
Moret e a fala que viralizou do Nick
Moret recentemente, que eu esperei um
tempo para gravar sobre isso. Queria ter
gravado antes, mas eu disse: "Cara, eu
vou esperar para ver, não é qual vai ser
a resposta do Nick Moret", porque eu não
queria, eu já tenho problemas com
Descend, com o Dunamis. O Nick Moret é
um cara ligado ao Dunams e ao Descend. é
uma das grandes vozes lá dentro. Já tive
já fiz muitas críticas ao Descend e a
pessoa que se eu pessoalmente foi o Nick
Moret, já teve interações comigo em
redes sociais defendendo o Decend. E eu
não queria fazer parecer que é é uma
perseguição ao Nick Moret. Uma
perseguição ao Descende. Então se você
caiu aqui de para-quedas, o Nick Moret
falou, não é recentemente um dos seus
treinamentos algo absolutamente terrível
sobre o Nordeste, sobre cidades do
Nordeste, uma coisa que só dá para
classificar. Eu não vou usar a palavra
que eu quero usar, mas você já sabe qual
é a palavra. E eu quero trazer uma
reflexão com vocês justamente sobre esse
tipo de coisa de como o
neopentecostalismo é deletério pra fé
das pessoas, como o neopentecostalismo
faz mal pra fé das pessoas. E vê só, tem
tem coisas que eu quero pontuar aqui que
são são muito dolorosas para mim. Eu
falando da posição de um nordestino, tá?
Ah, porque é lugar de não é lugar de
fala, não acredito nessa teoria, é
porque eu sou alguém que é acaba sendo o
alvo certo, daquilo que Nick Mor tá
falando. E eu quero convidar você a essa
reflexão. Bom, preâmbulo, todo esse
preâmbulo aqui feito. Sou pastor Iago
Martins, se for sua primeira vez aqui,
esse é o 2D do teologia. A gente tem
vídeos em vários formatos. A gente tem
resenha de filme, a gente tem exegés do
Novo Testamento e a gente tem
comentários sobre coisas que viralizam
sobre Deus aqui na internet. Sou pastor
Batista aqui no Ceará, sou doutorando em
teologia e tenho esse canal aqui onde a
gente produz, né, conteúdo teológico aí
já há 11 anos. O vídeo de hoje chega até
você graças à Luma. A LUMA é uma
plataforma completa para negócios
digitais que reúne de forma simples,
robusta e integrada tudo que normalmente
o produtor precisa pensar em vários
lugares diferentes. Tá tudo junto na
Luma. Tudo isso aqui, olha aqui, ó,
falar aqui na na maciota, tá? Tudo isso
com assinatura fixa, sem porcentagem por
venda, sem pagar porcentagem por venda,
igual as outras, os outros checkouts que
tem por aí, os outros. Cara, olha só,
olha só que o negócio aqui é quente.
Você vende curso, vende mentoria, tem
algum assinatura, alguma comunidade,
você quer parar de de depender de
plataformas que comem parte da sua
receita? Aquele, aquele sócio oculto
levando ali a tantos por co que você
tem. Você quer mais controle e mais
estrutura para crescer no teu negócio
digital? Muita gente no digital até até
vende bem, né? Mas opera com dificuldade
mal. Olha, eu já eu vendo cursos
digitais e eu sei a dificuldade que
muitas vezes é. Tem uma ferramenta para
checkout, tem outra ferramenta para
entrega, outra ferramenta pra
comunidade, tem que ficar fazendo
integração o tempo todo. O tanto que o
pobre do Aton já trabalhou para poder
fazer integração entre um monte de
coisa, um monte de plataforma para poder
um curso funcionar. É retrabalho, é
fricção, é erro. E no fim, cada
plataforma leva alguma coisa, tem que
pagar o negócio aqui acular e a
plataforma principal ainda fica com uma
parcela uma parte de cada venda, como se
fosse um sócio do teu negócio. A Luma
foi feita para resolver isso. Ela
entrega uma estrutura profissional e
completa pro produtor poder vender,
entregar e crescer em um único
ecossistema com checkout personalizável.
Áreas de membro white label, ou seja,
não tem lá o logo da Luma em todo canto,
coloca todos teus logos lá. Sistema de
comunidade nativo, aplicativo app pro
aluno, tudo integrado em uma única
plataforma, todos os recursos
disponíveis em todos os planos e você
paga só uma assinatura fixa, sem
porcentagem por venda. A Luma é para
quem quer mais controle, mais
previsibilidade e uma operação mais
robusta. É uma alternativa não só mais
barata, mas também mais completa e mais
inteligente. Então entra em
luma.digital.
Sim, o site é isso, luma.digital.
