O PRECONCEITO DO NICK MORETTI COM O NORDESTE NÃO É ESPIRITUAL
30/03/2026
O PRECONCEITO DO NICK MORETTI COM O NORDESTE NÃO É ESPIRITUAL
Muita gente no digital até vende bem, mas opera com dificuldade. A estrutura fica espalhada: uma ferramenta para checkout, outra para entrega, outra para comunidade, integração para todo lado, retrabalho, fricção e risco de erro. E no fim ainda tem a plataforma que leva uma parte de cada venda, como se fosse um sócio oculto do negócio. A Looma foi feita para resolver isso e com um diferencial: Assinatura fixa, sem porcentagem por venda. Para quem quer mais controle, mais previsibilidade e uma operação mais robusta, é uma alternativa muito mais inteligente. Conheça agora!
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Se você só sente o diabo quando você tem um um tipo específico de de cor de pele, um tipo específico de herança cultural, um tipo específico de sutaque. Se o diabo só está em uma região particular em outras, não é? Se o diabo nunca tá na galera do olho azul, do cabelo loiro e da pele clara, mas o diabo sempre tá na galera de herança indígena, de herança negra, talvez o que você esteja sentindo não é o diabo. Talvez o que você esteja sentindo são seus próprios preconceitos. Bora fazer um vídeo aqui para vocês me chamarem de esquerdista. Bora, porque hoje hoje vai ser uma beleza, certo? Hoje vamos chamar de esquerdista do começo ao fim. Mas aí se eu tivesse preocupado com a opinião do povo, né? Eu eu eu tinha feito couro a galera que falou mal do Aué. Quando o pessoal enlouqueceu com o Au, né? Aquela música do pessoal do do coletivo Candiro. >> Ah, essa música é do diabo, é o demônio e tal, não sei o que, não sei o quê. >> Teve uma coisa que me incomodou muito nesse processo todo, tirando sim. Pessoal diz assim por aí, né? O Iago chamou de burro quem não gostou da música. É uma mentirada. Você pode não ter gostado da música, tá tudo bem. Eu chamei de burro quem achou que a música era do capeta, era da Umbanda, né? Essa música é da Umbanda, é um ritual disfarçado. José e Maria aqui. Aí você, desculpa aí, certo? Eu dobro aposta. Você é jumento. Você é meio jumento. Incapacidade de entender poesia simples. Você pode não gostar da música, pode não achar congregacional, pode achar a banda ruim, pode achar o pessoal LGBT, sei lá. Aí eu não sou pai nem mãe do coletivo Candieiro para ficar defendendo na internet. E eu acho que nem se eu fosse pai e mãe, eu ia defender em tudo, que eu já fiz vídeo falando mal de cor do coletivo Candieiro também. Mas uma coisa me irritou demais, demais é que assim, quando tinha galera que era fã de Marcos Almeida, Marcos Almeida, Palavra Antiga, que fizeram músicas excelentes pra cultura brasileira, dizendo: "Ah, essa música é muito dúbia". Muito dúbia, não é? Nossa, olha, não dá para entender direito o que ele tá dizendo. A mesma galera que que ouvia. Eu leio Hulm, você depo satrê. Na cidade dos homens tem gente que consegue ler, mas os outros estão cegos para ti. Eu canto Kif Queen. Você canta o quê, macho? As músicas do Marcos Alberto Palavra antiga era cheio dessas coisas poéticas. Olha só que maravilha. Poesia. Mas aí quando a galera começa a fazer poesia, coisas que nem sempre são extremamente claras, por mais que eu acho a música muito clara, mas tá tudo bem. Tem outras músicas do candiro que não são tão claras assim. Eu fiz uma crítica que deixou uma galera indignadaça, indignadaça, que era assim, ó. Da Bahia para cima é tudo macumba, né? Da Bahia para baixo pode. A banda é de BH, a banda é de BH. Ninguém viu o diabo em palavra antiga. Por quê? Porque os estilos musicais comum a galera do Sudeste do Brasil. Porque a própria a própria aparência e estética é comum da galera do Sudeste do Brasil. O sotaque é comum, os instrumentos são comuns ao ao sudeste do Brasil. Quando aparece uma banda como Coletivo Candieiro usando estilos musicais comum ao norte e ao Nordeste, usando palavras comuns ao norte, ao nordeste, expressões comuns do norte e o nordeste, tentando resgatar parte da cultura, não da religião indígena ou cabra, da [música] cultura musical indígena e negra no Brasil, ai meu irmão, aí é claramente do diabo. Para mim, cara, isso tem um nome, tem um nome é xenofobia. É aquela coisa, né? Se você reclamar de xenofobia, você é um mimizento, você é de esquerda ou que seja. Eu sempre conto essas histórias aqui. Eu já sofri xenofobia real, real. Já fui em Gramado, tentaram me vender um negócio, não quis comprar e vi e perguntaram: "Você é de onde?" "Eu sou do Ceará. Logo vim um povinho reenogjento desse." Cara, isso é o quê? Se o nome disso não for xenofobia. Quando eu chego em Curitiba, Curitiba foi o lugar que eu mais sofri xenofobia na minha vida em Curitiba. Mas graças a Deus tudo é muito antigo. Hoje em dia isso não acontece mais tão frequente. Não sei assim, não sei por, mas antes, no começo da minha vida de de viagem, cara, a galera perguntava como é que era a seca, como era passar fome, como era ficar sem água, não é? é uma ignorância muito profunda sobre o Nordeste, tudo mais, que é um tipo de xenofobia quando você acredita que um povo, não é, que uma outra cultura dentro do teu próprio país é completamente diferente daquilo que realmente é em um cenário de pobreza, de miséria e tal. Caraca, meu amor, eu moro, eu, eu moro numa cidade que deve ter uns 25 shoppings, sei lá, com 3 milhões de habitantes. Aí me, aí me levam num shopping em Curitiba e perguntam se é a primeira vez que tô indo no shopping, como é que lidar com a falta d'água, como é que lidar com a seca, eu sei lá, eu moro na praia, eu moro na praia, eu sei lá como é que é. Nunca vi seca na minha vida. Mas eu já contei essas histórias todas por aqui, certo? Deixa contar a história toda por aqui. É ser de esquerda em ser um nordestino que já sofreu xenofobia no sul do país. Eu sou um cara de direita já sofri xenofobia. Parece que existem pautas que que foram tragadas, né? Tragadas. Se você fala contra, não é violência contra a mulher, ó, não pode bater na mulher, é vira de esquerda. Vira de esquerda. Gente, racismo é uma coisa ruim, tá? Não seja racista. Você vira de esquerda para muita gente, mesmo que suas posições sejam majoritariamente, praticamente tudo ligado ao que é mais normal na direita, né? Eu sou um cara antiaborto. Eu não creio que casamento gay devia ser legalizado. Eu creio em porte de arma. Eu creio em liberalismo econômico. Creio em liberdade de expressão praticamente absoluta. Nunca vou ter na esquerda na minha vida, mas eu sou um cara de esquerda. Por quê? Porque eu acho que mulher é gente, que eu acho que ninguém devia ser desprezado pelo lugar onde mora, que racismo é maor paia, entendeu? Vocês viram? Bom, por que que tô vendo esse preâmbulo idiota para começar esse vídeo? Porque eu quero falar sobre Nick Moret e a fala que viralizou do Nick Moret recentemente, que eu esperei um tempo para gravar sobre isso. Queria ter gravado antes, mas eu disse: "Cara, eu vou esperar para ver, não é qual vai ser a resposta do Nick Moret", porque eu não queria, eu já tenho problemas com Descend, com o Dunamis. O Nick Moret é um cara ligado ao Dunams e ao Descend. é uma das grandes vozes lá dentro. Já tive já fiz muitas críticas ao Descend e a pessoa que se eu pessoalmente foi o Nick Moret, já teve interações comigo em redes sociais defendendo o Decend. E eu não queria fazer parecer que é é uma perseguição ao Nick Moret. Uma perseguição ao Descende. Então se você caiu aqui de para-quedas, o Nick Moret falou, não é recentemente um dos seus treinamentos algo absolutamente terrível sobre o Nordeste, sobre cidades do Nordeste, uma coisa que só dá para classificar. Eu não vou usar a palavra que eu quero usar, mas você já sabe qual é a palavra. E eu quero trazer uma reflexão com vocês justamente sobre esse tipo de coisa de como o neopentecostalismo é deletério pra fé das pessoas, como o neopentecostalismo faz mal pra fé das pessoas. E vê só, tem tem coisas que eu quero pontuar aqui que são são muito dolorosas para mim. Eu falando da posição de um nordestino, tá? Ah, porque é lugar de não é lugar de fala, não acredito nessa teoria, é porque eu sou alguém que é acaba sendo o alvo certo, daquilo que Nick Mor tá falando. E eu quero convidar você a essa reflexão. Bom, preâmbulo, todo esse preâmbulo aqui feito. Sou pastor Iago Martins, se for sua primeira vez aqui, esse é o 2D do teologia. A gente tem vídeos em vários formatos. A gente tem resenha de filme, a gente tem exegés do Novo Testamento e a gente tem comentários sobre coisas que viralizam sobre Deus aqui na internet. Sou pastor Batista aqui no Ceará, sou doutorando em teologia e tenho esse canal aqui onde a gente produz, né, conteúdo teológico aí já há 11 anos. O vídeo de hoje chega até você graças à Luma. A LUMA é uma plataforma completa para negócios digitais que reúne de forma simples, robusta e integrada tudo que normalmente o produtor precisa pensar em vários lugares diferentes. Tá tudo junto na Luma. Tudo isso aqui, olha aqui, ó, falar aqui na na maciota, tá? Tudo isso com assinatura fixa, sem porcentagem por venda, sem pagar porcentagem por venda, igual as outras, os outros checkouts que tem por aí, os outros. Cara, olha só, olha só que o negócio aqui é quente. 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Diz: "Gravação do missionário ligado aos movimentos Dunamis e Descende, viralizou e gerou reações." No vídeo, Moret afirma odiar a capital baiana e relata mal-estar ao passar por regiões com referências a religiões de matriz africana. missionário amplia a fala para o território baiano. Se tem uma cidade que eu odeio ir, e desculpa a todos os meus amigos baianos, eu amo vocês, mas Salvador, meu irmão, parece que você está andando pedindo licença para demônio. Vou começar dizendo o seguinte, existe demônio territóri, parece que isso vem de uma ideia de demônio territorial, né? Eu não sigo a ideia de demônio territorial. Acho que a gente não consegue fazer uma uma teologia bíblica do demônio territorial. Se você correr ali, tá, correr ali para Daniel, você é o príncipe da Pérsia e tal, você consegue de alguma forma tentar criar uma teologia, mas a gente não tem muita base bíblica para crer em demônio territorial. Mas eu não sei se é disso que vem a teologia dele. Eu