Então vai no Qcode aqui da tela que você
já garante 5% de desconto no que já é
barato. Diz para eles que veio aí pelo
Iago, tá? Para dar aquela moral pra
gente. luma.digital vai ter um link aí
na descrição e no comentário fixado. Se
você vende alguma coisa no digital, dá
uma olhada na Luma que certamente vai
transformar toda a sua operação em algo
muito mais simples, muito mais completo
e você vai poder demitir um sócio aí que
tá levando tua grana por nada muitas
vezes, né? É Luma. Link na descrição e
aproveita. Seguinte, eu não vou passar o
vídeo do Nick Moret porque alguns canais
que reagiram ao Moret, eu vi que o vídeo
saiu do ar. Aí eu não sei se saiu do ar
porque ele pediu desculpas, porque ele
pediu desculpas. Eu quero comentar o
pedir desculpas do Moret também, porque
eu acho que o pedir desculpas é é mais
problemático do que a fala em si. Mas aí
eu não sei se eles derrubaram. Então,
como como eu não sei se eles derrubaram
o vídeo ou se a galera tirou
voluntariamente, não vou passar o vídeo
aqui. Eu vou ler uma matéria que traz
exatamente o que tá escrito no vídeo. A
matéria aqui na wall diz: "Missionário
líder de movimento evangélico liga
Salvador e Olinda a demônio." Diz:
"Gravação do missionário ligado aos
movimentos Dunamis e Descende, viralizou
e gerou reações." No vídeo, Moret afirma
odiar a capital baiana e relata
mal-estar ao passar por regiões com
referências a religiões de matriz
africana. missionário amplia a fala para
o território baiano. Se tem uma cidade
que eu odeio ir, e desculpa a todos os
meus amigos baianos, eu amo vocês, mas
Salvador, meu irmão, parece que você
está andando pedindo licença para
demônio. Vou começar dizendo o seguinte,
existe demônio territóri, parece que
isso vem de uma ideia de demônio
territorial, né? Eu não sigo a ideia de
demônio territorial. Acho que a gente
não consegue fazer uma uma teologia
bíblica do demônio territorial. Se você
correr ali, tá, correr ali para Daniel,
você é o príncipe da Pérsia e tal, você
consegue de alguma forma tentar criar
uma teologia, mas a gente não tem muita
base bíblica para crer em demônio
territorial. Mas eu não sei se é disso
que vem a teologia dele. Eu sei que é
essa, mas não sei se vem diretamente
dessa aplicação. Morest escreve um
episódio ocorrido durante o jejum em
Recife. Ele conta que ao atravessar a
ponte para o Linda teve vontade de
vomitar e atribuir a sensação ao que
chama de dom de discernimento
espiritual. Aí diz o vídeo. Eu, por
exemplo, estando agora no descend de
Recife, eu tenho dom de discernimento às
vezes bem aflorado, principalmente
quando entra em jejum, fico estranhaço
porque começa a discernir as coisas no
espírito. Já viu aquelas pessoas que são
tão crentes que ficam estranhas? Parece
que estão falando em outro idioma,
vivendo em outro mundo. Dá até um pouco
de medo. Isso aqui é ele descrevendo ele
próprio, tá? Eu não quero ficar também
implicando com toda essa autoexaltação
espiritual que eu acho extremamente
pecaminosa, extremamente deletéria, já
tem um vídeo inteiro aqui no canal
antigo, ó, chamado pornografia
espiritual, certo? Pornografia
espiritual, em que é pegar a vida
privada de fé e transformar em um
espetáculo público, ficar vivendo em um
ambiente em que suas lideranças vivem
esse tipo de pornografia espiritual, ou
seja, esse tipo de exposição pública de
algo que é belo no privado. Porque o que
é a pornografia, né? pegar uma coisa que
é bonita na vida privada, um casal tendo
sua intimidade e escancarar pro mundo,
não é? Em um tipo de espetáculo, o que é
ficar falando seus jejuns, ficar
falando, né? Eu fico estranhaço, gente
tão espiritual que fala outra língua,
falando sobre si mesmo. E isso é de um
mau gosto terrível, tá? E para além de
ser um mau gosto terrível, é, eu acho
que é pecado, é pecado fazer isso. Jesus
diz claramente que você deveria quando
tivesse jejuando, esconder seu rosto,
não parecer que tá jejuando, certo? Você
não tem que ficar parecendo
espiritualzão, sabe? Ficar parecendo,
olha só porque eu estou jejuando, estou
em jejum, olha aqui meu jejum, eu fico
espiritual, aflorado, cara. É, é triste.
Eu acho, acho triste, tá? Mas vai aqui
já é já não é o ponto em si. Ponto é o
que tá escrito aqui no resto, que como
eu vi o vídeo dele, sei que aqui a
descrição é exata daquilo que ele falou.
Não é exatamente exata, eles tiraram
algumas coisas meio meio cringe do que
ele falou, né, que eu fico weird, não
sei o qu, esses ingleszinhos, mas e não
quero também ficar implicando
diretamente com com o cara em si, tá?
Meu ponto não é não é bau, nick Moret.