sei que é essa, mas não sei se vem diretamente dessa aplicação. Morest escreve um episódio ocorrido durante o jejum em Recife. Ele conta que ao atravessar a ponte para o Linda teve vontade de vomitar e atribuir a sensação ao que chama de dom de discernimento espiritual. Aí diz o vídeo. Eu, por exemplo, estando agora no descend de Recife, eu tenho dom de discernimento às vezes bem aflorado, principalmente quando entra em jejum, fico estranhaço porque começa a discernir as coisas no espírito. Já viu aquelas pessoas que são tão crentes que ficam estranhas? Parece que estão falando em outro idioma, vivendo em outro mundo. Dá até um pouco de medo. Isso aqui é ele descrevendo ele próprio, tá? Eu não quero ficar também implicando com toda essa autoexaltação espiritual que eu acho extremamente pecaminosa, extremamente deletéria, já tem um vídeo inteiro aqui no canal antigo, ó, chamado pornografia espiritual, certo? Pornografia espiritual, em que é pegar a vida privada de fé e transformar em um espetáculo público, ficar vivendo em um ambiente em que suas lideranças vivem esse tipo de pornografia espiritual, ou seja, esse tipo de exposição pública de algo que é belo no privado. Porque o que é a pornografia, né? pegar uma coisa que é bonita na vida privada, um casal tendo sua intimidade e escancarar pro mundo, não é? Em um tipo de espetáculo, o que é ficar falando seus jejuns, ficar falando, né? Eu fico estranhaço, gente tão espiritual que fala outra língua, falando sobre si mesmo. E isso é de um mau gosto terrível, tá? E para além de ser um mau gosto terrível, é, eu acho que é pecado, é pecado fazer isso. Jesus diz claramente que você deveria quando tivesse jejuando, esconder seu rosto, não parecer que tá jejuando, certo? Você não tem que ficar parecendo espiritualzão, sabe? Ficar parecendo, olha só porque eu estou jejuando, estou em jejum, olha aqui meu jejum, eu fico espiritual, aflorado, cara. É, é triste. Eu acho, acho triste, tá? Mas vai aqui já é já não é o ponto em si. Ponto é o que tá escrito aqui no resto, que como eu vi o vídeo dele, sei que aqui a descrição é exata daquilo que ele falou. Não é exatamente exata, eles tiraram algumas coisas meio meio cringe do que ele falou, né, que eu fico weird, não sei o qu, esses ingleszinhos, mas e não quero também ficar implicando diretamente com com o cara em si, tá? Meu ponto não é não é bau, nick Moret. Não quero escolha bala Moret. Inclusive, ninguém vai ficar, não fiquem dando hate pro Moret, xingando Moret ou quer que seja também. Diz aqui, ó, o jejum descende. Foi o que eu mais senti, a presença de Deus. Por que será, né, que o jejum ligado ao evento que ele promove é o jejum que mais fez ele sentir a presença de Deus. Mas tudo bem, vamos lá. A gente estava no carro indo para a primeira revival night, noite do avivamento, né? Eu tava no banco de trás quando veio, quando veio um enjoo, uma vontade de vomitar. Depois de uns 30, 40 segundos, o pastor Mateus fala: "A atmosfera de Olinda é pesada", né? Foi exatamente quando a gente entrou na ponte que meu estômago revirou. Ele explicou que aquela era a ponte que separa Recife de Olinda e começou a falar sobre a história do lugar dizendo que quase todos os estabelecimentos são consagrados. Aí você começa a pensar a passar e era badogum mercadoá. Eu falei: "Nossa, caramba, é um pouquinho estátua para cá, trabalho para todo lado". Vamos lá. Esta é a descrição do Nick Moret acerca da cidade de Olinda. Essa descrição aqui, primeiro, tem tem uma série de problemas aqui. Deixa eu começar dizendo o seguinte: cidade de Olinda não é assim. Você já foi em Olinda, vocês já foram em Olinda, já foram em Recife? Você não tem isso a este nível, não. O que me, o que faz eu achar muito estranho que essa seja uma experiência em primeira pessoa do Nick Moret acerca da cidade de Olinda. Ah, os B é tudo consagrado. Se eu pensar aqui, ó, quantos por cent religião de matriz africana, espiritismo, etc? Até até perguntei meio mal aqui pro GPT, mas vamos ver aqui. O espiritismo na em Pernambuco, Olinda, é menor do que no Sudeste. A estimativa que o GPT me dá aqui é que de 4 a 8% da população pode ser ligado a essas tradições. Vou perguntar aqui quantos por co é evangélica? Os anos 2022 esse fiolinda, tá algo entre 28 e 35% da população. Faz segura é 30%. Então você tem uma uma comunidade evangélica em Olinda e Recife muito maior, certo? Do que a comunidade de qualquer religião de matriz africana. Segundo aqui o aá, tô usando aá, tá? Então os dados não podem podem estar errados. A perspectiva é que o número de evangélicos até suba lá. Ora, se fosse verdade que Olinda e Recife é uma cidade que eu já fui várias vezes, já fui muitas vezes lá, não moro, não moro tão longe assim, assim, é longe, né? São horas de carro, são, sei lá, 16 horas dirigindo para chegar lá, não lembro. É um voo de uma hora e pouco. Não, não, nunca vi esse esse nível de representatividade lá. Se fosse o fato, se fosse o fato, faria sentido que o Nick Moret se sentisse mal nessa cidade, um peso, tal? Faria. Faria. Paulo, por exemplo, condenou, não é, cidades que eram cidades entregues, né, a idolatria e