Não quero escolha bala Moret. Inclusive,
ninguém vai ficar, não fiquem dando hate
pro Moret, xingando Moret ou quer que
seja também. Diz aqui, ó, o jejum
descende. Foi o que eu mais senti, a
presença de Deus. Por que será, né, que
o jejum ligado ao evento que ele promove
é o jejum que mais fez ele sentir a
presença de Deus. Mas tudo bem, vamos
lá. A gente estava no carro indo para a
primeira revival night, noite do
avivamento, né? Eu tava no banco de trás
quando veio, quando veio um enjoo, uma
vontade de vomitar. Depois de uns 30, 40
segundos, o pastor Mateus fala: "A
atmosfera de Olinda é pesada", né? Foi
exatamente quando a gente entrou na
ponte que meu estômago revirou. Ele
explicou que aquela era a ponte que
separa Recife de Olinda e começou a
falar sobre a história do lugar dizendo
que quase todos os estabelecimentos são
consagrados. Aí você começa a pensar a
passar e era badogum mercadoá. Eu falei:
"Nossa, caramba, é um pouquinho estátua
para cá, trabalho para todo lado". Vamos
lá. Esta é a descrição do Nick Moret
acerca da cidade de Olinda. Essa
descrição aqui, primeiro, tem tem uma
série de problemas aqui. Deixa eu
começar dizendo o seguinte: cidade de
Olinda não é assim. Você já foi em
Olinda, vocês já foram em Olinda, já
foram em Recife? Você não tem isso a
este nível, não. O que me, o que faz eu
achar muito estranho que essa seja uma
experiência em primeira pessoa do Nick
Moret acerca da cidade de Olinda. Ah, os
B é tudo consagrado. Se eu pensar aqui,
ó, quantos por cent
religião de matriz africana,
espiritismo,
etc? Até até perguntei meio mal aqui pro
GPT, mas vamos ver aqui. O espiritismo
na em Pernambuco, Olinda, é menor do que
no Sudeste. A estimativa que o GPT me dá
aqui é que de 4 a 8% da população pode
ser ligado a essas tradições. Vou
perguntar aqui quantos por co é
evangélica? Os anos 2022 esse fiolinda,
tá algo entre 28 e 35% da população. Faz
segura é 30%. Então você tem uma uma
comunidade evangélica em Olinda e Recife
muito maior, certo? Do que a comunidade
de qualquer religião de matriz africana.
Segundo aqui o aá, tô usando aá, tá?
Então os dados não podem podem estar
errados. A perspectiva é que o número de
evangélicos até suba lá. Ora, se fosse
verdade que Olinda e Recife é uma cidade
que eu já fui várias vezes, já fui
muitas vezes lá, não moro, não moro tão
longe assim, assim, é longe, né? São
horas de carro, são, sei lá, 16 horas
dirigindo para chegar lá, não lembro. É
um voo de uma hora e pouco. Não, não,
nunca vi esse esse nível de
representatividade lá. Se fosse o fato,
se fosse o fato, faria sentido que o
Nick Moret se sentisse mal nessa cidade,
um peso, tal? Faria. Faria. Paulo, por
exemplo, condenou, não é, cidades que
eram cidades entregues, né, a idolatria
e tudo mais. Se fosse o fato, a fala do
do Moret seria bem menos problemático. O
que seria problemático no primeiro
momento é essa linguagem, né, de que
odeio ir para Salvador porque a como é
que ele fala aqui? Odeio. Você tem uma
cidade que eu odeio ir, Salvador, que
você tá andando pedindo licença para
demônio. Cara, não acho que esse é o
tipo de coisa que você quer ouvir de
missionário de alguém fazendo um
treinamento missionário. Eu não sou
missionário mais. Há muitos anos eu saí
do do contexto missionário e nunca fiz
missões transculturais, sempre fiz
missões locais em ambientes
universitários antes de eu virar pastor
de igreja. Cheguei a começar um projeto
de plantação de igreja em uma região
assim bem perigosa, bem pobre aqui aqui
de Fortaleza. Então assim, faz muito
tempo que eu não estou envolvido na na
obra missionária diretamente, apesar de
nossa igreja ter envolvimento com obra
missionária. Mas no meu bacharel em
teologia a gente teve muita muita aula
de missiologia com muitos missionários
transculturais. A uma coisa que eu
aprendi é que você tem que aprender a
amar o local que você está, entender
aquele lugar e ter um coração como o
coração de Jesus, né, de amor. Jesus
chorava quando via cidades em idolatria.
Jesus chorava de tristeza. Eu queria
juntar vocês, eu queria, sabe? E claro,
ele trazia mensagem de condenação, mas a
condenação que Jesus trazia a essas
cidades era a condenação de quem
expressava amor para essas cidades. É
muito diferente da postura de Jonas, né,
que vai para Nínive, que sem querer ir
para Nínive, com raiva de Nínive,
odiando Nínive. Quando um missionário
que tá treinando missionários diz que
odeia ir para uma cidade que na cabeça
dele precisa do evangelho porque tá
cheio de demônio, eu não acho que esse é
o espírito missionário correto. Não acho
que esse é o espírito missionário que
deveria guiar as pessoas. Imagina o
missionário que vai pro campo e odeia as
pessoas do campo, odeia a cidade do
campo. Claro, não diz que odeia as
pessoas, né? Mas odeia a cidade, odeia
aquela. Como é que você vai se envolver
culturalmente em uma cidade que você
odeia? Não é beleza. Talvez aquela
cidade seja realmente cidade
profundamente idólatra, cheia de
idolatria. Talvez seja. Qual é o
problema? é que os dados não
correspondem a isso. Não é uma cidade
cheia de mais cheia de idolatria do que
outras cidades do Brasil. Por exemplo,
se eu procurar aqui, qual a região do
Brasil com mais gente envolvida em
religiões
afro e espiritismo. Vai dizer, a conção
mais alta está no Sudeste. Nick Moret de
onde? É do Sudeste. Eu acho que ele é do
Sudeste. Vai mostrar aqui, ó, maior
proporção do país, especialmente em um
banda espiritismo, está no Rio de
Janeiro. Em São Paulo, é a maior
quantidade, número absoluto de adeptos.
Em Minas Gerais tem a forte presença do
espiritismo cadecismo. Então é sudeste
do Brasil, a principal região que vai
para espiritismo, umbanda, quimbanda,
candoblé, é onde o Nick Moret está. A
minha pergunta é: o Nick Moret está com
nos seus jejuns, em que ele fica super
espiritual, passando mal quando anda em
São Paulo, passando mal quando anda no
Rio de Janeiro, passando mal quando anda
em BH? O que ele fala no, o exemplo que
ele quer dar são cidades nordestinas, é
Recife, é Bahia. O exemplo que ele dá
não é São Paulo, Minas e e Rio de
Janeiro. Então, que discernimento de
espíritos é esse? em que ele não
consegue discernir os espíritos de onde
ele está, onde existe a maior a maior
quantidade de adeptos. Se eu forçar aqui
em termos de porcentagem só religiões
afro, onde está a maioria dos adeptos de
religião afro do do Brasil? Joguei no
Google aqui, ó, diz assim, ó: "A maioria
dos adeptos das religiões de matriz
africana, o banda e candoblé no Brasil
está concentrada nas regiões sul Sul e
Sudeste. O Rio Grande do Sul lidera
proporcionalmente com 3,2% população
vinculada a essas crenças, seguido pelo
Rio de Janeiro e São Paulo. Porto Alegre
se destaca como capital com maior
proporção de fiéis. Aqui excluindo o
espiritismo e indo só para para
religiões afric. O estado do Rio Grande
do Sul se destaca paradoxalmente por ter
uma das menores populações autodclaradas
pretas ou pardas, mas maior percentual
de adeptos de religiões de matriz
africana. Você já viu algum vídeo Nick
Moret dizendo que ele sente weird, weird
weird, estranho quando ele vai pro sul
do Brasil, quando ele vai para Gramado,
ele vai para Gramado e passa mal, ele
vai pra Serra Gaúcha e passa mal, ele
anda em São Paulo e passa mal? Não. Por
que que ele passa mal? Ele passa mal em
Recife, ele passa mal em Olinda, ele
passa mal na Bahia. Ele tem que esquivar
de demônio na Bahia. Por quê? O que é
que tem na Bahia? O que é que tem em
Recife? O que é que tem em Olinda? Que
não tem em outras regiões com a maior
quantidade de adeptos a religiões afro e
ao espiritismo? O que tem é uma
influência cultural maior. Você tem mais
pessoas pretas, principalmente porque o
o Nordeste libertou escravos antes do
Brasil, que o Ceará foi o primeiro
estado a libertar os escravos antes
mesurea no Brasil inteiro. Então você
teve uma culturação, a culturação dos
negros maior na cultura. Então você teve
mais missigenação do Nordeste, mas tem
uma você tem uma cultura negra muito
forte, você tem uma influência cultural
da instrumentalidade negra muito forte,
de modo que você tem mais cultura negra
dentro do mainstream do dia a dia do que
nesses outros países. Mais pessoas que
usam roupas que evocam cultura negra,
que em alguns pontos tem pontos de
contato, são roupas e são instrumentos
musicais que também são usados nas
religiões que tm alguma influência
negra. Para o Nick Moret, a cultura
popular do Nordeste é uma cultura
popular que lhe evoca uma sensação ruim.
Que nome eu dou para isso? Não vou dizer
aqui porque eu não quero ir pra cadeia,
né? Tô, não quero ter que lidar com esse
processinho, mas vocês sabem, né, o que
seria. Aí quem reagiu muito bem a isso
foi um pastor que eu que eu preguei na
igreja dele, fui em Salvador, é o pastor
Saulo Daniel. Fui lá, povo crente da
Bahia e ele fez um vídeo reagindo a
Moret. Eu quero deixar ele falar porque
ele é exatamente da de uma das cidades
que o Nick Moret citou aqui.
>> O pastor Nick Moret odeia vir para
Salvador e ele diz: "Salvador é uma
cidade onde ele precisa pedir licença
para não pisar em demônios quando anda
na rua". Segundo ele, o senso de
percepção, de discernimento espiritual
diz a ele que Salvador é uma cidade
muito carregada espiritualmente.
[música]
Como bom baiano, eu tenho que dizer que
tem muito problema nessa fala. Não tenho
nada contra pastor Nick Moret, inclusive
ele é um dos representantes do Descendo.