tudo mais. Se fosse o fato, a fala do do Moret seria bem menos problemático. O que seria problemático no primeiro momento é essa linguagem, né, de que odeio ir para Salvador porque a como é que ele fala aqui? Odeio. Você tem uma cidade que eu odeio ir, Salvador, que você tá andando pedindo licença para demônio. Cara, não acho que esse é o tipo de coisa que você quer ouvir de missionário de alguém fazendo um treinamento missionário. Eu não sou missionário mais. Há muitos anos eu saí do do contexto missionário e nunca fiz missões transculturais, sempre fiz missões locais em ambientes universitários antes de eu virar pastor de igreja. Cheguei a começar um projeto de plantação de igreja em uma região assim bem perigosa, bem pobre aqui aqui de Fortaleza. Então assim, faz muito tempo que eu não estou envolvido na na obra missionária diretamente, apesar de nossa igreja ter envolvimento com obra missionária. Mas no meu bacharel em teologia a gente teve muita muita aula de missiologia com muitos missionários transculturais. A uma coisa que eu aprendi é que você tem que aprender a amar o local que você está, entender aquele lugar e ter um coração como o coração de Jesus, né, de amor. Jesus chorava quando via cidades em idolatria. Jesus chorava de tristeza. Eu queria juntar vocês, eu queria, sabe? E claro, ele trazia mensagem de condenação, mas a condenação que Jesus trazia a essas cidades era a condenação de quem expressava amor para essas cidades. É muito diferente da postura de Jonas, né, que vai para Nínive, que sem querer ir para Nínive, com raiva de Nínive, odiando Nínive. Quando um missionário que tá treinando missionários diz que odeia ir para uma cidade que na cabeça dele precisa do evangelho porque tá cheio de demônio, eu não acho que esse é o espírito missionário correto. Não acho que esse é o espírito missionário que deveria guiar as pessoas. Imagina o missionário que vai pro campo e odeia as pessoas do campo, odeia a cidade do campo. Claro, não diz que odeia as pessoas, né? Mas odeia a cidade, odeia aquela. Como é que você vai se envolver culturalmente em uma cidade que você odeia? Não é beleza. Talvez aquela cidade seja realmente cidade profundamente idólatra, cheia de idolatria. Talvez seja. Qual é o problema? é que os dados não correspondem a isso. Não é uma cidade cheia de mais cheia de idolatria do que outras cidades do Brasil. Por exemplo, se eu procurar aqui, qual a região do Brasil com mais gente envolvida em religiões afro e espiritismo. Vai dizer, a conção mais alta está no Sudeste. Nick Moret de onde? É do Sudeste. Eu acho que ele é do Sudeste. Vai mostrar aqui, ó, maior proporção do país, especialmente em um banda espiritismo, está no Rio de Janeiro. Em São Paulo, é a maior quantidade, número absoluto de adeptos. Em Minas Gerais tem a forte presença do espiritismo cadecismo. Então é sudeste do Brasil, a principal região que vai para espiritismo, umbanda, quimbanda, candoblé, é onde o Nick Moret está. A minha pergunta é: o Nick Moret está com nos seus jejuns, em que ele fica super espiritual, passando mal quando anda em São Paulo, passando mal quando anda no Rio de Janeiro, passando mal quando anda em BH? O que ele fala no, o exemplo que ele quer dar são cidades nordestinas, é Recife, é Bahia. O exemplo que ele dá não é São Paulo, Minas e e Rio de Janeiro. Então, que discernimento de espíritos é esse? em que ele não consegue discernir os espíritos de onde ele está, onde existe a maior a maior quantidade de adeptos. Se eu forçar aqui em termos de porcentagem só religiões afro, onde está a maioria dos adeptos de religião afro do do Brasil? Joguei no Google aqui, ó, diz assim, ó: "A maioria dos adeptos das religiões de matriz africana, o banda e candoblé no Brasil está concentrada nas regiões sul Sul e Sudeste. O Rio Grande do Sul lidera proporcionalmente com 3,2% população vinculada a essas crenças, seguido pelo Rio de Janeiro e São Paulo. Porto Alegre se destaca como capital com maior proporção de fiéis. Aqui excluindo o espiritismo e indo só para para religiões afric. O estado do Rio Grande do Sul se destaca paradoxalmente por ter uma das menores populações autodclaradas pretas ou pardas, mas maior percentual de adeptos de religiões de matriz africana. Você já viu algum vídeo Nick Moret dizendo que ele sente weird, weird weird, estranho quando ele vai pro sul do Brasil, quando ele vai para Gramado, ele vai para Gramado e passa mal, ele vai pra Serra Gaúcha e passa mal, ele anda em São Paulo e passa mal? Não. Por que que ele passa mal? Ele passa mal em Recife, ele passa mal em Olinda, ele passa mal na Bahia. Ele tem que esquivar de demônio na Bahia. Por quê? O que é que tem na Bahia? O que é que tem em Recife? O que é que tem em Olinda? Que não tem em outras regiões com a maior quantidade de adeptos a religiões afro e ao espiritismo? O que tem é uma influência cultural maior. Você tem mais pessoas pretas, principalmente porque o o Nordeste libertou escravos antes do Brasil, que o Ceará foi o primeiro estado a libertar os escravos antes mesurea no Brasil inteiro. Então você teve uma culturação, a culturação dos negros maior na cultura. Então você teve mais missigenação do Nordeste, mas tem uma você tem uma cultura negra muito forte, você tem uma influência cultural da instrumentalidade negra muito forte, de modo que você tem mais cultura negra dentro do mainstream do dia a dia do que nesses outros países. Mais pessoas que usam roupas que evocam cultura negra, que em alguns pontos tem pontos de contato, são roupas e são instrumentos musicais que também são usados nas religiões que tm alguma influência negra. Para o Nick Moret, a cultura popular do Nordeste é uma cultura popular que lhe evoca uma sensação ruim. Que nome eu dou para isso? Não vou dizer aqui porque eu não quero ir pra cadeia, né? Tô, não quero ter que lidar com esse processinho, mas vocês sabem, né, o que seria. Aí quem reagiu muito bem a isso foi um pastor que eu que eu preguei na igreja dele, fui em Salvador, é o pastor Saulo Daniel. Fui lá, povo crente da Bahia e ele fez um vídeo reagindo a Moret. Eu quero deixar ele falar porque ele é exatamente da de uma das cidades que o Nick Moret citou aqui. >> O pastor Nick Moret odeia vir para Salvador e ele diz: "Salvador é uma cidade onde ele precisa pedir licença para não pisar em demônios quando anda na rua". Segundo ele, o senso de percepção, de discernimento espiritual diz a ele que Salvador é uma cidade muito carregada espiritualmente. [música] Como bom baiano, eu tenho que dizer que tem muito problema nessa fala. Não tenho nada contra pastor Nick Moret, inclusive ele é um dos representantes do Descendo. Fiz um poste há pouco tempo elogiando Descendo aqui, um [música] evento que se avoca na condição de maior evento missionário do Brasil. Mas ele como missionário falar isso, talvez revele algum senso de não percepção ou desconhecimento da realidade. Eu não sei exatamente do que ele tá falando. Tenho minhas posições, mas vou evitar de cravar isso porque ele mesmo não crava, não diz. Será que seria porque Salvador tem uma diversidade religiosa muito grande? Tem uma concentração religiosa de de etnias diferentes, de formações diferentes, de origens diferentes? Não sei. O Senso 2022 não fala que Salvador é grande destaque nisso. Aliás, fala de cidades como Porto Alegre, Viamão do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Alto Paraíso de Goiás, Chui Rio Grande do Sul. Salvador seria mais oprimida do que essas cidades, porque Salvador é mais oprimida do que São Paulo, do que Rio de Janeiro. Pode ser uma suposição que ele esteja falando sobre representação de [música] religiões de matriz africana. Se foi isso, já é um problemão por si só, um problemão [música] ético, eh, um problemão onde ele vê muito mais opressão na religiosidade que vem de origem africana do que, por exemplo, no islamismo, no budismo, em uma cidade como São Paulo, tão cosmopolita, com tantas representações religiosas distintas, muito mais do que Salvador. Ah, mas Salvador seria mais representado por religião de matriz africana. Será que é isso? Porque até se for isso, ele também tá se envolvendo num grande problema de ignorância. >> Engraçado, né? Em São Paulo você tem várias religiões muito mais representadas, né? Islamismo, judaísmo. São religiões que ele não sente o diabo. Ele não sente o diabo em São Paulo com tantas outras religiões mais representadas em São Paulo do que em outros lugares do país. Mas o diabo não tá lá. O diabo só está aqui no Nordeste, né? Estranho. Vamos ver aqui. >> Porque segundo o censo do RBGE 2022, Rio Grande do Sul é o estado com mais adeptos de religião de matriz africana [música] com 3,2% da população. Rio de Janeiro vem em segundo com 1,5 com 2,5% da população. A Bahia tem 1%, menos da metade do Rio de Janeiro, menos de 1/3 do Rio Grande do Sul. Por que que Salvador é mais oprimida do que [música] essas cidades? Por que que Salvador é mais carregada, tem mais demônios do que essas outras cidades? [música] Aa, toda a discordância teológica que eu tenho dessa afirmação sobre demônios territoriais e tudo isso que pode ser que ele esteja baseando a teoria dele, tem algumas questões aí muito severas e ele sinceramente não explica. E eu vou me abster da minha opinião do que por que eu acho que ele que ele considera Salvador mais oprimida do que Rio Grande do Sul. Não sei se tem a ver com a cor da pele das pessoas daqui, com a aparência das pessoas daqui, [música] com sei, não sei. Ele não diz, não vou supor. Então, se eu puder entender porque o Nick realmente não gosta do Salvador, talvez seja porque ele é corintiano, meu Bahia ganhou do time dele, mas isso me faz lembrar o motivo pelo qual tenho que usar a camisa do Bahia às vezes nos vídeos. Por que que eu faço vídeo no desescópio com camisa do Bahia? Não é porque eu sou fanático por um clube, não é para representar uma região que muitas vezes as pessoas olham pra gente e dizem que a gente não pode sentar na mesma mesa de conversa teológica, porque na verdade Salvador, Bahia é um campo missionário e não lugar de exportar, de exportar teólogos. Então, às vezes eu coloco camisa do Bahia para que as pessoas de fora, às vezes do Sudeste, às vezes do Sul do país, quando olham para mim, diz: "Tomei um