Fiz um poste há pouco tempo elogiando
Descendo aqui, um [música] evento que se
avoca na condição de maior evento
missionário do Brasil. Mas ele como
missionário falar isso, talvez revele
algum senso de não percepção ou
desconhecimento da realidade. Eu não sei
exatamente do que ele tá falando. Tenho
minhas posições, mas vou evitar de
cravar isso porque ele mesmo não crava,
não diz. Será que seria porque Salvador
tem uma diversidade religiosa muito
grande? Tem uma concentração religiosa
de de etnias diferentes, de formações
diferentes, de origens diferentes? Não
sei. O Senso 2022 não fala que Salvador
é grande destaque nisso. Aliás, fala de
cidades como Porto Alegre, Viamão do Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro, São
Paulo, Alto Paraíso de Goiás, Chui Rio
Grande do Sul. Salvador seria mais
oprimida do que essas cidades, porque
Salvador é mais oprimida do que São
Paulo, do que Rio de Janeiro. Pode ser
uma suposição que ele esteja falando
sobre representação de [música]
religiões de matriz africana. Se foi
isso, já é um problemão por si só, um
problemão [música] ético, eh, um
problemão onde ele vê muito mais
opressão na religiosidade que vem de
origem africana do que, por exemplo, no
islamismo, no budismo, em uma cidade
como São Paulo, tão cosmopolita, com
tantas representações religiosas
distintas, muito mais do que Salvador.
Ah, mas Salvador seria mais representado
por religião de matriz africana. Será
que é isso? Porque até se for isso, ele
também tá se envolvendo num grande
problema de ignorância.
>> Engraçado, né? Em São Paulo você tem
várias religiões muito mais
representadas, né? Islamismo, judaísmo.
São religiões que ele não sente o diabo.
Ele não sente o diabo em São Paulo com
tantas outras religiões mais
representadas em São Paulo do que em
outros lugares do país. Mas o diabo não
tá lá. O diabo só está aqui no Nordeste,
né? Estranho. Vamos ver aqui.
>> Porque segundo o censo do RBGE 2022, Rio
Grande do Sul é o estado com mais
adeptos de religião de matriz africana
[música] com 3,2% da população. Rio de
Janeiro vem em segundo com 1,5 com 2,5%
da população. A Bahia tem 1%, menos da
metade do Rio de Janeiro, menos de 1/3
do Rio Grande do Sul. Por que que
Salvador é mais oprimida do que [música]
essas cidades? Por que que Salvador é
mais carregada, tem mais demônios do que
essas outras cidades? [música]
Aa, toda a discordância teológica que eu
tenho dessa afirmação
sobre demônios territoriais e tudo isso
que pode ser que ele esteja baseando a
teoria dele, tem algumas questões aí
muito severas e ele sinceramente não
explica. E eu vou me abster da minha
opinião do que por que eu acho que ele
que ele considera Salvador mais oprimida
do que Rio Grande do Sul. Não sei se tem
a ver com a cor da pele das pessoas
daqui, com a aparência das pessoas
daqui, [música] com sei, não sei. Ele
não diz, não vou supor. Então, se eu
puder entender porque o Nick realmente
não gosta do Salvador, talvez seja
porque ele é corintiano, meu Bahia
ganhou do time dele, mas isso me faz
lembrar o motivo pelo qual tenho que
usar a camisa do Bahia às vezes nos
vídeos. Por que que eu faço vídeo no
desescópio com camisa do Bahia? Não é
porque eu sou fanático por um clube, não
é para representar uma região que muitas
vezes as pessoas olham pra gente e dizem
que a gente não pode sentar na mesma
mesa de conversa teológica, porque na
verdade Salvador, Bahia é um campo
missionário e não lugar de exportar, de
exportar teólogos. Então, às vezes eu
coloco camisa do Bahia para que as
pessoas de fora, às vezes do Sudeste, às
vezes do Sul do país, quando olham para
mim, diz: "Tomei um susto quando
descobri que você era baiano". Porque
você é tão estudioso, você conhece
teologia, então, e eu pergunto, o que
que tem na Bahia? As pessoas não
conhecem.
O Nick me lembrou o motivo pelo qual eu
uso Camisa do Bahia nos [música] vídeos.
Porque que eu falo de teologia a partir
do meu sotaque, a partir da minha terra?
Salvador não é uma terra tomada por
demônios. Salvador é uma terra de gente,
gente trabalhadora, gente sofrida, gente
com os problemas, o mesmo tipo de
problemas que vocês enfrentam nas outras
regiões do Brasil. E Salvador é uma
terra de que [música] tem gente de todas
as cores, de todas as raças, gente que
tá atormentada por demônios, mas gente
que clama pelo poder do sangue de Jesus,
assim como São Paulo, assim como Rio de
Janeiro, assim como outras regiões do
país. Então, Nick, fica aqui meu abraço
para você e o convite para voltar em
Salvador mais vezes, sem medo,
empoderado por fé, aquela fé que um
jejum verdadeiro promove em nosso
coração. Um beijo. Eu acho que o pastor
Saulo colocou muito bem em alguns
pontos. Ele é muito mais bondoso com o
Nick do que eu seria, tá? Mas o pastor
Saulo deve é ser uma pessoa muito melhor
do que eu. Aí o próprio Nick Moret
comentou aqui no vídeo do Saulo, por
isso eu achei interessante passar o
vídeo do Saulo. Ele comentou aqui, ó.
Hei, pastor Saulo, peço perdão pela
minha fala. Acho excelente. Uma ótima
postura. Fui infeliz no que e em como
falei. Achei excelente também isso aqui.