susto quando descobri que você era baiano". Porque você é tão estudioso, você conhece teologia, então, e eu pergunto, o que que tem na Bahia? As pessoas não conhecem. O Nick me lembrou o motivo pelo qual eu uso Camisa do Bahia nos [música] vídeos. Porque que eu falo de teologia a partir do meu sotaque, a partir da minha terra? Salvador não é uma terra tomada por demônios. Salvador é uma terra de gente, gente trabalhadora, gente sofrida, gente com os problemas, o mesmo tipo de problemas que vocês enfrentam nas outras regiões do Brasil. E Salvador é uma terra de que [música] tem gente de todas as cores, de todas as raças, gente que tá atormentada por demônios, mas gente que clama pelo poder do sangue de Jesus, assim como São Paulo, assim como Rio de Janeiro, assim como outras regiões do país. Então, Nick, fica aqui meu abraço para você e o convite para voltar em Salvador mais vezes, sem medo, empoderado por fé, aquela fé que um jejum verdadeiro promove em nosso coração. Um beijo. Eu acho que o pastor Saulo colocou muito bem em alguns pontos. Ele é muito mais bondoso com o Nick do que eu seria, tá? Mas o pastor Saulo deve é ser uma pessoa muito melhor do que eu. Aí o próprio Nick Moret comentou aqui no vídeo do Saulo, por isso eu achei interessante passar o vídeo do Saulo. Ele comentou aqui, ó. Hei, pastor Saulo, peço perdão pela minha fala. Acho excelente. Uma ótima postura. Fui infeliz no que e em como falei. Achei excelente também isso aqui. Ele disse só desculpa aí se vocês ofenderam, entendeu? Desculpa aí. O modo como eu falei não foi correto. Não, não. Ele diz assim, ó. Fui infeliz no que e em como? Então, minha forma foi infeliz e o que eu falei foi infeliz. Poderia ter usado outras palavras e forma de falar. Aqui eu acho dá uma, né? Tudo bem. Ele, ele já deixou claro que no que tava errado. Podia ter usado outras palavras. Beleza. Nunca foi uma intenção ofender meus irmãos da Bahia. Não o conheço pessoalmente, mas reforço meu pedido de perdão. Deus abençoe. Bom, excelente. Ótimo comentário. Mas isso aqui sozinho o foi mal, tava doidão. Não é o bastante, né? Ele foi um, ele fala uma frase que virou notícia no Brasil inteiro. Ele precisa, né, se corrigir de forma um pouco mais pública. Ele faz isso, ele faz isso. Faz no seu canal do YouTube, não faz no seu Instagram. Tudo bem. tem um Instagram grande, um monte de gente lá no Instagram dele. Aí ele fez essa postagem aqui, foi a última postagem do Instagram dele, não postou mais nada depois disso. Eu estou lendo aqui, faz uma semana que ele fez essa postagem. E aí a postagem diz o seguinte: "Aqui começa o meu problema com o pedido de perdão do Nick Moret, entendeu? Que ele fala o seguinte, ó: "Quero pedir perdão aos meus irmãos de Salvador". Recife Olinda não entra. Tudo bem. Uma fala equivocada viralizou dizendo que odeio o Salvador, o que não representa o que eu acredito. Ele não diz que a fala foi tirada de contexto, ele disse que que a fala foi equivocada. Então o equivoco foi dele, certo? O que eu disse não representa o que eu acredito. Ótimo. Totalmente possível. Às vezes quer dizer uma coisa e diz outra. Minha intenção era falar sobre a resistência espiritual do período de carnaval de Olinda e de Salvador. Porém, isso não ficou claro para quem me ouve. Então, qual o ponto dele? É que o carnaval exclusivamente de Salvador e de Olinda era um carnaval que gera um tipo de resistência espiritual pior, né? Porque se ele tá criticando o carnaval de Olind de Salvador, né? E e os outros e os outros carnavais aí imensos também no Rio de Janeiro, né? Não gera isso nele também. Carnaval em São Paulo, meu irmão, é um negócio louco também. Um monte de gente, bloco de rua, escolhambação, pecado, tem de tudo lá também, tá? Ele diz: "Não publiquei o texto que viralizou, nem o publicaria. Então o corte não foi feito por ele. Isso tem que dar algum nível de desconto, porque não foi ele que fez exatamente o corte para apstar como se fosse uma coisa qual seu orgulho, né? Foi uma frase que ele falou que ele entende que foi falar de forma errada. Queria falar exclusivamente do carnaval, de uma resistência espiritual nesse período. Reconheço meu erro e me retrato publicamente, o que também farei pessoalmente com aqueles que ouviram. Não odeio Salvador nem Olinda. As cidades são alvos do amor e da graça do Senhor, assim como todo o Brasil. Peço perdão a Deus, aos meus irmãos dessas regiões e a todos que eu ofendi. Beleza? Tem um aspecto positivo no tudo aqui, é um pedido de perdão excelente, mas tem uma coisa em particular que fica na minha cabeça, que é o que me preocupa um pouco em todo esse pedido de perdão aqui. Primeiro, tem duas coisas. Primeiro é a inconsistência com relação a ser o carnaval, porque o carnaval de Olind de Salvador são carnavais relevantes no Brasil, mas não são os únicos locais do Brasil que tem festas imensas de carnaval. Por que exclusivamente as festas de carnaval de Olinda Salvador? Porque é que só lá você tem que escapar de demônio? Porque é que este é o grande exemplo de lugar para escapar demônic que ele não diz que odeio pro Rio de Janeiro, que tem um carnaval muito pung gente, por que que ele não diz que odeia ir pra São Paulo que também tem muito carnaval de rua pra caramba quando eu vou vou para São Paulo perío carnaval insuportável muitas vezes as regiões ali em volta de São Paulo e tal, muita gente festejando e tudo mais. E por que só o carnaval? Por que é que o dia a dia de outros pecados não gera esse mesmo tipo de coisa? Porque é que toda a ganância que é tão comum em São Paulo? Porque é que toda a sensualidade que é tão comum no Rio de Janeiro, para você for escolher pecados de regiões, né? Existem pecados estereotipados em algumas regiões, né? Rio de Janeiro é uma terra onde que as pessoas se vestem de forma um pouco muito mais com muito menos roupa, digamos assim, do que em outros lugares do país. Na minha opinião, sou uma pessoa que viaja muito, vejo muitas coisas, poxa, a galera se veste muito, muito mais aberta no Rio de Janeiro do que em outros lugares. Você vai para São Paulo, a cultura dinheirista e de ganância em São Paulo é uma parada que você não encontra às vezes equivalente em outro lugar do país. E eu tenho certeza que minha cidade tem, minha cidade, meu meu estado tem lá os seus pecados mais comuns, mais particulares. Claro que nada disso se escreve em pedra, mas no dia a dia você encontra pecados mais comuns em certos ambientes. Porque é que é o carnaval que gera esse aguçamento espiritual no Nick Moret e os outros pecados que são muito mais condenados pela escritura não geram nada disso no Nick Moret. Tudo bem, já é outra outra coisa para se levantar aqui. Mas tem um ponto que me que é que é a grande parada que me incomoda, que eu acho que a grande parada que o Nick Moret tem que perceber que aí entra para mim esse aqui é o núcleo da minha crítica a esse pedir de perdão. Você não pode se arrepender de algo intimamente relacionado ao núcleo da sua fé simplesmente dizendo foi mal, fui moleque. Deixa eu dar um exemplo. Se eu chegar para vocês aqui dizer e dizer assim, ó, negada, deixa eu falar, ó. Eu acho que o calvinismo não é isso aí não. Eu acho que calvinismo é uma parada que tem que ser armeniana mesmo. Ó, desculpa aí pessoal que agora gente sou arminiana. Você vai achar que você é o bastante, vai dizer: "Meu irmão, você tá mudando todo o núcleo formativo do que você produziu até aqui. Você tem que desenvolver isso melhor, meu patrão." Pensa, por exemplo, toda essa treta sobre homossexualidade que a gente teve recentemente aí na na internet, né? Os caras diziam: "Não, gente, mas tentação não é pecado, a inclinação interna não é pecado. O pecado é você assentir no coração a tentação." Essa era a posição dos caras, não é? que me criticavam aqui por por eu ter essa posição. E aí eles tinham essa posição até até ano passado e aí mudou o ano, perceberam que minha posição é essa também. Aí sei lá, se eu se eu defender que o céu é azul, eles vão ter que defender que o céu é rosa, porque é um ódio mortal a mim por algum motivo. Quem sabe qual o motivo, né? Mas deixa para lá. E aí eles fazem o quê, gente? Essa posição é heresia. Essa posição é posição de quem bota crianças na mão de pedófilo. É isso que eles dizem, tá? Essa é uma posição de quem tá secando e desejando as irmãzinhas da igreja. Essa é uma posição de quem tá vivendo longe da fé reformada. É uma posição herética, uma posição que te faz cair no pecado. Mas essa era a posição dos caras ano passado. Eles dizem assim, ó: "Gente, já tive essa posição e eu sinto vergonha disso. Mas vê se como essa posição é herética. Mudei, não creio mais nisso. Here, herg, herge." Mas fica assim, ó, meu irmão, mas se toda essa acusação, a essa posição tão forte, tão dura, se aplicar a você do ano passado, esses 7, 10 anos de produção teológica anteriores, como é que eu lido com isso? Você não pode pegar uma posição que era sua ontem e tratar como uma coisa que vem do próprio diabo e simplesmente dizer: "Gente, foi mal, fui Neymar. Foi mal, fui moleque e segui como se não tivesse acontecendo. O que que a gente tem no vídeo Nick Moret? É ele atrelando aquilo que ele viu em Recife, aquilo que ele viu em Olinda, aquilo que ele viu em Salvador ao seu discernimento espiritual, ao exercício do seu dom, de um dom espiritual que ele acredita possuir. E essa percepção está errada sobre Salvador, sobreinda, sobre sobre Bahia, se essa é uma percepção errada, ele tá dizendo que a sua autocompreensão de espiritualidade, a sua autocompreensão do discernimento de espíritos é errado, de que o jejum que fazia, que faz ele acreditar que tava super espiritual, weird, fica que ele tá pegando dados do ambiente e certos preconceitos culturais e interpretando os sentimentos que ele tem nessa confluência de dados errados, preconceitos culturais e interpretando como como espiritualidade, como discernimento espiritual dele. Se isso é verdade, que outros discernimentos espirituais dele também não vinham de Deus. Se isso é verdade, o que é que isso fala? Talvez sobre toda a compreensão, neopentecostal dele, do dunamis, do descende, que outras decisões ele tomou na vida dele baseado nessa, nesse suposto discernimento espiritual? E se isso é fato, o que é que isso diz sobre toda