Ele disse só desculpa aí se vocês
ofenderam, entendeu? Desculpa aí. O modo
como eu falei não foi correto. Não, não.
Ele diz assim, ó. Fui infeliz no que e
em como? Então, minha forma foi infeliz
e o que eu falei foi infeliz. Poderia
ter usado outras palavras e forma de
falar. Aqui eu acho dá uma, né? Tudo
bem. Ele, ele já deixou claro que no que
tava errado. Podia ter usado outras
palavras. Beleza. Nunca foi uma intenção
ofender meus irmãos da Bahia. Não o
conheço pessoalmente, mas reforço meu
pedido de perdão. Deus abençoe. Bom,
excelente. Ótimo comentário. Mas isso
aqui sozinho o foi mal, tava doidão. Não
é o bastante, né? Ele foi um, ele fala
uma frase que virou notícia no Brasil
inteiro. Ele precisa, né, se corrigir de
forma um pouco mais pública. Ele faz
isso, ele faz isso. Faz no seu canal do
YouTube, não faz no seu Instagram. Tudo
bem. tem um Instagram grande, um monte
de gente lá no Instagram dele. Aí ele
fez essa postagem aqui, foi a última
postagem do Instagram dele, não postou
mais nada depois disso. Eu estou lendo
aqui, faz uma semana que ele fez essa
postagem. E aí a postagem diz o
seguinte: "Aqui começa o meu problema
com o pedido de perdão do Nick Moret,
entendeu? Que ele fala o seguinte, ó:
"Quero pedir perdão aos meus irmãos de
Salvador". Recife Olinda não entra. Tudo
bem. Uma fala equivocada viralizou
dizendo que odeio o Salvador, o que não
representa o que eu acredito. Ele não
diz que a fala foi tirada de contexto,
ele disse que que a fala foi equivocada.
Então o equivoco foi dele, certo? O que
eu disse não representa o que eu
acredito. Ótimo. Totalmente possível. Às
vezes quer dizer uma coisa e diz outra.
Minha intenção era falar sobre a
resistência espiritual do período de
carnaval de Olinda e de Salvador. Porém,
isso não ficou claro para quem me ouve.
Então, qual o ponto dele? É que o
carnaval exclusivamente de Salvador e de
Olinda era um carnaval que gera um tipo
de resistência espiritual pior, né?
Porque se ele tá criticando o carnaval
de Olind de Salvador, né? E e os outros
e os outros carnavais aí imensos também
no Rio de Janeiro, né? Não gera isso
nele também. Carnaval em São Paulo, meu
irmão, é um negócio louco também. Um
monte de gente, bloco de rua,
escolhambação, pecado, tem de tudo lá
também, tá? Ele diz: "Não publiquei o
texto que viralizou, nem o publicaria.
Então o corte não foi feito por ele.
Isso tem que dar algum nível de
desconto, porque não foi ele que fez
exatamente o corte para apstar como se
fosse uma coisa qual seu orgulho, né?
Foi uma frase que ele falou que ele
entende que foi falar de forma errada.
Queria falar exclusivamente do carnaval,
de uma resistência espiritual nesse
período. Reconheço meu erro e me retrato
publicamente, o que também farei
pessoalmente com aqueles que ouviram.
Não odeio Salvador nem Olinda. As
cidades são alvos do amor e da graça do
Senhor, assim como todo o Brasil. Peço
perdão a Deus, aos meus irmãos dessas
regiões e a todos que eu ofendi. Beleza?
Tem um aspecto positivo no tudo aqui, é
um pedido de perdão excelente, mas tem
uma coisa em particular que fica na
minha cabeça, que é o que me preocupa um
pouco em todo esse pedido de perdão
aqui. Primeiro, tem duas coisas.
Primeiro é a inconsistência com relação
a ser o carnaval, porque o carnaval de
Olind de Salvador são carnavais
relevantes no Brasil, mas não são os
únicos locais do Brasil que tem festas
imensas de carnaval. Por que
exclusivamente as festas de carnaval de
Olinda Salvador? Porque é que só lá você
tem que escapar de demônio? Porque é que
este é o grande exemplo de lugar para
escapar demônic que ele não diz que
odeio pro Rio de Janeiro, que tem um
carnaval muito pung gente, por que que
ele não diz que odeia ir pra São Paulo
que também tem muito carnaval de rua pra
caramba quando eu vou vou para São Paulo
perío carnaval insuportável muitas vezes
as regiões ali em volta de São Paulo e
tal, muita gente festejando e tudo mais.