a teologia neopentecostal que o descende segue? Você entende como isso é perigoso? O meu problema do pedir perdão do Moret e de novo, amém que ele pediu perdão. Amém que ele não dobrou aposta. Amém. Excelente. Excelente. Deus o abençoe. Deus o abençoe. Deus o abençoe. O ponto é, existe uma necessidade muito profunda de uma de uma reconfiguração na autocompreensão de espiritualidade. E isso é muito mais complicado. E isso é a parte difícil. Essa é a parte complicada. Porque aí aí não basta o foi mal moleque. Aí se ele compreender o tamanho do problema da da frase dele, daquilo que tá trazendo, ele vai ter que [roncando] reinterpretar a própria jornada de espiritualidade. Ele vai ter que reinterpretar várias decisões que ele tomou baseado nessa espiritualidade. Uma espiritualidade que ficou claro diante, sabe, de todo mundo que não é verdadeira. Não tô dizendo que ele não tem uma espiritualidade, um relacionamento com Deus, não é isso. Não sou capaz de julgar a vida privada de ninguém à distância. Mas essas declarações públicas de espiritualidade que ele trouxe, não é, pr as pessoas, essa autocompreensão, né, muito elevada de si mesmo quando tá jejuando, se mostrou muito claramente como uma coisa que provém diretamente da cabeça dele, das sensações e emoções dele, não de um de uma real capacitação divina para avaliar as coisas, porque se o fosse ele ia avaliar de uma forma diferente. É o que eu acho que o Nick Moret precisava fazer. E aí, claro, eu duvido que o Nick Moret assista esse vídeo. Já sou um crítico de longa data do descend. Pessoal já não devem me aguentar mais. Mas é aqueles que me acompanham, que eu sei que tem muitos que que tentam conciliar o que eu prego aqui com o que o Descende prega, né? Tenta conciliar Descend, dunamis, esses movimentos neopentecostais, esses grandes impérios neopentecostais com o que a gente prega aqui, né? Eu lembro quando alguém falou que não, meus dois pregadores favoritos são Augusto Nicodemos e Ed Macedo. É tipo quando o Bial perguntou lá no no programa Namoral, lembra do Namoral Arlindo Cruz, quais eram as religiões dele? Ele falou lá de 15 religiões diferentes lá que ele tinha lá. E algumas coisas são irreconciliáveis, gente. Neopentecostalismo não dá para conciliar com a teologia saudável. O dunamis não é um movimento carismático. O descende não é um movimento pentecostal. Eles são neopentecostalismo. Eles estão muito mais próximos de uma universal, de uma mundial do poder de Deus, do que estão de uma Assembleia de Deus clássica. Porque é neopentecostalismo moderno e jovem, com palavras em inglês e tênis desavanço. É neopentecostalismo. O que eu espero é que você que assiste essas coisas, que vê e tenta passar um pano pro Dunamis, tenta passar um pano pro Descende, veja que as bases da espiritualidade deles é é falha, é um castelo de cartas, certo? Pode impressionar no palco com a música alta, com o jogo de luzes, com a banda famosa, com o pregador inglês no estádio, mas não tem fundamentação. Aqui tá um claro exemplo disso. O que é que eu espero que vocês vão lá, vamos dar hate no Nick Moret? Não, não façam isso. Não, não façam isso é ridículo, certo? Mas reflita, reflita sobre si mesmo. Eu acredito que a gente tem problemas sérios aqui que passam por xenofobia, certo? Acredito que passa por xenofobia. Eu não quero ficar usando essa palavra o tempo todo aqui porque para não desgastar também, mas na minha leitura que é a distância claramente o Nick Moret tá fazendo a mesma coisa da galera que eu olhava pro dizia que era cor do diabo. Você pega elementos da cultura do norte e do nordeste que você só conhece pela mediação da religião afro, não conhece como parte de uma cultura e você atribui diretamente ao diabo. Então você transforma a cultura popular de um lugar em uma coisa do capeta e tão grave quanto, né, dentro da posição que ele ocupa, existe aí uma autocompreensão da própria espiritualidade que não condiz como as coisas realmente são. E aí eu quero que eu quero muito que você que me escuta faça essa reflexão aí sobre o modo como você se relaciona com com esses movimentos não pentecostais, tá bom? De novo, não vão escrotezar o cara, não vão escolhambar o cara, façam as críticas necessárias aí de uma forma que que seja educada, cortez, não é? Criticar o que tem que ser criticado, mas também pelo amor de Deus, não v não quero ninguém se lá pichando o muro do do Nick Moret depois dizendo que foi eu que mandei. Reclame, reclame do que tem que reclamar, mas também trate os indivíduos com com a graça necessária. Bom, e você acha o que que você pensa disso? Você quer, eu queria ouvir você que é nordestino também. Que que você pense sobre isso? Sei que da que amanhã vai ter lá, vai ter um vídeo do do dos cabos dizendo: "O Iago é de esquerda porque ele acredita que xenofobia é ruim, só falta isso, né?" Ah, cansado. Internet negócio que cansa, mas vale a pena. Hum. Ambiente educacional aqui é muito bom. Vai conhecer a Luma, eu tenho um link na descrição. Se inscreve no canal e acina as notificações para você ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Cheiro no seu cangote e até a próxima. M.