E por que só o carnaval? Por que é que o
dia a dia de outros pecados não gera
esse mesmo tipo de coisa? Porque é que
toda a ganância que é tão comum em São
Paulo? Porque é que toda a sensualidade
que é tão comum no Rio de Janeiro, para
você for escolher pecados de regiões,
né? Existem pecados estereotipados em
algumas regiões, né? Rio de Janeiro é
uma terra onde que as pessoas se vestem
de forma um pouco muito mais com muito
menos roupa, digamos assim, do que em
outros lugares do país. Na minha
opinião, sou uma pessoa que viaja muito,
vejo muitas coisas, poxa, a galera se
veste muito, muito mais aberta no Rio de
Janeiro do que em outros lugares. Você
vai para São Paulo, a cultura
dinheirista e de ganância em São Paulo é
uma parada que você não encontra às
vezes equivalente em outro lugar do
país. E eu tenho certeza que minha
cidade tem, minha cidade, meu meu estado
tem lá os seus pecados mais comuns, mais
particulares. Claro que nada disso se
escreve em pedra, mas no dia a dia você
encontra pecados mais comuns em certos
ambientes. Porque é que é o carnaval que
gera esse aguçamento espiritual no Nick
Moret e os outros pecados que são muito
mais condenados pela escritura não geram
nada disso no Nick Moret. Tudo bem, já é
outra outra coisa para se levantar aqui.
Mas tem um ponto que me que é que é a
grande parada que me incomoda, que eu
acho que a grande parada que o Nick
Moret tem que perceber que aí entra para
mim esse aqui é o núcleo da minha
crítica a esse pedir de perdão. Você não
pode se arrepender de algo intimamente
relacionado ao núcleo da sua fé
simplesmente dizendo foi mal, fui
moleque. Deixa eu dar um exemplo. Se eu
chegar para vocês aqui dizer e dizer
assim, ó, negada, deixa eu falar, ó. Eu
acho que o calvinismo não é isso aí não.
Eu acho que calvinismo é uma parada que
tem que ser armeniana mesmo. Ó, desculpa
aí pessoal que agora gente sou
arminiana. Você vai achar que você é o
bastante, vai dizer: "Meu irmão, você tá
mudando todo o núcleo formativo do que
você produziu até aqui. Você tem que
desenvolver isso melhor, meu patrão."
Pensa, por exemplo, toda essa treta
sobre homossexualidade que a gente teve
recentemente aí na na internet, né? Os
caras diziam: "Não, gente, mas tentação
não é pecado, a inclinação interna não é
pecado. O pecado é você assentir no
coração a tentação." Essa era a posição
dos caras, não é? que me criticavam aqui
por por eu ter essa posição. E aí eles
tinham essa posição até até ano passado
e aí mudou o ano, perceberam que minha
posição é essa também. Aí sei lá, se eu
se eu defender que o céu é azul, eles
vão ter que defender que o céu é rosa,
porque é um ódio mortal a mim por algum
motivo. Quem sabe qual o motivo, né? Mas
deixa para lá. E aí eles fazem o quê,
gente? Essa posição é heresia. Essa
posição é posição de quem bota crianças
na mão de pedófilo. É isso que eles
dizem, tá? Essa é uma posição de quem tá
secando e desejando as irmãzinhas da
igreja. Essa é uma posição de quem tá
vivendo longe da fé reformada. É uma
posição herética, uma posição que te faz
cair no pecado. Mas essa era a posição
dos caras ano passado. Eles dizem assim,
ó: "Gente, já tive essa posição e eu
sinto vergonha disso. Mas vê se como
essa posição é herética. Mudei, não
creio mais nisso. Here, herg, herge."
Mas fica assim, ó, meu irmão, mas se
toda essa acusação, a essa posição tão
forte, tão dura, se aplicar a você do
ano passado, esses 7, 10 anos de
produção teológica anteriores, como é
que eu lido com isso? Você não pode
pegar uma posição que era sua ontem e
tratar como uma coisa que vem do próprio
diabo e simplesmente dizer: "Gente, foi
mal, fui Neymar. Foi mal, fui moleque e
segui como se não tivesse acontecendo. O
que que a gente tem no vídeo Nick Moret?
É ele atrelando aquilo que ele viu em
Recife, aquilo que ele viu em Olinda,
aquilo que ele viu em Salvador ao seu
discernimento espiritual, ao exercício
do seu dom, de um dom espiritual que ele
acredita possuir. E essa percepção está
errada sobre Salvador, sobreinda, sobre
sobre Bahia, se essa é uma percepção
errada, ele tá dizendo que a sua
autocompreensão de espiritualidade, a
sua autocompreensão do discernimento de
espíritos é errado, de que o jejum que
fazia, que faz ele acreditar que tava
super espiritual, weird, fica que ele tá
pegando dados do ambiente e certos
preconceitos culturais e interpretando
os sentimentos que ele tem nessa
confluência de dados errados,
preconceitos culturais e interpretando
como como espiritualidade, como
discernimento espiritual dele. Se isso é
verdade, que outros discernimentos
espirituais dele também não vinham de
Deus. Se isso é verdade, o que é que
isso fala? Talvez sobre toda a
compreensão, neopentecostal dele, do
dunamis, do descende, que outras
decisões ele tomou na vida dele baseado
nessa, nesse suposto discernimento
espiritual? E se isso é fato, o que é
que isso diz sobre toda a teologia
neopentecostal que o descende segue?
Você entende como isso é perigoso? O meu
problema do pedir perdão do Moret e de
novo, amém que ele pediu perdão. Amém
que ele não dobrou aposta. Amém.
Excelente. Excelente. Deus o abençoe.
Deus o abençoe. Deus o abençoe. O ponto
é, existe uma necessidade muito profunda
de uma de uma reconfiguração na
autocompreensão de espiritualidade. E
isso é muito mais complicado. E isso é a
parte difícil. Essa é a parte
complicada. Porque aí aí não basta o foi
mal moleque. Aí se ele compreender o
tamanho do problema da da frase dele,
daquilo que tá trazendo, ele vai ter que
[roncando] reinterpretar a própria
jornada de espiritualidade. Ele vai ter
que reinterpretar várias decisões que
ele tomou baseado nessa espiritualidade.
Uma espiritualidade que ficou claro
diante, sabe, de todo mundo que não é
verdadeira. Não tô dizendo que ele não
tem uma espiritualidade, um
relacionamento com Deus, não é isso. Não
sou capaz de julgar a vida privada de
ninguém à distância. Mas essas
declarações públicas de espiritualidade
que ele trouxe, não é, pr as pessoas,
essa autocompreensão, né, muito elevada
de si mesmo quando tá jejuando, se
mostrou muito claramente como uma coisa
que provém diretamente da cabeça dele,
das sensações e emoções dele, não de um
de uma real capacitação divina para
avaliar as coisas, porque se o fosse ele
ia avaliar de uma forma diferente. É o
que eu acho que o Nick Moret precisava
fazer. E aí, claro, eu duvido que o Nick
Moret assista esse vídeo. Já sou um
crítico de longa data do descend.
Pessoal já não devem me aguentar mais.
Mas é aqueles que me acompanham, que eu
sei que tem muitos que que tentam
conciliar o que eu prego aqui com o que
o Descende prega, né? Tenta conciliar
Descend, dunamis, esses movimentos
neopentecostais, esses grandes impérios
neopentecostais com o que a gente prega
aqui, né? Eu lembro quando alguém falou
que não, meus dois pregadores favoritos
são Augusto Nicodemos e Ed Macedo. É
tipo quando o Bial perguntou lá no no
programa Namoral, lembra do Namoral
Arlindo Cruz, quais eram as religiões
dele? Ele falou lá de 15 religiões
diferentes lá que ele tinha lá. E
algumas coisas são irreconciliáveis,
gente. Neopentecostalismo não dá para
conciliar com a teologia saudável. O
dunamis não é um movimento carismático.
O descende não é um movimento
pentecostal. Eles são
neopentecostalismo.
Eles estão muito mais próximos de uma
universal, de uma mundial do poder de
Deus, do que estão de uma Assembleia de
Deus clássica. Porque é
neopentecostalismo moderno e jovem, com
palavras em inglês e tênis desavanço. É
neopentecostalismo. O que eu espero é
que você que assiste essas coisas, que
vê e tenta passar um pano pro Dunamis,
tenta passar um pano pro Descende, veja
que as bases da espiritualidade deles é
é falha, é um castelo de cartas, certo?
Pode impressionar no palco com a música
alta, com o jogo de luzes, com a banda
famosa, com o pregador inglês no
estádio, mas não tem fundamentação. Aqui
tá um claro exemplo disso. O que é que
eu espero que vocês vão lá, vamos dar
hate no Nick Moret? Não, não façam isso.
Não, não façam isso é ridículo, certo?
Mas reflita, reflita sobre si mesmo. Eu
acredito que a gente tem problemas
sérios aqui que passam por xenofobia,
certo? Acredito que passa por xenofobia.
Eu não quero ficar usando essa palavra o
tempo todo aqui porque para não
desgastar também, mas na minha leitura
que é a distância claramente o Nick
Moret tá fazendo a mesma coisa da galera
que eu olhava pro dizia que era cor do
diabo. Você pega elementos da cultura do
norte e do nordeste que você só conhece
pela mediação da religião afro, não
conhece como parte de uma cultura e você
atribui diretamente ao diabo. Então você
transforma a cultura popular de um lugar
em uma coisa do capeta e tão grave
quanto, né, dentro da posição que ele
ocupa, existe aí uma autocompreensão da
própria espiritualidade que não condiz
como as coisas realmente são. E aí eu
quero que eu quero muito que você que me
escuta faça essa reflexão aí sobre o
modo como você se relaciona com com
esses movimentos não pentecostais, tá
bom? De novo, não vão escrotezar o cara,
não vão escolhambar o cara, façam as
críticas necessárias aí de uma forma que
que seja educada, cortez, não é?
Criticar o que tem que ser criticado,
mas também pelo amor de Deus, não v não
quero ninguém se lá pichando o muro do
do Nick Moret depois dizendo que foi eu
que mandei. Reclame, reclame do que tem
que reclamar, mas também trate os
indivíduos com com a graça necessária.
Bom, e você acha o que que você pensa
disso? Você quer, eu queria ouvir você
que é nordestino também. Que que você
pense sobre isso? Sei que da que amanhã
vai ter lá, vai ter um vídeo do do dos
cabos dizendo: "O Iago é de esquerda
porque ele acredita que xenofobia é
ruim, só falta isso, né?" Ah, cansado.
Internet negócio que cansa, mas vale a
pena. Hum. Ambiente educacional aqui é
muito bom. Vai conhecer a Luma, eu tenho
um link na descrição. Se inscreve no
canal e acina as notificações para você
ficar sabendo sempre que houver vídeo
novo. Cheiro no seu cangote e até a
próxima. M.

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